domingo, outubro 30, 2011

E UMA PERGUNTA...

... Sugerida pelos ALTOS do Expresso de hoje ao Presidente da Ordem dos médicos, cujas posições sobre a prescrição por princípio activo se estão a revelar - se militantemente contra, que é esta - cito de cor - Se o controlo de qualidade dos medicamentos por parte do Infarmed não é suficiente, por que razão não o fazem os médicos, partindo do princípio que esta deveria ser a sua principal preocupação, em nome da saúde dos doentes, acrescento eu...


É claro que dizer que essa não é a sua função, que há uma entidade responsável por este trabalho levantaria a mesma questão:- Quem, melhor do que os clínicos, tem a capacidade real de monitorizar a eficácia dos fármacos? E fazer denúncias públicas, como é suposto ser a sua obrigação, das malfeitorias e ineficiências associadas a tal produto?
Se a Ordem tiver dúvidas sobre a incompetência da Infarmed que ponha tudo em pratos limpos antes que a sua posição comece a ser contaminada por suspeitas de interesses pouco claros com as Farmacêuticas que a rebaldaria dos bailes de piratas e dos congressos médicos trouxeram a lume.


Posto isto e como doente quero crer que são exigidas  posições claras e transparentes sobre toda a matéria dos genéricos.
É que nós confiamos NOS médicos e não nos industriais do ramo. Pelo menos eu, pela minha saúde!

EIS UM EXEMPLO...

Com outros contornos, com outras justificações amorais, já que estão em matéria de Direito, do estado de Direito, vem o Presidente da Associação Sindical dos Juízes Portugueses, António Martins alertar - nos para a violência dirigida a uma classe profissional - a dos funcionários públicos - na apropriação ilegal por parte do Estado, através do corte nos subsídios de Natal e de férias, de rendimentos dos quais são credores.


A ilegalidade dessa acção, que segundo o magistrado só seria exequível numa situação de estado de emergência ou de sítio, proclamações jurídicas que não foram até à data accionadas, é no seu entender clara e inconstitucional.


Uma pergunta: - Como é que o governo iria descalçar o SAPATÃO que uma corrida aos tribunais por parte dos cidadãos lesados, com o apoio explícito dos juízes, lhe enfiaria?

quinta-feira, outubro 27, 2011

E DA VIOLÊNCIA POLÍTICA?

Essa seria a reflexão seguinte se hoje, mesmo a despropósito, o tema não me tivesse sido roubado pelo historiador José Neves na sua " Gramática da multidão " no jornal " I ", em que exige que se faça uma distinção entre Violência e violências. É que a má-fé que acompanha o uso indiscriminado e malfeitor da palavra, que quando associada aos nossos interesses e praticada pela democracia é pedagógica, como a outra - a Liberdade - e abominável quando, dentro ou fora da democracia se expõe num outro argumentário e com outros fundamentos.


Citando, com a devida vénia, - " ... Mas estas notas poderiam igualmente aparecer aqui em resposta ao modo como muitos media tratam o problema da violência. Se há semanas atrás um jornalista se condoía com o sofrimento e a dor envolvidos nos vidros partidos de uma montra de Londres, ontem um seu colega comprazia - se excitado com o assassinato bárbaro de um homem odioso como Kadhafi. Falemos então de violências e não de violência... "


Fica para outra altura...

quarta-feira, outubro 26, 2011

LIBERDADES 2

...Dito isso, dou por mim em melancólica reflexão sobre o futuro da Líbia que acabou de assassinar o seu presidente, libertador em nome de outras liberdades então, em tempos que ainda não são memórias históricas...


