quinta-feira, junho 21, 2012

EURO 2012

Ainda não tinha falado do Campeonato da Europa... Tenho - me limitado a observar, a tirar notas. Do que tenho observado, o meu aplauso vai todo para os atletas, de Portugal, principalmente, e dos outros países na prova.
Lamentávelmente, o futebol reflecte hoje, como ontem, o espírito dos tempos, condição inultrapassável impressa em toda a actividade do humano. E o espírito dos tempos está manchado pela debilidade ética que marca o Ocidente nos dias que correm, nomeadamente ao nível dos decisores e dos seus companheiros de jornada.
No torneio em curso, antes e durante temos assistido a manifestações vis e deploráveis por parte de quase toda a estrutura que assina a organização técnica dos jogos - a UEFA - , com tentativas grosseiras de manipulação da marcha dos acontecimentos, ao nível da escolha dos juízes das partidas ( Espanha, Inglaterra, por exemplo, só continuam na prova devido à corrupção dos resultados decisivos para a classificação ), com " erros " !!!!??? inacreditáveis nas tendenciosas arbitragens protagonizadas pelos homens - de- mão da UEFA.
A impunidade e a vergonha é de tal monta que o sr. Platini se permite " mandar " um recado público a ouvidos e espinhas mais renitentes - Quer uma final entre a Espanha e Alemanha -. Aí não há nenhuma inocência que o " direito " individual de livre opinião podia dar cobertura. Há, sim, MANIPULAÇÃO clara das arbitragens em favor das equipas mais poderosas em prova, uma nojeira completa.
É que ele É o presidente da UEFA, não é um mero adepto. Quer queira quer não, a organização a que temporáriamente preside, representa TODAS as equipas.


Que Portugal e Grécia obriguem os favoritos do sr. Platini a suar, com os méritos próprios, pelas victórias, é o meu desejo como amante do futebol.

segunda-feira, junho 11, 2012

D' o SÍNDROMA DE EGAS MONIZ...

A  " CULPA " e o resgate da honra que levaram Moniz a pôr a sua cabeça e as da restante família no cepo ilustra a diferença ética entre o mestre e o seu suserano Afonso Henriques, jovem príncipe, para quem a vassalagem seria o limite intransponível de obediência.


" ...Só os moralistas podem desmoralizar - se... ", constata em melancolia perplexa a exaustão iluminista contemplada por Sloterdijk in Crítica da Razão Cínica, perante o espírito do tempo, a que nenhum esclarecimento sobra ao entendimento, se não racional, do definitivamente empírico que assola o mundo hoje.
Porquê o marasmo e o conformismo perante uma narrativa que o Poder escreve e reescreve numa obsessão quase demente a que os efeitos contraditórios, ciclos após ciclos reiteram o erro desmascarando as causas, fundamentando e justificando outras abordagens que permitam um salto civilizacional que tarda?


Portugal, na ausência do seu, pelo poder actual, industriado bode expiatório, Sócrates, pôs a cabeça no cepo, em nome de uma cínica manipulação que lhe incutiu malévolamente uma responsabilização ética perante a dívida soberana de que o Poder, ele próprio e os seus salteadores, foram os principais causadores e aproveitadores. Toda a gente os conhece pelos nomes, não fugiram e o seu desplante e impunidade perante a massa amorfa e uma corrupta, porque cínica, e inepta máquina judicial, ainda, de cara descoberta, exibem ufanos a sua degradação moral, certos de que com a penalização política, democrática, claro, podem bem eles; será uma pequena pausa até ao inevitável regresso... A Democracia que eles criaram, à sua medida, se encarregará disso. Se não estiverem em pessoa a ocupar a cadeira estarão os amigos, o que vai dar ao mesmo.


