segunda-feira, abril 23, 2012

ERRO GRAVE

Alguém terá aconselhado ao P. Ministro uma estratégia de contenção na sua exposição pública ( por desgaste da imagem de mensageiro de más notícias, principalmente... ) e vai daí delega nos apóstolos a competência de disseminar a mensagem do pobrezinho mas honesto.


As primeiras bocas, nomeadamente do ministro da Solidariedade e do ministro da Justiça já nos  iluminaram sobre o que aí vem.
É o que dá pôr os burocratas a falar e agir políticamente... Um erro ingénuo que irá ser bem aproveitado pelos media e pela Oposição.

terça-feira, abril 17, 2012

D'os CULAMBISTAS... ( PARTE V )

Deambulando sobre a praxis política do Estado actual e do atrelamento anexante que ainda vai obtendo junto de uma população céptica e demissionária das virtudes políticas e de uma cumplicidade expectante e oportunista que  a sua comunicação discursiva tem vindo a alimentar, não me atenho a particularizar, por hoje, o desmascaramento casuístico de cada acção ou demissão de alguns apaniguados dessa ladaínha conformista, paralizante, que tem a FÉ como o único leitmotiv mobilizador (!!!??? ) dos cidadãos, em estado pré - comatoso.


Generalizo, continuando na caracterização do M.E.C., feito na década de 80/90, de uma postura comportamental que não cessa de nos surpreender.


                                                      OS CARAS DE CUS
                                                  ( Miguel Esteves Cardoso )


... Repare -se que, quando há eleições, todos os candidatos com uma hipótese remota de vencerem são agraciados pelos entrevistadores com longos lambe-cus aos quais normalmente não teriam direito. Esta é a forma do culambista profissional assegurar -se que nenhum cu tomará assento em Belém ou em S. Bento sem ter sido préviamente carimbado.
Como funciona o Culambismo? A essência está na relação entre o culambista e o cu lambido. Se a coisa é bem feita, cria -  se uma relação de intimidade entre os dois. O segredo é adivinhar a forma de aproximação identificando os gostos e manias de cada cu.
Não é fácil porque todos os cus são diferentes. Há cus que gostam de ser lambidos abertamente - mas são raros ( embora actualmente proeminentes ). São os cus de quem aprecia que se lhe diga, em plena praça pública: " Senhor ministro, desculpe - me o desabafo, mas não há dúvida que o senhor é um grande estadista! "
Os cus, o mais das vezes, apreciam que as coisas sejam feitas com mais rodeios. Há cus que gostam de ser lambidos na diagonal. Outros preferem o face-a-face. Uns gostam de só uma longa lambidela. Uns gostam de várias lambidinhas imperceptíveis, dadas intervaladamente ao longo da sessão. Há cus que gostam de levar uns " taus-taus " carinhosos antes de serem lambidos. Em casos desses, o culambista experiente faz duas ou três críticas suaves ou perguntas levemente polémicas antes de avançar com as beiças...


( actualizaremos... )

sábado, abril 14, 2012

HIGIENE MENTAL, precisa - se...

Contra as sucessivas medidas burrofascizantes ,que aos poucos vão saindo dos enfados ministeriais, contra a felicidade alheia, aconselho uma lavagem cerebral a alguns envelhecidos neurónios, que à sua velhice existencial acrescem senilidades políticas, como as atitudes fundamentalistas anti- tabaco, anti-sexo, anti-álcool, anti-droga, anti-ética, anti-Vida, que vão subtilmente e em crescendo, cerceando a Liberdade e a Responsabilidade individual do cidadão.


É claro que só uma visão classista e pretensiosa explica o despudor dessa intromissão do Estado em áreas de julgamento pessoal com criminalizações abusivas e impertinentes.
Se este Estado quiser proteger as nossas crianças, tenho uma mão cheia de sugestões a apresentar e duas mãos de reparos à sua hipocrisia no que respeita ao tema, fundamentado nas consequências previsíveis de algumas acções que teve nessa área.