Em cada alma líbia se organizou um objectivo, uma determinação, uma indiferença, uma negação, à volta da sua revolução para depôr o seu presidente, que, sabêmo - lo agora pelas filmagens dirigidas entre os revoltosos, estaria a defraudar as expectativas de liberdade do seu povo.
O objectivo claramente definido foi a reposição da LIBERDADE. Muito bem... Que Liberdade? Quais liberdades? 
Os desenvolvimentos para a nova constituição do país colocam no centro do Estado a lei islâmica. A Líbia não será um estado laico e as consignações respeitantes ao formato legislativo terão o cunho dos legisladores do partido que vencer as próximas eleições para as novas autoridades dirigentes do país.
Se levarmos em consideração as posições e as aspirações ocidentais acopladas no apoio expresso à revolução e os retomados azimutes dos otomanos expulsos da Europa e a forte componente fundamentalista abafada até então por Kadahfi, muito sangue vai correr até que sobressaia na matrix do novo país a Liberdade almejada.
Resta saber se será aquela da qual possuímos individualmente a interpretação POR ESTAS BANDAS, ou uma outra decorrente de OUTRAS MANEIRAS DE VER E SER.

LIBERDADES...

Esclareçamos as razões do meu cepticismo em relação ao receituário que se tem aplicado aos povos libertos e a libertar pela Nato...


Eu já não estou ao serviço de nenhuma Ideia sem ser aquelas continentes e sustentadas por uma formada auto-consciência que a cada passo me baliza a racionalidade pela Ética, assim mesmo, com maíuscula metafísica que é para a distinguir das éticas existencialistas, positivistas, que levaram ao falhanço do Iluminismo. 
A Liberdade é um bem pelo qual darei a vida, aliás como uma boa parte da população adulta e esclarecida, creio eu, do planeta. Conceito só fundamentado numa interiorização vivida por esse esclarecimento, ela tem nuances que as circunstâncias locais vão esbatendo em cada povo, em cada cultura.
A minha liberdade, por exemplo AQUI, em Portugal, não tem muita coisa a ver com muitos, com a maior parte da liberdade dos outros portugueses; ela só se tornou no que é, só se formou como é como produto de toda uma história de vida e assim acontece com a liberdade dos outros. A minha não é melhor nem pior do que a dos outros, é simplesmente MINHA, só que difícilmente manipulada...




( continuaremos...)

d'O CON(C)SELHO INÚTIL...

DIÁLOGO CONSTRUTIVO!!!???


O que é que ISSO pode, minimamente, significar perante as situações concretas vividas pela população em geral, a inocente e a culpada, se não uma inconsequente declaração, aliás na linha dos pressupostos que fundamentaram esse conclave simulado pelo P.R.?
Diálogo entre quem e com quem, quando, ouvindo os responsáveis, TODOS, tudo se reduz à formula desencantada pelo Governo, nas palavras do Burocrata-Mor dessa Repartição da troika em Portugal chamado Passos Coelho, aliás pertinentemente citada de Gottfried Benn (poeta expressionista alemão) - SER ESTÚPIDO E TER TRABALHO - para justificar o tipo de comportamento que se deseja aos interlocutores nacionais, nomeadamente os funcionários públicos.


A cristalização da subserviência pelo medo das circunstâncias cínicamente manipuladas e o seu empolamento deplorável faz parte de uma estratégia, se não for já a sua consequência, de abandalhamento do valor Trabalho por troca com o novo valor triunfante Dinheiro, mais fácil de manobrar e circular.


 Toda a realidade europeia vive hoje anexada à nova fase do Capitalismo que nos quer reduzir, obliterando das consciências a Ideia do Estado-Social, à realidade hoje triunfante na China, nos moldes burocráticos da administração do Estado com a selva liberal à volta nas mãos dos empreendedores e do seu valor moral supremo - Fazer mais dinheiro -, não a produção da riqueza traduzida em bem estar colectivo como garante de equilíbrios no humano, mas por puro narcisismo, a psicopatia marcante das superestruturas dominantes do nosso tempo.


Essa reunião do Conselho do Estado teve uma maquiavélica intenção a começar pela marcação pública da sua agenda com  um falso descolar do P.R Aníbal Cavaco Silva da estratégia do Governo.


Quem, entre os conselheiros, sentiu a manipulação?

segunda-feira, outubro 24, 2011

AI AI AI, OCIDENTE...

SHARIA NA NOVA CONSTITUIÇÃO LÍBIA?


