sexta-feira, julho 21, 2017

SMALL TALKIES...

... OU O BICHO - DE - MATO E OUTRAS ESPÉCIES


CONVERSA FIADA ( apolítica )... mesmo!

Esse desconforto com a banalidade sonora das conversas da treta tem - me acompanhado desde que que por aqui arribei. O que mais me chocou, e as estatísticas britânicas vieram a confirmar no espaço da Commonwealth, em relação ao inglês, foi que o meu português ( gramaticalmente correcto e com uma carga lexical a milhas do que me foi dado a contemplar... )  não era compatível com o small talk residente. 
Se eu quisesse resumir, numa palavra, a abrangência da epistemologia filosófica numa  conversa da treta, num meio universitário, claro, onde arribei,  o raio da acção dos ouvintes restringia - se catastróficamente.
Apesar da minha genuína disposição empática para o bate papo inóquo, a restrição da minha capacidade de desligamento, melhor, de dilatação ambiental da minha paciência de ouvir tretas atirava - me, quase sempre, para a bichomatice, dada a incapacidade de encaixe no universo das conversas catadeiras.

Arrogância? Nem por isso... A solução, impossível, seria o silêncio e ouvidos atentos, que a minha curiosidade intelectual alimentaria, SILENCIOSA, até morrer.
Desgraçadamente, a partilha compulsiva dos meus fracos conhecimentos do mundo, da História do mundo, das minhas experiências pessoais e das minhas reflexões sobre a espécie, é - me, é - nos de uma brutal emergência, daí o meu barulhar por sobre a a catadeira condição.

" Lá está o meu avô a ralhar com a televisão... " - comentam as minhas netas às minhas censuras sobre o desbragamento com que a Língua Portuguesa está a ser tratada na veiculação de asnices ,pedagógicamente imbecilizantes.

Voltando à vaca fria..., a " COMO FALAR BANALIDADES " - do Luís Pedro Nunes, na Revista do Expresso  passado e aceite o desafio da conversa, espero que não - fiada, acrescento que... quando a treta é demais e a banalidade resiste aos meus contrabandos desviantes, bem..., BLOQUEIO e... passo por bicho - de - mato, na maior...

Einstein dizia que um serão em que todos os convivas estivessem de acordo seria um serão perdido.
Espero não ter dado, com o meu silêncio enfastiado, cabo de alguns...

quarta-feira, julho 19, 2017

CRÓNICA ANTIQUARY...

... DE UM FALSO  " MACHISTA " ENFASTIADO

E É PARA CHATEAR, QUE ISTO ESTÁ UMA SECA....

Em 1964, nos meus tenros 17 anos, desembarquei em Portugal, vindo da minha santa terrinha - CABO VERDE - , como prémio da minha e doutros colegas, (camaradas, que colegas são as putas... )  capacidades estudantis.
 Explico...
Os melhores alunos de cada ciclo liceal tinham como prémio a recepção no palácio do Governador para um almoço formal ( no meu tempo era Silvino Silvério Marques, de quem guardo gratas recordações... )  e uma viagem guiada ao Continente, de norte a sul do país. E, acreditem, deu - me para ter uma ideia, para lá dos manuais, da realidade da pátria lusa. Um QI elevado e uma curiosidade maníaca pelo " sapiens " fez o resto.

O Portugal cinzento que me acolheu, então,  a que só a " rebeldia " de um Rangel, cuja identificação me escapa, Procurador, então, dos estudantes ultramarinos, que nos salvou de uma cerimónia parola no cabo de Sagres em pleno Inverno deu alguma pimenta, era de uma provinciana e , para mim, decepcionante parolice.

Adiante, que o tema da minha chateação é outro.
Espantou - me, então, a largura do rabo luso(a) em comparação com o , concedamos, famélico e elgante rabo caboverdiano, nomeadamente das nossas garinas, do alto dos seus 1.60m , em média.

Quase meio século depois da Revolução de Abril e do " Nestum com figos " que elevou para alturas do 1.70 o perfil luso, sedimentou - se em Portugal três tipos de perfis femininos ( estou - me borrifando para os gajos... ) a que dei os  nomes de CulPizza, CulBurger e CulVegan.

