segunda-feira, maio 22, 2017

QUERIDO LÍDER


CARO PRESIDENTE

Surpreendeu - me o seu desabafo na Croácia sobre o quão fatigante é o exercício das suas funções.
Eu já o tinha avisado mas não pensei que já estivesse aí o cansaço. Eu acho que não é o cargo, pelo peso institucional, que é cansativo, para já são - nos todos, VEXA é que é extenuante. Eu, com um ano a mais, canso - me só de o ver e de o acompanhar no seu dia - a - dia, Na televisão e No sofá. Invejo - lhe a sua energia e o seu dispêndio, a sua generosidade e a sua disponibilidade.
A humildade com que interage com o seu povo, comendo, bebendo e selfiando é enternecedora e nós sabemos bem como os portugueses gostam de ser mimados pelo seu panteísmo democrático. E para mais, apagando da nossa memória o confrangedor deslumbramento do seu antecessor no cargo com o seu distanciamento monástico da arraia miúda. Uma lástima, que a sua auto - atribuída excepcionalidade inculta cristalizou em pesporrência de um político que nunca se enganava e raramente tinha dúvidas. Um tratado, que VEXA faz o favor de rasgar no seu consulado, melhor, na sua presidência populista ( sans blague... ).

Por outro lado, essa sua necessidade assumida de ser a cola unificadora da política portuguesa, embora muito louvável, não me parece compaginável com a diversidade das propostas democráticas, nomeadamente face à situação anómala, surpreendente e genuínamente democrática que originou a governança actual do país com os resultados que VEXA tem aplaudido, correcto?
Pela estima que me merece, não entre tão depressa nessa noite escura que por vezes a normalidade tranquila das coisas tende a ver sacudida por espíritos mais inquietos, como o seu, por exemplo, e não se esgote tão depressa que o país precisa de uma presidência como essa que inaugurou. Está a fazer - lhe bem e isso é o maior elogio que um político deve procurar.

Um cidadão agradecido

domingo, maio 21, 2017

segunda-feira, maio 15, 2017

SÁBADANDO...

FOI - SE O " PINGUIM "...


...E MACRON AFIVELA A POSE...
E O DISCURSO DE ESTADISTA


ALELUIA!, HOSSANÁVAMOS NÓS OU... TRAUTEARÍAMOS PAROLES, PAROLES, PAROLES...

O Ministro alemão Schauble fala da necessidade de " algum equilíbrio " económico/financeiro dentro da U.E. que transferências financeiras entre os países mais ricos e os mais debilitados poderiam proporcionar, na sequência do discurso de posse do Presidente francês.
Registe - se a, ainda, aparente sincronização no que toca ao rumo que, necessáriamente, perante a subida do radicalismo anti - U.E. que os ressentimentos dos cidadãos europeus têm exemplado, deverá retomar a política de convergência europeia.
Ainda faltam elementos nessa equação que só após as eleições alemães e as legislativas francesas serão acrescentados ao caderno de encargos das  novas, requentadas ou não, lideranças nacionais.
Esperaremos, sentados, o desenvolvimento das negociações.

PAPA FRANCISCO E...FÁTIMA


Cumprida uma " burocracia " necessária que um dos mais consagrados lugares de culto cristão e mariano obrigaria à liderança máxima da Igreja Católica, o papa Francisco foi recebido em Fátima  num  ambiente de grande entusiasmo.

Da " recompensa espiritual " que aos crentes estará reservada, sobra a análise crítica à manifestação colectiva da Fé, uma tarefa que, pela exclusão da Razão ( sim, conheço Pascal, Kieerkgaard e outros... ) abraça o campo das presunções à la carte.
Da eventual e concertada aldrabice e a negociata, para citar H. Monteiro no último Expresso, com que os não - crentes caracterizaram o santuário de Fátima e as aparições, sobrou ao cronista- crente o cepticismo sobre a virgindade da mãe de Jesus.
Convenhamos, e agora o meu estupor... Um crente que não credita ao senhor da Criação, da Vida e da Morte, do Céu e da Terra, a capacidade de gerar vida numa virgem sem recurso à cópula, tem, no mínimo, uma Fé muuuuito condicionada. Enfim...






sábado, maio 13, 2017

S.L.B.

TETRACAMPEÃO



Cessem do sábio tripeiro e do lagarto as proezas que fizeram
QUE OUTRO VALOR MAIS ALTO SE ALEVANTA
E eu hoje canto o peito ilustre do lampião...

