sexta-feira, abril 21, 2017

LA FRANCE


ET MAINTENANT...

Avizinham - se tempos conturbados e decisivos no panorama político europeu em consequência dos resultados das próximas eleições presidenciais, numa altura em que a popularidade do projectado pela U.E. se encontra nos seus níveis mais baixos de aceitação.
As posições anti - U.E., nomeadamente do líder da F.N., Marine le Pen, com propostas radicais e do líder da França Insubmissa, J.L. Mélenchon, coligação eleitoral que junta o P.C.F. e o Partido de Esquerda, também elas francamente anti - Bruxelas, têm conseguido uma notável aderência que os coloca na primeira linha da vitória eleitoral.

Ora, isso, a acontecer, será um pesadelo político para a U.E., a braços com o BREXIT e com  o consequencial abandono da cartilha do Pensamento Único, estruturante do contínuo descrédito que abala a relação entre a sua Burocracia política e a população dos estados membros.

Sem a Grã - Bretanha e a França, no pior cenário, a U.E. seria, a continuar, um feudo alemão e Europa regressaria, fatalmente, à balcanização política. Seguir - se - ia uma redefinição de alianças, a princípio comerciais e necessáriamente militares no futuro. O resto será uma história já vivida.

A RAZÃO E A EMOÇÃO

Hollande teme que a Emoção se sobreponha à Razão na definição do voto dos franceses perante a incredulidade deles no exercício desta durante as duas últimas décadas.
Faces opostas da mesma moeda, para um observador, elas nunca se apresentam simultâneamente mesmo que sob um olhar oblíquo. Rodadas, caotizadas,  coincidem na unidimensionalidade do mesmo espaço em alternância imperceptível até à queda. Aí, a interpretação faceada é instantânea. Prevalecerá a Razão na ausência da Emoção escondida ou a Emoção na ausência da Razão escondida. Uma abafará a outra, inapelávelmente.
Do erro de Descartes denunciado por Damásio à sobrelevação da Emoção numa paridade coloquial, veremos, na racionalista França, o que fará a Emoção...

segunda-feira, abril 17, 2017

BOCAS bocejantes...

DA POLÍTICA ELEMENTAR...

... FEITA DECIFRAÇÃO AUGURISTA

" O que o Governo se propõe fazer ao longo deste ano é rever em alta o crescimento, esperar que o desemprego desça já dos 10% e apresentar um défice abaixo do esperado. E vai divulgar os números várias vezes e a conta - gotas, quando lhe der jeito, por forma a que as notícias se estendam ao longo do tempo... " Tudo isto decifrou, fulgurante, R.Costa colunista do Expresso, e... continua... " Não percebo porque é que a oposição ainda não entendeu isto ... " E amofina " Só cai neste jogo pela segunda vez quem quer. Ou quem não quer ver "
Que desígneos escabrosos estarão por detrás desta evidente ignorância ou falsa percepção denunciados pelo maninho do P. Ministro?

E então, qual é, de facto o problema ingente da gestão dos números na Política que não seja já uma banalidade ululante, para TODA a gente?
Confesso e já não é a primeira vez, que os comentários de Ricardo Costa me deixam assim de cara à banda. Costuma descobrir o ovo de Colombo já depois de chocado e criado. Uma proeza comovente, com que arrasa a oposição ou... esoterismo narcísico?


AINDA COM O CALVINISTA

" Todos estamos recordados de quando os representantes do Governo se ajoelhavam para falar com os colegas " - António Costa, ainda do Expresso

É evidente que o alcance florentino das declarações do primeiro - ministro só teria uma interpretação linear para os simples; para outros, transfigura uma posição não tão subserviente, como as genuflexões a Schauble prefiguravam para quem via para além da cortesia amigável a um deficiente motor, uma atitude servil e pouco consentânea numa Europa de iguais.

ALBERTO JOÃO JARDIM

EU, se fosse madeirense, melhor, como cidadão português e se tivesse voz na matéria, o Aeroporto de Funchal, a mudar de nome, só poderia ter o nome do seu melhor obreiro da sua modernização e evolução económica e social.
Só o  vírus da memória curta, infantilismos deslumbrados ou oportunismos politiqueiros conseguiriam essa desfaçatez retumbante sobre os ombros de um " puto " que joga futebol como ninguém e, atenção... com toda a vida pela frente. Não é, definitivamente, ainda, o tempo de balanço sobre os seus méritos de cidadania.
CR7 é ainda doutro campeonato que não este, aonde nunca se imiscuíu...