Ou muito me engano ou muita gente vai sentir amargos de boca quando e se o poder na Líbia cair, democráticamente, nas mãos dos fundamentalistas islâmicos dentro de um ano.


Quando isso aconteceu na Argélia socorreu - se do exército laico. Para a Líbia que novas conspirações serão desenhadas?

AI AI AI , PORTUGAL...

Prevejo, com a entrada no melancólico Outono, um agravamento brutal da saúde da  psique dos portugueses, que o implacável Inverno atirará para o divã do psiquiatra se entretanto não  levantar o rabo desse sofá e se juntar a quem está a lutar na rua contra o status quo que a nova brigada do reumático, desta vez internacional, quer manter.

sexta-feira, outubro 21, 2011

VIVA LA MUERTE!!!???



O presidente da Líbia foi ontem assassinado brutalmente na sua terra natal pelos revoltosos apoiados pelo Ocidente.


Mais um, da lista dos inimigos dos USA e da UE, a pagar pelo seu atrevimento de bater o pé ao Império...
Na minha lista vem o presidente sírio e só depois o presidente iraniano. O presidente venezuelano, que acaba de vencer um cancro, virá por fim, se a China  abandonar  o seu comparsa sudanês entretanto... Nunca se sabe...


Por outro lado, se as coisas aquecerem na servil e democrática população ocidental e os governantes começarem a  ser abatidos pela sua população enraivecida, quem tocará os sinos a rebate?


Se me abandonar ao cinismo vigente diria que Kadafi teve o que merecia, mas acontece que me sinto um privilegiado, quase imune ao contágio amoral e hipócrita das justificações justiceiras contrabandeadas em nome de valores como a Liberdade, a Justiça, os direitos humanos, já despidos da sua roupagem original, e não o vou fazer; é que desprezo profundamente os pressupostos que estão na matriz e no pensamento da claque.


A Líbia celebra hoje em alegria a Sua Liberdade, o que quer que isso venha a ser para ela. Que aprenda depressa e bem a senti - La antes que lhA roubem outra vez, tendo bem presente o que lhe custou reganhá -La.

segunda-feira, outubro 17, 2011

POR OUTRO LADO...



... Rufa o tambor e não temas
    E beija a vivandeira!
    A ciência não é mais do que isso,
    Esse o sentido mais profundo dos livros.  ( Heinrich Heine, Doktrin )


Assim começa a Crítica da Razão Cínica de Peter Sloterdijk a sua crítica da modernidade... sem a metáfora imagética, claro...


As patologias sociais que teimam em contaminar o EU na sua procura de uma auto-consciência que lhe permita a adequação à oposição do Outro reclamada pelo Super-Eu e do Outro, reivindicante na sua autonomia, serão necessàriamente tratadas no livro que acabo de abrir, com uma antecipação de GOZO só comparável ao rufar de um tambor imaginário cujas ressonâncias imagino em antecipação.




O poderoso pensamento alemão continuava a marcar a Filosofia ocidental que, nas palavras do autor, se recusa a abandonar a cena porque a sua tarefa ainda não está concluída ...


Página 11...

A DEMOCRACIA É LUTA...



... Em todas as vertentes do que lhe está na essência - a JUSTIÇA - e será através do seu reconhecimento como uma indispensabilidade na harmonização possível e necessária das sociedades e das nações que de colectiva acabará por se interiorizar fundo em cada cidadão.
Não basta vê - la como um Bem, a venerar em displicência, como uma utopia que a natureza humana desmente nestes tempos tão pouco éticos onde a Decadência moral campeia; ela é possível tanto como é possível até onde for possível e é nestas margens de possibilidades dadas pela nossa capacidade de A exigir, forçando as coisas no sentido de contrariar a atomização acelerada dos valores que sustentaram e sustentam em dignidade humana as sociedades, hoje em vertiginosa decomposições culturais.