Atirado para um quarto andar com vista para uma Pizzaria e caldeado pelas visitações às catedrais do consumo, vulgo, Centros Comerciais, a minha atenção sobre o perfil da espécie ( um vício intelectual deprimente... ), nomeadamente das garinas agudizou - se ( velho tarado, dirá o meu alvo... ) e fez - me notar que a bunda grande criou chão, não só no lusitano quadril como no afro-quadril residente.

GIRO?
Nem por isso...
Muito espaço para preencher tem criado um vazio que as FUFAS estão a ocupar, trôpega e alarvemente. É que não houve ( e remeto - vos ao post anterior... ) nem haverá correspondência orgânica para isso.
Como lidar com isso? Exigir mais CulVegans.
Eu, com 71 primaveras, caminho ( ainda não... ) para a nostalgia e estou de saída. FAT ASSES!!!??? Uma canseira!

P.S. Não liguem, minhas lindas, a este " velho " chateado. Eu adoro -vos, a todas. CUIDEM - se!

A LIMPEZA DA MERDA...

DAESH....

UM ABORTO, POLÍTICO, SOCIAL, RELIGIOSO, CIVILIZACIONAL, está a ser varrida do planeta.
Quando acabar a limpeza regressarei ao tema...

segunda-feira, julho 17, 2017

ALFRAGIDE...

... CÁCA DI MÓSCA NA VIDRO

Nunca cometeria a ofensa da generalização sobre o racismo em Portugal com a redutora e mentirosa " boca " de que os portugueses são racistas; até porque um dado concreto a contesta - a maioria das mulheres portuguesas não o são - dado que, mitifiquemos, os fantasmas sexuais que, na maioria dos casos enformam o caucasiano desde que viu pela primeira vez a nudez selvagem do negro africano nas estepes, não as incomodam, pelo contrário, exacerbam aquilo que chamo de inveja do falo.

Estará, aqui e nisso, como em todo o planeta, o ódio ao negro, que a cobiça reinterpretou civilizada e envergonhadamente através dos exercícios de humilhação que o poder generalizadamente permite.
Estúpido como as suas consequências no relacionamento tradicionalmente tenso entre as duas raças, por razões históricas, tem marcado, em franjas marginais das sociedades europeias e não só, as escaramuças recorrentes.

Interessante, e por outras razões, é que do branqueamento do racismo negro contra o Outro, ( assertivo e militante nos USA, por exemplo... ) que o políticamente correcto tem induzido, pouco se fala. Até se compreende... É que o rancor surdo não é o mesmo que a violência acéfala. 
Um dos braços ( será cobardia? ) mais actuantes desse racismo que as sociedades controlam no limite da decência é o das polícias e percebe - se o aproveitamento violento da " legitimidade " armada que uma neutralidade cívica não aconselharia o uso pelas óbvias retaliações.

Felizmente, falso,... No fundo, em Portugal, o racismo tornou - se numa memória que na sua retransmissão vai perdendo a sua força até que aos poucos se vai transformando numa coisa feia a que só a clandestinidade de uma esquadra ou de um bando de marginais ainda dá a hipótese do exercício e... palco.

A sua denúncia pública e... intolerante será a melhor forma de atalhar ao seu desenvolvimento e, quando se atreve à agressão violenta, como tal e agravada deverá ser contemplada e... condenada.

segunda-feira, julho 10, 2017

TANCOS

O QUE CORREU MAL?

Sejamos redutores ( está na moda... ), a inexistência de um Serviço Militar Obrigatório para todos os mancebos da Europa. E isso é válido, em transição, para o prometido isolacionismo americano...

Voltemos ao roubo de armamento nos paióis da Base Aérea de Tancos.
A inexistência de efectivos de controlo, físicos e tecnológicos e eu carregaria mais na vertente humana como suporte presencial de qualquer tipo de controlo.
E isso atira - nos para a ausência, pela extinção político- burrocrática do S.M.O. em Portugal em 2003 e dos 28 países da U.E, 17 não têm o S.M.O.

