sábado, julho 31, 2004

No princípio era o verbo
quente e mudo
dos teus beijos escarlates...
Escutava-te
e os pássaros nos meus ombros
cantavam...

Os mortos andavam
e só eu os via...dançavam
O meu corpo nu
espada desembainhada
partia-se nos teus braços

Queria-te
e dançávamos sdobre as águas,
inquietos
A noite morria
e nós despertos,libertos...

Por fim,a paz
no teu peito morno,sorria...



kiwi-Pastora de labaredas
Sabes,meu amor
não sei...
não sei do que gosto mais em ti
Se dos teus olhos a candura ardente
quando te enterneces
ou se do seu entardecer sereno
quando dizes-amo-te
não sei não...
se do teu perfil cruel como um punhal quando te aborreço
ou se do teu abandono nu
quando te acaricio...
não sei não!
se dos teus cabelos
quando os sinto
na minha cara
ou se...
do mar bravio
que há na tua boca
não sei não...

terça-feira, julho 27, 2004

DISCUSSÃO DO PROGRAMA DO GOVERNO
 
Digo e Repito-Santana Lopes é um animal político na linha de Mário Soares,ou seja,competente na comunicação,populista que baste,e...humano pelo que tem de "fraqueza!!!?" de carácter e que o torna paradoxalmente interessante.

O maior erro que a oposição cometerá,como aliás João Soares aprendeu à sua custa,será menosprezar as suas capacidades como político.

De resto,o que me tem sido dado a ver neste debate do programa do Governo,que ele transformou numa apresentação pública como Premier,é a flexibilidade e jogo de cintura de um político experiente e sedutor.

Ataquem-no através dos Ministros das Corporações,principalmente a Economia e Saúde,onde os interesses em jogo estão à vista de todos,assim como a Educação.
Os ataques pessoais vitimizam-no e para uma sociedade como a nossa,com os Media como estão,dominados pelo feminino (este assunto é muito sério e voltarei a ele oportunamente) e lamechas que baste,são um erro crasso.

domingo, julho 25, 2004

Secretário-Geral do PS
 
Eu ,se fosse militante do PS daria o meu voto e a minha confiança ao João Soares.
Com uma clareza meridiana define o seu espaço ideológico em relação aos burocratas do PS enquadradas pelo Sócrates,Coelho e companhia,para os quais a justificação de ser poder permite e justifica  perante os "receosos" portugueses do centro o esconder a verdadeira natureza do partido socialista,sem repararem que o PS é um partido de poder "em consequência" e não por "natureza".

Li no Expresso a entrevista do"secretário já eleito pelos Media".Entediante,funcional,políticamente correcto e vazio de conteúdo no que à densidade política e pessoal da pessoa pudesse interessar.A verdadade é que do lado do adversário-S.Lopes-a vacuidade em termos de posicionamento e pensamentos políticos não constitui grande ameaça.

É possível que o Ps chegue ao poder com o Sócrates,mas o que me preocupa é o que ele fará.Como a Direita,irá descobrir milhentas "razões de Estado" para justificar a não aplicação de medidas sociais que se impõem na melhoria das condições de vida da maioria dos portugueses,a começar pela Educação e pela Saúde.

Soares fá-lo-ia por convicção.Ao Sócrates,na minha opinião o deslumbramento do exercício do cargo,reforçado pelo que de mais transparente disse na sua entrevista-Eu quando tenho razão sou um animal feroz-bastar-lhe-ia o exercício funcional,burocrático e competente.na linha de Sampaio.E porquê?Porque os juízes que de facto interessam impressionar nesta sociedade narcísica e auto suficiente,serão os iguais e não o POVO.

Aliás esse narcisismo intelectual e não só tem sido o cancro do sistema,a par de uma diletância atroz que tem feito ao País perder grandes capacidades, nas pessoas que "assustadas" com a nossa "vida airada" se põem a milhas.

DEMISSÕES
 
A demissão tem sido a atitude praticada ùltimamente por dirigentes do PS,numa altura em que o País olha à volta a ver quem o valha.

