CASO SÓCRATES
O sr. Amadeu Guerra, director do DCIAP alargou sine die o prazo da investigação de Sta. Engrácia sobre o ex - primeiro ministro, José Sócrates, indiciado, há séculos, por corrupção e lavagem de dinheiro, até Setembro do ano em curso e com a possibilidade explícita de um novo alargamento.
De uma afronta democrática aos mais elementares direitos de justiça devido a qualquer cidadão da República passou - se para o campo da imoralidade, incompetência e abuso de poder sobre um cidadão, ao qual não só lhe seria devido o respeito pelos elevadas funções que exerceu, que não suscitou, que se sente suspenso dos seus direitos constitucionais enquanto cidadão.
Para quando uma reforma profunda nos trâmites legais de investigação em Portugal que acabe de vez com o exercício miserável que, desde que Sócrates chegou ao poder se declina das fugas de informação e do " controlo " dos MERDIA e dos MEDIA decalcados da cartilha de Aldo Moro, à supressão dos direitos de plena cidadania aos " indiciados "?
O ODIOSO VERMELHO
O patrão dos lagartos teima, nas suas pulsões de soba clubístico, que temporáriamente exerce, em tratar os simpatizantes e sócios do S.C.P. como lagartixas, a mando dos três metralhas que compõem a sua Direcção.
Agora, segundo o Expresso, proibiu o uso, dentro das instalações da SAD, I presume, o uso do VERMELHO, no vestuário dos funcionários. Piramidal acto de gestão, este. Só falta proibir aos adeptos que demandem Alvalade, a mesma indumentária.
Na minha santa terrinha a gente diz que à vista do VERMELHO os bois embiam...
P.S. - Embiar é, na língua lusa, marrar.
PORTUGAL e o TERROR
( a prosa terá de ser cuidada, pelo que fica para depois; confesso que estou confuso com o que leio e intuo ser uma fraqueza inaceitável perante o Terror em nome do ISLÃO. )
sábado, abril 02, 2016
quinta-feira, março 24, 2016
IMPOTÊNCIA?...
... OU INCOMPETÊNCIA...
... NO atalhar disto e na origem DISTO.
Essas são as questões que os cidadãos europeus tardam em esclarecer junto dos seus responsáveis políticos, exigindo a montante e projectivamente no exigir da sua segurança, dentro e fora do espaço europeu.
O não ter medo falacioso com que enfrentam ( enfrentarão!!!??? ) cada golpe terrorista nunca será uma resposta activa às agressões. Distraídos com a política interna, o dia - a - dia rotineiro do combate à exploração, à precariedade, ao desemprego, ao fim - do - mês, nunca se escrutina a política externa, o tipo de relações que, hoje, outros interesses estabelecem entre as nações.
O assombro do PORQUÊ e de como é possível não substituirá jamais as reflexões que urgem,ESTRONDOSAMENTE, tão estrondosamente como o deflagrar de cada bomba assassina.
A nossa tristeza não chega e tampouco a nossa convencional solidariedade com as vítimas.
É PRECISO MAIS!
... NO atalhar disto e na origem DISTO.
Essas são as questões que os cidadãos europeus tardam em esclarecer junto dos seus responsáveis políticos, exigindo a montante e projectivamente no exigir da sua segurança, dentro e fora do espaço europeu.
O não ter medo falacioso com que enfrentam ( enfrentarão!!!??? ) cada golpe terrorista nunca será uma resposta activa às agressões. Distraídos com a política interna, o dia - a - dia rotineiro do combate à exploração, à precariedade, ao desemprego, ao fim - do - mês, nunca se escrutina a política externa, o tipo de relações que, hoje, outros interesses estabelecem entre as nações.
O assombro do PORQUÊ e de como é possível não substituirá jamais as reflexões que urgem,ESTRONDOSAMENTE, tão estrondosamente como o deflagrar de cada bomba assassina.
A nossa tristeza não chega e tampouco a nossa convencional solidariedade com as vítimas.
É PRECISO MAIS!
quinta-feira, março 17, 2016
LULA e DILMA
AMBIGUIDADE MORAL?...
TALVEZ!, mas se numa situação, até ver, políticamente dramática como a que enfrentam tenham ouvido de GUSDORF a proclamação da assumpção da sua liberdade expondo - a " a todos os riscos da existência " , no caso também política, a Presidente do Brasil e o ex - Chefe do Estado resolveram " qualificar " as decisões sobre o seu futuro imediato remetendo - as, com a posse de Lula como Ministro da Casa Civil, para o Supremo Tribunal Federal.
GOLPE? Não o creio!
Legítima defesa? Absolutamente!
Só com muita ingenuidade não é descortinável neste processo uma demanda política anti - P.T. e, em corredio, a escalada naturalmente cúmplice por espelhamento, ou não, das relações inter - arguidos e suspeitos que o processo Lavajato permitiu INFERIR.
CONSPIRAÇÃO? O tempo que o P.T. vai ganhar na promoção e esclarecimento anti - MÉ(R)DIA, que lá como cá têm sido um veículo dos seus mandatários na demolição de qualquer projecto político que cheire a Esquerda, ajudará à reflexão sobre o seu posicionamento, não só político, programático e ético sobre a sua estrutura como sobre a " descoberta " pela Direita brasileira da Ética tout - court .
O que está em causa hoje no Brasil é uma violenta e decidida acção do reaccionarismo político da Direita brasileira contra o Partido dos Trabalhadores no poder. A tentativa do impeachment da Presidente, num impasse, suscitou um novo rumo de ataque à cúpula do Partido através de um tema fortíssimo no imaginário do país e, ainda hoje, na sua vida concreta - a Corrupção.
Tudo bem!
Façam - no com o respeito devido a TODO o cidadão da República e, se a coragem da presidente Dilma decidiu que só o Supremo daria dignidade às investigações, tirando o protagonismo aos Media e os títulos soezes aos MÉRDIA...
... POR MIM, TUDO BEM. Para mim, Lula é inocente das acusações até prova em contrário e não é vê - lo agriolhado, numa exaltação vingativa e mesquinha e simbólica, como pretenderiam certos intérpretes judiciais, sobre o P.T. que me faria mudar de opinião. Julgamentos populares induzidos por profissionais da intriga? Estou farto!
Prendê- lo para quê? Fugiria para onde? O Brasil?
P.S.
Um sintomático paralelismo da independência judicial exercida por puras vestais em templos consagrados de Democracia quando o assunto releva de substância política, concreta ou projectada, dá- nos o líder da maioria republicana no Senado, McConnell ao adiar até à posse do novo presidente dos USA a entrada em funções do juíz Merrick Garland, nomeado por Obama.
As razões? Políticas, naturalmente! E de prerrogativas, também! Obama tem o direito de fazer a nomeação e o Senado republicano, maioritário, de recusar. Ninguém andou fugido à Justiça, lá, como no Brasil ou em Portugal...
Eu, se estivesse no lugar e circunstância da Dilma, faria o mesmo. S. Beauvoir aplaudiria...
