segunda-feira, dezembro 12, 2011

D' os XX e dos XY...











Tenho por mim, e estou a repetir - me, que tal como tinha previsto nos longínquos anos sessenta à minha então namorada, que a emancipação feminina que, então, ajudámos a cumprir, nós, a minha geração, foi a maior e mais importante revolução que aconteceu neste belo planeta.


O equilíbrio que, periclitante, nos mantinha na perna única do Y, iria sustentar - se no duplo V, no X sólido e prático do feminino.
A Democracia, produto racionalizado do masculino, teve então uma aderência  avassaladora por parte das nossas companheiras que a sentiram como o veículo ideal para a sua independência futura.
A realidade de hoje mostra - nos uma voraz liberalização do mundo, sustentada por uma aceitação abrangente e quase totalitária do feminino em tudo o que ao humano diz respeito. Resistem ainda bolsas de condicionamento religioso, dependências várias e... algum medo da SOLIDÃO, o drama maior que ainda limita a sua total liberdade mas já não falta muito...


A EVA dá cabo de qualquer Paraíso, dizia - se perante o desconforto que a rápida compreensão pelo feminino das armas ao seu dispôr, provocava no derrube, por vezes irreflectido, de dogmas, preconceitos,  tabus, respeito humano e... dependências várias ao prazer do gozo pleno da VIDA.


Googlem as gajas, brinca muito sèriamente, Clara Ferreira Alves, na sua Pluma Caprichosa do último sábado e cai (rá), em devolução prazenteira, numa uniformização peniana do bicho-homem - os gajos são todos iguais. Serão, Clara?


Eu não a compararia às vetustas criaturas da Casa dos Segredos, que certamente olhamos com uma certa sobranceria, pela simples razão de que há primatas para todos os gostos. Há gajos, como eu, que se divertiram muito a sério com a seriedade do seu prazer e outros que, às gajas prefere - as únicamente na missionária posição do antigamente que muito gozo nos deram e dão, às gajas e aos gajos, e se deixar de ser assim, ISSO tudo perde a piada e não serve para nada...


Eu sou dos que ainda diz cachopa, pela infantilidade charmosa ( essa foi para suavizar...) e inultrapassável, que aos meus olhos, mantêm até morrer...


MAS.... grande mas..., acho que a COLABORAÇÃO e não juízos apressados ( normalmente sobre a nossa pulsão sexual ) sobre um ser que para o feminino é mais complexo do que querem acreditar ser, é FUNDAMENTAL. No fim de contas não vos EXTERMINÁMOS, POIS NÃO, e estão cada vez mais belas... e... LIVRES, NÃO?

domingo, dezembro 11, 2011

REAL MADRID 1 BARCELONA 3

É que não há volta a dar, MOU..., Barcelona é de outra galáxia e tem um jogador ímpar que, joga como uma velhinha, segundo Cajuda e que quando precisam dele responde como o extraordinário jogador de equipa que o é nesta EQUIPA fantástica que é o Barcelona.


 E ainda por cima os teus jogadores já se convenceram disso, a começar pelo Ronaldo, que à primeira contrariedade do jogo com Messi, esconde - se dele  e... apaga - se, reconhecendo - lhe implicitamente a justeza da ostentação do ceptro que merecidamente empunha.





sábado, dezembro 10, 2011

FODASSSSSSS!!!!

A Alemanha, o Reino Unido e a França, são nações com contas a saldar, assim como os USA com a RÚSSIA  e aqueles com a China.
Ora bolas, por onde andam os historiadores, sociólogos, filósofos, mesmo que venais, conformistas e colaboradores, para não serem capazes de explicar com TRANSPARÊNCIA INTELECTUAL, em cada um dos ramos do seu saber (!!!!!????), as motivações elementares dos líderes medíocres que encetaram, à frente das suas nações, esta pocilga mal - cheirosa com que começámos o século?