Num envelhecido, temeroso e conservador Ocidente, instalado em décadas de acumulação material de riqueza, a morte da IDEIA tem - se revelado na tibieza das lideranças, presas a compromissos de casta e a tautológicas redundâncias nas soluções (!!!???) sistemàticamente falhadas que estão a levar à ruína de tudo o que tão duramente foi conquistado pelo esforço de gerações passadas, traídas na sua generosidade por uma classe de contabilistas e burocratas de corrupta e amoral racionalização.
Esse desaparecimento da Moral e da Justiça nos Concílios Ocidentais tem de ser enfrentado e denunciado com vigor e, se preciso for..., com violência, com a mesma violência com que esse poder vai usar para manter o statu quo.
Enquanto a Democracia se mantiver nas estritas margens do formalismo ( por inconsequência ) eleitoral e da liberdade de expressão arrebanhada e enquadrada pelos Media do Sistema, todas as chamadas reformas ( o Velho só reforma, não tem capacidade nem pulsão para revolucionar, MUDAR o que quer que seja... ) reconduzirão, já domesticadas, todas as forças vivas do presente, representadas pelos jovens, ao passado que originou ESTE presente.


As manifestações de ontem alegraram - me como há muito não me acontecia. Espero mais e espero  que as cataratas do Poder ainda consigam descortinar o mundo real para lá da avalanche dos Power Points, das resmas das folhas de cálculo e da ementa da próxima reunião... inconsequente... e OUÇAM junto dos filhos e dos filhos dos outros a sua visão do mundo que estão, em demolição, a construir.

terça-feira, outubro 11, 2011

UMA ONDINHA...

... ESTÁ - SE FORMANDO NOS USA. Pode ser que o Tsunami inevitável venha a ser a soma de várias ondinhas que por aí se vão formando...


As informações sobre elas escasseiam, bem como de imagens livres. Eu por exemplo não consegui nenhuma  foto grátis para postar sobre as manifestações anti - Wall Street ou em outras cidades dos USA. Coincidências ou direitos protegidos? Seja como for é sempre saudável ver jovens, principalmente eles, a lutar, sem enquadramentos amestrantes, democráticos, pelos seus direitos a uma vida digna.
Sem querer, apesar de vívida, recorrer a nenhuma internacional, a verdade a que os factos históricos dão caução,  só pela luta dos povos se criarão as condições de mudanças de paradigmas sociais.


As chamadas manifestações democráticas são consideradas hoje, pelos detentores do poder, um folclore necessário que teria a mesma função de catarse de frustrações como os desportos de massas - Um circo, portanto, onde os protagonistas, bem separados dos espectadores, tratam do que interessa enquanto a turba berra à distância segura. Acontece que aos poucos uma parte dela está a saltar para a arena e mesmo que os Estados entrem num torvelinho fascista, as mudanças chegarão, DE UMA MANEIRA OU OUTRA, pela paz ou pela subversão.

domingo, outubro 09, 2011

COM JEITINHO....VAI!l

Foi - me preciso algum esforço, depois da minha visita semanal aos Media portugueses, vir falar do sr. Mário Crespo e os seus Inadaptados apontados na sua opinião de ontem no jornal Expresso, nomeadamente depois de ler Clara F. Alves ouvindo um relato lúcido de um grego amigo, do Miguel Sousa Tavares a descerrar - nos as cortinas da memória sobre um passado tão recente que só é realmente memória para quem fundo enterrou os factos e de D.Oliveira com o seu Capitalismo de candonga, ainda sobre a razão das razões das coisas serem assim e não assado num mundo onde a História dos povos está entregue à Cibernética e aos contabilistas....


Mário Crespo é um exemplo concreto dos " intelectuais " ( tenho de aspeá - lo ) ao serviço do fim da História que apontei no post anterior.
A sua azia pela vida dos outros e possívelmente da sua, espelha - se no seu fácies, onde cada músculo se retrai em azedume e desprezo, reflectindo um profundo descontentamento com uma certa maneira de ver as coisas..., simplifiquemos..., com a esquerda, ou mesmo o Estado que aparentemente não soube, enquanto andava na RTP, apreciar os seus auto - convictos dotes de fidelidade canina que ele acabou, por fim desprezado, por pôr ao serviço de si próprio.
 Alguém tinha a obrigação de reparar em tanto empenho posto na derrocada do poder socialista e conseguir - lhe o almejado posto de correspondente nos USA, o sr. Miguel Relvas, por exemplo..., Não!!!?
Vai daí, já que o fantasma do Sócrates parece ter - se esgueirado para a companhia do dono em Paris, ainda há por aí uns inadaptados aos quais urge zurzir, uns resquícios da cartilha da Internacional que ainda estrebucha e ameaça a nova Ordem.
A colagem com o caído em desgraça junto do chefe Passos Coelho, Alberto Jardim, é de génio. Nada como comparar a sabujice e a pedintice do povo com esse senhor, que finge não conhecer ninguém... e é um grande ingrato. E se ao povo anexarmos os seus sindicatos, está o serviço feito.