A sua legítima defesa e directamente do partido de que é a mais alta representante é - lhe um dever que só uma Ética corporativa, instrumental ou muuuuito falsamente ingénua, desdenharia.
TALVEZ!, mas se numa situação, até ver, políticamente dramática como a que enfrentam tenham ouvido de GUSDORF a proclamação da assumpção da sua liberdade expondo - a " a todos os riscos da existência " , no caso também política, a Presidente do Brasil e o ex - Chefe do Estado resolveram " qualificar " as decisões sobre o seu futuro imediato remetendo - as, com a posse de Lula como Ministro da Casa Civil, para o Supremo Tribunal Federal.
GOLPE? Não o creio!
Legítima defesa? Absolutamente!
Só com muita ingenuidade não é descortinável neste processo uma demanda política anti - P.T. e, em corredio, a escalada naturalmente cúmplice por espelhamento, ou não, das relações inter - arguidos e suspeitos que o processo Lavajato permitiu INFERIR.
CONSPIRAÇÃO? O tempo que o P.T. vai ganhar na promoção e esclarecimento anti - MÉ(R)DIA, que lá como cá têm sido um veículo dos seus mandatários na demolição de qualquer projecto político que cheire a Esquerda, ajudará à reflexão sobre o seu posicionamento, não só político, programático e ético sobre a sua estrutura como sobre a " descoberta " pela Direita brasileira da Ética tout - court .
O que está em causa hoje no Brasil é uma violenta e decidida acção do reaccionarismo político da Direita brasileira contra o Partido dos Trabalhadores no poder. A tentativa do impeachment da Presidente, num impasse, suscitou um novo rumo de ataque à cúpula do Partido através de um tema fortíssimo no imaginário do país e, ainda hoje, na sua vida concreta - a Corrupção.
Tudo bem!
Façam - no com o respeito devido a TODO o cidadão da República e, se a coragem da presidente Dilma decidiu que só o Supremo daria dignidade às investigações, tirando o protagonismo aos Media e os títulos soezes aos MÉRDIA...
... POR MIM, TUDO BEM. Para mim, Lula é inocente das acusações até prova em contrário e não é vê - lo agriolhado, numa exaltação vingativa e mesquinha e simbólica, como pretenderiam certos intérpretes judiciais, sobre o P.T. que me faria mudar de opinião. Julgamentos populares induzidos por profissionais da intriga? Estou farto!
Prendê- lo para quê? Fugiria para onde? O Brasil?
P.S.
Um sintomático paralelismo da independência judicial exercida por puras vestais em templos consagrados de Democracia quando o assunto releva de substância política, concreta ou projectada, dá- nos o líder da maioria republicana no Senado, McConnell ao adiar até à posse do novo presidente dos USA a entrada em funções do juíz Merrick Garland, nomeado por Obama.
As razões? Políticas, naturalmente! E de prerrogativas, também! Obama tem o direito de fazer a nomeação e o Senado republicano, maioritário, de recusar. Ninguém andou fugido à Justiça, lá, como no Brasil ou em Portugal...
Eu, se estivesse no lugar e circunstância da Dilma, faria o mesmo. S. Beauvoir aplaudiria...
A sua legítima defesa e directamente do partido de que é a mais alta representante é - lhe um dever que só uma Ética corporativa, instrumental ou muuuuito falsamente ingénua, desdenharia.
domingo, março 13, 2016
MARIA, MARIA...
MAIS UMA VEZ...
Q.E.D.
" Nego rotundamente que exista hoje em qualquer recanto do Continente grupo algum enformado por um novo ethos que tenha laivos de moral... " - GASSET - século XX
Gasset referia - se a uma entidade nova parida por uma burguesia deslumbrada na sua escalada a um poderio de que não mais perdeu, representada por um carácter a que apelidou de homem - massa.
Quase um século decorrido sobre essas reflexões sociológicas tão certeiras essa realidade impôs - se em todo o seu esplendor exactamente num espaço onde imperam as decisões que (des)orientam as ambições da diferença -o da elite, da nata minoritária do comando e do mando tão glorificado pelo filósofo.
À medida em que a Ética se vai objectivando a todo o natural humano no seu relacionamento com o Outro e com o exterior representado pela natureza e os bichos, pelo menos ao nível da sua auto - representação e exposição política, assiste - se, na prática e onde não deveria acontecer, ao triunfo do solipsismo moral individual.
Sem querer focar - me especialmente nas incidências éticas que a situação despoletada pela ex - ministra das Finanças e a sua contratação pela Arrows, não posso deixar de me interrogar sobre qual o lugar da República onde se faz o julgamento ético sobre o que o ordenamento jurídico considera como isento de juízo, a não ser legal; naturalmente, não será a sub - Comissão de ética(!!!!???), já que ela não aprecia, portanto não julga incompatibilidades éticas mas sim legais.
A propósito, para quê essa designação?
É que o sentido do que se quer julgar na sua percepção ética e que eufemísticamente é chamado de incompatibilidades é claramente desvirtuado, anulado, pela ausência de um JUÍZO formal e público, numa protecção incompreensível ( será? ) em casa própria que se abeira da hipocrisia mais fruste e do cinismo descarado.
Nada de mais, para sermos injustos como a matéria exige. Que a Política nada tenha a ver com a moral ( não terá? ) de cada um não é a mesma coisa que a abrangência comportamental estruturante que foi caldeada NO seu habitat durante séculos, essa coisa insignificante chamada Ética e que, quero crer, permite à Lei a sua soberania.
Fingir, ou procurar um conforto junto de quem, aparentemente, não enxerga a inconveniência sugere uma cumplicidade formativa evidente, por pura lógica comparativa.
Q.E.D.
" Nego rotundamente que exista hoje em qualquer recanto do Continente grupo algum enformado por um novo ethos que tenha laivos de moral... " - GASSET - século XX
Gasset referia - se a uma entidade nova parida por uma burguesia deslumbrada na sua escalada a um poderio de que não mais perdeu, representada por um carácter a que apelidou de homem - massa.
Quase um século decorrido sobre essas reflexões sociológicas tão certeiras essa realidade impôs - se em todo o seu esplendor exactamente num espaço onde imperam as decisões que (des)orientam as ambições da diferença -o da elite, da nata minoritária do comando e do mando tão glorificado pelo filósofo.
À medida em que a Ética se vai objectivando a todo o natural humano no seu relacionamento com o Outro e com o exterior representado pela natureza e os bichos, pelo menos ao nível da sua auto - representação e exposição política, assiste - se, na prática e onde não deveria acontecer, ao triunfo do solipsismo moral individual.
Sem querer focar - me especialmente nas incidências éticas que a situação despoletada pela ex - ministra das Finanças e a sua contratação pela Arrows, não posso deixar de me interrogar sobre qual o lugar da República onde se faz o julgamento ético sobre o que o ordenamento jurídico considera como isento de juízo, a não ser legal; naturalmente, não será a sub - Comissão de ética(!!!!???), já que ela não aprecia, portanto não julga incompatibilidades éticas mas sim legais.
A propósito, para quê essa designação?
