sábado, julho 02, 2011
CATANORTE
Esse será o nome da Região sonhada por algumas luminárias do Norte do País que têm a Capital Lisboa atravessada na garganta. Desmantelado o mito de " capital do trabalho ", destruído aliás por
uma classe empresarial leonina e rapace que levou a sua população à miséria, ao mesmo tempo que, através de caciques desportivos, culturais e boçais, alimentava o ódio aos " mouros ", viram - se, derrotado definitivamente o projecto regionalista, para a criação de um partido do Norte.
Se não fosse a lástima de ver, também no Poder Central, o tipo de representantes do Norte que se perfilam, o seu provincianismo bacoco, a sua ronha, estaria tudo bem. É democracia, não é?... Ou corporativismo disfarçado e mesclado com títeres testas - de - ferro?
E por que não um partido do Centro, outro do Litoral, outro do Alentejo, outro dos Trás - os - Montes e outro da Brandôa, outro do Sul e finalmente o de Lisboa e o dos imigrantes?
Força aí nisto e não se esqueçam de afastar o Rui Rio...
PS: AHHH ! GALINORTE também não estaria mal...
quinta-feira, junho 30, 2011
VOTO CONTRA, evidentemente...
Parafraseando Russel direi que " um desacordo inteligente é sempre preferível a uma concordância passiva "... E, sim, sou contra este governo, sou contra o seu programa e sou contra a ideologia que lhe está, grosseiramente, a definir - lhe o rumo e sou contra esta sociedade éticamente insane e refém do mundo financeiro.
Estive na praça Syntagma ontem como estive, estou e estarei em todas as praças do planeta na luta pela Liberdade dos povos, pela sua maioridade e autonomia e pelo regresso da Política à sua direcção, livremente sufragada.
Hoje quem governa Portugal, ancorado e legitimado trimestralmente pela Banca internacional, fá - lo sob um ultimato inaceitável que cedo ou tarde acordará este povo, bovino, como já foi apodado a seguir o que outros vão encetar - a resistência e o repúdio de uma idiossincracia nórdica que lhe é genéticamente estranha.
Fosse eu mais novo e não estaria aqui sentado, a criticar também a cobardia física e moral do conformismo intelectual do Ocidente, se não o principal culpado da Decadência, por lhe estar na origem, mas pela traição à sua própria condição.
" Ver claro é não agir ", linfatizava Pessoa sobre uma metarealidade que Hoje de tão concreta e sentida por milhões de almas cheira a demissão e burocratização intelectual.
Em cada dia que passa sinto - me como aquele anarquista que à chegada a qualquer país perguntava - HÁ GOVERNO? ENTÃO, EU SOU CONTRA!
terça-feira, junho 21, 2011
ACÇÃO, ACÇÃO e mais ACÇÃO...
... EXIGEM -SE AOS POVOS.
HÁ ALTERNATIVAS E NÃO ESTÃO NO DEBATE DE IDEIAS, HOJE TROVOADAS SECAS, RIBOMBANTES E INCONSEQUENTES SOBRE UMA REALIDADE À QUAL O CAPITAL DEFINIU A APLICAÇÃO, OS LIMITES E O FIM.
HÁ ALTERNATIVAS E NÃO ESTÃO NO DEBATE DE IDEIAS, HOJE TROVOADAS SECAS, RIBOMBANTES E INCONSEQUENTES SOBRE UMA REALIDADE À QUAL O CAPITAL DEFINIU A APLICAÇÃO, OS LIMITES E O FIM.
FERNADO NOBRE, O ingénuo...
Da recusa em ter F. Nobre como segunda figura do Estado por parte da Assembleia da República, só podemos dizer que para lá da leitura política necessàriamente feita pelos mais atentos, só podemos constatar que os deputados tiveram " nariz ".
F. Nobre teceu duríssimas críticas à classe política com fulminantes adjectivações. Estava no seu direito e dever fazê - lo. Por que raio de razões quis ser a segunda figura do Estado, desse Estado contaminado pela corrupção e pelo anti - patriotismo?
Os deputados, pelo menos os que o rejeitaram, não compreenderam o vira - casaquismo ou a tutoridade moral que, sem currículum, vulgo exposição e julgamento político, o precedeu.
E foi bem feita!
Parabéns à Assunção Esteves! Gostei do seu agradecimento à Assembleia e da história que a acompanhou no seu percurso político.
F. Nobre teceu duríssimas críticas à classe política com fulminantes adjectivações. Estava no seu direito e dever fazê - lo. Por que raio de razões quis ser a segunda figura do Estado, desse Estado contaminado pela corrupção e pelo anti - patriotismo?
Os deputados, pelo menos os que o rejeitaram, não compreenderam o vira - casaquismo ou a tutoridade moral que, sem currículum, vulgo exposição e julgamento político, o precedeu.
E foi bem feita!
Parabéns à Assunção Esteves! Gostei do seu agradecimento à Assembleia e da história que a acompanhou no seu percurso político.
terça-feira, junho 14, 2011
EM DIGESTÃO...
... Ou deveria dizer em indigestão?
Concedo, pois, - Em tranquila digestão da derrota das minhas ideias políticas. Já é um hábito e marca indelèvelmente o meu percurso como homem e como cidadão.
Por outro lado, do que acrescenta, pelos factos e como factos, ao meu (des)conhecimento do Sapiens não retira uma molécula ao que creio ser possível no melhoramento da sua relação com a Biologia e com a Razão, com a convicção de que uma continua a ser mais preponderante do que a outra no caos das medidas e exercícios avulsos da Burocracia, racionalizadas a eito e casuísticamente, sem um fio condutor e uma estratégia evolutiva que a própria Biologia, ela mesmo reclama e exige, sob o risco de extinção.
