NECROLOGIA
O WWW.OESPECTRO.COM FINOU-SE. PAZ À SUA ALMA.
Confesso que não me estranhou a pouca vida deste blog de C.C.SÁ e V.P.Valente.
A massificação crítica que a blogosfera permite e a liberdade desrespeitosa dos que já repararam que a sua VOZ tem tanto peso como as dos demais, ou seja quase nada, nesta feira de vaidades e pedantismo narcísico, já lhe tinha marcado temporalmente a duração. Ele, V.P.Valente não nasceu para isto. E o que é isto senão o confronto de opiniões que a experiência, cultura, leituras, conhecimento de outras maneiras de ver e sentir em mais ou menos grau permite à generalidade de cidadãos atentos ao que se diz e escreve, quer venham de pretensos GURUS ou do mais ignorante dos mortais.
Quero crer que o coro de afrontas foi mais ensurdecedor que os encómios e no meio dessa cacofonia indígena o Ego não aguentou, porque o elitismo e a arrogância que caracterizam a aristocrática solidão dos escolhidos dão-se mal com as massas.
domingo, março 12, 2006
sexta-feira, março 10, 2006
SÓCRATES - da crítica política...
Ouvindo o Fórum - TSF de hoje, dedicado ao balanço ( !!!? ) de um ano de governo, chamou - me a atenção, no negativismo das criticas, o primarismo das opiniões, a ligeireza dos juízos e a AUSÊNCIA da análise, dito balanço.
Tenho por mim que esse facto, pela frequência perturbadora com que aparece à luz do dia nos MEDIA - televisões, rádios, jornais - e na boca da generalidade da população, em todos os estratos sociais, é muito revelador de uma mentalidade emergente que merece cuidados e atenção.
É claro que há excepções, mas ninguém quer saber delas, da sua isenção,da sua honestidade intelectual, se não for para atacar alguém, para amesquinhar ou dizer mal.
A fundameNtação e a ditanciação crítica, ou seja a objectividade que não a factualidade ( distinção importante em qualquer análise ou representação crítica não- estatística ) que permite enquadrar os porquês, os para quês, o horizonte temporal da eficácia das medidas, a não - subjectividade induzida pela ressonância das mesmas, esteve completamente AUSENTE do pseudo-balanço à governação Sócrates.
Isso faz-me acreditar que, a par de outros sintomas que grassam no mundo ocidental, há um impasse, se não um travão psicologico à racionalização, ao pensamento, à análise , em prol do imediatismo infantil das sensações, das emoções e dos sentimentos.
Essa regressão do espírito humano está, a par do formidável mundo mutante dos pensadores cibernéticos, a criar uma " racionalidade " outra - vampírica, parasitária, voraz e extremamente reivindicativa dos seus direitos de multidão.
O universo reduz-se ao tamanho e necessidades dos seus órgãos de sentir- boca, estômago e genitais.
Há uma raiva bombástica acumulada no Oriente e surda, subterrânea e não menos perigosa no Ocidente.
Os sinais andam por aì...e o descrédito sobre a actividade politica, muito por culpa ( supremo paradoxo ) das exigências dos seus cidadãos é um deles.
Sem querer imitar Ezequiel, tempos difíceis nos reservam as gentes que reivindicam os seus direitos. Sim, porque os DEVERES que cada um tem com a Sua familia, com os Seus filhos, com a Sua saúde, com a Sua educação, com o Seu País, entregaram-nos às mãos de quem descrêem da sua capacidade, os Idiotas Úteis dos politicos, alibis eternos da nossa desresponsabilização.
JÁ NÃO HÁ PACHORRA PARA O CHORADINHO!!!
Ouvindo o Fórum - TSF de hoje, dedicado ao balanço ( !!!? ) de um ano de governo, chamou - me a atenção, no negativismo das criticas, o primarismo das opiniões, a ligeireza dos juízos e a AUSÊNCIA da análise, dito balanço.
Tenho por mim que esse facto, pela frequência perturbadora com que aparece à luz do dia nos MEDIA - televisões, rádios, jornais - e na boca da generalidade da população, em todos os estratos sociais, é muito revelador de uma mentalidade emergente que merece cuidados e atenção.
É claro que há excepções, mas ninguém quer saber delas, da sua isenção,da sua honestidade intelectual, se não for para atacar alguém, para amesquinhar ou dizer mal.
A fundameNtação e a ditanciação crítica, ou seja a objectividade que não a factualidade ( distinção importante em qualquer análise ou representação crítica não- estatística ) que permite enquadrar os porquês, os para quês, o horizonte temporal da eficácia das medidas, a não - subjectividade induzida pela ressonância das mesmas, esteve completamente AUSENTE do pseudo-balanço à governação Sócrates.
Isso faz-me acreditar que, a par de outros sintomas que grassam no mundo ocidental, há um impasse, se não um travão psicologico à racionalização, ao pensamento, à análise , em prol do imediatismo infantil das sensações, das emoções e dos sentimentos.
Essa regressão do espírito humano está, a par do formidável mundo mutante dos pensadores cibernéticos, a criar uma " racionalidade " outra - vampírica, parasitária, voraz e extremamente reivindicativa dos seus direitos de multidão.
O universo reduz-se ao tamanho e necessidades dos seus órgãos de sentir- boca, estômago e genitais.
Há uma raiva bombástica acumulada no Oriente e surda, subterrânea e não menos perigosa no Ocidente.
Os sinais andam por aì...e o descrédito sobre a actividade politica, muito por culpa ( supremo paradoxo ) das exigências dos seus cidadãos é um deles.
Sem querer imitar Ezequiel, tempos difíceis nos reservam as gentes que reivindicam os seus direitos. Sim, porque os DEVERES que cada um tem com a Sua familia, com os Seus filhos, com a Sua saúde, com a Sua educação, com o Seu País, entregaram-nos às mãos de quem descrêem da sua capacidade, os Idiotas Úteis dos politicos, alibis eternos da nossa desresponsabilização.
JÁ NÃO HÁ PACHORRA PARA O CHORADINHO!!!
BENFICA EUROPEU
Passo a passo o GLORIOSO começa acreditar na solidez e caráter da sua equipa, onde, qual marca indelével do gene lusitano, só Nuno Gomes, ainda descrê da capacidade da equipa :( as suas frouxas exibições mostram-no à saciedade ). Repetidas vezes, nos seus comentários, transparece um negativismo desmoralizador e crença da capacidade alheia dos outros. Pelo contrário, o positivismo, o espírito de luta e a crença das suas capacidades e as dos companheiros faíscam nas palavras de LEO, Alcides, Luisão. Talvez não seja por acaso que o Benfica que está a ressurgir muito deva aos brasileiros do plantel; isso sem pôr em causa a raça de Petit, M.Fernandes, Nelson. Mas o freio do pessimismo e descrença tem aparecido mais vezes entre os lusitanos, por vezes em alturas - chave, do que entre os brasileiros.
Que ORIXÁ continue a abençoar os seus crentes, que vem aí um osso duro de roer, de seu nome Barcelona, que vai exigir dentes arreganhados e não salamaleques de vassalagem.
Passo a passo o GLORIOSO começa acreditar na solidez e caráter da sua equipa, onde, qual marca indelével do gene lusitano, só Nuno Gomes, ainda descrê da capacidade da equipa :( as suas frouxas exibições mostram-no à saciedade ). Repetidas vezes, nos seus comentários, transparece um negativismo desmoralizador e crença da capacidade alheia dos outros. Pelo contrário, o positivismo, o espírito de luta e a crença das suas capacidades e as dos companheiros faíscam nas palavras de LEO, Alcides, Luisão. Talvez não seja por acaso que o Benfica que está a ressurgir muito deva aos brasileiros do plantel; isso sem pôr em causa a raça de Petit, M.Fernandes, Nelson. Mas o freio do pessimismo e descrença tem aparecido mais vezes entre os lusitanos, por vezes em alturas - chave, do que entre os brasileiros.
