segunda-feira, agosto 25, 2014

CONTEXTUALIZEMOS, POIS...

...malgré Popper...

... Que a racionalidade de hoje perdeu o rumo, o sentido e o alcance e o contraponto ético que deve balizá - la, sem  a qual não merece essa formulação sem se tornar insultuosa para aqueles que a definem integralmente nas suas vidas.

Qual a diferença que as nossas consciências são capazes de discernir entre a repugnância abstracta que a matança de Gaza levada a efeito pela democráticos governantes israelitas sobre democráticos eleitores palestinianos ( milhares de civis e centenas de crianças, CRIANÇAS, entre eles...) e o real e sentido asco pela execução publicitada de um jornalista americano?

Para começar, todo o mundo passou a conhecer James Foley na hora da sua morte e a empatia viral com um ser humano miserávelmente humilhado e despido da sua condição de inocente, mártir da sua profissão de informar, re - humanizado por nós, no pranto do seu desamparo.

A sombra cínica que esconde a face da repugnância devida e a sentir por sobre as vítimas de Israel, da Boko Haram, a multiplicar por milhares, sem nome, sem rosto, tem na cumplicidade neutra e assassina, compreensiva até, com os carrascos das crianças terroristas e a indiferença racista para com as vítimas da barbárie na Nigéria, a instrumentalização racionalizada da Razão em nome do contexto.

Não vi a execução de Foley, nem preciso das imagens para  condenar a desumanidade, basta - me saber que aconteceu, assim como o arrastão impiedoso e cego da EIL que não distingue a sua jihad da pura carnificina de inocentes.
A outra jihad, a de Israel na limpeza étnica da Palestina em nada se distingue em barbaridade dos outros tipos de execução. Um assassinato em massa é um ASSASSINATO, não tem outro nome e sobre vítimas desarmadas, é COBARDIA.

domingo, agosto 17, 2014

ALJUBARROTA ou ALCÁCER QUIBIR?

E... MUDANÇAS GERACIONAIS

Quando, na Política contemporânea Global, na História acabada, se reclamam mudanças, o que em essência, se proclama,  são mudança de fotogenias que não de reformas, rupturas ou, no limite revoluções. Hoje, o facho da revolta contra o status quo definido por uma visão imperialista que tem corrompido o sistema democrático, está no Médio Oriente, em África, numa redefinição do CAOS imposto dentro da Ordem da manada.
Os condicionamentos que gerem os cidadãos, armadilhados na teia da Globalização, não já meramente financeira, et pour cause, mas também política económica e educacional, tornaram - nos vítimas do sistema e não os seus usufrutuários, a base da eficácia da sua verdade, da sua necessidade.
O conformismo, que a fuga para fora, estúpidamente acarinhada pelo governo actual com o agradecimento do resto da UE, desmerece como cidadania no enfrentamento geracional, como a geração dos 60, a minha geração, com a corrupção generalizada dos imperativos éticos que deveriam e devem sustentar a Democracia.

A infantilidade recorrente ( culpa nossa? ) com que a sociedade é vista em Portugal pela nova geração remete inapelávelmente a um aprofundamento, quase inconsciente, de uma individualização crescente, em contra - ciclo com a sedentarização social e solidariedade organizativa que os parâmetros actuais deveriam exigir. Naturalmente estranha mas coerente com o passado, o sentido solidário, que a cegueira mercantilista cavalga no pseudo - liberalismo actual que envergonharia os seus pensadores, está a funcionar no sentido inverso. Os velhos estão a ajudar a sobreviver os jovens que os governos empobrecem cada vez mais. Isso tem um nome e uma substância que escapa à análise consequente da Política de hoje.

A ruptura temporal, que não geracional, que os laços de solidariedade actuais têm de gerir, por fora dos mecanismos naturais, tarda a acontecer, e a maturidade que a gestão, no seu tempo próprio da sua Vida traz à nova geração está corrompida, na apreensão do que se chama Valores. O tempo de sedimentação que o relacionamento comunicacional saudável ajuda a temperar, perdeu - se, com consequências funestas, que a deriva social e política testemunham.

Saudamos, com regojizo sem juízo, que só o tempo permitirá, a subida de uma nova autoridade política no Partido Socialista espanhol e no Partido democrático em Itália e o aparecimento de independentes, de seccionistas na Ucrânia, Escócia e Catalunha,  de independentistas anti UE da Frente Nacional e  do ( fora do arco do poder ) e de revoltosos islâmicos e bárbaros africanos contra a Nova Ordem Mundial. Ela fede por todos os lados e exige combate, porque é CORRUPTA E CORRUPTORA. 
Desgraçadamente, os alvos desse combate não estão a ser o Poder mas sim as suas vítimas, que acabam por ser duplamente penalizados.

