domingo, fevereiro 09, 2014

MIRÓ



Mirabolantes peripécias envolvem a discussão sobre a alienação por parte do Estado português dos garatujos, borrões, enfim, activos, representados pelos quadros do pintor catalão Joan Miró a quem der mais.
Se a publicidade à volta do caso se tornou benéfica para o Estado na valorização das obras do pintor, que passou agruras, caso estivesse vivo agradeceria o desvelo da valorização artística dos seus quadros. Claro que a questão não é esta... Adiante...

Passando por cima de uma discussão acabada - para o Governo actual tudo tem um preço - que o comércio despudorado e frio do património nacional, o material, o cultural, o territorial, o espiritual, o intelectual, também esse, os quadros de Miró, ainda por cima estrangeiro, não poderiam escapar à visão mercantilista de, convenhamos, um país falido.
A falência que o montante da dívida contempla, já se disse, acaba por ser um alibi virtuoso fácilmente entendido por esse universo contabilístico formatado em prol desse entendimento.

Da mesma maneira que para uma sociedade ser livre seja preciso uma ordenação jurídica e mental que permita o pleno uso das capacidades racionais num pensamento sem peias de proibição, fácil tem sido a expansão da nova ordem religiosa de adoração ao omnipresente Consumo. A posse do dinheiro e o crédito fazem o resto. Simples...
Toda a gente, TUDO, se torna vendável consoante a moeda de transacção nesse espaço onde o dinheiro contaminou  tudo e sobre tudo exerce o seu domínio e fascinação. Toda a gente sabe disso; nem toda a gente aceita isso, porém...
A questão Miró vale pela carga simbólica, pelo diagnóstico que os sintomas produzidos pelo governo actual, onde nenhum elemento é inocente no seu contributo activo e militante, permitem extrapolar. É nas margens dessas extrapolações, por razões óbvias, que a polémica se instalou e ainda bem.

A mim permitiu - me mais uma visão esclarecedora do país pensante e conhecer mais um pouco quem leio.

E vai um contributo meu para o Governo. 

Os painéis de S. Vicente dariam uma pipa de massa se fossem acrescentados ao lote de Miró.
Porque não?
Aceitam - se controvérsias...

quinta-feira, fevereiro 06, 2014

D'A HERANÇA SEMI - TRÁGICA DE PLATÃO...

... Como o teorizador primevo da formação do poder do estado que marcou toda a História do Homem e decisivamente a Cultura europeia, aos alertas de Rousseau ao paradoxo que o  desmantelamento pela Ciência pela Razão, do funcionamento das sociedades humanas que ela pretende melhorar, criou, ficou toda a superestrutura elitista do Homem da caverna.

Lembrar Rousseau, quase quatro séculos depois através do Discurso sobre as Artes e os Costumes, assusta pela irrevogabilidade, aparentemente sem remédio, da natureza inamovível do humano no mais íntimo de si e revela a reconstrução metódica que um Iluminismo soez, contrabandeado nos seus propósitos mais virtuosos, tem levado a cabo desde que demoliu o mundo Antigo, sem contrapartidas éticas que humanizassem o Novo Mundo.

Se não, vamos ouvir um pouco do seu discurso perante os sábios da época..., através deste fútil declamador, como ele o diria...

" Os antigos políticos falavam, sem cessar, de costumes e de virtude: os novos só falam de comércio e de dinheiro. Um vos dirá que um homem vale, em tal região, a soma pela qual o venderiam na Argélia; outro, segundo esse cálculo, encontrará países em que um homem nada vale e outros em que vale menos do que nada. Avaliam os homens como rebanhos de gado. Segundo eles, um homem só vale, para o Estado, pelo que consome; assim um sibarita valeria bem trinta lacedemónios.
Adivinhe -se, agora, qual das duas repúblicas, a de Esparta ou a de Síbaris, foi subjugado por um grupo de camponeses e qual delas fez tremer a Ásia.
A monarquia de Ciro foi conquistada com trinta mil homens por um príncipe mais pobre que o menbor dos sátrapas da Pérsia e os Citas, o mais miserável de todos os povos, resistiram aos mais poderosos monarcas do Universo...
.... Que os nossos políticos se dignem suspender seus cálculos para reflectir sobre esses exemplos e que aprendam, por uma vez, que se tem tudo com o dinheiro, excepto Costumes e cidadãos. "

O desvirgamento virtuoso, manhoso diria eu, que esta Democracia do século XXI, apoderada pela Plutocracia tem levado a cabo, com cantos de sereia sobre estabilidade e Paz enquanto a violência civilizada do saque em prol da elite, prossegue, democráticamente, claro, sobre as nações, é o maior embuste que a história humana presenciou.

quarta-feira, fevereiro 05, 2014

UCRÂNIA

EM EBULIÇÃO HISTÓRICA




QUANDO OS POVOS SE LEVANTAM SOB A BANDEIRA DA LIBERDADE, O BOM - SENSO QUE A REALIDADE ESCLARECIDA OBRIGARIA A SOPESAR, NA LINGUAGEM DO PODER, FICA PARA ULTERIORES CONVERSAÇÕES, UMAS VEZES COM RESULTADOS ADVERSOS E PENOSOS COMO TEM ESTADO A ACONTECER NA SÍRIA, POR INTERPOSTOS INTERESSES CORPORATIVOS QUE DESVIRTUARAM A CONFRONTAÇÃO DEMOCRÁTICA ( a violência democrática, como os estados democráticos ensinam, não tem de ser armada... ), OUTRAS, COMO HOJE NA UCRÂNIA, COM A VICTÓRIA À VISTA.

VIVA A UCRÂNIA LIVRE!

O CANDIDATO


                                                               MARINHO PINTO

Revejo - me, pelo que conheço das intervenções do ex - Bastonário, completamente nas bandeiras INDEPENDENTES, sem manhas, do candidato Marinho Pinto às eleições europeias. E, evidentemente, vou votar nele, através do Partido da Terra.
Se não bastassem as posições de cidadania que tem protagonizado, com a coragem exemplar de quem às sinecuras burropolíticas faz caretas, tenho por mim que a campanha que ele irá desenvolver, dando - lhe oportunidade de expressão alargada a uma plateia, por vezes desatenta, será de grande utilidade como contraponto ao, também ele, burrocrático discurso político - partidário em vigor no país.

A apresentação, sem rebuços, das alternativas não só discursivas, como espero, mas também de um plano de acção, caso for eleito, a levar ao Parlamento Europeu desmascarando, em sede própria, a corrupção letárgica que assola a Casa europeia.
Se for eleito, Marinho Pinto será, quero crer, não mais um Yess-man mas sim um contraditor, um desmascarador que nos irá traduzir e trazer até nós o que de facto se passa na casa do Poder europeu.
São esses os meus votos e por essas projecções, vou votar nele.

terça-feira, janeiro 28, 2014

RICOS E POBRES

DO CHOQUE AO BRANQUEAMENTO

Foi publicado um relatório da Oxfam dando conta das disparidades da distribuição das riquezas das nações pelos seus cidadãos, à partida, os seus criadores, por intermediação ou directamente, para ser " discutido " na reunião dos países mais desenvolvidos do planeta no Fórum de Davos.
O relatório diz - nos que 85 multimilionários detêm tantos recursos como a metade mais pobre da população mundial.  CHOCANTE !

" Eu também fiquei chocado, porque o número é de choque " - estremece H.Monteiro no último Expresso e passa adiante no segundo seguinte, camuflando com os SIM...MAS... condescendentes com que os confortáveis nesses estado de coisas justificam as aberrações civilizacionais.
E atira - nos à cara, a nós onde o CHOQUE não deixa espaço para justificações penitenciais de um MAL objectivo e obsceno cuja actividade benfeitora de alguns desses " criadores de riqueza !!!??? " em prol dos pobres, verberando a má - fé desses relatórios - No geral esses relatórios ocultam - nos esses factos -  , chamando a atenção que o mal não está na existência de ricos mas sim dos pobres,  como se fosse uma normalidade aceitável que, por exemplo, o sr. Carlos Slim, cujos rendimentos anuais são suficientes para pagar o salário ANUAL de 440 mil mexicanos tivesse alcançado com o toque de Midas, em lances geniais o que conseguiu se o sistema que lhe permitiu esse desiderato não fosse o que é.

O mal não está, não estaria na existência de ricos e pobres, o mal está NO sistema que permite e milita em prol dessas enormidades factuais, na existência desse sistema de vasos comunicantes de um só sentido.

Não há nenhuma inversão da natureza das coisas com que as compassivas esmolas dos mecenatos tentam branquear o seu carácter essencialmente injusto junto de almas sensíveis como a do sr. Monteiro, com sucesso, pelos vistos, que consiga esconder a irracionalidade e a desumanidade desalmada dos factos.

No meio das demagogias fáceis, às vezes é preciso pensar diferente, é o conselho que a falta de convicções e moralidade instrumental merecem

quinta-feira, janeiro 23, 2014

NÃO SE PASSA NADA

Num país minimal, reduzido conscientemente à sua capacidade mais cantada - o desenrascanço - a manha tornou - se, nos corredores do Poder, o rosto e o exemplo exibidos para o exterior, para o seu povo.

Um PÂNTANO fétido de dissimulação e mesquinhez atirou os portugueses para a reposição das guardas próximas de protecção pessoal, à desconfiança fundamentada pela Política, hoje encimada por um Estado salteador que reduziu Portugal à sua expressão mais simples, funcionando por inércia.

A normalidade, que aos poucos, uma vez chegados ao fundo do poço, permitida e actuante é a contabilidade BUROCRÁTICA que por sua vez só tem a Burocracia partidária das oposições como resposta. Permite - se ao governo apresentar números e contabilidades, numa análise falseada à partida com indicadores recentes que práticamente foram reduzidos a zero na mais cínica manifestação da utilização do estado em proveito próprio e de uma classe cléptómana, esvaziando - o da sua única utilidade e actividade justificável perante os seus cidadãos - o ser social. 

