terça-feira, maio 24, 2011
PORTUGAL
Não há nada em Portugal que não se " suporte ", nem a Crise...
Se há capacidade humana que o meu povo de origem tornou uma segunda natureza foi a ADAPTAÇÃO, que a falta de recursos, naturais e políticos nos impôs sob o risco de extinção. Uma das suas vertentes é a sua capacidade de reprodução que o fez um dos mais jovens países do Planeta o que sem ser um privilégio ou uma novidade biológica nutre - o com uma energia acrescida que opõe ao derrotismo e à distracção que os tempos de hoje alimentam.
Portugal está a envelhecer a um ritmo preocupante e tem " absorvido " crises cíclicas desde décadas, ostracizando todos os diagnósticos das suas mentes mais esclarecidas. Nesse enlevo embarca TODA A POPULAÇÃO residente, do passado e do presente.
Tenho por mim que o causador desta aflitiva distracção também está no espaço privilegiado que coube ao lusitano, o que lhe provoca um efeito edénico singular.
Vem aí um acto eleitoral e o seu resultado ameaça ser um sério problema, dentro dos condicionalismos impostos pelos credores, com a exigência de uma estabilidade política que garanta as condições do " consenso " necessário ao cumprimento das obrigações contratualizadas.
Qual será a percentagem dos portugueses que condicionará o seu voto ou a sua abstenção, pela criação dessa estabilidade política num exercício racionalizado de decisão?
Pela parte que me toca, confesso - me " contaminado " pelo clima e como um português como os demais não garanto muita racionalidade no meu voto...
sábado, maio 21, 2011
UMA VAGA CONSISTENTE...
Ainda não é o TSUNAMI que prevejo e anseio, por uma democracia real, que varra esse monumental embuste que a Burocracia, a Cleptocracia e a Plutocracia contrabandearam por sobre os nossos anseios de uma sociedade em que a Liberdade se conjugaria com as suas irmãs Fraternidade e Solidariedade por um mundo mais justo, em que as diferenças, não só as naturais como as adquiridas fossem conciliáveis com o Todo que habita a Terra e não alibis de conflitos " naturais ".
QUE A VAGA CRESÇA...!, em Espanha e no resto da população gorda e anafada da chamada Europa rica...
quarta-feira, maio 18, 2011
DEBATES ELEITORAIS
Nada tinha dito ainda sobre os frente-a-frente dos líderes partidários, pelo simples mas não irrelevante pormenor, de antes lhes sentir a consistência do discurso.
Um facto chamou - me logo a atenção, após ter visionado todas as suas prestações até hoje - o Rigor e consistências ideológicas do Louçã e do Jerónimo de Sousa e a " desinibição " retórica deste último, comparado com o passado.
Nenhum deles " perdeu " os debates para os adversários, que foram obrigados a uma posição justificativa que a insustentabilidade da situação, passada, presente e futura, desmerece como argumentação já que foram directa e indirectamente cúmplices naquilo que Louçã já chamou de " economia falhada " e Jerónimo " mais do mesmo ".
Sócrates, Passos Coelho e Portas funcionam e racionalizam dentro dos parâmetros da ideologia hoje triunfante no Ocidente, aceite como solução política e administrativa dos estados que o compõem. Vêem as propostas alternativas como folclores do jogo democrático, aceites como meras verbalizações dos defeitos que o regime transporta e não como prática exequível do que a Política deva ser - Um governo DO povo e PARA o povo que não se esgote na falsa Liberdade e no formalismo hipócrita dos direitos humanos e liberdade de expressão.
Digo e repito - Eu apoiei Sócrates DENTRO do panorama político português de uma maneira clara e transparente e justifiquei porquê, nomeadamente até à crise de 2008. Os eleitores deram - lhe um mandato sobre um programa DENTRO de um sistema e regime que não QUEREM subverter, pelo menos até às próximas eleições. E para dizer o que penso, não creio que o queiram fazer, apesar de o desejar com veemência.
Ao diktat alemão, acompanhado pelo acéfalo presidente francês e o arrivista líder britânico tornou - se necessário uma rebeldia que trave JÁ o novo REICH e a morte da UE sonhada pelos seus pioneiros. Isso terá de partir em qualquer lado, hoje ou amanhã...
E porque não em Portugal, já nas próximas eleições?
Um facto chamou - me logo a atenção, após ter visionado todas as suas prestações até hoje - o Rigor e consistências ideológicas do Louçã e do Jerónimo de Sousa e a " desinibição " retórica deste último, comparado com o passado.
Nenhum deles " perdeu " os debates para os adversários, que foram obrigados a uma posição justificativa que a insustentabilidade da situação, passada, presente e futura, desmerece como argumentação já que foram directa e indirectamente cúmplices naquilo que Louçã já chamou de " economia falhada " e Jerónimo " mais do mesmo ".
Sócrates, Passos Coelho e Portas funcionam e racionalizam dentro dos parâmetros da ideologia hoje triunfante no Ocidente, aceite como solução política e administrativa dos estados que o compõem. Vêem as propostas alternativas como folclores do jogo democrático, aceites como meras verbalizações dos defeitos que o regime transporta e não como prática exequível do que a Política deva ser - Um governo DO povo e PARA o povo que não se esgote na falsa Liberdade e no formalismo hipócrita dos direitos humanos e liberdade de expressão.
Digo e repito - Eu apoiei Sócrates DENTRO do panorama político português de uma maneira clara e transparente e justifiquei porquê, nomeadamente até à crise de 2008. Os eleitores deram - lhe um mandato sobre um programa DENTRO de um sistema e regime que não QUEREM subverter, pelo menos até às próximas eleições. E para dizer o que penso, não creio que o queiram fazer, apesar de o desejar com veemência.
Ao diktat alemão, acompanhado pelo acéfalo presidente francês e o arrivista líder britânico tornou - se necessário uma rebeldia que trave JÁ o novo REICH e a morte da UE sonhada pelos seus pioneiros. Isso terá de partir em qualquer lado, hoje ou amanhã...
E porque não em Portugal, já nas próximas eleições?
domingo, maio 15, 2011
NÃO PODE....
... E se pode, quais foram, no fundo, as razões de tão aberrante acto?
Será que Dominique NÃO QUER ser candidato indigitado pelo PSF para a corrida presidencial?... E, subconscientemente " retirou - se " da corrida ou, tudo não passa de um monumental equívoco?
