sábado, dezembro 03, 2011

A MAMÃ MANDA...



... E OS FILHOTES OBEDECEM.


Assim é que é bonito, não é, ZÉ?


Acontece que, cá para o leigo cidadão, o provincianismo evidente da senhora já custa muito à UE, apoiada que está por uma demissionária e conformista casta parateológica, com uma configuração contabilística do mundo e dos seus habitantes, em que até hoje, pela nova doutrina a única coisa GLOBALIZADA tem sido o dinheiro e a " abertura " militarista dos espaços tendencialmente aptos a pô - LO a circular em selvática e democrática abrangência, como tem acontecido na nossa humanística solidariedade com a primavera árabe na Líbia, Tunísia, Egipto, e.... eventualmente se a China e a Rússia deixarem, na Síria, no Irão e... mais tarde, fatal como o destino, na Venezuela de Chavéz, países produtores de uma riqueza que convém estar em mãos mais comandadas e ....corruptas.


Merkel, dizia, é uma provinciana, tornada presa fácil e útil do Capital, hoje chamado  Mercado e da sua venal e corrupta burocracia.
Mais, é uma fantoche dirigida e directora da resignação ao pasmo evolutivo com que se tem formatado a opinião na U.E., com uma redutora e imbecil palavra de ordem - NÃO HÁ ALTERNATIVA- ; impossível sair do poço se não metermos mais água, o que a nossa mesquinhez recusa.


Acontece que há OUTRA alternativa para sair do poço - é trepando por ele acima e se no topo houver alguém para atirar uma corda, mais depressa se alternaria, passem as conotações corriqueiras, se esse alguém tentasse encher o poço.
Mas... desgraçadamente, a U.E. de hoje não produz esse alguém, pelo contrário e com eficiência material, enxameia - nos de drenadores, de água, impulso vital, pensamento, liberdade, revolta... e alegria.


Os meninos bem-comportados que nunca enfrentaram os pais ou as mães, cultural e anímicamente castradoras, permanecem na infantilidade, na demissão e conformismo, mimados pelo sabor das chinelas, até à velhice.
Apesar de tardiamente, o rei LEAR compreendeu as suas circunstâncias e ... morreu velho.
As juventudes ocidentais e mundiais terão esse tempo todo para crescer?

terça-feira, novembro 29, 2011

SÍRIA



Aperta - se o cerco a Assad com sírios a manifestaram - se contra as sanções da Liga Árabe e contra a ingerência estrangeira nos seus assuntos internos.
Eventualmente, se a posição da Rússia de contrariar as sanções económicas não passe de uma manobra táctica, Assad cairá como previsto na lista dos chefes de estado a depôr, aqui estampada neste blogue por alturas da queda de Sadam.


A Europa fia mais fininho... é mais cínica e matreira de que o seu parceiro do outro lado do Atlântico e por cá vai substituindo os chefes de governo eleitos democráticamente por tecnocratas gerados pela Burocracia da UE, homens de mão sempre prontos ao beija -. mão dos chefes, ou da chefe, como é o caso presente. Será a sua contribuição imbecil para a NOVA ORDEM INTERNACIONAL...


 Entretanto, os contornos da Democracia que se está a impôr no mundo árabe são inquietantes; a burrice reiterada não tem limites, quando se prepara com toda a pompa a subida da SHARIA às Constituições de toda aquela zona na esperança estúpida de que a moderação será a palavra chave no desenlace democrático do fundamentalismo islâmico.

??????????.......



NÃO CONSEGUI AINDA DIZER NADA SOBRE ESTE SENHOR PORQUE NÃO SEI POR ONDE PEGAR....


A minha dificuldade na análise de burocratas e Burocracia acentua - se com a ascensão no panorama mundial dessa nouvel classe dirigente que está a substituir o político, o pensamento, a imaginação, a evolução, em nome de uma conservadora e reaccionária manutenção de uma visão da natureza humana definida pelas suas pulsões mais primárias e imediatas, eventualmente tomando -  se como exemplo.
Resultado - Um mundo cada vez mais bisonho e pardo com paraísos cínica e fortemente defendidos por detrás de discursos robotizados e anémicos. 