VIVA O GLORIOSO!

segunda-feira, maio 08, 2017

MACRON


O BEM MENOR

A Esquerda francesa engoliu um sapo e votou com a Razão. O liberal Macron é o novo presidente da França.

P.S.
Hoje, 17 de Maio, não resisto, por um conjunto de circunstâncias das quais a leitura de Daniel Oliveira - Macron é trendy - no Expresso do sábado último de, face ao citado do actual ocupante do Eliseu - Eu reivindico a imaturidade e a inexperiência política - à caracterização que W. Pitt fez do seu sucessor Lord North junto de um dos governos de Jorge III - Uma posição que um vulgar insignificante não pode alcançar e à qual só uma genial incompetência ( e oportunismo, diz D. Oliveira... ) pode conduzir. Na mouche!

quinta-feira, maio 04, 2017

O DEBATE

ELEIÇÕES FRANCESAS

Pouco mais a acrescentar sobre os intérpretes do aceso debate de ontem entre Macron e Marine Le Pen que não seja já do conhecimento público.
Esperar - se - ia um golpe de asa contundente que permitisse a superação política de um programa sobre o outro, tendo em vista a exacerbação polarizada contida nas propostas redutoras dos candidatos trouxesse um élan motivacional aos indecisos; não aconteceu, e se o bem menor não suplantar o mal menor haverá outro reboliço na U.E.

Sinceramente, não acredito que o(a)s franceses acreditem no fascismo xenófobo de Marine, pelo menos com uma visão maléfica, já que a xenofobia, soft ou mesmo hard, faz parte da História não só da França como de toda a Europa. Em Le Pen temer - se - á mais a ameaça da saída da U.E que o fecho das fronteiras, pelo que... está tudo em aberto.

domingo, abril 30, 2017

MAL MENOR?

ELEIÇÕES FRANCESAS


MACRON?


                                                                   
                                                                          MARINE?

Perspectivando o mundo como uma ameaça permanente, em que o instinto de sobrevivência sobreleva a racionalidade das e nas decisões, torna - se claro que as escolhas, sejam elas quais forem, serão sempre decisões sobre o mal menor.
Por outro lado, quando o Bem e o Mal são perspectivados como projectos e coabitam, em conflito ou em equilíbrio na alma das gentes, as escolhas podem ser racionalizadas e serão tácticas ou, a longo prazo, estratégicas perante os cenários com que se apresentam e aì o exercício do Bom Senso parece aconselhável, não como uma cedência ao intolerável mas como preservação do bem menor.

Eleições francesas, é disso que se trata, suscitado pelo comentário contrabandeado e extrapolado de H. Monteiro a abusar na mistura de alhos e bugalhos, no Expresso último.
O apelo ao voto em Macron como arma de arremesso e bloqueamento à ameaça que constitui a Frente Nacional, exigido, em nome do mal menor, a J.L.Mélanchon não seria nunca um exercício de bom senso político por parte deste mas sim de capitulação errática a poucos dias de eleições legislativas.
" Dar a liberdade " de voto em Macron que não a abstenção repugnada, alertando pedagógicamente para os riscos da vitória da madame Le Pen, isso sim seria políticamente sensato.

Diferente coisa seria, não necessàriamente na política, caminhar de braço dado com o que nos suscita aversão. É que, também na política, o asqueroso ético tem tido um manto relativizado de proteccionismo, que aos não - avisados, aos indiferentes e aos conformistas se retrata, com aleivosia ou ingenuidade, como tolerância.

CASO SÓCRATES

E é dessa malévola tolerância que eu chamaria de conformismo ou cobardia cívica que se vai alimentando esse folhetim dantesco que abala a vida de um cidadão sob suspeita activa a partir do momento em que subiu à chefia do governo do país.
Uma obscenidade jurídica que se vai desenrolando impunemente sem que o Estado, com meios de controlo sobre o poder presidencial e legislativo consiga ter mão na independência da magistratura, um contra - senso antidemocrático. Quem é que protegerá os cidadãos dos eventuais desmandos da Justiça? 
Temos direito à verdade e obrigação de a exigir à Justiça mas não a qualquer preço. A tortura psicológica é tão condenável como a física e partilham do mesmo desrespeito pelos direitos humanos, ou seja, são intoleráveis.

ALELUIA!

