sexta-feira, agosto 19, 2016

quarta-feira, agosto 10, 2016

VACAS FRIAS...

...LUSITANAS E OUTRAS...

BORLAS TUGAS

A polémica, canhestramente encerrada pelo Governo, sobre as borlas da GALP em viagens e estadias pagas a secretários de Estado a Paris, teve fundamento e, apesar do natural e alarve aproveitamento político por parte da Oposição, inseriu - se, como tantas vezes tem acontecido últimamente no campo da discussão ética do comportamento dos sujeitos políticos, antes, durante e após o seu exercício.

A desvalorização e a relativização tout - court, tendo a legalidade como o referencial do posso, mas não deveria... com que situações volitivas de âmbito público, que não meramente pessoal, nomedamente nos casos dos ex - Ministros das Finanças do PSD, Gaspar e Albuquerque, do ex- Ministro de Estado e dos Asuntos Económicos, Paulo Portas e do ex - Presidente da Comissão Europeia, Barroso, atestaram à saciedade a falta de sensibilidade e o estou - me marimbando com que, a esse nível, a questão Ética tem sido tratada.
Exige - se, não só o ser como também o parecer, no mínimo.
Se a coisa vem de cima, como exemplo, rápidamente contaminará as classes intermédias e por aí fora até aos papás e mamãs e naturalmente os filhotes.
E depois? Depois será uma MERDA a limpeza da porcaria deixada.

É que o valor Ético ocidental não reside na consciência de cada um, por mais tentador e penitencial a sua interpretação possa servir para o despachar para debaixo do tapete. Felizmente, apesar da sua contínua degradação que a relativização moral, individual, tem alimentado, o ser o resultante caldeado de uma sedimentação milenar que sucessivas civilizações ocidentais forjaram, fez com que todo o Homem ocidental adulto e na plena posse das suas faculdades mentais o reconheça. Desprezá - lo já é outra coisa e tem um nome...

SÓCRATES


STILL WAITING...

... Pela marcação do julgamento do cidadão José Sócrates.
Até lá, as decisões políticas tomadas durante o exercício do cargo de Primeiro - Ministro de Portugal com impactos financeiros e económicos sobre as empresas e os interesses empresariais de A, B, C ou D, dadas à costa não me comovem. Os BOATOS e as gargantas fundas e a desfaçatez investigatória que dura há cinco anos ou mais sem conseguir matéria para o levar ao Tribunal já FEDEM.

Carlos Cruz num julgamento surreal, foi preso; hoje, em liberdade condicional, continua a apregoar a sua inocência e... eu acredito nela. Espero que o mesmo não venha a acontecer no julgamento do ex - P.M.

Interpretemos:
Vamos levar, nós os cidadãos, através dos nossos representantes, levar aos tribunais as decisões políticas que afectaram, afectam e afectarão a vida de cidadãos por perdas patrimoniais ou outras?
Não é lá muito viável, pois não?
E quando afectam poderosos interesses empresariais? Aí a coisa fia mais fino e, mesmo assim as brigadas de advogados em serviço aconselharão cautela...
Nós os cidadãos sofremos, desde Cavaco, a perdas patrimoniais de vulto não só em interesses estratégico e vitais ( espero que nunca se venha a descobrir quão vitais eles são... ) como em bens imateriais civilizacionais. Algum responsável político foi levado à barra dos tribunais pelas decisões que tomou?
Desconfio que o processo  ( agora tenta - se descredibilizar os seus advogados... ) ainda está em escavação...
O quadro geral é que TODOS nós temos telhados de vidro e cadáveres no armário e é só escavar que...

Vai uma provocação conspiratória - O que é que Sócrates e Carlos Cruz tiveram a ver com o Euro 2004?

sábado, julho 30, 2016

O APRENDIZ DE FEITICEIRO


                                                                  MÁRIO CENTENO 

O tecnoburocrata em formação política acelerada, Ministro das finanças do Governo em exercício está a apr(e)ender a realidade, que do Excel o atirou inopinadamente para os braços do mundo do compromisso diplomático e do discurso interpretativo, seguramente ético, queremos acreditar, da Política e... do Verbo.
As " gaffes " do iniciado, algumas infantis para a veterania política, como a última, da liquidação temporalizada e contingente de um Banco em venda pública, não lembraria ao diabo, não ao do Passos, excomungado já.
Os enfrentamentos com a máquina burropolítica do Conselho Europeu e com as Comissões de Inquérito da Assembleia da República, uma feirinha de vaidades para alguns diletantes, serão outros tantos tirocínios na aprendizagem da VIDA, política e não só.

