segunda-feira, maio 19, 2014

JUNCKERADAS E MELOAS RANGELISTAS

CONFUSOS?

EU EXPLICO...



Pronto, tinha alinhavadas ( escrevo à mão...) uma prosa sobre os últimos acontecimentos da campanha pré - eleições europeias, que só está a acontecer nas franjas do eleitorado representadas pelos partidos minoritários, longe do CENTRÃO, as alarvidades indigentes da Aliança Portugal protagonizadas pela dupla Rangel/Melo, ao cinismo político que aos poucos se desmascara do jotinha Seguro, quando li Tomás Vasques no " I " de hoje em Cristóvão Colombo e os esquentadores. A contundência e o riso foram melhores e remeto - vos para a sua leitura.

Ainda não parei de rir da " junckerada " paternalista...



A opinião emitida no " I " é séria, a empatia e cumplicidade provocaram o riso. Adiante...

É que o editorialista de hoje no jornal tinha - me tirado a boa disposição e o riso, provocado por razões outras...

BENFICA 1 RIO AVE 0

TAÇA DE PORTUGAL









EXCELENTE ÉPOCA A DO GLORIOSO ESTA TEMPORADA!



PARABÉNS E... BOAS - FÉRIAS!

sábado, maio 17, 2014

QUERO SER COMO ELES...

...QUANDO FOR CRESCIDO...


Almada Negreiros, glosando a despreconceituosa latitude do indígena luso para com os parceiros sexuais, verberou a imagem cantada do fornicador de mulheres de TODAS as raças e do desvirgamento rácico que a mestiçagem produziu no peito da mátria nacional.

Foi mais uma tentativa desolada de explicação da matrix pátrea do antes a depois dos Descobrimentos.
" Perdido por cem perdido por mil ", a palavra de ordem mobilizadora da debandagem nacional, organizada pois...., da pobreza sem futuro de então terá sido esquecido pelo fervor patriótico do poeta.
Como mestiço, duvido da análise redutora de Almada e falo, naturalmente em defesa própria, o que não abona muito como argumento, mas.... adiante.

De Aquilino Ribeiro, Antero de Quental, Jorge de Sena que não Pessoa, activamente embasbacado, mitológico e místico, passando por Camões e a sua visão épica do feito e por arrasto dos sujeito, o sentir do carácter nacional provocou, ao longo da História mil perplexidades, à mistura com auto - culpabilizantes sentimentos de repulsa e conformismos atávicos, que o fado menor bordeja.

Se um povo se deveria rever na sua elite, a emulação que essa antevista exemplaridade deveria consagrar estaria no mecanismo de ascenção social, económica, que a Democracia prometeu a troco da contenção da conflitualidade que o individualismo biológico, o natural ( posto entre aspas... ) transporta.
Acontece que, quando a elite ( conceito vazio, hoje... ) se vai formando no exemplo da que a vai precedendo, em acumulação económica e financeira rapaces e intransigentes partilhas das riquezas nacionais, corporativamente entrincheirada e ética, quando não moralmente ausente, objectivamente anti - patriótica e anti - social no seu sentido racional, e não penitencialmente caritativo, ( não, ainda não li os livros do Louçã... ) só pode multiplicar, por um lado o conformismo do desprezo consciente e passivo e por outro lado a revolta impotente e  não - violenta ( democrática, chamam - na... ) que a urgência da frustração de se sentar na mesa dos Grandes contém.
Em Portugal persiste uma " inveja " que nenhum sentimento grande, como o ódio por exemplo, eleva da mediocridade que os mitológicos " brandos costumes ", caucionam fundo na alma lusa, para lá da ocasionalmente barulhenta e auto - compensatória pulsão para a acção que a consciencialização cívica de alguns exige e deveria potenciar.

Extrapolando genèricamente para o universo político, alavanca simplificadora de ascensão de mediocridades, generalizemos, pois, essa realidade bisonha e triste vai - se mimetizando, de geração a geração numa caracterização sentida, deplorada e... aceite pela maioria da sua população.

Se as opiniões se formam e apesar da sua aparente diversidade, vital ou programática, continuarem a beber do substracto liminarmente arrivista que a emulação elíptica, pseudo - elilista, ética e moralmente incipiente, vai formatando de geração a geração, não passarão de aquisições e mensagens de como os babuínos se deveriam comportar, para sobreviver, no mundo dos sapiens. E como tais deveriam ser tratadas por uma racionalidade não captiva.
O controlo, através das políticas de educação, da saúde, da justiça, pelos representantes dessas opiniões faz o pleno na naturalidade que se quer política, e não BIOLÓGICA quando desmascarada, contrabandeada pela contenção exigida pela democracia à TOTALIDADE individualizada.
Individualismo à solta dentro deste monstruoso edifício burocrático como proclama a democracia liberal é um embuste, que uma protecção assegurada a seu tempo, pelas Forças Armadas, pela Polícia, pela Plutocracia assegura, por ora.

