Da Democracia e da livre expressão...
Palavra que me sinto defraudado pelo despudor que grassa últimamente pela comunicação social e derivados, ( até o clero entrou agoara na dança da manipulação) inclusive neste espaço da blogosfera, da noção primária que muuuuita gente tem da Democracia, da autoridade do Estado e da livre expressão que tanto glosam e são incapazes de a praticar olhos nos olhos com os " chefes " directos.
A incapacidade da Oposição em ter uma politica credível e alternativa, dentro do sistema liberal que glorificamos, tem alimentado, por puro oportunismo politico, uma polémica desajustada e absurda sobre as " manifestas intenções do socratismo de criar um Estado totalitário ".
Já não há nenhum discurso oficial, feito por A, B ou C, ou por a, b ou c, nenhuma acção de A, B ou C ou de a, b, ou c, que não passe por um estreito crivo de filtragem na descoberta de intenções malévolas de controle autoritário.
Passando por cima e baseando-me nos últimos casos conhecidos de suposta deriva anti - democrática,deixo uma pergunta: - Em que País do mundo, democrático ou não,se permite a um funcionário do Estado,seja de categoria A ou a, no exercício das suas funções, criticar livre e alarvemente o Estado através dos seus representantes eleitos?
Não confundir o excesso de zelo de alguns zelotas,dentro do Governo a espaços, que sempre os houve, com directivas governamentais,também é um exercício saudável para um democrata, labirintico para muita gente, mas mesmo assim de aconselhar a muitos alarmistas que por aí pululam.
domingo, julho 08, 2007
quinta-feira, julho 05, 2007
DA ALMA CRIOLA E DA MESTIÇAGEM...
Desconheço o grau académico de SARA TAVARES ( como se isso justificasse o que se segue ) mas alegria que ela me tem dado no que diz e faz tem sido reconfortante. Neste mundo de desertos culturais, da sua e nossa geração, foi-me grato ouvi - la, senti - la, compreender- lhe o discurso, imbuído de uma sensibilidade rara na abordagem da sua formação como mulher e como artista.
Desconheço o grau académico de SARA TAVARES ( como se isso justificasse o que se segue ) mas alegria que ela me tem dado no que diz e faz tem sido reconfortante. Neste mundo de desertos culturais, da sua e nossa geração, foi-me grato ouvi - la, senti - la, compreender- lhe o discurso, imbuído de uma sensibilidade rara na abordagem da sua formação como mulher e como artista.
UNIVERSIDADES:::
PAIRANDO SOBRE UM NINHO DE CUCOS
Confesso que o mundo universitário sempre me fascinou. A razão do encantamento prende-se à minha curiosidade infinita de CONHECIMENTO, do nosso percurso histórico, da evolução da nossa racionalidade e do aprofundamento da nossa estupidez...
Em tempos, Allan Bloom queixava-se da aridez e da incultura dos alunos e mestres universitários americanos e perguntava... " Que imagem apresenta hoje uma faculdade ou uma universidade de primeira categoria a um adolescente que sai de casa pela primeira vez, para a aventura de uma educação liberal? "
" Tem quatro, cinco anos para se descobrir... neste curto espaço de tempo que existe um vasto mundo para além do pequeno que ele conhece, experimentar a sua alegria e digeri- la o bastante para se aguentar nos " baldios intelectuais " que está destinado a atravessar ".
E continuava... " a importância desses anos não pode ser subestimada; eles são a única oportunidade de civilização que chega até ele.
"É claro que durante esses perdidos anos de sucessivas e mal sucedidas reformas educativas, com avanços e recuos, ao sabor das marés políticas, nunca se apresentou ao aluno o alcance dessa fase tão encantada da sua vida onde o saber nunda deveria ter como inimiga a especialização "
SÓ UMA PERGUNTA... No fim de contas, o que é que identifica a UNIVERSIDADE? Para que serve?
Confesso que o mundo universitário sempre me fascinou. A razão do encantamento prende-se à minha curiosidade infinita de CONHECIMENTO, do nosso percurso histórico, da evolução da nossa racionalidade e do aprofundamento da nossa estupidez...
Em tempos, Allan Bloom queixava-se da aridez e da incultura dos alunos e mestres universitários americanos e perguntava... " Que imagem apresenta hoje uma faculdade ou uma universidade de primeira categoria a um adolescente que sai de casa pela primeira vez, para a aventura de uma educação liberal? "
" Tem quatro, cinco anos para se descobrir... neste curto espaço de tempo que existe um vasto mundo para além do pequeno que ele conhece, experimentar a sua alegria e digeri- la o bastante para se aguentar nos " baldios intelectuais " que está destinado a atravessar ".
E continuava... " a importância desses anos não pode ser subestimada; eles são a única oportunidade de civilização que chega até ele.
"É claro que durante esses perdidos anos de sucessivas e mal sucedidas reformas educativas, com avanços e recuos, ao sabor das marés políticas, nunca se apresentou ao aluno o alcance dessa fase tão encantada da sua vida onde o saber nunda deveria ter como inimiga a especialização "
SÓ UMA PERGUNTA... No fim de contas, o que é que identifica a UNIVERSIDADE? Para que serve?
domingo, julho 01, 2007
AFEGANISTÃO - IRAQUE - PALESTINA...
" O combate é, originalmente, a expressão do sentimento hostil, mas nos nossos grandes combates, a que chamamos Guerras, o sentimento hostil converte-se muitas vezes numa mera visão hostil. Habitualmente, não existe num indivíduo um sentimento hostil inato para com outro indivíduo. Todavia, o combate nunca se dá sem que esses sentimentos sejam postos em actividade. O ódio nacional, raramente ausente nas nossas guerras, é um substituto à hostilidade pessoal, de indivíduo para indivíduo......" - Da natureza da Guerra - CLAUSEWITZ
Não nos admiramos pois, com as dificuldades que as forças aliadas estão a encontrar por aquelas paragens. O atiçamento do ódio por aqueles que pensam de maneira diferente, em crenças religiosas, políticas e eventualmente económicas por parte dos nossos jovens, entra em contradição com o que desde cedo o nosso sistema democrático lhes ensinou.
Do outro lado, as condições que permitem o alimentar dos sentimentos de resistência, do ódio justificado pelo desprezo das suas convicções do lado dos oponentes, têm sido sistemáticamente criados pelo Ocidente desde os meados do século XX.
Tem sido, pois, impossível criar o ódio do lado de cá e os fracassos acumulam-se, do VIETNAM ao AFEGANISTÃO passando pelo IRAQUE e o IRÃO.
..." De uma mente irresponsável, imaginativa e inexperiente, e de um entendimento sagaz e calmo, esperam-se coisas diferentes..."
Tenhamos esperança na projecção de novos e competentes líderes neste dealbar do século XXI e que a estupidez política se torne um anacronismo mental que se esgote em si mesma, sem consequências.
" O combate é, originalmente, a expressão do sentimento hostil, mas nos nossos grandes combates, a que chamamos Guerras, o sentimento hostil converte-se muitas vezes numa mera visão hostil. Habitualmente, não existe num indivíduo um sentimento hostil inato para com outro indivíduo. Todavia, o combate nunca se dá sem que esses sentimentos sejam postos em actividade. O ódio nacional, raramente ausente nas nossas guerras, é um substituto à hostilidade pessoal, de indivíduo para indivíduo......" - Da natureza da Guerra - CLAUSEWITZ
Não nos admiramos pois, com as dificuldades que as forças aliadas estão a encontrar por aquelas paragens. O atiçamento do ódio por aqueles que pensam de maneira diferente, em crenças religiosas, políticas e eventualmente económicas por parte dos nossos jovens, entra em contradição com o que desde cedo o nosso sistema democrático lhes ensinou.
Do outro lado, as condições que permitem o alimentar dos sentimentos de resistência, do ódio justificado pelo desprezo das suas convicções do lado dos oponentes, têm sido sistemáticamente criados pelo Ocidente desde os meados do século XX.
Tem sido, pois, impossível criar o ódio do lado de cá e os fracassos acumulam-se, do VIETNAM ao AFEGANISTÃO passando pelo IRAQUE e o IRÃO.
..." De uma mente irresponsável, imaginativa e inexperiente, e de um entendimento sagaz e calmo, esperam-se coisas diferentes..."
Tenhamos esperança na projecção de novos e competentes líderes neste dealbar do século XXI e que a estupidez política se torne um anacronismo mental que se esgote em si mesma, sem consequências.
sexta-feira, junho 29, 2007
A TALHE DE FOICE...
A autoridade do Estado, também ela, é uma condição sine qua non ( agora deu-me para o latim ) de um Estado de Direito; o saneamento, por motivos de opinião,impressa, expressa ou ausente é um exercício vergonhoso, portador de uma pesporrência por parte do Ministro da Saúde, que associado ao último caso conhecido relativo ao P.M. já me começa a inquietar...
A autoridade do Estado, também ela, é uma condição sine qua non ( agora deu-me para o latim ) de um Estado de Direito; o saneamento, por motivos de opinião,impressa, expressa ou ausente é um exercício vergonhoso, portador de uma pesporrência por parte do Ministro da Saúde, que associado ao último caso conhecido relativo ao P.M. já me começa a inquietar...
DEMOCRACIA
Em tempos escrevi aqui, por alturas do furacão Katrina, a propósito do fraco desempenho da Administração Americana, que era chegada a altura do Ocidente reflectir sériamente os contornos, os limites e os objectivos deste sistema politico tão cheio de potencialidades pelo que promete na resolução permanente dos problemas que a evolução das sociedades inapelávelmente traz na sua caminhada geracional e qual o papel dos Estados no cumprimento dos seus principios.
Ainda sobre isso fiz um reparo às tentativas recorrentes de imposição acelerada deste sistema politico,também ele económico e social, ancorado no direito soberano das liberdades individuais, aos povos de todo o mundo, sem se cuidar de, primeiro, criar as infraestruturas que permitirão em última ( mas não menos essencial) análise, a possibilidade e a necessidade de eleições livres.
Como o exemplo de Argélia, com os radicais islâmicos,de Iraque com os xiitas e agora com o Hamas, as eleições livres (!!!?) não são garantia de autenticidade, por um lado, nem de segurança por outro.
Alguém chamará de democracia os sistemas que vigoram, por exemplo
em Cuba, Venezuela, Irão, Egipto, etc?
As criticas que pendem sobre esses e outros países, portadores das mesmas deficiências (!!!?), que vão desde a perseguição dos adversários políticos, à censura mediática e execução dos seus cidadãos não poderão, mutatis mutandis, ser assacadas à maioria dos países ocidentais, pelo não cumprimento das obrigações que o sistema define e exige?
Em tempos escrevi aqui, por alturas do furacão Katrina, a propósito do fraco desempenho da Administração Americana, que era chegada a altura do Ocidente reflectir sériamente os contornos, os limites e os objectivos deste sistema politico tão cheio de potencialidades pelo que promete na resolução permanente dos problemas que a evolução das sociedades inapelávelmente traz na sua caminhada geracional e qual o papel dos Estados no cumprimento dos seus principios.
Ainda sobre isso fiz um reparo às tentativas recorrentes de imposição acelerada deste sistema politico,também ele económico e social, ancorado no direito soberano das liberdades individuais, aos povos de todo o mundo, sem se cuidar de, primeiro, criar as infraestruturas que permitirão em última ( mas não menos essencial) análise, a possibilidade e a necessidade de eleições livres.
Como o exemplo de Argélia, com os radicais islâmicos,de Iraque com os xiitas e agora com o Hamas, as eleições livres (!!!?) não são garantia de autenticidade, por um lado, nem de segurança por outro.
Alguém chamará de democracia os sistemas que vigoram, por exemplo
em Cuba, Venezuela, Irão, Egipto, etc?
As criticas que pendem sobre esses e outros países, portadores das mesmas deficiências (!!!?), que vão desde a perseguição dos adversários políticos, à censura mediática e execução dos seus cidadãos não poderão, mutatis mutandis, ser assacadas à maioria dos países ocidentais, pelo não cumprimento das obrigações que o sistema define e exige?
sexta-feira, junho 15, 2007
PALESTINA e o Ocidente..
Gostaria, palavra que gostaria de entender os critérios que orientam as definições das políticas do Ocidente para o Médio- Oriente, nomeadamente com a Palestina.
É que nos últimos tempos, tudo o que se fez e se imaginou para aquelas paragens ribombava a má-fé e as consequências disso já tinham sido antecipadas por TODA A GENTE com dois palmos de testa e mínimamente informado da sua história. TODA A GENTE, excepto os políticos ocidentais. Simplesmente espantoso, ou se calhar nem por isso e os palestinianos estarão, indefinidadmente e ad aeternum, a pagar o se terem dado a " conhecer " ao resto do mundo em setembros negros e desvios de aviões na década de sessenta
Quem é que não tinha previsto que HAMAS não iria ter a mínima hipótese de governar os farrapos do seu adiado País, assim como não teve o partido islâmico em Argélia apesar de terem ganho legítimamente as eleições?
Os entraves, as conspirações os boicotes, a asfixia económica só podiam ter esse desfecho - a guerra faccionista.
Pelos vistos ninguém esqueceu a humilhação que provocou a Israel.
Torna-se cada vez mais claro a asnice cometida contra o Iraque, que caminha a passos largos para aquilo que sempre se temeu- as Repúblicas Islâmicas.
Quem julgará os culpados desse enorme erro político que já provocou milhares e milhares de vítimas com a procissão ainda no adro!!!?
Gostaria, palavra que gostaria de entender os critérios que orientam as definições das políticas do Ocidente para o Médio- Oriente, nomeadamente com a Palestina.
É que nos últimos tempos, tudo o que se fez e se imaginou para aquelas paragens ribombava a má-fé e as consequências disso já tinham sido antecipadas por TODA A GENTE com dois palmos de testa e mínimamente informado da sua história. TODA A GENTE, excepto os políticos ocidentais. Simplesmente espantoso, ou se calhar nem por isso e os palestinianos estarão, indefinidadmente e ad aeternum, a pagar o se terem dado a " conhecer " ao resto do mundo em setembros negros e desvios de aviões na década de sessenta
Quem é que não tinha previsto que HAMAS não iria ter a mínima hipótese de governar os farrapos do seu adiado País, assim como não teve o partido islâmico em Argélia apesar de terem ganho legítimamente as eleições?
Os entraves, as conspirações os boicotes, a asfixia económica só podiam ter esse desfecho - a guerra faccionista.
Pelos vistos ninguém esqueceu a humilhação que provocou a Israel.
Torna-se cada vez mais claro a asnice cometida contra o Iraque, que caminha a passos largos para aquilo que sempre se temeu- as Repúblicas Islâmicas.
Quem julgará os culpados desse enorme erro político que já provocou milhares e milhares de vítimas com a procissão ainda no adro!!!?
quinta-feira, junho 14, 2007
OTA - ALCOCHETE - POCEIRÃO PORTELA mais um...
Foi apresentado o estudo de uma alternativa à OTA. É assim que as coisas devem ser feitas - fundamentadas.
Onde estão os outros projectos? Ou vamos ficar eternamente à espera que após os estudos comparativos dos dois projectos que vieram à luz apareça um outro?
Por mim quero crer que as críticas que se fizeram à Ota não abordavam específica e sómente os aspectos técnicos que até ver será o que o LNEC irá fazer. De qualquer maneira é de saudar a mudança de agulha do Ministro.
Foi apresentado o estudo de uma alternativa à OTA. É assim que as coisas devem ser feitas - fundamentadas.
Onde estão os outros projectos? Ou vamos ficar eternamente à espera que após os estudos comparativos dos dois projectos que vieram à luz apareça um outro?
Por mim quero crer que as críticas que se fizeram à Ota não abordavam específica e sómente os aspectos técnicos que até ver será o que o LNEC irá fazer. De qualquer maneira é de saudar a mudança de agulha do Ministro.
domingo, junho 10, 2007
BUFARIAS RESPEITÁVEIS... OU NÃO?
O que se delata, quem delata, para que se delata, os benefícios da delação, são associações inseparáveis da DELAÇÃO.
O termo em si, carregado de conotações perversas associadas a um tempo histórico morto e enterrado, já merece uma desconstrução que lhe devolva o verdadeiro significado. Há palavras outras em português que definirão com mais clareza as nossas intenções e compreensão das realiodades.
" Carlos Barbosa ao detectar uma Brigada da GNR escondida nuns arbustos e de radar ligado, saltou do carro e foi para a estrada mandar abrandar os outros condutores " - Expresso 9/6/07
Alguém chamou a isso dissuadir.
A blogosfera é o maior espaço universal de denúncias, bufarias,delações de que há memória.
Isso faz de nós todos BUFOS?
O que se delata, quem delata, para que se delata, os benefícios da delação, são associações inseparáveis da DELAÇÃO.
O termo em si, carregado de conotações perversas associadas a um tempo histórico morto e enterrado, já merece uma desconstrução que lhe devolva o verdadeiro significado. Há palavras outras em português que definirão com mais clareza as nossas intenções e compreensão das realiodades.