Sobre este assunto tenho uma visão derrotista no que ele trouxe de ausência de disciplina, controlo, espírito de grupo sobre toda uma geração por ele afectado. Laxismo de carácter, abulia cívica e um patético e desmesurado narcisimo hedonista. Resultado? Um infantilismo reflectido em quase todas as funções do Estado ou dele aparentados e um egotismo galopante a nível pessoal.
Os traços consequenciais, os tiques reverberatórios denunciantes desse estado de coisas manifestam - se hoje em toda a Europa numa frente tribalista global, cuja incipiência cultural é... assustadora onde só as taxas de sucesso académico escondem burocráticamente uma ignorância geral atroz, que a especialização tem vindo a camuflar.
Por outro lado, a RESPONSABILIZAÇÃO pessoal e cívica vai - se esboroando neste quadro de impunidade ética ou mesmo moral que nem mesmo a extraordinária evolução científica consegue atalhar. E se soubesse, poderia? Da negligência ao passa - culpas, da assumpção do desleixo ao deixa - andar, dos deveres pessoais ou cívicos, tornou - se um conceito vazio que as circunstâncias vão gerindo aleatóriamente.
Há indisciplina cívica e moral em alto grau e num universo muito dilatado em Portugal e ela também passou por Pedrógão no seu trajecto, por vezes letal, pelo país. Um estremecimento e... passou, desgraçadamente vai passar...

TRUMP, o caixeiro-viajante pirómano


Uma das facetas mais notadas nas deslocações do presidente norte - americano para fora do seu país tem sido a de um " legítimo " traficante de armas, o único produto que levou na mala diplomática das amostras.
Se no plano doméstico a militância à livre circulação e comércio de armas já era conhecida, a sujeição ao C.I.M., leia - se Complexo Industrial Militar, sim, esse denunciado e alertado da sua força pelo ex- presidente Eisenhower - Não devemos nunca permitir que o peso desta conjugação ameace as nossas liberdades ( e a dos outros, suponho implícito... ) ou o processo democrático - leva Trump à disseminação pelo Globo do seu letal produto. E empenhou - se nisso.

Na primeira deslocação, a Israel, fez uma boa venda, mas a medalha de honra deve - a ao seu trabalho com a monarquia autocrática e fundamentalista dos SAUD, inimigos de Israel. Cinismo? Náaaa, just business...
Não contente com isso, veste a farda do cobrador de fraque por cima da do caixeiro e estimula ao consumo a Europa, culpando - os de sovinice e ameaçando - os com o abandono da protecção mafiosa. Os conflitos, esses, ele, como os antecessores, se encarregará de arranjar. Na Ásia, que tal armar uma provÍncia dissidente chinesa - Taywan - com anti- mísseis e na Polónia anti - russa de anti - mísseis, como se um ou outro acreditassem, e nós também, na pulsão invasora e passível de enfrentar da Rússia ou da China.
Os europeus, esses, não precisam de carniceiros estrangeiros de pacotilha. Desde o século XVIII que os fabricam, de Napoleão a Hitler e Estaline, pelo que do conhecimento da própria História e do armamento em presença saberão tirar as ilacções, quero crer.

QUE VÁ PARA CASA o pirómano. Os americanos que tratem de se verem livres dele.

domingo, junho 25, 2017

PORTUGAL a arder... ( II )


RESCALDOS

Todo o foguetório com que se vai tentando imolar o P.S. e o seu ainda curto governo, é no mínimo impudente. Os pedidos de responsabilidade  dos quais se incluem a demissão da ministra da Administração Internas são apressados e prematuros, para não dizer insidiosos.

Mais respeito me merecem as vítimas e o brutal desamparo que enfrentaram. Durante toda a minha vida profissional, que foi longa, conheci de perto, do mais perto que é possível a realidade do campo português, do norte a sul, do este a oeste e... as pessoas e as suas condições de vida e também aí vi o seu abandono, tanto como a sua ligação afectiva ao seu pedaço de terra. O seu desencanto com o progressivo abandono por parte dos descendentes das heranças dos avós era real, tanto como a sua progressiva solidão. 

Outros interesses foram ocupando durante os anos os espaços " abandonados ", diria melhor, alienados, com uma florestação intensiva de eucaliptal e... excepcionalmente, pinheiro bravo. A aventura dos pomares têve - a quem, do espaço necessário possuía ou obteve. A rentabilidade dos terrenos, impossíveis de cultivar, a não ser para a economia e uso doméstico, passou a ser gerida, em massa pelo mundo do " ouro verde ", em desordenamento brutal e massivo, por todo o interior Centro e Norte. Um processo natural, dir - se - ia, com o olhar para o lado de TODA A GENTE.