Marcelizando, numa escala de um a dez, dou - lhe 8.


MERKEL

Uma vénia à humanista que a realpolitik não vergou, ainda...




POLÍTICA, UM JOGO SUJO ou...

... RACIONALIDADE,...

... feita prática administrativa de interesses?

" O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa no peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política nasce o político vigarista, o pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais " - Brecht

A esta causticidade brechtiana não representada na realidade política actual pelo desinteresse das massas opõe - se a arrogância tecnoretórica de uma " iluminação " elitista, que presumida, julga tecer as malhas com que a VIDA de cada cidadão se tece.
Brecht confunde a impotência com ignorância e a burrice com falta de informação se transpusermos para hoje a realidade que ele vergastou, então.
As revoluções burguesas do século XIX, hoje vencedoras, foram sempre encabeçadas pelos melhores, assim como a destruição dos valores que lhes deram origem, pela impostura, venalidade e, não raras vezes, incompetência.
Hoje, a meio - termo dos acontecimentos, à degradação da elite corresponde a deploração popular. Um princípio físico de vasos comunicantes, tão sómente.
A superação desse impasse será conflitual e o grau dessa conflitualidade também está na proporção directa das respectivas iluminações, das massas e das elites, para mim, o PODER, já que das outras só a científica merece a designação como referencial das características que enformam o conceito na nova contemporaneidade. 
Como Habermas, dispenso heróis e, sei que, históricamente, apesar deles, a História do Humano é feita pelas nações, sem denegar o brilhantismo dos seus filhos mais esclarecidos.

E eis - nos de volta à espuma das coisas que me provocaram o assalto à memória encimada.

Dando de barato que a manipulação, não só informativa como emocional e mesmo " racional ", para o caso, com falsas informações, faz parte da realidade política humana, antes mesmo do advento da Política, a caracterização dos " desenvolvimentos " político - partidários dados à costa durante o suspense das sanções, de jogo estúpido, é, no mínimo, surrealista, dado que eles, os " desenvolvimentos " não são, nunca foram, nem serão um passatempo, como , por vezes, são caracterizados, pelos opinadores, como eu e o Zé e os colunistas dos Media.
Poder - se- à emitir um julgamento analítico e antever, em palpites, cenários de previsão ou consequenciais a partir dos dados ao dispôr sem que, por isso, sermos acusados de jogo sujo, como o fez H. Monteiro no Expresso deste sábado. Ou tê - lo - à sido?

Para o Governo do Partido Socialista e dos seus apoiantes Bloco de Esquerda e P.C.P., seguramente não o foi e para o povo português definitivamente não o terá sido, pelo que de quem estaria H. Monteiro a falar? E do quê?

Quero acreditar que não leu Luísa Meireles na página 11 do jornal onde escreve... Que tal um pulinho?

terça-feira, julho 26, 2016

EXPRESSOANDO ( N2 )

O CALIFADO TURCO DE ERDOGAN

A incompetência militar dos revoltosos contra a islamização política da Turquia foi de bradar aos céus. Começou com a " distracção " da militarização das forças policiais, com o enfoque da laicização das cidades em desprezo das massas paulatinamente fundamentalizadas dos campos da Anatólia e do resto do país e com o servilismo nacionalista anti - curdo.
" Uma bênção dos céus " - clamou o novo califa de Ancara.
A purga consequente já, como todo o mundo terá percebido, estaria de há muito preparada e está a ser sistemática e inteligentemente posta em acção contra a sociedade que Çevik Bir, cito, - Na Turquia nós temos o casamento entre o Islão e a Democracia. O filho deste casamento é o secularismo. Esta criança costuma adoecer de tempos a tempos. As Forças Armadas da Turquia são o médico encarregado de velar pela saúde desta criança. A sua intervenção depende sempre de quão doente está a criança e do que é necessário fazer para a salvar - queria, na linha do fundador da moderna Turquia - Kemal Ataturk,
A César o que é de César... O Islão é uma religião, que, em tempos históricos, tal como o Cristianismo, apoiadas pela Fé impuseram, por séculos, a sua visão do  mundo e a sua interpretação através das armas dos seus potentados e dos seus reis confessos.
No Ocidente o mundo girou e a Idade Média ficou para trás; abraçámos Prometeu, e por fim, deixámo - lo com as suas correntes- assumimos a nossa condição de intérpretes do nosso destino.
A Turquia vai entrar numa era obscura. Por quanto tempo só o seu povo decidirá, como agora decidiu.