E se se trata de uma conspiração, como é que um homem vivido como o Presidente do FMI, se deixou seduzir por ela?
Fiquemos à espera dos desenvolvimentos e futuras explicações...
FACTOS,FACTOS,FACTOS e história...
A HONESTIDADE INTELECTUAL EXIGE que à analise se junte a fundamentação e a memória e isso M. Sousa Tavares fá-lo como poucos. Ver a última crónica - Não há inocentes - de 14/5 no Expresso.
É evidente que não há inocentes, Ninguém está inocentado desta narrativa pós 25 de Abril que descambou na Capitulação recente.
A vertigem do Poder democrático que adulterou em vários momentos da história política recente a racionalidade política dos Governos em favorecimento de interesses partidários, corporativos, sindicais, económicos e financeiros ainda está VIVA e actuante. Impossível mudar em tão pouco tempo o que a História cimentou na formatação da alma lusa. O medo que a sobrevivencia lhe irá impôr irá reforçar as defesas de uma " velha " nação no que ela tem de mais autêntico. E não será o Rigor...
É evidente que não há inocentes, Ninguém está inocentado desta narrativa pós 25 de Abril que descambou na Capitulação recente.
A vertigem do Poder democrático que adulterou em vários momentos da história política recente a racionalidade política dos Governos em favorecimento de interesses partidários, corporativos, sindicais, económicos e financeiros ainda está VIVA e actuante. Impossível mudar em tão pouco tempo o que a História cimentou na formatação da alma lusa. O medo que a sobrevivencia lhe irá impôr irá reforçar as defesas de uma " velha " nação no que ela tem de mais autêntico. E não será o Rigor...
quinta-feira, maio 12, 2011
ALÇAPÕES...
Pelo que tenho ouvido nos debates, análises e comentários sobre os termos do acordo com os negociadores do F.M.I. e da U.E. parece - me que um " campo minado " e cheio de alçapões se vai apresentar aos próximos governantes do País.
Os cidadãos não foram tidos nem achados nesse processo. O bom-senso aconselharia que essas negociações, precipitadas pela queda do Governo,só ocorressem depois das eleições e não aparecerem como um ultimato inconcebível ao País, definindo lhe em pormenor um programa de Governo ao qual se EXIGE vassalagem, com um controlo trimestral da execução.
CAPITULAÇÃO - foi o que aconteceu, com a BANCA nacional à cabeça levando, na néscia e absurda enxurrada financeira, todo um povo que tem sido obrigado a pagar a MERDA que tem andado a fazer.
Veremos quem será o escolhido pelos cidadãos para se esquivar com inteligência a uma agenda direitista e conservadora que nos querem prender às pernas...
Os cidadãos não foram tidos nem achados nesse processo. O bom-senso aconselharia que essas negociações, precipitadas pela queda do Governo,só ocorressem depois das eleições e não aparecerem como um ultimato inconcebível ao País, definindo lhe em pormenor um programa de Governo ao qual se EXIGE vassalagem, com um controlo trimestral da execução.
CAPITULAÇÃO - foi o que aconteceu, com a BANCA nacional à cabeça levando, na néscia e absurda enxurrada financeira, todo um povo que tem sido obrigado a pagar a MERDA que tem andado a fazer.
Veremos quem será o escolhido pelos cidadãos para se esquivar com inteligência a uma agenda direitista e conservadora que nos querem prender às pernas...
quarta-feira, maio 11, 2011
É disto que falo...
Leio que a NATO se recusou a prestar auxílio a uma embarcação avariada e carregada de refugiados, que demandavam o Mediterrâneo em busca de território mais civilizado, desprezando a civilidade que a lei internacional define como obrigação nos pedidos de socorro.
Só a " falta de qualidade " que lhes terá sido atribuída por ordens superiores, terá obstado ao seu salvamento.
Cometeu - se um crime.
O julgamento só será feito ao nível da nossa consciência, já que quem hoje detém o Poder de julgar, aplicando os critérios do mais forte e não da Justiça, adjectivando as acções consoante os seus interesses, detém o poder das armas e não o fará em casa própria.
Um homicídio é um homicídio, quer seja cometido pelo indivíduo ou pelo Estado. O terrorismo é terrorismo, quer seja cometido pelo indivíduo ou pelo Estado e por aí fora...
A representação do colectivo que o Estado e os seus tentáculos protagonizam tem de ser escrutinada nos exactos parâmetros que a LEI impõe aos cidadãos que O formataram. Os Estados não são impunes; os " interesses " próprios que defendem podem tornar - se numa ameaça aos outros Estados, como a História das nações bem conhece e responsabiliza TODOS.
A " CHAVE " do regulamento normalizado do " sapiens " com os outros habitantes da TERRA terá de abrir todas as portas que as evoluções díspares dos outros ramos da espécie criaram. A Biologia, a Sobrevivência, não chega; a Racionalidade, pelos vistos, também não.
E que tal a SOLIDARIEDADE, a junção dessas duas urgências?
Só a " falta de qualidade " que lhes terá sido atribuída por ordens superiores, terá obstado ao seu salvamento.
Cometeu - se um crime.
O julgamento só será feito ao nível da nossa consciência, já que quem hoje detém o Poder de julgar, aplicando os critérios do mais forte e não da Justiça, adjectivando as acções consoante os seus interesses, detém o poder das armas e não o fará em casa própria.
Um homicídio é um homicídio, quer seja cometido pelo indivíduo ou pelo Estado. O terrorismo é terrorismo, quer seja cometido pelo indivíduo ou pelo Estado e por aí fora...
A representação do colectivo que o Estado e os seus tentáculos protagonizam tem de ser escrutinada nos exactos parâmetros que a LEI impõe aos cidadãos que O formataram. Os Estados não são impunes; os " interesses " próprios que defendem podem tornar - se numa ameaça aos outros Estados, como a História das nações bem conhece e responsabiliza TODOS.
A " CHAVE " do regulamento normalizado do " sapiens " com os outros habitantes da TERRA terá de abrir todas as portas que as evoluções díspares dos outros ramos da espécie criaram. A Biologia, a Sobrevivência, não chega; a Racionalidade, pelos vistos, também não.
E que tal a SOLIDARIEDADE, a junção dessas duas urgências?
segunda-feira, maio 09, 2011
VIVA LA MUERTE!!!???