Estas foram as condições criadas, objectivamente, na propagação devastadora dos fogos. O rastilho, seja ele qual for, natural ou não, se parte do problema, não é, definitivamente, na minha opinião, o cerne da questão.
Adiante...
Associar este governo à nossa responsabilidade global, como se está a tentar fazer, é indecoroso, já o disse. A recorrência, com menos mortos, dessa calamidade, tem décadas e no entanto mantivemos os olhos fechados. 
Para quando, se realmente há interesse no conhecimento da realidade do mundo rural nacional, de modo a racionalizar a sua segurança e a dos seus habitantes, UM CADASTRO TOTAL, repito, inexistente, ou completamente desactualizado, do existente?
Na minha opinião, a par do apagamento dos fogos com mais eficácia, instrumental e humana, esse passo é fundamental. Não, o Google Earth não dá para fazer, sem um curso de interpretação fotográfica, o reconhecimento, pelos leigos, das áreas e cobertura dos terrenos. É que ouvi dizer que é assim que se estão a fazer as coisas. Técnicamente um logro e uma fonte de conflitos, tarde ou cedo. 
É que é assim que as coisas começam... como nos fogos mortais.

sexta-feira, junho 23, 2017

PORTUGAL, a arder...


A AUSÊNCIA...
...Da autoridade do Estado como elemento primordial na escalada mortífera dos incêndios em Portugal tem sido a marca de água recorrente quando se procura, analítica e não empiricamente, baseada em intuições e presunções, os culpados da contumácia quase criminosa.

A nauseante cobertura mediática com que as televisões nos tem brindado, em modo espectáculo, nas desgraças terroristas ou naturais, assim como nas misérias humanas, não tem ajudado à análise, salvo em aparições fugazes de especialistas, que não da enxurrada de opiniões a contaminar a discussão sobre o porquê dessa recorrência de incêndios devastadores. 
O incendiário anónimo mais as suas e alheias motivações, o negligente e as trovoadas estando por vezes na origem dos fogos, têm sido, pela exposição redutora apontados genéricamente como os culpados das desvastações das florestas e matas portuguesas.

Não houve nenhum governo pós- Abril que não se debruçou sobre este tema e sobre ele apôr uma enxurrada de normas, dinheiro e um monumental e progressivo católogo de boas - intenções. No entanto, o aspecto mais importante do combate aos fogos florestais que não sómente na multiplicação de meios instrumentais, quartéis de bombeiros por todo o lado e últimamente a parceria público/privada SIRESP, não tem passado do papel. Refiro - me à  PREVENÇÃO.
Incêndios, claro, fazem parte do sistema natural. O que não é natural tem sido o alargamento das áreas da sua incidência e isso é culpa de todos. " Há incêndio porque há mato; há mato porque há abandono porque é sabido que não há rentabilidade " - Capoula Santos, ex-ministro da agricultura, e eu acrescentaria que a desordenação agro-florestal nasce dos incentivos governamentais no " ouro verde " que inundou o país em rentabilização de courelas por tudo o que é parcela e... oh Deus as parcelas que há em Portugal!... Só por pura sorte o número das vítimas não foi superior, dada a excepcionalidade das condições que lhe deram origem. Culpados? O país que não cumpre as normas de prevenção impostas por lei e, principalmente as instituições que têm ou deveriam ter a seu cargo o controlo da fiscalização e a coerção fiscalizadora. 
Desbravar os interesses económicos, político/empresariais que se acoitam por detrás da manutenção desse status quo paralisante exige uma abordagem séria, corajosa e... definitiva que só uma Comissão ad hoc independente e completamente alheia aos interesses em presença trace, não pistas mas deliberações a apresentar à Assembleia Legislativa no sentido da dramatização legal preventiva dos fogos florestais. Apesar de, como dizia Folque, um país sem o conhecimento do seu cadastro territorial ( que não existe... ) ser sempre atrasado no sentido da implementação das suas directrizes económicas, florestais e agro- alimentares, quero crer, pelo menos no que à propagação física dos fogos florestais concerne, que já se passou o tempo do debate sobre um assunto de candente interesse nacional.
E as decisões que urgem já tardam...


segunda-feira, junho 12, 2017

GREVES


" O TEMPO DE AGITAR AS BANDEIRINHAS "...

