quinta-feira, setembro 11, 2014

SETEMBRO 2001

UMA DATA PARA A HISTÓRIA

Uma data histórica que desejaríamos não mais ver repetida, que desejaríamos que tivesse mudado o relacionamento do mundo democrático, transformando - o por dentro, desalavancando a cristalização social, económica, política e financeira das democracias, dando - lhes um impulso novo no aprofundamento das suas premissas, universalizando - as com uma ética incisiva, invasiva, se necessário, no que à sua falta permitiu a sua corrupção, aproximando nações, num mundo em que as relações humanas estão a ser intermediados por instituições que se representam a si próprias.

Uma data histórica, que apesar e por causa dos contextos bélicos que se lhe seguiram na guerra global contra o Terror não tornou o mundo mais seguro e atrevo - me a afirmar, soltou o Caos, com a redução à " pré - história "  do equilíbrio, do frágil equilíbrio político - religioso que habitava e habita as terras do Médio - Oriente, sustentado pelas fortes, circunstanciais, e hoje vai - se a ver necessárias na protecção das populações, lideranças dos Gadahfis dos Sadahms, dos Sauds, dos Hassads, dos Ayatolas, dos Nataniéis, e de toda a oligarquia monárquica do Golfo Pérsico.

A diplomacia musculada, essa sustentada por um estado imperial[ista] e com a mais poderosa máquina militar do Globo não soube lidar, por arrogância, com a fragilidade do barril de pólvora, guardado com mão - de -  ferro e pegou - lhe fogo.
Os resultados, incontroláveis hoje, estão à vista. Never mind, continuaremos a bombardear... A culpa não nos deixa outra alternativa perante a chacina de inocentes.

Uma data histórica que tornou os U.S.A. uma nação paranóica, desconfiada de tudo e de todos, mesmo dos seus aliados, como a denúncia do PRISM atestou.
Uma data histórica pelas consequências inimagináveis que daí advieram, nomeadamente pela mensagem aterradora que levou aos americanos, cujo eco a eliminação temporária do líder da al - Qaeda bin - Laden, não desvaneceu., pela simples razão de que a Ideia, seja o que isso fôr na ideologia radical muçulmana, conseguiu sempre sobrepujar o desaparecimento do criador. A História das nações transborda de exemplos, uns mais dignificantes do que outros.

Quanto à Europa, viveu em guerra até meados do século passado; durante meio século soube, apesar da guerra fria, que mais não foi do que um resquício da desconfiança e suspeição seculares, construir, em Paz e colaboração inter - nações, uma época de desenvolvimento e progresso, com formidáveis conquistas sociais, científicas, agregadoras de um projecto impossível que foi a criação da U.E. de que a história bélica comum com mudanças de alianças ao sabor das marés surgia como um travão inultrapassável.

Helás, hoje... a mediocridade e o imediatismo político - eleitoral fazem o pleno do desprezo das populações em prol da abstracção institucional auto - representativa em auto - gestão burrocrática. A imagem é a do ratinho no carrocel.
Qual o denominador comum entre a Casa Europeia e os U.S.A.?

Uma data histórica, triste, selvática, hoje como ontem, para os americanos e para os homens bons de todas as paragens do planeta que sentiram, então, a agressão sobre os inocentes com a mesma desolação e pasmo.
O que é que se aprendeu com o hiper - terror que a al - Qaeda levou ao solo americano?
Quando olho para a Política das nações, a resposta surge - me, descomplicada, cristalina e hiperbólica - NADA!

COSTA / SEGURO - 3




                                                        NADA MUDOU, ENTRETANTO...

O DEBATE

UM DADO ESCLARECEDOR - Seguro não foi capaz de criticar uma única ideia ao seu contendor. Fê -lo sómente num terreno tão escorregadio e movediço, cujo controlo programático escapa a voluntarismos eleitorais - o da Dívida.
Ao incidir o foco sobre o que as circunstâncias e no reforço das resistências que o BCE e a nova Comissão ponderam sobre o assunto, Costa esvaziou o protagonismo oportunista, assim como o fez à apropriação saloia ( de chico - esperto, o saloio não tem nada a ver com isso... ) dos objectivos programáticos do PS como se de emanação própria tivessem origem.

O exagero do discurso de vitimização ,a par da colagem de etiquetas redutoras ao adversário e ao confronto cidade / campo, Lisboa / paisagem, se não se consegue colar a Costa, está a contribuir negativamente para a definição caracteriológica da actual secretário - Geral, pormenor que o seu gabinete de apoio deve ter minimizado.
Desconfio que o anexante - traidor -  com que Seguro mimoseou Costa no primeiro frente-a-frente teve um universo definido, dentro da sua lógica de angariação de apoios na provincia, a par de um pretenso deslocamento do olhar esclarecido sobre capacidades provadas.
O - Não te fica bem - reiteradamente usado como contraponto desmobilizador e critico está sub-reptíciamente na mesma linha da agenda de demolição pessoal, já que a assertividade contida de Costa nesse campo está deliberadamente a pensar na reunião do partido e na sua mobilização pós/Seguro.

De que outra maneira se explicaria, hoje, a nula interpretação contextual das posições de Seguro durante os governos Sócrates em que literalmente andou pelo campo a cacicar, a secar os apoios socialistas ao então seu secretário - Geral e a escrevinhar textos insidiosos em todo o lado sob a capa de contribuições de um cidadão que só pensava no país, blá-blá...?

António Costa pecou quando levou tempo demais a conhecer a burocrata massa jotinha do actual sec.Geral.
Deseja - se, para o bem do país, que não tenha acordado tarde.

Quanto à substância do debate, ela foi inconsequente, embora tenha lançado pistas ligeiras sobre os projectos " para a década ", para a " restauração " com a descida do IVA e sobre a união para as presidenciais.
Sinceramente, duvido das virtuosidades deste tipo de debates, para mais com maus intérpretes a intermediar e a formular questões, macaqueando - se em agressividades parolas sob o alibi de independência nas impertinências semânticas.

Não vou pedir desculpas por uma pretensa arrogância e pela snobeira elitista, lisboeta e sei lá que mais, mas se voltarmos ( os eleitores, claro... ) a asnear, escolhendo Seguro ( o insulto só o será se isso acontecer...), bem...

quarta-feira, setembro 10, 2014

COSTA / SEGURO - [2]

O DEBATE

HMMMMM!

SEGURO atacou forte e feio, como se esperava e como se esperava fê - lo com ataques ao carácter ( sim, pode - se e deve - se falar de traições em política, o que não passa de uma  redundância infantil que nem merece ser exemplificado, nomeadamente visando o  acusador..., adiante ) e, céus, pegando na deixa de João Soares sobre o  elitismo lisboeta sobre o deslumbramento saloio, quis, opondo a cidade ao campo, apresentar Costa como um arrogante fidalgo a querer roubar o trabalho honesto do provinciano, o MESMO DO COSTUME, perpassou, em vitimização crescente, no seu ataque.

Como se esperava, Costa nunca apareceu como challenger, nem precisou já que Seguro assumiu esse papel. A frustação e um sentimento de injustiça eram - lhe patentes, o que só o menorizou frente a um discurso  sereno de mobilização por parte de Costa.

Política? O país? Talvez hoje se esbocem pistas que permitam perceber nas entrelinhas , democrática e honestamente impossível ser doutra maneira,  JÁ !  o que se projecta, por parte de António Costa para o desafio das legislativas e, mais importante para a mobilização anti - coligação da Direita.
Seguro já teve tempo mais do que suficiente para se perceber que é mais do mesmo - burocracia mental. 

terça-feira, setembro 09, 2014

COSTA / SEGURO

O DEBATE

Francamente as minhas expectativas não são muito elevadas sobre o primeiro debate público televisionado dos dois candidatos do P.S. à liderança do partido, melhor, dos candidatos ao expectável cargo de primeiro-ministro do país, CASO a coligação perca as eleições legislativas que aí vêm..

Vai ser interessante reparar que o desafiado Seguro, hoje um animal feroz, porque acossado, irá ser extremamente agressivo chovendo arquétipos e soundbytes para cima de um fleumático challenger, que se não reagir à pobreza das invectivas contextualizando e menorizando a táctica do esperar sentado que o governo caia por si, mesmo que ganhe democráticamente por 1 voto, vai -  se dar mal neste primeiro round.

É claro que para o segundo e nos restantes debates a substância de que são feitos os dois personagens se vai clarificar naquilo que de facto interessará saber ao país.

TOLERÂNCIAS DEMOCRÁTICAS E...

... RELATIVISMOS ÉTICO - POLÍTICOS AD HOC ?

Considerando as experiências, relatadas no Expresso de sábado passado por Katya Delimbeuf, do psicólogo canadiano Paul Bloom e da sua mulher Karen Wynn, levadas a cabo com bebés de 3 meses a 1 ano, e descritas no seu livro " As origens do Bem e do Mal ", o sentido moral do sapiens é INATO. Um imperativo categórico que refundamenta as teses dos insurgentes contra o cinismo e a hipocrisias modernas sedimentadas no pragmatismo moral e existencial do indivídual de hoje.


Sem menosprezar o efeito social - educacional que a corrupção relativista exerce na formatação comportamental, os resultados das experiências disseram aos seus autores que a moral, recito, " é uma característica ( primeva ) moldada pela evolução da espécie, para a nossa sobrevivência ".

Numa análise tremendista dessas conclusões, a tautologia levar - nos - ia, face à aridez ética das sociedades contemporâneas, a consagrar uma decadência social acelerada da espécie em todas as paragens do planeta onde a noção original do CERTO e do ERRADO, de Justiça,  está a ser adversariada pelo SIM, MAS....