" Carlos Barbosa ao detectar uma Brigada da GNR escondida nuns arbustos e de radar ligado, saltou do carro e foi para a estrada mandar abrandar os outros condutores " - Expresso 9/6/07
Alguém chamou a isso dissuadir.
A blogosfera é o maior espaço universal de denúncias, bufarias,delações de que há memória.
Isso faz de nós todos BUFOS?
CIMEIRA EUROPEIA
Vem aí a presidência portuguesa da Europa e um dos assuntos que Portugal considerou e bem como prioritário foi a África, um relacionamento que se quer novo com esse magnífico Continente cujo futuro foi adiado há já demasiado tempo, tanto por culpa dos ocidentais como pela ainda, infelizmente, corrupta classe dirigente.
A Europa teve uma relação priviligeada com esse continente e, aparentemente, com excepção da Grã-Bretanha e Portugal, parece que nenhum outro País está em condições de dialogar positivamente com as suas nações.
Em resposta a perguntas feitas por jornalistas, foi-me penoso ver que nas vésperas da Cimeira, lideres europeus como Joseph Daul ( presidente do PPE ), J. Martin Schulz, ( presidente do PSE ) associaram os direitos humanos de maneira tão determinante a qualquer desenvolvimento futuro das relações.
Sejamos claros: exigir "a priori" e tão enfáticamente esse desiderato cultural ( civilizacional para os ocidentais ) a um Continente que também por culpa nossa, ainda luta contra a fome, a miséria e pandemias, pela SOBREVIVÊNCIA, em suma, é pôr o carro à frente dos bois.
Aquilo que na Europa é hoje uma obrigação moral - os direitos humanos- foi uma árdua conquista obtida ( !!!? ) depois de resolvidos ( !!!? ) os problemas tão básicos hoje entre nós -a sobrevivência.
Não globalizar a toque de caixa o que não é possível fazer, não sermos hipócritas na criação de alibis para deixar passar mais esta oportunidade de RACIONALIZAR de vez, com acções construtivas, desarmadilhadas, as solidariedades efectivas que os líderes africanos esperam e desesperam, quando se deslocarem expectantes a Lisboa para ouvir da Europa o que deve ser ouvido.
Vem aí a presidência portuguesa da Europa e um dos assuntos que Portugal considerou e bem como prioritário foi a África, um relacionamento que se quer novo com esse magnífico Continente cujo futuro foi adiado há já demasiado tempo, tanto por culpa dos ocidentais como pela ainda, infelizmente, corrupta classe dirigente.
A Europa teve uma relação priviligeada com esse continente e, aparentemente, com excepção da Grã-Bretanha e Portugal, parece que nenhum outro País está em condições de dialogar positivamente com as suas nações.
Em resposta a perguntas feitas por jornalistas, foi-me penoso ver que nas vésperas da Cimeira, lideres europeus como Joseph Daul ( presidente do PPE ), J. Martin Schulz, ( presidente do PSE ) associaram os direitos humanos de maneira tão determinante a qualquer desenvolvimento futuro das relações.
Sejamos claros: exigir "a priori" e tão enfáticamente esse desiderato cultural ( civilizacional para os ocidentais ) a um Continente que também por culpa nossa, ainda luta contra a fome, a miséria e pandemias, pela SOBREVIVÊNCIA, em suma, é pôr o carro à frente dos bois.
Aquilo que na Europa é hoje uma obrigação moral - os direitos humanos- foi uma árdua conquista obtida ( !!!? ) depois de resolvidos ( !!!? ) os problemas tão básicos hoje entre nós -a sobrevivência.
Não globalizar a toque de caixa o que não é possível fazer, não sermos hipócritas na criação de alibis para deixar passar mais esta oportunidade de RACIONALIZAR de vez, com acções construtivas, desarmadilhadas, as solidariedades efectivas que os líderes africanos esperam e desesperam, quando se deslocarem expectantes a Lisboa para ouvir da Europa o que deve ser ouvido.
terça-feira, junho 05, 2007
NATO CONDENA AMEAÇA DE PUTIN DE APONTAR MÍSSEIS À EUROPA
Afinal em que raio de mundo vivemos?
Em 26 - 04-2007, quando se perspectivava a intenção dos americanos ( a Nato continua a ser um eufemismo, uma outra maneira de dizer USA e lacaios ) de expandir para o centro da Europa o SEU sistema anti -míssil, escrevi o post mencionado sob o título- E cá está ela, a chantagem despudorada...
Claro que não esperava nenhum retorno da DELAÇÃO,( sim, exactamente isso ) mas francamente, assim a Europa não vai longe.
A sua cegueira e ingenuidade em não querer ver o que os USA pretendem na Europa, nomeadamente o afastamento de qualquer possibilidade de convivência pacífica com o seu vizinho russo já raia a CRETINICE GALOPANTE.
Afinal em que raio de mundo vivemos?
Em 26 - 04-2007, quando se perspectivava a intenção dos americanos ( a Nato continua a ser um eufemismo, uma outra maneira de dizer USA e lacaios ) de expandir para o centro da Europa o SEU sistema anti -míssil, escrevi o post mencionado sob o título- E cá está ela, a chantagem despudorada...
Claro que não esperava nenhum retorno da DELAÇÃO,( sim, exactamente isso ) mas francamente, assim a Europa não vai longe.
A sua cegueira e ingenuidade em não querer ver o que os USA pretendem na Europa, nomeadamente o afastamento de qualquer possibilidade de convivência pacífica com o seu vizinho russo já raia a CRETINICE GALOPANTE.
domingo, junho 03, 2007
A OTA NA BERLINDA...
Eu não me lembro de nenhuma obra pública em Portugal nas últimas décadas que não estivesse envolvida em grande, já nem digo polémica, que o termo é inadequado,celeuma e barulho mediático, porque é disso que verdadeiramente se trata.E estou a lembrar-me do que aconteceu com os traçados da CRIL, da CREL, do CCB, da Ponte Vasco da Gama, da EXPO, da Casa da Música, do TGV, do Túnel do Marquês, etc,etc, sem contar com várias iniciativas autárquicas por todo o País das quais normalmente o Zé não tem conhecimento.
A ideia de que vivemos num País de " empatas " também se prende com o meu completo desconhecimento de situações similares no resto do Mundo.
O que terá isso a ver com uma desconfiança quase paranóica em relação aos poderes públicos acentua, pela banalização recorrente das críticas (infundamentadas à posteriori ) ao lançamento de qualquer iniciativa Pública, a posição de Portugal como um " referencial " de estudo de um " casamento " periclitante entre a sua população e o Poder.
O déficit da Democracia também passa por aí... e principalmente por aí, na cabeça de uma população que ainda não atingiu a idade adulta da sua libertação.
O problema não está na " mudança " da população mas na sua informação permanente, transparente e adequada à sua compreensão, e porque não, na sua EDUCAÇÃO, quer ela queira ou não e isso é um obrigação de cidadania, tanto da responsabilidade do Estado como da sociedade civil, Media incluídos, apesar de também eles avaros, salvo raros e brilhantes jornalistas, dessa capacidade.
Infelizmente não é isso ( uma pequena dose de patriotismo ) que normalmente está nas preocupações daqueles que poderiam dar uma enorme ajuda para mudar esse estado de, ia dizer espírito, CHICÓESPERTICE generalizada
Eu não me lembro de nenhuma obra pública em Portugal nas últimas décadas que não estivesse envolvida em grande, já nem digo polémica, que o termo é inadequado,celeuma e barulho mediático, porque é disso que verdadeiramente se trata.E estou a lembrar-me do que aconteceu com os traçados da CRIL, da CREL, do CCB, da Ponte Vasco da Gama, da EXPO, da Casa da Música, do TGV, do Túnel do Marquês, etc,etc, sem contar com várias iniciativas autárquicas por todo o País das quais normalmente o Zé não tem conhecimento.
A ideia de que vivemos num País de " empatas " também se prende com o meu completo desconhecimento de situações similares no resto do Mundo.
O que terá isso a ver com uma desconfiança quase paranóica em relação aos poderes públicos acentua, pela banalização recorrente das críticas (infundamentadas à posteriori ) ao lançamento de qualquer iniciativa Pública, a posição de Portugal como um " referencial " de estudo de um " casamento " periclitante entre a sua população e o Poder.
O déficit da Democracia também passa por aí... e principalmente por aí, na cabeça de uma população que ainda não atingiu a idade adulta da sua libertação.
O problema não está na " mudança " da população mas na sua informação permanente, transparente e adequada à sua compreensão, e porque não, na sua EDUCAÇÃO, quer ela queira ou não e isso é um obrigação de cidadania, tanto da responsabilidade do Estado como da sociedade civil, Media incluídos, apesar de também eles avaros, salvo raros e brilhantes jornalistas, dessa capacidade.
Infelizmente não é isso ( uma pequena dose de patriotismo ) que normalmente está nas preocupações daqueles que poderiam dar uma enorme ajuda para mudar esse estado de, ia dizer espírito, CHICÓESPERTICE generalizada
sábado, junho 02, 2007
HERE WE GO AGAIN...
Bem, estou à espera de um jogo durrísssimo por parte dos belgas. Confesso que estou sem progonósticos para o desafio. A ausência de SIMÃO e de Ronaldo são muito penalizantes para a selecção portuguesa.
Enfim...vamos a ver a resposta dos rapazes à truculência dos belgas. Convém provocá- los e levá- los a algumas expulsões...
Bem, estou à espera de um jogo durrísssimo por parte dos belgas. Confesso que estou sem progonósticos para o desafio. A ausência de SIMÃO e de Ronaldo são muito penalizantes para a selecção portuguesa.
Enfim...vamos a ver a resposta dos rapazes à truculência dos belgas. Convém provocá- los e levá- los a algumas expulsões...
quarta-feira, maio 30, 2007
QUE GRANDE ASNEIRA , CHÁVEZ !!!
Confesso que já estava à espera de qualquer disparate mais no torvelinho de concentração de poderes `a volta do clã Chávez.
O frenezim dictatorial da sua governação apoiada por grandes massas de trabalhadores edescamisados já dava sinais de que não conseguiria viver com vozes críticas.
De nada lhe irão valer, a partir de agora, as votações tremendistas de que foi beneficiado porque cometeu uma enorme estupidez ao encerrar a RCTV, que era a única " coisa " que lhe permitia fazer passar cá para fora a democraticidade do seu governo - a voz crítica dos seus opositores.
Confesso que já estava à espera de qualquer disparate mais no torvelinho de concentração de poderes `a volta do clã Chávez.
O frenezim dictatorial da sua governação apoiada por grandes massas de trabalhadores edescamisados já dava sinais de que não conseguiria viver com vozes críticas.
De nada lhe irão valer, a partir de agora, as votações tremendistas de que foi beneficiado porque cometeu uma enorme estupidez ao encerrar a RCTV, que era a única " coisa " que lhe permitia fazer passar cá para fora a democraticidade do seu governo - a voz crítica dos seus opositores.
quinta-feira, maio 24, 2007
CALOR, INEBRIAMENTOS, CONTEXTOS, SUSCEPTIBILIDADES...
Mário Lino, o ministro das Obras Públicas já deve estar cansado de estar no Governo e anda por aí a " pedir " para ser remodelado? Não o creio, mas que parece, parece.
Por razões que desconheço, ( Sócrates estará a perder a mão nos seus ministros? ) produziu últimamente duas gafes indecorosas num curto espaço de tempo, pública e formalmente expressas, porque contextualizadas em intervenções oficiais.
A primeira visou maliciosamente o primeiro - ministro e a última,indirectamente, os habitantes do deserto sulista - os camelos, como alguém jocosamente traduziu.
Será que as " brincadeiras " ( Portugal tem-se revelado um viveiro de comediantes ) provocadas não sei por que inebriamentos pós-almoços irão ficar por aqui?
Mário Lino, o ministro das Obras Públicas já deve estar cansado de estar no Governo e anda por aí a " pedir " para ser remodelado? Não o creio, mas que parece, parece.
Por razões que desconheço, ( Sócrates estará a perder a mão nos seus ministros? ) produziu últimamente duas gafes indecorosas num curto espaço de tempo, pública e formalmente expressas, porque contextualizadas em intervenções oficiais.
A primeira visou maliciosamente o primeiro - ministro e a última,indirectamente, os habitantes do deserto sulista - os camelos, como alguém jocosamente traduziu.
Será que as " brincadeiras " ( Portugal tem-se revelado um viveiro de comediantes ) provocadas não sei por que inebriamentos pós-almoços irão ficar por aqui?
terça-feira, maio 22, 2007
ALTO AÍ E PÁRA O BAILE!
Acabo de lançar um " post " baseado em má-informação e apeteceu-me apagá-lo de imediato não fosse a substância do mesmo - o VALOR do que se delata e quem delata.
Acontece que também NÓS, os filhos do fascismo ou devia dizer anti- fascismo, teremos sido de tal maneira formatados que o respeito humano já justifica que o silêncio cobarde se torne para nós uma virtude?
MAS... o que se passou foi triste, só isso. Foi um caso de traição, por um lado e de excesso de zelo da chefia, por outro lado.
Mas aí está a insinuaçãozinha a dar os seus frutos. ESTE caso de delação de um palermóide imaturo aconteceu durante O GOVERNO Sócrates. E a partir daqui, vale tudo, até à " visualização " de um M.O. típico do socratismo.
Valha - nos Deus!
Acabo de lançar um " post " baseado em má-informação e apeteceu-me apagá-lo de imediato não fosse a substância do mesmo - o VALOR do que se delata e quem delata.
Acontece que também NÓS, os filhos do fascismo ou devia dizer anti- fascismo, teremos sido de tal maneira formatados que o respeito humano já justifica que o silêncio cobarde se torne para nós uma virtude?
MAS... o que se passou foi triste, só isso. Foi um caso de traição, por um lado e de excesso de zelo da chefia, por outro lado.
Mas aí está a insinuaçãozinha a dar os seus frutos. ESTE caso de delação de um palermóide imaturo aconteceu durante O GOVERNO Sócrates. E a partir daqui, vale tudo, até à " visualização " de um M.O. típico do socratismo.
Valha - nos Deus!
O Papa e os papistas... ou a penalização perversa
Para começar, vivemos num país sem mordaças e naturalmente somos responsáveis pelo que dizemos, de quem dizemos e onde dizemos as coisas que a nossa liberdade e responsabilidade permitem.
O professor de inglês é livre de expressar a sua opinião, velada ou não sobre o que lhe ficou de importante do famigerado caso" Sócrates ". Pode fazê-lo com sarcasmo, insultuosamente ou não. Acontece que em Portugal o insulto NÃO É LIVRE e expresso à frente de testemunhas que se sentiram ofendidas terá consequências.
Foi isso que aconteceu?
O que terá dito o prof. de tão grave que levou um colega a denunciá-lo perante a chefia?
Para mim essa é que é a questão pertinente, não a delação. O chinfrim, levantado enviezadamente pelos media, como tem sido hábito tem um alvo - Sócrates, que já aparece como um censor e JESUS vem aí a DITADURA.
Cá em Portugal " goza-se " com a vítima do adultério ( O cornudo ) e não com a adúltera ( a Puta ); com o burlado - ( o TÓTÓ ) e não com o burlão. Porque será?
Para começar, vivemos num país sem mordaças e naturalmente somos responsáveis pelo que dizemos, de quem dizemos e onde dizemos as coisas que a nossa liberdade e responsabilidade permitem.
O professor de inglês é livre de expressar a sua opinião, velada ou não sobre o que lhe ficou de importante do famigerado caso" Sócrates ". Pode fazê-lo com sarcasmo, insultuosamente ou não. Acontece que em Portugal o insulto NÃO É LIVRE e expresso à frente de testemunhas que se sentiram ofendidas terá consequências.
Foi isso que aconteceu?
O que terá dito o prof. de tão grave que levou um colega a denunciá-lo perante a chefia?
Para mim essa é que é a questão pertinente, não a delação. O chinfrim, levantado enviezadamente pelos media, como tem sido hábito tem um alvo - Sócrates, que já aparece como um censor e JESUS vem aí a DITADURA.
Cá em Portugal " goza-se " com a vítima do adultério ( O cornudo ) e não com a adúltera ( a Puta ); com o burlado - ( o TÓTÓ ) e não com o burlão. Porque será?
domingo, maio 20, 2007
Vejamos...
Fui à 4ª edição do Dicionário de Português da Porto Editora procurar o significado do termo POLÉMICA e apareceu-me o seguinte: DISCUSSÃO NA IMPRENSA - DISPUTA AMIGÁVEL MAS CALOROSA - CONTROVÉRSIA.
Na edição de ontem do semanário " Expresso " , na página 5 do primeiro caderno havia um título - Rui Pereira é escolha polémica e lido o sub- escrito cheguei à conclusão que não fazia sentido o uso dessa palavra para o caso vertente dada a sua redundância, passível pois de ser imposta a qualquer acto político, venha ele de onde vier e veiculado a qualquer cidadão indigitado para qualquer lugar de cariz político.
António Costa não sofreu essa " implicação " polemizante porquê?
Conviria, por uma questão de honestidade e fundamentação da ausência de p0lémica ( que no fundo estaria na essência da sua indigitação ) mediática, se acrescentassem as razões consensuais que omitiram essa observação dos Media.