Que Cameron tenha, sem novidade alguma, " boicotado " a Cimeira decisiva ( mais uma...) da UE e que Sarkosy tem-te-não- te-caias mascare a petainista independência colaboracionista com ses....., merdosos e impotentes, lembra - me a mole posição europeia antes da invasão da Polónia o que não me admira nada - os british são piratas, sempre o foram - e a modernidade só os refinou na abordagem. Da UE,como històricamente lhes assiste só lhes interessou a polpa e nunca as ideias e isso já vem desde o despertar do iluminismo no Continente e assim continuará. Nunca apoiarão, e têm razões para isso, a Alemanha ou a França e não foi por acaso que não quiseram entrar no EURO. Hoje, os factos dão-lhes razão.
 Há uma estratégia de capitulação, com colaboracionistas úteis, da qual o seu espírito ilhéu se
 desmarcou, numa racionalização rebelde de que aparentemente só um ilhéu foi capaz de produzir naquele conformista " peditório " lunar onde a Alemanha não aceita um BCE universal, já que lhe é o instrumento fundamental no controlo dos pedintes  e eventuais mendigantes.


E segue a dança à volta da fogueira...

DOS " INTERPRETADORES " ...

Sócrates, ex P.Ministro português disse numa conferência coloquial em Paris o seguinte - " ... Para pequenos países como Portugal e Espanha, pagar a dívida  é uma ideia de criança... "


Eu interpreto - Na lista dos devedores, em termos nacionais, Portugal, Grécia ( não referido...) ou Espanha, ocupam um lugar modestíssimo no ranking mundial. Do que se trata, já que nenhum país, uns por impossibilidade material, outros sob o risco de um apocalipse económico, é que NENHUM país põe como possibilidade o pagamento imediato e total das suas dívidas, até porque o sistema vive disso, exceptuando claro os muuuuito pobres ou o meu amado Cabo Verde.


Esta foi a minha interpretação livre e gratuita do que o ex - P. M. quiz dizer. Muita gente quis ver de outra maneira; uns porque não estudaram, os leigos, outros por manifesta má - fé.


Eu dou uma pequena lembrança para ajudar e o raciocínio interpretativo é vosso...


Eis uma amostra da lista fornecida e actualizada do site INDEX MUNDI  sobre as dívida nacionais em biliões de dólares:


ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA - 13,980 BILIÕES DE DÓLARES
REINO UNIDO                                  -    8,981        "          "         "
ALEMANHA                                      -    4,713
FRANÇA                                            -    4,698
HOLANDA                                         -    3,733
JAPÃO                                               -    2,441
......
ITÁLIA                                               -    2,223
ESPANHA                                          -    2,166
GRÉCIA                                             -       533
PORTUGAL                                       -       498
.....


CABO VERDE                                   -           0


Raciocinem sobre esses números com uma certeza diplomática - Se os Estados Unidos fossem obrigados a pagar a totalidade da sua dívida, entraria em guerra com os países credores. Não!!!? Não acreditam?

sexta-feira, dezembro 09, 2011

ESPERO QUE NÃO ACABE ASSIM...



A MEMÓRIA DOS POVOS é curta e quando associada à miopia política em circunstâncias de grande tensão social e civilizacional torna - se criminosa, por negligência e estupidez.


Está já , parece, completamente apagada a lembrança do terrorismo europeu. Hoje, com as " armas " de que poderá dispôr, a começar pela informação à sua disposição poderá ser devastador, se o ressentimento e a pobreza continuarem a crescer entre e dentro das nações europeias.
É que só Estados fascistas poderão fazer - lhe frente...

COMEÇOU ASSIM...

                                         
                                              ( com uma vénia ao Helder's cartoons...)


Já não falta muito para que as discussões se centrem nos " culpados "..., eu diria melhor, nos mentores de uma U.E. a duas velocidades. Toda a gente sabe quem dirigiu o conformismo paralisante e a cínica estratégia de refundação de um espaço económico, depois da engorda das últimas décadas pelos maiores beneficiadores da zona euro.


Enquanto os resgatados, os em via de o serem, caíram numa negação esquisofrénica da denúncia do abandono e perante a Grécia assumiam ares de imbecil soberba, em vez de terem  uma posição concertada sobre o que há ano e meio se perspectivava, quando TODA A GENTE, especialistas e leigos, já tinha descoberto que TUDO se resumia, ( malgrado os excessos de endividamento dos países mais débeis econòmicamente, deslumbrados pelo crédito fácil ) , a um ataque virulento, sem precedentes, ao EURO, toda uma estratégia de dominação voluntàriamente aceite pôs - se em marcha com uma alternativa catastrófica, em caso de resistência.