Tolerância?
Tolerância e democrática?
Tolera - se o óleo do fígado de bacalhau e eventualmente uma quimioterapia. Tolera - se o que é física,  psicológica ou racionalmente sustentável à luz das resistências apregoadas. Toleram - se circunstâncias atenuantes que o senso comum consagra, independentemente dos contextos, de qualquer natureza. O Mal é intolerável no reconhecimento que dele a sua face se nos apresenta no mais íntimo de nós. Está no nosso ADN essa capacidade, estamos a sabê - lo agora.
Sem querer entrar nas intuições roussianas do Bom selvagem e nas racionalizações e observações categóricas kantianas, o que sobressai é o condicionalismo hoje anexado à nossa capacidade de tolerância, exigida em nome da Democracia. Ela não deveria ser abstracta nem incondicional nem condicionada pelo que de natural ela transporta para a vivência sadia numa sociedade.

A exigência da tolerância tout - court, seja ela religiosa, política ou moral, desarma, democráticamente, a oposição intransigente a manter sobre tudo o que não é respeitável. A Liberdade natural, e não de redil, que o Homem sacrificou em nome de uma vivência pacífica tem sido acicatada  à medida em que se estreita, democráticamente, claro, através de imposições legais, o normativo comportamental dos cidadãos. 
Esta tendência neo - fascista, não encontro outra qualificação, nem complexa nem redutora, tem crescido à medida em que, por outro lado, os Estados se vão  demitindo das suas responsabilidades que lhes deram origem.
Enfatizando - se o paradoxo da sua presença sufocante na vida dos cidadãos enquanto ameaça reduzir - se a um epifenómeno através das acções concertadas dos funcionários superiores das Administrações Públicas, a pergunta que se pode pôr é a seguinte -  Como é possível este acéfalo auto - canibalismo? Com que fim? Em nome de que felicidade colectiva os cidadãos o permitem?

sábado, setembro 06, 2014

DANCING WITH THE DEVIL II

As consequências do baile maléfico que, faz agora 1 ano, então antevi as consequências para o futuro estão aí em todo seu irreparável horror.
A Síria, mais um estado pária na lista ocidental, também por aqui denunciada, assim como o foram a Líbia e o Iraque e por pouco o Egipto, deixaram de existir como Estados e foram entregues à barbárie extremista do hiper - fundamentalismo islâmico.
Milhares e milhares de vítimas inocentes foram e continuarão a ser a mancha vergonhosa da estupidez política e da ignorância histórica de líderes políticos e dos   MÉ(R)DIA acéfalas e de tão daninha negligência deontológica como a indiferença dos seus inocentes cidadãos.

Na terra onde nasceu, o DIABO anda à solta. Despertámo - lo NÓS, outra vez... alimentando - o com incompetência, negligência, ignorância, ganância e... um festim macabro de cadáveres.

Diz - se que se passeia, entretanto, por terras da África e... de Ucrânia...-

terça-feira, setembro 02, 2014

ARIDEZ INTELECTUAL...

...OU ACÇÃO POLÍTICA?

Não que uma não pressuponha a outra ou que essa não a desdenhe liminarmente. Podem, em situações limite, anularem - se nos objectivos que, à primeira vista parecem ser semelhantes e que finalmente nada terão um com o outro?

Quanto mais amplas as prisões conceptuais menos se sente a perda da liberdade de acção? A consciência da impossibilidade de conter, controlar, as circunstâncias exteriores e mesmo as interiores que o Caos existencial desenha definirá as margens que bordejam a liberdade individual?

Todas as estruturas, mentais e políticas essenciais à Ordem ( controlo do caos...) , pela previsibilidade que almejam alcançar e acrescentar ao seu funcionamento burocrático, seja ele intelectual, ao nível do individual ou político ao nível do social, criam uma teia de normativos, de coerências, de conexões mentais de aceitação/repulsão que definem espaços de compreensão para os aderentes, de intervenção para os cépticos e de rebeldias exclusivas, que a Crítica acarinha.

Quando, por aqui se sentiu a necessidade pessoal de aclaramento me intitulei de anarquista, deveria, em nome desse esclarecimento, acrescentado o anexante intelectual, para fazer a distinção com o que nunca fui na vida prática, na acção. Porém, aos poucos tenho concluído que não há discordância fundamental que mine a coerência entre o que penso e o que faço, ou seja, a minha racionalidade ( Razão + Ética ) e a minha liberdade continuam a dar - se bem.
Toda esta arenga pessoal, ( são - nas todos os meus posts... ) pouco interessará aos curiosos que por aqui passam; no entanto permitir - lhes - á uma aproximação do conhecimento de este Outro que sou eu com clara vantagem no seu juízo.

Tudo isto, enfim, vem a propósito, como apoiante esclarecido e não populista de Marinho Pinto, à sua eleição para deputado europeu e eventuais outras eleições, das críticas ferozes que acompanharam a sua decisão de, no espaço de um ano ( tempo mais do que suficiente para o conhecimento por dentro do funcionamento da U.E. e para a denúncia dessa realidade que nos comanda a Vida, e os contornos éticos que a enforma... ), abandonar essas funções quase fundamentalmente inúteis e tentar, no país, ser mais útil como parlamentar e no que for possível.
Nada de surprendente e aqui remeto para os parágrafos mais acima, em quem nunca teve uma escola partidária e a definição etiquetada dentro desse contexto.
Não o pensou assim D.Oliveira no Expresso de há duas semanas atrás na abordagem do assunto.
Se a formalidade crítica que sustentou a prosa está aberta à discussão teórica, já a hipocrisia denunciada e desenhada como uma inconsequência da banalidade ético - política do visado vai um mundo de ofensa que teve resposta adequada por parte de Marinho Pinto no Expresso do passado sábado.
Sugiro as leituras...

segunda-feira, agosto 25, 2014

CONTEXTUALIZEMOS, POIS...

...malgré Popper...

... Que a racionalidade de hoje perdeu o rumo, o sentido e o alcance e o contraponto ético que deve balizá - la, sem  a qual não merece essa formulação sem se tornar insultuosa para aqueles que a definem integralmente nas suas vidas.

Qual a diferença que as nossas consciências são capazes de discernir entre a repugnância abstracta que a matança de Gaza levada a efeito pela democráticos governantes israelitas sobre democráticos eleitores palestinianos ( milhares de civis e centenas de crianças, CRIANÇAS, entre eles...) e o real e sentido asco pela execução publicitada de um jornalista americano?

Para começar, todo o mundo passou a conhecer James Foley na hora da sua morte e a empatia viral com um ser humano miserávelmente humilhado e despido da sua condição de inocente, mártir da sua profissão de informar, re - humanizado por nós, no pranto do seu desamparo.

A sombra cínica que esconde a face da repugnância devida e a sentir por sobre as vítimas de Israel, da Boko Haram, a multiplicar por milhares, sem nome, sem rosto, tem na cumplicidade neutra e assassina, compreensiva até, com os carrascos das crianças terroristas e a indiferença racista para com as vítimas da barbárie na Nigéria, a instrumentalização racionalizada da Razão em nome do contexto.

Não vi a execução de Foley, nem preciso das imagens para  condenar a desumanidade, basta - me saber que aconteceu, assim como o arrastão impiedoso e cego da EIL que não distingue a sua jihad da pura carnificina de inocentes.
A outra jihad, a de Israel na limpeza étnica da Palestina em nada se distingue em barbaridade dos outros tipos de execução. Um assassinato em massa é um ASSASSINATO, não tem outro nome e sobre vítimas desarmadas, é COBARDIA.

domingo, agosto 17, 2014

ALJUBARROTA ou ALCÁCER QUIBIR?

E... MUDANÇAS GERACIONAIS

Quando, na Política contemporânea Global, na História acabada, se reclamam mudanças, o que em essência, se proclama,  são mudança de fotogenias que não de reformas, rupturas ou, no limite revoluções. Hoje, o facho da revolta contra o status quo definido por uma visão imperialista que tem corrompido o sistema democrático, está no Médio Oriente, em África, numa redefinição do CAOS imposto dentro da Ordem da manada.
Os condicionamentos que gerem os cidadãos, armadilhados na teia da Globalização, não já meramente financeira, et pour cause, mas também política económica e educacional, tornaram - nos vítimas do sistema e não os seus usufrutuários, a base da eficácia da sua verdade, da sua necessidade.
O conformismo, que a fuga para fora, estúpidamente acarinhada pelo governo actual com o agradecimento do resto da UE, desmerece como cidadania no enfrentamento geracional, como a geração dos 60, a minha geração, com a corrupção generalizada dos imperativos éticos que deveriam e devem sustentar a Democracia.

A infantilidade recorrente ( culpa nossa? ) com que a sociedade é vista em Portugal pela nova geração remete inapelávelmente a um aprofundamento, quase inconsciente, de uma individualização crescente, em contra - ciclo com a sedentarização social e solidariedade organizativa que os parâmetros actuais deveriam exigir. Naturalmente estranha mas coerente com o passado, o sentido solidário, que a cegueira mercantilista cavalga no pseudo - liberalismo actual que envergonharia os seus pensadores, está a funcionar no sentido inverso. Os velhos estão a ajudar a sobreviver os jovens que os governos empobrecem cada vez mais. Isso tem um nome e uma substância que escapa à análise consequente da Política de hoje.

A ruptura temporal, que não geracional, que os laços de solidariedade actuais têm de gerir, por fora dos mecanismos naturais, tarda a acontecer, e a maturidade que a gestão, no seu tempo próprio da sua Vida traz à nova geração está corrompida, na apreensão do que se chama Valores. O tempo de sedimentação que o relacionamento comunicacional saudável ajuda a temperar, perdeu - se, com consequências funestas, que a deriva social e política testemunham.

Saudamos, com regojizo sem juízo, que só o tempo permitirá, a subida de uma nova autoridade política no Partido Socialista espanhol e no Partido democrático em Itália e o aparecimento de independentes, de seccionistas na Ucrânia, Escócia e Catalunha,  de independentistas anti UE da Frente Nacional e  do ( fora do arco do poder ) e de revoltosos islâmicos e bárbaros africanos contra a Nova Ordem Mundial. Ela fede por todos os lados e exige combate, porque é CORRUPTA E CORRUPTORA. 
Desgraçadamente, os alvos desse combate não estão a ser o Poder mas sim as suas vítimas, que acabam por ser duplamente penalizados.