Que ORIXÁ continue a abençoar os seus crentes, que vem aí um osso duro de roer, de seu nome Barcelona, que vai exigir dentes arreganhados e não salamaleques de vassalagem.
domingo, março 05, 2006
NEM DE PROPÓSITO...
Mário Cláudio citando Augusto de Castro, como grande observador do carácter dos portugueses, que diz coisas que o nosso dia- a-dia profissional a percorrer o País de lés - a - lés em contacto com os seus habitantes, na leitura atenta do que se faz e diz, no conhecimento de trinta anos dos actores e autores da nosso praça, passe a imodéstia, me dá alguma credibilidade para sublinhar por baixo o dejá - vu.
" O pensamento entre nós, em regra tem bílis, daí o nosso pouco jeito para a sociabilidade, o abuso dos sentimentos depressivos, um mau humor latente que vai desde a rua ao livro " - " Portugal sofre de falta de simpatia colectiva. Elogiamo-nos ou atacamo-nos. Raramente nos conhecemos. " - diz A. Castro
É claro que o conhecimento do OUTRO não implica a desculpabilização nem a compreensão a cumplicidade. Nada nos diz que o conhecermo - nos obriga a um melhor relacionamento e se aquilo que conhecermos não nos agrada isso leva-nos a estar de sobreaviso. Daì a tocaia que mina a abertura que dá confiança e cria a má- fé quase permanente no relacionamento interpessoal e colectivo.
Não reconhecemos qualidade nos outros porque não as possuímos, não as conhecemos. A empatia torna-se impossível e a simpatia é quase sempre interesseira, quer retorno, compensação psicológica.
Pois é: o mundo não é perfeito e a espiritualidade, perdendo para a materialidade conduz-nos a uma conclusão óbvia - o triunfo do natural sobre o cultural, do instinto de sobrevivência sobre a satisfação do que já devia, no século XXI estar adquirido - as necessidades básicas de qualquer espécie
Mário Cláudio citando Augusto de Castro, como grande observador do carácter dos portugueses, que diz coisas que o nosso dia- a-dia profissional a percorrer o País de lés - a - lés em contacto com os seus habitantes, na leitura atenta do que se faz e diz, no conhecimento de trinta anos dos actores e autores da nosso praça, passe a imodéstia, me dá alguma credibilidade para sublinhar por baixo o dejá - vu.
" O pensamento entre nós, em regra tem bílis, daí o nosso pouco jeito para a sociabilidade, o abuso dos sentimentos depressivos, um mau humor latente que vai desde a rua ao livro " - " Portugal sofre de falta de simpatia colectiva. Elogiamo-nos ou atacamo-nos. Raramente nos conhecemos. " - diz A. Castro
É claro que o conhecimento do OUTRO não implica a desculpabilização nem a compreensão a cumplicidade. Nada nos diz que o conhecermo - nos obriga a um melhor relacionamento e se aquilo que conhecermos não nos agrada isso leva-nos a estar de sobreaviso. Daì a tocaia que mina a abertura que dá confiança e cria a má- fé quase permanente no relacionamento interpessoal e colectivo.
Não reconhecemos qualidade nos outros porque não as possuímos, não as conhecemos. A empatia torna-se impossível e a simpatia é quase sempre interesseira, quer retorno, compensação psicológica.
Pois é: o mundo não é perfeito e a espiritualidade, perdendo para a materialidade conduz-nos a uma conclusão óbvia - o triunfo do natural sobre o cultural, do instinto de sobrevivência sobre a satisfação do que já devia, no século XXI estar adquirido - as necessidades básicas de qualquer espécie
sábado, março 04, 2006
A CÉSAR O QUE É DE CÉSAR...
Portugal é um País de avaros elogios, pelo menos até que a qualidade dos seus cidaddãos seja reconhecida por outros que ele admira como superiores.
Em Sócrates, a inteligência, a sensibilidade social, a coragem ao serviço do Poder têm sido a marca da estratégia do Governo para o País.
A sensatez contra o que ele chamou de marialvismo político dos jovens turcos do P.P, no caso das famigeradas caricaturas, reflecte a postura de um politico e de um homem de Estado que não se deixou ensurdecer pelo barulho que os MEDIA e só eles fizeram à volta do que nunca esteve em causa, -liberdade de expressão - pelo menos por aqui e sempre esteve em causa por lá sem que nos importássemos mìnimamente com a faladura DELES e com o CAOS e a CARNIFICINA que a nossa preocupação pela SUA liberdade de expressão levaram àquelas paragens.
Mas eu falava de elogios e estou aqui para os tecer à volta de um politico que não me deixou nenhuma margem de discordância no que ele disse na entrevista que deu hoje no Expresso. Para mim é um bom sinal. A Democracia não é LASSIDÃO. E entreportas é um acto falhado...
Portugal é um País de avaros elogios, pelo menos até que a qualidade dos seus cidaddãos seja reconhecida por outros que ele admira como superiores.
Em Sócrates, a inteligência, a sensibilidade social, a coragem ao serviço do Poder têm sido a marca da estratégia do Governo para o País.
A sensatez contra o que ele chamou de marialvismo político dos jovens turcos do P.P, no caso das famigeradas caricaturas, reflecte a postura de um politico e de um homem de Estado que não se deixou ensurdecer pelo barulho que os MEDIA e só eles fizeram à volta do que nunca esteve em causa, -liberdade de expressão - pelo menos por aqui e sempre esteve em causa por lá sem que nos importássemos mìnimamente com a faladura DELES e com o CAOS e a CARNIFICINA que a nossa preocupação pela SUA liberdade de expressão levaram àquelas paragens.
Mas eu falava de elogios e estou aqui para os tecer à volta de um politico que não me deixou nenhuma margem de discordância no que ele disse na entrevista que deu hoje no Expresso. Para mim é um bom sinal. A Democracia não é LASSIDÃO. E entreportas é um acto falhado...
quinta-feira, março 02, 2006
BUSH MENTIU... ( a propósito de Katrina, Iraque e de outras coisa de que já nem me lembro )
Não foi a primeira vez nem será a última. Acontece que a nossa tolerância no que à moralidade de certos politicos concerne, somos de um poder de encaixe soberbo. Até porque à nossa longitude o tema não vai ser muito glosado pala simples razão de que enformamos da mesma matrix, ou seja a da....já não da amoralidade, mas sim da IMORALIDADE.
Alguém escreveu em tempos..." Por isso, não cabe enobrecer a presente crise mostrando-a como conflito entre duas morais ou civilizações, uma caduca e outra no alvor. O homem - massa carece simplesmente da Moral, que é sempre, por essência, sentimento de submissão a algo, consciência de serviço e obrigação. Mas é porventura um erro dizer simplesmente. Porque não se trata só de que este tipo de criatura se desentenda da Moral. Não; não lhe facilitemos tanto o trabalho. Não é possível desentender-se sem mais nem menos da Moral...
Como se pôde crer na amoralidade da vida? Sem dúvida porque toda a cultura e civilização moderna levam a esse convencimento. Agora a Europa recolhe as penosas consequências da sua conduta espiritual. Atirou-se sem reservas pela encosta de uma cultura magnífica mas sem raízes.. "
Muitos anos se passaram já, mas apesar do enfoque na altura ser outro, a realidade que se adivinhava está aí em todo o seu esplendor, encabeçada pelo CHEFE - MOR da Democracia Ocidental. LAMENTÁVEL, mas ainda estamos a tempo...