É que o sentido do que se quer julgar na sua percepção ética e que eufemísticamente é chamado de incompatibilidades é claramente desvirtuado, anulado, pela ausência de um JUÍZO formal e público, numa protecção incompreensível ( será? ) em casa própria que se abeira da hipocrisia mais fruste e do cinismo descarado.
Nada de mais, para sermos injustos como a matéria exige. Que a Política nada tenha a ver com a moral ( não terá? ) de cada um não é a mesma coisa que a abrangência comportamental estruturante que foi caldeada NO seu habitat durante séculos, essa coisa insignificante chamada Ética e que, quero crer, permite à Lei a sua soberania.
Fingir, ou procurar um conforto junto de quem, aparentemente, não enxerga a inconveniência sugere uma cumplicidade formativa evidente, por pura lógica comparativa.
quinta-feira, março 10, 2016
NOVO CICLO?
SUA EXCIA. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA PORTUGUESA
Marcelo Rebelo de Sousa
Tomou ontem posse como presidente da República um dos mais notáveis protagonista da política portuguesa.
No seu discurso de posse na Assembleia da República saudou a nação portuguesa e lembrou - lhe a sua História de grandeza que, palavras minhas, uma persistente safra de mediocridade educativa, política e ética tem estado, diligentemente, a apagar da memória da sua nova geração.
Um discurso formal, abrangente e adequado ao espaço da sua expressão.
Não gostei da falta de respeito institucional, político até, com que foi recebido pelos deputados do Bloco e do PCP.
Não foi um bom exemplo de quem enche a boca de democracia a atitude sectária contra um Chefe de Estado eleito com 70% de votos e um personagem político apreciado pelos cidadãos e que VAI COMEÇAR a exercer as suas funções.
Marcelo Rebelo de Sousa
Tomou ontem posse como presidente da República um dos mais notáveis protagonista da política portuguesa.
No seu discurso de posse na Assembleia da República saudou a nação portuguesa e lembrou - lhe a sua História de grandeza que, palavras minhas, uma persistente safra de mediocridade educativa, política e ética tem estado, diligentemente, a apagar da memória da sua nova geração.
Um discurso formal, abrangente e adequado ao espaço da sua expressão.
Não gostei da falta de respeito institucional, político até, com que foi recebido pelos deputados do Bloco e do PCP.
Não foi um bom exemplo de quem enche a boca de democracia a atitude sectária contra um Chefe de Estado eleito com 70% de votos e um personagem político apreciado pelos cidadãos e que VAI COMEÇAR a exercer as suas funções.
segunda-feira, março 07, 2016
« O ÓBVIO ULULANTE »
ECONOMIA, CLARO! QUAL?
Socorri -me da criação de Nélson Rodrigues a pontuar o título deste post, na constatação de uma nova moda que está a brotar no mundo mediático e merdiático ( oi, Clara! ) do país.
Ela tem - nos trazido uma enxurrada de " especialistas " em economês a debitar bitaites por tudo o que é televisão, jornais e rádio de Portugal, de comentadores a jornalistas, de pés - de - microfone a serventuários encartados ao Poder do dinheiro - uma ternura...
A boca de Clinton - It's economy, stupid - pôde ser sempre declinada..
Assim...
como óbvio ululante que é, ou...
Assim...
Em Portugal, tornou - se hoje, quando a Política quer recuperar o que lhe pertence através de um governo de Esquerda, uma trombeta apocalíptica, soprada não só pelos " especialistas leitores de folhas - de - chá " nacionais como pela Burrocracia ingente de Bruxelas mais os aprendizes de feiticeiro dos Media.
E porquê este estardalhaço?
De Bruxelas sabe - se que há um Pensamento Único que se quer esgotar na T.I.N.A. e no conservadorismo tristonho do norte e centro da Europa, cúmplice histórico de uma Alemanha hegemónica, pelo que o boicote a-priori da evolução de um Orçamento anti - austeridade será um desígneo da U.E mormente face à indefinição governamental em Espanha onde um partido de esquerda progressista - o Podemos - está a condicionar fortemente as alternativas tinescas que estão a ser ensaiadas na tentativa de o manter longe das decisões sobre a política espanhola.
Economia, evidentemente! QUAL?
A DO ÚLTIMO SÉCULO FOI DEMENCIAL e ameaça, sem cura visível, o novo.
Alguém disse que o ser social só é transformado através e pela consciência. Será uma luta árdua contra um condicionamento que, até ver, desgraçadamente, funcionou.
Socorri -me da criação de Nélson Rodrigues a pontuar o título deste post, na constatação de uma nova moda que está a brotar no mundo mediático e merdiático ( oi, Clara! ) do país.
Ela tem - nos trazido uma enxurrada de " especialistas " em economês a debitar bitaites por tudo o que é televisão, jornais e rádio de Portugal, de comentadores a jornalistas, de pés - de - microfone a serventuários encartados ao Poder do dinheiro - uma ternura...
A boca de Clinton - It's economy, stupid - pôde ser sempre declinada..
Assim...
Assim...
E porquê este estardalhaço?
De Bruxelas sabe - se que há um Pensamento Único que se quer esgotar na T.I.N.A. e no conservadorismo tristonho do norte e centro da Europa, cúmplice histórico de uma Alemanha hegemónica, pelo que o boicote a-priori da evolução de um Orçamento anti - austeridade será um desígneo da U.E mormente face à indefinição governamental em Espanha onde um partido de esquerda progressista - o Podemos - está a condicionar fortemente as alternativas tinescas que estão a ser ensaiadas na tentativa de o manter longe das decisões sobre a política espanhola.
Economia, evidentemente! QUAL?
A DO ÚLTIMO SÉCULO FOI DEMENCIAL e ameaça, sem cura visível, o novo.
Alguém disse que o ser social só é transformado através e pela consciência. Será uma luta árdua contra um condicionamento que, até ver, desgraçadamente, funcionou.
sexta-feira, março 04, 2016
ECOS...
O QUE É ISTO?
GRATUITIDADE. PORQUÊ? PORQUE SIM...,
...dirão os fracturantes que assolam o Bloco de Esquerda face ao cartaz provocatório e celebração, de maneira grosseira de uma lei que concede a possibilidade de adopção de crianças (também gays? ) por parte de gays em comunhão de perspectivas de vida e de tecto, I presume...
Foi uma bicada deplorável, por desnecessária, imbecil, pelo presumido efeito reflexivo, a uma ideologia consagrada em todas as paragens do planeta por milhões abastados de seres humanos. Há outras do mesmo cariz mas no Ocidente o Cristianismo, apesar dos ataques ainda ilumina muitos crentes.
Não sou católico nem professo nenhuma crença religiosa e, definitivamente, não sou estúpido; reconheço - lhe, sim, os trâmites e a definição dos seus contornos, que neste infeliz episódio ( ou era para ter graça? ) brilhou intensamente - na Lei e no cartaz.