AS BOMBAS SUJAS E... AS NOSSAS

ESSA FICA PARA DEPOIS...


quarta-feira, abril 12, 2017

A FALTA DE MEMÓRIA DAS MASSAS...

... E A SEM - VERGONHA DOS INTÉRPRETES E INTERPRETADORES DOS FACTOS

O  reavivamento da História e das histórias, sempre que a Verdade factual e consequencial da realidade passada é torpedeada pela má - fé interpretativa, ignorância ou despudorada manipulação, no pressuposto da mitológica " memória curta " das massas, é, na minha opinião o trabalho mais nobre da Imprensa e da Televisão.
Ora, o " esquecimento ", voluntário ou não, não é, infelizmente para todos. Há quem retenha dos factos e das narrativas históricas o essencial da importância que eles, objectivamente, têm ou tiveram em determinado período e as consequências que daí derivaram.

Um exemplo - A dança macabra que se vai desenvolvendo no Oriente - Médio, teve um gatilho percursor - a invasão, pelo Bush jr., do Iraque e o homicídio do seu presidente Sadam.
Não é borboleteando sobre a teoria do Caos mas sobre a lógica consequencial dos acontecimentos, à luz das experiências históricas que se encontra o lastro e o fundamento atribuíveis à negligência, má - fé ou, simplesmente ignorância ou desprezo pelo seu encadeamento quase necessário.

FACTOS - O bombardeamento intermitente dos B52 americanos fizeram, com bombas incendiárias, mais de 100.000 vítimas INOCENTES em Tóquio. As duas bombas atómicas lançadas sobre INOCENTES de Hiroshima e de Nagasaki, fizeram, por sua vez, 80.000 vítimas na primeira cidade e 74.000 na segunda.
Sadam ou, no caso mais recente e até ver, Assad, gasearam duas cidades ocupadas pelos inimigos e mataram milhares de INOCENTES.

QUE INTERPRETAÇÃO POSSÍVEL se poderá fazer sobre esses e outros factos históricos similares sem se chegar a uma ÚNICA conclusão - BARBARISMO HOMICIDA.

... num ataque de 3 dias que permanecerá até hoje como o maior alguma vez perpetrado contra uma população civil. - Luís M. Faria in Fisga, Expresso. recordando Sadam e Halabja, a cidade mártir.
Um inverdade grosseira, pois claro!

segunda-feira, abril 10, 2017

GOG & MAGOG

DANCING WITH THE DEVIL (n)

Trump, resolveu punir a Síria, ( a pretexto de um ataque, ainda não inteiramente caucionado, do regime sírio, fazendo uso de armas químicas, sobre os seus inimigos ), bombardeando suas bases militares.

Esclareçamos...

1) A Síria, um estado soberano estabilizado no Médio - Oriente, viu - se, no rescaldo das primaveras árabes dos regimes não alinhados com os interesses ocidentais, vulgo, dos USA, perante uma guerra civil caucionada pelos ocidentais, que armaram e equiparam os chamados rebeldes e está a defender - se como qualquer estado estabelecido, ocidental ou desocidentalizado o faria.
Esse modus operandi tem sido, desde os anos 70, reeditado em todas as paragens do planeta, quando o superior interesse do Império encontra líderes regionais ciosos da sua independência e identidade, sem que a nossa indignação tenha sofrido o mínimo estremecimento pelas misérias consequentes que daí advieram para os povos vítimas dessas ajudas humanitárias, sempre em nome de uma democracia a exportar aos bárbaros.

2) Assad, como todos os líderes do Oriente - Médio assimila uma visão do Poder autoritária e brutal na repressão dos dissidentes. Os seus regimes NADA têm a ver com o regime ocidental, mau grado as incursões humanitárias do Ocidente desde a II G.G.
Assad tem um tratado  militar com a Rússia e com a Coreia do Norte, países nucleares e mais recente uma colaboração estreita com o Irão no esmagamento do DAESH, portanto, aliado desses países e na terminologia militar, um ataque a um será, eventualmente, uma agressão aos interesses do outro.

Trump, como quem caga mais um tweet, passou da retórica indigente ao uso de tomahwaks e se os pressupostos forem os mesmos, a coisa é muito séria, um exercício insano.
Espanta - me, entretanto,  a insídia moralista com que os Media e os Merdia empunharam a tocha justiceira do mentecapto de ontem emporcalhando o bom - senso de Obama na leitura a mais esclarecida possível do caos INGOVERNÁVEL do Médio - Oriente, assumido, eventualmente, o seu estupor e ignorância histórica das idiossincracias das tribos do deserto e da sua visão do PODER, autóctone ou alienígena.