Só através da Justiça prefigurada nos fundamentos de uma vivência comum, Portugal poderá aspirar, sem regredir cada vez mais,  a uma recuperação nacional que as pseudo reformas ruidosa e ruinosamente proclamam; a Justiça que está no cerne do reconhecimento democrático tem sido o pilar mais mal tratado na distribuição das riquezas, que SÓ numa sociedade evoluída socialmente, e não só económicamente, como o liberalismo dos neófitos amorais de hoje rezam, será possível.
Uma sociedade cujo desenvolvimento se fica pelas suas franjas marginais prefiguradas não na sua classe média mas da sua  elite, é uma sociedade falhada, desarmónica, conflituosa, mesquinha, desmotivada e... irracional.
Dos USA, à China, à Rússia, à India e aos estados do Golfo, só a Europa ainda possui em si o germe da mudança, que a obesidade mórbida da sua intelectualidade cristalizou no desmantelamento analítico e relativista dos conceitos que a formataram como um farol que reconfigurou o planeta, do qual a Globalização inculta e históricamente analfabeta está a ser o seu coveiro diligente, sem um tremor de inquietação.
Se a banalidade conceptual se espraia pelo Globo à velocidade da luz com cumplicidades globais, cantemos em Portugal do sábio grego e do Trajano as navegações grandes que fizeram...

sexta-feira, janeiro 17, 2014

WORDS IN TRANSLATION...

UMA FELIZ COINCIDÊNCIA

Há dias postei por aqui um texto a que dei o título de WORLD IN TRANSLATION e teci considerações sobre a lentidão evolutiva versus avanços científicos com que as civilizações mais desenvolvidas estão a enfrentar os desafios do humano.

Hoje, deparei - me com um texto de Daniel de Oliveira no Record   titulado, por empréstimo não casual como vim a constatar, de Lost in translation, com o qual, servindo de mote às desventuras de Víctor Pereira nas arábias com um assessôr federativo muito cioso das suas prerrogativas de orientação de uma conferência de imprensa, dizia, vergastava ignorâncias atrevidas remetendo - nos à interpretação guionista e semântica do filme e do enredo que deu título à sua prosa, chamando a atenção ao uso de " pegar em palavras e procurar o seu correspondente noutra língua ", sic, correndo o risco de snobeira mal avisada.

Querem ver que eu enfiei a carapuça?
E como não gosto de enfiar carapuça alheia, saio em minha defesa...
O conhecimento do significado de uma palavra ou expressão já foi bastamente estudado pelos filólogos e pelos filósofos da análise linguística numa perspectiva lógica, territorial e ontológica e ainda tem reverberações. Deixemos pois essas alturas e limitemo - nos à contextualização do verbo em realidades específicas translated nos dois textos que estão a originar este e que, partindo de uma referência comum, concitaram pictagramas de um e um juízo translated e apressado de outro.
As referências, mesmo que reconhecidas pelo acesso comum exigem tradução, interpretação ( translation ) e é sobre a interpretação do que a nós nos parece surreal - a marcha do mundo -  é que se suscita com o título a recorrência à obtusidade que as racionalidades ( culturas, mas também Culturas... ) habitam no dealbar do século XXI.
Quanto ao verbo, se o significado ( translation ) está no uso e tão só nas referências comuns que habitam o mesmo universo ( e qual é ele? ) falemos das traições de Pessoa com Edgar Poe e do bloqueamento de Gasset com a saudade, da arrogância snob de um e do escrúpulo respeitoso do outro.
É evidente que o tacão de um sapato pode servir de martelo; ao prego é - lhe indiferente o que para um marceneiro é ignorância se se não se desse o caso do dono do sapato conhecer a existência do martelo.

WORLD IN TRANSLATION fala de um mundo pasmado, previsível como o ano sideral, burocrático, em translação ( movimento à volta de uma estrela ) impávida às necessidades de uma TRANSIÇÃO para mudanças de paradigmas civilizacionais, visto do meu ponto de vista. A " conotação pictórica " com o filme LOST IN TRANSLATION foi intencional. A deriva comunicacional e existencial tange no formal e no concreto.

quarta-feira, janeiro 15, 2014

DISCORRENDO...



A INTELIGÊNCIA, quando não ancorada pelos valores éticos que a Tradição consuetudinária de milhares de anos de história em comum dos povos cimentaram, está ao serviço do mal; não só do Mal metafísico representado nas iconografias religiosas mas também daquele que desde o século XVIII, pelo menos nas sociedades ocidentais, tinha sido diagnosticado como racionalmente inconveniente e religiosamente pecaminoso, à assunção do humano em toda a sua plenitude como espécie racional e capaz de racionalidade, vulgo RAZÃO + ÉTICA.

Desde então, qualquer consciência esclarecida sabe, na análise dos seus actos e dos Outros, identificá - lo, se não na sua interpretação religiosa,  na sua presença agnóstica, pelo que possui de desarmonia, de indiferença, de covardia  de bestialidade e de mesquinhez.

As sociedades, pela necessidade de conter a Razão ( capacidade de pensamento e imaginação ) humana que, solta, adversaria toda e cada uma racionalidade vizinha, criaram normas de contenção da liberdade que ela propõe, primeiro através das religiões e dos seus imperativos comportamentais dos quais os livros sagrados das grandes religiões formadoras deram e dão a conhecer, condicionando - a, primeiro pelo castigo divino e, com o Iluminismo, pela penalização social através das Leis civis. a aceitação das suas normas universalizantes.

Acontece que, na interiorização voluntária desses princípios orientadores que marcaram e marcam indelévelmente todas as gerações, passadas e presentes e quiçá as futuras, ficaram espaços vazios que a Educação não preencheu. E é precisamente aí, nessa zona do Nada, nesse vazio que o Mal medra e encontra alimento, alibis, justificação e... impunidade, se não física, racional.
Nessa impunidade sem contraponto ao nível da consciência, a ética residual põe- se ao serviço de Si, e, nesse universo, tudo se torna justificável.

Nos tempos modernos, o Narcisismo, fomentado, alimentado, ensinado nesse espaço de auto - justificação do BEM  como imanência individual, medra um uso da Razão liberta das amarras de todas as éticas, desligada de uma racionalidade que deixou de ser humana, regredindo lentamente à naturalidade dos tempos primevos com o seu alargamento permanente à medida em que os povos vão sendo reduzidos à condição de sobrevivência.

A luta que a resistência espiritual trava, a esse formidável e poderoso esvaziamento das armas de indignações morais que os poderes actuais prosseguem, brande armas antigas como a Solidariedade, a Dignidade, a Igualdade, os Direitos Humanos enfim, que, se outrora tiveram eco nas almas mais humildes e nas arrogantes, hoje, relativizadas até à exaustão pela filosofia moderna, desprezível por inconsequência e contaminação original desde Platão com a sua teoria do Poder e também ela narcísica e instalada, marcando a sua irrelevância anunciada, está em perda acelerada.

As consequências que a exaustão do uso das armas cívicas e democráticas cujos parâmetros de alcance foram limitados e são controlados pelo Poder que se combate ( o mal moderno, em todas as latitudes...) estarão aí brevemente se a História de facto ainda não morreu, como eu creio, piamente.
Da mesma maneira que os nossos cérebros estão protegidos físicamente por uma barreira que impede que muitas drogas e corpos estranhos aí se alojem, as nações também a possuem em maior ou menor grau a funcionar subterrâneamente ante a corrupção das elites, cujos cosmopolitismos vistos por si como anexantes de modernidades despem - nas de outras amarras, apelidadas e sentidas pelo plebe sob outro nome -  Patriotismo - e contra isso não há razão instrumental que resista se e quando as nações se levantam sob a sua bandeira.

sexta-feira, janeiro 10, 2014

MORTE - THE GREAT BITCH ?


... OU ANTES UMA AMIGA SOLIDÁRIA...

...quando as nossas forças e a nossa energia vital nos abandonarem na mais completa e indescritível solidão?

A Morte traz consigo uma nostalgia futurista que nos leva, chorando da morte dos Outros, a projectar a nossa e, antes que alguém o faça, a carpir por ela, pela perda de uma memória irrepetível do que fomos e que ninguém irá conter.
A solidão irreparável do humano tem aí, nessa consciência súbita do fim, a sua explicação última, que uma vida em busca de consolações várias nunca colmatou. Nascemos nus e morreremos sós. Ninguém nos acompanhará no adeus.

" Saber que somos mortais quer dizer que a Vida está perdida de antemão, por muitos riscos que consigamos evitar " , diz - nos Savater e, no entanto..., essa consciência do fim que vivenciamos na partida de outros é - nos tão dolorosa por amarmos tanto esse  " inferno " perecível na Terra. que nem a Vida Eterna prometida pelas religiões nos desleixa nesse gozo/sofrimento de estar Cá.
Um bálsamo, sê - lo - ão, porventura para muitos crentes, essas promessas que lhes permitem, permitirão?, fazer este trajecto com menos sobressaltos  do que nós na contemplação do Ser sobre o Nada, que é o que o meu corpo não transporta quando se detém na última interpelação.

MAS... e se houver uma saída, uma esperança, mesmo que ténue de, caso Paraíso falhar, haver um retorno e se não, de um prolongamento no tempo desta Vida sempre breve até que a Natureza reduza, como faz às pedras mais duras, tudo a pó?
A busca da imortalidade tem a idade do aparecimento da consciência do fim no Sapiens.
Se é a certeza da nossa mortalidade que faz a natureza humana, que seres estarão na forja da Ciência?

domingo, janeiro 05, 2014

ADEUS, EUSÉBIO!

MATCH OVER!



E saíste vitorioso.

A História portuguesa lembrar - te - á e o mundo guardará a tua memória.