A falta de escrúpulos em toda essa encenação tem um marcador genético, por um lado, ( podem chamar - me misógino...) e nacional por outro e provém de uma narrativa histórica temporária e circunstancialmente suspensa.


Agora está a retomar a sua marcha...

segunda-feira, dezembro 05, 2011

D'os MENINOS RABINOS...









O desenquadramento ao Poder, configurado nas simbologias paternas, políticas, económicas ou religiosas com a definição tacteante  das margens de actuação e transgressão é uma marca identificadora do crescimento, sempre problemático, para a juventude de qualquer comunidade humana.
A paz aparente que no Ocidente tem sido até agora manipulada pelos poderes, influenciando por décadas o niilismo juvenil enquanto os graúdos tratavam do seu futuro, ameaça acabar.


Distraídos em esquemas ( não encontro melhor designação...) de remendos do statu quo, as supremacias, na feliz terminologia de Sloterdijk, com o apoio de escribas arrepiados então com o aparente nivelamento consumista que aproximava a ralé dos senhores, atropelando - os numa invasão ruidosa do espaço público, desleixaram o essencial quando ao empobrecer a ralé e os remediados deixaram sem controlo os seus filhos que sem dinheiro nem apoio dos pais, nem emprego, começaram a pensar e os resultados, ainda trôpegos, ainda caóticos, ainda hesitantes, começam a aparecer, sinalizados por exemplo nos ataques cibernéticos.


Dêem - lhes mais tempo e reforcem a intimidação policial. Será o rastilho necessário para o refinamento das estratégias e da racionalidade no desmascaramento de tudo o que é corrupto ou está em vias de se corromper, como a Democracia, por exemplo...
Há uma certeza evidente - são decisivamente mais inteligentes e o tempo joga a seu favor, como é próprio da natureza das coisas.

domingo, dezembro 04, 2011

DA " REFUNDAÇÃO " da U.E.



A Política deve(ria) ser actualmente o único ramo específico do conhecimento que se obriga(ria) a interrogar as massas " não - especialistas " sobre o que deveria fazer ou ser feito.
Sabemos que isso nem sempre acontece; em rigor só acontece quando se referenda, não um projecto, ( seria tolice...) mas uma Lei específica.


A particularidade de leigos a ajuízarem especialistas e eventualmente condená - los à demissão coerciva pelas eleições, radica no conceito muito pouco racional da vontade da maioria, entendida como uma entidade colectiva dono de uma omnisciência que escapa ao individual, a que se deve atribuir a Verdade, ou no mínimo o bom-senso no seu julgamento.
Um piloto de um Airbus com problemas na cabine nunca abandonaria o cockpit para indagar junto dos passageiros, sem ser tomado por imbecil, sobre o que fazer. Porque há de parte a parte uma relação de confiança tácita que se estabelece quando alguém entra num avião, da capacidade assumida por um e da " crença " baseada na normalidade que a racionalidade exige, do outro.
Essa confiança, chamemos - lhe civilizacional, está a perder - se em relação à classe política que delegou cobardemente as suas obrigações aos BUROCRATAS fazedores e multiplicadores de dinheiro traindo uma máxima universal que nos diz que a riqueza de uma nação, em qualquer das suas vertentes, é criada pelo trabalho concreto do seu povo no sentido do seu melhoramento global.


O sentimento geral que engloba hoje os governados, do lado de fora do condomínio, é a falta de confiança nos seus líderes, baseado no único critério de avaliação pertinente e fundamentado que lhe é possível  -  a Realidade, onde todos somos especialistas de nós mesmos. E a realidade evidencia - nos que as coisas não são o que desejaríamos.
Como ela pode ser transformada num prazo relativamente curto, o que não é possível à natureza humana, tomada como uma complexa e mítica entidade colectiva, a solução é evidente - Mudam - se as normas do funcionamento do regime e principalmente do sistema económico e financeiro que foi sufragado pelo apelo ao que a Democracia tem de controlar - o individualismo, o corporativismo, a selvageria financeira, insensível ao descalabro das nações.


