domingo, agosto 07, 2011

MUDANÇA GERACIONAL





A mudança geracional já não se fará pelo diálogo sem que a acção, reiterada e aparentemente caótica o marque, o substitua, irracionalmente por vezes, em universos onde a (i)racionalidade política se juntou à irracionalidade económica para resolver (!!!???) problemas irracionalmente criados  por uma Globalização orientada e dirigida pela Plutocracia mundial.


Hoje, Síria, Londres, Tel Avive, amanhã Itália, Portugal, USA e de novo Grécia, Espanha e dentro em breve China, India, Rússia, a maré não vai parar, nem com a criação de Estados neo- fascistas que a burocratização crescente vai preparando, aqui, na Europa e nos USA.


Nunca o futuro de uma geração planetária esteve sob tamanho risco de colapso. Ou reage com mais assertividade ou será conhecida como a geração perdida

PRESIDENCIAIS CABOVERDEANAS



Cabo Verde foi hoje a votos.
Em disputa, a eleição do mais alto cargo político do Estado - a Presidência da República. Um desses senhores virá a ocupá - lo e com elevação, esperamos.


Manuel Inocêncio, apoiado pelo partido do Governo e Jorge Carlos Fonseca pelo MPD encontram -se " empatados " na contagem percentual dos votos.
A abstenção prometeu ser alta, o que aparenta uma certa " normalização " da vida democrática no meu País. Inquietante e grave parece ser a denúncia do líder do MPD, derrotado nas eleições legislativas pretéritas, Carlos Veiga, que fala em compra de votos lançando uma suspeita inaceitável, vinda de quem vem, um jurista, sem apresentar situações concretas, provas, do que diz, repetindo o que ouviu dizer, segundo as palavras do próprio.
A gravidade do, por ora um boato ou uma suspeita, exige RIGOR  e determinação na clarificação das palavras do líder do MPD.
A quem compete numa República democrática a transparência do jogo político? À polícia ou aos Tribunais?

domingo, julho 31, 2011

TO BE or NOT BE...

Anders Breivik, com a sua violenta acção política, condenada em todo o mundo civilizado, suscitou um melancólico e para mim desdramatizador raciocínio de J.P.Pereira no semanário SÁBADO de 3/8 na sua coluna A lagartixa e o jacaré.

J.P.P.
vem dizer - nos o óbvio, apelando à nossa lembrança do que a Civilização fez de nós, a mais brutal e assassina espécie do planeta, como objectores desse apelo natural.

A violência JAZ no nosso ADN quando a Cultura consegue fazer de nós primatas racionalmente civilizados e do estado LATENTE torna - se mortalmente eficaz quando a Razão a liberta da racionalidade, a dirige e brutalmente lúcida nos seus propósitos presumidos quando a ela se acresce uma ideologia, um propósito de vasta incidência que uma cumplicidade " adivinhada " alimentou.

Breivik passou - se como se
passaram todos os homicidas. Aos porquês de uma civilidade normalizada que vai aprendendo a abominar o assassínio, apesar do mau exemplo dos seus Estados, homicidas acobertados por alibis de duvidosa transigência, há sempre uma resposta que mesmo um encolher de ombros configura.



Enquanto houver " razões " para matar, enquanto se assistir, descansados pelas justificações governamentais à matança de quem mata, por que não aceitar que um indivíduo isolado mate em nosso nome, em nome de uma guerra justificável sobre interesses colectivos dos cidadãos dos Estados que a praticam?

O homicida, o terrorista vencedor, seja ele um indivíduo, um grupo de cidadãos, uma nação, um Estado, uma Ideia, tem clemência universal. Porquê?
Porque históricamente a sua acção foi adequada. ESSA é a venal verdade de hoje.
É claro que concordo com J.P.P. quando nos aconselha a distância de seres como Breivik, sob o risco de contaminação. Uma obrigação higiénica que lamento contudo não ter sido universalizado para os cidadãos cujos dirigentes multiplicam a chacina a uma escala tal, que de tão absurda nos seus propósitos e de tão hipócrita nos seus objectivos declarados, quase justificaria a " desdramatização " da acção tresloucada e inapelávelmente POLÍTICA deste cidadão norueguês.
Faltou dizê - lo...