U.E.

Em Agosto de 2013, Habermas deplorava o papel dúbio da Alemanha no contexto europeu e caracterizava  num artigo no Der Spiegel, o sofisma e paternalismo de um discurso paradoxal, em termos políticos, éticos, económicos e financeiros do seu governo em relação ao edifício pan - europeu em construção.
" A Bela Adormecida " e o seu operacional Schauble, aceitando a naturalidade da liderança que a sua condição volitiva, porém mesquinha no domínio do Continente, que as duas G.Guerras fundamentaram, resguarda - se no exercício de uma soberania aplicada através dos seus servis aliados colocados em funções chaves de decisão europeia, enquanto o seu discurso " soporífero " mantém o impasse que lhe sustenta o Poder.
"... Um fracasso histórico ( pouco original, sublinho eu... ) das elites políticas alemãs ", diz a certo passo, quando ele é global na mediocridade tecnocrática e burrocrática com que este formidável projecto humanista está a falhar, por sobre o que foi um safanão histórico e evolutivo na Vida dos cidadãos europeus-
Uma palavra para caracterizar a síntese da denúncia, então, de Habermas - VENALIDADE, POLÍTICA E ÉTICA.

sábado, julho 23, 2016

EXPRESSOANDO (N)

MARCELO, O BICHO - CARPINTEIRO



ONE MAN ROAD SHOW!!!?

O presidente da República Portuguesa loves people;  é um facto ou a representação interpretada de uma narrativa ( estória contada e a contar... ), não necessáriamente cínica mas dissimulada de uma cenografia projectada no futuro em nome de uma decisão da qual, provávelmente, ainda nem sequer prevê os contornos?
Para muita gente, nomeadamente o colunista do Expresso, Ricardo Costa, essa será a justificação da frenética, para ele ponderada, acção popular do Presidente. Ciente do enfado burocrático que o olímpico exercício do ex - presidente Cavaco Silva exerceu sobre a maioria dos portugueses, Marcelo quer a aclamação geral a monitorizá - lo a cada passo em legitimação enfática e empática, quando o Diabo bater à porta, e ter de tomar decisões de ruptura. Com quê, ninguém sabe...

Sinceramente, por cima das minhas " bocas " sobre este tipo de liderança democráticofacebookiana, eu não acredito nesta propositura estratégica e canibalizante das energias das massas em prol de um desfecho narcísico. Ele é melhor que isso...


OS CARAS - DE - PAU



É PRECISO TER LATA!...

...Diz o povo quando o tomam por parvo. Nada de extraordinário na fuga do rabo à seringa com que certos sujeitos políticos, crentes na ignorância técnica das massas na avaliação das supremas decisões em nome do país, dissimulam alarvemente as suas responsabilidades nas decisões e omissões voluntárias que o tempo, curto para o caso, trouxe à ribalta.
O espaço e paciência não me deixam enumerar o lixo debaixo do tapete apresentado como sucesso político do mais servil governo pós - 25 de Abril.
" Vem aí o Diabo "? Que venha! Da mesma maneira como os seus sequazes foram varridos do poder, deixando o trabalho de demolição a meio, ainda há energias para o enfrentar.
No fim de contas, ele é um " looser " que mesmo com Deus ausente ainda não conquistou a sua criação amada. HMMMM!!! SMOKEY!!!

HÁ MAIS...








segunda-feira, julho 18, 2016

UMA SEMANA REPULSIVA

NO IMPÉRIO DOS SENTIDOS...

A vertigem mediática da semana passada atirou - nos, de um estado de pura embriaguez emocional com que as vitórias desportivas dos nossos atletas nos afagou os egos numa " reconciliação " instantânea com o país, para os braços do ódio em Nice e Bagdad, para a estupefacção da escalada dos confrontos raciais nos U.S.A. e para o desprezo instintivo para com as conexões venais entre a predação financeira e a Política, através do recrutamento, alicimento e corrupção ética de uma elite moralmente analfabeta.

