quarta-feira, março 14, 2012
SURPREENDENTE..., ou talvez não...
NA ressaca do que ontem por aqui debitámos sobre a ascensão burocrática/financeira como definidora dos tempos actuais no Ocidente, constato em Portugal o ocaso dos resquícios políticos tímidamente enquadrados no seu P. Ministro com o predomínio também ele parapolitico do seu Ministro das finanças.
Da amoralidade do técnico à imoralidade política contida nas escolhas discriccionárias, ideológicamente balizadas por uma visão tacanha, porque ultrapassada pela História, da gestão de uma nação europeia, Gaspar percorreu o caminho óbvio do contabilista monetarista - correr atrás do dinheiro, aliar - se com quem o possui e definir - se pelo que ele impõe.
Nem poderia ser de outro modo, como representante menor da funcionária e diligente cúpula da U.E. a mando dos seus títeres, os guardiões do cofre.
Acontece que a maturidade democrática e cívica desses outros europeus está resguardada pela riqueza que souberam construir e da qual são indirectos beneficiários pela elevada retribuição que auferem pela sua contribuição na felicidade colectiva.
Em Portugal, sabemos como é que a pouca riqueza está distribuída.
A imoralidade política acontece quando, na plena e categorizada posse desse conhecimento, se alarga esse fosso que tem separado ano após ano os privilegiados e a cada vez mais depauperada maioria nacional.
E quando esses gestos técnicos de gestão passam, pelo voluntarismo que os rodeiam, em cumplicidades ínvias, incriteriosas, com a elite detentora do dinheiro, a ser escolhas políticas, surpreendem, ou talvez não, mesmo dentro desse espaço de conforto da maioria actual que tem separado uns de outros, como os últimos desenvolvimentos relativos aos beneficiários da acção complacente do burocrata Mor - a TAP e a CGD, por exemplo.
Entretanto, segundo a imprensa, os portugueses deixaram de comer carne. Jogos de cintura, diz o cretino, no seu magnífico e imbecilizante conformismo.
sábado, março 10, 2012
O BURROCRATA
O " salazarinho " Gaspar e os " africanistas " Passos e Relvas mais o " canadiano " Álvaro e o " pequeno burguês " Cavaco, partilham uma visão minimalista do país que, instâncias mais apropriadas e com mais credibilidade científica, colocariam em categorias psicológicas assaz definidoras e pertinentes que ajudariam a explicar a " racionalidade " que os move dentro de um país que, desconhecem uns, se ressentem outros e menosprezam todos em geral.
A sua posição " funcionária " , caracteriza um perfil patriarcal e familista do Estado, com o qual entra em contradição efectiva e em essência, já que só com a denúncia da tradição familiar terá surgido o cidadão livre e formador efectivo desse Estado, ao qual a sua contribuição contratual permite a existência, respeitando - lhe os trâmites definidores na LEI.
Os gestores actuais do Estado que hoje governam Portugal pecam por um erro de base, pela ausência de articulação do Estado ( burocracia ) com a sua componente política - o bem - estar dos seus cidadãos.
Essa deveria ser a essência da Política.
A instrumentalidade de que se guarnece o Estado, no sentido de tornar possível maioritàriamente esse desiderato marca a diferença transposta pelas escolhas políticas e pela temporalidade das prioridades no contexto social.
Atirar para as " calendas gregas " , passe a contemporalidade da ironia, a definição da Felicidade, remete - nos à inexequibilidade da Utopia em gradamentos do real possível, hoje.
O burrocrata nunca sabe o que fazer para o dia seguinte. As suas acções descolam - se do individual na mesma proporção da amoralidade do seu gesto técnico .
E quando a essas " fixações " se juntam as outras, as circunstancialidades psicológicas da matrix formadora dos Burocratas - Mor de Portugal de hoje, o resultado não surpreende - Anemia política.
sexta-feira, março 09, 2012
Sem cavaco...
... deveria ser a resposta ao P.R., aliás como o fez o ex - P.Ministro Sócrates.
A propósito...
Por onde anda a petição a pedir a sua demissão? Assino Já!
terça-feira, março 06, 2012
O cerco à RTP
É tudo muito viscoso.
O homem acabará por levar a água ao seu moinho angolano. A táctica é tão velha e tão canhestra que não acredito que os trabalhadores da empresa não reajam com mais assertividade. É que as indignações serão tratadas como as manifestações democráticas - inconsequentes.
Essa descida do rating da RTP pela GfK tem tanta credibilidade como as outras que a gente já conhece e nada melhor do que a descapitalização total da empresa esvaziando - lhe as receitas de publicidade, para a pôr a preços de uva mijona nas mãos dos interessados já conhecidos.
SAFA!
O homem acabará por levar a água ao seu moinho angolano. A táctica é tão velha e tão canhestra que não acredito que os trabalhadores da empresa não reajam com mais assertividade. É que as indignações serão tratadas como as manifestações democráticas - inconsequentes.
Essa descida do rating da RTP pela GfK tem tanta credibilidade como as outras que a gente já conhece e nada melhor do que a descapitalização total da empresa esvaziando - lhe as receitas de publicidade, para a pôr a preços de uva mijona nas mãos dos interessados já conhecidos.
SAFA!
IR BUSCAR LÃ E SAIR TOSQUIADO..
Essa foi a interpretação festiva do sr. Rui Ramos no semanário Expresso de 3/3, com uma reputação intelectual a defender, naturalmente, sobre as aparentes e goradas expectativas de uma pretensa Comissão de festas anti - troika responsável pela vinda do Sr. Krugman a Portugal.
Diz ele : - A comissão de festas antitroika cometeu um erro paroquial. Krugman não é um simples patrão de claque (sic), como Seguro ou Louçã. Mais: Krugman é mesmo um keynesiano, e não apenas um inconsciente. Por tudo isso, não pôde escapar à evidência.
Eu também não e a evidência do que ouvi e cito de cor - Sim, estão a fazer muito bem o trabalho contabilístico... Não vos vai levar a parte alguma mas está a ser tudo muito bem feito, diz - me isso...
Ora, o homem, como contabilista loureado que é não pode deixar, em nome da sua reputação profissional, de deixar de tirar conclusões diferentes da relação simplista do DEVE / HAVER com que a realidade financeira do País está a ser tratada. Aonde tudo isso vai levar também é fácil de concluir - Contas arrumadas e pobreza geral.
Há uma classe de indivíduos que pensarão - E DEPOIS!!!??? O RESTO QUE SE LIXE! A agricultura, as pescas, os estaleiros navais, a saúde da nação, a Educação, o emprego, a mobilidade, só atrapalham e dão despesas e quanto aos trabalhadores ( há trabalhadores a mais...) exterminam - se. Aos jovens formados chuta - se para cima na sua formação internacional...
Se isso não é dar cabo do estado social...
Este primarismo decorrente só por abastardamento semântico e conceptual se poderá chamar Política. E o sr. Krugman não foi para aqui convidado para falar e dar orientações políticas.
Para isso e para uma classe de cidadãos há a Merkel, não é? e a sua corte de estados plutocratas e... lacaios...
E para acabar ficámos a saber da existência dessas novas trupes clubísticas, claques, para o sr. Ramos, comandadas pelo Sr. Seguro e pelo sr. Louçã.
POIS...
Diz ele : - A comissão de festas antitroika cometeu um erro paroquial. Krugman não é um simples patrão de claque (sic), como Seguro ou Louçã. Mais: Krugman é mesmo um keynesiano, e não apenas um inconsciente. Por tudo isso, não pôde escapar à evidência.
Eu também não e a evidência do que ouvi e cito de cor - Sim, estão a fazer muito bem o trabalho contabilístico... Não vos vai levar a parte alguma mas está a ser tudo muito bem feito, diz - me isso...
Ora, o homem, como contabilista loureado que é não pode deixar, em nome da sua reputação profissional, de deixar de tirar conclusões diferentes da relação simplista do DEVE / HAVER com que a realidade financeira do País está a ser tratada. Aonde tudo isso vai levar também é fácil de concluir - Contas arrumadas e pobreza geral.
Há uma classe de indivíduos que pensarão - E DEPOIS!!!??? O RESTO QUE SE LIXE! A agricultura, as pescas, os estaleiros navais, a saúde da nação, a Educação, o emprego, a mobilidade, só atrapalham e dão despesas e quanto aos trabalhadores ( há trabalhadores a mais...) exterminam - se. Aos jovens formados chuta - se para cima na sua formação internacional...
Se isso não é dar cabo do estado social...
Este primarismo decorrente só por abastardamento semântico e conceptual se poderá chamar Política. E o sr. Krugman não foi para aqui convidado para falar e dar orientações políticas.
Para isso e para uma classe de cidadãos há a Merkel, não é? e a sua corte de estados plutocratas e... lacaios...
E para acabar ficámos a saber da existência dessas novas trupes clubísticas, claques, para o sr. Ramos, comandadas pelo Sr. Seguro e pelo sr. Louçã.
POIS...
domingo, fevereiro 26, 2012
NA MOUCHE!!!
É dar um pulinho ao www.africaminha.blogspot. e ler o título - A soberba também se paga
ESTRANHEZAS...
Angel Luís de De La Calle, correspondente do semanário Expresso em Madrid, começou a sua crónica sobre a inusitada, porque longínqua, carga policial em Valência sobre estudantes liceais que protestavam por melhores condições nas salas de aulas, nomeadamente pelo seu aquecimento apropriado, que sofreu um corte ao abrigo da austeridade imposta pelo governo espanhol, reflectindo connosco sobre a " ausência de contestação social expressiva e generalizada " das massas perante o descalabro social imposto pelos governantes europeus como medidas de combate à crise económica global.
O que é que se passa afinal? Como é que foi possível esse esboroamento cívico e o pasmo conformista do mundo de hoje ?
Em Portugal, o conformismo social manteve, a par aliás e em momentos históricos distintos de outros países europeus, um regime fascista durante quase meio século. Teve a cidadania e a sua ausência de percorrer todo esse tempo de caldeamento do absurdo até que, milagrosamente, meia dúzia de capitães, fartos da discriminação profissional sofrida no arrastamento da formação de capitães - proveta, derrubaram, com um simples empurrão uma ditadura resilente.
À não existência desse narcisismo corporativo interiorizado na cultura militar nada obstaria à queda do autoritarismo político, cujo suporte era garantido por quem o derrubou.
Em que é que se sustentava essa inércia cívica, esse conformismo temeroso, quando à volta já tudo estava já estabilizado em novos paradigmas resultantes da negação violenta do que aqui persistia teimosamente por mais trinta anos, o tempo de formação de uma geração?
Porquê hoje a dificuldade de interiorização do erro, do erro sistemático definido nas consequências visíveis do presente, em vista de um futuro já vandalizado pelos mesmos princípios que definiram e têm definido as crises do capitalismo?
Porquê a apologia do real artificial fruto de uma volição tacanha e não da maturação reflexiva sobre o real palpável, concreto, da Vida que se desenrola objectivamente diante dos nossos olhos?
O embrutecimento reflexivo de hoje deveria pressupôr, parece pressupôr a inexistência efectiva de danos reais sobre cada um de nós. É que só com essa falsa identificação consigo entender e ensaiar uma explicação à estranheza do repórter sobre a " ausência de contestação social expressiva e generalizada... " ao que se passa.
O que é que se passa afinal? Como é que foi possível esse esboroamento cívico e o pasmo conformista do mundo de hoje ?
Em Portugal, o conformismo social manteve, a par aliás e em momentos históricos distintos de outros países europeus, um regime fascista durante quase meio século. Teve a cidadania e a sua ausência de percorrer todo esse tempo de caldeamento do absurdo até que, milagrosamente, meia dúzia de capitães, fartos da discriminação profissional sofrida no arrastamento da formação de capitães - proveta, derrubaram, com um simples empurrão uma ditadura resilente.
À não existência desse narcisismo corporativo interiorizado na cultura militar nada obstaria à queda do autoritarismo político, cujo suporte era garantido por quem o derrubou.
Em que é que se sustentava essa inércia cívica, esse conformismo temeroso, quando à volta já tudo estava já estabilizado em novos paradigmas resultantes da negação violenta do que aqui persistia teimosamente por mais trinta anos, o tempo de formação de uma geração?
Porquê hoje a dificuldade de interiorização do erro, do erro sistemático definido nas consequências visíveis do presente, em vista de um futuro já vandalizado pelos mesmos princípios que definiram e têm definido as crises do capitalismo?
Porquê a apologia do real artificial fruto de uma volição tacanha e não da maturação reflexiva sobre o real palpável, concreto, da Vida que se desenrola objectivamente diante dos nossos olhos?
O embrutecimento reflexivo de hoje deveria pressupôr, parece pressupôr a inexistência efectiva de danos reais sobre cada um de nós. É que só com essa falsa identificação consigo entender e ensaiar uma explicação à estranheza do repórter sobre a " ausência de contestação social expressiva e generalizada... " ao que se passa.
domingo, fevereiro 19, 2012
COM UMA GRANDE VÉNIA...
... E pedidos antecipados de desculpas pelo roubo de propriedade intelectual transcrevo, da secção CARTAS do semanário Expresso uma carta que lhe foi dirigida por um cidadão de boa memória de seu nome - Acácio da Nova - do Porto que nos explica e me deu resposta factual aos ACONTECIMENTOS NÃO - RECORRENTES por aqui titulado, com que a Banca portuguesa tem justificado!!!!? as suas e nossas perdas.
Aí vai - Com o título Ditosa Banca meu algoz - " Não somos parvos nem ingénuos, contudo: - O BdP não se sentiu obrigado a exercer maior vigilância sobre um banco ( BPP ) apesar de ter recebido a denúncia de que o promotor e administrador executivo desse novo banco em projecto se teria portado de forma criminosa enquanto quadro do banco denunciante; - O BdP dispensou - se de qualquer acção fiscalizadora sobre um banco ( BPN ) que praticava taxas de juro em operações passivas acima de qualquer razoabilidade; - O administrador - executivo de um banco ( BPI ) reagiu insultuosamente a uma OPA, garantindo ao seus accionistas dividendos e valorizações bem mais vantas de josos, acabando por os fazer perder 85% do valor das suas acções; - Um banco público ( CGD ) concede empréstimos milionários a especuladores para compra de acções de outro banco ( BCP ) sem garantias reais além das acções assim adquiridas; - Indivíduos sem currículo bancário recomendável são nomeados administradores de um banco ( BCP ) e contribuem para o seu descalabro, etc, etc.
Mais fantástico: todos os responsáveis/intervenientes nesses casos se dizem de consciência tranquila. Pudera, intranquilos estamos nós todos os outros ".
PERCEBERAM BEM?