Corre - se, incontornávelmente, um risco de populismo oportunista que a indiferença generalizada e preguiça intelectual alimentam generalizadamente entre a população, numa abordagem pragmática ( ética dos resultados... ) do acesso ao universo do Poder, alimentada pelo desencanto e desconfiança da Política faceada pelos personagens actuais.

Este assunto merece mais reflexão e voltarei a ele, assim que voltar dos banhos... Preciso de iodo...

quarta-feira, agosto 06, 2014

ETNOFILOSOFIA

O QUE É ETNOFILOSOFIA?

A formulação pressupõe uma existência caracterizada por uma qualquer espécie de singularidade que a distinguiria, a definiria de outras " filosofias ", portanto, como etimológicamente traduzida, uma filosofia local, regional, nacional ou mesmo racial.
No fundo, este neologismo carece de fundamento, de essencialidade, como etapa localizada, passe a interpenetração, que seria do desenvolvimento filosófico; é uma barbaridade conceptual.

Falar - se hoje de uma filosofia africana, europeia, asiática ou americana distinguindo - as seria partir do princípio que elas existiriam como tais, nítidamente pressentidas nas suas formulações, nas suas interrogações e perplexidades. Por muito que a literatura ( a linguagem ) seja o veículo essencial de difusão do Pensamento estruturado, a Razão Silenciosa habita do mesmo modo em todo o humano.
E habitou - o ainda antes dos gregos e dos árabes que pela escrita, pelo verbo, a expressaram e difundiram - na.

Atribuir nacionalidades à Filosofia não tem fundamento. Os filósofos mais difundidos beberam de todas as fontes, das místicas orientais ao animismo africano, da racionalidade grega ao pragmatismo romano, enfim à Vida humana e acabaram remetidos ao silêncio, à Razão Silenciosa, às origens, por Wittgenstein e Heidegger.
E por lá permanecerá inquietando todas as almas do planeta...

terça-feira, agosto 05, 2014

ESPECIALISTAS

G.E.S. / B.E.S.

Pasmo - me com a maneira como funcionam as inteligências especialistas, nomeadamente dos economistas e dos  analistas financeiros. Elas nunca são projectivas, preventivas em relação às, chamemos - lhes aldrabices, para simplificar, construídas e em construção no espaço onde se movem e fazem profissão . Só aparecem, enfáticos, especialistas, na posse de todos os contornos das malfeitorias e em snobeiras explicativas onde antes, na minha boa - fé interpretativa e ignorância, concedo, só havia hiper - ignorância e talvez cumplicidade activa.
É claro que houve excepções e elas estiveram no Expresso, um espaço onde a cobardia não medra.

Uma pergunta singela se me põe - SE DURANTE TODO ESSE TEMPO TODA A CORTE DO BANCO DE PORTUGAL MAIS OS ESPECIALISTAS NACIONAIS E INTERNACIONAIS, MAIS AS SUPERVISÕES DAS ACTIVIDADES DO GES / BES INTERNACIONAL, NÃO SE FOI CAPAZ DE DESCOBRIR ( públicamente nunca se soube nada... ) AS ACTIVIDADES CRIMINOSAS, COMO E COM QUE ESPECIALISTAS VAI O MINISTÉRIO PÚBLICO FAZER  FRENTE A ESSA FORMIDÁVEL TEIA DE ENCOBRIMENTO?

Eventualmente levará décadas e... cairão os prazos. Vai uma aposta?

INTERMEDIAÇÕES

Chocamo - nos com a incapacidade de produzir riqueza no país e descobrimos que a percentagem da população inserida nessa actividade é inversamente proporcional aos parasitas do sistema, perdão, intermediários.

A coisa tem raízes profundas, já vem do  século XVI com a posse, à força dos canhões, do comércio no  Índico. Portugal não tinha nada para comercializar, como nos diz David Arnold in A época dos descobrimentos e conseguiu ser o intermediário do comércio local com a África oriental. Notável!
Hoje há intermediários para tudo, só explicável pela (e)iliteracia e negligência na cidadania; os canhões já não deveriam servir em democracia...
Vai - se perdendo, numa individualização crescente, a perspectiva de nação, de sociedade e do País.

ISRAEL / HAMAS

Também se está a perder a perspectiva sobre esse confronto nas terras da Palestina. Choram - se lágrimas de crocodilo sobre as vítimas das decisões políticas dos dirigentes, com consequências, essas sim PREVISÍVEIS, ESPERADAS e criminosamente desprezadas.
Tenho por mim, a História ensinou - me, que TUDO o que acontece de irremediável dentro de uma nação e durante o tempo emn que o tem de ser lhe marca o trajecto e o futuro a torna responsável, como remete, no caso em apreço, a responsabilidade do que aconteceu, está a acontecer e virá a acontecer aos que intervenientes ou espectadores, definem, pela acção, pelo desconforto hipócrita ou pela cínica inacção, a sua atitude.

