domingo, abril 30, 2017

MAL MENOR?

ELEIÇÕES FRANCESAS


MACRON?


                                                                   
                                                                          MARINE?

Perspectivando o mundo como uma ameaça permanente, em que o instinto de sobrevivência sobreleva a racionalidade das e nas decisões, torna - se claro que as escolhas, sejam elas quais forem, serão sempre decisões sobre o mal menor.
Por outro lado, quando o Bem e o Mal são perspectivados como projectos e coabitam, em conflito ou em equilíbrio na alma das gentes, as escolhas podem ser racionalizadas e serão tácticas ou, a longo prazo, estratégicas perante os cenários com que se apresentam e aì o exercício do Bom Senso parece aconselhável, não como uma cedência ao intolerável mas como preservação do bem menor.

Eleições francesas, é disso que se trata, suscitado pelo comentário contrabandeado e extrapolado de H. Monteiro a abusar na mistura de alhos e bugalhos, no Expresso último.
O apelo ao voto em Macron como arma de arremesso e bloqueamento à ameaça que constitui a Frente Nacional, exigido, em nome do mal menor, a J.L.Mélanchon não seria nunca um exercício de bom senso político por parte deste mas sim de capitulação errática a poucos dias de eleições legislativas.
" Dar a liberdade " de voto em Macron que não a abstenção repugnada, alertando pedagógicamente para os riscos da vitória da madame Le Pen, isso sim seria políticamente sensato.

Diferente coisa seria, não necessàriamente na política, caminhar de braço dado com o que nos suscita aversão. É que, também na política, o asqueroso ético tem tido um manto relativizado de proteccionismo, que aos não - avisados, aos indiferentes e aos conformistas se retrata, com aleivosia ou ingenuidade, como tolerância.

CASO SÓCRATES

E é dessa malévola tolerância que eu chamaria de conformismo ou cobardia cívica que se vai alimentando esse folhetim dantesco que abala a vida de um cidadão sob suspeita activa a partir do momento em que subiu à chefia do governo do país.
Uma obscenidade jurídica que se vai desenrolando impunemente sem que o Estado, com meios de controlo sobre o poder presidencial e legislativo consiga ter mão na independência da magistratura, um contra - senso antidemocrático. Quem é que protegerá os cidadãos dos eventuais desmandos da Justiça? 
Temos direito à verdade e obrigação de a exigir à Justiça mas não a qualquer preço. A tortura psicológica é tão condenável como a física e partilham do mesmo desrespeito pelos direitos humanos, ou seja, são intoleráveis.

ALELUIA!

Cristalina prosa e assertivas considerações, requentadas, é certo, sobre o " ajustamento financeiro " português, que assino por baixo, li na coluna de Ricardo Costa esta semana.
O que é que aconteceu?

terça-feira, abril 25, 2017

25 de ABRIL


                       DESCOLONIZAÇÃO - DEMOCRACIA - DESENVOLVIMENTO 

Todo um programa político do Movimento das Forças Armadas posto a um país vítima do obscurantismo que uma provinciana e mesquinha visão do mundo imposta por um medíocre visionário, durante mais de quarenta anos, e que foi abraçado com generosidade por um povo sedento de liberdade, conhecimento e cultura.

Passaram - se já quarenta e três anos e o balanço a fazer sobre os D's é francamente extraordinário, sob qualquer perspectiva.

VIVA O 25 DE ABRIL!

sexta-feira, abril 21, 2017

LA FRANCE


ET MAINTENANT...

Avizinham - se tempos conturbados e decisivos no panorama político europeu em consequência dos resultados das próximas eleições presidenciais, numa altura em que a popularidade do projectado pela U.E. se encontra nos seus níveis mais baixos de aceitação.
As posições anti - U.E., nomeadamente do líder da F.N., Marine le Pen, com propostas radicais e do líder da França Insubmissa, J.L. Mélenchon, coligação eleitoral que junta o P.C.F. e o Partido de Esquerda, também elas francamente anti - Bruxelas, têm conseguido uma notável aderência que os coloca na primeira linha da vitória eleitoral.

Ora, isso, a acontecer, será um pesadelo político para a U.E., a braços com o BREXIT e com  o consequencial abandono da cartilha do Pensamento Único, estruturante do contínuo descrédito que abala a relação entre a sua Burocracia política e a população dos estados membros.

Sem a Grã - Bretanha e a França, no pior cenário, a U.E. seria, a continuar, um feudo alemão e Europa regressaria, fatalmente, à balcanização política. Seguir - se - ia uma redefinição de alianças, a princípio comerciais e necessáriamente militares no futuro. O resto será uma história já vivida.

A RAZÃO E A EMOÇÃO

Hollande teme que a Emoção se sobreponha à Razão na definição do voto dos franceses perante a incredulidade deles no exercício desta durante as duas últimas décadas.
Faces opostas da mesma moeda, para um observador, elas nunca se apresentam simultâneamente mesmo que sob um olhar oblíquo. Rodadas, caotizadas,  coincidem na unidimensionalidade do mesmo espaço em alternância imperceptível até à queda. Aí, a interpretação faceada é instantânea. Prevalecerá a Razão na ausência da Emoção escondida ou a Emoção na ausência da Razão escondida. Uma abafará a outra, inapelávelmente.
Do erro de Descartes denunciado por Damásio à sobrelevação da Emoção numa paridade coloquial, veremos, na racionalista França, o que fará a Emoção...

segunda-feira, abril 17, 2017

BOCAS bocejantes...

DA POLÍTICA ELEMENTAR...

... FEITA DECIFRAÇÃO AUGURISTA

" O que o Governo se propõe fazer ao longo deste ano é rever em alta o crescimento, esperar que o desemprego desça já dos 10% e apresentar um défice abaixo do esperado. E vai divulgar os números várias vezes e a conta - gotas, quando lhe der jeito, por forma a que as notícias se estendam ao longo do tempo... " Tudo isto decifrou, fulgurante, R.Costa colunista do Expresso, e... continua... " Não percebo porque é que a oposição ainda não entendeu isto ... " E amofina " Só cai neste jogo pela segunda vez quem quer. Ou quem não quer ver "
Que desígneos escabrosos estarão por detrás desta evidente ignorância ou falsa percepção denunciados pelo maninho do P. Ministro?

E então, qual é, de facto o problema ingente da gestão dos números na Política que não seja já uma banalidade ululante, para TODA a gente?
Confesso e já não é a primeira vez, que os comentários de Ricardo Costa me deixam assim de cara à banda. Costuma descobrir o ovo de Colombo já depois de chocado e criado. Uma proeza comovente, com que arrasa a oposição ou... esoterismo narcísico?


AINDA COM O CALVINISTA

" Todos estamos recordados de quando os representantes do Governo se ajoelhavam para falar com os colegas " - António Costa, ainda do Expresso

É evidente que o alcance florentino das declarações do primeiro - ministro só teria uma interpretação linear para os simples; para outros, transfigura uma posição não tão subserviente, como as genuflexões a Schauble prefiguravam para quem via para além da cortesia amigável a um deficiente motor, uma atitude servil e pouco consentânea numa Europa de iguais.

ALBERTO JOÃO JARDIM

EU, se fosse madeirense, melhor, como cidadão português e se tivesse voz na matéria, o Aeroporto de Funchal, a mudar de nome, só poderia ter o nome do seu melhor obreiro da sua modernização e evolução económica e social.
Só o  vírus da memória curta, infantilismos deslumbrados ou oportunismos politiqueiros conseguiriam essa desfaçatez retumbante sobre os ombros de um " puto " que joga futebol como ninguém e, atenção... com toda a vida pela frente. Não é, definitivamente, ainda, o tempo de balanço sobre os seus méritos de cidadania.
CR7 é ainda doutro campeonato que não este, aonde nunca se imiscuíu...

AS BOMBAS SUJAS E... AS NOSSAS

ESSA FICA PARA DEPOIS...


quarta-feira, abril 12, 2017

A FALTA DE MEMÓRIA DAS MASSAS...

... E A SEM - VERGONHA DOS INTÉRPRETES E INTERPRETADORES DOS FACTOS

O  reavivamento da História e das histórias, sempre que a Verdade factual e consequencial da realidade passada é torpedeada pela má - fé interpretativa, ignorância ou despudorada manipulação, no pressuposto da mitológica " memória curta " das massas, é, na minha opinião o trabalho mais nobre da Imprensa e da Televisão.
Ora, o " esquecimento ", voluntário ou não, não é, infelizmente para todos. Há quem retenha dos factos e das narrativas históricas o essencial da importância que eles, objectivamente, têm ou tiveram em determinado período e as consequências que daí derivaram.

Um exemplo - A dança macabra que se vai desenvolvendo no Oriente - Médio, teve um gatilho percursor - a invasão, pelo Bush jr., do Iraque e o homicídio do seu presidente Sadam.
Não é borboleteando sobre a teoria do Caos mas sobre a lógica consequencial dos acontecimentos, à luz das experiências históricas que se encontra o lastro e o fundamento atribuíveis à negligência, má - fé ou, simplesmente ignorância ou desprezo pelo seu encadeamento quase necessário.

