sexta-feira, setembro 06, 2013

DANCING WITH THE DEVIL...


O príncipe saudita Bandar bin Sultan é o homem dos americanos para o Médio - Oriente que opera no sentido de criar condições que permitam aos USA actuar contra os adversários dos SAUD. Amigo da CIA e inimigo jurado do Irão tudo fará para o isolar regionalmente.
Investigações dos MEDIA, nomeadamente o Independent, têem revelado o papel desse senhor no apoio aos rebeldes sírios, nomeadamente ao extremismo islâmico representado pela Al - Qaeda, indo ao ponto de lhes fornecer armas químicas, que aparentemente mal manuseadas por leigos provocou a carnificina que a propaganda ocidental atribui ao governo sírio. Está a dançar com o Diabo...

Obama disse há dias que - Não seremos reféns dos êrros da História. Quero crer que se referia aos êrros cometidos pelos USA ao longo da sua história, nomeadamente, principalmente, impunemente, pelos seus últimos Presidentes. As consequências desses êrros são, em número de vidas humanas sacrificadas ao interesse americano, assombrosas. Nenhum ditador conseguiu tamanho feito...
Não será, eventualmente, refém desses êrros porque provàvelmente estará pronto a cometer os próprios... Está a dançar com o Diabo...

MAS...

Putin, repetidamente vexado pelo unilateralismo americano nesses últimos tempos afirma que irá apoiar militarmente o seu aliado, caso seja atacado. As condições em como o fará e o que fará a Rússia em caso da mais do que esperada escalada do conflito não se sabe... Está a dançar com o Diabo...

O que farão os  polícias do planeta, que só querem o bem - estar dos sírios e a Pax americana no Globo com essa proclamação? Estão a dançar com o Diabo...

sexta-feira, agosto 30, 2013

ÊRROS DE HISTÓRIA???

A HISTÓRIA não comete êrros, a História fá - la as Nações, a História fá - la os povos, a História fá - la a excepcionalidade rara de Homens cujas imperfeições de carácter não impediram a decantação de êrros próprios, superados pela sabedoria de os reconhecer nos outros ajudando -os nessa tarefa permanente da prática do BEM.
A relativização do conceito que a modernidade esfarrapou em perspectivas amorais, para tornar suportável em consciências distraídas a demolição ética de adquiridos, como a Honra, a Lealdade, a Solidariedade, a Liberdade a Justiça, entre outros humanismos, contra a Mentira, a Ganância, o Egotismo, a Traiçãoatingiu já a própria Democracia, cuja leitura instrumental e casuística pelos líderes de hoje, numa cumplicidade  global, está a reduzi -la a um feudo dos senhores do dinheiro com fantoches políticos na lapela.

A História fê -la os promotores do fim da escravatura, a História fê - la Martin L. King, a História fê - la Mandela, a História fê - la Rabin, a História fê - la Cristo, a História fê - la Mao Zedong, entre poucos outros.

A notoriedade e o mediatismo criaram e criam figuras que, tendencialmente protagonistas históricos, influenciam num ou noutro sentido o colectivo, pela força comunicacional das convicções projectadas e capacidade consciente de encobrimento da má - fé programada.
Neste grupo mediático situam - se por outro lado, aqueles que continuam a sua aprendizagem por sobre êrros de monta enquanto a retórica desmente acções concretas, desvirtuando pretéritas bondades bem - intencionadas, hoje reféns do sistema.

" Não seremos reféns dos êrros da História ", proclama Obama enquanto prepara a carnificina na Síria, suponho que legal e autorizada. Em nome de quem? Não do seu povo que  rejeita, decepcionado, a hipocrisia bem - falante, assim como os britânicos e o  seu Parlamento fizeram, enquanto o pinguim francês aguarda por ordens.

Por mim, prefiro esperar por uma investigação séria e não manipulada ( tem acontecido sempre... ) e mandar para o caixote de lixo o relatório encomendado aos serviços secretos dos USA e da Grã - Bretanha.

quarta-feira, agosto 28, 2013

CAÇADORES FURTIVOS



QUE É UM PRESIDENTE DOS USA SEM A SUA GUERRAZITA?

A irrelevância histórica tem marcado o percurso de quase todos eles desde a excelência dos Pais Fundadores. A negritude pôs o actual, por razões circunstanciais e hoje vai - se ver, vácuas, em relevo histórico. É muito pouco, não é?
Na Europa, a mediocridade dos seus dirigentes desde Miterrand e Kohl, reina triunfante e a grandeza Política está em estertor.