E isso não se fez. Porquê? Porque os encómios seriam de natureza tais que pareceriam como uma campanha despudorada pelo candidato socialista.
Por outro lado, embora reconhecendo a capacidade inegável para a função de Ministro da A. I. por parte de Rui Pereira a Imprensa, nomeadamente o " Expresso" ,tentou polemizar a sua indigitação baseado em opiniões avulsas, como a minha, e inconsequentes.
No fim de contas, o significado da POLÉMICA, de tão grata memória, não é para aqui chamado porque não existiu e a prova é que amanhã estará morta antes de ter começado.
O mesmo valerão " os cenários " que pontuam nesta imprensa divinatória, intriguista e tendenciosa que por aí grassa.
INCONSEQUÊNCIA é o resultado que resulta dessa mediocridade. E é uma pena.
Fui à 4ª edição do Dicionário de Português da Porto Editora procurar o significado do termo POLÉMICA e apareceu-me o seguinte: DISCUSSÃO NA IMPRENSA - DISPUTA AMIGÁVEL MAS CALOROSA - CONTROVÉRSIA.
Na edição de ontem do semanário " Expresso " , na página 5 do primeiro caderno havia um título - Rui Pereira é escolha polémica e lido o sub- escrito cheguei à conclusão que não fazia sentido o uso dessa palavra para o caso vertente dada a sua redundância, passível pois de ser imposta a qualquer acto político, venha ele de onde vier e veiculado a qualquer cidadão indigitado para qualquer lugar de cariz político.
António Costa não sofreu essa " implicação " polemizante porquê?
Conviria, por uma questão de honestidade e fundamentação da ausência de p0lémica ( que no fundo estaria na essência da sua indigitação ) mediática, se acrescentassem as razões consensuais que omitiram essa observação dos Media.
E isso não se fez. Porquê? Porque os encómios seriam de natureza tais que pareceriam como uma campanha despudorada pelo candidato socialista.
Por outro lado, embora reconhecendo a capacidade inegável para a função de Ministro da A. I. por parte de Rui Pereira a Imprensa, nomeadamente o " Expresso" ,tentou polemizar a sua indigitação baseado em opiniões avulsas, como a minha, e inconsequentes.
No fim de contas, o significado da POLÉMICA, de tão grata memória, não é para aqui chamado porque não existiu e a prova é que amanhã estará morta antes de ter começado.
O mesmo valerão " os cenários " que pontuam nesta imprensa divinatória, intriguista e tendenciosa que por aí grassa.
INCONSEQUÊNCIA é o resultado que resulta dessa mediocridade. E é uma pena.
domingo, maio 13, 2007
Coisas...
Decorre em Sintra um encontro muito importante para a definição do futuro político da Europa entre o Presidente da Comissão Europeia e o trio de Presidências que vão, entre outras coisas não menos importantes, implementar o futuro Tratado Constitucional.
A " informalidade " da reunião não pode, em nenhuma circunstância, desvalorizar a importância do encontro e, principalmente, os temas aì a serem discutidos, aos olhos dos cidadãos da Europa, como devia ser evidente.
A esta hora ainda não conheço os títulos de primeira página dos jornais portugueses além do Expresso e confesso que me chocou o menosprezo e o pouco relace dado à reunião referida atrás.
" BCP em guerra aberta " foi o destaque. Francamente! A quem interessará este desiderato a não ser aos accionistas desse Banco e por arrasto aos seus rivais no mercado, nomeadamente o BES?
Eu sei que esses voltaram a contar com o Expresso para a publicidade, mas tanto zelo num jornal auto proclamado de " referência " é demais.
É que há coisas...
Decorre em Sintra um encontro muito importante para a definição do futuro político da Europa entre o Presidente da Comissão Europeia e o trio de Presidências que vão, entre outras coisas não menos importantes, implementar o futuro Tratado Constitucional.
A " informalidade " da reunião não pode, em nenhuma circunstância, desvalorizar a importância do encontro e, principalmente, os temas aì a serem discutidos, aos olhos dos cidadãos da Europa, como devia ser evidente.
A esta hora ainda não conheço os títulos de primeira página dos jornais portugueses além do Expresso e confesso que me chocou o menosprezo e o pouco relace dado à reunião referida atrás.
" BCP em guerra aberta " foi o destaque. Francamente! A quem interessará este desiderato a não ser aos accionistas desse Banco e por arrasto aos seus rivais no mercado, nomeadamente o BES?
Eu sei que esses voltaram a contar com o Expresso para a publicidade, mas tanto zelo num jornal auto proclamado de " referência " é demais.
É que há coisas...
quinta-feira, maio 10, 2007
MADELEINE - caça à besta
A " normalidade " de um cidadão socializado passa pela sua incapacidade de " perceber" e de se sentir incrédulo, envergonhado pelos actos praticados pela sua espécie.
Ninguém a não ser um pedófilo entenderia outro pedófilo. Ninguém a não ser um tratante entenderia outro do mesmo jaez. Ninguém a não ser um assassino entenderia outro...
Podemos, quando muito descortinar - lhes os comportamentos que a nossa sublimação e repressão civilizacionais enterraram bem lá no fundo do nosso passado animal., não as motivações e o valor da recompensa.
Por vezes penso que a minha quase permanente indignação sugeriria que em mim já quase não resta nada de humano, de empatia com a espécie e que me encontro num processo de alienação onde as motivações que fazem " correr " o mundo normalizado em reconhecimentos mútuos que encurtam as distâncias entre os seres, ser-me-iam completamente alheias.
No fim de contas, tudo se resume a isto: - a minha fisiológica incapacidade de " SUPORTAR o fedor que o Mal transporta.
Parto do princípio errado que Ele é reconhecível por todos, que a nossa inteligência nos deve levar ao seu reconhecimento e ao seu combate, o que me leva, por outro lado a uma compaixão infinita pelos outros, os que se ancoram na Fé, na Ignorância, na Cobardia, para não o enfrentarem em todas as suas formas e representações, incluindo em nós -mesmos.
Abaixo a bestialidade!
A " normalidade " de um cidadão socializado passa pela sua incapacidade de " perceber" e de se sentir incrédulo, envergonhado pelos actos praticados pela sua espécie.
Ninguém a não ser um pedófilo entenderia outro pedófilo. Ninguém a não ser um tratante entenderia outro do mesmo jaez. Ninguém a não ser um assassino entenderia outro...
Podemos, quando muito descortinar - lhes os comportamentos que a nossa sublimação e repressão civilizacionais enterraram bem lá no fundo do nosso passado animal., não as motivações e o valor da recompensa.
Por vezes penso que a minha quase permanente indignação sugeriria que em mim já quase não resta nada de humano, de empatia com a espécie e que me encontro num processo de alienação onde as motivações que fazem " correr " o mundo normalizado em reconhecimentos mútuos que encurtam as distâncias entre os seres, ser-me-iam completamente alheias.
No fim de contas, tudo se resume a isto: - a minha fisiológica incapacidade de " SUPORTAR o fedor que o Mal transporta.
Parto do princípio errado que Ele é reconhecível por todos, que a nossa inteligência nos deve levar ao seu reconhecimento e ao seu combate, o que me leva, por outro lado a uma compaixão infinita pelos outros, os que se ancoram na Fé, na Ignorância, na Cobardia, para não o enfrentarem em todas as suas formas e representações, incluindo em nós -mesmos.
Abaixo a bestialidade!
segunda-feira, maio 07, 2007
" O feminismo está acabado. A mulher regressou ao seu papel de mulher objecto" - Susanna Tamaro, citada do " El mundo " pela " Única "
É normal, Susanna, que as jovens de agora, uma vez descoberto o sofisma que sempre esteve na base da demonização do bicho - homem, partiram à descoberta desse homem - novo e tão antigo procurando, pela primeira vez COMPREENDÊ - LO. E está a saber - lhes bem esta viagem da descoberta da sua liberdade e do seu corpo. EM COMPLETA LIBERDADE, ou não é assim?
No fim de contas, o PODER que as feministas desejam, ( tão raras que elas são agora ) poderá ser alcançado com competência profissional e porque não, também com charme, beleza e ausência de AZEDUME.
Tome uns Rennies que isso passa, ou então " GET A MAN! " e goze - o como o estão a fazer as outras.
Sem azedume, deste machista convicto.
Um abraço
É normal, Susanna, que as jovens de agora, uma vez descoberto o sofisma que sempre esteve na base da demonização do bicho - homem, partiram à descoberta desse homem - novo e tão antigo procurando, pela primeira vez COMPREENDÊ - LO. E está a saber - lhes bem esta viagem da descoberta da sua liberdade e do seu corpo. EM COMPLETA LIBERDADE, ou não é assim?
No fim de contas, o PODER que as feministas desejam, ( tão raras que elas são agora ) poderá ser alcançado com competência profissional e porque não, também com charme, beleza e ausência de AZEDUME.
Tome uns Rennies que isso passa, ou então " GET A MAN! " e goze - o como o estão a fazer as outras.
Sem azedume, deste machista convicto.
Um abraço
sábado, maio 05, 2007
POIS É...
Acabada a telenovela sobre Sócrates os media procuram novas páginas sensacionalistas. O diabo é que parece que já toda a gente já só pensa em férias...
A primeira página do Expresso enfatiza o gesto quixotesco de Carmona que ainda estrebucha no poder da maior da mais importante Câmara do País e de caminho " arranja " uma intrigazinha entre Carvalho da Silva e o PCP, quando o que se passou foi uma votação perdida por este, democráticamente, numa reunião dos órgãos dirigentes daquela estrutura sindical, tão só.
Eu sugeriria aos directores dos jornais que, uma vez que políticamente não há nada de relevante, eleições madeirenses incluídas, que sacudissem as cabecinhas das suas jornalistas e dos jornalistas a descobrirem e darem à estampa as maravilhas científicas que a medicina e a informática têm protagonizado a nível mundial, por exemplo.
Acabada a telenovela sobre Sócrates os media procuram novas páginas sensacionalistas. O diabo é que parece que já toda a gente já só pensa em férias...
A primeira página do Expresso enfatiza o gesto quixotesco de Carmona que ainda estrebucha no poder da maior da mais importante Câmara do País e de caminho " arranja " uma intrigazinha entre Carvalho da Silva e o PCP, quando o que se passou foi uma votação perdida por este, democráticamente, numa reunião dos órgãos dirigentes daquela estrutura sindical, tão só.
Eu sugeriria aos directores dos jornais que, uma vez que políticamente não há nada de relevante, eleições madeirenses incluídas, que sacudissem as cabecinhas das suas jornalistas e dos jornalistas a descobrirem e darem à estampa as maravilhas científicas que a medicina e a informática têm protagonizado a nível mundial, por exemplo.
sábado, abril 28, 2007
Boavista - 2 Porto 1
Estou a seguir a partida e acabo de ver o Boavista a ser prejudicado com un penalty inexistente, como toda a gente que está a seguir o jogo pela tv pôde constatar. Admito naturalmente que Adriano conseguiu enganar o árbitro.
Mas o despudor dos comentaristas de serviço ( ao Porto ou ao Sporting ) fazendo tábua rasa do que toda a gente vê e serem incapazes de não ver uma agressão do Paulo Alves ao José Manuel e não conseguirem dizer que NÃO HOUVE PENALTY contra o Boavista é demasiado merdoso.
Aliás, esses serviçais obrigam-me sempre, quando comentam os jogos do Benfica, a tirar- lhes o pio devido ao sectarismo anti - Glorioso.
Vou ver se o Provedor do espectador terá alguma autoridade sobre essa manifesta e recorrente falta de , no mínimo, objectividade.
Estamos no minuto 90 e se não aparecer outro penalty o jogo está ganho para os axadrezados.
Amanhã espero ver o Benfica a apear os lagartos.
Estou a seguir a partida e acabo de ver o Boavista a ser prejudicado com un penalty inexistente, como toda a gente que está a seguir o jogo pela tv pôde constatar. Admito naturalmente que Adriano conseguiu enganar o árbitro.
Mas o despudor dos comentaristas de serviço ( ao Porto ou ao Sporting ) fazendo tábua rasa do que toda a gente vê e serem incapazes de não ver uma agressão do Paulo Alves ao José Manuel e não conseguirem dizer que NÃO HOUVE PENALTY contra o Boavista é demasiado merdoso.
Aliás, esses serviçais obrigam-me sempre, quando comentam os jogos do Benfica, a tirar- lhes o pio devido ao sectarismo anti - Glorioso.
Vou ver se o Provedor do espectador terá alguma autoridade sobre essa manifesta e recorrente falta de , no mínimo, objectividade.
Estamos no minuto 90 e se não aparecer outro penalty o jogo está ganho para os axadrezados.
Amanhã espero ver o Benfica a apear os lagartos.
sexta-feira, abril 27, 2007
Certificados... e outras estórias
Um dos certificados dos livre pensadores deste espaço tem sido as DATAS das emissões das opiniões. Não que não haja por aí muito aproveitamento, para quem vive disso, das opiniões e dos comentários dos outros e muita vaidade pessoal em egos que superam o conteúdo do original. A leitura de Ortega seria de grande ajuda para esses casos.
Nada do que aqui tem acontecido mudou alguma alma. Não desejo ser missionário de coisa alguma, tampouco da espécie a que pertenço. Essa foi uma das impossibilidades " bergerianas" que ele esqueceu-se de mencionar.
Enfim, remeto a quem se interessar para o meu primeiro " post ". E é TUDO!
Errata: não foi o primeiro, foi o segundo, em 27 /9/2003.
Um dos certificados dos livre pensadores deste espaço tem sido as DATAS das emissões das opiniões. Não que não haja por aí muito aproveitamento, para quem vive disso, das opiniões e dos comentários dos outros e muita vaidade pessoal em egos que superam o conteúdo do original. A leitura de Ortega seria de grande ajuda para esses casos.
Nada do que aqui tem acontecido mudou alguma alma. Não desejo ser missionário de coisa alguma, tampouco da espécie a que pertenço. Essa foi uma das impossibilidades " bergerianas" que ele esqueceu-se de mencionar.
Enfim, remeto a quem se interessar para o meu primeiro " post ". E é TUDO!
Errata: não foi o primeiro, foi o segundo, em 27 /9/2003.
quinta-feira, abril 26, 2007
E cá está...
E cá está ela, a chantagem despudorada e já tão clássica que só a ingenuidade dos "comentadores " de serviço pró - americano, políticos venais e interesses de ocasião apelidados de real politik justificarão a cegueira e o alinhamento.
E não vale a justificação serôdia e recorrente da posição de aliados dos USA para aceitar o diktat americano pós- 2ª Grande Guerra.
Vejamos: Os Usa, fazendo tábua rasa dos acordos de equilíbrio das forças convencionais e nucleares na Europa, negociados com os seus aliados e com Moscovo, relançaram uniliteralmente a corrida aos armamentos com o projecto anunciado de colocação de sistemas anti - mísseis na Polónia e eventualmente no Médio Oriente. As razões anunciadas prendem-se com o programa nuclear do Irão.
O absurdo da questão está no uniliteralismo da acção proposta, ou seja -Quer queiram ou não NÓS vamos proteger-vos da vossa santa ingenuidade e da vossa cegueira de não verem que o Irão planeia invadir todo o Médio Oriente e quem sabe também a Europa-
A chantagem é evidente e prende-se com a posição insustentável em que vai colocar a Rússia, obrigado a reagir com um novo programa militar em busca do equilíbrio desfeito e como é evidente incomodar os seus vizinhos europeus acusados pelos USA de pouca pressão sobre o Irão.
Essa incomodidade de ver a Rússia a rearmar-se OBRIGARÁ a Europa a reagir. Como o fará é que estaremos cá para ver.
É que a estratégia política americana não tem NADA que ver com o sentido profundo da política europeia. A América para a Europa deverá ser sòmente um mercado priviligeado, mais nada. Já NÃO é, definitivamente um Império, e a sua ambição expansionista terá de se apoiar na sua economia, cultura, humanismo e direitos humanos.
Já teve o seu tempo de aventuras militares e não deverá ser arrastada por uma Administração criminosa para o masoquismo paranóico da política de canhoneira dos USA.
Haja, pois bom senso e coragem de recusar com firmeza que a nossa ainda incipiente ( eles contam com isso ) politica externa tenha BUSH no comando.
E cá está ela, a chantagem despudorada e já tão clássica que só a ingenuidade dos "comentadores " de serviço pró - americano, políticos venais e interesses de ocasião apelidados de real politik justificarão a cegueira e o alinhamento.
E não vale a justificação serôdia e recorrente da posição de aliados dos USA para aceitar o diktat americano pós- 2ª Grande Guerra.
Vejamos: Os Usa, fazendo tábua rasa dos acordos de equilíbrio das forças convencionais e nucleares na Europa, negociados com os seus aliados e com Moscovo, relançaram uniliteralmente a corrida aos armamentos com o projecto anunciado de colocação de sistemas anti - mísseis na Polónia e eventualmente no Médio Oriente. As razões anunciadas prendem-se com o programa nuclear do Irão.
