LiveLeak.com - Tribe encontra o homem branco pela primeira vez:
Rousseau, em toda a sua glória!
A perda da inocência dessa tribo foi brutal, comovente e assombrosa. Mudará a sua vida para SEMPRE, esperamos que num sentido adequado à sua sobrevivência, que o conhecimento e posse(?) de novas ferramentas transporta para o humano.
As imagens desse encontro de 3º grau levaram - às lágrimas...
quarta-feira, junho 06, 2012
domingo, junho 03, 2012
C A L A M A T C H E: RESERVAS...
Muito DIFICILMENTE comentarei o que diz, pensa e faz este senhor, a quem nunca compraria um carro usado, sem cair nos braços da Justiça.
Se alguma vez tiver de comentar o que ele diz, pensa e faz, terei de usar de toda a minha civilidade para não cair no insulto.
Daí a ausência forçada de opiniões sobre ele...
Virá tempo...
Este post foi escrito no dia 20/12/11
O tempo chegou mais depressa do que estava à espera. Não foi uma grande surpresa. Quatro anos passam a correr e a pressa foi má conselheira, provoca despistes quando a má condução se alia a maus condutores.
Eu tinha razão antes de tempo em não me meter com palavras fortes com personagens tão sombrias com ligações tão poderosas e, vai - se sabendo, ilegítimas com os serviços secretos.
Agora não é preciso dizer mais nada. A Justiça que investigue já que o PS parece totalmente tolhido, não vá ser apanhado na enxurrada daninha.
Cá ficaremos à espera dos desenlaces...
sexta-feira, junho 01, 2012
UMA LÁSTIMA...
" Nego rotundamente que exista hoje em qualquer recanto do Continente grupo algum enformado por um novo ethos que tenha laivos de moral...
... seria uma ingenuidade atirar à cara do homem de hoje a sua falta de moral porque ele não tem nenhuma. A imputação não o afectaria mínimammente ou, pelo contrário, lisonjeá - lo -ia... "
Gasset 1930
É evidente em Gasset, perante as vicissitudes da época que então marcava a Europa, um chamamento a um imperativo moral, numa altura em que a liberdade das massas levavam ao pânico o pensador, que teria de se conjugar com os seus deveres e obrigações sociais, em desmantelamento, na euforia histórica da assunção do seu destino.
Do seu a seu dono, pois bem, a actualidade da caracterização de Gasset é, no mínimo, surpreendente, desarmante até.
Muitas teorias éticas terão aparecido entretanto sem que tenham conseguido o pleno junto do Sapiens, nem poderia ter sido de outro modo, já que, se livre, a aceitação ética exige uma consciencialização a que só a Vontade dá suporte, a boa Vontade, como diria Kant.
O Ocidente absorveu - as TODAS. A sua elite renega - as todas, em nome dos resultados previsíveis ou não. A Humanidade é o seu meio privilegiado e o pragmatismo egoísta e narcísico o seu Credo.
Os casos mediáticos do Portugal de hoje derivam dessa ausência de moralidade ou da sua assunção como conceito e prática, junto dos seus protagonistas, como reduzida aos interesses próprios, como um fim lógico e natural. Tudo o resto não são mais do que meios e oportunidades apropriados na consecução dos propósitos
Nada de mais natural para os sujeitos e nada de mais soberanamente condenável para quem do comportamento humano, da elite derivada dos privilégios ao comum dos mortais livres, é exigida uma civilidade digna de ser chamada virtuosa.
Fora desse espaço medra a selvajaria em doses cavalares, confrangedora para gente civilizada e péssimo exemplo para uma geração vindoura hoje já duramente fustigada e sem referências éticas e políticas de relevo.
... seria uma ingenuidade atirar à cara do homem de hoje a sua falta de moral porque ele não tem nenhuma. A imputação não o afectaria mínimammente ou, pelo contrário, lisonjeá - lo -ia... "
Gasset 1930
É evidente em Gasset, perante as vicissitudes da época que então marcava a Europa, um chamamento a um imperativo moral, numa altura em que a liberdade das massas levavam ao pânico o pensador, que teria de se conjugar com os seus deveres e obrigações sociais, em desmantelamento, na euforia histórica da assunção do seu destino.
Do seu a seu dono, pois bem, a actualidade da caracterização de Gasset é, no mínimo, surpreendente, desarmante até.
Muitas teorias éticas terão aparecido entretanto sem que tenham conseguido o pleno junto do Sapiens, nem poderia ter sido de outro modo, já que, se livre, a aceitação ética exige uma consciencialização a que só a Vontade dá suporte, a boa Vontade, como diria Kant.
O Ocidente absorveu - as TODAS. A sua elite renega - as todas, em nome dos resultados previsíveis ou não. A Humanidade é o seu meio privilegiado e o pragmatismo egoísta e narcísico o seu Credo.
Os casos mediáticos do Portugal de hoje derivam dessa ausência de moralidade ou da sua assunção como conceito e prática, junto dos seus protagonistas, como reduzida aos interesses próprios, como um fim lógico e natural. Tudo o resto não são mais do que meios e oportunidades apropriados na consecução dos propósitos
Nada de mais natural para os sujeitos e nada de mais soberanamente condenável para quem do comportamento humano, da elite derivada dos privilégios ao comum dos mortais livres, é exigida uma civilidade digna de ser chamada virtuosa.
Fora desse espaço medra a selvajaria em doses cavalares, confrangedora para gente civilizada e péssimo exemplo para uma geração vindoura hoje já duramente fustigada e sem referências éticas e políticas de relevo.
quinta-feira, maio 24, 2012
PENSAR PORTUGAL
www.abrupto.blogspot.com
Continua a ser um dos mais brilhantes espaços de analise histórico - político do país. Contundente, mordaz, irremediávelmente pessimista e cada vez mais independente.
De acompanhar, diáriamente, crítica e ajuízadamente.
Continua a ser um dos mais brilhantes espaços de analise histórico - político do país. Contundente, mordaz, irremediávelmente pessimista e cada vez mais independente.
De acompanhar, diáriamente, crítica e ajuízadamente.
quarta-feira, maio 23, 2012
D' O RENDER DA GUARDA...
Há muito mais a perder ( o que se tem... ) do que a ganhar. Essa é a singela constatação a explicar o conformismo pandémico que assola uma UE em crise de fim de era, completamente tolhida de medo, sem audácia, sem Vontade.
A História, aparentemente, acabou no espírito de uma geração, que dela retém uma noção académica transmitida por conformistas conservadores que A tiraram da rua, dos seus intérpretes e a encarceraram no conforto dos gabinetes dos aerópagos das elites governativas mundiais.
O tempo singular de mudança que hoje se vive, em que o PODER já sem a universalidade na direcção dos povos como aconteceu a partir do século XVI e durante três séculos, em que a Europa, nomeadamente através dos seus povos exploradores, era o único poder vigente, que com a força dos seus canhões, da sua ciência e das suas crenças, dizia, permitiu a criação de humanidades que respondem perante soberanias diversas, armadas até aos dentes e com o poder atómico a sustentar - lhes, em segurança, crenças recuperadas pela reconquista das soberanias próprias.
A tentativa de reunificação do mundo pela nova globalização, pelo auto- proclamado herdeiro do Poder europeu, os USA, através da livre circulação de capitais, tornada possível pela cibernética, tem tornado possível conhecer as semelhanças entre a espécie, assim como as diferenças inultrapassáveis que nos distinguem e que marcam a identidade do que somos e a identidade do Outro.
A História ainda não acabou, porquanto as histórias das nações carregam consigo um passado, ao virar da esquina, ao qual se remetem sempre que se sentem ameaçadas no mais íntimo da sua Cultura, aonde vão beber a identidade perdida na burocracia alienante instigada pelo Comércio; um regresso em busca de energias de resistência ao colapso como nação. Os curdos, os palestinianos, os judeus, os albaneses conheceram o percurso. Para uns houve um leito onde se reclinar, para outros a luta continua.
A Grécia sofre hoje o que Gasset chamou uma prepotência de opinião, e é contra ela que os gregos estão a criar com sucessivos NÃOS uma opinião própria de resistência, através da desobediência à chantagem e à humilhação.
Na belíssima crónica de viagem titulada - Ich bin Grega - pela Pluma Caprichosa, sentimo - nos também, gregos, e se já não nos bastasse saber que o estatuto de desobediência só o reclama quem ama a liberdade, confirmámos com C.F.Alves que, sim, há uma história que está a morrer - a da Europa como farol civilizacional, que perdida a cadeira soberana, luta por estar atrás do balcão da sua mercearia, na semi - obscuridade da sua tasca.
A História, aparentemente, acabou no espírito de uma geração, que dela retém uma noção académica transmitida por conformistas conservadores que A tiraram da rua, dos seus intérpretes e a encarceraram no conforto dos gabinetes dos aerópagos das elites governativas mundiais.
O tempo singular de mudança que hoje se vive, em que o PODER já sem a universalidade na direcção dos povos como aconteceu a partir do século XVI e durante três séculos, em que a Europa, nomeadamente através dos seus povos exploradores, era o único poder vigente, que com a força dos seus canhões, da sua ciência e das suas crenças, dizia, permitiu a criação de humanidades que respondem perante soberanias diversas, armadas até aos dentes e com o poder atómico a sustentar - lhes, em segurança, crenças recuperadas pela reconquista das soberanias próprias.
A tentativa de reunificação do mundo pela nova globalização, pelo auto- proclamado herdeiro do Poder europeu, os USA, através da livre circulação de capitais, tornada possível pela cibernética, tem tornado possível conhecer as semelhanças entre a espécie, assim como as diferenças inultrapassáveis que nos distinguem e que marcam a identidade do que somos e a identidade do Outro.
A História ainda não acabou, porquanto as histórias das nações carregam consigo um passado, ao virar da esquina, ao qual se remetem sempre que se sentem ameaçadas no mais íntimo da sua Cultura, aonde vão beber a identidade perdida na burocracia alienante instigada pelo Comércio; um regresso em busca de energias de resistência ao colapso como nação. Os curdos, os palestinianos, os judeus, os albaneses conheceram o percurso. Para uns houve um leito onde se reclinar, para outros a luta continua.
A Grécia sofre hoje o que Gasset chamou uma prepotência de opinião, e é contra ela que os gregos estão a criar com sucessivos NÃOS uma opinião própria de resistência, através da desobediência à chantagem e à humilhação.
Na belíssima crónica de viagem titulada - Ich bin Grega - pela Pluma Caprichosa, sentimo - nos também, gregos, e se já não nos bastasse saber que o estatuto de desobediência só o reclama quem ama a liberdade, confirmámos com C.F.Alves que, sim, há uma história que está a morrer - a da Europa como farol civilizacional, que perdida a cadeira soberana, luta por estar atrás do balcão da sua mercearia, na semi - obscuridade da sua tasca.
segunda-feira, maio 21, 2012
D'O FÍGADO DE BRONZE DE PIACENZA...
... Aos leitores das folhas de chá, dos porcos-espinhos às raposas, dos bulls aos bears, dos kondratievs aos profetas de Wall Street, da cigana e plebeia leitura do futuro às especialíssimas previsões dos gurus económicos modernos, a realidade humana recusa a antecipação com que os aúgures antigos e modernos, com ou sem coturnos, lhe tentam moldar os desfechos.
A ciência económica está descredibilizada. Quanto mais informação menor a capacidade humana de a processar. Atirada para os braços da Cibernética, tratada como uma lei física, perdeu o sentido político HUMANIZADO da sua utilidade, faz desaparecer as pessoas e cai no niilismo dos números, na vertigem da matemática teórica.
Se fazer a política é demasiado sério para ser deixado à mercê dos políticos, na Economia torna - se vital arrancá - la das mãos de burocratas.
Seria interessante analisar como as contas públicas e pessoais em-ordem estão a minar as bases do Capitalismo liberal.
Por mim, tudo bem...
A ciência económica está descredibilizada. Quanto mais informação menor a capacidade humana de a processar. Atirada para os braços da Cibernética, tratada como uma lei física, perdeu o sentido político HUMANIZADO da sua utilidade, faz desaparecer as pessoas e cai no niilismo dos números, na vertigem da matemática teórica.
Se fazer a política é demasiado sério para ser deixado à mercê dos políticos, na Economia torna - se vital arrancá - la das mãos de burocratas.
Seria interessante analisar como as contas públicas e pessoais em-ordem estão a minar as bases do Capitalismo liberal.
Por mim, tudo bem...
terça-feira, maio 15, 2012
HURRRRRAH!
Um abraço fraterno, cachopa!
O respeito é para quem o merece e a integridade ética, aos saldos, ainda faz a diferença em quem a define nas acções e no pensamento.
Quem te acompanha sabe do que estou a falar, como diria o outro...
sábado, maio 12, 2012
UM INEPTO POLÍTICO
Ter como primeiro - ministro alguém, que de milhares de compatriotas no desemprego ( POR FAVOR, HAJA ALGUÉM QUE EXPLIQUE A ESSE SENHOR O QUE REPRESENTA O DESEMPREGO NUM PAÍS COMO PORTUGAL... ) bolsa alarvidades burocráticas sobre opções de VIDA estranguladas por contingências que produziu e aleivosamente reitera, é BURRICE, de quem lá o pôs e de quem lá o mantém.
A História está prenhe de exemplos de personagens conduzidas, por inércia e exaustões políticas, à chefia das nações. Passos Coelho é um erro de casting e, até ver, também o é o líder do PS, Seguro.
É pena que se tenha de aguentá -lo o tempo de uma legislatura e de, aproveitando a martelada do adeus e recondução à insignificância histórica, verberar quem, da inteligência se esperava mais - Paulo Portas.
Essa será, essa sim, a oportunidade dos desempregados de mudarem de chefe e de VIDA. Entretanto, os danos e os ressentimentos vão marcando uma geração de portugueses, lamentávelmente.
quinta-feira, maio 10, 2012
POIS É...
... É tudo uma questão de estar atento e conhecer o adversário.
Em Setembro de 2010 escrevi isto...
" No ano passado, os anti - benfiquistas acordaram tarde e quando deram por isso a nossa equipa estava já imparável, mesmo a jogar contra 14, em arbitragens tendenciosas e desavergonhadas, como a que se viu ontem. É evidente que a máquina ainda não está afinada e nem precisaria disso ainda para despachar os adversários que nos têm aparecido.
Acontece, como disse, que este ano perderam a vergonha muito cedo e com o Benfica " posto em sossêgo " logo no início do campeonato, a coisa poderá ser sempre recomposta ainda a tempo de salvar a face. Uma vergonha a que o sr. Querença ajudou a dar o mote.
E agora, não completamente fora do contexto, o nosso presidente cometeu um erro de tomo ao ter patrocinado a eleição do sr. Fernando Gomes como presidente da Liga. Ele vai - se arrepender mas será tarde... "
Hoje lembramo - nos de como as coisas acabaram. Este ano, como foi, sem rebuços, denunciado pelo Benfica, as coisas ficaram para o fim e, obscenamente, com os mesmos protagonistas e em jogos -chave - o Querença e o Proença.
Que tal um pulinho à crónica Pressão Alta do Rui Santos no Record de hoje e reavivar o que também já disse por aqui da ingenuidade do Benfica sobre os homens- de - bem que hoje estão à cabeça da Liga e da Federação Portuguesa de Futebol?
É que a deslocação do negócio da bola está a ser, com a liquidação dos clubes do sul e com o domínio de árbitros do norte, a subir para cima e se o Sporting ( nunca mais ganhará uma Liga... ) e o Benfica não souberem reagir, veremos para o ano o Porto e o Braga e algum outro associado de ocasião no topo do campeonato, com ou sem méritos próprios.
Em Setembro de 2010 escrevi isto...
" No ano passado, os anti - benfiquistas acordaram tarde e quando deram por isso a nossa equipa estava já imparável, mesmo a jogar contra 14, em arbitragens tendenciosas e desavergonhadas, como a que se viu ontem. É evidente que a máquina ainda não está afinada e nem precisaria disso ainda para despachar os adversários que nos têm aparecido.