Não foi a primeira vez nem será a última. Acontece que a nossa tolerância no que à moralidade de certos politicos concerne, somos de um poder de encaixe soberbo. Até porque à nossa longitude o tema não vai ser muito glosado pala simples razão de que enformamos da mesma matrix, ou seja a da....já não da amoralidade, mas sim da IMORALIDADE.
Alguém escreveu em tempos..." Por isso, não cabe enobrecer a presente crise mostrando-a como conflito entre duas morais ou civilizações, uma caduca e outra no alvor. O homem - massa carece simplesmente da Moral, que é sempre, por essência, sentimento de submissão a algo, consciência de serviço e obrigação. Mas é porventura um erro dizer simplesmente. Porque não se trata só de que este tipo de criatura se desentenda da Moral. Não; não lhe facilitemos tanto o trabalho. Não é possível desentender-se sem mais nem menos da Moral...
Como se pôde crer na amoralidade da vida? Sem dúvida porque toda a cultura e civilização moderna levam a esse convencimento. Agora a Europa recolhe as penosas consequências da sua conduta espiritual. Atirou-se sem reservas pela encosta de uma cultura magnífica mas sem raízes.. "
Muitos anos se passaram já, mas apesar do enfoque na altura ser outro, a realidade que se adivinhava está aí em todo o seu esplendor, encabeçada pelo CHEFE - MOR da Democracia Ocidental. LAMENTÁVEL, mas ainda estamos a tempo...
quarta-feira, março 01, 2006
Portugal - Arábia Saudita
O jogo valeu pela confirmação de um jogador extraordinário, completíssimo como armador, como passador, como finalizador. É de rezar aos santinhos para que na altura do Mundial esteja em tão grande forma e com tal alegria pelo jogo.
A defesa continua sólida; o meio campo pecou pelo desinteresse, salvo Petit que não sabe proteger-se; Hugo Viana não mereceu o lugar que deve ser dado ao Moutinho: Pauleta a continuar nulo como no Europeu deve dar a titularidade a quem faça melhor- Nuno Gomes. Quaresma pareceu sentir demasiado a pressão de prestar provas...Enfim, veremos se até Maio as coisas melhoram.
O jogo valeu pela confirmação de um jogador extraordinário, completíssimo como armador, como passador, como finalizador. É de rezar aos santinhos para que na altura do Mundial esteja em tão grande forma e com tal alegria pelo jogo.
A defesa continua sólida; o meio campo pecou pelo desinteresse, salvo Petit que não sabe proteger-se; Hugo Viana não mereceu o lugar que deve ser dado ao Moutinho: Pauleta a continuar nulo como no Europeu deve dar a titularidade a quem faça melhor- Nuno Gomes. Quaresma pareceu sentir demasiado a pressão de prestar provas...Enfim, veremos se até Maio as coisas melhoram.
terça-feira, fevereiro 28, 2006
DA FÉ DEMENTE DOS OUTROS...
Mas que tremenda confusão anda por aì, em termos de interpretação de factos .
O www.oespectro.blogspot.com , na sua campanha anti-islão, em pleno uso da sua liberdade de expressão, aliás como os demais acompanhantes da indignação caseira, confunde a análise com opinião, essa fundamentada num pressuposto universal que desqualifica, ou no mínimo tenta enquadrar as indignações alheias pelas medidas culturais do OCIDENTE, tidas como referências de comportamento a impôr às superstições obtusas e fé demente do resto do Planeta, desde aos tolos budistas aos confusos confucionistas, ignorantes animistas, cristalizados ortodoxos, patéticos cristãos e civilizados descrentes.
Quais são as nossas e as queixas de C.C.Sá? ELES estão a queimar os nossos símbolos ( em vez de as caricaturarem como civilizadamente se faz no Ocidente ), ELES invadem embaixadas ( como nós, há poucos anos fizemos em Portugal ), ELES perseguem pessoas ( quando nós estamos lá só a tratá-los das resistentes e teimosas superstições ) ELES estão a conseguir atrair os nossos civilizados descrentes à SUA causa ( e nós, cambada de ingénuos estamos a embarcar no canto das mil virgens ). FRANCAMENTE!!!
Até parece que a estupidez, qual vírus fulminante nos está a infectar, a nós os " descrentes civilizados ". Será essa a tão decantada ameaça islâmica a conseguir o que o racionalismo destruiu?
O " choque de civilizações ", ( vá lá que se aceita o plural ) não tem de o ser, a não ser que a gente civilizada e anti-islâmica vá LÁ importuná-los. Será que a época de COLONIZAÇÃO cultural, económica, religiosa, ainda não acabou!!!?
E eu a pensar que a Democracia foi uma árdua conquista dos povos que a abraçaram...
A Democracia e o resto que consideramos a essência do Ser, como o Liberalismo terão de formatar o Mundo à medida das Constâncias e do podre e conformista sossego democrático?
É claro que o choque está dentro de nós, sempre esteve. O nosso sossego doméstico não se coaduna com as indignações para além do nosso quintal porque a gente é civilizada até termos a nossa vidinha abanada. Quanto mais não seja as " pequeninas células cinzentas ". É que é uma chatice pensar para além dos enquadramentos da nossa cultura. Em caso de ignorância a gente insulta e desviamos a conversa para os limites do nosso sentir: Subjectivismo Narcisista chama-se a isso, mundo vasto onde perversamente cabem o nosso niilismo exacerbado e as teimosias e as fés dementes dos OUTROS. Pois é: este mundo não é perfeito...
segunda-feira, fevereiro 27, 2006
BENFICA 1 - PORTO 0
Bem, arrumada que está essa questão e apesar do jogo tenso e emotivo com a vitória justa do Benfica ( fez por isso ) não consigo deizar de pensar nos jogos que perdemos últimamente. É que não dá para perceber...
Os jogadores do Benfica já deveriam estar de sobreaviso sobre uma coisa muito simples - os campeonatos não se ganham derrotando os GRANDES, mas somando pontos com a vintena de PEQUENOS, apesar do enorme gozo que nos dá fazendo capitular os Graúdos. A ver se a partir de agora volte a consistência e o rigor e já agora mais profissionalismo, quer chova ou faça sol.
E viva o GLORIOSO !
Bem, arrumada que está essa questão e apesar do jogo tenso e emotivo com a vitória justa do Benfica ( fez por isso ) não consigo deizar de pensar nos jogos que perdemos últimamente. É que não dá para perceber...
Os jogadores do Benfica já deveriam estar de sobreaviso sobre uma coisa muito simples - os campeonatos não se ganham derrotando os GRANDES, mas somando pontos com a vintena de PEQUENOS, apesar do enorme gozo que nos dá fazendo capitular os Graúdos. A ver se a partir de agora volte a consistência e o rigor e já agora mais profissionalismo, quer chova ou faça sol.
E viva o GLORIOSO !
domingo, fevereiro 26, 2006
A gratidão dos meus conterrâneos...
No rescaldo das eleições caboverdeanas,www.africaminha.blogspot.com regressou das ilhas aonde foi para, cito, " inspeccionar o terreno, após duias eleições...." e regressou com um dado que já nos tinha sido fornecido pelas urnas, a saber - Pedro Pires tinha ganho democràticamente as eleições para a Presidência da República de Cabo Verde e o PAICV tinha pouco tempo antes esmagado o MPD-partido apoiante de C. Veiga para as mesmas eleições. Estes foram os factos e nestas condições só aceitam interpretações, mais nada. www.africaminha.blogspot.com interpretou e de forma curiosa, a meu ver e sem hostilidade pelo meu lado, ( para lá do facto de Carlos Veiga, homem que conheço bem, pudesse ser um grande P.R e vai sê-lo, como já o disse por altura das eleições ) o facto de P. Pires não ter conseguido o pleno dentro das fronteiras do território nacional e à forma como ISSO o iria diminuir nas suas funções, estigmatizando-o ( suponho que negativamente ) de forma significativa durante o seu mandato, e agora são palavras minhas, aparentemente em desvalorização de tudo o que o Homem possa vir a fazer de bom em relação ao seu e nosso País.