Num tempo de esvaziamento acelerado das referências que marcaram a minha geração e que por nós tem sido sentido como perdas pessoais, lamentamos a tua partida e preparamos a nossa, com a mesma  frontalidade com que encaravas cada jogo.

BEM - HAJAS!

terça-feira, dezembro 31, 2013

WORLD IN TRANSLATION

EM TRANSIÇÃO...

...SERIA UM SINAL DE MUDANÇA. ASSIM..., NADA DE NOVO, A NÃO SER O TRIUNFO DA ESTUPIDEZ.

Treze anos, catorze anos passarão no século XXI ao bater da meia noite na Europa.
A Globalização espalhou - se como um surto viral pelo planeta, mercê das novas tecnologias de comunicação e acesso a informação e  do fascínio que o modo de vida ocidental tem exercido sobre sociedades outras cujo tempo histórico tem sido mais lento e mais cauteloso, bloqueado temporàriamente por idiossincracias religiosas e ditaduras iluminadas. 

A LIBERDADE continua a ser o motor indispensável da evolução científica, o único patamar de excelência no nível geral das nossas aquisições evolutivas como espécie racional, quiçá da sua perdição por resgate de interesses outros num futuro inescrutável , hoje.
Quanto às conquistas sociais, educacionais, medicinais, ambientais, pautuam - se, apesar de notáveis avanços arrancados a ferro pelos povos esclarecidos, por uma confrangedora timidez e mediocridade quando sobrelevados sejam os conhecimentos que entretanto a marcha da história libertou.

Essa resistência ao equilíbrio e à harmonia cauciona, em consequência, a intuição da elite residente e da arrivista da contradição insanável do regime e do sistema produtor e administrador das riquezas nacionais produzidas pelo seu povo.
Por um lado, limita o seu pregão - LIBERDADE - nos meandros administrativos da LEI, cuja interpretação só a ela compete, enquanto do outro trauteia, a seu reboque, a ladaínha políticamente correcta dos direitos humanos, erguida como alibi do esmagamento das diferenças que, na sua essência, a bandeira libertária transporta.

O CINISMO tem sido o marcador social deste século tão incipiente e a IMORALIDADE o seu émulo. A amoralidade, brandida como um purificador do lixo moral é um conceito vazio acoplado à indiferença ética. Não tem existência como conceito, é um embuste semântico de relativização pseudo científico de patifarias, um alibi penitencial de hipócritas.
Como não clamar por uma mudança que a própria entrada num novo milénio prefiguraria?

Entre o pasmo civilizacional que a " morte " conveniente e embusteira das Ideologias e da História, com o povo remetido a espectador inconsequente do devir histórico, propõe - se, POR QUE NÃO,  a preferência pela revolução permanente, como purificador da corrupção induzida e sustentada ideológicamente, a Inteligência posta ao serviço da espécie e não do niilismo enfastiado que a abundância sufraga.

A história de JOB não pode contemplar o Homem moderno, mesmo que bizarramente definido nos tempos actuais pelos extremos, quando a submissão se tornou um anacronismo ético e social, contemplado pela História de libertação dos povos e do seu labor em prol do enriquecimento da sonhada polis.
A História resulta do trabalho da mediania esclarecida e se ela for esmagada ou bloqueada o resultado será um aborto civilizacional cuja paternidade será enganosamente atribuída, por vício histórico, a Outros, nomeadamente a elite do poder, atribuindo - lhe um estatuto divino que a racionalidade abjura sistemàticamente, dessacralizando - a.

O destino da espécie, o destino dos povos, o destino das nações o destino dos estados, NUNCA, por mais que os cronistas e os historiadores se desunhem na análise histórica com uma lupa, focando - a nos príncipes, esteve fora da sua alçada, desde Atenas. A mudança de poder nunca abalou a sua interioridade mais íntima, só a atrasou na sua evolução.

QUE SEJAM, NO MÁXIMO QUE PUDEREM, OS SENHORES DA VOSSA VIDA.
UM BOM ANO!

sexta-feira, dezembro 27, 2013

UM ILUMINISTA...

...  A QUEM PORTUGAL MUITO DEVE


                                                                ALBINO AROSO

MAIS UM HOMEM BOM QUE SE VAI E DEIXA UM LEGADO E UM EXEMPLO A CUMPRIR PELO MUITO QUE FEZ  DA MEDICINA UMA ACTIVIDADE SOCIAL EM PROL DOS SEUS CONCIDADÃOS.
DUVIDO QUE, A NÃO SER NOS CÍRCULOS RESTRITOS EM QUE DESENVOLVIA A SUA ACTIVIDADE, COMO POLÍTICO REFORMADOR NA ÁREA DA SAÚDE, SEJA MUITO CONHECIDO DOS PORTUGUESES. 
ACONTECE, INFELIZMENTE, A OUTROS ILUSTRES CIDADÃOS, ENQUANTO A NOSSA AGENDA MEDIÁTICA E TELEVISIVA REDUZ A VIDA A ENTRETENIMENTOS BOÇAIS E BÁSICOS ONDE A ALCOVA É O TEMA ALCOVITEIRO DO RANKING GENERALISTA...

FICA AQUI A MINHA HOMENAGEM SINCERA AO CIDADÃO, NUM TEMPO MESQUINHO E CÍNICO, ONDE AS HOMENAGENS, PELA INCONGRUÊNCIA DE QUEM AS PROFESSA, RAIA O INSULTO.

terça-feira, dezembro 24, 2013

BOAS - FESTAS !

UM BOM NATAL E... MANTENHAM - SE ALERTA NO ANO QUE AÍ VEM, PORQUE A LIBERDADE É, SEMPRE, RESISTÊNCIA.

domingo, dezembro 22, 2013

A ESQUERDA EM REFLEXÃO?

Igualdade! ouço gritar
o corcovado Torroba
Quer - se ver sem a corcova
ou a nós quer corcovar?

Fernando Savater, introduz nos, in Meu Dicionário Filosófico, com esta maliciosa quadra ( sic ) numa reflexão sobre a Liberdade. Ânsia libertadora ou ressentimento punitivo, pergunta?
Lembrando que, com Nietzsche, os conceitos têm ou definição ou história provocou - me uma interrogação contumaz - Porquê tanta dificuldade no diálogo entre as esquerdas, em Portugal e em lugares onde ainda a terminologia política se etiqueta nas duas formulações Esquerda/Direita ?

O que a Direita pensa sobre a igualdade é conhecida, as Esquerdas ainda debatem o conceito.

Posto isto, regista - se com agrado o aparecimento do LIVRE e do 3D no panorama político luso. Cidadãos, em princípio irmanados dos mesmos NÃOS e de similares SINS, resolveram juntar - se em reflexão sobre o bloqueamento político-partidário das esquerdas perante a calamidade nacional que os direitinhas têm protagonizado nos últimos tempos.
O absurdo de ver, num país limitado em termos governamentais aos projectos hoje quase similares de um P.S. tacteante entre as certezas liberais e os doutrinas " sociais ", incapaz de um rumo definido e definidor e a Direita utilitarista, hoje representado pelo P.S.D. de Passos e o C.D.S. do Portas, a inexistência de uma maioria governamental de Esquerda, apesar dos reiterados apelos dos votantes, exige uma clarificação, uma rápida clarificação. 
É o que se espera da provocação, por muitos tida como divisionista, de aparentemente,  fragmentar ainda mais o que é hoje uma manta de retalhos políticamente preconceituosa e materialmente inconsequente.
Há intenções, boas - vontades e UM facto indesmentível para a Esquerda - a DESIGUALDADE. Por consequência, é imoral a governação que não tenha os mais desfavorecidos como uma das suas preocupações centrais.
 As soluções da chamada ética protestante que o liberalismo tout-court defende e que hipócritamente desaguam  numa lógica paracristã, penitencial e assistencial, na sopa dos pobres, repugnam às Esquerdas, assim como algumas das suas irrevogabilidades têm linhas vermelhas que a sua Ética substantivamente racionalizada  opõe ao utilitarismo político, económico e social.
Esse quadro, que é comum às esquerdas, é, quando o conceptualismo diferenciador não se torne um óbice ao esclarecimento, e a burocracia dos detalhes " ideológicos " um almanaque de suspeições sinistras, um ponto de partida, como o serão as linhas gerais do entendimento sobre a Saúde, a Educação, Ambiente, Economia e Finanças Públicas.
Se elas já existem, qual é o problema?
Por mim, está na quase impossibilidade logística da realização de uma Convenção das Esquerdas nacionais que o aparecimento das Aulas Magnas, das Conferências soaristas, atestam, assim como o aparecimento do LIVRE e do 3D.

De qualquer maneira, abriu- se mais um espaço público de reflexão de esquerda e isso é bom.
Que saia dali um propósito que ultrapasse os protagonistas... e , por Deus, um discurso novo e políticamente incorrecto para a letargia nacional.

quinta-feira, dezembro 19, 2013

CHUMBADOS!





ESTES LÍDERES GOVERNATIVOS FORAM MAIS UMA VEZ CHUMBADOS.

POR MIM, DEVOLVO O GESTO...

terça-feira, dezembro 17, 2013

A ENTREVISTA DO P.MINISTRO

UM LONGO BOCEJO...
UM VAZIO TOTAL QUE SÓ MERECERIA UM VAZIO DESTE LADO, COMO MERECEU ATÉ AGORA, COMO COMENTÁRIO.

HOUVE UMA NOVIDADE - O AFIVELAMENTO JÁ EM ENSAIO PARA ELEIÇÕES, DE UM SORRISO A PONTUAR O PALAVREADO OCO E SEM CONTEÚDO PARA LÁ DOS AFORISMOS NEGLIGENTES CUJA APROXIMAÇÃO AO PAULO PORTAS NÃO É ALHEIO...


D' A FELICIDADE...