Posted by Picasa

sábado, julho 30, 2011

PORTUGAL ...?

Voltarei a ele quando voltar a ter política própria. É que de burocracia não percebo nada; da corrupção mediática, política , económica, intelectual, ética da DIREITA fala ELA, sem ser preciso que eu abra a boca. Basta vê - la a agir, aqui, na Europa e no resto do mundo onde a sua democracia liberal faz escola.


Resta -me uma satisfação que a SUA reiterada estupidez, hoje triunfante num momento histórico povoado de estúpidos, vai acelerar e ma transformar em esperança, esta palavra que abomino quando não a aspeio...


A palavra final está, como todas as REVOLUÇÕES estiveram, nos jovens. TODAS as mudanças de paradigmas, que não de reformas ( estado natural da velhice das ideias ) NUNCA tiveram na sua origem outra coisa senão a LIBERDADE e ela nunca foi uma palavra vã a não ser na visão de torcionários e tem um significado preciso que a satisfação colectiva dos povos dá sentido. Fora disso é um grotesco sofisma e um monumental embuste.

Por ora, observo e uso a minha influência de alertar onde ela medre...

quarta-feira, julho 27, 2011

UMA PRENDA À VIDA...

Deliciosa aventura essa foi a proposta de Thomas Cathcart & Daniel Klein sobre a visão dos filósofos e do comum mortal da Dama Ceifeira e das estratégias de sobrevivência ensaiadas para a enfrentar...

HEIDEGGER e um hipopótamo chegam às portas do Paraíso é o título da aventura filosófica que nos é proposta pela abordagem perplexa de uma REALIDADE a que todo o ser orgânico e quiçá o inorgânico, contempla.

A " crueldade " de nos sabermos mortais torna - nos, à medida em que o tic - tac decrescente se acentua, contemporâneos da História Universal, sujeitos a um destino comum e inapelável.
Várias foram as estratégias de sobrevivência que o nosso percurso sublinhou com estrondo - a religião, a procriação e a mais comezinha Arte.
O homem comum alimenta o sonho de ser eternamente recordado pelos seus mais próximos- filhos, esposas, amigos e familiares. É claro que essa ilusão não se aguenta no espaço temporal de uma ou duas gerações...

O que nos resta é VIVER a vida da melhor maneira que a nossa racionalidade permite. Essa deveria ser a obrigação da Razão - munir - nos de instrumentos adequados à PASSAGEM. E, se possível, com algum humor.

" Jack tinha falecido e o funeral estava a decorrer no cemitério. Jennifer, sua mulher há mais de 40 anos, tinha os olhos marejados de lágrimas. No final da cerimónia, quando o caixão estava a ser levado para fora da igreja, a carreta chocou acidentalmente com a soleira da porta. Para absoluto choque de todos os presentes, ouviram um gemido vindo de dentro do caixão. Abriram - no e encontraram Jack vivo. Maravilha das maravilhas! Nunca se vira milagre maior.
Jenny e Jack viveram juntos mais 10 anos e depois Jack morreu. A cerimónia decorreu no mesmo cemitério. No final da cerimónia, quando o caixão estava a ser levado na carreta, Jenny GRITOU:

- Cuidado com a soleira da porta!
"

sexta-feira, julho 22, 2011

UM PLANO MERKEL...

O plano Marshall é irrepetível e a ser imitado em condições históricas como as de hoje atestariam a pobreza das soluções políticas apresentadas.
Hoje, como ontem, na Europa, apesar de tudo estar a girar em torno da Alemanha, os problemas estão no EURO e no que não se fala abertamente - a da desestruturação financeira e económica que acompanhou a substituição das moedas nacionais, com relevância para os países económicamente mais débeis.

O enfoque dado à economia e à protecção social, com ajudas maciças da UE no sentido de aproximar os níveis de vida dos estados membros revelou - se, mesmo em alturas de crises importadas dos USA, como o melhor caminho na criação de uma Federação política que daria sentido e conteúdo à IDEIA - EUROPA sonhada pelos seus progenitores.
Já o disse por aqui e REPITO que este projecto é hostilizado pelos USA, ( pelo seu poder económico e financeiro ) que tudo fará no sentido de o boicotar, tendo presente o pesadelo planetário de ver a Rússia aderir em espírito ou de facto a uma história de que fez e faz parte - a história da Europa.