Por Deus, haverá formas civilizadas de homicídio em massa, métodos racional e emocionalmente neutros de matar outros seres humanos? Parece que a indignação cínica e despudorada os descobriu, - O uso dos drones -, dos cruzeiros, dos tomawoks, nada de cimitarras, de gases, de camiões armadilhados e, PRINCIPALMENTE, nada de ver as consequências espelhadas em corpos de crianças, mulheres e velhos, exibidos nas televisões aquando das humaníssimas intervenções.

Deixando de lado a hipocrisia e o cinismo narrativos da história contemporânea na sua projecção global e particular, tornadas que foram uma segunda natureza da interpretação mediática e não só, da política internacional, e depois de ouvir estados europeus, em nome de uma sacrossanta aliança a apoiar mais uma escalada conflitual, só posso concluir que o diabo continua à solta.

Putin, ao afirmar o seu apoio às infraestruturas do estado sírio ( leia -se bases militares e edifícios públicos... ) lança um sério aviso à provocação americana e a dos seus aliados militantes.
Faz sentido dada a hipótese de uma escalada que " acidentes e incidentes " directos ou indirectos possam provocar no meio de eventuais erráticas decisões na área do conflito? Política e militarmente, é impossível abordar essa nova atitude, esse dado novo que, a par da pressão sobre outro estado nuclear, a poderosíssima China, com loas ao trumpismo. 
É simplesmente ESTÚPIDO e a responsabilidade dos MEDIA neste inteirim é avassaladora. Não será únicamente a mediocridade projectada dos líderes actuais que estará sobre escrutínio.
Nós, a população europeia, americana, russa ou chinesa nunca será chamada a decidir no medonho destino que a irracionalidade política ameaça despoletar.

A agir, será AGORA! Antes que façamos parte da ESTUPIDEZ GLOBAL.

quinta-feira, março 30, 2017

I'M BACK! WHAT'S UP?

COM O CAOS DAS MUDANÇAS CONTROLADO...

...E uma vista de olhos pela actualidade, nada de relevante se me deparou, tendo os últimos posts como referência.
Sobraram declarações de boa - vontade labiríntica na U.E. na comemoração dos sessenta anos de existência, à mistura com uma boutade servil do sr.Dijsselbloem, presidente do Eurogrupo, master's voice de Schauble na redefinição de uma U.E a duas velocidades ( uma estupidez política sobreavaliada pelos países mais desafogadas financeiramente... ) com o abandono à sua sorte dos países do Sul.

UM ARROTO CALVINISTA
 e 
Eu posso, tu podes, eles podem tecer considerações axiomáticas e caracteriológicas sobre os povos, da Europa e do mundo. O presidente do Eurogrupo ou de qualquer outra instância política não DEVE, sob a acusação de hostilidade preconceituosa, dirigida e intencionada, fazê- lo, sob o risco de resignação ao cargo, pelo que o pedido da sua demissão encabeçado pelo primeiro - ministro português teria de ser o passo a dar pelos países do sul.
Esta posição conjunta e concertada, despoletada pela leveza desbocada do sr. D. já vem tarde. Muitos outros assuntos de maior relevo justificariam já esta concertação.

OS NOSSOS MORTOS E OS DELES...

A coligação liderada pelos U.S.A. no combate ao DAESH  no Iraque fez 137 vítimas, na maioria civis durante o bombardeamento de posições tidas por inimigas, nota em " BREVES " do seu 1º caderno o semanário Expresso.
Fossem Bashar e os russos associados a esta mortandade... Adiante...

LONDRES

O terror alucinado, emocionalmente errático, racionalmente indigente, perpetrado por lobos solitários em crises neuróticas tem, terá o mesmo efeito combinado de desestabilização e medo, que a então organizada Al - Qaeda e o DAESH? Se ideológico, talvez...; se produto de ressentimento paranóico, a impotência assassina vai declarando a derrota.


domingo, março 26, 2017

RUSSIANS AWAKENINGS?


Sempre me perguntei sobre a capacidade do líder russo, Putin, em manter no estado catatónico o orgulhoso povo eslavo, enquanto à volta tudo mexe na confrontação inquiridora dos sistemas e regimes que governam os povos, ocidentais e não só. 

O estado imperial do status em vigor, no balanço entre as mordomias obscenas dos supporters de Putin e o despojamento da população em geral, acabaria sempre por ser adversariado. Era já tempo de ver e sentir essa constatação em contestação. 

quarta-feira, março 22, 2017

UMA BAGUNÇA...

