... UM ESTADO EM FORMAÇÃO
Que urgência é essa e que nostálgicos estremecimentos colonialistas por um país e um Estado em formação que, do século XV ao século XX não se soube FAZER e que, ainda jovem e à procura do seu destino, se admoesta assim, tão sem cerimónia?
Um Estado corrupto, diz - se, com uma convicção de virtuosos, por um país cuja corrupção, pequena, média, grande, faz, genéricamente, parte do seu modo de fazer as coisas, do aparelho do Estado ao empreendedorismo privado e que já leva mais de 900 anos de existência e mais de 40 anos de Democracia.
No mínimo, um pouco de pudor e conhecimento da história da formação dos Estados, no caso, africanos pós - independência de séculos de dominação E... formação de carácteres, a que a formatura da veia corruptiva e corruptora, pelo exemplo da elite dominante, se tornou parte do seu imaginário político - social.
A evolução da Democracia, conta - nos a sua história, foi feita pela burguesia sobre pressão do povo em geral. As revoluções que a primarizaram foram todas marcadas por essa posse e por esse controlo na reposição da ordem após o caos.
Num país onde a primeira universidade data de 1962, no rescaldo das pressões da pequena e média burguesia assimilada e filhos de colonos com escassa representação nativa, Angola nunca chegou a ter uma elitização suficiente que propiciasse a formação de uma burguesia capaz de se tornar um respaldo da sua maioridade democrática. Com a saída dos colonos e dos filhos escolarizados a situação criou um vazio que as contingências históricas preencheram.
Entretanto, os vencedores de quase trinta anos de guerra não descuraram, ainda que com timidez, a formação dessa elitização pela criação de instituições superiores de educação e ensino.
Enquanto o vazio, ocupado táctica e estratégicamente, pelo Poder - a estrutura política partidária do MPLA, vencedor da guerra civil contra a UNITA e FNLA - e pelos militares, seria de uma singularidade quase trágica o abandono dos despojos da guerra, permitam - me o desplante figurativo, da riqueza do país à predação internacional, com Portugal à cabeça. Não o fez e, na minha opinião, FEZ BEM.
Aconteceu o que tinha de acontecer, por uma questão de determinismo histórico e das condições político/sociais em presença. Querer ou exigir, em África ou em qualquer outra parte do mundo um figurino que o pensamento unificador, mistificador e falsamente ignorante, criou para os Outros é no mínimo,... uma presunção pouco respeitável.
A mudança está a decorrer, num país que passou de 7 milhões de almas para 15.000.000, com uma juventude ansiosa de conhecimento a aprender a rebeldia e o inconformismo e com uma classe média cada vez e bem, mais exigente no que ao desenvolvimento PATRIÓTICO e económico do país diz respeito, é uma questão de tempo histórico.
Por aqui, levou - se mais de 40 anos para afastar o provinciano fascismo luso, conquanto a limpeza do condicionamento ainda vá precisar de mais tempo.
PORTANTO, CALMA COM ANGOLA e... contenham as piedosas, predicativas e judiciosas bocas moralistas.
quarta-feira, agosto 30, 2017
segunda-feira, agosto 28, 2017
NÃO PASSARÃO!
O CERCO ALTERNATIVO
GRAÇA FONSECA...
... A secretária de estado da Modernização Administrativa " sai do armário ", para quem não a conhecia e assume - se como lésbica à Nação.
O QUE TEMOS NÓS A VER COM ISSO? Qual o interesse, a não ser para a comunidade dos gays, transgéneros e outras alternâncias saber das suas preferências sexuais?
Bem, como quero crer que a senhora não esteja em nenhuma serôdia campanha feminista e eventualmente a dar a cara pelas imaginárias perseguições a que a classe, no mínimo anómala e pitoresca a que já ninguém alimenta o desmesurado ego, só pode haver uma razão e , de certeza que não é pública, para a apresentação - uma satisfação intimista a alguém.
Adiante, que para este peditório já eu dei.... mas, como parece que essa aparente imbecilidade políticamente correcta de, em pleno século XXI, as mulheres ainda se fazem, estratégica e táticamente, passar por vítimas, no Ocidente, claro, que não em países ainda na Idade Média, e na ressaca de uma aparente palermice editorial em livros escolares com a aparente intenção distintiva e discriminativa ( para o p.c. ) dos meninos das meninas, para lá das pilinhas e xoxótas mas também nas tendências naturais de gosto posse e pose. Uma normalidade que hoje passa por uma enormidade. Um dia - a- dia das famílias que hoje passa por estereorótipos, enfim...
Dando de barato, e aqui não mora o duplipensar ou o unipensar mas o multipensar, que a normalidade, vá..., o estereorótipo predicativo, seja incontornável visto que a Natureza se encarregará de haver, no sapiens, machos e fêmeas sob o risco da extinção, que dar bonecas às miúdas e bolas aos rapazes seja visto como condenável e desviante, por propagar, MADRE MIA!!!, esteorótipos, pela comunidade sofredora dos... alternativos, apraz perguntar aonde pára o DESVIO.
Se, hoje, a heterossexualidade e os mecanismos educacionais que ela transporta e propaga em consonância com o seu imaginário e práticas sociais está a ser vista como uma ameaça preconceituosa à sanidade dos filhos daí resultantes, concluo que, na linha das abordagens imbecis ao tema, que o negócio de barrigas de aluguer está por detrás disto e, isso sim, é uma ameaça séria, que não esta minha paródia inofensiva.
Ninguém se preocupa, em aprofundar, para além da caricatura bem - pensante, esta desordem relacional e social a que se deu o nome idiota de guerra de sexos ( quais sexos? do galo, da galinha, do capão ou da minhoca? ) nas sociedades ocidentais, uma singularidade de milhares e milhares de anos que nos trouxe ao limiar das viagens espaciais.
Se guerra de poder se trata já sabemos como o filme vai acabar - em tragédia que não capitulação.
Eu cá continuo a jogar à bola com as minhas três netas, estimulo a sua actividade física a par da intelectual e dou - lhes, a par do tabuleiro de xadrez, bonecas para brincar. A feminilidade delas é - me uma graça que, a par da sua independência e liberdade não denegará a normalidade do seu género e as sua ESCOLHAS futuras de viver a sua sexualidade.
Etiquetas? Força aí que je m'en fou...
A desfaçatez crítica e mal orientada sobre os disparates cometidos, por inadvertência ou por pura sinceridade de género tem sido uma aldrabice intelectual para os incautos e... já fede.
GRAÇA FONSECA...
... A secretária de estado da Modernização Administrativa " sai do armário ", para quem não a conhecia e assume - se como lésbica à Nação.
O QUE TEMOS NÓS A VER COM ISSO? Qual o interesse, a não ser para a comunidade dos gays, transgéneros e outras alternâncias saber das suas preferências sexuais?
Bem, como quero crer que a senhora não esteja em nenhuma serôdia campanha feminista e eventualmente a dar a cara pelas imaginárias perseguições a que a classe, no mínimo anómala e pitoresca a que já ninguém alimenta o desmesurado ego, só pode haver uma razão e , de certeza que não é pública, para a apresentação - uma satisfação intimista a alguém.
Adiante, que para este peditório já eu dei.... mas, como parece que essa aparente imbecilidade políticamente correcta de, em pleno século XXI, as mulheres ainda se fazem, estratégica e táticamente, passar por vítimas, no Ocidente, claro, que não em países ainda na Idade Média, e na ressaca de uma aparente palermice editorial em livros escolares com a aparente intenção distintiva e discriminativa ( para o p.c. ) dos meninos das meninas, para lá das pilinhas e xoxótas mas também nas tendências naturais de gosto posse e pose. Uma normalidade que hoje passa por uma enormidade. Um dia - a- dia das famílias que hoje passa por estereorótipos, enfim...
Dando de barato, e aqui não mora o duplipensar ou o unipensar mas o multipensar, que a normalidade, vá..., o estereorótipo predicativo, seja incontornável visto que a Natureza se encarregará de haver, no sapiens, machos e fêmeas sob o risco da extinção, que dar bonecas às miúdas e bolas aos rapazes seja visto como condenável e desviante, por propagar, MADRE MIA!!!, esteorótipos, pela comunidade sofredora dos... alternativos, apraz perguntar aonde pára o DESVIO.