Aos poucos, este regime de castas que vai paulatinamente esvaziando a Democracia das suas virtudes, tem feito o seu percurso à vista de toda a gente que não ao seu entendimento, hoje focado em SOBREVIVER. O tempo de lazer, o pouco que ainda resta se os sindicatos se deixarem vencer no roubo de mais meia - hora de trabalho gratuito, será preenchido com narcosiantes ofertas " culturais " de que as televisões privadas se encarregarão para manter sossegado o pagode e não a pensar em revoluções fora - de - moda.


TRABALHO E ESTUPIDEZ, pois claro... Eis a alternativa contida no - Não há alternativa - ouvida na boca dessa casta de parasitária dormência...

RESCALDOS DO DERBY

Eu tinha a certeza de que o " jogo " iria a prolongamento após o apito final, e não me enganei.
A jogar só com dez jogadores durante meia - hora do desafio e ganhá- lo contra jogadores que tudo fizeram para conseguir a victória, num jogo eléctrico e bem disputado, o Glorioso teve uma comemoração entusiástica por parte dos adeptos lagartos - INCENDIARAM - LHE O BELO ESTÁDIO .


O que aconteceu a seguir, no seguimento da rábula da gaiola, foi simplesmente patético e que foi ouvir os dirigentes e ex-dirigentes do Sporting a desculpar em compreensões formais e efectivas a acção comemorativa dos seus adeptos depois da grande partida de futebol que presenciaram. Como sobre a arbitragem só o Benfica tinha razões de queixa pelo evidente exagero da expulsão do Cardoso, incendiaram a gaiola colorindo com mais vermelho a Catedral. EXEMPLAR fair-play, pois claro!


Se um estádio como o do Sporting, que possui uma FOSSA ( até a designação é insultuosa nos seus contornos metafóricos...) para conter os seus amados adeptos e não lhes causa nenhuma cócega à susceptivel dignidade, porque haveria a tela do estádio do Benfica ser uma ofensa?
 Eu sei que a cretinice pode ser contagiosa e por aí tudo bem mas já agora, se os jogos entre os chamados grandes são considerados de alto risco porque é que o Benfica haveria de armar a tela de segurança num jogo com o Setúbal, por exemplo e não com o Sporting, Braga, ou Porto?


Para acabar... o Domingos que se cuide...
Apesar da sua experiência passada com a claque do Porto e do Braga lhe ter feito alguma luz sobre esta matéria energúmena, convém pôr - se a pau...

sexta-feira, novembro 25, 2011

EM POUSIO...












...Mas atento, muito atento ao que por aí se passa - os desenvolvimentos da situação política no Egipto, na Líbia, na Síria, nos USA e, principalmente na Europa e em Portugal.
E, claro, ao diz que  se diz, de raspão, e às análises de Clara F. Alves, do JPP, de M. Sousa Tavares e de duas agradáveis " descobertas " no jornal " I " nos comentários de José Neves e de Serra Lopes.


E... um sorriso à reiterada tentativa de castração do masculino misturando alhos com bogalhos, engate com stalking, azedumes com alertas, sexualidade com melancolias.
E uma pergunta, à qual nenhum estudo ainda ousado se faz - Para quando, num universo feminino que vem dos 60 anos e por aí abaixo, um rigoroso, corajoso inquérito do desvendamento do molestamento e abuso sexual exercido sobre as, então crianças e adolescentes mulheres portuguesas, principalmente ( e por que não incluir o masculino, perguntar - se -ia, se os homens se queixassem muito de assédio ), e a publicação do resultado desse estudo?
Quero acreditar que as conclusões desse inquérito seriam de uma importância decisiva no que ao conhecimento das mulheres portuguesas e dos seus parceiros, pais e companheiros diz respeito, e explicaria, talvez, os desenlaces afectivos que medram em Portugal como produtos de um recalcamento dramático e sem saída.


Quem sabe se dos 40% da população europeia que, segundo outro estudo, sofre de perturbação mental ( eu já desconfiava... ) uma boa percentagem, que não aparece incluída ou QUANTIFICADA, ( um tabu recalcado ou desdramatizado, evidentemente... ) não padeça dos males incuídos na minha proposta/percepção?


QUEM SE ATREVERÁ, com uma tese de mestrado, por exemplo, a levar por diante esta tarefa de desmascaramento?

terça-feira, novembro 15, 2011

ESCLAREÇAMOS...