Acontece, como disse, que este ano perderam a vergonha muito cedo e com o Benfica " posto em sossêgo " logo no início do campeonato, a coisa poderá ser sempre recomposta ainda a tempo de salvar a face. Uma vergonha a que o sr. Querença ajudou a dar o mote.
E agora, não completamente fora do contexto, o nosso presidente cometeu um erro de tomo ao ter patrocinado a eleição do sr. Fernando Gomes como presidente da Liga. Ele vai - se arrepender mas será tarde... "
Hoje lembramo - nos de como as coisas acabaram. Este ano, como foi, sem rebuços, denunciado pelo Benfica, as coisas ficaram para o fim e, obscenamente, com os mesmos protagonistas e em jogos -chave - o Querença e o Proença.
Que tal um pulinho à crónica Pressão Alta do Rui Santos no Record de hoje e reavivar o que também já disse por aqui da ingenuidade do Benfica sobre os homens- de - bem que hoje estão à cabeça da Liga e da Federação Portuguesa de Futebol?
É que a deslocação do negócio da bola está a ser, com a liquidação dos clubes do sul e com o domínio de árbitros do norte, a subir para cima e se o Sporting ( nunca mais ganhará uma Liga... ) e o Benfica não souberem reagir, veremos para o ano o Porto e o Braga e algum outro associado de ocasião no topo do campeonato, com ou sem méritos próprios.
quinta-feira, maio 03, 2012
SENADO EUROPEU?
PARA QUÊ?
Impossível esperar da classe social dirigente qualquer mudança aos princípios económicos em que se sustenta o seu domínio e o seu bem - estar - o liberalismo.
O povo, sempre " sábio " há muito que definiu num aforismo manhoso a natureza que do conhecimento maioritário de si e dos outros tem aprendido - Quem parte e reparte e não fica com a melhor parte ou é tolo ou não tem arte.
Ora, de tolo a classe social no poder não tem nada e quanto à arte de esconder dos tolos que a sua miséria periódica é não culpa própria e está incontornàvelmente ligada, como sabem, à economia liberal da qual as cíclicas crises não são mais do que os resultados de um reordenamento dos rendimentos, sempre que à boleia das migalhas que caem do pote, o Zé melhora o seu estado económico e o seu poder de compra, mimando os tiques e os privilégios da burguesia endinheirada, ela está pujante.
Por mais que os bem intencionados procurem explicações outras para debelar essa urdidura cíclica que tem sistemáticamente devolvido à realidade a proporcionalidade éticamente reprovável da repartição dos rendimentos, a economia política tornou - se um instrumento de domínio e gestão dos desequilíbrios e não de coesão social.
Uma sociedade " equilibrada " numa repartição justa do rendimento nacional não faz parte dos ensinamentos das escolas de economia dos países que abraçaram o capitalismo liberal a não ser como uma utópica miragem. Nelas aprende - se, pelo estudo das " conjunturas económicas " a estar atento na manutenção do status e não de como prevenir o aparecimento das brutais assimetrias que a liberdade incontrolada engendra.
" Se Keynes voltasse à Terra não seria certamente keynesiano " proclama o defensor da existência de um Senado europeu ( mais um gabinete burocrático e transnacional de inimigos da Vida ), o presidente do tribunal de Contas, Guilherme d'Oliveira Martins, entrevistado pela Clara F.Alves na Revista do Expresso último.
Como!!!|!|? O que é que levaria o pensamento keynesiano a entrar em curto-circuito com o seu projector?
Não creio que a solução monetarista que os estudos de " conjuntura " da escola alemã professam em torno de garrotes orçamentais que estão a empobrecer a Europa e a criar desemprego em massa, fosse do seu agrado e o levassem a tirar uma vírgula ao que pensou e que em relação ao emprego é determinante como factor de coesão social numa sociedade em que os dirigentes se deveriam advertir dos excessos para cima ou para baixo prevenindo e obstando à ocorrência de assimetrias denunciadores do descalabro e de CRISES.
Acontece que as crises do capitalismo, como os artistas as orquestram, são uma " limpeza do sistema " necessária para repôr as disparidades que permitem alimentar fraudulentamente um sistema caduco, imoral, criminoso, em nome das mais nobres aspirações do Homem - a Liberdade e a Democracia.
E vai fazendo o seu caminho numa sociedade que " sábia " acha que somos todos iguais e que quem parte e reparte e...blá-blá-blá...
Impossível esperar da classe social dirigente qualquer mudança aos princípios económicos em que se sustenta o seu domínio e o seu bem - estar - o liberalismo.
O povo, sempre " sábio " há muito que definiu num aforismo manhoso a natureza que do conhecimento maioritário de si e dos outros tem aprendido - Quem parte e reparte e não fica com a melhor parte ou é tolo ou não tem arte.
Ora, de tolo a classe social no poder não tem nada e quanto à arte de esconder dos tolos que a sua miséria periódica é não culpa própria e está incontornàvelmente ligada, como sabem, à economia liberal da qual as cíclicas crises não são mais do que os resultados de um reordenamento dos rendimentos, sempre que à boleia das migalhas que caem do pote, o Zé melhora o seu estado económico e o seu poder de compra, mimando os tiques e os privilégios da burguesia endinheirada, ela está pujante.
Por mais que os bem intencionados procurem explicações outras para debelar essa urdidura cíclica que tem sistemáticamente devolvido à realidade a proporcionalidade éticamente reprovável da repartição dos rendimentos, a economia política tornou - se um instrumento de domínio e gestão dos desequilíbrios e não de coesão social.
Uma sociedade " equilibrada " numa repartição justa do rendimento nacional não faz parte dos ensinamentos das escolas de economia dos países que abraçaram o capitalismo liberal a não ser como uma utópica miragem. Nelas aprende - se, pelo estudo das " conjunturas económicas " a estar atento na manutenção do status e não de como prevenir o aparecimento das brutais assimetrias que a liberdade incontrolada engendra.
" Se Keynes voltasse à Terra não seria certamente keynesiano " proclama o defensor da existência de um Senado europeu ( mais um gabinete burocrático e transnacional de inimigos da Vida ), o presidente do tribunal de Contas, Guilherme d'Oliveira Martins, entrevistado pela Clara F.Alves na Revista do Expresso último.
Como!!!|!|? O que é que levaria o pensamento keynesiano a entrar em curto-circuito com o seu projector?
Não creio que a solução monetarista que os estudos de " conjuntura " da escola alemã professam em torno de garrotes orçamentais que estão a empobrecer a Europa e a criar desemprego em massa, fosse do seu agrado e o levassem a tirar uma vírgula ao que pensou e que em relação ao emprego é determinante como factor de coesão social numa sociedade em que os dirigentes se deveriam advertir dos excessos para cima ou para baixo prevenindo e obstando à ocorrência de assimetrias denunciadores do descalabro e de CRISES.
Acontece que as crises do capitalismo, como os artistas as orquestram, são uma " limpeza do sistema " necessária para repôr as disparidades que permitem alimentar fraudulentamente um sistema caduco, imoral, criminoso, em nome das mais nobres aspirações do Homem - a Liberdade e a Democracia.
E vai fazendo o seu caminho numa sociedade que " sábia " acha que somos todos iguais e que quem parte e reparte e...blá-blá-blá...
quarta-feira, maio 02, 2012
VENHA CÁ!
Notável a polémica em torno da campanha do Pingo Doce, com descontos únicos.
TODA a gente se queixou, excepto os clientes e não foram poucos. Venham mais campanhas do género que a clientela agradece. As queixas foram de quem não precisa dessa alteração anormal ao hábito de saquear os bolsos de quem pouco tem.
Eu não fui lá; as razões dos que lá foram são muitas e fundamentadas e de quem fez a campanha também.
Veremos os desenvolvimentos nesses dias que se seguirão...
TODA a gente se queixou, excepto os clientes e não foram poucos. Venham mais campanhas do género que a clientela agradece. As queixas foram de quem não precisa dessa alteração anormal ao hábito de saquear os bolsos de quem pouco tem.
Eu não fui lá; as razões dos que lá foram são muitas e fundamentadas e de quem fez a campanha também.
Veremos os desenvolvimentos nesses dias que se seguirão...
segunda-feira, abril 30, 2012
MIGUEL PORTAS
Morreu um democrata socialista que manteve uma luta sem tréguas e sem nuances em favor da sua interpretação virtuosa por aqueles que a praticam. Foi um exemplo a seguir pela nova geração.
Aqui fica a minha singela e sincera homenagem.
SOARES É " FIXE " !
Assente a poeira sobre polémica ausência do ex - presidente da República às comemorações oficiais do 25 de Abril e para além da simpatia pessoal e não política que consagro ao cidadão Mário Soares, um homem sério ( para utilizar a sua terminologia... ) permito - me lembrar duas coisas...
A diferença fundamental que havia entre Soares e Alegre e anteriormente com Cunhal, principalmente com este, estaria na separação da personalidade política da pessoal que Soares sempre fez em relação aos seus adversários ideológicos, atitude impensável para Cunhal que do urbano e institucional relacionamento sempre separou as águas.
A proximidade política, ética, filosófica, cultural seriam condições essenciais a um relacionamento " simpático ", quando não empático, com o Outro.
Soares é praticante de uma pandemocracia que não distingue o Homem das suas ideias aos quais, independentemente das suas virtudes, algumas mencionadas um pouco acima, atribui respeito, em nome da democracia e da liberdade e, se empunhadas por quem nutre simpatia pessoal, não se coíbe de tecer alibis virtuosos ao carácter do Outro, tidos como meritórios e devidos. A sua deriva ideológica, melhor, consistência, deriva desse posicionamento.
Já a Direita ideológica é mais consistente no que às afinidades pessoais com Soares lhes diz respeito. Dos seus " sótãos " expulsaram e expulsam em antipatia o aristocrático político. Eanes nutre - lhe desprezo. Cavaco, profundo ressentimento político e distâncias vingativas, o que para mim só devia abonar pessoalmente Mário Soares; na verdade isso não acontece. O ex - presidente SENTE mais do que devia essas hostilidades pessoais, mas também sentiu como ofensa pessoal e não devia, junto dos correligionários Zenha e Alegre, o afrontamento POLÍTICO.
Para um político que combateu e combate IDEIAS e não pessoas e que o faz considerar sérios ( termo ideológicamente inconsequente ) adversários que não o consideram sério, é de uma ingenuidade tremenda.
Por mim, na política o homem faz a função assim como a função faz o homem e os fins estão íntimamente ligados aos meios. E só pelos meios posso ajuízar da seriedade dos homens que a conduzem. E também só aí posso alimentar sentimentos de simpatia e juízos parabenizantes pessoais.
A não - comparência de Soares, numas cerimónias alusivas a uma data histórica, essa sim pandemocrata, peca por irreflexão, por confusão entre o contingente e o essencial. Dando de barato que só a impotência leva a Direita hoje a celebrar essa data, essa Direita que se permite enterrar o 1º de Dezembro como se tivesse a importância das celebrações fascistas do 10 de Junho, o famigerado Dia da raça, dizia, deslustrou a força de 25 de Abril.
Foi pena, pelo gozo que também lhe daria ouvir Cavaco a fazer um discurso, contrabandeado é certo, de elogio a um socialista de nome Sócrates pela obra efectuada, em anúncios de excelências tornadas possíveis no Portugal de hoje.
A diferença fundamental que havia entre Soares e Alegre e anteriormente com Cunhal, principalmente com este, estaria na separação da personalidade política da pessoal que Soares sempre fez em relação aos seus adversários ideológicos, atitude impensável para Cunhal que do urbano e institucional relacionamento sempre separou as águas.
A proximidade política, ética, filosófica, cultural seriam condições essenciais a um relacionamento " simpático ", quando não empático, com o Outro.
Soares é praticante de uma pandemocracia que não distingue o Homem das suas ideias aos quais, independentemente das suas virtudes, algumas mencionadas um pouco acima, atribui respeito, em nome da democracia e da liberdade e, se empunhadas por quem nutre simpatia pessoal, não se coíbe de tecer alibis virtuosos ao carácter do Outro, tidos como meritórios e devidos. A sua deriva ideológica, melhor, consistência, deriva desse posicionamento.
Já a Direita ideológica é mais consistente no que às afinidades pessoais com Soares lhes diz respeito. Dos seus " sótãos " expulsaram e expulsam em antipatia o aristocrático político. Eanes nutre - lhe desprezo. Cavaco, profundo ressentimento político e distâncias vingativas, o que para mim só devia abonar pessoalmente Mário Soares; na verdade isso não acontece. O ex - presidente SENTE mais do que devia essas hostilidades pessoais, mas também sentiu como ofensa pessoal e não devia, junto dos correligionários Zenha e Alegre, o afrontamento POLÍTICO.
Para um político que combateu e combate IDEIAS e não pessoas e que o faz considerar sérios ( termo ideológicamente inconsequente ) adversários que não o consideram sério, é de uma ingenuidade tremenda.
Por mim, na política o homem faz a função assim como a função faz o homem e os fins estão íntimamente ligados aos meios. E só pelos meios posso ajuízar da seriedade dos homens que a conduzem. E também só aí posso alimentar sentimentos de simpatia e juízos parabenizantes pessoais.
A não - comparência de Soares, numas cerimónias alusivas a uma data histórica, essa sim pandemocrata, peca por irreflexão, por confusão entre o contingente e o essencial. Dando de barato que só a impotência leva a Direita hoje a celebrar essa data, essa Direita que se permite enterrar o 1º de Dezembro como se tivesse a importância das celebrações fascistas do 10 de Junho, o famigerado Dia da raça, dizia, deslustrou a força de 25 de Abril.
Foi pena, pelo gozo que também lhe daria ouvir Cavaco a fazer um discurso, contrabandeado é certo, de elogio a um socialista de nome Sócrates pela obra efectuada, em anúncios de excelências tornadas possíveis no Portugal de hoje.
sexta-feira, abril 27, 2012
HMMMMM!
Querem ver que o Seguro, a reboque das asneiradas políticas da maioria, vai roer a corda troikiana?
Está a chamar - me a atenção e isso, perdoem - me a imodéstia, está a afastá - lo da estupidez conformista e " responsável " reinante. Nada mau...
quarta-feira, abril 25, 2012
25 de Abril de 1974
Ninguém acreditava que esse dia chegaria da forma como chegou - em rotura decisiva com o repugnante status num desmantelamento assertivo das consciências tão longamente formatadas por uma autoridade e um Poder bisonho, miserabilista, provinciano e tacanho que durante tanto tempo assumiu a representatividade de um povo, em nome de uma menorização insultuosa das suas capacidades.
Acreditava - se em reformas, que de uma racionalidade atribuída e aceite ao delfim sucessor, se esperavam os desenlaces libertadores. Pura ingenuidade, que a escola era a mesma e o poder nunca é pertença única do chefe.
Vivi, minuto a minuto, desde a madrugada dessa revolução que podia ter sido, não fosse a complacência cobarde de mentalidades provincianas do BASTA, NÃO QUERO MAIS a meterem-na num redil controlado de carneiros mansos e ruminantes, até hoje, sob o rótulo de Democracia Ocidental.
Em letras de fogo ficaram gravadas no meu peito e na minha memória esse querer de uma nação, liberta, nos dias que se seguiram, das falsas consciências que um querer medíocre lhe incutiu durante décadas.
Hoje, quando os novos representantes desse poder apeado regressam, aprendida a lição, mas sempre com o tom melífluo e apaziguante a adornar - lhes o discurso, lembro - me dessa pulsão libertadora de então.
VIVA O 25 DE ABRIL!
Acreditava - se em reformas, que de uma racionalidade atribuída e aceite ao delfim sucessor, se esperavam os desenlaces libertadores. Pura ingenuidade, que a escola era a mesma e o poder nunca é pertença única do chefe.
Vivi, minuto a minuto, desde a madrugada dessa revolução que podia ter sido, não fosse a complacência cobarde de mentalidades provincianas do BASTA, NÃO QUERO MAIS a meterem-na num redil controlado de carneiros mansos e ruminantes, até hoje, sob o rótulo de Democracia Ocidental.
Em letras de fogo ficaram gravadas no meu peito e na minha memória esse querer de uma nação, liberta, nos dias que se seguiram, das falsas consciências que um querer medíocre lhe incutiu durante décadas.