Na visão de Merkel os estados do Sul estão a atrazar o federalismo europeu e céptica está a Alemanha de que irão recuperar o passo, de que as suas sucessivas tímidas medidas dão a medida.
Esse NOVO PLANO MARSHALL vai nessa direcção...

quarta-feira, julho 20, 2011

QUE EUROPA?


Barroso, o presidente da Comissão Europeia, latino de gema, despertou. A Europa tem alinhado pelo nacionalismo alemão e segue as directrizes da sra.Merkel, de uma chanceler que parece ter ido beber ao passado teorizado por Fichte no seu pangermanismo e no seu " Estado comercial fechado ", os ensinamentos da sua postura e da sua política europeia.

Razão têm alguns políticos alemães, nomeadamente Kohl em sentirem - se assustados com o fastio entediado com que a chanceler olha para os países latinos e para a sua joie de vivre imune à melancolia, disciplina e rigor nórdicos, nomeadamente para o assimétrico eixo franco-alemão de hoje.

Fichte foi um germanófilo puro e duro cuja Ideia de Europa se sustentava na superioridade germânica fundamental que a legitimava na liderança. Hitler também aí bebeu os seus ensinamentos e levou, no seu delírio imperial, a Alemanha e o resto da Europa à ruína.
Esse sonho não morreu e não apareceu na Alemanha por acaso. Hoje estará eventualmente enfraquecido mas a pulsão ainda é tentadora.

A Alemanha de Merkel só não se vira definitivamente para o Norte porque crê ser possível dobrar os mediterrânicos; MAS tem pela frente um grande mas transportado por uma IDEIA que ultrapassa a sua mesquinhez política e a própria Alemanha - a IDEIA da Europa.

Citando Hegel, já que aí estamos, diria que " a Ideia não é uma criação subjectiva do sujeito mas a própria realidade objectiva " e está no âmago da alma colectiva dos europeus que lhe deram origem - os do SUL.

segunda-feira, julho 18, 2011

CHEGA de etnofilosofia...

Se todo o Real é racional como diz Hegel, a racionalidade não poderá ser só a descrição objectiva e fundamentada de um Real sem que a sua condição deviante transporte na sua própria descrição novas formulações da sua leitura, sim, mas necessáriamente, soluções, acções que, ainda com o filósofo, antiReal, lhe determinem, com novas propostas, a sua transformação ou, no limite, o seu término.

A rapacidade organizada crê que pela domesticação dos Estados está a capitulação da " tirania das massas " imposta sobre as elites através do Voto. O logro das promessa eleitorais não - cumpridas sob os mais hipócritas alibis tem deixado cair a máscara da farsa democrática, mesmo que ancorada na mais nobre das aspirações humanas - a Liberdade.

Essa denúncia sobre a conversa acabada entre o eleitor e o eleito tem sido reiteradamente trazida à consideração de quem vê, lê ou ouve, através de quem tem estado atento e alerta a essa involução social imposta aos cidadãos em nome de uma visão do mundo fasciszante e éticamente corrupta.

Nunca como agora, os tempos estiveram tão propícios à mudança, chegados que estamos ao fim de um ciclo histórico de experimentação da síntese de toda a Filosofia dita ocidental que culminou, em termos políticos, na Democracia liberal. A sua continuada perversão deixou - a entregue a cães-pastores representados financeiramente pelo Capital, e toda a sua corte de lacaios e aspirantes a lacaios, e a grupos de cidadãos inconsoláveis com a " tirania das massas ", obstáculo a transpôr em cumplicidade com os seus pequenos títeres intelectuais cómodamente instalados no sistema.

Dos outros, daqueles que nos mantêm alertas em relatos contundentes do nosso real e do alheio, deseja- se mais. Aos cães- pastores só há uma resposta - a matilha, não o rebanho pacífico e domocrático apoiado e secretamente desprezado como exótico folclore, sem consequências no essencial, a matilha, não de outros cães - pastores, mas de lobos.