A Razão, essa, está hoje ao serviço da sua própria negação. A diletância intelectual, porque gratuita, encarregou - se, desde o século XVIII,numa descontrucção feroz do Real, exaurindo - o de espaços de intervenção ainda não demolidos pelo sarcasmo, pela petulância, pelo niilismo e pelo ateísmo. Em troca, deixaram o Vazio ou a Opinião como interlocutores analfabetos com a Vida.
Reflecte - se hoje mais sobre o eu do que sobre NÓS, e dos alibis de que a natureza humana fornece e estimula o pasmo intelectual, pela sua suficiência e necessidade, continua -se a ir buscar as justificações pelo fracasso da Ideia.
Neste triunfo do conservadorismo, ao qual o narcisismo espelha como Gray a recusa da mortalidade, irónicamente um fatalismo biológico, num envelhecimento progressivo e sem herança intelectual válida, esgotadas que estão os esforços em imbecis confrontos com a Morte, dizia eu, brilha a Decadência, num eclipse lento e inexorável.
A não ser que...
Concedo, pois, - Em tranquila digestão da derrota das minhas ideias políticas. Já é um hábito e marca indelèvelmente o meu percurso como homem e como cidadão.
Por outro lado, do que acrescenta, pelos factos e como factos, ao meu (des)conhecimento do Sapiens não retira uma molécula ao que creio ser possível no melhoramento da sua relação com a Biologia e com a Razão, com a convicção de que uma continua a ser mais preponderante do que a outra no caos das medidas e exercícios avulsos da Burocracia, racionalizadas a eito e casuísticamente, sem um fio condutor e uma estratégia evolutiva que a própria Biologia, ela mesmo reclama e exige, sob o risco de extinção.
A Razão, essa, está hoje ao serviço da sua própria negação. A diletância intelectual, porque gratuita, encarregou - se, desde o século XVIII,numa descontrucção feroz do Real, exaurindo - o de espaços de intervenção ainda não demolidos pelo sarcasmo, pela petulância, pelo niilismo e pelo ateísmo. Em troca, deixaram o Vazio ou a Opinião como interlocutores analfabetos com a Vida.
Reflecte - se hoje mais sobre o eu do que sobre NÓS, e dos alibis de que a natureza humana fornece e estimula o pasmo intelectual, pela sua suficiência e necessidade, continua -se a ir buscar as justificações pelo fracasso da Ideia.
Neste triunfo do conservadorismo, ao qual o narcisismo espelha como Gray a recusa da mortalidade, irónicamente um fatalismo biológico, num envelhecimento progressivo e sem herança intelectual válida, esgotadas que estão os esforços em imbecis confrontos com a Morte, dizia eu, brilha a Decadência, num eclipse lento e inexorável.
A não ser que...
segunda-feira, junho 06, 2011
POR OUTRO LADO...
...Não posso deixar de aprovar, em consciência, se acaso tenha sido ( e esforço - me por acreditar... ) a racionalidade a promover a maioria de Direita contra o pântano que a dispersão aleatória dos votos provocaria.
Se foi esse o caso, isso diz - nos que quem foi votar fê -lo na consciência plena do que estava em jogo. Ao menos primou - se pela clareza e assumpção das responsabilidades futuras pelos actos da governação.
Por outro lado, se a razão profunda do voto esteve na " aversão " ao ex - P. Ministro a batota vai sair cara. É que, verdade seja dita, a Direita não escondeu o seu programa liberal e foi a esse programa que se deu a maioria de governação e a legitimidade para o promover democráticamente.
Nada obriga aos partidos anti - troika à aceitação do programa governamental da Direita e também eles foram claros em relação a isso.
Como a sua oposição na Assembleia será inconsequente, será na RUA e com a militância dos seus partidários e , como dizia Jerónimo de Sousa, com o cinismo dos " oportunistas " que sufragaram hoje a dupla troika, que se tentará travar as gravosas medidas que se preparam.
Em difícil posição se encontra o P.S. hoje. É o que dá proclamar - se de esquerda e governar com as receitas do outro lado. A sua também proclamada modernice, vulgo pragmatismo ideológico, uma contradição evidente, limita - lhe, hoje como ontem, inexorávelmente, o campo de actuação sobre a massa votante, também ela pragmática e, sem sentido ofensivo, oportunista.
Na escolha do novo líder se verá que caminhos irá seguir o P.Socialista pós - Sócrates. Ou perde de vez a sua identidade com Seguro ou recuperá - la- á com Costa ou Assis...
Se foi esse o caso, isso diz - nos que quem foi votar fê -lo na consciência plena do que estava em jogo. Ao menos primou - se pela clareza e assumpção das responsabilidades futuras pelos actos da governação.
Por outro lado, se a razão profunda do voto esteve na " aversão " ao ex - P. Ministro a batota vai sair cara. É que, verdade seja dita, a Direita não escondeu o seu programa liberal e foi a esse programa que se deu a maioria de governação e a legitimidade para o promover democráticamente.
Nada obriga aos partidos anti - troika à aceitação do programa governamental da Direita e também eles foram claros em relação a isso.
Como a sua oposição na Assembleia será inconsequente, será na RUA e com a militância dos seus partidários e , como dizia Jerónimo de Sousa, com o cinismo dos " oportunistas " que sufragaram hoje a dupla troika, que se tentará travar as gravosas medidas que se preparam.