Convenhamos que há um exagero óbvio nessa crítica à priori de um mandato que, para todos os efeitos será DIFERENTE do anterior
Tenho por mim que a votação maciça dos caboverdeanos emigrados prende-se em duas ordens de razão - o mau trabalho do MPD, pela orientação e abordagem da comunidade emigrante, pelo menos em Portugal e a MEMÓRIA ainda fresca da descolonização e dos seus actores na pessoa do ùltimo comandante - Pedro Pires, apesar do seu low-profile e da suavidade de carácter pouco dado a protagonismos mediáticos.
Mas há uma comunidade emigrante que perdeu as eleições. E perdeu porque o seu voto não existe, apesar de todo o apoio que possam eventualmente prestar. E não existe porque o seu voto é de um estrangeiro, portanto, um voto de intenções: caboverdeanos, sem dúvida, como eu, mas cidadãos estrangeiros. Não para Cabo Verde que ainda os espera de peito aberto e que não confunde as suas opções ditadas por necessidades próprias do emigrante que ele conhece bem e aceita.
A votação dos emigrantes acaba por ter uma objectividade que só abona em seu favor, pela maneira intensa e particular como sentiram a nossa independência em contraponto aos indiferentes, aos desdenhosos da nossa capacidade, aos rancorosos e aos hostis. Só isso e também gratidão ao P.Pires pelo seu papel na Historia. Ainda não acabou o seu tempo: só ISSO e é relevante.
No rescaldo das eleições caboverdeanas,www.africaminha.blogspot.com regressou das ilhas aonde foi para, cito, " inspeccionar o terreno, após duias eleições...." e regressou com um dado que já nos tinha sido fornecido pelas urnas, a saber - Pedro Pires tinha ganho democràticamente as eleições para a Presidência da República de Cabo Verde e o PAICV tinha pouco tempo antes esmagado o MPD-partido apoiante de C. Veiga para as mesmas eleições. Estes foram os factos e nestas condições só aceitam interpretações, mais nada. www.africaminha.blogspot.com interpretou e de forma curiosa, a meu ver e sem hostilidade pelo meu lado, ( para lá do facto de Carlos Veiga, homem que conheço bem, pudesse ser um grande P.R e vai sê-lo, como já o disse por altura das eleições ) o facto de P. Pires não ter conseguido o pleno dentro das fronteiras do território nacional e à forma como ISSO o iria diminuir nas suas funções, estigmatizando-o ( suponho que negativamente ) de forma significativa durante o seu mandato, e agora são palavras minhas, aparentemente em desvalorização de tudo o que o Homem possa vir a fazer de bom em relação ao seu e nosso País.
Convenhamos que há um exagero óbvio nessa crítica à priori de um mandato que, para todos os efeitos será DIFERENTE do anterior
Tenho por mim que a votação maciça dos caboverdeanos emigrados prende-se em duas ordens de razão - o mau trabalho do MPD, pela orientação e abordagem da comunidade emigrante, pelo menos em Portugal e a MEMÓRIA ainda fresca da descolonização e dos seus actores na pessoa do ùltimo comandante - Pedro Pires, apesar do seu low-profile e da suavidade de carácter pouco dado a protagonismos mediáticos.
Mas há uma comunidade emigrante que perdeu as eleições. E perdeu porque o seu voto não existe, apesar de todo o apoio que possam eventualmente prestar. E não existe porque o seu voto é de um estrangeiro, portanto, um voto de intenções: caboverdeanos, sem dúvida, como eu, mas cidadãos estrangeiros. Não para Cabo Verde que ainda os espera de peito aberto e que não confunde as suas opções ditadas por necessidades próprias do emigrante que ele conhece bem e aceita.
A votação dos emigrantes acaba por ter uma objectividade que só abona em seu favor, pela maneira intensa e particular como sentiram a nossa independência em contraponto aos indiferentes, aos desdenhosos da nossa capacidade, aos rancorosos e aos hostis. Só isso e também gratidão ao P.Pires pelo seu papel na Historia. Ainda não acabou o seu tempo: só ISSO e é relevante.
E cá temos mais um Benfica - Porto
A única certeza é que vai ser um jogo tenso, tático e cheio de cautelas por parte do Benfica, que vai arcar com toda a pressão do jogo.
Mais descontraído, o Porto irá tentar jogar sobre o Benfica, importunando permanentemente a linha atrasada do adversário tentando inibir a subida dos elementos mais agressivos e acutilantes da presente equipa do Glorioso, de seus nomes Nelson e Leo. Estará aí, penso eu a chave do jogo por parte do Benfica. Se conseguirem proteger a liberdade destes dois desequilibradores então será possível discutir e eventualmente ganhar o jogo. Simão já não desequilibra há séculos, nem de bola parada, e o Nuno vai ter vigilância apertada, não vá acontacer o mesmo episódio do Dragão onde carimbou por duas vezes.
Quanto a bolas paradas por que não testar com alguma continuidade o Manuel Fernandes e o Robert, ou mesmo o Geovani. A propósito do Geovani, se ele estiver bem TEM de jogar, porque a rapidez de execução também será um elemento importantíssimo neste derby onde ele faria alguma diferença para melhor em relação ao Robert ou Manduca.
E pronto... falaremos quando as coisas acontecerem.
P.S.: os lagartos, com a sua equipa de estivadores e muito trabalho honesto, cópia do seu líder, vai fazendo pela vida. Mas a gente sabe que eles não têm estofo para altas cavalarias. Daqui a uns tempos eles vão dar à praia derreados de tanto e penoso esforço, físico e mental.
A única certeza é que vai ser um jogo tenso, tático e cheio de cautelas por parte do Benfica, que vai arcar com toda a pressão do jogo.
Mais descontraído, o Porto irá tentar jogar sobre o Benfica, importunando permanentemente a linha atrasada do adversário tentando inibir a subida dos elementos mais agressivos e acutilantes da presente equipa do Glorioso, de seus nomes Nelson e Leo. Estará aí, penso eu a chave do jogo por parte do Benfica. Se conseguirem proteger a liberdade destes dois desequilibradores então será possível discutir e eventualmente ganhar o jogo. Simão já não desequilibra há séculos, nem de bola parada, e o Nuno vai ter vigilância apertada, não vá acontacer o mesmo episódio do Dragão onde carimbou por duas vezes.
Quanto a bolas paradas por que não testar com alguma continuidade o Manuel Fernandes e o Robert, ou mesmo o Geovani. A propósito do Geovani, se ele estiver bem TEM de jogar, porque a rapidez de execução também será um elemento importantíssimo neste derby onde ele faria alguma diferença para melhor em relação ao Robert ou Manduca.
E pronto... falaremos quando as coisas acontecerem.
P.S.: os lagartos, com a sua equipa de estivadores e muito trabalho honesto, cópia do seu líder, vai fazendo pela vida. Mas a gente sabe que eles não têm estofo para altas cavalarias. Daqui a uns tempos eles vão dar à praia derreados de tanto e penoso esforço, físico e mental.
domingo, fevereiro 19, 2006
" O sagrado cagaço " - Inês Pedrosa - Expresso 1738
Deliciosa a prosa de uma das minhas cronistas preferidas a espadeirar sobre todos, da extrema esquerda ao conservador Amaral, apanhando-me de raspão no seu doce azedume.
