quarta-feira, março 08, 2017

segunda-feira, março 06, 2017

D`os MEDIA

QUEM CHAFURDA NO LIXO...

... não terá a mais remota possibilidade, se não morrer de exaustão, entretanto, de aì encontrar uma " pérola ".
Há títulos em Portugal que só conheço pelo nome, pela carcassa do exterior, que inevitávelmente prefaciam o conteúdo para lá da capa. Declino, pois, a aventura de os explorar e a resistência é tão forte que acaba sempre por vencer a minha doentia curiosidade intelectual por outras maneiras de ver.
Preconceito, dirão alguns; uma visão parcelar do mundo, dirão outros... enfim, uma insubmissão ao que não respeito, já sem tolerância nem paciência para simplesmente ler ou ouvir.

A conclusão desse posicionamento aproveita a crítica ao sectarismo que uma aparente fixação interpretativa na forma de ler o mundo parece contemplar. Falso! Nem toda a realidade precisa de ser experienciada para se ter opiniões fortes e inabaláveis sobre a natureza malsã do seu conteúdo. Até porque essa posição deriva do conhecimento da outra face da moeda. Nem é preciso poli - la, nas suas infindáveis cunhagens, para saber o que está por baixo. Uma questão de higiene mental, tão sómente...

Os « MERDIA », esse magnífico neologismo, creio tê - lo ouvido pela primeira vez referido pela Clara Ferreira Alves, resume a distância crítica a manter com TUDO o que se lê ou se vê, aqui e... lá fora. A sua credibilidade terá de estar em permanente escrutínio; cansativo, mas necessário. Caso contrário, a tendência será aceitarmos passivamente (n)o que o mundo se está a transformar.

terça-feira, fevereiro 28, 2017

D´ a ELITE DO REGIME.

QUAL ELITE?

Normalmente, quando me refiro genéricamente por aqui, ao que se estipulou chamar de Elite na estrutura social de uma comunidade, nação, estado, faço uma diferenciação entre " elite " e elite, pela singela razão de as distinguir, de todo.

Em Portugal e afasto desde já qualquer singularidade que eventualmente o distinga, no meu conhecimento sobre a realidade nos mais importantes países do planeta, essa distinção é violenta, pelo conhecimento vivido que tenho da realidade nacional.
A distinção aferidora está, aqui como em qualquer outro país, no reconhecimento da capacidade que as " elites " têm na relativização do que se convencionou ( a sociedade humana é uma convenção aceite nos comportamentos éticos que regulam, à luz do que se tem por racional e socialmente justo, as comunidades do humano )  ter por valores normativos universalizáveis, pela abrangência que permite na harmonização das relações humanas.

A piramidal hipocrisia que sobreleva desse posicionamento, pela falsidade e batota que introduz em contrabando no relacionamento genérico, social, económico, laboral, entre os elementos do agregamento voluntário ao contrato social veiculado pela Democracia, disfarçada no monstruoso tecido jurídico que nos é diáriamente imposto a cada soluço de revolta, tem sido a marca de água identificadora das " elites " veiculantes do Poder. Um mal social à boleia do Individualismo, dito pragmático.
Os portugueses, como os americanos ou qualquer outro povo no mundo civilizado conhecem a sua elite e as suas " elites " e no seu desprezo impotente quase se diria que aprenderam a viver com elas, limpando de quando em vez o escarro com que elas emporcalham as suas esperanças.

A elite lusa sempre as desmascarou, debalde. Acontece, como dizia Gasset que à inexistência de um pathos moral zurzida pela crítica humanista a resposta tem sido o escárnio, por toda a parte.

Numa Democracia, tão árduamente construída e defendida, hoje desminada dos valores que lhe deram credibilidade e militância referencia - se, a montante, o desmiolamento educativo e instrutivo das novas gerações às quais só soubemos transmitir o valor do conceito Liberdade que não a sua essência concreta nas relações humanas, nacionais e internacionais. A libertinagem intelectual pôs - se no lugar da Cultura, a informação desnudada substitui o conhecimento, a presunção a reflexão, a crendice a análise critica - UM SUCESSO -

quarta-feira, fevereiro 22, 2017

FACTOS ALTERNANTES

ENFIM...

" O futuro de Mário Centeno está nas mãos de Álvaro Domingues " - Marques Mendes

O conselheiro de Estado e comentador televisivo ( só em Portugal...) semanal das incidências da política portuguesa proferiu essa profecia sobre um ministro das Finanças a quem Portugal deve dos melhores resultados económicos, sociais, por arrasto e de política externa junto dos seus pares da U.E.