Bravo pois a João Soares,Manuel Alegre,Sócrates,pelo passo em frente no meio de tantas desistências e abandonos de dirigentes que no mínimo deviam mais respeito pelos eleitores que os puseram nos cargos que ocupavam e que arrogantemente abandonaram. E queixam-se da abstenção e de SARAMAGO.

sexta-feira, julho 16, 2004

   PORTUGAL
 
  A propósito da não-assunção por JPP do cargo de Embaixador na Unesco,e sobre as razões aduzidas pelo próprio para recusar a função,nomeadamente a não querer  nenhuma dependência funcional do Governo que vai tomar posse",no que isso teria de limitativo à sua liberdade de expressão nos próximos anos,dei-me comigo a analisar melancòlicamente a posição do Presidente da Republica nos próximos tempos.
Aplaudo ainda com alguma desconfiança a frontalidade prometida po JPP e o valor acrescido trazido à coerência,desconhecendo todavia se desta vez ela ´será política ou pessoal.
 
Infelizmente continuamos a fulanizar a vida política (do pecadilho também me confesso).
Mas atacar Santana Lopes aonde ele é mais forte e com provas dadas-o seu populismo-que se tem revelado eficaz nesta época de austeridade será um êrro de palmatória caso venha a ser esta a posição do PS.
 
A oposição terá de ser outra,denunciando com factos as más orientações,apresentando soluções outras,diferentes e crediveis para um projecto de País e não de conjuntura como tem sido hábito,numa linguagem nova,clara e contundente,desprezando o "fait-divers" onde ele é mestre.
Que para ridicularizar o canhestro "homem de Estado" estará lá o BES e o PCP,cujas linguagens de ataque à direita e aos seus "narcisismos" serão mais eficazes na desmontagem da dupla dos "direitinhas" e do foguetório de feira com que esperam inundar o País nestes dois anos de campanha eleitorial que se aproxima.

terça-feira, julho 13, 2004


PORTUGAL


Confesso que o meu fascínio pela alma portuguesa vem de longe,tão longe como as minhas origens africanas nascido da colonização e da expansão imperial do século xv.

Os Portugueses eram os meus heróis:com eles embarquei em caravelas afrontando de peito aberto o Oceano e de espada à cinta combati todos os combates,de Ourique a Montes Claros,com eles demandei a Índia com Albuquerque e submeti os Vátuas,com eles percorri nos olhos de Camóes a sua História e me inflamei de orgulho no 25 de Abril.

Mas,como O'Neill,Portugal é uma questão que eu tenho comigo mesmo.

Nesta demanda tropecei num velho livro de Aquilino-os avós dos nossos avós e por cá me demoro...

segunda-feira, julho 12, 2004

SUCESSÕES DINÁSTICAS EM DEMOCRACIA

Folheando as páginas do caderno de Economia do Expresso,na crónica "Invisíveis correntes" de Jorge Fiel,depara-se-me,a propósito das atribulações da privatização da Portucel,uma referência a um ditado angolano de origem umbundo que diz isto-SE VIRMOS UM CÁGADO EM CIMA DE UMA ÁRVORE É PORQUE ALGUÉM O PÔS LÁ..

Foi-me irresistível a conotação com as sucessões monárquicas que têm sacudido a nossa vida republicana e a legitimidade dessas ascenções a lugares de eleição democrática sem que para tal o eleitor tivesse sido auscultado,enquanto a "elite" era chamada a aconselhar um Presidente perdido no labirinto das suas indecisões.

domingo, julho 11, 2004

José António Saraiva,director do EXPRESSO,diz que Sampaio teve uma decisão corajosa "provando" a "seriadade" do PR,que foi capaz de decidir "contra" a opinião dos seus amigos.