Foi assim, um misto de piada e desvalorização, que C.F.Alves, no Eixo do Mal, se referiu às greves programadas pelo mundo do trabalho.
Pois é: é uma maneira folclórica de ver o " folclore " na luta dos trabalhadores da Função Pública por melhores condições de vida e dignificação do seu trabalho pela reposição das condições profissionais usurpadas pela coligação PSD/CDS & TROYKA, a TINA lusa.

Confesso que, face a um direito tão vital como este, tenha ele a montante contornos de qualquer tipo, políticos, profissionais, salariais, ou outros, o nosso cansaço snob pelas reivindicações torna - se insultuoso. Eu não me lembro de nenhum tipo de solidariedade de qualquer outra classe profissional quando foram reiteradamente esmifrados pelo anterior governo e outros de igual perfil.

Apresentar, como tem sido feito, a negligência pedante dos trabalhadores do privado com " o agitar das bandeirinhas " em defesa dos seus direitos ao trabalho e a salários dignos, em contraponto à militância politizada e desperta dos funcionários públicos, configura uma piedosa e oblíqua fundamentação de... responsabilidade, querem ver?... daqueles em relação a estes.

A singularidade, essa, está na prevista greve dos magistrados; se não for ilegal é ilegítima dada a condição privilegiada dessa classe corporativa, pela remuneração salarial e... ser um órgão de soberania, que a cada dia que passa nos lembra dessa condição... quando agora, funcionam como nunca o admitiriam sobre si,  como órgão de pressão sobre o executivo.
A Assembleia da República não terá poderes de controlar esta tão peculiar independência instrumental?
E. Burke dizia que " há um limite em que a tolerância deixa de ser virtude " e já é a altura da interpretação do  mito da independência judicial, com Plínio, nos conduzir à verdade.

sábado, junho 10, 2017

VENEZUELA

MAIS UM ÁS EM DEMOLIÇÃO





" Não há nada no mundo que esteja melhor distribuído do que a razão; toda a gente está convencida de que a tem de sobra " - Descartes

Não deverá ser, certamente, ao detentor da verdade racional, a existir, mas simplesmente à capacidade de pensar, ou, no mínimo, de se " ouvir ", em concordância, sem abrir a boca, comum de todos, a razão da reflexão do filósofo, que a outra, a Razão, aquela que nos distingue será outra coisa, DECIDIDAMENTE.

Da impossibilidade( !!!???) de governar contra o povo, manipulado ou não, estupidificado ou não, iluminado ou não, a História tem enciclopédias de lideranças apeadas. Quando, por razões várias, e na América latina o gatilho percursor é sempre o mesmo e sem esconder a face da doutrina, a relação entre as lideranças e o povo se quebra, o naufrágio é mais que certo; para mais quando, nos bastidores, o inimigo transporta uma experiência e um savoir - faire de décadas que os êxitos refinaram nas desestabilizações nacionais dos apelidados regimes, um anátema sobre a independência de Estados sem coleira, pelos U.S.A.
O presidente Maduro está, pois, de saída, assim como outros líderes regimentais do Globo.
A partir dos erros chavistas e da inexperiência de Maduro foi possível construir a narrativa que está em desenvolvimento e que já funciona por inércia.
Quem se seguirá na minha lista? 

Entretanto, o snobismo intelectual e político insiste, aqui como no resto do Ocidente a fazer o papel de idiotas úteis na obliteração das causas substantivas dos fracassos induzidos e na elevação tremendista dos seus efeitos.

E tudo em nome da Liberdade e da Democracia. QUAL? O nosso REGIME.

P.S.
Estranhamente não consigo tirar toda esta vermelhidão deste texto. Bizarro! E se calhar não...

terça-feira, junho 06, 2017

DO MAL, O BEM

WELL...

TRUMP 

Espantosas as intervenções do presidente americano na sua primeira deslocação para fora do seu país. Começou por ser vendedor ambulante na R.A.U e cobrador de fraque na Europa antes de ser um pirómano planetário.
Se no Oriente - Médio já tinha esboçado comportamento típico de bully de recreio, na Europa perante a representação feminina do poder europeu - Merkel - refinou - se em deselegância, que Macron pôs na ordem.
Vejamos, meio a sério e meio a brincar...
Trump, qual mafioso, exige o pagamento de uma protecção para a insegurança que o seu país tem provocado nas últimas décadas pelo planeta sob o alibi de uma protecção dos interesses americanos. Por outro lado, apesar da histeria anti - soviética inculcada na Europa pelos U.S.A., a ameaça foi puramente ideológica e a guerra fria nada mais do que uma escaramuça sobre o tráfico de influências de duas super - potências. A guerra sempre foi política e serviu os interesses, comerciais do lado americano e políticos dos soviéticos. Tudo o resto foram encenações bem engendradas que só muito difícilmente não são desmascaradas.
Com a Rússia de Putin a encenação, para gáudio dos estrategas políticos de ambos os lados vai de vento em popa. Trump que o diga... e Putin, também...