Aí vai - Com o título Ditosa Banca meu algoz - " Não somos parvos nem ingénuos, contudo: - O BdP não se sentiu obrigado a exercer maior vigilância sobre um banco ( BPP ) apesar de ter recebido a denúncia de que o promotor e administrador executivo desse novo banco em projecto se teria portado de forma criminosa enquanto quadro do banco denunciante; - O BdP dispensou - se de qualquer acção fiscalizadora sobre um banco ( BPN ) que praticava taxas de juro em operações passivas acima de qualquer razoabilidade; - O administrador - executivo de um banco ( BPI ) reagiu insultuosamente a uma OPA, garantindo ao seus accionistas dividendos e valorizações bem mais vantas de josos, acabando por os fazer perder 85% do valor das suas acções; - Um banco público ( CGD ) concede empréstimos milionários a especuladores para compra de acções de outro banco ( BCP ) sem garantias reais além das acções assim adquiridas; - Indivíduos sem currículo bancário recomendável são nomeados administradores de um banco ( BCP ) e contribuem para o seu descalabro, etc, etc.
Mais fantástico: todos os responsáveis/intervenientes nesses casos se dizem de consciência tranquila. Pudera, intranquilos estamos nós todos os outros ".
PERCEBERAM BEM?
TWITS...
... Que de reflexões sobre as gentes já estou a ficar um bocadinho cansado...
Vejamos...
CAVACO
O presidente da República escolheu uma maneira " sui generis " de defender a dignidade e a representação do cargo que ocupa, reforçando - lhe o perfil que dele já ensaiámos por aqui.
De Wulff a Allende, de Gandhi ao Ahmadinejad, de Castro ao Xi Jinping, a visão responsabilizadora e interpretativa do cargo que exerceram ou exercem definiu e define - lhes o carácter. Não há volta a dar.
Cavaco recuou perante meia dúzia de estudantes indignados.
A quem representa afinal o P.R. e perante quem acha que deve dar a face. Para quem que, num passado não muito recente, atiçou a massa estudantil contra Sócrates, não está mal...
PINTELHOS
Conhecemos o novo transporte do P.M. e o seu preço. Na garagem da presidência do Conselho de ministros está a viatura comprada em Maio pelo seu antecessor e que custou o ordenado médio de um português por dez anos mais coisa menos coisa...
Eu sei que a representação e transporte protocolar do P.M. tem de ter a dignidade de um país europeu, vá lá, concedo... E de um país quase falido a apostar na falência das suas gentes?
Relvas por seu lado queima 120 mil euros na edição das linhas programáticas de um governo cujas balizas, definidas do exterior já toda a gente conhece. Dinheiro para o lixo, pintelhos, para os crápulas do regime...
SPORTING
Vira o disco e toca o mesmo, hoje com outros d.j... Está a tornar - se um club falido em todas as vertentes. O seu passado não é lá muito brilhante mas merecia mais respeito pela veterania que ostenta...
G8
Ainda serão só 8?... Parece que os cozinhados que preparam nas suas demarches estao a desafinar. Então não é que Obama está a roer a corda, accionando um programa de retoma completamente oposto ao da Europa?
CHINA
Não há liberdade económica que não exija, em paralelo, as outras liberdades, nomeadamente a política, que na minha opinião a procede e não o contrário. Os mandarins chineses vão descobrir essa realidade da maneira mais dura. Reagirão com tanques outra vez?
Vejamos...
CAVACO
O presidente da República escolheu uma maneira " sui generis " de defender a dignidade e a representação do cargo que ocupa, reforçando - lhe o perfil que dele já ensaiámos por aqui.
De Wulff a Allende, de Gandhi ao Ahmadinejad, de Castro ao Xi Jinping, a visão responsabilizadora e interpretativa do cargo que exerceram ou exercem definiu e define - lhes o carácter. Não há volta a dar.
Cavaco recuou perante meia dúzia de estudantes indignados.
A quem representa afinal o P.R. e perante quem acha que deve dar a face. Para quem que, num passado não muito recente, atiçou a massa estudantil contra Sócrates, não está mal...
PINTELHOS
Conhecemos o novo transporte do P.M. e o seu preço. Na garagem da presidência do Conselho de ministros está a viatura comprada em Maio pelo seu antecessor e que custou o ordenado médio de um português por dez anos mais coisa menos coisa...
Eu sei que a representação e transporte protocolar do P.M. tem de ter a dignidade de um país europeu, vá lá, concedo... E de um país quase falido a apostar na falência das suas gentes?
Relvas por seu lado queima 120 mil euros na edição das linhas programáticas de um governo cujas balizas, definidas do exterior já toda a gente conhece. Dinheiro para o lixo, pintelhos, para os crápulas do regime...
SPORTING
Vira o disco e toca o mesmo, hoje com outros d.j... Está a tornar - se um club falido em todas as vertentes. O seu passado não é lá muito brilhante mas merecia mais respeito pela veterania que ostenta...
G8
Ainda serão só 8?... Parece que os cozinhados que preparam nas suas demarches estao a desafinar. Então não é que Obama está a roer a corda, accionando um programa de retoma completamente oposto ao da Europa?
CHINA
Não há liberdade económica que não exija, em paralelo, as outras liberdades, nomeadamente a política, que na minha opinião a procede e não o contrário. Os mandarins chineses vão descobrir essa realidade da maneira mais dura. Reagirão com tanques outra vez?
sábado, fevereiro 11, 2012
E PRONTO, ALGUÉM O DISSE...
... Com subtileza qb e ... tinha de ser a Pluma Caprichosa
Eu continuo a pensar que há políticos muito perigosos ( claro que é uma questão de perspectiva ) no actual governo da República e Relvas e o seu chefe P.Coelho encabeçam Portugal SA, gerido em consequência, como uma empresa.
Basta seguir com atenção as medidas e as evoluções da troika nacional onde pontua o burocrata Gaspar, a quem provávelmente lhe dará mais gozo as notas e os elogios da Alemanha do que a santidade em casa própria.
Eu continuo a pensar que há políticos muito perigosos ( claro que é uma questão de perspectiva ) no actual governo da República e Relvas e o seu chefe P.Coelho encabeçam Portugal SA, gerido em consequência, como uma empresa.
Basta seguir com atenção as medidas e as evoluções da troika nacional onde pontua o burocrata Gaspar, a quem provávelmente lhe dará mais gozo as notas e os elogios da Alemanha do que a santidade em casa própria.
quarta-feira, fevereiro 08, 2012
SEM COMENTÁRIOS...
... A NÃO SER AO MAU PORTUGUÊS...
Com a devida vénia ao jornal " I ", transcrevo a notícia...
" A JCP ( juventude comunista portuguesa ) diz que uma média de 100 alunos estão a desistir, por dia, do ensino superior por dificuldades económicas. « Mais de seis mil estudantes abandonaram as universidades » , acusa a juventude comunista numa nota ontem divulgada. A JCP acrescenta que « 40.000 estudantes viram a sua candidatura à bolsa recusada, resultando em que mais de 15 mil estudantes tenham perdido esse apoio relativamente ao ano passado ".
Com a devida vénia ao jornal " I ", transcrevo a notícia...
" A JCP ( juventude comunista portuguesa ) diz que uma média de 100 alunos estão a desistir, por dia, do ensino superior por dificuldades económicas. « Mais de seis mil estudantes abandonaram as universidades » , acusa a juventude comunista numa nota ontem divulgada. A JCP acrescenta que « 40.000 estudantes viram a sua candidatura à bolsa recusada, resultando em que mais de 15 mil estudantes tenham perdido esse apoio relativamente ao ano passado ".
MAIS VERGASTA, S.F.F.
Povo bovino, piegas e lamuriento, fatalista e sofredor até ao masoquismo e que custe o que custar vai ser posto na gleba ordem serventuária da sua real posição, é o pensamento e o programa da maioria deslumbrada pelos beijinhos e amassos da mamã Merkel.
Diz - se por aí que os povos têm o Governo que merecem e, acrescento, em democracia também têm o Governo que escolhem, para mais com o acrescento de uma maioria que, como acontecem às maiorias, pouco ou nada quer saber, ancorada nessa legitimidade acrescida, das vozes discordantes da Oposição nem tampouco do povo que a elegeu.
Quero crer que o Governo pensa que essas vozes discordantes provêm dos comunistas ou dos socialistas, derrotados nas eleições e daí a surdez.
Aparentemente, pelo que se passa no país, até é capaz de ter razão. O risco que corre é que com tanta vergasta ainda acorda as suas gentes...
segunda-feira, fevereiro 06, 2012
DA ESTUPIDEZ...
Muito falo por aqui dessa capacidade humana de ser estúpido e na sua projecção em aerópagos e espaços onde não deveria ser exercitada como na Política e seus anexantes económicos e financeiros pelo peso acrescido que trazem à Vida das pessoas.
Creio que ninguém precisará de se interrogar em humildade - Quem sou eu para...? - para a descobrir triunfante e assertiva (!!!??) , no dia - a -dia das nossas relações pessoais e no universo mais abrangente e vasto trazido pelos Media do planeta. Suponho que nem deveria exigir muita inteligência nem muita Cultura industriada ou não, para lhe reconhecer o perfil com que se apresenta.
" Custa a crer como é que um conjunto de gente supostamente eleita por ser inteligente consegue ser tão vilmente estúpida... " - Clara F. Alves, Pluma caprichosa de 4/2, glosando as intermináveis ritualizações narcísicas e inconsequentes das cimeiras europeias, enquanto o mundo vai desabando para muitos, mesmo muuuuuitos, cá fora.
Que mais dirá hoje a crítica moderna sobre essa malignidade que se vai colando subreptíciamente até ao mais prático e realista cidadão e o torna incompetente na reflexão/acção do seu comportamento perante a SUA vida, hoje.
Googlei - Da estupidez - e salta - me uma Teoria Geral da Estupidez Humana de Victor J. Rodrigues, autor que desconheço e que vou seguramente conhecer...
E recito um pequeno excerto que vem lá como amostra - " A estupidez está difundida em tal grau que não poderia ser devida à simples geração episódica e acidental de intelectos desnutridos. Pelo contrário, a exuberância dos fenómenos estupidológicos, a sua extrema variedade, a riqueza das suas realizações ou a elegância dos seus refinamentos, tudo nos faz encontrar na estupidez mais, muito mais do que uma vacuidade, uma ausência de inteligência "
Suponho que para o autor, como irei descobrir, a singularidade racional da espécie obriga à existência da sua irmã deficiente. Será? Os " apagões " episódicos serão, nesse caso, uma necessidade conceptual ou prática?
É o que vamos tentar descobrir na tese do autor, não vamos?
Creio que ninguém precisará de se interrogar em humildade - Quem sou eu para...? - para a descobrir triunfante e assertiva (!!!??) , no dia - a -dia das nossas relações pessoais e no universo mais abrangente e vasto trazido pelos Media do planeta. Suponho que nem deveria exigir muita inteligência nem muita Cultura industriada ou não, para lhe reconhecer o perfil com que se apresenta.
" Custa a crer como é que um conjunto de gente supostamente eleita por ser inteligente consegue ser tão vilmente estúpida... " - Clara F. Alves, Pluma caprichosa de 4/2, glosando as intermináveis ritualizações narcísicas e inconsequentes das cimeiras europeias, enquanto o mundo vai desabando para muitos, mesmo muuuuuitos, cá fora.
Que mais dirá hoje a crítica moderna sobre essa malignidade que se vai colando subreptíciamente até ao mais prático e realista cidadão e o torna incompetente na reflexão/acção do seu comportamento perante a SUA vida, hoje.
Googlei - Da estupidez - e salta - me uma Teoria Geral da Estupidez Humana de Victor J. Rodrigues, autor que desconheço e que vou seguramente conhecer...
E recito um pequeno excerto que vem lá como amostra - " A estupidez está difundida em tal grau que não poderia ser devida à simples geração episódica e acidental de intelectos desnutridos. Pelo contrário, a exuberância dos fenómenos estupidológicos, a sua extrema variedade, a riqueza das suas realizações ou a elegância dos seus refinamentos, tudo nos faz encontrar na estupidez mais, muito mais do que uma vacuidade, uma ausência de inteligência "
Suponho que para o autor, como irei descobrir, a singularidade racional da espécie obriga à existência da sua irmã deficiente. Será? Os " apagões " episódicos serão, nesse caso, uma necessidade conceptual ou prática?
É o que vamos tentar descobrir na tese do autor, não vamos?
sábado, fevereiro 04, 2012
EXCELÊNCIA
Num país que aconselha os jovens saídos das suas universidades a porem os seus serviços, patriòticamente, claro,... ( quando tiverem sucesso lá fora cá estaremos para nos apropriarmos provinciana e oportunísticamente dos seus feitos ) a emigrar, é no mínimo revelador do absurdo do abandono por parte do seu governo, a sua contemplação, vinda de fora, da excelência do seu trabalho na investigação científica CÁ dentro.
Numa semana foram atribuídos dez prémios internacionais à excelência dos investigadores portugueses que, como é natural, se vão, pouco a pouco, sendo recrutados ( há gente que não é estúpida lá por fora... ) por quem gosta do seu trabalho e lhes oferece estabilidade profissional e meios de aprimorarem o que sabem fazer bem.
Os meus parabéns aos premiados e continuação...
Numa semana foram atribuídos dez prémios internacionais à excelência dos investigadores portugueses que, como é natural, se vão, pouco a pouco, sendo recrutados ( há gente que não é estúpida lá por fora... ) por quem gosta do seu trabalho e lhes oferece estabilidade profissional e meios de aprimorarem o que sabem fazer bem.
Os meus parabéns aos premiados e continuação...
sexta-feira, fevereiro 03, 2012
E OS BURROS SOMOS NÓS!!!???
" ACONTECIMENTOS NÃO RECORRENTES " estarão na origem dos prejuízos da Banca portuguesa diz o presidente da APB, António de Sousa.
Em linguagem de gente aponta - se aqui por baixo o que ele quis dizer...
O responsável máximo do BPI, o senhor Fernando Ulrich " penitenciou - se " formalmente, ( porque sem consequências pessoais... ) do prejuízo de 200 milhões de euros pela sua má-gestão e dos seus pares, naturalmente, no investimento oportunista e de alto risco na dívida soberana grega.
Falta saber quais os " acontecimentos não recorrentes ( DA GESTÃO, CLARO... ) " com os quais os restantes responsáveis se apresentarão perante os accionistas...
Em linguagem de gente aponta - se aqui por baixo o que ele quis dizer...
O responsável máximo do BPI, o senhor Fernando Ulrich " penitenciou - se " formalmente, ( porque sem consequências pessoais... ) do prejuízo de 200 milhões de euros pela sua má-gestão e dos seus pares, naturalmente, no investimento oportunista e de alto risco na dívida soberana grega.
Falta saber quais os " acontecimentos não recorrentes ( DA GESTÃO, CLARO... ) " com os quais os restantes responsáveis se apresentarão perante os accionistas...
quinta-feira, fevereiro 02, 2012
MAIS UMA SINGULARIDADE...
... ESSA, a do já chamado monopólio intelectual reclamado, da Ideia e do preço a pagar por quem dela, da Ideia do Outro, se aproveite, com todas as consequências, sejam elas morais, intelectuais, físicas, económicas, sociais, políticas, CIVILIZACIONAIS, em suma...
QUANTO devemos aos Gregos, aos Italianos, aos Portugueses, aos Fenícios, aos Persas, aos Árabes? Já lhes pagámos ( essa estória do Mercado - Tudo tem um preço... ) pela sua contribuição civilizacional?
