sexta-feira, julho 01, 2016

POR QUÊ NO TE CALLAS?


PENSAMENTO BUROCRÁTICO E...

A GOVERNAÇÃO

Afinal o que é governar? A administração de uma realidade projectada e que se tem afirmado por uma interpretação díspare ou de uma realidade vívida e vivida diáriamente pelos governados cada vez mais descrentes das capacidades das lideranças alheias? Da impossibilidade de tratamento das intenções, dos dados económico - financeiros e comerciais dos outros países com os quais as suas economias se relacionem ou da possibilidade de " revisões " atempadas dos cenários macroeconómicos e não só, ajustando as acções POLÍTICAS a esses pressupostos incontroláveis?

A fixidez económico- orçamental É uma aspiração burocráticopolítico de tornar uma variável tão " oscilante " como a macroeconomia numa constante  inserível nas folhas de Excel das equações projectadas sobre a VIDA do humano, no mais completo menosprezo da sua irracionalidade não programável.
O nível do " índice de felicidade ", outra variável quântica impossível de ser enquadrado por volatibilidade anti- universalizável, que nunca entrará nas tautológicas equações tecnocráticas dos leitores - das - folhas - de - chá modernos é, infelizmente e para seu desespero, um instrumento e uma aspiração que a competência política proclama e se for consequente, demanda, saiba ouvir e sentir os seus governados. Não pode nem deve ser deixada a sua apreciação, controlo e julgamento a BURROCRATAS, sob o risco de sair, nomeadamente em verbalizações, asneira.

A U.E. está em cacos e em pânico e negação com a rejeição britânica, com a deriva governamental em Espanha, com ameaças de referendos antiUE patrocinados pelos nacionalistas da Dinamarca, Eslováquia, Áustria com a crise dos refugiados que a sua xenofobia militante complicou, com surtos que não apenas ameaças terroristas vazias e o inefável mr. Schauble está preocupado com as décimas deficitárias orçamentais transactas de um governo que cumpriu servil e exponencialmente as directivas emanadas da Comissão, do FMI e do BCE? Não o creio, até acho que continua a ser coerente com a sua aspiração de limpar a UE dos países do SUL, dos países romanizados, dos países católicos, dos países edénicos do sul onde a luz moldou a sua filosofia de Vida e a sua alegria, SEM CULPAS, de viver.
A sua gaffe em tom de ameaça, em relação a Portugal que cometeu a heresia de ter um governo com o apoio da Esquerda céptica das lideranças europeias e que pode vir a ser um exemplo de alternativas políticas à trôpega e redutora ideologia que hoje detém o Poder nas instâncias europeias tem uma tradução - Estão no club, enquanto o permitirmos mas de cabeça baixa -

O problema do Sr. Schauble é AZIA e... impotência.
Na Europa, apesar do temporário hiato, mandam os seus cidadãos, como lhe foi recordado e aos funcionários da U.E.


sexta-feira, junho 24, 2016

BREXIT

COMMON SENSE or ATAVISM?

ECONOMICS or POLITICS?

Venceu a Democracia, o atavismo e, principalmente, a Política. Tudo bem, organicamente correcto e... políticamente incorrecto, face aos ventos históricos do que se apresenta como um mundo globalizado onde a Europa como uma das bases do tripé hegemónico daí resultante, sofre duro golpe, que em reverberações miméticas a podem vir a ferir de morte como um projecto político e económico continental.
Era evidente, de há uns tempos a esta parte que a paradoxal e amputada visão sub - marxista da História cavalgada pelo liberalismo, especulativo que não económico, de hoje, tropeçaria nas suas contradições nesse espaço vazio onde a política, arredada pela Bu(r)rocracia, se faria ouvir, mais cedo ou mais tarde.
Fez - se ouvir no Reino Unido e fragmentá - lo- á nas soberanias da Escócia e da Irlanda, mais cedo que tarde.
 A ironia trágica, antevista no dessassossego que irá, desde hoje, sobressaltar a U.E. e que poderá, caso, como de costume, não se tirarem ilacções POLÍTICAS que não únicamente financeiras, do que decorre do EXIT britânico, levar à sua desintegração futura, foi, nunca ter sabido compreender que a Inglaterra NUNCA quis a Europa. Limitou - se, durante o tempo em que a cotejou a usá - la em seu proveito, já que sózinha nunca a conseguiu dominar.

