Sócrates, ex P.Ministro português disse numa conferência coloquial em Paris o seguinte - " ... Para pequenos países como Portugal e Espanha, pagar a dívida é uma ideia de criança... "
Eu interpreto - Na lista dos devedores, em termos nacionais, Portugal, Grécia ( não referido...) ou Espanha, ocupam um lugar modestíssimo no ranking mundial. Do que se trata, já que nenhum país, uns por impossibilidade material, outros sob o risco de um apocalipse económico, é que NENHUM país põe como possibilidade o pagamento imediato e total das suas dívidas, até porque o sistema vive disso, exceptuando claro os muuuuito pobres ou o meu amado Cabo Verde.
Esta foi a minha interpretação livre e gratuita do que o ex - P. M. quiz dizer. Muita gente quis ver de outra maneira; uns porque não estudaram, os leigos, outros por manifesta má - fé.
Eu dou uma pequena lembrança para ajudar e o raciocínio interpretativo é vosso...
Eis uma amostra da lista fornecida e actualizada do site INDEX MUNDI sobre as dívida nacionais em biliões de dólares:
ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA - 13,980 BILIÕES DE DÓLARES
REINO UNIDO - 8,981 " " "
ALEMANHA - 4,713
FRANÇA - 4,698
HOLANDA - 3,733
JAPÃO - 2,441
......
ITÁLIA - 2,223
ESPANHA - 2,166
GRÉCIA - 533
PORTUGAL - 498
.....
CABO VERDE - 0
Raciocinem sobre esses números com uma certeza diplomática - Se os Estados Unidos fossem obrigados a pagar a totalidade da sua dívida, entraria em guerra com os países credores. Não!!!? Não acreditam?
sábado, dezembro 10, 2011
sexta-feira, dezembro 09, 2011
ESPERO QUE NÃO ACABE ASSIM...
A MEMÓRIA DOS POVOS é curta e quando associada à miopia política em circunstâncias de grande tensão social e civilizacional torna - se criminosa, por negligência e estupidez.
Está já , parece, completamente apagada a lembrança do terrorismo europeu. Hoje, com as " armas " de que poderá dispôr, a começar pela informação à sua disposição poderá ser devastador, se o ressentimento e a pobreza continuarem a crescer entre e dentro das nações europeias.
É que só Estados fascistas poderão fazer - lhe frente...
COMEÇOU ASSIM...
( com uma vénia ao Helder's cartoons...)
Já não falta muito para que as discussões se centrem nos " culpados "..., eu diria melhor, nos mentores de uma U.E. a duas velocidades. Toda a gente sabe quem dirigiu o conformismo paralisante e a cínica estratégia de refundação de um espaço económico, depois da engorda das últimas décadas pelos maiores beneficiadores da zona euro.
Enquanto os resgatados, os em via de o serem, caíram numa negação esquisofrénica da denúncia do abandono e perante a Grécia assumiam ares de imbecil soberba, em vez de terem uma posição concertada sobre o que há ano e meio se perspectivava, quando TODA A GENTE, especialistas e leigos, já tinha descoberto que TUDO se resumia, ( malgrado os excessos de endividamento dos países mais débeis econòmicamente, deslumbrados pelo crédito fácil ) , a um ataque virulento, sem precedentes, ao EURO, toda uma estratégia de dominação voluntàriamente aceite pôs - se em marcha com uma alternativa catastrófica, em caso de resistência.
A falta de escrúpulos em toda essa encenação tem um marcador genético, por um lado, ( podem chamar - me misógino...) e nacional por outro e provém de uma narrativa histórica temporária e circunstancialmente suspensa.
Agora está a retomar a sua marcha...
segunda-feira, dezembro 05, 2011
D'os MENINOS RABINOS...
O desenquadramento ao Poder, configurado nas simbologias paternas, políticas, económicas ou religiosas com a definição tacteante das margens de actuação e transgressão é uma marca identificadora do crescimento, sempre problemático, para a juventude de qualquer comunidade humana.
A paz aparente que no Ocidente tem sido até agora manipulada pelos poderes, influenciando por décadas o niilismo juvenil enquanto os graúdos tratavam do seu futuro, ameaça acabar.
Distraídos em esquemas ( não encontro melhor designação...) de remendos do statu quo, as supremacias, na feliz terminologia de Sloterdijk, com o apoio de escribas arrepiados então com o aparente nivelamento consumista que aproximava a ralé dos senhores, atropelando - os numa invasão ruidosa do espaço público, desleixaram o essencial quando ao empobrecer a ralé e os remediados deixaram sem controlo os seus filhos que sem dinheiro nem apoio dos pais, nem emprego, começaram a pensar e os resultados, ainda trôpegos, ainda caóticos, ainda hesitantes, começam a aparecer, sinalizados por exemplo nos ataques cibernéticos.
Dêem - lhes mais tempo e reforcem a intimidação policial. Será o rastilho necessário para o refinamento das estratégias e da racionalidade no desmascaramento de tudo o que é corrupto ou está em vias de se corromper, como a Democracia, por exemplo...
Há uma certeza evidente - são decisivamente mais inteligentes e o tempo joga a seu favor, como é próprio da natureza das coisas.
domingo, dezembro 04, 2011
DA " REFUNDAÇÃO " da U.E.
A Política deve(ria) ser actualmente o único ramo específico do conhecimento que se obriga(ria) a interrogar as massas " não - especialistas " sobre o que deveria fazer ou ser feito.
Sabemos que isso nem sempre acontece; em rigor só acontece quando se referenda, não um projecto, ( seria tolice...) mas uma Lei específica.
A particularidade de leigos a ajuízarem especialistas e eventualmente condená - los à demissão coerciva pelas eleições, radica no conceito muito pouco racional da vontade da maioria, entendida como uma entidade colectiva dono de uma omnisciência que escapa ao individual, a que se deve atribuir a Verdade, ou no mínimo o bom-senso no seu julgamento.
Um piloto de um Airbus com problemas na cabine nunca abandonaria o cockpit para indagar junto dos passageiros, sem ser tomado por imbecil, sobre o que fazer. Porque há de parte a parte uma relação de confiança tácita que se estabelece quando alguém entra num avião, da capacidade assumida por um e da " crença " baseada na normalidade que a racionalidade exige, do outro.
Essa confiança, chamemos - lhe civilizacional, está a perder - se em relação à classe política que delegou cobardemente as suas obrigações aos BUROCRATAS fazedores e multiplicadores de dinheiro traindo uma máxima universal que nos diz que a riqueza de uma nação, em qualquer das suas vertentes, é criada pelo trabalho concreto do seu povo no sentido do seu melhoramento global.
O sentimento geral que engloba hoje os governados, do lado de fora do condomínio, é a falta de confiança nos seus líderes, baseado no único critério de avaliação pertinente e fundamentado que lhe é possível - a Realidade, onde todos somos especialistas de nós mesmos. E a realidade evidencia - nos que as coisas não são o que desejaríamos.
Como ela pode ser transformada num prazo relativamente curto, o que não é possível à natureza humana, tomada como uma complexa e mítica entidade colectiva, a solução é evidente - Mudam - se as normas do funcionamento do regime e principalmente do sistema económico e financeiro que foi sufragado pelo apelo ao que a Democracia tem de controlar - o individualismo, o corporativismo, a selvageria financeira, insensível ao descalabro das nações.
Quando vejo, revejo e continuo a ver a dupla Merkozy em exercícios imperialistas de puro narcisismo político hesitarem na contenção da gangrena mercantil que se alastra pela U.E., porque não sabem o que deve ser feito ou sabem e não o querem fazer, só me resta uma conclusão, já pressentida então nas hesitações sobre o resgate da Grécia - A estratégia está hoje à vista - Quer - se a refundação da U.E. extirpando as maçãs podres ou em troca a sua submissão aos ditâmes do par-dançante no Poder.
A pergunta é imperiosa: - Para quê?
sábado, dezembro 03, 2011
A MAMÃ MANDA...
... E OS FILHOTES OBEDECEM.
Assim é que é bonito, não é, ZÉ?
Acontece que, cá para o leigo cidadão, o provincianismo evidente da senhora já custa muito à UE, apoiada que está por uma demissionária e conformista casta parateológica, com uma configuração contabilística do mundo e dos seus habitantes, em que até hoje, pela nova doutrina a única coisa GLOBALIZADA tem sido o dinheiro e a " abertura " militarista dos espaços tendencialmente aptos a pô - LO a circular em selvática e democrática abrangência, como tem acontecido na nossa humanística solidariedade com a primavera árabe na Líbia, Tunísia, Egipto, e.... eventualmente se a China e a Rússia deixarem, na Síria, no Irão e... mais tarde, fatal como o destino, na Venezuela de Chavéz, países produtores de uma riqueza que convém estar em mãos mais comandadas e ....corruptas.
Merkel, dizia, é uma provinciana, tornada presa fácil e útil do Capital, hoje chamado Mercado e da sua venal e corrupta burocracia.