ERRADO, sr. conselheiro! O ministro das Finanças em Portugal responde políticamente ao P.Ministro e o seu futuro tout court não está nas mãos de ninguém, a não ser do próprio e das decisões pessoais que sobre ele lhe concernem.

O êrro político de aprendiz de feiticeiro, como por aqui o chamei quando tomou posse, desmascarado pelos factos intuídos no dossier C.G.D., que a Oposição de Direita tem cavalgado acéfalamente por sobre o interesse nacional, não o diminuirá nas suas competências perante o Governo de que faz parte, dos partidos que apoiam o Governo e junto da U.E.

 Se isso ( putativos SMS trocados com Álvaro Domingues com revelações que já TODA A GENTE intuiu... ) tem sido percepcionado como uma bomba atómica pelo conselheiro e pelo PSD e o CDS, o problema é deles. Por mim e para a maioria será, se revelados públicamente, como aparentemente já o terá sido ao Presidente da República ( inacreditável!), será... um foguete busca - pé.

WAKE UP, GIRL!!!...


OS SINAIS ESTAVAM AÍ...

Em 2010, sob o título - Platão, reloaded or else... -  disse que a Democracia estava a precisar de uma monumental estalada que a acordasse da letargia mórbida que a assolava através da captura da sua essência pela Plutocracia e pela Burrocracia, a reboque da parvoeira conceptualista que arribou a Filosofia da sua demanda prática pela felicidade do humano.
Seis anos se passaram e as estaladas, bem merecidas, vão - se ouvindo pelo planeta. com a imposição populista ( porquê a pejoração!!!???) de outro tipo de governação através de outsiders ( porquê outsiders!!!?) que substituísse a História acabada da democracia dita liberal e a sua multidão de despojados.
Pelo que me tem chegado, esta revolução da maioria silenciosa, de contornos reaccionários, despojada de qualquer suporte ideológico, que o apodo fascista, sexista, racista, nacionalista, espalha em racionalização sobre os adquiridos civilizacionais que desafia, difícilmente será atalhada através de uma racionalização política, inexistente, fazendo uso do argumentário inconsequente com que a inércia e a negligência quase criminosa trataram os povos.

A revolução que eu previa não era esta, mas enfim... CUIDEM - SE!

domingo, fevereiro 12, 2017

EXPRESSOANDO..., melancólicamente

C.G.D.

Vejamos... " Tínhamos pensado usar este artifício, dada a urgência da solução da capitalização da Caixa e a nomeação de novos corpos gerentes. Infelizmente, a Lei não deixa e vamos pensar noutra solução ".
Doeu? 
E não estaríamos neste folhetim rasca e piroso a que o CDS e o PSD se agarraram com unhas e dentes para gáudio próprio e fastio das gentes.
Os erros fazem parte da governação, assim como a necessidade de os corrigir, com transparência. Ocultar  o que acabaria sempre por vir à tona, foi, no mínimo, inexperiência política a que Costa tinha a obrigação de cortar com celeridade. Valeu a experiência para os incautos.

CAVACO

Agradecido pelo esforço, mas uma das coisas que mais abomino é a revelação de conversas, mesmo que informais, o que não foi o caso, havidas entre duas pessoas e apresentadas como alibis para atitudes retaliatórias, a posteriori.
A coisa vem -me desde Beauvoir e Sartre. Foi revoltante o desnudar de uma relação, por Beauvoir, finda uma relação de décadas.
De certeza que não vou ler Cavaco. Políticamente, conheço - o desde 1985, pessoalmente não me interessam as suas confissões.

LOBO ANTUNES 

Estranha a sua projecção acusatória de inveja, por parte do Prémio Nobel, Saramago, tendo - o por alvo.
Deixei de ler Lobo Antunes ao quinto livro. O estilo freudiano/testemunhal auto - biográfico, cansou - me. Preferi a variedade ensaística de Saramago.

ACORDO ORTOGRÁFICO

Um êrro que tenha por obstáculo, no mínimo, o bom - senso, deve ser corrigido, antes que as suas consequências se tornem irreversíveis. Sempre considerei este A. O. uma estupidez sem nome e imaginei o país a levantar - se contra ele. A resistência foi ténue e passou TOTALMENTE ao lado da população em geral e a negligência dos eruditos, quando não enfastiadamente cúmplices.
Para quando o começo da desactivação da barbárie?