Entrámos na democracia directa... HURRAH! que mais não é que da própria essência democrática, e dos referendos que trarão a transparência à opacidade e pesporrência de um projecto já tão danificado.
Que venha por bem!

segunda-feira, junho 20, 2016

BREXIT?

WHY?

Porque é que se está hoje a pôr - se esta questão?
Falou - se por aqui, na qualidade de ilhéu, das características que formatam todos os povos insulares, numa comparação das semelhanças que as suas condições naturais teimam em rematar - a independência mental, o olhar atento sobre intencionalidades soberanas e, porque não uma desconfiança atávica sobre o outsider.

O GLUTÃO E O FARISEU

" Reparai num mapa da Europa. A Inglaterra lá está no alto, à parte, por sua conta própria e olha o Continente como um cão a vigiar o rebanho lá em baixo, como uma ave de rapina oculta entre as núvens para saltar em cheio sobre a vítima, como um severo vigilante espia com suspeita a sua gentalha.
Os países da Europa estão todos ligados, compactos, todos juntos e confiantes, mesmo os mais remotos. São uma família e nas famílias não há sempre acordo, nas famílias há,por vezes, divisões e zangas mas, em suma, há sempre recordações, sentimentos, interesses comuns. A Europa continental é tão sociável, tão amiga do mundo que, por um lado, parece uma só com a Ásia e em baixo, no meio - dia, se projecta com as suas ilhas e penínsulas até quase tocar a África.
A Inglaterra, não. Reconhece que a Europa não é a sua Pátria. A Inglaterra não tem nada a ver com a Europa. Com o seu focinho apontado ao polo e as suas alturas brancas sobre o mar mostra claramente que não quer pertencer ao Continente.
A Europa, para ela, não é mais que uma daquelas partes do mundo onde lhe convém traficar, dominar e, se sucede, combater. Todas as terras, para ela são iguais. Jamais está em comunhão com a Europa, e tão - pouco com os outros continentes. Não é solidária com ninguém... "

Duras, e a espaços nublada por uma visão historicista, datada e intencionada, as palavras de Giovanni Papini sobre a pérfida Albion nos meados do século XX, pareceriam, à primeira vista, uma síntese, que os factos fundamentam, do que ele considera ser um atavismo caracteriológico de simulação, hipocrisia e mentira do qual ela já nem tem a consciência.

ACONTECE que estamos no século XXI e o mundo mudou. As relações nacionais, globais, entre os Estados e as Instituições metapolíticas das quais a Globalização em projecto, no arredondamento dos conflitos mundiais através do comércio, têm estado reféns de realidades que as suplantam, por mais que os nacionalismos estrebuchem.
Por mim, o proverbial common sense britânico prevalecerá sobre a nostalgia do Union Jack.

sábado, junho 18, 2016

EUROPEU


Ronaldo acaba de falhar uma grande  penalidade num jogo tristonho, burocrático e sem chama. Uma equipa TEM SEMPRE A CARA DO SEU TREINADOR e esta equipa não me tem desmentido esta minha, não tão desproposita, asserção, que a minha posição de atento " treinador de bancada " de há muuuitos anos permite fundamentar.
O engenheiro do PENTA portista confirmou, no período áureo do F.C.P. o aforismo de Wilson em relação ao Benfica dominador dos tempos em que o treinou - Com esta equipa do Benfica qualquer treinador arrisca - se a ganhar o campeonato -.

O jogo está a acabar e a equipa, deixada à emoção, encrispa - se. É TARDE!

Francamente, não me estranhou NADA e não foi por ser pessimista, ou má - língua...

quarta-feira, junho 15, 2016

ORLANDO

UM CRIME CONTRA A HUMANIDADE, PONTO!
TERRORISMO, PONTO FINAL.



Só mentes perturbadas e com total desrespeito pela Vida, seriam capazes de tão repugnante sangue frio no abate indiscriminado de seres humanos.
A liberdade é um direito do humano e ela é irrevogável. NADA, mas mesmo nada é -nos tão intrínseco como essa condição a que só à morte capitula.

A demência tem muitas faces no mundo de hoje e Orlando foi mais um reflexo da intolerância feita... crença!!!???

terça-feira, junho 14, 2016

EMIGREM!

O SUBSTRACTO...