POLÍTICA NACIONAL?

A BANHOS, que a imaginação e o rasgo no mítico país de poetas fenece em soundbytes e vai - se a torrar ao sol de Agosto.

quinta-feira, julho 24, 2014

G.E.S.

A marcha da Justiça sobre os actos praticados pela Administração do GES e por arrasto no BES, começou.
Como, apesar de todas as balizas do  - TUDO VAI BEM - com que as instituições portuguesas, TODAS, exceptuando os alertas e o cepticismo avisado do PCP e do Bloco de Esquerda, os Outros não acreditaram  na bondade do Banco de Portugal e começam a chafurdar no pântano criado por uma impunidade de décadas e que NINGUÉM quis ver.

A amoralidade ( conceito vazio e mentiroso por dissimulação de patifarias ) tecnocrática só pode produzir, por inerência, impunidade moral. Ora, a LEI democrática, criada pelos cidadãos, deve punir as consequências criminosas que ela gera, sempre.
Empurrado pelas supervisões externas o desenlace de tudo isto porá a descoberto, preconceituosamente e infelizmente, uma maneira portuguesa de fazer as coisas que irá descredibilizar a Banca nacional por muito tempo.
O país irá pagar, mais uma vez o empreendedorismo da elite nababa com língua de palmo, quer queira ou não. COMO? Esse será o trabalho da cumplicidade política sob o alibi de interesse nacional.

Seguiremos as notícias...

SOLTAS...

U.E.

Juncker distancia - se da Comissão Barroso e faz bem. A sua declaração e intenções proclamadas em relação ao perfil que deseja à sua Comissão - uma Comissão política e não bur(r)ocrática como foi a última é um bom sinal a que se ajusta a sua posição sobre o referendo independentista da Escócia e veremos se se manterá a coerência no referendo catalão.

CPLP

Se dúvidas houvesse elas foram dissipadas na última reunião em Dili. O constrangimento luso foi notório pelo tratamento democrático dado aos participantes ( não poderia ser de outro modo..., pois não? ) e pela quebra protocolar a antecipar como facto consumado a entrada de Obiang já não como observador mas como membro de pleno direito, antecipando veleidades hipócritas, para o exterior, sobre o que realmente está em causa.

Está tudo explicado. Ao desejo sincero, quero acreditar, de que com a entrada na CPLP a Guiné Equatorial se vai aproximar dos valores declarados que enformam a Comunidade, acresce - se um dado essencial e definitivo não dispiciendo no panorama mundial - Nos próximos 20 anos, os países da CPLP prooduzirão entre 25 a 27% do petróleo mundial - diz - nos o Expresso.

Que isso se venha a traduzir na erradicação da miséria nos países formadores da Comunidade é- me um piedoso e veemente desejo; é o que me resta do meu voto vencido.

P.S.

Detesto meias - tintas, detesto a opacidade democrática tanto como a mediocridade dirigente assistida e acarinhada no seu seio. Como cidadão e não indivíduo governado desejo excelência a justificar a minha demissão libertária em prol da Democracia.

Nada me choca, a não ser a hipocrisia partidária, na definição que o P.S. hoje procura. Se nesse desafio sobrevierem roturas, pois bem, venham elas. Serão uma filtragem necessária e benigna para o partido.

A minha opinião sobre a essência do que deveria estar verdadeiramente em equação tem menos a ver com a liderança do que a transparência programática das posições a verter futuramente. Desconheço - lhes os contornos quanto mais a definição.

E depois? O problema só será meu se o PS conseguir ganhar rotundamente as eleições.Até lá, deixo, pois, a decisão aos militantes e... simpatizantes.


BLOCO DE ESQUERDA

Lamentável mas previsível a degradação, melhor,  a desagregação do Bloco pós-Sócrates. Qualquer análise séria sobre os desenvolvimentos, envolvimentos, involuções, evoluções dentro do Bloco estão, desde a saída do ex-Primeiro Ministro, provocada pela estúpida e irreal coligação a que o Bloco pertenceu, íntimamente ligada a esse episódio que trouxe a troyka e a dupla Passos/Portas  ao poder.
Para mim foi imperdoável a fraqueza da análise política que levou a ESTA situação actual e pelas dissidências a que tenho estado a assistir penosamente, confesso, muita gente militante e simpatizante do Bloco pensa o mesmo.