... A MUDANÇA DE HABITAÇÃO

Quem por isso já passou, após mais de vinte anos a acumular memórias e lixo material num espaço que se pretenderia inamovível, sabe decerto do que estou a falar.
Stress, lamúrias, frustrações, burocracia, intermediações alvares, eu sei lá..., pelo que tempo  e atenção reflexiva sobre o exterior é coisa que não tenho; daí a breve ausência deste espaço.

Até já!

quarta-feira, março 15, 2017

CR 7...

... E BARRIGAS DE ALUGUER


- SOU RICO, BONITO... e as pessoas invejam - me... -

Mais coisa menos coisa, CR 7 retaliava juízos menos abonatórios sobre a sua figura comportamental.

Vejamos... 
Eu sou " anormal ", já que não consigo sentir o que se convencionou tutelar de INVEJA  e que, pelos vistos ele conhece bem, pelo que, estribado neste dado inamovível da minha personalidade alienígena, permito - me tecer umas considerações amigas sobre um atleta que, incondicionávelmente aprendi a admirar. Quanto ao juízo dos outros...

Barrigas de aluguer? Porquê?
Como figura pública, CR 7 está, quer queira ou não, sob o escrutínio público. Esse é o preço da sua notoriedade, à qual crê que a sua vida pessoal e idiossincrático não deve népias.

À, eventualmente, bizarria do craque sobram interpretações de foro vário de que só um isolamento de clã, nada saudável, poderá proteger, por enquanto, por mais protecção e amor com que o rodeiam.
O exterior, pouco ou nada invejoso dos seus milhões, dir - lhe - á que os filhos PRECISAM de uma mãe e não de uma imagem maternal que NUNCA a irá substituir, como o tempo o irá demonstrar. Não será saudável.

DA SUPERFICIALIDADE DO HUMANO...

... PREFACIADA...

 pelo sr.Dr. António Moniz na entrevista ao Expresso  - Os humanos estão a tornar - se supérfluos - , ressalva - se a inflação celebrada e extraída do contexto da entrevista do prof. de Sociologia Industrial.

Falou - se, a abrir a entrevista e que lhe serviu de mote, do despedimento na Foxconn, de 10.000 (!!!!???) funcionários e a substituição do seu trabalho pela robotização. E falou - se na Quarta Revolução Industrial.
A previsão de tensões sociais que a substituição do trabalho humano pelos robôs, fatalmente, irá provocar, insere - se na lógica da batata e do óbvio ululante. Da resposta DO humano, antecipada, a essa previsão fulgurante que mudará a vida de milhões, o prof. não disse nada, assim como, previsívelmente, o sistema, que se está borrifando para o que vier, desde que dê lucro.

Ao " supérfluo ", que com ligeireza, no mínimo, a Sociologia atira para o armazém da reciclagem, inscreve - se, paradoxalmente, o ADN criador das máquinas, inscrito na inércia criminosa do Pensamento actual.
É que a produção « virtuosa » dos robôs só poderá, convenhamos, servir ao humano; e, se de uma lógica comercial estaríamos a definir, para quem irá servir o produto do seu labor? Não a outros robôs, suponho, já que a multidão de eventuais consumidores dos seus produtos, em modo sobrevivência, não terá posses para os ter.

Parece idiota, não?

quarta-feira, março 08, 2017

segunda-feira, março 06, 2017

D`os MEDIA

QUEM CHAFURDA NO LIXO...

... não terá a mais remota possibilidade, se não morrer de exaustão, entretanto, de aì encontrar uma " pérola ".
Há títulos em Portugal que só conheço pelo nome, pela carcassa do exterior, que inevitávelmente prefaciam o conteúdo para lá da capa. Declino, pois, a aventura de os explorar e a resistência é tão forte que acaba sempre por vencer a minha doentia curiosidade intelectual por outras maneiras de ver.
Preconceito, dirão alguns; uma visão parcelar do mundo, dirão outros... enfim, uma insubmissão ao que não respeito, já sem tolerância nem paciência para simplesmente ler ou ouvir.

A conclusão desse posicionamento aproveita a crítica ao sectarismo que uma aparente fixação interpretativa na forma de ler o mundo parece contemplar. Falso! Nem toda a realidade precisa de ser experienciada para se ter opiniões fortes e inabaláveis sobre a natureza malsã do seu conteúdo. Até porque essa posição deriva do conhecimento da outra face da moeda. Nem é preciso poli - la, nas suas infindáveis cunhagens, para saber o que está por baixo. Uma questão de higiene mental, tão sómente...