Hoje, quando os novos representantes desse poder apeado regressam, aprendida a lição, mas sempre com o tom melífluo e apaziguante a adornar - lhes o discurso, lembro - me dessa pulsão libertadora de então.
VIVA O 25 DE ABRIL!
segunda-feira, abril 23, 2012
ERRO GRAVE
Alguém terá aconselhado ao P. Ministro uma estratégia de contenção na sua exposição pública ( por desgaste da imagem de mensageiro de más notícias, principalmente... ) e vai daí delega nos apóstolos a competência de disseminar a mensagem do pobrezinho mas honesto.
As primeiras bocas, nomeadamente do ministro da Solidariedade e do ministro da Justiça já nos iluminaram sobre o que aí vem.
É o que dá pôr os burocratas a falar e agir políticamente... Um erro ingénuo que irá ser bem aproveitado pelos media e pela Oposição.
As primeiras bocas, nomeadamente do ministro da Solidariedade e do ministro da Justiça já nos iluminaram sobre o que aí vem.
É o que dá pôr os burocratas a falar e agir políticamente... Um erro ingénuo que irá ser bem aproveitado pelos media e pela Oposição.
terça-feira, abril 17, 2012
D'os CULAMBISTAS... ( PARTE V )
Deambulando sobre a praxis política do Estado actual e do atrelamento anexante que ainda vai obtendo junto de uma população céptica e demissionária das virtudes políticas e de uma cumplicidade expectante e oportunista que a sua comunicação discursiva tem vindo a alimentar, não me atenho a particularizar, por hoje, o desmascaramento casuístico de cada acção ou demissão de alguns apaniguados dessa ladaínha conformista, paralizante, que tem a FÉ como o único leitmotiv mobilizador (!!!??? ) dos cidadãos, em estado pré - comatoso.
Generalizo, continuando na caracterização do M.E.C., feito na década de 80/90, de uma postura comportamental que não cessa de nos surpreender.
OS CARAS DE CUS
( Miguel Esteves Cardoso )
... Repare -se que, quando há eleições, todos os candidatos com uma hipótese remota de vencerem são agraciados pelos entrevistadores com longos lambe-cus aos quais normalmente não teriam direito. Esta é a forma do culambista profissional assegurar -se que nenhum cu tomará assento em Belém ou em S. Bento sem ter sido préviamente carimbado.
Como funciona o Culambismo? A essência está na relação entre o culambista e o cu lambido. Se a coisa é bem feita, cria - se uma relação de intimidade entre os dois. O segredo é adivinhar a forma de aproximação identificando os gostos e manias de cada cu.
Não é fácil porque todos os cus são diferentes. Há cus que gostam de ser lambidos abertamente - mas são raros ( embora actualmente proeminentes ). São os cus de quem aprecia que se lhe diga, em plena praça pública: " Senhor ministro, desculpe - me o desabafo, mas não há dúvida que o senhor é um grande estadista! "
Os cus, o mais das vezes, apreciam que as coisas sejam feitas com mais rodeios. Há cus que gostam de ser lambidos na diagonal. Outros preferem o face-a-face. Uns gostam de só uma longa lambidela. Uns gostam de várias lambidinhas imperceptíveis, dadas intervaladamente ao longo da sessão. Há cus que gostam de levar uns " taus-taus " carinhosos antes de serem lambidos. Em casos desses, o culambista experiente faz duas ou três críticas suaves ou perguntas levemente polémicas antes de avançar com as beiças...
( actualizaremos... )
Generalizo, continuando na caracterização do M.E.C., feito na década de 80/90, de uma postura comportamental que não cessa de nos surpreender.
OS CARAS DE CUS
( Miguel Esteves Cardoso )
... Repare -se que, quando há eleições, todos os candidatos com uma hipótese remota de vencerem são agraciados pelos entrevistadores com longos lambe-cus aos quais normalmente não teriam direito. Esta é a forma do culambista profissional assegurar -se que nenhum cu tomará assento em Belém ou em S. Bento sem ter sido préviamente carimbado.
Como funciona o Culambismo? A essência está na relação entre o culambista e o cu lambido. Se a coisa é bem feita, cria - se uma relação de intimidade entre os dois. O segredo é adivinhar a forma de aproximação identificando os gostos e manias de cada cu.
Não é fácil porque todos os cus são diferentes. Há cus que gostam de ser lambidos abertamente - mas são raros ( embora actualmente proeminentes ). São os cus de quem aprecia que se lhe diga, em plena praça pública: " Senhor ministro, desculpe - me o desabafo, mas não há dúvida que o senhor é um grande estadista! "
Os cus, o mais das vezes, apreciam que as coisas sejam feitas com mais rodeios. Há cus que gostam de ser lambidos na diagonal. Outros preferem o face-a-face. Uns gostam de só uma longa lambidela. Uns gostam de várias lambidinhas imperceptíveis, dadas intervaladamente ao longo da sessão. Há cus que gostam de levar uns " taus-taus " carinhosos antes de serem lambidos. Em casos desses, o culambista experiente faz duas ou três críticas suaves ou perguntas levemente polémicas antes de avançar com as beiças...
( actualizaremos... )
sábado, abril 14, 2012
HIGIENE MENTAL, precisa - se...
Contra as sucessivas medidas burrofascizantes ,que aos poucos vão saindo dos enfados ministeriais, contra a felicidade alheia, aconselho uma lavagem cerebral a alguns envelhecidos neurónios, que à sua velhice existencial acrescem senilidades políticas, como as atitudes fundamentalistas anti- tabaco, anti-sexo, anti-álcool, anti-droga, anti-ética, anti-Vida, que vão subtilmente e em crescendo, cerceando a Liberdade e a Responsabilidade individual do cidadão.
É claro que só uma visão classista e pretensiosa explica o despudor dessa intromissão do Estado em áreas de julgamento pessoal com criminalizações abusivas e impertinentes.
Se este Estado quiser proteger as nossas crianças, tenho uma mão cheia de sugestões a apresentar e duas mãos de reparos à sua hipocrisia no que respeita ao tema, fundamentado nas consequências previsíveis de algumas acções que teve nessa área.
Essa atitude de emboscada que parece estar estratégicamente colada ao Estado actual, pertence a um campo bem definido - a dos salteadores, dos carteiristas e, no limite, dos evangelizadores. Não é definitivamente a área da Política e como tal deveria ser tratada pelos cidadãos.
Virá tempo...
É claro que só uma visão classista e pretensiosa explica o despudor dessa intromissão do Estado em áreas de julgamento pessoal com criminalizações abusivas e impertinentes.
Se este Estado quiser proteger as nossas crianças, tenho uma mão cheia de sugestões a apresentar e duas mãos de reparos à sua hipocrisia no que respeita ao tema, fundamentado nas consequências previsíveis de algumas acções que teve nessa área.
Essa atitude de emboscada que parece estar estratégicamente colada ao Estado actual, pertence a um campo bem definido - a dos salteadores, dos carteiristas e, no limite, dos evangelizadores. Não é definitivamente a área da Política e como tal deveria ser tratada pelos cidadãos.
Virá tempo...
sexta-feira, abril 13, 2012
AI GUINÉ!!!
Só posso fazer uma caracterização da Guiné à luz da sua história recente - regressou ao tribalismo pré - colonial, que lhe marcava o espaço que Portugal encerrou numa fronteira administrativa.
Se de alguma coisa serviu a luta pela educação, pela criação de um sentimento nacional, contra o tribalismo, encetada por Amílcar Cabral - a sua independência - ela começou a desvanecer - se com o 1º golpe de estado protagonizado por Nino Vieira ( que NADA aprendeu com o seu líder ) e pela mais estúpida justificação política jamais brandida por um líder rebelde - o Cabral que chefiava o estado era "estrangeiro " porque tinha sangue caboverdiano, assim como os seus mais capazes dirigentes que lideraram a guerrilha victoriosa.
E foi o fim do Estado como entidade globalizadora. O exemplo da traição, da leviandade e leveza com que ela podia ser exercitada, está a dar frutos, até hoje.
Diz - se que Portugal está a preparar uma intervenção armada no território. A notícia não esclarece em que moldes isso se irá passar. Não acredito que a estupidez de avançar sózinho tenha passado pela cabeça de alguém.
A intervenção, a acontecer, terá de ser equacionada num âmbito mais alargado, com mandato mais alargado envolvendo forças da OUA ou da ONU, ou teremos sarilhos sérios.
Se de alguma coisa serviu a luta pela educação, pela criação de um sentimento nacional, contra o tribalismo, encetada por Amílcar Cabral - a sua independência - ela começou a desvanecer - se com o 1º golpe de estado protagonizado por Nino Vieira ( que NADA aprendeu com o seu líder ) e pela mais estúpida justificação política jamais brandida por um líder rebelde - o Cabral que chefiava o estado era "estrangeiro " porque tinha sangue caboverdiano, assim como os seus mais capazes dirigentes que lideraram a guerrilha victoriosa.
E foi o fim do Estado como entidade globalizadora. O exemplo da traição, da leviandade e leveza com que ela podia ser exercitada, está a dar frutos, até hoje.
Diz - se que Portugal está a preparar uma intervenção armada no território. A notícia não esclarece em que moldes isso se irá passar. Não acredito que a estupidez de avançar sózinho tenha passado pela cabeça de alguém.
A intervenção, a acontecer, terá de ser equacionada num âmbito mais alargado, com mandato mais alargado envolvendo forças da OUA ou da ONU, ou teremos sarilhos sérios.
quinta-feira, abril 12, 2012
ANEDOTA DO DIA
Um árabe cheio de sede atravessa o deserto há várias horas quando ao longe vislumbra uma tenda de vendas. Na esperança de lá encontrar água estuga o passo. Uma hora depois chega finalmente à banca e dirige - se ao vendedor:
- Boa tarde, tem água?
- Não, a única coisa que vendo são gravatas.
- Gravatas? Quem é que usa isso no deserto ???
- Olhe que estão em promoção, cinco euros cada uma. Quer?
- Claro que não! Estou a morrer de sede e a única coisa que eu queria era água.
- Tenho aqui umas gravatas que combinam bem com a sua túnica... insiste o vendedor.
- Não quero nada disso, já disse. Quero é matar a sede, homem.
- OK! Mas olhe, depois daquela duna aí, se virar para Oeste encontra um oásis a cerca de 4 km.
- A sério?
-Garantido!
- Então vou pôr - me a caminho.
Passadas umas horas e já noite, o árabe volta ao local da tendinha de gravatas.
- Então, encontrou o oásis? pergunta o vendedor.
- Encontrei.
- E...?
- O cabr** do porteiro não me deixou entrar sem gravata...
Moral da história?
O conhecimento do Mercado permite bons negócios?
Nem sempre no poupar está o ganho?
A burocracia é mesmo uma Merda?
- Boa tarde, tem água?
- Não, a única coisa que vendo são gravatas.
- Gravatas? Quem é que usa isso no deserto ???
- Olhe que estão em promoção, cinco euros cada uma. Quer?
- Claro que não! Estou a morrer de sede e a única coisa que eu queria era água.
- Tenho aqui umas gravatas que combinam bem com a sua túnica... insiste o vendedor.
- Não quero nada disso, já disse. Quero é matar a sede, homem.
- OK! Mas olhe, depois daquela duna aí, se virar para Oeste encontra um oásis a cerca de 4 km.
- A sério?
-Garantido!
- Então vou pôr - me a caminho.
Passadas umas horas e já noite, o árabe volta ao local da tendinha de gravatas.
- Então, encontrou o oásis? pergunta o vendedor.
- Encontrei.
- E...?
- O cabr** do porteiro não me deixou entrar sem gravata...
Moral da história?
O conhecimento do Mercado permite bons negócios?
Nem sempre no poupar está o ganho?
A burocracia é mesmo uma Merda?
quarta-feira, abril 11, 2012
SPORTING - BENFICA
Nós sabemos que as épocas do Sporting se resumem a guardar todas as suas forças e capacidades para ganhar um joguinho ao Glorioso. Bem, cada um sabe de si e das suas finanças...
Voltando ao jogo jogado nas quatro linhas e para além das tretas do costume ( aí o Sporting e o Benfica são de uma ingenuidade fantástica... ) relativas às arbitragens, o Sporting correu mais em busca da sua satisfação anual.
Quanto ao Benfica, o seu treinador errou, errou e errou, a começar pela titularidade da dupla de centrais Garay e Luisão, vinda de lesões e sem ritmo e sem pernas. Lamentável e desastroso jogo fizeram.
Ao resto da equipa faltou a inteligência de Aimar para normalizar a superioridade do jogo do Benfica perante a camionete lagarta.
Quanto aos meus eufóricos amigos lagartos, prestem atenção ao árbitro que vos vai sair no jogo com o já escolhido campeão deste ano. E nós é que estávamos a ser levados ao colo... As coisas não mudaram de um ano para outro. Ficou só um bocadinho mais difícil afastar o Benfica. Vocês afastaram - se por incompetência. Ao Benfica só com aldrabices apesar de todas as escorregadelas do seu treinador.
Voltando ao jogo jogado nas quatro linhas e para além das tretas do costume ( aí o Sporting e o Benfica são de uma ingenuidade fantástica... ) relativas às arbitragens, o Sporting correu mais em busca da sua satisfação anual.
Quanto ao Benfica, o seu treinador errou, errou e errou, a começar pela titularidade da dupla de centrais Garay e Luisão, vinda de lesões e sem ritmo e sem pernas. Lamentável e desastroso jogo fizeram.
Ao resto da equipa faltou a inteligência de Aimar para normalizar a superioridade do jogo do Benfica perante a camionete lagarta.
Quanto aos meus eufóricos amigos lagartos, prestem atenção ao árbitro que vos vai sair no jogo com o já escolhido campeão deste ano. E nós é que estávamos a ser levados ao colo... As coisas não mudaram de um ano para outro. Ficou só um bocadinho mais difícil afastar o Benfica. Vocês afastaram - se por incompetência. Ao Benfica só com aldrabices apesar de todas as escorregadelas do seu treinador.
segunda-feira, abril 09, 2012
D' os CULAMBISTAS... ( PARTE IV )
" Enquanto estendemos a passadeira à OPA da Intercement, a Presidente Dilma propõe o aumento brutal de taxas sobre o nosso vinho e azeite. Por onde anda Portas? " Nicolau Santos, caderno de Economia do Expresso.
"... Cimpor não é uma empresa qualquer: é a maior empresa industrial portuguesa, a mais internacionalizada e um centro de tecnologia e de engenharia nacionais. Víctor Gaspar e António Borges passaram a ferro tudo isto ( estamos a falar da privatização da Cimpor..., esclareço eu... ), sem nenhuma oposição da CGD" . - Nicolau Santos.
A oposição esperada pelo colunista seria a dos seus administradores Fernando Faria de Oliveira, José de Matos e Nogueira Leite. Pois...
Continuemos a saga dos Culambistas do aqui apresentado texto de Miguel Esteves Cardoso, intitulado
OS CARAS DE CU
( Miguel Esteves Cardoso )
(... em continuação...)
"... O Nãofaçondista prefere curvar ligeiramente a cabeça, em sinal de deferência, e não fazer ondas. Não se julgue que é fácil. Se, porventura a entrevista sai fora dos limites, ameaçando tornar - se incómoda ou interessante, O Nãofaçondista tem de enfiar a sua bóia « Pussy Cat » e ir socorrer o entrevistado, puxando - o de novo para as águas mornas do costume.
Os prémios do Culambismo são muito mais elevados que os do Nãofaçondismo. Um Nãofaçondista é um ginasta de manutenção, que se contenta em manter a posição que conquistou. ( Muitos Nãofaçondistas são ex - Culambistas ).
Um Culambista é um ginasta evolutivo, que quer subir a pulso pelo espaldar da vida, sempre com a língua de fora, melhorando a situação profissional e política ao longo dos ânus.
Um Culambista arrisca - se mais.É uma modalidade perigosa. Se se lamberem os cus errados pode - se ir parar à prateleira- Há cus que enganam muito. É preciso conhecê- los como a palma das mãos.Para o Culambista não importa onde um cu já esteve - importa sobretudo onde está o cu no momento do contacto. O lugar que um cu ocupa vale 50% da jogada. De resto, interessa onde o dito cu vai acabar. "
actualizaremos...