ANGOLA

UMA MUDANÇA NA CONTINUIDADE, se perspectiva, finda(!!!???) a regência do MPLA e a subida do general João Lourenço.
Angola vai criando, paulatinamente, uma classe média que, dentro de pouco tempo, não se contentará sòmente com o seu bem estar económico/financeiro. Vai exigir mais liberdade, mais informação e políticas sociais dirigidas à sua população menos afortunada. Saberá que tem todas as condições de exploração das suas riquezas naturais e pô - las aos serviço da sua população. Será exigente e tenaz nas suas exigências contra a corrupção dos seus dirigentes e, no balanço contra ela em geral, à medida que a nova geração se for formando em civilidade e ... conhecimento.
O tempo urge, saiba João Lourenço começar a reflectir sobre os passos a dar, HOJE.

TRUMP

Um abcesso doloroso que rebentará por si ou lacerado pela resistência esclarecida do povo americano mais civilizado. Entretanto, vai fedendo o ar..., naquilo que, extrapolando em Philippe Parreno, se poderia caracterizar como uma exibição histérica de subjectividade narcísica.


quinta-feira, fevereiro 09, 2017

D´O ADVOGADO DO DIABO

DANCING WITH THE DEVIL

Já que chegámos à conclusão que nos (re)descobrimos com Ockham e antes dele com Aristóteles, que só existe uma realidade, a individual, reportada aos nossos sentidos e às nossas emoções por sobre uma racionalidade Universal, hoje em decadência, a História sussurra - nos que entrámos no modo sobrevivência.

Entremos, pois, no assunto deste post... que, como de costume, reflecte o estupor de um septuagenário perante a marcha de um mundo em interrogação sobre TODOS os seus adquiridos civilizacionais.

Falemos, então, do que hoje se chama fascismo islamita numa tentativa de caracterização, como o vejo, fundamentalista e religiosa.
Ele existe e é um facto incontornável na sua vertente jihadista e radical. Existe sobre uma fundamentação religiosa literal baseada em textos medievais sagrados para os seus fiéis, no Alcorão, existe em todo o Oriente - Médio e mutatis mutandis, em Israel com o Talmude e a Tora e existiu no mundo Ocidental com a Bíblia da Inquisição. Impossível, pois, descartar a vertente religiosa no advento do Fundamentalismo como um exercício autoritário do poder religioso e quando a esse se associa o poder político, o do Estado, em militância expansionista armada, está criado o caldo fascista em toda a sua glória.

Quando, sob o estandarte da Liberdade, o Ocidente quis exportar os seus " fundamentalismos ", políticos, religiosos, e sociais, como essências incontornáveis de Civilização, que uma racionalidade supostamente universalizada, abraçaria sem reservas, esqueceu - se que a demanda teria e tem o selo de dominação, que é o que acontece quando os nossos valores se sobrepõem aos contemplados pelo Outro.
Não cabe aqui, neste espaço, historiar o século das Luzes na sedimentação dos paradigmas que enformam o Ocidente actual na sua mais importante conquista - o valor da Liberdade - e os direitos humanos. Políticamente, como consequência, como eu o entendo, e não como uma causa, a Democracia emergiu como um regime político soberano na consciência, PREPARADA, dos ocidentais.

Infelizmente e com um olhar ocidental, a História seguiu outros caminhos noutras paragens. Lá não houve Luteros nem Gutenbergs, não houve Kants nem Marxs. A Tora e o Alcorão são os veículos de Iluminação, políticas, religiosas e... sociais, por aquelas paragens...
No Ocidente, com o abrenúncio da morte de Deus, a Bíblia do Deus cristão já não tem o carácter definitivo e definidor na formação das consciências, e definitivamente, abandonou o fundamentalismo agregador e militante de outrora na propagação da sua Fé. A palavra e não a espada, a prédica e não a sharia e o excomungo, a integração no mundo temporal  e o Ecumenismo, e não o isolamento fundamentalista, são as armas do Cristianismo de hoje