Se, hoje, a heterossexualidade e os mecanismos educacionais que ela transporta e propaga em consonância com o seu imaginário e práticas sociais está a ser vista como uma ameaça preconceituosa à sanidade dos filhos daí resultantes, concluo que, na linha das abordagens imbecis ao tema, que o negócio de barrigas de aluguer está por detrás disto e, isso sim, é uma ameaça séria, que não esta minha paródia inofensiva.
Ninguém se preocupa, em aprofundar, para além da caricatura bem - pensante, esta desordem relacional e social a que se deu o nome idiota de guerra de sexos ( quais sexos? do galo, da galinha, do capão ou da minhoca? ) nas sociedades ocidentais, uma singularidade de milhares e milhares de anos que nos trouxe ao limiar das viagens espaciais.
Se guerra de poder se trata já sabemos como o filme vai acabar - em tragédia que não capitulação.
Eu cá continuo a jogar à bola com as minhas três netas, estimulo a sua actividade física a par da intelectual e dou - lhes, a par do tabuleiro de xadrez, bonecas para brincar. A feminilidade delas é - me uma graça que, a par da sua independência e liberdade não denegará a normalidade do seu género e as sua ESCOLHAS futuras de viver a sua sexualidade.
Etiquetas? Força aí que je m'en fou...
A desfaçatez crítica e mal orientada sobre os disparates cometidos, por inadvertência ou por pura sinceridade de género tem sido uma aldrabice intelectual para os incautos e... já fede.
domingo, agosto 20, 2017
BARCELONA
QUE DIZER?
A condenação mil vezes reiterada, a troca de mensagens de solidariedade e condolências, a procissão aos palcos da morte, a " euforia " mediática, o pânico dos sobreviventes e... as promessas de reforço de segurança, têm sinalizado uma anormalidade que aos poucos se vai entranhando no sentir colectivo como um dado adquirido da civilização.
Até hoje ainda não assisti a uma manifestação colectiva, continental, civilizacional, de repúdio e pressão sobre as soberanias vigentes, do Ocidente e do Oriente, no sentido de pôr um fim à barbárie fundamentalista religiosa. Se sobre ela paira um manto vergonhoso de hipocrisia ( sim, o DAESH e a al - QAEDA têm sido duramente atingidas na sua operacionalidade paramilitar... E...? ) e de utilização política instrumental do terrorismo e não faltam exemplos, como aceitar esta moleza global que faz disparar uma vaga migratória multinacional e a nossa resignação silenciosa que combate em modo dionísico a agressão assassina?
A condenação mil vezes reiterada, a troca de mensagens de solidariedade e condolências, a procissão aos palcos da morte, a " euforia " mediática, o pânico dos sobreviventes e... as promessas de reforço de segurança, têm sinalizado uma anormalidade que aos poucos se vai entranhando no sentir colectivo como um dado adquirido da civilização.
Até hoje ainda não assisti a uma manifestação colectiva, continental, civilizacional, de repúdio e pressão sobre as soberanias vigentes, do Ocidente e do Oriente, no sentido de pôr um fim à barbárie fundamentalista religiosa. Se sobre ela paira um manto vergonhoso de hipocrisia ( sim, o DAESH e a al - QAEDA têm sido duramente atingidas na sua operacionalidade paramilitar... E...? ) e de utilização política instrumental do terrorismo e não faltam exemplos, como aceitar esta moleza global que faz disparar uma vaga migratória multinacional e a nossa resignação silenciosa que combate em modo dionísico a agressão assassina?
segunda-feira, agosto 14, 2017
domingo, agosto 06, 2017
D'OS REGIMES...
... E A SUA INTERPRETAÇÃO PELOS OUTROS
VENEZUELA, POIS CLARO!
Um país democrático com lideranças saídas de eleições democráticas, duas vezes referendadas nas suas alterações constitucionais no pressuposto do aprofundamento das políticas socialistas que defende.
A ruptura com o passado de alinhamento com a política e as práticas capitalistas do poderoso vizinho do norte pô - la na mira dos alvos a abater... democráticamente. Foi através das práticas democráticas, em sucessivas eleições que a maioria do povo reiterou a confiança na chamada revolução chavista, elegendo o actual presidente Nicolas Maduro para a chefia do Estado. E foi através das práticas democráticas que os U.S.A. elegeram o seu mais inconsequente e improvável líder para a chefia do Estado.
Em quase, se não na totalidade dos regimes democráticos o presidente da República tem a prerrogativa da dissolução dos seus parlamentos sob os mais variados argumentos políticos, de modo a reforçar a solidez do Estado. A História ocidental está prenhe dessas contingências, Portugal incluído.
A chefia do Estado venezuelano, mormente o seu presidente não o podem fazer, dada a Constituição do país mas o seu Tribunal Constitucional pode e fê - lo. Antidemocráticamente? E porquê só na Venezuela? Em toda a Europa e não só, os parlamentos dissolvidos tinham sido democráticamente eleitos e foram dissolvidos pelos seus presidentes sob o pretexto dos parlamentares. Três presidentes, na nossa curta história democrática fizeram - no, nomeadamente Eanes, Soares e Sampaio, sem se ouvir um pio das outras democracias. A França fá - lo sempre que há uma eleição presidencial e a maioria constituída na Assembleia, democráticamente, não corresponder à maioria que elegeu o presidente.
Um dado adquirido - não há duas Constituições iguais em todo o planeta, pelo que, partindo do princípio que nelas se plasma a praxis que, no momento histórico da sua implementação configura o sentir maioritário dos cidadãos, são legítimas e são o resultado do compromisso político aceite.
Em Democracia, na Venezuela, aconteceu ISSO e Maduro tem a legalidade e a legitimidade da maioria para, perante o " estado de sítio social " instigado pela Oposição nacional e internacional, reforçar o seu regime democrático e não alinhado com os U.S.A.,como o fariam e fazem TODAS as democracias do Ocidente. Aliás, esse é o pecado dos regimes que a CIA deita abaixo em quase todo o planeta com o beneplácito e cumplicidade da Europa, se as suas fraquezas assim o permitam.
É espantoso que ESTE FILME , com tantos remakes ainda consiga ser visionado, por sociedades que se dizem civilizadas e democráticas, onde se respeitam as diferenças de opinião e visões políticas dos seus cidadãos, sem repugnância.
Todos os erros políticos cometidos ( atire a primeira pedra o não pecador... ) pela liderança chavista não justificam tamanha falta de respeito e hipocrisia do Ocidente para com uma democracia que se pretende ser socialista.
Quanto aos Media, só tenho a deplorar o tratamento, no mínimo estúpido e mimético, da crise social venezuelana. A habitual leviandade e leveza de rebanho etiquetado...
VENEZUELA, POIS CLARO!
Um país democrático com lideranças saídas de eleições democráticas, duas vezes referendadas nas suas alterações constitucionais no pressuposto do aprofundamento das políticas socialistas que defende.
A ruptura com o passado de alinhamento com a política e as práticas capitalistas do poderoso vizinho do norte pô - la na mira dos alvos a abater... democráticamente. Foi através das práticas democráticas, em sucessivas eleições que a maioria do povo reiterou a confiança na chamada revolução chavista, elegendo o actual presidente Nicolas Maduro para a chefia do Estado. E foi através das práticas democráticas que os U.S.A. elegeram o seu mais inconsequente e improvável líder para a chefia do Estado.
Em quase, se não na totalidade dos regimes democráticos o presidente da República tem a prerrogativa da dissolução dos seus parlamentos sob os mais variados argumentos políticos, de modo a reforçar a solidez do Estado. A História ocidental está prenhe dessas contingências, Portugal incluído.
A chefia do Estado venezuelano, mormente o seu presidente não o podem fazer, dada a Constituição do país mas o seu Tribunal Constitucional pode e fê - lo. Antidemocráticamente? E porquê só na Venezuela? Em toda a Europa e não só, os parlamentos dissolvidos tinham sido democráticamente eleitos e foram dissolvidos pelos seus presidentes sob o pretexto dos parlamentares. Três presidentes, na nossa curta história democrática fizeram - no, nomeadamente Eanes, Soares e Sampaio, sem se ouvir um pio das outras democracias. A França fá - lo sempre que há uma eleição presidencial e a maioria constituída na Assembleia, democráticamente, não corresponder à maioria que elegeu o presidente.
Um dado adquirido - não há duas Constituições iguais em todo o planeta, pelo que, partindo do princípio que nelas se plasma a praxis que, no momento histórico da sua implementação configura o sentir maioritário dos cidadãos, são legítimas e são o resultado do compromisso político aceite.
