sexta-feira, fevereiro 14, 2014

"Dance Me To The End of Love" Leonard Cohen




Em Dia de Namorados, entre " Puta que pariu o Amor " e o realismo coheniano, escolhi a Poesia, a utopia...

quarta-feira, fevereiro 12, 2014

UM DIA FRIO... (2)


                                                                       A fair puritan                                                                                                                                               ( Percy Moran )                                                                                                                                                                                                                                           A História humana deu - nos a conhecer o resultado das revoluções e as ideias que as antecederam que as enformaram como leitmotiv   para as acções libertadoras que se seguiram.Seria fastidioso trazê - las a este texto...
Hoje pratica - se o conformismo civilizado ancorado na fé, esperança, caridade, temperança, que a nova religiosidade transposta pelos  pregadores da nova Ordem nos exige na aceitação colaboracionista com a infelicidade da vida, com a promessa  de alvoradas radiosas para amanhã.

 Austeridade, essa doutrina perigosa, como já denunciada por Mark Blyth, o braço armado da recomposição do sistema após cada colapso ( empanturramento até ao vómito...) induzido pelo laissez faire sem controlo com que títeres políticos democráticamente eleitos, desavisados ou corrompidos apoiam sem rebuços.

O olhar distante da Filosofia, hoje práticamente varrido das Academias, reduziu - se à História das Ideias Filosóficas e fechou - se em si mesma numa redoma nostálgica de tempos gloriosos. Alguém disse já que não haveria pior crime num pensador que não se sentisse do SEU tempo.
A Filosofia fica - se actualmente na apologia da memória, parou num tempo em que o Tempo se expande, sem pausa para reflexão sobre o que lhe foi matéria de reflexão profunda. E desistiu de questionar..., num território que lhe é, por outro lado,  quase virgem, fascinado e derrotado pela inovação tecnológica com respostas à distância de um clique.

Marx, o último pensador da acção feita Ideia ou Ideia feita acção, como se queira, procurou a conciliação filosófica com um território novo e transformou o mundo. O que seria se tivesse tido os meios que o Pensamento tem hoje ao dispôr? Não aconteceria Stalin e a tensão social transformadora que equilibra, de facto, as nações, não se teria transformado nesse embuste histórico em que a Democracia se está a transformar, capturada e esvaziada, paulatinamente, civilizadamente, com reformas sobre reformas,  num medonho edifício burocrático. 

Não admira, pois, que os puristas, o Club metafísico o tivesse reduzido à categoria de pensador menor, evidentemente numa lógica elitista e separada da Vida e da ralé, onde os altos espíritos normalmente se alojam. Cúmplices, portanto, da situação irónica e desprestigiante onde se encontram hoje, só deram armas aos doers  para os demolir e reduzi - los à insignificância actual.
Tarda o abanão na diletância narcísica de uma narrativa filosófica da qual se exige a responsabilidade assumida pelo Iluminismo.
A fantástica contribuição com que, com altos e baixos, nos trouxe até aqui não pode parar. A História não acabou, é preciso adicionar o espírito à substância. JÁ! 
    
É que as consequências de tão longa letargia já fedem por todos os lados...         

terça-feira, fevereiro 11, 2014

UM DIA FRIO...( I )

                     
                                                       A persistência da memória -. DALI

O que mais me choca no " embasbacamento " actual do Pensamento, da criação filosófica, perante a selvática invasão mediática da Opinião, é o seu conformismo perante a solidificação de falsidades, das quais a sua  imunidade analítica o põe a salvo. E está a viver bem com isso...

O mais extraordinário dessa " dissidência ", que desejo também ela, ser uma falsa opinião, é reflectido pela origem das interrogações que hoje se põem na aventura do humano e das sociedades.
É que as questões que não têm sido postas pela Razão esclarecida e esclarecedora  à História acabada da Democracia liberal, estão a ser levantadas pelo povo.

Fukuyama, o formulador do conceito defendeu - se da interpretação, a seu ver redutora, que foi dada à sua contextualização nitzscheana do homem terminal à luz das perspectivas históricas que a demolição e colapso da doutrinação marxista na antiga União Soviética e malgré lui, da China maoista, permitiu avaliar.
Contudo, a realidade emergente associada à victória da propagação do way of life ocidental parece estar a dar razão, pela dinâmica, aparentemente imparável que a nova Globalização plutocrata carrega, às teses últimas e não expressas pelo pensador americano.

Há resistências, também elas globais, ao fim da História, e os maiores perigos aos portadores das bandeiras liberais, ( urge inventar um outro nome que não ofenda os liberais... ) à nova doutrinação triunfante, crescem dentro do Ocidente.
A implosão acontecerá inevitávelmente ( o calendário histórico contém imprevisibilidades temporais que a memória guardou... ) à medida em que as questões que as bases da pirâmide estão a formular se vão crescendo; por enquanto erráticas e sectoriais para se tornarem conceptualmente enquadradas no estupor caótico que hoje as enfraquece.