" Podem reclamar à vontade, mas obedecei! " - Bismarck, disse o Burocrata -Mor nº 1. Hoje olharia com soberano enlevo a obra de uma discípula que, em vez de botas, usa o Euro como arma de controlo e domínio.

quarta-feira, junho 06, 2012

LiveLeak.com - Tribe encontra o homem branco pela primeira vez

LiveLeak.com - Tribe encontra o homem branco pela primeira vez:

Rousseau, em toda a sua glória!
A perda da inocência dessa tribo foi brutal, comovente e assombrosa. Mudará a sua vida para SEMPRE, esperamos que num sentido adequado à sua sobrevivência, que o conhecimento e posse(?) de novas ferramentas transporta para o humano.


As imagens desse encontro de 3º grau levaram - às lágrimas...

domingo, junho 03, 2012

C A L A M A T C H E: RESERVAS...





Muito DIFICILMENTE comentarei o que diz, pensa e faz este senhor, a quem nunca compraria um carro usado, sem cair nos braços da Justiça.
Se alguma vez tiver de comentar o que ele diz, pensa e faz, terei de usar de toda a minha civilidade para não cair no insulto.
Daí a ausência forçada de opiniões sobre ele...
Virá tempo...


Este post foi escrito no dia 20/12/11

O tempo chegou mais depressa do que estava à espera. Não foi uma grande surpresa. Quatro anos passam a correr e a pressa foi má conselheira, provoca despistes quando a má condução se alia a maus condutores.
Eu tinha razão antes de tempo em não me meter com palavras fortes  com personagens tão sombrias com ligações tão poderosas e, vai - se sabendo, ilegítimas com os serviços secretos.

Agora não é preciso dizer mais nada. A Justiça que investigue já que o PS parece totalmente tolhido, não vá ser apanhado na enxurrada daninha.
Cá ficaremos à espera dos desenlaces...



sexta-feira, junho 01, 2012

UMA LÁSTIMA...

" Nego rotundamente que exista hoje em qualquer recanto do Continente grupo algum enformado por um novo ethos que tenha laivos de moral...
... seria uma ingenuidade atirar à cara do homem de hoje a sua falta de moral porque ele não tem nenhuma. A imputação não o afectaria mínimammente ou, pelo contrário, lisonjeá - lo -ia... "
Gasset 1930


É evidente em Gasset, perante as vicissitudes da época que então marcava a Europa, um chamamento a um imperativo moral, numa altura em que a liberdade das massas levavam ao pânico o pensador, que teria de se conjugar com os seus deveres e obrigações sociais, em desmantelamento, na euforia histórica da assunção do seu destino.


Do seu a seu dono, pois bem, a actualidade da caracterização de Gasset é, no mínimo, surpreendente, desarmante até.
Muitas teorias éticas terão aparecido entretanto sem que tenham conseguido o pleno junto do Sapiens, nem poderia ter sido de outro modo, já que, se livre, a aceitação ética exige uma consciencialização a  que só a Vontade dá suporte, a boa Vontade, como diria Kant.
O Ocidente absorveu - as TODAS. A sua elite renega - as todas, em nome dos resultados previsíveis ou não. A Humanidade é o seu meio privilegiado e o pragmatismo egoísta e narcísico o seu Credo.


Os casos mediáticos do Portugal de hoje derivam dessa ausência de moralidade ou da sua assunção como conceito e prática, junto dos seus protagonistas, como reduzida aos interesses próprios, como um fim lógico e natural. Tudo o resto não são mais do que meios e oportunidades apropriados na consecução dos propósitos
Nada de mais natural para os sujeitos e nada de mais soberanamente condenável para quem do comportamento humano, da elite derivada dos privilégios ao comum dos mortais livres, é exigida uma civilidade digna de ser chamada virtuosa.
Fora desse espaço medra a selvajaria em doses cavalares, confrangedora para gente civilizada e péssimo exemplo para uma geração vindoura hoje já duramente fustigada e sem referências éticas e políticas de relevo.

quinta-feira, maio 24, 2012

PENSAR PORTUGAL

www.abrupto.blogspot.com


Continua a ser um dos mais brilhantes espaços de analise histórico - político do país. Contundente, mordaz, irremediávelmente pessimista e cada vez mais independente.
De acompanhar, diáriamente, crítica e ajuízadamente.

quarta-feira, maio 23, 2012

D' O RENDER DA GUARDA...