Os « MERDIA », esse magnífico neologismo, creio tê - lo ouvido pela primeira vez referido pela Clara Ferreira Alves, resume a distância crítica a manter com TUDO o que se lê ou se vê, aqui e... lá fora. A sua credibilidade terá de estar em permanente escrutínio; cansativo, mas necessário. Caso contrário, a tendência será aceitarmos passivamente (n)o que o mundo se está a transformar.

terça-feira, fevereiro 28, 2017

D´ a ELITE DO REGIME.

QUAL ELITE?

Normalmente, quando me refiro genéricamente por aqui, ao que se estipulou chamar de Elite na estrutura social de uma comunidade, nação, estado, faço uma diferenciação entre " elite " e elite, pela singela razão de as distinguir, de todo.

Em Portugal e afasto desde já qualquer singularidade que eventualmente o distinga, no meu conhecimento sobre a realidade nos mais importantes países do planeta, essa distinção é violenta, pelo conhecimento vivido que tenho da realidade nacional.
A distinção aferidora está, aqui como em qualquer outro país, no reconhecimento da capacidade que as " elites " têm na relativização do que se convencionou ( a sociedade humana é uma convenção aceite nos comportamentos éticos que regulam, à luz do que se tem por racional e socialmente justo, as comunidades do humano )  ter por valores normativos universalizáveis, pela abrangência que permite na harmonização das relações humanas.

A piramidal hipocrisia que sobreleva desse posicionamento, pela falsidade e batota que introduz em contrabando no relacionamento genérico, social, económico, laboral, entre os elementos do agregamento voluntário ao contrato social veiculado pela Democracia, disfarçada no monstruoso tecido jurídico que nos é diáriamente imposto a cada soluço de revolta, tem sido a marca de água identificadora das " elites " veiculantes do Poder. Um mal social à boleia do Individualismo, dito pragmático.
Os portugueses, como os americanos ou qualquer outro povo no mundo civilizado conhecem a sua elite e as suas " elites " e no seu desprezo impotente quase se diria que aprenderam a viver com elas, limpando de quando em vez o escarro com que elas emporcalham as suas esperanças.

A elite lusa sempre as desmascarou, debalde. Acontece, como dizia Gasset que à inexistência de um pathos moral zurzida pela crítica humanista a resposta tem sido o escárnio, por toda a parte.

Numa Democracia, tão árduamente construída e defendida, hoje desminada dos valores que lhe deram credibilidade e militância referencia - se, a montante, o desmiolamento educativo e instrutivo das novas gerações às quais só soubemos transmitir o valor do conceito Liberdade que não a sua essência concreta nas relações humanas, nacionais e internacionais. A libertinagem intelectual pôs - se no lugar da Cultura, a informação desnudada substitui o conhecimento, a presunção a reflexão, a crendice a análise critica - UM SUCESSO -

quarta-feira, fevereiro 22, 2017

FACTOS ALTERNANTES

ENFIM...

" O futuro de Mário Centeno está nas mãos de Álvaro Domingues " - Marques Mendes

O conselheiro de Estado e comentador televisivo ( só em Portugal...) semanal das incidências da política portuguesa proferiu essa profecia sobre um ministro das Finanças a quem Portugal deve dos melhores resultados económicos, sociais, por arrasto e de política externa junto dos seus pares da U.E.

ERRADO, sr. conselheiro! O ministro das Finanças em Portugal responde políticamente ao P.Ministro e o seu futuro tout court não está nas mãos de ninguém, a não ser do próprio e das decisões pessoais que sobre ele lhe concernem.

O êrro político de aprendiz de feiticeiro, como por aqui o chamei quando tomou posse, desmascarado pelos factos intuídos no dossier C.G.D., que a Oposição de Direita tem cavalgado acéfalamente por sobre o interesse nacional, não o diminuirá nas suas competências perante o Governo de que faz parte, dos partidos que apoiam o Governo e junto da U.E.

 Se isso ( putativos SMS trocados com Álvaro Domingues com revelações que já TODA A GENTE intuiu... ) tem sido percepcionado como uma bomba atómica pelo conselheiro e pelo PSD e o CDS, o problema é deles. Por mim e para a maioria será, se revelados públicamente, como aparentemente já o terá sido ao Presidente da República ( inacreditável!), será... um foguete busca - pé.

WAKE UP, GIRL!!!...


OS SINAIS ESTAVAM AÍ...