Na Natureza, as mudanças prefiguram, real ou metafóricamente, violência. Nas sociedades humanas, a Razão, de émulo inicial do Caos, passa à organização da ordem na reformulação do antigo. E escolhe as reformas na descontinuidade instalada.
Acontece que hoje, a violência é propriedade do Estado que sobre ela legisla, não em defesa própria ( a PAX europeia é um facto ) mas em protecção despudorada do poder; hoje sabe - se quase instintivamente onde ele se situa.
Também acontece que o esclarecimento está a desvendar a sua face embusteira escondida atrás das máscaras filistinas e verve pacificadora.

continuaremos...

domingo, fevereiro 09, 2014

MIRÓ



Mirabolantes peripécias envolvem a discussão sobre a alienação por parte do Estado português dos garatujos, borrões, enfim, activos, representados pelos quadros do pintor catalão Joan Miró a quem der mais.
Se a publicidade à volta do caso se tornou benéfica para o Estado na valorização das obras do pintor, que passou agruras, caso estivesse vivo agradeceria o desvelo da valorização artística dos seus quadros. Claro que a questão não é esta... Adiante...

Passando por cima de uma discussão acabada - para o Governo actual tudo tem um preço - que o comércio despudorado e frio do património nacional, o material, o cultural, o territorial, o espiritual, o intelectual, também esse, os quadros de Miró, ainda por cima estrangeiro, não poderiam escapar à visão mercantilista de, convenhamos, um país falido.
A falência que o montante da dívida contempla, já se disse, acaba por ser um alibi virtuoso fácilmente entendido por esse universo contabilístico formatado em prol desse entendimento.

Da mesma maneira que para uma sociedade ser livre seja preciso uma ordenação jurídica e mental que permita o pleno uso das capacidades racionais num pensamento sem peias de proibição, fácil tem sido a expansão da nova ordem religiosa de adoração ao omnipresente Consumo. A posse do dinheiro e o crédito fazem o resto. Simples...
Toda a gente, TUDO, se torna vendável consoante a moeda de transacção nesse espaço onde o dinheiro contaminou  tudo e sobre tudo exerce o seu domínio e fascinação. Toda a gente sabe disso; nem toda a gente aceita isso, porém...
A questão Miró vale pela carga simbólica, pelo diagnóstico que os sintomas produzidos pelo governo actual, onde nenhum elemento é inocente no seu contributo activo e militante, permitem extrapolar. É nas margens dessas extrapolações, por razões óbvias, que a polémica se instalou e ainda bem.

A mim permitiu - me mais uma visão esclarecedora do país pensante e conhecer mais um pouco quem leio.

E vai um contributo meu para o Governo. 

Os painéis de S. Vicente dariam uma pipa de massa se fossem acrescentados ao lote de Miró.
Porque não?
Aceitam - se controvérsias...

quinta-feira, fevereiro 06, 2014

D'A HERANÇA SEMI - TRÁGICA DE PLATÃO...

... Como o teorizador primevo da formação do poder do estado que marcou toda a História do Homem e decisivamente a Cultura europeia, aos alertas de Rousseau ao paradoxo que o  desmantelamento pela Ciência pela Razão, do funcionamento das sociedades humanas que ela pretende melhorar, criou, ficou toda a superestrutura elitista do Homem da caverna.

Lembrar Rousseau, quase quatro séculos depois através do Discurso sobre as Artes e os Costumes, assusta pela irrevogabilidade, aparentemente sem remédio, da natureza inamovível do humano no mais íntimo de si e revela a reconstrução metódica que um Iluminismo soez, contrabandeado nos seus propósitos mais virtuosos, tem levado a cabo desde que demoliu o mundo Antigo, sem contrapartidas éticas que humanizassem o Novo Mundo.

Se não, vamos ouvir um pouco do seu discurso perante os sábios da época..., através deste fútil declamador, como ele o diria...

" Os antigos políticos falavam, sem cessar, de costumes e de virtude: os novos só falam de comércio e de dinheiro. Um vos dirá que um homem vale, em tal região, a soma pela qual o venderiam na Argélia; outro, segundo esse cálculo, encontrará países em que um homem nada vale e outros em que vale menos do que nada. Avaliam os homens como rebanhos de gado. Segundo eles, um homem só vale, para o Estado, pelo que consome; assim um sibarita valeria bem trinta lacedemónios.
Adivinhe -se, agora, qual das duas repúblicas, a de Esparta ou a de Síbaris, foi subjugado por um grupo de camponeses e qual delas fez tremer a Ásia.
A monarquia de Ciro foi conquistada com trinta mil homens por um príncipe mais pobre que o menbor dos sátrapas da Pérsia e os Citas, o mais miserável de todos os povos, resistiram aos mais poderosos monarcas do Universo...
.... Que os nossos políticos se dignem suspender seus cálculos para reflectir sobre esses exemplos e que aprendam, por uma vez, que se tem tudo com o dinheiro, excepto Costumes e cidadãos. "