Nós sabemos que os donos do MERCADO, fazem - nos pagar e bem pelos seus contributos civilizacionais; só lhes falta bloquear a capacidade libertária de quem das Ideias faz outro uso que não a mercantilista como a maior parte dos intelectuais do regime.
A massificação do conhecimento e do seu livre uso foi uma das armas da criação de uma cultura não-normalizada, contra - corrente, anti - conformista, capaz de se renovar e de inovar inscrita no - Saber é Poder - dos primórdios da revolução socialista capaz de criar uma consciência de classe outra perante os valores pragmáticos da burguesia e da aristocracia estrebuchante.
Eventualmente será essa "singularidade " transposta pelo « Anonymous » através desse espaço libertário e prenhe de conhecimentos e informação transmitidos gratuitamente e quando secretos, passíveis de desmascaramento, que o www.Abrupto.blogspot.com apoda de proto - comunismo com um sentido pejorativo inconfessado.
Fica a pergunta - Em que é que se distingue éticamente, em termos de utilidade pública, a actividade dos « Anonymous » e dos Media em geral?
QUANTO devemos aos Gregos, aos Italianos, aos Portugueses, aos Fenícios, aos Persas, aos Árabes? Já lhes pagámos ( essa estória do Mercado - Tudo tem um preço... ) pela sua contribuição civilizacional?
Nós sabemos que os donos do MERCADO, fazem - nos pagar e bem pelos seus contributos civilizacionais; só lhes falta bloquear a capacidade libertária de quem das Ideias faz outro uso que não a mercantilista como a maior parte dos intelectuais do regime.
A massificação do conhecimento e do seu livre uso foi uma das armas da criação de uma cultura não-normalizada, contra - corrente, anti - conformista, capaz de se renovar e de inovar inscrita no - Saber é Poder - dos primórdios da revolução socialista capaz de criar uma consciência de classe outra perante os valores pragmáticos da burguesia e da aristocracia estrebuchante.
Eventualmente será essa "singularidade " transposta pelo « Anonymous » através desse espaço libertário e prenhe de conhecimentos e informação transmitidos gratuitamente e quando secretos, passíveis de desmascaramento, que o www.Abrupto.blogspot.com apoda de proto - comunismo com um sentido pejorativo inconfessado.
Fica a pergunta - Em que é que se distingue éticamente, em termos de utilidade pública, a actividade dos « Anonymous » e dos Media em geral?
SINGULARIDADES...
Continua a campanha de derrube de Assad, com o comprometido apoio em módulo acéfalo e ribombante dos Media e comentaristas internacionais.
Síria está em guerra - civil desde a abertura das hostilidades ARMADAS entre os partidários do presidente sírio e os inimigos declarados do regime, dentro e fora do país.
Acontece que a carnificina só tem sido atribuída ao Poder e as acções dos insurgentes dirigidas pelo Exército Sírio Livre são apresentadas, QUANDO são relatadas, como cândidas manifestações de amor à liberdade e à democracia. As suas indignações não fazem vítimas, são meras bandeiras desfraldadas pela Paz universal... E isso agrada aos USA...
Uma pergunta me mói o juízo - Qual o país ocidental ou mundial que perante a ameaça da Ordem estabelecida não faria troar os canhões sobre revoltosos armados? QUAL???
Se o povo grego, por exemplo, pegar em armas, democráticamente, claro, como já o fez na sua história, para depôr o seu governo que paulatinamente, a mando do exterior, o conduz à miséria e ao infortúnio e levá - lo ao julgamento popular e eventualmente encarcerar os seus líderes actuais, qual seria o tom das nossas democráticas indignações? E isso agradaria aos USA?
Assad deve ser deposto? Porquê? Chavez deve ser deposto? Porquê? Ahmadinejad deve ser deposto? Porquê? Obama deve ser deposto? Porquê? ISSO agradaria aos USA, melhor, aos Standard &Poor'$, Fitch, Moody'$ e quejandos. O resto, tudo o resto é uma absurda mistificação para deleite de débeis mentais, os conscientes sub - predadores - , e os inconscientes.
Não há manifestação de protesto ocidental que não peça, últimamente, a cabeça dos seus líderes.... E então? Vamos armar os dissidentes, sufocados por tanta liberdade democrática e empurrá - los à chacina?
Há uma diferença entre esses líderes, dir - me - ão, e as manifestações desarmadas,( pacíficas é que nunca são ) e o berreiro são permitidas e... Há as famigeradas eleições... ( cujas conteúdos progamáticos se esgotam normalmente à boca das urnas ).
OK!...
Passos Coelho diz que CUSTE O QUE CUSTAR irá prosseguir o programa que, como susserano iluminado, traz por interposta directiva, na sua cabeça livre e democrática. Nós estamos a sentir diáriamente as consequências que uma mirífica projecção do seu futuro tem estado a provocar na saúde mental e física dos portugueses. Que consequências devamos tirar desse conhecimento? Pegar em armas? Há já quem o faça diáriamente, eventualmente em nome da sua sobrevivência e dos filhos...
Será que ISSO agradaria aos USA?
domingo, janeiro 29, 2012
EU JÁ DESCONFIAVA...
... ALIÁS, pensava que estava sózinho nas minhas ingenuidades humanistas...
" À medida que se envelhece vão morrendo os neurónios da ansiedade. A velhice traz liberdade " - Leonard Cohen.
Para quem, Cohen?
Citando a Pluma Caprichosa de Clara Ferreira Alves, que nos remete ao pensamento de um dos pensadores da desgraça global, a da indústria financeira, a da nova Máfia, de seu nome Mohamed A. El - Arian, que para nos proteger nos exige a miséria, para que percebamos que o futuro dos nossos filhos e netos está a ser hipotecado - de modo a autorizar outros sectores da sociedade a beneficiarem de um estilo de vida para além do que merecem - e que apodam de pintelhos as sobras, que restam do seu repasto demente, a quem vive do seu trabalho.
As palavras de Cohen soaram - me, para além da sua eventual verdade biológica, como um elogio à permanente ansiedade com que encaro a racionalidade envelhecida da GERONTOCRACIA que governa o planeta. A sua sombra tutelar tem sido um escárnio permanente à mudança geracional necessária que contaminada por uma longevidade, hoje quase obscena no desamparo com que confronta os seus excluídos, contrabandeia a evolução da espécie.
Quando o senhor El - Arian fala de trabalho sabemos bem a diferença que substancia ideológica e jurídicamente esse conceito quando o cotejamos com a sua essência no mundo operário, pequeno ou médio - burguês e qual o conceito de produção de riqueza que a alienação produtiva contrabandeia nos seus pressupostos como INVESTIDOR, ou a seu mando.
O que fazer desse conhecimento terá de ser uma obrigação de todos os que o possuem aos outros que desatentos ou manipulados se limitam a esperar que quem os trouxe a este limiar extremo de desafectação, os tire de lá, ancorados numa esperança vazia e paralizante, embalados no canto de sereia de um Media venal e de sub - predadores a mando.
Até lá, até ao despertar violento da nova geração com um programa, não só biológico e principalmente político mas também insurreccional, no sentido de apear a Brigada do Reumático que lhes trava o Futuro, resta a resistência dos humanistas...
" À medida que se envelhece vão morrendo os neurónios da ansiedade. A velhice traz liberdade " - Leonard Cohen.
Para quem, Cohen?
Citando a Pluma Caprichosa de Clara Ferreira Alves, que nos remete ao pensamento de um dos pensadores da desgraça global, a da indústria financeira, a da nova Máfia, de seu nome Mohamed A. El - Arian, que para nos proteger nos exige a miséria, para que percebamos que o futuro dos nossos filhos e netos está a ser hipotecado - de modo a autorizar outros sectores da sociedade a beneficiarem de um estilo de vida para além do que merecem - e que apodam de pintelhos as sobras, que restam do seu repasto demente, a quem vive do seu trabalho.
As palavras de Cohen soaram - me, para além da sua eventual verdade biológica, como um elogio à permanente ansiedade com que encaro a racionalidade envelhecida da GERONTOCRACIA que governa o planeta. A sua sombra tutelar tem sido um escárnio permanente à mudança geracional necessária que contaminada por uma longevidade, hoje quase obscena no desamparo com que confronta os seus excluídos, contrabandeia a evolução da espécie.
Quando o senhor El - Arian fala de trabalho sabemos bem a diferença que substancia ideológica e jurídicamente esse conceito quando o cotejamos com a sua essência no mundo operário, pequeno ou médio - burguês e qual o conceito de produção de riqueza que a alienação produtiva contrabandeia nos seus pressupostos como INVESTIDOR, ou a seu mando.
O que fazer desse conhecimento terá de ser uma obrigação de todos os que o possuem aos outros que desatentos ou manipulados se limitam a esperar que quem os trouxe a este limiar extremo de desafectação, os tire de lá, ancorados numa esperança vazia e paralizante, embalados no canto de sereia de um Media venal e de sub - predadores a mando.
Até lá, até ao despertar violento da nova geração com um programa, não só biológico e principalmente político mas também insurreccional, no sentido de apear a Brigada do Reumático que lhes trava o Futuro, resta a resistência dos humanistas...
sábado, janeiro 28, 2012
DA NÁUSEA...
... E do privilégio marcante e definidor dos carácteres que ainda a conseguem SENTIR e que lhes define a integridade ética, tive esta semana três exemplos, para não falar dos meus...
www.africaminha.blogspot.com verbera com incontida repulsa as palavras e a pose de uma antiga dirigente do PCP, de seu nome Zita Seabra, sobre o partido de que foi militante apreciada e da CGTP, com uma reescrita oportunista de lavagem ideológica, usada então, como roupagem ( outrora denunciada por Cunhal no seu - Radicalismo pequeno - burguês de fachada socialista - ) e fachada deletéria de falsas e cínicas convicções.
Miguel Sousa Tavares não aguenta a náusea que lhe causou a leitura de Manuel Maria Carrillo no DN de quinta feira, sobre o PS, sobre Sócrates, em palavras e opiniões que lamento não ter lido para assim reforçar uma opinião antiga, aqui emitida, sobre a mistificação que lhe acompanhava os textos críticos sobre o partido que lhe tinha dado alguma notoriedade mediática.
Henrique Monteiro, no Expresso de hoje e sob o título - Infelizes somos nós - comenta em virtual repugnância as lamúrias de Cavaco sobre os cortes nas suas pensões, num país que o teve 16 anos como seu líder político e que vai sendo paulatinamente empobrecido por um sistema repulsivo de vasos comunicantes que drena aos poucos que ainda não mendigam o que lhes sobra, para os empreendedores.
www.africaminha.blogspot.com verbera com incontida repulsa as palavras e a pose de uma antiga dirigente do PCP, de seu nome Zita Seabra, sobre o partido de que foi militante apreciada e da CGTP, com uma reescrita oportunista de lavagem ideológica, usada então, como roupagem ( outrora denunciada por Cunhal no seu - Radicalismo pequeno - burguês de fachada socialista - ) e fachada deletéria de falsas e cínicas convicções.
Miguel Sousa Tavares não aguenta a náusea que lhe causou a leitura de Manuel Maria Carrillo no DN de quinta feira, sobre o PS, sobre Sócrates, em palavras e opiniões que lamento não ter lido para assim reforçar uma opinião antiga, aqui emitida, sobre a mistificação que lhe acompanhava os textos críticos sobre o partido que lhe tinha dado alguma notoriedade mediática.
Henrique Monteiro, no Expresso de hoje e sob o título - Infelizes somos nós - comenta em virtual repugnância as lamúrias de Cavaco sobre os cortes nas suas pensões, num país que o teve 16 anos como seu líder político e que vai sendo paulatinamente empobrecido por um sistema repulsivo de vasos comunicantes que drena aos poucos que ainda não mendigam o que lhes sobra, para os empreendedores.
sexta-feira, janeiro 27, 2012
CRETINICES
Não encontro outra maneira de qualificar a imaturidade cívica e cultural dos bur(r)o - tecnocratas que hoje pontuam em todas as esferas do mando no planeta.
A displicência com que, em Portugal por exemplo, se está a encarar o simbólico na estrutura cultural do seu povo, as suas datas históricas, a sua coesão social num mundo cujas culturas formadoras e individualizantes se vão desvanecendo num pântano fétido chamado pomposamente Globalização, tem laivos de estupidificação alarmantes, pela coincidência (!!!???) de se realizar numa época de penúria e dissociação colectiva.
Matar o 5 de Outubro ou o 1º de Dezembro na memória dos portugueses sob o alibi da produtividade reflecte, mais do que um suborno ideológico, a arrogância da ignorância cívica que confunde as celebrações públicas com a interiorização histórica e a obrigação de a transmitir aos descendentes, festejando - os, em silêncio ou com foguetório.
A aleivosia tacanha continua manobrando irresponsàvelmente no espaço sem - alternativas criado e manipulado pelos princípios de desarticulação da DIFERENÇA, aqui, e cavalgando a ingenuidade hoje focada na sobrevivência, na vida do dia - a - dia, no resto do planeta.
Há uma dose de realidade à qual o humano aguenta. Quanto mais se carrega na sua capacidade de temporalização do encaixe das arremetidas dos realistas, dos pragmáticos, mais ténue se torna a digestão do real e mais violenta o seu repúdio.
A displicência com que, em Portugal por exemplo, se está a encarar o simbólico na estrutura cultural do seu povo, as suas datas históricas, a sua coesão social num mundo cujas culturas formadoras e individualizantes se vão desvanecendo num pântano fétido chamado pomposamente Globalização, tem laivos de estupidificação alarmantes, pela coincidência (!!!???) de se realizar numa época de penúria e dissociação colectiva.
Matar o 5 de Outubro ou o 1º de Dezembro na memória dos portugueses sob o alibi da produtividade reflecte, mais do que um suborno ideológico, a arrogância da ignorância cívica que confunde as celebrações públicas com a interiorização histórica e a obrigação de a transmitir aos descendentes, festejando - os, em silêncio ou com foguetório.
A aleivosia tacanha continua manobrando irresponsàvelmente no espaço sem - alternativas criado e manipulado pelos princípios de desarticulação da DIFERENÇA, aqui, e cavalgando a ingenuidade hoje focada na sobrevivência, na vida do dia - a - dia, no resto do planeta.
Há uma dose de realidade à qual o humano aguenta. Quanto mais se carrega na sua capacidade de temporalização do encaixe das arremetidas dos realistas, dos pragmáticos, mais ténue se torna a digestão do real e mais violenta o seu repúdio.
segunda-feira, janeiro 23, 2012
A PREVISÃO DO IMPROVÁVEL
Richard Lewinsohn ( 1894 - 1968 ) poderoso pensador alemão, num dos capítulos da sua obra SCIENCE, PROPHECY and PREDICTION, traduzido em português ( do Brasil ) por Revelação do Futuro, reflecte, com o título encimado, sobre a dificuldade inerente a tal desígnio...