Corre - se, incontornávelmente, um risco de populismo oportunista que a indiferença generalizada e preguiça intelectual alimentam generalizadamente entre a população, numa abordagem pragmática ( ética dos resultados... ) do acesso ao universo do Poder, alimentada pelo desencanto e desconfiança da Política faceada pelos personagens actuais.

Este assunto merece mais reflexão e voltarei a ele, assim que voltar dos banhos... Preciso de iodo...

quarta-feira, agosto 06, 2014

ETNOFILOSOFIA

O QUE É ETNOFILOSOFIA?

A formulação pressupõe uma existência caracterizada por uma qualquer espécie de singularidade que a distinguiria, a definiria de outras " filosofias ", portanto, como etimológicamente traduzida, uma filosofia local, regional, nacional ou mesmo racial.
No fundo, este neologismo carece de fundamento, de essencialidade, como etapa localizada, passe a interpenetração, que seria do desenvolvimento filosófico; é uma barbaridade conceptual.

Falar - se hoje de uma filosofia africana, europeia, asiática ou americana distinguindo - as seria partir do princípio que elas existiriam como tais, nítidamente pressentidas nas suas formulações, nas suas interrogações e perplexidades. Por muito que a literatura ( a linguagem ) seja o veículo essencial de difusão do Pensamento estruturado, a Razão Silenciosa habita do mesmo modo em todo o humano.
E habitou - o ainda antes dos gregos e dos árabes que pela escrita, pelo verbo, a expressaram e difundiram - na.

Atribuir nacionalidades à Filosofia não tem fundamento. Os filósofos mais difundidos beberam de todas as fontes, das místicas orientais ao animismo africano, da racionalidade grega ao pragmatismo romano, enfim à Vida humana e acabaram remetidos ao silêncio, à Razão Silenciosa, às origens, por Wittgenstein e Heidegger.
E por lá permanecerá inquietando todas as almas do planeta...

terça-feira, agosto 05, 2014

ESPECIALISTAS

G.E.S. / B.E.S.

Pasmo - me com a maneira como funcionam as inteligências especialistas, nomeadamente dos economistas e dos  analistas financeiros. Elas nunca são projectivas, preventivas em relação às, chamemos - lhes aldrabices, para simplificar, construídas e em construção no espaço onde se movem e fazem profissão . Só aparecem, enfáticos, especialistas, na posse de todos os contornos das malfeitorias e em snobeiras explicativas onde antes, na minha boa - fé interpretativa e ignorância, concedo, só havia hiper - ignorância e talvez cumplicidade activa.
É claro que houve excepções e elas estiveram no Expresso, um espaço onde a cobardia não medra.

Uma pergunta singela se me põe - SE DURANTE TODO ESSE TEMPO TODA A CORTE DO BANCO DE PORTUGAL MAIS OS ESPECIALISTAS NACIONAIS E INTERNACIONAIS, MAIS AS SUPERVISÕES DAS ACTIVIDADES DO GES / BES INTERNACIONAL, NÃO SE FOI CAPAZ DE DESCOBRIR ( públicamente nunca se soube nada... ) AS ACTIVIDADES CRIMINOSAS, COMO E COM QUE ESPECIALISTAS VAI O MINISTÉRIO PÚBLICO FAZER  FRENTE A ESSA FORMIDÁVEL TEIA DE ENCOBRIMENTO?

Eventualmente levará décadas e... cairão os prazos. Vai uma aposta?

INTERMEDIAÇÕES

Chocamo - nos com a incapacidade de produzir riqueza no país e descobrimos que a percentagem da população inserida nessa actividade é inversamente proporcional aos parasitas do sistema, perdão, intermediários.

A coisa tem raízes profundas, já vem do  século XVI com a posse, à força dos canhões, do comércio no  Índico. Portugal não tinha nada para comercializar, como nos diz David Arnold in A época dos descobrimentos e conseguiu ser o intermediário do comércio local com a África oriental. Notável!
Hoje há intermediários para tudo, só explicável pela (e)iliteracia e negligência na cidadania; os canhões já não deveriam servir em democracia...
Vai - se perdendo, numa individualização crescente, a perspectiva de nação, de sociedade e do País.

ISRAEL / HAMAS

Também se está a perder a perspectiva sobre esse confronto nas terras da Palestina. Choram - se lágrimas de crocodilo sobre as vítimas das decisões políticas dos dirigentes, com consequências, essas sim PREVISÍVEIS, ESPERADAS e criminosamente desprezadas.
Tenho por mim, a História ensinou - me, que TUDO o que acontece de irremediável dentro de uma nação e durante o tempo emn que o tem de ser lhe marca o trajecto e o futuro a torna responsável, como remete, no caso em apreço, a responsabilidade do que aconteceu, está a acontecer e virá a acontecer aos que intervenientes ou espectadores, definem, pela acção, pelo desconforto hipócrita ou pela cínica inacção, a sua atitude.

POLÍTICA NACIONAL?

A BANHOS, que a imaginação e o rasgo no mítico país de poetas fenece em soundbytes e vai - se a torrar ao sol de Agosto.

quinta-feira, julho 24, 2014

G.E.S.

A marcha da Justiça sobre os actos praticados pela Administração do GES e por arrasto no BES, começou.
Como, apesar de todas as balizas do  - TUDO VAI BEM - com que as instituições portuguesas, TODAS, exceptuando os alertas e o cepticismo avisado do PCP e do Bloco de Esquerda, os Outros não acreditaram  na bondade do Banco de Portugal e começam a chafurdar no pântano criado por uma impunidade de décadas e que NINGUÉM quis ver.

A amoralidade ( conceito vazio e mentiroso por dissimulação de patifarias ) tecnocrática só pode produzir, por inerência, impunidade moral. Ora, a LEI democrática, criada pelos cidadãos, deve punir as consequências criminosas que ela gera, sempre.
Empurrado pelas supervisões externas o desenlace de tudo isto porá a descoberto, preconceituosamente e infelizmente, uma maneira portuguesa de fazer as coisas que irá descredibilizar a Banca nacional por muito tempo.
O país irá pagar, mais uma vez o empreendedorismo da elite nababa com língua de palmo, quer queira ou não. COMO? Esse será o trabalho da cumplicidade política sob o alibi de interesse nacional.

Seguiremos as notícias...

SOLTAS...

U.E.

Juncker distancia - se da Comissão Barroso e faz bem. A sua declaração e intenções proclamadas em relação ao perfil que deseja à sua Comissão - uma Comissão política e não bur(r)ocrática como foi a última é um bom sinal a que se ajusta a sua posição sobre o referendo independentista da Escócia e veremos se se manterá a coerência no referendo catalão.

CPLP

Se dúvidas houvesse elas foram dissipadas na última reunião em Dili. O constrangimento luso foi notório pelo tratamento democrático dado aos participantes ( não poderia ser de outro modo..., pois não? ) e pela quebra protocolar a antecipar como facto consumado a entrada de Obiang já não como observador mas como membro de pleno direito, antecipando veleidades hipócritas, para o exterior, sobre o que realmente está em causa.

Está tudo explicado. Ao desejo sincero, quero acreditar, de que com a entrada na CPLP a Guiné Equatorial se vai aproximar dos valores declarados que enformam a Comunidade, acresce - se um dado essencial e definitivo não dispiciendo no panorama mundial - Nos próximos 20 anos, os países da CPLP prooduzirão entre 25 a 27% do petróleo mundial - diz - nos o Expresso.

Que isso se venha a traduzir na erradicação da miséria nos países formadores da Comunidade é- me um piedoso e veemente desejo; é o que me resta do meu voto vencido.

P.S.

Detesto meias - tintas, detesto a opacidade democrática tanto como a mediocridade dirigente assistida e acarinhada no seu seio. Como cidadão e não indivíduo governado desejo excelência a justificar a minha demissão libertária em prol da Democracia.

Nada me choca, a não ser a hipocrisia partidária, na definição que o P.S. hoje procura. Se nesse desafio sobrevierem roturas, pois bem, venham elas. Serão uma filtragem necessária e benigna para o partido.

A minha opinião sobre a essência do que deveria estar verdadeiramente em equação tem menos a ver com a liderança do que a transparência programática das posições a verter futuramente. Desconheço - lhes os contornos quanto mais a definição.

E depois? O problema só será meu se o PS conseguir ganhar rotundamente as eleições.Até lá, deixo, pois, a decisão aos militantes e... simpatizantes.


BLOCO DE ESQUERDA

Lamentável mas previsível a degradação, melhor,  a desagregação do Bloco pós-Sócrates. Qualquer análise séria sobre os desenvolvimentos, envolvimentos, involuções, evoluções dentro do Bloco estão, desde a saída do ex-Primeiro Ministro, provocada pela estúpida e irreal coligação a que o Bloco pertenceu, íntimamente ligada a esse episódio que trouxe a troyka e a dupla Passos/Portas  ao poder.
Para mim foi imperdoável a fraqueza da análise política que levou a ESTA situação actual e pelas dissidências a que tenho estado a assistir penosamente, confesso, muita gente militante e simpatizante do Bloco pensa o mesmo.

Das contradições internas dadas à costa, não creio que estejam na dicotomia, intensa e elitísticamente individualizada, por Daniel de Oliveira no seu bate-boca com o ex - líder Louçã, numa ocupação de espaço que permitiria, no governo, exponenciar a programática bloquista  com acção, deixando a essência e em essência a resistência ao PCP, o partido anti - poder.
A hierarquização das prioridades, base de qualquer negociação séria, exige que o Bloco cresça eleitoralmente e não se vá definhando em dissidência vaidosa e egocêntrica numa feira de vaidades e de individualidades até à inconsequência.
A questão que parece não apoquentar a massa bloquista, institucional e dissidente, é que o P.S. não precisa do Bloco para nada, a não ser como flor de credibilidade anti - liberal na lapela.
Pensou - se nisso?
A ilusão contida no pressuposto de que a nova dissidência ( a de Ana Drago e, por suposto, da Manifesto ) consiga plasmar uma ideia de agregação com a LIVRE e... que force, eleitoralmente, claro, o P.S. a coligar - se com os anti - Tratado Orçamental e a favor da renegociação da dívida, é toda ela um programa que o partido-mãe defende.
Compromissos e cedências? Em quê?
Num país, suposta e talvez mítica, aleatória e estatísticamente de Esquerda, onde nunca foi possível realizar uma Convenção de Esquerda, nem em Oposição nem com maiorias absolutas do P.S., o meu cepticismo foi buscar o seu fundamento.

