RESCALDOS
António Costa, presidente da Câmara de Lisboa, lamentou - se que o P.S. não seja capaz de protagonizar uma reunião como as que Mário Soares tem ultimamente conseguido.
Eu poderia dar uma razão simples e redutora - É uma questão de credibilidade -. e ficava por aqui...
No entanto sobressaltaram - me umas dúvidas - António Costa já não pertence ao P.S.? Mário Soares também não?
Até pode ser que as suas ambições políticas futuras, nomeadamente a candidatura em marcha para a presidência da República o aconselhe a se libertar, aos poucos, das conotações partidárias e trocar as suas responsabilidades cívicas como dirigente socialista pelo low profile abrangente de dirigente nacional, putativo presidente de TODOS OS PORTUGUESES. Faz mal e esquece -se que, a candidatar - se precisa do apoio incontornável do P.S. cuja liderança sacrificou em nome desse propósito.
Seguro só é líder do P.S. devido ao comodismo de alguns, tacticismo de outros e seguidismo atávico de outros. Replicou - se quase à letra o que aconteceu ao PSD. Infinitamente mais cómodo a frequência dos corredores do Poder, usufruindo das suas mercês de que o risco de se bater pelas ideias numa exposição pública perante os cidadãos, esvaziando, quiçá, pretensas capacidades de liderança.
Eu não posso afirmar que António Costa seria o líder que o P.S. precisava pós- Sócrates mas penso que o Silva Pereira o seria, assim como Ferro Rodrigues.
Mudando de agulhas e no mesmo contexto, Pacheco Pereira nunca seria capaz de, uma vez apeado Manuela Ferreira Leite apresentar - se à liderança,mesmo sabendo, como sabia, o que ali vinha nas figuras de Passos Coelho e Miguel Relvas. O seu cepticismo filosófico, existencialista, só vê, como todos os intelectuais, o cinzentismo e o turvo, por mais clareza que a sua pedagogia discursiva transporte num permanente e profiláctico desmascaramento de " narrativas " do Poder, o que não obsta que à sua obrigação de cidadania responsável e iluminada responda presente, com prosa contínua e acção concreta.
A sua presença na Aula Magna produziu, como esperava, o melhor discurso.
Até apetece dizer que não serve para político e isso é um elogio pessoal.
domingo, novembro 24, 2013
sexta-feira, novembro 22, 2013
UM AVISO...
... SINTOMÁTICO!
Encenado ao milímetro, a manifestação e a escalada cénica, género Agarrem - me, se não... das escadarias da sede do poder actual traduzem, para quem quer ver para lá da espuma dos rebentamentos, um sentir latente e grave a pulsar na sociedade portuguesa.
Há limites que não podem ser ultrapassados em Democracia - reclama o Ministro da Administração Interna, chocado com o desfazer da interpretação, objectivada pela Burocracia, pela invasão da subjectividade maltratada. É o que acontece na vida real quando a LEI se desenquadra com o sentir das subjectividades maioritárias que lhe dão origem e a sustentam, minudências que perpassam, em cínicas lamentações, pelo Governo PSD/CDS.
Ou muito me engano ou esses sinais passarão em claro e serão considerados um fait-divers que uma demissão arrumará de vez...
AULA MAGNA
Palavras duras para orelhas moucas e ignorância histórica. Muita gente não gosta dos alertas do resistente anti - fascista, anti - totalitarista e do democrata irrevogável que é o Dr. Mário Soares, quando fala da tensão crescente na sociedade portuguesa e da violência potencial que ela poderá epotenciar.
Os avisos são sérios e a boa- fé evidente. Não ver, no pedido de demissão dos protagonistas catalizadores desse previsível abandono do mitológico brandos costumes dos lusos, uma consequência lógica da análise feita pelo ex-presidente e confundi - la com um apelo à insurreição civil, é cegueira autista.
Como o próprio enfatizou, ser - lhe - ia mais fácil ficar quieto, sem arriscar o lugar na história de que os adversários aziados julgam ser os benfeitores promissores, no remanso dos seus livros e de companhias mais respeitáveis, de que fazer uso da sua lucidez e do seu patriotismo.
A tendência global que os MERCADOS, hoje titulares das soberanias onde o dinheiro se tornou num Bem per se, sem correspondência com o valor TRABALHO, protagonizam, tem esvaziado, quando não encontra resistência, as instituições democráticas das suas prerrogativas e da essência das suas funções, hoje tituladas de forças de bloqueio pelos cúmplices transnacionais no topo das hierarquias dos estados.
ESSA é a ditadura antevista por Mário Soares e por todos os cidadãos atentos, informados e... NÃO - ALINHADOS com o regabofe pseudo-liberal. Chamei - a de Democracismo e irei desenvolver em tempo a minha tese.
O atrelamento do Tribunal Constitucional à capitulação à Nova Ordem seria o fim da resistência institucional e a partir daí, será cada um por si. Só não vê quem não pode, por estupidez, quem não quer, por oportunismo, quem não sabe, por indiferença; porque os protagonistas, o Governo, os deputados da maioria, o presidente da República sabem o que estão a fazer...
Os avisos são sérios e a boa- fé evidente. Não ver, no pedido de demissão dos protagonistas catalizadores desse previsível abandono do mitológico brandos costumes dos lusos, uma consequência lógica da análise feita pelo ex-presidente e confundi - la com um apelo à insurreição civil, é cegueira autista.
Como o próprio enfatizou, ser - lhe - ia mais fácil ficar quieto, sem arriscar o lugar na história de que os adversários aziados julgam ser os benfeitores promissores, no remanso dos seus livros e de companhias mais respeitáveis, de que fazer uso da sua lucidez e do seu patriotismo.
A tendência global que os MERCADOS, hoje titulares das soberanias onde o dinheiro se tornou num Bem per se, sem correspondência com o valor TRABALHO, protagonizam, tem esvaziado, quando não encontra resistência, as instituições democráticas das suas prerrogativas e da essência das suas funções, hoje tituladas de forças de bloqueio pelos cúmplices transnacionais no topo das hierarquias dos estados.
ESSA é a ditadura antevista por Mário Soares e por todos os cidadãos atentos, informados e... NÃO - ALINHADOS com o regabofe pseudo-liberal. Chamei - a de Democracismo e irei desenvolver em tempo a minha tese.
O atrelamento do Tribunal Constitucional à capitulação à Nova Ordem seria o fim da resistência institucional e a partir daí, será cada um por si. Só não vê quem não pode, por estupidez, quem não quer, por oportunismo, quem não sabe, por indiferença; porque os protagonistas, o Governo, os deputados da maioria, o presidente da República sabem o que estão a fazer...
sábado, novembro 16, 2013
RESISTÊNCIA
A POLÍTICA É ISTO
Ao ataque insidioso e contumaz ao sentido progressista do espírito e letra da Constituição da República Portuguesa em vigor pela Direita conservadora e reaccionária, Mário Soares contra - atacou, com uma iniciativa poderosa em sua defesa.
Com uma reunião na Aula Magna, onde ela irá estar no cerne das intervenções dos oradores convidados, conseguiu agregar, com uma ordem de trabalhos transparente - a defesa da Constituição e do Estado Social que ela propõe - um leque alargado de personagens de várias matizes políticas, da Direita à social-democracia e à extrema esquerda ( as designações são meramente instrumentais... ) numa discussão mais alargada sobre o papel do Estado como regulador social tendo, naturalmente, como referência, a captura da Política globalizada pelo laissez - faire, vulgo, poder do capital; tema esse que a esquerda europeia não produziu, até hoje, uma reflexão consistente e pró - activa sobre a morte anunciada da História política pelo advento de um novo regime - o Democracismo. Em devido tempo caracterizarei o que entendo por isto...