Quando vejo, revejo e continuo a ver a dupla Merkozy em exercícios imperialistas de puro narcisismo político hesitarem na contenção da gangrena mercantil que se alastra pela U.E., porque não sabem o que deve ser feito ou sabem e não o querem fazer, só me resta uma conclusão, já pressentida então nas hesitações sobre o resgate da Grécia  - A estratégia está hoje à vista - Quer - se a refundação da U.E. extirpando as maçãs podres ou em troca a sua submissão aos ditâmes do par-dançante no Poder.


A pergunta é imperiosa: - Para quê?

sábado, dezembro 03, 2011

A MAMÃ MANDA...



... E OS FILHOTES OBEDECEM.


Assim é que é bonito, não é, ZÉ?


Acontece que, cá para o leigo cidadão, o provincianismo evidente da senhora já custa muito à UE, apoiada que está por uma demissionária e conformista casta parateológica, com uma configuração contabilística do mundo e dos seus habitantes, em que até hoje, pela nova doutrina a única coisa GLOBALIZADA tem sido o dinheiro e a " abertura " militarista dos espaços tendencialmente aptos a pô - LO a circular em selvática e democrática abrangência, como tem acontecido na nossa humanística solidariedade com a primavera árabe na Líbia, Tunísia, Egipto, e.... eventualmente se a China e a Rússia deixarem, na Síria, no Irão e... mais tarde, fatal como o destino, na Venezuela de Chavéz, países produtores de uma riqueza que convém estar em mãos mais comandadas e ....corruptas.


Merkel, dizia, é uma provinciana, tornada presa fácil e útil do Capital, hoje chamado  Mercado e da sua venal e corrupta burocracia.
Mais, é uma fantoche dirigida e directora da resignação ao pasmo evolutivo com que se tem formatado a opinião na U.E., com uma redutora e imbecil palavra de ordem - NÃO HÁ ALTERNATIVA- ; impossível sair do poço se não metermos mais água, o que a nossa mesquinhez recusa.


Acontece que há OUTRA alternativa para sair do poço - é trepando por ele acima e se no topo houver alguém para atirar uma corda, mais depressa se alternaria, passem as conotações corriqueiras, se esse alguém tentasse encher o poço.
Mas... desgraçadamente, a U.E. de hoje não produz esse alguém, pelo contrário e com eficiência material, enxameia - nos de drenadores, de água, impulso vital, pensamento, liberdade, revolta... e alegria.


Os meninos bem-comportados que nunca enfrentaram os pais ou as mães, cultural e anímicamente castradoras, permanecem na infantilidade, na demissão e conformismo, mimados pelo sabor das chinelas, até à velhice.
Apesar de tardiamente, o rei LEAR compreendeu as suas circunstâncias e ... morreu velho.
As juventudes ocidentais e mundiais terão esse tempo todo para crescer?

terça-feira, novembro 29, 2011

SÍRIA



Aperta - se o cerco a Assad com sírios a manifestaram - se contra as sanções da Liga Árabe e contra a ingerência estrangeira nos seus assuntos internos.
Eventualmente, se a posição da Rússia de contrariar as sanções económicas não passe de uma manobra táctica, Assad cairá como previsto na lista dos chefes de estado a depôr, aqui estampada neste blogue por alturas da queda de Sadam.


A Europa fia mais fininho... é mais cínica e matreira de que o seu parceiro do outro lado do Atlântico e por cá vai substituindo os chefes de governo eleitos democráticamente por tecnocratas gerados pela Burocracia da UE, homens de mão sempre prontos ao beija -. mão dos chefes, ou da chefe, como é o caso presente. Será a sua contribuição imbecil para a NOVA ORDEM INTERNACIONAL...


 Entretanto, os contornos da Democracia que se está a impôr no mundo árabe são inquietantes; a burrice reiterada não tem limites, quando se prepara com toda a pompa a subida da SHARIA às Constituições de toda aquela zona na esperança estúpida de que a moderação será a palavra chave no desenlace democrático do fundamentalismo islâmico.

??????????.......