Na América do Norte, de que vale ter uma indústria bélica daquela envergadura se os stocks se vão acumulando perigosamente ( assim não há negócio que funcione...) sem escoamento? É preciso ( é a economia, estúpido! ) proteger e fazer render o investimento, certo? e se os compradores nunca faltam, apesar da Crise, nada há como uma ajudinha para despejar, em fim -de - prazo,  mísseis e drones sobre a cabeça de alguém. Desmantelar e deitar fora não justificaria o repôr dos stocks e lá se ia o sistema defraudar - se na sua essência.

Náaaa! Nada como diabolizar alguns alvos e se tiverem petróleo, melhor! É ouro sobre azul...
Dêem uma vista de olhos à lista das presas a extinguir por aqui publicada por este escriba. ( actualizarei assim que a encontrar... )
E cá vai... foi no dia 2/5/2011, com o título - VIVA LA MUERTE!!!???

Hoje será a Síria, como ontem foi o Iraque.
O caderno de encargos entregue aos serviços secretos a exigir um relatório justificativo para a intervenção é o mesmo; se tem funcionado e funcionou com Sadahm ( já ninguém se lembra, não é? ) com a história das bombas de extinção em massa ( na guerra só se pode exterminar aos bochechos...), por que razão não funcionará com o al-Assad?

Caramba, não é que o homem está a conseguir suster a revolta e não usa uns gazezitos? Sendo assim dá - se - lhe uma ajuda. Usamos nós umas bombitas e com uns danos colaterais a coisa vai... e o ingénuo Obama tem a sua linha vermelha ultrapassada, como ele enfatizou. A gente percebeu...

Oh diabo, então não nos lembrámos que a poucos quilómetros estão os inspectores da ONU a investigar os boatos que lançámos sobre um gazeamento e que o al - Assad desmentiu com um convite a um inquérito? Alguém irá acreditar que o gajo é tão burro que vá bombardear com químicos com os censores ali tão perto? Bem, a burrice foi nossa mas há quem acredite em tudo e a coisa já está em marcha.
E antes que os inspectores denunciem a marosca convém acelerar a marcha dos acontecimentos com os procedimentos habituais - Convocação urgente do Conselho de Segurança da ONU e em caso dos vetos da Rússia e eventualmente da China, avançar na mesma. O que é que poderão fazer?

Por agora, nada que umas centenas de mísseis de cruzeiro e umas bombardas sobre os edifícios governamentais que ainda estarão de pé e sobre as infraestruturas como pontes, estradas, aeroportos ( sim é preciso pensar na reconstrução e os nossos empresários já estão a afiar os 
dentes... ); nada de tropas, que a maioria do País vai estar contra esta nova guerrazita e se não morrer ninguém logo se calam. Já nem se lembram do outro...
Nós fizemos o nosso trabalho...
O resto ficará com os palhaços e os pupets do costume...

Só um apelo aos neurónios dos MEDIA, se ainda têm alguns a funcionar, deixo aqui. 
SEJAM SÉRIOS de uma vez para sempre. Se não puderem investigar por conta própria não se emprenhem levianamente...
Quanto aos MÉRDIAS, é desmascará- los...



segunda-feira, agosto 26, 2013

BASTA!

Uma nova luta de classes ( de género, seria mais correcto... ) se configura nesta cada vez mais desequilibrada e desmiolada Democracia Ocidental. Apesar, ou por causa da Crise, têm - se multiplicado em quase todos os quadrantes da sua formatação normativa, contrabandos pseudo - libertários que, aproveitando -se da fraqueza da Política por um lado, na mão de analfabetos culturais e por outro da voracidade venal de outros intérpretes, se vão, aos poucos, sempre em nome da Liberdade, esvaziando - A de referências éticas e morais.

" Nada justifica a perseguição ou a diminuição de direitos de um ser humano por razões de orientação sexual..." - Henrique Monteiro, Expresso 24/8

Terei lido bem?
A verdade é que quero crer que faltou um parágrafo inteiro na tolerância e no políticamente correcto do jornalista. Eu acrescento-o...
Os Estados e os cidadãos deverão precaver -  se contra todas as discriminações baseadas na raça, género ou religião e não devem ter ou permitir nenhuma tolerância injustificada aos ataques sistémicos, à normalidade que prefigura os usos, costumes, tradições, por parte de idiossincracias minoritárias que a tentam subverter como alternativas deviantes.
 É isso ou não há Estado, não há democracia.
O Estado não pode eximir - se da defesa que lhe compete à sua demolição moral nem o  sistema pode ser alheio à preservação da normalidade representada pela maioria dos seus cidadãos e cidadãs.
Se não se combatem orientações sexuais anómalas, por serem de índole pessoal, teremos de deixar em paz e sossego os predadores sexuais de todas as matizes, desde os violadores, pedófilos, vampiristas, triolistas, pluralistas, bestialistas, necrofilistas, sadomasoquistas, ( sim, fui ao Google, já que desconhecia a existência de tanta sexualidade alternativa... ) e, por que não permitir, encorajar esses alternativos a irem às escolas ou pelas ruas das cidades em alegres marchas alternativas, juntamente com as prostitutas, chulos, madames, empresários dos sexshops, dar aulas práticas aos nossos filhos, filhas e netas?