"... Cimpor não é uma empresa qualquer: é a maior empresa industrial portuguesa, a mais internacionalizada e um centro de tecnologia e de engenharia nacionais. Víctor Gaspar e António Borges passaram a ferro tudo isto ( estamos a falar da privatização da Cimpor..., esclareço eu... ), sem nenhuma oposição da CGD" . - Nicolau Santos.
A oposição esperada pelo colunista seria a dos seus administradores Fernando Faria de Oliveira, José de Matos e Nogueira Leite. Pois...
Continuemos a saga dos Culambistas do aqui apresentado texto de Miguel Esteves Cardoso, intitulado
OS CARAS DE CU
( Miguel Esteves Cardoso )
(... em continuação...)
"... O Nãofaçondista prefere curvar ligeiramente a cabeça, em sinal de deferência, e não fazer ondas. Não se julgue que é fácil. Se, porventura a entrevista sai fora dos limites, ameaçando tornar - se incómoda ou interessante, O Nãofaçondista tem de enfiar a sua bóia « Pussy Cat » e ir socorrer o entrevistado, puxando - o de novo para as águas mornas do costume.
Os prémios do Culambismo são muito mais elevados que os do Nãofaçondismo. Um Nãofaçondista é um ginasta de manutenção, que se contenta em manter a posição que conquistou. ( Muitos Nãofaçondistas são ex - Culambistas ).
Um Culambista é um ginasta evolutivo, que quer subir a pulso pelo espaldar da vida, sempre com a língua de fora, melhorando a situação profissional e política ao longo dos ânus.
Um Culambista arrisca - se mais.É uma modalidade perigosa. Se se lamberem os cus errados pode - se ir parar à prateleira- Há cus que enganam muito. É preciso conhecê- los como a palma das mãos.Para o Culambista não importa onde um cu já esteve - importa sobretudo onde está o cu no momento do contacto. O lugar que um cu ocupa vale 50% da jogada. De resto, interessa onde o dito cu vai acabar. "
actualizaremos...
sábado, abril 07, 2012
D'os CULAMBISTAS... ( PARTE III )
Pois é... o refinamento dessa espécie vai de velas desfraldads. O Zé - Mundial ladra ( os lobos estão definitivamente em extinção... ) e a caravana fedorenta espalha o seu perfume pelo planeta.
A Pátria é hoje pertença dos Vasconcellos e de aspirantes a sê - lo.
Entre Cristo e Barrabás o Zé prefere a cruxificação e assusta - se com bispos negros a governar a Igreja anglicana e pastores brasileiros a contaminar a Páscoa católica. De raspão, a época pascal é propícia, tem uma epifania desmascarante da promiscuidade envolvendo a CGD e a BRISA e notáveis da nossa praça, enquanto o Burocrata - Mor e a Repartição do Reino se ensalivam em pletórica, provinciana demissão identitária ao ser levado ao Olimpo da Super-Raça..., enquanto noutra freguesia se podam os ramos da oliveira antes de, tão certo como Portugal é Portugal ( a coisa hoje está tremida...) se ascender ao púlpito.
voltemos ao passado (!!!?), Miguel...
OS CARAS DE CU
( Miguel Esteves Cardoso )
O Culambista também sabe " ler " as ondas. É identificando as ondas que " estão a dar " que pode fazer a selecção dos cus que pretende lamber. O verdadeiro Culambista estuda as marés mas nunca perde de vista o objectivo: lamber cus importantes, CUSTE O QUE CUSTAR.
Há também praticantes menores, que também querem subir na vida e que erradamente se denominam culambistas. Assim como há o Surf, que é sério, e modalidades mais ligeiras como o « Skimming », há o Culambismo e o Nãofaçondismo, que consiste em não fazer ondas de modo a não incomodar os veraneantes do poder estabelecido. Basta olhar para a RTP ( há novos e actuantes protagonistas, sublinhado meu...) para ver a diferença. Enquanto o Culambista bajula o político que está a entrevistar, babando - se de gozo cada vez que diz « senhor ministro », o Nãofaçondista limita - se a dizer que sim com a cabeça, a fazer perguntas fáceis e a não interromper.
O Culambista é um activista. O Nãofaçondismo é passivo. O culambista não descansa enquanto não dobra o pescoço e aplica a língua ao orifício anal do entrevistado, cobrindo - o de beijinhos. O facto de estar a ser observado por cinco milhões de espectadores é - lhe indiferente. Já o Nãofaçondista inibe - se à frente de tanta gente. Fossem 4 ou 5 e ele ainda se prestaria a fazer uma tentativa de culambismo periférico, ensaiando, por exemplo, uma rápida lambidela do rego ou um " raid " de beijocas nas covinhas das nádegas.
Estou nauseado, por ora, pá. Continuarei com mais actualizações...
Há também praticantes menores, que também querem subir na vida e que erradamente se denominam culambistas. Assim como há o Surf, que é sério, e modalidades mais ligeiras como o « Skimming », há o Culambismo e o Nãofaçondismo, que consiste em não fazer ondas de modo a não incomodar os veraneantes do poder estabelecido. Basta olhar para a RTP ( há novos e actuantes protagonistas, sublinhado meu...) para ver a diferença. Enquanto o Culambista bajula o político que está a entrevistar, babando - se de gozo cada vez que diz « senhor ministro », o Nãofaçondista limita - se a dizer que sim com a cabeça, a fazer perguntas fáceis e a não interromper.
O Culambista é um activista. O Nãofaçondismo é passivo. O culambista não descansa enquanto não dobra o pescoço e aplica a língua ao orifício anal do entrevistado, cobrindo - o de beijinhos. O facto de estar a ser observado por cinco milhões de espectadores é - lhe indiferente. Já o Nãofaçondista inibe - se à frente de tanta gente. Fossem 4 ou 5 e ele ainda se prestaria a fazer uma tentativa de culambismo periférico, ensaiando, por exemplo, uma rápida lambidela do rego ou um " raid " de beijocas nas covinhas das nádegas.
Estou nauseado, por ora, pá. Continuarei com mais actualizações...
quinta-feira, abril 05, 2012
D'os CULAMBISTAS... ( PARTE II )
OS CARAS DE CU
Miguel Esteves Cardoso
continuemos...
O menino que engraxasse a professora tinha de enfrentar depois o escárnio da turma. O colunista que tecesse um grande elogio ao Presidente do Conselho era ostracizado pelos colegas. Ninguém gostava de um engraxador.
Hoje tudo isso mudou. O engraxanço evoluiu ao ponto de tornar - se irreconhecível. Foi - se subindo na escala da subserviência, dos sapatos até ao cu. O engraxador foi promovido a lambe-botas e o lambe-botas a lambe-cu. Não é preciso realçar a diferença, em termos de subordinação hierárquica e flexibilidade de movimentos, entre engraxar uns sapatos e lamber um cu. Para fazer face à crescente popularidade do desporto importaram-se dos Estados Unidos, campeão do mundo na modalidade, as regras e os estatutos da American Federation of Ass-licking and Brown-nosing. Os praticantes porrtugueses puderam assim esquecer os tempos amadores do engraxanço e aperfeiçoaram-se no desenvolvimento profissional do Culambismo.
Os culambistas portugueses habituaram - se depressa à modalidade. Comparar o engraxador entusiasta dos anos 60 com o culambista profissional dos anos 90 ( e os de hoje, sublinhado meu...) é como comparar fazer carreiras num colchão na Praia de Paço de Arcos ao campeonato de « windsurf » na Praia do Guincho. Os culambistas são um pouco a versão terrestre e abjecta dos nossos windsurfistas.
continuaremos...
Miguel Esteves Cardoso
continuemos...
O menino que engraxasse a professora tinha de enfrentar depois o escárnio da turma. O colunista que tecesse um grande elogio ao Presidente do Conselho era ostracizado pelos colegas. Ninguém gostava de um engraxador.
Hoje tudo isso mudou. O engraxanço evoluiu ao ponto de tornar - se irreconhecível. Foi - se subindo na escala da subserviência, dos sapatos até ao cu. O engraxador foi promovido a lambe-botas e o lambe-botas a lambe-cu. Não é preciso realçar a diferença, em termos de subordinação hierárquica e flexibilidade de movimentos, entre engraxar uns sapatos e lamber um cu. Para fazer face à crescente popularidade do desporto importaram-se dos Estados Unidos, campeão do mundo na modalidade, as regras e os estatutos da American Federation of Ass-licking and Brown-nosing. Os praticantes porrtugueses puderam assim esquecer os tempos amadores do engraxanço e aperfeiçoaram-se no desenvolvimento profissional do Culambismo.
Os culambistas portugueses habituaram - se depressa à modalidade. Comparar o engraxador entusiasta dos anos 60 com o culambista profissional dos anos 90 ( e os de hoje, sublinhado meu...) é como comparar fazer carreiras num colchão na Praia de Paço de Arcos ao campeonato de « windsurf » na Praia do Guincho. Os culambistas são um pouco a versão terrestre e abjecta dos nossos windsurfistas.
continuaremos...
quarta-feira, abril 04, 2012
DOS CULAMBISTAS...
MIL PERDÕES, MIGUEL, mas não resisto a trazer aqui, para a nova geração, um cheirinho do que foi o teu " INDEPENDENTE " e da tua argúcia na identificação de uma certa fauna indígena nos anos longínquos de 1990...
É que voltámos ao mesmo. Essa raça que tu identificaste a par de outras, evoluiu, tornou - se um bocadinho mais esperta na arte da dissimulação e da ambição e está mais activa do que nunca.
Com uma grande vénia, cheia de saudades pelo teu exílio e sem prostrações culambistas, cá vamos nós...
Vou trazer essa realidade, com outros rostos, claro, que o mundo girou entretanto, como tu a viste e escreveste.
OS CARAS DE CU
( Miguel Esteves Cardoso )
Noto com desagrado que se tem desenvolvido muito em Portugal uma modalidade desportiva que julgara ter caído em desuso depois da revolução de Abril. Situa - se na área da ginástica corporal e envolve complexos exercícios contorcionistas em que cada jogador procura, por todos os meios ao seu alcance, correr e prostar - se de forma a lamber o cu de um jogador mais poderoso do que ele.
Este cu pode ser o cu de um superior hierárquico, de um ministro, de um agente da polícia ou de um artista. O objectivo do jogo é identificá - los, lambê - los e recolher os respectivos prémios. Os prémios podem ser em dinheiro, em promoção profissional ou em permuta. À medida em que vai lambendo os cus, vai ascendendo ou descendendo na hierarquia.
Antes do 25 de Abril esta modalidade era mais rudimentar. Era praticada por amadores, muitos em idade escolar, e conhecida prosaicamente como " engraxanço ". Os chefes de Repartição engraxavam os chefes de Serviço, os alunos engraxavam os professores, os jornalistas engraxavam os ministros, as donas de casa engraxavam os médicos da Caixa, etc... Mesmo assim, eram raros os portugueses com feitio para passar graxa. Havia poucos engraxadores. Diga - se porém, em abono da verdade, que os poucos que havia engraxavam imenso.
Nesse tempo, " engraxar " era uma actividade socialmente menosprezada.
( continuaremos... )
terça-feira, abril 03, 2012
D'o Pregador de Domingo...
O Prof. Doutor Marcelo Rebelo de Sousa é um velho conhecido nosso, malta dos 60, desde os tempos da fundação do Expresso e na sua acção como editorialista pós - 25 de Abril, na sua forma subtil como introduz contrabando político na vida dos partidos.
Sem contraditório, é um génio a criar e desenvolver cenários onde as suas condições hipotéticas nunca são postas em relevo, pelo que perdem, perante os apreciadores, a sua face ficcional e manipuladora, para aparecerem como realidades tangíveis, no presente e, pasme - se, no futuro.
Ouvi o que ele disse das " intenções " do líder do PS e a especulação abusiva sobre o que lhe estava associado e dei - me por mim a tentar adivinhar das intenções do Prof., presentes e futuras. Só não ponho em letra de forma o que concluí já que quase toda a gente atenta aprendeu a ler nas entrelinhas o que intende sobre alguns, se não todos os seus comentários à volta da política nacional.
Tudo normal, não se desse o caso de ter sido um ataque directo, baseado em suposições de intenções a um colega do Conselho de Estado e se a troca de palavras se tornar azeda... a coisa vai ficar feia.
P.S - O título deste post é da responsabilidade de Santana Lopes
domingo, abril 01, 2012
DÁ PARA ACREDITAR?
Li e não acreditei - Fabrico de medicamentos falsos não é penalizado em Portugal. A dificuldade de prova de efeitos nocivos ( para o caso, a inutilidade é - o, nesse contexto...) dificulta a legislação - diz o presidente da Infarmed.
Mundo cão esse!
FORÇA, GLORIOSO!
Foi difícil mas soubemos levar de vencida os guerreiros do Minho.
Benfica contrata Lima por quatro temporadas - titula o Record. Bem que gostaria que não fosse uma peta do 1 de Abril. É um excelente avançado.
E segue o campeonato com os três grandes proibidos de perder pontos. Seria a morte dos artistas...
Benfica contrata Lima por quatro temporadas - titula o Record. Bem que gostaria que não fosse uma peta do 1 de Abril. É um excelente avançado.
E segue o campeonato com os três grandes proibidos de perder pontos. Seria a morte dos artistas...
sábado, março 31, 2012
Finalmente ( ó, alegria indizível ! ),...
... Eis que tenho por onde estudar !
Tenho entre mãos a Teoria Geral da Estupidez Humana de Víctor Rodrigues. Encomendada há já um tempo, passemos à leitura da tese, aparentemente incisiva, do autor.
Darei novidades por aqui...
À partida, aconselho o desafio que nos é lançado...
Página 7...
Tenho entre mãos a Teoria Geral da Estupidez Humana de Víctor Rodrigues. Encomendada há já um tempo, passemos à leitura da tese, aparentemente incisiva, do autor.
Darei novidades por aqui...
À partida, aconselho o desafio que nos é lançado...
Página 7...
quinta-feira, março 29, 2012
Da Morte...
Um amigo de décadas " abandonou - me "...
" Eu não tenho medo da Morte, dizia, tenho pena de não ver mais o meu Benfica e apreciar as minhas sardinhadas... " - Fernando Monteiro
" Se trago a morte para a minha vida, a reconheço e a encaro de frente, liberto - me da ansiedade da Morte e da insignificância da vida - e só então serei livre para me tornar eu próprio " - HEIDEGGER
" Eu não tenho medo da Morte, dizia, tenho pena de não ver mais o meu Benfica e apreciar as minhas sardinhadas... " - Fernando Monteiro
" Se trago a morte para a minha vida, a reconheço e a encaro de frente, liberto - me da ansiedade da Morte e da insignificância da vida - e só então serei livre para me tornar eu próprio " - HEIDEGGER
METASOCIALISMO?
Mário Soares " regojiza - se " com as tremideiras que têm assolado a coligação germânica no poder, a CDU da senhora Merkel, por quem nutre uma declarada antipatia política, e os liberais da FDP.
A minha empatia com o velho leão socialista, que diga - se a verdade, refinou, depois da reforma, os seus pergaminhos socialistas, livre então que se sentiu das necessidades pragmáticas do Poder, é, quanto à burocrática Merkel, total. O colapso do seu governo e da sua liderança na U.E. arrastaria o regresso ao poder, em coligação ou não, dos reformistas da social - democracia alemã e eventualmente, apeado o seu homem de mão em França, o senhor Sarkozy, o regresso dos socialistas franceses ao poder.
Gostou de ouvir num comício de apoio ao sr. Hollande as vozes dos reformistas verberarem o neoliberalismo e a sua política de austeridade dirigida à incipiente classe média do sul da Europa e vê uma janela de esperança abrir - se no espaço europeu.
Acontece que não sou tão optimista. Os reformistas sociais democratas quando estão no poder, a História recente assim o testemunha, só se têm distinguido pela retórica. A realidade onde ameaçam impôr reformas não sofre o mínimo abalo já que, estúpidamente, é aceite como um dado inamovível.