NÃO CONSEGUI AINDA DIZER NADA SOBRE ESTE SENHOR PORQUE NÃO SEI POR ONDE PEGAR....


A minha dificuldade na análise de burocratas e Burocracia acentua - se com a ascensão no panorama mundial dessa nouvel classe dirigente que está a substituir o político, o pensamento, a imaginação, a evolução, em nome de uma conservadora e reaccionária manutenção de uma visão da natureza humana definida pelas suas pulsões mais primárias e imediatas, eventualmente tomando -  se como exemplo.
Resultado - Um mundo cada vez mais bisonho e pardo com paraísos cínica e fortemente defendidos por detrás de discursos robotizados e anémicos. 


Aos poucos, este regime de castas que vai paulatinamente esvaziando a Democracia das suas virtudes, tem feito o seu percurso à vista de toda a gente que não ao seu entendimento, hoje focado em SOBREVIVER. O tempo de lazer, o pouco que ainda resta se os sindicatos se deixarem vencer no roubo de mais meia - hora de trabalho gratuito, será preenchido com narcosiantes ofertas " culturais " de que as televisões privadas se encarregarão para manter sossegado o pagode e não a pensar em revoluções fora - de - moda.


TRABALHO E ESTUPIDEZ, pois claro... Eis a alternativa contida no - Não há alternativa - ouvida na boca dessa casta de parasitária dormência...

RESCALDOS DO DERBY

Eu tinha a certeza de que o " jogo " iria a prolongamento após o apito final, e não me enganei.
A jogar só com dez jogadores durante meia - hora do desafio e ganhá- lo contra jogadores que tudo fizeram para conseguir a victória, num jogo eléctrico e bem disputado, o Glorioso teve uma comemoração entusiástica por parte dos adeptos lagartos - INCENDIARAM - LHE O BELO ESTÁDIO .


O que aconteceu a seguir, no seguimento da rábula da gaiola, foi simplesmente patético e que foi ouvir os dirigentes e ex-dirigentes do Sporting a desculpar em compreensões formais e efectivas a acção comemorativa dos seus adeptos depois da grande partida de futebol que presenciaram. Como sobre a arbitragem só o Benfica tinha razões de queixa pelo evidente exagero da expulsão do Cardoso, incendiaram a gaiola colorindo com mais vermelho a Catedral. EXEMPLAR fair-play, pois claro!


Se um estádio como o do Sporting, que possui uma FOSSA ( até a designação é insultuosa nos seus contornos metafóricos...) para conter os seus amados adeptos e não lhes causa nenhuma cócega à susceptivel dignidade, porque haveria a tela do estádio do Benfica ser uma ofensa?
 Eu sei que a cretinice pode ser contagiosa e por aí tudo bem mas já agora, se os jogos entre os chamados grandes são considerados de alto risco porque é que o Benfica haveria de armar a tela de segurança num jogo com o Setúbal, por exemplo e não com o Sporting, Braga, ou Porto?


Para acabar... o Domingos que se cuide...
Apesar da sua experiência passada com a claque do Porto e do Braga lhe ter feito alguma luz sobre esta matéria energúmena, convém pôr - se a pau...

sexta-feira, novembro 25, 2011

EM POUSIO...












...Mas atento, muito atento ao que por aí se passa - os desenvolvimentos da situação política no Egipto, na Líbia, na Síria, nos USA e, principalmente na Europa e em Portugal.
E, claro, ao diz que  se diz, de raspão, e às análises de Clara F. Alves, do JPP, de M. Sousa Tavares e de duas agradáveis " descobertas " no jornal " I " nos comentários de José Neves e de Serra Lopes.


E... um sorriso à reiterada tentativa de castração do masculino misturando alhos com bogalhos, engate com stalking, azedumes com alertas, sexualidade com melancolias.
E uma pergunta, à qual nenhum estudo ainda ousado se faz - Para quando, num universo feminino que vem dos 60 anos e por aí abaixo, um rigoroso, corajoso inquérito do desvendamento do molestamento e abuso sexual exercido sobre as, então crianças e adolescentes mulheres portuguesas, principalmente ( e por que não incluir o masculino, perguntar - se -ia, se os homens se queixassem muito de assédio ), e a publicação do resultado desse estudo?
Quero acreditar que as conclusões desse inquérito seriam de uma importância decisiva no que ao conhecimento das mulheres portuguesas e dos seus parceiros, pais e companheiros diz respeito, e explicaria, talvez, os desenlaces afectivos que medram em Portugal como produtos de um recalcamento dramático e sem saída.