ILUMINEM - ME!

sábado, julho 19, 2014

SENTIR, APENAS...

ASCO



Quero crer que seja o sentimento generalizado da humanidade sobre as últimas notícias da carnificina na Faixa de Gaza ( impossível qualquer tipo de racionalização sobre o horror burrocrático, nascido, criado e mantido na martirizada terra da Palestina... )



O abate da aeronave da Malásia foi um acto demente, miserável, como são - nos todos os que têm por alvos a Inocência, no meio da barbárie, política, militar ou económica.



Criminosos os contornos da falência do BES. Quase todas as explicações sobre a hecatombe são técnicas, quando o que está, esteve e voltará a estar em causa é o vazio ético que sempre enformou a actividade bancária. Umas vezes apodado de amoralidade tecnocrática, como o fez há bem pouco tempo o ex-líder do BES, hoje caído moral e técnicamente em desgraça, a BANCA, nacional e internacional tem funcionado em roda livre, por mais que se criem supervisores ( é de partir o coco a sua acção, que de preventiva passou a ser explicativa, snobmente apresentada, sem que rolem cabeças da incompetência e actue a Justiça sobre os malfeitores ).

A crise de 2008 só lhes refinou a dissimulação e até ver, com impunidade total. Oliveira e Costa só está na cadeia por excesso de gula. Merece companhia.

quarta-feira, julho 09, 2014

BRASIL 1 ALEMANHA 7



COMEÇOU ASSIM...


... A piramidal derrota do Brasil. 

Do lugar comum que a essência do futebol, entre outras modalidades desportivas,  define como jogo de equipa, provou - se liminarmente a pertinência da constatação demonstrada pela equipa da Alemanha contra um grupo de jogadores desgarrados, débeis físicamente e, finalmente, em pânico, a cada golpe desferido pela EQUIPA germânica.


O " vício " do endeusamento e do estrelato dos grandes jogadores mundiais, nomeadamente nos países latinos, pelos MEDIA, quando é transposto para as selecções nacionais pelas federações e equipas técnicas, tem - se revelado um erro crasso que a própria psicologia de grupo ressente pela marginalização a que são votados e interiorizados, os outros intérpretes do jogo.


Messi, Neymar, Ronaldo, Roben, Muller, James, Ribeiry, entre outros ( a lista é extensa e ainda bem... ) são o que se pode chamar estrelas mundiais neste desporto e eventualmente assim considerados pelos camaradas das equipas onde militam e nem assim escapam à sua monitorização contextualizada em relação às suas prestações em relação ao bem maior que É a equipa.

Saber gerir essas circunstancialidades exige um líder forte e... sabedor.


Nem Portugal, nem o Brasil souberam lidar com esse particular, ao referenciar obssessivamente o jogo, o protagonismo e a pressão sobre os ombros dos seus atletas mais mediáticos e... mais bem dotados na sua resolução.

A diferença de tratamento desta vertente da psicologia de grupo revelou - se neste Mundial, em equipas sensação, como a Colômbia, a Costa Rica, por exemplo, pela positiva e em Portugal, Brasil e até acabar, Argentina, pela negativa.

A Holanda, outra semi - finalista ainda vive atracado ao Roben. Veremos o desenlace posicional da equipa no jogo de hoje com a Argentina órfão do dinamizador Di Maria.

´

A Alemanha, uma equipa de  humildes vedetas e extraordinários jogadores de equipa, física e mentalmente bem preparada e bem dirigida, será, tudo leva a crer, o novo campeão mundial e... merece - o, pela demonstração clara da sua superioridade que tem protagonizado neste mundial, como EQUIPA.

terça-feira, julho 08, 2014

EXERCÍCIOS PERIGOSOS

                                                           

                                                                 Saturno, Lucientes

A coligação que tem estado à cabeça do estado português, na linha da proclamada demolição do Estado anunciada, entrevisto como um travão à ocupação de apetecíveis áreas de negócios chorudos nas mãos dos investidores, continua empenhada num exercício de desestruturação do tecido relacional criado pós Abril.

O ataque malfeitor aos organismos do Estado tem passado, com a conivência do hoje ocupante da Presidência da República, pela redução demente dos seus funcionários ainda em actividade e na criminosa, porque ilegal,  ilegítima e cobarde, depauperação dos seus aposentados reduzindo - lhes impiedosamente a propriedade das suas pensões, coisa que nem o tribunal constitucional do país da sua tutora, Merkel, admitiu, enfáticamente.

Um Estado que localizou as suas gorduras a cortar ( termo seboso como o seu autor ) nos seus cidadãos DEPENDENTES dele e nas suas principais e OBRIGATÓRIAS responsabilidades na Educação, Saúde e Forças Armadas e age como um representante dos consórcios espoliadores do património nacional, não só reduz a sua capacidade de reverter a posse da sua soberania DENTRO da U.E., como atiça o ódio dos seus cidadãos ao que ele deveria representar. Uma estupidez programática na linha das pretensões explicativas de uma realidade embusteiramente tecida desde que os burrocratas nacionais se guindaram, em aleivosias programáticas, ao poder.

Tudo isso em nome de QUÊ? Em nome de QUEM tem - se estado a descobrir. Um estado - empresa, um fantasma paradoxal com a proposição apresentada em contumácia, é um exercício financeiro que brinca com a vida da população portuguesa. A intencionalidade, se for consciente, atira - nos para os contornos de um neo -realismo político que se auto - governa numa autofagia que começou pelo saturnino repasto que ainda persiste.

                                             

segunda-feira, junho 30, 2014

O MEU PORTA - VOZ POLÍTICO


As  Democracias representativas, hoje refém dos burrocratas, na sua maioria venais, éticamente inconscientes, essencialmente narcísicos, só se representam perante si e para si. Uma gigantesca e Global Corporação replicada ad nauseam em todas as paragens do planeta onde assentou arraiais.

Embalados pela falsa consciência, chamam - na Liberdade, com que exercem a sua locomoção, a voz e os neurónios, os povos  sonâmbulos sempre deixaram o seu destino nas suas mãos, em troco de uma paz podre, mesquinha e miserável. Mais vale ser carneiro conhecedor da narrativa medíocre e do matadouro antecipado em contemplação das lutas pela Liberdade que os Outros travam na sua dignidade de homens, do que cumprir a sua.

Por outras palavras, talvez menos ferozes, Marinho Pinto, na sua entrevista ao jornal " I " do fim-de-semana, diz - nos, lembra - nos, que a reforma a fazer nessa Democracia terá de começar por uma resistência feroz e desmascarante à casta criminosa de Homens que hoje detêm a capacidade de moldar o nosso futuro, o futuro das novas gerações.
Já não é só a resistência gerontocrática que está em causa em natural impedância; o mais grave, a persistir, é a hipnótica incapacidade da geração captiva de hoje, de reagir, com brutalidade se tiver de ser, à narrativa, dentro do bisonho quadro imposto, que lhes é apresentada como terminal e definitiva.

Contra o acanalhamento dessa missão, assim, sem aspas, que a Política transporta, a violência democrática tem de ser um dever, do qual a Burrocracia nunca faz questão de nos lembrar. Esgota - a e enquadra - a no esvaziamento catártico das eleições quadrianuais e no auto- controlo chantagista das manifestações aceites como genuínamente democráticas.
A Liberdade, um Bem superior à Democracia representativa, tem um preço moral que as falsas consciências criadas pela corrupção do regime, tem conseguido mascarar, com sucesso, nas democracias ocidentais.

A normalidade com que a repugnância instintiva ( os idiotas úteis chamam - na ressentimento social...) nos deveria assaltar na consciência clara e objectiva de que, como nos lembra o texto - Um autocarro chamado vergonha - de Eduardo Vaz Ferreira, no último Expresso, -.  85 pessoas possuem o mesmo montante de riqueza que a metade da população global, DEVERIA DIZER, ao mais desatento e empedernido cretino que ISTO, que é o sistema que o inventou e torna possível, ESTÁ ERRADO.

Marinho Pinto é um político decente. Já o sabia e a cada intervenção sua sinto que merece a confiança dos seus votantes.
Um conselho - NUNCA negocie valores, os seus valores. Foi o que reconhecemos em si.

terça-feira, junho 17, 2014

CANSAÇO, SIMPLESMENTE...,

...De ler os outros, ouvir uns tantos e..., calculem, de VER outros tantos...


Calculo que esteja numa fase depressiva, fóbica e... exausto.

Nada de grave, suponho, será, quando muito, um reboot  e um ajustamento necessário, higiénico a tanta estupefacção que a marcha do mundo nos provoca e a estupidez sem remédio contida nos nossos genes.

Impossível, o isolamento que uma crença mística possa acarinhar, vergasto - me na apreensão esclarecida, já quase certeza, do absurdo desta Biologia com Razão. Tem sido o meu cilício no encantamento de contemplar a Vida, já não de peito feito mas de tocaia, assustado pelo horror que até mim chega, com estrondo, mesmo que, por vezes mascarado em baixos decibéis de agressões passivas, pensamentos mágicos e  bruxedos científicos. 

Calemo - nos, por ora...

sexta-feira, junho 06, 2014

CONVERSAS DE MERDA...

                                                       

                                                              BRUNO DE CARVALHO

                                                         presidente ( temporário ) do SCP

De tanto ouvir o tipo de declarações públicas dessa nova safra de dirigentes, políticos, empresariais, financeiros, etc, já como vítima de olfactofobia , já não lhes aguento o fedor...




Com licença....





SOCORRO!!!!...

... DIGAM - NOS COMO FAZER?