Há muito mais a perder ( o que se tem... ) do que a ganhar. Essa é a singela constatação a explicar o conformismo pandémico que assola uma UE em crise de fim de era, completamente tolhida de medo, sem audácia, sem Vontade.


A História, aparentemente, acabou no espírito de uma geração, que dela retém uma noção académica transmitida por conformistas conservadores que A tiraram da rua, dos seus intérpretes e a encarceraram no conforto dos gabinetes dos aerópagos das elites governativas mundiais.
O tempo singular de mudança que hoje se vive, em que o PODER já sem a universalidade na direcção dos povos como aconteceu a partir do século XVI e durante três séculos, em que a Europa, nomeadamente através dos seus povos exploradores, era o único poder vigente, que com a força dos seus canhões, da sua ciência e das suas crenças, dizia, permitiu a criação de humanidades que respondem perante soberanias diversas, armadas até aos dentes e com o poder atómico a sustentar - lhes, em segurança, crenças recuperadas pela reconquista das soberanias próprias.


A tentativa de reunificação do mundo pela nova globalização, pelo auto- proclamado herdeiro do Poder europeu, os USA, através da livre circulação de capitais, tornada possível pela cibernética, tem tornado possível conhecer as semelhanças entre a espécie, assim como as diferenças inultrapassáveis que nos distinguem e que marcam a identidade do que somos e a identidade do Outro.


A História ainda não acabou, porquanto as histórias das nações carregam consigo um passado, ao virar da esquina, ao qual se remetem sempre que se sentem ameaçadas no mais íntimo da sua Cultura, aonde vão beber a identidade perdida na burocracia alienante instigada pelo Comércio; um regresso em busca de energias de resistência ao colapso como nação. Os curdos, os palestinianos, os judeus, os albaneses conheceram o percurso. Para uns houve um leito onde se reclinar, para outros a luta continua.


A Grécia sofre hoje o que Gasset chamou uma prepotência de opiniãoe é contra ela que os gregos estão a criar com sucessivos NÃOS uma opinião própria de resistência, através da desobediência à chantagem e à humilhação.
Na belíssima crónica de viagem titulada - Ich bin Grega - pela Pluma Caprichosa, sentimo - nos também, gregos, e se já não nos bastasse saber que o estatuto de desobediência só o reclama quem ama a liberdade, confirmámos com C.F.Alves que, sim, há uma história que está a morrer - a da Europa como farol civilizacional, que perdida a cadeira soberana, luta por estar atrás do balcão da sua mercearia, na semi - obscuridade da sua tasca.

segunda-feira, maio 21, 2012

D'O FÍGADO DE BRONZE DE PIACENZA...

... Aos leitores das folhas de chá, dos porcos-espinhos às raposas, dos bulls aos bears, dos kondratievs aos profetas de Wall Street, da cigana e plebeia leitura do futuro às especialíssimas previsões dos gurus económicos modernos, a realidade humana recusa a antecipação com que os aúgures antigos e modernos, com ou sem coturnos, lhe tentam moldar os desfechos.


A ciência económica está descredibilizada. Quanto mais informação menor a capacidade humana de a processar. Atirada para os braços da Cibernética, tratada como uma lei física, perdeu  o sentido político HUMANIZADO da sua utilidade, faz desaparecer as pessoas e cai no niilismo dos números, na vertigem da matemática teórica.
Se fazer a política é demasiado sério para ser deixado à mercê dos políticos, na Economia torna - se vital arrancá - la das mãos de burocratas.


Seria interessante analisar como as contas públicas e pessoais em-ordem estão a minar as bases do Capitalismo liberal.
Por mim, tudo bem...

terça-feira, maio 15, 2012

HURRRRRAH!