Em difícil posição se encontra o P.S. hoje. É o que dá proclamar - se de esquerda e governar com as receitas do outro lado. A sua também proclamada modernice, vulgo pragmatismo ideológico, uma contradição evidente, limita - lhe, hoje como ontem, inexorávelmente, o campo de actuação sobre a massa votante, também ela pragmática e, sem sentido ofensivo, oportunista.
Na escolha do novo líder se verá que caminhos irá seguir o P.Socialista pós - Sócrates. Ou perde de vez a sua identidade com Seguro ou recuperá - la- á com Costa ou Assis...
SÓCRATES sai de cena...
... E fá - lo com elegância...
" Ignoro, Atenienses, a impressão que vos causaram os meus acusadores. Por mim, de os ouvir, quase me esqueci de quem sou, tão persuasivos eram os discursos deles. E, no entanto, posso garantir que não disseram uma só palavra de verdade... " - Apologia de Sócrates - Platão
Ontem poderia ser este o estado de espírito do ex - Primeiro Ministro antes de ser confrontado com os seus juízes eleitores. Bebido o cálice até ao fim, retirou - se, de pé.
O balanço dos anos da sua governação far - se - á um dia,assente a poeira do ódio, do revanchismo que a sua indomável coragem criou, pela sua abrangência, num povo que não lhe perdoou traços de carácter que não vislumbra em si.
Muito longe de preencher a contento a defesa das minhas posições " utópicas " sobre a Democracia, apoiei - o, dentro de um quadro políticamente situado - a nação lusa e os seus resilentes atavismos - que ele tentou inglòriamente sacudir, exigindo dela o que ela NÃO QUER DAR ou NÃO POSSUI...
A consequência será a capitulação a uma Mediocridade geral que hoje a DIREITA, atingido o pleno, com uma legitimidade acrescida de mudança expressa e negligência assumida por metade dos votantes, está livre de promover, apoiada num programa miserável, pelo seu carácter regressivo e... naturalmente repressivo.
Para terminar, uma palavra aos MEDIA, principalmente a televisão pública...
Foi deprimente o espetáculo histérico dos meios, dos figurantes e dos protagonistas que acompanhou toda a transmissão dos resultados eleitorais. Um imenso e libertador orgasmo simbólico repetido até à NÁUSEA, no seguimento da degradação contínua da qualidade em prol do reboliço, da cacofonia e da sem - vergonha, cuja presença, também ela simbólica de José Eduardo Moniz, deu o toque exótico de vingança fria.
LAMENTÁVEL!
quinta-feira, junho 02, 2011
EU VOU DIZER NÃO...
...E por isso voto no Bloco de Esquerda.
Eu abomino a " bandalheira " feita regime político, a Liberdade feita pusilanimidade, a Esperança como método de análise e acção individual, a Ética feita anacronismo, a violência sustentada ( ela pode ser SEMPRE justificada ) em " alibis " moralmente abjectos e... isso é um problema muito pessoal, a vulgaridade de que a suposta " elite " do SAPIENS é capaz.
Voto contra o Corporativismo reaccionário, contra o ultra - liberalismo económico selvático, contra o desinvestimento do Estado nos sectores essenciais e referenciadores de uma efectiva igualdade de acesso dos cidadãos à democracia, como a Saúde, a Educação e a Energia, voto contra o despedimento sem justa causa, voto contra a corrupção, voto pela soberania nacional, voto contra a estupidificação cultural, em suma voto contra o empobrecimento material e espiritual dos povos, no caso, o povo português.
Eu abomino a " bandalheira " feita regime político, a Liberdade feita pusilanimidade, a Esperança como método de análise e acção individual, a Ética feita anacronismo, a violência sustentada ( ela pode ser SEMPRE justificada ) em " alibis " moralmente abjectos e... isso é um problema muito pessoal, a vulgaridade de que a suposta " elite " do SAPIENS é capaz.
Voto contra o Corporativismo reaccionário, contra o ultra - liberalismo económico selvático, contra o desinvestimento do Estado nos sectores essenciais e referenciadores de uma efectiva igualdade de acesso dos cidadãos à democracia, como a Saúde, a Educação e a Energia, voto contra o despedimento sem justa causa, voto contra a corrupção, voto pela soberania nacional, voto contra a estupidificação cultural, em suma voto contra o empobrecimento material e espiritual dos povos, no caso, o povo português.
terça-feira, maio 31, 2011
MESMO A PROPÓSITO...
Repescado da revista do C.da Manhã li essa perplexidade, cheia de actualidade, de Miguel Torga, publicado no extinto Diário no dia 17/09/61.
É um fenómeno curioso:
o País ergue - se indignado,
come, bebe
e diverte - se indignado,
mas não passa disto.
Falta - lhe o romantismo
cívico da agressão.
Somos, socialmente,
uma colectividade pacífica
de revoltados?
É um fenómeno curioso:
o País ergue - se indignado,
come, bebe
e diverte - se indignado,
mas não passa disto.
Falta - lhe o romantismo
cívico da agressão.
Somos, socialmente,
uma colectividade pacífica
de revoltados?
segunda-feira, maio 30, 2011
POISSSS!
Cristiano Ronaldo é o REI da NET, com 20 milhões de leitores. Rooney, do M.United vai em 5 milhões, Vin Diesel tem 7 milhões, Lady Gaga com 5 milhões, o Boliche está por perto, tem 4 milhões.
Por outro lado, Barack Obama envergonha - nos com 7 milhões.
E M. Sousa Tavares, coitado, ZERO!
