domingo, julho 17, 2005

PARALELO 14 (COR DE VÓMITO,POIS CLARO!)

Anda por aì um texto,pretensamente satírico sobre as "aventuras" de um "pretenso" turista por terras de CABO VERDE.A visão da criatura que por lá passou é de uma miopia só possível no contexto da luta partidária tensa que está a acontecer no arquipélago.O partido vencido nas últimas eleições não aceitou até hoje a decisão popular de devolver o Poder ao PAICV,por mais que clame da sua democraticidade.

Exigir,ao fim trinta anos uma retracção do Partido da Independência,que nos primeiros anos de construcção do País funcionou como a única referência partidária no País num contexto histórico tumultuoso em que era necessário um exercício de poder forte e centralizado,releva da má fé dos detractores e de um mau perder inaceitável num partido,como o MPD,que se reclama de democrático.Mas isso é outro assunto,sobre o qual não vou deixar de comentar oportunamente.

Por ora,naveguemos no Paralelo 14.Cabo Verde tem 30 anos de existência.Exacto,trinta anos.Antes disso não existia NADA.Será este o ponto de partida na abordagem da patética prosa de um turista analfabeto,que pensando ir aterrar em BAHAMAS foi parar a um País que tinha começado a existir.Fê-lo numa altura em que,da sobrevivência está a singrar decididamente os caminhos do futuro,ùnicamente com o saber e vontade da sua população,cujo trabalho tem merecido o apoio de quem lhe aprecia o carácter e determinação,na educação da sua juventude,na melhoria das suas infraestruturas,na autoestima do seu Povo,na abertura da sua Morabeza,solidária e actuante,na expansão do saneamento básico,na contenção da quasi inexistente criminalidade,na promoção da cidadania da sua população,criando-lhe hábitos de respeito pela diversidade...

Enfim,nada de extraordinário num País que está a dar os primeiros passos da sua existência soberana.
Trinta anos tem CABO VERDE .Não sei donde é o turista acidental,imbecil e imbecilizante que nos passou pela terra e que escreveu o texto que circula por aì, mas garanto que,quer seja da Europa,com séculos de existência,da Ásia com milénios de cultura,só há muito pouco tempo se "livrou" das insuficiências que ele tão cretina e alarvemente glosa no seu escrito.
Coitado do SR.Emanoel Karl d`Oliveira!

sábado, julho 16, 2005

CRIOULO-LINGUA OFICIAL EM CABO VERDE? parte II

...Pelo que me foi dado a ver,aliás sempre foi assim,a dificuldade "oficial" no posicionamento do crioulo em relação à actual Lingua Oficial,está no tipo de relacionamento (paridade) que o caboverdiano sempre teve em relação ao Português.

Sempre foi motivo de sarcasmo e faz parte do anedotário indígena as "topadas" que o natural protagoniza quando se aventurava na Lingua de Camões,agravado pelo facto do crioulo falado nas cidades ser um Português deturpado,onde as regras gramaticais e as expressões verbais crioulas criarem situações de um quase bilinguismo temporal em quem se expressa normalmente em Português.

O ensino do Português devia ser fortemente estimulado desde a pré-primária,criando uma distinção clara entre o Português e o Crioulo,pondo em relevo a Lingua Didática e as vantagens decorrentes do seu uso a nível pedagógico,científico e institucional,sem apelo nem agravo.
A obrigatoriedade do seu uso a nível oficial em organismos do Estado não obrigaria,naturalmente,o seu uso pelos utentes,mas sim pelos funcionários,cuja formação exigiria o seu domínio.

Olhando para os altos dirigentes do Estado,apesar de exercerem num Estado diglóssico (G.Almeida dixit),conseguem, sem grandes entraves,expressar-se nas duas linguas conforme o queiram.Mas o Povo,apesar de, et pour cause,viver em diglossia não é bilingue,expressando-se pelo veículo que melhor lhe permite comunicar:o crioulo.A possibilidade de também ele poder expressar-se em Português se o quiser e correctamente,deve ser uma preocupação futura do ESTADO.Direi mesmo que é uma Obrigação.