Clara F. Alves, cuja lucidez muito prezo e que por várias vezes por aqui tenho enaltecido a diferença que ela marca no panorama jornalístico nacional esteve nas celebrações festivas que acompanharam em várias praças do Ocidente, o assassinato do líder da organização extremista Al-Qaeda e admirou - se da perplexidade de outras almas com a visão de um filme que elas seguramente julgavam pertencer ao universo do Outro, como aconteceu a este bloguista.
E.Cioran disse, mais coisa menos coisa, que a lucidez,no momento em que julgamos ter compreendido tudo, nos dá ar de assassinos.
Não que, creio eu, o assassínio e a lucidez tenham alguma coisa em comum, necessáriamente; o que tem de pretensão a lucidez tem o assassínio o absurdo.
Os alibis para a justificação do assassinato,( não há semântica que nos valha... )provêm do domínio de uma narrativa que a história do Homem transporta desde as origens e subvertem toda a essência que a racionalidade pôs no seu conteúdo e transformam - se na negação daquilo que em nós estremece ao ver a sua face sombreada pela demência.
Falo da Justiça, Liberdade, Religião, Solidariedade,Civilização, Orgulho nacional,Segurança, em nome dos quais se manda assassinar, numa patética e trágica inversão com o valor primordial que lhes dá SENTIDO - a VIDA, humana para o caso.
Quando se ignora ostensivamente o homicídio que diáriamente acontece por este globo, nomeadamente nas regiões mais pobres do mundo,sim,porque não vejo a distinção entre " deixar morrer à mingua " com a promoção da matança em nome de uma ideologia, vingança ou interesse nacional, pergunto se é a altura da " pilha de cadáveres " que nos sufoca ou a nossa incapacidade de compaixão pela " falta de qualidade " da pilha?
É que nesse desinvestimento NÃO HÁ INOCENTES a não ser as crianças e quando os líderes, escolhidos por nós mandam matar e levam nas suas bombas o TERROR para despejar sobre outros " inocentes " e os seus líderes,são mandatados e irresponsabilizados por NÓS, responsabilizando -nos a TODOS.
E é isso que me incomoda...
Nenhuma compaixão me desperta a morte de assassinos como Bin Laden. E, seguramente, não merece a minha celebração.
Por mim, recuso que matem em meu nome. ENVERGONHA - ME!
A capacidade de o fazer, inscrita nos meus genes de primata é minha, e o seu uso também. E celebro,isso sim, a VIDA e AQUILO que me tem impedido de glorificar a Morte. Lucidez não é , de certeza; será coisa OUTRA.
Por quem os sinos irão dobrar, acompanhando os festejos do Outro lado, quando, sob outras bandeiras as bombas nos despertarem a compaixão devida aos nossos?
E.Cioran disse, mais coisa menos coisa, que a lucidez,no momento em que julgamos ter compreendido tudo, nos dá ar de assassinos.
Não que, creio eu, o assassínio e a lucidez tenham alguma coisa em comum, necessáriamente; o que tem de pretensão a lucidez tem o assassínio o absurdo.
Os alibis para a justificação do assassinato,( não há semântica que nos valha... )provêm do domínio de uma narrativa que a história do Homem transporta desde as origens e subvertem toda a essência que a racionalidade pôs no seu conteúdo e transformam - se na negação daquilo que em nós estremece ao ver a sua face sombreada pela demência.
Falo da Justiça, Liberdade, Religião, Solidariedade,Civilização, Orgulho nacional,Segurança, em nome dos quais se manda assassinar, numa patética e trágica inversão com o valor primordial que lhes dá SENTIDO - a VIDA, humana para o caso.
Quando se ignora ostensivamente o homicídio que diáriamente acontece por este globo, nomeadamente nas regiões mais pobres do mundo,sim,porque não vejo a distinção entre " deixar morrer à mingua " com a promoção da matança em nome de uma ideologia, vingança ou interesse nacional, pergunto se é a altura da " pilha de cadáveres " que nos sufoca ou a nossa incapacidade de compaixão pela " falta de qualidade " da pilha?
É que nesse desinvestimento NÃO HÁ INOCENTES a não ser as crianças e quando os líderes, escolhidos por nós mandam matar e levam nas suas bombas o TERROR para despejar sobre outros " inocentes " e os seus líderes,são mandatados e irresponsabilizados por NÓS, responsabilizando -nos a TODOS.
E é isso que me incomoda...
Nenhuma compaixão me desperta a morte de assassinos como Bin Laden. E, seguramente, não merece a minha celebração.
Por mim, recuso que matem em meu nome. ENVERGONHA - ME!
A capacidade de o fazer, inscrita nos meus genes de primata é minha, e o seu uso também. E celebro,isso sim, a VIDA e AQUILO que me tem impedido de glorificar a Morte. Lucidez não é , de certeza; será coisa OUTRA.
Por quem os sinos irão dobrar, acompanhando os festejos do Outro lado, quando, sob outras bandeiras as bombas nos despertarem a compaixão devida aos nossos?
sábado, maio 07, 2011
ALTERNATIVAS...
É evidente que há, sempre houve alternativas aos modelos de governação democrática que nenhum paternalismo autocrático saberá contrariar.
Acontece que, quando à inconsequência e por vezes contradição entre as narrativas do Real interpretadas pelos partidos e vivida individualmente pelos cidadãos, se acrescem diktats que subvertem o relacionamento que uma vivência contratualizada entre as partes, definiu há séculos, o indivíduo eleitor sente - se parte de uma farsa que contrabandeou TUDO.
As sondagens que apontam, não uma penalização, pelo contrário, uma cumplicidade com quem soube, políticamente, ser ( ou parecer, não importa...) uma resistência à agressão sobre os normativos psicológicos que, bem ou mal, nos enformam e marcam uma trajectória nacional,uma maneira de ser e viver o mundo, são um sintoma de que a mensagem vigorosa de Sócrates está a ser mais fácilmente aceite pelo Centrão do que a do seu opositor directo, visto como o elemento perturbador de uma narrativa enfáticamente defendida e melhor interpretada por Sócrates.
Defender a MUDANÇA hoje, sobre o real enquadrado pela troika, é um exercício que remete os eleitores para uma demência dificilmente exequível, dadas as alternativas apresentadas pelo Bloco de Esquerda e pelo PCP que prefiguram uma revolução, mutatis mutandis, na mesma linha da provocada pela intervenção estrangeira.