Um abraço fraterno, cachopa!
O respeito é para quem o merece e a integridade ética, aos saldos, ainda faz a diferença em quem a define nas acções e no pensamento.
Quem te acompanha sabe do que estou a falar, como diria o outro...

sábado, maio 12, 2012

UM INEPTO POLÍTICO



Ter como primeiro - ministro alguém, que de milhares de compatriotas no desemprego ( POR FAVOR, HAJA ALGUÉM QUE EXPLIQUE A ESSE SENHOR O QUE REPRESENTA O DESEMPREGO NUM PAÍS COMO PORTUGAL... ) bolsa alarvidades burocráticas sobre opções de VIDA estranguladas por contingências que produziu e aleivosamente reitera, é BURRICE, de quem lá o pôs e de quem lá o mantém.


A História está prenhe de exemplos de personagens conduzidas, por inércia e exaustões políticas, à chefia das nações. Passos Coelho é um erro de casting e, até ver, também o é o líder do PS, Seguro.


É pena que se tenha de aguentá -lo o tempo de uma legislatura e de, aproveitando a martelada do adeus e recondução à insignificância histórica, verberar quem, da inteligência se esperava mais - Paulo Portas.


Essa será, essa sim, a oportunidade dos desempregados de mudarem de chefe e de VIDA. Entretanto, os danos e os ressentimentos vão marcando uma geração de portugueses, lamentávelmente.

quinta-feira, maio 10, 2012

POIS É...

... É tudo uma questão de estar atento e conhecer o adversário.


Em Setembro de 2010 escrevi isto...


" No ano passado, os anti - benfiquistas acordaram tarde e quando deram por isso a nossa equipa estava já imparável, mesmo a jogar contra 14, em arbitragens tendenciosas e desavergonhadas, como a que se viu ontem. É evidente que a máquina ainda não está afinada e nem precisaria disso ainda para despachar os adversários que nos têm aparecido.
Acontece, como disse, que este ano perderam a vergonha muito cedo e com o Benfica " posto em sossêgo " logo no início do campeonato, a coisa poderá ser sempre recomposta ainda a tempo de salvar a face. Uma vergonha a que o sr. Querença ajudou a dar o mote.


E agora, não completamente fora do contexto, o nosso presidente cometeu um erro de tomo ao ter patrocinado a eleição do sr. Fernando Gomes como presidente da Liga. Ele vai - se arrepender mas será tarde... "


Hoje lembramo - nos de como as coisas acabaram. Este ano, como foi, sem rebuços, denunciado pelo  Benfica, as coisas ficaram para o fim e, obscenamente, com os mesmos protagonistas e em jogos -chave - o Querença e o Proença.


Que tal um pulinho à crónica Pressão Alta do Rui Santos no Record de hoje e reavivar o que também já disse por aqui da ingenuidade do Benfica sobre os homens- de - bem que hoje estão à cabeça da Liga e da Federação Portuguesa de Futebol?


É que a deslocação do negócio da bola está a ser, com a liquidação dos clubes do sul e com o domínio de árbitros do norte, a subir para cima e se o Sporting ( nunca mais ganhará uma Liga... ) e o Benfica não souberem reagir, veremos para o ano o Porto e o Braga e algum outro associado de ocasião no topo do campeonato, com ou sem méritos próprios.

quinta-feira, maio 03, 2012

SENADO EUROPEU?

PARA QUÊ?


Impossível esperar da classe social dirigente qualquer mudança aos princípios económicos em que se sustenta o seu domínio e o seu bem - estar - o liberalismo.
O povo, sempre " sábio " há muito que definiu num aforismo manhoso a natureza que do conhecimento maioritário de si e dos outros tem aprendido  - Quem parte e reparte e não fica com a melhor parte ou é tolo ou não tem arte.


Ora, de tolo a classe social no poder não tem nada e quanto à arte de esconder dos tolos que a sua miséria periódica é não culpa própria e está incontornàvelmente ligada, como sabem, à economia liberal da qual as cíclicas crises não são mais do que os resultados de um reordenamento dos rendimentos, sempre que à boleia das migalhas que caem do pote, o Zé melhora o seu estado económico e o seu poder de compra, mimando os tiques e os privilégios da burguesia endinheirada, ela está pujante.