Elementar, diria Holmes, como elementar é a força das coisas, não?

TELEVISÃO PÚBLICA

Recorrentemente, sempre que a Direita chega ao poder em Portugal, prepara um novo assalto aos media públicos.
 Este novo governo achou que o trabalho de sapa iniciado já nos tempos de Cavaco com o esvaziamento das receitas próprias e legítimas das taxas ( nunca ouvi, na verdade nenhuma indignação popular à sua existência... ) e com a criação de dois canais privados também legítimos nos seus propósitos e com a quebra deliberada dos seus recursos publicitários e com a bendita Crise, se tinham criadas as condições necessárias  ao assalto final. E vai fazê - lo, quase sem resistência, pelos vistos...


Acontece que a ideia última assentava e ainda assenta, na extinção de um concorrente, que pelas suas  obrigações de serviço público obrigava a uma qualidade que, por permanente e legítimamente escrutinada, levá - lo - ia a um refinamento da qualidade das suas emissões com um natural aumento de audiências e... PATROCÍNIOS.
Ora é disso que se trata, SEMPRE que se fala da RTP, por exemplo, como as novas machadadas dadas pelas reduções das suas quotas de emissão publicitária no sentido de beneficiar, estrangulando - a orçamentalmente, os canais privados.
Esta tática, melhor dito, estratégia já que é mais abrangente, de tão básica, descarada e viscosa já é tão antiga ( lembram - se das anteriores privatizações? ) que, apesar de se revelar eficaz pela tremenda manipulação de um universo culturalmente muito débil como é a nação lusa, já deveria ter alertado a sua elite intelectual para o crime lesa - Pátria, na linha dos que se preparam para os outros sectores FUNDAMENTAIS para a maioria da população portuguesa como a Energia, os Transportes, a Saúde e a Educação, se cobardemente a maioria deles não estivesse já comprometida numa alarve propaganda aos interesses dos seus patrões e, julgam eles, coincidentes com os próprios...


A população portuguesa TEM de ser protegida dessa ganância imbecil e parafraseando Almada Negreiros, o que essa ganância  tem a mais sobre a ganância universal é SER PORTUGUESA e ter como campo de acção um país pobre e esmifrado até à medula.
Eu sei que para os vampiros do Zeca o dinheiro não tem pátria e hoje com o euro, mais apátrida ficou e sabemos bem aonde vai parar...., longe dos deliberadamente encolhidos dedos do nosso Estado, também ele quase exangue de tanto chupanço.


ARRE!

quinta-feira, outubro 06, 2011

FIGHT BACK!!!!

Estão a reduzir - nos à condição de sobreviventes, à Biologia, à condição básica onde a amoralidade dita as leis. Sendo assim, estamos à mercê da subjectividade, da recusa de uma realidade objectivada pelas nossas acções, à qual se tentou dar um equilíbrio necessário à sobrevivência da espécie.


O sistema vigente FALIU. A filosofia que O sustentou revela -se já INADEQUADA na interpretação desse equilíbrio com a Liberdade que lhe daria sustentação.

O SAPIENS é uma espécie a que a sua evolução racional não acrescentou NADA, a não ser a redundância cognitiva da sua mortalidade e a temporalização adiada da sua extinção, que a distingue das outras que habitam o planeta, uma maldição  que lhe marca o seu percurso como uma luta sem tréguas com a MORTE.