Se o programa de Governo já está feito pela troika,convém ter à frente do Governo um líder confirmado e não challengers.
Mudar esse arranjo mental até à data das eleições exigirá inteligência, não chico-espertice, e um conhecimento profundo da psicologia social lusa que os ataques pessoais ao P. Ministro demissionário estão a desmentir, ao mesmo tempo que reforçam e não enfraquecem os laços cúmplices que se estabeleceram após o seu derrube formal pela Oposição que franqueou as portas à intervenção estrangeira.
Veremos os desenvolvimentos...
Acontece que, quando à inconsequência e por vezes contradição entre as narrativas do Real interpretadas pelos partidos e vivida individualmente pelos cidadãos, se acrescem diktats que subvertem o relacionamento que uma vivência contratualizada entre as partes, definiu há séculos, o indivíduo eleitor sente - se parte de uma farsa que contrabandeou TUDO.
As sondagens que apontam, não uma penalização, pelo contrário, uma cumplicidade com quem soube, políticamente, ser ( ou parecer, não importa...) uma resistência à agressão sobre os normativos psicológicos que, bem ou mal, nos enformam e marcam uma trajectória nacional,uma maneira de ser e viver o mundo, são um sintoma de que a mensagem vigorosa de Sócrates está a ser mais fácilmente aceite pelo Centrão do que a do seu opositor directo, visto como o elemento perturbador de uma narrativa enfáticamente defendida e melhor interpretada por Sócrates.
Defender a MUDANÇA hoje, sobre o real enquadrado pela troika, é um exercício que remete os eleitores para uma demência dificilmente exequível, dadas as alternativas apresentadas pelo Bloco de Esquerda e pelo PCP que prefiguram uma revolução, mutatis mutandis, na mesma linha da provocada pela intervenção estrangeira.
Se o programa de Governo já está feito pela troika,convém ter à frente do Governo um líder confirmado e não challengers.
Mudar esse arranjo mental até à data das eleições exigirá inteligência, não chico-espertice, e um conhecimento profundo da psicologia social lusa que os ataques pessoais ao P. Ministro demissionário estão a desmentir, ao mesmo tempo que reforçam e não enfraquecem os laços cúmplices que se estabeleceram após o seu derrube formal pela Oposição que franqueou as portas à intervenção estrangeira.
Veremos os desenvolvimentos...
quarta-feira, maio 04, 2011
DOS " estados de alma "...
Reparei últimamente que, na minha prosa ,tem aparecido com insistência e com fundamento, creio eu, essa classificação de "estados de alma" para caracterizar um discurso que recorrentemente se afasta do " Eu penso... " para a descrição de emoções, impúdicamente apresentadas como análises e comentários .
A objectividade, por esses dias, também se afastou dosnúmeros,também estes sujeitos a grosseiras manipulações consoante o carácter instrumental a quem serve e de quem deles se serve.
Acontece que isso faz parte de um universo deformador do Real, o da Política e não o da interpretação fundamentada e orientadora ( deve(ria) estar na sua matriz )do Homem, mesmo para um céptico irredutível, um narcisista incurável ou um intriguista convicto.
Se a intenção é a descrição diletante de sentimentos, e não a provocação manifesta da racionalidade do Outro,na linha de Marcello, Carrillo e por vezes o J.P.Pereira e seus seguidores empáticos, sugiro, de novo, encimar com o nome de Confissões ou Diários tudo o que dizem ou escrevem, por uma questão de transparência intelectual.
Assim saberíamos que os intérpretes SÃO políticos e que a análise a fazer tem de levar em consideração esse desiderato, com, isso sim, os "estados de alma" que acompanham os cidadãos quando escrutinam a Política e os políticos.
E não ficariam de fora...
A objectividade, por esses dias, também se afastou dos
Acontece que isso faz parte de um universo deformador do Real, o da Política e não o da interpretação fundamentada e orientadora ( deve(ria) estar na sua matriz )do Homem, mesmo para um céptico irredutível, um narcisista incurável ou um intriguista convicto.
Se a intenção é a descrição diletante de sentimentos, e não a provocação manifesta da racionalidade do Outro,na linha de Marcello, Carrillo e por vezes o J.P.Pereira e seus seguidores empáticos, sugiro, de novo, encimar com o nome de Confissões ou Diários tudo o que dizem ou escrevem, por uma questão de transparência intelectual.
Assim saberíamos que os intérpretes SÃO políticos e que a análise a fazer tem de levar em consideração esse desiderato, com, isso sim, os "estados de alma" que acompanham os cidadãos quando escrutinam a Política e os políticos.
E não ficariam de fora...
terça-feira, maio 03, 2011
DEMÓNIOS!!!??? EM PORTUGAL?
Em tempos, disse por aqui que o Abrupto de J.P.P, quando funciona pelo ponto de vista de um historiador tinha a minha atenção e o meu aplauso e que quando se abalançava em comentários partidários ad hominem, melhor, anti - Sócrates produzia prosas INTRAGÁVEIS, carregadas de azedume e, hoje descobri, Ódio, ao qual atrelou, em mística romagem metade dos portugueses.
LAMENTÁVEL e imperdoável descontrolo intelectual esse que reduz a História a estórias de " estados de alma " e de palpites de exorcismo de uma entidade a eliminar a todo o custo.
Um conselho foi dado ao PSD - VÃO À BRUXA e libertem,com as suas mézinhas, o País desse ser demoníaco que é Sócrates.
FRANCAMENTE!
LAMENTÁVEL e imperdoável descontrolo intelectual esse que reduz a História a estórias de " estados de alma " e de palpites de exorcismo de uma entidade a eliminar a todo o custo.
Um conselho foi dado ao PSD - VÃO À BRUXA e libertem,com as suas mézinhas, o País desse ser demoníaco que é Sócrates.
FRANCAMENTE!
segunda-feira, maio 02, 2011
VIVA LA MUERTE!!!???
Que insano exercício me tolda a intranquilidade vã da minha consciência, por esses dias,quando vejo a Morte celebrada em regozijo pelas massas e o assassínio " fermentado " em gabinetes em execráveis cumplicidades com o Terror!