AGUENTA, CORAÇÃO...

segunda-feira, julho 11, 2016

SIIIIIIII!!!!!


PORTUGAL CAMPEÃO DA EUROPA DE FUTEBOL

PARABÉNS MALTA! OBRIGADO POR ESTA GRANDE ALEGRIA!

domingo, julho 10, 2016

FINAL


E... JÁ ESTAMOS NA FINAL DO EURO. PARABÉNS!

NUNCA, mas mesmo nunca, em qualquer situação de embate do país contra adversários externos, estará em dúvida o meu apoio e solidariedade pelas cores do meu país de adopção. Isto tem um nome que, aparentemente só a plebe tem acarinhado - PATRIOTISMO - , já que neste universo não há relativismos que a " intelectualidade " flatulenta universalize em pose e escarro pseudo - humanista.

Hoje serei dos mais rasteiros adeptos, juntamente com os meus amigos, de uma equipa que durante o torneio não me convenceu, com um futebol aquém da qualidade dos intérpretes que estiveram a jogo, assim como à maioria, hoje esquecida desses pormenores que a FINAL mandou às urtigas.

FORÇA, RAPAZES! ESTAMOS TODOS CONVOSCO!

sábado, julho 09, 2016

O CHERNE...

... E A GOLDMAN SACHS



                                                                       Q. E. D.
                                                               

sexta-feira, julho 01, 2016

POR QUÊ NO TE CALLAS?


PENSAMENTO BUROCRÁTICO E...

A GOVERNAÇÃO

Afinal o que é governar? A administração de uma realidade projectada e que se tem afirmado por uma interpretação díspare ou de uma realidade vívida e vivida diáriamente pelos governados cada vez mais descrentes das capacidades das lideranças alheias? Da impossibilidade de tratamento das intenções, dos dados económico - financeiros e comerciais dos outros países com os quais as suas economias se relacionem ou da possibilidade de " revisões " atempadas dos cenários macroeconómicos e não só, ajustando as acções POLÍTICAS a esses pressupostos incontroláveis?

A fixidez económico- orçamental É uma aspiração burocráticopolítico de tornar uma variável tão " oscilante " como a macroeconomia numa constante  inserível nas folhas de Excel das equações projectadas sobre a VIDA do humano, no mais completo menosprezo da sua irracionalidade não programável.
O nível do " índice de felicidade ", outra variável quântica impossível de ser enquadrado por volatibilidade anti- universalizável, que nunca entrará nas tautológicas equações tecnocráticas dos leitores - das - folhas - de - chá modernos é, infelizmente e para seu desespero, um instrumento e uma aspiração que a competência política proclama e se for consequente, demanda, saiba ouvir e sentir os seus governados. Não pode nem deve ser deixada a sua apreciação, controlo e julgamento a BURROCRATAS, sob o risco de sair, nomeadamente em verbalizações, asneira.

A U.E. está em cacos e em pânico e negação com a rejeição britânica, com a deriva governamental em Espanha, com ameaças de referendos antiUE patrocinados pelos nacionalistas da Dinamarca, Eslováquia, Áustria com a crise dos refugiados que a sua xenofobia militante complicou, com surtos que não apenas ameaças terroristas vazias e o inefável mr. Schauble está preocupado com as décimas deficitárias orçamentais transactas de um governo que cumpriu servil e exponencialmente as directivas emanadas da Comissão, do FMI e do BCE? Não o creio, até acho que continua a ser coerente com a sua aspiração de limpar a UE dos países do SUL, dos países romanizados, dos países católicos, dos países edénicos do sul onde a luz moldou a sua filosofia de Vida e a sua alegria, SEM CULPAS, de viver.
A sua gaffe em tom de ameaça, em relação a Portugal que cometeu a heresia de ter um governo com o apoio da Esquerda céptica das lideranças europeias e que pode vir a ser um exemplo de alternativas políticas à trôpega e redutora ideologia que hoje detém o Poder nas instâncias europeias tem uma tradução - Estão no club, enquanto o permitirmos mas de cabeça baixa -

O problema do Sr. Schauble é AZIA e... impotência.
Na Europa, apesar do temporário hiato, mandam os seus cidadãos, como lhe foi recordado e aos funcionários da U.E.


sexta-feira, junho 24, 2016

BREXIT

COMMON SENSE or ATAVISM?