Dentro desse universo concentracionário, a Sobrevivência apela, naturalmente, ao mimetismo.

Quando for crescido quero ser como eles...

E não há esclarecimento que resulte quando se aceita que  o Faz o que eu faço e não o que digo seja a mensagem vencedora na exemplaridade faceada pela elite nacional.

quinta-feira, maio 15, 2014

TAÇA EUROPA



                                                            UM ECO DECEPCIONANTE



 Mais uma final europeia perdida inglóriamente pelo Benfica.

As circunstâncias que levaram a este desfecho foram várias e começaram a definir -se nas meias - finais pela eliminação do Juventus, com penalizações ao Enzo e ao Markovitch, sendo o primeiro o melhor jogador do Benfica nesta temporada.


Ter sido a melhor equipa em campo não bastou e a hostilidade da equipa de arbitragem também não ajudou; mas o que ditou a derrota foram os falhanços individuais e, a espaços, colectivos da equipa.

Seria injusto o registo individual apontado a jogadores que tantas vezes definiram victórias na fantástica época deste ano.


Venha a Taça de Portugal!

quarta-feira, maio 07, 2014

EM HOMENAGEM AO " I "...

                                                                         TWITS


GANÂNCIAS

A plausibilidade que, em sociedades marcadas pela lei da oferta e procura, ( genéricamente são - nas todas...) pelo Mercado, há, de se pôr um preço a tudo, dos bens materiais aos outros menos tangíveis e inflaccioná - los até ao despautério em oportunidades abertas pela Crise ou situações pontuais como uma final da Champions, existe e está a acontecer nestes dias em Portugal.

Alojamentos a 2000 euros por dia reflectem uma postura muito feia, eventualmente rendosa, mas mesmo assim muuuuito feia.

NÃO HÁ COINCIDÊNCIAS

A marcação dos fóruns dos Bancos Centrais europeus em Portugal até 2018 nada tem de extraordinário e poder - se - á candidamente explicar - se pelas excepcionais condições que o país oferece para essas conferências, a todos os níveis.
Estranho foi iniciá - los, com a presença massiva de uma comitiva de altas personalidades das finanças internacionais e pontuá -los com as presenças da Troika, nas figuras de Barroso e Lagarde durante o período das eleições europeias.
A pressão sobre o eleitorado, sentida genéricamente tanto seja num sentido ou noutro, é evidente.
A pretensão não declarada, após a saída limpa, um fracasso monumental da politica europeia, é que seja positiva para a coligação no poder.
É feio, muuuuito feio. Quanto à eficácia, estaremos aqui para verificar.

REPITA,S.F.F.

Vejamos...
Vital Moreira, ex - eurodeputado pelo P.S. diz que, recito da citação de RADAR PORTUGAL ( I ), - ... Não faz sentido (!!!???) condenar o programa de ajustamento ( a quê? ) com o argumento de que Portugal está pior do que antes... porque isso era inevitável(???). Nenhum Governo poderia ter evitado isso (???). 
Mas, concede que - O programa de ajustamento poderia ter sido melhor, menos penosa e mais equitativa...
Aí, a minha alma ficou parva. Então, se o programa.... da coisa... chamemos - lhe isso, poderia ter sido melhor do que este, DESTE governo, contraria a inevitabilidade de ser ISTO, penoso e irracionalmente desigual e transparece a possibilidade de poder ter sido feito de outro modo por outro governo ( este quis ser o menino bonito e sabujo da Prof.... ), NÃO FAZ SENTIDO CONDENAR ESTE PROGRAMA?
Quanto ao que seria melhor , o que nenhum outro governo poderia ter evitado, na opinião algo confusa de V. Moreira, ( extraordinária transformação socio - política... ), falta  saber a definição política do conceito na actual estrutura psico - social e política do ex- dirigente do PCP.

UM PAÍS ADIADO, INDEFINIDAMENTE...

A fazer jus aos números e expectativas dos indicadores ( nem sempre fiáveis, contudo...) internacionais - OCDE, Agências de rating, revistas especializadas, opiniões de gurus financeiros, etc, principalmente no que ao crescimento da dívida soberana portuguesa concerne, a par das suas implicações económicas de curto e médio prazo soberanamente desprezadas pela UE, FMI e a panóplia predadora eufemísticamente chamada investidores, dizia, Portugal, malgré a euforia Portas/Passos, continuará cativo por longos e maus anos, para gáudio e orgulho da Presidência da República.

BOKO HARAM

UM IMENSO, PESTILENTO E COBARDE VÓMITO CAIU SOBRE OS NIGERIANOS, HABITANTES NÃO INOCENTES DE UM PAÍS COM A QUARTA MAIOR PERCENTAGEM DE POPULAÇÃO ESCRAVA DO PLANETA, SÓ SUPERADA PELA DA ÍNDIA CHINA E PAQUISTÃO.
ABUBAKAR SHEKAM MANCHA O ISLÃO.
MERECE A GUILHOTINA.