FACTOS - O bombardeamento intermitente dos B52 americanos fizeram, com bombas incendiárias, mais de 100.000 vítimas INOCENTES em Tóquio. As duas bombas atómicas lançadas sobre INOCENTES de Hiroshima e de Nagasaki, fizeram, por sua vez, 80.000 vítimas na primeira cidade e 74.000 na segunda.
Sadam ou, no caso mais recente e até ver, Assad, gasearam duas cidades ocupadas pelos inimigos e mataram milhares de INOCENTES.

QUE INTERPRETAÇÃO POSSÍVEL se poderá fazer sobre esses e outros factos históricos similares sem se chegar a uma ÚNICA conclusão - BARBARISMO HOMICIDA.

... num ataque de 3 dias que permanecerá até hoje como o maior alguma vez perpetrado contra uma população civil. - Luís M. Faria in Fisga, Expresso. recordando Sadam e Halabja, a cidade mártir.
Um inverdade grosseira, pois claro!

segunda-feira, abril 10, 2017

GOG & MAGOG

DANCING WITH THE DEVIL (n)

Trump, resolveu punir a Síria, ( a pretexto de um ataque, ainda não inteiramente caucionado, do regime sírio, fazendo uso de armas químicas, sobre os seus inimigos ), bombardeando suas bases militares.

Esclareçamos...

1) A Síria, um estado soberano estabilizado no Médio - Oriente, viu - se, no rescaldo das primaveras árabes dos regimes não alinhados com os interesses ocidentais, vulgo, dos USA, perante uma guerra civil caucionada pelos ocidentais, que armaram e equiparam os chamados rebeldes e está a defender - se como qualquer estado estabelecido, ocidental ou desocidentalizado o faria.
Esse modus operandi tem sido, desde os anos 70, reeditado em todas as paragens do planeta, quando o superior interesse do Império encontra líderes regionais ciosos da sua independência e identidade, sem que a nossa indignação tenha sofrido o mínimo estremecimento pelas misérias consequentes que daí advieram para os povos vítimas dessas ajudas humanitárias, sempre em nome de uma democracia a exportar aos bárbaros.

2) Assad, como todos os líderes do Oriente - Médio assimila uma visão do Poder autoritária e brutal na repressão dos dissidentes. Os seus regimes NADA têm a ver com o regime ocidental, mau grado as incursões humanitárias do Ocidente desde a II G.G.
Assad tem um tratado  militar com a Rússia e com a Coreia do Norte, países nucleares e mais recente uma colaboração estreita com o Irão no esmagamento do DAESH, portanto, aliado desses países e na terminologia militar, um ataque a um será, eventualmente, uma agressão aos interesses do outro.

Trump, como quem caga mais um tweet, passou da retórica indigente ao uso de tomahwaks e se os pressupostos forem os mesmos, a coisa é muito séria, um exercício insano.
Espanta - me, entretanto,  a insídia moralista com que os Media e os Merdia empunharam a tocha justiceira do mentecapto de ontem emporcalhando o bom - senso de Obama na leitura a mais esclarecida possível do caos INGOVERNÁVEL do Médio - Oriente, assumido, eventualmente, o seu estupor e ignorância histórica das idiossincracias das tribos do deserto e da sua visão do PODER, autóctone ou alienígena.

Por Deus, haverá formas civilizadas de homicídio em massa, métodos racional e emocionalmente neutros de matar outros seres humanos? Parece que a indignação cínica e despudorada os descobriu, - O uso dos drones -, dos cruzeiros, dos tomawoks, nada de cimitarras, de gases, de camiões armadilhados e, PRINCIPALMENTE, nada de ver as consequências espelhadas em corpos de crianças, mulheres e velhos, exibidos nas televisões aquando das humaníssimas intervenções.

Deixando de lado a hipocrisia e o cinismo narrativos da história contemporânea na sua projecção global e particular, tornadas que foram uma segunda natureza da interpretação mediática e não só, da política internacional, e depois de ouvir estados europeus, em nome de uma sacrossanta aliança a apoiar mais uma escalada conflitual, só posso concluir que o diabo continua à solta.

Putin, ao afirmar o seu apoio às infraestruturas do estado sírio ( leia -se bases militares e edifícios públicos... ) lança um sério aviso à provocação americana e a dos seus aliados militantes.
Faz sentido dada a hipótese de uma escalada que " acidentes e incidentes " directos ou indirectos possam provocar no meio de eventuais erráticas decisões na área do conflito? Política e militarmente, é impossível abordar essa nova atitude, esse dado novo que, a par da pressão sobre outro estado nuclear, a poderosíssima China, com loas ao trumpismo. 
É simplesmente ESTÚPIDO e a responsabilidade dos MEDIA neste inteirim é avassaladora. Não será únicamente a mediocridade projectada dos líderes actuais que estará sobre escrutínio.
Nós, a população europeia, americana, russa ou chinesa nunca será chamada a decidir no medonho destino que a irracionalidade política ameaça despoletar.

A agir, será AGORA! Antes que façamos parte da ESTUPIDEZ GLOBAL.

quinta-feira, março 30, 2017

I'M BACK! WHAT'S UP?

COM O CAOS DAS MUDANÇAS CONTROLADO...

...E uma vista de olhos pela actualidade, nada de relevante se me deparou, tendo os últimos posts como referência.
Sobraram declarações de boa - vontade labiríntica na U.E. na comemoração dos sessenta anos de existência, à mistura com uma boutade servil do sr.Dijsselbloem, presidente do Eurogrupo, master's voice de Schauble na redefinição de uma U.E a duas velocidades ( uma estupidez política sobreavaliada pelos países mais desafogadas financeiramente... ) com o abandono à sua sorte dos países do Sul.

UM ARROTO CALVINISTA
 e 
Eu posso, tu podes, eles podem tecer considerações axiomáticas e caracteriológicas sobre os povos, da Europa e do mundo. O presidente do Eurogrupo ou de qualquer outra instância política não DEVE, sob a acusação de hostilidade preconceituosa, dirigida e intencionada, fazê- lo, sob o risco de resignação ao cargo, pelo que o pedido da sua demissão encabeçado pelo primeiro - ministro português teria de ser o passo a dar pelos países do sul.
Esta posição conjunta e concertada, despoletada pela leveza desbocada do sr. D. já vem tarde. Muitos outros assuntos de maior relevo justificariam já esta concertação.

OS NOSSOS MORTOS E OS DELES...

A coligação liderada pelos U.S.A. no combate ao DAESH  no Iraque fez 137 vítimas, na maioria civis durante o bombardeamento de posições tidas por inimigas, nota em " BREVES " do seu 1º caderno o semanário Expresso.
Fossem Bashar e os russos associados a esta mortandade... Adiante...

LONDRES

O terror alucinado, emocionalmente errático, racionalmente indigente, perpetrado por lobos solitários em crises neuróticas tem, terá o mesmo efeito combinado de desestabilização e medo, que a então organizada Al - Qaeda e o DAESH? Se ideológico, talvez...; se produto de ressentimento paranóico, a impotência assassina vai declarando a derrota.


domingo, março 26, 2017

RUSSIANS AWAKENINGS?


Sempre me perguntei sobre a capacidade do líder russo, Putin, em manter no estado catatónico o orgulhoso povo eslavo, enquanto à volta tudo mexe na confrontação inquiridora dos sistemas e regimes que governam os povos, ocidentais e não só. 

O estado imperial do status em vigor, no balanço entre as mordomias obscenas dos supporters de Putin e o despojamento da população em geral, acabaria sempre por ser adversariado. Era já tempo de ver e sentir essa constatação em contestação. 

quarta-feira, março 22, 2017

UMA BAGUNÇA...

... A MUDANÇA DE HABITAÇÃO

Quem por isso já passou, após mais de vinte anos a acumular memórias e lixo material num espaço que se pretenderia inamovível, sabe decerto do que estou a falar.
Stress, lamúrias, frustrações, burocracia, intermediações alvares, eu sei lá..., pelo que tempo  e atenção reflexiva sobre o exterior é coisa que não tenho; daí a breve ausência deste espaço.

Até já!

quarta-feira, março 15, 2017

CR 7...

... E BARRIGAS DE ALUGUER


- SOU RICO, BONITO... e as pessoas invejam - me... -

Mais coisa menos coisa, CR 7 retaliava juízos menos abonatórios sobre a sua figura comportamental.

Vejamos... 
Eu sou " anormal ", já que não consigo sentir o que se convencionou tutelar de INVEJA  e que, pelos vistos ele conhece bem, pelo que, estribado neste dado inamovível da minha personalidade alienígena, permito - me tecer umas considerações amigas sobre um atleta que, incondicionávelmente aprendi a admirar. Quanto ao juízo dos outros...

Barrigas de aluguer? Porquê?
Como figura pública, CR 7 está, quer queira ou não, sob o escrutínio público. Esse é o preço da sua notoriedade, à qual crê que a sua vida pessoal e idiossincrático não deve népias.

À, eventualmente, bizarria do craque sobram interpretações de foro vário de que só um isolamento de clã, nada saudável, poderá proteger, por enquanto, por mais protecção e amor com que o rodeiam.
O exterior, pouco ou nada invejoso dos seus milhões, dir - lhe - á que os filhos PRECISAM de uma mãe e não de uma imagem maternal que NUNCA a irá substituir, como o tempo o irá demonstrar. Não será saudável.

