sábado, abril 07, 2012

D'os CULAMBISTAS... ( PARTE III )

Pois é... o refinamento dessa espécie vai de velas desfraldads. O Zé - Mundial ladra ( os lobos estão definitivamente em extinção... ) e a caravana fedorenta espalha o seu perfume pelo planeta.
A Pátria é hoje pertença dos Vasconcellos e de aspirantes a sê - lo.
Entre Cristo e Barrabás o Zé prefere a cruxificação e assusta - se com bispos negros a governar a Igreja anglicana e pastores brasileiros a contaminar a Páscoa católica. De raspão, a época pascal é propícia, tem uma epifania desmascarante da promiscuidade envolvendo a CGD e a BRISA e notáveis da nossa praça, enquanto o Burocrata - Mor e a Repartição do Reino se ensalivam em pletórica, provinciana demissão identitária ao ser levado ao Olimpo da Super-Raça..., enquanto noutra freguesia se podam os ramos da oliveira antes de, tão certo como Portugal é Portugal ( a coisa hoje está tremida...) se ascender ao púlpito.

voltemos ao passado (!!!?), Miguel...

                                                        OS CARAS DE CU
                                                     ( Miguel Esteves Cardoso )

O Culambista também sabe " ler " as ondas. É identificando as ondas que " estão a dar " que pode fazer a selecção dos cus que pretende lamber. O verdadeiro Culambista estuda as marés mas nunca perde de vista o objectivo: lamber cus importantes, CUSTE O QUE CUSTAR.
Há também praticantes menores, que também querem subir na vida e que erradamente se denominam culambistas. Assim como há o Surf, que é sério, e modalidades mais ligeiras como o  « Skimming », há o Culambismo e o Nãofaçondismo, que consiste em não fazer ondas de modo a não incomodar os veraneantes do poder estabelecido. Basta olhar para a RTP ( há novos e actuantes protagonistas, sublinhado meu...) para ver a diferença. Enquanto o Culambista bajula o político que está a entrevistar, babando - se de gozo cada vez que diz « senhor ministro », o Nãofaçondista limita - se a dizer que sim com a cabeça, a fazer perguntas fáceis e a não interromper.
O Culambista é um activista. O Nãofaçondismo é passivo. O culambista não descansa enquanto não dobra o pescoço e aplica a língua ao orifício anal do entrevistado, cobrindo - o de beijinhos. O facto de estar a ser observado por cinco milhões de espectadores é - lhe indiferente. Já o Nãofaçondista inibe - se à frente de tanta gente. Fossem 4 ou 5 e ele ainda se prestaria a fazer uma tentativa de culambismo periférico, ensaiando, por exemplo, uma rápida lambidela do rego ou um " raid " de beijocas nas covinhas das nádegas.


Estou nauseado, por ora, pá. Continuarei com mais actualizações...



                                     

quinta-feira, abril 05, 2012

D'os CULAMBISTAS... ( PARTE II )

                                                      OS CARAS DE CU


                                                    Miguel Esteves Cardoso


continuemos...


O menino que engraxasse a professora tinha de enfrentar depois o escárnio da turma. O colunista que tecesse um grande elogio ao Presidente do Conselho era ostracizado pelos colegas. Ninguém gostava de um engraxador.
Hoje tudo isso mudou. O engraxanço evoluiu ao ponto de tornar - se irreconhecível. Foi - se subindo na escala da subserviência, dos sapatos até ao cu. O engraxador foi promovido a lambe-botas e o lambe-botas a lambe-cu. Não é preciso realçar a diferença, em termos de subordinação hierárquica e flexibilidade de movimentos, entre engraxar uns sapatos e lamber um cu. Para fazer face à crescente popularidade do desporto importaram-se dos Estados Unidos, campeão do mundo na modalidade, as regras e os estatutos da American Federation of Ass-licking and Brown-nosing. Os praticantes porrtugueses puderam assim esquecer os tempos amadores do engraxanço e aperfeiçoaram-se no desenvolvimento profissional do Culambismo.
Os culambistas portugueses habituaram - se depressa à modalidade. Comparar o engraxador entusiasta dos anos 60 com o culambista profissional dos anos 90 ( e os de hoje, sublinhado meu...) é como comparar fazer carreiras num colchão na Praia de Paço de Arcos ao campeonato de « windsurf » na Praia do Guincho. Os culambistas são um pouco a versão terrestre e abjecta dos nossos windsurfistas.


continuaremos...

quarta-feira, abril 04, 2012

DOS CULAMBISTAS...