Essa atitude de emboscada que parece estar estratégicamente colada ao Estado actual, pertence a um campo bem definido - a dos salteadores, dos carteiristas e, no limite, dos evangelizadores. Não é definitivamente a área da Política e como tal deveria ser tratada pelos cidadãos.
Virá tempo...

sexta-feira, abril 13, 2012

AI GUINÉ!!!

Só posso fazer uma caracterização da Guiné à luz da sua história recente - regressou ao tribalismo pré - colonial, que lhe marcava o espaço que Portugal encerrou numa fronteira administrativa.


Se de alguma coisa serviu a luta pela educação, pela criação de um sentimento nacional, contra o tribalismo, encetada por Amílcar Cabral - a sua independência - ela começou a desvanecer - se com o 1º golpe de estado protagonizado por Nino Vieira ( que NADA aprendeu com o seu líder ) e  pela mais estúpida justificação política jamais brandida por um líder rebelde -  o Cabral que chefiava o estado era "estrangeiro " porque tinha  sangue caboverdiano, assim como os seus mais capazes dirigentes que lideraram a guerrilha victoriosa.


E foi o fim do Estado como entidade globalizadora. O exemplo da traição, da leviandade e leveza com que ela podia ser exercitada, está a dar frutos, até hoje.


Diz - se que Portugal está a preparar uma intervenção armada no território. A notícia não esclarece em que moldes isso se irá passar. Não acredito que a estupidez de avançar sózinho tenha passado pela cabeça de alguém.
A intervenção, a acontecer, terá de ser equacionada num âmbito mais alargado, com mandato mais alargado envolvendo forças da OUA ou da ONU, ou teremos sarilhos sérios.

quinta-feira, abril 12, 2012

ANEDOTA DO DIA

Um árabe cheio de sede atravessa o deserto há várias horas quando ao longe vislumbra uma tenda de vendas. Na esperança de lá encontrar água estuga o passo. Uma hora depois chega finalmente à banca e dirige - se ao vendedor:
- Boa tarde, tem água?
- Não, a única coisa que vendo são gravatas.
- Gravatas? Quem é que usa isso no deserto ???
- Olhe que estão em promoção, cinco euros cada uma. Quer?
- Claro que não! Estou a morrer de sede e a única coisa que eu queria era água.
- Tenho aqui umas gravatas que combinam bem com a sua túnica... insiste o vendedor.
- Não quero nada disso, já disse. Quero é matar a sede, homem.
- OK! Mas olhe, depois daquela duna aí, se virar para Oeste encontra um oásis a cerca de 4 km.
- A sério?
-Garantido!
- Então vou pôr - me a caminho.
Passadas umas horas e já noite, o árabe volta ao local da tendinha de gravatas.
- Então, encontrou o oásis? pergunta o vendedor.
- Encontrei.
- E...?
- O cabr** do porteiro não me deixou entrar sem gravata...




Moral da história?
O conhecimento do Mercado permite bons negócios?
Nem sempre no poupar está o ganho?
A burocracia é mesmo uma Merda?

quarta-feira, abril 11, 2012

SPORTING - BENFICA

Nós sabemos que as épocas do Sporting se resumem a guardar todas as suas forças e capacidades para ganhar um joguinho ao Glorioso. Bem, cada um sabe de si e das suas finanças...


Voltando ao jogo jogado nas quatro linhas e para além das tretas do costume ( aí o Sporting e o Benfica são de uma ingenuidade fantástica... ) relativas às arbitragens, o Sporting correu mais em busca da sua satisfação anual.
Quanto ao Benfica, o seu treinador errou, errou e errou, a começar pela titularidade da dupla de centrais Garay e Luisão, vinda de lesões e sem ritmo e sem pernas. Lamentável e desastroso jogo fizeram.
Ao resto da equipa faltou a inteligência de Aimar para normalizar a superioridade do jogo do Benfica perante a camionete lagarta.