... COMO CIÊNCIA


Sigo, com agrado, desde o primeiro texto na Revista do Expresso, as crónicas de desabafo, chamemos - lhes confessionais, do padre Tolentino Mendonça. A última  foi sobre a felicidade, ou melhor, a infelicidade, vista, pela resistência com que obsta à sua irmã virtuosa, uma aquisição cultural, pois que artificial e descartável, que resiste, por ocupação indevida, ao pleno usufruto da Felicidade.

Como removê -la? Através do reconhecimento, pela aprendizagem, que requer competências, naturalmente, em suma, através da Ciência da Felicidade.

Tinha acabado de ler na página anterior os Defuntos, prestamistas e massagistas de Clara F.Alves e não pude deixar de reparar no extraordinário contra - ponto da racionalidade céptica e crítica do texto, em oposição à metafísica de boa - vontade da página seguinte do padre Tolentino. Onde no primeiro texto se aborda a felicidade e sucesso individual, conseguida, retratada e eventualmente exemplar para muitos, com evidentes competências exigidas e requeridas no outro texto na procura de uma substantividade que preencha um guia espiritual prefaciante de uma Ciência de Felicidade, vejo um formidável manual de empreendedorismo, um almanaque ad- hominem que nos aponta em três passos a promessa de - Se for feliz o mundo à volta sê - lo - á, por solidariedade, suponho...

Vejamos... Somos muitos e creio que, pelo menos na cabeça e no coração de cada um de nós, há uma visão, de fé, do que seria ser - se feliz, só que também há uma consciência, ( onde ela exista e é aqui que as coisas se complicam... ) que só a Vontade não chega e só uma vontade feliz também não. A felicidade pessoal será coisa não - existente, a não ser como representação humana de uma Felicidade, que universal, nos remeteria ao divino e só em Deus ela seria possível.

Acontece que essa Fé teria de nos converter a todos e a história do humano já nos ensinou experimentalmente, na carne e no espírito, o tipo de Felicidade que se alcançou e que se revelou, no mínimo, contraproducente, mesmo que adornada e reconfigurada em Ciência.
Há, evidentemente, quando as infelicidades de um povo se somam, uma negação do acaso e não da sua aceitação, que se manifesta no seu percurso vital, a que a sua contextualização e acção concreta de repúdio poderá conduzir a outros desfechos mais felizes.
A felicidade circunstanciada na coincidência de momentos e realidades irrepetíveis que proclama o -Estou feliz - tem sido a única versão conhecida e reconhecida entre os humanos.
A sua outra essência, a existir na mente dos Homens, são dos resquícios metafísicos e religiosos que a moldou. É uma memória de um paraíso perdido para os insolventes, parafraseando C.F.A.
Quanto aos outros, os takers, vão tendo, enquanto deixarmos, a que não lhes é devida e que tem sido retirada a TODOS. 

Só há uma CIÊNCIA contra isso. E também a história nos ensinou o que acontece quando ela se torna de conhecimento da maioria...
Como também é evidente que a busca da felicidade colectiva é um conceito político - cultural utópico e por isso dinâmico, assim o deverá ser a procura do bem - estar individual. São deveres e direitos inalienáveis, por essência.

Vamos ser felizes e já agora, porque não por decreto?

terça-feira, dezembro 10, 2013

EU SOU UM ANARQUISTA!

AOS INTERESSADOS...

...em eventuais contradições no meu discurso activo por estas bandas. Desmamado desde muito cedo, só devo ( deverei? ) ao Estado o usufruto das suas obrigações, para com um cidadão que cumpre com as suas obrigações, sociais, culturais, familiares, intelectuais e... de cidadania. O que não me inibe de lutar, pelo contrário, estimula - me, com as mais - valias que eventualmente possuo, para que ele CUMPRA o DEVER de zelar pelo BEM COMUM com os direitos e só com os direitos que lhe atribuímos E NÃO COM OS DE QUE SE OUTORGA, em favor dos compadrios, das corporações e da BANCA.
Acredito, pelo que tenho testemunhado, que o conceito seja metafísico para as luminárias parasitárias que enxameiam, desgraçadamente, os postos mais elevados da administração dos bens nacionais; nada que um bom abanão realista e não metafórico, como os povos costumam dar quando finalmente despertos, para as curar.
Eu sou pela revolução, utopista como o deveriam ser todos os Homens que ainda não foram completamente domesticados.
Parafraseando Torga, o destino destina, o resto é connosco.

JORNAIS E BLOGS

A Conferência do Expresso dedicada aos Media e Comunicação juntou um bloguista, dois jornalistas/comentadores, um político e o presidente da Entidade Reguladora para a Comunicação Social ( ERC ).
Diz quem assistiu que houve animação e pelo que respiguei no Expresso passado, controvérsia, como se esperaria de um debate entre cidadãos com dois dedos de testa.
Como se falou de blogues e eu publico posts desde 2003 que ninguém lê, pormenor quase irrelevante para mim, ( podem falar de diletância, o que não corresponderia à verdade e seria uma constatação não fundamentada, apesar do meu aparente alheamento... ) já que, como o xadrez, é-me um exercício de escrita, de falar alto e de intervenção cívica e chega - me.
Voltando à Conferência, tudo o que foi dito por cada um dos protagonistas corresponde a uma parte da realidade nacional no que diz respeito aos jornais, aos jornalistas e aos blogues.
 O mau jornalismo apontado por Rui Rio, como um dos " responsáveis pela degradação do regime democrático ", a promiscuidade intriguista entre o jornalismo e a Política funcionando como correias de transmissão de interesses corporativos e políticos apontado por J.Pacheco Pereira, a falta de uma prática de sanções dos jornalistas, o que  lhes dá uma impunidade difamatória inaceitável, digo eu,destilada por fontes orais anónimas, apontada pelo presidente da ERC José Azeredo Lopes e finalmente a reclamação, apodada de absurda por JPP, de H. Monteiro do permanente escrutínio feito aos jornalistas pelo cidadão leitor, fizeram, juntamente com a acusação/aversão do M.Sousa Tavares aos blogues o pleno da substância do exposto.


Só que... e é aí que eu entro, subscrevendo quase ponto por ponto as opiniões expressas, com algumas questões. Afinal, o que é que distingue um jornalista de um bloguista ou um jornalista de um bloguista? A carteira profissional ou escrever num jornal ou jornal? Pacheco Pereira é um bloguista, um comentador televisivo, escreve em jornais e não terá a carteira profissional. Rui Rio, um POLÍTICO pode pôr textos nos jornais, basta querer e o M.S.Tavares só não bloga e acha que os bloguistas " estão a matar o verdadeiro jornalismo ", seja lá o que isso seja para ele. CONFUSOS? EU TAMBÉM...
Para começar, não concordo com M.S.Tavares com a generalização negativa e  abrangente que faz sobra a qualidade dos blogs até porque tinha ao lado um dos mais reputados, respeitados e meritório, por isso criticado, ( só a qualidade merece respeito... ) bloguista nacional.
Considerar que o www.abrupto.blogspot esteja a matar o jornalismo com a sua qualidade evidente, causa - me espanto pelo que de mediocridade e venalidade assistida lavra desse lado que, isso sim, estará a matar o jornalismo medíocre porque, contrariando JPP, o escrutínio EXISTE e faz com que, por exemplo este escrevinhador nunca tenha aberto, por exemplo, as páginas de alguns títulos mediáticos portugueses e também internacionais e nunca deixou de comprar semanalmente outros, como o Expresso.Porquê? Por uma questão de higiene mental, eventualmente a mesma que, apesar de não ter afastado totalmente MST da blogosfera ( só assim saberia eventualmente ajuízar do que por aí vai... )   o repugna.
Chamemos - lhe, para poupar espaço, de engulho elitista para o qual, aparentemente, qualquer jornalista, por o ser, mesmo escrevendo numa linguagem que desconhece, de uma redutora cultura humanista, falho de objectividade que os alinhamentos de toda a ordem condicionam, seria preferível à existência que o bloguista.

E sejamos sinceros, duvido que, apesar da apressada conotação diletante da minha actividade por aqui, que qualquer texto meu por aqui envergonhasse um jornal aonde fosse publicado, para acabar devolvendo, em defesa dos bons blogues, como o acima linkado, com fairplay de um admirador do bom jornalista que M.S.Tavares é, a sua frase recomposta - Por mim, diria que " ... O jornal é o barómetro de saúde dos jornalistas. E quando os jornalistas acabarem, como está a acontecer, duvido que os jornais sobrevivam..." e não " O jornal é o barómetro de saúde do doente. E quando os jornais acabarem, duvido que o jornalismo sobreviva ", como disse.

segunda-feira, dezembro 09, 2013

REFERÊNCIA II


ÁLVARO CUNHAL

Tenho plena consciência dos eventuais estremecimentos que a conotação entre este extraordinário cidadão português e o hoje,  unânime e justamente homenageado, ( será inteiramente verdade? ) Nelson Mandela, poderá provocar mas não posso, mesmo ultrapassando a escala e a projecção histórica do universo em que cada um deles fez valer o que irremediàvelmente lhes é comum e é muito, apontar uma certa injustiça com que as convicções humanistas de Cunhal ficaram marcadas pela sua condição integral de comunista.

Mesmo que a redutibilidade das etiquetas, de qualquer matiz, empobreça a visão assim limitada, Cunhal entrou na história do século,se não da Humanidade, pelo que transportou na sua luta pela dignidade do Homem, na história da Europa e do seu país.

Os anos de cárcere. as torturas, a firmeza dos ideais, a determinação política e a coragem física e moral na luta pela democracia e contra a exploração do homem pelo homem, a crença na capacidade de superação do ressentimento e vingança, remete - nos, sem legendagem, aos panerígicos com que o universal Mandela é hoje quase beatificado, esquecendo-se, convenientemente, do guerrilheiro e da feroz luta armada legítima, que ele e os companheiros da ANC travaram contra o repugnante status político da África do Sul .