O meus agradecimentos e parabéns ao " I " pelo uso... e abuso...


terça-feira, maio 06, 2014

FOI ASSIM...

Q.E.D....


...DE NOVO!


Como se previu, o cautelar teve o comportamento esperado...





Começou assim e...





Acabou assim...


Como manipulação política foi de uma pobreza ingente, excepto na leitura mistificadora da Presidência da República, cuja assumpção cúmplice com o programa político do Governo é cada vez mais descarada.

sábado, maio 03, 2014

SOCIEDADES HISTÉRICAS

RACISMO?





Conta - se por aí que o racismo, tendo os negros como alvo, nasceu quando os primeiros caucasianos puseram os pés em África e viram os nativos, nus, em toda a sua glória, a correrem pelas savanas bravias.
Da inveja peniana, justificável, e da diferença civilizacional e tecnológica sucedeu - se o resto, o mito, que a modernidade democrática tem estilhaçado nos seus fundamentos  pseudo naturais e científicos.
Todavia há resistentes, como os papagaios ignorantes que atiram bananas a atletas negros, mestiços ou não - brancos, a maioria silenciosa... e ... outras coisas.

Confesso que a polémica despoletada pelas declarações ( desabafos, para mim... ) de Donald Sterling - Aborrece - me muito que apareças públicamente com negros. Podes dormir com eles. A única coisa que te peço é que não os promovas e que não os tragas aos meus jogos  - não me parece, apesar de pensado e interpretado pela maioria, ter nenhuma conotação racista de relevo. Teve, como transparência de um lamento, quase de auto - compaixão, de dor de corno de um macho, um carácter que ultrapassou eventuais opiniões de menorização rácica, ausente do teor dessas palavras.

Traduzo - Não chegava andares a foder com eles, os teus amantes, como tens de os exibir por todo os lados e para cúmulo, na minha presença

Todo o macho, mesmo eventualmente impotente e compreensivo com as necessidades sexuais de jovens namoradas, amantes ou esposas, reagiria ao(s) Outro(s) da sua humilhação pública como Sterling a sentiu.
A cor da pele e a sua eventual potência consoladora  foram pormenores que a histeria social extremou, tão só.

Por mim, e sem a empatia de ter passado pela experiência vivenciada, julgo traumática, de Sterling, tem a minha compreensão, pelo desabafo.

segunda-feira, abril 28, 2014

PROSA ANTI - INDIVIDUALISTA ( 2 ).

CONSENSUALIZEMOS, POIS...

Um ritmo espasmódico, dinâmico, marca todas as comunidades do humano, só sobressaltado com lampejos de " unidade " quando valores íntimamente sufragados são desafiados. O resultado dessas confrontações caracterizam processos sociais evolutivos ou regressivos no balanço das acalmias resultantes.
A exclusão faz parte desse balanço a que só a proporção do seu alargamento à maioria dá relevo, político e social.
Impossibilidade harmónica, portanto...

Falar - se de consensos, como repetidamente o Poder instalado, guardando as margens, numa realidade estilhaçada, resgatada, onde os valores simbólicos ( dos tais identitários... entre outros de igual relevância...) que, em exemplo, as datas históricas sublinham, são tratados como resquícios descartáveis em prol de contingências históricas, exacerbadas pela conjuntura e incultura, é uma arenga vazia a que só uma reconciliação com as relações de confiança, as unificadoras será capaz de traduzir em possibilidades virtuosas.
O desmantelamento das ritualizações simbólicas populares, que as oficiais repelem objectivamente nas consagrações elitistas, faz parte de um processo de evolução/ regressão, de dessacralização das origens que a racionalidade instrumental pós - mito elevou, na idade adulta do humano a um reconhecimento da partilha de um espaço e cultura comuns e sublinho, PARTILHA, que a posse, hoje sinónimo da cultura da GANÂNCIA e não do direito à propriedade, contrabandeou, filosófica, política e económicamente.

A regressão social foi o caminho escolhido pela democracia liberal e a exclusão um derivado contabilístico justificável em nome de um futuro não já programável, mas aleatório, infinitamente mais inescrutinável.
Este processo, esta conspiração efectiva, canhestra e irracional que as consequências testemunham, não tem suporte em nada de substantivo, numa superioridade que a pudesse sustentar, nem política, nem económica, nem cultural; alienígena, portanto, nos seus pressupostos culturais, absurda nas suas bases económicas, e imoral nos seus fins tecno - políticos.
Os erros das transplantações de idiossincracias exteriores às realidades nacionais, apoiadas numa pretensa universalidade científica, regional, nacional, geo - estratégica, teve a sua história, que a Globalização hoje tenta ecoar através de um único vector - a livre circulação das grandes corporações capitalistas e da monstruosa liquidez financeira que o empobrecimento acelerado dos povos executado por títeres políticos nacionais proporcionam à predação financeira.
As migalhas sobrantes são o estímulo ao empreendedorismo individual - QUALQUER CIDADÃO PODE SER PRESIDENTE DA REPÚBLICA - basta que se consiga financiar... CADA UM POR SI que o vizinho é um obstáculo à minha promoção e ao reconhecimento dos Grandes. Trabalho honesto é para os loosers. A Moralidade é filosofia de covardes e por aí fora... 