Quanto aos meus eufóricos amigos lagartos, prestem atenção ao árbitro que vos vai sair no jogo com o já escolhido campeão deste ano. E nós é que estávamos a ser levados ao colo... As coisas não mudaram de um ano para outro. Ficou só um bocadinho mais difícil afastar o Benfica. Vocês afastaram - se por incompetência. Ao Benfica só com aldrabices apesar de todas as escorregadelas do seu treinador.

segunda-feira, abril 09, 2012

D' os CULAMBISTAS... ( PARTE IV )

" Enquanto estendemos a passadeira à OPA da Intercement, a Presidente Dilma propõe o aumento brutal de taxas sobre o nosso vinho e azeite. Por onde anda Portas? " Nicolau Santos, caderno de Economia do Expresso.
"... Cimpor não é uma empresa qualquer: é a maior empresa industrial portuguesa, a mais internacionalizada e um centro de tecnologia e de engenharia nacionais. Víctor Gaspar e António Borges passaram a ferro tudo isto ( estamos a falar da privatização da Cimpor..., esclareço eu... ), sem nenhuma oposição da CGD" . -  Nicolau Santos.


A oposição esperada pelo colunista seria a dos seus administradores Fernando Faria de Oliveira, José de Matos e Nogueira Leite. Pois...


Continuemos a saga dos Culambistas do aqui apresentado texto de Miguel Esteves Cardoso, intitulado




                                                             OS CARAS DE CU
                                                        ( Miguel Esteves Cardoso )
(... em continuação...)

"... O Nãofaçondista prefere curvar ligeiramente a cabeça, em sinal de deferência, e não fazer ondas. Não se julgue que é fácil. Se, porventura a entrevista sai fora dos limites, ameaçando tornar - se incómoda ou interessante, O Nãofaçondista tem de enfiar a sua bóia « Pussy Cat » e ir socorrer o entrevistado, puxando - o de novo para as águas mornas do costume.
Os prémios do Culambismo são muito mais elevados que os do Nãofaçondismo. Um Nãofaçondista é um ginasta de manutenção, que se contenta em manter a posição que conquistou. ( Muitos Nãofaçondistas são ex - Culambistas ).
Um Culambista é um ginasta evolutivo, que quer subir a pulso pelo espaldar da vida, sempre com a língua de fora, melhorando a situação profissional e política ao longo dos ânus.
Um Culambista arrisca - se mais.É uma modalidade perigosa. Se se lamberem os cus errados pode - se ir parar à prateleira- Há cus que enganam muito. É preciso conhecê- los como a palma das mãos.Para o Culambista não importa onde um cu já esteve - importa sobretudo onde está o cu no momento do contacto. O lugar que um cu ocupa vale 50% da jogada. De resto, interessa onde o dito cu vai acabar. "


actualizaremos...

sábado, abril 07, 2012

D'os CULAMBISTAS... ( PARTE III )

Pois é... o refinamento dessa espécie vai de velas desfraldads. O Zé - Mundial ladra ( os lobos estão definitivamente em extinção... ) e a caravana fedorenta espalha o seu perfume pelo planeta.
A Pátria é hoje pertença dos Vasconcellos e de aspirantes a sê - lo.
Entre Cristo e Barrabás o Zé prefere a cruxificação e assusta - se com bispos negros a governar a Igreja anglicana e pastores brasileiros a contaminar a Páscoa católica. De raspão, a época pascal é propícia, tem uma epifania desmascarante da promiscuidade envolvendo a CGD e a BRISA e notáveis da nossa praça, enquanto o Burocrata - Mor e a Repartição do Reino se ensalivam em pletórica, provinciana demissão identitária ao ser levado ao Olimpo da Super-Raça..., enquanto noutra freguesia se podam os ramos da oliveira antes de, tão certo como Portugal é Portugal ( a coisa hoje está tremida...) se ascender ao púlpito.

voltemos ao passado (!!!?), Miguel...