Eu não acredito que o PR seja imbecil,mas que o raciocínio de JAS é-o definitivamente,acredito.Aliás já estou habituado,como leitor do jornal,a esses delírios sofismáticos da criatura.
Dizer que os argumentos dos que pediam e achavam,por razões políticas e de bom-senso,fundamentadas em raciocínios de conjuntura,se apoiavam no previsível efeito que a "amizade" de Ferro rodrigues exerceria sobre o livre arbítrio de Sampaio,é uma ENORMIDADE que se multiplicará por mil,caso o P.R.,se tenha baseado nos mesmos pressupostos delirantes do Director do Expresso..

Na minha opinião,nunca esteve em equação a RAZÃO contra o CORAÇÃO,como telenovelisticamente o JAS conclui,mas sim o FORMALISMO e o BOM-SENSO.
E quando o formalismo ganha ao bom-senso caímos ou no Cinismo ou na COBARDIA:
"ESSA DISSONÂNCIA DE BABEL" de que fala Aquilino quando se refere ao carácter português...

A frase mais certeira para caracterizar a opção de Ferro Rodrigues de se demitir do cargo que exerce foi aquela que o próprio proferiu:"A política e os seus agentes não podem assistir a tudo e não tirar consequências"

A diletância política e intelectual da maioria dos nossos agentes políticos,para os quais a realidade nacional se resume à opinião de umas quantas luminárias vanguardistas tem feito escola na nossa democracia.

O "aborrecimento" causado pelas "enormidades" das decisões tomadas ultimamente dentro da classe política em geral,nomeadamente a demissão do José Manel,à ronda ingente de Sampaio junto da "elite que interessa",à nomeação de Santana como líder do PPD-PSD,passa ao lado das preocupações do País real,o único que verdadeiramente interessa.

O dilema shakesperiano de Sasmpaio meteu dó.Meteu dó ver um presidente que se diz socialista preocupado com a democracvia formal,em defavor da "VOX POPULI",dando razão a Salazar na máxima encantada da ESTABILIDADE,como definidora?!!! da cidadania,sopesando e dando aval à vox do capitalismo liberal representado pelas AIP,AEP e quejandos.

O voto popular que foi "sapiente" na minha eleição como PR,será negligenciado numa situação em que eu eleito pelos mesmos votos,não acredito no seu discernimento..

Para dizer a verdade,aqui reside a maior hipocrisia do sistema e dos seus agentes...

sábado, julho 10, 2004

Tenho por mim que na decisão de Sampaio também pesou o facto de Ferro ser de facto um homem de esquerda,e na opinião de Sampaio terá pesado o facto de Ferro não ter perfil para 1º ministro.

"um lider fraco"-chamou-o o mandarim da Madeira e nós sabemos o que a direita quer dizer quando fala em fraqueza da esquerda.Tudo se resume a uma palavra abominada por aqueles lados-ÉTICA.

Na verdade o que mais incomodava no Ferro,tanto à direita como no próprio partido a que ele pertence foi ter admitido cristalinamente a possibilidade de fazer coligações com o resto da esquerda para sustentar qualquer possível maioria da esquerda no apoio a um governo PS em minoria.E ressuscitou todos os demónios adormecidos...

A sua decisão de se demitir só abona a favor do carácter do homem. Um amigo que nos decepciona tão profundamente no plano pessoal e político pede-nos um distanciamento sabático de reflexão,que um contacto institucional "obrigatório" tornaria deprimente.

Para terminar,a atitude de Sampaio não foi surpresa para mim,apesar de ter preferido que ele tivesse tomado outra decisão.

sexta-feira, julho 09, 2004

Eu explico...Levei meia hora a escrever um texto sobre o dilema de Sampaio e quandoo publico deu bota..Fiquei lixado e não me ocorreu mais nada senão o despautério.
Mas voltarei ao assunto depois da decisão de Sampaio.
Merda para isto

São 14:30.Ainda não sei qual vai ser a decisão de Sampaio.

O que sei é que ele enfrenta uma decisão difícil que balançará inevitàvelmente entre as idiossincracias do próprio e as margens que a Constituição lhe permite.Ou seja,por impedimento do 1º Ministro nada o impede de solicitar ao partido mais votado a indigitação de um novo personagem para ocupar o lugar.Tudo nos "conformes",portanto.Acontece que ele terá de aprovar o nome do novo primeiro.O diabo é que o sujeito que se perfila é Santana Lopes.Fosse ele Ferreira Leite o assunto já estaria resolvido,mas não,o pesadelo é ver o País entregue a um diletante e a um proto-fascista narcisóide e deslumbrado.