E diz - " Nenhuma Língua possui, ai de nós, vocabulário suficiente e bem claro a este respeito. A Língua alemã é particularmente pobre sob este aspecto. Até o Francês, que oferece pelo menos duas expressões - provável e verosímil - em matéria de sinónimos empregados a propósito e a despropósito, indiferentemente, bem que a sua origem e o seu sentido sejam diferentes. A palavra « provável » provém da esfera moral; indica o que pode ser justificado, o que merece geral aprovação. A palavra « verosímil », pelo contrário, - assim como a palavra alemã « wahrscheinlich » que lhe corresponde exactamente quanto à formação etimológica - tem um carácter mais exterior, um subentendido céptico: a afirmação pode ser exacta mas não o é forçosamente - o que parece verdadeiro pode também não o ser "
E é com essas reservas que perante a reunião de hoje do Euro Grupo e pela lei de probabilidades objectivas referidas a páginas 231 da mesma obra, citando Keynes, não é VEROSÍMIL que saia outra coisa diferente da redundância tautológica daqueles neurónios em reflexão sobre os seus umbigos e suas iminentes importâncias auto - atribuídas.
É o que nos diz a nossa experiência desses últimos 3 anos de reuniões das cúpulas europeias...
E diz - " Nenhuma Língua possui, ai de nós, vocabulário suficiente e bem claro a este respeito. A Língua alemã é particularmente pobre sob este aspecto. Até o Francês, que oferece pelo menos duas expressões - provável e verosímil - em matéria de sinónimos empregados a propósito e a despropósito, indiferentemente, bem que a sua origem e o seu sentido sejam diferentes. A palavra « provável » provém da esfera moral; indica o que pode ser justificado, o que merece geral aprovação. A palavra « verosímil », pelo contrário, - assim como a palavra alemã « wahrscheinlich » que lhe corresponde exactamente quanto à formação etimológica - tem um carácter mais exterior, um subentendido céptico: a afirmação pode ser exacta mas não o é forçosamente - o que parece verdadeiro pode também não o ser "
E é com essas reservas que perante a reunião de hoje do Euro Grupo e pela lei de probabilidades objectivas referidas a páginas 231 da mesma obra, citando Keynes, não é VEROSÍMIL que saia outra coisa diferente da redundância tautológica daqueles neurónios em reflexão sobre os seus umbigos e suas iminentes importâncias auto - atribuídas.
É o que nos diz a nossa experiência desses últimos 3 anos de reuniões das cúpulas europeias...
sábado, janeiro 21, 2012
PURA CHANTAGEM
A ex - Presidente do PSD congratula - se com o que ela chama de responsabilidade, patriótica, claro, da UGT, pela assinatura da chamada Concertação Social. Eu daria outro nome ao desfecho protagonizado previsívelmente pela UGT; já nos habituou a essas responsabilidades patrioteiras em nome de males maiores...
" É melhor o mal inevitável em paz do que a guerra em troca de coisa nenhuma " , diz Manuela F. Leite e com ela TODOS os amorais pragmáticos deste mundo. Acontece que os danos provocados pelo pragmatismo escorreito dos Zés do planeta a braços com a sobrevivência tout - court, nem de longe se assemelham à amoralidade programática do Poder - são coisas completamente diferentes e metê - los no mesmo saco do entendimento prosaico é hipocrisia.
Tenho por mim que nenhum mal é inevitável a não ser as amorais manifestações da Natureza nos cataclismos e na mortalidade inexorável do humano.
Tudo o resto é evitável , até a Guerra, vista do ponto de vista da M.F.Leite, apesar de ela ter sido a catalizadora, em épocas de impasse e decadência intelectual, de mudanças evolutivas nas nações, como a História ocidental e mundial têm testemunhado.
Por outro lado, NENHUMA conquista social foi obtida de ânimo leve pela racionalidade governativa mas sim pelas necessidades, essas sim justificadamente pragmáticas, sociais das comunidades e sempre contra as reacções dos instalados, dos comodamente instalados em histórias acabadas por falta de alternativas que os debilitados, envelhecidos e conformistas neurónios demissionaram.
Essa dança patética à volta do umbigo na salvação de um sistema sem cura é deplorável, intelectualmente deplorável, por mais que os novos áugures da economia e finanças, substitutos rapaces da Política, estrebuchem com os números, deixando de fora das equações o factor humano.
É preferível a acção em troca de coisa nenhuma , que é o estado actual de resignação ao retrocesso civilizacional, que o mal maior do vérmico conformismo imbecilizante com que nos querem tatuar.
UMA HOMENAGEM...
... sincera de um bloguista ao senhor jornalista que reiteradamente me dá cabo dos posts, numa antecipação certeira, e para mim perturbante, na análise das coisas que nos acontecem. A razão de tanta coincidência no desmascaramento, fundamentado, racionalizado, històricamente enquadrado ( eu tento, pelo menos...) das acções políticas e não só, dos poderes da nossa praça, é - me uma desconcertante interrogação.
Eu não conheço o MST de parte alguma e ele nunca me viu mais gordo, nunca frequentámos as mesmas tertúlias e até ver, nunca me leu por aqui.
Suponho que a coincidência geracional e eventualmente as leituras e vivências pessoais que formataram a sua identidade terão tido o mesmo efeito em mim. Só pode ser isso... uma coincidência ambiental e cultural, justificada até pela ferocidade desportiva com que defende o seu FCP e eu o GLORIOSO.
A minha homenagem pelo seu trabalho como jornalista não é um afago narcísico e megalómano ( o contraditório ficará a cargo dos especialistas... ) por uma projecção oportunista do autor deste blogue; o meu ego está em paz comigo, a projecção da minha humanidade nos actos dos meus semelhantes é que não e daí a eventual megalomania, nas consciências conformistas, de que padecem os meus e definitivamente os seus reparos à narrativa comodista, conformista, decadente, irracional e por vezes estúpida que tem sido construída à volta e sob o alibi democrático e sem alternativas das soberanias actuais na Europa e no planeta em geral.
É que está TUDO em causa, nomeadamente a nossa Liberdade. Se isso não for razão válida de exigência de mudança o que será mais importante do que ela?
No arquivo ficam as minhas perguntas com que, já escritas, ia transpôr ( prefiro a pena antes do teclado...) para este espaço - ALGUÉM ACREDITA QUE...?
Eu não conheço o MST de parte alguma e ele nunca me viu mais gordo, nunca frequentámos as mesmas tertúlias e até ver, nunca me leu por aqui.
Suponho que a coincidência geracional e eventualmente as leituras e vivências pessoais que formataram a sua identidade terão tido o mesmo efeito em mim. Só pode ser isso... uma coincidência ambiental e cultural, justificada até pela ferocidade desportiva com que defende o seu FCP e eu o GLORIOSO.
A minha homenagem pelo seu trabalho como jornalista não é um afago narcísico e megalómano ( o contraditório ficará a cargo dos especialistas... ) por uma projecção oportunista do autor deste blogue; o meu ego está em paz comigo, a projecção da minha humanidade nos actos dos meus semelhantes é que não e daí a eventual megalomania, nas consciências conformistas, de que padecem os meus e definitivamente os seus reparos à narrativa comodista, conformista, decadente, irracional e por vezes estúpida que tem sido construída à volta e sob o alibi democrático e sem alternativas das soberanias actuais na Europa e no planeta em geral.
É que está TUDO em causa, nomeadamente a nossa Liberdade. Se isso não for razão válida de exigência de mudança o que será mais importante do que ela?
No arquivo ficam as minhas perguntas com que, já escritas, ia transpôr ( prefiro a pena antes do teclado...) para este espaço - ALGUÉM ACREDITA QUE...?
quarta-feira, janeiro 18, 2012
O CONFORTO E O COMODISMO...
... do primeiro ministro Passos Coelho incomodam - me. Essas duas palavras novas no léxico político do Governo e nomeadamente do seu responsável máximo têm aparecido com invulgar recorrência a pontuar o à - vontade de um político europeu ( deve ser caso único... ) a braços com uma crise sem perspectiva de saída, contida, manipulada pelas tautológicas equações dos rácios das agências de rating.
Conforto e comodismo a caracterizar uma burocrática subserviência a uma gestão exterior com laivos de desfasada aplicação taylorista no melífluo discurso parabenizante à responsabilidade e espírito de sacrifício dos que " abandonaram o espaço de conforto da reivindicação " em nome de um mal menor, de um pragmatismo insultuoso para o luxo dos idealistas, dos não - conformistas.
Paternalismo, Caridade, para os submissos e mão - forte para os dissonantes para quem a Crise não tem sido uma, na cínica avaliação dos danos colaterais, uma Oportunidade, mas sim um afunilamento inaceitável do Futuro, do progresso.
Passos Coelho é um político perigoso, com um homem- de - mão mais perigoso ainda - o sr. Relvas; o resto do Governo é formado por administrativos e alunos de sebenta. O seu parceiro da coligação, Paulo Portas, ocupado no enchimento do seu ego, deixou a Política a gestores de empresas e aos seus lacaios. Foi uma desilusão enorme...
Para quando o transporte desse desassossego que nos aflige, afligirá, já não sei, a maioria dos cidadãos para o conforto e comodismo daqueles para quem a crise tem sido uma oportunidade e não um travão às suas aspirações temporais, pelo contrário...
Conforto e comodismo a caracterizar uma burocrática subserviência a uma gestão exterior com laivos de desfasada aplicação taylorista no melífluo discurso parabenizante à responsabilidade e espírito de sacrifício dos que " abandonaram o espaço de conforto da reivindicação " em nome de um mal menor, de um pragmatismo insultuoso para o luxo dos idealistas, dos não - conformistas.
Paternalismo, Caridade, para os submissos e mão - forte para os dissonantes para quem a Crise não tem sido uma, na cínica avaliação dos danos colaterais, uma Oportunidade, mas sim um afunilamento inaceitável do Futuro, do progresso.
Passos Coelho é um político perigoso, com um homem- de - mão mais perigoso ainda - o sr. Relvas; o resto do Governo é formado por administrativos e alunos de sebenta. O seu parceiro da coligação, Paulo Portas, ocupado no enchimento do seu ego, deixou a Política a gestores de empresas e aos seus lacaios. Foi uma desilusão enorme...
Para quando o transporte desse desassossego que nos aflige, afligirá, já não sei, a maioria dos cidadãos para o conforto e comodismo daqueles para quem a crise tem sido uma oportunidade e não um travão às suas aspirações temporais, pelo contrário...
domingo, janeiro 15, 2012
A TACANHEZ CONSTRANGE - ME
Irresistível e incontrolável a marcha da mediocridade que atravessa hoje, verticalmente, as nações.
Descobrir, na pegada, também ela imparável, da Globalização moderna, os traços de carácter responsáveis por essa decadência civilizacional e nos veículos transportadores dessa uniformidade, anti - natural, anti- racional, anti - humana e dar - lhes um novo significado, uma outra interpretação, uma ética abordagem, à luz das " descobertas " que sobre os Outros hoje se tornou possível, será inevitàvelmente uma tarefa para a próxima geração, que só do caos hoje protagonizado por uma racionalidade infectada pela cupidez, conformismo, manipulação, niilismo e principalmente Estupidez, há - de surgir; e surgirá como contraponto a essa racionalidade por encomenda que hoje vigora triunfante nas esferas do Poder.
À Racionalidade ateia só uma religiosidade fundamentalista a poderá substituir, em triunfo, como ideia - não há outro posicionamento tão imune à corrupção racionalista, como reacção, do que este, pela suprema negação lógica transportada pela FÉ.
Longe de mim qualquer profetizante contaminação apocalíptica. Basta seguir os sinais que o rastreio histórico das civilizações triunfantes, hoje memórias, ( e foram quantas???...) deixaram na marcha do Sapiens sobre o planeta.
A Tacanhez deprime - me...
Portugal entristece - me... como só me poderia acontecer com um espaço que amo e habito em exigência...
Descobrir, na pegada, também ela imparável, da Globalização moderna, os traços de carácter responsáveis por essa decadência civilizacional e nos veículos transportadores dessa uniformidade, anti - natural, anti- racional, anti - humana e dar - lhes um novo significado, uma outra interpretação, uma ética abordagem, à luz das " descobertas " que sobre os Outros hoje se tornou possível, será inevitàvelmente uma tarefa para a próxima geração, que só do caos hoje protagonizado por uma racionalidade infectada pela cupidez, conformismo, manipulação, niilismo e principalmente Estupidez, há - de surgir; e surgirá como contraponto a essa racionalidade por encomenda que hoje vigora triunfante nas esferas do Poder.
À Racionalidade ateia só uma religiosidade fundamentalista a poderá substituir, em triunfo, como ideia - não há outro posicionamento tão imune à corrupção racionalista, como reacção, do que este, pela suprema negação lógica transportada pela FÉ.
Longe de mim qualquer profetizante contaminação apocalíptica. Basta seguir os sinais que o rastreio histórico das civilizações triunfantes, hoje memórias, ( e foram quantas???...) deixaram na marcha do Sapiens sobre o planeta.
A Tacanhez deprime - me...
Portugal entristece - me... como só me poderia acontecer com um espaço que amo e habito em exigência...
quinta-feira, janeiro 12, 2012
UM ACTO DE BARBÁRIE
A espécie humana, de pólo a pólo, de meridiano a meridiano é deveras singular e extraordinária na sua luta titânica entre os seus condicionalismos culturais e a sua razão biológica.
Anda na Internet um vídeo no qual se vêem quatro soldados americanos a urinar por cima de quatro cadáveres de guerrilheiros talibãs.
" Um acto de barbárie " - clama a chefia talibã, responsável pelo morticínio de milhares de inocentes através dos seus bombistas suicidas na sua luta contra a ocupação e pela manutenção da sua cultura.
" Qual o problema ? " - perguntará o cínico, se eles já estavam mortos...
Bem, no Ocidente e até ver no resto do planeta, a vandalização, a profanação de cadáveres, é TABU e condenável moral e juridicamente. Menos respeito há genèricamente pelos vivos; basta anexar - lhes um rótulo ao qual as nossas idiossincracias e os nossos ódios reajam em consonância. EXTRAORDINÁRIO!
É claro que a nossa moralidade exigirá a condenação dos culpados por esse acto " exposto " de algo que à nossa consciência foi ensinada a repudiar.
Não creio que do lado de lá surja alguma condenação parecida em situações similares...
E... sejamos honestos, as chefias militares e políticas americanas e a nossa consciência só condenaram ou espera - se que condenem os factos devido à sua EXPOSIÇÃO pública; caso contrário ficar - se - iam por outras considerações que deixo à imaginação...
Isto tudo deixa - nos aonde? No campo universal da Hipocrisia que se tornou uma característica definidora do humano. Quanto mais refinamento menos a carga simbólica da aversão que provocava outrora...
Anda na Internet um vídeo no qual se vêem quatro soldados americanos a urinar por cima de quatro cadáveres de guerrilheiros talibãs.
" Um acto de barbárie " - clama a chefia talibã, responsável pelo morticínio de milhares de inocentes através dos seus bombistas suicidas na sua luta contra a ocupação e pela manutenção da sua cultura.