ECONOMICS or POLITICS?

Venceu a Democracia, o atavismo e, principalmente, a Política. Tudo bem, organicamente correcto e... políticamente incorrecto, face aos ventos históricos do que se apresenta como um mundo globalizado onde a Europa como uma das bases do tripé hegemónico daí resultante, sofre duro golpe, que em reverberações miméticas a podem vir a ferir de morte como um projecto político e económico continental.
Era evidente, de há uns tempos a esta parte que a paradoxal e amputada visão sub - marxista da História cavalgada pelo liberalismo, especulativo que não económico, de hoje, tropeçaria nas suas contradições nesse espaço vazio onde a política, arredada pela Bu(r)rocracia, se faria ouvir, mais cedo ou mais tarde.
Fez - se ouvir no Reino Unido e fragmentá - lo- á nas soberanias da Escócia e da Irlanda, mais cedo que tarde.
 A ironia trágica, antevista no dessassossego que irá, desde hoje, sobressaltar a U.E. e que poderá, caso, como de costume, não se tirarem ilacções POLÍTICAS que não únicamente financeiras, do que decorre do EXIT britânico, levar à sua desintegração futura, foi, nunca ter sabido compreender que a Inglaterra NUNCA quis a Europa. Limitou - se, durante o tempo em que a cotejou a usá - la em seu proveito, já que sózinha nunca a conseguiu dominar.

Entrámos na democracia directa... HURRAH! que mais não é que da própria essência democrática, e dos referendos que trarão a transparência à opacidade e pesporrência de um projecto já tão danificado.
Que venha por bem!

segunda-feira, junho 20, 2016

BREXIT?

WHY?

Porque é que se está hoje a pôr - se esta questão?
Falou - se por aqui, na qualidade de ilhéu, das características que formatam todos os povos insulares, numa comparação das semelhanças que as suas condições naturais teimam em rematar - a independência mental, o olhar atento sobre intencionalidades soberanas e, porque não uma desconfiança atávica sobre o outsider.

O GLUTÃO E O FARISEU

" Reparai num mapa da Europa. A Inglaterra lá está no alto, à parte, por sua conta própria e olha o Continente como um cão a vigiar o rebanho lá em baixo, como uma ave de rapina oculta entre as núvens para saltar em cheio sobre a vítima, como um severo vigilante espia com suspeita a sua gentalha.
Os países da Europa estão todos ligados, compactos, todos juntos e confiantes, mesmo os mais remotos. São uma família e nas famílias não há sempre acordo, nas famílias há,por vezes, divisões e zangas mas, em suma, há sempre recordações, sentimentos, interesses comuns. A Europa continental é tão sociável, tão amiga do mundo que, por um lado, parece uma só com a Ásia e em baixo, no meio - dia, se projecta com as suas ilhas e penínsulas até quase tocar a África.
A Inglaterra, não. Reconhece que a Europa não é a sua Pátria. A Inglaterra não tem nada a ver com a Europa. Com o seu focinho apontado ao polo e as suas alturas brancas sobre o mar mostra claramente que não quer pertencer ao Continente.
A Europa, para ela, não é mais que uma daquelas partes do mundo onde lhe convém traficar, dominar e, se sucede, combater. Todas as terras, para ela são iguais. Jamais está em comunhão com a Europa, e tão - pouco com os outros continentes. Não é solidária com ninguém... "

Duras, e a espaços nublada por uma visão historicista, datada e intencionada, as palavras de Giovanni Papini sobre a pérfida Albion nos meados do século XX, pareceriam, à primeira vista, uma síntese, que os factos fundamentam, do que ele considera ser um atavismo caracteriológico de simulação, hipocrisia e mentira do qual ela já nem tem a consciência.