A nossa condição, de tão básica e efémera, chega a ser patética, por disso darmos conta na nossa apreensão do TEMPO como uma referência definitiva ao SER.
E é nesse espaço temporalizado, ocupado pelos nossos actos, pelas nossas escolhas, que o rumo essencial do que nós escolhemos ser, ocupado ÚNICAMENTE por nós, é que podemos deixar a marca da nossa passagem. Essa será a PEGADA que vale a pena deixar na promoção da evolução espiritual da espécie.

Reduzir - nos à condição material e espiritual de neantherthal, é inaceitável. Somos portadores de uma capacidade divina. A exigência do seu uso para a contemplação do que lhe esteve nos primórdios da sua necessidade, é uma OBRIGAÇÃO a que urge dar sentido, JÁ!

sexta-feira, setembro 30, 2011

EVENTOS CABOVERDEANOS



                                                   Eugénio Tavares ( 1867 - 1930 )


Soube que vai haver um recital de poesia e intervenções sobre o poeta caboverdiano Eugénio Tavares a par de outras actividades culturais no Museu de São Roque em Lisboa hoje às 18 horas e no dia 2 de Outubro. Há mais informações no blogue africaminha.


Infelizmente não me é possível estar presente o que lamento. Desejo que o local seja pequeno para os presentes e que a lembrança das nossas raízes esteja presente no coração dos participantes.
Eu estarei lá...

MODISMOS?...

De há uns tempos a esta parte tenho reparado que os nossos jornalistas, comentadores, bloggers e por aí adiante passaram a usar o termo mil milhões em vez de bilião. A razão dessa terminologia na língua portuguesa motivou uma pequeno sururu cá em casa com os meus garotões. Tive de recorrer - me aos meus e aos, com mais fundamentação, deles, já que um é bioquímico e o outro é eng. informático, conhecimentos aritméticos, para o caso, para chegarmos por fim a uma conclusão da qual eu tinha a certeza, ou seja - 1 bilião de euros é a mesma coisa que mil milhões de euros, coisa que eles contestavam.


Não sei se os apontados em cima enfermam do mesmo êrro e sendo o caso, não têm a noção do que estão a falar quando se referem a estes números, ou então...


A minha estranheza sobre a confusão e a terminologia levou - me a cavar mais fundo, o que me levou ao site do Jornal de Negócios que sobre a matéria já tinha feito um esclarecimento e cito de cor - Nos países de língua inglesa e no Brasil a escala usada conduz a uma terminologia diferente da Europeia, que pára no bilião, que apesar disso corresponde a mil milhões europeus. A partir daí a coisa muda o que leva a que dois trilhões deles correspondam a dois biliões nossos.


De qualquer maneira, o uso de mil milhões em vez do bilião só tem pertinência para o exterior e É um modismo mimético, mais nada.

quarta-feira, setembro 28, 2011

REVISITAÇÕES...

... Benignas e sempre esclarecedoras para quem, no tempo heideggeriano, a liberdade e a temporalidade se ajustam na procura de significados sobre o presente e o futuro remetendo - se ao passado, ao lugar da Culpa e da Responsabilidade, às origens, perscrutando o porquê das dificuldades de hoje nas arrojadas e pioneiras invectivas de harmonização do real com o sujeito da História - NÓS.


Nesta demanda se encontra o historiador José Pacheco Pereira. Que lhe seja claro e transparente o olhar e sobre as suas redescobertas nos dê alguma luz.Lamento não conhecer o grego e directamente, da fonte, superar a incomunicabilidade ou a reinterpretação que sobre a palavra, numa hermenêutica quase sempre condicionada por uma inteligibilidade inexorável que o Tempo e o Espaço vai cavando na sua marcha, se exerceu.
Limito - me, pois, às traduções e aos conselhos de quem me merece atenção.


Sugiro, a propósito, para o reconhecimento dos gregos a revisitação ou a abordagem da Odisseia de Homero ( menos denso que os epicuristas, os socráticos ou os platónicos ) para, quase de seguida (re) pegar n'os Lusíadas de Camões,( mais positivo que Pessoa, Senna ou Almada ) desta vez sem a divisão de orações ou a localização geográfica das estâncias. Vai ser um bem à auto-estima nestes tempos conturbados...

segunda-feira, setembro 26, 2011

NÓS e os OUTROS...