GRATUITIDADE. PORQUÊ? PORQUE SIM...,
...dirão os fracturantes que assolam o Bloco de Esquerda face ao cartaz provocatório e celebração, de maneira grosseira de uma lei que concede a possibilidade de adopção de crianças (também gays? ) por parte de gays em comunhão de perspectivas de vida e de tecto, I presume...
Foi uma bicada deplorável, por desnecessária, imbecil, pelo presumido efeito reflexivo, a uma ideologia consagrada em todas as paragens do planeta por milhões abastados de seres humanos. Há outras do mesmo cariz mas no Ocidente o Cristianismo, apesar dos ataques ainda ilumina muitos crentes.
Não sou católico nem professo nenhuma crença religiosa e, definitivamente, não sou estúpido; reconheço - lhe, sim, os trâmites e a definição dos seus contornos, que neste infeliz episódio ( ou era para ter graça? ) brilhou intensamente - na Lei e no cartaz.
quinta-feira, março 03, 2016
WAS IST DASS?
PORQUÊ ALI?
E QUAL FOI A MENSAGEM QUE O PODEMOS QUER TRANSMITIR?
SIMPLESMENTE A GRATUITIDADE DO GESTO E... PORQUE SIM?
NO SEGUIMENTO DESSA ESPONTANEIDADE UMA REFLEXÃO, QUE NÃO ABONA A TOMADA DE POSIÇÃO ILUSTRADA PELO GESTO.
terça-feira, março 01, 2016
MAIS UMA AUSÊNCIA...
...E DESTA VEZ, LONGA.
Fiquei sem a máquina, avariou - se.
Aproveitei para dar ordem aos meus livros e reencontrar - me com alguns autores que marcaram a minha geração, nomeadamente os existencialistas, tema de acesos debates e provocações - Sartre, Kierkegaard, Heidegger - numa época libertária, revolucionária, generosa, onde a possibilidade utópica marcou profundamente toda uma geração - a minha, a dos sexagenários de hoje.
O Homem é radicalmente livre e o único criador dos seus valores - pontuávamos, inebriados pelos sucessos contra as opressões que a Ordem, social, económica, colonial, política e moral estruturou até então - a Ordem burguesa - contra a qual se uniram as elites estudantis de então, os operários e... a Filosofia. Um choque epistemológico, diria Foucault, o desabar de velhas estruturas,os estruturalistas, com a nova abertura da Educação e da Ciência às massas, na ressaca da onda que varreu o Ocidente.
Apesar do pessimismo cínico com que hoje nos revemos na infindável Burrocratização do Pensamento no Mundo, no Ocidente, que dos anos sessenta, enquanto glorificávamos a Liberdade, as obreiras utilitaristas iam reestruturando, dos manuais escolares às Academias e às fábricas à boleia de um liberalismo oportunista que, cavalgando a abertura democrática contrabandeou - um choque de realidade - pragmatizam enfáticos, toda a generosidade humanista de uma geração.
Desgraçadamente, estão a ganhar. As consequências? Estão à vista de todos. A vingança está a ser cruel, já que são os nossos filhos os veículos e os protagonistas na nova Ordem[ !!!!??? ] mundial.
Fiquei sem a máquina, avariou - se.
Aproveitei para dar ordem aos meus livros e reencontrar - me com alguns autores que marcaram a minha geração, nomeadamente os existencialistas, tema de acesos debates e provocações - Sartre, Kierkegaard, Heidegger - numa época libertária, revolucionária, generosa, onde a possibilidade utópica marcou profundamente toda uma geração - a minha, a dos sexagenários de hoje.
O Homem é radicalmente livre e o único criador dos seus valores - pontuávamos, inebriados pelos sucessos contra as opressões que a Ordem, social, económica, colonial, política e moral estruturou até então - a Ordem burguesa - contra a qual se uniram as elites estudantis de então, os operários e... a Filosofia. Um choque epistemológico, diria Foucault, o desabar de velhas estruturas,os estruturalistas, com a nova abertura da Educação e da Ciência às massas, na ressaca da onda que varreu o Ocidente.
Apesar do pessimismo cínico com que hoje nos revemos na infindável Burrocratização do Pensamento no Mundo, no Ocidente, que dos anos sessenta, enquanto glorificávamos a Liberdade, as obreiras utilitaristas iam reestruturando, dos manuais escolares às Academias e às fábricas à boleia de um liberalismo oportunista que, cavalgando a abertura democrática contrabandeou - um choque de realidade - pragmatizam enfáticos, toda a generosidade humanista de uma geração.
Desgraçadamente, estão a ganhar. As consequências? Estão à vista de todos. A vingança está a ser cruel, já que são os nossos filhos os veículos e os protagonistas na nova Ordem[ !!!!??? ] mundial.
sábado, fevereiro 20, 2016
A SEMANA EM REVISTA
OS VÍDEOS DO P. MINISTRO
António Costa, perante um panorama mediático dominado pelos MERDIA e por uma classe de " jornalistas " e comentadores declaradamente hostis ao governo e aos desenvolvimentos políticos que encetou, decidiu - se por uma comunicação directa com os cidadãos através de vídeos explicando e enumerando os fundamentos de cada decisão que, no arranque da legislatura, terá de tomar ou já tomou.
O barulho ensurdecedor terá sempre um contraditório por parte do P.S. e ajuízado seria e políticamente relevante que o P.C.P. e o Bloco de Esquerda fizessem, sempre que necessário, coro com um governo que apoiam na Assembleia da República. A tentação oposicionista, num reflexo de protecção partidária, terá de ser controlada, diáriamente. Um pé dentro e outro fora só em equilíbrio sustentável; a pé - coxinho torna - se difícil.
PERPLEXIDADES, OU TALVEZ, NÃO...
Há comentadores políticos e não só, que aprendi a respeitar durante toda a história democrática em Portugal, independentemente das proclamações partidárias de que a sua credibilidade pudesse sofrer numa análise crítica às críticas que pontuam o seu discurso. Nem sempre o meu respeito intelectual, é disso que se trata, acompanhou a adesão às análises por si efectuadas.
Últimamente, sejamos claros, desde que se perspectivou a mudança política histórica protagonizada por António Costa, chamando para o espaço de apoio a uma politica governamental o P.Comunista Português e o Bloco de Esquerda. adversários históricos da mesma área política da Esquerda, que registo uma subtil mudança na análise política de muitos deles e que se caracteriza, hoje, por uma peculiar distribuição salomónica, tipo pau e cenoura, uma no cravo e outra na ferradura, das pancadas sobre o pecado capital que Costa cometeu e que contaminou, aos seus olhos, todas as suas acções futuras.
A honestidade intelectual que não os abandonou e que, por respeito próprio e por quem os segue, continuam a exercitar não permite o desdém pelo que é política e racionalmente virtuoso nas decisões já tomadas pelo Executivo e com o apoio dos partidos de Esquerda, mas... permite, no balanço textual ou verbalizado, fixar um posicionamento idiossincrático bem definido.
Enfim...., curiosidades que uma filtragem de águas turvas deste novo tempo histórico me permitiu descortinar.
Consequências? Nenhumas, a não ser um afinamento de atenção...