" Agora, o homem positivo. Tem saúde e vigor, abundância de carne e sangue para permitir - se enfrentar o mundo e usar o chapéu como lhe apraz. Se vos encara é com os olhos nos olhos. Sempre absorvido nos seus empreendimentos; com miras fixas. Interessa - se menos por pessoas do que por propósitos. " - Will Durant

Este é um retrato possível e... Deus! generalizado, traçado por um pragmático pensador norte - americano que após décadas de debruços sobre a História da produção filosófica do mundo que o formatou, concluiu, provincianamente, pela solução do Bom - senso neolítico - O que é bom para mim... como remate da solução dos problemas milenares que assolaram as noites dos... mistificadores. Nulidade epistemológica, ética e ontológica, face ao primarismo instintivo. A " natureza humana " socrática - o Homem como medida de todas as coisas, reduzida ao seu invólucro biológico.
E qual é a medida do Homem?

Se for avaliada pelas consequências dos seus actos, sejam elas individuais ou colectivas, a relatividade uni- pessoal com o EU como referência aglutinadora, em termos do Bom ou Mau, Bem ou Mal, reduz os seus fundamentos " motores " do certo ou errado para a Ética e verdadeiro ou falso para os conceitos a meros devaneios metafísicos, do campo do religioso, da Fé ou da... superstição.

A Burocratização do Mundo, uma invectiva denunciadora da traição da revolução de Outubro face aos seus ideiais, protagonizada nos idos 1939, por Bruno Rizzi - a classe burocrática é senhora da classe trabalhadora, dispõe a bel - prazer da sua força de trabalho e do seu sangue, dando - lhe em contrapartida a possibilidade de um padrão de vida superior ao dos escravos da Antiguidade, pois tudo é relativo... - coloca - nos, no século XXI, face ao espelho do triunfante e presumido desmascaramento da realidade, então, da URSS.
Que diferença para o mundo de hoje? O consentimento, assim como, então, a "divinização" entrevista, que o sufrágio, o supremo consentimento democrático, sufraga.

A Burocratização denunciada, comparada com a BUR(R)OCRATIZAÇÃO ocidental de hoje, não divinizada, talvez, mas racionalmente assumida e aceite serenamente pelos burrocratizados, faria Rizzi, se confrontado com a realidade de hoje, um enciclopedista temático de tomo. É que ela atingiu e se apossou do Pensamento Ocidental, ocupando o vácuo deixado pela IDEOLOGIA, uma reverberação epifenomelógica em desuso.

EMIGREM!
... Sugere, sem corar, o nouvel P.Ministro, socialista, diz a nomenclatura oficializada, aos seus cidadãos, na linha do ultra - liberal P.Coelho e di - lo em alto e bom som.
Nunca esteve em causa o carácter pragmático do conselho político mas a subliminar mensagem - Não têm futuro por aqui, não há competência para vos manter na vossa terra...
Um estrondoso erro político chamar - lhe - ia, à vocalização PÚBLICA, tipo mensagem, se o substracto do emitido, intuído pelos cidadãos visados, não denunciasse toda a urdidura metapolítica que ela denunciou.
UMA DECEPÇÃO PROFUNDA!

sexta-feira, junho 10, 2016

QUEM DIRIA...

PORTAS & MOTA ENGIL


     
                                                                           Q. E. D.

segunda-feira, junho 06, 2016

D'A ELITE DO REGIME XI


                                                    MARCELO RIBEIRO DE SOUSA

O presidente da República portuguesa, em exercício, protagonista e vencedor de umas eleições presidenciais marcadas por uma singularidade, virtuosa, de campanha de um homem só, face ao eleitorado do qual, só pela presença em carne e osso, ao vivo, extraída do sucesso mediático das suas intervenções durante anos na T.V., conseguiu, sem grandes discursos e projecções programáticas, uma adesão, também ela singular, através da afectação, de uma proximidade quase familiar, empática, continua, gerindo esse capital de confiança, em campanha eleitoral.

" Um país de afectos " - quer, pelas suas palavras desdramatizadoras, construir, num panorama partidário que um tiradentes neo - liberal quis, zelota, subverter.
Um presidente " cafuné ", como diriam os brasileiros, cuja proximidade " selfista " e loquacidade opinativa está já a atirá - lo à figura de um emplastro adesivo que nenhum safanão consegue já desgrudar.
Estranho é que um especialista político com a escola toda  pareça desconhecer a dinâmica do universo espaço/temporal do exercício do PODER no reconhecimento interactivo com os governados de uma exigência de DIFERENÇA superlativa que permita e justifique a alienação da SUA visão do Bem e do Mal, do Certo e do Errado, do Justo e do Injusto.