O resultado da luta desses dois personagens históricos, ( e aqui recuso a subjectividade Histórica, o isolamento do sujeito da história dos povos, como sujeitos fautores e não protagonistas orientadores, decifradores, interpretadores das pulsões mais autênticas e socialmente virtuosas do Homem na prossecução do Bem Comum e da sua evolução harmónica, que não o retrocesso ao estado de SOBREVIVÊNCIA ) está aí - a DEMOCRACIA e o dinamismo evolutivo que a devia acompanhar, sob o risco de corrupção.

" Um homem que se transporta como um rei até ao fim, sem perda de vigilância, sem actos míseros, é verdadeiramente grande " - Clara Ferreira Alves

Cunhal bem merecia estas justas palavras se a mesquinhez que deixou morrer Camões à míngua ainda não estivesse tão presente neste jardim à beira mar plantado...

sexta-feira, dezembro 06, 2013

REFERÊNCIA



MADIBA

No momento em que desaparece a última referência planetária do Homem Bom, releva - se o aparecimento de Francisco I como seu substituto na cena mundial pelo que ameaça vir a ser uma Voz incómoda ao niilismo e ao abandono das obrigações atreladas à nossa racionalidade e às nossas capacidades consequenciais para a agregação harmónica e equilibrada com o resto da espécie.

No meio da tristeza pelo adeus a Mandela, torna -se penoso ouvir os líderes mundiais referir - se ao seu legado, apontando - o, hipócritamente, como uma referência moral e política; não o foi certamente para eles, cuja compreensão do alcance da vida do ex- guerrilheiro e do prémio Nobel da Paz, do seu despojamento anti - narcísico, da sua coragem física  e ética e da sua capacidade de compreensão das circunstâncias que sobrelevam as imperfeições humanas, foi, aparentemente NULA.

De todas as mensagens ouvidas, nenhuma e não será certamente coincidência, foi mais lapidar e autêntica na caracterização do que se disse acima, do que aquela pronunciada pelo nosso actual primeiro-ministro, Passos Coelho - " ... será uma referência inspiradora PARA AS GERAÇÕES FUTURAS... " , já que para esta não o foi, seguramente, e refiro -me às " consciências isoladas " diagnosticadas pelo Papa das quais os líderes actuais fazem o pleno, com tangenciais excepções.


ADEUS, MADIBA, AS MINHAS HOMENAGENS!

COMPROMISSOS!!!???


" NÃO A UMA ECONOMIA DE EXCLUSÃO E DA DESIGUALDADE SOCIAL. ESTA ECONOMIA MATA " - chefe do estado do Vaticano

Comecemos por aí que é uma boa base referencial de discussão para recusar liminarmente as propostas que a Direita hipócritamente tem lançado ao PS no sentido de um acompanhamento dos seus passos na execução de uma, é insultuoso chamar Política a isso, escalada ressentida sobre a sociedade portuguesa.

O repugnante apagão humanista e racional de hoje denunciado pelo Papa Francisco só teve um paralelo civilizacional com a Idade Média com o desaparecimento do Bem Comum, como objectivo central na procura de um sentido para a existência das comunidades do humano. Não o abandono passivo, então, às graças divinas, fonte do Supremo Bem mas a sua completude com a obrigação, numa busca incessante do Bem intuído com a realização e consagração da harmonia social.

" Estamos longe do fim da história, já que as condições dum desenvolvimento sustentável e pacífico ainda não estão adequadamente implantadas e realizadas "

Pelo contrário, os danos que se tem feito no alvor do século, com estupidez e cupidez acrescidas, ao desenvolvimento das condições do equilíbrio social e planetário só podem ser distracções não se desse o caso da redundância global.

Compromissos políticos em Portugal com a Direita hoje no poder? IMPOSSÍVEIS, por traição à Pátria, por mais que encham a boca de soberanias aviltadas pelo resgate, aproveitado para, sobre as suas condições contrabandear uma agenda ideológica, mesquinha, estuporada e incompetente por infundamentada, social, política e económicamente.

COMPROMISSOS?
Sim, quando estiverem repostas nos seus lugares as desmantelações ordinárias e extraordinárias que Passos Coelho e o deslumbrado Portas mais a tribo que os seguem, estão a proceder.
COMPROMISSOS?
Sim, com a população portuguesa quando ela finalmente cumprir o democracismo que a classe política lhe permite.
A Direita SABE que se não conseguir, hoje numa posição de força, tornar o secretário-geral do PS Seguro, cúmplice da demolição que espera final, difícilmente voltará a ter no PS um personagem com o mesmo perfil. É agora ou  nunca!

Por mim, nunca como agora a Oposição precisou tanto de lideres com o perfil de Louçã ( que infelizmente deixou - se queimar na fogueira que ateou ao ex-primeiro ministro) e ,SIM, José Sócrates.


segunda-feira, dezembro 02, 2013

EVANGELLI GAUDIUM

OCUPADO PELA LEITURA E REFLEXÃO DO MAGNÍFICO E OPORTUNO DOCUMENTO QUE O PAPA FRANCISCO APRESENTOU, À SUA IGREJA E AO MUNDO, ESTE AGNÓSTICO CRISTÃO ESTÁ, POR ESTES DIAS, MAIS ATENTO ÀS REACÇÕES...

domingo, novembro 24, 2013

AULA MAGNA II

RESCALDOS

António Costa, presidente da Câmara de Lisboa, lamentou - se que o P.S. não seja capaz de protagonizar uma reunião como as que Mário Soares tem ultimamente conseguido.
Eu poderia dar uma razão simples e redutora - É uma questão de credibilidade -. e ficava por aqui...

No entanto sobressaltaram - me umas dúvidas - António Costa já não pertence ao P.S.? Mário Soares também não?
Até pode ser que as suas ambições políticas futuras, nomeadamente a candidatura em marcha para a presidência da República o aconselhe a se libertar, aos poucos, das conotações partidárias e trocar as suas responsabilidades cívicas como dirigente socialista pelo low profile abrangente de dirigente nacional, putativo presidente de TODOS OS PORTUGUESES. Faz mal e esquece -se que, a candidatar - se precisa do apoio incontornável do P.S. cuja liderança sacrificou em nome desse propósito.

Seguro só é líder do P.S. devido ao comodismo de alguns, tacticismo de outros e seguidismo atávico de outros. Replicou - se quase à letra o que aconteceu ao PSD. Infinitamente mais cómodo a frequência dos corredores do Poder, usufruindo das suas mercês de que o risco de se bater pelas ideias numa exposição pública perante os cidadãos, esvaziando, quiçá, pretensas capacidades de liderança.

Eu não posso afirmar que António Costa seria o líder que o P.S. precisava pós- Sócrates mas penso que o Silva Pereira o seria, assim como Ferro Rodrigues.

Mudando de agulhas e no mesmo contexto, Pacheco Pereira nunca seria capaz de, uma vez apeado Manuela Ferreira Leite apresentar - se à liderança,mesmo sabendo, como sabia, o que ali vinha nas figuras de Passos Coelho e Miguel Relvas. O seu cepticismo filosófico, existencialista, só vê, como todos os intelectuais, o cinzentismo e o turvo, por mais clareza que a sua pedagogia discursiva transporte num permanente e profiláctico desmascaramento de " narrativas " do Poder, o que não obsta que à sua obrigação de cidadania responsável e iluminada responda presente, com prosa contínua e acção concreta.
A sua presença na Aula Magna produziu, como esperava, o melhor discurso.

Até apetece dizer que não serve para político e isso é um elogio pessoal.

sexta-feira, novembro 22, 2013

UM AVISO...

... SINTOMÁTICO!



                                                                                                                                                                          Encenado ao milímetro, a manifestação e a escalada cénica, género Agarrem - me, se não... das escadarias da sede do poder actual traduzem, para quem quer ver para lá da espuma dos rebentamentos, um sentir latente e grave a pulsar na sociedade portuguesa.

Há limites que não podem ser ultrapassados em Democracia - reclama o Ministro da Administração Interna, chocado com o desfazer da interpretação, objectivada pela Burocracia, pela invasão da subjectividade maltratada. É o que acontece na vida real quando a LEI se desenquadra com o sentir das subjectividades maioritárias que lhe dão origem e a sustentam, minudências que perpassam, em cínicas lamentações, pelo Governo PSD/CDS.

Ou muito me engano ou esses sinais passarão em claro e serão considerados um fait-divers que uma demissão arrumará de vez...

AULA MAGNA

Palavras duras para orelhas moucas e ignorância histórica. Muita gente não gosta dos alertas do resistente anti - fascista, anti - totalitarista e do democrata irrevogável que é o Dr. Mário Soares, quando fala da tensão crescente na sociedade portuguesa e da violência potencial que ela poderá epotenciar.
Os avisos são sérios e a boa- fé evidente. Não ver, no pedido de demissão dos protagonistas catalizadores desse previsível abandono do mitológico brandos costumes dos lusos, uma consequência lógica da análise feita pelo ex-presidente e confundi - la com um apelo à insurreição civil, é cegueira autista.
Como o próprio enfatizou, ser - lhe - ia mais fácil ficar quieto, sem arriscar o lugar na história de que os adversários aziados julgam ser os benfeitores promissores, no remanso dos seus livros e de companhias mais respeitáveis, de que fazer uso da sua lucidez e do seu patriotismo.

A tendência global que os MERCADOS, hoje titulares das soberanias onde o dinheiro se tornou num Bem per se, sem correspondência com o valor TRABALHO, protagonizam, tem esvaziado, quando não encontra resistência, as instituições democráticas das suas prerrogativas e da essência das suas funções, hoje tituladas de forças de bloqueio pelos cúmplices transnacionais no topo das hierarquias dos estados. 
ESSA é a ditadura antevista por Mário Soares e por todos os cidadãos atentos, informados e... NÃO - ALINHADOS com o regabofe pseudo-liberal. Chamei - a de Democracismo e irei desenvolver em tempo a minha tese.