A ampliação programática, que a demissão da Política projectou, ( Já não há líderes políticos, há  gestores e para cúmulo...MAUS ) desses conceitos Individualistas tem alimentado a ilusão dos incautos e a cumplicidade desprevenida de outros, a funcionar como uma correia de transmissão ideológica de uma solução final às recorrentes Crises que um sistema moribundo, biológicamente irrepreensível na eficácia estrita e éticamente desprezível transporta em sua essência.

CONSENSOS POLÍTICOS? SÓ EM CUMPLICIDADES PROGRAMÁTICAS...
ENTRE A SOCIOPATIA E A HARMONIZAÇÃO SOCIAL A ESCOLHA DO CIDADÃO ADULTO TERÁ DE SER ÓBVIA...

sábado, abril 26, 2014

PROSA ANTI - INDIVIDUALISTA...

... DE UM INDIVIDUALISTA CONVICTO E ANTI - DOUTRINÁRIO



Que esta " fraqueza " não defraude a noção íntima e racionalizada do que julgo ser o mais eficaz antídoto contra a ( e... lá vem o palavrão... ) natureza humana, no que ela tem de mais brutal no plano biológico e do mais sórdido no plano ético e moral.

Falo do resultado do sopesamento racional que levou à formação das comunidades do humano, da Sociedade, que se distingue do Colectivo  pelo que do primeiro conceito este não abarca  e que resultou da degradação daquela e que exempla a maioria das nações do Globo, hoje.

Irónicamente, os Estados modernos retratam mais do Colectivo, amorfo, caótico, desorganizado, individualizado, que a insatisfação social generalizada  testemunha, que da Sociedade que está na base e sustento da sua criação.
Se num Colectivo social ( de sócios ) as relações se organizam e se esgotam nas suas células individualizadas e estanques  - famílias, corporações, etc, funcionando eventualmente em eficácia, burocráticamente capaz , uma Sociedade exige, tem de exigir outro tipo de códigos orientadores que a Burocracia funcional, por mais eficaz que seja, não contempla.
Há um universo de vectores transportadores desses códigos, valores, chamemos - lhes assim, morais, éticos, religiosos, que fizeram dos colectivos, sociedades.
A modernidade, em modo demolição, servida por uma Filosofia sem respostas, ( como se ela fosse capaz de as obter... ) onde a Ciência tem vislumbres, à pergunta sem sentido do sentido da Vida, encarniçou - se contra ela e do cinismo derrotista fez militância em prol da desolação do pecado original sem remédio nem salvação. Passeia - se hoje nos corredores do poder quando não se isola metafísicamente à volta do seu umbigo narcísico.
As ideias veiculadas pela elite papagueante desse universo condenado às leis da natureza humana na sua face mais sombria, a do individualismo tout court,  nunca estiveram tão presentes como agora, sem nenhum contraponto vitorioso que uma exemplaridade teórica política outra pudesse adversariar, contrabandeada, à partida, por um edifício tentacular que corrompe logo nas premissas, as reflexões, as alternativas. Por outras palavras, Socialismo? A haver terá de ser DENTRO do Capitalismo???
O embasbacamento da Esquerda durará o tempo que se levar a desmascarar o embuste contido na contradição insanável entre os conceitos e programas, entre as alternidades.
Globalizada, tornaram - se, essas ideias, o novo Evangelho e todas as superestruturas dos estados estão a ser formatadas para conter ESSA mensagem terminal - NÃO HÁ ALTERNATIVA.

Em Portugal coube ao actual governo o trabalho zelota do Não há volta a dar do seu líder, que ancorado numa civilidade bem comportada de devedor, que aos poucos se vai descobrindo projectivamente  interesseira, prostrou o país aos pés dos especuladores financeiros representados pelo que de mais abjecta e nula consideração ética e social se possa apresentar - a BANCA - pela responsabilidade objectiva em todo o processo de afirmação e consolidação dessa política terminal que reduz a Democracia LIBERAL a um...ABORTO.

( CONTINUAREI... )



sexta-feira, abril 25, 2014

DIA DA LIBERDADE




                                                      VIVAS AO 25 DE ABRIL DE 1974

domingo, abril 13, 2014

EXPLICAÇÕES

LAMENTÀVELMENTE, ELIMINEI, POR ENGANO O ÚLTIMO POST " TWITS, A CORRER..." E... NÃO SEI RECUPERÁ - LO.

FOI PENA...

quinta-feira, abril 10, 2014

ROSA, ROSAE,...

SCHIUUUUUU!

O sr. Luís Rosa, editorialista do jornal " I " de hoje verberou a inaudita sugestão do militar de Abril, Vasco Lourenço,  presidente da Associação com o mesmo nome, uma testemunha que  mantém viva junto do povo português a importância de uma data e de uma façanha histórica que se tornou, junto da opinião desse povo, o mais importante facto político da sua história. 