Em Democracia, na Venezuela, aconteceu ISSO e Maduro tem a legalidade e a legitimidade da maioria para, perante o " estado de sítio social " instigado pela Oposição nacional e internacional, reforçar o seu regime democrático e não alinhado com os U.S.A.,como o fariam e fazem TODAS as democracias do Ocidente. Aliás, esse é o pecado dos regimes que a CIA deita abaixo em quase todo o planeta com o beneplácito e cumplicidade da Europa, se as suas fraquezas assim o permitam.
É espantoso que ESTE FILME , com tantos remakes ainda consiga ser visionado, por sociedades que se dizem civilizadas e democráticas, onde se respeitam as diferenças de opinião e visões políticas dos seus cidadãos, sem repugnância.
Todos os erros políticos cometidos ( atire a primeira pedra o não pecador... ) pela liderança chavista não justificam tamanha falta de respeito e hipocrisia do Ocidente para com uma democracia que se pretende ser socialista.
Quanto aos Media, só tenho a deplorar o tratamento, no mínimo estúpido e mimético, da crise social venezuelana. A habitual leviandade e leveza de rebanho etiquetado...
quarta-feira, agosto 02, 2017
D'os IMAGINÁRIOS SOCIAIS ( cont. )
O MEU, NATURALMENTE...,
... NO SOMATÓRIO DO TODO
O racismo e a xenofobia, comum entre todos os povos em relação ao forasteiro e estimulado pelas diferenças não só físicas como culturais, uma banalidade social aos poucos em extinção pelo globo, assim como o machismo e um feminismo obsoleto que os seus resquícios ainda sustentam, a existir e existe, em franjas marginais da sociedade portuguesa, teve o seu tempo histórico e não é hoje sustentável em Portugal.
Se quisermos, por outro ângulo de incidência na criação desse imaginário, num plano hermenêutico de pesquisa de que Taylor chama de " expectações " no plano ético/moral e que eu reduziria à qualidade do civismo, num englobamento, chamemos - lhe ontológico, há um dado adquirido ao qual se atribui muitos nomes consoante o grau de depreciação agreste ou benévola. Ele é o " DESENRASCANÇO ", uma auto - assumida, pretensiosa mas aplicável genéricamente às gentes lusas, capacidade de contornar, no sentido lato, instrumental, ético ou mesmo moral, as contrariedades da vida.
A diferença, em relação ao que se poderia chamar de iniciativa, comum à racionalidade, está no atrevimento e desfaçatez normalizados como prática do dia - a -dia em todos os campos de actividade, mesmo a especialização. ( esta prosa não é uma teorização social, avisa - se, é o meu imaginário... expresso )
Essa evolução, que desde a Revolução de Abril se foi cimentando na nossa modernidade e que pela rapidez com que, no espaço de uma geração, se impôs no imaginário moderno português, atesta o alcance que o condicionamento fascista, repressor, do Estado Novo de Salazar tinha num imaginário que, liberto das amarras, se expôs em toda sua glória.
A autoflagelação, a auto - crítica feroz recorrentemente vem à superfície como resquícios dessa vil tristeza a que Portugal esteve submetido durante o que hoje nos parece uma eternidade, uma eternidade que também foi o reflexo da ideia que Portugal tinha, então, de si.
... NO SOMATÓRIO DO TODO
O racismo e a xenofobia, comum entre todos os povos em relação ao forasteiro e estimulado pelas diferenças não só físicas como culturais, uma banalidade social aos poucos em extinção pelo globo, assim como o machismo e um feminismo obsoleto que os seus resquícios ainda sustentam, a existir e existe, em franjas marginais da sociedade portuguesa, teve o seu tempo histórico e não é hoje sustentável em Portugal.
Se quisermos, por outro ângulo de incidência na criação desse imaginário, num plano hermenêutico de pesquisa de que Taylor chama de " expectações " no plano ético/moral e que eu reduziria à qualidade do civismo, num englobamento, chamemos - lhe ontológico, há um dado adquirido ao qual se atribui muitos nomes consoante o grau de depreciação agreste ou benévola. Ele é o " DESENRASCANÇO ", uma auto - assumida, pretensiosa mas aplicável genéricamente às gentes lusas, capacidade de contornar, no sentido lato, instrumental, ético ou mesmo moral, as contrariedades da vida.
A diferença, em relação ao que se poderia chamar de iniciativa, comum à racionalidade, está no atrevimento e desfaçatez normalizados como prática do dia - a -dia em todos os campos de actividade, mesmo a especialização. ( esta prosa não é uma teorização social, avisa - se, é o meu imaginário... expresso )
Essa evolução, que desde a Revolução de Abril se foi cimentando na nossa modernidade e que pela rapidez com que, no espaço de uma geração, se impôs no imaginário moderno português, atesta o alcance que o condicionamento fascista, repressor, do Estado Novo de Salazar tinha num imaginário que, liberto das amarras, se expôs em toda sua glória.
A autoflagelação, a auto - crítica feroz recorrentemente vem à superfície como resquícios dessa vil tristeza a que Portugal esteve submetido durante o que hoje nos parece uma eternidade, uma eternidade que também foi o reflexo da ideia que Portugal tinha, então, de si.
terça-feira, agosto 01, 2017
UM RAPOSO reaccionário...
...ATÉ MAIS NÃO
ATAQUE AOS MEDIA!!!???
Desconhecia até há poucos dias essa capacidade directa e dirigida dos partidos de controlara Comunicação Social em Portugal. Fico de sobre-aviso...
O upgrade, assim para o desmiolado da caracterização do Partido Socialista, para não falar das transmontanas diatribes contra o Bloco de Esquerda e o acirrado ódio ao P.C.P., estão a atingir um nível preocupante dentro da Direita portuguesa.
A leitura, em desconcerto, da última prosa de Henrique Raposo no Expresso, a par das histórias de cadáveres, dos suicídios, dos ciganos, de ameaças inconsequentes de moções de censura, puseram - me os cabelos em pé.
Utilizar o Expresso, o meu jornal, para isso, é inadmissível. O Expresso não é o Correio da Manhã; sempre se pautou, globalmente, pela distanciação objectiva e inteligente, não isento de críticas, óbviamente, nas suas análises, que nem mesmo o mais empedernido sectarismo conseguia abalar na credibilidade dos seus colaboradores. A inteligência crítica sempre foi por mim saudada, a emotividade rasteira e manipuladora nunca aí se tinha denunciado, até agora.
Raposo cita Trump, a despropósito, sobre pretensos fake news instigados pelo P.S. e parte para uma teoria de conspiração delirante, enquanto despeja estados de alma pungentes para cima do leitor a passar por análise racional.
De que fala ele? Confesso que não percebi. Se de uma conspiração do P.S. no sentido de controlar os Media, propriedade da Direita, já agora, com o, hoje, insidioso contrabando do nome Sócrates a credibilizar as pretensas denúncias, entra - se no campo da infâmia ( não, a ingenuidade não mora por aqui... ) e já estamos a entrar no campo da erosão... ética.
E... fico - me por aqui, até porque quero crer que será uma fase passageira no desnorte que se apossou do universo dos direitinhas...
ATAQUE AOS MEDIA!!!???
Desconhecia até há poucos dias essa capacidade directa e dirigida dos partidos de controlara Comunicação Social em Portugal. Fico de sobre-aviso...
O upgrade, assim para o desmiolado da caracterização do Partido Socialista, para não falar das transmontanas diatribes contra o Bloco de Esquerda e o acirrado ódio ao P.C.P., estão a atingir um nível preocupante dentro da Direita portuguesa.
A leitura, em desconcerto, da última prosa de Henrique Raposo no Expresso, a par das histórias de cadáveres, dos suicídios, dos ciganos, de ameaças inconsequentes de moções de censura, puseram - me os cabelos em pé.
Utilizar o Expresso, o meu jornal, para isso, é inadmissível. O Expresso não é o Correio da Manhã; sempre se pautou, globalmente, pela distanciação objectiva e inteligente, não isento de críticas, óbviamente, nas suas análises, que nem mesmo o mais empedernido sectarismo conseguia abalar na credibilidade dos seus colaboradores. A inteligência crítica sempre foi por mim saudada, a emotividade rasteira e manipuladora nunca aí se tinha denunciado, até agora.
Raposo cita Trump, a despropósito, sobre pretensos fake news instigados pelo P.S. e parte para uma teoria de conspiração delirante, enquanto despeja estados de alma pungentes para cima do leitor a passar por análise racional.