A guerra contra a DIFERENÇA, dentro e fora das fronteiras do Ocidente está a atingir o grau da demência que deploramos nos Outros.
QUEM SE SEGUIRÁ NA MINHA LISTA?
sábado, abril 30, 2011
PERSPECTIVAS...
Parafraseando o que de Otelo não se surpreendeu com os " estados de alma " que definiram grosseiramente a frustração que J.P.P. pode histórica e filosòficamente enquadrar, direi que não m'espanto às vezes, outras m'envergonho - me em permanência.
Fácil é atribuir a quem, do panorama nacional o reduza a , para lá dos esteoreotipos de imposição da Ordem como " receita " para o afastamento do " véu de Maya " que nos empata e define e difícil é, não a justificação, também ela possível, a apresentação do " remédio " para debelar a doença de que Otelo e os portugueses se queixam. ESSA deveria ser uma " obrigação " do Abrupto.
É que para lá da " falta de jeito " do Otelo, consegui entender a mensagem que JPP reduziu à semântica e ao formalismo intelectual dos iluminados. E foi diferente...
A CHAVE DO SUCESSO?
POR ONDE PÁRA?
O que é que têm em comum os tão proclamados BRIC's?
O que é que o Brasil, a Índia e a China, mais a Rússia, têm em comum? A demografia, a massa populacional.
De todos eles, o Brasil é o que poderá ter mais riqueza natural, a China mais população e orgulho nacional e a India mais cabeça e história.
Juntando ao lote a riqueza, por ora só natural, de Angola e a Ganância, feita doutrina fundadora, dos USA,atrelada a um monumental sofisma filosófico segundo o qual a Liberdade de ser rico é pertença de todos, o que tem mantido e alimentado o pasmo social num país onde a riqueza produzida por 95% da sua população se encontra na posse de 1%, faço a pergunta de uma Vida - O que é que faz as " coisas " acontecerem como acontecem e sejam o que são?
A pergunta não é inútil mas as respostas têm - no sido, como as histórias das Nações atestam.
A contradição fundamental, reiteradamente denunciada pelos historiadores e sociólogos, entre as sociedades humanas e a Natureza, considerada como o espaço privilegiado das suas realizações colectivas, se por um lado se adequa ( deveria ) ao território da sua " pertença ", com as respostas de sobrevivência e evolução que o meio obriga, por outro lado degrada - se, na tentativa duplamente contra - natura de se adequar a paradigmas comportamentais e culturais que a Globalização Imperial lhe dita.
Toda a história dos Impérios, universalmente retratada e estúpidamente ignorada deu - nos a conhecer a sua impossibilidade de sucesso, pela multiplicação dos factores de contradição do biológico com o cultural, próprio e alheio.
ESTUPIDEZ é a palavra chave que se desmultiplica em cada tentativa de " arrebanhamento " de espécies, que embora pertencentes ao mesmo género, são histórica e culturalmente estranhas.
No Portugal de hoje, " a resgatar " por uma história alienígena que O ultrapassa, vive - se o mesmo drama dos povos que foram obrigados a abdicar da sua identidade.
TRAGÉDIA, é a palavra tabu que ninguém quer pronunciar. A SOBREVIVÊNCIA É COISA OUTRA, eventualmente menos nobre, mas NECESSÁRIA. E estamos de volta à BIOLOGIA.
O que é que têm em comum os tão proclamados BRIC's?
O que é que o Brasil, a Índia e a China, mais a Rússia, têm em comum? A demografia, a massa populacional.
De todos eles, o Brasil é o que poderá ter mais riqueza natural, a China mais população e orgulho nacional e a India mais cabeça e história.
Juntando ao lote a riqueza, por ora só natural, de Angola e a Ganância, feita doutrina fundadora, dos USA,atrelada a um monumental sofisma filosófico segundo o qual a Liberdade de ser rico é pertença de todos, o que tem mantido e alimentado o pasmo social num país onde a riqueza produzida por 95% da sua população se encontra na posse de 1%, faço a pergunta de uma Vida - O que é que faz as " coisas " acontecerem como acontecem e sejam o que são?
A pergunta não é inútil mas as respostas têm - no sido, como as histórias das Nações atestam.
A contradição fundamental, reiteradamente denunciada pelos historiadores e sociólogos, entre as sociedades humanas e a Natureza, considerada como o espaço privilegiado das suas realizações colectivas, se por um lado se adequa ( deveria ) ao território da sua " pertença ", com as respostas de sobrevivência e evolução que o meio obriga, por outro lado degrada - se, na tentativa duplamente contra - natura de se adequar a paradigmas comportamentais e culturais que a Globalização Imperial lhe dita.
Toda a história dos Impérios, universalmente retratada e estúpidamente ignorada deu - nos a conhecer a sua impossibilidade de sucesso, pela multiplicação dos factores de contradição do biológico com o cultural, próprio e alheio.
ESTUPIDEZ é a palavra chave que se desmultiplica em cada tentativa de " arrebanhamento " de espécies, que embora pertencentes ao mesmo género, são histórica e culturalmente estranhas.
No Portugal de hoje, " a resgatar " por uma história alienígena que O ultrapassa, vive - se o mesmo drama dos povos que foram obrigados a abdicar da sua identidade.
TRAGÉDIA, é a palavra tabu que ninguém quer pronunciar. A SOBREVIVÊNCIA É COISA OUTRA, eventualmente menos nobre, mas NECESSÁRIA. E estamos de volta à BIOLOGIA.
terça-feira, abril 26, 2011
O DISCURSO DOS PRESIDENTES
Espalhou - se o mal pelas aldeias em assertivas chamadas de atenção, como reiteradamente desde o princípio do século XX, as cabeças mais esclarecidas do País têm feito.
Em nenhum País do Globo conheci um povo assim tão singular e que a si faz tanto mal. Já lhe foram dadas tantas definições e disposições de carácter explicadas pelos próprios por sucessivas gerações que se chegou ao ponto de se tentar novas abordagens caucionadas pelas opiniões dos outros, numa procura quase desesperada da sua imagem, reflectida pelo olhar estrangeiro.
E é como estrangeiro, a viver cá desde 1968, que se compara com a sua própria naturalidade caboverdiana e sobre os seus anfitriões e sobre o País de que culturalmente se define, marcado que foi por uma tão longa permanência e vivência, que lastimo ver o meu País, já não de adopção mas sentido, atónito e perplexo consigo próprio.