A alter(n)idade gay, como acto de escolha consciente e adulta pode constituir-se, aos seus praticantes e defensores, uma prática libertadora da bio-normalidade heterossexual, uma atitude cultural, discutível como as serão todas, uma moda, uma fuga à rotina, um gosto pela pan-promiscuidade e sei lá que mais.
MAS... isso é um problema DELES, não nosso.
GRITAR por homofobia quando a Duma russa cria leis que limitam e proíbem a propaganda gay em paradas festivaleiras ( o assunto afinal é da esfera privada ou pública? Se é pública está sujeita a leis públicas, não? ) e às crianças e jovens é também propaganda GAY.
Ao mesmo tempo, a mesma propaganda gay,  através do seu fortíssimo lobby mediático, exulta com a monstruosidade e acefalia californiana que está a pôr em execução leis que impedem a classificação do sexo das crianças nos boletins escolares como masculinos ou femininos, abrindo, oh céus, espaço para as transgenias futuras.( vide a pequena lista citada acima em relevo ).

INGENUIDADE, MÁ - FÉ INTELECTUAL, FALSAS CONSCIÊNCIAS E ESTUPIDEZ POLÍTICAMENTE CORRECTA, ESTÃO A SER OS COVEIROS DILIGENTES DA DEMOCRACIA.

Essas são as minhas convicções inabaláveis ( está na moda o jargão... ) e, por pressuposto o serão por razões outras que não vem ao caso.

Os ALTERNATIVOS que se cuidem. Sair do armário para  a rua com este estrondo atirado à cara da sexualidade dita normal, pode fazer ricochete. Convém não abusar da vossa soberba e da vossa auto - suposta e auto - compensatória superioridade no que quer que seja que julguem que exista.

É UM MITO!

sábado, agosto 24, 2013

CÚMPLICES ?

Há um espaço " delicioso " na Revista do " Expresso " com o nome de CÚMPLICES  onde a jornalista Ana Soromenho senta duas personalidades numa conversa descontraída rememorando cumplicidades que partilharam em determinadas fases das suas vidas, em contactos que ocasionais e eventualmente não repetidos, os aproximaram.

Sim, HOUVE e HÁ cumplicidade entre Kalaf e Farto como se sente entre Markl e Diogo Morgado e também uma empatia entre Catarina e Nelson e Dulce Cardoso e Rita Blanco e não houve de todo entre Júlio Pomar e Vasco Graça Moura assim como, na última entrevista entre Aldina Duarte e Olga Roriz.

" Se há sofrimento que possa fazer sentido é precisamente o que advém dessa capacidade " - a de pensar, diz Aldina e pelo resto da entrevista permito - me inferir..., não como consequência biológica da racionalidade ( imposta pela existência de um cérebro fisiológicamente sadio... ) mas como instrumento de reflexão.
" O meu pensamento está todo virado para o trabalho. Para me descobrir, avançar e ter a sensação de que nunca alcanço. O meu sofrimento é esse. " - Olga Roriz

As categorias intelectuais que preconceituosamente se atribuem aos géneros têm dessas coisas; por um lado, temos uma sentimental que aplica ao relacionamento humano a sua capacidade reflexiva relevando - o como uma troca de experiências e por outro uma positivista com uma relação prática com o Todo e a sua valoração como enriquecimento de si onde a instrumentalização é a chave.

Duas personalidades que NADA, além do breve contacto " interesseiro " e profissional juntou e voltou a juntar agora, a não ser a lei física de atracção de contrários, em caso de atracção mútua, justifica a existência de qualquer rasto de cumplicidades a não ser o reconhecimento intelectual das valências de uma e outra nas suas actividades profissionais.
É que a cumplicidade requer EMPATIA que só outro tipo de aproximações que não o reconhecimento do Outro como bom Doer, satisfaz. 
Foi o que não acontece, não aconteceu e dificilmente acontecerá nos outros exemplos citados.

E então? Então, nada... 
Coisas do Estio, não liguem...

sexta-feira, agosto 23, 2013

PAUSA HIGIÉNICA

É verdade, de vez em quando torna - se preciso...,por uma questão de sanidade mental.