A Democracia amoleceu - nos até à letargia. A esperança, esse sentimento inútil, com que nos alimentam as preces tem sido uma armadilha que reduz os cidadãos à inacção, ao sebastianismo, ao pasmo indignado e vão, quando o tempo é de acção.

E é acção política que se espera da Europa, da Europa política, que a intelectual demitiu - se.
Como é possível não haver uma posição concertada dos, hoje PIIGS, com a ameaça do ataque estratégico à Itália, contra a troika formada pela Grã-Bretanha, Alemanha e França que deles esperam a capitulação aos seus memorandos?

Por outro lado, como não acredito que o ataque ao Euro não tenha sido detectado em tempo útil pelo conjunto das instituições da UE, tenho de admitir que há uma Ideia outra a fermentar...


P.S. Hoje, dia 23 de Setembro, senti - me na obrigação de " justificar " o título deste post.
É evidente que houve, de raspão , uma colagem analógica com um conceito vazio, mistificador, do meu ponto de vista, que o espaço não poderia contemplar, que é a etnofilosofia, no caso em apreço, com a Democracia liberal.

segunda-feira, julho 11, 2011

SÓCRATES REVISITADO

Não foi preciso esperar muito...

As resistências, melhor dito, as leituras, políticas, económicas e de conjuntura financeira trazidas então pelo ex-Primeiro ministro durante os últimos meses do seu Governo e que foram violenta e acéfalamente vilipendiadas quando não paternalisticamente desprezadas pelo Presidente da República, pelo actual P.Ministro e por toda uma corte de senhores-professores-doutores economistas, além de opiniões avulsas produzidas pelos Media, regadas de má - fé, indigência intelectual, snobismo e alarvemente deformadas em nome de uma estratégia de Poder, dizia eu, ( perdão pelo longo parágrafo... )tornaram -se, irónicamente, um manual de citações pelos mesmos protagonistas que num passado recentíssimo as chacotearam.

A História dos governos Sócrates será brevemente reavaliada.
E espero estar por cá para a conhecer e denunciar a hipocrisia.

O DESPERTAR?

A Europa parece estar a acordar da letargia burocrata que lhe tem matado a Política como princípio orientador da administração das nações.
A sua aparente reacção ( estou para ver os desenvolvimentos...) às estaladas americanas exige, tem de exigir consequências ao mais alto nível.

Há uma concertação evidente de que as equações tautológicas, tipo " pescadinha de rabo na boca " têm dado cobertura sob o alibi de umas projecções contaminadas na origem com resultados, esses sim, previsíveis.
Escusado reclamar da Ética junto de Instituições que a desprezam como epifenómeno residual. À política responde - se com política e é disso que se trata. Até a Economia foi posta de fora deste jogo onde a Europa se está, se não reagir com DETERMINAÇÃO, a deixar - se minimizar como, no seu conjunto, uma poderosíssima potência que pode e deve ser no panorama mundial.

KAHN, o MALÉFICO?

VEJAMOS...


Uma violação é um crime e uma " QUECA " consensual entre um homem e uma mulher pode suportar muita adjectivação mas a sordidez não faz, definitivamente, parte dessa relação.

Eu tive um amigo mais velho que nos idos anos sessenta me ensaiava os passos do " engate " e que me alertava que, independentemente da evolução futura da relação criada pelo NECESSÁRIO assédio, a INSISTÊNCIA era o factor chave para os casos de NATURAL pré-resistência de uma mulher.

Alberoni diz que " a mulher conserva, em cada instante da sua relação amorosa ( ou pré-amorosa, acrescento eu ) a capacidade de perceber e avaliar. o homem, pelo contrário, quando está excitado eròticamente perde até aquele pouco de argúcia que tem. É dominado por uma só emoção e não está mais em condição de dizer se aquela mulher é feia ou bonita, gorda ou magra... Ao contrário da mulher, na excitação erótica o homem julga tudo, assim como é... "

Por mim, EROS está tolhido, confuso e a prazo, morrerá penosamente à medida em que os artificialismos éticos, clamam alguns,impostos pelo absentismo, reforma e inoperâncias sexuais, forem ditando as suas leis.