É fácil gostar de Portugal, também ele um País singular mas não tão fácil gostar dos portugueses. Difícil de definir em profundidade, já que nunca se entrega, e cioso do seu espaço e da sua intimidade, remete e define a sua " simpatia " em contactos superficiais, formais e descomprometidos cujos limites zela ciosamente. O respeito humano marca - lhe profundamente o carácter que um clima generoso suaviza na sua exterioridade.
Toda esta visão/opinião pessoal reflecte - se declaradamente na sua vida cívica e política numa polaridade estranha que soluça entre a confiança e desconfiança em intervalos tão curtos e tão marcados, que não vejo em parte algum nada semelhante.
Voltando ao discurso dos Presidentes, que exortou os portugueses a um cerrar de fronteiras e a responder como um todo ao desafio e à ameaça de decadência de que eles foram os autores, juntamente com os seus representantes políticos, empresariais e judiciais, pede - se uma REVOLUÇÃO.
Estarão os portugueses prontos e preparados para isso?
Em nenhum País do Globo conheci um povo assim tão singular e que a si faz tanto mal. Já lhe foram dadas tantas definições e disposições de carácter explicadas pelos próprios por sucessivas gerações que se chegou ao ponto de se tentar novas abordagens caucionadas pelas opiniões dos outros, numa procura quase desesperada da sua imagem, reflectida pelo olhar estrangeiro.
E é como estrangeiro, a viver cá desde 1968, que se compara com a sua própria naturalidade caboverdiana e sobre os seus anfitriões e sobre o País de que culturalmente se define, marcado que foi por uma tão longa permanência e vivência, que lastimo ver o meu País, já não de adopção mas sentido, atónito e perplexo consigo próprio.
É fácil gostar de Portugal, também ele um País singular mas não tão fácil gostar dos portugueses. Difícil de definir em profundidade, já que nunca se entrega, e cioso do seu espaço e da sua intimidade, remete e define a sua " simpatia " em contactos superficiais, formais e descomprometidos cujos limites zela ciosamente. O respeito humano marca - lhe profundamente o carácter que um clima generoso suaviza na sua exterioridade.
Toda esta visão/opinião pessoal reflecte - se declaradamente na sua vida cívica e política numa polaridade estranha que soluça entre a confiança e desconfiança em intervalos tão curtos e tão marcados, que não vejo em parte algum nada semelhante.
Voltando ao discurso dos Presidentes, que exortou os portugueses a um cerrar de fronteiras e a responder como um todo ao desafio e à ameaça de decadência de que eles foram os autores, juntamente com os seus representantes políticos, empresariais e judiciais, pede - se uma REVOLUÇÃO.
Estarão os portugueses prontos e preparados para isso?
segunda-feira, abril 25, 2011
domingo, abril 24, 2011
VOLTO A " COLAR "...
" O grande paradoxo do artista é ter de tornar invisível a visibilidade do artifício com que torna visível esse artifício " - Virgilio Ferreira
Acontece, porém que seria melhor que para além da generosidade de conceder mérito ao decifrador da mensagem do artista que tivesse havido transparência argumentativa, para além do cansaço e da atenção que a formalidade conceptual da estória contemplou.
É o que tem acontecido na narrativa oposicionista a Sócrates, por exemplo, na linha carrillista que a receita exibida pelo original e pelos seguidores apresentam.
Os " estados de alma " que a maior parte da Crítica transporta não esclarecem NADA.
A decifração dos artifícios deste artista, do outro que prefaciou este post e do Sócrates exige muito muito mais do que o que qualquer ser vivo é capaz de fazer - interpretar e transformar o Real na sua limitada condição de existir, onde a História se fica pelo relato de " estados de alma " e não escrutinada devido a uma auto -limitação imposta por " divindade " alheia.
Não é preciso conhecer a física teórica para dizer, fundamentando racionalmente, claro, que Hawking se equivocou quando disse que a Filosofia estava morta, nem ele de conhecer a história da Filosofia para teorizar sobre a sua morte.
Da mesma maneira, o desconhecimento dos fundamentos das Éticas aristotélica, platónica, espinoziana ou gandhiana não deveria inibir ninguém na teorização (uma consequência de possuir um cérebro racional )e interpretação e argumentação da Ética com qualquer outra racionalidade assim como em qualquer outro tema não - científico, mesmo os aparentemente " científicamente " enquadrados, como a Política, Democracia, Justiça ou a natureza humana no seu todo.
Nessa " argumentação " com as teses ( não passam disso...) alheias há um pressuposto que a honestidade intelectual ( gratuita para quem não procura benefícios de consequência)não pode dispensar - o conhecimento dos argumentos, fontes e, por vezes, experiências do Outro.
E, surpresa das surpresas, por vezes a coincidência da metodologia reflexiva, para além das cumplicidades que a empatia arrasta, leva à alegria íntima e por vezes compulsiva de partilhar com outros o " milagre " de termos a mesma opinião de Homens que pertencem ao Olimpo ou.... NÃO.
Reduzir isso a a um almanaque de citações e " descobertas " transformaria Platão num farsante e toda a Filosofia ocidental num balão que o físico tentou esvaziar.
Só a " apropriação " do conhecimento e a transmissão do acto de aprender, pensando, no seguimento, atrelado, encostado, papagueando, com ou sem originalidade,sobre o que já foi dito e o que está por dizer, torna possível essa imortalidade do acto de filosofar, sejam os nomes Bandarra, Aleixo, Zé - Povinho, Espinoza ou Hitler.
Poder - se - á argumentar que uma vez morto Deus e a sua " interpretação" terrena e com a metafísica reduzida a um passatempo de ociosos, as questões que o Homem tem levantado,já reduzidas à sua materialidade, são físicas e que, naturalmente só a Ciência as poderá responder. Concedo, com uma questão filosófica - Que ciência usaram as formigas e as abelhas na construção das suas sociedades? Em que é que se distingue o seu conhecimento, de engenharia, por exemplo, do dos humanos?
Bem, chega de divagação gratuita...,por ora.
Acontece, porém que seria melhor que para além da generosidade de conceder mérito ao decifrador da mensagem do artista que tivesse havido transparência argumentativa, para além do cansaço e da atenção que a formalidade conceptual da estória contemplou.