MIL PERDÕES, MIGUEL, mas não resisto a trazer aqui, para a nova geração, um cheirinho do que foi o teu " INDEPENDENTE " e da tua argúcia na identificação de uma certa fauna indígena nos anos longínquos de 1990... 
É que voltámos ao mesmo. Essa raça que tu identificaste a par de outras, evoluiu, tornou - se um bocadinho mais esperta na arte da dissimulação e da ambição e está mais activa do que nunca.
Com uma grande vénia, cheia de saudades pelo teu exílio e sem prostrações culambistas, cá vamos nós...
Vou trazer essa realidade, com outros rostos, claro, que o mundo girou entretanto, como tu a viste e escreveste.


                                            OS CARAS DE CU   
                                        ( Miguel Esteves Cardoso )


Noto com desagrado que se tem desenvolvido muito em Portugal uma modalidade desportiva que julgara ter caído em desuso depois da revolução de Abril. Situa -  se na área da ginástica corporal e envolve complexos exercícios contorcionistas em que cada jogador procura, por todos os meios ao seu alcance, correr e prostar - se de forma a lamber o cu de um jogador mais poderoso do que ele.
Este cu pode ser o cu de um superior hierárquico, de um ministro, de um agente da polícia ou de um artista. O objectivo do jogo é identificá - los, lambê - los e recolher os respectivos prémios. Os prémios podem ser em dinheiro, em promoção profissional ou em permuta. À medida em que vai lambendo os cus, vai ascendendo ou descendendo na hierarquia.
Antes do 25 de Abril esta modalidade era mais rudimentar. Era praticada por amadores, muitos em idade escolar, e conhecida prosaicamente como " engraxanço ". Os chefes de Repartição engraxavam os chefes de Serviço, os alunos engraxavam os professores, os jornalistas engraxavam os ministros, as donas de casa engraxavam os médicos da Caixa, etc... Mesmo assim, eram raros os portugueses com feitio para passar graxa. Havia poucos engraxadores. Diga - se porém, em abono da verdade, que os poucos que havia engraxavam imenso.
Nesse tempo, " engraxar " era uma actividade socialmente menosprezada.


( continuaremos... )

terça-feira, abril 03, 2012

D'o Pregador de Domingo...


O Prof. Doutor Marcelo Rebelo de Sousa é um velho conhecido nosso, malta dos 60, desde os tempos da fundação do Expresso e na sua acção como editorialista pós - 25 de Abril, na sua forma subtil como introduz contrabando político na vida dos partidos.
 Sem contraditório, é um génio a criar e desenvolver cenários onde as suas condições hipotéticas nunca são postas em relevo, pelo que perdem, perante os apreciadores, a sua face ficcional e manipuladora, para aparecerem como realidades tangíveis, no presente e, pasme - se, no futuro.


Ouvi o que ele disse das " intenções " do líder do PS e a especulação abusiva sobre o que lhe estava associado e dei - me por mim a tentar adivinhar das intenções do Prof., presentes e futuras. Só não ponho em letra de forma o que concluí já que quase toda a gente atenta aprendeu a ler nas entrelinhas o que intende sobre alguns, se não todos os seus comentários à volta da política nacional.


Tudo normal, não se desse o caso de ter sido um ataque directo, baseado em suposições de intenções a um colega do Conselho de Estado e se a troca de palavras se tornar azeda... a coisa vai ficar feia.


P.S - O título deste post é da responsabilidade de Santana Lopes

domingo, abril 01, 2012

DÁ PARA ACREDITAR?


Li e não acreditei - Fabrico de medicamentos falsos não é penalizado em Portugal. A dificuldade de prova de efeitos nocivos ( para o caso, a inutilidade é - o, nesse contexto...) dificulta a legislação - diz o presidente da Infarmed.


Mundo cão esse!

FORÇA, GLORIOSO!

Foi difícil mas soubemos levar de vencida os guerreiros do Minho.