A Europa, hoje, não tem inimigos externos; tem - nos dentro de casa, pela negligência na integração dos imigrantes e azedumes externos pela cumplicidade com os U.S.A. nos desmandos planetários, pelo que, surgiu, com o trumpismo, uma oportunidade rara de se recompor como espaço continental exemplar no contexto do planeta. Afastada a toupeira britânica no boicote à U.E. como espaço federal a federador das suas nações, chegou o tempo da criação da Europa dos cidadãos e da liberdade dos povos que comungam dos princípios essenciais da Democracia, do Estado de Direito e dos direitos humanos, conquanto haja lideranças capazes.
                 .
No mínimo, uma outra singularidade, essa circunstância geopolítica de vermos um alinhamento da Europa com a China e os signatários do Tratado de Paris contra as posições dos U.S.A., melhor, de Trump no que às preocupações sobre o aquecimento global apoquenta o resto do mundo e no concernente às medidas a aplicar por todos para amenizar e eventualmente atalhar a barbárie ecológica sobre o planeta. 

É - me particularmente difícil falar de posições americanas quando me refiro às directrizes governamentais do actual, e esperamos que não por muito tempo, ocupante da Casa Branca. É que a civilidade norte - americana não se poderá rever, definitivamente, nessa cegueira.

domingo, maio 28, 2017

P.D.E. português

UMA INTERPRETAÇÃO

A saída de Portugal do Procedimento por Défice Excessivo, aliada aos números das prestações orçamentais e económicas, dizem - nos que o país resgatado do P.P.E. europeu, afrouxou significativamente o garrote que a T.I.N.A. e seus militantes zelotas nos impuseram. Um facto indesmentível.
No entanto...

...A discussão interpretativa, mais os comentários induzidos pelos factos e méritos das acções ( não não foi um milagre..., foi competência) que conduziram a tudo isso, está a atingir proporções alarmistas de dissociação cognitiva, aliás assaz interessantes se integrado no fatalismo e na vil inveja de que falava Camões e Almada Negreiros.
Ainda iremos ouvir alguém dizer que os méritos se devem à intransigência de Schauble e acompanhantes. Uma lastimável e oblíqua visão que, noutros registos atira - nos para os braços da desgraça do Governo da Albuquerque e Coelho como o responsável - A crise é uma oportunidade -, lembram - se? pelas consequências virtuosas da acção do governo P.S e dos seus aliados P.C.P. e Bloco de Esquerda.
A verdade, por muito que custe, foi a derrota da T.I.N.A. e na primeira linha desse combate esteve o P. Ministro, A. Costa, o ministro das Finanças, Centeno, como rostos e protagonistas de primeira linha e o apoio dos partidos da geringonça
Um reparo que poderá passar por um conselho - Estão a cair no ridículo; ponham - se a pau que o Zé já vos topa de ginjeira.

A borboleta catalizadora cujo bater de asas vos estremeceu de azedume residiu na geringonça.

segunda-feira, maio 22, 2017

QUERIDO LÍDER


CARO PRESIDENTE

Surpreendeu - me o seu desabafo na Croácia sobre o quão fatigante é o exercício das suas funções.
Eu já o tinha avisado mas não pensei que já estivesse aí o cansaço. Eu acho que não é o cargo, pelo peso institucional, que é cansativo, para já são - nos todos, VEXA é que é extenuante. Eu, com um ano a mais, canso - me só de o ver e de o acompanhar no seu dia - a - dia, Na televisão e No sofá. Invejo - lhe a sua energia e o seu dispêndio, a sua generosidade e a sua disponibilidade.
A humildade com que interage com o seu povo, comendo, bebendo e selfiando é enternecedora e nós sabemos bem como os portugueses gostam de ser mimados pelo seu panteísmo democrático. E para mais, apagando da nossa memória o confrangedor deslumbramento do seu antecessor no cargo com o seu distanciamento monástico da arraia miúda. Uma lástima, que a sua auto - atribuída excepcionalidade inculta cristalizou em pesporrência de um político que nunca se enganava e raramente tinha dúvidas. Um tratado, que VEXA faz o favor de rasgar no seu consulado, melhor, na sua presidência populista ( sans blague... ).