Enquanto o líder actual do PS vai, molemente, ruminando a sua ladaínha pouco substantiva e sistemáticamente reactiva, os senadores do PS, do PSD, do CDS, cientes do privilégio e da responsabilidade de terem feito História com a que foi considerada, então, a mais progressista definição do papel do Estado na Europa moderna através da sua Constituição, aprovada por unanimidade após duras negociações partidárias, zelam pelo respeito que ela deve merecer por sobre as circunstanciais ocupações da cadeira do poder.
Mais tarde, não se coibiram de aliviá - la dos anexantes circunstancialmente históricos que o processo revolucionário pós-25 de Abril obrigou, mantendo contudo a substância do progressismo orientador, o que hoje lhes atribui uma legitimidade substantiva que filtra qualquer conotação litúrgica que os adversários lhes possa atribuir.
Não sendo um manual escolar para alunos cábulas e papagueantes, a sua exigência e manuseio incomoda à falta de substracto humanista, cultural, cívico, político e intelectual. É infinitamente mais fácil ser guiado que liderar e com as espaldas resguardadas pela troyka, então...
Ao ataque insidioso e contumaz ao sentido progressista do espírito e letra da Constituição da República Portuguesa em vigor pela Direita conservadora e reaccionária, Mário Soares contra - atacou, com uma iniciativa poderosa em sua defesa.
Com uma reunião na Aula Magna, onde ela irá estar no cerne das intervenções dos oradores convidados, conseguiu agregar, com uma ordem de trabalhos transparente - a defesa da Constituição e do Estado Social que ela propõe - um leque alargado de personagens de várias matizes políticas, da Direita à social-democracia e à extrema esquerda ( as designações são meramente instrumentais... ) numa discussão mais alargada sobre o papel do Estado como regulador social tendo, naturalmente, como referência, a captura da Política globalizada pelo laissez - faire, vulgo, poder do capital; tema esse que a esquerda europeia não produziu, até hoje, uma reflexão consistente e pró - activa sobre a morte anunciada da História política pelo advento de um novo regime - o Democracismo. Em devido tempo caracterizarei o que entendo por isto...
Enquanto o líder actual do PS vai, molemente, ruminando a sua ladaínha pouco substantiva e sistemáticamente reactiva, os senadores do PS, do PSD, do CDS, cientes do privilégio e da responsabilidade de terem feito História com a que foi considerada, então, a mais progressista definição do papel do Estado na Europa moderna através da sua Constituição, aprovada por unanimidade após duras negociações partidárias, zelam pelo respeito que ela deve merecer por sobre as circunstanciais ocupações da cadeira do poder.
Mais tarde, não se coibiram de aliviá - la dos anexantes circunstancialmente históricos que o processo revolucionário pós-25 de Abril obrigou, mantendo contudo a substância do progressismo orientador, o que hoje lhes atribui uma legitimidade substantiva que filtra qualquer conotação litúrgica que os adversários lhes possa atribuir.
Não sendo um manual escolar para alunos cábulas e papagueantes, a sua exigência e manuseio incomoda à falta de substracto humanista, cultural, cívico, político e intelectual. É infinitamente mais fácil ser guiado que liderar e com as espaldas resguardadas pela troyka, então...
quinta-feira, novembro 14, 2013
UFFFF!!!
" Wheels are made for rolling
Mules are made to pack... "
( born under a wandering star )
A " sensatez " burocrática, instrumental e instrumentabilizadora, que faz com que, hélas, os considerandos políticamente realistas do FMI, do BCE, e da débil Comissão europeia, contra a Austeridade sejam atirados para o lixo das avaliações, pelos funcionários que hoje decidem o que é bom ou mau para a minha saúde, para a educação das minhas netas e para o futuro dos meus concidadãos, tem envenenado qualquer possível e desejável " conversa " entre os líderes partidários.
< O estúpido TEM DE SER> terá de desaparecer antes que seja possível abrir as conversações.
Se não bastasse a prevalência, em Portugal, da " sabujice " empática que os contornos da desfaçatez com que se abraçam condições financeiras criminosas sem um lamento por parte deste governo, deste presidente da república, incapazes de se sentirem solidários com o seu país e com o seu povo, já TODA A GENTE lá fora bota faladura sobre a nossa menoridade e a nossa inconsequência internacional.
A impunidade e a pouca vergonha ( alguém saberá hoje o que é ter vergonha na cara? ) sobram nas vozes da Comissão europeia através do presidente da Comissão, o sr. Barroso e de mais personagens avulsas sobre o último reduto de resistência democrática em Portugal sobre o regime neo - fascista e globalizado que cavalga as democracias ocidentais - a Constituição Portuguesa - e falo da pressão política imoral sobre o Tribunal Constitucional que quer apresentar este órgão de soberania como o bode expiatório dos males da Pátria aos olhos do país.
Reféns das suas escolhas sobre o caminho único que se auto-propuseram, a coligação oportunista democrata-cristã/social-democrata avulta a morte das ideologias e a instrumentalização do Poder como um fim.
A provocação actual, noutras partes temerária, só tem sido possível sobre o dorso manso da mula lusa, desvirgada pelos mansos costumes, ajoujada por quem dela quis serenidade e civismo ad-oc.
Até quando?
terça-feira, novembro 05, 2013
CINZENTISMO NACIONAL
IRRACIONALIDADES?
Henrique Neto, ex-deputado do PS, um opositor declarado do ex-líder do seu partido, José Sócrates, a propósito do protagonismo indisfarçável deste político, cujo regresso ao país tem abanado a bisonha e medíocre realidade nacional, teceu ao jornal " I " de ontem, considerações casuais sobre o futuro do ex - P.Ministro e a dado passo enfatiza, sabedor, sobre a possibilidade de Sócrates regressar à liderança do PS - Voltar à liderança do P.S.? Apesar de tudo, os militantes socialistas ainda não enlouqueceram.
Por mim, apoiante confesso, numa perspectiva histórica e instrumental, do antigo líder do país, os militantes do Centrão português é que enlouqueceram com a fome e desânimo e comeram o que as máquinas partidárias e a venalidade mediática lhes meteram à frente do nariz. Enlouqueceram e puseram à frente dos destinos do povo português dois indivíduos, Passos e Seguro, burocratas dos aparelhos partidários, portadores típicos da mais tacanha estrutura política que a Burocracia dos partidos conseguiu produzir desde Abril. O provincianismo deslumbrado marcaram - lhes e marcam a ambição e a visão intuída do país.
São líderes nacionais medíocres num tempo em que, desgraçadamente foi de renovação e sem contraponto no lugar cimeiro da Administração do Estado. Líderes por exaustão partidária e tacticismo manhoso, só poderiam ter próximos a mesma fauna servil e falsamente prestigiada que abunda nos aparelhos partidários da órbita do poder, ansiado ou factual, que os suporta e lisonjeia.
O país hoje, a SUA crise nacional tem o mesmo rosto e trajecto medíocre dos seus líderes e do que eles querem para ele.
Parafraseando Bernardo Soares, sem querer ser grosseiro, sou sincero na minha opinião, o que me fará ser intolerante. SEJA!