Por volta de 2003, o senhor João Carlos Quaresma Dias, então professor do ISEL, reflectindo sobre as adaptações que o mundo estava a fazer em todas as áreas, perante o advento e soberania do que ele classificava como metacapitalismo, vulgo Globalização, propunha, em face da caracterização e adaptações dos paradigmas do velho Capitalismo à nova realidade que a sua inércia criou, um contrapeso a que ele chamou metasocialismo como " tema obrigatório " para o futuro próximo, das correntes reformistas, acrescento eu.
Olhando para a realidade " ideológica " da corrente socialista, hoje, afigura - se - me que nenhuma reflexão crítica consistente está a preparar as massas para as mudanças numa, já idiossincracia soberana, em quase todas as consciências, iluminadas ou não.
Como diria, recitando Sloterdijk, saber é poder e esse saber hoje está no Poder neoliberal que não só O detém como o surripia aos excluídos desse universo, esvaziando - lhe o seu alcance prático e determinante à boleia do civismo, maturidade, responsabilidade, patriotismo e de uma educação dirigida, exigidos aos governados.
Um metasocialismo, para deixar de ser só uma miragem, um contrapeso alternante, obrigaria ao derrube do capitalismo e da sua face fascista e hiper - burocrática de hoje. COMO!!!?
Mário Soares vê uma janela de esperança na retórica oposicionista europeia.
Eu continuo a ver mais do mesmo até que aconteça, de facto, uma ruptura na urdidura social implantada, como fim de História, nas consciências individuais e colectivas dos ocidentais e virulentamente exportada pelo planeta.
A minha empatia com o velho leão socialista, que diga - se a verdade, refinou, depois da reforma, os seus pergaminhos socialistas, livre então que se sentiu das necessidades pragmáticas do Poder, é, quanto à burocrática Merkel, total. O colapso do seu governo e da sua liderança na U.E. arrastaria o regresso ao poder, em coligação ou não, dos reformistas da social - democracia alemã e eventualmente, apeado o seu homem de mão em França, o senhor Sarkozy, o regresso dos socialistas franceses ao poder.
Gostou de ouvir num comício de apoio ao sr. Hollande as vozes dos reformistas verberarem o neoliberalismo e a sua política de austeridade dirigida à incipiente classe média do sul da Europa e vê uma janela de esperança abrir - se no espaço europeu.
Acontece que não sou tão optimista. Os reformistas sociais democratas quando estão no poder, a História recente assim o testemunha, só se têm distinguido pela retórica. A realidade onde ameaçam impôr reformas não sofre o mínimo abalo já que, estúpidamente, é aceite como um dado inamovível.
Por volta de 2003, o senhor João Carlos Quaresma Dias, então professor do ISEL, reflectindo sobre as adaptações que o mundo estava a fazer em todas as áreas, perante o advento e soberania do que ele classificava como metacapitalismo, vulgo Globalização, propunha, em face da caracterização e adaptações dos paradigmas do velho Capitalismo à nova realidade que a sua inércia criou, um contrapeso a que ele chamou metasocialismo como " tema obrigatório " para o futuro próximo, das correntes reformistas, acrescento eu.
Olhando para a realidade " ideológica " da corrente socialista, hoje, afigura - se - me que nenhuma reflexão crítica consistente está a preparar as massas para as mudanças numa, já idiossincracia soberana, em quase todas as consciências, iluminadas ou não.
Como diria, recitando Sloterdijk, saber é poder e esse saber hoje está no Poder neoliberal que não só O detém como o surripia aos excluídos desse universo, esvaziando - lhe o seu alcance prático e determinante à boleia do civismo, maturidade, responsabilidade, patriotismo e de uma educação dirigida, exigidos aos governados.
Um metasocialismo, para deixar de ser só uma miragem, um contrapeso alternante, obrigaria ao derrube do capitalismo e da sua face fascista e hiper - burocrática de hoje. COMO!!!?
Mário Soares vê uma janela de esperança na retórica oposicionista europeia.
Eu continuo a ver mais do mesmo até que aconteça, de facto, uma ruptura na urdidura social implantada, como fim de História, nas consciências individuais e colectivas dos ocidentais e virulentamente exportada pelo planeta.
sábado, março 24, 2012
MESQUINHEZ
A semana foi marcada, em Portugal, por manifestações mesquinhas de " retribuições " e ataques por parte da ASJ ( associação sindical de juízes ) e do Cavaco a um homem que enquanto P.Ministro nunca conseguiram vergar, de seu nome José Sócrates.
A análise dessas movimentações pertence ao campo da Psicologia das pulsões e do carácter. Por isso, passo e fico por aqui.
A viscosidade dessa "trama " eventualmente se me colava. SAFA!
A análise dessas movimentações pertence ao campo da Psicologia das pulsões e do carácter. Por isso, passo e fico por aqui.
A viscosidade dessa "trama " eventualmente se me colava. SAFA!
domingo, março 18, 2012
O Uivo da alcateia...
... chamou o sr. Ramos, no Expresso de ontem, à deploração geral feita crítica aos últimos " andamentos " de três figuras do Poder em Portugal de seus nomes o sr. Álvaro Santos Pereira, ministro da economia, Passos Coelho, o primeiro ministro e finalmente o sr. Cavaco Silva, presidente da República, numa tentativa de esvaziar a substância do que se deplora com a pretensa unanimidade dos que, cito - Basicamente, ninguém sabe bem o que se passa, mas também ninguém sabe o que, em princípio, deve defender - e remata, Mas é sempre mais fácil uivar com a alcateia...
Bem eu cá quando uivo faço - o na condição de lobo solitário o que não me inibe de fazer parte do coro, depois de fazer o tom nos meus neurónios e se gostar do som de outros lobos que uivaram antes de mim.
Este lobo...
... e os " três porquinhos " que não vou exemplar pertencem às fábulas com que se aterrorizavam as crianças...
Não saber o que se passa não obsta ao saber do que NÃO SE QUER, ou não?
E como costumo não perceber bem " da inteligência nacional aplicada ao comentário ( o artigo só pode ter sido um comentário...) da actualidade...
... para ele, o comentário, claro!
sábado, março 17, 2012
Parabéns, SPORTING !
Acabou a fase Cerelac? Ou terá sido só uma birra de crescimento? É que em Manchester mostraram que afinal tinham dentes para pitéus mais consistentes...
quarta-feira, março 14, 2012
SURPREENDENTE..., ou talvez não...
NA ressaca do que ontem por aqui debitámos sobre a ascensão burocrática/financeira como definidora dos tempos actuais no Ocidente, constato em Portugal o ocaso dos resquícios políticos tímidamente enquadrados no seu P. Ministro com o predomínio também ele parapolitico do seu Ministro das finanças.
Da amoralidade do técnico à imoralidade política contida nas escolhas discriccionárias, ideológicamente balizadas por uma visão tacanha, porque ultrapassada pela História, da gestão de uma nação europeia, Gaspar percorreu o caminho óbvio do contabilista monetarista - correr atrás do dinheiro, aliar - se com quem o possui e definir - se pelo que ele impõe.
Nem poderia ser de outro modo, como representante menor da funcionária e diligente cúpula da U.E. a mando dos seus títeres, os guardiões do cofre.
Acontece que a maturidade democrática e cívica desses outros europeus está resguardada pela riqueza que souberam construir e da qual são indirectos beneficiários pela elevada retribuição que auferem pela sua contribuição na felicidade colectiva.
Em Portugal, sabemos como é que a pouca riqueza está distribuída.
A imoralidade política acontece quando, na plena e categorizada posse desse conhecimento, se alarga esse fosso que tem separado ano após ano os privilegiados e a cada vez mais depauperada maioria nacional.
E quando esses gestos técnicos de gestão passam, pelo voluntarismo que os rodeiam, em cumplicidades ínvias, incriteriosas, com a elite detentora do dinheiro, a ser escolhas políticas, surpreendem, ou talvez não, mesmo dentro desse espaço de conforto da maioria actual que tem separado uns de outros, como os últimos desenvolvimentos relativos aos beneficiários da acção complacente do burocrata Mor - a TAP e a CGD, por exemplo.
Entretanto, segundo a imprensa, os portugueses deixaram de comer carne. Jogos de cintura, diz o cretino, no seu magnífico e imbecilizante conformismo.
sábado, março 10, 2012
O BURROCRATA
O " salazarinho " Gaspar e os " africanistas " Passos e Relvas mais o " canadiano " Álvaro e o " pequeno burguês " Cavaco, partilham uma visão minimalista do país que, instâncias mais apropriadas e com mais credibilidade científica, colocariam em categorias psicológicas assaz definidoras e pertinentes que ajudariam a explicar a " racionalidade " que os move dentro de um país que, desconhecem uns, se ressentem outros e menosprezam todos em geral.
A sua posição " funcionária " , caracteriza um perfil patriarcal e familista do Estado, com o qual entra em contradição efectiva e em essência, já que só com a denúncia da tradição familiar terá surgido o cidadão livre e formador efectivo desse Estado, ao qual a sua contribuição contratual permite a existência, respeitando - lhe os trâmites definidores na LEI.
Os gestores actuais do Estado que hoje governam Portugal pecam por um erro de base, pela ausência de articulação do Estado ( burocracia ) com a sua componente política - o bem - estar dos seus cidadãos.
Essa deveria ser a essência da Política.
A instrumentalidade de que se guarnece o Estado, no sentido de tornar possível maioritàriamente esse desiderato marca a diferença transposta pelas escolhas políticas e pela temporalidade das prioridades no contexto social.
Atirar para as " calendas gregas " , passe a contemporalidade da ironia, a definição da Felicidade, remete - nos à inexequibilidade da Utopia em gradamentos do real possível, hoje.
O burrocrata nunca sabe o que fazer para o dia seguinte. As suas acções descolam - se do individual na mesma proporção da amoralidade do seu gesto técnico .
E quando a essas " fixações " se juntam as outras, as circunstancialidades psicológicas da matrix formadora dos Burocratas - Mor de Portugal de hoje, o resultado não surpreende - Anemia política.
sexta-feira, março 09, 2012
Sem cavaco...
... deveria ser a resposta ao P.R., aliás como o fez o ex - P.Ministro Sócrates.
A propósito...
Por onde anda a petição a pedir a sua demissão? Assino Já!
terça-feira, março 06, 2012
O cerco à RTP
É tudo muito viscoso.
O homem acabará por levar a água ao seu moinho angolano. A táctica é tão velha e tão canhestra que não acredito que os trabalhadores da empresa não reajam com mais assertividade. É que as indignações serão tratadas como as manifestações democráticas - inconsequentes.
Essa descida do rating da RTP pela GfK tem tanta credibilidade como as outras que a gente já conhece e nada melhor do que a descapitalização total da empresa esvaziando - lhe as receitas de publicidade, para a pôr a preços de uva mijona nas mãos dos interessados já conhecidos.
SAFA!
O homem acabará por levar a água ao seu moinho angolano. A táctica é tão velha e tão canhestra que não acredito que os trabalhadores da empresa não reajam com mais assertividade. É que as indignações serão tratadas como as manifestações democráticas - inconsequentes.
Essa descida do rating da RTP pela GfK tem tanta credibilidade como as outras que a gente já conhece e nada melhor do que a descapitalização total da empresa esvaziando - lhe as receitas de publicidade, para a pôr a preços de uva mijona nas mãos dos interessados já conhecidos.
SAFA!
IR BUSCAR LÃ E SAIR TOSQUIADO..
Essa foi a interpretação festiva do sr. Rui Ramos no semanário Expresso de 3/3, com uma reputação intelectual a defender, naturalmente, sobre as aparentes e goradas expectativas de uma pretensa Comissão de festas anti - troika responsável pela vinda do Sr. Krugman a Portugal.
Diz ele : - A comissão de festas antitroika cometeu um erro paroquial. Krugman não é um simples patrão de claque (sic), como Seguro ou Louçã. Mais: Krugman é mesmo um keynesiano, e não apenas um inconsciente. Por tudo isso, não pôde escapar à evidência.
Eu também não e a evidência do que ouvi e cito de cor - Sim, estão a fazer muito bem o trabalho contabilístico... Não vos vai levar a parte alguma mas está a ser tudo muito bem feito, diz - me isso...
Ora, o homem, como contabilista loureado que é não pode deixar, em nome da sua reputação profissional, de deixar de tirar conclusões diferentes da relação simplista do DEVE / HAVER com que a realidade financeira do País está a ser tratada. Aonde tudo isso vai levar também é fácil de concluir - Contas arrumadas e pobreza geral.
Há uma classe de indivíduos que pensarão - E DEPOIS!!!??? O RESTO QUE SE LIXE! A agricultura, as pescas, os estaleiros navais, a saúde da nação, a Educação, o emprego, a mobilidade, só atrapalham e dão despesas e quanto aos trabalhadores ( há trabalhadores a mais...) exterminam - se. Aos jovens formados chuta - se para cima na sua formação internacional...
Se isso não é dar cabo do estado social...
Este primarismo decorrente só por abastardamento semântico e conceptual se poderá chamar Política. E o sr. Krugman não foi para aqui convidado para falar e dar orientações políticas.
Para isso e para uma classe de cidadãos há a Merkel, não é? e a sua corte de estados plutocratas e... lacaios...
E para acabar ficámos a saber da existência dessas novas trupes clubísticas, claques, para o sr. Ramos, comandadas pelo Sr. Seguro e pelo sr. Louçã.
POIS...
Diz ele : - A comissão de festas antitroika cometeu um erro paroquial. Krugman não é um simples patrão de claque (sic), como Seguro ou Louçã. Mais: Krugman é mesmo um keynesiano, e não apenas um inconsciente. Por tudo isso, não pôde escapar à evidência.
Eu também não e a evidência do que ouvi e cito de cor - Sim, estão a fazer muito bem o trabalho contabilístico... Não vos vai levar a parte alguma mas está a ser tudo muito bem feito, diz - me isso...
Ora, o homem, como contabilista loureado que é não pode deixar, em nome da sua reputação profissional, de deixar de tirar conclusões diferentes da relação simplista do DEVE / HAVER com que a realidade financeira do País está a ser tratada. Aonde tudo isso vai levar também é fácil de concluir - Contas arrumadas e pobreza geral.
Há uma classe de indivíduos que pensarão - E DEPOIS!!!??? O RESTO QUE SE LIXE! A agricultura, as pescas, os estaleiros navais, a saúde da nação, a Educação, o emprego, a mobilidade, só atrapalham e dão despesas e quanto aos trabalhadores ( há trabalhadores a mais...) exterminam - se. Aos jovens formados chuta - se para cima na sua formação internacional...
Se isso não é dar cabo do estado social...
Este primarismo decorrente só por abastardamento semântico e conceptual se poderá chamar Política. E o sr. Krugman não foi para aqui convidado para falar e dar orientações políticas.
Para isso e para uma classe de cidadãos há a Merkel, não é? e a sua corte de estados plutocratas e... lacaios...
E para acabar ficámos a saber da existência dessas novas trupes clubísticas, claques, para o sr. Ramos, comandadas pelo Sr. Seguro e pelo sr. Louçã.
POIS...
domingo, fevereiro 26, 2012
NA MOUCHE!!!
É dar um pulinho ao www.africaminha.blogspot. e ler o título - A soberba também se paga
ESTRANHEZAS...
Angel Luís de De La Calle, correspondente do semanário Expresso em Madrid, começou a sua crónica sobre a inusitada, porque longínqua, carga policial em Valência sobre estudantes liceais que protestavam por melhores condições nas salas de aulas, nomeadamente pelo seu aquecimento apropriado, que sofreu um corte ao abrigo da austeridade imposta pelo governo espanhol, reflectindo connosco sobre a " ausência de contestação social expressiva e generalizada " das massas perante o descalabro social imposto pelos governantes europeus como medidas de combate à crise económica global.
O que é que se passa afinal? Como é que foi possível esse esboroamento cívico e o pasmo conformista do mundo de hoje ?