O QUE À DEMOCRACIA SE EXIGE É O SEU APERFEIÇOAMENTO e não a sua demolição, o que necessariamente OBRIGA  à melhoria genérica dos seus praticantes, se não perde o fundamento e o sentido que A deve orientar. A não ser assim, se regressarmos à lei da selva ( não esta, convenientemente formatada para alguns...), sabemos bem de que lado está a força no Caos.
Se o melhoramento da Democracia, em todas as suas componentes definidoras, deplora os chamados radicalismos e extremismos, crente na sabedoria dos seus eleitos moderados, deveria ser porque crê ser possível a UTOPIA,  o que quer que isso seja ou venha a ser no imaginário, COLECTIVO, já que ela JÁ é pertença efectiva na vida de uma minoria triunfante, que ao criar as regras do funcionamento do seu status, esvazia fraudulentamente o Real de outros reais possíveis.
ISSO é que merece ser denominado de extremismo, hipócrita e manipulador, que não as esperanças da maioria, ou não?


A visão da Utopia de Moore, lido por aí, como um aviso à navegação DO que NÃO se deveria fazer ou sonhar, é no mínimo original, como prática de psicologia invertida e de uma vigorosa gargalhada às aspirações da plebe ignara do seu tempo. 
Enfim...

DOS AUTORES INOCENTES...

Facto 1 - Anders Breivik declarou -. se autor confesso da morte de 77 pessoas mas ressalva a sua condição de inocente das acusações de homicídio.


Facto múltiplo -  Os senhores das guerras, de todas as latitudes, nunca se confessam autores de massacres nem tampouco culpados de coisa alguma.


Por alturas do massacre, escrevi por aqui que apesar do horror da tragédia, ela tinha indubitávelmente uma leitura política, não no sentido lato do termo, mas efectiva, coisa que nem os Media nem os comentadores encartados se referiram por evidente má - consciência, a mesma que assiste serena e diáriamente ao assassinato dos OUTROS, em outras paragens, apaziguada pelas necessidades políticas e ideológicas do Poder dos seus países, sem nunca ter sido chamada a se inocentar ou a se culpabilizar pelos actos hediondos cometidos em SEU nome.


A crítica das razões do Poder teria, deveria ter como um dos objectivos a chamada à Razão, ao nosso conhecimento da verdade escondida atrás dessa natural e quase automática aquiescência dos cidadãos à falsidade contida nas alegações expressas ou tácitas por um indivíduo ou por uma ideologia.


Breivik trava uma luta política e despertou brutalmente a consciência dos seus compatriotas e da U.E. com o seu acto hediondo, postulando uma ideologia de repúdio do multiculturalismo, que paulatinamente faz a sua marcha silenciosa nos corredores do Poder e nas consciências dos cidadãos europeus, uma resistência cultural ameaçada pelo Outro, pelo bárbaro alienígena.
Diz - se por aí que Sarkozy e o Berlusconi levaram a guerra ao norte de África devido à preocupação com a invasão contínua dos refugiados.Uma colega do seu partido chegou a propôr o seu despejamento nas águas do Mediterrâneo caso ela se tornasse incontrolável.


Pergunto: se neste universo despudorado em que as decisões executivas que levam ao assassinato de milhares sob o alibi de evitar outras supostas vítimas, essas classificadas de inocentes, quando no fundo as razões serão efectivamente outras e não as hipócritas e de costas largas razões humanitárias...:
 -  Qual é a diferença moral e política entre essas decisões e as tomadas individualmente em nome dos mesmos princípios, que permite descriminalizar uns e punir outros?
A resposta sabêmo - la nós e está profundamente enraízada nos nossos automatismos biológicos de sobrevivência e não na suposta superioridade ética do linchamento praticado por um indivíduo, por uma turba ou pelo Estado em nome DO QUE QUER QUE SEJA. 


Só a auto - defesa é moral e legalmente válida.


A responsabilidade representativa do eleito não o iliba nem moral nem legal, nem criminalmente pelo assassinato, nem em presença nem à distância, porque o que está em causa é o acto em si que se repudia e não os alibis da sua aceitação. NÃO HÁ INOCENTES em nações que combatem outras nações, há vítimas de embuste e falsidades nos dois lados.
A perversidade conceptual que nos torna bons e os Outros maus também se manifesta dentro de portas quando naturalmente empurramos para as margens da criminalização os anti - sistema, com a complacência firme dos nossos preconceitos e do nosso sossêgo, ignorando que o regime teve origem no diálogo e no compromisso e não na força das verdades terminais, inexistentes.