É que em 27 de Maio 2010 já temia o que se passa hoje... e vão - me desculpar a citação própria...
" Passos Coelho é líder. António Seguro, cheirando - lhe a cadáver político diz que assumirá as suas responsabilidades...em relação ao país, quando..., eventualmente o P.S. endoidecer por completo e completar o " bouquet " surreal de ver, Passos e Seguro a competir pela liderança do país. "
Infelizmente, os meus temores revelaram - se proféticos e em 12 de Maio de 2012, dois anos depois, deu - se a desgraça anunciada - " A História está prenhe de exemplos de personagens conduzidas por inércia e exaustão política, à chefia das nações. Passos Coelho é um erro de casting e, até ver também o é o líder do P.S., Seguro.
Em loucuras parece que somos pródigos...
Henrique Neto, ex-deputado do PS, um opositor declarado do ex-líder do seu partido, José Sócrates, a propósito do protagonismo indisfarçável deste político, cujo regresso ao país tem abanado a bisonha e medíocre realidade nacional, teceu ao jornal " I " de ontem, considerações casuais sobre o futuro do ex - P.Ministro e a dado passo enfatiza, sabedor, sobre a possibilidade de Sócrates regressar à liderança do PS - Voltar à liderança do P.S.? Apesar de tudo, os militantes socialistas ainda não enlouqueceram.
Por mim, apoiante confesso, numa perspectiva histórica e instrumental, do antigo líder do país, os militantes do Centrão português é que enlouqueceram com a fome e desânimo e comeram o que as máquinas partidárias e a venalidade mediática lhes meteram à frente do nariz. Enlouqueceram e puseram à frente dos destinos do povo português dois indivíduos, Passos e Seguro, burocratas dos aparelhos partidários, portadores típicos da mais tacanha estrutura política que a Burocracia dos partidos conseguiu produzir desde Abril. O provincianismo deslumbrado marcaram - lhes e marcam a ambição e a visão intuída do país.
São líderes nacionais medíocres num tempo em que, desgraçadamente foi de renovação e sem contraponto no lugar cimeiro da Administração do Estado. Líderes por exaustão partidária e tacticismo manhoso, só poderiam ter próximos a mesma fauna servil e falsamente prestigiada que abunda nos aparelhos partidários da órbita do poder, ansiado ou factual, que os suporta e lisonjeia.
O país hoje, a SUA crise nacional tem o mesmo rosto e trajecto medíocre dos seus líderes e do que eles querem para ele.
Parafraseando Bernardo Soares, sem querer ser grosseiro, sou sincero na minha opinião, o que me fará ser intolerante. SEJA!
É que em 27 de Maio 2010 já temia o que se passa hoje... e vão - me desculpar a citação própria...
" Passos Coelho é líder. António Seguro, cheirando - lhe a cadáver político diz que assumirá as suas responsabilidades...em relação ao país, quando..., eventualmente o P.S. endoidecer por completo e completar o " bouquet " surreal de ver, Passos e Seguro a competir pela liderança do país. "
Infelizmente, os meus temores revelaram - se proféticos e em 12 de Maio de 2012, dois anos depois, deu - se a desgraça anunciada - " A História está prenhe de exemplos de personagens conduzidas por inércia e exaustão política, à chefia das nações. Passos Coelho é um erro de casting e, até ver também o é o líder do P.S., Seguro.
Em loucuras parece que somos pródigos...
segunda-feira, outubro 28, 2013
E AGORA, CHIKOTI?
PROCURA -SE
Bento Kangamba, figura grande e grada do MPLA e do sr. Presidente de Angola, Eduardo dos Santos, é procurado pela Polícia federal Brasileira no âmbito das acusações sobre ele indiciadas por tráfico de mulheres para prostituição internacional e eventualmente sobre todas as actividades ilícitas substanciadas e derivadas da actividade pela qual é acusado.
Brasil, um dos parceiros estratégicos, e não cego pelos vistos, de Angola, tem um estado de Direito que não o inibe, pelo contrário, obriga - o a exercer as suas competências contra o crime, cometido por cidadãos, nacionais ou estrangeiros, no seu território, assim como Portugal e como Angola o deveria ser.
A arrogante chantagem económica com que Eduardo dos Santos quer calar a Justiça Portuguesa, confundindo Angola e seus interesses estratégicos com a salvaguarda dos interesses dos amigos a braços com a Justiça foi de uma palermice política tal que não pode ser ignorado pelos angolanos, que vêm os seus recursos e a sua riqueza na posse de meia dúzia de indivíduos anti - patrióticos enquanto 2/3 da sua população vive com 2 dollars por dia e a senhora mais rica do país tem uma fortuna de 3 mil milhões de dollars, acumulados numa dúzia de anos e 100 em cada mil crianças morrem antes de atingirem 1 ano.
E agora Chikoti?
Dos parceiros estratégicos que atiraram à insignificância de um país que vos moldou e que vos apoia numa realidade que tão bem conhecem, uma mais - valia incontornável para o vosso desenvolvimento, já que esperamos uma conferência de imprensa a descartar o Brasil, resta a China, que, não só se está borrifando para a corrupção que os negócios quase sempre arrastam, pelo menos ao nível de estados, como é muito grande e importante para se descartar numa economia globalizada.
Já perguntaram ao Zé - angolano com quem é que ele prefere ter relações inter - estados próximas?
Se calhar até já sabem...
terça-feira, outubro 22, 2013
A IDIOTICE CONTINUA...
...E já " ameaça " com uma flatulência arrogante a própria C.P.L.P.
O " ADEUS À LUSOFONIA " com que o Jornal de Angola despudorada e ingénuamente entrevê como consequência do não - arquivamento das investigações do Ministério Público português a dirigentes de cúpula da Administração angolana foi mais um passo na escalada proclamatória da ex - colónia lusa em freudiana libertação ( ainda!!!? ) de Portugal. Um mero ajuste de contas que o novo - riquismo da nouvel plutocracia no poder cavalga em sintonia com memórias humilhantes da pretérita escravidão.
Já o acordar da Procuradoria angolana para os eventuais crimes de lavagem de dinheiro e outros cometidos por portugueses em terras angolanas, em represália ou não, é de aplaudir, aliás na linha das promessas feitas pelo Procurador Geral angolano numa visita recente a Cabo Verde. A guerra contra a corrupção, no que ela tem de mais odiosa e se configura no assalto a bens nacionais, não tem pátria nem dono e é sempre de agradecer pelo cidadão, por mais hipócritas e retaliatórias que a sua suposta face justiceira se apresentar.
Por cá, as queixas sobre o mau funcionamento da Justiça portuguesa cuja burocracia paralisante e ambiguidade jurídica tem alimentado a venalidade que perpassa nos grandes processos judiciais que marcaram e, hélas, ainda marcam o nosso quotidiano, sempre vão dando razão às queixas dos investigados sobre a morosidade dos procedimentos e o prolongado banho gelado a que estão sujeitos miserávelmente, com danos graves aos interesses dos inocentes e... dos culpados.
A existência de fontes dentro da burocracia judicial, que, a troco de pagamento ou de indignados, em nome da transparência anti - arquivamentos, tanto pode ser considerado, éticamente, como um mal ou como um bem, dependendo sempre do ponto de vista de quem sai prejudicado ou beneficiado, culpado ou inocente.