O atrelamento do Tribunal Constitucional à capitulação à Nova Ordem seria o fim da resistência institucional e a partir daí, será cada um por si. Só não vê quem não pode, por estupidez, quem não quer, por oportunismo, quem não sabe, por indiferença; porque os protagonistas, o Governo, os deputados da maioria, o presidente da República sabem o que estão a fazer...

sábado, novembro 16, 2013

RESISTÊNCIA

A POLÍTICA É ISTO




Ao ataque insidioso e contumaz ao sentido progressista do espírito e letra da Constituição da República Portuguesa em vigor pela Direita conservadora e reaccionária, Mário Soares contra -  atacou, com uma iniciativa poderosa em sua defesa.
Com uma reunião na Aula Magna, onde ela irá estar no cerne das intervenções dos oradores convidados, conseguiu agregar, com uma ordem de trabalhos transparente - a defesa da Constituição e do Estado Social que ela propõe - um leque alargado de personagens de várias matizes políticas, da Direita à social-democracia e à extrema esquerda ( as designações são meramente instrumentais... ) numa discussão mais alargada sobre o papel do Estado como regulador social tendo, naturalmente, como referência, a captura da Política globalizada pelo laissez - faire, vulgo, poder do capital; tema esse que a esquerda europeia não produziu, até hoje, uma reflexão consistente e pró - activa sobre a morte anunciada da História política pelo advento de um novo regime - o Democracismo. Em devido tempo caracterizarei o que entendo por isto...

Enquanto o líder actual do PS vai, molemente, ruminando a sua ladaínha pouco substantiva e sistemáticamente reactiva, os senadores do PS, do PSD, do CDS, cientes do privilégio e da responsabilidade de terem feito História com a que foi considerada, então,  a mais progressista definição do papel do Estado na Europa moderna através da sua Constituição, aprovada por unanimidade após duras negociações partidárias, zelam pelo respeito que ela deve merecer por sobre as circunstanciais ocupações da cadeira do poder.
Mais tarde, não se coibiram de aliviá - la dos anexantes  circunstancialmente históricos que o processo revolucionário pós-25 de Abril obrigou, mantendo contudo a substância do progressismo orientador, o que hoje lhes atribui uma legitimidade substantiva que filtra qualquer conotação litúrgica que os adversários lhes possa atribuir.

Não sendo um manual escolar para alunos cábulas e papagueantes, a sua exigência e manuseio incomoda à falta de substracto humanista, cultural, cívico, político e intelectual. É infinitamente mais fácil ser guiado que liderar e com as espaldas resguardadas pela troyka, então...

quinta-feira, novembro 14, 2013

UFFFF!!!




" Wheels are made for rolling
   Mules are made to pack... "

( born under a wandering star ) 

A " sensatez " burocrática, instrumental e instrumentabilizadora, que faz com que, hélas, os considerandos políticamente realistas do FMI, do BCE,  e da débil Comissão europeia, contra a  Austeridade sejam atirados para o lixo das avaliações, pelos funcionários que hoje decidem o que é bom ou mau para a minha saúde, para a educação das minhas netas e para o futuro dos meus concidadãos, tem envenenado qualquer possível e desejável " conversa " entre os líderes partidários.
< O estúpido TEM DE SER> terá de desaparecer antes que seja possível abrir as conversações.

Se não bastasse a prevalência, em Portugal,  da " sabujice " empática que os contornos da desfaçatez com que se abraçam condições financeiras criminosas sem um lamento por parte deste governo, deste presidente da república, incapazes de se sentirem solidários com o seu país e com o seu povo, já TODA A GENTE lá fora bota faladura sobre a nossa menoridade e a nossa inconsequência internacional.
A impunidade e a pouca vergonha ( alguém saberá hoje o que é ter vergonha na cara? ) sobram nas vozes da Comissão europeia através do presidente da Comissão, o sr. Barroso e de mais personagens avulsas sobre o último reduto de resistência democrática em Portugal sobre o regime neo - fascista e globalizado que cavalga as democracias ocidentais - a Constituição Portuguesa - e falo da pressão política imoral sobre o Tribunal Constitucional que quer apresentar este órgão de soberania como o bode expiatório dos males da Pátria aos olhos do país.

Reféns das suas escolhas sobre o caminho único que se auto-propuseram, a coligação oportunista democrata-cristã/social-democrata avulta a morte das ideologias e a instrumentalização do Poder como um fim.
A provocação actual, noutras partes temerária, só tem sido possível sobre o dorso manso da mula lusa, desvirgada pelos mansos costumes, ajoujada por quem dela quis serenidade e civismo ad-oc.

Até quando?






terça-feira, novembro 05, 2013

CINZENTISMO NACIONAL

IRRACIONALIDADES?

Henrique Neto, ex-deputado do PS, um opositor declarado do ex-líder do seu partido, José Sócrates, a propósito do protagonismo indisfarçável deste político, cujo regresso ao país tem abanado a bisonha e medíocre realidade nacional, teceu ao jornal " I " de ontem, considerações casuais sobre o futuro do ex - P.Ministro e a dado passo enfatiza, sabedor, sobre a possibilidade de Sócrates regressar à liderança do PS - Voltar à liderança do P.S.? Apesar de tudo, os militantes socialistas ainda não enlouqueceram.

Por mim, apoiante confesso, numa perspectiva histórica e instrumental, do antigo líder do país, os militantes do Centrão português é que enlouqueceram com a fome e desânimo e comeram o que as máquinas partidárias e a venalidade mediática lhes meteram à frente do nariz. Enlouqueceram e puseram à frente dos destinos do povo português dois indivíduos, Passos e Seguro, burocratas dos aparelhos partidários, portadores típicos da mais tacanha estrutura política que a Burocracia dos partidos conseguiu produzir desde Abril. O provincianismo deslumbrado marcaram - lhes e marcam a ambição e a visão intuída do país.
São líderes nacionais medíocres num tempo em que, desgraçadamente foi de renovação e sem contraponto no lugar cimeiro da Administração do Estado. Líderes por exaustão partidária e tacticismo manhoso, só poderiam ter próximos a mesma fauna servil e falsamente prestigiada que abunda nos aparelhos partidários da órbita do poder, ansiado ou factual, que os suporta e lisonjeia.
O país hoje, a SUA crise nacional tem o mesmo rosto e trajecto medíocre dos seus líderes e do que eles querem para ele.
Parafraseando Bernardo Soares, sem querer ser grosseiro, sou sincero na minha opinião, o que me fará ser intolerante. SEJA!
É que em 27 de Maio 2010 já temia o que se passa hoje... e vão - me desculpar a citação própria...

" Passos Coelho é líder. António Seguro, cheirando - lhe a cadáver político diz que assumirá as suas responsabilidades...em relação ao país, quando..., eventualmente o P.S. endoidecer por completo e completar o " bouquet " surreal de ver, Passos e Seguro a competir pela liderança do país. "

Infelizmente, os meus temores revelaram - se proféticos e em 12 de Maio de 2012, dois anos depois, deu - se a desgraça anunciada - " A História está prenhe de exemplos de personagens conduzidas por inércia e exaustão política, à chefia das nações. Passos Coelho é um erro de casting e, até ver também o é o líder do P.S., Seguro.
Em loucuras parece que somos pródigos...

segunda-feira, outubro 28, 2013

E AGORA, CHIKOTI?


                                                               PROCURA -SE

Bento Kangamba, figura grande e grada do MPLA e do sr. Presidente de Angola, Eduardo dos Santos, é procurado pela Polícia federal Brasileira no âmbito das acusações sobre ele indiciadas por tráfico de mulheres para prostituição internacional e eventualmente sobre todas as actividades ilícitas substanciadas e derivadas da actividade pela qual é acusado.

Brasil, um dos parceiros estratégicos, e não cego pelos vistos, de Angola, tem um estado de Direito que não o inibe, pelo contrário, obriga - o a exercer as suas competências contra o crime, cometido por cidadãos, nacionais ou estrangeiros, no seu território, assim como Portugal e como Angola o deveria ser.
A arrogante chantagem económica com que Eduardo dos Santos quer calar a Justiça Portuguesa, confundindo Angola e seus interesses estratégicos com a salvaguarda dos interesses dos amigos a braços com a Justiça foi de uma palermice política tal que não pode ser ignorado pelos angolanos, que vêm os seus recursos e a sua riqueza na posse de meia dúzia de indivíduos anti - patrióticos enquanto 2/3 da sua população vive com 2 dollars por dia e a senhora mais rica do país tem uma fortuna de 3 mil milhões de dollars, acumulados numa dúzia de anos e 100 em cada mil crianças morrem antes de atingirem 1 ano. 

E agora Chikoti?
Dos parceiros estratégicos que atiraram à insignificância de um país que vos moldou e que vos apoia numa realidade que tão bem conhecem, uma mais - valia incontornável para o vosso desenvolvimento, já que esperamos uma conferência de imprensa a descartar o Brasil, resta a China, que, não só se está borrifando para a corrupção que os negócios quase sempre arrastam, pelo menos ao nível de estados, como é muito grande e importante para se descartar numa economia globalizada.
Já perguntaram ao Zé - angolano com quem é que ele prefere ter relações inter - estados próximas?
Se calhar até já sabem...

terça-feira, outubro 22, 2013

A IDIOTICE CONTINUA...

...E já " ameaça " com uma flatulência arrogante a própria C.P.L.P.