O uso indiscriminado e coincidente no tempo do Português e do Crioulo,sem que venha mal algum ao mundo,faz com que,a outros níveis,no jornalismo ou mesmo na Literatura se encontrem textos escritos em Português com graves erros de concordância,de sintaxe,de ortografia,de referências (aqui a questão é cultural),etc

Dissertando sobre o mesmo tema,Germano Almeida diz,citando um professor-..."neste momento não deixamos os nossos alunos...expressar em crioulo dentro da aula."E eu pergunto:expressar o quê?As pessoas expressam-SE numa Lingua e quando o fazem expressam O que lhes vai na alma.Há uma diferença,nâo?,mas isso é um mal geral que enferma também os portugueses-o desconhecimento dos verbos transitivos,reflexos e da gramática em geral.

Temos uma expressão em crioulo que diz que "Na crioulo tudo dáda ê dáda",ou seja vale tudo (desde que a comunicação se faça,acrescento eu).Ora sendo assim é bom que separemos a Lingua do Idioma de maneira a que contribuemos que a nossa Lingua oficial fique a salvo de diatribes que só a empobrecem e deixemos o nosso Crioulo fluir,solto,indomável,musical,sem amarras gramaticais ou POLÍTICAS,se não o quisermos matar.O maior perigo para o Crioulo é INSTITUCIONALIZÁ-LO.

quarta-feira, julho 13, 2005

CRIOULO-LINGUA OFICIAL DE CABO VERDE?

Discute-se na Assembleia Nacional de Cabo Verde,e não sei se já foi aprovada a oficialização do CRIOULO como lingua oficial.
Passe a singularidade de virmos a ser um País com duas linguas oficiais,confesso que a questão só terá relevância no contexto da luta partidária tensa que se trava no arquipélago,onde todos os naturais se expressam nesse Idioma.

Ou seja,o crioulo é um facto da caboverdianidade,nasceu com o seu povo e cresceu com ele e não corre nenhum risco de extinção numa Pátria unificada para lá da Diáspora,cuja expressão cultural no seu todo se faz sentir por uma maciça criolidade.A excepção, que se reflecte na literatura,onde o Idioma cede lugar à Lingua,no caso a Portuguesa,primeiro pela necessidade da estruturação do discurso,da sintaxe e depois pela inteligibilidade que se quer transmitir a um universo alargado de leitores caboverdianos e não caboverdianos.

A oficialização do crioulo como Idioma é redundante,pois.A oficialização do Crioulo como Lingua já fia mais fino,a começar pela uniformização ortográfica dos crioulos das ilhas,(que como sabemos são muito ciosas das suas particularidades)que pressupõe a criação de um dicionário lexical(um trabalho de décadas de investigação),uma gramática,ancorada em referencias estáveis que só uma literatura em crioulo (débil e quase inexistente) lhe daria consistência.Tarefa desnecessária,quando existe uma Lingua Oficial perfeitamente aberta,dinâmica e integrada pelo universo vasto dos PALOP,suficientemente moderna na harmonização dos termos locais e com uma densidade cultural e histórica inigualável no contexto das Linguas ocidentais.Um património comum e universal,pois então.

Tenho por mim que a razão do surgimento da questão está deslocada na sua justificação.
Voltarei ao tema...

terça-feira, julho 12, 2005


Paisagem caboverdiana
ARRASTÃO

Afinal,de volta a Portugal,soube que o mini-tsunami,como erradamente a imprensa,estúpida e malfeitora me levou a acreditar ter acontecido nem isso chegou a ser.Aliás não chegou aser nem uma ondinha,aliás não chegou a acontecer,aliás nem foi NADA.Nada!!!? Nem por isso.Constituiu,isso sim, um sinal mais de uma doença larvar que aos poucos vem corroendo a sociedade portuguesa a nível de algumas consciências falhas de memória e ignorantes da sua própria história antiga e recente.

Que os cidadãos não racistas atentem nesses sinais,se não quiserem que Portugal se torne no País que o CACETEIRO da Madeira aspira.Convém começar a atalhar caminho a afiramações do jaez daquelas proferidas contra as minorias deste País educando as nossas crianças de maneira a não morder os vizinhos e a olharem para os trogloditas como uma ameaça,apesar do carácter debilóide da sua visão do mundo moderno.

segunda-feira, julho 11, 2005

KABUVERDI-NHA ORGULHU,NHA CERTEZA

KABUVERDI KA TEM TATCHO(CABO VERDE ESTÁ IMPARÁVEL)

Foram vinte e cinco anos de ausência,magoada e sentida nesse afastamento imposto pelas circunstâncias da vida.As saudades,essas foram sendo mitigadas nos contactos com a família,os amigos e a música,cordão umbilical que nenhuma parteira jamais pôde cortar...