E qual foi ela? Discursar, como convidado, nas cerimónias protocolares e oficiais que a Assembleia da República vai levar a efeito nessa data.
Uma pretensão chocante, anti - democrática e com laivos de chantagem inadmissível afirma Rosa, para quem uma democracia representativa e digna desse nome se esgota no protocolo que a soberania do povo delegou aos seus representantes eleitos. AQUILO QUE ELES, os delegados, FAZEM COM A DELEGAÇÃO SÓ A ELES DIZ RESPEITO - é o que se pode concluir sem nenhuma contradição que as normas, directivas e leis que fazem e aprovam durante o período da delegação e que lhes servem para legitimar, em sede própria, convém ter presente, e não à rua para onde pejorativamente atiram as consequências e a soberania e o poder que os elege. 
Ora foi da RUA donde veio a sugestão  e , na opinião do sr. Rosa, para onde se deverá devolver o que ele chamou de chantagem.
A ideia, que faz escola junto de certa massa cinzenta é que as Forças Armadas, naquilo que se convencionou chamar de submissão democrática faz jus e entendimento ao que se espera também dos cidadãos - SUBMISSÃO DEMOCRÁTICA. Ora, a simples(!!!???) justaposição desses dois conceitos em virtuosa parelha é, no mínimo, uma estupidez conceptual.
Reduzir os , antes de tudo, cidadãos, das Forças Armadas pós - Abril, a robôs, mesmo como ideia ou uma projecção desejável à sua manipulação em prol dos interesses e PENSAMENTO de meia dúzia de civis eleitos, é revelador da ignorância do que elas são e se auto - representam nas suas funções dentro de uma Democracia.

Em vésperas de comemoração dos 40 anos de Abril, a banalidade discursiva pretensamente doutrinária sobre elas releva, repito, a ignorância sobre o que se pensa ser um bando de analfabetos curvados à sageza dos Rosas.
A Assembleia tem toda a liberdade de convidar quem quiser ouvir, como o faz com frequência e dizer não a quem solicitar fazê -lo em toda a legitimidade que possuir ou pretende possuir. Não poderá e não o fará, decididamente, tecer considerandos ofensivos sobre o tema.

O sr. Rosa fê - lo e a liberdade que hoje teve para o fazer também a deve aos capitães de Abril.
E é com a mesma liberdade que lhe peço: - CALE - SE!

domingo, abril 06, 2014

D' A ELITE DO REGIME XI

                                                 
                                                                    O CHERNE

Se o tempo é de balanço, façamo -lo, na perspectiva de um cidadão europeu...

A excepcionalidade de lideranças revelam - se nas CRISES, que, pela sua natureza anti - burocrática exigiriam um tipo de liderança de outro timbre que não a florentina Direcção, a sobrepujar o arrojo, a firmeza, a independência e a Visão, que deveriam marcar  a Comissão Barroso.

Eleito, com a oposição da França e da Alemanha e o apoio directo de Bush e do resto da troika que o apoiou na agressão ao Iraque, com a abstinência do resto da U.E, U.K de Blair e Espanha de Aznar, Barroso, na apresentação da sua candidatura prometeu uma " mão de cura " para os males que assolavam as relações azedas entre USA e a UE e cozinhou as palavras de circunstância  sobre a Estabilidade, Coesão e Crescimento no espaço europeu.
Se em relação à normalização das relações entre os parceiros das Democracias benzidas do Ocidente saiu - se bem até Snowden, o mesmo não se poderá dizer sobre a sua principal missão como presidente da Comissão europeia, onde actuou em plena subordinação à França e à Alemanha contaminando objectivamente o projecto europeu no que tinha de mais virtuoso - a Solidariedade - no sentido da aproximação e Convergência das nações menos desenvolvidas ao Club restrito liderado pela Alemanha.

A última CRISE teria sido uma oportunidade única de fazer valer as prerrogativas do cargo, se para tanto tivesse engenho e arte além da capacidade de resistência e apego ao cargo, remetido que foi ao papel de porta - voz dos Quatro numa Europa em expansão comunitária e em depressão política, económica e financeira.
Bruxelas tornou - se numa gigantesca repartição de Finanças e a Política, melhor a retórica política, despachada para um Parlamento cuja relação de força actual o tornou surdo e  imune aos sinais de uma degradação conceptual de um soberbo projecto que Dellors tanto acarinhou, está reduzida à vigilância e controlo de excessos orçamentais, sem grandeza, sem audácia, sem visão que ultrapasse as folhas do excel.

Para um presidente da Comissão que prometeu combater a Euro - apatia, o resultado dos seus esforços remetê - lo - ia a uma depressão prolongada se se não se desse o caso de ter estado simplesmente a cumprir directivas emanadas por quem manda.
E.... convenhamos, fê - lo com muito zelo. E deixou uma herança pesada que a contumácia tornou difícil de erradicar no futuro.

terça-feira, abril 01, 2014

SINDROMA DE DIÓGENES?