O desvirgamento virtuoso, manhoso diria eu, que esta Democracia do século XXI, apoderada pela Plutocracia tem levado a cabo, com cantos de sereia sobre estabilidade e Paz enquanto a violência civilizada do saque em prol da elite, prossegue, democráticamente, claro, sobre as nações, é o maior embuste que a história humana presenciou.

quarta-feira, fevereiro 05, 2014

UCRÂNIA

EM EBULIÇÃO HISTÓRICA




QUANDO OS POVOS SE LEVANTAM SOB A BANDEIRA DA LIBERDADE, O BOM - SENSO QUE A REALIDADE ESCLARECIDA OBRIGARIA A SOPESAR, NA LINGUAGEM DO PODER, FICA PARA ULTERIORES CONVERSAÇÕES, UMAS VEZES COM RESULTADOS ADVERSOS E PENOSOS COMO TEM ESTADO A ACONTECER NA SÍRIA, POR INTERPOSTOS INTERESSES CORPORATIVOS QUE DESVIRTUARAM A CONFRONTAÇÃO DEMOCRÁTICA ( a violência democrática, como os estados democráticos ensinam, não tem de ser armada... ), OUTRAS, COMO HOJE NA UCRÂNIA, COM A VICTÓRIA À VISTA.

VIVA A UCRÂNIA LIVRE!

O CANDIDATO


                                                               MARINHO PINTO

Revejo - me, pelo que conheço das intervenções do ex - Bastonário, completamente nas bandeiras INDEPENDENTES, sem manhas, do candidato Marinho Pinto às eleições europeias. E, evidentemente, vou votar nele, através do Partido da Terra.
Se não bastassem as posições de cidadania que tem protagonizado, com a coragem exemplar de quem às sinecuras burropolíticas faz caretas, tenho por mim que a campanha que ele irá desenvolver, dando - lhe oportunidade de expressão alargada a uma plateia, por vezes desatenta, será de grande utilidade como contraponto ao, também ele, burrocrático discurso político - partidário em vigor no país.

A apresentação, sem rebuços, das alternativas não só discursivas, como espero, mas também de um plano de acção, caso for eleito, a levar ao Parlamento Europeu desmascarando, em sede própria, a corrupção letárgica que assola a Casa europeia.
Se for eleito, Marinho Pinto será, quero crer, não mais um Yess-man mas sim um contraditor, um desmascarador que nos irá traduzir e trazer até nós o que de facto se passa na casa do Poder europeu.
São esses os meus votos e por essas projecções, vou votar nele.

terça-feira, janeiro 28, 2014

RICOS E POBRES

DO CHOQUE AO BRANQUEAMENTO

Foi publicado um relatório da Oxfam dando conta das disparidades da distribuição das riquezas das nações pelos seus cidadãos, à partida, os seus criadores, por intermediação ou directamente, para ser " discutido " na reunião dos países mais desenvolvidos do planeta no Fórum de Davos.
O relatório diz - nos que 85 multimilionários detêm tantos recursos como a metade mais pobre da população mundial.  CHOCANTE !

" Eu também fiquei chocado, porque o número é de choque " - estremece H.Monteiro no último Expresso e passa adiante no segundo seguinte, camuflando com os SIM...MAS... condescendentes com que os confortáveis nesses estado de coisas justificam as aberrações civilizacionais.
E atira - nos à cara, a nós onde o CHOQUE não deixa espaço para justificações penitenciais de um MAL objectivo e obsceno cuja actividade benfeitora de alguns desses " criadores de riqueza !!!??? " em prol dos pobres, verberando a má - fé desses relatórios - No geral esses relatórios ocultam - nos esses factos -  , chamando a atenção que o mal não está na existência de ricos mas sim dos pobres,  como se fosse uma normalidade aceitável que, por exemplo, o sr. Carlos Slim, cujos rendimentos anuais são suficientes para pagar o salário ANUAL de 440 mil mexicanos tivesse alcançado com o toque de Midas, em lances geniais o que conseguiu se o sistema que lhe permitiu esse desiderato não fosse o que é.

O mal não está, não estaria na existência de ricos e pobres, o mal está NO sistema que permite e milita em prol dessas enormidades factuais, na existência desse sistema de vasos comunicantes de um só sentido.

Não há nenhuma inversão da natureza das coisas com que as compassivas esmolas dos mecenatos tentam branquear o seu carácter essencialmente injusto junto de almas sensíveis como a do sr. Monteiro, com sucesso, pelos vistos, que consiga esconder a irracionalidade e a desumanidade desalmada dos factos.