Marcelo Ribeiro de Sousa, embalado na pretensão da manutenção da relação empática que conseguiu, num momento histórico irrepetível, são - nos TODOS, com os seus eleitores, está a esquecer - se que herdou um país amadurecido políticamente e partidáriamente enquadrado e dividido.
Portugal não é um país de afectos e a sua condição histórica de uma civilização já antiga, caldeada pelos ventos de mudanças, que ele protagonizou e testemunhou, pragmatizou - o, por vezes verticalmente em manhas e falsos prestígios e horizontalmente, em sobrevivência.
Apetece perguntar, por vezes, quem é que manipula quem.
Ao Presidente da República exige - se uma distância ( é da natureza das coisas ou entramos na barbárie populista que a Democracia despreza ) saudável à espuma das coisas E... aos governados, actualmente PELO governo de António Costa, convém não esquecer.

Se não, verá esvaziar, pela banalização e falta de respeito, a gravitas e autoridade com que a sua posição, melhor, com que o exercício do Poder é exigido pelas massas que, hoje, selfiam com ele a cada aparição pública.

sexta-feira, junho 03, 2016

D' a GLOBALIZAÇÃO...

...EM DIAS SOMBRIOS


A compreensão do que se passa hoje, a nível planetário dos efeitos da Globalização, mormente no alargamento, interacção e partilha de, conhecimento para uns e informação para outros, e na livre interpretação suscitada pelo, conhecimento para uns e informação para outros, tem sido, globalmente, ÍNFIMA, tanto para o especialista como para o curioso.

A reorganização do espaço/tempo sobre contínuas alterações globais, à luz dos pressupostos que uma visão, também ela pretensamente global, pretenderia apreender, remeter - nos - à, necessáriamente, ao EMPIRISMO, como processo analítico do real.
A verdade, porque conceptualmente relativizada pela contemporaneidade, volteia em voos de colibris à volta da flor BURROCRÁTICA indiferente a todas as referências que a Tradição, um elo histórico de continuidade entre o passado e o futuro, foi cimentando e PASMA - SE com a ausência de imaginação que hoje suscita.
A Utopia platónica, um desafio criativo - Governai as vossas vidas. A maior parte das coisas que vos dominam, podeis derrubá - las... - encontrou pela frente o choque da realidade sistematizada em Aristóteles - Conheçamos primeiro um pouco mais da Vida e entretanto sirvamos o rei.
O rei, o PODER, hoje encontra - se, passados 2500 anos no organizador do CAOS, no Dinheiro e nas suas representações simbólicas, como entidade, já não económica mas de representação do trono.

Toda a esperança humana de ser dona do seu destino vai morrendo connosco, nos desertos islamitas, nas águas do Mediterrâneo, nas florestas africanas, na deliquescência amoral europeia, no paradoxo de crescimento norte - americano, na venalidade política sul - americana e no barbarismo asiático.

A irredutibilidade fatalista, predestinada, adquirida, de um CAOS, cujo movimento escapa ao controlo da Ciência do Humano, torna - nos depositários do Destino.
De humilhação em humilhação, onde ainda brilham, breves, sobressaltos científicos, e sem saber voltar, de novo, a si, esgotada que é a Filosofia após a morte dos deuses, a espécie ocupa - se, especializa - se em sobrevivência, planetária, nacional, individual, pessoal e rende tributo a Prometeu.

Uma serena decepção pontua, quase vencida, uma geração de combate, a minha, O rock morreu, o amor é um lugar estranho e a Paz uma bofetada diária.
Sinais de decadência, a minha e um turvo olhar de velho, poderá opôr - se - lhe a Esperança, a virtude dos aflitos que os factos supliciam, diáriamente. E o ciclo de retorno fechar - se - á, até que, livre das correntes, Prometeu roube segredos novos aos deuses e nos ache dignos de partilha.

segunda-feira, maio 30, 2016

AINDA EM PLANAÇÃO...

EXPRESSOANDO

O director do Expresso, Ricardo Costa, a seu modo descobriu uma nova vaca voadora de seu nome PCP do qual não vê, não, não é a vaca, que essa viu - a, nenhuma preocupação com o desemprego, " que escapa(ndo) quase em absoluto às prioridades do Governo ", não provoca nenhuma reacção fracturante no apoio parlamentar que dedica à Coligação de Esquerda.