O " ADEUS À LUSOFONIA "  com que o Jornal de Angola despudorada e ingénuamente entrevê como consequência do não - arquivamento das investigações do Ministério Público português a dirigentes de cúpula da Administração angolana foi mais um passo na escalada proclamatória da ex - colónia lusa em freudiana libertação ( ainda!!!? ) de Portugal. Um mero ajuste de contas que o novo - riquismo da nouvel plutocracia no poder cavalga em sintonia com memórias humilhantes da pretérita escravidão.

Já o acordar da Procuradoria angolana para os eventuais crimes de lavagem de dinheiro e outros cometidos por portugueses em terras angolanas, em represália ou não, é de aplaudir, aliás na linha das promessas feitas pelo Procurador Geral angolano numa visita recente a Cabo Verde. A guerra contra a corrupção, no que ela tem de mais odiosa e se configura no assalto a bens nacionais, não tem pátria nem dono e é sempre de agradecer pelo cidadão, por mais hipócritas e retaliatórias que a sua suposta face justiceira se apresentar.

Por cá, as queixas sobre o mau funcionamento da Justiça portuguesa cuja burocracia paralisante e ambiguidade jurídica tem alimentado a venalidade que perpassa nos grandes processos judiciais que marcaram e, hélas, ainda marcam o nosso quotidiano, sempre vão dando razão às queixas dos investigados sobre a morosidade dos procedimentos e o prolongado banho gelado a que estão sujeitos miserávelmente, com danos graves aos interesses dos inocentes e... dos culpados.

 A existência de fontes dentro da burocracia judicial, que, a troco de pagamento ou de indignados, em nome da transparência anti - arquivamentos, tanto pode ser considerado, éticamente, como um mal ou como um bem, dependendo sempre do ponto de vista de quem sai prejudicado ou beneficiado, culpado ou inocente.
A transparência na investigação policial tem tanto de impossibilidade prática e processual como deveria ter de democraticidade e isenção. 
Os superiores interesses de Estados ( o PRISM, GUANTANAMO e os DRONES existem em seu nome no estado mais democrático do mundo ) não deveriam nunca ser conciliados com a imoralidade que representa o não - cumprimento das LEIS. Em princípio e como aviso a todo o cidadão, existem as prisões.
Os interesses de Angola não coincidirão exactamente com os interesses dos angolanos investigados pela justiça portuguesa, assim como os interesses de Portugal com os eventuais e futuros investigados portugueses pela justiça angolana.
Confundir ANGOLA, a LUSOFONIA, o CPLP, PORTUGAL, com os actuais intérpretes temporais é, pura e simplesmente, ESTUPIDEZ.

quarta-feira, outubro 16, 2013

UMA QUESTÃO DE... NARIZES?


Em visita a Cabo Verde para tomar parte na Conferência da Associação dos Procuradores Africanos, o PGR angolano teceu considerações sobre a corrupção, mormente no seu país, cito, - " Com certeza que é preocupante, não só em Angola. Mesmo naqueles países que apregoam contra outros esquecem - se que, internamente, também têm esse problema que é universal ".

Estamos de acordo com o sr.  Procurador e estaríamos totalmente de acordo se ele tivesse acrescentado outra realidade - O que é infinitamente mais grave é que os intérpretes dessa corrupção activa e generalizada se encontram hoje e sempre nos lugares cimeiros das administrações dos estados com cobertura da BANCA, nacional e transnacional e da elite éticamente corrompida.

Ninguém espera que a Corrupção se investigue a si mesma, que é o mesmo que dizer que ela passa quase impune, até que um cidadão indignado ou os Media denunciem o " encapotamento " que por conspícuas e infindáveis razões se trata como segredo de estado, assuntos de classe e não como do interesse público.



" A Nação é assim " - titula o órgão oficioso Jornal de Angola, em editorial no apoio às palavras do presidente de Angola José Eduardo dos Santos, incomodados com as notícias vindas a público através dos Media, das investigações sobre corrupção, no estado português, que estavam a decorrer tendo como partes dessa investigação altos quadros da administração angolana e como, legalmente, não há corruptores sem corrompidos, ( em Portugal nunca se sabe... ver caso dos submarinos alemães e a maneira como foi tratado na Grécia e na Alemanha e compare - se com os desenvolvimentos nacionais... ) cidadãos portugueses.

José Eduardo dos Santos, vexado com as denúncias dos Media, que através de uma garganta funda tiveram conhecimento das investigações e as trouxeram ao conhecimento público, tratou um assunto de justiça com uma declaração inconcebível  e antipatriótica, à luz dos interesses angolanos, como uma zanga de comadres, ofendidas por inconfidências de filhos desbocados.

Punir os dois estados com uma retaliação chantagista aconselhando as forças vivas do país a suspenderem ( até se calarem, eventualmente... ) a cooperação política e económica entre os dois estados, só irá dar razão aos que contrapõem ao QUEM NÃO SE SENTE... o QUEM NÃO DEVE...

Por cá, as mordaças caíram no 25 de Abril de 1974, assim como na minha amada terrinha e gostaríamos de saber que por lá também...



segunda-feira, outubro 14, 2013

CULPA COLECTIVA!!!???


  "Se eu falhar a minha missão, é o país inteiro que falha " - Pedro Passos Coelho, P.Ministro em exercício, de Portugal.

NONSENSE!!!

Toda a frase é de uma enormidade conceptual carregada de absurdo.
" Se eu falhar... " - O se denuncia uma dúvida futurológica, não metódica, que o presente se tem encarregado de reduzir a uma certeza que só a crença do P.M. sustenta e o país deplora.
Os números negativos do falhanço estão aí se não chegasse o repúdio dos cidadãos. Factos e não projecções...
O " eu " majestático, sebastianista, consubstancia uma auto - suficiência sem correspondência com o substracto político-cultural que a empáfia apregoa e que só é devido a estadistas, o que não é seguramente o caso, sem contar com o menosprezo evidente aos companheiros do elenco dos quais alguns deles seriam claramente melhores Chefes de Governo.
O " falhar " pressupõe um objectivo tomado à partida. Qual foi ele? Saída da troyka em 2014 e retoma económica com o regresso aos mercados.
 Qual é, por sua vez, o protagonismo do Passos nessa marcha da qual ele não tem a batuta? A retoma económica será uma mera consequência física de um estado que bateu no fundo. O regresso aos mercados depende das agências de rating e a saída da troyka já está programada há muito.

" A minha missão " - Por Deus! E qual é ela? Desmantelar o Estado, o Social, evidentemente. Esta agenda terrorista já levou Mário Soares a pedir a responsabilidade criminal sobre tal acção. Voltaremos mais adiante a esse assunto...
A destruição programada da Segurança Social denunciada por Eduardo Oliveira e Silva no jornal " I " do fim - de - semana, o boicote ao funcionamento da Escola Pública e do SNS, a entrega ao capital transnacional de empresas lucrativas e estratégicas no plano nacional como a REN a EDP, as Eólicas, os CTT, as Águas de Portugal, a Galp, os Aeroportos, a ANA, e sei lá que mais..., levanta um sem número de perguntas que, aparentemente a complacência nacional não se permite e faz dela, no pensar do P.Ministro, cúmplice  da sua... francamente falta - me a palavra adequada para classificar a Missão do sr. Passos Coelho.

" É o país inteiro que falha " - E eis - nos chegados ao despudor e má - fé intelectual que originou o título da minha prosa.
1º - O país NÃO ESTÁ com o P.Ministro e ele sabe - o; portanto, não há cumplicidades nem repartição de culpas. 
Falhará o projecto liberal do PSD faceado pelos jovens turcos que da História do seu país têm uma bisonha e estrangeirada visão, a existir alguma, se o próximo governo não tiver à frente o sr. Seguro.
A acontecer isso, nem tudo se perderá para eles e para mal do país, já que duvido muito da capacidade do líder actual do PS de recuperar TUDO o que miseràvelmente este governo está a demolir. A sua linguagem corporal não engana...

O país não falhará, falharão os seus votantes e os seus líderes partidários com a Coligação actual à cabeça. A História assim nos ensinou...

sexta-feira, outubro 11, 2013

MANIFESTAÇÃO NA PONTE 25 DE ABRIL




E POR QUE NÃO?

Só uma decisão política, essa problemática porque ilegítima, e até ver ilegal , pode ser aduzida em prol da sua proibição.
As razões de segurança caem pela base, não só pelo histórico pacífico das manifestações enquadradas pela CGTP, como pela inexistência de igual rigor, por desnecessárias, evidentemente, nas provas desportivas, como pelo absurdo da responsabilidade securitária dos manifestantes, tarefa essa a cargo da PSP que a sancionou.
PORQUÊ UMA MANIFESTAÇÃO NA PONTE 25 DE ABRIL? PORQUE SIM, ( carregado de intenções políticas ), se as razões já  assinaladas pela Central Sindical não sejam suficientes...

quinta-feira, outubro 10, 2013

Vejamos...

É   recorrente o emprego do verbo ESPOLETAR nas prosas mediáticas. O significado do verbo é - pôr espoleta em... - sendo a espoleta um artefacto pirotécnico, que explodindo, deflagra um engenho explosivo de mais carga.
Acontece que , mesmo num aproveitamento figurado do seu significado o verbo tem sido SISTEMÁTICAMENTE mal usado, quando, no contexto da prosa, deveria usar - se o seu contrário - DESPOLETAR  e não espoletar, com o sentido de - dar origem, provocar, accionar a espoleta.

Um exemplo do diário mau uso do verbo acabo de ler no Record de hoje... " Cristiano Ronaldo cumprirá a 107ª internacionalização... mas foi o facto de ter ultrapassado Eusébio da Silva Ferreira na lista dos melhores marcadores da Seleção Nacional que ESPOLETOU  um debate sobre quem seria o melhor futebolista português de sempre " - Hugo Neves e José Carlos Freitas

Aqui, o sentido que se quis dar ao espoletou é - deu origem a ..., portanto, o debate foi despoletado e não espoletado, contrabandeado, como eventualmente a introdução ( espoletamento) de uma espoleta ( espoletar, pôr areia na engrenagem... ) poderia supôr.