Isto é muuuuito embaraçoso, de facto.
E sugere - me uma singela pergunta: - Quem lê o Quê???
A propósito, parabéns ao blog Áfricaminha que chegou à bonita soma de 100.000 visitas na blogosfera.
Eu vou lá sempre que posso...
Por outro lado, Barack Obama envergonha - nos com 7 milhões.
E M. Sousa Tavares, coitado, ZERO!
Isto é muuuuito embaraçoso, de facto.
E sugere - me uma singela pergunta: - Quem lê o Quê???
A propósito, parabéns ao blog Áfricaminha que chegou à bonita soma de 100.000 visitas na blogosfera.
Eu vou lá sempre que posso...
DAS OPÇÕES...
" O PRISIONEIRO QUE TEM A PORTA DO SEU CÁRCERE ABERTA E NÃO SE LIBERTA, É UM COVARDE " - Kalil Gibran
A Democracia é uma porta aberta à Liberdade como nenhum outro regime político até hoje contemplou. Essa liberdade que ela transporta nos seus critérios responsabiliza - nos, nos nossos actos e nas nossas omissões.
Torna - se evidente que ela só fará sentido, se de individualizada se se tornar uma responsabilidade colectiva, exercitada no espaço que os seus aplicantes habitam e têm por obrigação, não só natural como principalmente cultural, de promover a excelência, fazendo melhor uso dos seus recursos, naturais e culturais em prol do Todo.
Acontece que à natureza humana sobre a qual se impôs, desde o aparecimento do " primeiro " sapiens a Cultura que os mais esclarecidos conseguiram interiorizar e fazer interiorizar, indispõe a mudança; porém, ela aconteceu e tem acontecido, mesmo que com alguns extraordinários revezes, até chegarmos ao século XXI, herdeiros de um Iluminismo, hoje traído, que decretou que a natureza humana, no seu todo, devia parar por aí de evolução e que a sua história, pelo menos no que concerne à produção de IDEIAS, tinha acabado.
Não por acaso, com o ocaso das Ideias, hoje discute - se o Ego e os seus apêndices articulados, como se de facto a massificação sub - cultural atrelado ao Homem de hoje seja, não uma consequência do desinvestimento intelectual e cultural mas um seu produto consequente.
Paradoxal é ver a cegueira que acompanha o reconhecimento, porque evidente, dos Factos dos quais se absorvem os efeitos e dos quais nenhuma consequência, suposta racional, se tira.
O medo, não o recitado pelas Direitas - NÃO HÁ ALTERNATIVAS - e a deriva que se instalou no Ocidente, sobre a AVENTURA de experimentar outros caminhos que não a obscenidade campeada pelo sistema capitalista, hoje mais do que nunca porque liberta da regulação dos Estados, que empobrece as nações em nome de uma gigantesca fraude que mantém captivo e dormente, não só a inteligência, em prol da robotização mas também a inacção em nome da estabilidade, NÃO É OPÇÃO, para nada.
Cobardia, é também para mim, a palavra que me ocorre quando procuro os porquês da capitulação dos povos.
Em África há um ditado que diz - A UNIÃO DO REBANHO OBRIGA OS LEÕES A DEITAREM - SE COM FOME .
Neste rebanho tresmalhado e sem pastores capazes parece que a condução do Homem ocidental ( porque é do Ocidente que reflicto a estúpida embriaguez... ) foi deixada aos cães - pastores.
E nós sabemos como eles agem sem um pastor a assobiar as ordens e como acaba tudo, conduzido ao redil da ruminância... e do circo.
A Democracia é uma porta aberta à Liberdade como nenhum outro regime político até hoje contemplou. Essa liberdade que ela transporta nos seus critérios responsabiliza - nos, nos nossos actos e nas nossas omissões.
Torna - se evidente que ela só fará sentido, se de individualizada se se tornar uma responsabilidade colectiva, exercitada no espaço que os seus aplicantes habitam e têm por obrigação, não só natural como principalmente cultural, de promover a excelência, fazendo melhor uso dos seus recursos, naturais e culturais em prol do Todo.
Acontece que à natureza humana sobre a qual se impôs, desde o aparecimento do " primeiro " sapiens a Cultura que os mais esclarecidos conseguiram interiorizar e fazer interiorizar, indispõe a mudança; porém, ela aconteceu e tem acontecido, mesmo que com alguns extraordinários revezes, até chegarmos ao século XXI, herdeiros de um Iluminismo, hoje traído, que decretou que a natureza humana, no seu todo, devia parar por aí de evolução e que a sua história, pelo menos no que concerne à produção de IDEIAS, tinha acabado.
Não por acaso, com o ocaso das Ideias, hoje discute - se o Ego e os seus apêndices articulados, como se de facto a massificação sub - cultural atrelado ao Homem de hoje seja, não uma consequência do desinvestimento intelectual e cultural mas um seu produto consequente.
Paradoxal é ver a cegueira que acompanha o reconhecimento, porque evidente, dos Factos dos quais se absorvem os efeitos e dos quais nenhuma consequência, suposta racional, se tira.
O medo, não o recitado pelas Direitas - NÃO HÁ ALTERNATIVAS - e a deriva que se instalou no Ocidente, sobre a AVENTURA de experimentar outros caminhos que não a obscenidade campeada pelo sistema capitalista, hoje mais do que nunca porque liberta da regulação dos Estados, que empobrece as nações em nome de uma gigantesca fraude que mantém captivo e dormente, não só a inteligência, em prol da robotização mas também a inacção em nome da estabilidade, NÃO É OPÇÃO, para nada.