                                                        OS CARAS DE CU
                                                     ( Miguel Esteves Cardoso )

O Culambista também sabe " ler " as ondas. É identificando as ondas que " estão a dar " que pode fazer a selecção dos cus que pretende lamber. O verdadeiro Culambista estuda as marés mas nunca perde de vista o objectivo: lamber cus importantes, CUSTE O QUE CUSTAR.
Há também praticantes menores, que também querem subir na vida e que erradamente se denominam culambistas. Assim como há o Surf, que é sério, e modalidades mais ligeiras como o  « Skimming », há o Culambismo e o Nãofaçondismo, que consiste em não fazer ondas de modo a não incomodar os veraneantes do poder estabelecido. Basta olhar para a RTP ( há novos e actuantes protagonistas, sublinhado meu...) para ver a diferença. Enquanto o Culambista bajula o político que está a entrevistar, babando - se de gozo cada vez que diz « senhor ministro », o Nãofaçondista limita - se a dizer que sim com a cabeça, a fazer perguntas fáceis e a não interromper.
O Culambista é um activista. O Nãofaçondismo é passivo. O culambista não descansa enquanto não dobra o pescoço e aplica a língua ao orifício anal do entrevistado, cobrindo - o de beijinhos. O facto de estar a ser observado por cinco milhões de espectadores é - lhe indiferente. Já o Nãofaçondista inibe - se à frente de tanta gente. Fossem 4 ou 5 e ele ainda se prestaria a fazer uma tentativa de culambismo periférico, ensaiando, por exemplo, uma rápida lambidela do rego ou um " raid " de beijocas nas covinhas das nádegas.


Estou nauseado, por ora, pá. Continuarei com mais actualizações...



                                     

quinta-feira, abril 05, 2012

D'os CULAMBISTAS... ( PARTE II )

                                                      OS CARAS DE CU


                                                    Miguel Esteves Cardoso


continuemos...


O menino que engraxasse a professora tinha de enfrentar depois o escárnio da turma. O colunista que tecesse um grande elogio ao Presidente do Conselho era ostracizado pelos colegas. Ninguém gostava de um engraxador.
Hoje tudo isso mudou. O engraxanço evoluiu ao ponto de tornar - se irreconhecível. Foi - se subindo na escala da subserviência, dos sapatos até ao cu. O engraxador foi promovido a lambe-botas e o lambe-botas a lambe-cu. Não é preciso realçar a diferença, em termos de subordinação hierárquica e flexibilidade de movimentos, entre engraxar uns sapatos e lamber um cu. Para fazer face à crescente popularidade do desporto importaram-se dos Estados Unidos, campeão do mundo na modalidade, as regras e os estatutos da American Federation of Ass-licking and Brown-nosing. Os praticantes porrtugueses puderam assim esquecer os tempos amadores do engraxanço e aperfeiçoaram-se no desenvolvimento profissional do Culambismo.
Os culambistas portugueses habituaram - se depressa à modalidade. Comparar o engraxador entusiasta dos anos 60 com o culambista profissional dos anos 90 ( e os de hoje, sublinhado meu...) é como comparar fazer carreiras num colchão na Praia de Paço de Arcos ao campeonato de « windsurf » na Praia do Guincho. Os culambistas são um pouco a versão terrestre e abjecta dos nossos windsurfistas.


continuaremos...

quarta-feira, abril 04, 2012

DOS CULAMBISTAS...