O português é um idioma fantástico e difícil e são raras as pessoas que o dominam rigorosamente;  apesar dos tratos de polé com que tem sido brindado, das Academias reformistas aos disparates nos Media ajudados pelo absurdo e até hoje, para mim, incompreensível acordo ortográfico, merece - me um respeito enorme como veiculo que foi na minha formação.
A sua evolução, dizem eles, pela regressão e simplismo é típica na relativização dos valores outrora seguros, que a pseudo - modernidade cavalga alegremente, melhor, é por ela cavalgada nésciamente.

sábado, outubro 05, 2013

POIS...

Confesso que interpretar as decisões do Tribunal Constitucional do país, como o fez hoje no Expresso H. Monteiro, é no mínimo, surpreendente.
 Partindo, já é hábito nesse senhor, de um pressuposto dado por adquirido e que é por sua vez, no mínimo, problemático, para não dizer falso, H. Monteiro vê no comportamento jurídico desse Tribunal intenções que, seguindo a moda vigente, estão no capítulo de Custos$Benefícios. Tudo bem, o problema não está aí...

Qualquer norma jurídica, resumindo, qualquer lei ( eu também não tenho formação jurídica... ) deveria enformar de um princípio básico e ele não é, seguramente, nos estados democráticos, a neutralidade; aliás, deve ser exactamente o seu contrário. A Lei, como reguladora, funciona sempre na lógica de custo/benefício dependendo da acção de quem dela beneficie ou de quem a contradiga.

Porque carga de razões o Tribunal Constitucional deveria ser neutro?
" Penso que toda a interpretação da lei se tem de basear numa realidade objectiva ", diz H. Monteiro. Sem querermos entrar " naquilo de que não se pode falar ", aonde é que está a realidade objectiva sem ser na óptica do observador?
E qual é ela na óptica de H.Monteiro? A supressão da constitucionalidade e da legislação portuguesa  já que o país está endividado ( realidade objectiva ) e com isso, fantástico e absurdo, perdeu a soberania... e devemos deixar que a " correia de transmissão dos credores " - o governo de Portugal -  funcionasse segundo as suas directivas programáticas e não segundo os interesses declarados e maioritários da sua população e da sua Constituição.
Por essa lógica, iremos em breve ver a China a impôr directivas, como credor da maior fatia da dívida dos USA.
Portas, assim como H. Monteiro, também crê que a qualidade da soberania de uma nação está no tamanho do seu bolso. A soberania individual tem o seu reflexo na colectiva. Manda quem tem dinheiro. O raio, é que mesmo o sem - abrigo, em sua liberdade, manda em si próprio, ou não?

Acontece que nenhum país do mundo jamais perdeu a sua soberania a não ser por força das armas ou por livre iniciativa do seu povo e nunca por dever dinheiro ou por não o ter, NUNCA! As soberanias expressas pelas fronteiras e pelos órgãos " não capitulados " dos estados só se perdem, históricamente, por invasão estrangeira, corrupção das elites e ocupação do território pela força das armas.
Portas e Monteiro, assim como os troykistas, genèricamente, teóricos cismáticos, deveriam ser mais avisados pelos ensinamentos que a história do país reflectida em 1640 e antes disso em 1385 trouxe à leveza das interpretações objectivadas à luz dos interesses de classe e das circunstâncias.

Quanto ao T.C., a esta hora, calculo que o palácio Ratton, em resposta à pressão do laissez faire , lhes  devolva um sorriso monalisiano...

sexta-feira, outubro 04, 2013

DA INSUSTENTABILIDADE DO SER...



" Ele diz muito sériamente : « Essa coisa é A, e esta outra coisa é B ». Mas a sua seriedade é a de um pince-sans-rire. É a seriedade instável de quem engoliu uma gargalhada e, se não apertar bem os lábios, vomita - a. Ele sabe muito bem que nem esta é A, assim à bruta, nem a outra é B, assim, sem reservas. Aquilo que o conceito pensa com rigor é um pouco outra coisa daquilo que diz, e a ironia (a leveza, digo eu... ) consiste nesta duplicidade.
O que verdadeiramente pensa é isto : eu sei que, falando com todo o rigor, esta coisa não é A, nem aquela B; mas, admitindo que são A e B, eu sei o que digo para efeitos do meu comportamento vital ante uma coisa e outra...  " - Gasset, in Rebelião das massas

" Deus nos livre de um Presidente que não mede o que diz... " Cavaco Silva, 21/12/2010

FERNANDA CÂNCIO, fez, no Diário de Notícias de 4/10, para os mais desmemorizados, um apanhado das cambalhotas políticas de um sujeito político que hoje ocupa o cargo mais elevado da administração do Estado.
Faça uma visita guiada...

terça-feira, outubro 01, 2013

AUTÁRQUICAS

UMA LEITURA NACIONAL

Só por manifesta dissimulação política seria possível o alheamento ou a desvalorização dos resultados destas eleições; mesmo assim houve quem o tivesse tentado e quem tivesse, como o nosso inefável Presidente da República o fez, " preventivamente "... Não haveria consequências na governação por mais devastadoras que fossem as penalizações previstas... EXTRAORDINÁRIO!
Cavaco Silva tem sido, de facto, um dos mentores e apoiantes dessa austeridade tacanha e empobrecedora.

Mais avisado e surpreendentemente lúcido esteve o Primeiro - Ministro, Passos que, consciente do que o esperava, enfatizou a inultrapassável leitura nacional, através do voto autárquico, da governação.
O calendário político, com a troyka vigilante e autista por sobre os acontecimentos nacionais limitam - lhe o verbo e as previsíveis e políticamente naturais medidas de mudança de agulha no que se tem provado ser uma iniquidade ( sim, a Moral, a sua ausência, tem tudo a ver com isso... ).

O líder do P.S, apesar da sua leitura conventual da situação e da sua já intragável compaixão, limitou - se a apanhar as castanhas que a Coligação, custe o que custar, tem atirado ao cesto de esmolas de A.Seguro.
Aconselho a Direcção do P.S. a analisar com muita atenção o que aconteceu no Porto. Foi exemplar a manifestação da autonomia democrática dos portuenses ao repelir Menezes e a sua visão provinciana e paroquial da cidade por sobre os arrotos regionalistas e nomeadamente dos lisboetas, que repeliram um candidato paraquedista, que vota na casa do diabo mais velho e cuja posição política ninguém conhece; sabe - se que é um Burocrata militante do PSD e pouco mais.

Lamentável o que aconteceu com o Bloco que se esqueceu que a sua base de apoio nunca gostou de ver a sua Direcção a coligar - se com a Direita para deitar abaixo um líder socialista que a Direita odiava. Pagou caro e... duvido que nas legislativas se recupere, porque, então, o voto útil vai funcionar pelo PS por parte de grande maioria dos seus simpatizantes. 

E eis - nos chegados ao vencedor incontestado dessas eleições. Houve eficácia na mensagem e conhecimento sensível das frustrações dos seus apoiantes e resposta leal da sua base de apoio.
O PCP é um partido charneira da Democracia portuguesa. A sua consistência política e os seus propósitos são transparentes e a população portuguesa está - se borrifando e desconhece Lenin, Estalin, Goulag; sabe que o Partido defende SEMPRE, por sobre quaisquer circunstâncias históricas, o seu interesse. É TUDO e é bom.

Veremos os próximos desenvolvimentos da inevitável, é uma questão de sobrevivência, pressão governamental sobre os Burocratas da UE.

segunda-feira, setembro 23, 2013

AI JESUS!!!


INACEITÁVEL, o comportamento do treinador do Benfica....

Filipe Vieira não pode continuar a dar cobertura aos " histerismos " labregos de um putativo condutor de homens pelo qual, a partir de ontem, perderam o respeito e se irá tornar motivo de chacota no balneário.

Por mim e não sou jurista, há motivos disciplinares mais do que suficientes para o despachar com justa causa.
Eu não quero acreditar que a decisão de manter Cardoso no plantel ( um erro político desastroso do presidente... ) tenha soltado Jesus perante uma autoridade que supôs enfraquecida. Tivesse ou não motivos pessoais para se ter sentido desautorizado o que deveria ter feito, em coerência, era ter pedido a demissão. Forçá - la, como aparentemente o seu comportamento denunciou, com graves e duradouros prejuízos para a instituição e o presidente que o tem apoiado, é INACEITÁVEL.

Acabe - se com o mito e ponham - no a andar que o Benfica tem jogadores fabulosos que já estão a merecer outra chefia que não o seu saltitão emproado ( de quê, pergunto... ) da lateral.

É que ainda vamos a tempo...



terça-feira, setembro 17, 2013

IMORALIDADES POLÍTICAS

A lucidez, éticamente enquadrada, é isso; a dos patifes é por ela desmascarada e combatida quase por reflexo...
Dêem um pulo ao " I " de ontem e leiam o editorial de Ana Sá lopes e façam o favor de a acompanhar  todas as segundas - feiras no mesmo jornal.
Não é de agora que sigo a desmontagem e a denúncia do Cinismo político/ social e financeiro que medra na mediocridade bisonha do País e que o Poder vigente cavalga à sombra da austeridade imposta aos contribuintes.

Sair em  minha defesa neste espaço, como reformado, ( não do Estado, o que é irrelevante ) que sou, pareceu - me sempre de mau gosto e foi únicamente o respeito humano que me travou as invectivas em defesa própria contra o absurdo históricamente analfabeto e políticamente imoral que este governo de emboscadas, cobardemente, encetou contra os avôs e avós deste país, alguns deles ainda com forças suficientes para lhes partirem a cara, nomeadamente este escriba.

Outros o têem feito com mais assertividade e distância etária descomprometedora; o exemplo citado foi um caso...