A pressão e o rosto dos acontecimentos, com o sapiens na sua origem e fim, sobre as minhas idiossincracias deixa - me de rastos e , das duas uma; ou, como tento fazer normalmente, bloqueio a indignação moral e atenho - me à racionalidade analítica dos factos, ( impossível rebatê -los ou disfarçá - los em perspectivas... ) ou cedo à irreversibilidade da danificação da espécie e tudo se transforma, para meu eventual alívio, numa tragicomédia dantesca e patética de traições.

Como não me é possível, intelectualmente claro, aceitar essa abjecção acabo sempre por regressar à primeira forma, esgotado o cansaço quixotesco.

Felizmente há luar...

sábado, agosto 17, 2013

EGIPTO

A batota democrática tem assumido contornos muito preocupantes, não só nos países que consagraram essa superior forma de civilidade e de governo que deveria  ser a DEMOCRACIA como naqueles para onde ela  tem sido exportada e exigida aos seus povos.

O povo egípcio está a pagar hoje o despautério militar- fascista, com o apoio, meu Deus! de todo o Ocidente, que lhe recusou os dirigentes que,  livre e democráticamente escolheu para o governar.

Que diriam os americanos pró-Obama, se na sequência da sua eleição um golpe de estado se formulasse nos USA em recusa de serem governados por um negro?

A pergunta que se impõe hoje aqui em Portugal, por exemplo, e no resto do mundo democratizado é singela e não menos profunda e séria - Quais são os limites que a Democracia se impôs a si própria?, se até para eleger um autarca a burocracia do estado de Direito não foi capaz de TRANSPARÊNCIA e rigor? E quem os impõe? As populações ou as burocracias sazonalmente eleitas?

O Estado de Direito tem - se revelado uma trampa, e de uma fase de construção democrática como fundamentação da LEI tornou - se, apoderado pela burocracia acéfala, acarinhada pelos partidos do chamado arco do Poder, o fim da história democrática com a Política reduzida ao formalismo das eleições  e mesmo essas esvaziadas no seu sentido profundo por promessas e compromissos desprezados assim que se ocupe o Poder.
A LEI protege o seu funcionamento, a sua sede e os seus instalados mais os mamões, não os cidadãos,  onde como salta à vista nas tropelias (que é  para não xingar o Estado que não tem culpa nenhuma, chamando-lhes outros nomes mais enfáticos ), que se assiste actualmente nas democracias modernas.

A ideia com que fico é que a própria Democracia está sob resgate e a reacção tarda onde, aparentemente deveria existir uma população mais esclarecida e atenta.

sábado, agosto 10, 2013

AO M.S.TAVARES

O  SEU ÚLTIMO LIVRO CAIU - ME NO GOTO. PARABÉNS!

VENALIDADE E CORRUPÇÃO

A venalidade é o veículo da corrupção ética e, por si, a sua face mais visível pelo que transporta de monitorizável, nos comportamentos factuais do individual.

É claro que não estamos a referir - nos às corruptelas do relacionamento inter - pessoal  onde cabem os pecados formatados pelos carácteres uni - dimensionais em confronto e no universo deslizante dos sentimentos e das emoções. A venalidade, aí, é uma negação que se excluiu, à partida, dos pressupostos que definem o conceito.
É também evidente que quem a transporte para esse campo leva - a consigo para todo o lado; o contrário também é verdadeiro, por suposto...
O velhaco, o aldrabão, o traidor, o vigarista, o Homem venal, é - o tanto nas suas relações pessoais como nas públicas. 
A camuflagem de que se reveste numa ou noutra situação, nomeadamente a política, prefigura, para o seu desmascaramento como aborto ético, de outro tipo de abordagem que não a moralista que ela desdenha e no limite, desconhece.
Esse buraco negro, esse sorvedouro do que em tempos se chamava valores tem - se expandido ao  ritmo da famigerada Globalização.
A não ser que o planeta se esteja a tornar - se num monumental esgoto, estaremos todos a ser tratados como mentecaptos. 
O cinismo contemporâneo não deverá muito às resultantes das circunstâncias históricas que moldaram o mundo pré - iluminista; tem em seu desfavor o esclarecimento e o refinamento que o tornaram social e civilizacionalmente  mais abjecto.

No Portugal de hoje, produto menor das narrativas éticas, políticas e financeiras do Ocidente actual, reduz - se tudo a uma questão, não de perspectiva mas sim de escala, mesquinha e provinciana, com os seus personagens menores e menorizados ao papel de idiotas úteis, e de medíocres projecções sobre o meu País, de adopção e de facto.
O meu desprezo pelos que O submeteram e submetem ainda a essa néscia e ribombante mediocridade só tem paralelo com a minha impotência em varrê - los para o caixote de lixo da história de Portugal.