Cristalina prosa e assertivas considerações, requentadas, é certo, sobre o " ajustamento financeiro " português, que assino por baixo, li na coluna de Ricardo Costa esta semana.
O que é que aconteceu?

terça-feira, abril 25, 2017

25 de ABRIL


                       DESCOLONIZAÇÃO - DEMOCRACIA - DESENVOLVIMENTO 

Todo um programa político do Movimento das Forças Armadas posto a um país vítima do obscurantismo que uma provinciana e mesquinha visão do mundo imposta por um medíocre visionário, durante mais de quarenta anos, e que foi abraçado com generosidade por um povo sedento de liberdade, conhecimento e cultura.

Passaram - se já quarenta e três anos e o balanço a fazer sobre os D's é francamente extraordinário, sob qualquer perspectiva.

VIVA O 25 DE ABRIL!

sexta-feira, abril 21, 2017

LA FRANCE


ET MAINTENANT...

Avizinham - se tempos conturbados e decisivos no panorama político europeu em consequência dos resultados das próximas eleições presidenciais, numa altura em que a popularidade do projectado pela U.E. se encontra nos seus níveis mais baixos de aceitação.
As posições anti - U.E., nomeadamente do líder da F.N., Marine le Pen, com propostas radicais e do líder da França Insubmissa, J.L. Mélenchon, coligação eleitoral que junta o P.C.F. e o Partido de Esquerda, também elas francamente anti - Bruxelas, têm conseguido uma notável aderência que os coloca na primeira linha da vitória eleitoral.

Ora, isso, a acontecer, será um pesadelo político para a U.E., a braços com o BREXIT e com  o consequencial abandono da cartilha do Pensamento Único, estruturante do contínuo descrédito que abala a relação entre a sua Burocracia política e a população dos estados membros.

Sem a Grã - Bretanha e a França, no pior cenário, a U.E. seria, a continuar, um feudo alemão e Europa regressaria, fatalmente, à balcanização política. Seguir - se - ia uma redefinição de alianças, a princípio comerciais e necessáriamente militares no futuro. O resto será uma história já vivida.

A RAZÃO E A EMOÇÃO

Hollande teme que a Emoção se sobreponha à Razão na definição do voto dos franceses perante a incredulidade deles no exercício desta durante as duas últimas décadas.
Faces opostas da mesma moeda, para um observador, elas nunca se apresentam simultâneamente mesmo que sob um olhar oblíquo. Rodadas, caotizadas,  coincidem na unidimensionalidade do mesmo espaço em alternância imperceptível até à queda. Aí, a interpretação faceada é instantânea. Prevalecerá a Razão na ausência da Emoção escondida ou a Emoção na ausência da Razão escondida. Uma abafará a outra, inapelávelmente.
Do erro de Descartes denunciado por Damásio à sobrelevação da Emoção numa paridade coloquial, veremos, na racionalista França, o que fará a Emoção...

segunda-feira, abril 17, 2017

BOCAS bocejantes...

DA POLÍTICA ELEMENTAR...

... FEITA DECIFRAÇÃO AUGURISTA

" O que o Governo se propõe fazer ao longo deste ano é rever em alta o crescimento, esperar que o desemprego desça já dos 10% e apresentar um défice abaixo do esperado. E vai divulgar os números várias vezes e a conta - gotas, quando lhe der jeito, por forma a que as notícias se estendam ao longo do tempo... " Tudo isto decifrou, fulgurante, R.Costa colunista do Expresso, e... continua... " Não percebo porque é que a oposição ainda não entendeu isto ... " E amofina " Só cai neste jogo pela segunda vez quem quer. Ou quem não quer ver "
Que desígneos escabrosos estarão por detrás desta evidente ignorância ou falsa percepção denunciados pelo maninho do P. Ministro?

E então, qual é, de facto o problema ingente da gestão dos números na Política que não seja já uma banalidade ululante, para TODA a gente?
Confesso e já não é a primeira vez, que os comentários de Ricardo Costa me deixam assim de cara à banda. Costuma descobrir o ovo de Colombo já depois de chocado e criado. Uma proeza comovente, com que arrasa a oposição ou... esoterismo narcísico?