DAS PATOLOGIAS LUSAS...

...Descobertas recentemente pelo Governo das quais a CULPA assume lugar cimeiro, descobrimo - nos agora como porcalhotas domésticas que varrem o lixo para debaixo dos tapetes, quem os tenham claro, em vez de o exibirem ufanos ou fingirem que não o vêm ou fazer, como o exemplar posicionamento governativo mimetiza, chafurdarem - se nele.

Essa missão de Passos Coelho, de nos transformar em suíços de segunda ou alemães de terceira, sempre em nome de uma limpeza espiritual e material que o 25 de Abril emporcalhou, raia a demência política que um servilismo asinino sublinha em cada discurso e em cada decisão do Governo.

O absurdo, já denunciado aqui, por alturas do consulado menezista donde o actual líder do PSD foi, eventualmente, buscar a tese da demolição caseira do estado, uma artimanha para o pôr objectivamente ao serviço de uma classe e não da sua população mais carenciada, foi constatar a incompetência posta nessa acção que, globalmente, tem reduzido o país à miséria, fazendo - o regredir a índices salazarentos de pobres mas honrados.

O Portugal real, popular, tem aprendido a cidadania nesses quase quarenta anos pós - Abril, coisa que as "elites" privilegiadas desprezam - Não há sociedade, há indivíduos e famílias - dizia a pequeno - burguesa Thatcher, com o seu exemplo de mesquinhez doméstica, pacóvio e paroquial com que desmantelou UK tornando - o até hoje uma sucursal política dos USA e um péssimo exemplo para políticos de meia - tigela que enxameiam a UE.

Outros tempos, outras líderanças, outras aleivosias e o mesmo carácter discriminatório que contrabandeia a noção relacional do individual versus colectivo e as consequências sociais virtuosas que se suporiam deverem ser criadas em sociedade, quando o individual mais carenciado física e materialmente, é colocado perante o Colectivo, o Estado que o sufraga.

A Solidariedade, a palavra é esta, e não a Caridade, pela positividade e dinâmica transformadora que enferma, obriga aos Estados a sua essência, a sua existência. Fora disso é um instrumento de dominação e submissão da sua população e quando se põe ao serviço da Plutocracia a sua cabeça e não o conceito, deveria ser decepada.

Este Governo envergonha - me, tanto como os anteriores do Salazar, pautados pela sua essência mesquinha, doméstica, paroquial, e que fizeram do uso das prerrogativas do Estado o mesmo que o actual governo.

Albardas fora, minha gente, e corram com essa gentalha... que já me cansa o uivo...







sábado, março 29, 2014

AVÉ SÓCRATES!


IR BUSCAR LÃ E SER TOSQUIADO... OU
...MANHA? CHICO - ESPERTICE? OU MÁ - FÉ?

Só o desconhecimento de uma eventual mudança nas " regras " que enformam o programa do tipo dos protagonizados pelos comentadores políticos nas estações de televisão generalistas, me sustém o cardápio do título acima.
O que fez correr o pivot da RTP no enfrentamento, que quis manifestamente salivar em antecipação, como a recorrência aos arquivos do Governo Sócrates e às palavras chave como reestruturação, dívida, austeridade, contidas ou mencionadas pelo ex - P.Ministro, José Sócrates nas suas intervenções passadas, atestou, se não uma defesa em causa alheia ( sê -lo - á? ), ao arrepio das regras acordadas e em manifesta atitude de emboscada?
Uma entrevista pressupõe uma preparação outra que coloque ao mesmo nível tanto o entrevistador e entrevistado, pelo menos no que à recorrência às fontes, vá lá, numéricas, concerne.
 A mão cheia, de fotocópias de citações, do pivot mostrou ao que vinha - um julgamento não só político mas eventualmente de carácter, do entrevistado  E NÃO UMA CONVERSA INFORMAL DE LIGAÇÃO AO COMENTADOR, como seria suposto acontecer.

Acontece que o pivot desconhecia por completo a substância e o conteúdo do homem e do político que teria pela frente e saiu de orelhonas murchas.
Repito - Sócrates foi o mais bem preparado líder político pós - 25 de Abril e incluo nessa lista os pais fundadores, Cunhal, Soares, Freitas do Amaral, Sá Carneiro, Eanes, etc...
Caiu - lhe em cima a porcaria, a Crise, e a atávica inveja indígena, só isso e não nenhuma competência outra.
Por mim, Portugal perdeu e muito com o seu afastamento.