Em Portugal, o conformismo social manteve, a par aliás e em momentos históricos distintos de outros países europeus, um regime fascista durante quase meio século. Teve a cidadania e a sua ausência de percorrer todo esse tempo de caldeamento do absurdo até que, milagrosamente, meia dúzia de capitães, fartos da discriminação profissional sofrida no arrastamento da formação de capitães - proveta, derrubaram, com um simples empurrão uma ditadura resilente.
À não existência desse narcisismo corporativo interiorizado na cultura militar nada obstaria à queda do autoritarismo político, cujo suporte era garantido por quem o derrubou.
Em que é que se sustentava essa inércia cívica, esse conformismo temeroso, quando à volta já tudo estava já estabilizado em novos paradigmas resultantes da negação violenta do que aqui persistia teimosamente por mais trinta anos, o tempo de formação de uma geração?
Porquê hoje a dificuldade de interiorização do erro, do erro sistemático definido nas consequências visíveis do presente, em vista de um futuro já vandalizado pelos mesmos princípios que definiram e têm definido as crises do capitalismo?
Porquê a apologia do real artificial fruto de uma volição tacanha e não da maturação reflexiva sobre o real palpável, concreto, da Vida que se desenrola objectivamente diante dos nossos olhos?
O embrutecimento reflexivo de hoje deveria pressupôr, parece pressupôr a inexistência efectiva de danos reais sobre cada um de nós. É que só com essa falsa identificação consigo entender e ensaiar uma explicação à estranheza do repórter sobre a " ausência de contestação social expressiva e generalizada... " ao que se passa.
O que é que se passa afinal? Como é que foi possível esse esboroamento cívico e o pasmo conformista do mundo de hoje ?
Em Portugal, o conformismo social manteve, a par aliás e em momentos históricos distintos de outros países europeus, um regime fascista durante quase meio século. Teve a cidadania e a sua ausência de percorrer todo esse tempo de caldeamento do absurdo até que, milagrosamente, meia dúzia de capitães, fartos da discriminação profissional sofrida no arrastamento da formação de capitães - proveta, derrubaram, com um simples empurrão uma ditadura resilente.
À não existência desse narcisismo corporativo interiorizado na cultura militar nada obstaria à queda do autoritarismo político, cujo suporte era garantido por quem o derrubou.
Em que é que se sustentava essa inércia cívica, esse conformismo temeroso, quando à volta já tudo estava já estabilizado em novos paradigmas resultantes da negação violenta do que aqui persistia teimosamente por mais trinta anos, o tempo de formação de uma geração?
Porquê hoje a dificuldade de interiorização do erro, do erro sistemático definido nas consequências visíveis do presente, em vista de um futuro já vandalizado pelos mesmos princípios que definiram e têm definido as crises do capitalismo?
Porquê a apologia do real artificial fruto de uma volição tacanha e não da maturação reflexiva sobre o real palpável, concreto, da Vida que se desenrola objectivamente diante dos nossos olhos?
O embrutecimento reflexivo de hoje deveria pressupôr, parece pressupôr a inexistência efectiva de danos reais sobre cada um de nós. É que só com essa falsa identificação consigo entender e ensaiar uma explicação à estranheza do repórter sobre a " ausência de contestação social expressiva e generalizada... " ao que se passa.
domingo, fevereiro 19, 2012
COM UMA GRANDE VÉNIA...
... E pedidos antecipados de desculpas pelo roubo de propriedade intelectual transcrevo, da secção CARTAS do semanário Expresso uma carta que lhe foi dirigida por um cidadão de boa memória de seu nome - Acácio da Nova - do Porto que nos explica e me deu resposta factual aos ACONTECIMENTOS NÃO - RECORRENTES por aqui titulado, com que a Banca portuguesa tem justificado!!!!? as suas e nossas perdas.
Aí vai - Com o título Ditosa Banca meu algoz - " Não somos parvos nem ingénuos, contudo: - O BdP não se sentiu obrigado a exercer maior vigilância sobre um banco ( BPP ) apesar de ter recebido a denúncia de que o promotor e administrador executivo desse novo banco em projecto se teria portado de forma criminosa enquanto quadro do banco denunciante; - O BdP dispensou - se de qualquer acção fiscalizadora sobre um banco ( BPN ) que praticava taxas de juro em operações passivas acima de qualquer razoabilidade; - O administrador - executivo de um banco ( BPI ) reagiu insultuosamente a uma OPA, garantindo ao seus accionistas dividendos e valorizações bem mais vantas de josos, acabando por os fazer perder 85% do valor das suas acções; - Um banco público ( CGD ) concede empréstimos milionários a especuladores para compra de acções de outro banco ( BCP ) sem garantias reais além das acções assim adquiridas; - Indivíduos sem currículo bancário recomendável são nomeados administradores de um banco ( BCP ) e contribuem para o seu descalabro, etc, etc.
Mais fantástico: todos os responsáveis/intervenientes nesses casos se dizem de consciência tranquila. Pudera, intranquilos estamos nós todos os outros ".
PERCEBERAM BEM?
Aí vai - Com o título Ditosa Banca meu algoz - " Não somos parvos nem ingénuos, contudo: - O BdP não se sentiu obrigado a exercer maior vigilância sobre um banco ( BPP ) apesar de ter recebido a denúncia de que o promotor e administrador executivo desse novo banco em projecto se teria portado de forma criminosa enquanto quadro do banco denunciante; - O BdP dispensou - se de qualquer acção fiscalizadora sobre um banco ( BPN ) que praticava taxas de juro em operações passivas acima de qualquer razoabilidade; - O administrador - executivo de um banco ( BPI ) reagiu insultuosamente a uma OPA, garantindo ao seus accionistas dividendos e valorizações bem mais vantas de josos, acabando por os fazer perder 85% do valor das suas acções; - Um banco público ( CGD ) concede empréstimos milionários a especuladores para compra de acções de outro banco ( BCP ) sem garantias reais além das acções assim adquiridas; - Indivíduos sem currículo bancário recomendável são nomeados administradores de um banco ( BCP ) e contribuem para o seu descalabro, etc, etc.
Mais fantástico: todos os responsáveis/intervenientes nesses casos se dizem de consciência tranquila. Pudera, intranquilos estamos nós todos os outros ".
PERCEBERAM BEM?
TWITS...
... Que de reflexões sobre as gentes já estou a ficar um bocadinho cansado...
Vejamos...
CAVACO
O presidente da República escolheu uma maneira " sui generis " de defender a dignidade e a representação do cargo que ocupa, reforçando - lhe o perfil que dele já ensaiámos por aqui.
De Wulff a Allende, de Gandhi ao Ahmadinejad, de Castro ao Xi Jinping, a visão responsabilizadora e interpretativa do cargo que exerceram ou exercem definiu e define - lhes o carácter. Não há volta a dar.
Cavaco recuou perante meia dúzia de estudantes indignados.
A quem representa afinal o P.R. e perante quem acha que deve dar a face. Para quem que, num passado não muito recente, atiçou a massa estudantil contra Sócrates, não está mal...
PINTELHOS
Conhecemos o novo transporte do P.M. e o seu preço. Na garagem da presidência do Conselho de ministros está a viatura comprada em Maio pelo seu antecessor e que custou o ordenado médio de um português por dez anos mais coisa menos coisa...
Eu sei que a representação e transporte protocolar do P.M. tem de ter a dignidade de um país europeu, vá lá, concedo... E de um país quase falido a apostar na falência das suas gentes?
Relvas por seu lado queima 120 mil euros na edição das linhas programáticas de um governo cujas balizas, definidas do exterior já toda a gente conhece. Dinheiro para o lixo, pintelhos, para os crápulas do regime...
SPORTING
Vira o disco e toca o mesmo, hoje com outros d.j... Está a tornar - se um club falido em todas as vertentes. O seu passado não é lá muito brilhante mas merecia mais respeito pela veterania que ostenta...
G8
Ainda serão só 8?... Parece que os cozinhados que preparam nas suas demarches estao a desafinar. Então não é que Obama está a roer a corda, accionando um programa de retoma completamente oposto ao da Europa?
CHINA
Não há liberdade económica que não exija, em paralelo, as outras liberdades, nomeadamente a política, que na minha opinião a procede e não o contrário. Os mandarins chineses vão descobrir essa realidade da maneira mais dura. Reagirão com tanques outra vez?
Vejamos...
CAVACO
O presidente da República escolheu uma maneira " sui generis " de defender a dignidade e a representação do cargo que ocupa, reforçando - lhe o perfil que dele já ensaiámos por aqui.
De Wulff a Allende, de Gandhi ao Ahmadinejad, de Castro ao Xi Jinping, a visão responsabilizadora e interpretativa do cargo que exerceram ou exercem definiu e define - lhes o carácter. Não há volta a dar.
Cavaco recuou perante meia dúzia de estudantes indignados.
A quem representa afinal o P.R. e perante quem acha que deve dar a face. Para quem que, num passado não muito recente, atiçou a massa estudantil contra Sócrates, não está mal...
PINTELHOS
Conhecemos o novo transporte do P.M. e o seu preço. Na garagem da presidência do Conselho de ministros está a viatura comprada em Maio pelo seu antecessor e que custou o ordenado médio de um português por dez anos mais coisa menos coisa...
Eu sei que a representação e transporte protocolar do P.M. tem de ter a dignidade de um país europeu, vá lá, concedo... E de um país quase falido a apostar na falência das suas gentes?
Relvas por seu lado queima 120 mil euros na edição das linhas programáticas de um governo cujas balizas, definidas do exterior já toda a gente conhece. Dinheiro para o lixo, pintelhos, para os crápulas do regime...
SPORTING
Vira o disco e toca o mesmo, hoje com outros d.j... Está a tornar - se um club falido em todas as vertentes. O seu passado não é lá muito brilhante mas merecia mais respeito pela veterania que ostenta...
G8
Ainda serão só 8?... Parece que os cozinhados que preparam nas suas demarches estao a desafinar. Então não é que Obama está a roer a corda, accionando um programa de retoma completamente oposto ao da Europa?
CHINA
Não há liberdade económica que não exija, em paralelo, as outras liberdades, nomeadamente a política, que na minha opinião a procede e não o contrário. Os mandarins chineses vão descobrir essa realidade da maneira mais dura. Reagirão com tanques outra vez?
sábado, fevereiro 11, 2012
E PRONTO, ALGUÉM O DISSE...
... Com subtileza qb e ... tinha de ser a Pluma Caprichosa
Eu continuo a pensar que há políticos muito perigosos ( claro que é uma questão de perspectiva ) no actual governo da República e Relvas e o seu chefe P.Coelho encabeçam Portugal SA, gerido em consequência, como uma empresa.
Basta seguir com atenção as medidas e as evoluções da troika nacional onde pontua o burocrata Gaspar, a quem provávelmente lhe dará mais gozo as notas e os elogios da Alemanha do que a santidade em casa própria.
Eu continuo a pensar que há políticos muito perigosos ( claro que é uma questão de perspectiva ) no actual governo da República e Relvas e o seu chefe P.Coelho encabeçam Portugal SA, gerido em consequência, como uma empresa.
Basta seguir com atenção as medidas e as evoluções da troika nacional onde pontua o burocrata Gaspar, a quem provávelmente lhe dará mais gozo as notas e os elogios da Alemanha do que a santidade em casa própria.
quarta-feira, fevereiro 08, 2012
SEM COMENTÁRIOS...
... A NÃO SER AO MAU PORTUGUÊS...
Com a devida vénia ao jornal " I ", transcrevo a notícia...
" A JCP ( juventude comunista portuguesa ) diz que uma média de 100 alunos estão a desistir, por dia, do ensino superior por dificuldades económicas. « Mais de seis mil estudantes abandonaram as universidades » , acusa a juventude comunista numa nota ontem divulgada. A JCP acrescenta que « 40.000 estudantes viram a sua candidatura à bolsa recusada, resultando em que mais de 15 mil estudantes tenham perdido esse apoio relativamente ao ano passado ".
Com a devida vénia ao jornal " I ", transcrevo a notícia...
" A JCP ( juventude comunista portuguesa ) diz que uma média de 100 alunos estão a desistir, por dia, do ensino superior por dificuldades económicas. « Mais de seis mil estudantes abandonaram as universidades » , acusa a juventude comunista numa nota ontem divulgada. A JCP acrescenta que « 40.000 estudantes viram a sua candidatura à bolsa recusada, resultando em que mais de 15 mil estudantes tenham perdido esse apoio relativamente ao ano passado ".
MAIS VERGASTA, S.F.F.
Povo bovino, piegas e lamuriento, fatalista e sofredor até ao masoquismo e que custe o que custar vai ser posto na gleba ordem serventuária da sua real posição, é o pensamento e o programa da maioria deslumbrada pelos beijinhos e amassos da mamã Merkel.
Diz - se por aí que os povos têm o Governo que merecem e, acrescento, em democracia também têm o Governo que escolhem, para mais com o acrescento de uma maioria que, como acontecem às maiorias, pouco ou nada quer saber, ancorada nessa legitimidade acrescida, das vozes discordantes da Oposição nem tampouco do povo que a elegeu.
Quero crer que o Governo pensa que essas vozes discordantes provêm dos comunistas ou dos socialistas, derrotados nas eleições e daí a surdez.
Aparentemente, pelo que se passa no país, até é capaz de ter razão. O risco que corre é que com tanta vergasta ainda acorda as suas gentes...
segunda-feira, fevereiro 06, 2012
DA ESTUPIDEZ...
Muito falo por aqui dessa capacidade humana de ser estúpido e na sua projecção em aerópagos e espaços onde não deveria ser exercitada como na Política e seus anexantes económicos e financeiros pelo peso acrescido que trazem à Vida das pessoas.
Creio que ninguém precisará de se interrogar em humildade - Quem sou eu para...? - para a descobrir triunfante e assertiva (!!!??) , no dia - a -dia das nossas relações pessoais e no universo mais abrangente e vasto trazido pelos Media do planeta. Suponho que nem deveria exigir muita inteligência nem muita Cultura industriada ou não, para lhe reconhecer o perfil com que se apresenta.
" Custa a crer como é que um conjunto de gente supostamente eleita por ser inteligente consegue ser tão vilmente estúpida... " - Clara F. Alves, Pluma caprichosa de 4/2, glosando as intermináveis ritualizações narcísicas e inconsequentes das cimeiras europeias, enquanto o mundo vai desabando para muitos, mesmo muuuuuitos, cá fora.
Que mais dirá hoje a crítica moderna sobre essa malignidade que se vai colando subreptíciamente até ao mais prático e realista cidadão e o torna incompetente na reflexão/acção do seu comportamento perante a SUA vida, hoje.
Googlei - Da estupidez - e salta - me uma Teoria Geral da Estupidez Humana de Victor J. Rodrigues, autor que desconheço e que vou seguramente conhecer...
E recito um pequeno excerto que vem lá como amostra - " A estupidez está difundida em tal grau que não poderia ser devida à simples geração episódica e acidental de intelectos desnutridos. Pelo contrário, a exuberância dos fenómenos estupidológicos, a sua extrema variedade, a riqueza das suas realizações ou a elegância dos seus refinamentos, tudo nos faz encontrar na estupidez mais, muito mais do que uma vacuidade, uma ausência de inteligência "
Suponho que para o autor, como irei descobrir, a singularidade racional da espécie obriga à existência da sua irmã deficiente. Será? Os " apagões " episódicos serão, nesse caso, uma necessidade conceptual ou prática?
É o que vamos tentar descobrir na tese do autor, não vamos?
Creio que ninguém precisará de se interrogar em humildade - Quem sou eu para...? - para a descobrir triunfante e assertiva (!!!??) , no dia - a -dia das nossas relações pessoais e no universo mais abrangente e vasto trazido pelos Media do planeta. Suponho que nem deveria exigir muita inteligência nem muita Cultura industriada ou não, para lhe reconhecer o perfil com que se apresenta.
" Custa a crer como é que um conjunto de gente supostamente eleita por ser inteligente consegue ser tão vilmente estúpida... " - Clara F. Alves, Pluma caprichosa de 4/2, glosando as intermináveis ritualizações narcísicas e inconsequentes das cimeiras europeias, enquanto o mundo vai desabando para muitos, mesmo muuuuuitos, cá fora.