BANCO DE PORTUGAL
( fica para amanhã... )
Desisti, depois de ler - Os bancos que nos sugam - de Miguel Sousa Tavares no Expresso
António Costa, perante um panorama mediático dominado pelos MERDIA e por uma classe de " jornalistas " e comentadores declaradamente hostis ao governo e aos desenvolvimentos políticos que encetou, decidiu - se por uma comunicação directa com os cidadãos através de vídeos explicando e enumerando os fundamentos de cada decisão que, no arranque da legislatura, terá de tomar ou já tomou.
O barulho ensurdecedor terá sempre um contraditório por parte do P.S. e ajuízado seria e políticamente relevante que o P.C.P. e o Bloco de Esquerda fizessem, sempre que necessário, coro com um governo que apoiam na Assembleia da República. A tentação oposicionista, num reflexo de protecção partidária, terá de ser controlada, diáriamente. Um pé dentro e outro fora só em equilíbrio sustentável; a pé - coxinho torna - se difícil.
PERPLEXIDADES, OU TALVEZ, NÃO...
Há comentadores políticos e não só, que aprendi a respeitar durante toda a história democrática em Portugal, independentemente das proclamações partidárias de que a sua credibilidade pudesse sofrer numa análise crítica às críticas que pontuam o seu discurso. Nem sempre o meu respeito intelectual, é disso que se trata, acompanhou a adesão às análises por si efectuadas.
Últimamente, sejamos claros, desde que se perspectivou a mudança política histórica protagonizada por António Costa, chamando para o espaço de apoio a uma politica governamental o P.Comunista Português e o Bloco de Esquerda. adversários históricos da mesma área política da Esquerda, que registo uma subtil mudança na análise política de muitos deles e que se caracteriza, hoje, por uma peculiar distribuição salomónica, tipo pau e cenoura, uma no cravo e outra na ferradura, das pancadas sobre o pecado capital que Costa cometeu e que contaminou, aos seus olhos, todas as suas acções futuras.
A honestidade intelectual que não os abandonou e que, por respeito próprio e por quem os segue, continuam a exercitar não permite o desdém pelo que é política e racionalmente virtuoso nas decisões já tomadas pelo Executivo e com o apoio dos partidos de Esquerda, mas... permite, no balanço textual ou verbalizado, fixar um posicionamento idiossincrático bem definido.
Enfim...., curiosidades que uma filtragem de águas turvas deste novo tempo histórico me permitiu descortinar.
Consequências? Nenhumas, a não ser um afinamento de atenção...
BANCO DE PORTUGAL
( fica para amanhã... )
Desisti, depois de ler - Os bancos que nos sugam - de Miguel Sousa Tavares no Expresso
segunda-feira, fevereiro 15, 2016
UMA AULA POLÍTICA ( 2 )
ANTÓNIO COSTA, em entrevista ao Expresso
Uma realpolityk que, oh céus! apeou a Direita, uma necessidade não só programática como também e principalmente ideológica, interrompendo a consolidação no tecido social do país de idiossincracias tinescas durante mais tempo.
As outras faces de estranhezas estão retratadas nas questões que se seguiram, às quais o primeiro - Ministro " limpou " com sabedoria e... transparência. Habituem - se!
Nenhum Estado que se preze deixa - se governar pelas agências de rating e pela mistificação económica que é o Mercado o que é diferente do que ignorar a sua existência em prol do Capital, dos seus patrões.
Investidores foram e são os fazedores de riqueza industrial, comercial e social; não são eles os protegidos pelas agências de rating mas sim a diletância predadora e venal, pelo que o respeito que merecem na sua actividade é ZERO, é LIXO. E, sim, deveriam ser os Estados a controlar as suas actividades e nunca, mas nunca o contrário.
Foi lastimável ouvir, de novo o ministro alemão Shaubble a tecer considerações sobre as opções políticas de Portugal quando não deu a cara perante Cameron e as suas exigências. O Deutchbank ainda não lhe tira o sono?
Só uma pequena lembrança - A escola de Frankfurt denunciou, no princípio do século XX, o contrabando que se infiltrava, através do seu braço económico e académico, nas democracias europeias pela criação de uma naturalidade elitista tida como necessidades ideológicas. Tal como agora, a Europa estava sobre as consequências de mais uma crise do Capitalismo e a resposta da elite foi o autoritarismo exercido através dos meios de controlo financeiro e económico. Hoje, abundam esses meios, desde as instituições da U.E nas mãos do P.P.E. ao Mercado, às agências de rating, à Academias de Economia e Gestão.
É altura da Política explicar toda a construção que nos trouxe à TINA e não se ficar apenas pelas explicações de gestão económica. É que há ouvidos atentos que convém iluminar.
Uma realpolityk que, oh céus! apeou a Direita, uma necessidade não só programática como também e principalmente ideológica, interrompendo a consolidação no tecido social do país de idiossincracias tinescas durante mais tempo.
As outras faces de estranhezas estão retratadas nas questões que se seguiram, às quais o primeiro - Ministro " limpou " com sabedoria e... transparência. Habituem - se!
Nenhum Estado que se preze deixa - se governar pelas agências de rating e pela mistificação económica que é o Mercado o que é diferente do que ignorar a sua existência em prol do Capital, dos seus patrões.
Investidores foram e são os fazedores de riqueza industrial, comercial e social; não são eles os protegidos pelas agências de rating mas sim a diletância predadora e venal, pelo que o respeito que merecem na sua actividade é ZERO, é LIXO. E, sim, deveriam ser os Estados a controlar as suas actividades e nunca, mas nunca o contrário.
Foi lastimável ouvir, de novo o ministro alemão Shaubble a tecer considerações sobre as opções políticas de Portugal quando não deu a cara perante Cameron e as suas exigências. O Deutchbank ainda não lhe tira o sono?
Só uma pequena lembrança - A escola de Frankfurt denunciou, no princípio do século XX, o contrabando que se infiltrava, através do seu braço económico e académico, nas democracias europeias pela criação de uma naturalidade elitista tida como necessidades ideológicas. Tal como agora, a Europa estava sobre as consequências de mais uma crise do Capitalismo e a resposta da elite foi o autoritarismo exercido através dos meios de controlo financeiro e económico. Hoje, abundam esses meios, desde as instituições da U.E nas mãos do P.P.E. ao Mercado, às agências de rating, à Academias de Economia e Gestão.
É altura da Política explicar toda a construção que nos trouxe à TINA e não se ficar apenas pelas explicações de gestão económica. É que há ouvidos atentos que convém iluminar.
UMA AULA POLÍTICA
ANTÓNIO COSTA
( Primeiro- Ministro de Portugal )
EM PORTUGAL MANDAM OS PORTUGUESES,
NA EUROPA, NÃO! SO...
" PRIMEIRO ESTRANHA - SE, DEPOIS ENTRANHA - SE "
Nada como um juízo popular para definir, primeiro, o estranhamento com uma prática da qual a democracia se alimentou em sua definição, como a negociação em torno da formação de uma maioria, formal ou efectiva, que sustente, tradicionalmente ou jurídicamente, um governo, dando - lhe estabilidade para, face às minorias, implementar o seu programa, seja de que natureza for.