E José Rodrigues dos Santos, deve tê - lo comprovado.

terça-feira, março 25, 2014

LIQUIDACIONISMO

UM FÉTIDO E BOLORENTO ODOR

" O poder político das ideias filosóficas - e, muitas vezes, ideias filosóficas prejudiciais ou imaturas ou completamente tolas - é um facto bem capaz de nos deprimir e, até, aterrorizar... " - O mito do contexto, Karl Popper

" Talvez a mais famosa caracterização do pensamento norte - americano sobre austeridade venha de uma linha atribuída ao secretário do Tesouro de Herbert Hoover, Andrew Mellon, em resposta à crise do fim da década de 1920 e início de 1930: « Liquidar a mão-de-obra, liquidar os stocks, liquidar os agricultores, liquidar o imobiliário. ». O resultado seria que a « podridão » ( será expurgada ) do sistema (...) As pessoas (... ) viverão uma vida mais moral (...) e os empreendedores apanharão os destroços de pessoas menos competentes " - AUSTERIDADE  por Mark Blyth.

sexta-feira, março 21, 2014

QUE NÃO HAJA ILUSÕES...


Com o PS dirigido pelo actual secretário - geral, António Seguro, a famigerada austeridade só vai mudar de nome; continuará na mesma linha da provinciana obediência às preclaras atribuições emanadas da UE e do FMI e com o mesmo deslumbramento saloio que a frequência directa com os branqueadores da Crise irá estimular.

Quando muito e não em substância e rotura com a essência dessa perigosa ideia, nas palavras de Blyth no seu esclarecedor livro -  Austeridade - irão chover migalhas apaziguadoras, em nome de uma mudança que a demolição burrocrática protagonizou.

O discurso político, económico e financeiro, que uma pretensa indignação verbalizada em soundbytes quer passar por ideias outras, condensa - se no pré- alibi pseudo - honesto de - Não farei promessas que não posso cumprir - e é revelador [da nulidade] do programa que naturalmente, em oposição, qualquer candidato à liderança seria OBRIGADO a veicular, se não vivêssemos num país irreal e aos poucos completamente anestesiado pela Estupidez feita esclarecimento.

Seguro será um mau Primeiro - Ministro, não tem tensão conflitual que uma liderança do governo português hoje exige e  abarca. Não a teve aqui nem a terá na Europa. Será mais um funcionário menor a continuar o trabalho custe o que nos custar e o Ai aguenta, aguenta!, contra o Agarrem - me, se não... da cobardia indígena: desculpem, disse cobardia? Queria dizer civismo...

segunda-feira, março 17, 2014

CRIMEIA

DESFECHO LÓGICO

O Referendo na Crimeia teve o resultado que a normalidade das coisas prefigurava.
Todo o bate - boca que irá alimentar os Media, os MERDIA e as chancelarias ocidentais só terão um fim à vista que será o coroamento de toda a estratégica americana de isolamento da Rússia no panorama mundial com uma gigantesca campanha cujos contornos são, por redundantes e redutores, sobejamente conhecidos.

A coroa de glória do simplismo diplomático e geo - estratégico yankee será, neste contexto, a contenção da ameaça maior que constituiria para os seus interesses, a aproximação distendida que aos poucos aproximava a UE do grande vizinho a leste  num ambiente de paz e colaboração, quem sabe, numa futura parceria económico - político que a realidade de uma história comum permitiria aprofundar. A Europa não tem matéria prima e a Rússia tem -na de sobra.
A realpolitik aconselharia a seguir esse caminho que interesses nem por isso tão obscuros estão a contrabandear.
Nem o argumento/ ingénuo/traidor com que se atira à cara do dissidente em nome da única democracia benzida e aceite pelo Deus cristão é difícil de desmascarar nem a Democracia existe onde não há desenvolvimento, como processo dinâmico e evolutivo que DEVERIA ser e é possível ser.

Congelamento de bens ou roubo bem intencionado? Bendita globalização!

As marionetas europeias já tiveram as suas ordens... É vê - las a papaguear banalidades e barbaridades como só bons burrocratas deslumbrados o poderiam fazer.

VIVA A CRIMEIA LIVRE

quinta-feira, março 13, 2014

SINGULARIDADES DEMOCRÁTICAS

NOT IN OUR BACKYARD ?

Catherine Ashton, no fervor revolucionário das lutas de rua em Kiev, exigiu a Moscovo que deixasse a população ucraniana escolher o seu próprio destino da maneira que quisesse.
Esqueceu - se das sensibilidades não tão ocidentalizadas do país, nomeadamente da Crimeia.

Yanukovcich foi deposto e bem ( terá sido? Um presidente democráticamente eleito? ) pelo seu povo em revolta na rua e foi obrigado ao exílio com os aplausos das chancelarias ocidentais. Estranho? Nem por isso...