Mais, é uma fantoche dirigida e directora da resignação ao pasmo evolutivo com que se tem formatado a opinião na U.E., com uma redutora e imbecil palavra de ordem - NÃO HÁ ALTERNATIVA- ; impossível sair do poço se não metermos mais água, o que a nossa mesquinhez recusa.
Acontece que há OUTRA alternativa para sair do poço - é trepando por ele acima e se no topo houver alguém para atirar uma corda, mais depressa se alternaria, passem as conotações corriqueiras, se esse alguém tentasse encher o poço.
Mas... desgraçadamente, a U.E. de hoje não produz esse alguém, pelo contrário e com eficiência material, enxameia - nos de drenadores, de água, impulso vital, pensamento, liberdade, revolta... e alegria.
Os meninos bem-comportados que nunca enfrentaram os pais ou as mães, cultural e anímicamente castradoras, permanecem na infantilidade, na demissão e conformismo, mimados pelo sabor das chinelas, até à velhice.
Apesar de tardiamente, o rei LEAR compreendeu as suas circunstâncias e ... morreu velho.
As juventudes ocidentais e mundiais terão esse tempo todo para crescer?
terça-feira, novembro 29, 2011
SÍRIA
Aperta - se o cerco a Assad com sírios a manifestaram - se contra as sanções da Liga Árabe e contra a ingerência estrangeira nos seus assuntos internos.
Eventualmente, se a posição da Rússia de contrariar as sanções económicas não passe de uma manobra táctica, Assad cairá como previsto na lista dos chefes de estado a depôr, aqui estampada neste blogue por alturas da queda de Sadam.
A Europa fia mais fininho... é mais cínica e matreira de que o seu parceiro do outro lado do Atlântico e por cá vai substituindo os chefes de governo eleitos democráticamente por tecnocratas gerados pela Burocracia da UE, homens de mão sempre prontos ao beija -. mão dos chefes, ou da chefe, como é o caso presente. Será a sua contribuição imbecil para a NOVA ORDEM INTERNACIONAL...
Entretanto, os contornos da Democracia que se está a impôr no mundo árabe são inquietantes; a burrice reiterada não tem limites, quando se prepara com toda a pompa a subida da SHARIA às Constituições de toda aquela zona na esperança estúpida de que a moderação será a palavra chave no desenlace democrático do fundamentalismo islâmico.
??????????.......
NÃO CONSEGUI AINDA DIZER NADA SOBRE ESTE SENHOR PORQUE NÃO SEI POR ONDE PEGAR....
A minha dificuldade na análise de burocratas e Burocracia acentua - se com a ascensão no panorama mundial dessa nouvel classe dirigente que está a substituir o político, o pensamento, a imaginação, a evolução, em nome de uma conservadora e reaccionária manutenção de uma visão da natureza humana definida pelas suas pulsões mais primárias e imediatas, eventualmente tomando - se como exemplo.
Resultado - Um mundo cada vez mais bisonho e pardo com paraísos cínica e fortemente defendidos por detrás de discursos robotizados e anémicos.
Aos poucos, este regime de castas que vai paulatinamente esvaziando a Democracia das suas virtudes, tem feito o seu percurso à vista de toda a gente que não ao seu entendimento, hoje focado em SOBREVIVER. O tempo de lazer, o pouco que ainda resta se os sindicatos se deixarem vencer no roubo de mais meia - hora de trabalho gratuito, será preenchido com narcosiantes ofertas " culturais " de que as televisões privadas se encarregarão para manter sossegado o pagode e não a pensar em revoluções fora - de - moda.
TRABALHO E ESTUPIDEZ, pois claro... Eis a alternativa contida no - Não há alternativa - ouvida na boca dessa casta de parasitária dormência...
RESCALDOS DO DERBY
Eu tinha a certeza de que o " jogo " iria a prolongamento após o apito final, e não me enganei.
A jogar só com dez jogadores durante meia - hora do desafio e ganhá- lo contra jogadores que tudo fizeram para conseguir a victória, num jogo eléctrico e bem disputado, o Glorioso teve uma comemoração entusiástica por parte dos adeptos lagartos - INCENDIARAM - LHE O BELO ESTÁDIO .
O que aconteceu a seguir, no seguimento da rábula da gaiola, foi simplesmente patético e que foi ouvir os dirigentes e ex-dirigentes do Sporting a desculpar em compreensões formais e efectivas a acção comemorativa dos seus adeptos depois da grande partida de futebol que presenciaram. Como sobre a arbitragem só o Benfica tinha razões de queixa pelo evidente exagero da expulsão do Cardoso, incendiaram a gaiola colorindo com mais vermelho a Catedral. EXEMPLAR fair-play, pois claro!
Se um estádio como o do Sporting, que possui uma FOSSA ( até a designação é insultuosa nos seus contornos metafóricos...) para conter os seus amados adeptos e não lhes causa nenhuma cócega à susceptivel dignidade, porque haveria a tela do estádio do Benfica ser uma ofensa?
Eu sei que a cretinice pode ser contagiosa e por aí tudo bem mas já agora, se os jogos entre os chamados grandes são considerados de alto risco porque é que o Benfica haveria de armar a tela de segurança num jogo com o Setúbal, por exemplo e não com o Sporting, Braga, ou Porto?
Para acabar... o Domingos que se cuide...
Apesar da sua experiência passada com a claque do Porto e do Braga lhe ter feito alguma luz sobre esta matéria energúmena, convém pôr - se a pau...
A jogar só com dez jogadores durante meia - hora do desafio e ganhá- lo contra jogadores que tudo fizeram para conseguir a victória, num jogo eléctrico e bem disputado, o Glorioso teve uma comemoração entusiástica por parte dos adeptos lagartos - INCENDIARAM - LHE O BELO ESTÁDIO .
O que aconteceu a seguir, no seguimento da rábula da gaiola, foi simplesmente patético e que foi ouvir os dirigentes e ex-dirigentes do Sporting a desculpar em compreensões formais e efectivas a acção comemorativa dos seus adeptos depois da grande partida de futebol que presenciaram. Como sobre a arbitragem só o Benfica tinha razões de queixa pelo evidente exagero da expulsão do Cardoso, incendiaram a gaiola colorindo com mais vermelho a Catedral. EXEMPLAR fair-play, pois claro!
Se um estádio como o do Sporting, que possui uma FOSSA ( até a designação é insultuosa nos seus contornos metafóricos...) para conter os seus amados adeptos e não lhes causa nenhuma cócega à susceptivel dignidade, porque haveria a tela do estádio do Benfica ser uma ofensa?
Eu sei que a cretinice pode ser contagiosa e por aí tudo bem mas já agora, se os jogos entre os chamados grandes são considerados de alto risco porque é que o Benfica haveria de armar a tela de segurança num jogo com o Setúbal, por exemplo e não com o Sporting, Braga, ou Porto?
Para acabar... o Domingos que se cuide...
Apesar da sua experiência passada com a claque do Porto e do Braga lhe ter feito alguma luz sobre esta matéria energúmena, convém pôr - se a pau...
sexta-feira, novembro 25, 2011
EM POUSIO...
...Mas atento, muito atento ao que por aí se passa - os desenvolvimentos da situação política no Egipto, na Líbia, na Síria, nos USA e, principalmente na Europa e em Portugal.
E, claro, ao diz que se diz, de raspão, e às análises de Clara F. Alves, do JPP, de M. Sousa Tavares e de duas agradáveis " descobertas " no jornal " I " nos comentários de José Neves e de Serra Lopes.
E... um sorriso à reiterada tentativa de castração do masculino misturando alhos com bogalhos, engate com stalking, azedumes com alertas, sexualidade com melancolias.
E uma pergunta, à qual nenhum estudo ainda ousado se faz - Para quando, num universo feminino que vem dos 60 anos e por aí abaixo, um rigoroso, corajoso inquérito do desvendamento do molestamento e abuso sexual exercido sobre as, então crianças e adolescentes mulheres portuguesas, principalmente ( e por que não incluir o masculino, perguntar - se -ia, se os homens se queixassem muito de assédio ), e a publicação do resultado desse estudo?
Quero acreditar que as conclusões desse inquérito seriam de uma importância decisiva no que ao conhecimento das mulheres portuguesas e dos seus parceiros, pais e companheiros diz respeito, e explicaria, talvez, os desenlaces afectivos que medram em Portugal como produtos de um recalcamento dramático e sem saída.
Quem sabe se dos 40% da população europeia que, segundo outro estudo, sofre de perturbação mental ( eu já desconfiava... ) uma boa percentagem, que não aparece incluída ou QUANTIFICADA, ( um tabu recalcado ou desdramatizado, evidentemente... ) não padeça dos males incuídos na minha proposta/percepção?
QUEM SE ATREVERÁ, com uma tese de mestrado, por exemplo, a levar por diante esta tarefa de desmascaramento?
terça-feira, novembro 15, 2011
ESCLAREÇAMOS...