No meio das demagogias fáceis, às vezes é preciso pensar diferente, é o conselho que a falta de convicções e moralidade instrumental merecem

quinta-feira, janeiro 23, 2014

NÃO SE PASSA NADA

Num país minimal, reduzido conscientemente à sua capacidade mais cantada - o desenrascanço - a manha tornou - se, nos corredores do Poder, o rosto e o exemplo exibidos para o exterior, para o seu povo.

Um PÂNTANO fétido de dissimulação e mesquinhez atirou os portugueses para a reposição das guardas próximas de protecção pessoal, à desconfiança fundamentada pela Política, hoje encimada por um Estado salteador que reduziu Portugal à sua expressão mais simples, funcionando por inércia.

A normalidade, que aos poucos, uma vez chegados ao fundo do poço, permitida e actuante é a contabilidade BUROCRÁTICA que por sua vez só tem a Burocracia partidária das oposições como resposta. Permite - se ao governo apresentar números e contabilidades, numa análise falseada à partida com indicadores recentes que práticamente foram reduzidos a zero na mais cínica manifestação da utilização do estado em proveito próprio e de uma classe cléptómana, esvaziando - o da sua única utilidade e actividade justificável perante os seus cidadãos - o ser social. 

Só através da Justiça prefigurada nos fundamentos de uma vivência comum, Portugal poderá aspirar, sem regredir cada vez mais,  a uma recuperação nacional que as pseudo reformas ruidosa e ruinosamente proclamam; a Justiça que está no cerne do reconhecimento democrático tem sido o pilar mais mal tratado na distribuição das riquezas, que SÓ numa sociedade evoluída socialmente, e não só económicamente, como o liberalismo dos neófitos amorais de hoje rezam, será possível.
Uma sociedade cujo desenvolvimento se fica pelas suas franjas marginais prefiguradas não na sua classe média mas da sua  elite, é uma sociedade falhada, desarmónica, conflituosa, mesquinha, desmotivada e... irracional.
Dos USA, à China, à Rússia, à India e aos estados do Golfo, só a Europa ainda possui em si o germe da mudança, que a obesidade mórbida da sua intelectualidade cristalizou no desmantelamento analítico e relativista dos conceitos que a formataram como um farol que reconfigurou o planeta, do qual a Globalização inculta e históricamente analfabeta está a ser o seu coveiro diligente, sem um tremor de inquietação.
Se a banalidade conceptual se espraia pelo Globo à velocidade da luz com cumplicidades globais, cantemos em Portugal do sábio grego e do Trajano as navegações grandes que fizeram...

sexta-feira, janeiro 17, 2014

WORDS IN TRANSLATION...

UMA FELIZ COINCIDÊNCIA

Há dias postei por aqui um texto a que dei o título de WORLD IN TRANSLATION e teci considerações sobre a lentidão evolutiva versus avanços científicos com que as civilizações mais desenvolvidas estão a enfrentar os desafios do humano.

Hoje, deparei - me com um texto de Daniel de Oliveira no Record   titulado, por empréstimo não casual como vim a constatar, de Lost in translation, com o qual, servindo de mote às desventuras de Víctor Pereira nas arábias com um assessôr federativo muito cioso das suas prerrogativas de orientação de uma conferência de imprensa, dizia, vergastava ignorâncias atrevidas remetendo - nos à interpretação guionista e semântica do filme e do enredo que deu título à sua prosa, chamando a atenção ao uso de " pegar em palavras e procurar o seu correspondente noutra língua ", sic, correndo o risco de snobeira mal avisada.

Querem ver que eu enfiei a carapuça?
E como não gosto de enfiar carapuça alheia, saio em minha defesa...
O conhecimento do significado de uma palavra ou expressão já foi bastamente estudado pelos filólogos e pelos filósofos da análise linguística numa perspectiva lógica, territorial e ontológica e ainda tem reverberações. Deixemos pois essas alturas e limitemo - nos à contextualização do verbo em realidades específicas translated nos dois textos que estão a originar este e que, partindo de uma referência comum, concitaram pictagramas de um e um juízo translated e apressado de outro.
As referências, mesmo que reconhecidas pelo acesso comum exigem tradução, interpretação ( translation ) e é sobre a interpretação do que a nós nos parece surreal - a marcha do mundo -  é que se suscita com o título a recorrência à obtusidade que as racionalidades ( culturas, mas também Culturas... ) habitam no dealbar do século XXI.
Quanto ao verbo, se o significado ( translation ) está no uso e tão só nas referências comuns que habitam o mesmo universo ( e qual é ele? ) falemos das traições de Pessoa com Edgar Poe e do bloqueamento de Gasset com a saudade, da arrogância snob de um e do escrúpulo respeitoso do outro.
É evidente que o tacão de um sapato pode servir de martelo; ao prego é - lhe indiferente o que para um marceneiro é ignorância se se não se desse o caso do dono do sapato conhecer a existência do martelo.