O absurdo da questão está no uniliteralismo da acção proposta, ou seja -Quer queiram ou não NÓS vamos proteger-vos da vossa santa ingenuidade e da vossa cegueira de não verem que o Irão planeia invadir todo o Médio Oriente e quem sabe também a Europa-
A chantagem é evidente e prende-se com a posição insustentável em que vai colocar a Rússia, obrigado a reagir com um novo programa militar em busca do equilíbrio desfeito e como é evidente incomodar os seus vizinhos europeus acusados pelos USA de pouca pressão sobre o Irão.
Essa incomodidade de ver a Rússia a rearmar-se OBRIGARÁ a Europa a reagir. Como o fará é que estaremos cá para ver.
É que a estratégia política americana não tem NADA que ver com o sentido profundo da política europeia. A América para a Europa deverá ser sòmente um mercado priviligeado, mais nada. Já NÃO é, definitivamente um Império, e a sua ambição expansionista terá de se apoiar na sua economia, cultura, humanismo e direitos humanos.
Já teve o seu tempo de aventuras militares e não deverá ser arrastada por uma Administração criminosa para o masoquismo paranóico da política de canhoneira dos USA.
Haja, pois bom senso e coragem de recusar com firmeza que a nossa ainda incipiente ( eles contam com isso ) politica externa tenha BUSH no comando.
quarta-feira, abril 25, 2007
VIVA O 25 DE ABRIL - SEMPRE!
MASSACRE em Virgínia
Que um homem " se passe " de vez em quando com o que a realidade, imaginária ou não lhe apresenta, acontece a cada nanosegundo por todo o planeta. Acontece que se a esssa loucura temporária se acrescentasse meios de destruição, vulgo armas, as consequências não seriam tão temporárias.
É essa diferença que existe entre uma sociedade armada e outras que não o são.
Os USA são uma sociedade armada até aos dentes porque a sua indústria de Defesa ( !!!? ) o exige, tanto no plano interno contra os seus próprios cidadãos, como no plano externo para os Outros, que são o resto do mundo.
E é essa a " real expressão " desta chacina, que infelizmente se repetirá.
MASSACRE em Virgínia
Que um homem " se passe " de vez em quando com o que a realidade, imaginária ou não lhe apresenta, acontece a cada nanosegundo por todo o planeta. Acontece que se a esssa loucura temporária se acrescentasse meios de destruição, vulgo armas, as consequências não seriam tão temporárias.
É essa diferença que existe entre uma sociedade armada e outras que não o são.
Os USA são uma sociedade armada até aos dentes porque a sua indústria de Defesa ( !!!? ) o exige, tanto no plano interno contra os seus próprios cidadãos, como no plano externo para os Outros, que são o resto do mundo.
E é essa a " real expressão " desta chacina, que infelizmente se repetirá.
sexta-feira, abril 20, 2007
... Além disso, no caminho da coragem, quem é valente por natureza pensará que nada lhe custa entrar em combate e expôr - se ao disparo de flechas e balas... O código do Samurai - DAIDOJI YUZAN
Em nenhum País da Europa, creio eu, a telenovela sobre a barbárie que se abateu, insane por motivos de interesse nacional, sobre o Primeiro- Ministro, faria sentido, quanto mais não fosse pela mesquinhez do assunto e do falhanço do alvo.
Só em Portugal é que um licenciado não pode usar o título sem estar inscrito nas Ordens, ou seja, nos sindicatos corporativos das " elites ".
Suponho que a própria natureza do português chico esperto e velhaco, terá levado à criação desses, no fim de contas, órgãos de controlo do exercício de actividades por competências formalmente registadas. Por mim, tudo bem.
Não ouvi ninguém levantar a questão sobre as " autoridades académicas " que permitiram que políticos no limbo da oposição, como Marques Mendes, Santana Lopes, Maria Elisa, e eu sei lá quem mais, leccionassem em Universidades privadas. A capacidade pedagógica para tal, sempre foi menosprezada nas Universidades e Escolas Secundárias de Portugal, que por terem tantos professores ( !!!? ) incompetentes, lançam cá para fora uma chusma de clones cívicamente irresponsáveis, culturalmente débeis, moralmente trôpegos e arrogantemente invejosos que só imaginam o sucesso cavalgandeo as ondas da inveja e despudor.
Foi essa gente que tentou sitiar o cidadão Sócrates que foi eleito Primeiro Ministro deste País e que até ver o será por muuuuuuito tempo, queira ele, porque apesar das nossas queixas pessoais, sentimos que ele está a governar bem e a fazer o que tem de ser feito para " endireitar " de vez esta negligente NAÇÃO.
A polémica cor - de - rosa foi vendável como o problema renal da CINHA, mas a CRETINICE, essa ficará com quem a pregou e com aqueles que a alimentaram, uns por desfastio, outros por manifesta incapacidade política.
" Quem não se perder na vida, esse é de verdade UMA CABEÇA CLARA " - Ortega
Em nenhum País da Europa, creio eu, a telenovela sobre a barbárie que se abateu, insane por motivos de interesse nacional, sobre o Primeiro- Ministro, faria sentido, quanto mais não fosse pela mesquinhez do assunto e do falhanço do alvo.
Só em Portugal é que um licenciado não pode usar o título sem estar inscrito nas Ordens, ou seja, nos sindicatos corporativos das " elites ".
Suponho que a própria natureza do português chico esperto e velhaco, terá levado à criação desses, no fim de contas, órgãos de controlo do exercício de actividades por competências formalmente registadas. Por mim, tudo bem.
Não ouvi ninguém levantar a questão sobre as " autoridades académicas " que permitiram que políticos no limbo da oposição, como Marques Mendes, Santana Lopes, Maria Elisa, e eu sei lá quem mais, leccionassem em Universidades privadas. A capacidade pedagógica para tal, sempre foi menosprezada nas Universidades e Escolas Secundárias de Portugal, que por terem tantos professores ( !!!? ) incompetentes, lançam cá para fora uma chusma de clones cívicamente irresponsáveis, culturalmente débeis, moralmente trôpegos e arrogantemente invejosos que só imaginam o sucesso cavalgandeo as ondas da inveja e despudor.
Foi essa gente que tentou sitiar o cidadão Sócrates que foi eleito Primeiro Ministro deste País e que até ver o será por muuuuuuito tempo, queira ele, porque apesar das nossas queixas pessoais, sentimos que ele está a governar bem e a fazer o que tem de ser feito para " endireitar " de vez esta negligente NAÇÃO.
A polémica cor - de - rosa foi vendável como o problema renal da CINHA, mas a CRETINICE, essa ficará com quem a pregou e com aqueles que a alimentaram, uns por desfastio, outros por manifesta incapacidade política.
" Quem não se perder na vida, esse é de verdade UMA CABEÇA CLARA " - Ortega
sábado, abril 14, 2007
CONHECEMOS AS COISAS, NÃO COMO SÃO, MAS APENAS COMO NOS APARECEM ( !!!? ) - KANT ( a interrogação é minha )
No rescaldo de uma falsa polémica que ainda vai alimentar os corredores da nossa intelectualidade pequeno - burguesa por uns tempos, fica-me a surpresa de redescobrir que, de facto, este País mereceu a realidade de ter SALAZAR como o melhor deles, deles, a mentalidade mesquinha do mestre.
O País de "doutores" acordou espantado ao descobrir que tem milhares de doutores, engos., professores-doutores e quejandos que se deixavam tratar como se o fossem por milhões de portugueses que os lisonjeavam como tais.
Essa prática longínqua e até hoje corriqueira na sociedade portuguesa sofreu um abalo espectacular provocado por um ressabiado cidadão. O homem que os governa com uma competência e raro arrojo afinal NÂO é um deles. Coitado... o homem afinal é um pobre " licenciado " em engenharia que se deixa tratar por ENGENHEIRO CIVIL.
OH escândalo! OH infâmia! OH perfídia! OH vergonha nacional!
Passada a revolta sobrevém o regozijo de cravar os dentes na carne vulnerável. E eis que um rebanho de medíocres comentadores, mediocres títeres de cordel, medíocres opinadores, mediocres e ressabiados jornalistas cuja especialidade é a chafurdice que os neurónios não dão para mais, se atropelam à volta do suposto festim que lhes mantinha a distância que eles mereciam.
A maioria dos portugueses interpelados, ou seja a RUA, entendeu perfeitamente essa luta de classes que ainda se mantém para além da manifesta hipocrisia pequeno - burguesa que nos sustenta. Entendeu que os DOUTORES e lacaios querem deitar abaixo um dos deles, que aparentemente errou, vitimado talvez pela mesma mentalidade do PAÍS.
E eu também os entendo!
No rescaldo de uma falsa polémica que ainda vai alimentar os corredores da nossa intelectualidade pequeno - burguesa por uns tempos, fica-me a surpresa de redescobrir que, de facto, este País mereceu a realidade de ter SALAZAR como o melhor deles, deles, a mentalidade mesquinha do mestre.
O País de "doutores" acordou espantado ao descobrir que tem milhares de doutores, engos., professores-doutores e quejandos que se deixavam tratar como se o fossem por milhões de portugueses que os lisonjeavam como tais.
Essa prática longínqua e até hoje corriqueira na sociedade portuguesa sofreu um abalo espectacular provocado por um ressabiado cidadão. O homem que os governa com uma competência e raro arrojo afinal NÂO é um deles. Coitado... o homem afinal é um pobre " licenciado " em engenharia que se deixa tratar por ENGENHEIRO CIVIL.
OH escândalo! OH infâmia! OH perfídia! OH vergonha nacional!
Passada a revolta sobrevém o regozijo de cravar os dentes na carne vulnerável. E eis que um rebanho de medíocres comentadores, mediocres títeres de cordel, medíocres opinadores, mediocres e ressabiados jornalistas cuja especialidade é a chafurdice que os neurónios não dão para mais, se atropelam à volta do suposto festim que lhes mantinha a distância que eles mereciam.
A maioria dos portugueses interpelados, ou seja a RUA, entendeu perfeitamente essa luta de classes que ainda se mantém para além da manifesta hipocrisia pequeno - burguesa que nos sustenta. Entendeu que os DOUTORES e lacaios querem deitar abaixo um dos deles, que aparentemente errou, vitimado talvez pela mesma mentalidade do PAÍS.
E eu também os entendo!
domingo, abril 08, 2007
quinta-feira, abril 05, 2007
DISCORRENDO...
No rescaldo da eleição de Salazar como o Grande Português , Pedro Magalhães, politólogo, no " Público " de 2/4, criticava, por um lado o horror que aparentemente a eleição do tiranete provocou em algumas almas pensantes e ao mesmo tempo a ligeireza de passar em claro uma democracia de mais de trinta anos sem sobressaltos no que concerne à adesão do povo português à bondade do dito.
Em Portugal, qualquer manifestação politicamente incorrecta ( o que for que isto seja ) , seja ela xenófoba, racista, proto- fascista ou simplesmente imbecil, debitada por punhado de indivíduos é grosseiramente ampliada e publicitada como se de repente tudo tivesse sido em vão e o pobre povo, abalado nas suas precárias convicções,corresse o risco de instantâneamente aderir à boçalidade.
No fim das suas reflexões deixa a pergunta e o reparo: " Quando as elites intelectuais ( então e as outras, pergunto eu) de um país acham que o povo desse país é no fundo , um bocado estúpido, até que ponto podem elas próprias ser, digamos, sinceramente democráticas? "
E eu respondo: - NÃO O SÃO!
A Democracia, mais do que um sistema político, deverá ser um estado de alma, produto genuíno não só de uma evolução espiritual, cultural e económico de uma sociedade mas também portadora de uma solidariedade tal que a própria dimensão e concepção de " elites " não tivesse lugar.
Ora, como esta Democracia, a única verdadeira, não existe em parte algum e é aparentemente incapaz de se realizar com a espécie humana, contentamo-nos a exigi-LA ùnicamente no Estado, com a sua mitológica igualdade de direitos, não nas nossas vidas e nas diferenças que exigimos SER.
Queremos, em suma, uma Democracia biológica onde a LEI do mais forte se exerça com as armas que nós escolhemos.
O resto, que é TUDO, é de uma GRANDE HIPOCRISIA, típicamente burguesa, que se manifesta em todos os níveis da sua actividade, da linguagem ao sexo, da caridadezinha à ganância, da preocupação humanitária à carnificina.
No rescaldo da eleição de Salazar como o Grande Português , Pedro Magalhães, politólogo, no " Público " de 2/4, criticava, por um lado o horror que aparentemente a eleição do tiranete provocou em algumas almas pensantes e ao mesmo tempo a ligeireza de passar em claro uma democracia de mais de trinta anos sem sobressaltos no que concerne à adesão do povo português à bondade do dito.
Em Portugal, qualquer manifestação politicamente incorrecta ( o que for que isto seja ) , seja ela xenófoba, racista, proto- fascista ou simplesmente imbecil, debitada por punhado de indivíduos é grosseiramente ampliada e publicitada como se de repente tudo tivesse sido em vão e o pobre povo, abalado nas suas precárias convicções,corresse o risco de instantâneamente aderir à boçalidade.
No fim das suas reflexões deixa a pergunta e o reparo: " Quando as elites intelectuais ( então e as outras, pergunto eu) de um país acham que o povo desse país é no fundo , um bocado estúpido, até que ponto podem elas próprias ser, digamos, sinceramente democráticas? "
E eu respondo: - NÃO O SÃO!
A Democracia, mais do que um sistema político, deverá ser um estado de alma, produto genuíno não só de uma evolução espiritual, cultural e económico de uma sociedade mas também portadora de uma solidariedade tal que a própria dimensão e concepção de " elites " não tivesse lugar.
Ora, como esta Democracia, a única verdadeira, não existe em parte algum e é aparentemente incapaz de se realizar com a espécie humana, contentamo-nos a exigi-LA ùnicamente no Estado, com a sua mitológica igualdade de direitos, não nas nossas vidas e nas diferenças que exigimos SER.
Queremos, em suma, uma Democracia biológica onde a LEI do mais forte se exerça com as armas que nós escolhemos.
O resto, que é TUDO, é de uma GRANDE HIPOCRISIA, típicamente burguesa, que se manifesta em todos os níveis da sua actividade, da linguagem ao sexo, da caridadezinha à ganância, da preocupação humanitária à carnificina.
sexta-feira, março 30, 2007
Portugal 1 Sérvia 1
Bem... não se pode dizer que tivesse sido um grande jogo. Foi assim assim e muito por culpa de um indisfarçável cansaço das nossas estrelas, da " tremideira " do Scolari a jogar para o empate e da falta de ânimo dos sérvios.
Valeu pelo resultado e pela má atitude do treinador. E já não é a primeira vez que ele refreia a ambição da nossa selecção. Até ver teve sorte.
Bem... não se pode dizer que tivesse sido um grande jogo. Foi assim assim e muito por culpa de um indisfarçável cansaço das nossas estrelas, da " tremideira " do Scolari a jogar para o empate e da falta de ânimo dos sérvios.
Valeu pelo resultado e pela má atitude do treinador. E já não é a primeira vez que ele refreia a ambição da nossa selecção. Até ver teve sorte.
sábado, março 24, 2007
sexta-feira, março 16, 2007
AI O GLORIOSO!...
A pé- coxinho lá passámos para os quartos.
Já agora, não há um psicólogo no departamrnto médico do Benfica? Caso não haja, acho que está a tornar-se urgente a sua contratação para uma análisede grupo e de passagem tentar descortinar as razões dos " arrepios " de que alguns jogadores já estão a sofrer há já um tempo.
A pé- coxinho lá passámos para os quartos.
Já agora, não há um psicólogo no departamrnto médico do Benfica? Caso não haja, acho que está a tornar-se urgente a sua contratação para uma análisede grupo e de passagem tentar descortinar as razões dos " arrepios " de que alguns jogadores já estão a sofrer há já um tempo.
Da necessidade da " morenização " dos Europeus
Nunca como hoje a expressão" Velha Europa " teve tanto significado como nos dias que correm.
Já não bastava o seu envelhecimento intelectual patente no vazio da sua estéril produção literária e artístia, apesar da enormidade de títulos e o ataque insano à sua harmonização social em nome de uma globalização ( que só podia ter tido origem no povo mais estúpido do mundo - ai os genes coloniais!!! ) e agora surgem notícias alarmantes sobre uma galopante disgenesia, que para mim só uma acelerada mestiçagem será capaz de travar.
Vejamos: segundo um estudo a publicar ( dados de Destak ) pela British Medical Journal, a qualidade do sémen dos europeus reduziu, assim como a sua quantidade, em 50% .
Já não bastava aos jovens casais reduzir voluntáriamente a prole ou mesmo adiar para mais tarde a sua chegada, como viram, tarde demais, reduzidas para metade a possibilidade de procriarem, ao ponto de já se dizer que na Europa, nomeadamente em Portugal, os bébés se tornaram graças divinas.
Por outro lado temos a África que apesar de assolada pela mortandade infantil e pelos recorrentes massacres da sua jovem população, consegue ter perto de 70% da sua população com idade inferior a 25 anos. É caso para dizer, passe a enormidade que isso parece soar agora, que o futuro da especie recomeçará em África onde tudo começou.
I have a dream!