O QUE À DEMOCRACIA SE EXIGE É O SEU APERFEIÇOAMENTO e não a sua demolição, o que necessariamente OBRIGA à melhoria genérica dos seus praticantes, se não perde o fundamento e o sentido que A deve orientar. A não ser assim, se regressarmos à lei da selva ( não esta, convenientemente formatada para alguns...), sabemos bem de que lado está a força no Caos.
Se o melhoramento da Democracia, em todas as suas componentes definidoras, deplora os chamados radicalismos e extremismos, crente na sabedoria dos seus eleitos moderados, deveria ser porque crê ser possível a UTOPIA, o que quer que isso seja ou venha a ser no imaginário, COLECTIVO, já que ela JÁ é pertença efectiva na vida de uma minoria triunfante, que ao criar as regras do funcionamento do seu status, esvazia fraudulentamente o Real de outros reais possíveis.
ISSO é que merece ser denominado de extremismo, hipócrita e manipulador, que não as esperanças da maioria, ou não?
A visão da Utopia de Moore, lido por aí, como um aviso à navegação DO que NÃO se deveria fazer ou sonhar, é no mínimo original, como prática de psicologia invertida e de uma vigorosa gargalhada às aspirações da plebe ignara do seu tempo.
Enfim...
Se o melhoramento da Democracia, em todas as suas componentes definidoras, deplora os chamados radicalismos e extremismos, crente na sabedoria dos seus eleitos moderados, deveria ser porque crê ser possível a UTOPIA, o que quer que isso seja ou venha a ser no imaginário, COLECTIVO, já que ela JÁ é pertença efectiva na vida de uma minoria triunfante, que ao criar as regras do funcionamento do seu status, esvazia fraudulentamente o Real de outros reais possíveis.
ISSO é que merece ser denominado de extremismo, hipócrita e manipulador, que não as esperanças da maioria, ou não?
A visão da Utopia de Moore, lido por aí, como um aviso à navegação DO que NÃO se deveria fazer ou sonhar, é no mínimo original, como prática de psicologia invertida e de uma vigorosa gargalhada às aspirações da plebe ignara do seu tempo.
Enfim...
DOS AUTORES INOCENTES...
Facto 1 - Anders Breivik declarou -. se autor confesso da morte de 77 pessoas mas ressalva a sua condição de inocente das acusações de homicídio.
Facto múltiplo - Os senhores das guerras, de todas as latitudes, nunca se confessam autores de massacres nem tampouco culpados de coisa alguma.
Por alturas do massacre, escrevi por aqui que apesar do horror da tragédia, ela tinha indubitávelmente uma leitura política, não no sentido lato do termo, mas efectiva, coisa que nem os Media nem os comentadores encartados se referiram por evidente má - consciência, a mesma que assiste serena e diáriamente ao assassinato dos OUTROS, em outras paragens, apaziguada pelas necessidades políticas e ideológicas do Poder dos seus países, sem nunca ter sido chamada a se inocentar ou a se culpabilizar pelos actos hediondos cometidos em SEU nome.
A crítica das razões do Poder teria, deveria ter como um dos objectivos a chamada à Razão, ao nosso conhecimento da verdade escondida atrás dessa natural e quase automática aquiescência dos cidadãos à falsidade contida nas alegações expressas ou tácitas por um indivíduo ou por uma ideologia.
Breivik trava uma luta política e despertou brutalmente a consciência dos seus compatriotas e da U.E. com o seu acto hediondo, postulando uma ideologia de repúdio do multiculturalismo, que paulatinamente faz a sua marcha silenciosa nos corredores do Poder e nas consciências dos cidadãos europeus, uma resistência cultural ameaçada pelo Outro, pelo bárbaro alienígena.
Diz - se por aí que Sarkozy e o Berlusconi levaram a guerra ao norte de África devido à preocupação com a invasão contínua dos refugiados.Uma colega do seu partido chegou a propôr o seu despejamento nas águas do Mediterrâneo caso ela se tornasse incontrolável.
Pergunto: se neste universo despudorado em que as decisões executivas que levam ao assassinato de milhares sob o alibi de evitar outras supostas vítimas, essas classificadas de inocentes, quando no fundo as razões serão efectivamente outras e não as hipócritas e de costas largas razões humanitárias...:
- Qual é a diferença moral e política entre essas decisões e as tomadas individualmente em nome dos mesmos princípios, que permite descriminalizar uns e punir outros?
A resposta sabêmo - la nós e está profundamente enraízada nos nossos automatismos biológicos de sobrevivência e não na suposta superioridade ética do linchamento praticado por um indivíduo, por uma turba ou pelo Estado em nome DO QUE QUER QUE SEJA.
Só a auto - defesa é moral e legalmente válida.
A responsabilidade representativa do eleito não o iliba nem moral nem legal, nem criminalmente pelo assassinato, nem em presença nem à distância, porque o que está em causa é o acto em si que se repudia e não os alibis da sua aceitação. NÃO HÁ INOCENTES em nações que combatem outras nações, há vítimas de embuste e falsidades nos dois lados.
A perversidade conceptual que nos torna bons e os Outros maus também se manifesta dentro de portas quando naturalmente empurramos para as margens da criminalização os anti - sistema, com a complacência firme dos nossos preconceitos e do nosso sossêgo, ignorando que o regime teve origem no diálogo e no compromisso e não na força das verdades terminais, inexistentes.
As ideias de Breivik são falsas. Como cidadão posso contestá - las com argumentos que o levariam eventualmente a chegar à mesma conclusão; o Estado norueguês, a U.E., o Ocidente, NÃO! Só o poderão julgar como criminoso e NUNCA como político porque nesse combate de desmascaramento, perderiam.
Facto múltiplo - Os senhores das guerras, de todas as latitudes, nunca se confessam autores de massacres nem tampouco culpados de coisa alguma.
Por alturas do massacre, escrevi por aqui que apesar do horror da tragédia, ela tinha indubitávelmente uma leitura política, não no sentido lato do termo, mas efectiva, coisa que nem os Media nem os comentadores encartados se referiram por evidente má - consciência, a mesma que assiste serena e diáriamente ao assassinato dos OUTROS, em outras paragens, apaziguada pelas necessidades políticas e ideológicas do Poder dos seus países, sem nunca ter sido chamada a se inocentar ou a se culpabilizar pelos actos hediondos cometidos em SEU nome.
A crítica das razões do Poder teria, deveria ter como um dos objectivos a chamada à Razão, ao nosso conhecimento da verdade escondida atrás dessa natural e quase automática aquiescência dos cidadãos à falsidade contida nas alegações expressas ou tácitas por um indivíduo ou por uma ideologia.
Breivik trava uma luta política e despertou brutalmente a consciência dos seus compatriotas e da U.E. com o seu acto hediondo, postulando uma ideologia de repúdio do multiculturalismo, que paulatinamente faz a sua marcha silenciosa nos corredores do Poder e nas consciências dos cidadãos europeus, uma resistência cultural ameaçada pelo Outro, pelo bárbaro alienígena.
Diz - se por aí que Sarkozy e o Berlusconi levaram a guerra ao norte de África devido à preocupação com a invasão contínua dos refugiados.Uma colega do seu partido chegou a propôr o seu despejamento nas águas do Mediterrâneo caso ela se tornasse incontrolável.
Pergunto: se neste universo despudorado em que as decisões executivas que levam ao assassinato de milhares sob o alibi de evitar outras supostas vítimas, essas classificadas de inocentes, quando no fundo as razões serão efectivamente outras e não as hipócritas e de costas largas razões humanitárias...:
- Qual é a diferença moral e política entre essas decisões e as tomadas individualmente em nome dos mesmos princípios, que permite descriminalizar uns e punir outros?
A resposta sabêmo - la nós e está profundamente enraízada nos nossos automatismos biológicos de sobrevivência e não na suposta superioridade ética do linchamento praticado por um indivíduo, por uma turba ou pelo Estado em nome DO QUE QUER QUE SEJA.
Só a auto - defesa é moral e legalmente válida.
A responsabilidade representativa do eleito não o iliba nem moral nem legal, nem criminalmente pelo assassinato, nem em presença nem à distância, porque o que está em causa é o acto em si que se repudia e não os alibis da sua aceitação. NÃO HÁ INOCENTES em nações que combatem outras nações, há vítimas de embuste e falsidades nos dois lados.
A perversidade conceptual que nos torna bons e os Outros maus também se manifesta dentro de portas quando naturalmente empurramos para as margens da criminalização os anti - sistema, com a complacência firme dos nossos preconceitos e do nosso sossêgo, ignorando que o regime teve origem no diálogo e no compromisso e não na força das verdades terminais, inexistentes.