ACONTECE que estamos no século XXI e o mundo mudou. As relações nacionais, globais, entre os Estados e as Instituições metapolíticas das quais a Globalização em projecto, no arredondamento dos conflitos mundiais através do comércio, têm estado reféns de realidades que as suplantam, por mais que os nacionalismos estrebuchem.
Por mim, o proverbial common sense britânico prevalecerá sobre a nostalgia do Union Jack.

sábado, junho 18, 2016

EUROPEU


Ronaldo acaba de falhar uma grande  penalidade num jogo tristonho, burocrático e sem chama. Uma equipa TEM SEMPRE A CARA DO SEU TREINADOR e esta equipa não me tem desmentido esta minha, não tão desproposita, asserção, que a minha posição de atento " treinador de bancada " de há muuuitos anos permite fundamentar.
O engenheiro do PENTA portista confirmou, no período áureo do F.C.P. o aforismo de Wilson em relação ao Benfica dominador dos tempos em que o treinou - Com esta equipa do Benfica qualquer treinador arrisca - se a ganhar o campeonato -.

O jogo está a acabar e a equipa, deixada à emoção, encrispa - se. É TARDE!

Francamente, não me estranhou NADA e não foi por ser pessimista, ou má - língua...

quarta-feira, junho 15, 2016

ORLANDO

UM CRIME CONTRA A HUMANIDADE, PONTO!
TERRORISMO, PONTO FINAL.



Só mentes perturbadas e com total desrespeito pela Vida, seriam capazes de tão repugnante sangue frio no abate indiscriminado de seres humanos.
A liberdade é um direito do humano e ela é irrevogável. NADA, mas mesmo nada é -nos tão intrínseco como essa condição a que só à morte capitula.

A demência tem muitas faces no mundo de hoje e Orlando foi mais um reflexo da intolerância feita... crença!!!???

terça-feira, junho 14, 2016

EMIGREM!

O SUBSTRACTO...

" Agora, o homem positivo. Tem saúde e vigor, abundância de carne e sangue para permitir - se enfrentar o mundo e usar o chapéu como lhe apraz. Se vos encara é com os olhos nos olhos. Sempre absorvido nos seus empreendimentos; com miras fixas. Interessa - se menos por pessoas do que por propósitos. " - Will Durant

Este é um retrato possível e... Deus! generalizado, traçado por um pragmático pensador norte - americano que após décadas de debruços sobre a História da produção filosófica do mundo que o formatou, concluiu, provincianamente, pela solução do Bom - senso neolítico - O que é bom para mim... como remate da solução dos problemas milenares que assolaram as noites dos... mistificadores. Nulidade epistemológica, ética e ontológica, face ao primarismo instintivo. A " natureza humana " socrática - o Homem como medida de todas as coisas, reduzida ao seu invólucro biológico.
E qual é a medida do Homem?

Se for avaliada pelas consequências dos seus actos, sejam elas individuais ou colectivas, a relatividade uni- pessoal com o EU como referência aglutinadora, em termos do Bom ou Mau, Bem ou Mal, reduz os seus fundamentos " motores " do certo ou errado para a Ética e verdadeiro ou falso para os conceitos a meros devaneios metafísicos, do campo do religioso, da Fé ou da... superstição.

A Burocratização do Mundo, uma invectiva denunciadora da traição da revolução de Outubro face aos seus ideiais, protagonizada nos idos 1939, por Bruno Rizzi - a classe burocrática é senhora da classe trabalhadora, dispõe a bel - prazer da sua força de trabalho e do seu sangue, dando - lhe em contrapartida a possibilidade de um padrão de vida superior ao dos escravos da Antiguidade, pois tudo é relativo... - coloca - nos, no século XXI, face ao espelho do triunfante e presumido desmascaramento da realidade, então, da URSS.
Que diferença para o mundo de hoje? O consentimento, assim como, então, a "divinização" entrevista, que o sufrágio, o supremo consentimento democrático, sufraga.

A Burocratização denunciada, comparada com a BUR(R)OCRATIZAÇÃO ocidental de hoje, não divinizada, talvez, mas racionalmente assumida e aceite serenamente pelos burrocratizados, faria Rizzi, se confrontado com a realidade de hoje, um enciclopedista temático de tomo. É que ela atingiu e se apossou do Pensamento Ocidental, ocupando o vácuo deixado pela IDEOLOGIA, uma reverberação epifenomelógica em desuso.