Resumindo: se Kahn violou deve ser castigado. Não deveria, em todo o caso, ser levado à justiça PARA SABER SE VIOLOU. O kit de " violação " não é narrativo, não descreve, constata e o que constata, quando constata é que houve acto sexual. As mazelas, além de poderem ser auto - infligidas também nos dizem outras coisas como essa factualidade de o acto sexual livremente assumido poder ser violento.
Infelizmente para Kahn, ele foi vítima das circunstâncias a que só ele e a reclamada vítima tiveram acesso e podem não ter nada e tudo haver com uma crise de priapismo.

Isso faz dele um mau homem, mau marido, mau candidato a um cargo POLÍTICO? Quando muito, fará dele um mau exemplo para uma sociedade hipócrita e deserotizada ou para quem ache o sexo uma coisa suja.

quarta-feira, julho 06, 2011

ELEMENTAR E...BÁRBARO

Elementar como estratégia e bárbaro como afronta...

Portugal, e as suas Instituições, atirado para o " caixote de lixo " da Cleptocracia, americana para o caso.
A Grécia já lá está e se a Incultura caminhar, como está, a passo com a barbárie nórdica associada à ESTUPIDEZ galopante da Burocracia da UE, não se passará muito mais tempo até terem por companhia a Espanha e a Itália, outros países mediterrânicos, outra Cultura, outras maneiras de ver, sentir e VIVER.

Tenho por mim que a ruptura com a insanidade acontecerá em Espanha e será feia.
Do que virá depois... logo se verá...

domingo, julho 03, 2011

GORDURAS DO ESTADO?



Desculpem lá a ignorância do macaco...
Afinal onde param as famosas e difamadas gorduras do Estado português?

Tenho ouvido de quase todos os economistas de Direita uma apologia reiterada sobre a urgência de uma intervenção, cirúrgica ou não, não importa, às gorduras do pobre e anafado Estado no sentido de lhe devolver o perfil adequado à sua condição de pedinte.
A minha dúvida é se a intervenção deva ocorrer sobre o estado dos obesos ou as obesidades do Estado...

Como não me esclarecem se o que acham gorduroso são as empresas estatais e participadas que têm sido rentáveis e constituem uma boa fonte de receita, como a ANA, os CTT, a REN e que a " emergência nacional " vai alienar para o capital estrangeiro ou aquelas que cumprem os mínimos exigíveis a um Estado, como a Educação Pública, Electricidade, Água potável, estou à espera...

...Como se não soubesse que a memória do 25 de Abril alicerçada nos direitos,não os adquiridos, como se costumam chamar, mas os CONQUISTADOS pela luta e tenacidade dos então operários e trabalhadores, está a ser literalmente apagada na geração actual como exemplo de uma possibilidade que lhe está ao alcance.

sábado, julho 02, 2011

CATANORTE



Esse será o nome da Região sonhada por algumas luminárias do Norte do País que têm a Capital Lisboa atravessada na garganta. Desmantelado o mito de " capital do trabalho ", destruído aliás por
uma classe empresarial leonina e rapace que levou a sua população à miséria, ao mesmo tempo que, através de caciques desportivos, culturais e boçais, alimentava o ódio aos " mouros ", viram - se, derrotado definitivamente o projecto regionalista, para a criação de um partido do Norte.

Se não fosse a lástima de ver, também no Poder Central, o tipo de representantes do Norte que se perfilam, o seu provincianismo bacoco, a sua ronha, estaria tudo bem. É democracia, não é?... Ou corporativismo disfarçado e mesclado com títeres testas - de - ferro?

E por que não um partido do Centro, outro do Litoral, outro do Alentejo, outro dos Trás - os - Montes e outro da Brandôa, outro do Sul e finalmente o de Lisboa e o dos imigrantes?


Força aí nisto e não se esqueçam de afastar o Rui Rio...


PS: AHHH ! GALINORTE também não estaria mal...

quinta-feira, junho 30, 2011

VOTO CONTRA, evidentemente...