AINDA COM O CALVINISTA

" Todos estamos recordados de quando os representantes do Governo se ajoelhavam para falar com os colegas " - António Costa, ainda do Expresso

É evidente que o alcance florentino das declarações do primeiro - ministro só teria uma interpretação linear para os simples; para outros, transfigura uma posição não tão subserviente, como as genuflexões a Schauble prefiguravam para quem via para além da cortesia amigável a um deficiente motor, uma atitude servil e pouco consentânea numa Europa de iguais.

ALBERTO JOÃO JARDIM

EU, se fosse madeirense, melhor, como cidadão português e se tivesse voz na matéria, o Aeroporto de Funchal, a mudar de nome, só poderia ter o nome do seu melhor obreiro da sua modernização e evolução económica e social.
Só o  vírus da memória curta, infantilismos deslumbrados ou oportunismos politiqueiros conseguiriam essa desfaçatez retumbante sobre os ombros de um " puto " que joga futebol como ninguém e, atenção... com toda a vida pela frente. Não é, definitivamente, ainda, o tempo de balanço sobre os seus méritos de cidadania.
CR7 é ainda doutro campeonato que não este, aonde nunca se imiscuíu...

AS BOMBAS SUJAS E... AS NOSSAS

ESSA FICA PARA DEPOIS...


quarta-feira, abril 12, 2017

A FALTA DE MEMÓRIA DAS MASSAS...

... E A SEM - VERGONHA DOS INTÉRPRETES E INTERPRETADORES DOS FACTOS

O  reavivamento da História e das histórias, sempre que a Verdade factual e consequencial da realidade passada é torpedeada pela má - fé interpretativa, ignorância ou despudorada manipulação, no pressuposto da mitológica " memória curta " das massas, é, na minha opinião o trabalho mais nobre da Imprensa e da Televisão.
Ora, o " esquecimento ", voluntário ou não, não é, infelizmente para todos. Há quem retenha dos factos e das narrativas históricas o essencial da importância que eles, objectivamente, têm ou tiveram em determinado período e as consequências que daí derivaram.

Um exemplo - A dança macabra que se vai desenvolvendo no Oriente - Médio, teve um gatilho percursor - a invasão, pelo Bush jr., do Iraque e o homicídio do seu presidente Sadam.
Não é borboleteando sobre a teoria do Caos mas sobre a lógica consequencial dos acontecimentos, à luz das experiências históricas que se encontra o lastro e o fundamento atribuíveis à negligência, má - fé ou, simplesmente ignorância ou desprezo pelo seu encadeamento quase necessário.

FACTOS - O bombardeamento intermitente dos B52 americanos fizeram, com bombas incendiárias, mais de 100.000 vítimas INOCENTES em Tóquio. As duas bombas atómicas lançadas sobre INOCENTES de Hiroshima e de Nagasaki, fizeram, por sua vez, 80.000 vítimas na primeira cidade e 74.000 na segunda.
Sadam ou, no caso mais recente e até ver, Assad, gasearam duas cidades ocupadas pelos inimigos e mataram milhares de INOCENTES.

QUE INTERPRETAÇÃO POSSÍVEL se poderá fazer sobre esses e outros factos históricos similares sem se chegar a uma ÚNICA conclusão - BARBARISMO HOMICIDA.

... num ataque de 3 dias que permanecerá até hoje como o maior alguma vez perpetrado contra uma população civil. - Luís M. Faria in Fisga, Expresso. recordando Sadam e Halabja, a cidade mártir.
Um inverdade grosseira, pois claro!

segunda-feira, abril 10, 2017

GOG & MAGOG

DANCING WITH THE DEVIL (n)

Trump, resolveu punir a Síria, ( a pretexto de um ataque, ainda não inteiramente caucionado, do regime sírio, fazendo uso de armas químicas, sobre os seus inimigos ), bombardeando suas bases militares.

Esclareçamos...

1) A Síria, um estado soberano estabilizado no Médio - Oriente, viu - se, no rescaldo das primaveras árabes dos regimes não alinhados com os interesses ocidentais, vulgo, dos USA, perante uma guerra civil caucionada pelos ocidentais, que armaram e equiparam os chamados rebeldes e está a defender - se como qualquer estado estabelecido, ocidental ou desocidentalizado o faria.
Esse modus operandi tem sido, desde os anos 70, reeditado em todas as paragens do planeta, quando o superior interesse do Império encontra líderes regionais ciosos da sua independência e identidade, sem que a nossa indignação tenha sofrido o mínimo estremecimento pelas misérias consequentes que daí advieram para os povos vítimas dessas ajudas humanitárias, sempre em nome de uma democracia a exportar aos bárbaros.