WORLD IN TRANSLATION fala de um mundo pasmado, previsível como o ano sideral, burocrático, em translação ( movimento à volta de uma estrela ) impávida às necessidades de uma TRANSIÇÃO para mudanças de paradigmas civilizacionais, visto do meu ponto de vista. A " conotação pictórica " com o filme LOST IN TRANSLATION foi intencional. A deriva comunicacional e existencial tange no formal e no concreto.

quarta-feira, janeiro 15, 2014

DISCORRENDO...



A INTELIGÊNCIA, quando não ancorada pelos valores éticos que a Tradição consuetudinária de milhares de anos de história em comum dos povos cimentaram, está ao serviço do mal; não só do Mal metafísico representado nas iconografias religiosas mas também daquele que desde o século XVIII, pelo menos nas sociedades ocidentais, tinha sido diagnosticado como racionalmente inconveniente e religiosamente pecaminoso, à assunção do humano em toda a sua plenitude como espécie racional e capaz de racionalidade, vulgo RAZÃO + ÉTICA.

Desde então, qualquer consciência esclarecida sabe, na análise dos seus actos e dos Outros, identificá - lo, se não na sua interpretação religiosa,  na sua presença agnóstica, pelo que possui de desarmonia, de indiferença, de covardia  de bestialidade e de mesquinhez.

As sociedades, pela necessidade de conter a Razão ( capacidade de pensamento e imaginação ) humana que, solta, adversaria toda e cada uma racionalidade vizinha, criaram normas de contenção da liberdade que ela propõe, primeiro através das religiões e dos seus imperativos comportamentais dos quais os livros sagrados das grandes religiões formadoras deram e dão a conhecer, condicionando - a, primeiro pelo castigo divino e, com o Iluminismo, pela penalização social através das Leis civis. a aceitação das suas normas universalizantes.

Acontece que, na interiorização voluntária desses princípios orientadores que marcaram e marcam indelévelmente todas as gerações, passadas e presentes e quiçá as futuras, ficaram espaços vazios que a Educação não preencheu. E é precisamente aí, nessa zona do Nada, nesse vazio que o Mal medra e encontra alimento, alibis, justificação e... impunidade, se não física, racional.
Nessa impunidade sem contraponto ao nível da consciência, a ética residual põe- se ao serviço de Si, e, nesse universo, tudo se torna justificável.

Nos tempos modernos, o Narcisismo, fomentado, alimentado, ensinado nesse espaço de auto - justificação do BEM  como imanência individual, medra um uso da Razão liberta das amarras de todas as éticas, desligada de uma racionalidade que deixou de ser humana, regredindo lentamente à naturalidade dos tempos primevos com o seu alargamento permanente à medida em que os povos vão sendo reduzidos à condição de sobrevivência.

A luta que a resistência espiritual trava, a esse formidável e poderoso esvaziamento das armas de indignações morais que os poderes actuais prosseguem, brande armas antigas como a Solidariedade, a Dignidade, a Igualdade, os Direitos Humanos enfim, que, se outrora tiveram eco nas almas mais humildes e nas arrogantes, hoje, relativizadas até à exaustão pela filosofia moderna, desprezível por inconsequência e contaminação original desde Platão com a sua teoria do Poder e também ela narcísica e instalada, marcando a sua irrelevância anunciada, está em perda acelerada.

As consequências que a exaustão do uso das armas cívicas e democráticas cujos parâmetros de alcance foram limitados e são controlados pelo Poder que se combate ( o mal moderno, em todas as latitudes...) estarão aí brevemente se a História de facto ainda não morreu, como eu creio, piamente.
Da mesma maneira que os nossos cérebros estão protegidos físicamente por uma barreira que impede que muitas drogas e corpos estranhos aí se alojem, as nações também a possuem em maior ou menor grau a funcionar subterrâneamente ante a corrupção das elites, cujos cosmopolitismos vistos por si como anexantes de modernidades despem - nas de outras amarras, apelidadas e sentidas pelo plebe sob outro nome -  Patriotismo - e contra isso não há razão instrumental que resista se e quando as nações se levantam sob a sua bandeira.

sexta-feira, janeiro 10, 2014

MORTE - THE GREAT BITCH ?


... OU ANTES UMA AMIGA SOLIDÁRIA...

...quando as nossas forças e a nossa energia vital nos abandonarem na mais completa e indescritível solidão?

A Morte traz consigo uma nostalgia futurista que nos leva, chorando da morte dos Outros, a projectar a nossa e, antes que alguém o faça, a carpir por ela, pela perda de uma memória irrepetível do que fomos e que ninguém irá conter.
A solidão irreparável do humano tem aí, nessa consciência súbita do fim, a sua explicação última, que uma vida em busca de consolações várias nunca colmatou. Nascemos nus e morreremos sós. Ninguém nos acompanhará no adeus.