Quando há trinta anos as palavras escritas de um amigo trouxe-me,em minha casa em Portugal,a fé enorme de um povo,cujo País foi declarado inviável,a minha solidariedade impotente alimentou-se dos versos da ESPERANÇA.

Nha armon,nôs hoji ê livre e indipendenti
Dixam dabu um grandi abraçu
Um abraço di um homem livre
Dixam dabu nha morabéza di um kaboverdiano
Um grandi abraço ó camarada
Um abraço di um homem livre

5 de julho!Grandi dia pâ nôs terra
Um novo SOL dja somâ na horizonti
Pa bem lumiâ ês Kaboverdi novo,indipendenti
Livre de tormente di colonialismo
e humiliação ki nô vivê

Pã iluminâ intiligencia di nôs fidjos
Pâ bem fazê um grandfi País
Respetado na mund inter.

Estive lá nas últimas semanas e vi ao vivo e senti na carne e na alma o júbilo desta data e a certeza de um futuro imparável,alicerçada na mais jovem população do PLANETA,em cuja formação os Governos têm feito uma aposta notável.Aabertura do Ensino Superior no arquipélago está aì e a inteligência e sede de conhecimento do meu Povo tirarão proveito enorme dessa via de acesso ao futuro.

A magnitude da explosão e crescimento da cidade da Praia deixou-me de rastos.Em trinta anos a cidade decuplicou a sua população.A programação hercúlea das infraestruturas necessárias à transformação do "deserto" à volta da cidade histórica-chamado hoje de PLATEAU,pede meças,em termos de cultura de resultados a qualquer governo do planeta.Eu não queria ser um panegirista deslumbrado,pelo que trarei,assim que consultar os números que trouxe,ao v/ conhecimentoos resultados alcançados e os projectados a curto prazo.
Com a abertura do Aeroporto Internacional da Praia,e os projectados irmãos de Mindelo e Boa-vista,as perspectivas para os próximos 10 anos são soberbas.Continuaremos...

quinta-feira, junho 23, 2005

SILÊNCIO

Durante vinte dias,pelo menos vai haver silêncio do CALAMATCHE.
Vou dar um pulinho à minha terra-Cabo Verde.

domingo, junho 19, 2005

FRENTE NACIONAL

Com a devida vénia,cito do blogue BARNABÉ o seguinte,comentando a prestação de um manifestante da F.N-EU TENHO ORGULHO EM SER BRANCO,etc...

Quando não se pode ter orgulho de nada,tem-se o orgulho em "ser branco".É o que sobra ao destituído total.Também a nódoa no pano,coitada deve ter orgulho em "ser nódoa",o buraco em "ser buraco",a bosta em "ser bosta"!
No entanto,o que esse imbecil ainda não entendeu é que ele nem sequer teve responsabilidade em "ser branco".É só branco por acaso.Tem,de facto,muito pouco de que se orgulhar.

Eu espero nunca vir a ouvir em Portugal,junto de portugueses negros as mesmas palavras,com novas tonalidades cromáticas,porque seria um sinal de fracasso absoluto do Governo no que à política de Emigração diz respeito.

O TSNAMI DE CARCAVELOS-A MANIFESTAÇÃO DA F.N.

Ainda não tinha falado do mini-tsnami que varreu a praia de Carcavelos.Não o fizera porque para lá da gravidade da concertação que envolveu tantos jovens negros,a tentativa da procura de explicações mais profundas,também elas para lá da situação particularmente penosa em que vive a juventude nos subúrbios da Capital,impunha-se.

Sou africano de Cabo Verde e estou em Portugal desde 1968.Casei-me com uma portuguesa e tivemos dois rapazes.Um deles é bioquímico e o outro engenheiro informático.A minha mulher é gerente bancário.Em vista disso,qualquer analista social concluiria:"Ora aí está um exemplo de um emigrante completamente integrado",correcto?Continuando,a minha formação cívica,moral,intelectual,cultural é europeia.Conheço a História,a Literatura,a Filosofia,aPolítica,a Economia de Portugal e da Europa em geral como nunca virei a conhecer com a mesma intensidade a ÁFRICA e não será por falta de interesse,certamente.É que já NÂO TENHO TEMPO DE VIDA SUFICIENTE.