As ideias de Breivik são falsas. Como cidadão posso contestá - las com argumentos que o levariam eventualmente a chegar à mesma conclusão; o Estado norueguês, a U.E., o Ocidente, NÃO! Só o poderão julgar como criminoso e NUNCA como político porque nesse combate de desmascaramento, perderiam.
sexta-feira, novembro 11, 2011
É disto que falo...
...Quando aconselho o escárnio como arma de demolição do statu quo.
Com a devida vénia ao blog africa minha, que postou esta imagem do tiro de pólvora seca da abstenção ruidosa do PS e do seu líder A.Seguro na votação do Orçamento, definiu, sem palavras, o resultado final dos avanços e recuos de um partido manietado nas suas contradições ideológicas.
Com a devida vénia ao blog africa minha, que postou esta imagem do tiro de pólvora seca da abstenção ruidosa do PS e do seu líder A.Seguro na votação do Orçamento, definiu, sem palavras, o resultado final dos avanços e recuos de um partido manietado nas suas contradições ideológicas.
quinta-feira, novembro 10, 2011
Ao ABRUPTO...
Há uns tempos que não visitava o abrupto...
Fiz mal, esquecendo - me de que o JPP é um dos mais lúcidos analistas portugueses do nosso tempo e dos outros.
Continua contundente e certeiro mas precisa, justamente porque lida preferencialmente com matéria séria e gente pouco séria, de não se levar excessivamente a sério, já que não há, aparentemente, do outro lado, quem possa apontar falhas ao seu processo de desmascaramento de más - consciências quando V. funciona como um verdadeiro iluminista que o é ; só lhe tem respondido o silêncio e condescendência executiva.
Uso este termo, iluminista, porque o tem utilizado ambiguamente, quando o acho mais apropriado à sua pessoa do que às luminárias do Poder que nos tem dirigido cujas denunciadas pulsões são exactamente o contrário das aspirações iluministas; para começar, NÃO dialoga, as suas posições (delas ) são terminais, fundamentadas grosso modo no fim da História, quando qualquer processo progressista, merecedor de uma anexação iluminista, sem renegar o seu elitismo condutor ( as eleições democráticas reconhecem essa necessidade...) tem de se basear no compromisso livremente assumido, sim, de progresso equitativo entre as partes, num diálogo hoje completamente traído por uma BUROCRACIA triunfante e auto - suficiente a funcionar no olho do furacão, cuja finalidade é o PODER, ele mesmo, traduzido nos seus tentáculos financeiros e militares.
As perguntas a fazer sobre o Progresso contínuo, à legitimidade desse Poder em democracia, sobre o seu uso dissonante com a realidade social que lhe daria o sentido da justiça numa liberdade, hoje meramente teórica e vazia de conteúdo prático, a denúncia virulenta dos exercícios hipócritas da sua compreensão formal pela contínua decadência da saúde física, moral e económica dos governados, à vista do que se passa nos centros de decisão, são, dizia, obrigações a que a CRÍTICA iluminista não se pode furtar sob o risco de também ela trair os pressupostos do que se reclama moral e socialmente portadora.
Honra lhe seja feita ao chamar os bo(y)is pelos nomes. E que tal, já que a caravana segue impávida e serena, até que lhe sobrevenha o assalto esperado, vergastar com mais sarcasmo, escárnio mesmo, ( sei que é capaz...) esses outros iluministas(!!!?) de que V. fala?
Até à próxima!
Cordiais saudações de um leitor atento
Fiz mal, esquecendo - me de que o JPP é um dos mais lúcidos analistas portugueses do nosso tempo e dos outros.
Continua contundente e certeiro mas precisa, justamente porque lida preferencialmente com matéria séria e gente pouco séria, de não se levar excessivamente a sério, já que não há, aparentemente, do outro lado, quem possa apontar falhas ao seu processo de desmascaramento de más - consciências quando V. funciona como um verdadeiro iluminista que o é ; só lhe tem respondido o silêncio e condescendência executiva.
Uso este termo, iluminista, porque o tem utilizado ambiguamente, quando o acho mais apropriado à sua pessoa do que às luminárias do Poder que nos tem dirigido cujas denunciadas pulsões são exactamente o contrário das aspirações iluministas; para começar, NÃO dialoga, as suas posições (delas ) são terminais, fundamentadas grosso modo no fim da História, quando qualquer processo progressista, merecedor de uma anexação iluminista, sem renegar o seu elitismo condutor ( as eleições democráticas reconhecem essa necessidade...) tem de se basear no compromisso livremente assumido, sim, de progresso equitativo entre as partes, num diálogo hoje completamente traído por uma BUROCRACIA triunfante e auto - suficiente a funcionar no olho do furacão, cuja finalidade é o PODER, ele mesmo, traduzido nos seus tentáculos financeiros e militares.
As perguntas a fazer sobre o Progresso contínuo, à legitimidade desse Poder em democracia, sobre o seu uso dissonante com a realidade social que lhe daria o sentido da justiça numa liberdade, hoje meramente teórica e vazia de conteúdo prático, a denúncia virulenta dos exercícios hipócritas da sua compreensão formal pela contínua decadência da saúde física, moral e económica dos governados, à vista do que se passa nos centros de decisão, são, dizia, obrigações a que a CRÍTICA iluminista não se pode furtar sob o risco de também ela trair os pressupostos do que se reclama moral e socialmente portadora.
Honra lhe seja feita ao chamar os bo(y)is pelos nomes. E que tal, já que a caravana segue impávida e serena, até que lhe sobrevenha o assalto esperado, vergastar com mais sarcasmo, escárnio mesmo, ( sei que é capaz...) esses outros iluministas(!!!?) de que V. fala?
Até à próxima!
Cordiais saudações de um leitor atento
quarta-feira, novembro 09, 2011
HAJA QUEM MANDE...
Onde é que já ouvi isso? De todos os adversários da Democracia...
Nesses casos, quando não querem falar connosco, temos de falar deles...
António Ribeiro Ferreira, editorialista do jornal " I ", insiste nos seus dislates contra o que ele chama de políticos da treta, só que o que se revela às escâncaras é o seu desamor pela democracia...
Ontem, verberou com violência palavrosa a postura democrática tout court do ex primeiro ministro grego Papandreou por se ter ousado pensar propôr um referendo ao seu país no sentido de lhe apurar a sua capacidade de afrontamento com as duríssimas medidas impostas pelos seus parceiros da U.E.
Por outro lado, ensaliva - se pavlovianamente com a perspectiva de ver a Grécia entregue a uma Comissão de tecno - burocratas a mando da sua adorada Merkel, que iria pôr ordem na " desbunda democrática ", cito.
O que importa, para o sr.Ferreira, é a deriva tendencialmente fascista onde " a Alemanha da senhora Merkel mostre ao mundo e aos europeus que na U.E. há alguém que manda ", recito.
Política com laivos de testosterona mal amanhada, claro, em que a MAMÃ, de chinelo em riste compensará as botas saudosas do outro num imaginário em que esta estória de Democracia catita é uma parvoíce pegada.
Heil Merkel! Viva Salazar! Abaixo o comunismo!
Haja pachorra, sim, para tanta invertebração!
Nesses casos, quando não querem falar connosco, temos de falar deles...
António Ribeiro Ferreira, editorialista do jornal " I ", insiste nos seus dislates contra o que ele chama de políticos da treta, só que o que se revela às escâncaras é o seu desamor pela democracia...
Ontem, verberou com violência palavrosa a postura democrática tout court do ex primeiro ministro grego Papandreou por se ter ousado pensar propôr um referendo ao seu país no sentido de lhe apurar a sua capacidade de afrontamento com as duríssimas medidas impostas pelos seus parceiros da U.E.
Por outro lado, ensaliva - se pavlovianamente com a perspectiva de ver a Grécia entregue a uma Comissão de tecno - burocratas a mando da sua adorada Merkel, que iria pôr ordem na " desbunda democrática ", cito.
O que importa, para o sr.Ferreira, é a deriva tendencialmente fascista onde " a Alemanha da senhora Merkel mostre ao mundo e aos europeus que na U.E. há alguém que manda ", recito.
Política com laivos de testosterona mal amanhada, claro, em que a MAMÃ, de chinelo em riste compensará as botas saudosas do outro num imaginário em que esta estória de Democracia catita é uma parvoíce pegada.
Heil Merkel! Viva Salazar! Abaixo o comunismo!
Haja pachorra, sim, para tanta invertebração!
terça-feira, novembro 08, 2011
VOU POLEMIZAR...
VEJAMOS: EU sou um caboverdeano, mestiço, como eventualmente o serão esses dois senhores e fatal como a Terra continuar a existir, virão a ser todos os seus habitantes, pelo menos no mundo ocidental democratizado.
Isso quererá dizer que o racismo já não é problemático nos dias que correm por estas paragens? De maneira nenhuma... Mas uma coisa é certa - não tem já a componente dramática e insultuosa que o léxico de outros tempos e de outras circunstâncias substantivava históricamente.
Chamar negro a um negro só lhe pode, se não for tão estúpido como o pretenso insultado, merecer - lhe uma gargalhada ou o sarcasmo em resposta - Isto era para ser um insulto?