Se um estado, qualquer estado democrático, como aconteceu na Tunísia, no Egipto, na Líbia, na Síria e poderia ter acontecido no 25 de Abril em Portugal ou poderá vir a acontecer, eventualmente, na Escócia, ou aparentemente no referendo catalão, na plena legitimidade e dever constitucional do uso da violência contra ameaças violentas internas ou externas com os meios que julgar adequados, pegar em armas contra a violência, como sempre tem acontecido em casos de resistência feroz, haverá baixas, feridos e mortos dos dois lados da barricada.
Nenhum Presidente de Estado em exercício será julgado nessas circunstâncias. Haverá , naturalmente, um julgamento político, que estando já presente na base da contestação, não se transformará em criminal caso a revolta seja anulada.
É a velha relativização das imunidades e consagrações dos vencedores com que os outrora terroristas se confrontaram, quando, vencedores sobre os poderes instalados se apresentavam perante os Poderes Mundiais.
Se não agradassem ou não viessem a ter ulteriores apoios, sejamos claros, dos USA e da Europa, do Ocidente, para condensar, seriam considerados ditadores, convenientes ou criminosos, consoante os interesses económicos ou geo-estratégicos e o seu estado um regime. Está a acontecer na Venezuela, neste preciso instante, o desenvolvimento deste desiderato, assim como na Síria e suavizou - se convenientemente com o Egipto, o Irão, a China, a Arábia Saudita e com o Sudão ( demasiados interesses petrolíferos e não só, do principal credor das dívidas dos USA ).

Este manual geo - político de tão básico, previsível e preguiçoso, pelo que de exigência política e intelectual, para não dizer também democrática, deveria contemplar, é a medíocre cartilha da Globalização. - JUST BUSINESS - diria o mafioso.

Por outro lado, é confrangedor assistir hoje a uma Europa refém de um passadismo imperial e capturada por uma bisonha filosofia política e económica deixadas ao pasto de um carreirismo burrocrático e à ganância hobbista de enfastiados endinheirados, à custa de um projecto ímpar na história europeia. Cavalga entretanto, desabrida e cegamente cavalo alheio a gritar progresso por detrás das ruínas que vai deixando à sua passagem. Mata - se a Ideia e veda - se o passo ao sonho...

" Os sinais perigosos de separatismo no país " que nunca impediram Turchinov de marchar e bem, pela libertação do seu país de um Poder indesejado, são um enfrentamento, por aqui previsto, com que a sua liberdade pró - ocidental tem de haver, a começar pela Crimeia.
É, nas palavras dos seus apoiantes, deixá - los, à população da Crimeia " escolher o seu próprio destino da maneira que quiser... ".
É que a Liberdade só deveria ter uma face, mas acontece que o seu chamamento ecoa e bem, em todo os rostos e pelo planeta inteiro.
O que fazer com ela e com a dos Outros mereceria e merece outro tipo de abordagens que não sómente as dos manuais geo - políticos.
E Putin ?, perguntará o cínico...
Eu falo como ocidental que sou. Putin defende, com esmagadora maioria do seu povo que o apoia, a sua cartilha, tão daninha como a nossa não deveria ser, o seu czarismo como o da Merkel, do Obama ou do presidente da China.
Reina a Estupidez esclarecida.
" A Política e a Lei têm de respeitar a vontade manifestada democrática e pacíficamente pelo povo" - diz Francesc Homs, consultor da Generalitat catalã. Tudo bem! E se, quando reiterada e definitivamente isso não acontece, em parte alguma, qual a máxima que usará, no caso, contra o Poder estatal?

segunda-feira, março 10, 2014

DA BANALIDADE DA RAZÃO...

... E DO CONTRAPONTO DA RACIONALIDADE,

São, terão de ser o novo esclarecimento que a Humanidade terá de se propôr, esgotadas que têm sido as formulações que o Fim de História ( para simplificar os parâmetros contrabandeados pela democracia liberal que reduziu a liberdade a uma bandeira abstracta e sem conteúdo empunhada pelo Capital... ) cristalizou na ditadura absurda do Mercado e da Bolsa.

Só uma ÉTICA universal, que contida nos estreitos limites da visão clara que o certo e o errado na consciência racional que qualquer sapiens adulto e integrado socialmente abarca, poderá limitar o desbragamento que a relativização moral transportou no estilhaçamento de valores profundamente enraízados na consciência dos povos.

A barbaridade filosófica contida, por exemplo, no pressuposto de um desses relativizadores a quem o raciocínio lógico-tautológico permitiu - lhe a máxima - A indignação moral, não o egoísmo ou a sensualidade vulgares ( haverá outras, pergunto...), é o maior perigo para o pensador - Allan Bloom in Ensaio sobre o declínio da Cultura Geral, justifica por si a distância elitista e quiçá higiénica para com os problemas concretos e penosos que a Política contemporânea traz à vida dos povos e das sociedades no seu dia - a - dia e a irrelevância civilizacional que a sua postura pseudo - filosófica de absentismo social cauciona.

O motivo desta indignação moral prende - se aos comentários sobre a intervenção de Pacheco Pereira numa das Conferências promovidas por Serralves sobre o Estado das Coisas e, principalmente, na parte que me interessa a este texto, a intransigência que no pensamento do conferencista se deve ter com a corrupção do pensamento político e dos seus actores - Não se pode ser transigente. Deve - se ser intransigente, porque o problema não é só político, é também moral. 

Pacheco ML ?, pergunta alarvemente a janela indiscreta da Visão, piscando o olho à militância de juventude do historiador.
Eu respondo por ele. Exactamente, Pacheco Muito Lúcido.