Que mais dirá hoje a crítica moderna sobre essa malignidade que se vai colando subreptíciamente até ao mais prático e realista cidadão e o torna incompetente na reflexão/acção do seu comportamento perante a SUA vida, hoje.
Googlei - Da estupidez - e salta - me uma Teoria Geral da Estupidez Humana de Victor J. Rodrigues, autor que desconheço e que vou seguramente conhecer...
E recito um pequeno excerto que vem lá como amostra - " A estupidez está difundida em tal grau que não poderia ser devida à simples geração episódica e acidental de intelectos desnutridos. Pelo contrário, a exuberância dos fenómenos estupidológicos, a sua extrema variedade, a riqueza das suas realizações ou a elegância dos seus refinamentos, tudo nos faz encontrar na estupidez mais, muito mais do que uma vacuidade, uma ausência de inteligência "
Suponho que para o autor, como irei descobrir, a singularidade racional da espécie obriga à existência da sua irmã deficiente. Será? Os " apagões " episódicos serão, nesse caso, uma necessidade conceptual ou prática?
É o que vamos tentar descobrir na tese do autor, não vamos?
sábado, fevereiro 04, 2012
EXCELÊNCIA
Num país que aconselha os jovens saídos das suas universidades a porem os seus serviços, patriòticamente, claro,... ( quando tiverem sucesso lá fora cá estaremos para nos apropriarmos provinciana e oportunísticamente dos seus feitos ) a emigrar, é no mínimo revelador do absurdo do abandono por parte do seu governo, a sua contemplação, vinda de fora, da excelência do seu trabalho na investigação científica CÁ dentro.
Numa semana foram atribuídos dez prémios internacionais à excelência dos investigadores portugueses que, como é natural, se vão, pouco a pouco, sendo recrutados ( há gente que não é estúpida lá por fora... ) por quem gosta do seu trabalho e lhes oferece estabilidade profissional e meios de aprimorarem o que sabem fazer bem.
Os meus parabéns aos premiados e continuação...
Numa semana foram atribuídos dez prémios internacionais à excelência dos investigadores portugueses que, como é natural, se vão, pouco a pouco, sendo recrutados ( há gente que não é estúpida lá por fora... ) por quem gosta do seu trabalho e lhes oferece estabilidade profissional e meios de aprimorarem o que sabem fazer bem.
Os meus parabéns aos premiados e continuação...
sexta-feira, fevereiro 03, 2012
E OS BURROS SOMOS NÓS!!!???
" ACONTECIMENTOS NÃO RECORRENTES " estarão na origem dos prejuízos da Banca portuguesa diz o presidente da APB, António de Sousa.
Em linguagem de gente aponta - se aqui por baixo o que ele quis dizer...
O responsável máximo do BPI, o senhor Fernando Ulrich " penitenciou - se " formalmente, ( porque sem consequências pessoais... ) do prejuízo de 200 milhões de euros pela sua má-gestão e dos seus pares, naturalmente, no investimento oportunista e de alto risco na dívida soberana grega.
Falta saber quais os " acontecimentos não recorrentes ( DA GESTÃO, CLARO... ) " com os quais os restantes responsáveis se apresentarão perante os accionistas...
Em linguagem de gente aponta - se aqui por baixo o que ele quis dizer...
O responsável máximo do BPI, o senhor Fernando Ulrich " penitenciou - se " formalmente, ( porque sem consequências pessoais... ) do prejuízo de 200 milhões de euros pela sua má-gestão e dos seus pares, naturalmente, no investimento oportunista e de alto risco na dívida soberana grega.
Falta saber quais os " acontecimentos não recorrentes ( DA GESTÃO, CLARO... ) " com os quais os restantes responsáveis se apresentarão perante os accionistas...
quinta-feira, fevereiro 02, 2012
MAIS UMA SINGULARIDADE...
... ESSA, a do já chamado monopólio intelectual reclamado, da Ideia e do preço a pagar por quem dela, da Ideia do Outro, se aproveite, com todas as consequências, sejam elas morais, intelectuais, físicas, económicas, sociais, políticas, CIVILIZACIONAIS, em suma...
QUANTO devemos aos Gregos, aos Italianos, aos Portugueses, aos Fenícios, aos Persas, aos Árabes? Já lhes pagámos ( essa estória do Mercado - Tudo tem um preço... ) pela sua contribuição civilizacional?
Nós sabemos que os donos do MERCADO, fazem - nos pagar e bem pelos seus contributos civilizacionais; só lhes falta bloquear a capacidade libertária de quem das Ideias faz outro uso que não a mercantilista como a maior parte dos intelectuais do regime.
A massificação do conhecimento e do seu livre uso foi uma das armas da criação de uma cultura não-normalizada, contra - corrente, anti - conformista, capaz de se renovar e de inovar inscrita no - Saber é Poder - dos primórdios da revolução socialista capaz de criar uma consciência de classe outra perante os valores pragmáticos da burguesia e da aristocracia estrebuchante.
Eventualmente será essa "singularidade " transposta pelo « Anonymous » através desse espaço libertário e prenhe de conhecimentos e informação transmitidos gratuitamente e quando secretos, passíveis de desmascaramento, que o www.Abrupto.blogspot.com apoda de proto - comunismo com um sentido pejorativo inconfessado.
Fica a pergunta - Em que é que se distingue éticamente, em termos de utilidade pública, a actividade dos « Anonymous » e dos Media em geral?
QUANTO devemos aos Gregos, aos Italianos, aos Portugueses, aos Fenícios, aos Persas, aos Árabes? Já lhes pagámos ( essa estória do Mercado - Tudo tem um preço... ) pela sua contribuição civilizacional?
Nós sabemos que os donos do MERCADO, fazem - nos pagar e bem pelos seus contributos civilizacionais; só lhes falta bloquear a capacidade libertária de quem das Ideias faz outro uso que não a mercantilista como a maior parte dos intelectuais do regime.
A massificação do conhecimento e do seu livre uso foi uma das armas da criação de uma cultura não-normalizada, contra - corrente, anti - conformista, capaz de se renovar e de inovar inscrita no - Saber é Poder - dos primórdios da revolução socialista capaz de criar uma consciência de classe outra perante os valores pragmáticos da burguesia e da aristocracia estrebuchante.
Eventualmente será essa "singularidade " transposta pelo « Anonymous » através desse espaço libertário e prenhe de conhecimentos e informação transmitidos gratuitamente e quando secretos, passíveis de desmascaramento, que o www.Abrupto.blogspot.com apoda de proto - comunismo com um sentido pejorativo inconfessado.
Fica a pergunta - Em que é que se distingue éticamente, em termos de utilidade pública, a actividade dos « Anonymous » e dos Media em geral?
SINGULARIDADES...
Continua a campanha de derrube de Assad, com o comprometido apoio em módulo acéfalo e ribombante dos Media e comentaristas internacionais.
Síria está em guerra - civil desde a abertura das hostilidades ARMADAS entre os partidários do presidente sírio e os inimigos declarados do regime, dentro e fora do país.
Acontece que a carnificina só tem sido atribuída ao Poder e as acções dos insurgentes dirigidas pelo Exército Sírio Livre são apresentadas, QUANDO são relatadas, como cândidas manifestações de amor à liberdade e à democracia. As suas indignações não fazem vítimas, são meras bandeiras desfraldadas pela Paz universal... E isso agrada aos USA...
Uma pergunta me mói o juízo - Qual o país ocidental ou mundial que perante a ameaça da Ordem estabelecida não faria troar os canhões sobre revoltosos armados? QUAL???
Se o povo grego, por exemplo, pegar em armas, democráticamente, claro, como já o fez na sua história, para depôr o seu governo que paulatinamente, a mando do exterior, o conduz à miséria e ao infortúnio e levá - lo ao julgamento popular e eventualmente encarcerar os seus líderes actuais, qual seria o tom das nossas democráticas indignações? E isso agradaria aos USA?
Assad deve ser deposto? Porquê? Chavez deve ser deposto? Porquê? Ahmadinejad deve ser deposto? Porquê? Obama deve ser deposto? Porquê? ISSO agradaria aos USA, melhor, aos Standard &Poor'$, Fitch, Moody'$ e quejandos. O resto, tudo o resto é uma absurda mistificação para deleite de débeis mentais, os conscientes sub - predadores - , e os inconscientes.
Não há manifestação de protesto ocidental que não peça, últimamente, a cabeça dos seus líderes.... E então? Vamos armar os dissidentes, sufocados por tanta liberdade democrática e empurrá - los à chacina?
Há uma diferença entre esses líderes, dir - me - ão, e as manifestações desarmadas,( pacíficas é que nunca são ) e o berreiro são permitidas e... Há as famigeradas eleições... ( cujas conteúdos progamáticos se esgotam normalmente à boca das urnas ).
OK!...
Passos Coelho diz que CUSTE O QUE CUSTAR irá prosseguir o programa que, como susserano iluminado, traz por interposta directiva, na sua cabeça livre e democrática. Nós estamos a sentir diáriamente as consequências que uma mirífica projecção do seu futuro tem estado a provocar na saúde mental e física dos portugueses. Que consequências devamos tirar desse conhecimento? Pegar em armas? Há já quem o faça diáriamente, eventualmente em nome da sua sobrevivência e dos filhos...
Será que ISSO agradaria aos USA?
domingo, janeiro 29, 2012
EU JÁ DESCONFIAVA...
... ALIÁS, pensava que estava sózinho nas minhas ingenuidades humanistas...
" À medida que se envelhece vão morrendo os neurónios da ansiedade. A velhice traz liberdade " - Leonard Cohen.
Para quem, Cohen?
Citando a Pluma Caprichosa de Clara Ferreira Alves, que nos remete ao pensamento de um dos pensadores da desgraça global, a da indústria financeira, a da nova Máfia, de seu nome Mohamed A. El - Arian, que para nos proteger nos exige a miséria, para que percebamos que o futuro dos nossos filhos e netos está a ser hipotecado - de modo a autorizar outros sectores da sociedade a beneficiarem de um estilo de vida para além do que merecem - e que apodam de pintelhos as sobras, que restam do seu repasto demente, a quem vive do seu trabalho.
As palavras de Cohen soaram - me, para além da sua eventual verdade biológica, como um elogio à permanente ansiedade com que encaro a racionalidade envelhecida da GERONTOCRACIA que governa o planeta. A sua sombra tutelar tem sido um escárnio permanente à mudança geracional necessária que contaminada por uma longevidade, hoje quase obscena no desamparo com que confronta os seus excluídos, contrabandeia a evolução da espécie.
Quando o senhor El - Arian fala de trabalho sabemos bem a diferença que substancia ideológica e jurídicamente esse conceito quando o cotejamos com a sua essência no mundo operário, pequeno ou médio - burguês e qual o conceito de produção de riqueza que a alienação produtiva contrabandeia nos seus pressupostos como INVESTIDOR, ou a seu mando.
O que fazer desse conhecimento terá de ser uma obrigação de todos os que o possuem aos outros que desatentos ou manipulados se limitam a esperar que quem os trouxe a este limiar extremo de desafectação, os tire de lá, ancorados numa esperança vazia e paralizante, embalados no canto de sereia de um Media venal e de sub - predadores a mando.
Até lá, até ao despertar violento da nova geração com um programa, não só biológico e principalmente político mas também insurreccional, no sentido de apear a Brigada do Reumático que lhes trava o Futuro, resta a resistência dos humanistas...
" À medida que se envelhece vão morrendo os neurónios da ansiedade. A velhice traz liberdade " - Leonard Cohen.
Para quem, Cohen?
Citando a Pluma Caprichosa de Clara Ferreira Alves, que nos remete ao pensamento de um dos pensadores da desgraça global, a da indústria financeira, a da nova Máfia, de seu nome Mohamed A. El - Arian, que para nos proteger nos exige a miséria, para que percebamos que o futuro dos nossos filhos e netos está a ser hipotecado - de modo a autorizar outros sectores da sociedade a beneficiarem de um estilo de vida para além do que merecem - e que apodam de pintelhos as sobras, que restam do seu repasto demente, a quem vive do seu trabalho.
As palavras de Cohen soaram - me, para além da sua eventual verdade biológica, como um elogio à permanente ansiedade com que encaro a racionalidade envelhecida da GERONTOCRACIA que governa o planeta. A sua sombra tutelar tem sido um escárnio permanente à mudança geracional necessária que contaminada por uma longevidade, hoje quase obscena no desamparo com que confronta os seus excluídos, contrabandeia a evolução da espécie.
Quando o senhor El - Arian fala de trabalho sabemos bem a diferença que substancia ideológica e jurídicamente esse conceito quando o cotejamos com a sua essência no mundo operário, pequeno ou médio - burguês e qual o conceito de produção de riqueza que a alienação produtiva contrabandeia nos seus pressupostos como INVESTIDOR, ou a seu mando.
O que fazer desse conhecimento terá de ser uma obrigação de todos os que o possuem aos outros que desatentos ou manipulados se limitam a esperar que quem os trouxe a este limiar extremo de desafectação, os tire de lá, ancorados numa esperança vazia e paralizante, embalados no canto de sereia de um Media venal e de sub - predadores a mando.
Até lá, até ao despertar violento da nova geração com um programa, não só biológico e principalmente político mas também insurreccional, no sentido de apear a Brigada do Reumático que lhes trava o Futuro, resta a resistência dos humanistas...
sábado, janeiro 28, 2012
DA NÁUSEA...
... E do privilégio marcante e definidor dos carácteres que ainda a conseguem SENTIR e que lhes define a integridade ética, tive esta semana três exemplos, para não falar dos meus...
www.africaminha.blogspot.com verbera com incontida repulsa as palavras e a pose de uma antiga dirigente do PCP, de seu nome Zita Seabra, sobre o partido de que foi militante apreciada e da CGTP, com uma reescrita oportunista de lavagem ideológica, usada então, como roupagem ( outrora denunciada por Cunhal no seu - Radicalismo pequeno - burguês de fachada socialista - ) e fachada deletéria de falsas e cínicas convicções.
Miguel Sousa Tavares não aguenta a náusea que lhe causou a leitura de Manuel Maria Carrillo no DN de quinta feira, sobre o PS, sobre Sócrates, em palavras e opiniões que lamento não ter lido para assim reforçar uma opinião antiga, aqui emitida, sobre a mistificação que lhe acompanhava os textos críticos sobre o partido que lhe tinha dado alguma notoriedade mediática.
Henrique Monteiro, no Expresso de hoje e sob o título - Infelizes somos nós - comenta em virtual repugnância as lamúrias de Cavaco sobre os cortes nas suas pensões, num país que o teve 16 anos como seu líder político e que vai sendo paulatinamente empobrecido por um sistema repulsivo de vasos comunicantes que drena aos poucos que ainda não mendigam o que lhes sobra, para os empreendedores.
www.africaminha.blogspot.com verbera com incontida repulsa as palavras e a pose de uma antiga dirigente do PCP, de seu nome Zita Seabra, sobre o partido de que foi militante apreciada e da CGTP, com uma reescrita oportunista de lavagem ideológica, usada então, como roupagem ( outrora denunciada por Cunhal no seu - Radicalismo pequeno - burguês de fachada socialista - ) e fachada deletéria de falsas e cínicas convicções.
Miguel Sousa Tavares não aguenta a náusea que lhe causou a leitura de Manuel Maria Carrillo no DN de quinta feira, sobre o PS, sobre Sócrates, em palavras e opiniões que lamento não ter lido para assim reforçar uma opinião antiga, aqui emitida, sobre a mistificação que lhe acompanhava os textos críticos sobre o partido que lhe tinha dado alguma notoriedade mediática.
Henrique Monteiro, no Expresso de hoje e sob o título - Infelizes somos nós - comenta em virtual repugnância as lamúrias de Cavaco sobre os cortes nas suas pensões, num país que o teve 16 anos como seu líder político e que vai sendo paulatinamente empobrecido por um sistema repulsivo de vasos comunicantes que drena aos poucos que ainda não mendigam o que lhes sobra, para os empreendedores.
sexta-feira, janeiro 27, 2012
CRETINICES
Não encontro outra maneira de qualificar a imaturidade cívica e cultural dos bur(r)o - tecnocratas que hoje pontuam em todas as esferas do mando no planeta.