A verdade,é que lá no fundo NÃO ME SINTO INTEGRADO.E porquê!!!?
Porque PSICOLÒGICAMENTE sinto-me caboverdiano e não há volta a dar-lhe.A minha vivência de perto de 40 anos com os portugueses não me fez sentir,SER um português.Costumo dizer à minha mulher que nunca tive um sonho passado em território português...e que em termos de cidadania e conhecimento físico e psicológico de Portugal como País,estou acima da média da população.Porém....

Isso para dizer que a INTEGRAÇÃO não existe.Ela reduz-se a um termo jurídico-social,que uma vez compreendido pelos governantes lhes dará a chave da prevenção de futuros tsunamis.CIDADANIA,é a palavra chave.COM TODAS AS CONSEQUÊNCIAS,pois claro!

segunda-feira, junho 13, 2005

CUNHAL-VASCO GONÇALVES-EUGÉNIO de ANDRADE-OS ANTI RELATIVISTAS

De uma assentada Portugal perde nos últimos dias três figuras marcantes da sua História no século XX.

Numa época em que as convicções andam de braço dado com a puerilidade,a coerência ética e política reduzida à "rigidez de princípios" de quem a pratica,o carácter (fora de moda),apercebida como leviana teimosia,a história impar desses três homens,nomeadamente CUNHAL,sobreleva da pequenez dos nossos dias onde a deriva faz escola.,como exemplos do que a vida e o País esperam dos seus cidadãos.

As palavras de circunstância e outras de genuíno reconhecimento seriam dispensáveis,se o respeito e a HISTÓRIA não as exigissem.

sexta-feira, junho 10, 2005

JARDIM

Já aqui escrevi que se o P.R. não quiser chatices que vá para casa cuidar das rosas.Pelo que ouvi da parte dele,a propósito da atitude inaudita de um conselheiro de Estado,de seu nome Alberto João,é inadmissível,só possível da parte de quem,ocupando o mais elevado cargo no Estado,se demite das suas funções de "chamar à pedra" um funcionário de Estado cujo comportamento relapso e contumaz já fede de impunidade.
INCÊNDIOS EM PORTUGAL

JÁ METE NOJO A INGENUIDADE DOS GOVERNANTES PERANTE ESSA MAFIA DOS INCÊNDIOS.
MAS SERÁ QUE AINDA NÃO REPARARAM QUE OS INCÊNDIOS EM PORTUGAL TORNARAM-SE UM NEGÓCIO!!!!?
PROCUREM SABER QUÉM É QUE ESTÁ A GANHAR COM ISSO,POR AMOR DE DEUS!!,E LOGO DESCOBRIRÃO A TRAMA.É QUE NEM EM ÁFRICA SE VÊ TAMANHO DESVARIO DE INCÊNDIOS TODOS OS ANOS.

SIGAM O DINHEIRO ENVOLVIDO E GASTO NESTA DEMANDA E DESCOBRIRÃO OS RESPONSÁVEIS PELO REGABOFE.
CARRILHO

Era previsivel o aproveitamento da figura mediática de Bárbara Guimarães pelo seu marido na campanha para a Câmara de Lisboa.Pelo que foi noticiado terá sido de um despudor notável.Nem o bébé Dinis terá escapado à onda tele rosa da apresentação da família como apoiantes.

Depois não se queixem!

FREITAS DO AMARAL

Nada a apontar às suas declarações no tempo e modo em que foram proferidas.
Os media continuam sem poder marcar a agenda do Governo,como o fizeram ùltimamente.
Tentar criar um caso das prudentes e sensatas declarações pessoais do M.N.E.é ridículo.

PROFESSORES

Está de volta a reacção corporativa da classe contra as medidas no sector,tendentes à contenção do déficit num sector caracterizado pela mais brutal ineficácia ,a par dos ministros de Educação desde há duas décadas.

Ameaçar com greves oportunistas não resultará.Saiba o Governo ser firme como tem sido,perante a chantagem.

domingo, maio 29, 2005

PARABÉNS VICTÓRIA!!! MERECERAM A TAÇA PELO QUE FIZERAM EM CAMPO.
JOGAR EM CONTENÇÃO E DANDO O JOGO AO ADVERSÁRIO NUMA FINAL,NÃO LEMBRA AO DIABO,SÓ AO TRAPATONI.