2) Assad, como todos os líderes do Oriente - Médio assimila uma visão do Poder autoritária e brutal na repressão dos dissidentes. Os seus regimes NADA têm a ver com o regime ocidental, mau grado as incursões humanitárias do Ocidente desde a II G.G.
Assad tem um tratado  militar com a Rússia e com a Coreia do Norte, países nucleares e mais recente uma colaboração estreita com o Irão no esmagamento do DAESH, portanto, aliado desses países e na terminologia militar, um ataque a um será, eventualmente, uma agressão aos interesses do outro.

Trump, como quem caga mais um tweet, passou da retórica indigente ao uso de tomahwaks e se os pressupostos forem os mesmos, a coisa é muito séria, um exercício insano.
Espanta - me, entretanto,  a insídia moralista com que os Media e os Merdia empunharam a tocha justiceira do mentecapto de ontem emporcalhando o bom - senso de Obama na leitura a mais esclarecida possível do caos INGOVERNÁVEL do Médio - Oriente, assumido, eventualmente, o seu estupor e ignorância histórica das idiossincracias das tribos do deserto e da sua visão do PODER, autóctone ou alienígena.

Por Deus, haverá formas civilizadas de homicídio em massa, métodos racional e emocionalmente neutros de matar outros seres humanos? Parece que a indignação cínica e despudorada os descobriu, - O uso dos drones -, dos cruzeiros, dos tomawoks, nada de cimitarras, de gases, de camiões armadilhados e, PRINCIPALMENTE, nada de ver as consequências espelhadas em corpos de crianças, mulheres e velhos, exibidos nas televisões aquando das humaníssimas intervenções.

Deixando de lado a hipocrisia e o cinismo narrativos da história contemporânea na sua projecção global e particular, tornadas que foram uma segunda natureza da interpretação mediática e não só, da política internacional, e depois de ouvir estados europeus, em nome de uma sacrossanta aliança a apoiar mais uma escalada conflitual, só posso concluir que o diabo continua à solta.

Putin, ao afirmar o seu apoio às infraestruturas do estado sírio ( leia -se bases militares e edifícios públicos... ) lança um sério aviso à provocação americana e a dos seus aliados militantes.
Faz sentido dada a hipótese de uma escalada que " acidentes e incidentes " directos ou indirectos possam provocar no meio de eventuais erráticas decisões na área do conflito? Política e militarmente, é impossível abordar essa nova atitude, esse dado novo que, a par da pressão sobre outro estado nuclear, a poderosíssima China, com loas ao trumpismo. 
É simplesmente ESTÚPIDO e a responsabilidade dos MEDIA neste inteirim é avassaladora. Não será únicamente a mediocridade projectada dos líderes actuais que estará sobre escrutínio.
Nós, a população europeia, americana, russa ou chinesa nunca será chamada a decidir no medonho destino que a irracionalidade política ameaça despoletar.

A agir, será AGORA! Antes que façamos parte da ESTUPIDEZ GLOBAL.

quinta-feira, março 30, 2017

I'M BACK! WHAT'S UP?

COM O CAOS DAS MUDANÇAS CONTROLADO...

...E uma vista de olhos pela actualidade, nada de relevante se me deparou, tendo os últimos posts como referência.
Sobraram declarações de boa - vontade labiríntica na U.E. na comemoração dos sessenta anos de existência, à mistura com uma boutade servil do sr.Dijsselbloem, presidente do Eurogrupo, master's voice de Schauble na redefinição de uma U.E a duas velocidades ( uma estupidez política sobreavaliada pelos países mais desafogadas financeiramente... ) com o abandono à sua sorte dos países do Sul.

UM ARROTO CALVINISTA
 e 
Eu posso, tu podes, eles podem tecer considerações axiomáticas e caracteriológicas sobre os povos, da Europa e do mundo. O presidente do Eurogrupo ou de qualquer outra instância política não DEVE, sob a acusação de hostilidade preconceituosa, dirigida e intencionada, fazê- lo, sob o risco de resignação ao cargo, pelo que o pedido da sua demissão encabeçado pelo primeiro - ministro português teria de ser o passo a dar pelos países do sul.
Esta posição conjunta e concertada, despoletada pela leveza desbocada do sr. D. já vem tarde. Muitos outros assuntos de maior relevo justificariam já esta concertação.