DA SUPERFICIALIDADE DO HUMANO...

... PREFACIADA...

 pelo sr.Dr. António Moniz na entrevista ao Expresso  - Os humanos estão a tornar - se supérfluos - , ressalva - se a inflação celebrada e extraída do contexto da entrevista do prof. de Sociologia Industrial.

Falou - se, a abrir a entrevista e que lhe serviu de mote, do despedimento na Foxconn, de 10.000 (!!!!???) funcionários e a substituição do seu trabalho pela robotização. E falou - se na Quarta Revolução Industrial.
A previsão de tensões sociais que a substituição do trabalho humano pelos robôs, fatalmente, irá provocar, insere - se na lógica da batata e do óbvio ululante. Da resposta DO humano, antecipada, a essa previsão fulgurante que mudará a vida de milhões, o prof. não disse nada, assim como, previsívelmente, o sistema, que se está borrifando para o que vier, desde que dê lucro.

Ao " supérfluo ", que com ligeireza, no mínimo, a Sociologia atira para o armazém da reciclagem, inscreve - se, paradoxalmente, o ADN criador das máquinas, inscrito na inércia criminosa do Pensamento actual.
É que a produção « virtuosa » dos robôs só poderá, convenhamos, servir ao humano; e, se de uma lógica comercial estaríamos a definir, para quem irá servir o produto do seu labor? Não a outros robôs, suponho, já que a multidão de eventuais consumidores dos seus produtos, em modo sobrevivência, não terá posses para os ter.

Parece idiota, não?

quarta-feira, março 08, 2017

segunda-feira, março 06, 2017

D`os MEDIA

QUEM CHAFURDA NO LIXO...

... não terá a mais remota possibilidade, se não morrer de exaustão, entretanto, de aì encontrar uma " pérola ".
Há títulos em Portugal que só conheço pelo nome, pela carcassa do exterior, que inevitávelmente prefaciam o conteúdo para lá da capa. Declino, pois, a aventura de os explorar e a resistência é tão forte que acaba sempre por vencer a minha doentia curiosidade intelectual por outras maneiras de ver.
Preconceito, dirão alguns; uma visão parcelar do mundo, dirão outros... enfim, uma insubmissão ao que não respeito, já sem tolerância nem paciência para simplesmente ler ou ouvir.

A conclusão desse posicionamento aproveita a crítica ao sectarismo que uma aparente fixação interpretativa na forma de ler o mundo parece contemplar. Falso! Nem toda a realidade precisa de ser experienciada para se ter opiniões fortes e inabaláveis sobre a natureza malsã do seu conteúdo. Até porque essa posição deriva do conhecimento da outra face da moeda. Nem é preciso poli - la, nas suas infindáveis cunhagens, para saber o que está por baixo. Uma questão de higiene mental, tão sómente...

Os « MERDIA », esse magnífico neologismo, creio tê - lo ouvido pela primeira vez referido pela Clara Ferreira Alves, resume a distância crítica a manter com TUDO o que se lê ou se vê, aqui e... lá fora. A sua credibilidade terá de estar em permanente escrutínio; cansativo, mas necessário. Caso contrário, a tendência será aceitarmos passivamente (n)o que o mundo se está a transformar.

terça-feira, fevereiro 28, 2017

D´ a ELITE DO REGIME.

QUAL ELITE?

Normalmente, quando me refiro genéricamente por aqui, ao que se estipulou chamar de Elite na estrutura social de uma comunidade, nação, estado, faço uma diferenciação entre " elite " e elite, pela singela razão de as distinguir, de todo.

Em Portugal e afasto desde já qualquer singularidade que eventualmente o distinga, no meu conhecimento sobre a realidade nos mais importantes países do planeta, essa distinção é violenta, pelo conhecimento vivido que tenho da realidade nacional.
A distinção aferidora está, aqui como em qualquer outro país, no reconhecimento da capacidade que as " elites " têm na relativização do que se convencionou ( a sociedade humana é uma convenção aceite nos comportamentos éticos que regulam, à luz do que se tem por racional e socialmente justo, as comunidades do humano )  ter por valores normativos universalizáveis, pela abrangência que permite na harmonização das relações humanas.

A piramidal hipocrisia que sobreleva desse posicionamento, pela falsidade e batota que introduz em contrabando no relacionamento genérico, social, económico, laboral, entre os elementos do agregamento voluntário ao contrato social veiculado pela Democracia, disfarçada no monstruoso tecido jurídico que nos é diáriamente imposto a cada soluço de revolta, tem sido a marca de água identificadora das " elites " veiculantes do Poder. Um mal social à boleia do Individualismo, dito pragmático.
Os portugueses, como os americanos ou qualquer outro povo no mundo civilizado conhecem a sua elite e as suas " elites " e no seu desprezo impotente quase se diria que aprenderam a viver com elas, limpando de quando em vez o escarro com que elas emporcalham as suas esperanças.

A elite lusa sempre as desmascarou, debalde. Acontece, como dizia Gasset que à inexistência de um pathos moral zurzida pela crítica humanista a resposta tem sido o escárnio, por toda a parte.

Numa Democracia, tão árduamente construída e defendida, hoje desminada dos valores que lhe deram credibilidade e militância referencia - se, a montante, o desmiolamento educativo e instrutivo das novas gerações às quais só soubemos transmitir o valor do conceito Liberdade que não a sua essência concreta nas relações humanas, nacionais e internacionais. A libertinagem intelectual pôs - se no lugar da Cultura, a informação desnudada substitui o conhecimento, a presunção a reflexão, a crendice a análise critica - UM SUCESSO -

quarta-feira, fevereiro 22, 2017

FACTOS ALTERNANTES

ENFIM...

" O futuro de Mário Centeno está nas mãos de Álvaro Domingues " - Marques Mendes

O conselheiro de Estado e comentador televisivo ( só em Portugal...) semanal das incidências da política portuguesa proferiu essa profecia sobre um ministro das Finanças a quem Portugal deve dos melhores resultados económicos, sociais, por arrasto e de política externa junto dos seus pares da U.E.

ERRADO, sr. conselheiro! O ministro das Finanças em Portugal responde políticamente ao P.Ministro e o seu futuro tout court não está nas mãos de ninguém, a não ser do próprio e das decisões pessoais que sobre ele lhe concernem.

O êrro político de aprendiz de feiticeiro, como por aqui o chamei quando tomou posse, desmascarado pelos factos intuídos no dossier C.G.D., que a Oposição de Direita tem cavalgado acéfalamente por sobre o interesse nacional, não o diminuirá nas suas competências perante o Governo de que faz parte, dos partidos que apoiam o Governo e junto da U.E.

 Se isso ( putativos SMS trocados com Álvaro Domingues com revelações que já TODA A GENTE intuiu... ) tem sido percepcionado como uma bomba atómica pelo conselheiro e pelo PSD e o CDS, o problema é deles. Por mim e para a maioria será, se revelados públicamente, como aparentemente já o terá sido ao Presidente da República ( inacreditável!), será... um foguete busca - pé.

WAKE UP, GIRL!!!...


OS SINAIS ESTAVAM AÍ...

Em 2010, sob o título - Platão, reloaded or else... -  disse que a Democracia estava a precisar de uma monumental estalada que a acordasse da letargia mórbida que a assolava através da captura da sua essência pela Plutocracia e pela Burrocracia, a reboque da parvoeira conceptualista que arribou a Filosofia da sua demanda prática pela felicidade do humano.
Seis anos se passaram e as estaladas, bem merecidas, vão - se ouvindo pelo planeta. com a imposição populista ( porquê a pejoração!!!???) de outro tipo de governação através de outsiders ( porquê outsiders!!!?) que substituísse a História acabada da democracia dita liberal e a sua multidão de despojados.
Pelo que me tem chegado, esta revolução da maioria silenciosa, de contornos reaccionários, despojada de qualquer suporte ideológico, que o apodo fascista, sexista, racista, nacionalista, espalha em racionalização sobre os adquiridos civilizacionais que desafia, difícilmente será atalhada através de uma racionalização política, inexistente, fazendo uso do argumentário inconsequente com que a inércia e a negligência quase criminosa trataram os povos.

A revolução que eu previa não era esta, mas enfim... CUIDEM - SE!

domingo, fevereiro 12, 2017

EXPRESSOANDO..., melancólicamente

C.G.D.

Vejamos... " Tínhamos pensado usar este artifício, dada a urgência da solução da capitalização da Caixa e a nomeação de novos corpos gerentes. Infelizmente, a Lei não deixa e vamos pensar noutra solução ".
Doeu? 
E não estaríamos neste folhetim rasca e piroso a que o CDS e o PSD se agarraram com unhas e dentes para gáudio próprio e fastio das gentes.
Os erros fazem parte da governação, assim como a necessidade de os corrigir, com transparência. Ocultar  o que acabaria sempre por vir à tona, foi, no mínimo, inexperiência política a que Costa tinha a obrigação de cortar com celeridade. Valeu a experiência para os incautos.