Cobardia, é também para mim, a palavra que me ocorre quando procuro os porquês da capitulação dos povos.
Em África há um ditado que diz - A UNIÃO DO REBANHO OBRIGA OS LEÕES A DEITAREM - SE COM FOME .
Neste rebanho tresmalhado e sem pastores capazes parece que a condução do Homem ocidental ( porque é do Ocidente que reflicto a estúpida embriaguez... ) foi deixada aos cães - pastores.
E nós sabemos como eles agem sem um pastor a assobiar as ordens e como acaba tudo, conduzido ao redil da ruminância... e do circo.
terça-feira, maio 24, 2011
PORTUGAL
Não há nada em Portugal que não se " suporte ", nem a Crise...
Se há capacidade humana que o meu povo de origem tornou uma segunda natureza foi a ADAPTAÇÃO, que a falta de recursos, naturais e políticos nos impôs sob o risco de extinção. Uma das suas vertentes é a sua capacidade de reprodução que o fez um dos mais jovens países do Planeta o que sem ser um privilégio ou uma novidade biológica nutre - o com uma energia acrescida que opõe ao derrotismo e à distracção que os tempos de hoje alimentam.
Portugal está a envelhecer a um ritmo preocupante e tem " absorvido " crises cíclicas desde décadas, ostracizando todos os diagnósticos das suas mentes mais esclarecidas. Nesse enlevo embarca TODA A POPULAÇÃO residente, do passado e do presente.
Tenho por mim que o causador desta aflitiva distracção também está no espaço privilegiado que coube ao lusitano, o que lhe provoca um efeito edénico singular.
Vem aí um acto eleitoral e o seu resultado ameaça ser um sério problema, dentro dos condicionalismos impostos pelos credores, com a exigência de uma estabilidade política que garanta as condições do " consenso " necessário ao cumprimento das obrigações contratualizadas.
Qual será a percentagem dos portugueses que condicionará o seu voto ou a sua abstenção, pela criação dessa estabilidade política num exercício racionalizado de decisão?
Pela parte que me toca, confesso - me " contaminado " pelo clima e como um português como os demais não garanto muita racionalidade no meu voto...
sábado, maio 21, 2011
UMA VAGA CONSISTENTE...
Ainda não é o TSUNAMI que prevejo e anseio, por uma democracia real, que varra esse monumental embuste que a Burocracia, a Cleptocracia e a Plutocracia contrabandearam por sobre os nossos anseios de uma sociedade em que a Liberdade se conjugaria com as suas irmãs Fraternidade e Solidariedade por um mundo mais justo, em que as diferenças, não só as naturais como as adquiridas fossem conciliáveis com o Todo que habita a Terra e não alibis de conflitos " naturais ".
QUE A VAGA CRESÇA...!, em Espanha e no resto da população gorda e anafada da chamada Europa rica...
quarta-feira, maio 18, 2011
DEBATES ELEITORAIS
Nada tinha dito ainda sobre os frente-a-frente dos líderes partidários, pelo simples mas não irrelevante pormenor, de antes lhes sentir a consistência do discurso.
Um facto chamou - me logo a atenção, após ter visionado todas as suas prestações até hoje - o Rigor e consistências ideológicas do Louçã e do Jerónimo de Sousa e a " desinibição " retórica deste último, comparado com o passado.
Nenhum deles " perdeu " os debates para os adversários, que foram obrigados a uma posição justificativa que a insustentabilidade da situação, passada, presente e futura, desmerece como argumentação já que foram directa e indirectamente cúmplices naquilo que Louçã já chamou de " economia falhada " e Jerónimo " mais do mesmo ".
Sócrates, Passos Coelho e Portas funcionam e racionalizam dentro dos parâmetros da ideologia hoje triunfante no Ocidente, aceite como solução política e administrativa dos estados que o compõem. Vêem as propostas alternativas como folclores do jogo democrático, aceites como meras verbalizações dos defeitos que o regime transporta e não como prática exequível do que a Política deva ser - Um governo DO povo e PARA o povo que não se esgote na falsa Liberdade e no formalismo hipócrita dos direitos humanos e liberdade de expressão.
Digo e repito - Eu apoiei Sócrates DENTRO do panorama político português de uma maneira clara e transparente e justifiquei porquê, nomeadamente até à crise de 2008. Os eleitores deram - lhe um mandato sobre um programa DENTRO de um sistema e regime que não QUEREM subverter, pelo menos até às próximas eleições. E para dizer o que penso, não creio que o queiram fazer, apesar de o desejar com veemência.
Ao diktat alemão, acompanhado pelo acéfalo presidente francês e o arrivista líder britânico tornou - se necessário uma rebeldia que trave JÁ o novo REICH e a morte da UE sonhada pelos seus pioneiros. Isso terá de partir em qualquer lado, hoje ou amanhã...
E porque não em Portugal, já nas próximas eleições?
Um facto chamou - me logo a atenção, após ter visionado todas as suas prestações até hoje - o Rigor e consistências ideológicas do Louçã e do Jerónimo de Sousa e a " desinibição " retórica deste último, comparado com o passado.
Nenhum deles " perdeu " os debates para os adversários, que foram obrigados a uma posição justificativa que a insustentabilidade da situação, passada, presente e futura, desmerece como argumentação já que foram directa e indirectamente cúmplices naquilo que Louçã já chamou de " economia falhada " e Jerónimo " mais do mesmo ".