Nunca como hoje a expressão" Velha Europa " teve tanto significado como nos dias que correm.
Já não bastava o seu envelhecimento intelectual patente no vazio da sua estéril produção literária e artístia, apesar da enormidade de títulos e o ataque insano à sua harmonização social em nome de uma globalização ( que só podia ter tido origem no povo mais estúpido do mundo - ai os genes coloniais!!! ) e agora surgem notícias alarmantes sobre uma galopante disgenesia, que para mim só uma acelerada mestiçagem será capaz de travar.
Vejamos: segundo um estudo a publicar ( dados de Destak ) pela British Medical Journal, a qualidade do sémen dos europeus reduziu, assim como a sua quantidade, em 50% .
Já não bastava aos jovens casais reduzir voluntáriamente a prole ou mesmo adiar para mais tarde a sua chegada, como viram, tarde demais, reduzidas para metade a possibilidade de procriarem, ao ponto de já se dizer que na Europa, nomeadamente em Portugal, os bébés se tornaram graças divinas.
Por outro lado temos a África que apesar de assolada pela mortandade infantil e pelos recorrentes massacres da sua jovem população, consegue ter perto de 70% da sua população com idade inferior a 25 anos. É caso para dizer, passe a enormidade que isso parece soar agora, que o futuro da especie recomeçará em África onde tudo começou.
I have a dream!
sexta-feira, março 02, 2007
Ainda ando por aqui...
Confesso um aparente afastamento deste lugar e um certo alheamento sobre o que por aí vai. A culpa tem sido dos livros, esses companheiros de sempre a que recorro quando preciso de uma certa paz espiritual. Infelizmente, ou talvez não, abandonei de há muito a leitura de romances que de emoções, do conhecimento da natureza humana, das suas falências e da sua infatigável luta pela compreensão do outro, do Amor em suma, tenho a vida real para Ler.
A racionalidade, a sua aplicação ou a sua ausência na resolução dos problemas do Homem, atiraram-me de há muito à leitura de ensaios de toda a espécie. A persistente frustração da incapacidade dos intelectuais de, para além da sua interpretação crítica do real, apresentarem linhas de acção política tende a tornar-se numa maldição que a sua própria relativização do real despiu de credibilidade na sua origem.
Presos nessa deriva existencial de um mundo globalizado, num charco fedendo a putrefacção, quase que só resta para a nossa felicidade ser completa, o abandono da civilização e partir para uma ilha deserta.
O diabo é que nós não fomos feitos para a solidão. A realidade corrompe quase sempre as mais brilhante criações do Homem a nível ideológico e recusa a perfeição A.Paraíso, o que não abona em nada a imagem do nosso Criador. Se pelo contrário somos ùnicamente filhos da Natureza está tudo explicado, mormente a IMPOTÊNCIA na mudança da natureza humana.
Confesso um aparente afastamento deste lugar e um certo alheamento sobre o que por aí vai. A culpa tem sido dos livros, esses companheiros de sempre a que recorro quando preciso de uma certa paz espiritual. Infelizmente, ou talvez não, abandonei de há muito a leitura de romances que de emoções, do conhecimento da natureza humana, das suas falências e da sua infatigável luta pela compreensão do outro, do Amor em suma, tenho a vida real para Ler.
A racionalidade, a sua aplicação ou a sua ausência na resolução dos problemas do Homem, atiraram-me de há muito à leitura de ensaios de toda a espécie. A persistente frustração da incapacidade dos intelectuais de, para além da sua interpretação crítica do real, apresentarem linhas de acção política tende a tornar-se numa maldição que a sua própria relativização do real despiu de credibilidade na sua origem.
Presos nessa deriva existencial de um mundo globalizado, num charco fedendo a putrefacção, quase que só resta para a nossa felicidade ser completa, o abandono da civilização e partir para uma ilha deserta.
O diabo é que nós não fomos feitos para a solidão. A realidade corrompe quase sempre as mais brilhante criações do Homem a nível ideológico e recusa a perfeição A.Paraíso, o que não abona em nada a imagem do nosso Criador. Se pelo contrário somos ùnicamente filhos da Natureza está tudo explicado, mormente a IMPOTÊNCIA na mudança da natureza humana.
sexta-feira, fevereiro 23, 2007
BENFICA... e os equívocos de F. Santos
" Ao intervalo sabia que o jogo ia mudar " - F. Santos
É claro que o jogo iria mudar já que só um cego não veria o subaproveitamento do melhor jogador do plantel - Simão - na ocupação de um espaço que não é dele e a exercer uma função onde as suas características de desiquilibrador se perdem.
Se o treinador não tivesse emendado a mão, não mereceria treinar o Glorioso.
Tudo mudou quando os jogadores ocuparam os lugares que são deles e as coisas se tornaram fáceis.
Espero que lhe tenha servido de lição para o futuro.
Nesta equipa do Benfica parece-me por vezes que o plantel é mais ambicioso do que o seu treinador. Valha-nos isso.
" Ao intervalo sabia que o jogo ia mudar " - F. Santos
É claro que o jogo iria mudar já que só um cego não veria o subaproveitamento do melhor jogador do plantel - Simão - na ocupação de um espaço que não é dele e a exercer uma função onde as suas características de desiquilibrador se perdem.
Se o treinador não tivesse emendado a mão, não mereceria treinar o Glorioso.
Tudo mudou quando os jogadores ocuparam os lugares que são deles e as coisas se tornaram fáceis.
Espero que lhe tenha servido de lição para o futuro.
Nesta equipa do Benfica parece-me por vezes que o plantel é mais ambicioso do que o seu treinador. Valha-nos isso.
domingo, fevereiro 18, 2007
Da natureza humana...
A aquisição de conhecimento sempre foi um processo doloroso pelo trabalho intelectual que ela exige. A alegria que lhe devia estar associada tem-se tornado, nos dias que correm numa angústia irrepremível devido ao desconhecimento do destino e utilização a dar-lhe.
A responsabilidade social da tomada de consciência que deriva do saber, associada a um sentimento de impotência, " malgré " a denúncia, está a criar um mundo esquizofrénico quando não cínico na aceitação do relativismo exacerbado do real.
Ao " O MUNDO É ASSIM " conformista e abúlico, os intelectuais estrebucham na sua inacção vegetativa.
Que saudades dos surrealistas!!!
Dentro desta deriva e vazio existencial com a inércia a funcionar de locomotiva não admira o quase fascínio pelas guerras que por aí se travam em nome da IDEOLOGIA, entretanto morta no Ocidente. Religiosas até ver, mas portadoras de uma convicção que não deixa espaço à relativização de conceitos e valores. É essa força ideológica nos outros que nos confunde, atordoa e sobreleva uma espiritualidade perdida que não foi preenchida por NADA.
Entretanto, só a proximidade da Morte, olhos nos olhos. ainda consegue libertar-nos por breves instantes do estupor. Nada demais para os que com um clic apagam a angústia e para aqueles conformistas da inevitabilidade. Para aqueles cuja carregada culpa existencial se resolve no gozo que a sua estupidez lhe permite da visão da desgraça alheia a solução dos problemas está na alarvidade.
É evidente que hoje estou em dia-NÃO.
A aquisição de conhecimento sempre foi um processo doloroso pelo trabalho intelectual que ela exige. A alegria que lhe devia estar associada tem-se tornado, nos dias que correm numa angústia irrepremível devido ao desconhecimento do destino e utilização a dar-lhe.
A responsabilidade social da tomada de consciência que deriva do saber, associada a um sentimento de impotência, " malgré " a denúncia, está a criar um mundo esquizofrénico quando não cínico na aceitação do relativismo exacerbado do real.
Ao " O MUNDO É ASSIM " conformista e abúlico, os intelectuais estrebucham na sua inacção vegetativa.
Que saudades dos surrealistas!!!
Dentro desta deriva e vazio existencial com a inércia a funcionar de locomotiva não admira o quase fascínio pelas guerras que por aí se travam em nome da IDEOLOGIA, entretanto morta no Ocidente. Religiosas até ver, mas portadoras de uma convicção que não deixa espaço à relativização de conceitos e valores. É essa força ideológica nos outros que nos confunde, atordoa e sobreleva uma espiritualidade perdida que não foi preenchida por NADA.
Entretanto, só a proximidade da Morte, olhos nos olhos. ainda consegue libertar-nos por breves instantes do estupor. Nada demais para os que com um clic apagam a angústia e para aqueles conformistas da inevitabilidade. Para aqueles cuja carregada culpa existencial se resolve no gozo que a sua estupidez lhe permite da visão da desgraça alheia a solução dos problemas está na alarvidade.
É evidente que hoje estou em dia-NÃO.
terça-feira, fevereiro 13, 2007
ABORTO a posteriori
Se a Razão não me tivesse ajudado a votar sim à despenalização nos estreitos limites que a Lei e a minha consciência aceitaram, ter- me -ia abstido de votar.
Acabei de receber um e - mail da campanha Pela Vida acompanhado de um obsceno texto e não menos obscenas imagens de um feto esquartejado. A má fé contida nessa intenção de chocar é de uma hipocrisia que raia a demência.
Ainda bem que votei pela despenalização até às dez semanas. Não gostaria de fazer parte do grupo que produziu esse texto e publicou essas imagens.
Se a Razão não me tivesse ajudado a votar sim à despenalização nos estreitos limites que a Lei e a minha consciência aceitaram, ter- me -ia abstido de votar.
Acabei de receber um e - mail da campanha Pela Vida acompanhado de um obsceno texto e não menos obscenas imagens de um feto esquartejado. A má fé contida nessa intenção de chocar é de uma hipocrisia que raia a demência.
Ainda bem que votei pela despenalização até às dez semanas. Não gostaria de fazer parte do grupo que produziu esse texto e publicou essas imagens.
A OBSCENIDADE FEITA NORMALIDADE
Se houvesse algo que melhor definisse o imoral desiquilíbrio económico que existe entre as Nações e dentro das sociedades em geral, a prática do entretenimento de massas como o maior gerador de riqueza, melhor dizendo, de dinheiro, a notícia de que C. Ronaldo ( poderia ser outro atleta, evidentemente ) vai passar a ter um rendimento de 900 mil euros mensais, é a prova disso.
Vejamos:
A Bola de hoje fez um apanhado dos rendimentos dos desportistas milionários
Schumacher 40 milhões euros / ano antes de abandonar a F1 e 20 milhões
actuais só de publicidade / ano
Sharapova 20 milhões euros / ano e 15 milhões em publicidade / ano
Beckam 38 milhões euros / ano e 30 milhões em publicidade / ano
Tiger Woods 70 milhões euros / ano sem contar com a publicidade
Alex Rodriguez a sua transferência envolveu verbas na ordem de 252 milhões euros
Michael Jordan 35 milhões euros / ano só em publicidade
Dando de barato que as receitas que esses desportistas geram na economia de um País ( a revista Fortune, cito, calculou em 10 mil milhões o impacto da carreira de M. Jordan na economia dos USA ) , a imoralidade desses lucros É UM INSULTO MONSTRUOSO para o resto do planeta.
Pensar que esse dinheiro em roda livre que o Desporto gera é derivado de uma piramidal MAIS VALIA sacada aos trabalhadores em geral e à alienação glogalizada, quase hipnótica, que associada aos Media lhe deu origem, torna-se quase repugnante a apologia do Liberalismo como a solução para os problemas do planeta.
Se calhar não há problema nenhum e só os idiotas se preocupam com essas coisas tão fora de moda.
Se houvesse algo que melhor definisse o imoral desiquilíbrio económico que existe entre as Nações e dentro das sociedades em geral, a prática do entretenimento de massas como o maior gerador de riqueza, melhor dizendo, de dinheiro, a notícia de que C. Ronaldo ( poderia ser outro atleta, evidentemente ) vai passar a ter um rendimento de 900 mil euros mensais, é a prova disso.
Vejamos:
A Bola de hoje fez um apanhado dos rendimentos dos desportistas milionários
Schumacher 40 milhões euros / ano antes de abandonar a F1 e 20 milhões
actuais só de publicidade / ano
Sharapova 20 milhões euros / ano e 15 milhões em publicidade / ano
Beckam 38 milhões euros / ano e 30 milhões em publicidade / ano
Tiger Woods 70 milhões euros / ano sem contar com a publicidade
Alex Rodriguez a sua transferência envolveu verbas na ordem de 252 milhões euros
Michael Jordan 35 milhões euros / ano só em publicidade
Dando de barato que as receitas que esses desportistas geram na economia de um País ( a revista Fortune, cito, calculou em 10 mil milhões o impacto da carreira de M. Jordan na economia dos USA ) , a imoralidade desses lucros É UM INSULTO MONSTRUOSO para o resto do planeta.
Pensar que esse dinheiro em roda livre que o Desporto gera é derivado de uma piramidal MAIS VALIA sacada aos trabalhadores em geral e à alienação glogalizada, quase hipnótica, que associada aos Media lhe deu origem, torna-se quase repugnante a apologia do Liberalismo como a solução para os problemas do planeta.
Se calhar não há problema nenhum e só os idiotas se preocupam com essas coisas tão fora de moda.
domingo, fevereiro 11, 2007
domingo, fevereiro 04, 2007
A SAÚDE EM PORTUGAL
Confesso que tudo o que tenho lido sobre a politica do Governo nesta matéria me tem assustado.
Deixo a palavra aos profissionais desta área que com insistência nos têm alertado para o que por aí vai de tonteira ou de uma estratégia definida, em termos tais que não parecem ter o intuito de preservar o que todas as sociedas modernas têm lutado por obter- um serviço universal de saúde.
Não posso deixar de assinalar o que www.africaminha.blogspot.com tem insistentemente trazido ao conhecimento de quem o procura sobre esta matéria e que me tem permitido como leigo, mas não desatento estar permanentemente informado sobre o desmantelamento quse cínico do que tanto trabalho deu a criar e a aperfeiçoar.
Só que ainda não consegui vislumbrar o PORQUÊ dessa sanha aparentemente acobertada sobre belas palavras de eficácia por parte do ministro da Saúde e por outro lado por que destruir o que os outros tão arduamente acalentam?
Confesso que tudo o que tenho lido sobre a politica do Governo nesta matéria me tem assustado.
Deixo a palavra aos profissionais desta área que com insistência nos têm alertado para o que por aí vai de tonteira ou de uma estratégia definida, em termos tais que não parecem ter o intuito de preservar o que todas as sociedas modernas têm lutado por obter- um serviço universal de saúde.
Não posso deixar de assinalar o que www.africaminha.blogspot.com tem insistentemente trazido ao conhecimento de quem o procura sobre esta matéria e que me tem permitido como leigo, mas não desatento estar permanentemente informado sobre o desmantelamento quse cínico do que tanto trabalho deu a criar e a aperfeiçoar.
Só que ainda não consegui vislumbrar o PORQUÊ dessa sanha aparentemente acobertada sobre belas palavras de eficácia por parte do ministro da Saúde e por outro lado por que destruir o que os outros tão arduamente acalentam?
ABORTO II
Foi-me impossível não voltar a este tema, pela mesma razão porque acho que, quer se queira ou não a discussão está eivada de má- fé.
Para começar, a pergunta do referendo é suficientemente clara nos seus propósitos e na sua formulação. Ao mesmo tempo que " protege " a liberdade da mulher e do casal já agora, dá-lhes um tempo de reflexão que lhes permita DECIDIR se querem ter o filho que geraram. Se o tempo de reflexão é curto ou longo é outro assunto que outros Estados resolveram à sua maneira aumentando-o para 20 ou mesmo 24 semanas. O motivo desta moratória prende-se naturalmente com um conceito até hoje não definido dos direitos do embrião, feto,criança, etc, que fez com que a liberdade, sempre regulada nas sociedades democráticas não se sobrepussesse sobre o direito da Vida, de cuja existência intuímos sem a conseguir formatar em termos jurídicos.
É evidente que a banalização contemporânea da Vida e da Morte entra nessa discussão e não vale a pena tentar uniformizar o que marca indelèvelmente a raça humana - a Liberdade. Só que essa liberdade foi a razão da necessidade de nos juntarmos em sociedade, obedecendo às leis que os Governos por nós empossados vão definindo.
Tudo isso para dizer que o bom senso de abortar ou não, com ou sem razões individualmente válidas só poderá ser enquadrado pela LEI. Mas QUAL DEVERÁ SER O PRAZO DO BOM SENSO!!!? E quem definirá isso? O Estado? A consciência individual em referendo?
Pois é.. por isso ser uma matéria de consciência, também ela matéria de legislação que não da Ciência ou da Religião eu, indivíduo adulto do sexo masculino com 59 anos, com dois filhos , uma neta, ateu, políticamente desenquadrado, éticamente formado, amante da LIBERDADE, me abstenho de ir votar. E porquê?
Porque ainda me interrogo... e o tempo que me resta será talvez insufuciente para votar em consciência.
Foi-me impossível não voltar a este tema, pela mesma razão porque acho que, quer se queira ou não a discussão está eivada de má- fé.