" Qual o problema ? " - perguntará o cínico, se eles já estavam mortos...
Bem, no Ocidente e até ver no resto do planeta, a vandalização, a profanação de cadáveres, é TABU e condenável moral e juridicamente. Menos respeito há genèricamente pelos vivos; basta anexar - lhes um rótulo ao qual as nossas idiossincracias e os nossos ódios reajam em consonância. EXTRAORDINÁRIO!
É claro que a nossa moralidade exigirá a condenação dos culpados por esse acto " exposto " de algo que à nossa consciência foi ensinada a repudiar.
Não creio que do lado de lá surja alguma condenação parecida em situações similares...
E... sejamos honestos, as chefias militares e políticas americanas e a nossa consciência só condenaram ou espera - se que condenem os factos devido à sua EXPOSIÇÃO pública; caso contrário ficar - se - iam por outras considerações que deixo à imaginação...
Isto tudo deixa - nos aonde? No campo universal da Hipocrisia que se tornou uma característica definidora do humano. Quanto mais refinamento menos a carga simbólica da aversão que provocava outrora...
quarta-feira, janeiro 11, 2012
O MEU É MAIOR QUE O TEU...
IDIOTAS!
O Golfo Pérsico e... quem sabe, todo o Médio Oriente, ameaça abrir mais uma frente de guerra.
A fanfarronice iraniana ainda vai acabar muito mal para toda a região e para o Ocidente, que das coordenadas que lhe marcaram a designação e o desígnio lançou um novo olhar globalizante para o Oriente.
Irresistível, a provocação ao gendarme global e ao seu poderoso lobby político - militar, a possibilidade de baixar as calças e exibir os seus argumentos, marcando, desta vez definitivamente, mais um território com o crivo do CAOS, mortandade e cínica reconstrução. ZAZ! PAZ! CATRAPAZ!, que a racionalidade, a inteligência na procura de compreensão da natureza do Outro e lidar com ela civilizadamente, é uma chatice pegada.
Time is money e está - se a perder tempo demais, correcto?
O EVANGELHO DA DESGRAÇA
Vivemos em clima de guerra civil não declarada?
Essa parece ser a perspectiva de ontem do jornal " I ", a fazer jus aos seus títulos de primeira página.
AMEAÇA de CAOS no estado - bastonário dos médicos ATACA revisão da lei contra o fumo - 600 estivadores ATACAM exportações - João Jardim com a CORDA NO PESCOÇO - A Europa está a MATAR a sua galinha de ovos de ouro -
Para dizer a verdade, acho que é falta de imaginação, a que um bom dicionário de sinónimos daria soluções; mas ao abrir o jornal descobri que era o dia editorial do impagável sr. Ferreira. Estava tudo explicado... Por outro lado, não pude deixar de honestamente concordar genèricamente com o seu texto contra os chamados higieno - fascistas, que só poderia sair da pena de um fumador, como eu o sou, com toda a irracionalidade assumida sobre o que faço ao MEU corpo.
Um dia destes estão a tratar - nos como párias e apoderar - se - ão também do espaço da nossa liberdade, não só a formal como também a efectiva.
A Burocratização, a uniformização mental e comportamental, caminha, nas mãos de formiguinhas diligentes em passo acelerado pelo regresso à estúpida mentalidade de colmeia. Pôr o fumo, num planeta motorizado pela queima de combustíveis fósseis ao nível da poluição ambiental e castigá - lo socialmente, é demasiada cretinice, mesmo para os burrocratas. A sua preocupação com o mau estado eventual da minha saúde é - lhes uma OBRIGAÇÃO exigível por qualquer cidadão que contribui para ela. A preocupação com a minha saúde, assim como ao resto da minha vida é - intransmissível. Os decretos que aos poucos me querem, em detalhe, gerir a minha responsabilidade com os outros atribuem - me, em extensão e compreensão, as características dos seus autores. Como não faço parte dessa manada, sinto - me ofendido.
DON'T FUCK WITH MY JOB! - dizia em letras garrafais um colete de um estivador em greve.
Lamento, aviso, ameaça, seja o que, em essência foi dito aos decisores alerta - nos para a realidade PESSOAL de cada um dos cidadãos perante a complacência do resto do país que se está borrifando, com o eventual " É a vida... " com que sacudimos os ombros aliviados perante a desgraça alheia.
É que nenhum discurso patrioteiro, como agora está na moda, a pontuar a perda de milhões, a necessidade de sacrifícios em nome de um Bem Comum demoverá o sentimento dessa, agora sim, AMEAÇA individual que paira por cima da cabeça do cidadão trabalhador.
POR OUTRO LADO,
difícilmente veríamos o sr. Catroga com esses conflitos existenciais... Falou - se de um presumível conflito ético na sua nomeação como presidente do Conselho de Supervisão da EDP, uma empresa de cuja privatização se encarregou enquanto ministro - conselheiro e negociador com a troika no seu desmantelamento como empresa pública.
Conflito ético? Que raio de coisa é essa? Talvez o perceba melhor o estivador na sua obrigação assumida de prover a família em segurança e bem estar, em risco hoje, assim como aos milhares de compatriotas afastados dessa manada amoral para quem não há espaço para esta treta de Ética, reduzida a um livro de cheques.
Essa parece ser a perspectiva de ontem do jornal " I ", a fazer jus aos seus títulos de primeira página.
AMEAÇA de CAOS no estado - bastonário dos médicos ATACA revisão da lei contra o fumo - 600 estivadores ATACAM exportações - João Jardim com a CORDA NO PESCOÇO - A Europa está a MATAR a sua galinha de ovos de ouro -
Para dizer a verdade, acho que é falta de imaginação, a que um bom dicionário de sinónimos daria soluções; mas ao abrir o jornal descobri que era o dia editorial do impagável sr. Ferreira. Estava tudo explicado... Por outro lado, não pude deixar de honestamente concordar genèricamente com o seu texto contra os chamados higieno - fascistas, que só poderia sair da pena de um fumador, como eu o sou, com toda a irracionalidade assumida sobre o que faço ao MEU corpo.
Um dia destes estão a tratar - nos como párias e apoderar - se - ão também do espaço da nossa liberdade, não só a formal como também a efectiva.
A Burocratização, a uniformização mental e comportamental, caminha, nas mãos de formiguinhas diligentes em passo acelerado pelo regresso à estúpida mentalidade de colmeia. Pôr o fumo, num planeta motorizado pela queima de combustíveis fósseis ao nível da poluição ambiental e castigá - lo socialmente, é demasiada cretinice, mesmo para os burrocratas. A sua preocupação com o mau estado eventual da minha saúde é - lhes uma OBRIGAÇÃO exigível por qualquer cidadão que contribui para ela. A preocupação com a minha saúde, assim como ao resto da minha vida é - intransmissível. Os decretos que aos poucos me querem, em detalhe, gerir a minha responsabilidade com os outros atribuem - me, em extensão e compreensão, as características dos seus autores. Como não faço parte dessa manada, sinto - me ofendido.
DON'T FUCK WITH MY JOB! - dizia em letras garrafais um colete de um estivador em greve.
Lamento, aviso, ameaça, seja o que, em essência foi dito aos decisores alerta - nos para a realidade PESSOAL de cada um dos cidadãos perante a complacência do resto do país que se está borrifando, com o eventual " É a vida... " com que sacudimos os ombros aliviados perante a desgraça alheia.
É que nenhum discurso patrioteiro, como agora está na moda, a pontuar a perda de milhões, a necessidade de sacrifícios em nome de um Bem Comum demoverá o sentimento dessa, agora sim, AMEAÇA individual que paira por cima da cabeça do cidadão trabalhador.
POR OUTRO LADO,
difícilmente veríamos o sr. Catroga com esses conflitos existenciais... Falou - se de um presumível conflito ético na sua nomeação como presidente do Conselho de Supervisão da EDP, uma empresa de cuja privatização se encarregou enquanto ministro - conselheiro e negociador com a troika no seu desmantelamento como empresa pública.
Conflito ético? Que raio de coisa é essa? Talvez o perceba melhor o estivador na sua obrigação assumida de prover a família em segurança e bem estar, em risco hoje, assim como aos milhares de compatriotas afastados dessa manada amoral para quem não há espaço para esta treta de Ética, reduzida a um livro de cheques.
sábado, janeiro 07, 2012
SOBRE AS RELIGIÕES...
Recebi, em eco ao meu último post " EU PENSO QUE... " um e-mail/vídeo anónimo, contrapondo com o peso do academismo do Dr. Thomas Woods Jr., bacharel católico da Universidade de Harvard, os meus pontos de vista, muito soft, por acaso, sobre a incompatibilidade a prazo, dentro de um estado religioso ( a Lei religiosa como condutora política do estado ) entre a democracia e o fundamentalismo dogmático atrelado a qualquer religião expansionista, casos da religião católica e da religião islâmica.
A resistência do Islão perante a democratização prende - se exactamente com a consciência, não só histórica, ( testemunhada pela decadência irreversível do cristianismo, sim, os ritos permanecem assim como a superestrutura... ) mas também com a incontornabilidade de uma liberdade de culto ou ateísmo militante, filosófico ou prático, que a Democracia tem de, NECESSÁRIAMENTE, consagrar.
Em traços gerais, foi o que se pensou e se escreveu...
Qualquer confronto de ideias sobre as religiões, ( continuo a pensar enquanto escrevo, sem o coturno de uma cátedra, só com as minhas celulazinhas cerebrais... ) peca à partida pela introdução no debate de personagens paralizantes chamadas DEUS, ALLAH, IAVÉ, QWETZCOATL, MANITU, ORIXÁ, ODIN, BAAL, ZEUS, BUDA, KAHLI que matam logo aí, numa mistificação atroz a que os crentes chamam Fé, a discussão sobre os contributos, definitivamente importantes, que professantes, como Homens, trouxeram em TODOS os campos de evolução do SAPIENS. A Racionalidade e mesmo o bom-senso bem que tentaram afastá- los, debalde, do mundo dos humanos.
A lista dos NOTÁVEIS das superestruturas religiosas, DE QUALQUER UMA, é tão extensa como a dos seus DEMÓNIOS.
O bom senso aconselharia a não irmos por aí nessa discussão... que nenhum desses deuses provávelmente apadrinharia, SOB O RISCO DE DESCREDIBILIZAÇÃO.
Daí, quem sabe?
A resistência do Islão perante a democratização prende - se exactamente com a consciência, não só histórica, ( testemunhada pela decadência irreversível do cristianismo, sim, os ritos permanecem assim como a superestrutura... ) mas também com a incontornabilidade de uma liberdade de culto ou ateísmo militante, filosófico ou prático, que a Democracia tem de, NECESSÁRIAMENTE, consagrar.
Em traços gerais, foi o que se pensou e se escreveu...
Qualquer confronto de ideias sobre as religiões, ( continuo a pensar enquanto escrevo, sem o coturno de uma cátedra, só com as minhas celulazinhas cerebrais... ) peca à partida pela introdução no debate de personagens paralizantes chamadas DEUS, ALLAH, IAVÉ, QWETZCOATL, MANITU, ORIXÁ, ODIN, BAAL, ZEUS, BUDA, KAHLI que matam logo aí, numa mistificação atroz a que os crentes chamam Fé, a discussão sobre os contributos, definitivamente importantes, que professantes, como Homens, trouxeram em TODOS os campos de evolução do SAPIENS. A Racionalidade e mesmo o bom-senso bem que tentaram afastá- los, debalde, do mundo dos humanos.
A lista dos NOTÁVEIS das superestruturas religiosas, DE QUALQUER UMA, é tão extensa como a dos seus DEMÓNIOS.
O bom senso aconselharia a não irmos por aí nessa discussão... que nenhum desses deuses provávelmente apadrinharia, SOB O RISCO DE DESCREDIBILIZAÇÃO.
Daí, quem sabe?
quinta-feira, janeiro 05, 2012
QUEM DIRIA...
D. Manuel Clemente, bispo do Porto
" O fanatismo próximo do fantasmagórico toma o imaginário pelo real as fantasias pela verdade... "
Barão de Holbach ( 1723 -1789 )
" Se derivarmos as nossas ideias de Deus da natureza das coisas, onde se encontra uma mistura de bem e de mal, este Deus, conforme o bem e o mal que experimentamos, naturalmente nos parece caprichoso, inconstante, umas vezes bom, outras velhaco, e desta forma, em vez de inspirar o nosso amor, pode apenas gerar suspeição, medo e incerteza nos nossos corações. Não há diferença alguma entre a Religião natural e a mais sombria e servil superstição. Se o Teísta apenas vê Deus pelo lado bonito, o supersticioso olha - O pela face mais medonha. A loucura de um é alegre, a do outro é lúgubre: mas ambas delirantes... "
De que Real falarão esses dois senhores? E de qual verdade? A do obscurantismo teológico, a da natureza humana? Aonde pára a fantasia?
quarta-feira, janeiro 04, 2012
EU PENSO QUE...
Qualquer tipo de democracia a nascer no Islão, como espaço de fé religiosa, terá como modelo a república iraniana.
Qualquer compatibilização, que de boa ou má- fé se tente criar entre uma religião expansionista como o foram a cristã outrora ou o islamismo de então e hoje, e a democracia, acabará mal.
A História ocidental lembra - nos a sua época das trevas do domínio da Cristandade sobre os povos e as nações e a sua posterior libertação em dignidade, liberdade e racionalidade pelos iluministas. Hoje o cristianismo sobrevive por força da separação imposta pela liberdade de culto pelos Estados democratizados e ao seu deliberado low profile na arregimentação das almas sob o risco de se reduzir a um epifenómeno social.
Não poderá haver compatibilidade entre o Islão e a Democracia. O seu funcionamento a par, a existir, levará fatalmente ao desaparecimento de um ou outro por um processo natural de bom senso pela parte do lado democrático ou violentamente por parte do Islão, sempre que as evoluções caminhem no sentido adverso aos seus dogmas.
O Islão consagra a repressão das mulheres, dos não - crentes e dos infiéis. A Democracia é liberdade para todos os cidadãos, do culto e do ateísmo.
A ilusão do Poder ocidental que tem reduzido a democracia à sua expressão mais simples, traduzida em eleições, acredita que esta fórmula de controlo das suas nações e as dos Outros liberalizará as suas relações comerciais com o Islão, melhor, com o seu petróleo, na vã esperança da maleabilidade dos moderados que fatalmente chegarão ao poder, esquecendo - se que o islamismo é um elemento essencial de unidades nacionais entre os milhares de tribos que compõem o mundo islamizado e que prevalecerá sempre que os Guardiões da Fé tiverem de decidir. E como se vê no Irão DECIDEM, ANTES E APÓS AS ELEIÇÕES, que as há para TODOS os órgãos do Poder. Não poderá haver, aparentemente, nada mais democrático. As diferenças com as democracias ocidentais seriam de pormenor se não se desse essa circunstancialidade de que eles decidem em nome de Alá e nós já matámos o nosso Deus e o seu substituto - a Racionalidade - não tem sido iluminada por NADA a não ser a Ciência. O resto é escuridão, no Ser, do Ser e para o Ser.