A transparência na investigação policial tem tanto de impossibilidade prática e processual como deveria ter de democraticidade e isenção.
Os superiores interesses de Estados ( o PRISM, GUANTANAMO e os DRONES existem em seu nome no estado mais democrático do mundo ) não deveriam nunca ser conciliados com a imoralidade que representa o não - cumprimento das LEIS. Em princípio e como aviso a todo o cidadão, existem as prisões.
Os interesses de Angola não coincidirão exactamente com os interesses dos angolanos investigados pela justiça portuguesa, assim como os interesses de Portugal com os eventuais e futuros investigados portugueses pela justiça angolana.
Confundir ANGOLA, a LUSOFONIA, o CPLP, PORTUGAL, com os actuais intérpretes temporais é, pura e simplesmente, ESTUPIDEZ.
O " ADEUS À LUSOFONIA " com que o Jornal de Angola despudorada e ingénuamente entrevê como consequência do não - arquivamento das investigações do Ministério Público português a dirigentes de cúpula da Administração angolana foi mais um passo na escalada proclamatória da ex - colónia lusa em freudiana libertação ( ainda!!!? ) de Portugal. Um mero ajuste de contas que o novo - riquismo da nouvel plutocracia no poder cavalga em sintonia com memórias humilhantes da pretérita escravidão.
Já o acordar da Procuradoria angolana para os eventuais crimes de lavagem de dinheiro e outros cometidos por portugueses em terras angolanas, em represália ou não, é de aplaudir, aliás na linha das promessas feitas pelo Procurador Geral angolano numa visita recente a Cabo Verde. A guerra contra a corrupção, no que ela tem de mais odiosa e se configura no assalto a bens nacionais, não tem pátria nem dono e é sempre de agradecer pelo cidadão, por mais hipócritas e retaliatórias que a sua suposta face justiceira se apresentar.
Por cá, as queixas sobre o mau funcionamento da Justiça portuguesa cuja burocracia paralisante e ambiguidade jurídica tem alimentado a venalidade que perpassa nos grandes processos judiciais que marcaram e, hélas, ainda marcam o nosso quotidiano, sempre vão dando razão às queixas dos investigados sobre a morosidade dos procedimentos e o prolongado banho gelado a que estão sujeitos miserávelmente, com danos graves aos interesses dos inocentes e... dos culpados.
A existência de fontes dentro da burocracia judicial, que, a troco de pagamento ou de indignados, em nome da transparência anti - arquivamentos, tanto pode ser considerado, éticamente, como um mal ou como um bem, dependendo sempre do ponto de vista de quem sai prejudicado ou beneficiado, culpado ou inocente.
A transparência na investigação policial tem tanto de impossibilidade prática e processual como deveria ter de democraticidade e isenção.
Os superiores interesses de Estados ( o PRISM, GUANTANAMO e os DRONES existem em seu nome no estado mais democrático do mundo ) não deveriam nunca ser conciliados com a imoralidade que representa o não - cumprimento das LEIS. Em princípio e como aviso a todo o cidadão, existem as prisões.
Os interesses de Angola não coincidirão exactamente com os interesses dos angolanos investigados pela justiça portuguesa, assim como os interesses de Portugal com os eventuais e futuros investigados portugueses pela justiça angolana.
Confundir ANGOLA, a LUSOFONIA, o CPLP, PORTUGAL, com os actuais intérpretes temporais é, pura e simplesmente, ESTUPIDEZ.
quarta-feira, outubro 16, 2013
UMA QUESTÃO DE... NARIZES?
Em visita a Cabo Verde para tomar parte na Conferência da Associação dos Procuradores Africanos, o PGR angolano teceu considerações sobre a corrupção, mormente no seu país, cito, - " Com certeza que é preocupante, não só em Angola. Mesmo naqueles países que apregoam contra outros esquecem - se que, internamente, também têm esse problema que é universal ".
Estamos de acordo com o sr. Procurador e estaríamos totalmente de acordo se ele tivesse acrescentado outra realidade - O que é infinitamente mais grave é que os intérpretes dessa corrupção activa e generalizada se encontram hoje e sempre nos lugares cimeiros das administrações dos estados com cobertura da BANCA, nacional e transnacional e da elite éticamente corrompida.
Ninguém espera que a Corrupção se investigue a si mesma, que é o mesmo que dizer que ela passa quase impune, até que um cidadão indignado ou os Media denunciem o " encapotamento " que por conspícuas e infindáveis razões se trata como segredo de estado, assuntos de classe e não como do interesse público.
" A Nação é assim " - titula o órgão oficioso Jornal de Angola, em editorial no apoio às palavras do presidente de Angola José Eduardo dos Santos, incomodados com as notícias vindas a público através dos Media, das investigações sobre corrupção, no estado português, que estavam a decorrer tendo como partes dessa investigação altos quadros da administração angolana e como, legalmente, não há corruptores sem corrompidos, ( em Portugal nunca se sabe... ver caso dos submarinos alemães e a maneira como foi tratado na Grécia e na Alemanha e compare - se com os desenvolvimentos nacionais... ) cidadãos portugueses.
José Eduardo dos Santos, vexado com as denúncias dos Media, que através de uma garganta funda tiveram conhecimento das investigações e as trouxeram ao conhecimento público, tratou um assunto de justiça com uma declaração inconcebível e antipatriótica, à luz dos interesses angolanos, como uma zanga de comadres, ofendidas por inconfidências de filhos desbocados.
Punir os dois estados com uma retaliação chantagista aconselhando as forças vivas do país a suspenderem ( até se calarem, eventualmente... ) a cooperação política e económica entre os dois estados, só irá dar razão aos que contrapõem ao QUEM NÃO SE SENTE... o QUEM NÃO DEVE...
Por cá, as mordaças caíram no 25 de Abril de 1974, assim como na minha amada terrinha e gostaríamos de saber que por lá também...
segunda-feira, outubro 14, 2013
CULPA COLECTIVA!!!???
"Se eu falhar a minha missão, é o país inteiro que falha " - Pedro Passos Coelho, P.Ministro em exercício, de Portugal.
NONSENSE!!!
Toda a frase é de uma enormidade conceptual carregada de absurdo.
" Se eu falhar... " - O se denuncia uma dúvida futurológica, não metódica, que o presente se tem encarregado de reduzir a uma certeza que só a crença do P.M. sustenta e o país deplora.
Os números negativos do falhanço estão aí se não chegasse o repúdio dos cidadãos. Factos e não projecções...
O " eu " majestático, sebastianista, consubstancia uma auto - suficiência sem correspondência com o substracto político-cultural que a empáfia apregoa e que só é devido a estadistas, o que não é seguramente o caso, sem contar com o menosprezo evidente aos companheiros do elenco dos quais alguns deles seriam claramente melhores Chefes de Governo.
O " falhar " pressupõe um objectivo tomado à partida. Qual foi ele? Saída da troyka em 2014 e retoma económica com o regresso aos mercados.
Qual é, por sua vez, o protagonismo do Passos nessa marcha da qual ele não tem a batuta? A retoma económica será uma mera consequência física de um estado que bateu no fundo. O regresso aos mercados depende das agências de rating e a saída da troyka já está programada há muito.
" A minha missão " - Por Deus! E qual é ela? Desmantelar o Estado, o Social, evidentemente. Esta agenda terrorista já levou Mário Soares a pedir a responsabilidade criminal sobre tal acção. Voltaremos mais adiante a esse assunto...