Para começar, a pergunta do referendo é suficientemente clara nos seus propósitos e na sua formulação. Ao mesmo tempo que " protege " a liberdade da mulher e do casal já agora, dá-lhes um tempo de reflexão que lhes permita DECIDIR se querem ter o filho que geraram. Se o tempo de reflexão é curto ou longo é outro assunto que outros Estados resolveram à sua maneira aumentando-o para 20 ou mesmo 24 semanas. O motivo desta moratória prende-se naturalmente com um conceito até hoje não definido dos direitos do embrião, feto,criança, etc, que fez com que a liberdade, sempre regulada nas sociedades democráticas não se sobrepussesse sobre o direito da Vida, de cuja existência intuímos sem a conseguir formatar em termos jurídicos.
É evidente que a banalização contemporânea da Vida e da Morte entra nessa discussão e não vale a pena tentar uniformizar o que marca indelèvelmente a raça humana - a Liberdade. Só que essa liberdade foi a razão da necessidade de nos juntarmos em sociedade, obedecendo às leis que os Governos por nós empossados vão definindo.
Tudo isso para dizer que o bom senso de abortar ou não, com ou sem razões individualmente válidas só poderá ser enquadrado pela LEI. Mas QUAL DEVERÁ SER O PRAZO DO BOM SENSO!!!? E quem definirá isso? O Estado? A consciência individual em referendo?
Pois é.. por isso ser uma matéria de consciência, também ela matéria de legislação que não da Ciência ou da Religião eu, indivíduo adulto do sexo masculino com 59 anos, com dois filhos , uma neta, ateu, políticamente desenquadrado, éticamente formado, amante da LIBERDADE, me abstenho de ir votar. E porquê?
Porque ainda me interrogo... e o tempo que me resta será talvez insufuciente para votar em consciência.
sábado, fevereiro 03, 2007
SPORTING 5 - NACIONAL 1
Valeu o jogo que foi emocionante até o árbitro começar a desvirtuar todo o esforço do Nacional.
O primeiro golo do Sporting foi obtido a partir de uma falta tão evidente que até um cego a teria visto. Isso para não falar do primeiro empurrão dado aos lagartos na marcação de um penalty que só um apanha bolas de Alvalade teria o desplante de assinalar.
Pois é: o que eu queria dizer é que nada como uma boa ajudinha para compôr as coisas.
Se o futebol fosse um balancete de méritos o Benfica teria dado 5 ao Boavista ontem e o Sporting teria ganho o jogo de hoje, já que foi evidente a sua superioridade sobre o Nacional.
O resultado final consegue disfarçar a grande ajuda que lhe foi proporcionado até obter o empate. A partir daí o Nacional descompôs-se e foi o que se viu. Enfim...tivemos um bom jogo " envenenado " por uma arbitragem MUITO caseira e que se calhar o Sporting nem precisasse.
O Jesualdo irá pedir uma investigação do jogo com o Estrela!!!?
Valeu o jogo que foi emocionante até o árbitro começar a desvirtuar todo o esforço do Nacional.
O primeiro golo do Sporting foi obtido a partir de uma falta tão evidente que até um cego a teria visto. Isso para não falar do primeiro empurrão dado aos lagartos na marcação de um penalty que só um apanha bolas de Alvalade teria o desplante de assinalar.
Pois é: o que eu queria dizer é que nada como uma boa ajudinha para compôr as coisas.
Se o futebol fosse um balancete de méritos o Benfica teria dado 5 ao Boavista ontem e o Sporting teria ganho o jogo de hoje, já que foi evidente a sua superioridade sobre o Nacional.
O resultado final consegue disfarçar a grande ajuda que lhe foi proporcionado até obter o empate. A partir daí o Nacional descompôs-se e foi o que se viu. Enfim...tivemos um bom jogo " envenenado " por uma arbitragem MUITO caseira e que se calhar o Sporting nem precisasse.
O Jesualdo irá pedir uma investigação do jogo com o Estrela!!!?
BENFICA 0 - BOAVISTA 0
Ontem perdemos de vez possibilidade de ganharmos o campeonato, não pelo resultado em si, mas pela incompleta inoperância junto da baliza do William, que de resto esteve imparável.
Exceptuando Nélson e Mantorras, TODOS os jogadores falharam oportunidades criadas de golo, a começar pelo Nuno Gomes, o mais inútil ponta de lança deste campeonato. Em cada jogo que passa a sua incapacidade e inutilidade naquela posição tem-se refinado. Uma lástima, em suma.
Não há falta de sorte que explique a excelente e esmagadora exibição do Benfica ontem. Não ganhámos por PURA AZELHICE e quando assim é o castigo é merecido.
Ontem perdemos de vez possibilidade de ganharmos o campeonato, não pelo resultado em si, mas pela incompleta inoperância junto da baliza do William, que de resto esteve imparável.
Exceptuando Nélson e Mantorras, TODOS os jogadores falharam oportunidades criadas de golo, a começar pelo Nuno Gomes, o mais inútil ponta de lança deste campeonato. Em cada jogo que passa a sua incapacidade e inutilidade naquela posição tem-se refinado. Uma lástima, em suma.
Não há falta de sorte que explique a excelente e esmagadora exibição do Benfica ontem. Não ganhámos por PURA AZELHICE e quando assim é o castigo é merecido.
quinta-feira, fevereiro 01, 2007
ELEIÇÕES AMERICANAS
Vem aì a nomeação do candidato do Partido Democrata à presidência dos USA e confesso que a perspectiva da análise política e social das motivações dos eleitores a essa nomeação e posteriormente às eleições para a Presidência do mais poderoso país do planeta é fascinante.
De um lado temos um senador negro de Illinois, de seu nome Barack Obama e do outro Hillary Clinton.
Nunca houve na História dos States um Presidente negro, tampouco uma mulher. Vai ser interessante observar os passos das campanhas destes dois candidatos e as tentativas de se demarcarem da condição invulgar e altamente mediatizada do, como já foi chamado, exotismo das suas candidaturas.
Obama, se se apresentar como um candidato anti-racismo corre o risco de ser visto como o " Presidente do Black Power ", para lá de todas as qualidades das suas propostas. Da mesma maneira, a agressiva feminilidade da senhora Clinton torná-la-ia uma refém dos fortes movimentos pró-mulheres e uma vítima de soezes ataques da sociedade mais reaccionária dos USA, inclusivé dentro do seu Partido e apareceria aos eleitores como a " Presidente das Mulheres " com todas as desvantagens do ofuscamento das suas propostas positivas para o País.
O papel do marcketing das campanhas será decisivo na temporização da tecla a carregar em momentos oportunos. Será uma batalha de inteligência e bastava isso para tornar os próximos desenvolvimentos destas eleições, inclusivé a reacção do Partido Republicano a uma prova já dada por perdida pela maioria dos observadores, a par das francesas, sobre as quais falaremos brevemente,um tratado de campanhas eleitorais que iremos seguir com redobrada atenção.
Vem aì a nomeação do candidato do Partido Democrata à presidência dos USA e confesso que a perspectiva da análise política e social das motivações dos eleitores a essa nomeação e posteriormente às eleições para a Presidência do mais poderoso país do planeta é fascinante.
De um lado temos um senador negro de Illinois, de seu nome Barack Obama e do outro Hillary Clinton.
Nunca houve na História dos States um Presidente negro, tampouco uma mulher. Vai ser interessante observar os passos das campanhas destes dois candidatos e as tentativas de se demarcarem da condição invulgar e altamente mediatizada do, como já foi chamado, exotismo das suas candidaturas.
Obama, se se apresentar como um candidato anti-racismo corre o risco de ser visto como o " Presidente do Black Power ", para lá de todas as qualidades das suas propostas. Da mesma maneira, a agressiva feminilidade da senhora Clinton torná-la-ia uma refém dos fortes movimentos pró-mulheres e uma vítima de soezes ataques da sociedade mais reaccionária dos USA, inclusivé dentro do seu Partido e apareceria aos eleitores como a " Presidente das Mulheres " com todas as desvantagens do ofuscamento das suas propostas positivas para o País.
O papel do marcketing das campanhas será decisivo na temporização da tecla a carregar em momentos oportunos. Será uma batalha de inteligência e bastava isso para tornar os próximos desenvolvimentos destas eleições, inclusivé a reacção do Partido Republicano a uma prova já dada por perdida pela maioria dos observadores, a par das francesas, sobre as quais falaremos brevemente,um tratado de campanhas eleitorais que iremos seguir com redobrada atenção.
domingo, janeiro 28, 2007
PLATINI - PRESIDENTE DA UEFA
A 26/12/06 perguntava aqui, a propósito da visão mercantilista do desporto - rei que aos poucos vem desvirtuando a relação clube - adeptos no que à gestão dos seus clubes concerne: - A bola já não é dos adeptos? É claro que se quisessem os clubes voltariam a pertencer-lhes e aos sócios. Veremos quando... O fedor esse está a tornar-se insuportável.
A eleição de Platini como Presidente da UEFA foi uma machadada nessa caminhada que parecia já imparável. As intenções deste homem do futebol preconizam grandes mudanças e todas elas, pelo que me foi dado a conhecer irão benefeciar o futebol em toda a sua universalidade e espectacularidade. Pelo menos será essa a preocupação de Platini.
É claro que vai ter pela frente grande oposição daqueles que não querem as mudanças, nomeadamente as grandes potências do ramo - Alemanha - Inglaterra -Itália e já agora a Espanha.
O segredo do seu sucesso estará na empatia que as suas medidas lograrem junto dos amantes do futebol.
A 26/12/06 perguntava aqui, a propósito da visão mercantilista do desporto - rei que aos poucos vem desvirtuando a relação clube - adeptos no que à gestão dos seus clubes concerne: - A bola já não é dos adeptos? É claro que se quisessem os clubes voltariam a pertencer-lhes e aos sócios. Veremos quando... O fedor esse está a tornar-se insuportável.
A eleição de Platini como Presidente da UEFA foi uma machadada nessa caminhada que parecia já imparável. As intenções deste homem do futebol preconizam grandes mudanças e todas elas, pelo que me foi dado a conhecer irão benefeciar o futebol em toda a sua universalidade e espectacularidade. Pelo menos será essa a preocupação de Platini.
É claro que vai ter pela frente grande oposição daqueles que não querem as mudanças, nomeadamente as grandes potências do ramo - Alemanha - Inglaterra -Itália e já agora a Espanha.
O segredo do seu sucesso estará na empatia que as suas medidas lograrem junto dos amantes do futebol.
sábado, janeiro 27, 2007
DERLEI ?!!!
Bem...é nisso que dão os apertos e contratações à pressão. Derlei tem 33 anos e definitivamente, a não ser que seja um fenómeno de longevidade no futebol, está em fim de carreira e com as potencialidades que exibiu no Porto, em franca decadência. Esperemos que tenha havido um acompanhamento da sua passagem pelo Dynamo e uma observação cuidada das necessidades da equipa que desespera por um matador que dê utilidade a tanta capacidade ofensiva que o Glorioso tem exibido debalde, com um Nuno Gomes ausente e um Micoli intermitente.
Bem...é nisso que dão os apertos e contratações à pressão. Derlei tem 33 anos e definitivamente, a não ser que seja um fenómeno de longevidade no futebol, está em fim de carreira e com as potencialidades que exibiu no Porto, em franca decadência. Esperemos que tenha havido um acompanhamento da sua passagem pelo Dynamo e uma observação cuidada das necessidades da equipa que desespera por um matador que dê utilidade a tanta capacidade ofensiva que o Glorioso tem exibido debalde, com um Nuno Gomes ausente e um Micoli intermitente.
sábado, janeiro 20, 2007
Pois é...
" Para combater o envelhecimento e a desertificação humana, uma junta de freguesia do interior instituiu um prémio de 500 euros a cada casal que tivesse umn filho. A televisão foi ouvir a primeira candidata ao prémio, uma jovem grávida de sete meses, e perguntou-lhe o que achava desta medida. Resposta imediata: " Acho pouco". - Miguel Sousa Tavares ( Expresso 20/1/2007 )
" O que antes se teria considerado um benefício da sorte que inspirava humilde gratidão ao destino, tornou-se um direito que não se agradece, mas se exige"
- A rebelião das massas - ORTEGA Y GASSET
ABORTO
Partidário da vida e da liberdade acima de tudo , a minha vontade balança entre o Coração e a Razão. Por enquanto, já que essa Liberdade não é minha e violenta o meu Coração abstenho-me CONTRA.
Infelizmente essa batota não será aplicável no caso do homem condenado justamente à prisão por desobediência à Lei, de seu nome Luís Gomes.
Entre a Lei e a Justiça há, infelizmente uma contradição que a Vida acentua ao arrepio da arquitectura legal. Desligar a Lei das normas ( mais difíceis de enquadrar juridicamente ) cria esse tipo de contradições que a consciência detecta instintivamente. Estando aì a origem da Justiça, algo vai mal na cabeça dos legisladores.
" Para combater o envelhecimento e a desertificação humana, uma junta de freguesia do interior instituiu um prémio de 500 euros a cada casal que tivesse umn filho. A televisão foi ouvir a primeira candidata ao prémio, uma jovem grávida de sete meses, e perguntou-lhe o que achava desta medida. Resposta imediata: " Acho pouco". - Miguel Sousa Tavares ( Expresso 20/1/2007 )
" O que antes se teria considerado um benefício da sorte que inspirava humilde gratidão ao destino, tornou-se um direito que não se agradece, mas se exige"
- A rebelião das massas - ORTEGA Y GASSET
ABORTO
Partidário da vida e da liberdade acima de tudo , a minha vontade balança entre o Coração e a Razão. Por enquanto, já que essa Liberdade não é minha e violenta o meu Coração abstenho-me CONTRA.
Infelizmente essa batota não será aplicável no caso do homem condenado justamente à prisão por desobediência à Lei, de seu nome Luís Gomes.
Entre a Lei e a Justiça há, infelizmente uma contradição que a Vida acentua ao arrepio da arquitectura legal. Desligar a Lei das normas ( mais difíceis de enquadrar juridicamente ) cria esse tipo de contradições que a consciência detecta instintivamente. Estando aì a origem da Justiça, algo vai mal na cabeça dos legisladores.
Pois é...
Em tempos esteve a Europa reunida à volta da definição do que é o TERRORISMO. Nada de consistente saiu desse conclave ocidental, que tem sido até hoje, a par dos USA, principalmente estes, os donos dessa definição.
Ora, como a História da Europa e dos USA nos tem ensinado o terrorista é-o consoante for ou não um aliado do Ocidente. Essa hipocrisia, insistente e despudoradamente patente no relacionamento com organizações e indivíduos assim classificados, de combatentes da liberdade e da Democracia quando combatem pelas nossas ideias ou a nosso mando ou terroristas quando escapam ao nosso controlo e lutam pelos seus ideais já enjoa.
O constrangimento, e já agora um bocadinho de vergonha na cara impediu qualquert tipo de definição do Terrorismo, até porque o tiro poderia sair pela culatra e tornar-se um empecilho de futuros alinhamentos ou sanções,
A mudança da classificação de grupos de resistência aos regimes que nos são hostis temporáriamente ou não, leva a essa situação caricata de vermos um deputado europeu ser exposto públicamente como apoiante de terroristas por desconhecimento da NOVA classificação atribuída aos Mujaedin do Povo, hostis ao regime iraniano.
Patético e perigoso, em suma.
Em tempos esteve a Europa reunida à volta da definição do que é o TERRORISMO. Nada de consistente saiu desse conclave ocidental, que tem sido até hoje, a par dos USA, principalmente estes, os donos dessa definição.
Ora, como a História da Europa e dos USA nos tem ensinado o terrorista é-o consoante for ou não um aliado do Ocidente. Essa hipocrisia, insistente e despudoradamente patente no relacionamento com organizações e indivíduos assim classificados, de combatentes da liberdade e da Democracia quando combatem pelas nossas ideias ou a nosso mando ou terroristas quando escapam ao nosso controlo e lutam pelos seus ideais já enjoa.
O constrangimento, e já agora um bocadinho de vergonha na cara impediu qualquert tipo de definição do Terrorismo, até porque o tiro poderia sair pela culatra e tornar-se um empecilho de futuros alinhamentos ou sanções,
A mudança da classificação de grupos de resistência aos regimes que nos são hostis temporáriamente ou não, leva a essa situação caricata de vermos um deputado europeu ser exposto públicamente como apoiante de terroristas por desconhecimento da NOVA classificação atribuída aos Mujaedin do Povo, hostis ao regime iraniano.
Patético e perigoso, em suma.
domingo, janeiro 14, 2007
De novo, a assombração...
Parece, segundo o Sunday Times, que Israel não ficará parado perante a ameaça nuclear que vê crescer ao lado e que já terá preparado um plano de desactivação das centrais iranianas, utilizando bombas nucleares para o efeito.
Essa perspectiva contudo tem contornos apocalípticos para a própria sobrevivência de Iarael, como oportunamente já foi dito, dando-se o caso do Irão já possuir armamento nuclear de contrabando.
Que fazer!!!?