Mais vale acreditar em Deus, não vá dar - se o caso de ele se chamar Alá...
Qualquer compatibilização, que de boa ou má- fé se tente criar entre uma religião expansionista como o foram a cristã outrora ou o islamismo de então e hoje, e a democracia, acabará mal.
A História ocidental lembra - nos a sua época das trevas do domínio da Cristandade sobre os povos e as nações e a sua posterior libertação em dignidade, liberdade e racionalidade pelos iluministas. Hoje o cristianismo sobrevive por força da separação imposta pela liberdade de culto pelos Estados democratizados e ao seu deliberado low profile na arregimentação das almas sob o risco de se reduzir a um epifenómeno social.
Não poderá haver compatibilidade entre o Islão e a Democracia. O seu funcionamento a par, a existir, levará fatalmente ao desaparecimento de um ou outro por um processo natural de bom senso pela parte do lado democrático ou violentamente por parte do Islão, sempre que as evoluções caminhem no sentido adverso aos seus dogmas.
O Islão consagra a repressão das mulheres, dos não - crentes e dos infiéis. A Democracia é liberdade para todos os cidadãos, do culto e do ateísmo.
A ilusão do Poder ocidental que tem reduzido a democracia à sua expressão mais simples, traduzida em eleições, acredita que esta fórmula de controlo das suas nações e as dos Outros liberalizará as suas relações comerciais com o Islão, melhor, com o seu petróleo, na vã esperança da maleabilidade dos moderados que fatalmente chegarão ao poder, esquecendo - se que o islamismo é um elemento essencial de unidades nacionais entre os milhares de tribos que compõem o mundo islamizado e que prevalecerá sempre que os Guardiões da Fé tiverem de decidir. E como se vê no Irão DECIDEM, ANTES E APÓS AS ELEIÇÕES, que as há para TODOS os órgãos do Poder. Não poderá haver, aparentemente, nada mais democrático. As diferenças com as democracias ocidentais seriam de pormenor se não se desse essa circunstancialidade de que eles decidem em nome de Alá e nós já matámos o nosso Deus e o seu substituto - a Racionalidade - não tem sido iluminada por NADA a não ser a Ciência. O resto é escuridão, no Ser, do Ser e para o Ser.
Mais vale acreditar em Deus, não vá dar - se o caso de ele se chamar Alá...
domingo, janeiro 01, 2012
2012
Começa hoje um novo ano e a ESTUPIDEZ de uns caminha a par com a leonina e predatória boçalidade de outros.
A mudança só acontecerá quando as vítimas, cansadas de tanto " correr ", resolverem enfrentar com a sua força - o Número, a multitude, os predadores. Essa é a lição da Natureza quando se reduz o real à SOBREVIVÊNCIA. Os artificialismos culturais apoderados e manipulados pelos poderes valem NADA perante a VIDA, pessoal e intransmissível, quando as regras do contrato social que permitiram o respeito à liberdade e à propriedade do Outro são contrabandeadas por uma lógica de dominação aberrante e irracional.
É que não há NENHUM PAÍS NO MUNDO, melhor, nenhum poder instalado, que não possa ser removido quando, à bovina resignação se oponha a exigência do cumprimento das regras que permitiram a existência do social, da comunidade, equilibrada pela distribuição justa dos ganhos que esse impasse civilizacional permite.
A falência civilizacional prende - se à batota manipuladora das consciências por parte de uma venal apropriação do Poder em vigência, em qualquer parte do mundo, de uma negatividade individual, biológica, de cada um de nós perante o colectivo, produto de uma herança milenar a que se tentou opôr -se racionalmente com os conhecimentos então adquiridos.
A demissão, burguesa e elitista, que num espaço globalizado pelo (re)conhecimento dos Iluministas do planeta como o Real habitável de TODAS as teorias do Ser e do Ter, tem sido traduzida pela nova (!!!!????) Ordem, numa estúpida arregimentação das diferenças que a Terra criou nos seres que a habitam, numa interpretação provinciana, patética, criminosa, ( pelas consequências...) e tem sido a marca de água de uma decadência intelectual que impotente perante a imperfeição interpretada do Homem, redu -lO à sua condição primeva.
Não interessa o nome com o qual se irá classificar estes tempos; o prenúncio de uma nova interrogação já aí está, inscrito nos astros...
Viva o Futuro!
A mudança só acontecerá quando as vítimas, cansadas de tanto " correr ", resolverem enfrentar com a sua força - o Número, a multitude, os predadores. Essa é a lição da Natureza quando se reduz o real à SOBREVIVÊNCIA. Os artificialismos culturais apoderados e manipulados pelos poderes valem NADA perante a VIDA, pessoal e intransmissível, quando as regras do contrato social que permitiram o respeito à liberdade e à propriedade do Outro são contrabandeadas por uma lógica de dominação aberrante e irracional.
É que não há NENHUM PAÍS NO MUNDO, melhor, nenhum poder instalado, que não possa ser removido quando, à bovina resignação se oponha a exigência do cumprimento das regras que permitiram a existência do social, da comunidade, equilibrada pela distribuição justa dos ganhos que esse impasse civilizacional permite.
A falência civilizacional prende - se à batota manipuladora das consciências por parte de uma venal apropriação do Poder em vigência, em qualquer parte do mundo, de uma negatividade individual, biológica, de cada um de nós perante o colectivo, produto de uma herança milenar a que se tentou opôr -se racionalmente com os conhecimentos então adquiridos.
A demissão, burguesa e elitista, que num espaço globalizado pelo (re)conhecimento dos Iluministas do planeta como o Real habitável de TODAS as teorias do Ser e do Ter, tem sido traduzida pela nova (!!!!????) Ordem, numa estúpida arregimentação das diferenças que a Terra criou nos seres que a habitam, numa interpretação provinciana, patética, criminosa, ( pelas consequências...) e tem sido a marca de água de uma decadência intelectual que impotente perante a imperfeição interpretada do Homem, redu -lO à sua condição primeva.
Não interessa o nome com o qual se irá classificar estes tempos; o prenúncio de uma nova interrogação já aí está, inscrito nos astros...
Viva o Futuro!
terça-feira, dezembro 27, 2011
NARCISO DO MEU ÓDIO...
... E VÓS TAMBÉM, NOJENTOS DA POLÍTICA
que explorais, eleitos, o Patriotismo!
Maquereaux da Pátria que vos pariu ingénuos
e vos amortalha infames!
E vós também, pindéricos jornalistas
que fazeis cócegas e outras coisas
à opinião pública!
E tu também rebento fardado:
Futrifica - te espantalho engalonado,
apeia - te das patas de barro,
larga a espada de matar
e põe o penacho no rabo!
Ralha - te mercenário, asceta da Crueldade!
Espuma - te no chumbo da tua valentia!
Agoniza - te Milhafoles armado!
Desuniversaliza - te da doutorança da chacina,
da ciência da matança!
Groom fardado da Negra,
pária da Velha!
Encaveira - te nas esporas, luzidias de seres fera!
Despe - te da farda,
desenfia - te da Impostura, e põe - te nu, ao léu
que ficas desempregado!
Acouraça - te de senso,
vomita de vez o morticínio,
enche o pote de raciocínio,
aprende a ler corações,
que há muito mais a fazer
do que fazer (TRAVAR , perdoa - me Almada!...) revoluções! ( é que os tempos são outros... )
... E tu, meu rotundo e pançudo - sanguessuga,
meu desacreditado burguês apinocado
da rua dos bacalhoeiros do meu ódio
co'a Felicidade em casa a servir aos dias!
tu tens em teu favor a glória fácil
igual à de outros tantos teus pedaços
que andam desajuntados neste Mundo,
desde a invenção do mau cheiro,
a estorvar o asseio geral.
Que mais penso em ti, mais tenho fé e creio
que Deus perdeu de vista o Adão de barro
e com pena fez outro de bosta de boi
por lhe faltar o barro e a inspiração!
E enquanto este Adão dormia
os ratos roeram - lhe os miolos,
e das caganitas nasceu a Eva burguesa!
...
... Olha para ti!
Se te não vês, concentra - te, procura - te!
Encontrarás primeiro o alfinete
que espetaste na dobra do casaco,
e depois não percas o sítio,
porque estás decerto ao pé do alfinete.
Espeta - te nele para não te perderes de novo,
e agora observa - te!
Não te escarneças! Acomoda - te em sentido!
Não odeies ainda que ainda agora começaste!
Enjoa - te no teu nojo, mastodonte!
Indigesta - te na palha dessa tua civilização!
Desbesunta - te dessa vermência!
Destapa a tua decência, o teu imoral pudor!
Albarda - te em senso! Estriba - te em Ser!
Limpa - te do cancro amarelo e podre!
Do lazareto de seres burro!
Desatrela - te do cérebro-carroça!
Desata o nó cego da vista!
Desilustra - te, descultiva - te, despole - te,
que mais vale ser animal que besta!
Deixa antes crescer os cornos que outros adornos da civilização!...
Almada Negreiros - excertos, abusivamente retirados, do Narciso do meu Ódio de Almada Negreiros
Que querem? Não estou nos meus dias...
sábado, dezembro 24, 2011
O " Almeida - Mor do Reino "
" Portugal precisa de uma boa vassourada " - tal é a exigência do sr. António Ribeiro Ferreira ontem, hoje, no " I ", como anteontem, como sempre, nos jornais que lhe sustentam a prosa reaccionária, salazarenta e bafienta.
Para esse senhor, Portugal ainda vive prisioneiro dos sindicatos e de mitos ( sic ) como o da concertação social..., cito, e que essa ralé sindicalizada deveria ser toda arrebanhada ( ai que saudades do Velho, não é Ferreira? ) e posta a trabalhar numa democrática requisição civil.
Para o sr. Ferreira, as greves não deveriam incomodar ninguém, nomeadamente o seu nariz aristocrático e o espaço entre as suas orelhas e se pudesse acabava com elas numa decidida vassourada.
É pena que tanto zelo faxineiro não possa ser aproveitado por nenhuma Câmara municipal, nomeadamente nos dias em que os seus empregados de limpeza, incomodados com tanto mau cheiro com que certas luminárias empestam o ar, se afastam por umas horas do seu trabalho.
Fica aqui a sugestão da sua requisição civil para quando necessário...
É gente desta fibra patrioteira que o País precisa, não é?
quinta-feira, dezembro 22, 2011
ONDE PÁRA O CINISMO?
A Coreia do Norte chora em prantos a morte do seu líder mui amado e provoca no Ocidente uma vaga de cepticismo sobre a possibilidade de em qualquer outra parte do mundo acontecer tão inacreditável manifestação de pesar pela morte do principal responsável da governação...
Do que isso nos diz sobre a nossa circunstancialidade desafectiva de incapacidade de compreensão empática dessa , para nós, despudorada manifestação pública de pesar pelo desaparecimento de um líder político, sem a referenciar como uma ópera bufa, também ela despudoradamente ensaiada, um reflexo contundente de como se manifesta sobre os povos o poder da lavagem cerebral e o medo induzido pela repressão, seja ela fascista, comunista, religiosa, cultural, financeira, económica ou...DEMOCRÁTICA, quando ela se nos apresenta, não necessáriamente com a face da Morte como em outras paragens, mas com a desconjuntividade oclusa de NÃO HÁ ALTERNATIVAS no OU...., OU reaccionário e tendencialmente autocrático que nos marca hoje o percurso histórico, é que há uma reflexão a fazer, sobre nós e sobre os outros.
Claro que seria impossível, ensaiada ou não, assistir, por enquanto, nas sociedades ocidentais esse tipo de pranto, por razões óbvias...
terça-feira, dezembro 20, 2011
RESERVAS...
Muito DIFICILMENTE comentarei o que diz, pensa e faz este senhor, a quem nunca compraria um carro usado, sem cair nos braços da Justiça.
Se alguma vez tiver de comentar o que ele diz, pensa e faz, terei de usar de toda a minha civilidade para não cair no insulto.
Daí a ausência forçada de opiniões sobre ele...
Virá tempo...
PAZ COM A HISTÓRIA?
O ministro da Defesa, José Aguiar Branco, afirmou ontem, segundo o jornal " I ", que, cito, " Portugal vive mal com o tema da guerra colonial... e que é preciso fazer a paz com a História "
Eu quero crer que ele se refere à estória em vez da História, coisas completamente diferentes. É que a História regista os factos; os historiadores e os interpretadores trazem à nossa memória a sua visão racionalizada, quero crer, se não seriam meras opiniões, do que, na mais das vezes, conheceram em segunda ou terceira mão.
Só as estórias do conflito continuam ainda a alimentar em desassossego algumas almas. A História, essa, registou um passado, cujas recordações traumáticas atira aos que como eu, lá estiveram, para outro campo de análise.
Ora, isso é o campo da Psicologia e, ressalvando as consequências que sobre fracas almas provocou, tudo isso já é PASSADO. Basta perguntar aos angolanos, aos guinéus e aos moçambicanos e, eventualmente a alguns caboverdianos que ou de um lado ou doutro lá estiveram o que pensam da angústia existencial ( cinismo à parte...) do Ministro - a resposta seria uma gargalhada bem - disposta.
É também a minha...
segunda-feira, dezembro 19, 2011
PAULO BENTO
O actual seleccionador nacional da equipa portuguesa deu uma entrevista à " ÚNICA " do Expresso e falou, de si e dos outros.
Sobre o seu perfil psicológico desvendou, ou melhor, reforçou o que, leigos ma non troppo, como eu já sabiam...
" Dou máxima liberdade, exijo máxima responsabilidade " - diz ele... Acontece que essa máxima EDUCATIVA tem as suas virtudes no relacionamento pais/filhos e é completamente improcedente e releva de uma arrogância e autoritarismo evidente na relação entre adultos pela projecção pessoal e impertinente de um cargo hierárquico na interpretação do que é liberdade e responsabilidade para o Outro.
Sem renegar o papel de gestor/organizador que lhe cabe no funcionamento, TÉCNICO e não formador, de um grupo de homens adultos e responsáveis ( chegaria a maneira como geriram as suas carreiras profissionais...), não lhe devia caber, por uma questão de respeito, o papel de mestre-escola com que ele costuma pontuar a sua posição de TREINADOR TÉCNICO E... MAIS NADA.
A discordância, a queixa, o arrufo, as birras, a competitividade, dentro de uma equipa de futebol faz parte do seu normal funcionamento, mormente com as escolhas do seu técnico.
Saber gerir, sem juízos de carácter, os campeões na sua profissão, não é para qualquer um. Poucos o sabem fazer e Paulo Bento, se não fossem os circunstancialismos que rodearam a sua formação como homem, deveria sentir isso.
A questão que se põe quando se confunde o falar claro e ser frontal com falsas consciências não tem nada a ver com verdades e mentiras; o insulto, o autoritarismo, a ignorância,o ressabiamento, a mentira, as más decisões, por exemplo, também podem ter essas características, aparentemente virtuosas para Bento, sem deixarem de ser condenáveis, em juízo.
VIVA A SELECÇÃO NACIONAL! FORÇA RAPAZES!
domingo, dezembro 18, 2011
Da História moderna...