Costa, o Ricardo, não o António, diz que cabe ao Governo a responsabilidade do coma induzido ao empreendedorismo que tarda em abalançar - se em novos investimentos. Abrindo um pequeno espaço paralelo, lembramo -nos do que está a acontecer na Venezuela, o novo alvo do Liberalismo predador. Também aí o coma induzido pelas empresas, de distribuição, de importação e de transportes e comércio, tem sido a estratégia capitalista de pôr o ónus do despautério da fome e da humilhação nacional sobre um governo de Esquerda de um " desclassificado " sindicalista. No Brasil a estratégia foi outra e parece que está a resultar.
Voltando ao R. Costa, o cego Governo do irmão - talvez sem o perceber - diz ele, estaria a favorecer quem tem ( daí a acoplagem do P.C.P ) e nada faz por quem nada tem.
Francamente não sei e li o comentário até ao fim, de que é que ele estaria a falar, já que, causticando um programa em andamento operacional de cujos resultados nem o mais ilustre guru económico, meu Deus como abundam... tem, para já os resultados, é, no mínimo... esotérico.

" ESTAMOS TODOS FRACTURADOS "...

... OU TURBINADOS, como diria a cantora

... Alerta - nos numa deliciosa e kínica prosa, como diria Sloterdijk, Miguel Sousa Tavares, a respeito da fracturação dos Costumes que uma minoria, convicta de que todas as Ideias victoriosas, hoje, foram históricamente minoritárias, persegue com denodo. ( A propósito, para ofensa dos animalistas, eu abateria sem pestanejar o gorila americano que " brincava " com o puto de 4 anos que inadvertidamente e por desleixo dos sapiens papás se pôs ao seu alcance... )
Voltando ao assunto, não houve desvio, esta desconstrução da Tradição, que, a meu ver, se está a apoiar na mais imbecilizante narrativa do políticamente correcto que não em nenhuma pressão colectiva que uma mudança estruturada no tempo urgiria, está a ter mais audiência do que deve e como assunto de agenda pública, um abuso lobista inaceitável..
Remeto - vos à prosa bem humorada e... séria do cronista no Expresso último.

PAIRANDO SOBRE UM NINHO DE...


A " LUTA " DOS COLÉGIOS SUBVENCIONADOS

Só tenho mais uma coisa a acrescentar à pouca vergonha desta manif na arregimentação, em prol de interesses corporativos, dos pais e dos alunos frequentadores eventuais e temporários dessas instituições de classe - INDECOROSO!


OBAMA, the fake eraser

Uma enorme nódoa moral e humanitária protagonizada pelos USA com a complacência, se não com o apoio do Ocidente contra o Eixo militar composto pela Alemanha, Itália e o Japão e que não por acaso levou uma hecatombe ao Extremo - Oriente, com a deflagração de duas bombas nucleares, sobre Hiroshima e Nagasaki, tentou o actual presidente dos USA, apagar digo tentou, já que não se desculpou perante as vítimas civis dizimadas em circunstâncias atrozes.
O não ter pedido desculpas e sem ser abusivo e cínico perante os seus apelos de contenção no uso de tal armamento só poderá ser interpretado de uma só maneira - Se as circunstâncias que provocaram o dilúvio nuclear se repetirem, ( quem as avaliará? ) voltará a acontecer.
DE QUE SERVIU, ENTÃO, O CERIMONIAL E A SUA INTENCIONALIDADE NÃO- EXPRESSA? 

Uma vénia ao António pela caricatura que inspirou a prosa...


quarta-feira, maio 25, 2016

NÃO É DE HOJE...

... O sentimento íntimo, já não tanto assim indefinido, de perda de um rumo e de um querer, misto de Utopia, esse objectivo imbatível no espírito do sapiens, e de pragmatismo na construção colectiva há tanto tempo adiada. 
Uma Europa assim ansiada só cumprirá o seu humanismo quanto mais definidas estiverem as identidades que a formataram. Portugueses cada vez mais retintamente tugas, espanhóis furiosamente espanhóis,  alemães cada vez mais rigorosamente alemães, os italianos, caóticos e apaixonados e por aí fora...
 Esta soberana e insuperável riqueza cultural, hoje sob o impiedoso ataque de uma predistinação imbecil e imbecilizante, terá de prevalecer por sobre todas as burrocracias do Pensamento e da Acção, ou então...

Dizia, em 1992, Virgílio Ferreira...
" Europa, Europa, minha aflição, meu desespero. Capital do mundo ainda o és, porque tens, mesmo na velhice, os sinais, para os outros, de como terão de envelhecer. A Grécia esplende no fundo dos tempos e da humilhação. Esplende. A Grécia, ó Europa inteira. Tens o vírus do contágio no ar que o mundo inteiro respira. Que é que significa a falada " Crise ", fora da crise que és? Se amanhã fores submersa pelos pretos e amarelos e ismaelitas e a tropa dos computadores, o teu germe continuará no fundo das trevas e é daí que continuarás a iluminar. Europa, amada Europa, terra da minha condição. Eu te saúdo na tua doença ou agonia. E te quero.E te quero. "... em Pensar 451

terça-feira, maio 24, 2016

BALANÇOS...? NOT YET...