As consequências daqueles posicionamentos reflectem - se na sociedade civil, nos costumes e nas aspirações libertárias, onde a libertação do feminino marca, pelo essencial e vital contraste, o referencial decisivo que, subterrâneamente, opõe as sociedades ocidentais e... as outras.
O feminismo, em sociedades que, ainda hoje, estabelecem e fundamentam, via textos sagrados, a hierarquização e submissão militante das mulheres, é visto como uma afronta vital, tal como a homossexualidade e o travestismo sexual.
Os laços de civilidade que a tolerância democrática pratica até ao desmazelo moral, potenciou o conflito entre os contextos universais e divinos do fundamentalismo religioso e a laicidade cínica do Ocidente.
Num tempo de escapismo em que a universalidade dos valores, hoje vaga e hipócritamente inseridos no pacote democrático, à mercê das oscilações pragmáticas e casuísticas da Política, a sua defesa, que a moleza das convicções atribui à Tolerância, não tem dono nem acantonamento ideológico, terá de ser de TODOS.
O fascismo, de qualquer espécie e origem, é para ABATER. HOJE!

sexta-feira, fevereiro 03, 2017

EUTANÁSIA?

DEFINITIVAMENTE, UMA DECISÃO INTRANSMISSÍVEL E PESSOAL. PODERÁ ASSUMIR A FACE DO SUICÍDIO OU DE ASSISTÊNCIA MÉDICA ASSISTIDA E... CÚMPLICE PARA COM A MORTE.

É DA OBRIGAÇÃO DO ESTADO OS CONTORNOS ÉTICO - SANITÁRIOS DA SUA APLICAÇÃO, A PEDIDO DO CIDADÃO, PONTO FINAL.

EM PRINCÍPIO, ASSINO POR BAIXO A PETIÇÃO SOBRE A LEGALIZAÇÃO DA MORTE ASSISTIDA E... A PEDIDO, COM TODOS OS PASSOS DE AVALIAÇÃO A SEREM CUIDADOSAMENTE PONDERADOS.

quarta-feira, fevereiro 01, 2017

INTELIGÊNCIA EMOCIONAL?...

... OU DESVALORIZAÇÃO ACRÍTICA DA VERDADE?




Dizem - nos que ela é " uma reacção às vicissitudes da vida " e um empático êmulo das e nas relações humanas empirizadas como meio de atingir a felicidade pessoal.
Como, em mim, o caminho é o da racionalidade, insisto Razão + Ética, assim em maiúsculas para enfatizar, e a pós - verdade não encontrou solo fértil, penso que a redução ao umbigo, como referencial da verdade, associada ao que eu sinto como verdadeiro, para lá dos factos que a transtornam, tem sido a marca da infantilização galopante da espécie. E voltámos à caverna platónica, ao aconchego do EU e do seu espaço (r)estrito, à visão do mundo como Representação e Vontade. Pudera!
Não é de admirar que com o mestre do pessimismo, actualizado e adaptado aos tempos de hoje, Shopenhauer, e a ajuda preciosa da relativização moderna de todo e qualquer Valor, racionalizado, " absolutizado " e transmitido pela Tradição, o mundo se tenha transformado num palco feérico de representações, à medida da perspectiva do observador.

Neste contexto atomizado só poderá sobrevir o Caos, esse caos que a interpretação racional tentou, pelos vistos debalde, organizar.. O real é uma projecção e o ser a sua representação espelhada, devolvida à origem com o beneplácito da impostura emocional - um selfie.

Dir - se - ia que a construção, hoje babélica, do edifício que a Razão permitiria projectar está em ruínas. A decepção de Adorno ou a náusea redentora de Arendt caminharam, lado a lado até que um espaço curvo einsteineano as convergiu numa referenciação inteligível e quiçá (re)originária - a infantilidade cínica contemporânea.


Do cinismo, eu cá prefiro o do Diógenes.

sexta-feira, janeiro 27, 2017

ZEITGEIST


DA MELANCÓLICA BANALIDADE DA HISTÓRIA,...

...que me perdoe Heidegger, irrompe, de quando em vez, seres " auto-iluminados", que da sua marcha telúrica e caótica, almejam dar - lhe um sentido, uma ordem, que lhe devolva a originalidade impressa e perdida no tempo - uma determinação fatalista -.
O século XXI borbulha, desde o seu alvorecer, com o aparecimento dessas missões " históricas ". Pelo Ocidente, Ásia Média e Extremo Oriente, a busca de uma grandeza perdida, que tanto poderá ser uma capacidade de domínio como de uma ordem interna fragmentada por valores alienígenas ,veiculadas pelo grande Satã - a Globalização - na desoneração de uma realidade sentida como ultrajada pelo Outro, tem sido o rosto político das nações.