Sócrates, Passos Coelho e Portas funcionam e racionalizam dentro dos parâmetros da ideologia hoje triunfante no Ocidente, aceite como solução política e administrativa dos estados que o compõem. Vêem as propostas alternativas como folclores do jogo democrático, aceites como meras verbalizações dos defeitos que o regime transporta e não como prática exequível do que a Política deva ser - Um governo DO povo e PARA o povo que não se esgote na falsa Liberdade e no formalismo hipócrita dos direitos humanos e liberdade de expressão.
Digo e repito - Eu apoiei Sócrates DENTRO do panorama político português de uma maneira clara e transparente e justifiquei porquê, nomeadamente até à crise de 2008. Os eleitores deram - lhe um mandato sobre um programa DENTRO de um sistema e regime que não QUEREM subverter, pelo menos até às próximas eleições. E para dizer o que penso, não creio que o queiram fazer, apesar de o desejar com veemência.
Ao diktat alemão, acompanhado pelo acéfalo presidente francês e o arrivista líder britânico tornou - se necessário uma rebeldia que trave JÁ o novo REICH e a morte da UE sonhada pelos seus pioneiros. Isso terá de partir em qualquer lado, hoje ou amanhã...
E porque não em Portugal, já nas próximas eleições?
domingo, maio 15, 2011
NÃO PODE....
... E se pode, quais foram, no fundo, as razões de tão aberrante acto?
Será que Dominique NÃO QUER ser candidato indigitado pelo PSF para a corrida presidencial?... E, subconscientemente " retirou - se " da corrida ou, tudo não passa de um monumental equívoco?
E se se trata de uma conspiração, como é que um homem vivido como o Presidente do FMI, se deixou seduzir por ela?
Fiquemos à espera dos desenvolvimentos e futuras explicações...
FACTOS,FACTOS,FACTOS e história...
A HONESTIDADE INTELECTUAL EXIGE que à analise se junte a fundamentação e a memória e isso M. Sousa Tavares fá-lo como poucos. Ver a última crónica - Não há inocentes - de 14/5 no Expresso.
É evidente que não há inocentes, Ninguém está inocentado desta narrativa pós 25 de Abril que descambou na Capitulação recente.
A vertigem do Poder democrático que adulterou em vários momentos da história política recente a racionalidade política dos Governos em favorecimento de interesses partidários, corporativos, sindicais, económicos e financeiros ainda está VIVA e actuante. Impossível mudar em tão pouco tempo o que a História cimentou na formatação da alma lusa. O medo que a sobrevivencia lhe irá impôr irá reforçar as defesas de uma " velha " nação no que ela tem de mais autêntico. E não será o Rigor...
É evidente que não há inocentes, Ninguém está inocentado desta narrativa pós 25 de Abril que descambou na Capitulação recente.
A vertigem do Poder democrático que adulterou em vários momentos da história política recente a racionalidade política dos Governos em favorecimento de interesses partidários, corporativos, sindicais, económicos e financeiros ainda está VIVA e actuante. Impossível mudar em tão pouco tempo o que a História cimentou na formatação da alma lusa. O medo que a sobrevivencia lhe irá impôr irá reforçar as defesas de uma " velha " nação no que ela tem de mais autêntico. E não será o Rigor...
quinta-feira, maio 12, 2011
ALÇAPÕES...
Pelo que tenho ouvido nos debates, análises e comentários sobre os termos do acordo com os negociadores do F.M.I. e da U.E. parece - me que um " campo minado " e cheio de alçapões se vai apresentar aos próximos governantes do País.
Os cidadãos não foram tidos nem achados nesse processo. O bom-senso aconselharia que essas negociações, precipitadas pela queda do Governo,só ocorressem depois das eleições e não aparecerem como um ultimato inconcebível ao País, definindo lhe em pormenor um programa de Governo ao qual se EXIGE vassalagem, com um controlo trimestral da execução.
CAPITULAÇÃO - foi o que aconteceu, com a BANCA nacional à cabeça levando, na néscia e absurda enxurrada financeira, todo um povo que tem sido obrigado a pagar a MERDA que tem andado a fazer.
Veremos quem será o escolhido pelos cidadãos para se esquivar com inteligência a uma agenda direitista e conservadora que nos querem prender às pernas...
Os cidadãos não foram tidos nem achados nesse processo. O bom-senso aconselharia que essas negociações, precipitadas pela queda do Governo,só ocorressem depois das eleições e não aparecerem como um ultimato inconcebível ao País, definindo lhe em pormenor um programa de Governo ao qual se EXIGE vassalagem, com um controlo trimestral da execução.
CAPITULAÇÃO - foi o que aconteceu, com a BANCA nacional à cabeça levando, na néscia e absurda enxurrada financeira, todo um povo que tem sido obrigado a pagar a MERDA que tem andado a fazer.
Veremos quem será o escolhido pelos cidadãos para se esquivar com inteligência a uma agenda direitista e conservadora que nos querem prender às pernas...
quarta-feira, maio 11, 2011
É disto que falo...
Leio que a NATO se recusou a prestar auxílio a uma embarcação avariada e carregada de refugiados, que demandavam o Mediterrâneo em busca de território mais civilizado, desprezando a civilidade que a lei internacional define como obrigação nos pedidos de socorro.
Só a " falta de qualidade " que lhes terá sido atribuída por ordens superiores, terá obstado ao seu salvamento.
Cometeu - se um crime.
O julgamento só será feito ao nível da nossa consciência, já que quem hoje detém o Poder de julgar, aplicando os critérios do mais forte e não da Justiça, adjectivando as acções consoante os seus interesses, detém o poder das armas e não o fará em casa própria.