De que fala ele? Confesso que não percebi. Se de uma conspiração do P.S. no sentido de controlar os Media, propriedade da Direita, já agora, com o, hoje, insidioso contrabando do nome Sócrates a credibilizar as pretensas denúncias, entra - se no campo da infâmia ( não, a ingenuidade não mora por aqui... ) e já estamos a entrar no campo da erosão... ética.
E... fico - me por aqui, até porque quero crer que será uma fase passageira no desnorte que se apossou do universo dos direitinhas...
segunda-feira, julho 31, 2017
DIA MUNDIAL DO ORGASMO!!!???
ORGASMO? TÃO FÁCIL COMO SALTAR À CORDA...
UMA BUROCRACIA..., MAIS INTERESSANTE DO QUE A CONSAGRAÇÃO, ESSA, IMBECIL, DO DIA...
D' OS IMAGINÁRIOS SOCIAIS...
... SUSCITADOS PELO ESTADO ACTUAL DO PAÍS
ABEL MANTA
Marca distintiva do que hoje poderíamos chamar de " civilizações ", sob(re) a abrangência do que hoje se apelida de Globalização, as " práticas sociais ", das aldeias às cidades, das nações aos continentes, do Ocidente ao Oriente, definem o que o autor chamou " Imaginário social ".
Qual será, interrogo - me, à luz dessa reflexão, o imaginário social luso? O que pensa o país de si e ... do Outro? Como se protagoniza em relação ao exterior?
Vários personagens ilustres portugueses se debruçaram, uns em angústia, outros satíricamente, outros em escárnio e outros em emulação, sobre essa contingência. De Aquilino a Torga, de Sena a Pessoa, de Almada a O' Neill, de Saramago a Herman José, traçaram pistas de entendimento e catarse à alma lusa, eventualmente imbuídos dessa condição de eles próprios fazerem parte desse imaginário interrogado, numa relação de estima/repulsa tão singular como a deste escriba, ave de arribação de Cabo Verde, desde 1964.
A caracterização do que na gíria e no fado se chamaria a " alma lusa " é um tema sensível e conflitual; provoca reacções extremadas e acefalias recorrentes, quando são denunciados aspectos ( sejamos políticamente correctos... ) menos abonatórios do carácter globalizado do ego português, ( existirá como tal ou é um mito social?), as suas taras e manias, as suas obssessões e presumíveis laxismos morais.
Nem tempo, nem espaço e nem paciência para englobar citações de apoio das investigações sobre os portugueses, dos portugueses e dos outros sobre os portugueses, que sobre o imaginário deles e dos naturais teceram um " imaginário social luso ", fico - me pela vasta experiência das minhas solitárias e partilhadas observações do país e dos seus habitantes, do Portugal de lés-a-lés.
Uma bizarra combinação da mais espontânea generosidade com a mais vil mesquinhez atravessa verticalmente o tecido social luso.
Antes, vai um esclarecimento necessário - " Por imaginário social entendo algo de muito mais vasto e profundo do que os esquemas intelectuais que as pessoas podem acoitar quando pensam, de forma desinteressada, acerca da realidade social ", diz - nos o prof. Taylor.
É, contudo, exactamente, nesse esquema intelectual que me quero situar, como observador, para lá das " imagens " de conforto ou desconforto que são partilhadas colectivamente.
A auto - flagelação depreciativa, íntima, mas projectada no colectivo, que o atavismo provinciano contemplado pelas necessidades constantes de reforço de auto - estima na relação com o Outro(s) transporta, espraia - se em toda a Comunicação, verbal, escrita ou televisiva, em Portugal, a par da posse simbólica dos sucessos dos conterrâneos. A excelência, que simbióticamente se parasita funciona, compensatóriamente, como placebo temporário até à próxima crise.
Ronaldo, Saramago, Mourinho, entre outras genialidades reconhecidas pelo Outro, são os avatares modernos dessa projecção fantasmática.
Qual o dado adquirido civilizacional do país? Qual a base comum senão a integridade territorial que a Língua cimenta, passível de ser integrado no imaginário social do país?
Tenho por mim que a abertura de espírito dos lusos, própria de povos exploradores ( em todos os sentidos... ) que, se dos britânicos, espanhóis ou holandeses, a contenção snob e a barbaridade colonizadora, marca a diferença em grau, pose e posse, dos restantes povos do Ocidente. Os " brandos costumes portugueses " fazem parte desse imaginário, que se abraçou, então, e ainda hoje, com as mulheres de todas as raças.
( a continuar... )
ABEL MANTA
Sobre os " Imaginários sociais modernos ", título do livro de Charles Taylor, um estudo comparativo/evolutivo das pegadas sobre o desenvolvimento dos movimentos políticos, sociais e religiosos que caldearam a sedimentação, no Ocidente e válido para o resto do mundo, dos valores adstritos a cada uma das representações simbólicas ou efectivas, do nosso modo de ser, através da História, há um mundo vasto de hermenêuticas díspares que nos atiram, pela força das reacções destemperadas, a interrogar - nos sobre o espaço social que nos rodeia.
Marca distintiva do que hoje poderíamos chamar de " civilizações ", sob(re) a abrangência do que hoje se apelida de Globalização, as " práticas sociais ", das aldeias às cidades, das nações aos continentes, do Ocidente ao Oriente, definem o que o autor chamou " Imaginário social ".
Qual será, interrogo - me, à luz dessa reflexão, o imaginário social luso? O que pensa o país de si e ... do Outro? Como se protagoniza em relação ao exterior?
Vários personagens ilustres portugueses se debruçaram, uns em angústia, outros satíricamente, outros em escárnio e outros em emulação, sobre essa contingência. De Aquilino a Torga, de Sena a Pessoa, de Almada a O' Neill, de Saramago a Herman José, traçaram pistas de entendimento e catarse à alma lusa, eventualmente imbuídos dessa condição de eles próprios fazerem parte desse imaginário interrogado, numa relação de estima/repulsa tão singular como a deste escriba, ave de arribação de Cabo Verde, desde 1964.
A caracterização do que na gíria e no fado se chamaria a " alma lusa " é um tema sensível e conflitual; provoca reacções extremadas e acefalias recorrentes, quando são denunciados aspectos ( sejamos políticamente correctos... ) menos abonatórios do carácter globalizado do ego português, ( existirá como tal ou é um mito social?), as suas taras e manias, as suas obssessões e presumíveis laxismos morais.
Nem tempo, nem espaço e nem paciência para englobar citações de apoio das investigações sobre os portugueses, dos portugueses e dos outros sobre os portugueses, que sobre o imaginário deles e dos naturais teceram um " imaginário social luso ", fico - me pela vasta experiência das minhas solitárias e partilhadas observações do país e dos seus habitantes, do Portugal de lés-a-lés.
Uma bizarra combinação da mais espontânea generosidade com a mais vil mesquinhez atravessa verticalmente o tecido social luso.
Antes, vai um esclarecimento necessário - " Por imaginário social entendo algo de muito mais vasto e profundo do que os esquemas intelectuais que as pessoas podem acoitar quando pensam, de forma desinteressada, acerca da realidade social ", diz - nos o prof. Taylor.
É, contudo, exactamente, nesse esquema intelectual que me quero situar, como observador, para lá das " imagens " de conforto ou desconforto que são partilhadas colectivamente.
A auto - flagelação depreciativa, íntima, mas projectada no colectivo, que o atavismo provinciano contemplado pelas necessidades constantes de reforço de auto - estima na relação com o Outro(s) transporta, espraia - se em toda a Comunicação, verbal, escrita ou televisiva, em Portugal, a par da posse simbólica dos sucessos dos conterrâneos. A excelência, que simbióticamente se parasita funciona, compensatóriamente, como placebo temporário até à próxima crise.
Ronaldo, Saramago, Mourinho, entre outras genialidades reconhecidas pelo Outro, são os avatares modernos dessa projecção fantasmática.
Qual o dado adquirido civilizacional do país? Qual a base comum senão a integridade territorial que a Língua cimenta, passível de ser integrado no imaginário social do país?
Tenho por mim que a abertura de espírito dos lusos, própria de povos exploradores ( em todos os sentidos... ) que, se dos britânicos, espanhóis ou holandeses, a contenção snob e a barbaridade colonizadora, marca a diferença em grau, pose e posse, dos restantes povos do Ocidente. Os " brandos costumes portugueses " fazem parte desse imaginário, que se abraçou, então, e ainda hoje, com as mulheres de todas as raças.