Das contradições internas dadas à costa, não creio que estejam na dicotomia, intensa e elitísticamente individualizada, por Daniel de Oliveira no seu bate-boca com o ex - líder Louçã, numa ocupação de espaço que permitiria, no governo, exponenciar a programática bloquista  com acção, deixando a essência e em essência a resistência ao PCP, o partido anti - poder.
A hierarquização das prioridades, base de qualquer negociação séria, exige que o Bloco cresça eleitoralmente e não se vá definhando em dissidência vaidosa e egocêntrica numa feira de vaidades e de individualidades até à inconsequência.
A questão que parece não apoquentar a massa bloquista, institucional e dissidente, é que o P.S. não precisa do Bloco para nada, a não ser como flor de credibilidade anti - liberal na lapela.
Pensou - se nisso?
A ilusão contida no pressuposto de que a nova dissidência ( a de Ana Drago e, por suposto, da Manifesto ) consiga plasmar uma ideia de agregação com a LIVRE e... que force, eleitoralmente, claro, o P.S. a coligar - se com os anti - Tratado Orçamental e a favor da renegociação da dívida, é toda ela um programa que o partido-mãe defende.
Compromissos e cedências? Em quê?
Num país, suposta e talvez mítica, aleatória e estatísticamente de Esquerda, onde nunca foi possível realizar uma Convenção de Esquerda, nem em Oposição nem com maiorias absolutas do P.S., o meu cepticismo foi buscar o seu fundamento.

ILUMINEM - ME!

sábado, julho 19, 2014

SENTIR, APENAS...

ASCO



Quero crer que seja o sentimento generalizado da humanidade sobre as últimas notícias da carnificina na Faixa de Gaza ( impossível qualquer tipo de racionalização sobre o horror burrocrático, nascido, criado e mantido na martirizada terra da Palestina... )



O abate da aeronave da Malásia foi um acto demente, miserável, como são - nos todos os que têm por alvos a Inocência, no meio da barbárie, política, militar ou económica.



Criminosos os contornos da falência do BES. Quase todas as explicações sobre a hecatombe são técnicas, quando o que está, esteve e voltará a estar em causa é o vazio ético que sempre enformou a actividade bancária. Umas vezes apodado de amoralidade tecnocrática, como o fez há bem pouco tempo o ex-líder do BES, hoje caído moral e técnicamente em desgraça, a BANCA, nacional e internacional tem funcionado em roda livre, por mais que se criem supervisores ( é de partir o coco a sua acção, que de preventiva passou a ser explicativa, snobmente apresentada, sem que rolem cabeças da incompetência e actue a Justiça sobre os malfeitores ).

A crise de 2008 só lhes refinou a dissimulação e até ver, com impunidade total. Oliveira e Costa só está na cadeia por excesso de gula. Merece companhia.

quarta-feira, julho 09, 2014

BRASIL 1 ALEMANHA 7



COMEÇOU ASSIM...


... A piramidal derrota do Brasil. 

Do lugar comum que a essência do futebol, entre outras modalidades desportivas,  define como jogo de equipa, provou - se liminarmente a pertinência da constatação demonstrada pela equipa da Alemanha contra um grupo de jogadores desgarrados, débeis físicamente e, finalmente, em pânico, a cada golpe desferido pela EQUIPA germânica.


O " vício " do endeusamento e do estrelato dos grandes jogadores mundiais, nomeadamente nos países latinos, pelos MEDIA, quando é transposto para as selecções nacionais pelas federações e equipas técnicas, tem - se revelado um erro crasso que a própria psicologia de grupo ressente pela marginalização a que são votados e interiorizados, os outros intérpretes do jogo.


Messi, Neymar, Ronaldo, Roben, Muller, James, Ribeiry, entre outros ( a lista é extensa e ainda bem... ) são o que se pode chamar estrelas mundiais neste desporto e eventualmente assim considerados pelos camaradas das equipas onde militam e nem assim escapam à sua monitorização contextualizada em relação às suas prestações em relação ao bem maior que É a equipa.

Saber gerir essas circunstancialidades exige um líder forte e... sabedor.


Nem Portugal, nem o Brasil souberam lidar com esse particular, ao referenciar obssessivamente o jogo, o protagonismo e a pressão sobre os ombros dos seus atletas mais mediáticos e... mais bem dotados na sua resolução.

A diferença de tratamento desta vertente da psicologia de grupo revelou - se neste Mundial, em equipas sensação, como a Colômbia, a Costa Rica, por exemplo, pela positiva e em Portugal, Brasil e até acabar, Argentina, pela negativa.

A Holanda, outra semi - finalista ainda vive atracado ao Roben. Veremos o desenlace posicional da equipa no jogo de hoje com a Argentina órfão do dinamizador Di Maria.

´

A Alemanha, uma equipa de  humildes vedetas e extraordinários jogadores de equipa, física e mentalmente bem preparada e bem dirigida, será, tudo leva a crer, o novo campeão mundial e... merece - o, pela demonstração clara da sua superioridade que tem protagonizado neste mundial, como EQUIPA.

terça-feira, julho 08, 2014

EXERCÍCIOS PERIGOSOS

                                                           

                                                                 Saturno, Lucientes

A coligação que tem estado à cabeça do estado português, na linha da proclamada demolição do Estado anunciada, entrevisto como um travão à ocupação de apetecíveis áreas de negócios chorudos nas mãos dos investidores, continua empenhada num exercício de desestruturação do tecido relacional criado pós Abril.