A Europa nunca soube mexer-se no pantanal que criou por aquelas paragens já desde a aceitação da existência de um Estado sionista e radical. Israel nunca quis viver pacíficamente com os seus vizinhos, apoiado pela força do seu lobby nos USA e teve sempre as costas resguardadas na aplicação da sua férrea política de expansão e colonização da Palestina. O ódio que criou em gerações sucessivas já se alimenta de si próprio, não precisa de justificações e já nada o aplacará a não ser a sua extinção, o que levará fatalmente a uma confrontação de consequências inimagináveis para o planeta.
Que fazer!!!?
Essa terá de ser a pergunta que os líderes mundiais deverão fazer ao sair da cama e quando nela entrarem. Nunca estiveram tão envenenados os ares do Médio Oriente...
Parece, segundo o Sunday Times, que Israel não ficará parado perante a ameaça nuclear que vê crescer ao lado e que já terá preparado um plano de desactivação das centrais iranianas, utilizando bombas nucleares para o efeito.
Essa perspectiva contudo tem contornos apocalípticos para a própria sobrevivência de Iarael, como oportunamente já foi dito, dando-se o caso do Irão já possuir armamento nuclear de contrabando.
Que fazer!!!?
A Europa nunca soube mexer-se no pantanal que criou por aquelas paragens já desde a aceitação da existência de um Estado sionista e radical. Israel nunca quis viver pacíficamente com os seus vizinhos, apoiado pela força do seu lobby nos USA e teve sempre as costas resguardadas na aplicação da sua férrea política de expansão e colonização da Palestina. O ódio que criou em gerações sucessivas já se alimenta de si próprio, não precisa de justificações e já nada o aplacará a não ser a sua extinção, o que levará fatalmente a uma confrontação de consequências inimagináveis para o planeta.
Que fazer!!!?
Essa terá de ser a pergunta que os líderes mundiais deverão fazer ao sair da cama e quando nela entrarem. Nunca estiveram tão envenenados os ares do Médio Oriente...
sábado, janeiro 06, 2007
Da virtude da simplicidade...e do torvelinho da complexidade do real
Tornar simples o que é complexo é uma virtude de pedagogos e educadores dos simples aos quais incumbe, por profissão ou por formação, decifrar o hermetismo que o real encerra e numa linguagem chã, não necessáriamente virtuosa, claro, e levá- lo ao alcance das massas. As metáforas, as histórias de carochinha, as indirectas ( sabem do que estou a falar... ), a boçalidade, o corropio hipnótico de emoções enlatadas nas telenovelas, a musica pimpa são links com receptores classificados.
Eu sou como escrevo. A confusão não habita aqui, mas em quem me escuta.
Tornar simples o que é complexo é uma virtude de pedagogos e educadores dos simples aos quais incumbe, por profissão ou por formação, decifrar o hermetismo que o real encerra e numa linguagem chã, não necessáriamente virtuosa, claro, e levá- lo ao alcance das massas. As metáforas, as histórias de carochinha, as indirectas ( sabem do que estou a falar... ), a boçalidade, o corropio hipnótico de emoções enlatadas nas telenovelas, a musica pimpa são links com receptores classificados.
Eu sou como escrevo. A confusão não habita aqui, mas em quem me escuta.
A VINGANÇA DOS VENCEDORES...
... foi o título de um artigo na Newsweek sobre os rescaldos da Guerra no Iraque e mais própriamente sobre a execução de Saddam.
" Nós depusémos sumáriamente não apenas Saddam mas uma elite governante com séculos de existência, e depois ficámos espantados por terem reagido mal. "
" Essa bizarra combinação de ignorância e estupidez que marcou a política americana no Iraque... "
Muito pouco já há a acrescentar sobre este assunto. Agora é a vez das lamentações e das lágrimas de crocodilo jorradas sobre as vítimas, que penosamente tombam diáriamente.
" Nós não lhes demos uma república. Demos-lhe uma guerra civil " - Fareed Zakaria
P. S. Por onde andará a também ela estúpida turbe que nos acusava de antiamericanismo, quando as consequências da aventura e da " preocupação humanitária (!!!?) " eram tão evidentes então como o estão a ser agora?
Como nos chamarão agora?
... foi o título de um artigo na Newsweek sobre os rescaldos da Guerra no Iraque e mais própriamente sobre a execução de Saddam.
" Nós depusémos sumáriamente não apenas Saddam mas uma elite governante com séculos de existência, e depois ficámos espantados por terem reagido mal. "
" Essa bizarra combinação de ignorância e estupidez que marcou a política americana no Iraque... "
Muito pouco já há a acrescentar sobre este assunto. Agora é a vez das lamentações e das lágrimas de crocodilo jorradas sobre as vítimas, que penosamente tombam diáriamente.
" Nós não lhes demos uma república. Demos-lhe uma guerra civil " - Fareed Zakaria
P. S. Por onde andará a também ela estúpida turbe que nos acusava de antiamericanismo, quando as consequências da aventura e da " preocupação humanitária (!!!?) " eram tão evidentes então como o estão a ser agora?
Como nos chamarão agora?
domingo, dezembro 31, 2006
AI DOS VENCIDOS!...
Sadaham não teve o que merecia. A morte é sempre uma libertação, não só para os tiranos assassinos como para os ameaçados pela tirania.
É bom que doravante os assassinos políticos sejam julgados pelos seus crimes, pelas ordens que dão para assassinar e pelas milhares de vítimas que as suas decisões políticas por vezes acarretam. Isso é que seria Justiça em toda a sua verdade e a execução de Sadaham não apareceria como a mim me pareceu um gesto de vingança, cruel, desnecessária e estúpidamente insensato, como o que se seguirá doravante o provará, com a morte de milhares de inocentes.
Mas o que é que isso interessa. Nós não vamos conhecer as vítimas das nossas responsáveis decisões e conhecíamos Sadaham.
Abominei a execução do homem porque sou CONTRA A PENA DE MORTE e o assassinato, seja ele cometido pelo ESTADO ou pelo indivíduo.
Para mim não se fez JUSTIÇA.
Sadaham não teve o que merecia. A morte é sempre uma libertação, não só para os tiranos assassinos como para os ameaçados pela tirania.
É bom que doravante os assassinos políticos sejam julgados pelos seus crimes, pelas ordens que dão para assassinar e pelas milhares de vítimas que as suas decisões políticas por vezes acarretam. Isso é que seria Justiça em toda a sua verdade e a execução de Sadaham não apareceria como a mim me pareceu um gesto de vingança, cruel, desnecessária e estúpidamente insensato, como o que se seguirá doravante o provará, com a morte de milhares de inocentes.
Mas o que é que isso interessa. Nós não vamos conhecer as vítimas das nossas responsáveis decisões e conhecíamos Sadaham.
Abominei a execução do homem porque sou CONTRA A PENA DE MORTE e o assassinato, seja ele cometido pelo ESTADO ou pelo indivíduo.
Para mim não se fez JUSTIÇA.
sexta-feira, dezembro 29, 2006
Adeus 2006 !
Não deixarás saudades como todos os outros que te precederam.
A única genuína felicidade este ano tive-a com o nascimento da minha neta e com a minha determinação na minha evolução espiritual, que não religiosa, claro e definitivamente, quanto mais não seja por uma questão de rebeldia de carácter e aversão à moda e ao políticamente correcto como soe dizer-se nos conformistas dias de hoje.
Passou-se meis um ano e como tem sido norma nas últimas décadas, os problemas adensam-se sem que a Humanidade no seu todo, com os diagnósticos perfeitamente identificados, lhes consiga pôr termo ou pelo menos amenizar os contornos.
No plano interno, a moralização do Estado tem caminhado a par de uma tentativa séria de amadurecimento de uma sociedade infantil que vive o presente alegremente ( a lamúria funciona como contrapeso psicológico ao sentimento de culpa ) e para a qual o futuro é uma incógnita, a desprezar portanto, e não uma projecção do presente sem a qual o próprio presente não faz sentido, como não faz. Vivemos à deriva e fingimo-nos preocupados com o futuro dos nossos filhos sem que sejamos capazes de VOLUNTÁRIAMENTE fazer algum sacrifício para lhes deixar um mundo melhor e mais DECENTE.
O ter, o efémero, o deslumbramento, a satisfação imediata e o enfado subsequente do infantilismo narcísico - indução de baixa potência, como já foi chamado, só poderá criar uma sociedade de débeis mentais, infelizmente.
Essa mudança de mentalidade que urge provocar, tem sido, voluntária ou inconscientemente, a política deste governo e ainda bem.
Que tenha sucesso são os meus votos para 2007.
No resto do mundo, pela volatibilidade própria dos relacionamentos tão próximos e tão distantes de culturas e regimes políticos tão cronológicamente desfasados num ambiente de resistência à uniformização aos ditames do mundo Ocidental ( à autofagia do capitalismo só lhe valerá a conquista de novos consumodores e novas necessidades ) será difícil antever até onde vai a estupidez humana.
A História, por vezes, é feita pelos grandes Homens que o seu próprio determinismo acaba por moldar. Tenhamos esperança de que o novo milénio esteja a moldar uma nova safra de dirigentes e de um novo Homem, racionalmente solidário, culturalmente sábio, pacificamente forte, intolerantemente agressivo à pobreza planetária, ecológicamente paranóico e alegremente aberto à diversidade biológica do planeta que ocupa com as outras espécies.
E não acabo sem uma secreta esperança: a de que esses homens novos, de Leste a Oeste, de Norte a Sul aprendam de uma vez por todas que a imposição do tecto super estrutural do desenvolvimento económico - a Democracia - como causa e não como efeito só poderá ter um efeito. Basta ver a História deste século.
E BOM ANO PARA TODOS, da amiba ao Sapiens !
Não deixarás saudades como todos os outros que te precederam.
A única genuína felicidade este ano tive-a com o nascimento da minha neta e com a minha determinação na minha evolução espiritual, que não religiosa, claro e definitivamente, quanto mais não seja por uma questão de rebeldia de carácter e aversão à moda e ao políticamente correcto como soe dizer-se nos conformistas dias de hoje.
Passou-se meis um ano e como tem sido norma nas últimas décadas, os problemas adensam-se sem que a Humanidade no seu todo, com os diagnósticos perfeitamente identificados, lhes consiga pôr termo ou pelo menos amenizar os contornos.
No plano interno, a moralização do Estado tem caminhado a par de uma tentativa séria de amadurecimento de uma sociedade infantil que vive o presente alegremente ( a lamúria funciona como contrapeso psicológico ao sentimento de culpa ) e para a qual o futuro é uma incógnita, a desprezar portanto, e não uma projecção do presente sem a qual o próprio presente não faz sentido, como não faz. Vivemos à deriva e fingimo-nos preocupados com o futuro dos nossos filhos sem que sejamos capazes de VOLUNTÁRIAMENTE fazer algum sacrifício para lhes deixar um mundo melhor e mais DECENTE.
O ter, o efémero, o deslumbramento, a satisfação imediata e o enfado subsequente do infantilismo narcísico - indução de baixa potência, como já foi chamado, só poderá criar uma sociedade de débeis mentais, infelizmente.
Essa mudança de mentalidade que urge provocar, tem sido, voluntária ou inconscientemente, a política deste governo e ainda bem.
Que tenha sucesso são os meus votos para 2007.
No resto do mundo, pela volatibilidade própria dos relacionamentos tão próximos e tão distantes de culturas e regimes políticos tão cronológicamente desfasados num ambiente de resistência à uniformização aos ditames do mundo Ocidental ( à autofagia do capitalismo só lhe valerá a conquista de novos consumodores e novas necessidades ) será difícil antever até onde vai a estupidez humana.
A História, por vezes, é feita pelos grandes Homens que o seu próprio determinismo acaba por moldar. Tenhamos esperança de que o novo milénio esteja a moldar uma nova safra de dirigentes e de um novo Homem, racionalmente solidário, culturalmente sábio, pacificamente forte, intolerantemente agressivo à pobreza planetária, ecológicamente paranóico e alegremente aberto à diversidade biológica do planeta que ocupa com as outras espécies.
E não acabo sem uma secreta esperança: a de que esses homens novos, de Leste a Oeste, de Norte a Sul aprendam de uma vez por todas que a imposição do tecto super estrutural do desenvolvimento económico - a Democracia - como causa e não como efeito só poderá ter um efeito. Basta ver a História deste século.
E BOM ANO PARA TODOS, da amiba ao Sapiens !
terça-feira, dezembro 26, 2006
Da visão dos outros sobre as nossas paixões...
" Os adeptos estão - se nas tintas para quem é o dono do clube. Tudo o que lhes interessa é o desempenho da equipa. E isso é assim no Japão, na Correia, na Argentina, na Colômbia, em África, por toda a parte. " - Pini Zahavi - super agente para o futebol
Pois é... É esssa convicção sobre o nível da baixeza das nossas pulsões e da nossa acrisolada paixão pela bola que faz com que o futebol esteja a ser medido pela bitola dos conceitos morais dessa gente como o Zahavi. Essa nova escravatura paga por ordenados estratosféricos está a matar o " ESPÍRITO " do desporto em geral e do futebol em particular, onde já quase não pontua o amor pela camisola que dantes marcava os clubes e a sua relação com os adeptos.
É claro que os espectáculo em si evoluíu e a competitividade também, a par da violência, do dinheiro sujo e de uma corja de tubarões e lacaios, das Federações às Direcções dos clubes. Negócio monumental associado a uma massa acrítica, planetária de cuja acefalia a Política também quer tirar o proveito.
Aos poucos porém alguém deserta e denuncia o regabofe imoral e obsceno da entrada do capitalismo selvagem no meio. É a vida - dirão alguns e pouco ou nada poderão os Estados fazer para modificar as coisas.
A Bola já não é dos adeptos? É claro que se quisessem os clubes voltariam a pertencer-lhes e aos sócios. Veremos quando...
O fedor esse está a tornar-se INSUPORTÁVEL
" Os adeptos estão - se nas tintas para quem é o dono do clube. Tudo o que lhes interessa é o desempenho da equipa. E isso é assim no Japão, na Correia, na Argentina, na Colômbia, em África, por toda a parte. " - Pini Zahavi - super agente para o futebol
Pois é... É esssa convicção sobre o nível da baixeza das nossas pulsões e da nossa acrisolada paixão pela bola que faz com que o futebol esteja a ser medido pela bitola dos conceitos morais dessa gente como o Zahavi. Essa nova escravatura paga por ordenados estratosféricos está a matar o " ESPÍRITO " do desporto em geral e do futebol em particular, onde já quase não pontua o amor pela camisola que dantes marcava os clubes e a sua relação com os adeptos.
É claro que os espectáculo em si evoluíu e a competitividade também, a par da violência, do dinheiro sujo e de uma corja de tubarões e lacaios, das Federações às Direcções dos clubes. Negócio monumental associado a uma massa acrítica, planetária de cuja acefalia a Política também quer tirar o proveito.
Aos poucos porém alguém deserta e denuncia o regabofe imoral e obsceno da entrada do capitalismo selvagem no meio. É a vida - dirão alguns e pouco ou nada poderão os Estados fazer para modificar as coisas.
A Bola já não é dos adeptos? É claro que se quisessem os clubes voltariam a pertencer-lhes e aos sócios. Veremos quando...
O fedor esse está a tornar-se INSUPORTÁVEL
domingo, dezembro 24, 2006
PERPLEXIDADES
Sejamos honestos!
Nós não podemos ser contra o Comunismo e exigir as condições que só um Estado com esse regime pode proporcionar. se votamos na Direita ou na Social Democracia, digo socialismo, para nos governar no contexto de um regime que é do nosso agrado maioritáriamente - o Capitalismo - temos de ser coerentes, no mínimo e aceitar as regras que a adesão implica, ou não?
É que no sistema capitalista o mercado é rei e senhor e mandam as leis que os partidos nos quais votámos fazem aprovar no Parlamento.
Essa confusão em exigir de um Governo social democrata que nos governe com pressupostos comunistas já enjoa.
Saúde gratuita, escolas gratuitas, transportes gratuitos ou subsidiados, emprego universal, já não existem em parte algum do planeta por uma razão muito simples. NINGUÉM está disposto a pagar por isso, NINGUÉM quer ser governado por um estado totalitário que IMPONHA essas condições sociais.
TODA A GENTE quer ser livre para sofrer, lamentar-se, dar coices, dizer mal, estupidificar-se, asnear, choramingar, reclamar dos outros sobre o seu destino miserável de ser LIVRE e não saber o que fazer com a sua liberdade a não ser ISSO.
Eu cá por mim, individualista convicto e céptico qb da nossa capacidade racional de o ser, gostaria mesmo assim que TODA A GENTE soubesse que o verdadeiro significado da LIBERDADE que tanto veneramos sem lhe conhecer o alcance e o merecimento, implica a responsabilidade pessoal de ser CIDADÃO, ou seja contribuir pela melhoria da minha condição pessoal e a dos outros.
Terá de ser essa a atitude do homem democrata e civilizado e o sentido que o voto TEM de transportar, porque essas foram as regras que criámos para o nosso relacionamento como sociedade civilizada.Caso contrário vivemos numa gigantesca FRAUDE e convém reflectir sobre isso e não sobre a capacidade que os OUTROS têm de governar a NOSSA vida e já agora a nossa inteligência.
BOM NATAL para todos e que o novo Ano traga alguma espiritualidade à secura do nosso tão decantado materialismo
Sejamos honestos!