A destruição programada da Segurança Social denunciada por Eduardo Oliveira e Silva no jornal " I " do fim - de - semana, o boicote ao funcionamento da Escola Pública e do SNS, a entrega ao capital transnacional de empresas lucrativas e estratégicas no plano nacional como a REN a EDP, as Eólicas, os CTT, as Águas de Portugal, a Galp, os Aeroportos, a ANA, e sei lá que mais..., levanta um sem número de perguntas que, aparentemente a complacência nacional não se permite e faz dela, no pensar do P.Ministro, cúmplice da sua... francamente falta - me a palavra adequada para classificar a Missão do sr. Passos Coelho.
" É o país inteiro que falha " - E eis - nos chegados ao despudor e má - fé intelectual que originou o título da minha prosa.
1º - O país NÃO ESTÁ com o P.Ministro e ele sabe - o; portanto, não há cumplicidades nem repartição de culpas.
Falhará o projecto liberal do PSD faceado pelos jovens turcos que da História do seu país têm uma bisonha e estrangeirada visão, a existir alguma, se o próximo governo não tiver à frente o sr. Seguro.
A acontecer isso, nem tudo se perderá para eles e para mal do país, já que duvido muito da capacidade do líder actual do PS de recuperar TUDO o que miseràvelmente este governo está a demolir. A sua linguagem corporal não engana...
O país não falhará, falharão os seus votantes e os seus líderes partidários com a Coligação actual à cabeça. A História assim nos ensinou...
sexta-feira, outubro 11, 2013
MANIFESTAÇÃO NA PONTE 25 DE ABRIL
E POR QUE NÃO?
Só uma decisão política, essa problemática porque ilegítima, e até ver ilegal , pode ser aduzida em prol da sua proibição.
As razões de segurança caem pela base, não só pelo histórico pacífico das manifestações enquadradas pela CGTP, como pela inexistência de igual rigor, por desnecessárias, evidentemente, nas provas desportivas, como pelo absurdo da responsabilidade securitária dos manifestantes, tarefa essa a cargo da PSP que a sancionou.
PORQUÊ UMA MANIFESTAÇÃO NA PONTE 25 DE ABRIL? PORQUE SIM, ( carregado de intenções políticas ), se as razões já assinaladas pela Central Sindical não sejam suficientes...
quinta-feira, outubro 10, 2013
Vejamos...
É recorrente o emprego do verbo ESPOLETAR nas prosas mediáticas. O significado do verbo é - pôr espoleta em... - sendo a espoleta um artefacto pirotécnico, que explodindo, deflagra um engenho explosivo de mais carga.
Acontece que , mesmo num aproveitamento figurado do seu significado o verbo tem sido SISTEMÁTICAMENTE mal usado, quando, no contexto da prosa, deveria usar - se o seu contrário - DESPOLETAR e não espoletar, com o sentido de - dar origem, provocar, accionar a espoleta.
Um exemplo do diário mau uso do verbo acabo de ler no Record de hoje... " Cristiano Ronaldo cumprirá a 107ª internacionalização... mas foi o facto de ter ultrapassado Eusébio da Silva Ferreira na lista dos melhores marcadores da Seleção Nacional que ESPOLETOU um debate sobre quem seria o melhor futebolista português de sempre " - Hugo Neves e José Carlos Freitas
Aqui, o sentido que se quis dar ao espoletou é - deu origem a ..., portanto, o debate foi despoletado e não espoletado, contrabandeado, como eventualmente a introdução ( espoletamento) de uma espoleta ( espoletar, pôr areia na engrenagem... ) poderia supôr.
O português é um idioma fantástico e difícil e são raras as pessoas que o dominam rigorosamente; apesar dos tratos de polé com que tem sido brindado, das Academias reformistas aos disparates nos Media ajudados pelo absurdo e até hoje, para mim, incompreensível acordo ortográfico, merece - me um respeito enorme como veiculo que foi na minha formação.
A sua evolução, dizem eles, pela regressão e simplismo é típica na relativização dos valores outrora seguros, que a pseudo - modernidade cavalga alegremente, melhor, é por ela cavalgada nésciamente.
Acontece que , mesmo num aproveitamento figurado do seu significado o verbo tem sido SISTEMÁTICAMENTE mal usado, quando, no contexto da prosa, deveria usar - se o seu contrário - DESPOLETAR e não espoletar, com o sentido de - dar origem, provocar, accionar a espoleta.
Um exemplo do diário mau uso do verbo acabo de ler no Record de hoje... " Cristiano Ronaldo cumprirá a 107ª internacionalização... mas foi o facto de ter ultrapassado Eusébio da Silva Ferreira na lista dos melhores marcadores da Seleção Nacional que ESPOLETOU um debate sobre quem seria o melhor futebolista português de sempre " - Hugo Neves e José Carlos Freitas
Aqui, o sentido que se quis dar ao espoletou é - deu origem a ..., portanto, o debate foi despoletado e não espoletado, contrabandeado, como eventualmente a introdução ( espoletamento) de uma espoleta ( espoletar, pôr areia na engrenagem... ) poderia supôr.
O português é um idioma fantástico e difícil e são raras as pessoas que o dominam rigorosamente; apesar dos tratos de polé com que tem sido brindado, das Academias reformistas aos disparates nos Media ajudados pelo absurdo e até hoje, para mim, incompreensível acordo ortográfico, merece - me um respeito enorme como veiculo que foi na minha formação.
A sua evolução, dizem eles, pela regressão e simplismo é típica na relativização dos valores outrora seguros, que a pseudo - modernidade cavalga alegremente, melhor, é por ela cavalgada nésciamente.
sábado, outubro 05, 2013
POIS...
Confesso que interpretar as decisões do Tribunal Constitucional do país, como o fez hoje no Expresso H. Monteiro, é no mínimo, surpreendente.
Partindo, já é hábito nesse senhor, de um pressuposto dado por adquirido e que é por sua vez, no mínimo, problemático, para não dizer falso, H. Monteiro vê no comportamento jurídico desse Tribunal intenções que, seguindo a moda vigente, estão no capítulo de Custos$Benefícios. Tudo bem, o problema não está aí...
Qualquer norma jurídica, resumindo, qualquer lei ( eu também não tenho formação jurídica... ) deveria enformar de um princípio básico e ele não é, seguramente, nos estados democráticos, a neutralidade; aliás, deve ser exactamente o seu contrário. A Lei, como reguladora, funciona sempre na lógica de custo/benefício dependendo da acção de quem dela beneficie ou de quem a contradiga.
Porque carga de razões o Tribunal Constitucional deveria ser neutro?
" Penso que toda a interpretação da lei se tem de basear numa realidade objectiva ", diz H. Monteiro. Sem querermos entrar " naquilo de que não se pode falar ", aonde é que está a realidade objectiva sem ser na óptica do observador?
E qual é ela na óptica de H.Monteiro? A supressão da constitucionalidade e da legislação portuguesa já que o país está endividado ( realidade objectiva ) e com isso, fantástico e absurdo, perdeu a soberania... e devemos deixar que a " correia de transmissão dos credores " - o governo de Portugal - funcionasse segundo as suas directivas programáticas e não segundo os interesses declarados e maioritários da sua população e da sua Constituição.
Por essa lógica, iremos em breve ver a China a impôr directivas, como credor da maior fatia da dívida dos USA.