CAVACO

Agradecido pelo esforço, mas uma das coisas que mais abomino é a revelação de conversas, mesmo que informais, o que não foi o caso, havidas entre duas pessoas e apresentadas como alibis para atitudes retaliatórias, a posteriori.
A coisa vem -me desde Beauvoir e Sartre. Foi revoltante o desnudar de uma relação, por Beauvoir, finda uma relação de décadas.
De certeza que não vou ler Cavaco. Políticamente, conheço - o desde 1985, pessoalmente não me interessam as suas confissões.

LOBO ANTUNES 

Estranha a sua projecção acusatória de inveja, por parte do Prémio Nobel, Saramago, tendo - o por alvo.
Deixei de ler Lobo Antunes ao quinto livro. O estilo freudiano/testemunhal auto - biográfico, cansou - me. Preferi a variedade ensaística de Saramago.

ACORDO ORTOGRÁFICO

Um êrro que tenha por obstáculo, no mínimo, o bom - senso, deve ser corrigido, antes que as suas consequências se tornem irreversíveis. Sempre considerei este A. O. uma estupidez sem nome e imaginei o país a levantar - se contra ele. A resistência foi ténue e passou TOTALMENTE ao lado da população em geral e a negligência dos eruditos, quando não enfastiadamente cúmplices.
Para quando o começo da desactivação da barbárie?

ANGOLA

UMA MUDANÇA NA CONTINUIDADE, se perspectiva, finda(!!!???) a regência do MPLA e a subida do general João Lourenço.
Angola vai criando, paulatinamente, uma classe média que, dentro de pouco tempo, não se contentará sòmente com o seu bem estar económico/financeiro. Vai exigir mais liberdade, mais informação e políticas sociais dirigidas à sua população menos afortunada. Saberá que tem todas as condições de exploração das suas riquezas naturais e pô - las aos serviço da sua população. Será exigente e tenaz nas suas exigências contra a corrupção dos seus dirigentes e, no balanço contra ela em geral, à medida que a nova geração se for formando em civilidade e ... conhecimento.
O tempo urge, saiba João Lourenço começar a reflectir sobre os passos a dar, HOJE.

TRUMP

Um abcesso doloroso que rebentará por si ou lacerado pela resistência esclarecida do povo americano mais civilizado. Entretanto, vai fedendo o ar..., naquilo que, extrapolando em Philippe Parreno, se poderia caracterizar como uma exibição histérica de subjectividade narcísica.


quinta-feira, fevereiro 09, 2017

D´O ADVOGADO DO DIABO

DANCING WITH THE DEVIL

Já que chegámos à conclusão que nos (re)descobrimos com Ockham e antes dele com Aristóteles, que só existe uma realidade, a individual, reportada aos nossos sentidos e às nossas emoções por sobre uma racionalidade Universal, hoje em decadência, a História sussurra - nos que entrámos no modo sobrevivência.

Entremos, pois, no assunto deste post... que, como de costume, reflecte o estupor de um septuagenário perante a marcha de um mundo em interrogação sobre TODOS os seus adquiridos civilizacionais.

Falemos, então, do que hoje se chama fascismo islamita numa tentativa de caracterização, como o vejo, fundamentalista e religiosa.
Ele existe e é um facto incontornável na sua vertente jihadista e radical. Existe sobre uma fundamentação religiosa literal baseada em textos medievais sagrados para os seus fiéis, no Alcorão, existe em todo o Oriente - Médio e mutatis mutandis, em Israel com o Talmude e a Tora e existiu no mundo Ocidental com a Bíblia da Inquisição. Impossível, pois, descartar a vertente religiosa no advento do Fundamentalismo como um exercício autoritário do poder religioso e quando a esse se associa o poder político, o do Estado, em militância expansionista armada, está criado o caldo fascista em toda a sua glória.

Quando, sob o estandarte da Liberdade, o Ocidente quis exportar os seus " fundamentalismos ", políticos, religiosos, e sociais, como essências incontornáveis de Civilização, que uma racionalidade supostamente universalizada, abraçaria sem reservas, esqueceu - se que a demanda teria e tem o selo de dominação, que é o que acontece quando os nossos valores se sobrepõem aos contemplados pelo Outro.
Não cabe aqui, neste espaço, historiar o século das Luzes na sedimentação dos paradigmas que enformam o Ocidente actual na sua mais importante conquista - o valor da Liberdade - e os direitos humanos. Políticamente, como consequência, como eu o entendo, e não como uma causa, a Democracia emergiu como um regime político soberano na consciência, PREPARADA, dos ocidentais.

Infelizmente e com um olhar ocidental, a História seguiu outros caminhos noutras paragens. Lá não houve Luteros nem Gutenbergs, não houve Kants nem Marxs. A Tora e o Alcorão são os veículos de Iluminação, políticas, religiosas e... sociais, por aquelas paragens...
No Ocidente, com o abrenúncio da morte de Deus, a Bíblia do Deus cristão já não tem o carácter definitivo e definidor na formação das consciências, e definitivamente, abandonou o fundamentalismo agregador e militante de outrora na propagação da sua Fé. A palavra e não a espada, a prédica e não a sharia e o excomungo, a integração no mundo temporal  e o Ecumenismo, e não o isolamento fundamentalista, são as armas do Cristianismo de hoje

As consequências daqueles posicionamentos reflectem - se na sociedade civil, nos costumes e nas aspirações libertárias, onde a libertação do feminino marca, pelo essencial e vital contraste, o referencial decisivo que, subterrâneamente, opõe as sociedades ocidentais e... as outras.
O feminismo, em sociedades que, ainda hoje, estabelecem e fundamentam, via textos sagrados, a hierarquização e submissão militante das mulheres, é visto como uma afronta vital, tal como a homossexualidade e o travestismo sexual.
Os laços de civilidade que a tolerância democrática pratica até ao desmazelo moral, potenciou o conflito entre os contextos universais e divinos do fundamentalismo religioso e a laicidade cínica do Ocidente.
Num tempo de escapismo em que a universalidade dos valores, hoje vaga e hipócritamente inseridos no pacote democrático, à mercê das oscilações pragmáticas e casuísticas da Política, a sua defesa, que a moleza das convicções atribui à Tolerância, não tem dono nem acantonamento ideológico, terá de ser de TODOS.
O fascismo, de qualquer espécie e origem, é para ABATER. HOJE!

sexta-feira, fevereiro 03, 2017

EUTANÁSIA?

DEFINITIVAMENTE, UMA DECISÃO INTRANSMISSÍVEL E PESSOAL. PODERÁ ASSUMIR A FACE DO SUICÍDIO OU DE ASSISTÊNCIA MÉDICA ASSISTIDA E... CÚMPLICE PARA COM A MORTE.

É DA OBRIGAÇÃO DO ESTADO OS CONTORNOS ÉTICO - SANITÁRIOS DA SUA APLICAÇÃO, A PEDIDO DO CIDADÃO, PONTO FINAL.

EM PRINCÍPIO, ASSINO POR BAIXO A PETIÇÃO SOBRE A LEGALIZAÇÃO DA MORTE ASSISTIDA E... A PEDIDO, COM TODOS OS PASSOS DE AVALIAÇÃO A SEREM CUIDADOSAMENTE PONDERADOS.

quarta-feira, fevereiro 01, 2017

INTELIGÊNCIA EMOCIONAL?...

... OU DESVALORIZAÇÃO ACRÍTICA DA VERDADE?




Dizem - nos que ela é " uma reacção às vicissitudes da vida " e um empático êmulo das e nas relações humanas empirizadas como meio de atingir a felicidade pessoal.
Como, em mim, o caminho é o da racionalidade, insisto Razão + Ética, assim em maiúsculas para enfatizar, e a pós - verdade não encontrou solo fértil, penso que a redução ao umbigo, como referencial da verdade, associada ao que eu sinto como verdadeiro, para lá dos factos que a transtornam, tem sido a marca da infantilização galopante da espécie. E voltámos à caverna platónica, ao aconchego do EU e do seu espaço (r)estrito, à visão do mundo como Representação e Vontade. Pudera!
Não é de admirar que com o mestre do pessimismo, actualizado e adaptado aos tempos de hoje, Shopenhauer, e a ajuda preciosa da relativização moderna de todo e qualquer Valor, racionalizado, " absolutizado " e transmitido pela Tradição, o mundo se tenha transformado num palco feérico de representações, à medida da perspectiva do observador.

Neste contexto atomizado só poderá sobrevir o Caos, esse caos que a interpretação racional tentou, pelos vistos debalde, organizar.. O real é uma projecção e o ser a sua representação espelhada, devolvida à origem com o beneplácito da impostura emocional - um selfie.

Dir - se - ia que a construção, hoje babélica, do edifício que a Razão permitiria projectar está em ruínas. A decepção de Adorno ou a náusea redentora de Arendt caminharam, lado a lado até que um espaço curvo einsteineano as convergiu numa referenciação inteligível e quiçá (re)originária - a infantilidade cínica contemporânea.


Do cinismo, eu cá prefiro o do Diógenes.

sexta-feira, janeiro 27, 2017

ZEITGEIST


DA MELANCÓLICA BANALIDADE DA HISTÓRIA,...