Parafraseando Russel direi que " um desacordo inteligente é sempre preferível a uma concordância passiva "... E, sim, sou contra este governo, sou contra o seu programa e sou contra a ideologia que lhe está, grosseiramente, a definir - lhe o rumo e sou contra esta sociedade éticamente insane e refém do mundo financeiro.

Estive na praça Syntagma ontem como estive, estou e estarei em todas as praças do planeta na luta pela Liberdade dos povos, pela sua maioridade e autonomia e pelo regresso da Política à sua direcção, livremente sufragada.

Hoje quem governa Portugal, ancorado e legitimado trimestralmente pela Banca internacional, fá - lo sob um ultimato inaceitável que cedo ou tarde acordará este povo, bovino, como já foi apodado a seguir o que outros vão encetar - a resistência e o repúdio de uma idiossincracia nórdica que lhe é genéticamente estranha.

Fosse eu mais novo e não estaria aqui sentado, a criticar também a cobardia física e moral do conformismo intelectual do Ocidente, se não o principal culpado da Decadência, por lhe estar na origem, mas pela traição à sua própria condição.

" Ver claro é não agir ", linfatizava Pessoa sobre uma metarealidade que Hoje de tão concreta e sentida por milhões de almas cheira a demissão e burocratização intelectual.
Em cada dia que passa sinto - me como aquele anarquista que à chegada a qualquer país perguntava - HÁ GOVERNO? ENTÃO, EU SOU CONTRA!

terça-feira, junho 21, 2011

ACÇÃO, ACÇÃO e mais ACÇÃO...

... EXIGEM -SE AOS POVOS.

HÁ ALTERNATIVAS E NÃO ESTÃO NO DEBATE DE IDEIAS, HOJE TROVOADAS SECAS, RIBOMBANTES E INCONSEQUENTES SOBRE UMA REALIDADE À QUAL O CAPITAL DEFINIU A APLICAÇÃO, OS LIMITES E O FIM.

FERNADO NOBRE, O ingénuo...

Da recusa em ter F. Nobre como segunda figura do Estado por parte da Assembleia da República, só podemos dizer que para lá da leitura política necessàriamente feita pelos mais atentos, só podemos constatar que os deputados tiveram " nariz ".

F. Nobre teceu duríssimas críticas à classe política com fulminantes adjectivações. Estava no seu direito e dever fazê - lo. Por que raio de razões quis ser a segunda figura do Estado, desse Estado contaminado pela corrupção e pelo anti - patriotismo?

Os deputados, pelo menos os que o rejeitaram, não compreenderam o vira - casaquismo ou a tutoridade moral que, sem currículum, vulgo exposição e julgamento político, o precedeu.

E foi bem feita!

Parabéns à Assunção Esteves! Gostei do seu agradecimento à Assembleia e da história que a acompanhou no seu percurso político.

terça-feira, junho 14, 2011

EM DIGESTÃO...

... Ou deveria dizer em indigestão?

Concedo, pois, - Em tranquila digestão da derrota das minhas ideias políticas. Já é um hábito e marca indelèvelmente o meu percurso como homem e como cidadão.

Por outro lado, do que acrescenta, pelos factos e como factos, ao meu (des)conhecimento do Sapiens não retira uma molécula ao que creio ser possível no melhoramento da sua relação com a Biologia e com a Razão, com a convicção de que uma continua a ser mais preponderante do que a outra no caos das medidas e exercícios avulsos da Burocracia, racionalizadas a eito e casuísticamente, sem um fio condutor e uma estratégia evolutiva que a própria Biologia, ela mesmo reclama e exige, sob o risco de extinção.

A Razão, essa, está hoje ao serviço da sua própria negação. A diletância intelectual, porque gratuita, encarregou - se, desde o século XVIII,numa descontrucção feroz do Real, exaurindo - o de espaços de intervenção ainda não demolidos pelo sarcasmo, pela petulância, pelo niilismo e pelo ateísmo. Em troca, deixaram o Vazio ou a Opinião como interlocutores analfabetos com a Vida.