Só a rebeldia reactiva e objectivada e não fanfarronices como desgraçadamente se confundem por cá e lá fora serão as marcas de um Estado democrático moderno, minto, as marcas dos cidadãos de um Estado democrático moderno em confronto com a venalidade que tem pontuado a maioria dos Estados do planeta.

Comecemos por Portugal, por Deus!!!

domingo, agosto 04, 2013

ALERTA GLOBAL!!!???

EM DEFESA DO PRISM

Nada como um alerta global, despoletado por informações " ( obtidas através de meios não rotineiros... ), segundo os USA, para manipular os incautos sobre as virtudes da malfeitoria configurada numa liberdade rigorosamente vigiada onde NADA escapa ao olhar guloso e quiçá voyeurista da NSA e quejandos.

É evidente que, até prova em contrário, que há países europeus, se não todos, que agradecem o sujar das mãos dos USA na vigilância fascista dos seus cidadãos e dos seus porque sabem que muito difícilmente teriam o desplante de encabeçar o despautério anti - democrático nos seus países e que hoje alinham na manipulação rasteira de um novo (!!!???) alerta global, quando a realidade já nos provou à saciedade que, de facto, pelas asneiras políticas recorrentes associadas à ganância e arrogâncias tecnológica e militar, que o Ocidente está de facto e de jure em guerra com cidadãos dos países que invadiu e destruiu deixando atrás a miséria e o caos, como está a fazer em todo o Médio - Oriente.

É claro que, em estado de guerra, também é preciso proteger a retaguarda quando se sabe que os ADVERSÁRIOS, os resistentes, são obrigados a lançar mão de meios não - convencionais, o chamado terrorismo, e actuar na sombra, aliás como o PRISM faz.

Quer queiramos ou não, cidadãos de países agredidos têm - nos como inimigos não - inocentes e culpados da mortandade e do caos que para lá levámos.

Vítimas inocentes? Eu sou - o, já que preferiria sentir - me num mundo mais decente para deixar de herança à nova geração e, por Deus, governado por criaturas menos venais do que essas com que o século XXI nos ameaça.
É evidente que a minha impotência e incapacidade de alterar uma realidade que deploro também me faz CULPADO das acções do meu governo, dos governos ocidentais.
Se já nem o voto, a única arma em democracia, serve para nada, quando as promessas eleitorais não passam de rasteiros embustes de manipulação eleitoral e a ÉTICA desapareceu do léxico e da praxis da cidadania OCIDENTAL a favor do Lucro, eu sinto - me CULPADO.

Não, não sou inocente de coisíssima nenhuma e mereço o que deixo fazerem em meu nome e que me degrada, degradando a minha consciência, a minha racionalidade e a minha humanidade.

quarta-feira, julho 31, 2013

DE FÉRIAS, PESSOAL...

NADA a acrescentar, nem do País, que suponho que gostaria de poder esquecer durante uma temporada, mesmo que curta, do pesadelo esquizofrénico que cobre Portugal.
Engraçado que quanto mais lixo acumula mais satisfaz os mercados, desde que se mantenha obediente e servil.
Estou fora deste filme e decididamente não quero vê - lo até ao fim, como não quero dar - me de caras com o nosso Premier que vou ter como vizinho, não me vá apetecer pedir -. lhe uma audiência.

Bem, até depois!

sábado, julho 20, 2013

E...passou com boa nota...


Ouvido ou não os patriarcas do partido, Seguro, pelo que ouviu das negociações com a Coligação, soube tirar as suas conclusões - A ementa governamental é para continuar - logo, não contem connosco. Caiu fora e fez bem! Com eventuais culpabilizações do PR terá TODO o PS a apoiá - lo.

Passos, melhor, Portas, acredita que quem está entalado é o presidente da República, que terá, para ser coerente e não perder a face perante os discursos que tem protagonizado, de aceitar a remodelação ministerial; portanto, devolve - lhe a iniciativa, na certeza de que não vai dissolver a Assembleia da República. Caiu fora e, segundo a(s) sua(s) análise, fez bem. 

E Cavaco o que irá dizer amanhã? Exacto, dizer e não fazer já que não fará nada. Sacudirá a água do capote pelo malogro de umas conversações pelas quais deveria ter, em tempo e não agora, sido mais interventivo. E porque é que não o foi? Porque apoiou quase incondicionalmente, até à queda do Gaspar, a política que este executivo tem seguido e pretende continuar.
Dirá e com razão que a culpa é de todos e... naturalmente, de NINGUÉM.

E segue o fandango nacional com muito fado e forcadas arremetidas à mistura.