Quem sabe se dos 40% da população europeia que, segundo outro estudo, sofre de perturbação mental ( eu já desconfiava... ) uma boa percentagem, que não aparece incluída ou QUANTIFICADA, ( um tabu recalcado ou desdramatizado, evidentemente... ) não padeça dos males incuídos na minha proposta/percepção?


QUEM SE ATREVERÁ, com uma tese de mestrado, por exemplo, a levar por diante esta tarefa de desmascaramento?

terça-feira, novembro 15, 2011

ESCLAREÇAMOS...

O QUE À DEMOCRACIA SE EXIGE É O SEU APERFEIÇOAMENTO e não a sua demolição, o que necessariamente OBRIGA  à melhoria genérica dos seus praticantes, se não perde o fundamento e o sentido que A deve orientar. A não ser assim, se regressarmos à lei da selva ( não esta, convenientemente formatada para alguns...), sabemos bem de que lado está a força no Caos.
Se o melhoramento da Democracia, em todas as suas componentes definidoras, deplora os chamados radicalismos e extremismos, crente na sabedoria dos seus eleitos moderados, deveria ser porque crê ser possível a UTOPIA,  o que quer que isso seja ou venha a ser no imaginário, COLECTIVO, já que ela JÁ é pertença efectiva na vida de uma minoria triunfante, que ao criar as regras do funcionamento do seu status, esvazia fraudulentamente o Real de outros reais possíveis.
ISSO é que merece ser denominado de extremismo, hipócrita e manipulador, que não as esperanças da maioria, ou não?


A visão da Utopia de Moore, lido por aí, como um aviso à navegação DO que NÃO se deveria fazer ou sonhar, é no mínimo original, como prática de psicologia invertida e de uma vigorosa gargalhada às aspirações da plebe ignara do seu tempo. 
Enfim...

DOS AUTORES INOCENTES...

Facto 1 - Anders Breivik declarou -. se autor confesso da morte de 77 pessoas mas ressalva a sua condição de inocente das acusações de homicídio.


Facto múltiplo -  Os senhores das guerras, de todas as latitudes, nunca se confessam autores de massacres nem tampouco culpados de coisa alguma.


Por alturas do massacre, escrevi por aqui que apesar do horror da tragédia, ela tinha indubitávelmente uma leitura política, não no sentido lato do termo, mas efectiva, coisa que nem os Media nem os comentadores encartados se referiram por evidente má - consciência, a mesma que assiste serena e diáriamente ao assassinato dos OUTROS, em outras paragens, apaziguada pelas necessidades políticas e ideológicas do Poder dos seus países, sem nunca ter sido chamada a se inocentar ou a se culpabilizar pelos actos hediondos cometidos em SEU nome.


A crítica das razões do Poder teria, deveria ter como um dos objectivos a chamada à Razão, ao nosso conhecimento da verdade escondida atrás dessa natural e quase automática aquiescência dos cidadãos à falsidade contida nas alegações expressas ou tácitas por um indivíduo ou por uma ideologia.


Breivik trava uma luta política e despertou brutalmente a consciência dos seus compatriotas e da U.E. com o seu acto hediondo, postulando uma ideologia de repúdio do multiculturalismo, que paulatinamente faz a sua marcha silenciosa nos corredores do Poder e nas consciências dos cidadãos europeus, uma resistência cultural ameaçada pelo Outro, pelo bárbaro alienígena.
Diz - se por aí que Sarkozy e o Berlusconi levaram a guerra ao norte de África devido à preocupação com a invasão contínua dos refugiados.Uma colega do seu partido chegou a propôr o seu despejamento nas águas do Mediterrâneo caso ela se tornasse incontrolável.