( a continuar... )
sexta-feira, julho 21, 2017
SMALL TALKIES...
... OU O BICHO - DE - MATO E OUTRAS ESPÉCIES
CONVERSA FIADA ( apolítica )... mesmo!
Esse desconforto com a banalidade sonora das conversas da treta tem - me acompanhado desde que que por aqui arribei. O que mais me chocou, e as estatísticas britânicas vieram a confirmar no espaço da Commonwealth, em relação ao inglês, foi que o meu português ( gramaticalmente correcto e com uma carga lexical a milhas do que me foi dado a contemplar... ) não era compatível com o small talk residente.
Se eu quisesse resumir, numa palavra, a abrangência da epistemologia filosófica numa conversa da treta, num meio universitário, claro, onde arribei, o raio da acção dos ouvintes restringia - se catastróficamente.
Apesar da minha genuína disposição empática para o bate papo inóquo, a restrição da minha capacidade de desligamento, melhor, de dilatação ambiental da minha paciência de ouvir tretas atirava - me, quase sempre, para a bichomatice, dada a incapacidade de encaixe no universo das conversas catadeiras.
Arrogância? Nem por isso... A solução, impossível, seria o silêncio e ouvidos atentos, que a minha curiosidade intelectual alimentaria, SILENCIOSA, até morrer.
Desgraçadamente, a partilha compulsiva dos meus fracos conhecimentos do mundo, da História do mundo, das minhas experiências pessoais e das minhas reflexões sobre a espécie, é - me, é - nos de uma brutal emergência, daí o meu barulhar por sobre a a catadeira condição.
" Lá está o meu avô a ralhar com a televisão... " - comentam as minhas netas às minhas censuras sobre o desbragamento com que a Língua Portuguesa está a ser tratada na veiculação de asnices ,pedagógicamente imbecilizantes.
Voltando à vaca fria..., a " COMO FALAR BANALIDADES " - do Luís Pedro Nunes, na Revista do Expresso passado e aceite o desafio da conversa, espero que não - fiada, acrescento que... quando a treta é demais e a banalidade resiste aos meus contrabandos desviantes, bem..., BLOQUEIO e... passo por bicho - de - mato, na maior...
Einstein dizia que um serão em que todos os convivas estivessem de acordo seria um serão perdido.
Espero não ter dado, com o meu silêncio enfastiado, cabo de alguns...
quarta-feira, julho 19, 2017
CRÓNICA ANTIQUARY...
... DE UM FALSO " MACHISTA " ENFASTIADO
E É PARA CHATEAR, QUE ISTO ESTÁ UMA SECA....
Em 1964, nos meus tenros 17 anos, desembarquei em Portugal, vindo da minha santa terrinha - CABO VERDE - , como prémio da minha e doutros colegas, (camaradas, que colegas são as putas... ) capacidades estudantis.
Explico...
Os melhores alunos de cada ciclo liceal tinham como prémio a recepção no palácio do Governador para um almoço formal ( no meu tempo era Silvino Silvério Marques, de quem guardo gratas recordações... ) e uma viagem guiada ao Continente, de norte a sul do país. E, acreditem, deu - me para ter uma ideia, para lá dos manuais, da realidade da pátria lusa. Um QI elevado e uma curiosidade maníaca pelo " sapiens " fez o resto.
O Portugal cinzento que me acolheu, então, a que só a " rebeldia " de um Rangel, cuja identificação me escapa, Procurador, então, dos estudantes ultramarinos, que nos salvou de uma cerimónia parola no cabo de Sagres em pleno Inverno deu alguma pimenta, era de uma provinciana e , para mim, decepcionante parolice.
Adiante, que o tema da minha chateação é outro.
Espantou - me, então, a largura do rabo luso(a) em comparação com o , concedamos, famélico e elgante rabo caboverdiano, nomeadamente das nossas garinas, do alto dos seus 1.60m , em média.
Quase meio século depois da Revolução de Abril e do " Nestum com figos " que elevou para alturas do 1.70 o perfil luso, sedimentou - se em Portugal três tipos de perfis femininos ( estou - me borrifando para os gajos... ) a que dei os nomes de CulPizza, CulBurger e CulVegan.
Atirado para um quarto andar com vista para uma Pizzaria e caldeado pelas visitações às catedrais do consumo, vulgo, Centros Comerciais, a minha atenção sobre o perfil da espécie ( um vício intelectual deprimente... ), nomeadamente das garinas agudizou - se ( velho tarado, dirá o meu alvo... ) e fez - me notar que a bunda grande criou chão, não só no lusitano quadril como no afro-quadril residente.
GIRO?
Nem por isso...
Muito espaço para preencher tem criado um vazio que as FUFAS estão a ocupar, trôpega e alarvemente. É que não houve ( e remeto - vos ao post anterior... ) nem haverá correspondência orgânica para isso.
Como lidar com isso? Exigir mais CulVegans.
Eu, com 71 primaveras, caminho ( ainda não... ) para a nostalgia e estou de saída. FAT ASSES!!!??? Uma canseira!
P.S. Não liguem, minhas lindas, a este " velho " chateado. Eu adoro -vos, a todas. CUIDEM - se!
E É PARA CHATEAR, QUE ISTO ESTÁ UMA SECA....
Em 1964, nos meus tenros 17 anos, desembarquei em Portugal, vindo da minha santa terrinha - CABO VERDE - , como prémio da minha e doutros colegas, (camaradas, que colegas são as putas... ) capacidades estudantis.
Explico...
Os melhores alunos de cada ciclo liceal tinham como prémio a recepção no palácio do Governador para um almoço formal ( no meu tempo era Silvino Silvério Marques, de quem guardo gratas recordações... ) e uma viagem guiada ao Continente, de norte a sul do país. E, acreditem, deu - me para ter uma ideia, para lá dos manuais, da realidade da pátria lusa. Um QI elevado e uma curiosidade maníaca pelo " sapiens " fez o resto.
O Portugal cinzento que me acolheu, então, a que só a " rebeldia " de um Rangel, cuja identificação me escapa, Procurador, então, dos estudantes ultramarinos, que nos salvou de uma cerimónia parola no cabo de Sagres em pleno Inverno deu alguma pimenta, era de uma provinciana e , para mim, decepcionante parolice.
Adiante, que o tema da minha chateação é outro.
Espantou - me, então, a largura do rabo luso(a) em comparação com o , concedamos, famélico e elgante rabo caboverdiano, nomeadamente das nossas garinas, do alto dos seus 1.60m , em média.
Quase meio século depois da Revolução de Abril e do " Nestum com figos " que elevou para alturas do 1.70 o perfil luso, sedimentou - se em Portugal três tipos de perfis femininos ( estou - me borrifando para os gajos... ) a que dei os nomes de CulPizza, CulBurger e CulVegan.
Atirado para um quarto andar com vista para uma Pizzaria e caldeado pelas visitações às catedrais do consumo, vulgo, Centros Comerciais, a minha atenção sobre o perfil da espécie ( um vício intelectual deprimente... ), nomeadamente das garinas agudizou - se ( velho tarado, dirá o meu alvo... ) e fez - me notar que a bunda grande criou chão, não só no lusitano quadril como no afro-quadril residente.
GIRO?
Nem por isso...
Muito espaço para preencher tem criado um vazio que as FUFAS estão a ocupar, trôpega e alarvemente. É que não houve ( e remeto - vos ao post anterior... ) nem haverá correspondência orgânica para isso.
Como lidar com isso? Exigir mais CulVegans.
Eu, com 71 primaveras, caminho ( ainda não... ) para a nostalgia e estou de saída. FAT ASSES!!!??? Uma canseira!
P.S. Não liguem, minhas lindas, a este " velho " chateado. Eu adoro -vos, a todas. CUIDEM - se!
A LIMPEZA DA MERDA...
DAESH....
UM ABORTO, POLÍTICO, SOCIAL, RELIGIOSO, CIVILIZACIONAL, está a ser varrida do planeta.
Quando acabar a limpeza regressarei ao tema...
segunda-feira, julho 17, 2017
ALFRAGIDE...
... CÁCA DI MÓSCA NA VIDRO
Nunca cometeria a ofensa da generalização sobre o racismo em Portugal com a redutora e mentirosa " boca " de que os portugueses são racistas; até porque um dado concreto a contesta - a maioria das mulheres portuguesas não o são - dado que, mitifiquemos, os fantasmas sexuais que, na maioria dos casos enformam o caucasiano desde que viu pela primeira vez a nudez selvagem do negro africano nas estepes, não as incomodam, pelo contrário, exacerbam aquilo que chamo de inveja do falo.