EMIGREM!
... Sugere, sem corar, o nouvel P.Ministro, socialista, diz a nomenclatura oficializada, aos seus cidadãos, na linha do ultra - liberal P.Coelho e di - lo em alto e bom som.
Nunca esteve em causa o carácter pragmático do conselho político mas a subliminar mensagem - Não têm futuro por aqui, não há competência para vos manter na vossa terra...
Um estrondoso erro político chamar - lhe - ia, à vocalização PÚBLICA, tipo mensagem, se o substracto do emitido, intuído pelos cidadãos visados, não denunciasse toda a urdidura metapolítica que ela denunciou.
UMA DECEPÇÃO PROFUNDA!

sexta-feira, junho 10, 2016

QUEM DIRIA...

PORTAS & MOTA ENGIL


     
                                                                           Q. E. D.

segunda-feira, junho 06, 2016

D'A ELITE DO REGIME XI


                                                    MARCELO RIBEIRO DE SOUSA

O presidente da República portuguesa, em exercício, protagonista e vencedor de umas eleições presidenciais marcadas por uma singularidade, virtuosa, de campanha de um homem só, face ao eleitorado do qual, só pela presença em carne e osso, ao vivo, extraída do sucesso mediático das suas intervenções durante anos na T.V., conseguiu, sem grandes discursos e projecções programáticas, uma adesão, também ela singular, através da afectação, de uma proximidade quase familiar, empática, continua, gerindo esse capital de confiança, em campanha eleitoral.

" Um país de afectos " - quer, pelas suas palavras desdramatizadoras, construir, num panorama partidário que um tiradentes neo - liberal quis, zelota, subverter.
Um presidente " cafuné ", como diriam os brasileiros, cuja proximidade " selfista " e loquacidade opinativa está já a atirá - lo à figura de um emplastro adesivo que nenhum safanão consegue já desgrudar.
Estranho é que um especialista político com a escola toda  pareça desconhecer a dinâmica do universo espaço/temporal do exercício do PODER no reconhecimento interactivo com os governados de uma exigência de DIFERENÇA superlativa que permita e justifique a alienação da SUA visão do Bem e do Mal, do Certo e do Errado, do Justo e do Injusto.

Marcelo Ribeiro de Sousa, embalado na pretensão da manutenção da relação empática que conseguiu, num momento histórico irrepetível, são - nos TODOS, com os seus eleitores, está a esquecer - se que herdou um país amadurecido políticamente e partidáriamente enquadrado e dividido.
Portugal não é um país de afectos e a sua condição histórica de uma civilização já antiga, caldeada pelos ventos de mudanças, que ele protagonizou e testemunhou, pragmatizou - o, por vezes verticalmente em manhas e falsos prestígios e horizontalmente, em sobrevivência.
Apetece perguntar, por vezes, quem é que manipula quem.
Ao Presidente da República exige - se uma distância ( é da natureza das coisas ou entramos na barbárie populista que a Democracia despreza ) saudável à espuma das coisas E... aos governados, actualmente PELO governo de António Costa, convém não esquecer.

Se não, verá esvaziar, pela banalização e falta de respeito, a gravitas e autoridade com que a sua posição, melhor, com que o exercício do Poder é exigido pelas massas que, hoje, selfiam com ele a cada aparição pública.

sexta-feira, junho 03, 2016

D' a GLOBALIZAÇÃO...

...EM DIAS SOMBRIOS


A compreensão do que se passa hoje, a nível planetário dos efeitos da Globalização, mormente no alargamento, interacção e partilha de, conhecimento para uns e informação para outros, e na livre interpretação suscitada pelo, conhecimento para uns e informação para outros, tem sido, globalmente, ÍNFIMA, tanto para o especialista como para o curioso.

A reorganização do espaço/tempo sobre contínuas alterações globais, à luz dos pressupostos que uma visão, também ela pretensamente global, pretenderia apreender, remeter - nos - à, necessáriamente, ao EMPIRISMO, como processo analítico do real.
A verdade, porque conceptualmente relativizada pela contemporaneidade, volteia em voos de colibris à volta da flor BURROCRÁTICA indiferente a todas as referências que a Tradição, um elo histórico de continuidade entre o passado e o futuro, foi cimentando e PASMA - SE com a ausência de imaginação que hoje suscita.
A Utopia platónica, um desafio criativo - Governai as vossas vidas. A maior parte das coisas que vos dominam, podeis derrubá - las... - encontrou pela frente o choque da realidade sistematizada em Aristóteles - Conheçamos primeiro um pouco mais da Vida e entretanto sirvamos o rei.
O rei, o PODER, hoje encontra - se, passados 2500 anos no organizador do CAOS, no Dinheiro e nas suas representações simbólicas, como entidade, já não económica mas de representação do trono.