Benfica contrata Lima por quatro temporadas - titula o Record. Bem que gostaria que não fosse uma peta do 1 de Abril. É um excelente avançado.


E segue o campeonato com os três grandes proibidos de perder pontos. Seria a morte dos artistas...

sábado, março 31, 2012

Finalmente ( ó, alegria indizível ! ),...

... Eis que tenho por onde estudar !


Tenho entre mãos a Teoria Geral da Estupidez Humana de Víctor Rodrigues. Encomendada há já um tempo, passemos à leitura da tese, aparentemente incisiva, do autor.
Darei novidades por aqui...


À partida, aconselho o desafio que nos é lançado...


Página 7...

quinta-feira, março 29, 2012

Da Morte...

Um amigo de décadas " abandonou - me "...


" Eu não tenho medo da Morte, dizia, tenho pena de não ver mais o meu Benfica e apreciar as minhas sardinhadas... " - Fernando Monteiro


" Se trago a morte para a minha vida, a reconheço e a encaro de frente, liberto - me da ansiedade da Morte e da insignificância da vida - e só então serei livre para me tornar eu próprio " - HEIDEGGER

METASOCIALISMO?

Mário Soares " regojiza - se " com as tremideiras que têm assolado a coligação germânica no poder, a CDU da senhora Merkel, por quem nutre uma declarada antipatia política, e os liberais da FDP.


A minha empatia com o velho leão socialista, que diga - se a verdade, refinou, depois da reforma, os seus pergaminhos socialistas, livre então que se sentiu das necessidades pragmáticas do Poder, é, quanto à burocrática Merkel, total. O colapso do seu governo e da sua liderança na U.E. arrastaria o regresso ao poder, em coligação ou não, dos reformistas da social - democracia alemã e eventualmente, apeado o seu homem de mão em França, o senhor Sarkozy, o regresso dos socialistas franceses ao poder.
Gostou de ouvir num comício de apoio ao sr. Hollande as vozes dos reformistas verberarem o neoliberalismo e a sua política de austeridade dirigida à incipiente classe média do sul da Europa e vê uma janela de esperança abrir - se no espaço europeu.


Acontece que não sou tão optimista. Os reformistas sociais democratas quando estão no poder, a História recente assim o testemunha, só se têm distinguido pela retórica. A realidade onde ameaçam impôr reformas não sofre o mínimo abalo já que, estúpidamente, é aceite como um dado inamovível.


Por volta de 2003, o senhor João Carlos Quaresma Dias, então professor do ISEL, reflectindo sobre as adaptações que o mundo estava a fazer em todas as áreas, perante o advento e soberania do que ele classificava como metacapitalismo, vulgo Globalização, propunha, em face da caracterização e adaptações dos paradigmas do velho Capitalismo à nova realidade que a sua inércia criou, um contrapeso a que ele chamou metasocialismo como " tema obrigatório " para o futuro próximo, das correntes reformistas, acrescento eu.
Olhando para a realidade " ideológica " da corrente socialista, hoje, afigura - se - me que nenhuma reflexão crítica consistente está a preparar as massas para as mudanças numa, já idiossincracia soberana, em quase todas as consciências, iluminadas ou não.
Como diria, recitando Sloterdijk, saber é poder e esse saber hoje está no Poder neoliberal que não só O detém como o surripia aos excluídos desse universo, esvaziando - lhe o seu alcance prático e determinante à boleia do civismo, maturidade, responsabilidade, patriotismo e de uma educação dirigida, exigidos aos governados.


Um metasocialismo, para deixar de ser só uma miragem, um contrapeso alternante, obrigaria ao derrube do capitalismo e da sua face fascista e hiper - burocrática de hoje. COMO!!!?
Mário Soares vê uma janela de esperança na retórica oposicionista europeia.
 Eu continuo a ver mais do mesmo até que aconteça, de facto, uma ruptura na urdidura social implantada, como fim de História, nas consciências individuais e colectivas dos ocidentais e virulentamente exportada pelo planeta.

sábado, março 24, 2012

MESQUINHEZ

A semana foi marcada, em Portugal, por manifestações mesquinhas de " retribuições " e ataques por parte da ASJ ( associação sindical de juízes ) e do Cavaco a um homem que enquanto P.Ministro nunca conseguiram vergar, de seu nome José Sócrates.
A análise dessas movimentações pertence ao campo da Psicologia das pulsões e do carácter. Por isso, passo e fico por aqui.
 A viscosidade dessa "trama " eventualmente se me colava. SAFA!

domingo, março 18, 2012

O Uivo da alcateia...