Estará, aqui e nisso, como em todo o planeta, o ódio ao negro, que a cobiça reinterpretou civilizada e envergonhadamente através dos exercícios de humilhação que o poder generalizadamente permite.
Estúpido como as suas consequências no relacionamento tradicionalmente tenso entre as duas raças, por razões históricas, tem marcado, em franjas marginais das sociedades europeias e não só, as escaramuças recorrentes.
Interessante, e por outras razões, é que do branqueamento do racismo negro contra o Outro, ( assertivo e militante nos USA, por exemplo... ) que o políticamente correcto tem induzido, pouco se fala. Até se compreende... É que o rancor surdo não é o mesmo que a violência acéfala.
Um dos braços ( será cobardia? ) mais actuantes desse racismo que as sociedades controlam no limite da decência é o das polícias e percebe - se o aproveitamento violento da " legitimidade " armada que uma neutralidade cívica não aconselharia o uso pelas óbvias retaliações.
Felizmente, falso,... No fundo, em Portugal, o racismo tornou - se numa memória que na sua retransmissão vai perdendo a sua força até que aos poucos se vai transformando numa coisa feia a que só a clandestinidade de uma esquadra ou de um bando de marginais ainda dá a hipótese do exercício e... palco.
A sua denúncia pública e... intolerante será a melhor forma de atalhar ao seu desenvolvimento e, quando se atreve à agressão violenta, como tal e agravada deverá ser contemplada e... condenada.
Nunca cometeria a ofensa da generalização sobre o racismo em Portugal com a redutora e mentirosa " boca " de que os portugueses são racistas; até porque um dado concreto a contesta - a maioria das mulheres portuguesas não o são - dado que, mitifiquemos, os fantasmas sexuais que, na maioria dos casos enformam o caucasiano desde que viu pela primeira vez a nudez selvagem do negro africano nas estepes, não as incomodam, pelo contrário, exacerbam aquilo que chamo de inveja do falo.
Estará, aqui e nisso, como em todo o planeta, o ódio ao negro, que a cobiça reinterpretou civilizada e envergonhadamente através dos exercícios de humilhação que o poder generalizadamente permite.
Estúpido como as suas consequências no relacionamento tradicionalmente tenso entre as duas raças, por razões históricas, tem marcado, em franjas marginais das sociedades europeias e não só, as escaramuças recorrentes.
Interessante, e por outras razões, é que do branqueamento do racismo negro contra o Outro, ( assertivo e militante nos USA, por exemplo... ) que o políticamente correcto tem induzido, pouco se fala. Até se compreende... É que o rancor surdo não é o mesmo que a violência acéfala.
Um dos braços ( será cobardia? ) mais actuantes desse racismo que as sociedades controlam no limite da decência é o das polícias e percebe - se o aproveitamento violento da " legitimidade " armada que uma neutralidade cívica não aconselharia o uso pelas óbvias retaliações.
Felizmente, falso,... No fundo, em Portugal, o racismo tornou - se numa memória que na sua retransmissão vai perdendo a sua força até que aos poucos se vai transformando numa coisa feia a que só a clandestinidade de uma esquadra ou de um bando de marginais ainda dá a hipótese do exercício e... palco.
A sua denúncia pública e... intolerante será a melhor forma de atalhar ao seu desenvolvimento e, quando se atreve à agressão violenta, como tal e agravada deverá ser contemplada e... condenada.
segunda-feira, julho 10, 2017
TANCOS
O QUE CORREU MAL?
Sejamos redutores ( está na moda... ), a inexistência de um Serviço Militar Obrigatório para todos os mancebos da Europa. E isso é válido, em transição, para o prometido isolacionismo americano...
Voltemos ao roubo de armamento nos paióis da Base Aérea de Tancos.
A inexistência de efectivos de controlo, físicos e tecnológicos e eu carregaria mais na vertente humana como suporte presencial de qualquer tipo de controlo.
E isso atira - nos para a ausência, pela extinção político- burrocrática do S.M.O. em Portugal em 2003 e dos 28 países da U.E, 17 não têm o S.M.O.
Sobre este assunto tenho uma visão derrotista no que ele trouxe de ausência de disciplina, controlo, espírito de grupo sobre toda uma geração por ele afectado. Laxismo de carácter, abulia cívica e um patético e desmesurado narcisimo hedonista. Resultado? Um infantilismo reflectido em quase todas as funções do Estado ou dele aparentados e um egotismo galopante a nível pessoal.
Os traços consequenciais, os tiques reverberatórios denunciantes desse estado de coisas manifestam - se hoje em toda a Europa numa frente tribalista global, cuja incipiência cultural é... assustadora onde só as taxas de sucesso académico escondem burocráticamente uma ignorância geral atroz, que a especialização tem vindo a camuflar.
Por outro lado, a RESPONSABILIZAÇÃO pessoal e cívica vai - se esboroando neste quadro de impunidade ética ou mesmo moral que nem mesmo a extraordinária evolução científica consegue atalhar. E se soubesse, poderia? Da negligência ao passa - culpas, da assumpção do desleixo ao deixa - andar, dos deveres pessoais ou cívicos, tornou - se um conceito vazio que as circunstâncias vão gerindo aleatóriamente.
Há indisciplina cívica e moral em alto grau e num universo muito dilatado em Portugal e ela também passou por Pedrógão no seu trajecto, por vezes letal, pelo país. Um estremecimento e... passou, desgraçadamente vai passar...
Sejamos redutores ( está na moda... ), a inexistência de um Serviço Militar Obrigatório para todos os mancebos da Europa. E isso é válido, em transição, para o prometido isolacionismo americano...
Voltemos ao roubo de armamento nos paióis da Base Aérea de Tancos.
A inexistência de efectivos de controlo, físicos e tecnológicos e eu carregaria mais na vertente humana como suporte presencial de qualquer tipo de controlo.
E isso atira - nos para a ausência, pela extinção político- burrocrática do S.M.O. em Portugal em 2003 e dos 28 países da U.E, 17 não têm o S.M.O.
Sobre este assunto tenho uma visão derrotista no que ele trouxe de ausência de disciplina, controlo, espírito de grupo sobre toda uma geração por ele afectado. Laxismo de carácter, abulia cívica e um patético e desmesurado narcisimo hedonista. Resultado? Um infantilismo reflectido em quase todas as funções do Estado ou dele aparentados e um egotismo galopante a nível pessoal.
Os traços consequenciais, os tiques reverberatórios denunciantes desse estado de coisas manifestam - se hoje em toda a Europa numa frente tribalista global, cuja incipiência cultural é... assustadora onde só as taxas de sucesso académico escondem burocráticamente uma ignorância geral atroz, que a especialização tem vindo a camuflar.
Por outro lado, a RESPONSABILIZAÇÃO pessoal e cívica vai - se esboroando neste quadro de impunidade ética ou mesmo moral que nem mesmo a extraordinária evolução científica consegue atalhar. E se soubesse, poderia? Da negligência ao passa - culpas, da assumpção do desleixo ao deixa - andar, dos deveres pessoais ou cívicos, tornou - se um conceito vazio que as circunstâncias vão gerindo aleatóriamente.
Há indisciplina cívica e moral em alto grau e num universo muito dilatado em Portugal e ela também passou por Pedrógão no seu trajecto, por vezes letal, pelo país. Um estremecimento e... passou, desgraçadamente vai passar...
TRUMP, o caixeiro-viajante pirómano
Uma das facetas mais notadas nas deslocações do presidente norte - americano para fora do seu país tem sido a de um " legítimo " traficante de armas, o único produto que levou na mala diplomática das amostras.
Se no plano doméstico a militância à livre circulação e comércio de armas já era conhecida, a sujeição ao C.I.M., leia - se Complexo Industrial Militar, sim, esse denunciado e alertado da sua força pelo ex- presidente Eisenhower - Não devemos nunca permitir que o peso desta conjugação ameace as nossas liberdades ( e a dos outros, suponho implícito... ) ou o processo democrático - leva Trump à disseminação pelo Globo do seu letal produto. E empenhou - se nisso.
Na primeira deslocação, a Israel, fez uma boa venda, mas a medalha de honra deve - a ao seu trabalho com a monarquia autocrática e fundamentalista dos SAUD, inimigos de Israel. Cinismo? Náaaa, just business...