ESTE ANO TIVEMOS MUITA SORTE,COM POS PRINCIPAIS ADVERSÁRIOS A ERRAREM MAIS DO QUE NÓS.NÃO ACREDITO QUE PARA O ANO SERÁ MAIS DO MESMO.

QUE VENHA OUTRO TREINADOR MAIS OUSADO,POR DEUS!

sábado, maio 28, 2005

NIM

Começam a esboçar-se para mim (não à custa de nenhum debate), por intermédio de jornalistas atentos e esclarecedores,as razões do NÃO à Constituição Europeia,a saber:o deficit democrático que está na génese da discussão da Constituição,lacunas sobre a preservação dos direitos sociais,instituiução do liberalismo como política económica,parcas deliberações sobre a política do emprego,condições draconianas de alterações pontuais e previsíveis (voto unânime!!!? dos 25 Estados), e por aí fora...

Convenhamos que são razões de peso a opôr ao SIM puro e simples,não à "chantagem" do sim,mas à convicção de que a Europa tem de se institucionalizar-se,dando um salto em frente,na urgência de reforçar a sua unidade,agora alargada,face aos desafios que o milénio traz consigo na emergência de potências económicas como a China e a India que serão adversários de respeito no mundo globalizado.

O maior receio dos defensores do NÃO tem a ver com o medo da perca das conquistas sociais àrduamente conseguidas,no torvelinho da Globalização e o Cinismo do Neo-liberalismo.

A discussão do Estado-Social,paradigma dos Estados Europeus,está na ordem do dia:a reacção dos trabalhadores tem de estar em conformidade com os desafios emergentes,ou seja ATENÇÃO PERMANENTE aos sucessivos ataques liberais,que sob a capa da estabilidade do EURO cavalgam tropelias aos direitos já adquiridos.

A ser assim eu voto NIM.

quinta-feira, maio 26, 2005

SERÁ DESTA...

Carta aberta ao Primeiro Ministro

Começo pelo fim...OS MEUS MAIS SINCEROS PARARABÉNS!

Em Portugal,sempre que se fala em "apertar o cinto",a generalidade da população tem assumido o comportamento do URSO em vias de entrar em hibernação;EMPANTURRA-SE,e como os males do Estado sempre lhe parece uma coisa abstracta,longínqua,que não a tocava de perto,reorientava a aconselhada dieta para outros pratos que não o seu.

Estou esperançado que essas medidas anunciadas e outras que espero venham a lume brevemente,servirão não só a batalha do deficit mas também a mudança da mentalidade,irresponsàvelmente (porque "TESA") aburguesada que tem caracterizado Portugal neste milénio.

Foi pena que V.Excia tenha sido tão complacente com a ganância da BANCA e com os seus lucros obscenos,que em nada têm contribuido para a riqueza nacional e se me permita o auto-censurante"ne sutor ultra crepidam",acho que,pelo contrário,a multiplicação vampiresca do crédito ao consumo tem feito muito mal ao País,pelo facilitismo do "querer-poder" associado a tais práticas.
E para quando a revisão do regime de isenção de IVA para esses senhores?

Eu sei que V.Excia. não é ingénuo e que deve ter boa memória mas lembro-lhe que nos idos anos setenta,quando a Banca estava nacionalizada deve lembrar-se da tática usada para "provar" a sua ineficácia como entidade Pública.
Se fizer um pequeno esforço de comparação não lhe será difícil vislumbrar o mesmo "modus operandi" na tentativa do desmantelamento do SNS.
Tenho por mim,se a sua intenção é como disse ver UTENTES e não CLIENTES no usufruto dos cuidados de Saúde,que é urgente agir...responsabilizando e desacreditando públicamente os Administradores dos Hospitais SA que pela sua acção,deliberada ou não estão contribuindo para a entrega do SNS a privados.

A minha carta já vai longa.
Reitero a minha satisfação pelo recomeço da escolaridade obrigatória-BACK TO BASICS!

domingo, maio 22, 2005

VIVA O BENFICA!
PARABÉNS RAPAZES!CUSTOU MUITO E ACABARAM POR MERECER UM TÍTULO COM UM SABOR MUITO ESPECIAL.