Portas, assim como H. Monteiro, também crê que a qualidade da soberania de uma nação está no tamanho do seu bolso. A soberania individual tem o seu reflexo na colectiva. Manda quem tem dinheiro. O raio, é que mesmo o sem - abrigo, em sua liberdade, manda em si próprio, ou não?
Acontece que nenhum país do mundo jamais perdeu a sua soberania a não ser por força das armas ou por livre iniciativa do seu povo e nunca por dever dinheiro ou por não o ter, NUNCA! As soberanias expressas pelas fronteiras e pelos órgãos " não capitulados " dos estados só se perdem, históricamente, por invasão estrangeira, corrupção das elites e ocupação do território pela força das armas.
Portas e Monteiro, assim como os troykistas, genèricamente, teóricos cismáticos, deveriam ser mais avisados pelos ensinamentos que a história do país reflectida em 1640 e antes disso em 1385 trouxe à leveza das interpretações objectivadas à luz dos interesses de classe e das circunstâncias.
Quanto ao T.C., a esta hora, calculo que o palácio Ratton, em resposta à pressão do laissez faire , lhes devolva um sorriso monalisiano...
Partindo, já é hábito nesse senhor, de um pressuposto dado por adquirido e que é por sua vez, no mínimo, problemático, para não dizer falso, H. Monteiro vê no comportamento jurídico desse Tribunal intenções que, seguindo a moda vigente, estão no capítulo de Custos$Benefícios. Tudo bem, o problema não está aí...
Qualquer norma jurídica, resumindo, qualquer lei ( eu também não tenho formação jurídica... ) deveria enformar de um princípio básico e ele não é, seguramente, nos estados democráticos, a neutralidade; aliás, deve ser exactamente o seu contrário. A Lei, como reguladora, funciona sempre na lógica de custo/benefício dependendo da acção de quem dela beneficie ou de quem a contradiga.
Porque carga de razões o Tribunal Constitucional deveria ser neutro?
" Penso que toda a interpretação da lei se tem de basear numa realidade objectiva ", diz H. Monteiro. Sem querermos entrar " naquilo de que não se pode falar ", aonde é que está a realidade objectiva sem ser na óptica do observador?
E qual é ela na óptica de H.Monteiro? A supressão da constitucionalidade e da legislação portuguesa já que o país está endividado ( realidade objectiva ) e com isso, fantástico e absurdo, perdeu a soberania... e devemos deixar que a " correia de transmissão dos credores " - o governo de Portugal - funcionasse segundo as suas directivas programáticas e não segundo os interesses declarados e maioritários da sua população e da sua Constituição.
Por essa lógica, iremos em breve ver a China a impôr directivas, como credor da maior fatia da dívida dos USA.
Portas, assim como H. Monteiro, também crê que a qualidade da soberania de uma nação está no tamanho do seu bolso. A soberania individual tem o seu reflexo na colectiva. Manda quem tem dinheiro. O raio, é que mesmo o sem - abrigo, em sua liberdade, manda em si próprio, ou não?
Acontece que nenhum país do mundo jamais perdeu a sua soberania a não ser por força das armas ou por livre iniciativa do seu povo e nunca por dever dinheiro ou por não o ter, NUNCA! As soberanias expressas pelas fronteiras e pelos órgãos " não capitulados " dos estados só se perdem, históricamente, por invasão estrangeira, corrupção das elites e ocupação do território pela força das armas.
Portas e Monteiro, assim como os troykistas, genèricamente, teóricos cismáticos, deveriam ser mais avisados pelos ensinamentos que a história do país reflectida em 1640 e antes disso em 1385 trouxe à leveza das interpretações objectivadas à luz dos interesses de classe e das circunstâncias.
Quanto ao T.C., a esta hora, calculo que o palácio Ratton, em resposta à pressão do laissez faire , lhes devolva um sorriso monalisiano...
sexta-feira, outubro 04, 2013
DA INSUSTENTABILIDADE DO SER...
" Ele diz muito sériamente : « Essa coisa é A, e esta outra coisa é B ». Mas a sua seriedade é a de um pince-sans-rire. É a seriedade instável de quem engoliu uma gargalhada e, se não apertar bem os lábios, vomita - a. Ele sabe muito bem que nem esta é A, assim à bruta, nem a outra é B, assim, sem reservas. Aquilo que o conceito pensa com rigor é um pouco outra coisa daquilo que diz, e a ironia (a leveza, digo eu... ) consiste nesta duplicidade.
O que verdadeiramente pensa é isto : eu sei que, falando com todo o rigor, esta coisa não é A, nem aquela B; mas, admitindo que são A e B, eu sei o que digo para efeitos do meu comportamento vital ante uma coisa e outra... " - Gasset, in Rebelião das massas
" Deus nos livre de um Presidente que não mede o que diz... " Cavaco Silva, 21/12/2010
FERNANDA CÂNCIO, fez, no Diário de Notícias de 4/10, para os mais desmemorizados, um apanhado das cambalhotas políticas de um sujeito político que hoje ocupa o cargo mais elevado da administração do Estado.
Faça uma visita guiada...
terça-feira, outubro 01, 2013
AUTÁRQUICAS
UMA LEITURA NACIONAL
Só por manifesta dissimulação política seria possível o alheamento ou a desvalorização dos resultados destas eleições; mesmo assim houve quem o tivesse tentado e quem tivesse, como o nosso inefável Presidente da República o fez, " preventivamente "... Não haveria consequências na governação por mais devastadoras que fossem as penalizações previstas... EXTRAORDINÁRIO!
Cavaco Silva tem sido, de facto, um dos mentores e apoiantes dessa austeridade tacanha e empobrecedora.
Mais avisado e surpreendentemente lúcido esteve o Primeiro - Ministro, Passos que, consciente do que o esperava, enfatizou a inultrapassável leitura nacional, através do voto autárquico, da governação.
O calendário político, com a troyka vigilante e autista por sobre os acontecimentos nacionais limitam - lhe o verbo e as previsíveis e políticamente naturais medidas de mudança de agulha no que se tem provado ser uma iniquidade ( sim, a Moral, a sua ausência, tem tudo a ver com isso... ).
O líder do P.S, apesar da sua leitura conventual da situação e da sua já intragável compaixão, limitou - se a apanhar as castanhas que a Coligação, custe o que custar, tem atirado ao cesto de esmolas de A.Seguro.
Aconselho a Direcção do P.S. a analisar com muita atenção o que aconteceu no Porto. Foi exemplar a manifestação da autonomia democrática dos portuenses ao repelir Menezes e a sua visão provinciana e paroquial da cidade por sobre os arrotos regionalistas e nomeadamente dos lisboetas, que repeliram um candidato paraquedista, que vota na casa do diabo mais velho e cuja posição política ninguém conhece; sabe - se que é um Burocrata militante do PSD e pouco mais.
Lamentável o que aconteceu com o Bloco que se esqueceu que a sua base de apoio nunca gostou de ver a sua Direcção a coligar - se com a Direita para deitar abaixo um líder socialista que a Direita odiava. Pagou caro e... duvido que nas legislativas se recupere, porque, então, o voto útil vai funcionar pelo PS por parte de grande maioria dos seus simpatizantes.
E eis - nos chegados ao vencedor incontestado dessas eleições. Houve eficácia na mensagem e conhecimento sensível das frustrações dos seus apoiantes e resposta leal da sua base de apoio.