É o que tem acontecido na narrativa oposicionista a Sócrates, por exemplo, na linha carrillista que a receita exibida pelo original e pelos seguidores apresentam.
Os " estados de alma " que a maior parte da Crítica transporta não esclarecem NADA.
A decifração dos artifícios deste artista, do outro que prefaciou este post e do Sócrates exige muito muito mais do que o que qualquer ser vivo é capaz de fazer - interpretar e transformar o Real na sua limitada condição de existir, onde a História se fica pelo relato de " estados de alma " e não escrutinada devido a uma auto -limitação imposta por " divindade " alheia.
Não é preciso conhecer a física teórica para dizer, fundamentando racionalmente, claro, que Hawking se equivocou quando disse que a Filosofia estava morta, nem ele de conhecer a história da Filosofia para teorizar sobre a sua morte.
Da mesma maneira, o desconhecimento dos fundamentos das Éticas aristotélica, platónica, espinoziana ou gandhiana não deveria inibir ninguém na teorização (uma consequência de possuir um cérebro racional )e interpretação e argumentação da Ética com qualquer outra racionalidade assim como em qualquer outro tema não - científico, mesmo os aparentemente " científicamente " enquadrados, como a Política, Democracia, Justiça ou a natureza humana no seu todo.
Nessa " argumentação " com as teses ( não passam disso...) alheias há um pressuposto que a honestidade intelectual ( gratuita para quem não procura benefícios de consequência)não pode dispensar - o conhecimento dos argumentos, fontes e, por vezes, experiências do Outro.
E, surpresa das surpresas, por vezes a coincidência da metodologia reflexiva, para além das cumplicidades que a empatia arrasta, leva à alegria íntima e por vezes compulsiva de partilhar com outros o " milagre " de termos a mesma opinião de Homens que pertencem ao Olimpo ou.... NÃO.
Reduzir isso a a um almanaque de citações e " descobertas " transformaria Platão num farsante e toda a Filosofia ocidental num balão que o físico tentou esvaziar.
Só a " apropriação " do conhecimento e a transmissão do acto de aprender, pensando, no seguimento, atrelado, encostado, papagueando, com ou sem originalidade,sobre o que já foi dito e o que está por dizer, torna possível essa imortalidade do acto de filosofar, sejam os nomes Bandarra, Aleixo, Zé - Povinho, Espinoza ou Hitler.
Poder - se - á argumentar que uma vez morto Deus e a sua " interpretação" terrena e com a metafísica reduzida a um passatempo de ociosos, as questões que o Homem tem levantado,já reduzidas à sua materialidade, são físicas e que, naturalmente só a Ciência as poderá responder. Concedo, com uma questão filosófica - Que ciência usaram as formigas e as abelhas na construção das suas sociedades? Em que é que se distingue o seu conhecimento, de engenharia, por exemplo, do dos humanos?
Bem, chega de divagação gratuita...,por ora.
quinta-feira, abril 21, 2011
CONCORDA COM A TOLERÂNCIA DO PONTO?...
EVIDENTEMENTE!
Morrer sim, mas devagar!...
O esvaziamento cultural das tradições inofensivas das nações, como esta por exemplo, protagonizado por uma parte bovina do seu povo é um sinal desesperante, imaturo, para não dizer patético.
Sabemos que uma parte não despicienda da população capitulou e está já pronta à formatação dos credores.É um exemplo da condição a que as nações e os estados são obrigados quando perdem a alma e se deixam reduzir a um rebanho tresmalhado, manipulado e conduzido ao redil da ruminância.
Morrer sim, mas devagar!...
O esvaziamento cultural das tradições inofensivas das nações, como esta por exemplo, protagonizado por uma parte bovina do seu povo é um sinal desesperante, imaturo, para não dizer patético.
Sabemos que uma parte não despicienda da população capitulou e está já pronta à formatação dos credores.É um exemplo da condição a que as nações e os estados são obrigados quando perdem a alma e se deixam reduzir a um rebanho tresmalhado, manipulado e conduzido ao redil da ruminância.
DA ABSTENÇÃO...
Francisco Louçã, líder do Bloco de Esquerda, lastimava há dias em declarações aos MEDIA, o apelo de um cidadão responsável (sic) à Abstenção nas próximas eleições. E acrescentava um veemente apelo ao voto como parte importante da luta política que se avizinha.
Sou um cidadão responsável e já fiz por aqui, num exercício sobre a Democracia, a assumpção dessa prerrogativa por parte dos cidadãos quando a relação de confiança que deveriam manter com os seus políticos se degradou ao ponto de atingir o âmago do regime naquilo que tem de consentimento legitimado, por parte dos votantes.
A abstenção é um não - consentimento do meu voto como legitimação do statu quo, de políticas, não necessáriamente locais, que pairando por cima dos cidadãos e estribadas em perversidades financeiras, reduzem os votantes e a população mundial em geral a autómatos que de tempos a tempos vão às urnas renovar o seu assentimento à escravatura.
Esta ritualização comporta o voto expresso, o não-expresso e o voto ausente. A continuada desvalorização do voto ausente, que tem aumentado em todo o espaço democrático, diz-nos que não é a indiferença o móbil dessa deserção mas sim o corte dos laços de confiança racional com um contrato livremente assumido entre as partes.
Se por um voto se ganham ou se perdem eleições,como os políticos reclamam, por um voto se elegeria um biltre ou um cidadão honesto. Neste baile de máscaras onde todos somos figurantes arrebanhados de uma Ópera ensaiada e tocada por uma nova classe de " cientistas ", sem rosto a quem "estalar", o voto só é consequente, para os desafinados do coro , quando prima pela ausência. E tem, quer queiram ou não, um significado político transparente - NÃO AO SISTEMA, SIM À REFORMA DO REGIME, DE BAIXO PARA CIMA !, com a convicção que a História transporta que isso só é possível com uma Revolução e que o povo ruminante do Ocidente actual ainda precisa de mais vergasta para reagir.
Sou um cidadão responsável e já fiz por aqui, num exercício sobre a Democracia, a assumpção dessa prerrogativa por parte dos cidadãos quando a relação de confiança que deveriam manter com os seus políticos se degradou ao ponto de atingir o âmago do regime naquilo que tem de consentimento legitimado, por parte dos votantes.