Um homicídio é um homicídio, quer seja cometido pelo indivíduo ou pelo Estado. O terrorismo é terrorismo, quer seja cometido pelo indivíduo ou pelo Estado e por aí fora...
A representação do colectivo que o Estado e os seus tentáculos protagonizam tem de ser escrutinada nos exactos parâmetros que a LEI impõe aos cidadãos que O formataram. Os Estados não são impunes; os " interesses " próprios que defendem podem tornar - se numa ameaça aos outros Estados, como a História das nações bem conhece e responsabiliza TODOS.
A " CHAVE " do regulamento normalizado do " sapiens " com os outros habitantes da TERRA terá de abrir todas as portas que as evoluções díspares dos outros ramos da espécie criaram. A Biologia, a Sobrevivência, não chega; a Racionalidade, pelos vistos, também não.
E que tal a SOLIDARIEDADE, a junção dessas duas urgências?
Só a " falta de qualidade " que lhes terá sido atribuída por ordens superiores, terá obstado ao seu salvamento.
Cometeu - se um crime.
O julgamento só será feito ao nível da nossa consciência, já que quem hoje detém o Poder de julgar, aplicando os critérios do mais forte e não da Justiça, adjectivando as acções consoante os seus interesses, detém o poder das armas e não o fará em casa própria.
Um homicídio é um homicídio, quer seja cometido pelo indivíduo ou pelo Estado. O terrorismo é terrorismo, quer seja cometido pelo indivíduo ou pelo Estado e por aí fora...
A representação do colectivo que o Estado e os seus tentáculos protagonizam tem de ser escrutinada nos exactos parâmetros que a LEI impõe aos cidadãos que O formataram. Os Estados não são impunes; os " interesses " próprios que defendem podem tornar - se numa ameaça aos outros Estados, como a História das nações bem conhece e responsabiliza TODOS.
A " CHAVE " do regulamento normalizado do " sapiens " com os outros habitantes da TERRA terá de abrir todas as portas que as evoluções díspares dos outros ramos da espécie criaram. A Biologia, a Sobrevivência, não chega; a Racionalidade, pelos vistos, também não.
E que tal a SOLIDARIEDADE, a junção dessas duas urgências?
segunda-feira, maio 09, 2011
VIVA LA MUERTE!!!???
Clara F. Alves, cuja lucidez muito prezo e que por várias vezes por aqui tenho enaltecido a diferença que ela marca no panorama jornalístico nacional esteve nas celebrações festivas que acompanharam em várias praças do Ocidente, o assassinato do líder da organização extremista Al-Qaeda e admirou - se da perplexidade de outras almas com a visão de um filme que elas seguramente julgavam pertencer ao universo do Outro, como aconteceu a este bloguista.
E.Cioran disse, mais coisa menos coisa, que a lucidez,no momento em que julgamos ter compreendido tudo, nos dá ar de assassinos.
Não que, creio eu, o assassínio e a lucidez tenham alguma coisa em comum, necessáriamente; o que tem de pretensão a lucidez tem o assassínio o absurdo.
Os alibis para a justificação do assassinato,( não há semântica que nos valha... )provêm do domínio de uma narrativa que a história do Homem transporta desde as origens e subvertem toda a essência que a racionalidade pôs no seu conteúdo e transformam - se na negação daquilo que em nós estremece ao ver a sua face sombreada pela demência.
Falo da Justiça, Liberdade, Religião, Solidariedade,Civilização, Orgulho nacional,Segurança, em nome dos quais se manda assassinar, numa patética e trágica inversão com o valor primordial que lhes dá SENTIDO - a VIDA, humana para o caso.
Quando se ignora ostensivamente o homicídio que diáriamente acontece por este globo, nomeadamente nas regiões mais pobres do mundo,sim,porque não vejo a distinção entre " deixar morrer à mingua " com a promoção da matança em nome de uma ideologia, vingança ou interesse nacional, pergunto se é a altura da " pilha de cadáveres " que nos sufoca ou a nossa incapacidade de compaixão pela " falta de qualidade " da pilha?
É que nesse desinvestimento NÃO HÁ INOCENTES a não ser as crianças e quando os líderes, escolhidos por nós mandam matar e levam nas suas bombas o TERROR para despejar sobre outros " inocentes " e os seus líderes,são mandatados e irresponsabilizados por NÓS, responsabilizando -nos a TODOS.
E é isso que me incomoda...
Nenhuma compaixão me desperta a morte de assassinos como Bin Laden. E, seguramente, não merece a minha celebração.
Por mim, recuso que matem em meu nome. ENVERGONHA - ME!
A capacidade de o fazer, inscrita nos meus genes de primata é minha, e o seu uso também. E celebro,isso sim, a VIDA e AQUILO que me tem impedido de glorificar a Morte. Lucidez não é , de certeza; será coisa OUTRA.
Por quem os sinos irão dobrar, acompanhando os festejos do Outro lado, quando, sob outras bandeiras as bombas nos despertarem a compaixão devida aos nossos?
E.Cioran disse, mais coisa menos coisa, que a lucidez,no momento em que julgamos ter compreendido tudo, nos dá ar de assassinos.
Não que, creio eu, o assassínio e a lucidez tenham alguma coisa em comum, necessáriamente; o que tem de pretensão a lucidez tem o assassínio o absurdo.
Os alibis para a justificação do assassinato,( não há semântica que nos valha... )provêm do domínio de uma narrativa que a história do Homem transporta desde as origens e subvertem toda a essência que a racionalidade pôs no seu conteúdo e transformam - se na negação daquilo que em nós estremece ao ver a sua face sombreada pela demência.