Não é de hoje, mas a Direita, como expressão do conservadorismo " elitista ", levou a sério o formalismo representativo e, sem tibiezas, usou - o em seu proveito, no " sacrifício " das suas convicções em prol de um Bem - maior que passa pela conservação dos seus privilégios de classe e fá - lo em todas as paragens do planeta com todos os que seguem as suas linhas, ia dizer programáticas, biológicas, as do individualismo, básico e radical, intuitivamente virtuoso e ética e socialmente deficiente bordejando, a espaços, a sociopatia, pura e simples.
Qual foi, portanto a estranheza que o compromisso governativo entre o P.S e os partidos à sua esquerda, nomeadamente o Bloco de Esquerda e o P.Comunista Português mais os Verdes e o PAN provocou à Direita política e Mediática? Foi a derivada de uma convicção que uma mitologia histórica pós - PREC alimentou das confrontações políticas de Soares e Cunhal e que se prolongaram por quase 40 anos - a impossibilidade de diálogo político com incidência governamental.
Quarenta anos se passaram sobre essa certeza, da qual a Direita portuguesa hábilmente se serviu, num país maioritáriamente de Esquerda, para, apelando ao pragmatismo do voto enquanto esvaziava o conteúdo político escrutinável, governar Portugal.
António Costa derrubou o mito, na ressaca da mais daninha governação conservadora das últimas décadas e lançou as bases de uma governação nacional mais consentânea, formal, social e políticamente, com o sentir da população portuguesa e que se tiver continuidade, em termos negociais e políticos nas autárquicas de 2017, o País sofrerá uma mudança séria e, para mim, virtuosa, no regime contrabandeado de hoje.
Estamos a ler a entrevista que A. Costa deu ao semanário Expresso de sábado último e a singularidade ainda não entranhada pelos MEDIA ( e nomeadamente por esse jornal que, em relação à Coligação derrubada era um sério apoiante através dos seus comentadores, jornalistas e opinadores criteriosamente escolhidos, dos quais, como prova de abrangência redactorial surgem Nicolau Santos e Daniel de Oliveira... ) reflecte - se nas questões tomadas como embaraçantes levantadas pelos entrevistadores, como esta - O P.Socialista e o Governo correm o risco de ficarem dominados pelas esquerdas?
Desta pergunta também se infere que o Partido Socialista que já não era visto como um partido de Esquerda e que, aliado ao P.C.P e ao Bloco de Esquerda só pode mesmo ter - se tornado radical.
( a continuar... )
quarta-feira, fevereiro 03, 2016
CONTABILIDADE ou POLÍTICA ( 2 )
POLÍTICA, pois claro!
Nenhum país do mundo poderá garantir hoje, (dadas as expectativas não projectáveis do universo financeiro Global, à sua turbulência, diagnosticada já pela Reserva Federal Americana, que a queda bolsista chinesa encabeçou e pelas perspectivas de crescimento económico dos países emergentes ), a credibilidade das suas projecções orçamentais no curto prazo.
As críticas, que dos leitores de folhas de chá mediáticos às luminárias técnicas do exterior, nomeadamente das agências de rating, vulgo, sociedade de protecção aos investidores e dos crânios da troyka que montaram o tecido económico-financeiro do resgate a Portugal, de quem eles vão tecendo, provincianamente, loas, estão eivadas de má - fé intelectual, quando não de pura hipocrisia científica na leitura, não só ideológica quando não puramente matemática que fazem às escolhas políticas que orientam qualquer Orçamento de Estado, em Democracia. Bastava ter presente o resultado saído das suas receitas de resgate, hoje criticados pelo Tribunal de Contas Europeu.
As equações de deltas, tetas, betas e ómegas são instrumentos de controlo e acompanhamento do funcionamento das economias sustentadas pelas escolhas políticas. Será preciso um milagre para fazer funcionar um Orçamento, não fazendo o que o anterior governo fez e que qualquer comerciante faria e... sem deixar fugir os fregueses, no ajustamento dos imponderáveis que a própria dinâmica económica e social vai tecendo?
É evidente, para aqueles que seguiam a carroça do - Não há alternativa - num barranco de cegos, a possibilidade de mudança nas equações das variáveis que para eles eram fixas e definitivas é, também ela, uma impossibilidade. A gente percebeu...
Acabo de saber que as linhas gerais do Orçamento para 2016 recebeu luz verde do Comissário europeu das Finanças, P. Moscovici e passa para o crivo do Colégio dos Comissários.
HAJA BOM SENSO!
Nenhum país do mundo poderá garantir hoje, (dadas as expectativas não projectáveis do universo financeiro Global, à sua turbulência, diagnosticada já pela Reserva Federal Americana, que a queda bolsista chinesa encabeçou e pelas perspectivas de crescimento económico dos países emergentes ), a credibilidade das suas projecções orçamentais no curto prazo.
As críticas, que dos leitores de folhas de chá mediáticos às luminárias técnicas do exterior, nomeadamente das agências de rating, vulgo, sociedade de protecção aos investidores e dos crânios da troyka que montaram o tecido económico-financeiro do resgate a Portugal, de quem eles vão tecendo, provincianamente, loas, estão eivadas de má - fé intelectual, quando não de pura hipocrisia científica na leitura, não só ideológica quando não puramente matemática que fazem às escolhas políticas que orientam qualquer Orçamento de Estado, em Democracia. Bastava ter presente o resultado saído das suas receitas de resgate, hoje criticados pelo Tribunal de Contas Europeu.
As equações de deltas, tetas, betas e ómegas são instrumentos de controlo e acompanhamento do funcionamento das economias sustentadas pelas escolhas políticas. Será preciso um milagre para fazer funcionar um Orçamento, não fazendo o que o anterior governo fez e que qualquer comerciante faria e... sem deixar fugir os fregueses, no ajustamento dos imponderáveis que a própria dinâmica económica e social vai tecendo?
É evidente, para aqueles que seguiam a carroça do - Não há alternativa - num barranco de cegos, a possibilidade de mudança nas equações das variáveis que para eles eram fixas e definitivas é, também ela, uma impossibilidade. A gente percebeu...
Acabo de saber que as linhas gerais do Orçamento para 2016 recebeu luz verde do Comissário europeu das Finanças, P. Moscovici e passa para o crivo do Colégio dos Comissários.
HAJA BOM SENSO!
terça-feira, fevereiro 02, 2016
CONTABILIDADE ou POLÍTICA
SOBERANIA ou REALPOLITIK?
Dir - me - ão que essa é uma falsa questão, melhor, uma falsa alternância que é negada pelos conceitos eux - mêmes.
Vejamos: Portugal esteve, durante quatro anos sobre resgate financeiro por parte da Comissão Europeia, do FMI e do BCE, portanto, credor dessas Instituições. As condições do resgate impunham decisões políticas de extrema dureza para o país.