Da impossibilidade de abandonar a sua agenda marcadamente ideológica, governando em prol dos interesses dentro do  seu universo eleitoral hoje reduzido aos clientes do costume, a Coligação proclama a incapacidade de abandonar as suas matrizes classistas e a sua burocratização mental.


É - nos impossível, por incompetência, governar com esta Constituição da República, essa que ainda permite a possibilidade de estarmos ainda hoje em funções apesar da desgraça que fizemos cair sobre o país.


Perguntem à Dona, apetece dizer ou então vão para casa e à escola, de novo.

A estreiteza mental na política caracteriza - se por uma visão tubular a que nenhuma outra abrangência interpretativa concebe e quando nenhuma ética, nem mesmo residual, acompanha, por hipotese, a prática desse exercício de burros que nem nos erros contumazes tropeça, entra - se no reino do absurdo.

O mesmo absurdo que faz um Governo  implorar pela " criação de condições necessárias de previsibilidade, de estabilidade " por parte de um órgão de soberania independente criado pelo " arco do poder " e atestar a sua incompetência impunemente.


Eu digo o que deveriam fazer - DEMITAM - SE! 

Há todavia outro caminho mais adequado à espécie e à parede. Advinhem lá qual é?


Derivando e a talhe de foice.... Foi um susto para a Coligação ver aparecer em cena o António Costa, não foi? O Tó Zé tenrinho e maleável que pisou os mesmos caminhos absurdos que o discernimento , por vezes acéfalo dos meus concidadãos, guindou à possibilidade estatística de vir a ser Primeiro - Ministro e a possibilidade de com ele continuarmos no caminho do desmantelamento, isso sim estúpido, do Estado Social, a mando das luminárias ingentes da UE, já não é uma previsibilidade estável, que chatice...


Glosando o filósofo, quando a educação democrática esquece - se de ensinar as obrigações ético-democráticas aos recoletores clientes, virtualmente dirigentes, o resultado é confrangedor, para todos.

DEIXEM- SE DE PIEGUICES!

sábado, maio 31, 2014

COSTA(S) SEGURO (AS)?


                                                             BATALHAS ANTONINAS

P.S.
Para o caso, do qual sou totalmente alheio, culpem o Google, o tamanho das imagens reflecte a realidade dos personagens políticos em presença.

Já disse por aqui o que penso do Seguro como líder político; não vou escavar ( Oi Sócrates!...) mais este buraco, por ora...
Espanta - me sim que A. Costa e seus apoiantes, naturalmente, só hoje se terem dado conta da " fraqueza " política, que não buropartidário, do hoje secretário - Geral do P.S.

Em Novembro do ano passado seria o timing exacto, atempado, para confrontar convictamente a liderança provinciana de Seguro ( preconceitos aristocráticos, diz João Soares... ). Pois, sejamos preconceituosos, quando a incapacidade de lidar com variáveis tão dependentes e voláteis como o voto desmerecem todo o tipo de futurologia que uma liderança inconsequente  cauciona.
Hoje, quando a indignação e a desconfiança generalizada pela moleza da Política perante a Plutocracia, esse anacronismo histórico e civilizacional que às elites se auto-justificam, se desfragmentam pelas margens nem sempre virtuosas da Democracia, resolvem actuar.
Por mim, e espero enganar - me redondamente, já vão tarde. A realidade política, europeia e nacional estilhaçou - se e difícilmente serão possíveis os consensos possíveis concernentes à formação de um governo de maioria absoluta ou de coligação com a Esquerda. E... há uma realidade nova e chama - se Marinho Pinto.

Conseguirá A.Costa, se conseguir derrotar o aparelho partidário do P.S., blindado por Seguro durante o seu tempo de reflexão, e se o conseguir irá a tempo de levar aos portugueses ao conhecimento sobre a TOTAL ignorância das suas propostas políticas de Alternância?

NÃO SE PASSA NADA ( 2 )

Quando se apontavam os riscos para a Democracia para os quais a política europeia, ainda hoje teimosamente estúpida e autista, nomeadamente na última década, prefigurava, a invariável resposta que os " instalados " social, económica e intelectualmente, produziam, reduzia - se ao - NÃO HÁ ALTERNATIVAS - à história acabada, presume - se.
Em Portugal, atingiu - se o paroxismo autista com uma coligação de Direita a alargar com empenho servil o buraco que lá fora a Comissão Barroso, o BCE, a mando, não há como esconder, da senhora Merkel,  abria na construção de uma Europa Comunitária. 

A realidade, a outra que subterrâneamente, nem tanto assim, fugia à interpretação da BURROCRACIA, desabou com estrondo sobre o que ainda resta da Utopia europeia, com o resultado das últimas eleições europeias.

Reacções? Circunstanciais, como as do ainda presidente da Comissão Barroso, autocráticas como as da chanceler alemã na reiteração/imposição do burrocrata da Austeridade, Juncker, imune à recomposição do Parlamento Europeu,  alarves como as do Farage da UKIP e asininas como as dos Pen. 
Nenhum discurso europeu, de vencedores ou vencidos se elevou da mediocridade política, o que não foi de estranhar no panorama bisonho que engendrou esta nova safra, corrupta e éticamente transtornada pela Plutocracia.

A serpente já pôs o OVO...

terça-feira, maio 27, 2014

DAS ELEIÇÕES EUROPEIAS...

...AO  FALHANÇO DA " BURROCRACIA "...

... E DO TRIUNFO DA DEMOCRACIA. ..

... O resultado proclamado pelos cidadãos foi um monumental bofetão à Europa merkelizada e ao desplante e cinismo provinciano com que gerem a vida das nações.

Impossível não reter o trambolhão político que à Política foi imposto na fragmentação do voto e no pseudo - alheamento que a brutal abstenção poderia, em leituras apressadas, configurar.

Num continente, berço de uma civilização comparativamente exemplar pelo que da sua contribuição o planeta alberga, onde de um tronco comum nasceram as mais fortes identidades nacionais que cansadas de se guerrearem abraçaram um projecto grandioso, que a própria Cultura comum sustentaria, hoje, nas mãos de uma inépcia tão gritante que a medíocre, mesquinha, doméstica liderança contempla, a IDEIA está a ser reduzida a pó num divórcio já quase impossível de esconder entre os seus cidadãos e a sua pretendida e pretensa elite.
Os motivos que dantes justificavam as " fronteiras " conflituosas entre as nações europeias, de tão estudados e escalpelizados, julgavam - se então reduzidos, racional e políticamente, a desperdícios históricos que as guerras cessadas cimentariam na grandeza geo - estratégica do espaço comum europeu.

Hélas, eis que o que se julgava enterrado sob os escombros deixados pelas guerras familiares, religiosas e expansionistas e demenciais como as duas últimas ( não as serão todas? ) deu à costa com o protestantismo da Alemanha e dos estados do norte. Já denunciado por Gasset, o Costume de Uns voltam a ser  Juízos dos Outros e o julgamento penalizante, penitencial sobre pretensas inferioridades estão a levantar dos túmulos os cadáveres insepultos.

O pensamento global, essa aberração sustentada para rebanhos, vai ter em Bruxelas a face da Resistência.

segunda-feira, maio 19, 2014

JUNCKERADAS E MELOAS RANGELISTAS

CONFUSOS?

EU EXPLICO...



Pronto, tinha alinhavadas ( escrevo à mão...) uma prosa sobre os últimos acontecimentos da campanha pré - eleições europeias, que só está a acontecer nas franjas do eleitorado representadas pelos partidos minoritários, longe do CENTRÃO, as alarvidades indigentes da Aliança Portugal protagonizadas pela dupla Rangel/Melo, ao cinismo político que aos poucos se desmascara do jotinha Seguro, quando li Tomás Vasques no " I " de hoje em Cristóvão Colombo e os esquentadores. A contundência e o riso foram melhores e remeto - vos para a sua leitura.

Ainda não parei de rir da " junckerada " paternalista...



A opinião emitida no " I " é séria, a empatia e cumplicidade provocaram o riso. Adiante...

É que o editorialista de hoje no jornal tinha - me tirado a boa disposição e o riso, provocado por razões outras...

BENFICA 1 RIO AVE 0

TAÇA DE PORTUGAL









EXCELENTE ÉPOCA A DO GLORIOSO ESTA TEMPORADA!



PARABÉNS E... BOAS - FÉRIAS!

sábado, maio 17, 2014

QUERO SER COMO ELES...

...QUANDO FOR CRESCIDO...


Almada Negreiros, glosando a despreconceituosa latitude do indígena luso para com os parceiros sexuais, verberou a imagem cantada do fornicador de mulheres de TODAS as raças e do desvirgamento rácico que a mestiçagem produziu no peito da mátria nacional.

Foi mais uma tentativa desolada de explicação da matrix pátrea do antes a depois dos Descobrimentos.
" Perdido por cem perdido por mil ", a palavra de ordem mobilizadora da debandagem nacional, organizada pois...., da pobreza sem futuro de então terá sido esquecido pelo fervor patriótico do poeta.
Como mestiço, duvido da análise redutora de Almada e falo, naturalmente em defesa própria, o que não abona muito como argumento, mas.... adiante.

De Aquilino Ribeiro, Antero de Quental, Jorge de Sena que não Pessoa, activamente embasbacado, mitológico e místico, passando por Camões e a sua visão épica do feito e por arrasto dos sujeito, o sentir do carácter nacional provocou, ao longo da História mil perplexidades, à mistura com auto - culpabilizantes sentimentos de repulsa e conformismos atávicos, que o fado menor bordeja.