Por outro lado, essa sua necessidade assumida de ser a cola unificadora da política portuguesa, embora muito louvável, não me parece compaginável com a diversidade das propostas democráticas, nomeadamente face à situação anómala, surpreendente e genuínamente democrática que originou a governança actual do país com os resultados que VEXA tem aplaudido, correcto?
Pela estima que me merece, não entre tão depressa nessa noite escura que por vezes a normalidade tranquila das coisas tende a ver sacudida por espíritos mais inquietos, como o seu, por exemplo, e não se esgote tão depressa que o país precisa de uma presidência como essa que inaugurou. Está a fazer - lhe bem e isso é o maior elogio que um político deve procurar.

Um cidadão agradecido

domingo, maio 21, 2017

segunda-feira, maio 15, 2017

SÁBADANDO...

FOI - SE O " PINGUIM "...


...E MACRON AFIVELA A POSE...
E O DISCURSO DE ESTADISTA


ALELUIA!, HOSSANÁVAMOS NÓS OU... TRAUTEARÍAMOS PAROLES, PAROLES, PAROLES...

O Ministro alemão Schauble fala da necessidade de " algum equilíbrio " económico/financeiro dentro da U.E. que transferências financeiras entre os países mais ricos e os mais debilitados poderiam proporcionar, na sequência do discurso de posse do Presidente francês.
Registe - se a, ainda, aparente sincronização no que toca ao rumo que, necessáriamente, perante a subida do radicalismo anti - U.E. que os ressentimentos dos cidadãos europeus têm exemplado, deverá retomar a política de convergência europeia.
Ainda faltam elementos nessa equação que só após as eleições alemães e as legislativas francesas serão acrescentados ao caderno de encargos das  novas, requentadas ou não, lideranças nacionais.
Esperaremos, sentados, o desenvolvimento das negociações.

PAPA FRANCISCO E...FÁTIMA


Cumprida uma " burocracia " necessária que um dos mais consagrados lugares de culto cristão e mariano obrigaria à liderança máxima da Igreja Católica, o papa Francisco foi recebido em Fátima  num  ambiente de grande entusiasmo.

Da " recompensa espiritual " que aos crentes estará reservada, sobra a análise crítica à manifestação colectiva da Fé, uma tarefa que, pela exclusão da Razão ( sim, conheço Pascal, Kieerkgaard e outros... ) abraça o campo das presunções à la carte.
Da eventual e concertada aldrabice e a negociata, para citar H. Monteiro no último Expresso, com que os não - crentes caracterizaram o santuário de Fátima e as aparições, sobrou ao cronista- crente o cepticismo sobre a virgindade da mãe de Jesus.
Convenhamos, e agora o meu estupor... Um crente que não credita ao senhor da Criação, da Vida e da Morte, do Céu e da Terra, a capacidade de gerar vida numa virgem sem recurso à cópula, tem, no mínimo, uma Fé muuuuito condicionada. Enfim...






sábado, maio 13, 2017

S.L.B.

TETRACAMPEÃO



Cessem do sábio tripeiro e do lagarto as proezas que fizeram
QUE OUTRO VALOR MAIS ALTO SE ALEVANTA
E eu hoje canto o peito ilustre do lampião...

VIVA O GLORIOSO!

segunda-feira, maio 08, 2017

MACRON


O BEM MENOR

A Esquerda francesa engoliu um sapo e votou com a Razão. O liberal Macron é o novo presidente da França.