NHIC - NHAC...

...Vai caminhando a geringonça, seguida da caranguejola neste Portugal de Maio. Logo atrás, agoirento e ameaçador o " PAPÃO " da Manela, vigia.

BORING!!!! Nem o bicho - carpinteirismo loquaz do Presidente e os ajustamentos modistas dos Media e, principalmente, dos gurus da opinião, nos animam.

Que venha o Verão, JÁ!

domingo, maio 15, 2016

BENFICA TRICAMPEÃO


ESTÁ - SE BEM!...

O BENFICA É TRICAMPEÃO, TEMOS UM GOVERNO DE ESQUERDA E O MARQUÊS FICA MELHOR DE VERMELHO...

CARREGA, BENFICA!

quinta-feira, maio 12, 2016

CONSUMMATUM EST


DILMA ROUSSEFF

A presidente do Brasil foi vítima da mais feroz sanha política que os meus olhos assistiram até hoje. Para mim, foi um GOLPE político orquestrado, à boleia da corrupção que, como presidente, não soube atalhar e combater. A desfaçatez com que a Corrupção, política e não só a abateu, por ora, denuncia a profundeza icebérgica que ela representa na sociedade brasileira e a sua repartição por todos os estratos políticos representados nos órgãos do Poder e, aparentemente, com o conformismo militante dos seus cidadãos para com uma realidade abjecta e desprezível que mina a credibilidade de qualquer democracia que se dê ao respeito.

quarta-feira, maio 11, 2016

DO PAÍS...


                                                                  António Costa

CLAREZA, TRANSPARÊNCIA...

...E uma voz audível no meio da cacofonia histérica pela qual se pontuam os Me(r)dia nacionais desde que o dirigente socialista passou a dirigir o governo do país.
Acabo de o ouvir na entrevista que deu ao ministro das Finanças, perdão, ao Gomes Ferreira na SIC.

Acho que, plagiando Vieira da Silva, não foi preciso fazer um desenho para que os portugueses percebam o que está por trás da guerra dos colégios e os ataques concertados contra o Ministro da Educação. 
Costa não o disse mas digo - eu. O belíssimo negócio dos colégios subsidiados pelo Governo no sentido de colmatar,TEMPORÁRIAMENTE, as deficiências no parque escolar secundário do país foi, entretanto interiorizado pelos principais interessados como um direito adquirido, o que, pelas contratualizações feitas, e do conhecimento dos pais e proprietários dos colégios, está longe de corresponder aos factos. Nunca houve da parte do Ministério de Educação a intenção de rasgar os contratos ou de penalizar os alunos como a Oposição sabe. O que interessava, políticamente para uns e económicamente para outros era o BARULHO, para o qual os alunos foram desprezívelmente aliciados.
Todas as matérias com que o barulho tem alimentado uma fauna insaciável de bate -bocas, os gli intelligenti, os papagaios, e as opiniões encomendadas, foram limpidamente desmontadas e... sem barulho, da Banca a Bruxelas, do déficit aos planos de estabilidade, da geringonça ao interesse nacional.

domingo, maio 01, 2016

EXPRESSOANDANDO...

...PELAS QUESTÕES, MÚLTIPLAS,...

...que a leitura do semanário EXPRESSO, através das opiniões e comentários aì formulados me suscitam e com a ignorância  do especialismo dos doutos, dou - me comigo a pensar alto, por vezes...

Se, a propósito de uma matéria que tem feito florescer tanta cabecinha, ou não fosse também ela nebulosa , por vezes esotérica,  de que toda a gente descobriu - se lettatore, bem podia eu tentar estimular essa capacidade ímpar de, tautológicamente, sobressair conclusões, tantas consoante os meus dados de partida. Por razões que outros, mais sábios, poderão descortinar, acabo sempre, como o outro, por ficar com as questões.
Em Portugal, quase todos os jornalistas botam faladuras sobre questões orçamentais e debitam o economês com a mesma desenvoltura com que poderiam ler uma pauta de Beethoven. Um mimo.