Pela parte que me toca e reactivo como sou, permnito-me, sem ter a presunção de me sentir pessoalmente atacado, focar alguns pontos, que de repetidos começam a ser maçadoras: a ausência de valores no Ocidente é um facto e a prova disso está em tudo o que tem sido escrito e pensado desde o século passado; a deriva das referências e a destruição dos mitos modernos, a par da penosa desconstrucção dos fundamentos, religiosos, morais, biológicos, científicos,filosóficos que estiveram na formatação do Ocidente como CIVILIZAÇÃO criou um vazio que o Narcisismo, o Subjectivismo, o Dinheiro preencheram. Essas referências, pelo seu volatismo, relativismo e forte Amoralidade servem todas as causas e causa nenhuma.Essa abrangência democrática dilui o VALOR desses suportes civilizacionais que de tão profanos só podem estar associados ao que a nossa cronista chama de " o sagrado cagaço ".
Por outro lado, acompanhando " o sagrado cagaço " , não há protestos pacíficos, cara Pedrosa; eles não se medem em decibéis: do meu silencioso protesto ou ao do terrorista, na solidão da sua indignação presa à cintura de morte prenhe de C-4, não há diferença a não ser no VALOR que damos à MORTE.
Para mim, ocidental, ateu,racionalista, cínico, relativista, formalista, amoral, a MORTE é o fim de tudo. Para ele é um valor acrescentado à sua CAUSA ou o seu recomeço com promessas e recompensas divinas.
Onde pára a verdade? Aonde está o VALOR das duas atitudes? Do meu lado que paradoxalmente glorifico a VIDA e tenho os meios de A fazer desaparecer da face da Terra ou de quem a diviniza, sacrificando-a no altar das suas convicções em prol de uma dignificação terrena que o aproxima das boas graças do Seu DEUS?
Essas são para mim as distinções básicas a fazer.
A mim, pelo menos fazem-me REFLECTIR.
Já matámos DEUS, já proclamámos o Fim da História e agora só nos falta matar a FILOSOFIA e voltarmos à NATUREZA e às suas primárias pulsões. E pode ser que aì nos encontremos de novo na conjugação plena e total dos nossos atributos tão pouco consensuais e fracturantes.
Deliciosa a prosa de uma das minhas cronistas preferidas a espadeirar sobre todos, da extrema esquerda ao conservador Amaral, apanhando-me de raspão no seu doce azedume.
Pela parte que me toca e reactivo como sou, permnito-me, sem ter a presunção de me sentir pessoalmente atacado, focar alguns pontos, que de repetidos começam a ser maçadoras: a ausência de valores no Ocidente é um facto e a prova disso está em tudo o que tem sido escrito e pensado desde o século passado; a deriva das referências e a destruição dos mitos modernos, a par da penosa desconstrucção dos fundamentos, religiosos, morais, biológicos, científicos,filosóficos que estiveram na formatação do Ocidente como CIVILIZAÇÃO criou um vazio que o Narcisismo, o Subjectivismo, o Dinheiro preencheram. Essas referências, pelo seu volatismo, relativismo e forte Amoralidade servem todas as causas e causa nenhuma.Essa abrangência democrática dilui o VALOR desses suportes civilizacionais que de tão profanos só podem estar associados ao que a nossa cronista chama de " o sagrado cagaço ".
Por outro lado, acompanhando " o sagrado cagaço " , não há protestos pacíficos, cara Pedrosa; eles não se medem em decibéis: do meu silencioso protesto ou ao do terrorista, na solidão da sua indignação presa à cintura de morte prenhe de C-4, não há diferença a não ser no VALOR que damos à MORTE.
Para mim, ocidental, ateu,racionalista, cínico, relativista, formalista, amoral, a MORTE é o fim de tudo. Para ele é um valor acrescentado à sua CAUSA ou o seu recomeço com promessas e recompensas divinas.
Onde pára a verdade? Aonde está o VALOR das duas atitudes? Do meu lado que paradoxalmente glorifico a VIDA e tenho os meios de A fazer desaparecer da face da Terra ou de quem a diviniza, sacrificando-a no altar das suas convicções em prol de uma dignificação terrena que o aproxima das boas graças do Seu DEUS?
Essas são para mim as distinções básicas a fazer.
A mim, pelo menos fazem-me REFLECTIR.
Já matámos DEUS, já proclamámos o Fim da História e agora só nos falta matar a FILOSOFIA e voltarmos à NATUREZA e às suas primárias pulsões. E pode ser que aì nos encontremos de novo na conjugação plena e total dos nossos atributos tão pouco consensuais e fracturantes.
Ainda sobre os consensos...
Estranha situação essa em que uma civilização que só funciona, ou pelo menos tenta funcionar a um nível global através de consensos ( quando eles não são obtidos há conflitos e guerras - militares, económicas, politicas, psicológicas, de manjerona, etc ) tenha por essa condição um desprezo no mínimo estranho e por pessoas completamente de fora de qualquer capacidade de acção no que às decisões que à sua procura ou não concernem.
A ONU procura afanosamente consensos para eleger um novo Secretário - Geral que por sua vez, pela própria natureza do cargo terá de ser um homem de consensos.
A Europa e os USA trabalham vigorosamente à procura de consensos que consigam impedir que o IRÃO venha a possuir armas nucleares e que a OMC funcione mínimamente.
Há um consenso generalizado contra o TERROR e a Democracia é no fundo uma gestão de consensos já que as cidades não são QUARTÉIS e os cidadãos da República não são soldados.
Consensos vão ter de ser conseguidos com o HAMAS como o foram com a FATAH.
A história corre diante dos nossos olhos e só a ESTUPIDEZ ( não há palavra mais adequada ) impede que os seus ensinamentos alumiem obtusos neurónios dos nossos pantufeiros cruzados de escrita a crédito cujas gratuitas informações por vezes revelam tanta ignorância ou má-fé que mais parecem ser dirigidas a uma sociedade que se pensa totalmente analfabeta ou então que o Mundo se resume às nossas frnteiras e que lá fora são as TREVAS.
Estranha situação essa em que uma civilização que só funciona, ou pelo menos tenta funcionar a um nível global através de consensos ( quando eles não são obtidos há conflitos e guerras - militares, económicas, politicas, psicológicas, de manjerona, etc ) tenha por essa condição um desprezo no mínimo estranho e por pessoas completamente de fora de qualquer capacidade de acção no que às decisões que à sua procura ou não concernem.
A ONU procura afanosamente consensos para eleger um novo Secretário - Geral que por sua vez, pela própria natureza do cargo terá de ser um homem de consensos.
A Europa e os USA trabalham vigorosamente à procura de consensos que consigam impedir que o IRÃO venha a possuir armas nucleares e que a OMC funcione mínimamente.
Há um consenso generalizado contra o TERROR e a Democracia é no fundo uma gestão de consensos já que as cidades não são QUARTÉIS e os cidadãos da República não são soldados.
Consensos vão ter de ser conseguidos com o HAMAS como o foram com a FATAH.
A história corre diante dos nossos olhos e só a ESTUPIDEZ ( não há palavra mais adequada ) impede que os seus ensinamentos alumiem obtusos neurónios dos nossos pantufeiros cruzados de escrita a crédito cujas gratuitas informações por vezes revelam tanta ignorância ou má-fé que mais parecem ser dirigidas a uma sociedade que se pensa totalmente analfabeta ou então que o Mundo se resume às nossas frnteiras e que lá fora são as TREVAS.
sábado, fevereiro 18, 2006
O martelo de THOR
A associação da presidência de J. Sampaio a uma década " em que Portugal regrediu em quase tudo ", nas palavras de M.S.Tavares na sua crónica de hoje no Expresso é no mínimo desonesta, ( apesar da factualidade ) deselegante, ( apesar da ressalva de ele ser, cito, "um homem sério, culto, e bem intencionado, para quem a politica é vista como devendo estar sempre ao serviço do bem comum " e incongruente à luz do sublinhado.