As ideias de Breivik são falsas. Como cidadão posso contestá - las com argumentos que o levariam eventualmente a chegar à mesma conclusão; o Estado norueguês, a U.E., o Ocidente, NÃO! Só o poderão julgar como criminoso e NUNCA como político porque nesse combate de desmascaramento, perderiam.

sexta-feira, novembro 11, 2011

É disto que falo...

...Quando aconselho o escárnio como arma de demolição do statu quo.






Com a devida vénia ao blog africa minha, que postou  esta imagem do tiro de pólvora seca da abstenção ruidosa do PS e do seu líder A.Seguro na votação do Orçamento, definiu, sem palavras, o resultado final dos avanços e recuos de um partido manietado nas suas contradições ideológicas.

quinta-feira, novembro 10, 2011

Ao ABRUPTO...

Há uns tempos que não visitava o abrupto...
Fiz mal, esquecendo - me de que o JPP é um dos mais lúcidos analistas portugueses do nosso tempo e dos outros.
Continua contundente e certeiro mas precisa, justamente porque lida preferencialmente com matéria séria e gente pouco séria, de não se levar excessivamente a sério, já que não há, aparentemente, do outro lado, quem possa apontar falhas ao seu processo de desmascaramento de más - consciências quando V. funciona como um verdadeiro iluminista que o é ; só lhe tem respondido o silêncio e condescendência executiva.


Uso este termo, iluminista, porque o tem utilizado ambiguamente, quando o acho mais apropriado à sua pessoa do que às luminárias do Poder que nos tem dirigido cujas denunciadas pulsões são exactamente o contrário das aspirações iluministas; para começar, NÃO dialoga, as suas posições (delas ) são terminais, fundamentadas grosso modo no fim da História, quando qualquer processo progressista, merecedor de uma anexação iluminista, sem renegar o seu elitismo condutor ( as eleições democráticas reconhecem essa necessidade...) tem de se basear no compromisso livremente assumido, sim, de progresso equitativo entre as partes, num diálogo hoje completamente traído por uma BUROCRACIA triunfante e auto - suficiente a funcionar no olho do furacão, cuja finalidade é o PODER, ele mesmo, traduzido nos seus tentáculos financeiros e militares.
As perguntas a fazer sobre o Progresso contínuo, à legitimidade desse Poder em democracia, sobre o seu uso dissonante com a realidade social que lhe daria o sentido da justiça numa liberdade, hoje meramente teórica e vazia de conteúdo prático, a denúncia virulenta dos exercícios hipócritas da sua compreensão formal pela contínua decadência da saúde física, moral e económica dos governados, à vista do que se passa nos centros de decisão, são, dizia, obrigações a que a CRÍTICA iluminista não se pode furtar sob o risco de também ela trair os pressupostos do que se reclama moral e socialmente portadora. 


Honra lhe seja feita  ao chamar os bo(y)is pelos nomes. E que tal, já que a caravana segue impávida e serena, até que lhe sobrevenha o assalto esperado, vergastar com mais sarcasmo, escárnio mesmo, ( sei que é capaz...) esses outros iluministas(!!!?) de que V. fala?


Até à próxima!
Cordiais saudações de um leitor atento

quarta-feira, novembro 09, 2011

HAJA QUEM MANDE...

Onde é que já ouvi isso? De todos os adversários da Democracia...


Nesses casos, quando não querem falar connosco, temos de falar deles...


António Ribeiro Ferreira, editorialista do jornal " I ", insiste nos seus dislates contra o que ele chama de políticos da treta, só que o que se revela às escâncaras é o seu desamor pela democracia...
Ontem, verberou com violência palavrosa a postura democrática tout court do ex primeiro ministro grego Papandreou por se ter ousado pensar propôr um referendo ao seu país no sentido de lhe apurar a sua capacidade de afrontamento com as duríssimas medidas impostas pelos seus parceiros da U.E.
Por outro lado, ensaliva - se pavlovianamente com a perspectiva de ver a Grécia entregue a uma Comissão de tecno - burocratas a mando da sua adorada Merkel, que iria pôr ordem na " desbunda democrática ", cito.


O que importa, para o sr.Ferreira, é a deriva tendencialmente fascista onde " a Alemanha da senhora Merkel mostre ao mundo e aos europeus que na U.E. há alguém que manda ", recito.


Política com laivos de testosterona mal amanhada, claro, em que a MAMÃ, de chinelo em riste compensará as botas saudosas do outro num imaginário em que esta estória de Democracia catita é uma parvoíce pegada.