Em 2010, sob o título - Platão, reloaded or else... -  disse que a Democracia estava a precisar de uma monumental estalada que a acordasse da letargia mórbida que a assolava através da captura da sua essência pela Plutocracia e pela Burrocracia, a reboque da parvoeira conceptualista que arribou a Filosofia da sua demanda prática pela felicidade do humano.
Seis anos se passaram e as estaladas, bem merecidas, vão - se ouvindo pelo planeta. com a imposição populista ( porquê a pejoração!!!???) de outro tipo de governação através de outsiders ( porquê outsiders!!!?) que substituísse a História acabada da democracia dita liberal e a sua multidão de despojados.
Pelo que me tem chegado, esta revolução da maioria silenciosa, de contornos reaccionários, despojada de qualquer suporte ideológico, que o apodo fascista, sexista, racista, nacionalista, espalha em racionalização sobre os adquiridos civilizacionais que desafia, difícilmente será atalhada através de uma racionalização política, inexistente, fazendo uso do argumentário inconsequente com que a inércia e a negligência quase criminosa trataram os povos.

A revolução que eu previa não era esta, mas enfim... CUIDEM - SE!

domingo, fevereiro 12, 2017

EXPRESSOANDO..., melancólicamente

C.G.D.

Vejamos... " Tínhamos pensado usar este artifício, dada a urgência da solução da capitalização da Caixa e a nomeação de novos corpos gerentes. Infelizmente, a Lei não deixa e vamos pensar noutra solução ".
Doeu? 
E não estaríamos neste folhetim rasca e piroso a que o CDS e o PSD se agarraram com unhas e dentes para gáudio próprio e fastio das gentes.
Os erros fazem parte da governação, assim como a necessidade de os corrigir, com transparência. Ocultar  o que acabaria sempre por vir à tona, foi, no mínimo, inexperiência política a que Costa tinha a obrigação de cortar com celeridade. Valeu a experiência para os incautos.

CAVACO

Agradecido pelo esforço, mas uma das coisas que mais abomino é a revelação de conversas, mesmo que informais, o que não foi o caso, havidas entre duas pessoas e apresentadas como alibis para atitudes retaliatórias, a posteriori.
A coisa vem -me desde Beauvoir e Sartre. Foi revoltante o desnudar de uma relação, por Beauvoir, finda uma relação de décadas.
De certeza que não vou ler Cavaco. Políticamente, conheço - o desde 1985, pessoalmente não me interessam as suas confissões.

LOBO ANTUNES 

Estranha a sua projecção acusatória de inveja, por parte do Prémio Nobel, Saramago, tendo - o por alvo.
Deixei de ler Lobo Antunes ao quinto livro. O estilo freudiano/testemunhal auto - biográfico, cansou - me. Preferi a variedade ensaística de Saramago.

ACORDO ORTOGRÁFICO

Um êrro que tenha por obstáculo, no mínimo, o bom - senso, deve ser corrigido, antes que as suas consequências se tornem irreversíveis. Sempre considerei este A. O. uma estupidez sem nome e imaginei o país a levantar - se contra ele. A resistência foi ténue e passou TOTALMENTE ao lado da população em geral e a negligência dos eruditos, quando não enfastiadamente cúmplices.
Para quando o começo da desactivação da barbárie?

ANGOLA

UMA MUDANÇA NA CONTINUIDADE, se perspectiva, finda(!!!???) a regência do MPLA e a subida do general João Lourenço.
Angola vai criando, paulatinamente, uma classe média que, dentro de pouco tempo, não se contentará sòmente com o seu bem estar económico/financeiro. Vai exigir mais liberdade, mais informação e políticas sociais dirigidas à sua população menos afortunada. Saberá que tem todas as condições de exploração das suas riquezas naturais e pô - las aos serviço da sua população. Será exigente e tenaz nas suas exigências contra a corrupção dos seus dirigentes e, no balanço contra ela em geral, à medida que a nova geração se for formando em civilidade e ... conhecimento.
O tempo urge, saiba João Lourenço começar a reflectir sobre os passos a dar, HOJE.

TRUMP

Um abcesso doloroso que rebentará por si ou lacerado pela resistência esclarecida do povo americano mais civilizado. Entretanto, vai fedendo o ar..., naquilo que, extrapolando em Philippe Parreno, se poderia caracterizar como uma exibição histérica de subjectividade narcísica.


quinta-feira, fevereiro 09, 2017

D´O ADVOGADO DO DIABO

DANCING WITH THE DEVIL

Já que chegámos à conclusão que nos (re)descobrimos com Ockham e antes dele com Aristóteles, que só existe uma realidade, a individual, reportada aos nossos sentidos e às nossas emoções por sobre uma racionalidade Universal, hoje em decadência, a História sussurra - nos que entrámos no modo sobrevivência.

Entremos, pois, no assunto deste post... que, como de costume, reflecte o estupor de um septuagenário perante a marcha de um mundo em interrogação sobre TODOS os seus adquiridos civilizacionais.