OS NOSSOS MORTOS E OS DELES...

A coligação liderada pelos U.S.A. no combate ao DAESH  no Iraque fez 137 vítimas, na maioria civis durante o bombardeamento de posições tidas por inimigas, nota em " BREVES " do seu 1º caderno o semanário Expresso.
Fossem Bashar e os russos associados a esta mortandade... Adiante...

LONDRES

O terror alucinado, emocionalmente errático, racionalmente indigente, perpetrado por lobos solitários em crises neuróticas tem, terá o mesmo efeito combinado de desestabilização e medo, que a então organizada Al - Qaeda e o DAESH? Se ideológico, talvez...; se produto de ressentimento paranóico, a impotência assassina vai declarando a derrota.


domingo, março 26, 2017

RUSSIANS AWAKENINGS?


Sempre me perguntei sobre a capacidade do líder russo, Putin, em manter no estado catatónico o orgulhoso povo eslavo, enquanto à volta tudo mexe na confrontação inquiridora dos sistemas e regimes que governam os povos, ocidentais e não só. 

O estado imperial do status em vigor, no balanço entre as mordomias obscenas dos supporters de Putin e o despojamento da população em geral, acabaria sempre por ser adversariado. Era já tempo de ver e sentir essa constatação em contestação. 

quarta-feira, março 22, 2017

UMA BAGUNÇA...

... A MUDANÇA DE HABITAÇÃO

Quem por isso já passou, após mais de vinte anos a acumular memórias e lixo material num espaço que se pretenderia inamovível, sabe decerto do que estou a falar.
Stress, lamúrias, frustrações, burocracia, intermediações alvares, eu sei lá..., pelo que tempo  e atenção reflexiva sobre o exterior é coisa que não tenho; daí a breve ausência deste espaço.

Até já!

quarta-feira, março 15, 2017

CR 7...

... E BARRIGAS DE ALUGUER


- SOU RICO, BONITO... e as pessoas invejam - me... -

Mais coisa menos coisa, CR 7 retaliava juízos menos abonatórios sobre a sua figura comportamental.

Vejamos... 
Eu sou " anormal ", já que não consigo sentir o que se convencionou tutelar de INVEJA  e que, pelos vistos ele conhece bem, pelo que, estribado neste dado inamovível da minha personalidade alienígena, permito - me tecer umas considerações amigas sobre um atleta que, incondicionávelmente aprendi a admirar. Quanto ao juízo dos outros...

Barrigas de aluguer? Porquê?
Como figura pública, CR 7 está, quer queira ou não, sob o escrutínio público. Esse é o preço da sua notoriedade, à qual crê que a sua vida pessoal e idiossincrático não deve népias.

À, eventualmente, bizarria do craque sobram interpretações de foro vário de que só um isolamento de clã, nada saudável, poderá proteger, por enquanto, por mais protecção e amor com que o rodeiam.
O exterior, pouco ou nada invejoso dos seus milhões, dir - lhe - á que os filhos PRECISAM de uma mãe e não de uma imagem maternal que NUNCA a irá substituir, como o tempo o irá demonstrar. Não será saudável.

DA SUPERFICIALIDADE DO HUMANO...

... PREFACIADA...

 pelo sr.Dr. António Moniz na entrevista ao Expresso  - Os humanos estão a tornar - se supérfluos - , ressalva - se a inflação celebrada e extraída do contexto da entrevista do prof. de Sociologia Industrial.

Falou - se, a abrir a entrevista e que lhe serviu de mote, do despedimento na Foxconn, de 10.000 (!!!!???) funcionários e a substituição do seu trabalho pela robotização. E falou - se na Quarta Revolução Industrial.
A previsão de tensões sociais que a substituição do trabalho humano pelos robôs, fatalmente, irá provocar, insere - se na lógica da batata e do óbvio ululante. Da resposta DO humano, antecipada, a essa previsão fulgurante que mudará a vida de milhões, o prof. não disse nada, assim como, previsívelmente, o sistema, que se está borrifando para o que vier, desde que dê lucro.

Ao " supérfluo ", que com ligeireza, no mínimo, a Sociologia atira para o armazém da reciclagem, inscreve - se, paradoxalmente, o ADN criador das máquinas, inscrito na inércia criminosa do Pensamento actual.
É que a produção « virtuosa » dos robôs só poderá, convenhamos, servir ao humano; e, se de uma lógica comercial estaríamos a definir, para quem irá servir o produto do seu labor? Não a outros robôs, suponho, já que a multidão de eventuais consumidores dos seus produtos, em modo sobrevivência, não terá posses para os ter.