O ataque malfeitor aos organismos do Estado tem passado, com a conivência do hoje ocupante da Presidência da República, pela redução demente dos seus funcionários ainda em actividade e na criminosa, porque ilegal,  ilegítima e cobarde, depauperação dos seus aposentados reduzindo - lhes impiedosamente a propriedade das suas pensões, coisa que nem o tribunal constitucional do país da sua tutora, Merkel, admitiu, enfáticamente.

Um Estado que localizou as suas gorduras a cortar ( termo seboso como o seu autor ) nos seus cidadãos DEPENDENTES dele e nas suas principais e OBRIGATÓRIAS responsabilidades na Educação, Saúde e Forças Armadas e age como um representante dos consórcios espoliadores do património nacional, não só reduz a sua capacidade de reverter a posse da sua soberania DENTRO da U.E., como atiça o ódio dos seus cidadãos ao que ele deveria representar. Uma estupidez programática na linha das pretensões explicativas de uma realidade embusteiramente tecida desde que os burrocratas nacionais se guindaram, em aleivosias programáticas, ao poder.

Tudo isso em nome de QUÊ? Em nome de QUEM tem - se estado a descobrir. Um estado - empresa, um fantasma paradoxal com a proposição apresentada em contumácia, é um exercício financeiro que brinca com a vida da população portuguesa. A intencionalidade, se for consciente, atira - nos para os contornos de um neo -realismo político que se auto - governa numa autofagia que começou pelo saturnino repasto que ainda persiste.

                                             

segunda-feira, junho 30, 2014

O MEU PORTA - VOZ POLÍTICO


As  Democracias representativas, hoje refém dos burrocratas, na sua maioria venais, éticamente inconscientes, essencialmente narcísicos, só se representam perante si e para si. Uma gigantesca e Global Corporação replicada ad nauseam em todas as paragens do planeta onde assentou arraiais.

Embalados pela falsa consciência, chamam - na Liberdade, com que exercem a sua locomoção, a voz e os neurónios, os povos  sonâmbulos sempre deixaram o seu destino nas suas mãos, em troco de uma paz podre, mesquinha e miserável. Mais vale ser carneiro conhecedor da narrativa medíocre e do matadouro antecipado em contemplação das lutas pela Liberdade que os Outros travam na sua dignidade de homens, do que cumprir a sua.

Por outras palavras, talvez menos ferozes, Marinho Pinto, na sua entrevista ao jornal " I " do fim-de-semana, diz - nos, lembra - nos, que a reforma a fazer nessa Democracia terá de começar por uma resistência feroz e desmascarante à casta criminosa de Homens que hoje detêm a capacidade de moldar o nosso futuro, o futuro das novas gerações.
Já não é só a resistência gerontocrática que está em causa em natural impedância; o mais grave, a persistir, é a hipnótica incapacidade da geração captiva de hoje, de reagir, com brutalidade se tiver de ser, à narrativa, dentro do bisonho quadro imposto, que lhes é apresentada como terminal e definitiva.

Contra o acanalhamento dessa missão, assim, sem aspas, que a Política transporta, a violência democrática tem de ser um dever, do qual a Burrocracia nunca faz questão de nos lembrar. Esgota - a e enquadra - a no esvaziamento catártico das eleições quadrianuais e no auto- controlo chantagista das manifestações aceites como genuínamente democráticas.
A Liberdade, um Bem superior à Democracia representativa, tem um preço moral que as falsas consciências criadas pela corrupção do regime, tem conseguido mascarar, com sucesso, nas democracias ocidentais.

A normalidade com que a repugnância instintiva ( os idiotas úteis chamam - na ressentimento social...) nos deveria assaltar na consciência clara e objectiva de que, como nos lembra o texto - Um autocarro chamado vergonha - de Eduardo Vaz Ferreira, no último Expresso, -.  85 pessoas possuem o mesmo montante de riqueza que a metade da população global, DEVERIA DIZER, ao mais desatento e empedernido cretino que ISTO, que é o sistema que o inventou e torna possível, ESTÁ ERRADO.

Marinho Pinto é um político decente. Já o sabia e a cada intervenção sua sinto que merece a confiança dos seus votantes.
Um conselho - NUNCA negocie valores, os seus valores. Foi o que reconhecemos em si.

terça-feira, junho 17, 2014

CANSAÇO, SIMPLESMENTE...,

...De ler os outros, ouvir uns tantos e..., calculem, de VER outros tantos...


Calculo que esteja numa fase depressiva, fóbica e... exausto.