" Saber que somos mortais quer dizer que a Vida está perdida de antemão, por muitos riscos que consigamos evitar " , diz - nos Savater e, no entanto..., essa consciência do fim que vivenciamos na partida de outros é - nos tão dolorosa por amarmos tanto esse  " inferno " perecível na Terra. que nem a Vida Eterna prometida pelas religiões nos desleixa nesse gozo/sofrimento de estar Cá.
Um bálsamo, sê - lo - ão, porventura para muitos crentes, essas promessas que lhes permitem, permitirão?, fazer este trajecto com menos sobressaltos  do que nós na contemplação do Ser sobre o Nada, que é o que o meu corpo não transporta quando se detém na última interpelação.

MAS... e se houver uma saída, uma esperança, mesmo que ténue de, caso Paraíso falhar, haver um retorno e se não, de um prolongamento no tempo desta Vida sempre breve até que a Natureza reduza, como faz às pedras mais duras, tudo a pó?
A busca da imortalidade tem a idade do aparecimento da consciência do fim no Sapiens.
Se é a certeza da nossa mortalidade que faz a natureza humana, que seres estarão na forja da Ciência?

domingo, janeiro 05, 2014

ADEUS, EUSÉBIO!

MATCH OVER!



E saíste vitorioso.

A História portuguesa lembrar - te - á e o mundo guardará a tua memória.

Num tempo de esvaziamento acelerado das referências que marcaram a minha geração e que por nós tem sido sentido como perdas pessoais, lamentamos a tua partida e preparamos a nossa, com a mesma  frontalidade com que encaravas cada jogo.

BEM - HAJAS!

terça-feira, dezembro 31, 2013

WORLD IN TRANSLATION

EM TRANSIÇÃO...

...SERIA UM SINAL DE MUDANÇA. ASSIM..., NADA DE NOVO, A NÃO SER O TRIUNFO DA ESTUPIDEZ.

Treze anos, catorze anos passarão no século XXI ao bater da meia noite na Europa.
A Globalização espalhou - se como um surto viral pelo planeta, mercê das novas tecnologias de comunicação e acesso a informação e  do fascínio que o modo de vida ocidental tem exercido sobre sociedades outras cujo tempo histórico tem sido mais lento e mais cauteloso, bloqueado temporàriamente por idiossincracias religiosas e ditaduras iluminadas. 

A LIBERDADE continua a ser o motor indispensável da evolução científica, o único patamar de excelência no nível geral das nossas aquisições evolutivas como espécie racional, quiçá da sua perdição por resgate de interesses outros num futuro inescrutável , hoje.
Quanto às conquistas sociais, educacionais, medicinais, ambientais, pautuam - se, apesar de notáveis avanços arrancados a ferro pelos povos esclarecidos, por uma confrangedora timidez e mediocridade quando sobrelevados sejam os conhecimentos que entretanto a marcha da história libertou.

Essa resistência ao equilíbrio e à harmonia cauciona, em consequência, a intuição da elite residente e da arrivista da contradição insanável do regime e do sistema produtor e administrador das riquezas nacionais produzidas pelo seu povo.
Por um lado, limita o seu pregão - LIBERDADE - nos meandros administrativos da LEI, cuja interpretação só a ela compete, enquanto do outro trauteia, a seu reboque, a ladaínha políticamente correcta dos direitos humanos, erguida como alibi do esmagamento das diferenças que, na sua essência, a bandeira libertária transporta.

O CINISMO tem sido o marcador social deste século tão incipiente e a IMORALIDADE o seu émulo. A amoralidade, brandida como um purificador do lixo moral é um conceito vazio acoplado à indiferença ética. Não tem existência como conceito, é um embuste semântico de relativização pseudo científico de patifarias, um alibi penitencial de hipócritas.
Como não clamar por uma mudança que a própria entrada num novo milénio prefiguraria?

Entre o pasmo civilizacional que a " morte " conveniente e embusteira das Ideologias e da História, com o povo remetido a espectador inconsequente do devir histórico, propõe - se, POR QUE NÃO,  a preferência pela revolução permanente, como purificador da corrupção induzida e sustentada ideológicamente, a Inteligência posta ao serviço da espécie e não do niilismo enfastiado que a abundância sufraga.

A história de JOB não pode contemplar o Homem moderno, mesmo que bizarramente definido nos tempos actuais pelos extremos, quando a submissão se tornou um anacronismo ético e social, contemplado pela História de libertação dos povos e do seu labor em prol do enriquecimento da sonhada polis.
A História resulta do trabalho da mediania esclarecida e se ela for esmagada ou bloqueada o resultado será um aborto civilizacional cuja paternidade será enganosamente atribuída, por vício histórico, a Outros, nomeadamente a elite do poder, atribuindo - lhe um estatuto divino que a racionalidade abjura sistemàticamente, dessacralizando - a.