Trump, Putin, Erdogan, Duterte, Le Pen, em modo hard, Schauble ( ou deveria dizer Merkel? ), May, Xi Jinping,  e outras personagens menores, em modo soft, popularizam, cada um a seu modo o estupor pela " repentina "mudança, como protagonistas activos e passivos desse turmoil contemporâneo que ameaça ser a revolução populista, o advento das massas como definidoras incontroláveis de mudanças radicais.
O " acontecimento " de Arendt prova - nos que não houve História Acabada, como a pesporrência liberal e regimental havia proclamado. O Futuro está aí, aberto, como sempre esteve, não como um desígneo vectorial, mas como uma multitude de experiências, a renovar, a bloquear, a acarinhar ou a destruir, tanto em regime(s) democrático(s) como fora dele.

Chegámos aqui pela Ignorância, pela negligência e pelo adormecimento sobre o adquirido como meta atingida. Essa desatenção trouxe - nos Trump, como noutras desatenções nos trouxe seres da mesma espécie. 
A dramatização dessa " decadência ", e tiro aspas, dos ideais da Democracia que uma elite soporífera, decadente e venal no remanso do bem - estar adquirido, não soube ou não quis preservar a não ser no seu formalismo legalista que não no da decência, nunca será, hoje, suficiente para atalhar o mal que a sementeira educativa deprimente e amoral do regime espalhou. Os frutos já estão maduros e só uma nova colheita redentora parará a disseminação da barbárie.
Lançar as bases da resistência será vital.
Esse bloqueamento caberá, necessáriamente à Educação, filosófica, política e ... ética.
Essa será, de novo, a obrigação da Elite, como sempre foi e será, que não a demissão conformista e pantufeira e o derrotismo.
O caminho, esse será sempre o da Liberdade e será o testamento, malgré Arendt, às gerações futuras; não a náusea, mas o combate.

segunda-feira, janeiro 23, 2017

A ENTREVISTA DO PRESIDENTE MARCELO

NÃO DEIXAREI DE FALAR SOBRE ELA, IN TIME...

E... DA IMPERTINÊNCIA DESLOCADA DOS JORNALISTAS QUE O ENTREVISTARAM.

RACIONALIDADE POLÍTICA... ou...

... JÁ ACABOU COM...



... TRUMP, the HUN ?

A democracia moderna, fruto dilecto do Iluminismo, qual maçã  carcomida por dentro por larvas brilha ainda, embora baça, nas esperanças dos não convencidos, dos povos, dos putativos depositários e beneficiários do regime.
Nos tempos que correm, torna - se impossível ouvir o actual presidente dos USA ou os seus avatares europeus e mundiais, sem um íntimo constrangimento e culpa na cumplicidade que se estabelece pela concordância quase imediata com os seus, não poucos, sound - bytes certeiros com que arengam as massas. Uma voz do sistema, o sistema em auto - crítica, pasma -se, e sentimo - nos populistas, mesmo que as marteladas racionalistas ecoem com estrondo nos nossos neurónios.

A ilusão, denunciada em Nietzche, da recusa do reconhecimento da impostura niilista que é acobertada na e pela racionalidade, para o caso democrática, está a rebentar pelas costuras, cerzidas então pelos iluministas, os crentes do poder da Razão como condutor último das sociedades, das civilizações.
Hoje, ainda com Nietz, a postura aristocrática e o afastamento da contaminação pelo barbarismo seria a reconciliação com a realidade que Adorno abandonou pela distância filosófica ao sentido das coisas, a sua suposta direcção histórica e o seu significado em cada um de nós.
A intelectualidade elitista, na falta de melhor caracterização, encontra - se de cócoras, atordoada pela aparente ruptura racional nos USA, que denega a proclamação dos seus antecessores e balbucia interpretações racionais na inteligibilidade estuporada com que o populismo ( na falta de melhor caracterização... ) do século XXI ameaça as certezas adquiridas em(na) democracia.
Nada como o exílio elitista e a distanciação de um crismado barbarismo das massas, da anarquia e do Homem, desse Homem que se define na e pela recusa do sofrimento. 

Apesar da História nos contemplar com o seu correr trôpego numa narrativa pouco ou nada linear a recusar o definitivo a montante e o destino a jusante numa imponderabilidade fatalista do Futuro, ensina - nos que o Passado é sempre obsoleto na definição dos passos a dar na modulação do Futuro, dos futuros possíveis.