O ZÉ que se amanhe... E não tem sido sempre assim?

quarta-feira, julho 17, 2013

P.S. em escrutínio...


" Um velho sentado consegue ver o que um jovem de pé não enxerga " - ditado africano

Saiba  o líder do P.S. aconselhar - se com os veteranos, porque terá de ser com pinças e muita cabeça fria o tratamento da actual situação nacional.

A primeira impressão com que fiquei e respondendo a uma pergunta aqui formulada sobre a capacidade do líder do P.S. e a sua equipa, naturalmente, de se tornar hoje a principal referência política nacional e de " tornear as armadilhas " que as veteranas oposições ao Poder lhe começariam a lançar, tenho de convir que as respostas têm sido política, táctica e estratègicamente positivas. 

Em relação à pressão do P.R., respondeu bem, aceitando o diálogo com o PSD e com o CDS e melhor esteve quando separou as águas nas negociações, classificadas como inter-partidárias e não de um pretenso alvará de descomprometimento na oposição activa à política governativa encabeçada pelos dois partidos.

Da separação das águas e avaliação da coerência do partido feita pelos VERDES através do lançamento de uma moção de censura ao governo, esteve soberbo ao apoiar A moção AO governo.
A parte mais difícil foi o desafio, também ele inteligente e necessário como clarificador para as suas hostes, do Bloco de Esquerda, do pedido de negociações no sentido da formulação de um governo de esquerda, em paralelo contraponto de uma eventual aproximação táctica do PS ao CDS.
A resposta do PS aí não foi transparente e dificilmente poderia ser de outro modo, já que alimenta a hipótese de conseguir uma maioria absoluta nas próximas eleições, mas não fechou as portas. Nunca se sabe...
Ficou em stand by, pelo menos em relação ao Bloco.
O PCP, esse, instituiu - se como partido de Oposição a tudo o que não esteja consagrado nas suas linhas programáticas e assim será tratado por todos os outros partidos, quer estejam no Poder ou fora dele. Está no seu direito e... ponto final!

Resumindo, o P.S. não se tem saído mal como, hoje partido charneira e amanhã..., logo se verá...

sábado, julho 13, 2013

ADEUS, BANA!


As minhas referências vão, aos poucos, com a sua partida, me lembrando da minha mortalidade, já tão perto do seu pronunciamento...

KANTA´L UM DUET KU CIZE TO KI BU TCHIGA LÂ...

ULTIMATUM?

NÁAAA!


Uma proclamação, para ser transparente, clarificadora, incisiva, definitiva, irrevogável, mobilizadora, tem de ser capaz de pôr as condicionantes argumentáveis num ghetto, género - É assim ou sopas!

 E quando se tem a legalidade e a legitimidade constitucionais e democráticas a sustentá - la, a viabilidade e a força para a defender mormente junto de quem as atribuiu, mais se deplora a contingentação que aflora o discurso da presidência da República.

O discurso do P. da República já teve todas as interpretações que a sua abrangência tornou possível, como tem sido hábito nos discursos da Presidência do Portugal democrático; basta lembrar os discursos herméticos do Eanes, Sampaio e nomeadamente os discursos cavaquistas anteriores.
Cavaco tem uma interpretação restritiva e minimalista dos poderes da Presidência num estado semi - presidencialista e age em conformidade.

Os acontecimentos decorrentes da demissão de Gaspar e do Portas, com interpretações pessoais e amplas das suas funções e do que sejam os interesses nacionais terão sido um choque que o fez abandonar o low-profile e... agir, tendo em conta que...

O condicionalismo histórico com que se depara o país tem sido a justificação pressionante sobre irrevogabilidades, das quais nenhum partido do chamado " arco do Poder " se pode alhear sob o risco de futuras penalizações eleitorais. Cavaco hoje só tem a temer o julgamento histórico e finalmente ousou aplicar uma das suas prerrogativas constitucionais - a magistratura de influência - , não já de apoio institucional à maioria eleita, cuja irresponsabilidade política testemunhou e deplorou mas de obrigar a um compromisso de salvação nacional aos directamente responsáveis pelo estado actual do país, TODOS  os partidos políticos, nomeadamente o PS o PSD e o CDS. E... aparentemente, quer ficar de fora até ser obrigado, em 2014 a usar a bomba atómica, a dissolução da Assembleia da República, fazendo - se representar por um homem bom, denunciada que estará a sua parcialidade política.
Cometeu um erro político de estalo que foi o ter ostracizado, anti- democràticamente, diga - se, as forças sociais que pelo seu empenhamento mobilizador e social são capazes de sabotar soluções que as relega à insignificância, assim como as interpretações próprias sobre o país, a troika e a UE e forçar ou tentar forçar as lideranças partidárias, mormente o PS, ao engajamento total com as suas teses.