Falemos, então, do que hoje se chama fascismo islamita numa tentativa de caracterização, como o vejo, fundamentalista e religiosa.
Ele existe e é um facto incontornável na sua vertente jihadista e radical. Existe sobre uma fundamentação religiosa literal baseada em textos medievais sagrados para os seus fiéis, no Alcorão, existe em todo o Oriente - Médio e mutatis mutandis, em Israel com o Talmude e a Tora e existiu no mundo Ocidental com a Bíblia da Inquisição. Impossível, pois, descartar a vertente religiosa no advento do Fundamentalismo como um exercício autoritário do poder religioso e quando a esse se associa o poder político, o do Estado, em militância expansionista armada, está criado o caldo fascista em toda a sua glória.

Quando, sob o estandarte da Liberdade, o Ocidente quis exportar os seus " fundamentalismos ", políticos, religiosos, e sociais, como essências incontornáveis de Civilização, que uma racionalidade supostamente universalizada, abraçaria sem reservas, esqueceu - se que a demanda teria e tem o selo de dominação, que é o que acontece quando os nossos valores se sobrepõem aos contemplados pelo Outro.
Não cabe aqui, neste espaço, historiar o século das Luzes na sedimentação dos paradigmas que enformam o Ocidente actual na sua mais importante conquista - o valor da Liberdade - e os direitos humanos. Políticamente, como consequência, como eu o entendo, e não como uma causa, a Democracia emergiu como um regime político soberano na consciência, PREPARADA, dos ocidentais.

Infelizmente e com um olhar ocidental, a História seguiu outros caminhos noutras paragens. Lá não houve Luteros nem Gutenbergs, não houve Kants nem Marxs. A Tora e o Alcorão são os veículos de Iluminação, políticas, religiosas e... sociais, por aquelas paragens...
No Ocidente, com o abrenúncio da morte de Deus, a Bíblia do Deus cristão já não tem o carácter definitivo e definidor na formação das consciências, e definitivamente, abandonou o fundamentalismo agregador e militante de outrora na propagação da sua Fé. A palavra e não a espada, a prédica e não a sharia e o excomungo, a integração no mundo temporal  e o Ecumenismo, e não o isolamento fundamentalista, são as armas do Cristianismo de hoje

As consequências daqueles posicionamentos reflectem - se na sociedade civil, nos costumes e nas aspirações libertárias, onde a libertação do feminino marca, pelo essencial e vital contraste, o referencial decisivo que, subterrâneamente, opõe as sociedades ocidentais e... as outras.
O feminismo, em sociedades que, ainda hoje, estabelecem e fundamentam, via textos sagrados, a hierarquização e submissão militante das mulheres, é visto como uma afronta vital, tal como a homossexualidade e o travestismo sexual.
Os laços de civilidade que a tolerância democrática pratica até ao desmazelo moral, potenciou o conflito entre os contextos universais e divinos do fundamentalismo religioso e a laicidade cínica do Ocidente.
Num tempo de escapismo em que a universalidade dos valores, hoje vaga e hipócritamente inseridos no pacote democrático, à mercê das oscilações pragmáticas e casuísticas da Política, a sua defesa, que a moleza das convicções atribui à Tolerância, não tem dono nem acantonamento ideológico, terá de ser de TODOS.
O fascismo, de qualquer espécie e origem, é para ABATER. HOJE!

sexta-feira, fevereiro 03, 2017

EUTANÁSIA?

DEFINITIVAMENTE, UMA DECISÃO INTRANSMISSÍVEL E PESSOAL. PODERÁ ASSUMIR A FACE DO SUICÍDIO OU DE ASSISTÊNCIA MÉDICA ASSISTIDA E... CÚMPLICE PARA COM A MORTE.

É DA OBRIGAÇÃO DO ESTADO OS CONTORNOS ÉTICO - SANITÁRIOS DA SUA APLICAÇÃO, A PEDIDO DO CIDADÃO, PONTO FINAL.

EM PRINCÍPIO, ASSINO POR BAIXO A PETIÇÃO SOBRE A LEGALIZAÇÃO DA MORTE ASSISTIDA E... A PEDIDO, COM TODOS OS PASSOS DE AVALIAÇÃO A SEREM CUIDADOSAMENTE PONDERADOS.

quarta-feira, fevereiro 01, 2017

INTELIGÊNCIA EMOCIONAL?...

... OU DESVALORIZAÇÃO ACRÍTICA DA VERDADE?