Apesar de uma canina subserviência do governo anterior no cumprimento sobrelevado dos ditâmes da troyka, nada de substancial mudou, a não ser o quase desaparecimento da classe média, um aumento brutal dos impostos, uma emigração forçada de milhares de jovens cidadãos qualificados, que uma economia debilitada exponenciou, que o Primeiro - ministro de então, Passos Coelho, apontou como uma oportunidade. A qualidade de TODOS os serviços do Estado piorou dramáticamente ao mesmo tempo que as relações de trabalho iam sendo dinamitadas pela ganância burrocrática e o país foi vendido, acéfalamente, ao retalho. Uma estupidez política que só os seus projectistas e os seus acólitos, embrenhados nas folhas de Excel e na segurança de quem se foi enchendo com a dívida soberana, poderia ser considerado um sucesso.
No entanto, débeis lamentos por parte da Troyka, findo que foi o período do desfalque nacional, fizeram - se ouvir em lágrimas de crocodilo. Tinha sido, também, um fracasso sócio-político e... não se fala mais nisso.
Hoje, a Política está a fazer- se lá fora, outra vez, nos corredores e nos salões onde se cozinhou a alarvidade contabiloburocrática que arruinou Portugal. Correm negociações entre a Política, representada pelo governo socialista no poder e o Conselho Europeu. Aparentemente, pelo que se vai sabendo das declarações da Burrocracia, nenhuma lição se tirou da experiência passada por parte dela, zero. A cassete é a mesma - É preciso cumprir as regras - Não há alternativa - .
À primeira vista, supõe - se que é o draft, o esboço do Orçamento do Estado que está em discussão ( convém não esquecer que um Orçamento de Estado é um programa político, que define uma orientação política que não contabilístico, sendo esta vertente um indicador projectivo...), quando, na verdade, se pretende, através de imposições financeiras que uma maioria conjuntural de Direita que hoje detém o poder de decisão na U.E. a conjugação de TODOS os programas políticos nacionais no mesmo modo - o definido pelo Pensamento Único, conservador e reaccionário.
( a seguir...)
Dir - me - ão que essa é uma falsa questão, melhor, uma falsa alternância que é negada pelos conceitos eux - mêmes.
Vejamos: Portugal esteve, durante quatro anos sobre resgate financeiro por parte da Comissão Europeia, do FMI e do BCE, portanto, credor dessas Instituições. As condições do resgate impunham decisões políticas de extrema dureza para o país.
Apesar de uma canina subserviência do governo anterior no cumprimento sobrelevado dos ditâmes da troyka, nada de substancial mudou, a não ser o quase desaparecimento da classe média, um aumento brutal dos impostos, uma emigração forçada de milhares de jovens cidadãos qualificados, que uma economia debilitada exponenciou, que o Primeiro - ministro de então, Passos Coelho, apontou como uma oportunidade. A qualidade de TODOS os serviços do Estado piorou dramáticamente ao mesmo tempo que as relações de trabalho iam sendo dinamitadas pela ganância burrocrática e o país foi vendido, acéfalamente, ao retalho. Uma estupidez política que só os seus projectistas e os seus acólitos, embrenhados nas folhas de Excel e na segurança de quem se foi enchendo com a dívida soberana, poderia ser considerado um sucesso.
No entanto, débeis lamentos por parte da Troyka, findo que foi o período do desfalque nacional, fizeram - se ouvir em lágrimas de crocodilo. Tinha sido, também, um fracasso sócio-político e... não se fala mais nisso.
Hoje, a Política está a fazer- se lá fora, outra vez, nos corredores e nos salões onde se cozinhou a alarvidade contabiloburocrática que arruinou Portugal. Correm negociações entre a Política, representada pelo governo socialista no poder e o Conselho Europeu. Aparentemente, pelo que se vai sabendo das declarações da Burrocracia, nenhuma lição se tirou da experiência passada por parte dela, zero. A cassete é a mesma - É preciso cumprir as regras - Não há alternativa - .
À primeira vista, supõe - se que é o draft, o esboço do Orçamento do Estado que está em discussão ( convém não esquecer que um Orçamento de Estado é um programa político, que define uma orientação política que não contabilístico, sendo esta vertente um indicador projectivo...), quando, na verdade, se pretende, através de imposições financeiras que uma maioria conjuntural de Direita que hoje detém o poder de decisão na U.E. a conjugação de TODOS os programas políticos nacionais no mesmo modo - o definido pelo Pensamento Único, conservador e reaccionário.
( a seguir...)
domingo, janeiro 31, 2016
d' O CAOS
Odeio bagunça, abomino a Ordem Burrautocrática e prefiro a organização em racionalidade ( Razão + Ética ) do Caos, o estado permanente da espécie e das suas Instituições.
Achar, convir, que o Estado seja uma necessidade, um estádio evolutivo na busca dessa ordenação que não a submissão impossível, não fará do Homem um incondicional dos poderes de que ele se outorga que extravasem a promoção da sua eficácia na coordenação harmoniosa e equilibrada dos interesses biológicos e ou corporativos com o Bem Comum.
Essa realidade de que todos têm consciência do que seja e do que poderia ser, remete - nos a Zizek, que nos nega a possibilidade dessa consciência, que existindo, foge à nossa interpretação simbólica ou utópica dada a sua profunda abstracção, em compreensão e extensão.
Uma torre de Babel que se vai trepando sem um sânscrito unificador que permita a sua interpretação numa inteligibilidade redentora.
Nos andares dessa Torre estabeleceram - se unidades linguísticas e a possibilidade de uma visão unificada sobre um real estrito - a delas e todo um cortejo simbólico e narrativo moldado por uma história comum. Ordenamentos casuísticos ocupando um nicho estabilizado no Caos - são as nações e os estados que física e jurídicamente as estabiliza ou procura a sua estabilização.
Quando e sempre que haja uma perturbação provocada por uma intrusão forasteira, as consequências, como ondas de maré, vão ficando maiores, à medida que se afastam da origem precurssora deixada ao oblívio.
O mundo de hoje, como o de ontem, está a reflectir o alcance que decisões políticas tomadas ao arrepio da consagração desse ordenamento racionalizado podem fazer.
E as borboletas nada tiveram a ver com isso...
segunda-feira, janeiro 25, 2016
CAVAQUISTA, EU!!!!???
E ESTA, HEIN?
Então não é que agora que o Homem está de saída me descubro, pela primeira vez, um apoiante de uma decisão sua? Querem ver, que afinal sou um " reaccionário " disfarçado de progressista?
Eu explico. Já botei por aqui a minha opinião sobre o tema que suscitou esta reflexão e, em princípio, nada mais teria a dizer a não ser no âmbito de um debate, o que não é o caso, pelo que, mesmo assim, dada a relevância, vamos ao assunto.
O presidente da República devolveu à Assembleia os diplomas sobre a adopção de crianças por casais do mesmo sexo e sobre as alterações à lei da IVG ( interrupção voluntária da gravidez ) aí votados.