Heil Merkel! Viva Salazar! Abaixo o comunismo!


Haja pachorra, sim, para tanta invertebração!

terça-feira, novembro 08, 2011

VOU POLEMIZAR...




VEJAMOS: EU sou um  caboverdeano, mestiço, como eventualmente o serão esses dois senhores e fatal como a Terra continuar a existir, virão a ser todos os seus habitantes, pelo menos no mundo ocidental democratizado.
Isso quererá dizer que o racismo já não é problemático nos dias que correm por estas paragens? De maneira nenhuma... Mas uma coisa é certa - não tem já a componente dramática e insultuosa que o léxico de outros tempos e de outras circunstâncias substantivava históricamente.


Chamar negro a um negro só lhe pode, se não for tão estúpido como o pretenso insultado, merecer - lhe uma gargalhada ou o sarcasmo em resposta - Isto era para ser um insulto?
Desconheço, como TODA A GENTE, a pretensa imprecação do jogador Javi, caucasiano meridional, ao jogador Alan, mestiço brasileiro, mas se meteu a palavra negro desfasada de um determinativo ou adjectivação, como por exemplo branco de merda ou preto sujo, não vejo onde poderá estar o insulto, a não ser que o ofendido, por NÃO se considerar Negro, se sentir ofendido pela ignorância do Javi e se calhar da sua, em distinguir as tonalidades que permitem distinguir as raças, sub - raças e seus derivados.


Tudo isto para dizer, desdramatizando, que mais insultuoso é o predicado e a adjectivação que o nome, para quem saiba diferenciar ou conhecer a Lingua que os veiculam.




- Ó branco, passa a bola!
- Vem cá tu buscá - la, ó negro...


Ó minha gente dos jornais, tomem juízo! 
Não façam uma tempestade num copo de água misturando as mariquices lamurientas do Alan com a facilidade de serem manipulados com a vossa tendência irresistível de manipular quem goste disso.


INSULTOS dentro de um campo de futebol!!!!???? Que PORRA, é preciso nunca ter estado lá dentro para se fazer juízos do teor dos que tenho lido. Ignorância ou pura má -fé, pois claro!

segunda-feira, novembro 07, 2011

SUSPIROS...

Um homem entra numa livraria e dirige - se  à empregada:


- Minha senhora, é capaz de me ajudar a procurar um livro?
- Certamente, senhor... Qual é o título da obra?
- O homem, o sexo forte, diz ele.
- AHH!.., suspira a empregada. Os livros de ficção científica são na cave, senhor.

quinta-feira, novembro 03, 2011

DIÁLOGOS INTERROMPIDOS...

Os problemas que hoje assolam a modernidade têm uma raíz tão funda como a história dos seres humanos e baseiam -se na resistência do conhecimento velho perante a nova consciência que o interroga e desmonta os preconceitos cristalizados em cansaço e impotência.
Quando, sobre a estabilização dessa velha sabedoria, datada, cimentada e arrogantemente surda, mudam as  realidades, que teimam em desmentir a morte das soluções, hoje apresentadas como terminais,  se levantam interrogações e reavaliações sobre o caminho seguido, o Poder responde com o reforço das suas certezas sobre um sistema em crise sistémica.
A precipitação com que as luminárias burocráticas lançaram a Globalização, sob o alibi da universalidade do Comércio e da amoralidade do Dinheiro com o pano de fundo da victória sobre as ideias contidas na ideologia socialista, foi fatal ao Capitalismo , em confronto com realidades outras históricamente desenquadradas com o seu suporte singular - a Democracia ocidental.

O grito de guerra no Ocidente é, hoje, mais PRODUTIVIDADE, para fazer face ao trabalho escravo de outras paragens.
 Numa sociedade de abundância produtiva e uma monstruosa riqueza acumulada, o normal seria, em termos de justiça para com o povo contribuinte para essa riqueza e bem-estar se o automatismo cego contido nos genes do sistema a isso não obstassem, a gestão solidária dessa riqueza em favor desse povo em crescimento e não, em demandas prossecutórias, formatar coercívamente o resto do planeta, desfasado em relação ao percurso histórico que permitiu A realidade ocidental.

A Grécia é hoje o véu de Maya a disfarçar uma evidência - a falência do Sistema - que os preconceitos reforçados pela queda do regime soviético, então simulacro perverso das ideias socialistas, não deixam ver - a superioridade ideológica e humanista contida nos seus pressupostos, princípios e fins e a sua conformidade ética com o elevação espiritual da espécie.