Segundo M.S. Tavares, a impotência e a inutilidade de Jorge Sampaio no sentido de modificar o que está mal na Saúde, Educação, Economia, foram desesperantes, pela contradição entre o que ele sugeria e aconselhava e o que era feito. Faltou-lhe, por uma questão de correcção, acrescentar o quadro legal dos poderes constitucionais dos P. R., mas isso iria inibir o sentido da crónica...
Julgo que há no País, onde M.S.Tavares se inclui uma noção terceiro-mundista de democracia ( localização geográfica oblige...) onde a amplitude de acção dos déspotas iluminados não se deixa inibir pelos formalismos que emperram a acção.
O voluntarismo, a truculência, a arrogância, a ganância, o desprezo das leis, a má educação, podem ser e são-no à abundância qualidades individuais muito apreciadas por aqui, assim como a mão-pesada, ( heranças culturais de 40 anos de subserviência a um modo de fazer politica que fez escola ). Haja quem mande!!! tem sido o grito de guerra dos saudosos dos salazarentos anos passados.
A Madeira é um exemplo trazido pelo M.S.Tavares da fraqueza do Estado perante um líder sucessivamente eleito pelos seus pares desde há 30 anos e que hostiliza, como convém, o Poder Central em nome dos interesses regionais, pelos quais foi eleito e sucessivamente APLAUDIDO desde 1976.
Ou temos a arrogante convicção da ESTUPIDEZ dos madeirenses ou INVEJAMO-LOS por não ter um líder como Alberto João.
Sendo assim, até consigo perceber as críticas a Jorge Sampaio.
A associação da presidência de J. Sampaio a uma década " em que Portugal regrediu em quase tudo ", nas palavras de M.S.Tavares na sua crónica de hoje no Expresso é no mínimo desonesta, ( apesar da factualidade ) deselegante, ( apesar da ressalva de ele ser, cito, "um homem sério, culto, e bem intencionado, para quem a politica é vista como devendo estar sempre ao serviço do bem comum " e incongruente à luz do sublinhado.
Segundo M.S. Tavares, a impotência e a inutilidade de Jorge Sampaio no sentido de modificar o que está mal na Saúde, Educação, Economia, foram desesperantes, pela contradição entre o que ele sugeria e aconselhava e o que era feito. Faltou-lhe, por uma questão de correcção, acrescentar o quadro legal dos poderes constitucionais dos P. R., mas isso iria inibir o sentido da crónica...
Julgo que há no País, onde M.S.Tavares se inclui uma noção terceiro-mundista de democracia ( localização geográfica oblige...) onde a amplitude de acção dos déspotas iluminados não se deixa inibir pelos formalismos que emperram a acção.
O voluntarismo, a truculência, a arrogância, a ganância, o desprezo das leis, a má educação, podem ser e são-no à abundância qualidades individuais muito apreciadas por aqui, assim como a mão-pesada, ( heranças culturais de 40 anos de subserviência a um modo de fazer politica que fez escola ). Haja quem mande!!! tem sido o grito de guerra dos saudosos dos salazarentos anos passados.
A Madeira é um exemplo trazido pelo M.S.Tavares da fraqueza do Estado perante um líder sucessivamente eleito pelos seus pares desde há 30 anos e que hostiliza, como convém, o Poder Central em nome dos interesses regionais, pelos quais foi eleito e sucessivamente APLAUDIDO desde 1976.
Ou temos a arrogante convicção da ESTUPIDEZ dos madeirenses ou INVEJAMO-LOS por não ter um líder como Alberto João.
Sendo assim, até consigo perceber as críticas a Jorge Sampaio.
quinta-feira, fevereiro 16, 2006
ENVELOPE 19
Muito prematuras o coro de assobios e criticas à actuação do Ministério Público ( ou do Procurador ? ) sobre o jornal 24 Horas. Por duas razões :1º - trata-se de um problema de fuga de informações que envolve a Procuradoria e os Media. 2º - trata-se de um problema administrativo, burocrático e até ver de pouca monta causado por excesso de zelo de algum funcionário.
No caso de, o que está verdadeiramente em apreço ser a fuga de informação ( num processo já aberto, convenhamos que é estranho ) é absolutamente normal a investida da Procuradoria sobre um dos braços da investigação , que eventualmente cometeu um crime. Estarão os Media a usar " hackers " nas suas investigações? Haverá uma garganta funda na Procuradoria, que além de bufo está ser pago, portanto corrupto, e a procura dos corruptores ser um passo essencial da investigação?
É claro que à primeira vista, a investigação pareçe desviada daquilo que consideramos fundamental, nomeadamente - QUEM pediu, QUEM autorizou e com QUE fundamentos a listagem desses números e mais... a ESCUTA de telefonemas de cidadãos que à primeira, segunda e terceiras vistas parecem não ter NADA a ver com o processo onde foram inseridos ?
Até à conclusão do inquérito exigido pelo P.R. a um Procurador ( até agora completamente desenquadrado de uma função que, quer se queira ou não também é politica ; vem daì a sua incompetência, para lá da sua capacidade jurídica, como gestor de factos,tempo e homens ), AGUARDEMOS...
Para relembrar aos esquecidos e ainda no rescaldo bem aceso dos bonecos anti-islâmicos, a liberdade de expressão é REGULADA por LEIS e elas nem sempre são as laicas: repressivas, nefastas, inibidoras para cada cidadão em particular, SAGRADAS, essas sim, pelo menos dentro do conceito tão temporalizado nos dias que correm.
Muito prematuras o coro de assobios e criticas à actuação do Ministério Público ( ou do Procurador ? ) sobre o jornal 24 Horas. Por duas razões :1º - trata-se de um problema de fuga de informações que envolve a Procuradoria e os Media. 2º - trata-se de um problema administrativo, burocrático e até ver de pouca monta causado por excesso de zelo de algum funcionário.
No caso de, o que está verdadeiramente em apreço ser a fuga de informação ( num processo já aberto, convenhamos que é estranho ) é absolutamente normal a investida da Procuradoria sobre um dos braços da investigação , que eventualmente cometeu um crime. Estarão os Media a usar " hackers " nas suas investigações? Haverá uma garganta funda na Procuradoria, que além de bufo está ser pago, portanto corrupto, e a procura dos corruptores ser um passo essencial da investigação?
É claro que à primeira vista, a investigação pareçe desviada daquilo que consideramos fundamental, nomeadamente - QUEM pediu, QUEM autorizou e com QUE fundamentos a listagem desses números e mais... a ESCUTA de telefonemas de cidadãos que à primeira, segunda e terceiras vistas parecem não ter NADA a ver com o processo onde foram inseridos ?
Até à conclusão do inquérito exigido pelo P.R. a um Procurador ( até agora completamente desenquadrado de uma função que, quer se queira ou não também é politica ; vem daì a sua incompetência, para lá da sua capacidade jurídica, como gestor de factos,tempo e homens ), AGUARDEMOS...
Para relembrar aos esquecidos e ainda no rescaldo bem aceso dos bonecos anti-islâmicos, a liberdade de expressão é REGULADA por LEIS e elas nem sempre são as laicas: repressivas, nefastas, inibidoras para cada cidadão em particular, SAGRADAS, essas sim, pelo menos dentro do conceito tão temporalizado nos dias que correm.
sábado, fevereiro 11, 2006
E PRONTO, JÁ ESTÁ! O CALVINISMO E O POSITIVISMO USA APODERARAM-SE DA SÁBIA EUROPA...
PORTUGAL-FEV/06 :NÃO HÁ TERRORISTAS PORTUGUESES. NÃO HÁ ACTIVIDADE TERRORISTA EM PORTUGAL. PORQUÊ!!!?
PORQUE O TERRORISMO É UM PRODUTO DE CIRCUNSTÂNCIAS HISTÓRICAS CONHECIDAS POR TODOS OS ESTADOS MODERNOS DESTE PLANETA, DOS USA À PALESTINA,DE MARROCOS À CHINA, DE ANGOLA A ISRAEL.