Pergunto: se neste universo despudorado em que as decisões executivas que levam ao assassinato de milhares sob o alibi de evitar outras supostas vítimas, essas classificadas de inocentes, quando no fundo as razões serão efectivamente outras e não as hipócritas e de costas largas razões humanitárias...:
 -  Qual é a diferença moral e política entre essas decisões e as tomadas individualmente em nome dos mesmos princípios, que permite descriminalizar uns e punir outros?
A resposta sabêmo - la nós e está profundamente enraízada nos nossos automatismos biológicos de sobrevivência e não na suposta superioridade ética do linchamento praticado por um indivíduo, por uma turba ou pelo Estado em nome DO QUE QUER QUE SEJA. 


Só a auto - defesa é moral e legalmente válida.


A responsabilidade representativa do eleito não o iliba nem moral nem legal, nem criminalmente pelo assassinato, nem em presença nem à distância, porque o que está em causa é o acto em si que se repudia e não os alibis da sua aceitação. NÃO HÁ INOCENTES em nações que combatem outras nações, há vítimas de embuste e falsidades nos dois lados.
A perversidade conceptual que nos torna bons e os Outros maus também se manifesta dentro de portas quando naturalmente empurramos para as margens da criminalização os anti - sistema, com a complacência firme dos nossos preconceitos e do nosso sossêgo, ignorando que o regime teve origem no diálogo e no compromisso e não na força das verdades terminais, inexistentes.



As ideias de Breivik são falsas. Como cidadão posso contestá - las com argumentos que o levariam eventualmente a chegar à mesma conclusão; o Estado norueguês, a U.E., o Ocidente, NÃO! Só o poderão julgar como criminoso e NUNCA como político porque nesse combate de desmascaramento, perderiam.

sexta-feira, novembro 11, 2011

É disto que falo...

...Quando aconselho o escárnio como arma de demolição do statu quo.






Com a devida vénia ao blog africa minha, que postou  esta imagem do tiro de pólvora seca da abstenção ruidosa do PS e do seu líder A.Seguro na votação do Orçamento, definiu, sem palavras, o resultado final dos avanços e recuos de um partido manietado nas suas contradições ideológicas.

quinta-feira, novembro 10, 2011

Ao ABRUPTO...

Há uns tempos que não visitava o abrupto...
Fiz mal, esquecendo - me de que o JPP é um dos mais lúcidos analistas portugueses do nosso tempo e dos outros.
Continua contundente e certeiro mas precisa, justamente porque lida preferencialmente com matéria séria e gente pouco séria, de não se levar excessivamente a sério, já que não há, aparentemente, do outro lado, quem possa apontar falhas ao seu processo de desmascaramento de más - consciências quando V. funciona como um verdadeiro iluminista que o é ; só lhe tem respondido o silêncio e condescendência executiva.


Uso este termo, iluminista, porque o tem utilizado ambiguamente, quando o acho mais apropriado à sua pessoa do que às luminárias do Poder que nos tem dirigido cujas denunciadas pulsões são exactamente o contrário das aspirações iluministas; para começar, NÃO dialoga, as suas posições (delas ) são terminais, fundamentadas grosso modo no fim da História, quando qualquer processo progressista, merecedor de uma anexação iluminista, sem renegar o seu elitismo condutor ( as eleições democráticas reconhecem essa necessidade...) tem de se basear no compromisso livremente assumido, sim, de progresso equitativo entre as partes, num diálogo hoje completamente traído por uma BUROCRACIA triunfante e auto - suficiente a funcionar no olho do furacão, cuja finalidade é o PODER, ele mesmo, traduzido nos seus tentáculos financeiros e militares.
As perguntas a fazer sobre o Progresso contínuo, à legitimidade desse Poder em democracia, sobre o seu uso dissonante com a realidade social que lhe daria o sentido da justiça numa liberdade, hoje meramente teórica e vazia de conteúdo prático, a denúncia virulenta dos exercícios hipócritas da sua compreensão formal pela contínua decadência da saúde física, moral e económica dos governados, à vista do que se passa nos centros de decisão, são, dizia, obrigações a que a CRÍTICA iluminista não se pode furtar sob o risco de também ela trair os pressupostos do que se reclama moral e socialmente portadora. 