Não contente com isso, veste a farda do cobrador de fraque por cima da do caixeiro e estimula ao consumo a Europa, culpando - os de sovinice e ameaçando - os com o abandono da protecção mafiosa. Os conflitos, esses, ele, como os antecessores, se encarregará de arranjar. Na Ásia, que tal armar uma provÍncia dissidente chinesa - Taywan - com anti- mísseis e na Polónia anti - russa de anti - mísseis, como se um ou outro acreditassem, e nós também, na pulsão invasora e passível de enfrentar da Rússia ou da China.
Os europeus, esses, não precisam de carniceiros estrangeiros de pacotilha. Desde o século XVIII que os fabricam, de Napoleão a Hitler e Estaline, pelo que do conhecimento da própria História e do armamento em presença saberão tirar as ilacções, quero crer.
QUE VÁ PARA CASA o pirómano. Os americanos que tratem de se verem livres dele.
domingo, junho 25, 2017
PORTUGAL a arder... ( II )
RESCALDOS
Todo o foguetório com que se vai tentando imolar o P.S. e o seu ainda curto governo, é no mínimo impudente. Os pedidos de responsabilidade dos quais se incluem a demissão da ministra da Administração Internas são apressados e prematuros, para não dizer insidiosos.
Mais respeito me merecem as vítimas e o brutal desamparo que enfrentaram. Durante toda a minha vida profissional, que foi longa, conheci de perto, do mais perto que é possível a realidade do campo português, do norte a sul, do este a oeste e... as pessoas e as suas condições de vida e também aí vi o seu abandono, tanto como a sua ligação afectiva ao seu pedaço de terra. O seu desencanto com o progressivo abandono por parte dos descendentes das heranças dos avós era real, tanto como a sua progressiva solidão.
Outros interesses foram ocupando durante os anos os espaços " abandonados ", diria melhor, alienados, com uma florestação intensiva de eucaliptal e... excepcionalmente, pinheiro bravo. A aventura dos pomares têve - a quem, do espaço necessário possuía ou obteve. A rentabilidade dos terrenos, impossíveis de cultivar, a não ser para a economia e uso doméstico, passou a ser gerida, em massa pelo mundo do " ouro verde ", em desordenamento brutal e massivo, por todo o interior Centro e Norte. Um processo natural, dir - se - ia, com o olhar para o lado de TODA A GENTE.
Estas foram as condições criadas, objectivamente, na propagação devastadora dos fogos. O rastilho, seja ele qual for, natural ou não, se parte do problema, não é, definitivamente, na minha opinião, o cerne da questão.
Adiante...
Associar este governo à nossa responsabilidade global, como se está a tentar fazer, é indecoroso, já o disse. A recorrência, com menos mortos, dessa calamidade, tem décadas e no entanto mantivemos os olhos fechados.
Para quando, se realmente há interesse no conhecimento da realidade do mundo rural nacional, de modo a racionalizar a sua segurança e a dos seus habitantes, UM CADASTRO TOTAL, repito, inexistente, ou completamente desactualizado, do existente?
Na minha opinião, a par do apagamento dos fogos com mais eficácia, instrumental e humana, esse passo é fundamental. Não, o Google Earth não dá para fazer, sem um curso de interpretação fotográfica, o reconhecimento, pelos leigos, das áreas e cobertura dos terrenos. É que ouvi dizer que é assim que se estão a fazer as coisas. Técnicamente um logro e uma fonte de conflitos, tarde ou cedo.
É que é assim que as coisas começam... como nos fogos mortais.
sexta-feira, junho 23, 2017
PORTUGAL, a arder...
A AUSÊNCIA...
...Da autoridade do Estado como elemento primordial na escalada mortífera dos incêndios em Portugal tem sido a marca de água recorrente quando se procura, analítica e não empiricamente, baseada em intuições e presunções, os culpados da contumácia quase criminosa.
A nauseante cobertura mediática com que as televisões nos tem brindado, em modo espectáculo, nas desgraças terroristas ou naturais, assim como nas misérias humanas, não tem ajudado à análise, salvo em aparições fugazes de especialistas, que não da enxurrada de opiniões a contaminar a discussão sobre o porquê dessa recorrência de incêndios devastadores.
O incendiário anónimo mais as suas e alheias motivações, o negligente e as trovoadas estando por vezes na origem dos fogos, têm sido, pela exposição redutora apontados genéricamente como os culpados das desvastações das florestas e matas portuguesas.
Não houve nenhum governo pós- Abril que não se debruçou sobre este tema e sobre ele apôr uma enxurrada de normas, dinheiro e um monumental e progressivo católogo de boas - intenções. No entanto, o aspecto mais importante do combate aos fogos florestais que não sómente na multiplicação de meios instrumentais, quartéis de bombeiros por todo o lado e últimamente a parceria público/privada SIRESP, não tem passado do papel. Refiro - me à PREVENÇÃO.
Incêndios, claro, fazem parte do sistema natural. O que não é natural tem sido o alargamento das áreas da sua incidência e isso é culpa de todos. " Há incêndio porque há mato; há mato porque há abandono porque é sabido que não há rentabilidade " - Capoula Santos, ex-ministro da agricultura, e eu acrescentaria que a desordenação agro-florestal nasce dos incentivos governamentais no " ouro verde " que inundou o país em rentabilização de courelas por tudo o que é parcela e... oh Deus as parcelas que há em Portugal!... Só por pura sorte o número das vítimas não foi superior, dada a excepcionalidade das condições que lhe deram origem. Culpados? O país que não cumpre as normas de prevenção impostas por lei e, principalmente as instituições que têm ou deveriam ter a seu cargo o controlo da fiscalização e a coerção fiscalizadora.
Desbravar os interesses económicos, político/empresariais que se acoitam por detrás da manutenção desse status quo paralisante exige uma abordagem séria, corajosa e... definitiva que só uma Comissão ad hoc independente e completamente alheia aos interesses em presença trace, não pistas mas deliberações a apresentar à Assembleia Legislativa no sentido da dramatização legal preventiva dos fogos florestais. Apesar de, como dizia Folque, um país sem o conhecimento do seu cadastro territorial ( que não existe... ) ser sempre atrasado no sentido da implementação das suas directrizes económicas, florestais e agro- alimentares, quero crer, pelo menos no que à propagação física dos fogos florestais concerne, que já se passou o tempo do debate sobre um assunto de candente interesse nacional.
E as decisões que urgem já tardam...
segunda-feira, junho 12, 2017
GREVES
" O TEMPO DE AGITAR AS BANDEIRINHAS "...
Foi assim, um misto de piada e desvalorização, que C.F.Alves, no Eixo do Mal, se referiu às greves programadas pelo mundo do trabalho.
Pois é: é uma maneira folclórica de ver o " folclore " na luta dos trabalhadores da Função Pública por melhores condições de vida e dignificação do seu trabalho pela reposição das condições profissionais usurpadas pela coligação PSD/CDS & TROYKA, a TINA lusa.
Confesso que, face a um direito tão vital como este, tenha ele a montante contornos de qualquer tipo, políticos, profissionais, salariais, ou outros, o nosso cansaço snob pelas reivindicações torna - se insultuoso. Eu não me lembro de nenhum tipo de solidariedade de qualquer outra classe profissional quando foram reiteradamente esmifrados pelo anterior governo e outros de igual perfil.
Apresentar, como tem sido feito, a negligência pedante dos trabalhadores do privado com " o agitar das bandeirinhas " em defesa dos seus direitos ao trabalho e a salários dignos, em contraponto à militância politizada e desperta dos funcionários públicos, configura uma piedosa e oblíqua fundamentação de... responsabilidade, querem ver?... daqueles em relação a estes.
A singularidade, essa, está na prevista greve dos magistrados; se não for ilegal é ilegítima dada a condição privilegiada dessa classe corporativa, pela remuneração salarial e... ser um órgão de soberania, que a cada dia que passa nos lembra dessa condição... quando agora, funcionam como nunca o admitiriam sobre si, como órgão de pressão sobre o executivo.
A Assembleia da República não terá poderes de controlar esta tão peculiar independência instrumental?
E. Burke dizia que " há um limite em que a tolerância deixa de ser virtude " e já é a altura da interpretação do mito da independência judicial, com Plínio, nos conduzir à verdade.
sábado, junho 10, 2017
VENEZUELA
MAIS UM ÁS EM DEMOLIÇÃO
" Não há nada no mundo que esteja melhor distribuído do que a razão; toda a gente está convencida de que a tem de sobra " - Descartes
Não deverá ser, certamente, ao detentor da verdade racional, a existir, mas simplesmente à capacidade de pensar, ou, no mínimo, de se " ouvir ", em concordância, sem abrir a boca, comum de todos, a razão da reflexão do filósofo, que a outra, a Razão, aquela que nos distingue será outra coisa, DECIDIDAMENTE.