Eu cá pergunto - Se se quiser um plano de controlo da margem orçamental, por que diabo preciso de uma " margem orçamental " a provar que esse controlo é possível, é exequível?
Se os parâmetros, " incontroláveis ", da definição desse plano se encontram alhures, ou seja, fora de controlo estrito da sua aplicação nas equações definidoras do processo de controlo, por que a admiração Mediática e Merdiática com as " oscilações "  não concretizáveis de curto e médio prazo a definir em qualquer Plano de Estabilidade, ou outro?
Se há uma situação que requer táctica política quase global por que exigir estratégia globalizante? Um néscio político fá - lo - ia, certamente e tivemos exemplo disso e suas consequências fracturantes e descredibilizadas.
O plano CSVACEO ( cá se vai andando com a cabeça entre as orelhas... ) congeminado por Ricardo Costa, editorialista do semanário, e atribuído, por osmose de espelhamento exemplado pelo ex - Presidente Cavaco ( Se duas pessoas... blá, blá, blá...) que aos desafios políticos de curto - prazo,  económicos de médio e financeiros de longo prazo, só pode ser visto, numa interpretação de outra polaridade que não a insinuada, como, a existir, a mais correcta políticamente, o mais adequado económicamente e o mais sensato financeiramente.
Lá está, uma questão de perspectiva que as questões costumam enquadrar. A mobilização PRUDENCIAL que parece ter atacado os Media e os Merdia não parece afectar muito as perspectivas esperançosas e pouco impressionadas do ZÉ, apesar da séria situação de entrave que a Europa reaccionária e ovelhizada insiste em impôr aos anti - TINA.

Para já a concertação à cabeça do Estado prova que a inteligência política não é para todos. Aos Burrocratas politizados, nem por isso. Outros nomes terão, seguramente...

Muitas outras questões pôs - me o jornal... e voltarei a elas

quinta-feira, abril 28, 2016

SÓ POR PUDOR...

... E ESTUPEFACÇÃO...


...AINDA NÃO EMITI OPINIÃO SOBRE O QUE SE ESTÁ A PASSAR NO BRASIL.
É - ME DIFÍCIL CARACTERIZAR UM PAÍS TOMANDO A SUA CLASSE POLÍTICA COMO EXEMPLO E REFERÊNCIA, ASSIM COMO O POVO QUE A ESCOLHE.

SÓ O PODERIA FAZER ATRAVÉS DO CONHECIMENTO DA PULSÃO ÉTICA DA SUA CIDADANIA, JÁ QUE DA SUA POLÍTICA, DA SUA ECONOMIA, DO SEU RACISMO, DA  SUA DESIGUALDADE SOCIAL, JÁ TUDO FOI DITO E, CURIOSAMENTE, NÃO POR ELES, COM A ATENÇÃO E INDIGNAÇÃO QUE MERECERIAM.

SIGO COM ATENÇÃO A MARCHA DOS ACONTECIMENTOS...

AINDA com GASSET...

...E O IMPASSE CIVILIZACIONAL

" Ao usá - los, nunca se manteve acima deles, como qualquer homem responsável deve fazer, conservando o domínio do seu funcionamento, dono assim do seu próprio destino e, portanto, do porvir histórico. Não vale a desculpa de que não se podia ver do interior desse século o quie lhe faltava, porque as individualidades verdadeiramente superiores daquela idade - uns quantos homens de esquina, meditabundos - o previram com toda a clareza e o declararam com todo o rigor.

Um raciocínio simplíssimo levava a essa antecipação. O instaurador da democracia não fora educado em democracia mas no " antigo regime " ou no resíduo ainda persistente da sua atmosfera ética. O iniciador do especialismo não era, por seu lado, especialista, antes possuía ainda a enciclopédia da sua ciência. A indústria triunfante não se alimentava do ar público por ela criado, antes se beneficiava de quanto na sociedade ainda sobrevivia do abiente pré - industrial. O século XIX, pois, juntava as vantagens dos novos princípios às sobrevivências favoráveis do anterior. Ele não era filho de si mesmo. O que de inovação radical havia na sua obra - a nova organização da vida - não reactuava ainda na sua vida. Mas era evidente que se evaporavam, geração após geração, os restos do século XVIII e ficavam em seco, isolados, os novos princípios. O Homem nascido para a vigência plena destes, e só destes, era o filho da Revolução, o novíssimo Adão.
Porque não interrogar - se automáticamente se esse novo tipo de Homem tinha condições para continuar o plano histórico que o século XIX inicia? Porque não interrogar - se se o educado na pura democracia será capaz de ser democrata carecendo de ética complementar? Se o especialista nato poderia ser na verdade « homem de ciência » ou antes perderia todo o contacto com as raízes mesmas do saber? Enfim, se o industrialismo abandonado à sua própria gravitação não se anularia - por causas múltiplas - a si mesmo?