O PCP é um partido charneira da Democracia portuguesa. A sua consistência política e os seus propósitos são transparentes e a população portuguesa está - se borrifando e desconhece Lenin, Estalin, Goulag; sabe que o Partido defende SEMPRE, por sobre quaisquer circunstâncias históricas, o seu interesse. É TUDO e é bom.
Veremos os próximos desenvolvimentos da inevitável, é uma questão de sobrevivência, pressão governamental sobre os Burocratas da UE.
Só por manifesta dissimulação política seria possível o alheamento ou a desvalorização dos resultados destas eleições; mesmo assim houve quem o tivesse tentado e quem tivesse, como o nosso inefável Presidente da República o fez, " preventivamente "... Não haveria consequências na governação por mais devastadoras que fossem as penalizações previstas... EXTRAORDINÁRIO!
Cavaco Silva tem sido, de facto, um dos mentores e apoiantes dessa austeridade tacanha e empobrecedora.
Mais avisado e surpreendentemente lúcido esteve o Primeiro - Ministro, Passos que, consciente do que o esperava, enfatizou a inultrapassável leitura nacional, através do voto autárquico, da governação.
O calendário político, com a troyka vigilante e autista por sobre os acontecimentos nacionais limitam - lhe o verbo e as previsíveis e políticamente naturais medidas de mudança de agulha no que se tem provado ser uma iniquidade ( sim, a Moral, a sua ausência, tem tudo a ver com isso... ).
O líder do P.S, apesar da sua leitura conventual da situação e da sua já intragável compaixão, limitou - se a apanhar as castanhas que a Coligação, custe o que custar, tem atirado ao cesto de esmolas de A.Seguro.
Aconselho a Direcção do P.S. a analisar com muita atenção o que aconteceu no Porto. Foi exemplar a manifestação da autonomia democrática dos portuenses ao repelir Menezes e a sua visão provinciana e paroquial da cidade por sobre os arrotos regionalistas e nomeadamente dos lisboetas, que repeliram um candidato paraquedista, que vota na casa do diabo mais velho e cuja posição política ninguém conhece; sabe - se que é um Burocrata militante do PSD e pouco mais.
Lamentável o que aconteceu com o Bloco que se esqueceu que a sua base de apoio nunca gostou de ver a sua Direcção a coligar - se com a Direita para deitar abaixo um líder socialista que a Direita odiava. Pagou caro e... duvido que nas legislativas se recupere, porque, então, o voto útil vai funcionar pelo PS por parte de grande maioria dos seus simpatizantes.
E eis - nos chegados ao vencedor incontestado dessas eleições. Houve eficácia na mensagem e conhecimento sensível das frustrações dos seus apoiantes e resposta leal da sua base de apoio.
O PCP é um partido charneira da Democracia portuguesa. A sua consistência política e os seus propósitos são transparentes e a população portuguesa está - se borrifando e desconhece Lenin, Estalin, Goulag; sabe que o Partido defende SEMPRE, por sobre quaisquer circunstâncias históricas, o seu interesse. É TUDO e é bom.
Veremos os próximos desenvolvimentos da inevitável, é uma questão de sobrevivência, pressão governamental sobre os Burocratas da UE.
segunda-feira, setembro 23, 2013
AI JESUS!!!
INACEITÁVEL, o comportamento do treinador do Benfica....
Filipe Vieira não pode continuar a dar cobertura aos " histerismos " labregos de um putativo condutor de homens pelo qual, a partir de ontem, perderam o respeito e se irá tornar motivo de chacota no balneário.
Por mim e não sou jurista, há motivos disciplinares mais do que suficientes para o despachar com justa causa.
Eu não quero acreditar que a decisão de manter Cardoso no plantel ( um erro político desastroso do presidente... ) tenha soltado Jesus perante uma autoridade que supôs enfraquecida. Tivesse ou não motivos pessoais para se ter sentido desautorizado o que deveria ter feito, em coerência, era ter pedido a demissão. Forçá - la, como aparentemente o seu comportamento denunciou, com graves e duradouros prejuízos para a instituição e o presidente que o tem apoiado, é INACEITÁVEL.
Acabe - se com o mito e ponham - no a andar que o Benfica tem jogadores fabulosos que já estão a merecer outra chefia que não o seu saltitão emproado ( de quê, pergunto... ) da lateral.
É que ainda vamos a tempo...
terça-feira, setembro 17, 2013
IMORALIDADES POLÍTICAS
A lucidez, éticamente enquadrada, é isso; a dos patifes é por ela desmascarada e combatida quase por reflexo...
Dêem um pulo ao " I " de ontem e leiam o editorial de Ana Sá lopes e façam o favor de a acompanhar todas as segundas - feiras no mesmo jornal.
Não é de agora que sigo a desmontagem e a denúncia do Cinismo político/ social e financeiro que medra na mediocridade bisonha do País e que o Poder vigente cavalga à sombra da austeridade imposta aos contribuintes.
Sair em minha defesa neste espaço, como reformado, ( não do Estado, o que é irrelevante ) que sou, pareceu - me sempre de mau gosto e foi únicamente o respeito humano que me travou as invectivas em defesa própria contra o absurdo históricamente analfabeto e políticamente imoral que este governo de emboscadas, cobardemente, encetou contra os avôs e avós deste país, alguns deles ainda com forças suficientes para lhes partirem a cara, nomeadamente este escriba.
Outros o têem feito com mais assertividade e distância etária descomprometedora; o exemplo citado foi um caso...
Dêem um pulo ao " I " de ontem e leiam o editorial de Ana Sá lopes e façam o favor de a acompanhar todas as segundas - feiras no mesmo jornal.
Não é de agora que sigo a desmontagem e a denúncia do Cinismo político/ social e financeiro que medra na mediocridade bisonha do País e que o Poder vigente cavalga à sombra da austeridade imposta aos contribuintes.
Sair em minha defesa neste espaço, como reformado, ( não do Estado, o que é irrelevante ) que sou, pareceu - me sempre de mau gosto e foi únicamente o respeito humano que me travou as invectivas em defesa própria contra o absurdo históricamente analfabeto e políticamente imoral que este governo de emboscadas, cobardemente, encetou contra os avôs e avós deste país, alguns deles ainda com forças suficientes para lhes partirem a cara, nomeadamente este escriba.
Outros o têem feito com mais assertividade e distância etária descomprometedora; o exemplo citado foi um caso...
sábado, setembro 14, 2013
IMPASSES...
" Uma imoralidade inadmissível " - Manuela F. Leite - posta perante as acções governativas, nomeadamente o projecto de redução brutal dos rendimentos dos pensionistas do Estado.
" Uma imoralidade defensável " - responder - lhe - ia Maquiavel, o supressor da moralidade governativa e inventor da Burocracia, por inerência, nos assuntos de Estado, a não ser que a Ética seja, ela própria um instrumento da manutenção do Poder.
" Não há outro caminho " - ecoam os Governos ocidentais mandantes e orientadores dos velhíssimos paradigmas que sustentaram a criação e a manutenção dos estados europeus.
Por cá, o P.Ministro, os instalados, os economistas de serviço e os Media capturados pela redutora incapacidade política e intelectual dos pensadores cristalizados pelo fim da História proclamado, papagueiam a denegação da interpretação e acção social transformadoras que o País exige.
A anti - democracia tem estado latente em cada tentativa de distorção consciente dos parâmetros que enformam a nossa jovem democracia, em nome de um pseudo - liberalismo que tem estado a sustentar a mais sufocante, rapace e imoral máquina administrativa dos últimos 40 anos da democracia portuguesa.