O destino da espécie, o destino dos povos, o destino das nações o destino dos estados, NUNCA, por mais que os cronistas e os historiadores se desunhem na análise histórica com uma lupa, focando - a nos príncipes, esteve fora da sua alçada, desde Atenas. A mudança de poder nunca abalou a sua interioridade mais íntima, só a atrasou na sua evolução.

QUE SEJAM, NO MÁXIMO QUE PUDEREM, OS SENHORES DA VOSSA VIDA.
UM BOM ANO!

sexta-feira, dezembro 27, 2013

UM ILUMINISTA...

...  A QUEM PORTUGAL MUITO DEVE


                                                                ALBINO AROSO

MAIS UM HOMEM BOM QUE SE VAI E DEIXA UM LEGADO E UM EXEMPLO A CUMPRIR PELO MUITO QUE FEZ  DA MEDICINA UMA ACTIVIDADE SOCIAL EM PROL DOS SEUS CONCIDADÃOS.
DUVIDO QUE, A NÃO SER NOS CÍRCULOS RESTRITOS EM QUE DESENVOLVIA A SUA ACTIVIDADE, COMO POLÍTICO REFORMADOR NA ÁREA DA SAÚDE, SEJA MUITO CONHECIDO DOS PORTUGUESES. 
ACONTECE, INFELIZMENTE, A OUTROS ILUSTRES CIDADÃOS, ENQUANTO A NOSSA AGENDA MEDIÁTICA E TELEVISIVA REDUZ A VIDA A ENTRETENIMENTOS BOÇAIS E BÁSICOS ONDE A ALCOVA É O TEMA ALCOVITEIRO DO RANKING GENERALISTA...

FICA AQUI A MINHA HOMENAGEM SINCERA AO CIDADÃO, NUM TEMPO MESQUINHO E CÍNICO, ONDE AS HOMENAGENS, PELA INCONGRUÊNCIA DE QUEM AS PROFESSA, RAIA O INSULTO.

terça-feira, dezembro 24, 2013

BOAS - FESTAS !

UM BOM NATAL E... MANTENHAM - SE ALERTA NO ANO QUE AÍ VEM, PORQUE A LIBERDADE É, SEMPRE, RESISTÊNCIA.

domingo, dezembro 22, 2013

A ESQUERDA EM REFLEXÃO?

Igualdade! ouço gritar
o corcovado Torroba
Quer - se ver sem a corcova
ou a nós quer corcovar?

Fernando Savater, introduz nos, in Meu Dicionário Filosófico, com esta maliciosa quadra ( sic ) numa reflexão sobre a Liberdade. Ânsia libertadora ou ressentimento punitivo, pergunta?
Lembrando que, com Nietzsche, os conceitos têm ou definição ou história provocou - me uma interrogação contumaz - Porquê tanta dificuldade no diálogo entre as esquerdas, em Portugal e em lugares onde ainda a terminologia política se etiqueta nas duas formulações Esquerda/Direita ?

O que a Direita pensa sobre a igualdade é conhecida, as Esquerdas ainda debatem o conceito.

Posto isto, regista - se com agrado o aparecimento do LIVRE e do 3D no panorama político luso. Cidadãos, em princípio irmanados dos mesmos NÃOS e de similares SINS, resolveram juntar - se em reflexão sobre o bloqueamento político-partidário das esquerdas perante a calamidade nacional que os direitinhas têm protagonizado nos últimos tempos.
O absurdo de ver, num país limitado em termos governamentais aos projectos hoje quase similares de um P.S. tacteante entre as certezas liberais e os doutrinas " sociais ", incapaz de um rumo definido e definidor e a Direita utilitarista, hoje representado pelo P.S.D. de Passos e o C.D.S. do Portas, a inexistência de uma maioria governamental de Esquerda, apesar dos reiterados apelos dos votantes, exige uma clarificação, uma rápida clarificação. 
É o que se espera da provocação, por muitos tida como divisionista, de aparentemente,  fragmentar ainda mais o que é hoje uma manta de retalhos políticamente preconceituosa e materialmente inconsequente.
Há intenções, boas - vontades e UM facto indesmentível para a Esquerda - a DESIGUALDADE. Por consequência, é imoral a governação que não tenha os mais desfavorecidos como uma das suas preocupações centrais.
 As soluções da chamada ética protestante que o liberalismo tout-court defende e que hipócritamente desaguam  numa lógica paracristã, penitencial e assistencial, na sopa dos pobres, repugnam às Esquerdas, assim como algumas das suas irrevogabilidades têm linhas vermelhas que a sua Ética substantivamente racionalizada  opõe ao utilitarismo político, económico e social.
Esse quadro, que é comum às esquerdas, é, quando o conceptualismo diferenciador não se torne um óbice ao esclarecimento, e a burocracia dos detalhes " ideológicos " um almanaque de suspeições sinistras, um ponto de partida, como o serão as linhas gerais do entendimento sobre a Saúde, a Educação, Ambiente, Economia e Finanças Públicas.
Se elas já existem, qual é o problema?
Por mim, está na quase impossibilidade logística da realização de uma Convenção das Esquerdas nacionais que o aparecimento das Aulas Magnas, das Conferências soaristas, atestam, assim como o aparecimento do LIVRE e do 3D.