Honra lhe seja feita  ao chamar os bo(y)is pelos nomes. E que tal, já que a caravana segue impávida e serena, até que lhe sobrevenha o assalto esperado, vergastar com mais sarcasmo, escárnio mesmo, ( sei que é capaz...) esses outros iluministas(!!!?) de que V. fala?


Até à próxima!
Cordiais saudações de um leitor atento

quarta-feira, novembro 09, 2011

HAJA QUEM MANDE...

Onde é que já ouvi isso? De todos os adversários da Democracia...


Nesses casos, quando não querem falar connosco, temos de falar deles...


António Ribeiro Ferreira, editorialista do jornal " I ", insiste nos seus dislates contra o que ele chama de políticos da treta, só que o que se revela às escâncaras é o seu desamor pela democracia...
Ontem, verberou com violência palavrosa a postura democrática tout court do ex primeiro ministro grego Papandreou por se ter ousado pensar propôr um referendo ao seu país no sentido de lhe apurar a sua capacidade de afrontamento com as duríssimas medidas impostas pelos seus parceiros da U.E.
Por outro lado, ensaliva - se pavlovianamente com a perspectiva de ver a Grécia entregue a uma Comissão de tecno - burocratas a mando da sua adorada Merkel, que iria pôr ordem na " desbunda democrática ", cito.


O que importa, para o sr.Ferreira, é a deriva tendencialmente fascista onde " a Alemanha da senhora Merkel mostre ao mundo e aos europeus que na U.E. há alguém que manda ", recito.


Política com laivos de testosterona mal amanhada, claro, em que a MAMÃ, de chinelo em riste compensará as botas saudosas do outro num imaginário em que esta estória de Democracia catita é uma parvoíce pegada.


Heil Merkel! Viva Salazar! Abaixo o comunismo!


Haja pachorra, sim, para tanta invertebração!

terça-feira, novembro 08, 2011

VOU POLEMIZAR...




VEJAMOS: EU sou um  caboverdeano, mestiço, como eventualmente o serão esses dois senhores e fatal como a Terra continuar a existir, virão a ser todos os seus habitantes, pelo menos no mundo ocidental democratizado.
Isso quererá dizer que o racismo já não é problemático nos dias que correm por estas paragens? De maneira nenhuma... Mas uma coisa é certa - não tem já a componente dramática e insultuosa que o léxico de outros tempos e de outras circunstâncias substantivava históricamente.


Chamar negro a um negro só lhe pode, se não for tão estúpido como o pretenso insultado, merecer - lhe uma gargalhada ou o sarcasmo em resposta - Isto era para ser um insulto?
Desconheço, como TODA A GENTE, a pretensa imprecação do jogador Javi, caucasiano meridional, ao jogador Alan, mestiço brasileiro, mas se meteu a palavra negro desfasada de um determinativo ou adjectivação, como por exemplo branco de merda ou preto sujo, não vejo onde poderá estar o insulto, a não ser que o ofendido, por NÃO se considerar Negro, se sentir ofendido pela ignorância do Javi e se calhar da sua, em distinguir as tonalidades que permitem distinguir as raças, sub - raças e seus derivados.


Tudo isto para dizer, desdramatizando, que mais insultuoso é o predicado e a adjectivação que o nome, para quem saiba diferenciar ou conhecer a Lingua que os veiculam.




- Ó branco, passa a bola!
- Vem cá tu buscá - la, ó negro...


Ó minha gente dos jornais, tomem juízo! 
Não façam uma tempestade num copo de água misturando as mariquices lamurientas do Alan com a facilidade de serem manipulados com a vossa tendência irresistível de manipular quem goste disso.


INSULTOS dentro de um campo de futebol!!!!???? Que PORRA, é preciso nunca ter estado lá dentro para se fazer juízos do teor dos que tenho lido. Ignorância ou pura má -fé, pois claro!

segunda-feira, novembro 07, 2011

SUSPIROS...

Um homem entra numa livraria e dirige - se  à empregada:


- Minha senhora, é capaz de me ajudar a procurar um livro?
- Certamente, senhor... Qual é o título da obra?
- O homem, o sexo forte, diz ele.
- AHH!.., suspira a empregada. Os livros de ficção científica são na cave, senhor.