...que me perdoe Heidegger, irrompe, de quando em vez, seres " auto-iluminados", que da sua marcha telúrica e caótica, almejam dar - lhe um sentido, uma ordem, que lhe devolva a originalidade impressa e perdida no tempo - uma determinação fatalista -.
O século XXI borbulha, desde o seu alvorecer, com o aparecimento dessas missões " históricas ". Pelo Ocidente, Ásia Média e Extremo Oriente, a busca de uma grandeza perdida, que tanto poderá ser uma capacidade de domínio como de uma ordem interna fragmentada por valores alienígenas ,veiculadas pelo grande Satã - a Globalização - na desoneração de uma realidade sentida como ultrajada pelo Outro, tem sido o rosto político das nações.

Trump, Putin, Erdogan, Duterte, Le Pen, em modo hard, Schauble ( ou deveria dizer Merkel? ), May, Xi Jinping,  e outras personagens menores, em modo soft, popularizam, cada um a seu modo o estupor pela " repentina "mudança, como protagonistas activos e passivos desse turmoil contemporâneo que ameaça ser a revolução populista, o advento das massas como definidoras incontroláveis de mudanças radicais.
O " acontecimento " de Arendt prova - nos que não houve História Acabada, como a pesporrência liberal e regimental havia proclamado. O Futuro está aí, aberto, como sempre esteve, não como um desígneo vectorial, mas como uma multitude de experiências, a renovar, a bloquear, a acarinhar ou a destruir, tanto em regime(s) democrático(s) como fora dele.

Chegámos aqui pela Ignorância, pela negligência e pelo adormecimento sobre o adquirido como meta atingida. Essa desatenção trouxe - nos Trump, como noutras desatenções nos trouxe seres da mesma espécie. 
A dramatização dessa " decadência ", e tiro aspas, dos ideais da Democracia que uma elite soporífera, decadente e venal no remanso do bem - estar adquirido, não soube ou não quis preservar a não ser no seu formalismo legalista que não no da decência, nunca será, hoje, suficiente para atalhar o mal que a sementeira educativa deprimente e amoral do regime espalhou. Os frutos já estão maduros e só uma nova colheita redentora parará a disseminação da barbárie.
Lançar as bases da resistência será vital.
Esse bloqueamento caberá, necessáriamente à Educação, filosófica, política e ... ética.
Essa será, de novo, a obrigação da Elite, como sempre foi e será, que não a demissão conformista e pantufeira e o derrotismo.
O caminho, esse será sempre o da Liberdade e será o testamento, malgré Arendt, às gerações futuras; não a náusea, mas o combate.

segunda-feira, janeiro 23, 2017

A ENTREVISTA DO PRESIDENTE MARCELO

NÃO DEIXAREI DE FALAR SOBRE ELA, IN TIME...

E... DA IMPERTINÊNCIA DESLOCADA DOS JORNALISTAS QUE O ENTREVISTARAM.

RACIONALIDADE POLÍTICA... ou...

... JÁ ACABOU COM...



... TRUMP, the HUN ?

A democracia moderna, fruto dilecto do Iluminismo, qual maçã  carcomida por dentro por larvas brilha ainda, embora baça, nas esperanças dos não convencidos, dos povos, dos putativos depositários e beneficiários do regime.
Nos tempos que correm, torna - se impossível ouvir o actual presidente dos USA ou os seus avatares europeus e mundiais, sem um íntimo constrangimento e culpa na cumplicidade que se estabelece pela concordância quase imediata com os seus, não poucos, sound - bytes certeiros com que arengam as massas. Uma voz do sistema, o sistema em auto - crítica, pasma -se, e sentimo - nos populistas, mesmo que as marteladas racionalistas ecoem com estrondo nos nossos neurónios.

A ilusão, denunciada em Nietzche, da recusa do reconhecimento da impostura niilista que é acobertada na e pela racionalidade, para o caso democrática, está a rebentar pelas costuras, cerzidas então pelos iluministas, os crentes do poder da Razão como condutor último das sociedades, das civilizações.
Hoje, ainda com Nietz, a postura aristocrática e o afastamento da contaminação pelo barbarismo seria a reconciliação com a realidade que Adorno abandonou pela distância filosófica ao sentido das coisas, a sua suposta direcção histórica e o seu significado em cada um de nós.
A intelectualidade elitista, na falta de melhor caracterização, encontra - se de cócoras, atordoada pela aparente ruptura racional nos USA, que denega a proclamação dos seus antecessores e balbucia interpretações racionais na inteligibilidade estuporada com que o populismo ( na falta de melhor caracterização... ) do século XXI ameaça as certezas adquiridas em(na) democracia.
Nada como o exílio elitista e a distanciação de um crismado barbarismo das massas, da anarquia e do Homem, desse Homem que se define na e pela recusa do sofrimento. 

Apesar da História nos contemplar com o seu correr trôpego numa narrativa pouco ou nada linear a recusar o definitivo a montante e o destino a jusante numa imponderabilidade fatalista do Futuro, ensina - nos que o Passado é sempre obsoleto na definição dos passos a dar na modulação do Futuro, dos futuros possíveis.

Descrente de qualquer determinismo histórico na marcha do mundo, aceito com relutância, também ela racionalizada, a teoria da ordem no Caos e o princípio de vasos comunicantes e a inércia dinâmica  horrorizada do Vazio. O populismo é a resposta físicopolítica da retracção dos valores que enformam(vam) a Democracia e tem ocupado o espaço que essa decadência tem produzido.
O fim de uma época acontece quando os seus pilares de sustentação desabam e desabam quando o combate é substituído pelo conformismo pedante e ao exílio aristocrático se junta a demissão popular.
 Ora, acontece que a militância e não o desarme estão bem vivos, como se comprova.

Quem os orientará para os bons caminhos? Essa foi e será a tarefa da Elite. 

CADÊ ELA?

segunda-feira, janeiro 16, 2017

T.S.U.

 UMA " FEIRA DE GADO "...

...ainda montada?... ou um erro político de Costa?

Os " erros políticos " abundam em todo este processo e, até ver, só o CDS se mantém incólume no meio desta balbúrdia mal cozinhada.
A introdução da baixa da T.S.U. no mesmo pacote do aumento do salário mínimo foi, à partida, um bizarro quid pro quo por parte do Governo com os patrões, financiando - lhes, sem subtileza, o desconforto com a subida dos salários.
Conhecidas que eram as posições dos parceiros PCP e o Bloco de Esquerda contra esse desfecho, a projecção, mal calculada, do apoio do PSD ao acordo, conhecido à saciedade o perfil programático da oposição ressentida de Passos Coelho, de uma sua colaboração no conflito declarado de posições entre o Governo e seus parceiros, cabe perguntar de que tipo de exercício político estamos a falar.

Resumindo, penso que o Governo falhou, à luz desses dados, ao não se ter concertado préviamente com o PSD a posição do seu voto.

Dir - se -á que haverá oportunismo político à não contribuição de Passos Coelho no sufragar de uma baixa da TSU quando em tempos recentes lhe foi uma virtuosa medida de relançamento da economia.

O jogo da " batata quente " permitiria, pela ausência, um apaziguamento identitário dentro do PCP e do BLOCO, enquanto recolhiam os benefícios do contraste com o Bloco Central. Acontece que Passos não dançou e a coisa complica - se, para TODOS.

Para já, há uma vítima, assumida desde que foi apeado do Poder, e reforçada pelo isolamento crescente dentro do próprio partido. A " campanha marcelista " que encetou de há dois anos a esta parte junto das bases procura equilibrar a conspiração da oposição dentro de um partido que ele conhece bem e que já não vai acreditando no Diabo.

Voltando ao Governo...
Se de uma manobra calculada se possa falar, no imediato as suas consequências não estão a ser virtuosas,... por ora.

quarta-feira, janeiro 11, 2017

D'A BOLA ( 2 )

 ISTO...


Tem feito o « GLORIOSO » às " TRAQUINICES " dos chicos - espertos já com a careca à mostra, visível já para os adeptos adversários.
Se eles, os c.e. não se puserem a pau vai - lhes acontecer o mesmo no final da época.

GUIMARÃES 0 BENFICA 2

No relvado, com o melhor treinador do campeonato e com os melhores jogadores a gente até « ganha contra os árbitros ». O segredo? É esquecer - se deles e...MARCAR GOLOS. 
Receita simples, não é? Pois é!...  É preciso ter quem os faça... e o Benfica tem - nos. Só isso e faz TODA a diferença.

sábado, janeiro 07, 2017

LUTO NACIONAL


Acaba de me chegar a notícia da morte de Soares.
A Democracia portuguesa gravará a letras de ouro, como seu referencial máximo, o seu percurso histórico na sua implantação em Portugal.

As minhas sinceras e hiperbólicas homenagens ao DEMOCRATA.

D' A BOLA

UMA IRRACIONALIDADE CONSENTIDA?


Para todos nós, os chamados amantes da bola, a paixão começou aqui.
Para outros de nós ela também morreu aqui.

Para estes, ele, o futebol, tornou - se outra coisa que não a paixão pelo jogo, pela sua beleza, pela sua imponderabilidade, pela sua magia que os atletas transportam, pelo sortilégio do golo.
Ele tornou - se uma realidade escabrosa, através da qual se extravasam imposições de catarse às frustrações do dia - a - dia.