... após o decreto terminal da morte das Grandes narrativas resta um olhar apaziguador, comprometido, com o seu fim, de que a derrocada do experimentalismo soviético deu um grande empurrão com a incapacidade de conciliação da liberdade política com a construção de um estado TENDENCIALMENTE justo, afrontando os seus representantes com o cumprimento do compromisso que esteve na matriz da construção das comunidades, nações, estados - o equilíbrio das forças em presença em vez da lei - do - mais - forte.
Sobre o papel conformista e demissionário, pelo menos no que à sua componente científica diria respeito, dos historiadores modernos, após a derradeira tentativa falhada na ex- URSS, diz Peter Sloterdijk in Palácio de Cristal - .... por fim torna -se necessário pôr em prática um pensamento com uma configuração totalmente diferente - um discurso sobre as coisas históricas discreto, polivalente, não totalizador, mas, antes do mais, ciente da circunstancialidade das suas perspectivas.... E conclui ...- Nesta concepção, tudo é correcto, até à conclusão final, que quase sempre aponta para a direcção falsa, de RESIGNAÇÃO. ( sublinhado meu...)
O perigo do que ele chama precipitação na análise, necessáriamente circunstancial do historiador que escreve sobre a pressão dos factos e do calendário é evidente, pela distorção, quase sempre anexada a uma visão pessoal e comprometida com os factos decorrentes e a funcionar em velocidades tão pouco históricas.
Tudo isso veio - me à lembrança e como leigo deixo a minha apreciação sobre o desapreço do historiador moderno Dr. Rui Ramos sobre a escolha por parte da revista TIME, do Protester ( contestatário ) como personalidade do Ano.
O historiador faz uma distinção apressada entre o contestatário da chamada Primavera árabe e o contestatário europeu com uma, também denunciada linearidade por parte de Sloterdijk, distinção legitimada ( fantástica a nuance...) dos contestatários árabes, que na visão do historiador afrontam uma ditadura em nome de uma democracia ( vulgo, eleições... ) enquanto o contestatário europeu, já a viver uma democracia, só tem de se resignar às consequências incontroladas do seu voto e ponto final e não per der o seu tempo a tentar MELHORAR o que nítidamente fede por todos os lados, num mero hedonismo de protesto, útil para alimentar os circos mediáticos ocidentais ( cito ), quando o que se pretende é discrição absoluta na estratégia do derrube e demolição de uma conquista civilizacional - o Estado Social.
Confesso que não soube exactamente como lidar com o texto e de quem estava a discordar, se do político, do comentador ou do historiador. O que eu sei é que o medo é muito grande e há razões para isso. Por enquanto, os sindicatos estão a fazer o papel controlador que lhes está na matriz..., porém não me admirava que da desobediência civil pacífica que tarda, se parta para uma escalada menos hedonista...
Os conselhos paternalistas, amestrantes, dentro em pouco de nada valerão àqueles a quem se aponta o caminho do exílio, porque não terão nada a perder, pelo contrário...
CUIDEM - SE!
Sobre o papel conformista e demissionário, pelo menos no que à sua componente científica diria respeito, dos historiadores modernos, após a derradeira tentativa falhada na ex- URSS, diz Peter Sloterdijk in Palácio de Cristal - .... por fim torna -se necessário pôr em prática um pensamento com uma configuração totalmente diferente - um discurso sobre as coisas históricas discreto, polivalente, não totalizador, mas, antes do mais, ciente da circunstancialidade das suas perspectivas.... E conclui ...- Nesta concepção, tudo é correcto, até à conclusão final, que quase sempre aponta para a direcção falsa, de RESIGNAÇÃO. ( sublinhado meu...)
O perigo do que ele chama precipitação na análise, necessáriamente circunstancial do historiador que escreve sobre a pressão dos factos e do calendário é evidente, pela distorção, quase sempre anexada a uma visão pessoal e comprometida com os factos decorrentes e a funcionar em velocidades tão pouco históricas.
Tudo isso veio - me à lembrança e como leigo deixo a minha apreciação sobre o desapreço do historiador moderno Dr. Rui Ramos sobre a escolha por parte da revista TIME, do Protester ( contestatário ) como personalidade do Ano.
O historiador faz uma distinção apressada entre o contestatário da chamada Primavera árabe e o contestatário europeu com uma, também denunciada linearidade por parte de Sloterdijk, distinção legitimada ( fantástica a nuance...) dos contestatários árabes, que na visão do historiador afrontam uma ditadura em nome de uma democracia ( vulgo, eleições... ) enquanto o contestatário europeu, já a viver uma democracia, só tem de se resignar às consequências incontroladas do seu voto e ponto final e não per der o seu tempo a tentar MELHORAR o que nítidamente fede por todos os lados, num mero hedonismo de protesto, útil para alimentar os circos mediáticos ocidentais ( cito ), quando o que se pretende é discrição absoluta na estratégia do derrube e demolição de uma conquista civilizacional - o Estado Social.
Confesso que não soube exactamente como lidar com o texto e de quem estava a discordar, se do político, do comentador ou do historiador. O que eu sei é que o medo é muito grande e há razões para isso. Por enquanto, os sindicatos estão a fazer o papel controlador que lhes está na matriz..., porém não me admirava que da desobediência civil pacífica que tarda, se parta para uma escalada menos hedonista...
Os conselhos paternalistas, amestrantes, dentro em pouco de nada valerão àqueles a quem se aponta o caminho do exílio, porque não terão nada a perder, pelo contrário...
CUIDEM - SE!
AOS ESQUECIMENTOS CONVENIENTES...
... Que aos portugueses desatentos foram trazidos à sua lembrança, por M.Sousa Tavares no Expresso de ontem, convém um cotejo comparativo com o que nesse mesmo semanário tem sido dito e redito por esse poço de ódio e manipulação rasteira que, ao mesmo tempo que esconde os factos, insiste em bolsar estados de alma sobre o carácter de quem o ignorou e ignora - José Sócrates.
Miguel S.Tavares escreve sobre factos e sobre a injustiça das aleivosias interpretativas que sobre eles se escondem nos ataques rasteiros que semanalmente o Sr.Crespo nos traz nesse jornal, como o faz o sr. Ferreira no " I ".
Da compreensão do que faz um e fazem outros como esses dois, está a diferença entre duas maneiras de encarar o papel de um jornalista.
Eu cá prefiro a honradez de M.S.T.
Miguel S.Tavares escreve sobre factos e sobre a injustiça das aleivosias interpretativas que sobre eles se escondem nos ataques rasteiros que semanalmente o Sr.Crespo nos traz nesse jornal, como o faz o sr. Ferreira no " I ".
Da compreensão do que faz um e fazem outros como esses dois, está a diferença entre duas maneiras de encarar o papel de um jornalista.
Eu cá prefiro a honradez de M.S.T.
sábado, dezembro 17, 2011
DA LEVEZA MÓRBIDA DO SER....
....E da desafectação, que num espaço tão exíguo como o é o ambiente familiar, e o modo como ela se compraz em mesquinhas atitudes de desamor que só a empatia concordante e cúmplice universaliza, deixo - me transportar adivinhante, para cada um dos espaços familiares do país que habito, em mágoa de estupor e pasmo...
A ser verdade a transliteração, não me sobra uma gota de mágoa pelo ser desviante que eu sou, habitante desse espaço que tento moralizar em decência, que o afecto, por mais que me digam o contrário é coisa de inteligência, pelo menos para os adultos racionais.
Deveria estar a lamentar mas racionalizo já que é condição que me protege de qualquer tipo de sofrimento, vindo de onde venha, da mesquinhez, da estupidez, do pasmo e infantilidade emocional do Outro que, em qualquer situação, habita o MEU universo.
Impossível o RESGATE contrabandeado da minha essência de Homem, IMPOSSÍVEL!
Da outra impossibilidade que seria a sua corrupção, nem a morte, com a sua carga de esquecimento, apagaria uma narrativa que comigo se irá, incorrupta, e que nunca deixou de me pertencer, para além das leituras outras...
EU FUI, SOU E SEREI LIVRE..., para além das interpretações que qualquer Ser vivo faça sobre esse corpo e espírito, que habito respeitosamente...
A ser verdade a transliteração, não me sobra uma gota de mágoa pelo ser desviante que eu sou, habitante desse espaço que tento moralizar em decência, que o afecto, por mais que me digam o contrário é coisa de inteligência, pelo menos para os adultos racionais.
Deveria estar a lamentar mas racionalizo já que é condição que me protege de qualquer tipo de sofrimento, vindo de onde venha, da mesquinhez, da estupidez, do pasmo e infantilidade emocional do Outro que, em qualquer situação, habita o MEU universo.
Impossível o RESGATE contrabandeado da minha essência de Homem, IMPOSSÍVEL!
Da outra impossibilidade que seria a sua corrupção, nem a morte, com a sua carga de esquecimento, apagaria uma narrativa que comigo se irá, incorrupta, e que nunca deixou de me pertencer, para além das leituras outras...
EU FUI, SOU E SEREI LIVRE..., para além das interpretações que qualquer Ser vivo faça sobre esse corpo e espírito, que habito respeitosamente...
D' os GUARDA -LIVROS...
... e dos contornos de uma assumpção culposa do direito de ser feliz se faz hoje a história dos povos mediterrânicos, armadilhados por uma visão mítica e mistificadora do mundo por parte de uma cultura glaciar onde de há muito se desvaneceu, numa fria e sistemática racionalização existencialista, a narrativa do humano na plenitude de todas as suas aspirações terrenas ao direito de ser o condutor da sua própria história.
O amestramento condutor do que se considera vil e irresponsável, ocupante de um edénico espaço matriciador, fede a inveja da capacidade do gozo da Vida nas suas potencialidades AQUI e AGORA, por parte de um conjunto de nações que ao NADA existencial já há muito descobriram a resposta terrena.
Descobrir hoje nesse espaço comportamentos miméticos e descaracterizados por parte dos seus habitantes releva de uma esquizofrénica aculturação que a massificação tendencialmente globalizante tende a impôr culturalmente, BUROCRATIZANDO, não sòmente os líderes colaboracionistas mas também a sua classe média, assustando - a com a perca dos " privilégios " patrimoniais obtidos. Cria - se uma cínica cumplicidade efectiva que os braços caídos testemunham.
" GOVERNO LANÇA PACOTE DE REFORMAS MAS ESPERA FORTE CONTESTAÇÃO " - titula o Expresso
E eu acrescento, E ESTÁ - SE BORRIFANDO PARA OS PROTESTOS, enquadrados por sindicatos democratizados, melhor, domesticados pelo políticamente correcto, os quais à imoralidade efectiva do Poder, responde com o bom - comportamento, desprezível, desprezável e castrador que lhe tem marcado o conteúdo programático do seu, também arrebanhamento das massas, quando DEVIA apelar a uma desobediência civil generalizada a todas as medidas sem alternativas do Poder vigente e demissionário das suas obrigações para com o povo que REPRESENTA.
Há uma programação, não necessàriamente obscura, por parte deste Governo, ideológicamente marcada, a que urge pôr termo, JÁ, antes que de povo bovino, na sua perspectiva bisonha e sabuja, passemos a mentecaptos.
As medidas programadas para a Segurança Social são inaceitáveis. É preciso PARAR POR AQUI!
O amestramento condutor do que se considera vil e irresponsável, ocupante de um edénico espaço matriciador, fede a inveja da capacidade do gozo da Vida nas suas potencialidades AQUI e AGORA, por parte de um conjunto de nações que ao NADA existencial já há muito descobriram a resposta terrena.
Descobrir hoje nesse espaço comportamentos miméticos e descaracterizados por parte dos seus habitantes releva de uma esquizofrénica aculturação que a massificação tendencialmente globalizante tende a impôr culturalmente, BUROCRATIZANDO, não sòmente os líderes colaboracionistas mas também a sua classe média, assustando - a com a perca dos " privilégios " patrimoniais obtidos. Cria - se uma cínica cumplicidade efectiva que os braços caídos testemunham.
" GOVERNO LANÇA PACOTE DE REFORMAS MAS ESPERA FORTE CONTESTAÇÃO " - titula o Expresso
E eu acrescento, E ESTÁ - SE BORRIFANDO PARA OS PROTESTOS, enquadrados por sindicatos democratizados, melhor, domesticados pelo políticamente correcto, os quais à imoralidade efectiva do Poder, responde com o bom - comportamento, desprezível, desprezável e castrador que lhe tem marcado o conteúdo programático do seu, também arrebanhamento das massas, quando DEVIA apelar a uma desobediência civil generalizada a todas as medidas sem alternativas do Poder vigente e demissionário das suas obrigações para com o povo que REPRESENTA.
Há uma programação, não necessàriamente obscura, por parte deste Governo, ideológicamente marcada, a que urge pôr termo, JÁ, antes que de povo bovino, na sua perspectiva bisonha e sabuja, passemos a mentecaptos.
As medidas programadas para a Segurança Social são inaceitáveis. É preciso PARAR POR AQUI!
ADEUS, CIZE...
ADEUS, CIZE, descansa em paz...
Ao enfrentares o Velho canta - lhe uma das nossas mornas. Lembra - Lhe a imperfeição da Sua obra nos humanos e na " divinização " que alguns tentam fazer ao Seu trabalho.
quinta-feira, dezembro 15, 2011
AQUÍ TE AMO...
Aquí te amo.
En los oscuros pinos se desenreda el viento.
Fosforece la luna sobre las aguas errantes.
Andan días iguales persiguíendose.
Se desciñe la niebla en danzantes figuras.
Una gaivota de plata se descuelga del ocaso.
A veces una vela. Altas, altas, estrellas.
O la cruz negra de un barco.
Solo.
A veces amanezco, y hasta mi alma está húmeda.
Suena, resuena el mar lejano.
Éste es un puerto.
Aquí te amo.
Aquí te amo y en vano te oculta el horizonte.
Te estoy amando aún entre estas frías cosas.
A veces van mis bejos en esos barcos graves,
que corren por el mar hacia donde no llegan.
Ya me veo olvidado como estas viejas anclas.
Son más tristes los muelles cuando atraca la tarde.
Se fatiga mi vida inútilmente hambrienta.
Amo lo que no tengo. Estás tú tan distante.
Mi hastío forcejea con los lentos crepúsculos.
Pero la noche llega y comienza a cantarme.
La luna hace girar su rodaje de sueño.
Me miran con tus ojos las estrellas más grandes.
Y como te amo, los pinos en el viento,
quieren cantar tu nombre con las hojas de alambre.
( Pablo Neruda )
En los oscuros pinos se desenreda el viento.
Fosforece la luna sobre las aguas errantes.
Andan días iguales persiguíendose.
Se desciñe la niebla en danzantes figuras.
Una gaivota de plata se descuelga del ocaso.
A veces una vela. Altas, altas, estrellas.
O la cruz negra de un barco.
Solo.
A veces amanezco, y hasta mi alma está húmeda.
Suena, resuena el mar lejano.
Éste es un puerto.
Aquí te amo.
Aquí te amo y en vano te oculta el horizonte.