Daí o regresso urgente à discussão, ao diálogo ideológico com o velho e o esclarecimento, num critério intelectual, filosófico, ético e prático, junto dos jovens, sedentos de uma base PROGRAMÁTICA de acção.
Um dos maiores crimes cometidos pela inteligência ocidental e não só, foi o abandono cínico e despudorado das suas obrigações elitiistas aos práticos e positivistas de toda a ordem e à sua visão amoral do mundo e dos homens, em nome de um academismo intragável e narcisista quando não o coloca ao seu serviço em venais beija- mãos.

segunda-feira, outubro 31, 2011

A NÃO ESQUECER...








... Por TODOS os líderes do mundo, numa reflexão URGENTE e NECESSÁRIA sobre os retratos que de si dão aos povos que lideram e ... principalmente aos OUTROS.

domingo, outubro 30, 2011

E UMA PERGUNTA...

... Sugerida pelos ALTOS do Expresso de hoje ao Presidente da Ordem dos médicos, cujas posições sobre a prescrição por princípio activo se estão a revelar - se militantemente contra, que é esta - cito de cor - Se o controlo de qualidade dos medicamentos por parte do Infarmed não é suficiente, por que razão não o fazem os médicos, partindo do princípio que esta deveria ser a sua principal preocupação, em nome da saúde dos doentes, acrescento eu...


É claro que dizer que essa não é a sua função, que há uma entidade responsável por este trabalho levantaria a mesma questão:- Quem, melhor do que os clínicos, tem a capacidade real de monitorizar a eficácia dos fármacos? E fazer denúncias públicas, como é suposto ser a sua obrigação, das malfeitorias e ineficiências associadas a tal produto?
Se a Ordem tiver dúvidas sobre a incompetência da Infarmed que ponha tudo em pratos limpos antes que a sua posição comece a ser contaminada por suspeitas de interesses pouco claros com as Farmacêuticas que a rebaldaria dos bailes de piratas e dos congressos médicos trouxeram a lume.


Posto isto e como doente quero crer que são exigidas  posições claras e transparentes sobre toda a matéria dos genéricos.
É que nós confiamos NOS médicos e não nos industriais do ramo. Pelo menos eu, pela minha saúde!

EIS UM EXEMPLO...

Com outros contornos, com outras justificações amorais, já que estão em matéria de Direito, do estado de Direito, vem o Presidente da Associação Sindical dos Juízes Portugueses, António Martins alertar - nos para a violência dirigida a uma classe profissional - a dos funcionários públicos - na apropriação ilegal por parte do Estado, através do corte nos subsídios de Natal e de férias, de rendimentos dos quais são credores.


A ilegalidade dessa acção, que segundo o magistrado só seria exequível numa situação de estado de emergência ou de sítio, proclamações jurídicas que não foram até à data accionadas, é no seu entender clara e inconstitucional.


Uma pergunta: - Como é que o governo iria descalçar o SAPATÃO que uma corrida aos tribunais por parte dos cidadãos lesados, com o apoio explícito dos juízes, lhe enfiaria?

quinta-feira, outubro 27, 2011

E DA VIOLÊNCIA POLÍTICA?

Essa seria a reflexão seguinte se hoje, mesmo a despropósito, o tema não me tivesse sido roubado pelo historiador José Neves na sua " Gramática da multidão " no jornal " I ", em que exige que se faça uma distinção entre Violência e violências. É que a má-fé que acompanha o uso indiscriminado e malfeitor da palavra, que quando associada aos nossos interesses e praticada pela democracia é pedagógica, como a outra - a Liberdade - e abominável quando, dentro ou fora da democracia se expõe num outro argumentário e com outros fundamentos.


Citando, com a devida vénia, - " ... Mas estas notas poderiam igualmente aparecer aqui em resposta ao modo como muitos media tratam o problema da violência. Se há semanas atrás um jornalista se condoía com o sofrimento e a dor envolvidos nos vidros partidos de uma montra de Londres, ontem um seu colega comprazia - se excitado com o assassinato bárbaro de um homem odioso como Kadhafi. Falemos então de violências e não de violência... "


Fica para outra altura...

quarta-feira, outubro 26, 2011

LIBERDADES 2

...Dito isso, dou por mim em melancólica reflexão sobre o futuro da Líbia que acabou de assassinar o seu presidente, libertador em nome de outras liberdades então, em tempos que ainda não são memórias históricas...