Terá o actual líder do PS, Seguro, capacidade de escapar às armadilhas e às sub-reptícias culpabilizações futuras que o discurso de Cavaco endossa ao partido?

Convenhamos e sejamos sinceros - o discurso do P.R. surpreendeu - me, pela imprevisibilidade...
Ninguém diria...

quarta-feira, julho 10, 2013

OUCHHH!


Atreveu - se e pensou que tinha agarrado o PS pelos t.....s, comprometendo - o  institucionalmente às porcarias protagonizadas pela coligação que ele suporta institucionalmente ; acontece que escureceu definitivamente, como mau político, o cenário nacional ao comprar uma guerra com o PS.

Nada mais posso adiantar, por ora, já que não ouvi na íntegra a declaração do P.R.; gravei - a. Irei ouvi - la com a atenção devida e botarei falatório, então.

Até lá, estou perplexo, como, apesar das palavras, o PSD e o CDS se devem estar a sentir.
O que ouvi do Alberto Martins já nos deu uma ideia da caldeirada que vem aí...

EMINÊNCIA PARDA?...


Não o creio...

Passos Coelho, precisou sempre de uma presença tutelar a que a sua debilidade, cultura e densidade políticas deixaram um espaço de afirmação fàcilmente entrevisto por quem com ele trabalha de perto. 
Foi assim com Relvas, posteriormente com Gaspar e agora com Portas.

Especialistas de nada foram bons coordenadores do executivo, dos quais o exemplo mais gritante terá sido o anterior P. Ministro, José Sócrates. A sua preparação política, autoridade, conhecimento da governação e dos dossiers, que lhe permitiram " ganhar " todos os debates na Assembleia da República, associado a uma positividade e modernidade estimáveis fizeram dele um dos melhores líderes governamentais e partidários em Portugal e, se tivesse tempo, sê- lo -ia na burrocrata UE actual.
O hábito não faz o monge, diz o povo, e no caso do actual Premier, nunca lhe terá servido, por razões conhecidas a que o estado actual da política governamental atesta.

Portas não me é admirável mas tem uma inteligência política capaz, pragmática, fria e racionalizada, dentro dos parâmetros da ideologia que professa. A prova está no  seu trajecto e do partido  que lidera.
Veremos se terá uma voz na Europa. Para todos os efeitos ainda não o conhecem. E se Portugal colher benefícios acrescidos que lhe permitam dar a volta à degradação social, económica e quiçá financeira actual, então que governe a eminência parda... até ao fim da legislatura, caso mais que provável, já que parece que nada abala as leituras e convicções institucionais do presidente da República.

terça-feira, julho 09, 2013

A DEMOCRACIA INTERROGADA (2)

2013 - EGIPTO

Este senhor chama -  se Moahamed Mursi. Tinha sido eleito Presidente da República do Egipto. É um político islâmico, foi - o antes de ser eleito e não deixou de o ser para exercer o cargo para que foi eleito DEMOCRÁTICAMENTE, segundo as nossas configurações globalizadas e a crença  do povo que nele votou no encerramento do processo que levou à queda do ditador Mubarak e o fim do regime de excepção que manietou o povo egípcio por décadas.

Recebeu há dias um ultimato do exército, (sim o mesmo que cedeu perante a pressão popular e consagrou a queda do antigo líder... ) que lhe exige a demissão, ou... tornava -  se o braço armado do povo que contesta Mursi nas ruas. Como não se demitiu, houve um golpe de estado(!!!???) e eu a pensar que o Estado, representado por Mursi é que estava a ser golpeado.
E começou uma guerra civil com o beneplácito e apoio do Ocidente.

Golpe de estado? Qual carapuça!, indignam - se as democráticas chancelarias ocidentais e os SAUD`s " Temos de colaborar com todo aquele que esteja no poder " sintetiza, do alto do cinismo e hipocrisia do governo britânico, o sr.William Hague.
Acontece que nós sabemos do que se trata e estamos borrifando, correcto?

1992 ARGÉLIA

A FRENTE ISLÂMICA DE SALVAÇÃO ( FIS )  numas eleições democráticas ( exigimo - las, sempre, verdade?...) consegue 55% dos votos e o seu candidato à Presidência do país está à frente na corrida eleitoral e será o novo presidente da Argélia, um presidente islâmico, que professa o Islão.

Pânico nas chancelarias ocidentais e nos SAUD`s e o exército democrático argelino, representando o povo BOM da Argélia e com o alvará dos protectores, começa uma guerra civil contra a democracia.