Reflecte - se hoje mais sobre o eu do que sobre NÓS, e dos alibis de que a natureza humana fornece e estimula o pasmo intelectual, pela sua suficiência e necessidade, continua -se a ir buscar as justificações pelo fracasso da Ideia.
Neste triunfo do conservadorismo, ao qual o narcisismo espelha como Gray a recusa da mortalidade, irónicamente um fatalismo biológico, num envelhecimento progressivo e sem herança intelectual válida, esgotadas que estão os esforços em imbecis confrontos com a Morte, dizia eu, brilha a Decadência, num eclipse lento e inexorável.

A não ser que...

segunda-feira, junho 06, 2011

POR OUTRO LADO...

...Não posso deixar de aprovar, em consciência, se acaso tenha sido ( e esforço - me por acreditar... ) a racionalidade a promover a maioria de Direita contra o pântano que a dispersão aleatória dos votos provocaria.
Se foi esse o caso, isso diz - nos que quem foi votar fê -lo na consciência plena do que estava em jogo. Ao menos primou - se pela clareza e assumpção das responsabilidades futuras pelos actos da governação.

Por outro lado, se a razão profunda do voto esteve na " aversão " ao ex - P. Ministro a batota vai sair cara. É que, verdade seja dita, a Direita não escondeu o seu programa liberal e foi a esse programa que se deu a maioria de governação e a legitimidade para o promover democráticamente.

Nada obriga aos partidos anti - troika à aceitação do programa governamental da Direita e também eles foram claros em relação a isso.
Como a sua oposição na Assembleia será inconsequente, será na RUA e com a militância dos seus partidários e , como dizia Jerónimo de Sousa, com o cinismo dos " oportunistas " que sufragaram hoje a dupla troika, que se tentará travar as gravosas medidas que se preparam.

Em difícil posição se encontra o P.S. hoje. É o que dá proclamar - se de esquerda e governar com as receitas do outro lado. A sua também proclamada modernice, vulgo pragmatismo ideológico, uma contradição evidente, limita - lhe, hoje como ontem, inexorávelmente, o campo de actuação sobre a massa votante, também ela pragmática e, sem sentido ofensivo, oportunista.

Na escolha do novo líder se verá que caminhos irá seguir o P.Socialista pós - Sócrates. Ou perde de vez a sua identidade com Seguro ou recuperá - la- á com Costa ou Assis...

SÓCRATES sai de cena...


... E fá - lo com elegância...
" Ignoro, Atenienses, a impressão que vos causaram os meus acusadores. Por mim, de os ouvir, quase me esqueci de quem sou, tão persuasivos eram os discursos deles. E, no entanto, posso garantir que não disseram uma só palavra de verdade... " - Apologia de Sócrates - Platão

Ontem poderia ser este o estado de espírito do ex - Primeiro Ministro antes de ser confrontado com os seus juízes eleitores. Bebido o cálice até ao fim, retirou - se, de pé.
O balanço dos anos da sua governação far - se - á um dia,assente a poeira do ódio, do revanchismo que a sua indomável coragem criou, pela sua abrangência, num povo que não lhe perdoou traços de carácter que não vislumbra em si.
Muito longe de preencher a contento a defesa das minhas posições " utópicas " sobre a Democracia, apoiei - o, dentro de um quadro políticamente situado - a nação lusa e os seus resilentes atavismos - que ele tentou inglòriamente sacudir, exigindo dela o que ela NÃO QUER DAR ou NÃO POSSUI...
A consequência será a capitulação a uma Mediocridade geral que hoje a DIREITA, atingido o pleno, com uma legitimidade acrescida de mudança expressa e negligência assumida por metade dos votantes, está livre de promover, apoiada num programa miserável, pelo seu carácter regressivo e... naturalmente repressivo.

Para terminar, uma palavra aos MEDIA, principalmente a televisão pública...
Foi deprimente o espetáculo histérico dos meios, dos figurantes e dos protagonistas que acompanhou toda a transmissão dos resultados eleitorais. Um imenso e libertador orgasmo simbólico repetido até à NÁUSEA, no seguimento da degradação contínua da qualidade em prol do reboliço, da cacofonia e da sem - vergonha, cuja presença, também ela simbólica de José Eduardo Moniz, deu o toque exótico de vingança fria.
LAMENTÁVEL!