Desconheço, como TODA A GENTE, a pretensa imprecação do jogador Javi, caucasiano meridional, ao jogador Alan, mestiço brasileiro, mas se meteu a palavra negro desfasada de um determinativo ou adjectivação, como por exemplo branco de merda ou preto sujo, não vejo onde poderá estar o insulto, a não ser que o ofendido, por NÃO se considerar Negro, se sentir ofendido pela ignorância do Javi e se calhar da sua, em distinguir as tonalidades que permitem distinguir as raças, sub - raças e seus derivados.
Tudo isto para dizer, desdramatizando, que mais insultuoso é o predicado e a adjectivação que o nome, para quem saiba diferenciar ou conhecer a Lingua que os veiculam.
- Ó branco, passa a bola!
- Vem cá tu buscá - la, ó negro...
Ó minha gente dos jornais, tomem juízo!
Não façam uma tempestade num copo de água misturando as mariquices lamurientas do Alan com a facilidade de serem manipulados com a vossa tendência irresistível de manipular quem goste disso.
INSULTOS dentro de um campo de futebol!!!!???? Que PORRA, é preciso nunca ter estado lá dentro para se fazer juízos do teor dos que tenho lido. Ignorância ou pura má -fé, pois claro!
segunda-feira, novembro 07, 2011
SUSPIROS...
Um homem entra numa livraria e dirige - se à empregada:
- Minha senhora, é capaz de me ajudar a procurar um livro?
- Certamente, senhor... Qual é o título da obra?
- O homem, o sexo forte, diz ele.
- AHH!.., suspira a empregada. Os livros de ficção científica são na cave, senhor.
- Minha senhora, é capaz de me ajudar a procurar um livro?
- Certamente, senhor... Qual é o título da obra?
- O homem, o sexo forte, diz ele.
- AHH!.., suspira a empregada. Os livros de ficção científica são na cave, senhor.
quinta-feira, novembro 03, 2011
DIÁLOGOS INTERROMPIDOS...
Os problemas que hoje assolam a modernidade têm uma raíz tão funda como a história dos seres humanos e baseiam -se na resistência do conhecimento velho perante a nova consciência que o interroga e desmonta os preconceitos cristalizados em cansaço e impotência.
Quando, sobre a estabilização dessa velha sabedoria, datada, cimentada e arrogantemente surda, mudam as realidades, que teimam em desmentir a morte das soluções, hoje apresentadas como terminais, se levantam interrogações e reavaliações sobre o caminho seguido, o Poder responde com o reforço das suas certezas sobre um sistema em crise sistémica.
A precipitação com que as luminárias burocráticas lançaram a Globalização, sob o alibi da universalidade do Comércio e da amoralidade do Dinheiro com o pano de fundo da victória sobre as ideias contidas na ideologia socialista, foi fatal ao Capitalismo , em confronto com realidades outras históricamente desenquadradas com o seu suporte singular - a Democracia ocidental.
O grito de guerra no Ocidente é, hoje, mais PRODUTIVIDADE, para fazer face ao trabalho escravo de outras paragens.
Numa sociedade de abundância produtiva e uma monstruosa riqueza acumulada, o normal seria, em termos de justiça para com o povo contribuinte para essa riqueza e bem-estar se o automatismo cego contido nos genes do sistema a isso não obstassem, a gestão solidária dessa riqueza em favor desse povo em crescimento e não, em demandas prossecutórias, formatar coercívamente o resto do planeta, desfasado em relação ao percurso histórico que permitiu A realidade ocidental.
A Grécia é hoje o véu de Maya a disfarçar uma evidência - a falência do Sistema - que os preconceitos reforçados pela queda do regime soviético, então simulacro perverso das ideias socialistas, não deixam ver - a superioridade ideológica e humanista contida nos seus pressupostos, princípios e fins e a sua conformidade ética com o elevação espiritual da espécie.
Daí o regresso urgente à discussão, ao diálogo ideológico com o velho e o esclarecimento, num critério intelectual, filosófico, ético e prático, junto dos jovens, sedentos de uma base PROGRAMÁTICA de acção.
Um dos maiores crimes cometidos pela inteligência ocidental e não só, foi o abandono cínico e despudorado das suas obrigações elitiistas aos práticos e positivistas de toda a ordem e à sua visão amoral do mundo e dos homens, em nome de um academismo intragável e narcisista quando não o coloca ao seu serviço em venais beija- mãos.
segunda-feira, outubro 31, 2011
A NÃO ESQUECER...
... Por TODOS os líderes do mundo, numa reflexão URGENTE e NECESSÁRIA sobre os retratos que de si dão aos povos que lideram e ... principalmente aos OUTROS.
domingo, outubro 30, 2011
E UMA PERGUNTA...
... Sugerida pelos ALTOS do Expresso de hoje ao Presidente da Ordem dos médicos, cujas posições sobre a prescrição por princípio activo se estão a revelar - se militantemente contra, que é esta - cito de cor - Se o controlo de qualidade dos medicamentos por parte do Infarmed não é suficiente, por que razão não o fazem os médicos, partindo do princípio que esta deveria ser a sua principal preocupação, em nome da saúde dos doentes, acrescento eu...
É claro que dizer que essa não é a sua função, que há uma entidade responsável por este trabalho levantaria a mesma questão:- Quem, melhor do que os clínicos, tem a capacidade real de monitorizar a eficácia dos fármacos? E fazer denúncias públicas, como é suposto ser a sua obrigação, das malfeitorias e ineficiências associadas a tal produto?
Se a Ordem tiver dúvidas sobre a incompetência da Infarmed que ponha tudo em pratos limpos antes que a sua posição comece a ser contaminada por suspeitas de interesses pouco claros com as Farmacêuticas que a rebaldaria dos bailes de piratas e dos congressos médicos trouxeram a lume.
Posto isto e como doente quero crer que são exigidas posições claras e transparentes sobre toda a matéria dos genéricos.
É que nós confiamos NOS médicos e não nos industriais do ramo. Pelo menos eu, pela minha saúde!
É claro que dizer que essa não é a sua função, que há uma entidade responsável por este trabalho levantaria a mesma questão:- Quem, melhor do que os clínicos, tem a capacidade real de monitorizar a eficácia dos fármacos? E fazer denúncias públicas, como é suposto ser a sua obrigação, das malfeitorias e ineficiências associadas a tal produto?
Se a Ordem tiver dúvidas sobre a incompetência da Infarmed que ponha tudo em pratos limpos antes que a sua posição comece a ser contaminada por suspeitas de interesses pouco claros com as Farmacêuticas que a rebaldaria dos bailes de piratas e dos congressos médicos trouxeram a lume.
Posto isto e como doente quero crer que são exigidas posições claras e transparentes sobre toda a matéria dos genéricos.
É que nós confiamos NOS médicos e não nos industriais do ramo. Pelo menos eu, pela minha saúde!
EIS UM EXEMPLO...
Com outros contornos, com outras justificações amorais, já que estão em matéria de Direito, do estado de Direito, vem o Presidente da Associação Sindical dos Juízes Portugueses, António Martins alertar - nos para a violência dirigida a uma classe profissional - a dos funcionários públicos - na apropriação ilegal por parte do Estado, através do corte nos subsídios de Natal e de férias, de rendimentos dos quais são credores.
A ilegalidade dessa acção, que segundo o magistrado só seria exequível numa situação de estado de emergência ou de sítio, proclamações jurídicas que não foram até à data accionadas, é no seu entender clara e inconstitucional.
Uma pergunta: - Como é que o governo iria descalçar o SAPATÃO que uma corrida aos tribunais por parte dos cidadãos lesados, com o apoio explícito dos juízes, lhe enfiaria?
A ilegalidade dessa acção, que segundo o magistrado só seria exequível numa situação de estado de emergência ou de sítio, proclamações jurídicas que não foram até à data accionadas, é no seu entender clara e inconstitucional.
Uma pergunta: - Como é que o governo iria descalçar o SAPATÃO que uma corrida aos tribunais por parte dos cidadãos lesados, com o apoio explícito dos juízes, lhe enfiaria?
quinta-feira, outubro 27, 2011
E DA VIOLÊNCIA POLÍTICA?
Essa seria a reflexão seguinte se hoje, mesmo a despropósito, o tema não me tivesse sido roubado pelo historiador José Neves na sua " Gramática da multidão " no jornal " I ", em que exige que se faça uma distinção entre Violência e violências. É que a má-fé que acompanha o uso indiscriminado e malfeitor da palavra, que quando associada aos nossos interesses e praticada pela democracia é pedagógica, como a outra - a Liberdade - e abominável quando, dentro ou fora da democracia se expõe num outro argumentário e com outros fundamentos.