Semanalmente são a minha companhia necessária nesse vício reflexivo que o tempo de reforma me permite diàriamente. Falo de alguns cronistas cujas reflexões e visões do mundo são - me preciosos na busca de um não sei o quê que dê algum sentido ao que não tem, às razões que não as causas, à compreensão que não a explicação, aos porquês que não as respostas.


O meu fascínio semanal sobre essas três pessoas, sobre a sua visão do mundo e de nós prende -se também com os contrapontos não necessáriamente polémicos com que outros cronistas  ao lado lhes fazem companhia. Falo de Miguel S.Tavares, Clara Ferreira Alves e de Daniel de Oliveira.
 Do seu " nós individual  " ao " nós grupal " de D.Oliveira ( Expresso 27/8) ao O que correu mal ( Expresso 24/9) de M.S.Tavares, e fechando no " Acabar de vez com a Cultura " de Clara F.Alves a remeter - nos, o primeiro, sem transigência ideológica à razão das razões das nossas acções, o segundo, com uma breve, distanciada porque neutra, mas clarificadora súmula das nossas responsabilidades colectivas representadas nos e pelos governos, em sucessivas homenagens referendárias exercidas em eleições livres e finalmente numa visão mais restrita, porque dirigida, nostálgica e contundente, a Clara F.Alves a lembrar - nos com obsessivas e estalantes chibatadas a CRETINICE global que marca o nosso tempo de cultura inculta em que o único esforço intelectual vigente é constatar o óbvio e derramar lágrimas e queixumes sobre ele.


Há pouco tempo escrevi  por aqui que esses tempos de mudança - SÃO EFECTIVAMENTE DE MUDANÇA , não há volta a dar - em que tudo anda com sorrisos de vacas pastantes, alegremente perfilados em responsabilidade, civismo e espírito de sacrifício, conduzidos por cães - pastores de sibilina cretinice, exigiam Lobos, mais atentos aos cães do que à manada.


HAJA MAIS...

domingo, setembro 25, 2011

LUTA DE CLASSES reloaded... 2

JUSTA CAUSA NOS DESPEDIMENTOS? - Não haveria suficiente papel para a Direita e para os " patrões " que contivesse todas as motivações capazes de serem inseridas nesse pressuposto de justa causa. É claro que só faltaria o supremo desplante de deixar esses critérios na imaginação dos empregadores.


QUEBRA DE PRODUTIVIDADE? - Fácil de arranjar, com exigências de tarefas com prazos úteis inexequíveis a trabalhadores semi - competentes sem capacidade de argumentação e fundamentação técnica para se opôr, até judicialmente se for o caso a um processo disciplinar intimidatório. Infelizmente o universo laboral português seria pasto fértil para os abusos dada a sua fragilidade e capacidade de explicar a encarregados ou a patrões sem trabalho de campo, incompetentes por vezes, a asnice orçamental que por vezes sustenta as exigências de calendário.


INADAPTAÇÃO AO POSTO DE TRABALHO? - O que é isto senão uma mistificação dos termos da responsabilidade contratual? Quais são os âmbitos ou os pré - requisitos de adaptação inexoràvelmente presentes? Quem contrata quem?


Tenho para mim que a única base de negociação séria e no sentido de a melhorar e nunca de a subverter é a legislação vigente sobre o Trabalho. Custou sangue suor e lágrimas e será uma traição IMPERDOÁVEL dos trabalhadores de hoje à geração que ajudou a criar as condições de protecção dos direitos dos trabalhadores a sua subversão oportunista e velhaca pelo Poder elitista europeu representado hoje em Portugal pela troika e seus apaniguados.


SE A NOVA GERAÇÃO NÃO SE MEXER, ESTÁ A REMETER - SE VOLUNTÀRIAMENTE A UM FUTURO DE LAMÚRIAS... PRÉ - 25 DE ABRIL.