... chamou o sr. Ramos, no Expresso de ontem, à deploração geral feita crítica aos últimos " andamentos " de três figuras do Poder em Portugal de seus nomes o sr. Álvaro Santos Pereira, ministro da economia, Passos Coelho, o primeiro ministro e finalmente o sr. Cavaco Silva, presidente da República, numa tentativa de esvaziar a substância do que se deplora com a pretensa unanimidade dos que, cito - Basicamente, ninguém sabe bem o que se passa, mas também ninguém sabe o que, em princípio, deve defender - e remata, Mas é sempre mais fácil uivar com a alcateia...


Bem eu cá quando uivo faço - o na condição de lobo solitário o que não me inibe de fazer parte do coro, depois de fazer o tom nos meus neurónios e se gostar do som de outros lobos que uivaram antes de mim.


Este lobo...

... e os " três porquinhos " que não vou exemplar pertencem às fábulas com que se aterrorizavam as crianças...
Não saber o que se passa não obsta ao saber do que NÃO SE QUER, ou não?
E como costumo não perceber bem " da inteligência nacional aplicada ao comentário ( o artigo só pode ter sido um comentário...) da actualidade...



... para ele, o comentário, claro!

sábado, março 17, 2012

Parabéns, SPORTING !


Acabou a fase Cerelac? Ou terá sido só uma birra de crescimento? É que em Manchester mostraram que afinal tinham dentes para pitéus mais consistentes...

quarta-feira, março 14, 2012

SURPREENDENTE..., ou talvez não...


NA ressaca do que ontem por aqui debitámos sobre a ascensão burocrática/financeira como definidora dos tempos actuais no Ocidente, constato em Portugal o ocaso dos resquícios políticos tímidamente enquadrados no seu P. Ministro com o predomínio também ele parapolitico do seu Ministro das finanças.


Da amoralidade do técnico à imoralidade política contida nas escolhas discriccionárias, ideológicamente balizadas por uma visão tacanha, porque ultrapassada pela História, da gestão de uma nação europeia, Gaspar percorreu o caminho óbvio do contabilista monetarista - correr atrás do dinheiro, aliar - se com quem o possui e definir - se pelo que ele impõe.
Nem poderia ser de outro modo, como representante menor da funcionária e diligente cúpula da U.E. a mando dos seus títeres, os guardiões do cofre.
Acontece que a maturidade democrática e cívica desses outros europeus está resguardada pela riqueza  que souberam construir e da qual são indirectos beneficiários pela elevada retribuição que auferem pela sua contribuição na felicidade colectiva.
Em Portugal, sabemos como é que a pouca riqueza está distribuída.


A imoralidade política acontece quando, na plena e categorizada posse desse conhecimento, se alarga esse fosso que tem separado ano após ano os privilegiados e a cada vez mais depauperada maioria nacional.


E quando esses gestos técnicos de gestão passam, pelo voluntarismo que os rodeiam, em cumplicidades ínvias, incriteriosas, com a elite detentora do dinheiro, a ser escolhas políticas, surpreendem, ou talvez não, mesmo dentro desse espaço de conforto da maioria actual que tem separado uns de outros, como os últimos desenvolvimentos relativos aos beneficiários da acção complacente do burocrata Mor - a TAP e a CGD, por exemplo.


Entretanto, segundo a imprensa, os portugueses deixaram de comer carne. Jogos de cintura, diz o cretino, no seu magnífico e imbecilizante conformismo.

sábado, março 10, 2012

O BURROCRATA


O " salazarinho "  Gaspar e os " africanistas " Passos e Relvas mais o " canadiano " Álvaro e o  " pequeno burguês " Cavaco, partilham uma visão minimalista do país que, instâncias mais apropriadas e com mais credibilidade científica, colocariam em categorias psicológicas assaz definidoras e pertinentes que ajudariam a explicar a " racionalidade " que os move dentro de um país que, desconhecem uns, se ressentem outros e menosprezam todos em geral.