A displicência com que, em Portugal por exemplo, se está a encarar o simbólico na estrutura cultural do seu povo, as suas datas históricas, a sua coesão social num mundo cujas culturas formadoras e individualizantes se vão desvanecendo num pântano fétido chamado pomposamente Globalização, tem laivos de estupidificação alarmantes, pela coincidência (!!!???) de se realizar numa época de penúria e dissociação colectiva.
Matar o 5 de Outubro ou o 1º de Dezembro na memória dos portugueses sob o alibi da produtividade reflecte, mais do que um suborno ideológico, a arrogância da ignorância cívica que confunde as celebrações públicas com a interiorização histórica e a obrigação de a transmitir aos descendentes, festejando - os, em silêncio ou com foguetório.
A aleivosia tacanha continua manobrando irresponsàvelmente no espaço sem - alternativas criado e manipulado pelos princípios de desarticulação da DIFERENÇA, aqui, e cavalgando a ingenuidade hoje focada na sobrevivência, na vida do dia - a - dia, no resto do planeta.
Há uma dose de realidade à qual o humano aguenta. Quanto mais se carrega na sua capacidade de temporalização do encaixe das arremetidas dos realistas, dos pragmáticos, mais ténue se torna a digestão do real e mais violenta o seu repúdio.
A displicência com que, em Portugal por exemplo, se está a encarar o simbólico na estrutura cultural do seu povo, as suas datas históricas, a sua coesão social num mundo cujas culturas formadoras e individualizantes se vão desvanecendo num pântano fétido chamado pomposamente Globalização, tem laivos de estupidificação alarmantes, pela coincidência (!!!???) de se realizar numa época de penúria e dissociação colectiva.
Matar o 5 de Outubro ou o 1º de Dezembro na memória dos portugueses sob o alibi da produtividade reflecte, mais do que um suborno ideológico, a arrogância da ignorância cívica que confunde as celebrações públicas com a interiorização histórica e a obrigação de a transmitir aos descendentes, festejando - os, em silêncio ou com foguetório.
A aleivosia tacanha continua manobrando irresponsàvelmente no espaço sem - alternativas criado e manipulado pelos princípios de desarticulação da DIFERENÇA, aqui, e cavalgando a ingenuidade hoje focada na sobrevivência, na vida do dia - a - dia, no resto do planeta.
Há uma dose de realidade à qual o humano aguenta. Quanto mais se carrega na sua capacidade de temporalização do encaixe das arremetidas dos realistas, dos pragmáticos, mais ténue se torna a digestão do real e mais violenta o seu repúdio.
segunda-feira, janeiro 23, 2012
A PREVISÃO DO IMPROVÁVEL
Richard Lewinsohn ( 1894 - 1968 ) poderoso pensador alemão, num dos capítulos da sua obra SCIENCE, PROPHECY and PREDICTION, traduzido em português ( do Brasil ) por Revelação do Futuro, reflecte, com o título encimado, sobre a dificuldade inerente a tal desígnio...
E diz - " Nenhuma Língua possui, ai de nós, vocabulário suficiente e bem claro a este respeito. A Língua alemã é particularmente pobre sob este aspecto. Até o Francês, que oferece pelo menos duas expressões - provável e verosímil - em matéria de sinónimos empregados a propósito e a despropósito, indiferentemente, bem que a sua origem e o seu sentido sejam diferentes. A palavra « provável » provém da esfera moral; indica o que pode ser justificado, o que merece geral aprovação. A palavra « verosímil », pelo contrário, - assim como a palavra alemã « wahrscheinlich » que lhe corresponde exactamente quanto à formação etimológica - tem um carácter mais exterior, um subentendido céptico: a afirmação pode ser exacta mas não o é forçosamente - o que parece verdadeiro pode também não o ser "
E é com essas reservas que perante a reunião de hoje do Euro Grupo e pela lei de probabilidades objectivas referidas a páginas 231 da mesma obra, citando Keynes, não é VEROSÍMIL que saia outra coisa diferente da redundância tautológica daqueles neurónios em reflexão sobre os seus umbigos e suas iminentes importâncias auto - atribuídas.
É o que nos diz a nossa experiência desses últimos 3 anos de reuniões das cúpulas europeias...
E diz - " Nenhuma Língua possui, ai de nós, vocabulário suficiente e bem claro a este respeito. A Língua alemã é particularmente pobre sob este aspecto. Até o Francês, que oferece pelo menos duas expressões - provável e verosímil - em matéria de sinónimos empregados a propósito e a despropósito, indiferentemente, bem que a sua origem e o seu sentido sejam diferentes. A palavra « provável » provém da esfera moral; indica o que pode ser justificado, o que merece geral aprovação. A palavra « verosímil », pelo contrário, - assim como a palavra alemã « wahrscheinlich » que lhe corresponde exactamente quanto à formação etimológica - tem um carácter mais exterior, um subentendido céptico: a afirmação pode ser exacta mas não o é forçosamente - o que parece verdadeiro pode também não o ser "
E é com essas reservas que perante a reunião de hoje do Euro Grupo e pela lei de probabilidades objectivas referidas a páginas 231 da mesma obra, citando Keynes, não é VEROSÍMIL que saia outra coisa diferente da redundância tautológica daqueles neurónios em reflexão sobre os seus umbigos e suas iminentes importâncias auto - atribuídas.
É o que nos diz a nossa experiência desses últimos 3 anos de reuniões das cúpulas europeias...
sábado, janeiro 21, 2012
PURA CHANTAGEM
A ex - Presidente do PSD congratula - se com o que ela chama de responsabilidade, patriótica, claro, da UGT, pela assinatura da chamada Concertação Social. Eu daria outro nome ao desfecho protagonizado previsívelmente pela UGT; já nos habituou a essas responsabilidades patrioteiras em nome de males maiores...
" É melhor o mal inevitável em paz do que a guerra em troca de coisa nenhuma " , diz Manuela F. Leite e com ela TODOS os amorais pragmáticos deste mundo. Acontece que os danos provocados pelo pragmatismo escorreito dos Zés do planeta a braços com a sobrevivência tout - court, nem de longe se assemelham à amoralidade programática do Poder - são coisas completamente diferentes e metê - los no mesmo saco do entendimento prosaico é hipocrisia.
Tenho por mim que nenhum mal é inevitável a não ser as amorais manifestações da Natureza nos cataclismos e na mortalidade inexorável do humano.
Tudo o resto é evitável , até a Guerra, vista do ponto de vista da M.F.Leite, apesar de ela ter sido a catalizadora, em épocas de impasse e decadência intelectual, de mudanças evolutivas nas nações, como a História ocidental e mundial têm testemunhado.
Por outro lado, NENHUMA conquista social foi obtida de ânimo leve pela racionalidade governativa mas sim pelas necessidades, essas sim justificadamente pragmáticas, sociais das comunidades e sempre contra as reacções dos instalados, dos comodamente instalados em histórias acabadas por falta de alternativas que os debilitados, envelhecidos e conformistas neurónios demissionaram.
Essa dança patética à volta do umbigo na salvação de um sistema sem cura é deplorável, intelectualmente deplorável, por mais que os novos áugures da economia e finanças, substitutos rapaces da Política, estrebuchem com os números, deixando de fora das equações o factor humano.
É preferível a acção em troca de coisa nenhuma , que é o estado actual de resignação ao retrocesso civilizacional, que o mal maior do vérmico conformismo imbecilizante com que nos querem tatuar.
UMA HOMENAGEM...
... sincera de um bloguista ao senhor jornalista que reiteradamente me dá cabo dos posts, numa antecipação certeira, e para mim perturbante, na análise das coisas que nos acontecem. A razão de tanta coincidência no desmascaramento, fundamentado, racionalizado, històricamente enquadrado ( eu tento, pelo menos...) das acções políticas e não só, dos poderes da nossa praça, é - me uma desconcertante interrogação.
Eu não conheço o MST de parte alguma e ele nunca me viu mais gordo, nunca frequentámos as mesmas tertúlias e até ver, nunca me leu por aqui.
Suponho que a coincidência geracional e eventualmente as leituras e vivências pessoais que formataram a sua identidade terão tido o mesmo efeito em mim. Só pode ser isso... uma coincidência ambiental e cultural, justificada até pela ferocidade desportiva com que defende o seu FCP e eu o GLORIOSO.
A minha homenagem pelo seu trabalho como jornalista não é um afago narcísico e megalómano ( o contraditório ficará a cargo dos especialistas... ) por uma projecção oportunista do autor deste blogue; o meu ego está em paz comigo, a projecção da minha humanidade nos actos dos meus semelhantes é que não e daí a eventual megalomania, nas consciências conformistas, de que padecem os meus e definitivamente os seus reparos à narrativa comodista, conformista, decadente, irracional e por vezes estúpida que tem sido construída à volta e sob o alibi democrático e sem alternativas das soberanias actuais na Europa e no planeta em geral.
É que está TUDO em causa, nomeadamente a nossa Liberdade. Se isso não for razão válida de exigência de mudança o que será mais importante do que ela?
No arquivo ficam as minhas perguntas com que, já escritas, ia transpôr ( prefiro a pena antes do teclado...) para este espaço - ALGUÉM ACREDITA QUE...?
Eu não conheço o MST de parte alguma e ele nunca me viu mais gordo, nunca frequentámos as mesmas tertúlias e até ver, nunca me leu por aqui.
Suponho que a coincidência geracional e eventualmente as leituras e vivências pessoais que formataram a sua identidade terão tido o mesmo efeito em mim. Só pode ser isso... uma coincidência ambiental e cultural, justificada até pela ferocidade desportiva com que defende o seu FCP e eu o GLORIOSO.
A minha homenagem pelo seu trabalho como jornalista não é um afago narcísico e megalómano ( o contraditório ficará a cargo dos especialistas... ) por uma projecção oportunista do autor deste blogue; o meu ego está em paz comigo, a projecção da minha humanidade nos actos dos meus semelhantes é que não e daí a eventual megalomania, nas consciências conformistas, de que padecem os meus e definitivamente os seus reparos à narrativa comodista, conformista, decadente, irracional e por vezes estúpida que tem sido construída à volta e sob o alibi democrático e sem alternativas das soberanias actuais na Europa e no planeta em geral.
É que está TUDO em causa, nomeadamente a nossa Liberdade. Se isso não for razão válida de exigência de mudança o que será mais importante do que ela?
No arquivo ficam as minhas perguntas com que, já escritas, ia transpôr ( prefiro a pena antes do teclado...) para este espaço - ALGUÉM ACREDITA QUE...?
quarta-feira, janeiro 18, 2012
O CONFORTO E O COMODISMO...
... do primeiro ministro Passos Coelho incomodam - me. Essas duas palavras novas no léxico político do Governo e nomeadamente do seu responsável máximo têm aparecido com invulgar recorrência a pontuar o à - vontade de um político europeu ( deve ser caso único... ) a braços com uma crise sem perspectiva de saída, contida, manipulada pelas tautológicas equações dos rácios das agências de rating.
Conforto e comodismo a caracterizar uma burocrática subserviência a uma gestão exterior com laivos de desfasada aplicação taylorista no melífluo discurso parabenizante à responsabilidade e espírito de sacrifício dos que " abandonaram o espaço de conforto da reivindicação " em nome de um mal menor, de um pragmatismo insultuoso para o luxo dos idealistas, dos não - conformistas.
Paternalismo, Caridade, para os submissos e mão - forte para os dissonantes para quem a Crise não tem sido uma, na cínica avaliação dos danos colaterais, uma Oportunidade, mas sim um afunilamento inaceitável do Futuro, do progresso.
Passos Coelho é um político perigoso, com um homem- de - mão mais perigoso ainda - o sr. Relvas; o resto do Governo é formado por administrativos e alunos de sebenta. O seu parceiro da coligação, Paulo Portas, ocupado no enchimento do seu ego, deixou a Política a gestores de empresas e aos seus lacaios. Foi uma desilusão enorme...
Para quando o transporte desse desassossego que nos aflige, afligirá, já não sei, a maioria dos cidadãos para o conforto e comodismo daqueles para quem a crise tem sido uma oportunidade e não um travão às suas aspirações temporais, pelo contrário...
Conforto e comodismo a caracterizar uma burocrática subserviência a uma gestão exterior com laivos de desfasada aplicação taylorista no melífluo discurso parabenizante à responsabilidade e espírito de sacrifício dos que " abandonaram o espaço de conforto da reivindicação " em nome de um mal menor, de um pragmatismo insultuoso para o luxo dos idealistas, dos não - conformistas.
Paternalismo, Caridade, para os submissos e mão - forte para os dissonantes para quem a Crise não tem sido uma, na cínica avaliação dos danos colaterais, uma Oportunidade, mas sim um afunilamento inaceitável do Futuro, do progresso.
Passos Coelho é um político perigoso, com um homem- de - mão mais perigoso ainda - o sr. Relvas; o resto do Governo é formado por administrativos e alunos de sebenta. O seu parceiro da coligação, Paulo Portas, ocupado no enchimento do seu ego, deixou a Política a gestores de empresas e aos seus lacaios. Foi uma desilusão enorme...
Para quando o transporte desse desassossego que nos aflige, afligirá, já não sei, a maioria dos cidadãos para o conforto e comodismo daqueles para quem a crise tem sido uma oportunidade e não um travão às suas aspirações temporais, pelo contrário...
domingo, janeiro 15, 2012
A TACANHEZ CONSTRANGE - ME
Irresistível e incontrolável a marcha da mediocridade que atravessa hoje, verticalmente, as nações.
Descobrir, na pegada, também ela imparável, da Globalização moderna, os traços de carácter responsáveis por essa decadência civilizacional e nos veículos transportadores dessa uniformidade, anti - natural, anti- racional, anti - humana e dar - lhes um novo significado, uma outra interpretação, uma ética abordagem, à luz das " descobertas " que sobre os Outros hoje se tornou possível, será inevitàvelmente uma tarefa para a próxima geração, que só do caos hoje protagonizado por uma racionalidade infectada pela cupidez, conformismo, manipulação, niilismo e principalmente Estupidez, há - de surgir; e surgirá como contraponto a essa racionalidade por encomenda que hoje vigora triunfante nas esferas do Poder.
À Racionalidade ateia só uma religiosidade fundamentalista a poderá substituir, em triunfo, como ideia - não há outro posicionamento tão imune à corrupção racionalista, como reacção, do que este, pela suprema negação lógica transportada pela FÉ.
Longe de mim qualquer profetizante contaminação apocalíptica. Basta seguir os sinais que o rastreio histórico das civilizações triunfantes, hoje memórias, ( e foram quantas???...) deixaram na marcha do Sapiens sobre o planeta.
A Tacanhez deprime - me...
Portugal entristece - me... como só me poderia acontecer com um espaço que amo e habito em exigência...
Descobrir, na pegada, também ela imparável, da Globalização moderna, os traços de carácter responsáveis por essa decadência civilizacional e nos veículos transportadores dessa uniformidade, anti - natural, anti- racional, anti - humana e dar - lhes um novo significado, uma outra interpretação, uma ética abordagem, à luz das " descobertas " que sobre os Outros hoje se tornou possível, será inevitàvelmente uma tarefa para a próxima geração, que só do caos hoje protagonizado por uma racionalidade infectada pela cupidez, conformismo, manipulação, niilismo e principalmente Estupidez, há - de surgir; e surgirá como contraponto a essa racionalidade por encomenda que hoje vigora triunfante nas esferas do Poder.
À Racionalidade ateia só uma religiosidade fundamentalista a poderá substituir, em triunfo, como ideia - não há outro posicionamento tão imune à corrupção racionalista, como reacção, do que este, pela suprema negação lógica transportada pela FÉ.
Longe de mim qualquer profetizante contaminação apocalíptica. Basta seguir os sinais que o rastreio histórico das civilizações triunfantes, hoje memórias, ( e foram quantas???...) deixaram na marcha do Sapiens sobre o planeta.
A Tacanhez deprime - me...
Portugal entristece - me... como só me poderia acontecer com um espaço que amo e habito em exigência...
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