Descrente de qualquer determinismo histórico na marcha do mundo, aceito com relutância, também ela racionalizada, a teoria da ordem no Caos e o princípio de vasos comunicantes e a inércia dinâmica  horrorizada do Vazio. O populismo é a resposta físicopolítica da retracção dos valores que enformam(vam) a Democracia e tem ocupado o espaço que essa decadência tem produzido.
O fim de uma época acontece quando os seus pilares de sustentação desabam e desabam quando o combate é substituído pelo conformismo pedante e ao exílio aristocrático se junta a demissão popular.
 Ora, acontece que a militância e não o desarme estão bem vivos, como se comprova.

Quem os orientará para os bons caminhos? Essa foi e será a tarefa da Elite. 

CADÊ ELA?

segunda-feira, janeiro 16, 2017

T.S.U.

 UMA " FEIRA DE GADO "...

...ainda montada?... ou um erro político de Costa?

Os " erros políticos " abundam em todo este processo e, até ver, só o CDS se mantém incólume no meio desta balbúrdia mal cozinhada.
A introdução da baixa da T.S.U. no mesmo pacote do aumento do salário mínimo foi, à partida, um bizarro quid pro quo por parte do Governo com os patrões, financiando - lhes, sem subtileza, o desconforto com a subida dos salários.
Conhecidas que eram as posições dos parceiros PCP e o Bloco de Esquerda contra esse desfecho, a projecção, mal calculada, do apoio do PSD ao acordo, conhecido à saciedade o perfil programático da oposição ressentida de Passos Coelho, de uma sua colaboração no conflito declarado de posições entre o Governo e seus parceiros, cabe perguntar de que tipo de exercício político estamos a falar.

Resumindo, penso que o Governo falhou, à luz desses dados, ao não se ter concertado préviamente com o PSD a posição do seu voto.

Dir - se -á que haverá oportunismo político à não contribuição de Passos Coelho no sufragar de uma baixa da TSU quando em tempos recentes lhe foi uma virtuosa medida de relançamento da economia.

O jogo da " batata quente " permitiria, pela ausência, um apaziguamento identitário dentro do PCP e do BLOCO, enquanto recolhiam os benefícios do contraste com o Bloco Central. Acontece que Passos não dançou e a coisa complica - se, para TODOS.

Para já, há uma vítima, assumida desde que foi apeado do Poder, e reforçada pelo isolamento crescente dentro do próprio partido. A " campanha marcelista " que encetou de há dois anos a esta parte junto das bases procura equilibrar a conspiração da oposição dentro de um partido que ele conhece bem e que já não vai acreditando no Diabo.

Voltando ao Governo...
Se de uma manobra calculada se possa falar, no imediato as suas consequências não estão a ser virtuosas,... por ora.

quarta-feira, janeiro 11, 2017

D'A BOLA ( 2 )

 ISTO...


Tem feito o « GLORIOSO » às " TRAQUINICES " dos chicos - espertos já com a careca à mostra, visível já para os adeptos adversários.
Se eles, os c.e. não se puserem a pau vai - lhes acontecer o mesmo no final da época.

GUIMARÃES 0 BENFICA 2

No relvado, com o melhor treinador do campeonato e com os melhores jogadores a gente até « ganha contra os árbitros ». O segredo? É esquecer - se deles e...MARCAR GOLOS. 
Receita simples, não é? Pois é!...  É preciso ter quem os faça... e o Benfica tem - nos. Só isso e faz TODA a diferença.

sábado, janeiro 07, 2017

LUTO NACIONAL


Acaba de me chegar a notícia da morte de Soares.
A Democracia portuguesa gravará a letras de ouro, como seu referencial máximo, o seu percurso histórico na sua implantação em Portugal.

As minhas sinceras e hiperbólicas homenagens ao DEMOCRATA.

D' A BOLA

UMA IRRACIONALIDADE CONSENTIDA?


Para todos nós, os chamados amantes da bola, a paixão começou aqui.
Para outros de nós ela também morreu aqui.

Para estes, ele, o futebol, tornou - se outra coisa que não a paixão pelo jogo, pela sua beleza, pela sua imponderabilidade, pela sua magia que os atletas transportam, pelo sortilégio do golo.
Ele tornou - se uma realidade escabrosa, através da qual se extravasam imposições de catarse às frustrações do dia - a - dia.