Da impossibilidade( !!!???) de governar contra o povo, manipulado ou não, estupidificado ou não, iluminado ou não, a História tem enciclopédias de lideranças apeadas. Quando, por razões várias, e na América latina o gatilho percursor é sempre o mesmo e sem esconder a face da doutrina, a relação entre as lideranças e o povo se quebra, o naufrágio é mais que certo; para mais quando, nos bastidores, o inimigo transporta uma experiência e um savoir - faire de décadas que os êxitos refinaram nas desestabilizações nacionais dos apelidados regimes, um anátema sobre a independência de Estados sem coleira, pelos U.S.A.
O presidente Maduro está, pois, de saída, assim como outros líderes regimentais do Globo.
A partir dos erros chavistas e da inexperiência de Maduro foi possível construir a narrativa que está em desenvolvimento e que já funciona por inércia.
Quem se seguirá na minha lista?
Entretanto, o snobismo intelectual e político insiste, aqui como no resto do Ocidente a fazer o papel de idiotas úteis na obliteração das causas substantivas dos fracassos induzidos e na elevação tremendista dos seus efeitos.
E tudo em nome da Liberdade e da Democracia. QUAL? O nosso REGIME.
P.S.
Estranhamente não consigo tirar toda esta vermelhidão deste texto. Bizarro! E se calhar não...
" Não há nada no mundo que esteja melhor distribuído do que a razão; toda a gente está convencida de que a tem de sobra " - Descartes
Não deverá ser, certamente, ao detentor da verdade racional, a existir, mas simplesmente à capacidade de pensar, ou, no mínimo, de se " ouvir ", em concordância, sem abrir a boca, comum de todos, a razão da reflexão do filósofo, que a outra, a Razão, aquela que nos distingue será outra coisa, DECIDIDAMENTE.
Da impossibilidade( !!!???) de governar contra o povo, manipulado ou não, estupidificado ou não, iluminado ou não, a História tem enciclopédias de lideranças apeadas. Quando, por razões várias, e na América latina o gatilho percursor é sempre o mesmo e sem esconder a face da doutrina, a relação entre as lideranças e o povo se quebra, o naufrágio é mais que certo; para mais quando, nos bastidores, o inimigo transporta uma experiência e um savoir - faire de décadas que os êxitos refinaram nas desestabilizações nacionais dos apelidados regimes, um anátema sobre a independência de Estados sem coleira, pelos U.S.A.
O presidente Maduro está, pois, de saída, assim como outros líderes regimentais do Globo.
A partir dos erros chavistas e da inexperiência de Maduro foi possível construir a narrativa que está em desenvolvimento e que já funciona por inércia.
Quem se seguirá na minha lista?
Entretanto, o snobismo intelectual e político insiste, aqui como no resto do Ocidente a fazer o papel de idiotas úteis na obliteração das causas substantivas dos fracassos induzidos e na elevação tremendista dos seus efeitos.
E tudo em nome da Liberdade e da Democracia. QUAL? O nosso REGIME.
P.S.
Estranhamente não consigo tirar toda esta vermelhidão deste texto. Bizarro! E se calhar não...
terça-feira, junho 06, 2017
DO MAL, O BEM
WELL...
TRUMP
Espantosas as intervenções do presidente americano na sua primeira deslocação para fora do seu país. Começou por ser vendedor ambulante na R.A.U e cobrador de fraque na Europa antes de ser um pirómano planetário.
Se no Oriente - Médio já tinha esboçado comportamento típico de bully de recreio, na Europa perante a representação feminina do poder europeu - Merkel - refinou - se em deselegância, que Macron pôs na ordem.
Vejamos, meio a sério e meio a brincar...
Trump, qual mafioso, exige o pagamento de uma protecção para a insegurança que o seu país tem provocado nas últimas décadas pelo planeta sob o alibi de uma protecção dos interesses americanos. Por outro lado, apesar da histeria anti - soviética inculcada na Europa pelos U.S.A., a ameaça foi puramente ideológica e a guerra fria nada mais do que uma escaramuça sobre o tráfico de influências de duas super - potências. A guerra sempre foi política e serviu os interesses, comerciais do lado americano e políticos dos soviéticos. Tudo o resto foram encenações bem engendradas que só muito difícilmente não são desmascaradas.
Com a Rússia de Putin a encenação, para gáudio dos estrategas políticos de ambos os lados vai de vento em popa. Trump que o diga... e Putin, também...
A Europa, hoje, não tem inimigos externos; tem - nos dentro de casa, pela negligência na integração dos imigrantes e azedumes externos pela cumplicidade com os U.S.A. nos desmandos planetários, pelo que, surgiu, com o trumpismo, uma oportunidade rara de se recompor como espaço continental exemplar no contexto do planeta. Afastada a toupeira britânica no boicote à U.E. como espaço federal a federador das suas nações, chegou o tempo da criação da Europa dos cidadãos e da liberdade dos povos que comungam dos princípios essenciais da Democracia, do Estado de Direito e dos direitos humanos, conquanto haja lideranças capazes.
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No mínimo, uma outra singularidade, essa circunstância geopolítica de vermos um alinhamento da Europa com a China e os signatários do Tratado de Paris contra as posições dos U.S.A., melhor, de Trump no que às preocupações sobre o aquecimento global apoquenta o resto do mundo e no concernente às medidas a aplicar por todos para amenizar e eventualmente atalhar a barbárie ecológica sobre o planeta.
É - me particularmente difícil falar de posições americanas quando me refiro às directrizes governamentais do actual, e esperamos que não por muito tempo, ocupante da Casa Branca. É que a civilidade norte - americana não se poderá rever, definitivamente, nessa cegueira.
TRUMP
Espantosas as intervenções do presidente americano na sua primeira deslocação para fora do seu país. Começou por ser vendedor ambulante na R.A.U e cobrador de fraque na Europa antes de ser um pirómano planetário.
Se no Oriente - Médio já tinha esboçado comportamento típico de bully de recreio, na Europa perante a representação feminina do poder europeu - Merkel - refinou - se em deselegância, que Macron pôs na ordem.
Vejamos, meio a sério e meio a brincar...
Trump, qual mafioso, exige o pagamento de uma protecção para a insegurança que o seu país tem provocado nas últimas décadas pelo planeta sob o alibi de uma protecção dos interesses americanos. Por outro lado, apesar da histeria anti - soviética inculcada na Europa pelos U.S.A., a ameaça foi puramente ideológica e a guerra fria nada mais do que uma escaramuça sobre o tráfico de influências de duas super - potências. A guerra sempre foi política e serviu os interesses, comerciais do lado americano e políticos dos soviéticos. Tudo o resto foram encenações bem engendradas que só muito difícilmente não são desmascaradas.
Com a Rússia de Putin a encenação, para gáudio dos estrategas políticos de ambos os lados vai de vento em popa. Trump que o diga... e Putin, também...
A Europa, hoje, não tem inimigos externos; tem - nos dentro de casa, pela negligência na integração dos imigrantes e azedumes externos pela cumplicidade com os U.S.A. nos desmandos planetários, pelo que, surgiu, com o trumpismo, uma oportunidade rara de se recompor como espaço continental exemplar no contexto do planeta. Afastada a toupeira britânica no boicote à U.E. como espaço federal a federador das suas nações, chegou o tempo da criação da Europa dos cidadãos e da liberdade dos povos que comungam dos princípios essenciais da Democracia, do Estado de Direito e dos direitos humanos, conquanto haja lideranças capazes.
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No mínimo, uma outra singularidade, essa circunstância geopolítica de vermos um alinhamento da Europa com a China e os signatários do Tratado de Paris contra as posições dos U.S.A., melhor, de Trump no que às preocupações sobre o aquecimento global apoquenta o resto do mundo e no concernente às medidas a aplicar por todos para amenizar e eventualmente atalhar a barbárie ecológica sobre o planeta.
É - me particularmente difícil falar de posições americanas quando me refiro às directrizes governamentais do actual, e esperamos que não por muito tempo, ocupante da Casa Branca. É que a civilidade norte - americana não se poderá rever, definitivamente, nessa cegueira.
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