Para nós, os clubes são grandes quando superam, na maior parte das vezes, os obstáculos que a caótica ordem da imponderabilidade dinâmica de 25 elementos do jogo, cria no terreno. Queiramos ou não, a equipa de arbitragem será SEMPRE um elemento dessa condição. Superar os seus erros nunca será uma contingência para as equipas em confronto, como também o será a obrigação de emendar os erros próprios, infinitamente recorrentes e definitivas, numa percentagem esmagadora, quando comparados com as asneiras da arbitragem.

Passar por cima deste facto EVIDENTE, pela irracionalidade desviante, quando a NOSSA equipa perde os jogos, atribuindo sistemáticamente a culpa à arbitragem tem uma caracterização psicológica também ela evidente - MÁ - FÉ.
Quando esse desvario ameaça e passa à acção entramos num campo que TUDO tem a ver com a nossa bestialidade sem âncoras e NADA a ver com o fairplay formador de carácteres sadios que o desporto deve consagrar.

Eu adoro o futebol e acho deplorável que os chamados GRANDES estejam hoje, nomeadamente o Sporting Club de Portugal e o Futebol Club do Porto, a liderar, pela chama da frustração e incompetência, reflectidas nos últimos anos de liderança do Benfica no panorama clubístico nacional, uma revolta contra a Arbitragem, quando os seus adeptos SABEM porque VIRAM o que as suas equipas têm feito, aqui E lá fora.
A não ser que também acreditem que o rival anda a aliciar a arbitragem internacional quando não exista uma campanha de ódio ao Sporting e ao Porto. É que já nada me surpreende, pelo que me tem sido dado a ver e ouvir...

LASTIMÁVEL!

quarta-feira, janeiro 04, 2017

MEMÓRIAS...

... OU PRESENTE CORIÁCEO

Nos idos 1984, Paulo Nogueira n' O Muro das lamentações, in VIDA, revista do defunto semanário Independente, glosava sobre o políticamente correcto de pechisbeque que afrontava, então, a Vida e os Media, contra o vernáculo impertinente.
Delicioso o exemplo, em resposta a um camionista, real ou imaginário, do rei português do século XVIII ( D. José I ou, como creio, o Marquês de Pombal ) , que, ao receber as credenciais do diplomata espanhol cujo apelido era « Porras y Porras », terá indeferido a nomeação com a seguinte justificação - Não é tanto pelo nome, mas pela insistência -.

A resposta ao camionista de desabrida linguagem foi um revisitar allegro das modas e modinhas linguísticas das épocas e a resistência bem - falante ao vernáculo, definitivo e definidor.
O metafórico  « par de estalos » a um cronista desbocado que levou à demissão de um Ministro da Cultura por pouco provocava, ao " apanhado " por um microfone soez em amena cavaqueira, Santos Silva, Ministro dos Negócios estrangeiros, a mesma sorte, caso a verbalização - feira de gado - atribuído ao ambiente de negociação na Concertação Social, fosse pública.

Ferro Rodrigues, o actual presidente da Assembleia da República, chocado com os contornos conspirativos de decapitação da Direcção do P.S., que rodeavam, em manipulação mediática através de fugas de informação cirúrgicas, pela investigação criminal do caso Casa Pia, troou - Estou - me cagando para o segredo de Justiça -, mais coisa menos coisa, foi, pela ameaça que representava na construção de uma Frente de Esquerda, obrigado a uma demissão pelo temeroso amigo que ocupava o cargo de Presidente da República.

" Em certas circunstâncias... ", dizia - nos Paulo Nogueira, o palavrão traz - nos um alívio inatingível até pela prece. Um - FODASS - a uma martelada num dedo daria melhor caução que o padre - nosso.
Que o diga a Pluma Caprichosa com a sua - FUCK 2016 - que eu subscrevo, a condensar todas as porcarias que, no dealbar do Ano Novo, ainda boiam resilentes até que consigamos mandá - las pela pia abaixo com o puxar do Global autoclismo do nosso alívio.

Aqui, ainda com o Paulo, as reticências supletivas não valerão um corno. O primado da acção eficaz está a desmoralizar a prática humanista em quase todas as paragens - Chamam - lhe Pragmatismo, Pós - Verdade, Globalização - .
As lideranças asiáticas, Turquia e Rússia incluídas, troçam da fraqueza humanista do Ocidente no aperfeiçoamento das relações humanas através da Democracia política e social e por não " fazer o que tem de ser feito ", o mantra da amoralidade, contra o que " deve ser feito ".
Os exemplos abundam e frutificam no políticamente incorrecto. De Erdogan a Putin, de BIBI a Duterte, de Trump à le Penn, as marcas ficarão pelo Ano que agora começa.

Resta saber qual é o « lixo » de que pretendem ver - se livres...

UM DEMOCRATA...

... DE ELITE



sábado, dezembro 31, 2016

O BEM, O MAL... ( 2 )

O MEDO E O TERROR



FOBOS e DEIMOS...

...Entraram, abruptos, nas agendas políticas das nações ocidentais, que não as asiáticas, que não interiorizadas sériamente pelas massas da Europa e das Américas.
A desconstrução relativista atinge a sua glória, conceptualizada por uma maioria ( !!!??? ) que, hoje, só crê em si e para si.

A pós - verdade, o palavrão do ano mais não é do que a consequência lógica, redundante, da interiorização canhestra da instrumentalidade moral levada às últimas consequências, deserdada de uma racionalidade coxa do seu gatilho ético.

- O QUE É A VERDADE? - interpelava Pilatos, o prático, ao místico Jesus. Ao silêncio deste responde o Homem contemporâneo - A Verdade sou EU!, palpável, ecoando a minha materialidade por sobre os escombros dos mitos e das metafísicas. A Verdade são as minhas acções, plenas ou omissas, reais ou imaginárias, . De mim provêm e a mim retornam, nas suas consequências tidas, pressentidas ou adquiridas..
Nenhuma categoria moral anexante, nenhum sortilégio sagrado ou profano, a montante ou a juzante que o vazio não dissolva no quente resguardo do EGO.
Deus reflecte - se na minha imagem devolvida no espelho da queda e da orfandade.

Fobos e Deimos reinarão, triunfantes, enquanto a nossa menoridade cavalga furiosa a Cibernética e a nossa Estupidez militante. em desoneração global, no nosso depauperamento cognitivo e ético.
Pós - verdade? Um contrabando miserável de uma virose intelectual, quando, pelo nível de incidência, baixo e rasteiro, uma chico - espertice, uma piramidal fraude civilizacional.

Que 2017 traga o velho Bom - Senso, tão - sómente, de volta às relações, pessoais, nacionais e... internacionais, serão os meus piedosos votos...

terça-feira, dezembro 27, 2016

BEM / MAL, BOM / MAU...


... SUBJECTIVIDADES INTERPRETATIVAS OU... EXISTÊNCIAS CIRCUNSCRITAS...

... Que, do infinitamente pequeno ao infinitamente grande caracterizam a NORMALIDADE do equilíbrio do ser e o nada?

O sol será um BEM temporalizado, pelos humanos, até se transformar numa gigante vermelha. Do BEM absoluto que é hoje tenderá para o apocalíptico e aí será um MAL, absoluto para a Vida terrestre e uma ocorrência normalizada no contexto do Universo, neutra, não - adjectivada, como MAU ou BOM.
O " contexto da ocorrência ", global ou como mera experiência pessoal, será sempre um valor relativizável no quadro da classificação, também ela global, do BEM e do MAL e da antinomia BOM e MAU.
A factualidade retida no quadro das experiências humanas retém fragmentos consuetudinários que balizam as visões absolutas que a vulgaridade linguística ( em compreensão e extensão ) desmembra.
O Homicídio, pecado maior condenado em todos os enquadramentos sociais, um MAL, teve e tem a bênção do colectivo, enquadrado num universo de alibis, naturais, políticos, religiosos e... legítimas defesas. Uma escolha consciente, portanto. Bomm, como anuência circunscrita e Mau para as vítimas da retaliação. Pelo que o MAL pode ser BOM, consoante as circunstâncias.

A relativização moral que acompanha e busca o seu fundamento, do darwinismo social calvinista ao fundamentalismo religioso e ou, hoje étnico, condensa, pelas suas consequências, o BARBARISMO que tem marcado o caos ético planetário.
Cada " sapiens " representa - se como um universo concentracionário donde absorve, absoluto, o BEM, o MAL, o BOM e o MAU, referenciadores do seu, também absoluto, NARCISISMO.
O espelhamento planetário dessa mundividência unipessoal é hoje total, em todas as formas de , outrora organizações colectivas, como , das nações aos Estados, às transnacionais.

UMA GIGANTESCA TORRE DE BABEL está em construção, não já para atingir os céus em busca de DEUS, mas para a incomunicação, ABSOLUTA.

sexta-feira, dezembro 16, 2016

ALEPPO

A MANIPULAÇÃO MEDIÁTICA...