Resultado? 150 mil mortes, tanto do lado BOM como do outro.
Quantos serão no Egipto? Quantos estão a ser no Iraque e no Afeganistão? Quantos estão a ser no Sudão? Quantos estão a ser na Síria?
E... Quantos estão a ser trucidados na República islâmica do Irão?

Fica novamente a pergunta: - Até onde cabe, no regular funcionamento das instituições democráticas, o comportamento popular, do Bom e do Mau povo, em rejeição à política dos seus governos?
Qual a escala de aferição?

PS - DECLARAÇÃO DE INTERESSE, não vá o diabo tecê - las, ou o PRISM.

SOU RACIONALISTA E ATEU, VALEU?


segunda-feira, julho 08, 2013

CONVENHAMOS...

Não creio que o presidente da República se abalance a sacudir a famigerada estabilidade política. Cavaco é um institucionalista da ordem, do " regular " funcionamento das ditas, um burocrata cumpridor e que funciona como um funcionário. Os cargos políticos que exerceu e exerce hoje, nomeadamente a Presidência do Conselho de Ministros e a Presidência da República obteve - os por uma consequência insanável da cultura política do século XX marcada indelèvelmente por um ectoplasma político chamado Salazar apoiado por uma Igreja demissionária, colaborante até à cumplicidade activa, na formatação de um povo que desgraçadamente se deixou rever e ser representado pelo linfatismo provinciano de uma elite capturada.

Indo contra a corrente do linchamento público de Portas, de quem compreendi as razões POLÍTICAS da demissão antes de se perspectivar, agora, as vantagens acrescidas e as razões estratégicas, minto, tácticas, do abanar do pântano em que se estava a transformar a coligação, acredito que... as razões nunca foram pessoais, bem pelo contrário. Só se enganou no adjectivo e na cor carregada da tinta para assustar o Coelho...

Era evidente para Portas, quase ao milímetro, as reacções transtornadas, o pânico mediático, a esperada pressão do CDS, a paralisia do Presidente da República e a incapacidade e força política do parceiro da coligação para ter qualquer outro tipo de démarches que não o que ele previu.

Acertou em tudo e ... convenhamos, sai por cima e o país, inopinadamente, ganha uma liderança política onde deve e não uma burocracia em continuidade e eleita coisíssima nenhuma...

Já agora, visto que o Presidente se está borrifando para os meus conselhos, quero ver a continuação do filme com os novos stunts remodelados coercívamente.

Já agora, deixo uma pergunta : Até onde cabe, no regular funcionamento das instituições, o comportamento popular em rejeição à política dos seus governantes? Qual a escala de medição?

quarta-feira, julho 03, 2013

AO SR. PRESIDENTE, A.CAVACO SILVA

DEITE ABAIXO ESTE GOVERNO! 
Sugiro - lhe um Governo de iniciativa presidencial e dou sugestões... As minhas razões ancoram - se no perfil dos convidados e as necessidades do país.

P. Ministro  --                 RUI RIO
M. Finanças                    FRANCISCO LOUÇÃ
M. Economia                  PIRES DE LIMA
M. N. Estrangeiros         ANA GOMES
M. S.Social/Emprego     BERNARDINO SOARES
M. da Saúde                   PAULO MACEDO
M. da Agricultura           BAIÃO HORTA
M. Obras Públicas          HELENA ROSETA
M. da Defesa                  LOUREIRO dos SANTOS 
M. da Educação              M. LURDES RODRIGUES
M. da Justiça                   ANTÓNIO COSTA
M. dos Transp./Energia  TEIXEIRA dos SANTOS

Aposto que com um mês para prepararem um programa operativo e contundente face a todos os condicionalismos exigidos do exterior e do interior, surdo e autocrata, o país era capaz de se safar. É claro que a responsabilidade de dirigir o Conselho de Ministros será sua. Ainda tem legitimidade e legalidade para o fazer,  sem mencionar o DEVER actuante que o país aplaudiria.E quando falo do país refiro - me à maioria da sua população.
A Democracia e o País agradeceriam...

IRREALISTA, EU !!!???

ADENDA - É evidente que à Banca e às grandes corporações, nomeadamente a Banca, nacional e internacional que esteve na origem ( está sempre... ) desta nova crise e forçaram os resgate com a perspectiva, como veio a acontecer, de se recapitalizarem à custa dos contribuintes, não lhes interessa, de maneira nenhuma a suspensão, mesmo que temporária, da obscena corrente que lhes  vai enchendo, quase sem esforço próprio, para lá da pressão política, os cofres, SEMPRE EM NOME DO INTERESSE NACIONAL, pois claro!
O sr. sabe disso, não sabe?