A sua posição " funcionária " , caracteriza um perfil patriarcal e familista do Estado, com o qual entra em contradição efectiva e em essência, já que só com a denúncia da tradição familiar terá surgido o cidadão livre e formador efectivo desse Estado, ao qual a sua contribuição contratual permite a existência, respeitando - lhe os trâmites definidores na LEI.


Os gestores actuais do Estado que hoje governam Portugal pecam por um erro de base, pela ausência de articulação do Estado ( burocracia ) com a sua componente política - o bem - estar dos seus cidadãos.
Essa deveria ser a essência da Política.
A instrumentalidade de que se guarnece o Estado, no sentido de tornar possível maioritàriamente esse desiderato marca a diferença transposta pelas escolhas políticas e pela temporalidade das prioridades no contexto social.
Atirar para as " calendas gregas " , passe a contemporalidade da ironia, a definição da Felicidade, remete - nos à inexequibilidade da Utopia em gradamentos do real possível, hoje.


O burrocrata nunca sabe o que fazer para o dia seguinte. As suas acções descolam - se do individual na mesma proporção da amoralidade do seu gesto técnico .
E quando a essas " fixações " se juntam as outras, as circunstancialidades psicológicas da matrix formadora dos Burocratas - Mor de Portugal de hoje, o resultado não surpreende - Anemia política.

sexta-feira, março 09, 2012

Sem cavaco...



... deveria ser a resposta ao P.R., aliás como o fez o ex - P.Ministro Sócrates.


A propósito...


Por onde anda a petição a pedir a sua demissão? Assino Já!

terça-feira, março 06, 2012

O cerco à RTP

É tudo muito viscoso.
O homem acabará por levar a água ao seu moinho angolano. A táctica é tão velha e tão canhestra que não acredito que os trabalhadores da empresa não reajam com mais assertividade. É que as indignações serão tratadas como as manifestações democráticas - inconsequentes.


Essa descida do rating da RTP pela GfK tem tanta credibilidade como as outras que a gente já conhece e nada melhor do que a descapitalização total da empresa esvaziando - lhe as receitas de publicidade, para a pôr a preços de uva mijona nas mãos dos interessados já conhecidos.


SAFA!

IR BUSCAR LÃ E SAIR TOSQUIADO..

Essa foi a interpretação festiva do sr. Rui Ramos no semanário Expresso de 3/3, com uma reputação intelectual a defender, naturalmente, sobre as aparentes e goradas expectativas de uma pretensa Comissão de festas anti - troika responsável pela vinda do Sr. Krugman a Portugal.


Diz ele : - A comissão de festas antitroika cometeu um erro paroquial. Krugman não é um simples  patrão de claque (sic), como Seguro ou Louçã. Mais: Krugman é mesmo um keynesiano, e não apenas um inconsciente. Por tudo isso, não pôde escapar à evidência.


Eu também não e a evidência do que ouvi e cito de cor - Sim, estão a fazer muito bem o trabalho contabilístico... Não vos vai levar a parte alguma mas está a ser tudo muito bem feito, diz - me isso...
 Ora, o homem, como contabilista loureado que é não pode deixar, em nome da sua reputação profissional, de deixar de tirar conclusões diferentes da relação simplista do DEVE / HAVER com que a realidade financeira do País está a ser tratada. Aonde tudo isso vai levar também é fácil de concluir - Contas arrumadas e pobreza geral.
Há uma classe de indivíduos que pensarão - E DEPOIS!!!??? O RESTO QUE SE LIXE! A agricultura, as pescas, os estaleiros navais, a saúde da nação, a Educação, o emprego, a mobilidade, só atrapalham e dão despesas e quanto aos trabalhadores ( há trabalhadores a mais...) exterminam - se. Aos jovens formados chuta - se para cima na sua formação internacional...
Se isso não é dar cabo do estado social...


Este primarismo decorrente só por abastardamento semântico e conceptual se poderá chamar Política. E o sr. Krugman não foi para aqui convidado para falar e dar orientações políticas.
Para isso e para uma classe de cidadãos há a Merkel, não é? e a sua corte de estados plutocratas e... lacaios...


E para acabar ficámos a saber da existência dessas novas trupes clubísticas, claques, para o sr. Ramos, comandadas pelo Sr. Seguro e pelo sr. Louçã.
POIS...

domingo, fevereiro 26, 2012

NA MOUCHE!!!