O século XIX não quis responder a estas perguntas e por isso as respostas andam agora na reua caminhando pelos seus próprios pés. São o problema gigantesco, ímpar na História, que aquela centúria tão gloriosa nos legou. O filho da democracia liberal é de intenção anti - liberal e, com rigor, anti - democrata ( sendo ao mesmo tempo uma coisa e outra ). O filho do especialismo científico não sente entusiasmo pela ciência. O industrialismo filial daquele triunfante começa a perder a própria cabeça. E tudo isto é - o o homem - novo galantemente, cínicamente, futilmente. Porque não mostra sequer a pretensão de ter superado todas essas coisas num novo sistema de normas vitais mais acutilantes e exactas. Parece disposto a viver em seco, sem normas, sem projectos de nenhuma classe ".

Este poderoso e lúcido lamento do filósofo do " vitalismo ", apesar de datado, em circunstâncias penosas para o Ocidente, então, remete - nos a um eterno retorno historicista que o dealbar do século XXI ressoa em cristalina constatação. Nunca como agora o planeta se viu servido de tão extraordinários instrumentos, que marcam uma evolução a que a Razão obriga. Só o seu portador - HOMEM - permanece irredutível às mudanças que as suas descobertas, em todos os campos do Conhecimento, o urgiriam.
Simplesmente aterradora a visão de um futuro em impassante GESTÃO BU(R)ROCRÁTICA a que já nem o Pensamento escapa...

terça-feira, abril 26, 2016

RELEMBRANDO GASSET


                               



                                                                ORTEGA  Y  GASSET

E DO PORQUÊ DAS COISAS SEREM O QUE SÃO, HOJE...


" A glória do século XIX foi a implantação de certos princípios que criavam uma vida pública radicalmente nova e oposta, no essencial, à de todos os tempos. O homem que governa esse século não teve de inventar esses princípios nem sequer as formas primeiras, embrionárias da sua aplicação.
Educado no século XVIII, recebe dele todo esse tesouro e, além disso, o impulso ideal que move internamente o seu ânimo. Não tem, pois, grande mérito o ter - se lançado enérgicamente na execução de tão magnífico programa vital. Só numa coisa podia esse homem do século XIX ter mostrado a sua genialidade, a sua relevação de alma: no cuidado que poria ao realizar o empreendimento, a vigilância e sentido de responsabilidade que presidiria à sua marcha. Três séculos - na verdade toda a história europeia - se tinham esgotado para desafiar esse maravilhoso projecto que foi posto nas suas mãos. Nada mais fácil do que lançar - se a ele. Apenas iniciada a sua instauração comreça a produzir efeitos fabulosos.
O homem do século XVIII não viu funcionar em plena vigência nem a democracia, nem a experimentação, nem o industrialismo que inventara. Ignorava, pois, as repercussões do seu funcionamento sobre a natureza humana. Ficava para o século XIX o compromisso de completar aquele sistema de princípios com um sistema de correcções e complementos inspirados na prática.
Pois bem, é curioso notar a constância com que o século passado falta a esse compromisso. Não compreende que ao educar os homens em novo regime de democracia é também preciso ensinar - lhes algo mais do que democracia, isto é, algo mais do que os seus direitos, a saber, as suas obrigações. Não compreende que a Ciência, ao tomar o caminho experimental, tendia inexorávelmente a dissociar - se num especialismo mecânico que era forçoso compensar de alguma maneira para manter a própria substância da Ciência, que é a sua unidade. Não compreende que o industrialismo abandonado à sua própria índole torna a humanidade escrava da produção, dando assim à economia um  predomínio na vida pública e na privada que significa uma deformação monstruosa do organismo humano. Ou melhor: compreende tudo isto, como não podia deixar de ser, mas não cumpre os deveres que essa compreensão automáticamente lhe define..
Quanto mais se analisa o século passado mais claro se vê que quase tudo o que nbele é bom, não é dele mas do século anterior e que apenas uma tenaz prevaricação histórica é totalmente dele. Faltou conscienciosamente a quanto na sua missão histórica implicava dever de inventar. Não acrescentou nada essencial ao já recebido, antes se deixou deslizar pela encosta que os princípios herdados indicavam.

( continuaremos... )