Nós não podemos ser contra o Comunismo e exigir as condições que só um Estado com esse regime pode proporcionar. se votamos na Direita ou na Social Democracia, digo socialismo, para nos governar no contexto de um regime que é do nosso agrado maioritáriamente - o Capitalismo - temos de ser coerentes, no mínimo e aceitar as regras que a adesão implica, ou não?
É que no sistema capitalista o mercado é rei e senhor e mandam as leis que os partidos nos quais votámos fazem aprovar no Parlamento.
Essa confusão em exigir de um Governo social democrata que nos governe com pressupostos comunistas já enjoa.
Saúde gratuita, escolas gratuitas, transportes gratuitos ou subsidiados, emprego universal, já não existem em parte algum do planeta por uma razão muito simples. NINGUÉM está disposto a pagar por isso, NINGUÉM quer ser governado por um estado totalitário que IMPONHA essas condições sociais.
TODA A GENTE quer ser livre para sofrer, lamentar-se, dar coices, dizer mal, estupidificar-se, asnear, choramingar, reclamar dos outros sobre o seu destino miserável de ser LIVRE e não saber o que fazer com a sua liberdade a não ser ISSO.
Eu cá por mim, individualista convicto e céptico qb da nossa capacidade racional de o ser, gostaria mesmo assim que TODA A GENTE soubesse que o verdadeiro significado da LIBERDADE que tanto veneramos sem lhe conhecer o alcance e o merecimento, implica a responsabilidade pessoal de ser CIDADÃO, ou seja contribuir pela melhoria da minha condição pessoal e a dos outros.
Terá de ser essa a atitude do homem democrata e civilizado e o sentido que o voto TEM de transportar, porque essas foram as regras que criámos para o nosso relacionamento como sociedade civilizada.Caso contrário vivemos numa gigantesca FRAUDE e convém reflectir sobre isso e não sobre a capacidade que os OUTROS têm de governar a NOSSA vida e já agora a nossa inteligência.
BOM NATAL para todos e que o novo Ano traga alguma espiritualidade à secura do nosso tão decantado materialismo
sábado, dezembro 23, 2006
Do catastrofismo...das vistas largas e do resto...
Sobre a justeza das vistas largas sobre as consequências da governação Sócrates, tenho estado a obter números muito interessantes sobre o empobrecimento do País. Enquanto estou por aqui a blogar, os portugueses estão por aí a gastar seis milhões de euros à hora em compras de Natal. Supérfluas? Sem dúvida, mas reveladoras de uma realidade à qual não vale a pena tecer grandes comentários.
Convenhamos que só uma visão economicista dessa realidade trará algum " juízo " a um País pobre que gosta de se tratar como um nababo.
Até ver, sem ser preciso ir a nenhum Oráculo, tenho estado a ver o que está a acontecer; não árvore por árvore que a peste aparentemente não atinge todos, mas sim a floresta e os sinais, apesar das loucuras sazonais, como a que nos está a atingir agora, apontam para uma melhoria, para uma visão menos jacobina do futuro.
Será essa visão economicista que irá pôr equilíbrio, não só nas contas públicas, ( quanto mais tempo levar a se equilibrar mais teremos de pagar, ou não? ) mas também nas cabecinhas assustadas, mas não estúpidas que não sejam capazes de ver que o homem está aí paralixar o povão em nome de... de..., confesso que a minha paranóia não me está a ajudar e que a propaganda governamental estupidificou-me por completo.
Mas há salvação para mim, espero eu. Darei tempo ao tempo e de vez em quando consultarei o Oráculo, acreditando que este País empobrecido está a agir assim nestes dias, como aliás nos outros dias, por uma questão de BURRICE e não porque tem dinheiro para o supérfluo.
Sobre a justeza das vistas largas sobre as consequências da governação Sócrates, tenho estado a obter números muito interessantes sobre o empobrecimento do País. Enquanto estou por aqui a blogar, os portugueses estão por aí a gastar seis milhões de euros à hora em compras de Natal. Supérfluas? Sem dúvida, mas reveladoras de uma realidade à qual não vale a pena tecer grandes comentários.
Convenhamos que só uma visão economicista dessa realidade trará algum " juízo " a um País pobre que gosta de se tratar como um nababo.
Até ver, sem ser preciso ir a nenhum Oráculo, tenho estado a ver o que está a acontecer; não árvore por árvore que a peste aparentemente não atinge todos, mas sim a floresta e os sinais, apesar das loucuras sazonais, como a que nos está a atingir agora, apontam para uma melhoria, para uma visão menos jacobina do futuro.
Será essa visão economicista que irá pôr equilíbrio, não só nas contas públicas, ( quanto mais tempo levar a se equilibrar mais teremos de pagar, ou não? ) mas também nas cabecinhas assustadas, mas não estúpidas que não sejam capazes de ver que o homem está aí paralixar o povão em nome de... de..., confesso que a minha paranóia não me está a ajudar e que a propaganda governamental estupidificou-me por completo.
Mas há salvação para mim, espero eu. Darei tempo ao tempo e de vez em quando consultarei o Oráculo, acreditando que este País empobrecido está a agir assim nestes dias, como aliás nos outros dias, por uma questão de BURRICE e não porque tem dinheiro para o supérfluo.
A POLÍTICA DO PAU E DA CENOURA
O relatório Baker - Hamilton espelha na perfeição a atitude dos USA perante o resto do Mundo. As recomendações que em princípio seriam pistas para o Presidente Bush se livrar airosamante do atoleiro em que se atascou,acabaram por ser avisos à nova maioria Democrata saída das eleições. Até aí tudo bem.Contudo,as propostas, vulgo cenouras, acompanhadas das dissuações,vulgo pau que acompanharam a definição de uma nova geoestratégia para o Médio Oriente (quando é que já ouvi isso!!!? ) envolvendo a Síria e o Irão pecam por tardias, e o cinismo que as acompanham só poderá deixar de pé atrás, não só a Europa como a própria Síria e o Irão.
RESOLUÇÃO 1737
O que dizer dessa gigantesca má - fé do Ocidente em relação ao Irão?
Irão é uma República democrática, um estado soberano que Nunca atacou nenhum vizinho, nem que se saiba ameaça a Europa ou os USA, tal como a Índia,o Paquistão ou mesmo Israel. Tem uma República Isâmica, (da qual livrámos a Argélia há uns tempos atrás, contra tudo o que apregoamos), que aparentemente tem contornos sombrios de possessão das nossas tão laicas almas: só isso e aparentemente é SUFICIENTE para criar e manter essa atmosfera doentia e persistente que está a contaminar as relações internacionais de TODOS os países com o Médio Oriente.
Se isso não é uma enorme ESTUPIDEZ que, qual uma virose pandémica se está a alastrar por todas as chancelarias do planeta, só pode ser um enorme ensaio sobre a cegueira que espero traga senso para o ano que aí vem.
O relatório Baker - Hamilton espelha na perfeição a atitude dos USA perante o resto do Mundo. As recomendações que em princípio seriam pistas para o Presidente Bush se livrar airosamante do atoleiro em que se atascou,acabaram por ser avisos à nova maioria Democrata saída das eleições. Até aí tudo bem.Contudo,as propostas, vulgo cenouras, acompanhadas das dissuações,vulgo pau que acompanharam a definição de uma nova geoestratégia para o Médio Oriente (quando é que já ouvi isso!!!? ) envolvendo a Síria e o Irão pecam por tardias, e o cinismo que as acompanham só poderá deixar de pé atrás, não só a Europa como a própria Síria e o Irão.
RESOLUÇÃO 1737
O que dizer dessa gigantesca má - fé do Ocidente em relação ao Irão?
Irão é uma República democrática, um estado soberano que Nunca atacou nenhum vizinho, nem que se saiba ameaça a Europa ou os USA, tal como a Índia,o Paquistão ou mesmo Israel. Tem uma República Isâmica, (da qual livrámos a Argélia há uns tempos atrás, contra tudo o que apregoamos), que aparentemente tem contornos sombrios de possessão das nossas tão laicas almas: só isso e aparentemente é SUFICIENTE para criar e manter essa atmosfera doentia e persistente que está a contaminar as relações internacionais de TODOS os países com o Médio Oriente.
Se isso não é uma enorme ESTUPIDEZ que, qual uma virose pandémica se está a alastrar por todas as chancelarias do planeta, só pode ser um enorme ensaio sobre a cegueira que espero traga senso para o ano que aí vem.
domingo, dezembro 17, 2006
ERC - Entidade Reguladora para a Comunicação Social
À tentação, já por mim sentida, de disciplinar a liberdade da Comunicação Social, melhor dizendo, a liberdade de alguns jornalistas serem incompetentes, judicativos, avaros de ética deontológica, foleiros, nacional - porreiristas para os amigos, não deveria opôr o Estado nada mais do que as leis que regulam a Comunicação Social.
A protecção dos espectadores e dos leitores da sua própria ignorância e da sua tendência quase inata para a cretinice, essa tem de passar pela sua educação, informação e formação do seu gosto. Isso caberá naturalmente aos pais, educadores e amigos mais bem informados e mais bem formados. É esse o preço que a Democracia tem de pagar pelas suas falências no dominio da Cidadania.
PINOCHET
Não teve o que merecia. De qualquer maneira, como defende o homem que o quis levar à justiça, o processo do qual ele era o principal acusado não deve parar até que os facínoras que ainda estão vivos sejam levados a enfrentar as suas vítimas ainda vivos.
PALESTINA
Já só entendem a linguagem da Morte e das armas a crepitar para se comunicarem entre si. Pobres sátrapas! Se nem uma nação conseguem ser, como querem ter um Estado!!!?
IRAQUE
Ninguém poderia travar o plano há muito delineado pelos USA para a invasão do Iraque. Houve quem não se quis associar ao bando ad - hoc alinhando na patifaria, mas todos, TODOS tinham presentes as consequências que tal acção iria provocar - milhares de vítimas inocentes levadas na enxurrada da deposição de Sadam e uma nova Palestina impossível de pacificar enquanto lá estiverem os invasores - a História assim nos ensinou.
A ameaça clara e transparente do aprofundamento do conflito envolvendo a Arábia Saudita por um lado e Irão por outro em caso de uma guerra civil ( que já existe no terreno ) e que o temor ocidental não quer ver institucionalizada pela ONU, com apoios expressos aos sunitas pela A.S. e aos xiitas pelo Irão, não augura nada de bom.
Essas serão as consequências da boçalidade feita política da Ganância feita objectivo humanitário e da estupidez feita estratégia - MILHARES E MILHARES DE MORTOS SALVOS, PELA PREOCUPAÇÃO OCIDENTAL, da sorte do povo iraquiano sob a ditadura de Sadam.
À tentação, já por mim sentida, de disciplinar a liberdade da Comunicação Social, melhor dizendo, a liberdade de alguns jornalistas serem incompetentes, judicativos, avaros de ética deontológica, foleiros, nacional - porreiristas para os amigos, não deveria opôr o Estado nada mais do que as leis que regulam a Comunicação Social.
A protecção dos espectadores e dos leitores da sua própria ignorância e da sua tendência quase inata para a cretinice, essa tem de passar pela sua educação, informação e formação do seu gosto. Isso caberá naturalmente aos pais, educadores e amigos mais bem informados e mais bem formados. É esse o preço que a Democracia tem de pagar pelas suas falências no dominio da Cidadania.
PINOCHET
Não teve o que merecia. De qualquer maneira, como defende o homem que o quis levar à justiça, o processo do qual ele era o principal acusado não deve parar até que os facínoras que ainda estão vivos sejam levados a enfrentar as suas vítimas ainda vivos.
PALESTINA
Já só entendem a linguagem da Morte e das armas a crepitar para se comunicarem entre si. Pobres sátrapas! Se nem uma nação conseguem ser, como querem ter um Estado!!!?
IRAQUE
Ninguém poderia travar o plano há muito delineado pelos USA para a invasão do Iraque. Houve quem não se quis associar ao bando ad - hoc alinhando na patifaria, mas todos, TODOS tinham presentes as consequências que tal acção iria provocar - milhares de vítimas inocentes levadas na enxurrada da deposição de Sadam e uma nova Palestina impossível de pacificar enquanto lá estiverem os invasores - a História assim nos ensinou.
A ameaça clara e transparente do aprofundamento do conflito envolvendo a Arábia Saudita por um lado e Irão por outro em caso de uma guerra civil ( que já existe no terreno ) e que o temor ocidental não quer ver institucionalizada pela ONU, com apoios expressos aos sunitas pela A.S. e aos xiitas pelo Irão, não augura nada de bom.
Essas serão as consequências da boçalidade feita política da Ganância feita objectivo humanitário e da estupidez feita estratégia - MILHARES E MILHARES DE MORTOS SALVOS, PELA PREOCUPAÇÃO OCIDENTAL, da sorte do povo iraquiano sob a ditadura de Sadam.
domingo, dezembro 10, 2006
A GUERRA ESTÁ PERDIDA NO IRAQUE...
EXTRAORDINÁRIA CONSTATAÇÃO!!!
De estratego militar tenho o curso de Comandos, interrompido na última prova por uma febre tifóide em Angola; de curso político tenho a simpatia militante no PAIGC na adolescência e as RGA dos idos anos 68 na Universidade de Lisboa; de academismo e títulos tenho a frequência do curso de medicina interrompido pela Pide; de diplomata tenho a vivência numa casa recheada de mulheres e um emprego onde elas são 90% do pessoal.
Pobre curricula para tanta previsão acertada nos últimos anos. Não tenho nada de médium ou qualquer megalómana pretensão de estar no segredo dos deuses ou de possuir poderes divinatórios. Só tenho umas pequeninas células cinzentas e vasta informação sobre o planeta onde habito, como qualquer cidadão do século transacto deveria ter a obrigação de possuir.
E isso permite-me RACIOCINAR, analisar e fazer uso do BOM-SENSO. Só que, infelizmente sabemos (!!!? ) que sendo esta desiderato uma condição sine qua non na Natureza, sob o risco de extinção, está a desaparecer ou a ser deliberadamente ignorada pelo Homopoliticus, que está a considerar o resto da massa vivente uma diversão, peças de um exercício insano e criminoso.
Toda a gente irá perder com a aventura do Neandertal que ainda habita a Casa Branca, no Iraque. Aparentemente poucos se importam e estão-se nas tintas, na placidez das suas vegetativas e imaturas existências.
Quantos séculos ainda se vão passar até que a Humanidade atinja a maturidade espiritual que o liberte de vez da sua menoridade no uso da únoica diferença palpável que tem em relação aos outros habitantes do planeta?
É claro que a continuarmos assim, a DEMOCRACIA continuará a ser um logro gigantesco e uma fraude civilizacional onde a teia criada por uma burguesia emocionalmente trôpega, sexualmente frustrada,sôfregamente ignorante, narcísicamente estupidificada, débilmente espiritualizada, massivamente deseducada, arrogantemente analfabeta, jamais permitirá á HUMANIDADE nop seu todo escapar ao pecado original de falta de ÉTICA nos seus genes primordiais.
EXTRAORDINÁRIA CONSTATAÇÃO!!!
De estratego militar tenho o curso de Comandos, interrompido na última prova por uma febre tifóide em Angola; de curso político tenho a simpatia militante no PAIGC na adolescência e as RGA dos idos anos 68 na Universidade de Lisboa; de academismo e títulos tenho a frequência do curso de medicina interrompido pela Pide; de diplomata tenho a vivência numa casa recheada de mulheres e um emprego onde elas são 90% do pessoal.
Pobre curricula para tanta previsão acertada nos últimos anos. Não tenho nada de médium ou qualquer megalómana pretensão de estar no segredo dos deuses ou de possuir poderes divinatórios. Só tenho umas pequeninas células cinzentas e vasta informação sobre o planeta onde habito, como qualquer cidadão do século transacto deveria ter a obrigação de possuir.
E isso permite-me RACIOCINAR, analisar e fazer uso do BOM-SENSO. Só que, infelizmente sabemos (!!!? ) que sendo esta desiderato uma condição sine qua non na Natureza, sob o risco de extinção, está a desaparecer ou a ser deliberadamente ignorada pelo Homopoliticus, que está a considerar o resto da massa vivente uma diversão, peças de um exercício insano e criminoso.
Toda a gente irá perder com a aventura do Neandertal que ainda habita a Casa Branca, no Iraque. Aparentemente poucos se importam e estão-se nas tintas, na placidez das suas vegetativas e imaturas existências.
Quantos séculos ainda se vão passar até que a Humanidade atinja a maturidade espiritual que o liberte de vez da sua menoridade no uso da únoica diferença palpável que tem em relação aos outros habitantes do planeta?
É claro que a continuarmos assim, a DEMOCRACIA continuará a ser um logro gigantesco e uma fraude civilizacional onde a teia criada por uma burguesia emocionalmente trôpega, sexualmente frustrada,sôfregamente ignorante, narcísicamente estupidificada, débilmente espiritualizada, massivamente deseducada, arrogantemente analfabeta, jamais permitirá á HUMANIDADE nop seu todo escapar ao pecado original de falta de ÉTICA nos seus genes primordiais.
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