Dizem - nos que ela é " uma reacção às vicissitudes da vida " e um empático êmulo das e nas relações humanas empirizadas como meio de atingir a felicidade pessoal.
Como, em mim, o caminho é o da racionalidade, insisto Razão + Ética, assim em maiúsculas para enfatizar, e a pós - verdade não encontrou solo fértil, penso que a redução ao umbigo, como referencial da verdade, associada ao que eu sinto como verdadeiro, para lá dos factos que a transtornam, tem sido a marca da infantilização galopante da espécie. E voltámos à caverna platónica, ao aconchego do EU e do seu espaço (r)estrito, à visão do mundo como Representação e Vontade. Pudera!
Não é de admirar que com o mestre do pessimismo, actualizado e adaptado aos tempos de hoje, Shopenhauer, e a ajuda preciosa da relativização moderna de todo e qualquer Valor, racionalizado, " absolutizado " e transmitido pela Tradição, o mundo se tenha transformado num palco feérico de representações, à medida da perspectiva do observador.

Neste contexto atomizado só poderá sobrevir o Caos, esse caos que a interpretação racional tentou, pelos vistos debalde, organizar.. O real é uma projecção e o ser a sua representação espelhada, devolvida à origem com o beneplácito da impostura emocional - um selfie.

Dir - se - ia que a construção, hoje babélica, do edifício que a Razão permitiria projectar está em ruínas. A decepção de Adorno ou a náusea redentora de Arendt caminharam, lado a lado até que um espaço curvo einsteineano as convergiu numa referenciação inteligível e quiçá (re)originária - a infantilidade cínica contemporânea.


Do cinismo, eu cá prefiro o do Diógenes.

sexta-feira, janeiro 27, 2017

ZEITGEIST


DA MELANCÓLICA BANALIDADE DA HISTÓRIA,...

...que me perdoe Heidegger, irrompe, de quando em vez, seres " auto-iluminados", que da sua marcha telúrica e caótica, almejam dar - lhe um sentido, uma ordem, que lhe devolva a originalidade impressa e perdida no tempo - uma determinação fatalista -.
O século XXI borbulha, desde o seu alvorecer, com o aparecimento dessas missões " históricas ". Pelo Ocidente, Ásia Média e Extremo Oriente, a busca de uma grandeza perdida, que tanto poderá ser uma capacidade de domínio como de uma ordem interna fragmentada por valores alienígenas ,veiculadas pelo grande Satã - a Globalização - na desoneração de uma realidade sentida como ultrajada pelo Outro, tem sido o rosto político das nações.

Trump, Putin, Erdogan, Duterte, Le Pen, em modo hard, Schauble ( ou deveria dizer Merkel? ), May, Xi Jinping,  e outras personagens menores, em modo soft, popularizam, cada um a seu modo o estupor pela " repentina "mudança, como protagonistas activos e passivos desse turmoil contemporâneo que ameaça ser a revolução populista, o advento das massas como definidoras incontroláveis de mudanças radicais.
O " acontecimento " de Arendt prova - nos que não houve História Acabada, como a pesporrência liberal e regimental havia proclamado. O Futuro está aí, aberto, como sempre esteve, não como um desígneo vectorial, mas como uma multitude de experiências, a renovar, a bloquear, a acarinhar ou a destruir, tanto em regime(s) democrático(s) como fora dele.

Chegámos aqui pela Ignorância, pela negligência e pelo adormecimento sobre o adquirido como meta atingida. Essa desatenção trouxe - nos Trump, como noutras desatenções nos trouxe seres da mesma espécie. 
A dramatização dessa " decadência ", e tiro aspas, dos ideais da Democracia que uma elite soporífera, decadente e venal no remanso do bem - estar adquirido, não soube ou não quis preservar a não ser no seu formalismo legalista que não no da decência, nunca será, hoje, suficiente para atalhar o mal que a sementeira educativa deprimente e amoral do regime espalhou. Os frutos já estão maduros e só uma nova colheita redentora parará a disseminação da barbárie.
Lançar as bases da resistência será vital.
Esse bloqueamento caberá, necessáriamente à Educação, filosófica, política e ... ética.
Essa será, de novo, a obrigação da Elite, como sempre foi e será, que não a demissão conformista e pantufeira e o derrotismo.
O caminho, esse será sempre o da Liberdade e será o testamento, malgré Arendt, às gerações futuras; não a náusea, mas o combate.

segunda-feira, janeiro 23, 2017

A ENTREVISTA DO PRESIDENTE MARCELO

NÃO DEIXAREI DE FALAR SOBRE ELA, IN TIME...

E... DA IMPERTINÊNCIA DESLOCADA DOS JORNALISTAS QUE O ENTREVISTARAM.