Citando, com a devida vénia, - " ... Mas estas notas poderiam igualmente aparecer aqui em resposta ao modo como muitos media tratam o problema da violência. Se há semanas atrás um jornalista se condoía com o sofrimento e a dor envolvidos nos vidros partidos de uma montra de Londres, ontem um seu colega comprazia - se excitado com o assassinato bárbaro de um homem odioso como Kadhafi. Falemos então de violências e não de violência... "
Fica para outra altura...
Citando, com a devida vénia, - " ... Mas estas notas poderiam igualmente aparecer aqui em resposta ao modo como muitos media tratam o problema da violência. Se há semanas atrás um jornalista se condoía com o sofrimento e a dor envolvidos nos vidros partidos de uma montra de Londres, ontem um seu colega comprazia - se excitado com o assassinato bárbaro de um homem odioso como Kadhafi. Falemos então de violências e não de violência... "
Fica para outra altura...
quarta-feira, outubro 26, 2011
LIBERDADES 2
...Dito isso, dou por mim em melancólica reflexão sobre o futuro da Líbia que acabou de assassinar o seu presidente, libertador em nome de outras liberdades então, em tempos que ainda não são memórias históricas...
Em cada alma líbia se organizou um objectivo, uma determinação, uma indiferença, uma negação, à volta da sua revolução para depôr o seu presidente, que, sabêmo - lo agora pelas filmagens dirigidas entre os revoltosos, estaria a defraudar as expectativas de liberdade do seu povo.
O objectivo claramente definido foi a reposição da LIBERDADE. Muito bem... Que Liberdade? Quais liberdades?
Os desenvolvimentos para a nova constituição do país colocam no centro do Estado a lei islâmica. A Líbia não será um estado laico e as consignações respeitantes ao formato legislativo terão o cunho dos legisladores do partido que vencer as próximas eleições para as novas autoridades dirigentes do país.
Se levarmos em consideração as posições e as aspirações ocidentais acopladas no apoio expresso à revolução e os retomados azimutes dos otomanos expulsos da Europa e a forte componente fundamentalista abafada até então por Kadahfi, muito sangue vai correr até que sobressaia na matrix do novo país a Liberdade almejada.
Resta saber se será aquela da qual possuímos individualmente a interpretação POR ESTAS BANDAS, ou uma outra decorrente de OUTRAS MANEIRAS DE VER E SER.
Em cada alma líbia se organizou um objectivo, uma determinação, uma indiferença, uma negação, à volta da sua revolução para depôr o seu presidente, que, sabêmo - lo agora pelas filmagens dirigidas entre os revoltosos, estaria a defraudar as expectativas de liberdade do seu povo.
O objectivo claramente definido foi a reposição da LIBERDADE. Muito bem... Que Liberdade? Quais liberdades?
Os desenvolvimentos para a nova constituição do país colocam no centro do Estado a lei islâmica. A Líbia não será um estado laico e as consignações respeitantes ao formato legislativo terão o cunho dos legisladores do partido que vencer as próximas eleições para as novas autoridades dirigentes do país.
Se levarmos em consideração as posições e as aspirações ocidentais acopladas no apoio expresso à revolução e os retomados azimutes dos otomanos expulsos da Europa e a forte componente fundamentalista abafada até então por Kadahfi, muito sangue vai correr até que sobressaia na matrix do novo país a Liberdade almejada.
Resta saber se será aquela da qual possuímos individualmente a interpretação POR ESTAS BANDAS, ou uma outra decorrente de OUTRAS MANEIRAS DE VER E SER.
LIBERDADES...
Esclareçamos as razões do meu cepticismo em relação ao receituário que se tem aplicado aos povos libertos e a libertar pela Nato...
Eu já não estou ao serviço de nenhuma Ideia sem ser aquelas continentes e sustentadas por uma formada auto-consciência que a cada passo me baliza a racionalidade pela Ética, assim mesmo, com maíuscula metafísica que é para a distinguir das éticas existencialistas, positivistas, que levaram ao falhanço do Iluminismo.
A Liberdade é um bem pelo qual darei a vida, aliás como uma boa parte da população adulta e esclarecida, creio eu, do planeta. Conceito só fundamentado numa interiorização vivida por esse esclarecimento, ela tem nuances que as circunstâncias locais vão esbatendo em cada povo, em cada cultura.
A minha liberdade, por exemplo AQUI, em Portugal, não tem muita coisa a ver com muitos, com a maior parte da liberdade dos outros portugueses; ela só se tornou no que é, só se formou como é como produto de toda uma história de vida e assim acontece com a liberdade dos outros. A minha não é melhor nem pior do que a dos outros, é simplesmente MINHA, só que difícilmente manipulada...
( continuaremos...)
Eu já não estou ao serviço de nenhuma Ideia sem ser aquelas continentes e sustentadas por uma formada auto-consciência que a cada passo me baliza a racionalidade pela Ética, assim mesmo, com maíuscula metafísica que é para a distinguir das éticas existencialistas, positivistas, que levaram ao falhanço do Iluminismo.
A Liberdade é um bem pelo qual darei a vida, aliás como uma boa parte da população adulta e esclarecida, creio eu, do planeta. Conceito só fundamentado numa interiorização vivida por esse esclarecimento, ela tem nuances que as circunstâncias locais vão esbatendo em cada povo, em cada cultura.
A minha liberdade, por exemplo AQUI, em Portugal, não tem muita coisa a ver com muitos, com a maior parte da liberdade dos outros portugueses; ela só se tornou no que é, só se formou como é como produto de toda uma história de vida e assim acontece com a liberdade dos outros. A minha não é melhor nem pior do que a dos outros, é simplesmente MINHA, só que difícilmente manipulada...
( continuaremos...)
d'O CON(C)SELHO INÚTIL...
DIÁLOGO CONSTRUTIVO!!!???
O que é que ISSO pode, minimamente, significar perante as situações concretas vividas pela população em geral, a inocente e a culpada, se não uma inconsequente declaração, aliás na linha dos pressupostos que fundamentaram esse conclave simulado pelo P.R.?
Diálogo entre quem e com quem, quando, ouvindo os responsáveis, TODOS, tudo se reduz à formula desencantada pelo Governo, nas palavras do Burocrata-Mor dessa Repartição da troika em Portugal chamado Passos Coelho, aliás pertinentemente citada de Gottfried Benn (poeta expressionista alemão) - SER ESTÚPIDO E TER TRABALHO - para justificar o tipo de comportamento que se deseja aos interlocutores nacionais, nomeadamente os funcionários públicos.
A cristalização da subserviência pelo medo das circunstâncias cínicamente manipuladas e o seu empolamento deplorável faz parte de uma estratégia, se não for já a sua consequência, de abandalhamento do valor Trabalho por troca com o novo valor triunfante Dinheiro, mais fácil de manobrar e circular.
Toda a realidade europeia vive hoje anexada à nova fase do Capitalismo que nos quer reduzir, obliterando das consciências a Ideia do Estado-Social, à realidade hoje triunfante na China, nos moldes burocráticos da administração do Estado com a selva liberal à volta nas mãos dos empreendedores e do seu valor moral supremo - Fazer mais dinheiro -, não a produção da riqueza traduzida em bem estar colectivo como garante de equilíbrios no humano, mas por puro narcisismo, a psicopatia marcante das superestruturas dominantes do nosso tempo.
Essa reunião do Conselho do Estado teve uma maquiavélica intenção a começar pela marcação pública da sua agenda com um falso descolar do P.R Aníbal Cavaco Silva da estratégia do Governo.
Quem, entre os conselheiros, sentiu a manipulação?
O que é que ISSO pode, minimamente, significar perante as situações concretas vividas pela população em geral, a inocente e a culpada, se não uma inconsequente declaração, aliás na linha dos pressupostos que fundamentaram esse conclave simulado pelo P.R.?
Diálogo entre quem e com quem, quando, ouvindo os responsáveis, TODOS, tudo se reduz à formula desencantada pelo Governo, nas palavras do Burocrata-Mor dessa Repartição da troika em Portugal chamado Passos Coelho, aliás pertinentemente citada de Gottfried Benn (poeta expressionista alemão) - SER ESTÚPIDO E TER TRABALHO - para justificar o tipo de comportamento que se deseja aos interlocutores nacionais, nomeadamente os funcionários públicos.
A cristalização da subserviência pelo medo das circunstâncias cínicamente manipuladas e o seu empolamento deplorável faz parte de uma estratégia, se não for já a sua consequência, de abandalhamento do valor Trabalho por troca com o novo valor triunfante Dinheiro, mais fácil de manobrar e circular.
Toda a realidade europeia vive hoje anexada à nova fase do Capitalismo que nos quer reduzir, obliterando das consciências a Ideia do Estado-Social, à realidade hoje triunfante na China, nos moldes burocráticos da administração do Estado com a selva liberal à volta nas mãos dos empreendedores e do seu valor moral supremo - Fazer mais dinheiro -, não a produção da riqueza traduzida em bem estar colectivo como garante de equilíbrios no humano, mas por puro narcisismo, a psicopatia marcante das superestruturas dominantes do nosso tempo.