ACONTECE QUE OS TERRORISTAS DE ENTÃO ESTÃO NO PODER E ESSA QUALIDADE DÁ-LHES UMA CREDIBILIDADE QUE O HAMAS ACTUALMENTE RECLAMA PARA SI: CORRECTO?
É CLARO QUE OS USA E ISRAEL E A EUROPA VÃO DIALOGAR (espantosa a pirueta, não? ) COM O HAMAS. HOUVE UM SALTO QUALITATIVO E NINGUÉM VAI FALAR DE CEDÊNCIAS OU DE POSIÇÕES MENOS ESTÉTICAS PERANTE OS NOVOS DONOS DO PODER NA PALESTINA.
Adiante...No rescaldo da polémica dos bonecos de Maomé já há quem fale da ameaça islâmica, num crescendo de MÁ-FÉ que tem marcado tudo o que a esse respeito tem sido dito e publicado.
Vejamos: a única civilização (sim... há outras ) que tem sido ameaçada, desde que a Espanha expulsou da Europa o último reino islâmico é a civilização árabe e islamita. E está ameaçada por muitas razões das quais saliento essas: insiste em manter vivo O que já enterrámos há muito-DEUS. Temb aquilo que nos é vital e não possuímos-o petróleo, e para cúmulo ( suprema arrogância ) não gosta do nosso modo de vida; em suma, são maus exemplos que defendem com unhas, dentes, mais bombas, o seu espaço e a sua cultura. O resto, todo o resto são sofismas, mentiras, hipocrisia, arrogância e...soberba, para não carregar numa tecla que ainda ninguém quer teclar- o racismo.
PS: ALGUÉM ACREDITA QUE ANNAN E FREITAS DO AMARAL SÃO INGÉNUOS? ALGUÉM ACREDITA QUE O EX-PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA GERAL DA ONU E O SEU ACTUAL SECRETÁRIO-GERAL SÃO ESTÚPIDO, INEXPERIENTES, OU NÃO-DEMOCRATAS CONTRA A LIBERDADE DE EXPRESSÃO OU PELO CONTRÁRIO HOMENS-SÁBIOS?
PORTUGAL-FEV/06 :NÃO HÁ TERRORISTAS PORTUGUESES. NÃO HÁ ACTIVIDADE TERRORISTA EM PORTUGAL. PORQUÊ!!!?
PORQUE O TERRORISMO É UM PRODUTO DE CIRCUNSTÂNCIAS HISTÓRICAS CONHECIDAS POR TODOS OS ESTADOS MODERNOS DESTE PLANETA, DOS USA À PALESTINA,DE MARROCOS À CHINA, DE ANGOLA A ISRAEL.
ACONTECE QUE OS TERRORISTAS DE ENTÃO ESTÃO NO PODER E ESSA QUALIDADE DÁ-LHES UMA CREDIBILIDADE QUE O HAMAS ACTUALMENTE RECLAMA PARA SI: CORRECTO?
É CLARO QUE OS USA E ISRAEL E A EUROPA VÃO DIALOGAR (espantosa a pirueta, não? ) COM O HAMAS. HOUVE UM SALTO QUALITATIVO E NINGUÉM VAI FALAR DE CEDÊNCIAS OU DE POSIÇÕES MENOS ESTÉTICAS PERANTE OS NOVOS DONOS DO PODER NA PALESTINA.
Adiante...No rescaldo da polémica dos bonecos de Maomé já há quem fale da ameaça islâmica, num crescendo de MÁ-FÉ que tem marcado tudo o que a esse respeito tem sido dito e publicado.
Vejamos: a única civilização (sim... há outras ) que tem sido ameaçada, desde que a Espanha expulsou da Europa o último reino islâmico é a civilização árabe e islamita. E está ameaçada por muitas razões das quais saliento essas: insiste em manter vivo O que já enterrámos há muito-DEUS. Temb aquilo que nos é vital e não possuímos-o petróleo, e para cúmulo ( suprema arrogância ) não gosta do nosso modo de vida; em suma, são maus exemplos que defendem com unhas, dentes, mais bombas, o seu espaço e a sua cultura. O resto, todo o resto são sofismas, mentiras, hipocrisia, arrogância e...soberba, para não carregar numa tecla que ainda ninguém quer teclar- o racismo.
PS: ALGUÉM ACREDITA QUE ANNAN E FREITAS DO AMARAL SÃO INGÉNUOS? ALGUÉM ACREDITA QUE O EX-PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA GERAL DA ONU E O SEU ACTUAL SECRETÁRIO-GERAL SÃO ESTÚPIDO, INEXPERIENTES, OU NÃO-DEMOCRATAS CONTRA A LIBERDADE DE EXPRESSÃO OU PELO CONTRÁRIO HOMENS-SÁBIOS?
EU CÁ TENHO UMA LISTA DE " COISAS " QUE O OCIDENTE TROCAVA DE BOM GOSTO PELA SACRALIZAÇÃO DA " LIBERDADE DE EXPRESSÃO ", ENTERRANDO-A NO MESMO LUGAR ONDE ESTÁ O SEU CONCEITO DE DIVINO.
sexta-feira, fevereiro 10, 2006
CARICATURAS ANTI-ISLÂMICAS
Bem, já que o assunto não morre e ainda se alinhavam justificações, ponhamos a discussão ao nivel do que de facto está em equação: a Democracia versus Ditadura ? não o creio. O que está em causa são VALORES, que para cada um dos lados são a base da sua crença e da definição dos fundamentos que a sustenta.
Nós estamos a dizer aos islamitas que a nossa crença na liberdade de expressão vale mais do que o respeito pelo Profeta Maomé e que preferimos aquela a Este. Eles, por seu lado, dizem-nos e mostram-nos que a liberdade de expressão quando desrespeita o seu Profeta e as suas crenças é inaceitável, pelo valor que lhe conferem e exigem desculpas pela ofensa.
Eu creio que as nossas convicções ( não me sinto incluido ), sejam elas quais forem, estão de tal maneira relativizadas ( passámos o século passado a pô-las em causa ), que o cinismo que actualmente as sustentam faz com que a nossa indignação nma defesa da liberdade de expressão soe a Falso em comparação com a INDIGNAÇÃO dos islamitas, quer tenham ou não sido manipulados.
E não demorará muito para começarem a CHOVER desculpas no mundo ocidental, devido à fraqueza das nossas interesseiras convicções .Vai uma aposta?
Quanto aos nossos voluntariosos fundamentalistas, vamos pedir-lhes, que em nome dos valores que defendem, para lá das consequências, refastelados na sua segurança, vamos pedir-lhes, dizia eu, que em vez de serôdias manifestações de solidariedade para com a Dinamarca, se apresentem, isso sim teria mais impacto e era mais coerente, na mesquita da Praça de Espanha com um cartaz a reproduzir as caricaturas que defendem. NÃO O FARÃO! E porquê? Por uma questão de Bom-Senso, Respeito, Educação ou então por... Medo, se na sua civilidade não coubesse mais nada.
Bem, já que o assunto não morre e ainda se alinhavam justificações, ponhamos a discussão ao nivel do que de facto está em equação: a Democracia versus Ditadura ? não o creio. O que está em causa são VALORES, que para cada um dos lados são a base da sua crença e da definição dos fundamentos que a sustenta.
Nós estamos a dizer aos islamitas que a nossa crença na liberdade de expressão vale mais do que o respeito pelo Profeta Maomé e que preferimos aquela a Este. Eles, por seu lado, dizem-nos e mostram-nos que a liberdade de expressão quando desrespeita o seu Profeta e as suas crenças é inaceitável, pelo valor que lhe conferem e exigem desculpas pela ofensa.