Há outra coisa que eu sei.As leis servem o País,ou seja o País está primeiro e ele estará mal servido com estas duas luminárias à frente do seu destino.

Um conselho daria ao Sampaio se estivesse no Conselho de Estado que ainda está reunido."É uma questão de bom-senso dissolver a Assembleia e levar o povo a votos,porque os seus interesses não coincidem,por exemplo com a AIP ou a CIP e outros..."

E nós vivemos em democracia,verdade?

quarta-feira, julho 07, 2004

Dias e dias em branco...O meu PC pifou.Tantas coisas aconteceram entretanto durante este "apagão"...
Vou precisar de recuperar o fôlego

domingo, junho 20, 2004


PARABÉNS,rapazes|Mereceram a victória pelo que jogaram.
A minha falta de confiança foi imperdoável no que a este desafio diz respeito.Continuem assim que a vossa alegria pelo trabalho que fizerem será maior do que a minha.

GUERRA SEM RAZÃO?

Hoje, soubemos de fonte credível,e não de marionetes manipulados,que os três fundamentos que tentaram justificar o ataque soez ao Iraque foram descredibilizados pela Comissão do Congresso americano,cujo relatório foi demolidor na desmontagem das mentiras apresentadas à opinião pública Mundial como motivadoras de uma acção armada.

As Nações têm por hábito julgar os seus dirigentes criminosos assim que os tenham derrubado do Poder,mas não gostam de ver os seus países invadidos,sobre que justificação for.Daí a natural repulsa do povo iraquiano pela presença de ocupantes militares na sua terra.

Saddam não colaborou com Al-Qaeda
Saddam não tinha armas de destruição massiva
E eu acrescentaria que os USA,nas duas guerras que fez contra a nação iraquiana fez mais vítimas que as provocadas por Saddam durante a sua governação,mas nós sabemos que só a Democracia é que tem liberdade para ASSASSINAR impunemente como se viu durante o século passado e no começo deste.

sábado, junho 19, 2004

Pois é!

Como já nos habituaram,lá estamos nós,os amantes do futebol,com a dose de alienação que nos ataca de vez em quando,a fazer contas de somar e dfividir.

Como de costume deixamos as coisas para a ùltima hora.Na verdade,quando a solução dos problemas depende de nós,fazemos jus ao mito do "desenrascanço" nacional.Até agora a Pátria tem sobrevivido no desenguiço dos nós que a realidade,sempre chata nos coloca à frente.

Acontece que agora temos outra vontade pela frente,e nesse jogo de carácter precisariamos de mais uma década de elevação de auto-estima.O raio é que a auto-estima costuma fortalecer-se com sucessos e nesse aspecto a nossa selecção não tem ajudado em nada.

Pescadinha de rabo na boca ou não,a verdade é que os milagres acontecem por acaso,e desta vez,somados os santos de um lado e do outro ficamos em desvantagem,apesar da ajuda da Senhora de Caravaggio veio dar à Senhora de Fátima.

A estatística também não está connosco,e os "velhos" de selecção também,pelo hábito de perder.

Só nos valerá a "raiva" de perder de MIGUEL,RONALDO,MANICHE e Ricardo Carvalho.Bem hajam pois e Boa-sorte para eles.

domingo, junho 13, 2004

Como se esperaria,a Direita perdeu e bem as eleições europeias.
Como se espera ela não vai tirar nenhuma conclusão da derrota e não mudará de política.Aliás,honra lhes seja feita,não faria nenhum sentido.De derrota em derrota caminharão até 2006.

Cavaco Silva,assustado com o rumo que as coisas estão a levar,não levantará um dedo para se recandidatar à Presidência,já que a derrota será certa,seja qual for o contendor da esquerda.