AGORA ESPERO VER UM FUTEBOL MAIS CONSISTENTE E MAIS BONITO NO FINAL DA TAÇA,VALEU?
E VAMOS À FINAL

ACABA HOJE A SUPER LIGA E CONTINUA TUDO EM ABERTO...
A PRESSÃO SOBRE O GLORIOSO É INSUPORTÁVEL.SAIBAM SER DIGNOS DA CAMISOLA E A SORTE ESTARÁ CONNOSCO,PORQUE TEMOS MELHOR EQUIPA E PORQUE MERECEMOS

sábado, maio 21, 2005

LÁ VAMOS NÓS OUTRA VEZ

J.António Saraiva continua,no seu raciocínio redutor,balizado nos seus preconceitos direitistas,a tecer "impressões" sobre a ESQUERDA e, para o caso, a portuguesa.

A propósito do conceito tão estafado que vê e bem as empresas como as "células-bese da economia",cito,e que terá sido redundantemente relembrado por C. Silva num artigo publicado ùltimamente,vem J.Saraiva dizer coisas tão disparatadas sobre a base social de apoio do partido que acaba de ganhar umas eleições com MAIORIA ABSOLUTA como situá-la no espaço da pequena burguesia e concluir que,por isso o P.S.não vê com bons olhos as empresas.Bem, até por isso em palavras é extenuante,como tentar seguir o raciocínio do homem.

Mas afinal,em que altura do seu funcionamento decidiu o PS virar-se contra as Empresas?Em que parte dos seus estatutos isso está consagrado?Em que escritos de dirigentes desse Partido foi J.A.Saraiva foi buscar essas consagrações atribuídas à Esquerda?

Por outro lado,essa gente da Direita continua a pedir menos Estado e se possível,principalmente quando a esquerda está no poder.Quando eles lá estão sabemos como as coisa funcionam.

É claro que a solução das maleitas que os governos do PSD e do CDS,vorazes,anti-patrióticas,deslumbradas,incultas,provincianas e pirosas,têm criado ao País,juntamente com a mais gananciosa e incompetente classe empresarial do mundo,não está no Estado.Principalmente quando o Estado está nas mãos da Direita.

Mas quando o Estado cumpre a sua função reguladora na Administração do País,em todas as suas manifestações,a par da orientação estratégica do seu futuro,como é o seu DEVER,é claro que a solução lhe pertence,principalmente num País com uma sociedade civil ausente e uma cidadania infantilóide.
A PROPÓSITO DO REFERENDO EUROPEU...

O Abrupto emitiu uma opinião sobre o referendo europeu,tão válida como a minha e com efeitos tão surpreendentemente inóquos como provàvelmente os derivados destas...,passe a imodéstia da minha cidadania.

Comecemos pelo "DEBATE".Debate de quê?
Eu nem quero pensar na percentagem ínfima de cidadãos portugueses,a braços com questões tão imediatas e próximas como "orçamentar" o ordenado para o mês,que neste momento estejam a dar alguma importância ao que normalmente é "debatido" nesses debates tão insistentemente pedidos pelos...pelos...QUÉM?

Chamar chantagem política,assim mesmo,sem aspas às declarações e orientações de voto pelo SIM,deixa sem classificação possível a posição dos partridários do NÃO,pelas parcas fundamentações justificativas que apresentam.

Nada,pelo esclarecimento do cidadão o Abrupto trouxe,no cotejo aflorado dos valores de ambas as posições.A mim,caso necessitassse de mais esclarecimento para além daquele que procurei,interessava-me ouvir as razões dos que vão votar NÃO.

Vejamos...:em termos de Soberania,tema muito glosado,ou se é vassalo ou não,consoante o Poder de que somos possuidores.O resto são cantigas para alimentar desvarios megalómanos.
Portugal, a existir como País é uma condição de que nem os nossos vizinhos pretendem modificar.Mas a sua VIABILIDADE, adstrita a uma existência digna como nação europeia no mundo actual necessita de um "suporte"(político,militar,económico,financeiro,científico,comercial) que só a sua pertença ao espaço europeu lhe permitirá.
Fora disso há o logro de pensar em alternativas miríficas de uma coexistência em posição de privilégio com...(QUÉM?) outras soberanias.

Em suma,são essas as razões da "chantagem!" do SIM contra mistificações nacionalistas e outras.

Haverá na Constituição Europeia motivos que nos devam levar a pensar,pela sua prática,em cenários de catástrofe,ruína económica,fome ou outras calamidades?QUE OS PARTIDÁRIOS DO NÃO OS DÊM A CONHECER.