Nada de grave, suponho, será, quando muito, um reboot  e um ajustamento necessário, higiénico a tanta estupefacção que a marcha do mundo nos provoca e a estupidez sem remédio contida nos nossos genes.

Impossível, o isolamento que uma crença mística possa acarinhar, vergasto - me na apreensão esclarecida, já quase certeza, do absurdo desta Biologia com Razão. Tem sido o meu cilício no encantamento de contemplar a Vida, já não de peito feito mas de tocaia, assustado pelo horror que até mim chega, com estrondo, mesmo que, por vezes mascarado em baixos decibéis de agressões passivas, pensamentos mágicos e  bruxedos científicos. 

Calemo - nos, por ora...

sexta-feira, junho 06, 2014

CONVERSAS DE MERDA...

                                                       

                                                              BRUNO DE CARVALHO

                                                         presidente ( temporário ) do SCP

De tanto ouvir o tipo de declarações públicas dessa nova safra de dirigentes, políticos, empresariais, financeiros, etc, já como vítima de olfactofobia , já não lhes aguento o fedor...




Com licença....





SOCORRO!!!!...

... DIGAM - NOS COMO FAZER?


Da impossibilidade de abandonar a sua agenda marcadamente ideológica, governando em prol dos interesses dentro do  seu universo eleitoral hoje reduzido aos clientes do costume, a Coligação proclama a incapacidade de abandonar as suas matrizes classistas e a sua burocratização mental.


É - nos impossível, por incompetência, governar com esta Constituição da República, essa que ainda permite a possibilidade de estarmos ainda hoje em funções apesar da desgraça que fizemos cair sobre o país.


Perguntem à Dona, apetece dizer ou então vão para casa e à escola, de novo.

A estreiteza mental na política caracteriza - se por uma visão tubular a que nenhuma outra abrangência interpretativa concebe e quando nenhuma ética, nem mesmo residual, acompanha, por hipotese, a prática desse exercício de burros que nem nos erros contumazes tropeça, entra - se no reino do absurdo.

O mesmo absurdo que faz um Governo  implorar pela " criação de condições necessárias de previsibilidade, de estabilidade " por parte de um órgão de soberania independente criado pelo " arco do poder " e atestar a sua incompetência impunemente.


Eu digo o que deveriam fazer - DEMITAM - SE! 

Há todavia outro caminho mais adequado à espécie e à parede. Advinhem lá qual é?


Derivando e a talhe de foice.... Foi um susto para a Coligação ver aparecer em cena o António Costa, não foi? O Tó Zé tenrinho e maleável que pisou os mesmos caminhos absurdos que o discernimento , por vezes acéfalo dos meus concidadãos, guindou à possibilidade estatística de vir a ser Primeiro - Ministro e a possibilidade de com ele continuarmos no caminho do desmantelamento, isso sim estúpido, do Estado Social, a mando das luminárias ingentes da UE, já não é uma previsibilidade estável, que chatice...


Glosando o filósofo, quando a educação democrática esquece - se de ensinar as obrigações ético-democráticas aos recoletores clientes, virtualmente dirigentes, o resultado é confrangedor, para todos.

DEIXEM- SE DE PIEGUICES!

sábado, maio 31, 2014

COSTA(S) SEGURO (AS)?


                                                             BATALHAS ANTONINAS

P.S.
Para o caso, do qual sou totalmente alheio, culpem o Google, o tamanho das imagens reflecte a realidade dos personagens políticos em presença.

Já disse por aqui o que penso do Seguro como líder político; não vou escavar ( Oi Sócrates!...) mais este buraco, por ora...
Espanta - me sim que A. Costa e seus apoiantes, naturalmente, só hoje se terem dado conta da " fraqueza " política, que não buropartidário, do hoje secretário - Geral do P.S.

Em Novembro do ano passado seria o timing exacto, atempado, para confrontar convictamente a liderança provinciana de Seguro ( preconceitos aristocráticos, diz João Soares... ). Pois, sejamos preconceituosos, quando a incapacidade de lidar com variáveis tão dependentes e voláteis como o voto desmerecem todo o tipo de futurologia que uma liderança inconsequente  cauciona.
Hoje, quando a indignação e a desconfiança generalizada pela moleza da Política perante a Plutocracia, esse anacronismo histórico e civilizacional que às elites se auto-justificam, se desfragmentam pelas margens nem sempre virtuosas da Democracia, resolvem actuar.
Por mim, e espero enganar - me redondamente, já vão tarde. A realidade política, europeia e nacional estilhaçou - se e difícilmente serão possíveis os consensos possíveis concernentes à formação de um governo de maioria absoluta ou de coligação com a Esquerda. E... há uma realidade nova e chama - se Marinho Pinto.