MIL PERDÕES, MIGUEL, mas não resisto a trazer aqui, para a nova geração, um cheirinho do que foi o teu " INDEPENDENTE " e da tua argúcia na identificação de uma certa fauna indígena nos anos longínquos de 1990... 
É que voltámos ao mesmo. Essa raça que tu identificaste a par de outras, evoluiu, tornou - se um bocadinho mais esperta na arte da dissimulação e da ambição e está mais activa do que nunca.
Com uma grande vénia, cheia de saudades pelo teu exílio e sem prostrações culambistas, cá vamos nós...
Vou trazer essa realidade, com outros rostos, claro, que o mundo girou entretanto, como tu a viste e escreveste.


                                            OS CARAS DE CU   
                                        ( Miguel Esteves Cardoso )


Noto com desagrado que se tem desenvolvido muito em Portugal uma modalidade desportiva que julgara ter caído em desuso depois da revolução de Abril. Situa -  se na área da ginástica corporal e envolve complexos exercícios contorcionistas em que cada jogador procura, por todos os meios ao seu alcance, correr e prostar - se de forma a lamber o cu de um jogador mais poderoso do que ele.
Este cu pode ser o cu de um superior hierárquico, de um ministro, de um agente da polícia ou de um artista. O objectivo do jogo é identificá - los, lambê - los e recolher os respectivos prémios. Os prémios podem ser em dinheiro, em promoção profissional ou em permuta. À medida em que vai lambendo os cus, vai ascendendo ou descendendo na hierarquia.
Antes do 25 de Abril esta modalidade era mais rudimentar. Era praticada por amadores, muitos em idade escolar, e conhecida prosaicamente como " engraxanço ". Os chefes de Repartição engraxavam os chefes de Serviço, os alunos engraxavam os professores, os jornalistas engraxavam os ministros, as donas de casa engraxavam os médicos da Caixa, etc... Mesmo assim, eram raros os portugueses com feitio para passar graxa. Havia poucos engraxadores. Diga - se porém, em abono da verdade, que os poucos que havia engraxavam imenso.
Nesse tempo, " engraxar " era uma actividade socialmente menosprezada.


( continuaremos... )

terça-feira, abril 03, 2012

D'o Pregador de Domingo...


O Prof. Doutor Marcelo Rebelo de Sousa é um velho conhecido nosso, malta dos 60, desde os tempos da fundação do Expresso e na sua acção como editorialista pós - 25 de Abril, na sua forma subtil como introduz contrabando político na vida dos partidos.
 Sem contraditório, é um génio a criar e desenvolver cenários onde as suas condições hipotéticas nunca são postas em relevo, pelo que perdem, perante os apreciadores, a sua face ficcional e manipuladora, para aparecerem como realidades tangíveis, no presente e, pasme - se, no futuro.


Ouvi o que ele disse das " intenções " do líder do PS e a especulação abusiva sobre o que lhe estava associado e dei - me por mim a tentar adivinhar das intenções do Prof., presentes e futuras. Só não ponho em letra de forma o que concluí já que quase toda a gente atenta aprendeu a ler nas entrelinhas o que intende sobre alguns, se não todos os seus comentários à volta da política nacional.


Tudo normal, não se desse o caso de ter sido um ataque directo, baseado em suposições de intenções a um colega do Conselho de Estado e se a troca de palavras se tornar azeda... a coisa vai ficar feia.


P.S - O título deste post é da responsabilidade de Santana Lopes

domingo, abril 01, 2012

DÁ PARA ACREDITAR?


Li e não acreditei - Fabrico de medicamentos falsos não é penalizado em Portugal. A dificuldade de prova de efeitos nocivos ( para o caso, a inutilidade é - o, nesse contexto...) dificulta a legislação - diz o presidente da Infarmed.


Mundo cão esse!

FORÇA, GLORIOSO!

Foi difícil mas soubemos levar de vencida os guerreiros do Minho.




Benfica contrata Lima por quatro temporadas - titula o Record. Bem que gostaria que não fosse uma peta do 1 de Abril. É um excelente avançado.


E segue o campeonato com os três grandes proibidos de perder pontos. Seria a morte dos artistas...

sábado, março 31, 2012

Finalmente ( ó, alegria indizível ! ),...