P.S.
Hoje, 17 de Maio, não resisto, por um conjunto de circunstâncias das quais a leitura de Daniel Oliveira - Macron é trendy - no Expresso do sábado último de, face ao citado do actual ocupante do Eliseu - Eu reivindico a imaturidade e a inexperiência política - à caracterização que W. Pitt fez do seu sucessor Lord North junto de um dos governos de Jorge III - Uma posição que um vulgar insignificante não pode alcançar e à qual só uma genial incompetência ( e oportunismo, diz D. Oliveira... ) pode conduzir. Na mouche!

quinta-feira, maio 04, 2017

O DEBATE

ELEIÇÕES FRANCESAS

Pouco mais a acrescentar sobre os intérpretes do aceso debate de ontem entre Macron e Marine Le Pen que não seja já do conhecimento público.
Esperar - se - ia um golpe de asa contundente que permitisse a superação política de um programa sobre o outro, tendo em vista a exacerbação polarizada contida nas propostas redutoras dos candidatos trouxesse um élan motivacional aos indecisos; não aconteceu, e se o bem menor não suplantar o mal menor haverá outro reboliço na U.E.

Sinceramente, não acredito que o(a)s franceses acreditem no fascismo xenófobo de Marine, pelo menos com uma visão maléfica, já que a xenofobia, soft ou mesmo hard, faz parte da História não só da França como de toda a Europa. Em Le Pen temer - se - á mais a ameaça da saída da U.E que o fecho das fronteiras, pelo que... está tudo em aberto.

domingo, abril 30, 2017

MAL MENOR?

ELEIÇÕES FRANCESAS


MACRON?


                                                                   
                                                                          MARINE?

Perspectivando o mundo como uma ameaça permanente, em que o instinto de sobrevivência sobreleva a racionalidade das e nas decisões, torna - se claro que as escolhas, sejam elas quais forem, serão sempre decisões sobre o mal menor.
Por outro lado, quando o Bem e o Mal são perspectivados como projectos e coabitam, em conflito ou em equilíbrio na alma das gentes, as escolhas podem ser racionalizadas e serão tácticas ou, a longo prazo, estratégicas perante os cenários com que se apresentam e aì o exercício do Bom Senso parece aconselhável, não como uma cedência ao intolerável mas como preservação do bem menor.

Eleições francesas, é disso que se trata, suscitado pelo comentário contrabandeado e extrapolado de H. Monteiro a abusar na mistura de alhos e bugalhos, no Expresso último.
O apelo ao voto em Macron como arma de arremesso e bloqueamento à ameaça que constitui a Frente Nacional, exigido, em nome do mal menor, a J.L.Mélanchon não seria nunca um exercício de bom senso político por parte deste mas sim de capitulação errática a poucos dias de eleições legislativas.
" Dar a liberdade " de voto em Macron que não a abstenção repugnada, alertando pedagógicamente para os riscos da vitória da madame Le Pen, isso sim seria políticamente sensato.

Diferente coisa seria, não necessàriamente na política, caminhar de braço dado com o que nos suscita aversão. É que, também na política, o asqueroso ético tem tido um manto relativizado de proteccionismo, que aos não - avisados, aos indiferentes e aos conformistas se retrata, com aleivosia ou ingenuidade, como tolerância.

CASO SÓCRATES

E é dessa malévola tolerância que eu chamaria de conformismo ou cobardia cívica que se vai alimentando esse folhetim dantesco que abala a vida de um cidadão sob suspeita activa a partir do momento em que subiu à chefia do governo do país.
Uma obscenidade jurídica que se vai desenrolando impunemente sem que o Estado, com meios de controlo sobre o poder presidencial e legislativo consiga ter mão na independência da magistratura, um contra - senso antidemocrático. Quem é que protegerá os cidadãos dos eventuais desmandos da Justiça? 
Temos direito à verdade e obrigação de a exigir à Justiça mas não a qualquer preço. A tortura psicológica é tão condenável como a física e partilham do mesmo desrespeito pelos direitos humanos, ou seja, são intoleráveis.

ALELUIA!

Cristalina prosa e assertivas considerações, requentadas, é certo, sobre o " ajustamento financeiro " português, que assino por baixo, li na coluna de Ricardo Costa esta semana.
O que é que aconteceu?

terça-feira, abril 25, 2017

25 de ABRIL


                       DESCOLONIZAÇÃO - DEMOCRACIA - DESENVOLVIMENTO 

Todo um programa político do Movimento das Forças Armadas posto a um país vítima do obscurantismo que uma provinciana e mesquinha visão do mundo imposta por um medíocre visionário, durante mais de quarenta anos, e que foi abraçado com generosidade por um povo sedento de liberdade, conhecimento e cultura.

Passaram - se já quarenta e três anos e o balanço a fazer sobre os D's é francamente extraordinário, sob qualquer perspectiva.

VIVA O 25 DE ABRIL!