Parece idiota, não?

quarta-feira, março 08, 2017

segunda-feira, março 06, 2017

D`os MEDIA

QUEM CHAFURDA NO LIXO...

... não terá a mais remota possibilidade, se não morrer de exaustão, entretanto, de aì encontrar uma " pérola ".
Há títulos em Portugal que só conheço pelo nome, pela carcassa do exterior, que inevitávelmente prefaciam o conteúdo para lá da capa. Declino, pois, a aventura de os explorar e a resistência é tão forte que acaba sempre por vencer a minha doentia curiosidade intelectual por outras maneiras de ver.
Preconceito, dirão alguns; uma visão parcelar do mundo, dirão outros... enfim, uma insubmissão ao que não respeito, já sem tolerância nem paciência para simplesmente ler ou ouvir.

A conclusão desse posicionamento aproveita a crítica ao sectarismo que uma aparente fixação interpretativa na forma de ler o mundo parece contemplar. Falso! Nem toda a realidade precisa de ser experienciada para se ter opiniões fortes e inabaláveis sobre a natureza malsã do seu conteúdo. Até porque essa posição deriva do conhecimento da outra face da moeda. Nem é preciso poli - la, nas suas infindáveis cunhagens, para saber o que está por baixo. Uma questão de higiene mental, tão sómente...

Os « MERDIA », esse magnífico neologismo, creio tê - lo ouvido pela primeira vez referido pela Clara Ferreira Alves, resume a distância crítica a manter com TUDO o que se lê ou se vê, aqui e... lá fora. A sua credibilidade terá de estar em permanente escrutínio; cansativo, mas necessário. Caso contrário, a tendência será aceitarmos passivamente (n)o que o mundo se está a transformar.

terça-feira, fevereiro 28, 2017

D´ a ELITE DO REGIME.

QUAL ELITE?

Normalmente, quando me refiro genéricamente por aqui, ao que se estipulou chamar de Elite na estrutura social de uma comunidade, nação, estado, faço uma diferenciação entre " elite " e elite, pela singela razão de as distinguir, de todo.

Em Portugal e afasto desde já qualquer singularidade que eventualmente o distinga, no meu conhecimento sobre a realidade nos mais importantes países do planeta, essa distinção é violenta, pelo conhecimento vivido que tenho da realidade nacional.
A distinção aferidora está, aqui como em qualquer outro país, no reconhecimento da capacidade que as " elites " têm na relativização do que se convencionou ( a sociedade humana é uma convenção aceite nos comportamentos éticos que regulam, à luz do que se tem por racional e socialmente justo, as comunidades do humano )  ter por valores normativos universalizáveis, pela abrangência que permite na harmonização das relações humanas.

A piramidal hipocrisia que sobreleva desse posicionamento, pela falsidade e batota que introduz em contrabando no relacionamento genérico, social, económico, laboral, entre os elementos do agregamento voluntário ao contrato social veiculado pela Democracia, disfarçada no monstruoso tecido jurídico que nos é diáriamente imposto a cada soluço de revolta, tem sido a marca de água identificadora das " elites " veiculantes do Poder. Um mal social à boleia do Individualismo, dito pragmático.
Os portugueses, como os americanos ou qualquer outro povo no mundo civilizado conhecem a sua elite e as suas " elites " e no seu desprezo impotente quase se diria que aprenderam a viver com elas, limpando de quando em vez o escarro com que elas emporcalham as suas esperanças.

A elite lusa sempre as desmascarou, debalde. Acontece, como dizia Gasset que à inexistência de um pathos moral zurzida pela crítica humanista a resposta tem sido o escárnio, por toda a parte.

Numa Democracia, tão árduamente construída e defendida, hoje desminada dos valores que lhe deram credibilidade e militância referencia - se, a montante, o desmiolamento educativo e instrutivo das novas gerações às quais só soubemos transmitir o valor do conceito Liberdade que não a sua essência concreta nas relações humanas, nacionais e internacionais. A libertinagem intelectual pôs - se no lugar da Cultura, a informação desnudada substitui o conhecimento, a presunção a reflexão, a crendice a análise critica - UM SUCESSO -