Para nós, os clubes são grandes quando superam, na maior parte das vezes, os obstáculos que a caótica ordem da imponderabilidade dinâmica de 25 elementos do jogo, cria no terreno. Queiramos ou não, a equipa de arbitragem será SEMPRE um elemento dessa condição. Superar os seus erros nunca será uma contingência para as equipas em confronto, como também o será a obrigação de emendar os erros próprios, infinitamente recorrentes e definitivas, numa percentagem esmagadora, quando comparados com as asneiras da arbitragem.

Passar por cima deste facto EVIDENTE, pela irracionalidade desviante, quando a NOSSA equipa perde os jogos, atribuindo sistemáticamente a culpa à arbitragem tem uma caracterização psicológica também ela evidente - MÁ - FÉ.
Quando esse desvario ameaça e passa à acção entramos num campo que TUDO tem a ver com a nossa bestialidade sem âncoras e NADA a ver com o fairplay formador de carácteres sadios que o desporto deve consagrar.

Eu adoro o futebol e acho deplorável que os chamados GRANDES estejam hoje, nomeadamente o Sporting Club de Portugal e o Futebol Club do Porto, a liderar, pela chama da frustração e incompetência, reflectidas nos últimos anos de liderança do Benfica no panorama clubístico nacional, uma revolta contra a Arbitragem, quando os seus adeptos SABEM porque VIRAM o que as suas equipas têm feito, aqui E lá fora.
A não ser que também acreditem que o rival anda a aliciar a arbitragem internacional quando não exista uma campanha de ódio ao Sporting e ao Porto. É que já nada me surpreende, pelo que me tem sido dado a ver e ouvir...

LASTIMÁVEL!

quarta-feira, janeiro 04, 2017

MEMÓRIAS...

... OU PRESENTE CORIÁCEO

Nos idos 1984, Paulo Nogueira n' O Muro das lamentações, in VIDA, revista do defunto semanário Independente, glosava sobre o políticamente correcto de pechisbeque que afrontava, então, a Vida e os Media, contra o vernáculo impertinente.
Delicioso o exemplo, em resposta a um camionista, real ou imaginário, do rei português do século XVIII ( D. José I ou, como creio, o Marquês de Pombal ) , que, ao receber as credenciais do diplomata espanhol cujo apelido era « Porras y Porras », terá indeferido a nomeação com a seguinte justificação - Não é tanto pelo nome, mas pela insistência -.

A resposta ao camionista de desabrida linguagem foi um revisitar allegro das modas e modinhas linguísticas das épocas e a resistência bem - falante ao vernáculo, definitivo e definidor.
O metafórico  « par de estalos » a um cronista desbocado que levou à demissão de um Ministro da Cultura por pouco provocava, ao " apanhado " por um microfone soez em amena cavaqueira, Santos Silva, Ministro dos Negócios estrangeiros, a mesma sorte, caso a verbalização - feira de gado - atribuído ao ambiente de negociação na Concertação Social, fosse pública.

Ferro Rodrigues, o actual presidente da Assembleia da República, chocado com os contornos conspirativos de decapitação da Direcção do P.S., que rodeavam, em manipulação mediática através de fugas de informação cirúrgicas, pela investigação criminal do caso Casa Pia, troou - Estou - me cagando para o segredo de Justiça -, mais coisa menos coisa, foi, pela ameaça que representava na construção de uma Frente de Esquerda, obrigado a uma demissão pelo temeroso amigo que ocupava o cargo de Presidente da República.

" Em certas circunstâncias... ", dizia - nos Paulo Nogueira, o palavrão traz - nos um alívio inatingível até pela prece. Um - FODASS - a uma martelada num dedo daria melhor caução que o padre - nosso.
Que o diga a Pluma Caprichosa com a sua - FUCK 2016 - que eu subscrevo, a condensar todas as porcarias que, no dealbar do Ano Novo, ainda boiam resilentes até que consigamos mandá - las pela pia abaixo com o puxar do Global autoclismo do nosso alívio.

Aqui, ainda com o Paulo, as reticências supletivas não valerão um corno. O primado da acção eficaz está a desmoralizar a prática humanista em quase todas as paragens - Chamam - lhe Pragmatismo, Pós - Verdade, Globalização - .
As lideranças asiáticas, Turquia e Rússia incluídas, troçam da fraqueza humanista do Ocidente no aperfeiçoamento das relações humanas através da Democracia política e social e por não " fazer o que tem de ser feito ", o mantra da amoralidade, contra o que " deve ser feito ".
Os exemplos abundam e frutificam no políticamente incorrecto. De Erdogan a Putin, de BIBI a Duterte, de Trump à le Penn, as marcas ficarão pelo Ano que agora começa.