... Eis que tenho por onde estudar !


Tenho entre mãos a Teoria Geral da Estupidez Humana de Víctor Rodrigues. Encomendada há já um tempo, passemos à leitura da tese, aparentemente incisiva, do autor.
Darei novidades por aqui...


À partida, aconselho o desafio que nos é lançado...


Página 7...

quinta-feira, março 29, 2012

Da Morte...

Um amigo de décadas " abandonou - me "...


" Eu não tenho medo da Morte, dizia, tenho pena de não ver mais o meu Benfica e apreciar as minhas sardinhadas... " - Fernando Monteiro


" Se trago a morte para a minha vida, a reconheço e a encaro de frente, liberto - me da ansiedade da Morte e da insignificância da vida - e só então serei livre para me tornar eu próprio " - HEIDEGGER

METASOCIALISMO?

Mário Soares " regojiza - se " com as tremideiras que têm assolado a coligação germânica no poder, a CDU da senhora Merkel, por quem nutre uma declarada antipatia política, e os liberais da FDP.


A minha empatia com o velho leão socialista, que diga - se a verdade, refinou, depois da reforma, os seus pergaminhos socialistas, livre então que se sentiu das necessidades pragmáticas do Poder, é, quanto à burocrática Merkel, total. O colapso do seu governo e da sua liderança na U.E. arrastaria o regresso ao poder, em coligação ou não, dos reformistas da social - democracia alemã e eventualmente, apeado o seu homem de mão em França, o senhor Sarkozy, o regresso dos socialistas franceses ao poder.
Gostou de ouvir num comício de apoio ao sr. Hollande as vozes dos reformistas verberarem o neoliberalismo e a sua política de austeridade dirigida à incipiente classe média do sul da Europa e vê uma janela de esperança abrir - se no espaço europeu.


Acontece que não sou tão optimista. Os reformistas sociais democratas quando estão no poder, a História recente assim o testemunha, só se têm distinguido pela retórica. A realidade onde ameaçam impôr reformas não sofre o mínimo abalo já que, estúpidamente, é aceite como um dado inamovível.


Por volta de 2003, o senhor João Carlos Quaresma Dias, então professor do ISEL, reflectindo sobre as adaptações que o mundo estava a fazer em todas as áreas, perante o advento e soberania do que ele classificava como metacapitalismo, vulgo Globalização, propunha, em face da caracterização e adaptações dos paradigmas do velho Capitalismo à nova realidade que a sua inércia criou, um contrapeso a que ele chamou metasocialismo como " tema obrigatório " para o futuro próximo, das correntes reformistas, acrescento eu.
Olhando para a realidade " ideológica " da corrente socialista, hoje, afigura - se - me que nenhuma reflexão crítica consistente está a preparar as massas para as mudanças numa, já idiossincracia soberana, em quase todas as consciências, iluminadas ou não.
Como diria, recitando Sloterdijk, saber é poder e esse saber hoje está no Poder neoliberal que não só O detém como o surripia aos excluídos desse universo, esvaziando - lhe o seu alcance prático e determinante à boleia do civismo, maturidade, responsabilidade, patriotismo e de uma educação dirigida, exigidos aos governados.


Um metasocialismo, para deixar de ser só uma miragem, um contrapeso alternante, obrigaria ao derrube do capitalismo e da sua face fascista e hiper - burocrática de hoje. COMO!!!?
Mário Soares vê uma janela de esperança na retórica oposicionista europeia.
 Eu continuo a ver mais do mesmo até que aconteça, de facto, uma ruptura na urdidura social implantada, como fim de História, nas consciências individuais e colectivas dos ocidentais e virulentamente exportada pelo planeta.

sábado, março 24, 2012

MESQUINHEZ

A semana foi marcada, em Portugal, por manifestações mesquinhas de " retribuições " e ataques por parte da ASJ ( associação sindical de juízes ) e do Cavaco a um homem que enquanto P.Ministro nunca conseguiram vergar, de seu nome José Sócrates.
A análise dessas movimentações pertence ao campo da Psicologia das pulsões e do carácter. Por isso, passo e fico por aqui.
 A viscosidade dessa "trama " eventualmente se me colava. SAFA!

domingo, março 18, 2012

O Uivo da alcateia...