... que, desde Sadam, tem alimentado uma estúpida destruição do Oriente - Médio pós - colonialismo ocidental por aquelas paragens, pontua - se por, além de uma arrogante ignorância, já combatida num passado próximo por Lawrence da Arábia, uma estupidificação malévola, na mais das vezes inconsciente, dirigida a outros ignorantes inconscientes, do papel destruidor do Ocidente na desestabilização infame dos (des)equilibrios politico - religiosos resultantes da descolonização britânica - francesa.
A " pata " e o pathos interventor do Ocidente, mormente da U.K. e da França, mais a arrogância imperialista e belicista dos USA pós - Queda da URSS, multiplicaram por mil o desamparo das populações do Médio - Oriente.
" VIVA LA MURTE " - chamei, por aqui..., à política de extermínio dos líderes, e dos GOVERNOS, que não dos regimes, que asseguravam o equilíbrio entre a arrogância e o fundamentalismo sunita perante a heresia xiita representada pelo Irão e pela laicidade de Sadam.

A barbaridade política que representou o abate de Sadam e Kadafi,  enquanto o gatilho fundamentalista alimentava os interesses ocidentais através do REINO, fez parte de uma estratégia demencial que o século XXI contempla nas suas consequências.
Da minha lista de execuções, então denunciada, só faltava Bashar, que só não caiu ainda dada a intervenção da RÚSSIA, finalmente desperta.

De Aleppo, a 2ª maior cidade síria, ocupada por terroristas e "rebeldes" municiadas pelo Ocidente, que mantêm cativa a sua população, chovem mentiras e... sacanices.


Essas são as caras da libertação mortal levada a cabo pelo Governo sírio apoiado pela Rússia da cidade de Aleppo. 
A manipulação mediática tem estado a cargo dos papagaios e papagaias dos Media preguiçosos e jornalistas venais que têm envergonhado a profissão. Portugal tem hoje alguma jornalista ou jornalista em Aleppo? De que falam eles e elas? Os que cá estão agridem - nos com imagens facebookianas a estimular indignações perante o suplício das crianças ,confrontadas com a ESTUPIDEZ dos adultos. E... tomam - nos, a TODOS, por estúpidos.

quarta-feira, dezembro 07, 2016

DEMOCRACIA - A NOVA FACE


UM LONGO CAMINHO...
... tem percorrido a Política, como sortilégio de governação dos povos, na procura da Utopia harmonizadora das relações humanas, dentro da mais mortífera e letal espécie que sobrevive, até hoje, soberana, neste edénico planeta.

Já quase todos os regimes foram testados na procura desse ideal, das aldeias às cidades, da nações aos países e destes ao planeta. entre mortandades recorrentes que tem abominado a RAZÃO, o único e identificador denominador comum do sapiens.
Todas as definições e reduções identitárias foram esmiuçadas já na caracterização do Homem; do seu carácter anti - natura ao seu produto, do lobo predador da própria espécie quando não, planetário.

" A evolução é lei da Vida e não existe evolução que seja pelo individualismo " - Óscar Wilde

A RAZÃO foi o órgão estimulador da pulsão de extinção simbólica e objectiva do Outro, da diferença. A primeira vítima foi o Neandhertal.
Chegámos, enfim, à Democracia, no caldeamento de todos os males e ficámos com o mal menor, sem que a nossa sanha predadora se tenha abrandado, pelo contrário, refinou - se com e pela Ciência que, ao mesmo tempo que nos ensinava a salvar vidas pela cura, apontava - nos, com mestria, a eficácia do extermínio em massa.

SÉCULO XXI

Poucos países, hoje ditos democráticos, se sentirão confortáveis e seguros com a vaga revolucionária, porque anti - sistema na sua vertente globalizada, que assola, pela deploração, os caminhos, hoje minados e contrabandeados, dos fundamentos tidos como óbvios adquiridos e iluminantes da essência da Democracia Liberal, a exemplar pelo Globo.
Nesta vaga, enxameiam os novos putativos " caudilhos " da Revolução, perante a surpresa, Valha - nos santo Ambrósio! da Racionalidade vigente, trôpega e desarmada do seu gatilho ético que tão diligentemente relativizou pela individualidade soberana, à ingenuidade dos loosers.

Um rápido olhar pela História dos séculos democráticos, que de quando em vez, foram abalados pela tocha fascista, ajuda - nos a perceber a realidade de hoje através do papel que as elites tiveram no abastardamento do contrato social que permitiu a emergência da Democracia.
Levou tempo a interiorização pelos povos da percepção do logro que um armadilhamento sufocante e impassante das suas Vidas, da sua natural " agressividade " na condução do seu destino enquanto os predadores se alimentam na placidez da manada, temporalizada e desatenta, quando não objectivamente enquadrada e emparedada por todo um edifício burrocrático e jurídico de contenção e controlo das suas acções.
A leitura, hoje dita populista, em tonalidades pejorativas, de todas as faces desse acanalhamento da virtude democrática deixada aos deplorables e aos dispensáveis pela Globalização, abriu espaços ao aparecimento de lideranças representativas, oportunistas ou mesmo verídicas, corporizando o vazio deixado pelo enclausuramento da História e... da dinâmica dialéctica da Democracia.

Aqui, pelo Ocidente ou noutras paragens do Globo, a Democracia velhaca que para lá exportámos em Globalização, envenenada de contrabando libertário, a selvajaria financeira tem reduzido vastas camadas da população humana à miséria e à degradação cavando um abismo já intolerável não só entre as nações como dentro de cada nação, entre os beneficiários da produção da riqueza Global.
A perda vertiginosa dos crentes democráticos para outra coisa diferente DISTO não irá parar até que esta revolução reaccionária se esgote na barbaridade humanista que vai depondo a normalidade, substituída já pela esperança NO QUE VIRÁ.

A tendência, diz - nos a História ainda recente, será a iluminação pelo facho fascista, racista e xenófoba a atirar - nos de regresso às fronteiras de estados-nação e, pela própria recorrência dos seus condicionalismos e contingências, ao conflito provocado por quem se considerar mais bem preparado para ele. Engane - se quem acreditar na impossibilidade de, num mundo nuclear, ficarmos pelas posições extremadas, por escaramuças regionalizadas.
É que nunca como hoje, intuo, num mundo sem referências éticas, apesar e  pelo estouro tecnológico e cibernético, a Estupidez, a Ignorância, a Imoralidade, a Negligência Filosófica e a Arrogância Financeira, foram tão destemidas e... tão Globais.

O óbvio democrático está... em desactualização, em modo reset.

segunda-feira, novembro 28, 2016

COMANDOS

MEMÓRIAS

JANEIRO 1971
LAMEGO - CURSO DE RANGERS

Nevava... Na parada fazíamos flexões com a neve pelos cotovelos. Dez, vinte; meses depois chegaríamos aos cem.
Crosses intermináveis, granizos do tamanho de ovos de perdizes, salve - se quem puder a destroçar valentes de peito aberto a pedrinhas que viraram rochas.

FEVEREIRO 1971
LUANDA - GRAFANIL -CURSO DE INSTRUÇÃO DE COMANDOS 31ª e 32ª Companhias em formação.
PARADA - Um calor infernal de boas - vindas. Frente a frente o nosso grupo de cadetes e cabos milicianos contra o grupo dos soldados. Aguardam -se as saudações da Direcção do Curso. Passam - se horas à torreira. Demo - nos conta, é a primeira prova de resistência.
À minha frente a uns trinta metros, quase olhos nos olhos, um ruído surdo. Cai a primeira vítima, de exaustão. Nos minutos seguintes a epidemia alastrou - se. Sentia - a atrás de mim, ao lado e em frente. Os auxiliares de saúde aceleram a recolha dos " cadáveres ". A tensão física e psicológica é brutal. Já os olhos se nublavam, à nossa frente, vultos difusos. Caiu toda a gente?
Já restávamos poucos, teimosamente, em pé. Estaca à minha frente um sargento Comando, Cunha, de seu nome e fita - me, a um palmo do rosto, enquanto vociferava - Aqui todos caem, todos irão morder o pó. Porque é que pensas que és diferente?
Não caí, como não caí em ÚCUA na prova da sede nem me fui abaixo na semana maluca nem nas centenas de quilómetros de crosses e marchas forçadas. Houve alturas que entre nós, futuros oficiais, o gozo com a debilidade da acção psicológica propiciava, entre risadas a compensação extrema do cansaço físico com que a mobilidade constante e o peso da G3 sempre em riste e a mochila de combate a tiracolo nos esmagava.
De quando em vez, surgiam notícias da morte de algum camarada e da desistência e eliminação de outros. Fui protagonista do " salvamento " de um camarada caboverdiano, de nome Cândido, que durante a prova de sede encontrei, durante um exercício de corrida, inanimado e perdido entre o capim. Contra o comando do sargento instrutor e mesmo com a ameaça de exclusão, abandonei o grupo e fui prestar - lhe ajuda. Tinha a boca aberta e a garganta em sangue vivo. Dei - lhe de beber a exígua água que ainda restava no fundo do cantil e arrastámo - nos até à tenda da enfermaria.
Cândido não morreu mas esteve meses afónico sem poder emitir um som. As cordas vocais foram profundamente afectadas.
Não acabei o Curso. Na véspera da prova de água foi - me diagnosticado uma febre amibiana ou legionella ( pudera! a água era transportada em auto - tanques... ) para, no Hospital Militar, em Luanda se descobrir que era tifo.
Meses de recuperação e enviado de volta a Grafanil, agora, depois de graduado, como instrutor dos oficiais " despedidos " do Curso. " Oficiais " para quem a dureza, a disciplina e a necessidade de competências, entranhada por mim, não abrandou. Eles iriam ser responsáveis pelo grupo de homens que iriam comandar na guerra, tão simples e incontornável como isso.