Se um povo se deveria rever na sua elite, a emulação que essa antevista exemplaridade deveria consagrar estaria no mecanismo de ascenção social, económica, que a Democracia prometeu a troco da contenção da conflitualidade que o individualismo biológico, o natural ( posto entre aspas... ) transporta.
Acontece que, quando a elite ( conceito vazio, hoje... ) se vai formando no exemplo da que a vai precedendo, em acumulação económica e financeira rapaces e intransigentes partilhas das riquezas nacionais, corporativamente entrincheirada e ética, quando não moralmente ausente, objectivamente anti - patriótica e anti - social no seu sentido racional, e não penitencialmente caritativo, ( não, ainda não li os livros do Louçã... ) só pode multiplicar, por um lado o conformismo do desprezo consciente e passivo e por outro lado a revolta impotente e  não - violenta ( democrática, chamam - na... ) que a urgência da frustração de se sentar na mesa dos Grandes contém.
Em Portugal persiste uma " inveja " que nenhum sentimento grande, como o ódio por exemplo, eleva da mediocridade que os mitológicos " brandos costumes ", caucionam fundo na alma lusa, para lá da ocasionalmente barulhenta e auto - compensatória pulsão para a acção que a consciencialização cívica de alguns exige e deveria potenciar.

Extrapolando genèricamente para o universo político, alavanca simplificadora de ascensão de mediocridades, generalizemos, pois, essa realidade bisonha e triste vai - se mimetizando, de geração a geração numa caracterização sentida, deplorada e... aceite pela maioria da sua população.

Se as opiniões se formam e apesar da sua aparente diversidade, vital ou programática, continuarem a beber do substracto liminarmente arrivista que a emulação elíptica, pseudo - elilista, ética e moralmente incipiente, vai formatando de geração a geração, não passarão de aquisições e mensagens de como os babuínos se deveriam comportar, para sobreviver, no mundo dos sapiens. E como tais deveriam ser tratadas por uma racionalidade não captiva.
O controlo, através das políticas de educação, da saúde, da justiça, pelos representantes dessas opiniões faz o pleno na naturalidade que se quer política, e não BIOLÓGICA quando desmascarada, contrabandeada pela contenção exigida pela democracia à TOTALIDADE individualizada.
Individualismo à solta dentro deste monstruoso edifício burocrático como proclama a democracia liberal é um embuste, que uma protecção assegurada a seu tempo, pelas Forças Armadas, pela Polícia, pela Plutocracia assegura, por ora.

Dentro desse universo concentracionário, a Sobrevivência apela, naturalmente, ao mimetismo.

Quando for crescido quero ser como eles...

E não há esclarecimento que resulte quando se aceita que  o Faz o que eu faço e não o que digo seja a mensagem vencedora na exemplaridade faceada pela elite nacional.

quinta-feira, maio 15, 2014

TAÇA EUROPA



                                                            UM ECO DECEPCIONANTE



 Mais uma final europeia perdida inglóriamente pelo Benfica.

As circunstâncias que levaram a este desfecho foram várias e começaram a definir -se nas meias - finais pela eliminação do Juventus, com penalizações ao Enzo e ao Markovitch, sendo o primeiro o melhor jogador do Benfica nesta temporada.


Ter sido a melhor equipa em campo não bastou e a hostilidade da equipa de arbitragem também não ajudou; mas o que ditou a derrota foram os falhanços individuais e, a espaços, colectivos da equipa.

Seria injusto o registo individual apontado a jogadores que tantas vezes definiram victórias na fantástica época deste ano.


Venha a Taça de Portugal!

quarta-feira, maio 07, 2014

EM HOMENAGEM AO " I "...

                                                                         TWITS


GANÂNCIAS

A plausibilidade que, em sociedades marcadas pela lei da oferta e procura, ( genéricamente são - nas todas...) pelo Mercado, há, de se pôr um preço a tudo, dos bens materiais aos outros menos tangíveis e inflaccioná - los até ao despautério em oportunidades abertas pela Crise ou situações pontuais como uma final da Champions, existe e está a acontecer nestes dias em Portugal.

Alojamentos a 2000 euros por dia reflectem uma postura muito feia, eventualmente rendosa, mas mesmo assim muuuuito feia.

NÃO HÁ COINCIDÊNCIAS

A marcação dos fóruns dos Bancos Centrais europeus em Portugal até 2018 nada tem de extraordinário e poder - se - á candidamente explicar - se pelas excepcionais condições que o país oferece para essas conferências, a todos os níveis.
Estranho foi iniciá - los, com a presença massiva de uma comitiva de altas personalidades das finanças internacionais e pontuá -los com as presenças da Troika, nas figuras de Barroso e Lagarde durante o período das eleições europeias.
A pressão sobre o eleitorado, sentida genéricamente tanto seja num sentido ou noutro, é evidente.
A pretensão não declarada, após a saída limpa, um fracasso monumental da politica europeia, é que seja positiva para a coligação no poder.
É feio, muuuuito feio. Quanto à eficácia, estaremos aqui para verificar.

REPITA,S.F.F.

Vejamos...
Vital Moreira, ex - eurodeputado pelo P.S. diz que, recito da citação de RADAR PORTUGAL ( I ), - ... Não faz sentido (!!!???) condenar o programa de ajustamento ( a quê? ) com o argumento de que Portugal está pior do que antes... porque isso era inevitável(???). Nenhum Governo poderia ter evitado isso (???). 
Mas, concede que - O programa de ajustamento poderia ter sido melhor, menos penosa e mais equitativa...
Aí, a minha alma ficou parva. Então, se o programa.... da coisa... chamemos - lhe isso, poderia ter sido melhor do que este, DESTE governo, contraria a inevitabilidade de ser ISTO, penoso e irracionalmente desigual e transparece a possibilidade de poder ter sido feito de outro modo por outro governo ( este quis ser o menino bonito e sabujo da Prof.... ), NÃO FAZ SENTIDO CONDENAR ESTE PROGRAMA?
Quanto ao que seria melhor , o que nenhum outro governo poderia ter evitado, na opinião algo confusa de V. Moreira, ( extraordinária transformação socio - política... ), falta  saber a definição política do conceito na actual estrutura psico - social e política do ex- dirigente do PCP.

UM PAÍS ADIADO, INDEFINIDAMENTE...

A fazer jus aos números e expectativas dos indicadores ( nem sempre fiáveis, contudo...) internacionais - OCDE, Agências de rating, revistas especializadas, opiniões de gurus financeiros, etc, principalmente no que ao crescimento da dívida soberana portuguesa concerne, a par das suas implicações económicas de curto e médio prazo soberanamente desprezadas pela UE, FMI e a panóplia predadora eufemísticamente chamada investidores, dizia, Portugal, malgré a euforia Portas/Passos, continuará cativo por longos e maus anos, para gáudio e orgulho da Presidência da República.

BOKO HARAM

UM IMENSO, PESTILENTO E COBARDE VÓMITO CAIU SOBRE OS NIGERIANOS, HABITANTES NÃO INOCENTES DE UM PAÍS COM A QUARTA MAIOR PERCENTAGEM DE POPULAÇÃO ESCRAVA DO PLANETA, SÓ SUPERADA PELA DA ÍNDIA CHINA E PAQUISTÃO.
ABUBAKAR SHEKAM MANCHA O ISLÃO.
MERECE A GUILHOTINA.

O meus agradecimentos e parabéns ao " I " pelo uso... e abuso...


terça-feira, maio 06, 2014

FOI ASSIM...

Q.E.D....


...DE NOVO!


Como se previu, o cautelar teve o comportamento esperado...





Começou assim e...





Acabou assim...


Como manipulação política foi de uma pobreza ingente, excepto na leitura mistificadora da Presidência da República, cuja assumpção cúmplice com o programa político do Governo é cada vez mais descarada.

sábado, maio 03, 2014

SOCIEDADES HISTÉRICAS

RACISMO?





Conta - se por aí que o racismo, tendo os negros como alvo, nasceu quando os primeiros caucasianos puseram os pés em África e viram os nativos, nus, em toda a sua glória, a correrem pelas savanas bravias.
Da inveja peniana, justificável, e da diferença civilizacional e tecnológica sucedeu - se o resto, o mito, que a modernidade democrática tem estilhaçado nos seus fundamentos  pseudo naturais e científicos.
Todavia há resistentes, como os papagaios ignorantes que atiram bananas a atletas negros, mestiços ou não - brancos, a maioria silenciosa... e ... outras coisas.

Confesso que a polémica despoletada pelas declarações ( desabafos, para mim... ) de Donald Sterling - Aborrece - me muito que apareças públicamente com negros. Podes dormir com eles. A única coisa que te peço é que não os promovas e que não os tragas aos meus jogos  - não me parece, apesar de pensado e interpretado pela maioria, ter nenhuma conotação racista de relevo. Teve, como transparência de um lamento, quase de auto - compaixão, de dor de corno de um macho, um carácter que ultrapassou eventuais opiniões de menorização rácica, ausente do teor dessas palavras.

Traduzo - Não chegava andares a foder com eles, os teus amantes, como tens de os exibir por todo os lados e para cúmulo, na minha presença

Todo o macho, mesmo eventualmente impotente e compreensivo com as necessidades sexuais de jovens namoradas, amantes ou esposas, reagiria ao(s) Outro(s) da sua humilhação pública como Sterling a sentiu.
A cor da pele e a sua eventual potência consoladora  foram pormenores que a histeria social extremou, tão só.

Por mim, e sem a empatia de ter passado pela experiência vivenciada, julgo traumática, de Sterling, tem a minha compreensão, pelo desabafo.

segunda-feira, abril 28, 2014

PROSA ANTI - INDIVIDUALISTA ( 2 ).

CONSENSUALIZEMOS, POIS...

Um ritmo espasmódico, dinâmico, marca todas as comunidades do humano, só sobressaltado com lampejos de " unidade " quando valores íntimamente sufragados são desafiados. O resultado dessas confrontações caracterizam processos sociais evolutivos ou regressivos no balanço das acalmias resultantes.
A exclusão faz parte desse balanço a que só a proporção do seu alargamento à maioria dá relevo, político e social.
Impossibilidade harmónica, portanto...