De qualquer maneira, abriu- se mais um espaço público de reflexão de esquerda e isso é bom.
Que saia dali um propósito que ultrapasse os protagonistas... e , por Deus, um discurso novo e políticamente incorrecto para a letargia nacional.

quinta-feira, dezembro 19, 2013

CHUMBADOS!





ESTES LÍDERES GOVERNATIVOS FORAM MAIS UMA VEZ CHUMBADOS.

POR MIM, DEVOLVO O GESTO...

terça-feira, dezembro 17, 2013

A ENTREVISTA DO P.MINISTRO

UM LONGO BOCEJO...
UM VAZIO TOTAL QUE SÓ MERECERIA UM VAZIO DESTE LADO, COMO MERECEU ATÉ AGORA, COMO COMENTÁRIO.

HOUVE UMA NOVIDADE - O AFIVELAMENTO JÁ EM ENSAIO PARA ELEIÇÕES, DE UM SORRISO A PONTUAR O PALAVREADO OCO E SEM CONTEÚDO PARA LÁ DOS AFORISMOS NEGLIGENTES CUJA APROXIMAÇÃO AO PAULO PORTAS NÃO É ALHEIO...


D' A FELICIDADE...

... COMO CIÊNCIA


Sigo, com agrado, desde o primeiro texto na Revista do Expresso, as crónicas de desabafo, chamemos - lhes confessionais, do padre Tolentino Mendonça. A última  foi sobre a felicidade, ou melhor, a infelicidade, vista, pela resistência com que obsta à sua irmã virtuosa, uma aquisição cultural, pois que artificial e descartável, que resiste, por ocupação indevida, ao pleno usufruto da Felicidade.

Como removê -la? Através do reconhecimento, pela aprendizagem, que requer competências, naturalmente, em suma, através da Ciência da Felicidade.

Tinha acabado de ler na página anterior os Defuntos, prestamistas e massagistas de Clara F.Alves e não pude deixar de reparar no extraordinário contra - ponto da racionalidade céptica e crítica do texto, em oposição à metafísica de boa - vontade da página seguinte do padre Tolentino. Onde no primeiro texto se aborda a felicidade e sucesso individual, conseguida, retratada e eventualmente exemplar para muitos, com evidentes competências exigidas e requeridas no outro texto na procura de uma substantividade que preencha um guia espiritual prefaciante de uma Ciência de Felicidade, vejo um formidável manual de empreendedorismo, um almanaque ad- hominem que nos aponta em três passos a promessa de - Se for feliz o mundo à volta sê - lo - á, por solidariedade, suponho...

Vejamos... Somos muitos e creio que, pelo menos na cabeça e no coração de cada um de nós, há uma visão, de fé, do que seria ser - se feliz, só que também há uma consciência, ( onde ela exista e é aqui que as coisas se complicam... ) que só a Vontade não chega e só uma vontade feliz também não. A felicidade pessoal será coisa não - existente, a não ser como representação humana de uma Felicidade, que universal, nos remeteria ao divino e só em Deus ela seria possível.

Acontece que essa Fé teria de nos converter a todos e a história do humano já nos ensinou experimentalmente, na carne e no espírito, o tipo de Felicidade que se alcançou e que se revelou, no mínimo, contraproducente, mesmo que adornada e reconfigurada em Ciência.
Há, evidentemente, quando as infelicidades de um povo se somam, uma negação do acaso e não da sua aceitação, que se manifesta no seu percurso vital, a que a sua contextualização e acção concreta de repúdio poderá conduzir a outros desfechos mais felizes.
A felicidade circunstanciada na coincidência de momentos e realidades irrepetíveis que proclama o -Estou feliz - tem sido a única versão conhecida e reconhecida entre os humanos.
A sua outra essência, a existir na mente dos Homens, são dos resquícios metafísicos e religiosos que a moldou. É uma memória de um paraíso perdido para os insolventes, parafraseando C.F.A.
Quanto aos outros, os takers, vão tendo, enquanto deixarmos, a que não lhes é devida e que tem sido retirada a TODOS. 

Só há uma CIÊNCIA contra isso. E também a história nos ensinou o que acontece quando ela se torna de conhecimento da maioria...
Como também é evidente que a busca da felicidade colectiva é um conceito político - cultural utópico e por isso dinâmico, assim o deverá ser a procura do bem - estar individual. São deveres e direitos inalienáveis, por essência.

Vamos ser felizes e já agora, porque não por decreto?