... chamou o sr. Ramos, no Expresso de ontem, à deploração geral feita crítica aos últimos " andamentos " de três figuras do Poder em Portugal de seus nomes o sr. Álvaro Santos Pereira, ministro da economia, Passos Coelho, o primeiro ministro e finalmente o sr. Cavaco Silva, presidente da República, numa tentativa de esvaziar a substância do que se deplora com a pretensa unanimidade dos que, cito - Basicamente, ninguém sabe bem o que se passa, mas também ninguém sabe o que, em princípio, deve defender - e remata, Mas é sempre mais fácil uivar com a alcateia...


Bem eu cá quando uivo faço - o na condição de lobo solitário o que não me inibe de fazer parte do coro, depois de fazer o tom nos meus neurónios e se gostar do som de outros lobos que uivaram antes de mim.


Este lobo...

... e os " três porquinhos " que não vou exemplar pertencem às fábulas com que se aterrorizavam as crianças...
Não saber o que se passa não obsta ao saber do que NÃO SE QUER, ou não?
E como costumo não perceber bem " da inteligência nacional aplicada ao comentário ( o artigo só pode ter sido um comentário...) da actualidade...



... para ele, o comentário, claro!

sábado, março 17, 2012

Parabéns, SPORTING !


Acabou a fase Cerelac? Ou terá sido só uma birra de crescimento? É que em Manchester mostraram que afinal tinham dentes para pitéus mais consistentes...

quarta-feira, março 14, 2012

SURPREENDENTE..., ou talvez não...


NA ressaca do que ontem por aqui debitámos sobre a ascensão burocrática/financeira como definidora dos tempos actuais no Ocidente, constato em Portugal o ocaso dos resquícios políticos tímidamente enquadrados no seu P. Ministro com o predomínio também ele parapolitico do seu Ministro das finanças.


Da amoralidade do técnico à imoralidade política contida nas escolhas discriccionárias, ideológicamente balizadas por uma visão tacanha, porque ultrapassada pela História, da gestão de uma nação europeia, Gaspar percorreu o caminho óbvio do contabilista monetarista - correr atrás do dinheiro, aliar - se com quem o possui e definir - se pelo que ele impõe.
Nem poderia ser de outro modo, como representante menor da funcionária e diligente cúpula da U.E. a mando dos seus títeres, os guardiões do cofre.
Acontece que a maturidade democrática e cívica desses outros europeus está resguardada pela riqueza  que souberam construir e da qual são indirectos beneficiários pela elevada retribuição que auferem pela sua contribuição na felicidade colectiva.
Em Portugal, sabemos como é que a pouca riqueza está distribuída.


A imoralidade política acontece quando, na plena e categorizada posse desse conhecimento, se alarga esse fosso que tem separado ano após ano os privilegiados e a cada vez mais depauperada maioria nacional.


E quando esses gestos técnicos de gestão passam, pelo voluntarismo que os rodeiam, em cumplicidades ínvias, incriteriosas, com a elite detentora do dinheiro, a ser escolhas políticas, surpreendem, ou talvez não, mesmo dentro desse espaço de conforto da maioria actual que tem separado uns de outros, como os últimos desenvolvimentos relativos aos beneficiários da acção complacente do burocrata Mor - a TAP e a CGD, por exemplo.


Entretanto, segundo a imprensa, os portugueses deixaram de comer carne. Jogos de cintura, diz o cretino, no seu magnífico e imbecilizante conformismo.