Resta saber qual é o « lixo » de que pretendem ver - se livres...

UM DEMOCRATA...

... DE ELITE



sábado, dezembro 31, 2016

O BEM, O MAL... ( 2 )

O MEDO E O TERROR



FOBOS e DEIMOS...

...Entraram, abruptos, nas agendas políticas das nações ocidentais, que não as asiáticas, que não interiorizadas sériamente pelas massas da Europa e das Américas.
A desconstrução relativista atinge a sua glória, conceptualizada por uma maioria ( !!!??? ) que, hoje, só crê em si e para si.

A pós - verdade, o palavrão do ano mais não é do que a consequência lógica, redundante, da interiorização canhestra da instrumentalidade moral levada às últimas consequências, deserdada de uma racionalidade coxa do seu gatilho ético.

- O QUE É A VERDADE? - interpelava Pilatos, o prático, ao místico Jesus. Ao silêncio deste responde o Homem contemporâneo - A Verdade sou EU!, palpável, ecoando a minha materialidade por sobre os escombros dos mitos e das metafísicas. A Verdade são as minhas acções, plenas ou omissas, reais ou imaginárias, . De mim provêm e a mim retornam, nas suas consequências tidas, pressentidas ou adquiridas..
Nenhuma categoria moral anexante, nenhum sortilégio sagrado ou profano, a montante ou a juzante que o vazio não dissolva no quente resguardo do EGO.
Deus reflecte - se na minha imagem devolvida no espelho da queda e da orfandade.

Fobos e Deimos reinarão, triunfantes, enquanto a nossa menoridade cavalga furiosa a Cibernética e a nossa Estupidez militante. em desoneração global, no nosso depauperamento cognitivo e ético.
Pós - verdade? Um contrabando miserável de uma virose intelectual, quando, pelo nível de incidência, baixo e rasteiro, uma chico - espertice, uma piramidal fraude civilizacional.

Que 2017 traga o velho Bom - Senso, tão - sómente, de volta às relações, pessoais, nacionais e... internacionais, serão os meus piedosos votos...

terça-feira, dezembro 27, 2016

BEM / MAL, BOM / MAU...


... SUBJECTIVIDADES INTERPRETATIVAS OU... EXISTÊNCIAS CIRCUNSCRITAS...

... Que, do infinitamente pequeno ao infinitamente grande caracterizam a NORMALIDADE do equilíbrio do ser e o nada?

O sol será um BEM temporalizado, pelos humanos, até se transformar numa gigante vermelha. Do BEM absoluto que é hoje tenderá para o apocalíptico e aí será um MAL, absoluto para a Vida terrestre e uma ocorrência normalizada no contexto do Universo, neutra, não - adjectivada, como MAU ou BOM.
O " contexto da ocorrência ", global ou como mera experiência pessoal, será sempre um valor relativizável no quadro da classificação, também ela global, do BEM e do MAL e da antinomia BOM e MAU.
A factualidade retida no quadro das experiências humanas retém fragmentos consuetudinários que balizam as visões absolutas que a vulgaridade linguística ( em compreensão e extensão ) desmembra.
O Homicídio, pecado maior condenado em todos os enquadramentos sociais, um MAL, teve e tem a bênção do colectivo, enquadrado num universo de alibis, naturais, políticos, religiosos e... legítimas defesas. Uma escolha consciente, portanto. Bomm, como anuência circunscrita e Mau para as vítimas da retaliação. Pelo que o MAL pode ser BOM, consoante as circunstâncias.

A relativização moral que acompanha e busca o seu fundamento, do darwinismo social calvinista ao fundamentalismo religioso e ou, hoje étnico, condensa, pelas suas consequências, o BARBARISMO que tem marcado o caos ético planetário.
Cada " sapiens " representa - se como um universo concentracionário donde absorve, absoluto, o BEM, o MAL, o BOM e o MAU, referenciadores do seu, também absoluto, NARCISISMO.
O espelhamento planetário dessa mundividência unipessoal é hoje total, em todas as formas de , outrora organizações colectivas, como , das nações aos Estados, às transnacionais.

UMA GIGANTESCA TORRE DE BABEL está em construção, não já para atingir os céus em busca de DEUS, mas para a incomunicação, ABSOLUTA.