Te estoy amando aún entre estas frías cosas.
A veces van mis bejos en esos barcos graves,
que corren por el mar hacia donde no llegan.
Ya me veo olvidado como estas viejas anclas.
Son más tristes los muelles cuando atraca la tarde.
Se fatiga mi vida inútilmente hambrienta.
Amo lo que no tengo. Estás tú tan distante.
Mi hastío forcejea con los lentos crepúsculos.
Pero la noche llega y comienza a cantarme.
La luna hace girar su rodaje de sueño.
Me miran con tus ojos las estrellas más grandes.
Y como te amo, los pinos en el viento,
quieren cantar tu nombre con las hojas de alambre.
( Pablo Neruda )
quarta-feira, dezembro 14, 2011
E VOLTANDO ÀS GAJAS...
....Já que ficaram coisas por explicar...
É claro que seria quase impossível ver acontecer à Sra. Merkel, à Tipzi Livni, à Christine Lagarde, à sra. Clinton, ou à longínqua Thatcher, o que aconteceu ao DSK, ao Cain, ao Bill Clinton, ao Spitzer e ao Berlusconi.
Não diria o mesmo da Kirchner, da sra. Dilma ou da insonsa Aung San Suu Kyi, nunca se sabe...
É que a capacidade de sedução ao poder, pelo poder, é tremenda e quando o sedutor(a) é apetecível, então não custa muito o sacrifício se o algoritmo ainda funcione...
Eu não chamaria " GAJAS " a esses dois exemplares do feminino aí em cima e por outro lado, o que vem aí por baixo não seduz 99% dos gajos, quer o sejam ou não...
PATETICES
1 - CASO RUI PEDRO
Está em julgamento, em absurdo, a " validação " das provas aduzidas, não se sabe de quê ao certo, numa kafkiana demonstração da inversão do ónus da prova, à espera que seja o acusado, ninguém sabe bem de quê, a demonstrar, depondo, a sua inocência sobre a acusação de um rapto não provado.
PATÉTICO!
2 - D'OS MEDIA
O país, segundo as diarreicas e diárias reportagens das televisões, DEVIA estar suspenso das implosões das duas torres do bairro do Aleixo...
PATÉTICO!
3 - DO DESPREZO...
... do governo pela sorte e empenho de 5.ooo crianças filhos de pais portugueses emigrantes aos quais se retira a possibilidade de aprenderam a lingua dos pais e eventualmente do seu país com o despedimento dos professores encarregues desse mister...
PATÉTICO e IRRESPONSÁVEL!
Está em julgamento, em absurdo, a " validação " das provas aduzidas, não se sabe de quê ao certo, numa kafkiana demonstração da inversão do ónus da prova, à espera que seja o acusado, ninguém sabe bem de quê, a demonstrar, depondo, a sua inocência sobre a acusação de um rapto não provado.
PATÉTICO!
2 - D'OS MEDIA
O país, segundo as diarreicas e diárias reportagens das televisões, DEVIA estar suspenso das implosões das duas torres do bairro do Aleixo...
PATÉTICO!
3 - DO DESPREZO...
... do governo pela sorte e empenho de 5.ooo crianças filhos de pais portugueses emigrantes aos quais se retira a possibilidade de aprenderam a lingua dos pais e eventualmente do seu país com o despedimento dos professores encarregues desse mister...
PATÉTICO e IRRESPONSÁVEL!
segunda-feira, dezembro 12, 2011
D' os XX e dos XY...
Tenho por mim, e estou a repetir - me, que tal como tinha previsto nos longínquos anos sessenta à minha então namorada, que a emancipação feminina que, então, ajudámos a cumprir, nós, a minha geração, foi a maior e mais importante revolução que aconteceu neste belo planeta.
O equilíbrio que, periclitante, nos mantinha na perna única do Y, iria sustentar - se no duplo V, no X sólido e prático do feminino.
A Democracia, produto racionalizado do masculino, teve então uma aderência avassaladora por parte das nossas companheiras que a sentiram como o veículo ideal para a sua independência futura.
A realidade de hoje mostra - nos uma voraz liberalização do mundo, sustentada por uma aceitação abrangente e quase totalitária do feminino em tudo o que ao humano diz respeito. Resistem ainda bolsas de condicionamento religioso, dependências várias e... algum medo da SOLIDÃO, o drama maior que ainda limita a sua total liberdade mas já não falta muito...
A EVA dá cabo de qualquer Paraíso, dizia - se perante o desconforto que a rápida compreensão pelo feminino das armas ao seu dispôr, provocava no derrube, por vezes irreflectido, de dogmas, preconceitos, tabus, respeito humano e... dependências várias ao prazer do gozo pleno da VIDA.
Googlem as gajas, brinca muito sèriamente, Clara Ferreira Alves, na sua Pluma Caprichosa do último sábado e cai (rá), em devolução prazenteira, numa uniformização peniana do bicho-homem - os gajos são todos iguais. Serão, Clara?
Eu não a compararia às vetustas criaturas da Casa dos Segredos, que certamente olhamos com uma certa sobranceria, pela simples razão de que há primatas para todos os gostos. Há gajos, como eu, que se divertiram muito a sério com a seriedade do seu prazer e outros que, às gajas prefere - as únicamente na missionária posição do antigamente que muito gozo nos deram e dão, às gajas e aos gajos, e se deixar de ser assim, ISSO tudo perde a piada e não serve para nada...
Eu sou dos que ainda diz cachopa, pela infantilidade charmosa ( essa foi para suavizar...) e inultrapassável, que aos meus olhos, mantêm até morrer...
MAS.... grande mas..., acho que a COLABORAÇÃO e não juízos apressados ( normalmente sobre a nossa pulsão sexual ) sobre um ser que para o feminino é mais complexo do que querem acreditar ser, é FUNDAMENTAL. No fim de contas não vos EXTERMINÁMOS, POIS NÃO, e estão cada vez mais belas... e... LIVRES, NÃO?
domingo, dezembro 11, 2011
REAL MADRID 1 BARCELONA 3
É que não há volta a dar, MOU..., Barcelona é de outra galáxia e tem um jogador ímpar que, joga como uma velhinha, segundo Cajuda e que quando precisam dele responde como o extraordinário jogador de equipa que o é nesta EQUIPA fantástica que é o Barcelona.
E ainda por cima os teus jogadores já se convenceram disso, a começar pelo Ronaldo, que à primeira contrariedade do jogo com Messi, esconde - se dele e... apaga - se, reconhecendo - lhe implicitamente a justeza da ostentação do ceptro que merecidamente empunha.
E ainda por cima os teus jogadores já se convenceram disso, a começar pelo Ronaldo, que à primeira contrariedade do jogo com Messi, esconde - se dele e... apaga - se, reconhecendo - lhe implicitamente a justeza da ostentação do ceptro que merecidamente empunha.
sábado, dezembro 10, 2011
FODASSSSSSS!!!!
A Alemanha, o Reino Unido e a França, são nações com contas a saldar, assim como os USA com a RÚSSIA e aqueles com a China.
Ora bolas, por onde andam os historiadores, sociólogos, filósofos, mesmo que venais, conformistas e colaboradores, para não serem capazes de explicar com TRANSPARÊNCIA INTELECTUAL, em cada um dos ramos do seu saber (!!!!!????), as motivações elementares dos líderes medíocres que encetaram, à frente das suas nações, esta pocilga mal - cheirosa com que começámos o século?
Que Cameron tenha, sem novidade alguma, " boicotado " a Cimeira decisiva ( mais uma...) da UE e que Sarkosy tem-te-não- te-caias mascare a petainista independência colaboracionista com ses....., merdosos e impotentes, lembra - me a mole posição europeia antes da invasão da Polónia o que não me admira nada - os british são piratas, sempre o foram - e a modernidade só os refinou na abordagem. Da UE,como històricamente lhes assiste só lhes interessou a polpa e nunca as ideias e isso já vem desde o despertar do iluminismo no Continente e assim continuará. Nunca apoiarão, e têm razões para isso, a Alemanha ou a França e não foi por acaso que não quiseram entrar no EURO. Hoje, os factos dão-lhes razão.
Há uma estratégia de capitulação, com colaboracionistas úteis, da qual o seu espírito ilhéu se
desmarcou, numa racionalização rebelde de que aparentemente só um ilhéu foi capaz de produzir naquele conformista " peditório " lunar onde a Alemanha não aceita um BCE universal, já que lhe é o instrumento fundamental no controlo dos pedintes e eventuais mendigantes.
E segue a dança à volta da fogueira...
Ora bolas, por onde andam os historiadores, sociólogos, filósofos, mesmo que venais, conformistas e colaboradores, para não serem capazes de explicar com TRANSPARÊNCIA INTELECTUAL, em cada um dos ramos do seu saber (!!!!!????), as motivações elementares dos líderes medíocres que encetaram, à frente das suas nações, esta pocilga mal - cheirosa com que começámos o século?
Que Cameron tenha, sem novidade alguma, " boicotado " a Cimeira decisiva ( mais uma...) da UE e que Sarkosy tem-te-não- te-caias mascare a petainista independência colaboracionista com ses....., merdosos e impotentes, lembra - me a mole posição europeia antes da invasão da Polónia o que não me admira nada - os british são piratas, sempre o foram - e a modernidade só os refinou na abordagem. Da UE,como històricamente lhes assiste só lhes interessou a polpa e nunca as ideias e isso já vem desde o despertar do iluminismo no Continente e assim continuará. Nunca apoiarão, e têm razões para isso, a Alemanha ou a França e não foi por acaso que não quiseram entrar no EURO. Hoje, os factos dão-lhes razão.
Há uma estratégia de capitulação, com colaboracionistas úteis, da qual o seu espírito ilhéu se
desmarcou, numa racionalização rebelde de que aparentemente só um ilhéu foi capaz de produzir naquele conformista " peditório " lunar onde a Alemanha não aceita um BCE universal, já que lhe é o instrumento fundamental no controlo dos pedintes e eventuais mendigantes.
E segue a dança à volta da fogueira...
DOS " INTERPRETADORES " ...
Sócrates, ex P.Ministro português disse numa conferência coloquial em Paris o seguinte - " ... Para pequenos países como Portugal e Espanha, pagar a dívida é uma ideia de criança... "
Eu interpreto - Na lista dos devedores, em termos nacionais, Portugal, Grécia ( não referido...) ou Espanha, ocupam um lugar modestíssimo no ranking mundial. Do que se trata, já que nenhum país, uns por impossibilidade material, outros sob o risco de um apocalipse económico, é que NENHUM país põe como possibilidade o pagamento imediato e total das suas dívidas, até porque o sistema vive disso, exceptuando claro os muuuuito pobres ou o meu amado Cabo Verde.
Esta foi a minha interpretação livre e gratuita do que o ex - P. M. quiz dizer. Muita gente quis ver de outra maneira; uns porque não estudaram, os leigos, outros por manifesta má - fé.
Eu dou uma pequena lembrança para ajudar e o raciocínio interpretativo é vosso...
Eis uma amostra da lista fornecida e actualizada do site INDEX MUNDI sobre as dívida nacionais em biliões de dólares:
ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA - 13,980 BILIÕES DE DÓLARES
REINO UNIDO - 8,981 " " "
ALEMANHA - 4,713
FRANÇA - 4,698
HOLANDA - 3,733
JAPÃO - 2,441
......
ITÁLIA - 2,223
ESPANHA - 2,166
GRÉCIA - 533
PORTUGAL - 498
.....
CABO VERDE - 0
Raciocinem sobre esses números com uma certeza diplomática - Se os Estados Unidos fossem obrigados a pagar a totalidade da sua dívida, entraria em guerra com os países credores. Não!!!? Não acreditam?
Eu interpreto - Na lista dos devedores, em termos nacionais, Portugal, Grécia ( não referido...) ou Espanha, ocupam um lugar modestíssimo no ranking mundial. Do que se trata, já que nenhum país, uns por impossibilidade material, outros sob o risco de um apocalipse económico, é que NENHUM país põe como possibilidade o pagamento imediato e total das suas dívidas, até porque o sistema vive disso, exceptuando claro os muuuuito pobres ou o meu amado Cabo Verde.
Esta foi a minha interpretação livre e gratuita do que o ex - P. M. quiz dizer. Muita gente quis ver de outra maneira; uns porque não estudaram, os leigos, outros por manifesta má - fé.
Eu dou uma pequena lembrança para ajudar e o raciocínio interpretativo é vosso...
Eis uma amostra da lista fornecida e actualizada do site INDEX MUNDI sobre as dívida nacionais em biliões de dólares:
ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA - 13,980 BILIÕES DE DÓLARES
REINO UNIDO - 8,981 " " "
ALEMANHA - 4,713
FRANÇA - 4,698
HOLANDA - 3,733
JAPÃO - 2,441
......
ITÁLIA - 2,223
ESPANHA - 2,166
GRÉCIA - 533
PORTUGAL - 498
.....
CABO VERDE - 0
Raciocinem sobre esses números com uma certeza diplomática - Se os Estados Unidos fossem obrigados a pagar a totalidade da sua dívida, entraria em guerra com os países credores. Não!!!? Não acreditam?
sexta-feira, dezembro 09, 2011
ESPERO QUE NÃO ACABE ASSIM...
A MEMÓRIA DOS POVOS é curta e quando associada à miopia política em circunstâncias de grande tensão social e civilizacional torna - se criminosa, por negligência e estupidez.
Está já , parece, completamente apagada a lembrança do terrorismo europeu. Hoje, com as " armas " de que poderá dispôr, a começar pela informação à sua disposição poderá ser devastador, se o ressentimento e a pobreza continuarem a crescer entre e dentro das nações europeias.
É que só Estados fascistas poderão fazer - lhe frente...
COMEÇOU ASSIM...
( com uma vénia ao Helder's cartoons...)
Já não falta muito para que as discussões se centrem nos " culpados "..., eu diria melhor, nos mentores de uma U.E. a duas velocidades. Toda a gente sabe quem dirigiu o conformismo paralisante e a cínica estratégia de refundação de um espaço económico, depois da engorda das últimas décadas pelos maiores beneficiadores da zona euro.
Enquanto os resgatados, os em via de o serem, caíram numa negação esquisofrénica da denúncia do abandono e perante a Grécia assumiam ares de imbecil soberba, em vez de terem uma posição concertada sobre o que há ano e meio se perspectivava, quando TODA A GENTE, especialistas e leigos, já tinha descoberto que TUDO se resumia, ( malgrado os excessos de endividamento dos países mais débeis econòmicamente, deslumbrados pelo crédito fácil ) , a um ataque virulento, sem precedentes, ao EURO, toda uma estratégia de dominação voluntàriamente aceite pôs - se em marcha com uma alternativa catastrófica, em caso de resistência.
A falta de escrúpulos em toda essa encenação tem um marcador genético, por um lado, ( podem chamar - me misógino...) e nacional por outro e provém de uma narrativa histórica temporária e circunstancialmente suspensa.
Agora está a retomar a sua marcha...
Subscrever:
Mensagens (Atom)






