Isso tem sido possível porque o analfabetismo e a iliteracia que Salazar protagonizou como governo, mentor e tutor do regime durante quase 40 anos teve uma resistência diminuta, aquela que ainda hoje, honra lhes seja feita, está na trincheira do combate democrático por sobre a mentalidade conformista e bovina que ainda abarca largos sectores da população portuguesa, a instruída e a outra.
Ouvi dizer há dias que o espectro e a memória das Guerras Civis nos seus países têm sido o travão psicológico que trava o salto qualitativo no afrontamento dos cidadãos gregos, espanhóis e eventualmente portugueses, aos seus capturados e servis governos nacionais.
Pode ser que sim e as próximas eleições nos dirão da diferença entre o conformismo escondido por detrás das indignações e a revolta democrática.
" Quer se queira quer não, a vida humana é ocupação constante em algo futuro " diz Gasset e eu temo sobre o conhecimento do futuro entrevisto pela clique no Poder e sobre o labor deste Governo, porque, se o Estado é dinamismo, estão a fazer com que o País se perca..
Quanto à Moral na Política é conversa para depois...
" Uma imoralidade defensável " - responder - lhe - ia Maquiavel, o supressor da moralidade governativa e inventor da Burocracia, por inerência, nos assuntos de Estado, a não ser que a Ética seja, ela própria um instrumento da manutenção do Poder.
" Não há outro caminho " - ecoam os Governos ocidentais mandantes e orientadores dos velhíssimos paradigmas que sustentaram a criação e a manutenção dos estados europeus.
Por cá, o P.Ministro, os instalados, os economistas de serviço e os Media capturados pela redutora incapacidade política e intelectual dos pensadores cristalizados pelo fim da História proclamado, papagueiam a denegação da interpretação e acção social transformadoras que o País exige.
A anti - democracia tem estado latente em cada tentativa de distorção consciente dos parâmetros que enformam a nossa jovem democracia, em nome de um pseudo - liberalismo que tem estado a sustentar a mais sufocante, rapace e imoral máquina administrativa dos últimos 40 anos da democracia portuguesa.
Isso tem sido possível porque o analfabetismo e a iliteracia que Salazar protagonizou como governo, mentor e tutor do regime durante quase 40 anos teve uma resistência diminuta, aquela que ainda hoje, honra lhes seja feita, está na trincheira do combate democrático por sobre a mentalidade conformista e bovina que ainda abarca largos sectores da população portuguesa, a instruída e a outra.
Ouvi dizer há dias que o espectro e a memória das Guerras Civis nos seus países têm sido o travão psicológico que trava o salto qualitativo no afrontamento dos cidadãos gregos, espanhóis e eventualmente portugueses, aos seus capturados e servis governos nacionais.
Pode ser que sim e as próximas eleições nos dirão da diferença entre o conformismo escondido por detrás das indignações e a revolta democrática.
" Quer se queira quer não, a vida humana é ocupação constante em algo futuro " diz Gasset e eu temo sobre o conhecimento do futuro entrevisto pela clique no Poder e sobre o labor deste Governo, porque, se o Estado é dinamismo, estão a fazer com que o País se perca..
Quanto à Moral na Política é conversa para depois...
quinta-feira, setembro 12, 2013
GOSTEI...
E partilho...
Não percebi foi se o Michael Jackson estava a cantar crioulo da minha terra...
Não percebi foi se o Michael Jackson estava a cantar crioulo da minha terra...
terça-feira, setembro 10, 2013
ALTO E PÁRA O BAILE...
LET'S TALK...
...AS RATIONAL PEOPLE DO...
Putin esvaziou o balão de testosterona bafiento da terceira - idade hipócrita que ameaçava o planeta com mais um conflito de salvação dos aflitos na linha dos que levaram à destruição do Iraque, Afeganistão e Líbia, hoje entregues aos senhores da guerra regionais e à Al - Qaeda.
Ao propôr o controlo directo do armamento químico de Al - Assad com a aceitação imediata deste, pelos putativos agressores, numa tirada diplomática definitiva, relevou a boa - fé do líder sírio e acalmou as nações vizinhas, se não todas, a maioria.
Impossível de desfeitear, pelo bom - senso gritante que prodigaliza, a proposta do líder russo safou Obama de perder a face quando traçou, numa proclamação políticamente errada, a linha vermelha que o faria erguer a mão agressora. Foi um convite à conspiração...
O absurdo de resolver à bombarda os conflitos regionais remete - nos à Idade - Média e às relações de susserania então vigentes que a história dos povos foi aos poucos demolindo até hoje.
A Democracia é hoje uma realidade efectiva em várias nações; os estádios do seu desenvolvimento dinâmico não acabam nunca, malgré Fukuyama, não tem e nem precisa de imberbes representantes Globais com poderes de avaliação e de polícia dos costumes sobre civilizações milenares e que ajudaram a formatar a " perfeição " ocidental.
A Democracia é um processo doloroso de cedência da nossa liberdade em prol do Todo; nada tem de romântico, a racionalidade levou - nos a essa conclusão e ainda NÃO É UMA HISTÓRIA ACABADA.
Um bocadinho de humildade e decoro também é uma manifestação de pura racionalidade. É que as virtudes têem aí a sua origem; mascará - las, escondê - las, relativizá - las, constituem manobras da mais pura má - consciência e desonestidade intelectual.
Infelizmente, isso tem sido o exercício da modernidade.
...AS RATIONAL PEOPLE DO...
Putin esvaziou o balão de testosterona bafiento da terceira - idade hipócrita que ameaçava o planeta com mais um conflito de salvação dos aflitos na linha dos que levaram à destruição do Iraque, Afeganistão e Líbia, hoje entregues aos senhores da guerra regionais e à Al - Qaeda.
Ao propôr o controlo directo do armamento químico de Al - Assad com a aceitação imediata deste, pelos putativos agressores, numa tirada diplomática definitiva, relevou a boa - fé do líder sírio e acalmou as nações vizinhas, se não todas, a maioria.
Impossível de desfeitear, pelo bom - senso gritante que prodigaliza, a proposta do líder russo safou Obama de perder a face quando traçou, numa proclamação políticamente errada, a linha vermelha que o faria erguer a mão agressora. Foi um convite à conspiração...
O absurdo de resolver à bombarda os conflitos regionais remete - nos à Idade - Média e às relações de susserania então vigentes que a história dos povos foi aos poucos demolindo até hoje.
A Democracia é hoje uma realidade efectiva em várias nações; os estádios do seu desenvolvimento dinâmico não acabam nunca, malgré Fukuyama, não tem e nem precisa de imberbes representantes Globais com poderes de avaliação e de polícia dos costumes sobre civilizações milenares e que ajudaram a formatar a " perfeição " ocidental.
A Democracia é um processo doloroso de cedência da nossa liberdade em prol do Todo; nada tem de romântico, a racionalidade levou - nos a essa conclusão e ainda NÃO É UMA HISTÓRIA ACABADA.
Um bocadinho de humildade e decoro também é uma manifestação de pura racionalidade. É que as virtudes têem aí a sua origem; mascará - las, escondê - las, relativizá - las, constituem manobras da mais pura má - consciência e desonestidade intelectual.
Infelizmente, isso tem sido o exercício da modernidade.
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