Falar - se de consensos, como repetidamente o Poder instalado, guardando as margens, numa realidade estilhaçada, resgatada, onde os valores simbólicos ( dos tais identitários... entre outros de igual relevância...) que, em exemplo, as datas históricas sublinham, são tratados como resquícios descartáveis em prol de contingências históricas, exacerbadas pela conjuntura e incultura, é uma arenga vazia a que só uma reconciliação com as relações de confiança, as unificadoras será capaz de traduzir em possibilidades virtuosas.
O desmantelamento das ritualizações simbólicas populares, que as oficiais repelem objectivamente nas consagrações elitistas, faz parte de um processo de evolução/ regressão, de dessacralização das origens que a racionalidade instrumental pós - mito elevou, na idade adulta do humano a um reconhecimento da partilha de um espaço e cultura comuns e sublinho, PARTILHA, que a posse, hoje sinónimo da cultura da GANÂNCIA e não do direito à propriedade, contrabandeou, filosófica, política e económicamente.

A regressão social foi o caminho escolhido pela democracia liberal e a exclusão um derivado contabilístico justificável em nome de um futuro não já programável, mas aleatório, infinitamente mais inescrutinável.
Este processo, esta conspiração efectiva, canhestra e irracional que as consequências testemunham, não tem suporte em nada de substantivo, numa superioridade que a pudesse sustentar, nem política, nem económica, nem cultural; alienígena, portanto, nos seus pressupostos culturais, absurda nas suas bases económicas, e imoral nos seus fins tecno - políticos.
Os erros das transplantações de idiossincracias exteriores às realidades nacionais, apoiadas numa pretensa universalidade científica, regional, nacional, geo - estratégica, teve a sua história, que a Globalização hoje tenta ecoar através de um único vector - a livre circulação das grandes corporações capitalistas e da monstruosa liquidez financeira que o empobrecimento acelerado dos povos executado por títeres políticos nacionais proporcionam à predação financeira.
As migalhas sobrantes são o estímulo ao empreendedorismo individual - QUALQUER CIDADÃO PODE SER PRESIDENTE DA REPÚBLICA - basta que se consiga financiar... CADA UM POR SI que o vizinho é um obstáculo à minha promoção e ao reconhecimento dos Grandes. Trabalho honesto é para os loosers. A Moralidade é filosofia de covardes e por aí fora... 

A ampliação programática, que a demissão da Política projectou, ( Já não há líderes políticos, há  gestores e para cúmulo...MAUS ) desses conceitos Individualistas tem alimentado a ilusão dos incautos e a cumplicidade desprevenida de outros, a funcionar como uma correia de transmissão ideológica de uma solução final às recorrentes Crises que um sistema moribundo, biológicamente irrepreensível na eficácia estrita e éticamente desprezível transporta em sua essência.

CONSENSOS POLÍTICOS? SÓ EM CUMPLICIDADES PROGRAMÁTICAS...
ENTRE A SOCIOPATIA E A HARMONIZAÇÃO SOCIAL A ESCOLHA DO CIDADÃO ADULTO TERÁ DE SER ÓBVIA...

sábado, abril 26, 2014

PROSA ANTI - INDIVIDUALISTA...

... DE UM INDIVIDUALISTA CONVICTO E ANTI - DOUTRINÁRIO



Que esta " fraqueza " não defraude a noção íntima e racionalizada do que julgo ser o mais eficaz antídoto contra a ( e... lá vem o palavrão... ) natureza humana, no que ela tem de mais brutal no plano biológico e do mais sórdido no plano ético e moral.

Falo do resultado do sopesamento racional que levou à formação das comunidades do humano, da Sociedade, que se distingue do Colectivo  pelo que do primeiro conceito este não abarca  e que resultou da degradação daquela e que exempla a maioria das nações do Globo, hoje.

Irónicamente, os Estados modernos retratam mais do Colectivo, amorfo, caótico, desorganizado, individualizado, que a insatisfação social generalizada  testemunha, que da Sociedade que está na base e sustento da sua criação.
Se num Colectivo social ( de sócios ) as relações se organizam e se esgotam nas suas células individualizadas e estanques  - famílias, corporações, etc, funcionando eventualmente em eficácia, burocráticamente capaz , uma Sociedade exige, tem de exigir outro tipo de códigos orientadores que a Burocracia funcional, por mais eficaz que seja, não contempla.
Há um universo de vectores transportadores desses códigos, valores, chamemos - lhes assim, morais, éticos, religiosos, que fizeram dos colectivos, sociedades.
A modernidade, em modo demolição, servida por uma Filosofia sem respostas, ( como se ela fosse capaz de as obter... ) onde a Ciência tem vislumbres, à pergunta sem sentido do sentido da Vida, encarniçou - se contra ela e do cinismo derrotista fez militância em prol da desolação do pecado original sem remédio nem salvação. Passeia - se hoje nos corredores do poder quando não se isola metafísicamente à volta do seu umbigo narcísico.
As ideias veiculadas pela elite papagueante desse universo condenado às leis da natureza humana na sua face mais sombria, a do individualismo tout court,  nunca estiveram tão presentes como agora, sem nenhum contraponto vitorioso que uma exemplaridade teórica política outra pudesse adversariar, contrabandeada, à partida, por um edifício tentacular que corrompe logo nas premissas, as reflexões, as alternativas. Por outras palavras, Socialismo? A haver terá de ser DENTRO do Capitalismo???
O embasbacamento da Esquerda durará o tempo que se levar a desmascarar o embuste contido na contradição insanável entre os conceitos e programas, entre as alternidades.
Globalizada, tornaram - se, essas ideias, o novo Evangelho e todas as superestruturas dos estados estão a ser formatadas para conter ESSA mensagem terminal - NÃO HÁ ALTERNATIVA.

Em Portugal coube ao actual governo o trabalho zelota do Não há volta a dar do seu líder, que ancorado numa civilidade bem comportada de devedor, que aos poucos se vai descobrindo projectivamente  interesseira, prostrou o país aos pés dos especuladores financeiros representados pelo que de mais abjecta e nula consideração ética e social se possa apresentar - a BANCA - pela responsabilidade objectiva em todo o processo de afirmação e consolidação dessa política terminal que reduz a Democracia LIBERAL a um...ABORTO.

( CONTINUAREI... )



sexta-feira, abril 25, 2014

DIA DA LIBERDADE




                                                      VIVAS AO 25 DE ABRIL DE 1974

domingo, abril 13, 2014

EXPLICAÇÕES

LAMENTÀVELMENTE, ELIMINEI, POR ENGANO O ÚLTIMO POST " TWITS, A CORRER..." E... NÃO SEI RECUPERÁ - LO.

FOI PENA...

quinta-feira, abril 10, 2014

ROSA, ROSAE,...

SCHIUUUUUU!

O sr. Luís Rosa, editorialista do jornal " I " de hoje verberou a inaudita sugestão do militar de Abril, Vasco Lourenço,  presidente da Associação com o mesmo nome, uma testemunha que  mantém viva junto do povo português a importância de uma data e de uma façanha histórica que se tornou, junto da opinião desse povo, o mais importante facto político da sua história. 

E qual foi ela? Discursar, como convidado, nas cerimónias protocolares e oficiais que a Assembleia da República vai levar a efeito nessa data.
Uma pretensão chocante, anti - democrática e com laivos de chantagem inadmissível afirma Rosa, para quem uma democracia representativa e digna desse nome se esgota no protocolo que a soberania do povo delegou aos seus representantes eleitos. AQUILO QUE ELES, os delegados, FAZEM COM A DELEGAÇÃO SÓ A ELES DIZ RESPEITO - é o que se pode concluir sem nenhuma contradição que as normas, directivas e leis que fazem e aprovam durante o período da delegação e que lhes servem para legitimar, em sede própria, convém ter presente, e não à rua para onde pejorativamente atiram as consequências e a soberania e o poder que os elege. 
Ora foi da RUA donde veio a sugestão  e , na opinião do sr. Rosa, para onde se deverá devolver o que ele chamou de chantagem.
A ideia, que faz escola junto de certa massa cinzenta é que as Forças Armadas, naquilo que se convencionou chamar de submissão democrática faz jus e entendimento ao que se espera também dos cidadãos - SUBMISSÃO DEMOCRÁTICA. Ora, a simples(!!!???) justaposição desses dois conceitos em virtuosa parelha é, no mínimo, uma estupidez conceptual.
Reduzir os , antes de tudo, cidadãos, das Forças Armadas pós - Abril, a robôs, mesmo como ideia ou uma projecção desejável à sua manipulação em prol dos interesses e PENSAMENTO de meia dúzia de civis eleitos, é revelador da ignorância do que elas são e se auto - representam nas suas funções dentro de uma Democracia.

Em vésperas de comemoração dos 40 anos de Abril, a banalidade discursiva pretensamente doutrinária sobre elas releva, repito, a ignorância sobre o que se pensa ser um bando de analfabetos curvados à sageza dos Rosas.
A Assembleia tem toda a liberdade de convidar quem quiser ouvir, como o faz com frequência e dizer não a quem solicitar fazê -lo em toda a legitimidade que possuir ou pretende possuir. Não poderá e não o fará, decididamente, tecer considerandos ofensivos sobre o tema.

O sr. Rosa fê - lo e a liberdade que hoje teve para o fazer também a deve aos capitães de Abril.
E é com a mesma liberdade que lhe peço: - CALE - SE!

domingo, abril 06, 2014

D' A ELITE DO REGIME XI

                                                 
                                                                    O CHERNE

Se o tempo é de balanço, façamo -lo, na perspectiva de um cidadão europeu...

A excepcionalidade de lideranças revelam - se nas CRISES, que, pela sua natureza anti - burocrática exigiriam um tipo de liderança de outro timbre que não a florentina Direcção, a sobrepujar o arrojo, a firmeza, a independência e a Visão, que deveriam marcar  a Comissão Barroso.

Eleito, com a oposição da França e da Alemanha e o apoio directo de Bush e do resto da troika que o apoiou na agressão ao Iraque, com a abstinência do resto da U.E, U.K de Blair e Espanha de Aznar, Barroso, na apresentação da sua candidatura prometeu uma " mão de cura " para os males que assolavam as relações azedas entre USA e a UE e cozinhou as palavras de circunstância  sobre a Estabilidade, Coesão e Crescimento no espaço europeu.
Se em relação à normalização das relações entre os parceiros das Democracias benzidas do Ocidente saiu - se bem até Snowden, o mesmo não se poderá dizer sobre a sua principal missão como presidente da Comissão europeia, onde actuou em plena subordinação à França e à Alemanha contaminando objectivamente o projecto europeu no que tinha de mais virtuoso - a Solidariedade - no sentido da aproximação e Convergência das nações menos desenvolvidas ao Club restrito liderado pela Alemanha.