Conseguirá A.Costa, se conseguir derrotar o aparelho partidário do P.S., blindado por Seguro durante o seu tempo de reflexão, e se o conseguir irá a tempo de levar aos portugueses ao conhecimento sobre a TOTAL ignorância das suas propostas políticas de Alternância?

NÃO SE PASSA NADA ( 2 )

Quando se apontavam os riscos para a Democracia para os quais a política europeia, ainda hoje teimosamente estúpida e autista, nomeadamente na última década, prefigurava, a invariável resposta que os " instalados " social, económica e intelectualmente, produziam, reduzia - se ao - NÃO HÁ ALTERNATIVAS - à história acabada, presume - se.
Em Portugal, atingiu - se o paroxismo autista com uma coligação de Direita a alargar com empenho servil o buraco que lá fora a Comissão Barroso, o BCE, a mando, não há como esconder, da senhora Merkel,  abria na construção de uma Europa Comunitária. 

A realidade, a outra que subterrâneamente, nem tanto assim, fugia à interpretação da BURROCRACIA, desabou com estrondo sobre o que ainda resta da Utopia europeia, com o resultado das últimas eleições europeias.

Reacções? Circunstanciais, como as do ainda presidente da Comissão Barroso, autocráticas como as da chanceler alemã na reiteração/imposição do burrocrata da Austeridade, Juncker, imune à recomposição do Parlamento Europeu,  alarves como as do Farage da UKIP e asininas como as dos Pen. 
Nenhum discurso europeu, de vencedores ou vencidos se elevou da mediocridade política, o que não foi de estranhar no panorama bisonho que engendrou esta nova safra, corrupta e éticamente transtornada pela Plutocracia.

A serpente já pôs o OVO...

terça-feira, maio 27, 2014

DAS ELEIÇÕES EUROPEIAS...

...AO  FALHANÇO DA " BURROCRACIA "...

... E DO TRIUNFO DA DEMOCRACIA. ..

... O resultado proclamado pelos cidadãos foi um monumental bofetão à Europa merkelizada e ao desplante e cinismo provinciano com que gerem a vida das nações.

Impossível não reter o trambolhão político que à Política foi imposto na fragmentação do voto e no pseudo - alheamento que a brutal abstenção poderia, em leituras apressadas, configurar.

Num continente, berço de uma civilização comparativamente exemplar pelo que da sua contribuição o planeta alberga, onde de um tronco comum nasceram as mais fortes identidades nacionais que cansadas de se guerrearem abraçaram um projecto grandioso, que a própria Cultura comum sustentaria, hoje, nas mãos de uma inépcia tão gritante que a medíocre, mesquinha, doméstica liderança contempla, a IDEIA está a ser reduzida a pó num divórcio já quase impossível de esconder entre os seus cidadãos e a sua pretendida e pretensa elite.
Os motivos que dantes justificavam as " fronteiras " conflituosas entre as nações europeias, de tão estudados e escalpelizados, julgavam - se então reduzidos, racional e políticamente, a desperdícios históricos que as guerras cessadas cimentariam na grandeza geo - estratégica do espaço comum europeu.

Hélas, eis que o que se julgava enterrado sob os escombros deixados pelas guerras familiares, religiosas e expansionistas e demenciais como as duas últimas ( não as serão todas? ) deu à costa com o protestantismo da Alemanha e dos estados do norte. Já denunciado por Gasset, o Costume de Uns voltam a ser  Juízos dos Outros e o julgamento penalizante, penitencial sobre pretensas inferioridades estão a levantar dos túmulos os cadáveres insepultos.

O pensamento global, essa aberração sustentada para rebanhos, vai ter em Bruxelas a face da Resistência.

segunda-feira, maio 19, 2014

JUNCKERADAS E MELOAS RANGELISTAS

CONFUSOS?

EU EXPLICO...



Pronto, tinha alinhavadas ( escrevo à mão...) uma prosa sobre os últimos acontecimentos da campanha pré - eleições europeias, que só está a acontecer nas franjas do eleitorado representadas pelos partidos minoritários, longe do CENTRÃO, as alarvidades indigentes da Aliança Portugal protagonizadas pela dupla Rangel/Melo, ao cinismo político que aos poucos se desmascara do jotinha Seguro, quando li Tomás Vasques no " I " de hoje em Cristóvão Colombo e os esquentadores. A contundência e o riso foram melhores e remeto - vos para a sua leitura.

Ainda não parei de rir da " junckerada " paternalista...



A opinião emitida no " I " é séria, a empatia e cumplicidade provocaram o riso. Adiante...

É que o editorialista de hoje no jornal tinha - me tirado a boa disposição e o riso, provocado por razões outras...

BENFICA 1 RIO AVE 0

TAÇA DE PORTUGAL









EXCELENTE ÉPOCA A DO GLORIOSO ESTA TEMPORADA!