A abstenção é um não - consentimento do meu voto como legitimação do statu quo, de políticas, não necessáriamente locais, que pairando por cima dos cidadãos e estribadas em perversidades financeiras, reduzem os votantes e a população mundial em geral a autómatos que de tempos a tempos vão às urnas renovar o seu assentimento à escravatura.
Esta ritualização comporta o voto expresso, o não-expresso e o voto ausente. A continuada desvalorização do voto ausente, que tem aumentado em todo o espaço democrático, diz-nos que não é a indiferença o móbil dessa deserção mas sim o corte dos laços de confiança racional com um contrato livremente assumido entre as partes.
Se por um voto se ganham ou se perdem eleições,como os políticos reclamam, por um voto se elegeria um biltre ou um cidadão honesto. Neste baile de máscaras onde todos somos figurantes arrebanhados de uma Ópera ensaiada e tocada por uma nova classe de " cientistas ", sem rosto a quem "estalar", o voto só é consequente, para os desafinados do coro , quando prima pela ausência. E tem, quer queiram ou não, um significado político transparente - NÃO AO SISTEMA, SIM À REFORMA DO REGIME, DE BAIXO PARA CIMA !, com a convicção que a História transporta que isso só é possível com uma Revolução e que o povo ruminante do Ocidente actual ainda precisa de mais vergasta para reagir.
sábado, abril 16, 2011
CARRILLADAS...
A narrativa histórica está sempre refém da " credibilidade " do narrador e NUNCA dos sujeitos da História, independentemente das concepções que A interpreta enfatizando o individual ou o colectivo.
A interpretação " interesseira " da História feita pelos políticos não " enforma " a História nem A " deforma "; fá -LA - ia, em princípio, em conjunto com o colectivo que os pôs na liderança de uma " específica " realidade,com uma definição interpretativa que as projecções políticas, truísticamente " deformadoras ", exigem.
Num tempo em que a " tempestade " social, económica e política criada pela Cleptocracia financeira, hoje sujeito da História, enquanto criador de " factos " que marcam a narrativa das nações, reduzir a marcha da História ao intérprete Sócrates, mesmo com a determinação e o protagonismo nunca enjeitado com que " enfrentou ", em cumplicidade democrática, pois claro, um país preso culturalmente aos seus atavismos, e a uma " urdidura " conceptual, bastamente denunciada pelos não-cúmplices dos FACTOS, aos quais se exigiria uma cumplicidade activa e carrillada, ao martelo demolidor de THOR, é obra.
Quando Carrillo fala de " erros de governação " está a referir - se a quê? Subtraindo à sua opinião e é disso que se trata,o conjunto de circunstâncias que acompanharam e moldaram, quase diàriamente esses dois anos de governação socialista num espaço conservador e reaccionário como o é a Europa hoje,é de uma desonestidade intelectual desinteressante a que a sua condição de " filósofo " traiu.
Do seu a seu dono, a avaliação " temporalizada " dos mandatos PS e das suas lideranças, essas sim históricamente escrutináveis, que nenhuma azia existencial ou política desmerecerá o seu contributo, REPITO E SUBLINHO, dentro do sistema e regime onde se exercitaram, será feita um dia, consoante as concepções da História veiculadas pelos seus narradores e quiçá pelos seus intérpretes.
Os " estados de alma ", como os que últimamente Carrillo tem dado à estampa, deveriam ser sempre registadas como confissões e não como análises, deformadoras de factos, que como qualquer filósofo sabe, resultaria SEMPRE na interpretação de um REAL, não necessária e relativamente subjectiva mas inserida num contexto, nunca negligenciável, de uma objectividade, essa sim mensurável e posto em números, ou actos, ou discurso. Os economistas usam este método...;a Realidade, outro...
Acontece, porém, que a Política deve estar para além e é muito mais do que ISSO.
O " quietismo ", mesmo que inquisitivo, não substituirá JAMAIS a Acção, mesmo que tentada e falhada.
A
A interpretação " interesseira " da História feita pelos políticos não " enforma " a História nem A " deforma "; fá -LA - ia, em princípio, em conjunto com o colectivo que os pôs na liderança de uma " específica " realidade,com uma definição interpretativa que as projecções políticas, truísticamente " deformadoras ", exigem.
Num tempo em que a " tempestade " social, económica e política criada pela Cleptocracia financeira, hoje sujeito da História, enquanto criador de " factos " que marcam a narrativa das nações, reduzir a marcha da História ao intérprete Sócrates, mesmo com a determinação e o protagonismo nunca enjeitado com que " enfrentou ", em cumplicidade democrática, pois claro, um país preso culturalmente aos seus atavismos, e a uma " urdidura " conceptual, bastamente denunciada pelos não-cúmplices dos FACTOS, aos quais se exigiria uma cumplicidade activa e carrillada, ao martelo demolidor de THOR, é obra.
Quando Carrillo fala de " erros de governação " está a referir - se a quê? Subtraindo à sua opinião e é disso que se trata,o conjunto de circunstâncias que acompanharam e moldaram, quase diàriamente esses dois anos de governação socialista num espaço conservador e reaccionário como o é a Europa hoje,é de uma desonestidade intelectual desinteressante a que a sua condição de " filósofo " traiu.
Do seu a seu dono, a avaliação " temporalizada " dos mandatos PS e das suas lideranças, essas sim históricamente escrutináveis, que nenhuma azia existencial ou política desmerecerá o seu contributo, REPITO E SUBLINHO, dentro do sistema e regime onde se exercitaram, será feita um dia, consoante as concepções da História veiculadas pelos seus narradores e quiçá pelos seus intérpretes.
Os " estados de alma ", como os que últimamente Carrillo tem dado à estampa, deveriam ser sempre registadas como confissões e não como análises, deformadoras de factos, que como qualquer filósofo sabe, resultaria SEMPRE na interpretação de um REAL, não necessária e relativamente subjectiva mas inserida num contexto, nunca negligenciável, de uma objectividade, essa sim mensurável e posto em números, ou actos, ou discurso. Os economistas usam este método...;a Realidade, outro...
Acontece, porém, que a Política deve estar para além e é muito mais do que ISSO.
O " quietismo ", mesmo que inquisitivo, não substituirá JAMAIS a Acção, mesmo que tentada e falhada.
A
Etiquetas:
merecerá o seu contribconcepçõesuto
Subscrever:
Mensagens (Atom)