Essa reunião do Conselho do Estado teve uma maquiavélica intenção a começar pela marcação pública da sua agenda com um falso descolar do P.R Aníbal Cavaco Silva da estratégia do Governo.
Quem, entre os conselheiros, sentiu a manipulação?
segunda-feira, outubro 24, 2011
AI AI AI, OCIDENTE...
SHARIA NA NOVA CONSTITUIÇÃO LÍBIA?
Ou muito me engano ou muita gente vai sentir amargos de boca quando e se o poder na Líbia cair, democráticamente, nas mãos dos fundamentalistas islâmicos dentro de um ano.
Quando isso aconteceu na Argélia socorreu - se do exército laico. Para a Líbia que novas conspirações serão desenhadas?
Ou muito me engano ou muita gente vai sentir amargos de boca quando e se o poder na Líbia cair, democráticamente, nas mãos dos fundamentalistas islâmicos dentro de um ano.
Quando isso aconteceu na Argélia socorreu - se do exército laico. Para a Líbia que novas conspirações serão desenhadas?
AI AI AI , PORTUGAL...
Prevejo, com a entrada no melancólico Outono, um agravamento brutal da saúde da psique dos portugueses, que o implacável Inverno atirará para o divã do psiquiatra se entretanto não levantar o rabo desse sofá e se juntar a quem está a lutar na rua contra o status quo que a nova brigada do reumático, desta vez internacional, quer manter.
sexta-feira, outubro 21, 2011
VIVA LA MUERTE!!!???
O presidente da Líbia foi ontem assassinado brutalmente na sua terra natal pelos revoltosos apoiados pelo Ocidente.
Mais um, da lista dos inimigos dos USA e da UE, a pagar pelo seu atrevimento de bater o pé ao Império...
Na minha lista vem o presidente sírio e só depois o presidente iraniano. O presidente venezuelano, que acaba de vencer um cancro, virá por fim, se a China abandonar o seu comparsa sudanês entretanto... Nunca se sabe...
Por outro lado, se as coisas aquecerem na servil e democrática população ocidental e os governantes começarem a ser abatidos pela sua população enraivecida, quem tocará os sinos a rebate?
Se me abandonar ao cinismo vigente diria que Kadafi teve o que merecia, mas acontece que me sinto um privilegiado, quase imune ao contágio amoral e hipócrita das justificações justiceiras contrabandeadas em nome de valores como a Liberdade, a Justiça, os direitos humanos, já despidos da sua roupagem original, e não o vou fazer; é que desprezo profundamente os pressupostos que estão na matriz e no pensamento da claque.
A Líbia celebra hoje em alegria a Sua Liberdade, o que quer que isso venha a ser para ela. Que aprenda depressa e bem a senti - La antes que lhA roubem outra vez, tendo bem presente o que lhe custou reganhá -La.
segunda-feira, outubro 17, 2011
POR OUTRO LADO...
... Rufa o tambor e não temas
E beija a vivandeira!
A ciência não é mais do que isso,
Esse o sentido mais profundo dos livros. ( Heinrich Heine, Doktrin )
Assim começa a Crítica da Razão Cínica de Peter Sloterdijk a sua crítica da modernidade... sem a metáfora imagética, claro...
As patologias sociais que teimam em contaminar o EU na sua procura de uma auto-consciência que lhe permita a adequação à oposição do Outro reclamada pelo Super-Eu e do Outro, reivindicante na sua autonomia, serão necessàriamente tratadas no livro que acabo de abrir, com uma antecipação de GOZO só comparável ao rufar de um tambor imaginário cujas ressonâncias imagino em antecipação.
O poderoso pensamento alemão continuava a marcar a Filosofia ocidental que, nas palavras do autor, se recusa a abandonar a cena porque a sua tarefa ainda não está concluída ...
Página 11...
A DEMOCRACIA É LUTA...
Não basta vê - la como um Bem, a venerar em displicência, como uma utopia que a natureza humana desmente nestes tempos tão pouco éticos onde a Decadência moral campeia; ela é possível tanto como é possível até onde for possível e é nestas margens de possibilidades dadas pela nossa capacidade de A exigir, forçando as coisas no sentido de contrariar a atomização acelerada dos valores que sustentaram e sustentam em dignidade humana as sociedades, hoje em vertiginosa decomposições culturais.
Num envelhecido, temeroso e conservador Ocidente, instalado em décadas de acumulação material de riqueza, a morte da IDEIA tem - se revelado na tibieza das lideranças, presas a compromissos de casta e a tautológicas redundâncias nas soluções (!!!???) sistemàticamente falhadas que estão a levar à ruína de tudo o que tão duramente foi conquistado pelo esforço de gerações passadas, traídas na sua generosidade por uma classe de contabilistas e burocratas de corrupta e amoral racionalização.
Esse desaparecimento da Moral e da Justiça nos Concílios Ocidentais tem de ser enfrentado e denunciado com vigor e, se preciso for..., com violência, com a mesma violência com que esse poder vai usar para manter o statu quo.
Enquanto a Democracia se mantiver nas estritas margens do formalismo ( por inconsequência ) eleitoral e da liberdade de expressão arrebanhada e enquadrada pelos Media do Sistema, todas as chamadas reformas ( o Velho só reforma, não tem capacidade nem pulsão para revolucionar, MUDAR o que quer que seja... ) reconduzirão, já domesticadas, todas as forças vivas do presente, representadas pelos jovens, ao passado que originou ESTE presente.
As manifestações de ontem alegraram - me como há muito não me acontecia. Espero mais e espero que as cataratas do Poder ainda consigam descortinar o mundo real para lá da avalanche dos Power Points, das resmas das folhas de cálculo e da ementa da próxima reunião... inconsequente... e OUÇAM junto dos filhos e dos filhos dos outros a sua visão do mundo que estão, em demolição, a construir.
terça-feira, outubro 11, 2011
UMA ONDINHA...
... ESTÁ - SE FORMANDO NOS USA. Pode ser que o Tsunami inevitável venha a ser a soma de várias ondinhas que por aí se vão formando...
As informações sobre elas escasseiam, bem como de imagens livres. Eu por exemplo não consegui nenhuma foto grátis para postar sobre as manifestações anti - Wall Street ou em outras cidades dos USA. Coincidências ou direitos protegidos? Seja como for é sempre saudável ver jovens, principalmente eles, a lutar, sem enquadramentos amestrantes, democráticos, pelos seus direitos a uma vida digna.
Sem querer, apesar de vívida, recorrer a nenhuma internacional, a verdade a que os factos históricos dão caução, só pela luta dos povos se criarão as condições de mudanças de paradigmas sociais.
As chamadas manifestações democráticas são consideradas hoje, pelos detentores do poder, um folclore necessário que teria a mesma função de catarse de frustrações como os desportos de massas - Um circo, portanto, onde os protagonistas, bem separados dos espectadores, tratam do que interessa enquanto a turba berra à distância segura. Acontece que aos poucos uma parte dela está a saltar para a arena e mesmo que os Estados entrem num torvelinho fascista, as mudanças chegarão, DE UMA MANEIRA OU OUTRA, pela paz ou pela subversão.
As informações sobre elas escasseiam, bem como de imagens livres. Eu por exemplo não consegui nenhuma foto grátis para postar sobre as manifestações anti - Wall Street ou em outras cidades dos USA. Coincidências ou direitos protegidos? Seja como for é sempre saudável ver jovens, principalmente eles, a lutar, sem enquadramentos amestrantes, democráticos, pelos seus direitos a uma vida digna.
Sem querer, apesar de vívida, recorrer a nenhuma internacional, a verdade a que os factos históricos dão caução, só pela luta dos povos se criarão as condições de mudanças de paradigmas sociais.
As chamadas manifestações democráticas são consideradas hoje, pelos detentores do poder, um folclore necessário que teria a mesma função de catarse de frustrações como os desportos de massas - Um circo, portanto, onde os protagonistas, bem separados dos espectadores, tratam do que interessa enquanto a turba berra à distância segura. Acontece que aos poucos uma parte dela está a saltar para a arena e mesmo que os Estados entrem num torvelinho fascista, as mudanças chegarão, DE UMA MANEIRA OU OUTRA, pela paz ou pela subversão.
domingo, outubro 09, 2011
COM JEITINHO....VAI!l
Foi - me preciso algum esforço, depois da minha visita semanal aos Media portugueses, vir falar do sr. Mário Crespo e os seus Inadaptados apontados na sua opinião de ontem no jornal Expresso, nomeadamente depois de ler Clara F. Alves ouvindo um relato lúcido de um grego amigo, do Miguel Sousa Tavares a descerrar - nos as cortinas da memória sobre um passado tão recente que só é realmente memória para quem fundo enterrou os factos e de D.Oliveira com o seu Capitalismo de candonga, ainda sobre a razão das razões das coisas serem assim e não assado num mundo onde a História dos povos está entregue à Cibernética e aos contabilistas....