No primeiro caso, a da adopção, Cavaco Silva considerou e bem que o interesse da criança sobreleva o dos casais proponentes à adopção, já que, acrescento eu, ao seu papel passivo tem de corresponder uma protecção adicional criteriosa de uma, sim, normalidade existencial, que as rupturas emuladas por algumas franjas da sociedade não configuram.
Quanto ao segundo diploma, que afasta os médicos objectores de consciência do aconselhamento clínico, psicológico e, porque não, reflexivo, sobre a decisão das pacientes, que não aos militantes da discriccionariedade abortiva das mulheres, é por si uma estupidez legislativa, uma batota jurídica e. sim, merece o veto presidencial.
Cavaquista? Nem por isso.
Então não é que agora que o Homem está de saída me descubro, pela primeira vez, um apoiante de uma decisão sua? Querem ver, que afinal sou um " reaccionário " disfarçado de progressista?
Eu explico. Já botei por aqui a minha opinião sobre o tema que suscitou esta reflexão e, em princípio, nada mais teria a dizer a não ser no âmbito de um debate, o que não é o caso, pelo que, mesmo assim, dada a relevância, vamos ao assunto.
O presidente da República devolveu à Assembleia os diplomas sobre a adopção de crianças por casais do mesmo sexo e sobre as alterações à lei da IVG ( interrupção voluntária da gravidez ) aí votados.
No primeiro caso, a da adopção, Cavaco Silva considerou e bem que o interesse da criança sobreleva o dos casais proponentes à adopção, já que, acrescento eu, ao seu papel passivo tem de corresponder uma protecção adicional criteriosa de uma, sim, normalidade existencial, que as rupturas emuladas por algumas franjas da sociedade não configuram.
Quanto ao segundo diploma, que afasta os médicos objectores de consciência do aconselhamento clínico, psicológico e, porque não, reflexivo, sobre a decisão das pacientes, que não aos militantes da discriccionariedade abortiva das mulheres, é por si uma estupidez legislativa, uma batota jurídica e. sim, merece o veto presidencial.
Cavaquista? Nem por isso.
domingo, janeiro 24, 2016
PRESIDENCIAIS EM PORTUGAL
FINIS
MARCELO REBELO DE SOUSA...
... Será o novo Presidente da República Portuguesa ao vencer umas eleições às quais esvaziou de carga política sustentando - se numa notoriedade nacional que a presença de anos nos canais televisivos como comentador político exponenciou, e, paradoxalmente, numa inteligência política notável.
Todo o mérito desta eleição pertence - lhe, por inteiro, pela ligação empática que conseguiu estabelecer como merecedor de confiança junto dos seus eleitores.
PARABÉNS!
MARCELO REBELO DE SOUSA...
... Será o novo Presidente da República Portuguesa ao vencer umas eleições às quais esvaziou de carga política sustentando - se numa notoriedade nacional que a presença de anos nos canais televisivos como comentador político exponenciou, e, paradoxalmente, numa inteligência política notável.
Todo o mérito desta eleição pertence - lhe, por inteiro, pela ligação empática que conseguiu estabelecer como merecedor de confiança junto dos seus eleitores.
PARABÉNS!
quarta-feira, janeiro 20, 2016
PRESIDENCIAIS
Da reunião dos candidatos, numa avaliação mediática, que se pretendeu ser psicossocial, onde a componente política das eventuais proclamações emitidas, pela redundância inconsequente do que neste campo se poderia dizer, vingou, a indignação assertiva de Marisa Matias, contra a reposição dos subsídios vitalícios a ex-servidores do Estado.
DA CRÍTICA ( II )
" Valerá a pena analisar críticamente este « e ». Será que, em si mesmo, é já cínico? Como pode uma cópula lógica ser cínica? Um homem « e » uma mulher; garfo « e » faca; sal « e » pimenta. Que há aqui a criticar? Tentemos outras ligações - senhora « e » puta; ama o próximo « e » mata - o; morrer de fome « e » comer caviar ao pequeno - almoço. Aqui o » e » parece ter - se inserido entre opostos que transforma em vizinhos imediatos, de forma que os contrastes se invectivam.
O « e » terá algo a ver com isto? Não foi ele que criou os opostos, apenas desempenhou o papel de alcoviteiro entre pares díspares. Com efeito, nos Media, o « e » mais não faz do que justapor, fundar vizinhanças, acasalar, contrastar - nem mais nem menos. O « e » tem a capacidade de formar uma série ou uma cadeia linear cujos membros individuais só se tocam por intermédio do alcoviteiro lógico; este último não diz nada sobre a natureza dos elementos que enfia numa fileira. É nessa indiferença do « e » a respeito das coisas que justapõe que desponta o germe de um desenvolvimento cínico. Com efeito, pela simples justaposição e pela relação sintagmática externa entre todas as coisas, ele produz uma uniformidade que afecta as coisas justapostas. Eis porque o « e » não permanece um « e » puro, antes desenvolve a tendência para se tornar um é - igual - a. A partir desse momento, pode desenvolver - se uma tendência cínica. Com efeito, se o « e » que pode colocar - se entre tudo significa simultaneamente « é - igual - a », tudo se torna igual a tudo e cada coisa vale tanto como outra coisa qualquer. Da uniformidade da série dos « e » nasce insidiosamente uma equivalência das coisas e uma indiferença subjectiva. "
( continuaremos, com Sloterdijk )
O « e » terá algo a ver com isto? Não foi ele que criou os opostos, apenas desempenhou o papel de alcoviteiro entre pares díspares. Com efeito, nos Media, o « e » mais não faz do que justapor, fundar vizinhanças, acasalar, contrastar - nem mais nem menos. O « e » tem a capacidade de formar uma série ou uma cadeia linear cujos membros individuais só se tocam por intermédio do alcoviteiro lógico; este último não diz nada sobre a natureza dos elementos que enfia numa fileira. É nessa indiferença do « e » a respeito das coisas que justapõe que desponta o germe de um desenvolvimento cínico. Com efeito, pela simples justaposição e pela relação sintagmática externa entre todas as coisas, ele produz uma uniformidade que afecta as coisas justapostas. Eis porque o « e » não permanece um « e » puro, antes desenvolve a tendência para se tornar um é - igual - a. A partir desse momento, pode desenvolver - se uma tendência cínica. Com efeito, se o « e » que pode colocar - se entre tudo significa simultaneamente « é - igual - a », tudo se torna igual a tudo e cada coisa vale tanto como outra coisa qualquer. Da uniformidade da série dos « e » nasce insidiosamente uma equivalência das coisas e uma indiferença subjectiva. "
( continuaremos, com Sloterdijk )
terça-feira, janeiro 19, 2016
EI - LOS QUE PARTEM...
Almeida Santos
... E em cada partida vão - me deixando mais órfão de uma geração que marcou políticamente a História portuguesa.
Almeida Santos, um dos mais distintos lutadores pela Democracia morreu ontem, aos 89 anos.
Deixará muitas saudades aos amigos com quem, no Partido Socialista de que foi Presidente, o acompanharam.
As minhas condolências à família e homenagens e solidariedade ao P.Socialista pela perda de um seu líder histórico.
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