Hoje, com a morte, assim tão perto, de instruendos Comandos que irão para a guerra ( não se fala nisso, por quê? ) os Media fizeram um chavascal desrespeitoso para TODOS os intervenientes na cadeia de acontecimentos que levaram à morte dos rapazes. Simplesmente indecoroso e eivado de má - fé a que só a condição de paisanos ignorantes do que são as tropas especiais, relevada pelo acórdão inacreditável de uma procuradora ( tornou - se moda o proselitismo retórico na classe... ) podiam dar voz.
Na TROPA PODE - SE MORRER, assim como na POLÍCIA ou SERVIÇOS DE SEGURANÇA. Está implicito para quem quer fazer parte do sistema militarizado. Não é um campo de girassóis a área onde exercem o seu míster. Desengane - se quem faz exigências, pensando o contrário.
Foi, naturalmente, LAMENTÁVEL a morte dos instruendos e se houve negligência criminosa, julguem - se os culpados.

Nada obsta a que qualquer incidente ou acidente dentro desse universo seja tratado pela autoridade civil democrática, mas tenho por mim que a assistência imperativa da Justiça Militar deveria estar sempre presente, não só como conselheira mas também como iluminação do que poderá transformar - se num campo minado na desvirtuação de uma realidade que não é própriamente a sociedade civil. A autoridade e disciplina militares terão de ser tendencialmente autoritárias, passe o truísmo, ou então encabeçarão um bando armado.

domingo, novembro 27, 2016

FIDEL

A RESISTÊNCIA


A HISTÓRIA JÁ TE ABSOLVEU e pelos contornos, já criminosos, de que se revestiu o sistema ao qual deste luta e às resistências erráticas que vai despoletando pelo mundo, chamar - te - à profeta, um dia, num dia de neblina...

Mais um pedaço da minha história, da minha Vida contigo se vai e já são tantas as dentadas que já pouco me resta a que me agarrar nessa memória vívida de resistência à Morte, simbólica ou definitiva.


terça-feira, novembro 22, 2016

U.S.A. - UM " REGIME "?

UM TEMPO FASCINANTE, OU ANTES PERIGOSO?

M,.S. TAVARES suscitou - me, pela leitura do seu " Um tempo fascinante " no Expresso último, também estimulado por comentários, nomeadamente de Sampaio e de Santos Silva, uma reflexão que partilho...

Quando no Ocidente, nomeadamente nos U.S.A., se referem às lideranças e aos SISTEMAS de governo de países fora da sua influência política, costumam apodá - los de REGIMES; são - nos os da Coreia do Norte, da China, da Venezuela actual, da Bolívia actual, da Rússia, do Irão, assim com o foram os de Sadam, de Kadafi, de Mursi e... hoje com um aliado de peso, a Síria.

Regra geral, o sistema de governação que fundamenta a classificação ocidental, tida como pejorativa, caracteriza - se pela promiscuidade da relação que o poder Executivo, regra geral autoritário(!!!?) tem com as suas Assembleias representativas e com a Justiça, funcionando esses como correias de transmissão dos ditames daquele. A Corrupção, comum a todos os regimes E sistemas, é, pela abrangência, um pormenor.

Que nome daremos à realidade política derivada das eleições norte - americanas?
Vejamos... REGIMES, que não REGIMES, são - nos todas as formas de governo; os sistemas é que variam. Na conjugação da separação e independência dos poderes, comuns a TODOS os REGIMES e REGIMES, e no modo de funcionamento da economia, com mais ou menos contrato social com as nações, destacava - se o sistema capitalista nos REGIMES democráticos do Ocidente, tidos como os moldes a espelhar.
Hoje, com a captura da Democracia pelo capital financeiro e com a Globalização mercantil e financeira e com fortes restrições à livre circulação das pessoas, que a crise migratória relevou com contundência, estão - se a demolir os fundamentos do REGIME que não do Sistema, que vai de vento em popa em quase todas as paragens e REGIMES
Estranha particularidade essa que à menção de Sampaio de que a Democracia precisava de ser reinventada se ecoe a convicção de que, como os anti - sistema, o alvo último do seu ataque ( deles ) é o próprio REGIME.
Estranho paradoxo! Já que não se pode mudar a natureza humana, Tavares dixit, nem a Democracia se consegue defender - se, ( de si própria? ) e como o faria a não ser REformando - se, REnegociando um novo Contrato Social com uma geração super dotada e um Ocidente envelhecido, empobrecido e ignorado nos aerópagos das decisões, sobre a sua vida, enfim REinventando - se e, porque não, domesticando a selvageria da, hoje, triunfante Plutocracia.

Trump É o Sistema dentro do REGIME ou, dado o quadro absoluto das suas decisões, no Senado, na Câmara dos Representantes, na Presidência e no Supremo Tribunal da Justiça, com o domínio das maiorias e a sua visão unipessoal do Poder, o Sistema no REGIME?
E que outro nome mais adequado do que Plutocracia?

( faltam mais uns parágrafos para concluir... )

sexta-feira, novembro 18, 2016

D'e " APRENDIZ DE FEITICEIRO"...

... A MESTRE INICIÁTICO

                                                       
                                                               MÁRIO CENTENO

O DIABO, at last...

O mafarrico resolveu dar de si e fazer a sua aparição,  e como é suposto, ao convocador.
As últimas notícias sobre o comportamento da economia nacional e as " vénias " da U.E. ao bom caminho que as políticas do Governo " ameaçam " levar o país, para lá da T.I.N.A. subserviente e conformista do governo deposto, deixaram a Direita de rastos. 
Então não é que havia outro caminho sem ser a mortificação dos cidadãos e a depauperização do país?

Que fazer com esses números dados à costa?
Passos Coelho & Cristas só podiam congratular - se com as boas notícias para o país e, tentar a sua dissociação das opções políticas que vão, pouco a pouco,rasgando a cortina opaca fdo deslumbramento passado, que, estridente, ainda tem soado nas cartilhas mediáticas do status, hoje em demolição serena.

E foi o que fizeram, com os avisos à navegação, " teodorentas " e... bafientas. Confundir a governação do Portugal de hoje, inserido num espaço deslizante e desenquadrado de uma U.E. em crise existencial, não será o mesmo que geri - lo bur(r)ocráticamente. O espaço de imaginação terá de caminhar a passo com a competência tecnocrática.

A vil tristeza que marcou a vida de milhões de portugueses e portuguesas vai abrindo fissuras por onde vai entrando a luz de uma mudança efectiva no panorama político que assola, pelo populismo rasteiro, a Europa de hoje.

É um caminho e um processo sobre um dilema que sempre marcou o processo democrático e que nos aparece, com a vitória do capitalismo e o aparecimento do Capitalismo de Estado, tendencialmente autoritário, na China, Rússia e agora nos U.S.A. como um desafio nunca solucionado da conjugação da Liberdade com a Democracia.
A resposta à adaptação desta nova Realitas terá de ser dada no quadro da Democracia Europeia, vista como um todo. Parece - me que esta solução governativa trilha o caminho certo, democráticamente correcto, políticamente certo.

C.G.D.? É mais um assunto mediático que outra coisa e a serenidade, pouco histérica, no meio do ruído, na desmontagem do problema é um bom sinal para os tempos, esses sim muito histéricos que se avizinham....

quarta-feira, novembro 09, 2016

HAIL, DEMOCRACY!


MR. PRESIDENT


Donald Trump ganhou as eleições norte - americanas. Ganhou - as contra mim, contra o feminismo serôdio. contra o impasse sistémico, contra a guerra dos sexos, contra a elite citadina, contra a moderação impotente, contra a histeria anti - Rússia, contra a U.E., Ganhou - as com o voto da maioria silenciosa, dos deserdados da Fortuna no país mais rico do mundo, da Ignorância, do racismo e... dos anti - dinásticos.

Qualquer balanço que hoje se faça sobre os mandatos do anterior presidente Obama, à luz da maioria plena alcançada por Trump, desonera, pela incapacidade sistémica que teve no enfrentamento com a estratégia do - É MELHOR NÃO... - dos republicanos, a política fracassada, repito, à luz desses resultados, do anterior presidente.

Os USA rejeitaram o sistema que tem criado, como história acabada, a mais brutal desigualdade entre os ricos e os pobres com a riqueza da nação desviada, SISTEMÁTICAMENTE, para uma elite económica e financeira voraz e moralmente incipiente.
A projecção dos anseios de mudança, que Clinton não prefigurava de todo, em Trump, releva o estado a que chegou o descontentamento. 
Temos hoje uma América do Norte dividida e conflitual, com um presidente que vai governar com uma maioria decisiva.

Que dizer da escolha dos americanos? NADA|
Nada mais terei a dizer sobre isso, sobre a Democracia exercitada que não tenha já dito por aqui, nomeadamente no meu último post - Uma singularidade que, por vezes, como um muro no estômago, nos deixa sem fôlego.