Por mais que os bem intencionados procurem explicações outras para debelar essa urdidura cíclica que tem sistemáticamente devolvido à realidade a proporcionalidade éticamente reprovável da repartição dos rendimentos, a economia política tornou - se um instrumento de domínio e gestão dos desequilíbrios e não de coesão social.
Uma sociedade " equilibrada " numa repartição justa do rendimento nacional não faz parte dos ensinamentos das escolas de economia dos países que abraçaram o capitalismo liberal a não ser como uma utópica miragem. Nelas aprende - se, pelo estudo das " conjunturas económicas " a estar atento na manutenção do status  e não de como prevenir o aparecimento das brutais assimetrias que a liberdade incontrolada engendra.


" Se Keynes voltasse à Terra não seria certamente keynesiano " proclama o defensor da existência de um Senado europeu ( mais um gabinete burocrático e transnacional de inimigos da Vida ), o presidente do tribunal de Contas, Guilherme d'Oliveira Martins, entrevistado pela Clara F.Alves na Revista do Expresso último.
 Como!!!|!|? O que é que levaria o pensamento keynesiano a entrar em curto-circuito com o seu projector?
Não creio que a solução monetarista que os estudos de " conjuntura " da escola alemã professam em torno de garrotes orçamentais que estão a empobrecer a Europa e a criar desemprego em massa, fosse do seu agrado e o levassem a tirar uma vírgula ao que pensou e que em relação ao emprego é determinante como factor de coesão social numa sociedade em que os dirigentes se deveriam advertir dos excessos para cima ou para baixo prevenindo e obstando à ocorrência de assimetrias denunciadores do descalabro e de CRISES.
Acontece que as crises do capitalismo, como os artistas as orquestram, são uma " limpeza do sistema " necessária para repôr as disparidades que permitem alimentar fraudulentamente um sistema caduco, imoral, criminoso, em nome das mais nobres aspirações do Homem - a Liberdade e a Democracia.


E vai fazendo o seu caminho numa sociedade que " sábia " acha que somos todos iguais e que quem parte e reparte e...blá-blá-blá...

quarta-feira, maio 02, 2012

VENHA CÁ!

Notável a polémica em torno da campanha do Pingo Doce, com descontos únicos.


TODA a gente se queixou, excepto os clientes e não foram poucos. Venham mais campanhas do género que a clientela agradece. As queixas foram de quem não precisa dessa alteração anormal ao hábito de saquear os bolsos de quem pouco tem.


Eu não fui lá; as razões dos que lá foram são muitas e fundamentadas e de quem fez a campanha também.


Veremos os desenvolvimentos nesses dias que se seguirão...

segunda-feira, abril 30, 2012

MIGUEL PORTAS



Morreu um democrata socialista que manteve uma luta sem tréguas e sem nuances  em favor da sua interpretação virtuosa por aqueles que a praticam. Foi um exemplo a seguir pela nova geração.


Aqui fica a minha singela e sincera homenagem.

SOARES É " FIXE " !

Assente a poeira sobre polémica ausência do ex - presidente da República às comemorações oficiais do 25 de Abril e para além da simpatia pessoal e não política que consagro ao cidadão Mário Soares, um homem sério ( para utilizar a sua terminologia... ) permito - me lembrar duas coisas...


A diferença fundamental que havia entre Soares e Alegre e anteriormente com Cunhal, principalmente com este, estaria na separação da personalidade política da pessoal que Soares sempre fez em relação aos seus adversários ideológicos, atitude impensável para Cunhal que do urbano e institucional relacionamento sempre separou as águas.
A proximidade política, ética, filosófica, cultural seriam condições essenciais a um relacionamento " simpático ", quando não empático, com o Outro.
 Soares é praticante de uma pandemocracia que não distingue o Homem das suas ideias aos quais, independentemente das suas virtudes, algumas mencionadas um pouco acima, atribui respeito, em nome da democracia e da liberdade e, se empunhadas por quem nutre simpatia pessoal, não se coíbe de tecer alibis virtuosos ao carácter do Outro, tidos como meritórios e devidos. A sua deriva ideológica, melhor, consistência, deriva desse posicionamento.