PARABÉNS E... BOAS - FÉRIAS!

sábado, maio 17, 2014

QUERO SER COMO ELES...

...QUANDO FOR CRESCIDO...


Almada Negreiros, glosando a despreconceituosa latitude do indígena luso para com os parceiros sexuais, verberou a imagem cantada do fornicador de mulheres de TODAS as raças e do desvirgamento rácico que a mestiçagem produziu no peito da mátria nacional.

Foi mais uma tentativa desolada de explicação da matrix pátrea do antes a depois dos Descobrimentos.
" Perdido por cem perdido por mil ", a palavra de ordem mobilizadora da debandagem nacional, organizada pois...., da pobreza sem futuro de então terá sido esquecido pelo fervor patriótico do poeta.
Como mestiço, duvido da análise redutora de Almada e falo, naturalmente em defesa própria, o que não abona muito como argumento, mas.... adiante.

De Aquilino Ribeiro, Antero de Quental, Jorge de Sena que não Pessoa, activamente embasbacado, mitológico e místico, passando por Camões e a sua visão épica do feito e por arrasto dos sujeito, o sentir do carácter nacional provocou, ao longo da História mil perplexidades, à mistura com auto - culpabilizantes sentimentos de repulsa e conformismos atávicos, que o fado menor bordeja.

Se um povo se deveria rever na sua elite, a emulação que essa antevista exemplaridade deveria consagrar estaria no mecanismo de ascenção social, económica, que a Democracia prometeu a troco da contenção da conflitualidade que o individualismo biológico, o natural ( posto entre aspas... ) transporta.
Acontece que, quando a elite ( conceito vazio, hoje... ) se vai formando no exemplo da que a vai precedendo, em acumulação económica e financeira rapaces e intransigentes partilhas das riquezas nacionais, corporativamente entrincheirada e ética, quando não moralmente ausente, objectivamente anti - patriótica e anti - social no seu sentido racional, e não penitencialmente caritativo, ( não, ainda não li os livros do Louçã... ) só pode multiplicar, por um lado o conformismo do desprezo consciente e passivo e por outro lado a revolta impotente e  não - violenta ( democrática, chamam - na... ) que a urgência da frustração de se sentar na mesa dos Grandes contém.
Em Portugal persiste uma " inveja " que nenhum sentimento grande, como o ódio por exemplo, eleva da mediocridade que os mitológicos " brandos costumes ", caucionam fundo na alma lusa, para lá da ocasionalmente barulhenta e auto - compensatória pulsão para a acção que a consciencialização cívica de alguns exige e deveria potenciar.

Extrapolando genèricamente para o universo político, alavanca simplificadora de ascensão de mediocridades, generalizemos, pois, essa realidade bisonha e triste vai - se mimetizando, de geração a geração numa caracterização sentida, deplorada e... aceite pela maioria da sua população.

Se as opiniões se formam e apesar da sua aparente diversidade, vital ou programática, continuarem a beber do substracto liminarmente arrivista que a emulação elíptica, pseudo - elilista, ética e moralmente incipiente, vai formatando de geração a geração, não passarão de aquisições e mensagens de como os babuínos se deveriam comportar, para sobreviver, no mundo dos sapiens. E como tais deveriam ser tratadas por uma racionalidade não captiva.
O controlo, através das políticas de educação, da saúde, da justiça, pelos representantes dessas opiniões faz o pleno na naturalidade que se quer política, e não BIOLÓGICA quando desmascarada, contrabandeada pela contenção exigida pela democracia à TOTALIDADE individualizada.
Individualismo à solta dentro deste monstruoso edifício burocrático como proclama a democracia liberal é um embuste, que uma protecção assegurada a seu tempo, pelas Forças Armadas, pela Polícia, pela Plutocracia assegura, por ora.

Dentro desse universo concentracionário, a Sobrevivência apela, naturalmente, ao mimetismo.

Quando for crescido quero ser como eles...

E não há esclarecimento que resulte quando se aceita que  o Faz o que eu faço e não o que digo seja a mensagem vencedora na exemplaridade faceada pela elite nacional.

quinta-feira, maio 15, 2014

TAÇA EUROPA



                                                            UM ECO DECEPCIONANTE



 Mais uma final europeia perdida inglóriamente pelo Benfica.

As circunstâncias que levaram a este desfecho foram várias e começaram a definir -se nas meias - finais pela eliminação do Juventus, com penalizações ao Enzo e ao Markovitch, sendo o primeiro o melhor jogador do Benfica nesta temporada.


Ter sido a melhor equipa em campo não bastou e a hostilidade da equipa de arbitragem também não ajudou; mas o que ditou a derrota foram os falhanços individuais e, a espaços, colectivos da equipa.

Seria injusto o registo individual apontado a jogadores que tantas vezes definiram victórias na fantástica época deste ano.


Venha a Taça de Portugal!