Toda a esperança humana de ser dona do seu destino vai morrendo connosco, nos desertos islamitas, nas águas do Mediterrâneo, nas florestas africanas, na deliquescência amoral europeia, no paradoxo de crescimento norte - americano, na venalidade política sul - americana e no barbarismo asiático.

A irredutibilidade fatalista, predestinada, adquirida, de um CAOS, cujo movimento escapa ao controlo da Ciência do Humano, torna - nos depositários do Destino.
De humilhação em humilhação, onde ainda brilham, breves, sobressaltos científicos, e sem saber voltar, de novo, a si, esgotada que é a Filosofia após a morte dos deuses, a espécie ocupa - se, especializa - se em sobrevivência, planetária, nacional, individual, pessoal e rende tributo a Prometeu.

Uma serena decepção pontua, quase vencida, uma geração de combate, a minha, O rock morreu, o amor é um lugar estranho e a Paz uma bofetada diária.
Sinais de decadência, a minha e um turvo olhar de velho, poderá opôr - se - lhe a Esperança, a virtude dos aflitos que os factos supliciam, diáriamente. E o ciclo de retorno fechar - se - á, até que, livre das correntes, Prometeu roube segredos novos aos deuses e nos ache dignos de partilha.

segunda-feira, maio 30, 2016

AINDA EM PLANAÇÃO...

EXPRESSOANDO

O director do Expresso, Ricardo Costa, a seu modo descobriu uma nova vaca voadora de seu nome PCP do qual não vê, não, não é a vaca, que essa viu - a, nenhuma preocupação com o desemprego, " que escapa(ndo) quase em absoluto às prioridades do Governo ", não provoca nenhuma reacção fracturante no apoio parlamentar que dedica à Coligação de Esquerda.

Costa, o Ricardo, não o António, diz que cabe ao Governo a responsabilidade do coma induzido ao empreendedorismo que tarda em abalançar - se em novos investimentos. Abrindo um pequeno espaço paralelo, lembramo -nos do que está a acontecer na Venezuela, o novo alvo do Liberalismo predador. Também aí o coma induzido pelas empresas, de distribuição, de importação e de transportes e comércio, tem sido a estratégia capitalista de pôr o ónus do despautério da fome e da humilhação nacional sobre um governo de Esquerda de um " desclassificado " sindicalista. No Brasil a estratégia foi outra e parece que está a resultar.
Voltando ao R. Costa, o cego Governo do irmão - talvez sem o perceber - diz ele, estaria a favorecer quem tem ( daí a acoplagem do P.C.P ) e nada faz por quem nada tem.
Francamente não sei e li o comentário até ao fim, de que é que ele estaria a falar, já que, causticando um programa em andamento operacional de cujos resultados nem o mais ilustre guru económico, meu Deus como abundam... tem, para já os resultados, é, no mínimo... esotérico.

" ESTAMOS TODOS FRACTURADOS "...

... OU TURBINADOS, como diria a cantora

... Alerta - nos numa deliciosa e kínica prosa, como diria Sloterdijk, Miguel Sousa Tavares, a respeito da fracturação dos Costumes que uma minoria, convicta de que todas as Ideias victoriosas, hoje, foram históricamente minoritárias, persegue com denodo. ( A propósito, para ofensa dos animalistas, eu abateria sem pestanejar o gorila americano que " brincava " com o puto de 4 anos que inadvertidamente e por desleixo dos sapiens papás se pôs ao seu alcance... )
Voltando ao assunto, não houve desvio, esta desconstrução da Tradição, que, a meu ver, se está a apoiar na mais imbecilizante narrativa do políticamente correcto que não em nenhuma pressão colectiva que uma mudança estruturada no tempo urgiria, está a ter mais audiência do que deve e como assunto de agenda pública, um abuso lobista inaceitável..
Remeto - vos à prosa bem humorada e... séria do cronista no Expresso último.