Em cada alma líbia se organizou um objectivo, uma determinação, uma indiferença, uma negação, à volta da sua revolução para depôr o seu presidente, que, sabêmo - lo agora pelas filmagens dirigidas entre os revoltosos, estaria a defraudar as expectativas de liberdade do seu povo.
O objectivo claramente definido foi a reposição da LIBERDADE. Muito bem... Que Liberdade? Quais liberdades? 
Os desenvolvimentos para a nova constituição do país colocam no centro do Estado a lei islâmica. A Líbia não será um estado laico e as consignações respeitantes ao formato legislativo terão o cunho dos legisladores do partido que vencer as próximas eleições para as novas autoridades dirigentes do país.
Se levarmos em consideração as posições e as aspirações ocidentais acopladas no apoio expresso à revolução e os retomados azimutes dos otomanos expulsos da Europa e a forte componente fundamentalista abafada até então por Kadahfi, muito sangue vai correr até que sobressaia na matrix do novo país a Liberdade almejada.
Resta saber se será aquela da qual possuímos individualmente a interpretação POR ESTAS BANDAS, ou uma outra decorrente de OUTRAS MANEIRAS DE VER E SER.

LIBERDADES...

Esclareçamos as razões do meu cepticismo em relação ao receituário que se tem aplicado aos povos libertos e a libertar pela Nato...


Eu já não estou ao serviço de nenhuma Ideia sem ser aquelas continentes e sustentadas por uma formada auto-consciência que a cada passo me baliza a racionalidade pela Ética, assim mesmo, com maíuscula metafísica que é para a distinguir das éticas existencialistas, positivistas, que levaram ao falhanço do Iluminismo. 
A Liberdade é um bem pelo qual darei a vida, aliás como uma boa parte da população adulta e esclarecida, creio eu, do planeta. Conceito só fundamentado numa interiorização vivida por esse esclarecimento, ela tem nuances que as circunstâncias locais vão esbatendo em cada povo, em cada cultura.
A minha liberdade, por exemplo AQUI, em Portugal, não tem muita coisa a ver com muitos, com a maior parte da liberdade dos outros portugueses; ela só se tornou no que é, só se formou como é como produto de toda uma história de vida e assim acontece com a liberdade dos outros. A minha não é melhor nem pior do que a dos outros, é simplesmente MINHA, só que difícilmente manipulada...




( continuaremos...)

d'O CON(C)SELHO INÚTIL...

DIÁLOGO CONSTRUTIVO!!!???


O que é que ISSO pode, minimamente, significar perante as situações concretas vividas pela população em geral, a inocente e a culpada, se não uma inconsequente declaração, aliás na linha dos pressupostos que fundamentaram esse conclave simulado pelo P.R.?
Diálogo entre quem e com quem, quando, ouvindo os responsáveis, TODOS, tudo se reduz à formula desencantada pelo Governo, nas palavras do Burocrata-Mor dessa Repartição da troika em Portugal chamado Passos Coelho, aliás pertinentemente citada de Gottfried Benn (poeta expressionista alemão) - SER ESTÚPIDO E TER TRABALHO - para justificar o tipo de comportamento que se deseja aos interlocutores nacionais, nomeadamente os funcionários públicos.


A cristalização da subserviência pelo medo das circunstâncias cínicamente manipuladas e o seu empolamento deplorável faz parte de uma estratégia, se não for já a sua consequência, de abandalhamento do valor Trabalho por troca com o novo valor triunfante Dinheiro, mais fácil de manobrar e circular.


 Toda a realidade europeia vive hoje anexada à nova fase do Capitalismo que nos quer reduzir, obliterando das consciências a Ideia do Estado-Social, à realidade hoje triunfante na China, nos moldes burocráticos da administração do Estado com a selva liberal à volta nas mãos dos empreendedores e do seu valor moral supremo - Fazer mais dinheiro -, não a produção da riqueza traduzida em bem estar colectivo como garante de equilíbrios no humano, mas por puro narcisismo, a psicopatia marcante das superestruturas dominantes do nosso tempo.


Essa reunião do Conselho do Estado teve uma maquiavélica intenção a começar pela marcação pública da sua agenda com  um falso descolar do P.R Aníbal Cavaco Silva da estratégia do Governo.


Quem, entre os conselheiros, sentiu a manipulação?