Falo da Justiça, Liberdade, Religião, Solidariedade,Civilização, Orgulho nacional,Segurança, em nome dos quais se manda assassinar, numa patética e trágica inversão com o valor primordial que lhes dá SENTIDO - a VIDA, humana para o caso.
Quando se ignora ostensivamente o homicídio que diáriamente acontece por este globo, nomeadamente nas regiões mais pobres do mundo,sim,porque não vejo a distinção entre " deixar morrer à mingua " com a promoção da matança em nome de uma ideologia, vingança ou interesse nacional, pergunto se é a altura da " pilha de cadáveres " que nos sufoca ou a nossa incapacidade de compaixão pela " falta de qualidade " da pilha?
É que nesse desinvestimento NÃO HÁ INOCENTES a não ser as crianças e quando os líderes, escolhidos por nós mandam matar e levam nas suas bombas o TERROR para despejar sobre outros " inocentes " e os seus líderes,são mandatados e irresponsabilizados por NÓS, responsabilizando -nos a TODOS.
E é isso que me incomoda...
Nenhuma compaixão me desperta a morte de assassinos como Bin Laden. E, seguramente, não merece a minha celebração.
Por mim, recuso que matem em meu nome. ENVERGONHA - ME!
A capacidade de o fazer, inscrita nos meus genes de primata é minha, e o seu uso também. E celebro,isso sim, a VIDA e AQUILO que me tem impedido de glorificar a Morte. Lucidez não é , de certeza; será coisa OUTRA.
Por quem os sinos irão dobrar, acompanhando os festejos do Outro lado, quando, sob outras bandeiras as bombas nos despertarem a compaixão devida aos nossos?
sábado, maio 07, 2011
ALTERNATIVAS...
É evidente que há, sempre houve alternativas aos modelos de governação democrática que nenhum paternalismo autocrático saberá contrariar.
Acontece que, quando à inconsequência e por vezes contradição entre as narrativas do Real interpretadas pelos partidos e vivida individualmente pelos cidadãos, se acrescem diktats que subvertem o relacionamento que uma vivência contratualizada entre as partes, definiu há séculos, o indivíduo eleitor sente - se parte de uma farsa que contrabandeou TUDO.
As sondagens que apontam, não uma penalização, pelo contrário, uma cumplicidade com quem soube, políticamente, ser ( ou parecer, não importa...) uma resistência à agressão sobre os normativos psicológicos que, bem ou mal, nos enformam e marcam uma trajectória nacional,uma maneira de ser e viver o mundo, são um sintoma de que a mensagem vigorosa de Sócrates está a ser mais fácilmente aceite pelo Centrão do que a do seu opositor directo, visto como o elemento perturbador de uma narrativa enfáticamente defendida e melhor interpretada por Sócrates.
Defender a MUDANÇA hoje, sobre o real enquadrado pela troika, é um exercício que remete os eleitores para uma demência dificilmente exequível, dadas as alternativas apresentadas pelo Bloco de Esquerda e pelo PCP que prefiguram uma revolução, mutatis mutandis, na mesma linha da provocada pela intervenção estrangeira.
Se o programa de Governo já está feito pela troika,convém ter à frente do Governo um líder confirmado e não challengers.
Mudar esse arranjo mental até à data das eleições exigirá inteligência, não chico-espertice, e um conhecimento profundo da psicologia social lusa que os ataques pessoais ao P. Ministro demissionário estão a desmentir, ao mesmo tempo que reforçam e não enfraquecem os laços cúmplices que se estabeleceram após o seu derrube formal pela Oposição que franqueou as portas à intervenção estrangeira.
Veremos os desenvolvimentos...
Acontece que, quando à inconsequência e por vezes contradição entre as narrativas do Real interpretadas pelos partidos e vivida individualmente pelos cidadãos, se acrescem diktats que subvertem o relacionamento que uma vivência contratualizada entre as partes, definiu há séculos, o indivíduo eleitor sente - se parte de uma farsa que contrabandeou TUDO.
As sondagens que apontam, não uma penalização, pelo contrário, uma cumplicidade com quem soube, políticamente, ser ( ou parecer, não importa...) uma resistência à agressão sobre os normativos psicológicos que, bem ou mal, nos enformam e marcam uma trajectória nacional,uma maneira de ser e viver o mundo, são um sintoma de que a mensagem vigorosa de Sócrates está a ser mais fácilmente aceite pelo Centrão do que a do seu opositor directo, visto como o elemento perturbador de uma narrativa enfáticamente defendida e melhor interpretada por Sócrates.
Defender a MUDANÇA hoje, sobre o real enquadrado pela troika, é um exercício que remete os eleitores para uma demência dificilmente exequível, dadas as alternativas apresentadas pelo Bloco de Esquerda e pelo PCP que prefiguram uma revolução, mutatis mutandis, na mesma linha da provocada pela intervenção estrangeira.
Se o programa de Governo já está feito pela troika,convém ter à frente do Governo um líder confirmado e não challengers.
Mudar esse arranjo mental até à data das eleições exigirá inteligência, não chico-espertice, e um conhecimento profundo da psicologia social lusa que os ataques pessoais ao P. Ministro demissionário estão a desmentir, ao mesmo tempo que reforçam e não enfraquecem os laços cúmplices que se estabeleceram após o seu derrube formal pela Oposição que franqueou as portas à intervenção estrangeira.
Veremos os desenvolvimentos...
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