Já a Direita ideológica é mais consistente no que às afinidades pessoais com Soares lhes diz respeito. Dos seus " sótãos " expulsaram e expulsam em antipatia o aristocrático político. Eanes nutre - lhe desprezo. Cavaco, profundo ressentimento político e distâncias vingativas, o que para mim só devia abonar pessoalmente Mário Soares; na verdade isso não acontece. O ex - presidente SENTE mais do que devia essas hostilidades pessoais, mas também sentiu como ofensa pessoal e não devia, junto dos correligionários Zenha e Alegre, o afrontamento POLÍTICO.
Para um político que combateu e combate IDEIAS e não pessoas e que o faz considerar sérios ( termo ideológicamente inconsequente ) adversários que não o consideram sério, é de uma ingenuidade tremenda.
Por mim,  na política o homem faz a função assim como a função faz o homem e os fins estão íntimamente ligados aos meios. E só pelos meios posso ajuízar da seriedade dos homens que a conduzem. E também só aí posso alimentar sentimentos de simpatia e juízos parabenizantes pessoais.


A não - comparência de Soares, numas cerimónias alusivas a uma data histórica, essa sim pandemocrata, peca por irreflexão, por confusão entre o contingente e o essencial. Dando de barato que só a impotência leva a Direita hoje a celebrar essa data, essa Direita que se permite enterrar o 1º de Dezembro como se tivesse a importância das celebrações fascistas do 10 de Junho, o famigerado Dia da raça, dizia, deslustrou a força de 25 de Abril.
Foi pena, pelo gozo que também lhe daria ouvir Cavaco a fazer um discurso, contrabandeado é certo, de elogio a um socialista de nome Sócrates pela obra efectuada, em anúncios de excelências tornadas possíveis no Portugal de hoje.

sexta-feira, abril 27, 2012

HMMMMM!


Querem ver que o Seguro, a reboque das asneiradas políticas da maioria, vai roer a corda troikiana?


Está a chamar - me a atenção e isso, perdoem - me a imodéstia, está a afastá - lo da estupidez conformista e " responsável " reinante. Nada mau...

quarta-feira, abril 25, 2012

25 de Abril de 1974

Ninguém acreditava que esse dia chegaria da forma como chegou - em rotura decisiva com o repugnante status num desmantelamento assertivo das consciências tão longamente formatadas por uma autoridade e um Poder bisonho, miserabilista, provinciano e tacanho que durante tanto tempo assumiu a representatividade de um povo, em nome de uma menorização insultuosa das suas capacidades.


Acreditava - se em reformas, que de uma racionalidade atribuída e aceite ao delfim sucessor, se esperavam os desenlaces libertadores. Pura ingenuidade, que a escola era a mesma e o poder nunca é pertença única do chefe.


Vivi, minuto a minuto, desde a madrugada dessa revolução que podia ter sido, não fosse a complacência cobarde de mentalidades provincianas do BASTA, NÃO QUERO MAIS a meterem-na num redil controlado de carneiros mansos e ruminantes, até hoje, sob o rótulo de Democracia Ocidental.
Em letras de fogo ficaram gravadas no meu peito e na minha memória esse querer de uma nação, liberta, nos dias que se seguiram, das  falsas consciências que um querer medíocre lhe incutiu durante décadas.


Hoje, quando os novos representantes desse poder apeado regressam, aprendida a lição, mas sempre com o tom melífluo e apaziguante a adornar - lhes o discurso, lembro - me dessa pulsão libertadora de então.


VIVA O 25 DE ABRIL!

segunda-feira, abril 23, 2012

ERRO GRAVE

Alguém terá aconselhado ao P. Ministro uma estratégia de contenção na sua exposição pública ( por desgaste da imagem de mensageiro de más notícias, principalmente... ) e vai daí delega nos apóstolos a competência de disseminar a mensagem do pobrezinho mas honesto.