Eu creio que as nossas convicções ( não me sinto incluido ), sejam elas quais forem, estão de tal maneira relativizadas ( passámos o século passado a pô-las em causa ), que o cinismo que actualmente as sustentam faz com que a nossa indignação nma defesa da liberdade de expressão soe a Falso em comparação com a INDIGNAÇÃO dos islamitas, quer tenham ou não sido manipulados.
E não demorará muito para começarem a CHOVER desculpas no mundo ocidental, devido à fraqueza das nossas interesseiras convicções .Vai uma aposta?
Quanto aos nossos voluntariosos fundamentalistas, vamos pedir-lhes, que em nome dos valores que defendem, para lá das consequências, refastelados na sua segurança, vamos pedir-lhes, dizia eu, que em vez de serôdias manifestações de solidariedade para com a Dinamarca, se apresentem, isso sim teria mais impacto e era mais coerente, na mesquita da Praça de Espanha com um cartaz a reproduzir as caricaturas que defendem. NÃO O FARÃO! E porquê? Por uma questão de Bom-Senso, Respeito, Educação ou então por... Medo, se na sua civilidade não coubesse mais nada.
segunda-feira, fevereiro 06, 2006
" AS ISOTÉRMICAS DO ZIGOMÁTICO "
Pierre Daninos, escreveu em tempos um delicioso livro sobre o humor à volta do Mundo e conclui que o humor balança de trópico a trópico e que há piadas que não passariam do Canal da Mancha, assim como haveria outras que não passariam do Mediterrâneo. O humor, conclui é uma questão pessoal.
Hoje, a globalização não permite que as nossas piadas caseiras se fiquem por cá, e aquilo em que a gentileza do contacto pessoal inibiria a grosseria, pelo conhecimento cultural do outro, a distância e o je m'en fou permitem que o gozo à nossa latitude não se fique por aqui e atinja ofensivamente outros.
Eu não contarei anedotas alarves e racistas perante quem eu saiba ser sensivel ao tema. Eu não ofendo com piadas sobre obesos um amigo de 120 quilos.
O árabe, diz Daninos, faz um esgar doloroso para se rir, e como todos os islamitas não se ri da sua religião e eventualmente da alheia : os fundamentalistas morrem por ela. A razoabilidade que se lhes pede em termos de " encaixe ", denota ignorânci grave ou pelo menos irresponsabilidade, que NADA têm a ver com liberdade de expressão.
Ouçamos Daninos:
Os Africanos riem-se de si e dos outros, desde que a situação seja clara e transparente.
Os Britânicos preferem a subtileza e o nonsense; os Franceses riem-se dos defeitos físicos; os chineses riem-se das desgraças, suas e alheias; na Turqui impera o silêncio, assim como nos planaltos de Castela e Bulgária; o Indiano ri-se do patrão; o Australiano não acha graça a anedotas que o relacionem com o canguru, os sul-americanos têm uma ironia amarga, negra a do chileno, parda a do argentino, cruel a dos mexicanos...
Naturalmente que no Ocidente, quem viva da " liberdade de expressão ", como os Medis, os escritores, os artistas, ela é uma condição sine qua non da Democracia, em comparação com a maioria da população que talvez preferisse que Ela fosse mais intransigente com a miséria fisica, económica, cultural.
Algum Governo arriscaria um referendo pondo em confronto essa perspectiva?
É claro que a minoria, com as condições de sobrevivência e recolecção resolvidos, como eu, se me BORRIFASSE para o resto ( E que RESTO!... ) preferiria a liberdade de expressão.
Pierre Daninos, escreveu em tempos um delicioso livro sobre o humor à volta do Mundo e conclui que o humor balança de trópico a trópico e que há piadas que não passariam do Canal da Mancha, assim como haveria outras que não passariam do Mediterrâneo. O humor, conclui é uma questão pessoal.
Hoje, a globalização não permite que as nossas piadas caseiras se fiquem por cá, e aquilo em que a gentileza do contacto pessoal inibiria a grosseria, pelo conhecimento cultural do outro, a distância e o je m'en fou permitem que o gozo à nossa latitude não se fique por aqui e atinja ofensivamente outros.
Eu não contarei anedotas alarves e racistas perante quem eu saiba ser sensivel ao tema. Eu não ofendo com piadas sobre obesos um amigo de 120 quilos.
O árabe, diz Daninos, faz um esgar doloroso para se rir, e como todos os islamitas não se ri da sua religião e eventualmente da alheia : os fundamentalistas morrem por ela. A razoabilidade que se lhes pede em termos de " encaixe ", denota ignorânci grave ou pelo menos irresponsabilidade, que NADA têm a ver com liberdade de expressão.
Ouçamos Daninos:
Os Africanos riem-se de si e dos outros, desde que a situação seja clara e transparente.
Os Britânicos preferem a subtileza e o nonsense; os Franceses riem-se dos defeitos físicos; os chineses riem-se das desgraças, suas e alheias; na Turqui impera o silêncio, assim como nos planaltos de Castela e Bulgária; o Indiano ri-se do patrão; o Australiano não acha graça a anedotas que o relacionem com o canguru, os sul-americanos têm uma ironia amarga, negra a do chileno, parda a do argentino, cruel a dos mexicanos...
Naturalmente que no Ocidente, quem viva da " liberdade de expressão ", como os Medis, os escritores, os artistas, ela é uma condição sine qua non da Democracia, em comparação com a maioria da população que talvez preferisse que Ela fosse mais intransigente com a miséria fisica, económica, cultural.
Algum Governo arriscaria um referendo pondo em confronto essa perspectiva?
É claro que a minoria, com as condições de sobrevivência e recolecção resolvidos, como eu, se me BORRIFASSE para o resto ( E que RESTO!... ) preferiria a liberdade de expressão.
AINDA A LIBERDADE DE EXPRESSÃO...
Com a devida vénia devida ao www.o-espectro.blogspot.com transcrevo " Se a liberdade de expressão se mantivesse sempre nos limites do aceitável, como alguns pretendem, não precisaria de ser defendida. São precisamente os excessos que a põem à prova. E são quase sempre esses excessos que nos parecem deploráveis. O mundo não é perfeito "
Assino por baixo todo o texto donde saquei estas linhas. MAS... se a liberdade de indignação se mantivesse sempre nos limites do aceitável, como alguns pretendem, não precisaria de ser defendida. São precisamente os excessos que a põem à prova. E são quase sempre esses excessos que nos parecem deploráveis. O mundo não é perfeito.
O problema é que cada civilização cria as suas próprias divindades, que para uns é a liberdade de expressão e para outros é a religião. E em nome de cada uma das crenças cometem " excessos ". Eu, como agnóstico, assim como quase todo o Ocidente defendo, sem excessos, mas com respeito e bom-senso a liberdade de expressão. Mas acontece que EU não fui ofendido.
Com a devida vénia devida ao www.o-espectro.blogspot.com transcrevo " Se a liberdade de expressão se mantivesse sempre nos limites do aceitável, como alguns pretendem, não precisaria de ser defendida. São precisamente os excessos que a põem à prova. E são quase sempre esses excessos que nos parecem deploráveis. O mundo não é perfeito "
Assino por baixo todo o texto donde saquei estas linhas. MAS... se a liberdade de indignação se mantivesse sempre nos limites do aceitável, como alguns pretendem, não precisaria de ser defendida. São precisamente os excessos que a põem à prova. E são quase sempre esses excessos que nos parecem deploráveis. O mundo não é perfeito.
O problema é que cada civilização cria as suas próprias divindades, que para uns é a liberdade de expressão e para outros é a religião. E em nome de cada uma das crenças cometem " excessos ". Eu, como agnóstico, assim como quase todo o Ocidente defendo, sem excessos, mas com respeito e bom-senso a liberdade de expressão. Mas acontece que EU não fui ofendido.
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