A última CRISE teria sido uma oportunidade única de fazer valer as prerrogativas do cargo, se para tanto tivesse engenho e arte além da capacidade de resistência e apego ao cargo, remetido que foi ao papel de porta - voz dos Quatro numa Europa em expansão comunitária e em depressão política, económica e financeira.
Bruxelas tornou - se numa gigantesca repartição de Finanças e a Política, melhor a retórica política, despachada para um Parlamento cuja relação de força actual o tornou surdo e  imune aos sinais de uma degradação conceptual de um soberbo projecto que Dellors tanto acarinhou, está reduzida à vigilância e controlo de excessos orçamentais, sem grandeza, sem audácia, sem visão que ultrapasse as folhas do excel.

Para um presidente da Comissão que prometeu combater a Euro - apatia, o resultado dos seus esforços remetê - lo - ia a uma depressão prolongada se se não se desse o caso de ter estado simplesmente a cumprir directivas emanadas por quem manda.
E.... convenhamos, fê - lo com muito zelo. E deixou uma herança pesada que a contumácia tornou difícil de erradicar no futuro.

terça-feira, abril 01, 2014

SINDROMA DE DIÓGENES?

DAS PATOLOGIAS LUSAS...

...Descobertas recentemente pelo Governo das quais a CULPA assume lugar cimeiro, descobrimo - nos agora como porcalhotas domésticas que varrem o lixo para debaixo dos tapetes, quem os tenham claro, em vez de o exibirem ufanos ou fingirem que não o vêm ou fazer, como o exemplar posicionamento governativo mimetiza, chafurdarem - se nele.

Essa missão de Passos Coelho, de nos transformar em suíços de segunda ou alemães de terceira, sempre em nome de uma limpeza espiritual e material que o 25 de Abril emporcalhou, raia a demência política que um servilismo asinino sublinha em cada discurso e em cada decisão do Governo.

O absurdo, já denunciado aqui, por alturas do consulado menezista donde o actual líder do PSD foi, eventualmente, buscar a tese da demolição caseira do estado, uma artimanha para o pôr objectivamente ao serviço de uma classe e não da sua população mais carenciada, foi constatar a incompetência posta nessa acção que, globalmente, tem reduzido o país à miséria, fazendo - o regredir a índices salazarentos de pobres mas honrados.

O Portugal real, popular, tem aprendido a cidadania nesses quase quarenta anos pós - Abril, coisa que as "elites" privilegiadas desprezam - Não há sociedade, há indivíduos e famílias - dizia a pequeno - burguesa Thatcher, com o seu exemplo de mesquinhez doméstica, pacóvio e paroquial com que desmantelou UK tornando - o até hoje uma sucursal política dos USA e um péssimo exemplo para políticos de meia - tigela que enxameiam a UE.

Outros tempos, outras líderanças, outras aleivosias e o mesmo carácter discriminatório que contrabandeia a noção relacional do individual versus colectivo e as consequências sociais virtuosas que se suporiam deverem ser criadas em sociedade, quando o individual mais carenciado física e materialmente, é colocado perante o Colectivo, o Estado que o sufraga.

A Solidariedade, a palavra é esta, e não a Caridade, pela positividade e dinâmica transformadora que enferma, obriga aos Estados a sua essência, a sua existência. Fora disso é um instrumento de dominação e submissão da sua população e quando se põe ao serviço da Plutocracia a sua cabeça e não o conceito, deveria ser decepada.

Este Governo envergonha - me, tanto como os anteriores do Salazar, pautados pela sua essência mesquinha, doméstica, paroquial, e que fizeram do uso das prerrogativas do Estado o mesmo que o actual governo.

Albardas fora, minha gente, e corram com essa gentalha... que já me cansa o uivo...







sábado, março 29, 2014

AVÉ SÓCRATES!


IR BUSCAR LÃ E SER TOSQUIADO... OU
...MANHA? CHICO - ESPERTICE? OU MÁ - FÉ?

Só o desconhecimento de uma eventual mudança nas " regras " que enformam o programa do tipo dos protagonizados pelos comentadores políticos nas estações de televisão generalistas, me sustém o cardápio do título acima.
O que fez correr o pivot da RTP no enfrentamento, que quis manifestamente salivar em antecipação, como a recorrência aos arquivos do Governo Sócrates e às palavras chave como reestruturação, dívida, austeridade, contidas ou mencionadas pelo ex - P.Ministro, José Sócrates nas suas intervenções passadas, atestou, se não uma defesa em causa alheia ( sê -lo - á? ), ao arrepio das regras acordadas e em manifesta atitude de emboscada?
Uma entrevista pressupõe uma preparação outra que coloque ao mesmo nível tanto o entrevistador e entrevistado, pelo menos no que à recorrência às fontes, vá lá, numéricas, concerne.
 A mão cheia, de fotocópias de citações, do pivot mostrou ao que vinha - um julgamento não só político mas eventualmente de carácter, do entrevistado  E NÃO UMA CONVERSA INFORMAL DE LIGAÇÃO AO COMENTADOR, como seria suposto acontecer.

Acontece que o pivot desconhecia por completo a substância e o conteúdo do homem e do político que teria pela frente e saiu de orelhonas murchas.
Repito - Sócrates foi o mais bem preparado líder político pós - 25 de Abril e incluo nessa lista os pais fundadores, Cunhal, Soares, Freitas do Amaral, Sá Carneiro, Eanes, etc...
Caiu - lhe em cima a porcaria, a Crise, e a atávica inveja indígena, só isso e não nenhuma competência outra.
Por mim, Portugal perdeu e muito com o seu afastamento.

E José Rodrigues dos Santos, deve tê - lo comprovado.

terça-feira, março 25, 2014

LIQUIDACIONISMO

UM FÉTIDO E BOLORENTO ODOR

" O poder político das ideias filosóficas - e, muitas vezes, ideias filosóficas prejudiciais ou imaturas ou completamente tolas - é um facto bem capaz de nos deprimir e, até, aterrorizar... " - O mito do contexto, Karl Popper

" Talvez a mais famosa caracterização do pensamento norte - americano sobre austeridade venha de uma linha atribuída ao secretário do Tesouro de Herbert Hoover, Andrew Mellon, em resposta à crise do fim da década de 1920 e início de 1930: « Liquidar a mão-de-obra, liquidar os stocks, liquidar os agricultores, liquidar o imobiliário. ». O resultado seria que a « podridão » ( será expurgada ) do sistema (...) As pessoas (... ) viverão uma vida mais moral (...) e os empreendedores apanharão os destroços de pessoas menos competentes " - AUSTERIDADE  por Mark Blyth.

sexta-feira, março 21, 2014

QUE NÃO HAJA ILUSÕES...


Com o PS dirigido pelo actual secretário - geral, António Seguro, a famigerada austeridade só vai mudar de nome; continuará na mesma linha da provinciana obediência às preclaras atribuições emanadas da UE e do FMI e com o mesmo deslumbramento saloio que a frequência directa com os branqueadores da Crise irá estimular.

Quando muito e não em substância e rotura com a essência dessa perigosa ideia, nas palavras de Blyth no seu esclarecedor livro -  Austeridade - irão chover migalhas apaziguadoras, em nome de uma mudança que a demolição burrocrática protagonizou.

O discurso político, económico e financeiro, que uma pretensa indignação verbalizada em soundbytes quer passar por ideias outras, condensa - se no pré- alibi pseudo - honesto de - Não farei promessas que não posso cumprir - e é revelador [da nulidade] do programa que naturalmente, em oposição, qualquer candidato à liderança seria OBRIGADO a veicular, se não vivêssemos num país irreal e aos poucos completamente anestesiado pela Estupidez feita esclarecimento.

Seguro será um mau Primeiro - Ministro, não tem tensão conflitual que uma liderança do governo português hoje exige e  abarca. Não a teve aqui nem a terá na Europa. Será mais um funcionário menor a continuar o trabalho custe o que nos custar e o Ai aguenta, aguenta!, contra o Agarrem - me, se não... da cobardia indígena: desculpem, disse cobardia? Queria dizer civismo...

segunda-feira, março 17, 2014

CRIMEIA

DESFECHO LÓGICO

O Referendo na Crimeia teve o resultado que a normalidade das coisas prefigurava.
Todo o bate - boca que irá alimentar os Media, os MERDIA e as chancelarias ocidentais só terão um fim à vista que será o coroamento de toda a estratégica americana de isolamento da Rússia no panorama mundial com uma gigantesca campanha cujos contornos são, por redundantes e redutores, sobejamente conhecidos.

A coroa de glória do simplismo diplomático e geo - estratégico yankee será, neste contexto, a contenção da ameaça maior que constituiria para os seus interesses, a aproximação distendida que aos poucos aproximava a UE do grande vizinho a leste  num ambiente de paz e colaboração, quem sabe, numa futura parceria económico - político que a realidade de uma história comum permitiria aprofundar. A Europa não tem matéria prima e a Rússia tem -na de sobra.
A realpolitik aconselharia a seguir esse caminho que interesses nem por isso tão obscuros estão a contrabandear.
Nem o argumento/ ingénuo/traidor com que se atira à cara do dissidente em nome da única democracia benzida e aceite pelo Deus cristão é difícil de desmascarar nem a Democracia existe onde não há desenvolvimento, como processo dinâmico e evolutivo que DEVERIA ser e é possível ser.

Congelamento de bens ou roubo bem intencionado? Bendita globalização!

As marionetas europeias já tiveram as suas ordens... É vê - las a papaguear banalidades e barbaridades como só bons burrocratas deslumbrados o poderiam fazer.

VIVA A CRIMEIA LIVRE