As primeiras bocas, nomeadamente do ministro da Solidariedade e do ministro da Justiça já nos  iluminaram sobre o que aí vem.
É o que dá pôr os burocratas a falar e agir políticamente... Um erro ingénuo que irá ser bem aproveitado pelos media e pela Oposição.

terça-feira, abril 17, 2012

D'os CULAMBISTAS... ( PARTE V )

Deambulando sobre a praxis política do Estado actual e do atrelamento anexante que ainda vai obtendo junto de uma população céptica e demissionária das virtudes políticas e de uma cumplicidade expectante e oportunista que  a sua comunicação discursiva tem vindo a alimentar, não me atenho a particularizar, por hoje, o desmascaramento casuístico de cada acção ou demissão de alguns apaniguados dessa ladaínha conformista, paralizante, que tem a FÉ como o único leitmotiv mobilizador (!!!??? ) dos cidadãos, em estado pré - comatoso.


Generalizo, continuando na caracterização do M.E.C., feito na década de 80/90, de uma postura comportamental que não cessa de nos surpreender.


                                                      OS CARAS DE CUS
                                                  ( Miguel Esteves Cardoso )


... Repare -se que, quando há eleições, todos os candidatos com uma hipótese remota de vencerem são agraciados pelos entrevistadores com longos lambe-cus aos quais normalmente não teriam direito. Esta é a forma do culambista profissional assegurar -se que nenhum cu tomará assento em Belém ou em S. Bento sem ter sido préviamente carimbado.
Como funciona o Culambismo? A essência está na relação entre o culambista e o cu lambido. Se a coisa é bem feita, cria -  se uma relação de intimidade entre os dois. O segredo é adivinhar a forma de aproximação identificando os gostos e manias de cada cu.
Não é fácil porque todos os cus são diferentes. Há cus que gostam de ser lambidos abertamente - mas são raros ( embora actualmente proeminentes ). São os cus de quem aprecia que se lhe diga, em plena praça pública: " Senhor ministro, desculpe - me o desabafo, mas não há dúvida que o senhor é um grande estadista! "
Os cus, o mais das vezes, apreciam que as coisas sejam feitas com mais rodeios. Há cus que gostam de ser lambidos na diagonal. Outros preferem o face-a-face. Uns gostam de só uma longa lambidela. Uns gostam de várias lambidinhas imperceptíveis, dadas intervaladamente ao longo da sessão. Há cus que gostam de levar uns " taus-taus " carinhosos antes de serem lambidos. Em casos desses, o culambista experiente faz duas ou três críticas suaves ou perguntas levemente polémicas antes de avançar com as beiças...


( actualizaremos... )

sábado, abril 14, 2012

HIGIENE MENTAL, precisa - se...

Contra as sucessivas medidas burrofascizantes ,que aos poucos vão saindo dos enfados ministeriais, contra a felicidade alheia, aconselho uma lavagem cerebral a alguns envelhecidos neurónios, que à sua velhice existencial acrescem senilidades políticas, como as atitudes fundamentalistas anti- tabaco, anti-sexo, anti-álcool, anti-droga, anti-ética, anti-Vida, que vão subtilmente e em crescendo, cerceando a Liberdade e a Responsabilidade individual do cidadão.


É claro que só uma visão classista e pretensiosa explica o despudor dessa intromissão do Estado em áreas de julgamento pessoal com criminalizações abusivas e impertinentes.
Se este Estado quiser proteger as nossas crianças, tenho uma mão cheia de sugestões a apresentar e duas mãos de reparos à sua hipocrisia no que respeita ao tema, fundamentado nas consequências previsíveis de algumas acções que teve nessa área.


Essa atitude de emboscada que parece estar estratégicamente colada ao Estado actual, pertence a um campo bem definido - a dos salteadores, dos carteiristas e, no limite, dos evangelizadores. Não é definitivamente a área da Política e como tal deveria ser tratada pelos cidadãos.
Virá tempo...