É dar um pulinho ao www.africaminha.blogspot. e ler o título - A soberba também se paga

ESTRANHEZAS...

Angel Luís de De La Calle, correspondente do semanário Expresso em Madrid, começou a sua crónica sobre a inusitada, porque longínqua, carga policial em Valência sobre estudantes liceais que protestavam por melhores condições nas salas de aulas, nomeadamente pelo seu aquecimento apropriado, que sofreu um corte ao abrigo da austeridade imposta pelo governo espanhol, reflectindo connosco sobre a " ausência de contestação social expressiva e generalizada " das massas perante o descalabro social imposto pelos governantes europeus como medidas de combate à crise económica global.


O que é que se passa afinal? Como é que foi possível esse esboroamento cívico e o pasmo conformista do mundo de hoje ?
Em Portugal, o conformismo social manteve, a par aliás e em momentos históricos distintos de outros países europeus, um regime fascista durante quase meio século. Teve a cidadania e a sua ausência de percorrer todo esse tempo de caldeamento do absurdo até que, milagrosamente, meia dúzia de capitães, fartos da discriminação profissional sofrida no arrastamento da formação de capitães - proveta, derrubaram, com um simples empurrão uma ditadura resilente.
À não existência desse narcisismo corporativo interiorizado na cultura militar nada obstaria à queda do autoritarismo político, cujo suporte era garantido por quem o derrubou.

Em que é que se sustentava essa inércia cívica, esse conformismo temeroso, quando à volta já tudo estava já estabilizado em novos paradigmas resultantes da negação violenta do que aqui persistia teimosamente por mais trinta anos, o tempo de formação de uma geração?


Porquê hoje a dificuldade de interiorização do erro, do erro sistemático definido nas consequências visíveis do presente, em vista de um futuro já vandalizado pelos mesmos princípios que definiram e têm definido as crises do capitalismo?
Porquê a apologia do real artificial fruto de uma volição tacanha e não da maturação reflexiva sobre o real palpável, concreto, da Vida que se desenrola objectivamente diante dos nossos olhos?


O embrutecimento reflexivo de hoje deveria pressupôr, parece pressupôr a inexistência efectiva de danos reais sobre cada um de nós. É que só com essa falsa identificação consigo entender e ensaiar uma explicação à estranheza do repórter sobre a " ausência de contestação social expressiva e generalizada... " ao que se passa.

domingo, fevereiro 19, 2012

COM UMA GRANDE VÉNIA...

... E pedidos antecipados de desculpas pelo roubo de propriedade intelectual transcrevo, da secção CARTAS do semanário Expresso uma carta que lhe foi dirigida por um cidadão de boa memória de seu nome  - Acácio da Nova - do Porto que nos explica e me deu resposta factual aos ACONTECIMENTOS NÃO - RECORRENTES por aqui titulado,  com que a Banca portuguesa tem justificado!!!!? as suas e nossas perdas.


Aí vai - Com o título Ditosa Banca meu algoz - " Não somos parvos nem ingénuos, contudo: - O BdP não se sentiu obrigado a exercer maior vigilância sobre um banco ( BPP ) apesar de ter recebido a denúncia de que o promotor e administrador executivo desse novo banco em projecto se teria portado de forma criminosa enquanto quadro do banco denunciante; - O BdP dispensou - se de qualquer acção fiscalizadora sobre um banco ( BPN ) que praticava taxas de juro em operações passivas acima de qualquer razoabilidade; - O administrador - executivo de um banco ( BPI ) reagiu insultuosamente a uma OPA, garantindo ao seus accionistas dividendos e valorizações bem mais vantas de josos, acabando por os fazer perder 85% do valor das suas acções; - Um banco público ( CGD ) concede empréstimos milionários a especuladores para compra de acções de outro banco ( BCP ) sem garantias reais além das acções assim adquiridas; - Indivíduos sem currículo bancário recomendável são nomeados administradores de um banco ( BCP ) e contribuem para o seu descalabro, etc, etc. 
Mais fantástico: todos os responsáveis/intervenientes nesses casos se dizem de consciência tranquila. Pudera, intranquilos estamos nós todos os outros ".


PERCEBERAM BEM?