Mário Crespo é um exemplo concreto dos " intelectuais " ( tenho de aspeá - lo ) ao serviço do fim da História que apontei no post anterior.
A sua azia pela vida dos outros e possívelmente da sua, espelha - se no seu fácies, onde cada músculo se retrai em azedume e desprezo, reflectindo um profundo descontentamento com uma certa maneira de ver as coisas..., simplifiquemos..., com a esquerda, ou mesmo o Estado que aparentemente não soube, enquanto andava na RTP, apreciar os seus auto - convictos dotes de fidelidade canina que ele acabou, por fim desprezado, por pôr ao serviço de si próprio.
Alguém tinha a obrigação de reparar em tanto empenho posto na derrocada do poder socialista e conseguir - lhe o almejado posto de correspondente nos USA, o sr. Miguel Relvas, por exemplo..., Não!!!?
Vai daí, já que o fantasma do Sócrates parece ter - se esgueirado para a companhia do dono em Paris, ainda há por aí uns inadaptados aos quais urge zurzir, uns resquícios da cartilha da Internacional que ainda estrebucha e ameaça a nova Ordem.
A colagem com o caído em desgraça junto do chefe Passos Coelho, Alberto Jardim, é de génio. Nada como comparar a sabujice e a pedintice do povo com esse senhor, que finge não conhecer ninguém... e é um grande ingrato. E se ao povo anexarmos os seus sindicatos, está o serviço feito.
Elementar, diria Holmes, como elementar é a força das coisas, não?
Mário Crespo é um exemplo concreto dos " intelectuais " ( tenho de aspeá - lo ) ao serviço do fim da História que apontei no post anterior.
A sua azia pela vida dos outros e possívelmente da sua, espelha - se no seu fácies, onde cada músculo se retrai em azedume e desprezo, reflectindo um profundo descontentamento com uma certa maneira de ver as coisas..., simplifiquemos..., com a esquerda, ou mesmo o Estado que aparentemente não soube, enquanto andava na RTP, apreciar os seus auto - convictos dotes de fidelidade canina que ele acabou, por fim desprezado, por pôr ao serviço de si próprio.
Alguém tinha a obrigação de reparar em tanto empenho posto na derrocada do poder socialista e conseguir - lhe o almejado posto de correspondente nos USA, o sr. Miguel Relvas, por exemplo..., Não!!!?
Vai daí, já que o fantasma do Sócrates parece ter - se esgueirado para a companhia do dono em Paris, ainda há por aí uns inadaptados aos quais urge zurzir, uns resquícios da cartilha da Internacional que ainda estrebucha e ameaça a nova Ordem.
A colagem com o caído em desgraça junto do chefe Passos Coelho, Alberto Jardim, é de génio. Nada como comparar a sabujice e a pedintice do povo com esse senhor, que finge não conhecer ninguém... e é um grande ingrato. E se ao povo anexarmos os seus sindicatos, está o serviço feito.
Elementar, diria Holmes, como elementar é a força das coisas, não?
TELEVISÃO PÚBLICA
Recorrentemente, sempre que a Direita chega ao poder em Portugal, prepara um novo assalto aos media públicos.
Este novo governo achou que o trabalho de sapa iniciado já nos tempos de Cavaco com o esvaziamento das receitas próprias e legítimas das taxas ( nunca ouvi, na verdade nenhuma indignação popular à sua existência... ) e com a criação de dois canais privados também legítimos nos seus propósitos e com a quebra deliberada dos seus recursos publicitários e com a bendita Crise, se tinham criadas as condições necessárias ao assalto final. E vai fazê - lo, quase sem resistência, pelos vistos...
Acontece que a ideia última assentava e ainda assenta, na extinção de um concorrente, que pelas suas obrigações de serviço público obrigava a uma qualidade que, por permanente e legítimamente escrutinada, levá - lo - ia a um refinamento da qualidade das suas emissões com um natural aumento de audiências e... PATROCÍNIOS.
Ora é disso que se trata, SEMPRE que se fala da RTP, por exemplo, como as novas machadadas dadas pelas reduções das suas quotas de emissão publicitária no sentido de beneficiar, estrangulando - a orçamentalmente, os canais privados.
Esta tática, melhor dito, estratégia já que é mais abrangente, de tão básica, descarada e viscosa já é tão antiga ( lembram - se das anteriores privatizações? ) que, apesar de se revelar eficaz pela tremenda manipulação de um universo culturalmente muito débil como é a nação lusa, já deveria ter alertado a sua elite intelectual para o crime lesa - Pátria, na linha dos que se preparam para os outros sectores FUNDAMENTAIS para a maioria da população portuguesa como a Energia, os Transportes, a Saúde e a Educação, se cobardemente a maioria deles não estivesse já comprometida numa alarve propaganda aos interesses dos seus patrões e, julgam eles, coincidentes com os próprios...
A população portuguesa TEM de ser protegida dessa ganância imbecil e parafraseando Almada Negreiros, o que essa ganância tem a mais sobre a ganância universal é SER PORTUGUESA e ter como campo de acção um país pobre e esmifrado até à medula.
Eu sei que para os vampiros do Zeca o dinheiro não tem pátria e hoje com o euro, mais apátrida ficou e sabemos bem aonde vai parar...., longe dos deliberadamente encolhidos dedos do nosso Estado, também ele quase exangue de tanto chupanço.
ARRE!
Este novo governo achou que o trabalho de sapa iniciado já nos tempos de Cavaco com o esvaziamento das receitas próprias e legítimas das taxas ( nunca ouvi, na verdade nenhuma indignação popular à sua existência... ) e com a criação de dois canais privados também legítimos nos seus propósitos e com a quebra deliberada dos seus recursos publicitários e com a bendita Crise, se tinham criadas as condições necessárias ao assalto final. E vai fazê - lo, quase sem resistência, pelos vistos...
Acontece que a ideia última assentava e ainda assenta, na extinção de um concorrente, que pelas suas obrigações de serviço público obrigava a uma qualidade que, por permanente e legítimamente escrutinada, levá - lo - ia a um refinamento da qualidade das suas emissões com um natural aumento de audiências e... PATROCÍNIOS.
Ora é disso que se trata, SEMPRE que se fala da RTP, por exemplo, como as novas machadadas dadas pelas reduções das suas quotas de emissão publicitária no sentido de beneficiar, estrangulando - a orçamentalmente, os canais privados.
Esta tática, melhor dito, estratégia já que é mais abrangente, de tão básica, descarada e viscosa já é tão antiga ( lembram - se das anteriores privatizações? ) que, apesar de se revelar eficaz pela tremenda manipulação de um universo culturalmente muito débil como é a nação lusa, já deveria ter alertado a sua elite intelectual para o crime lesa - Pátria, na linha dos que se preparam para os outros sectores FUNDAMENTAIS para a maioria da população portuguesa como a Energia, os Transportes, a Saúde e a Educação, se cobardemente a maioria deles não estivesse já comprometida numa alarve propaganda aos interesses dos seus patrões e, julgam eles, coincidentes com os próprios...
A população portuguesa TEM de ser protegida dessa ganância imbecil e parafraseando Almada Negreiros, o que essa ganância tem a mais sobre a ganância universal é SER PORTUGUESA e ter como campo de acção um país pobre e esmifrado até à medula.
Eu sei que para os vampiros do Zeca o dinheiro não tem pátria e hoje com o euro, mais apátrida ficou e sabemos bem aonde vai parar...., longe dos deliberadamente encolhidos dedos do nosso Estado, também ele quase exangue de tanto chupanço.
ARRE!
quinta-feira, outubro 06, 2011
FIGHT BACK!!!!
Estão a reduzir - nos à condição de sobreviventes, à Biologia, à condição básica onde a amoralidade dita as leis. Sendo assim, estamos à mercê da subjectividade, da recusa de uma realidade objectivada pelas nossas acções, à qual se tentou dar um equilíbrio necessário à sobrevivência da espécie.
O sistema vigente FALIU. A filosofia que O sustentou revela -se já INADEQUADA na interpretação desse equilíbrio com a Liberdade que lhe daria sustentação.
O SAPIENS é uma espécie a que a sua evolução racional não acrescentou NADA, a não ser a redundância cognitiva da sua mortalidade e a temporalização adiada da sua extinção, que a distingue das outras que habitam o planeta, uma maldição que lhe marca o seu percurso como uma luta sem tréguas com a MORTE.
A nossa condição, de tão básica e efémera, chega a ser patética, por disso darmos conta na nossa apreensão do TEMPO como uma referência definitiva ao SER.
E é nesse espaço temporalizado, ocupado pelos nossos actos, pelas nossas escolhas, que o rumo essencial do que nós escolhemos ser, ocupado ÚNICAMENTE por nós, é que podemos deixar a marca da nossa passagem. Essa será a PEGADA que vale a pena deixar na promoção da evolução espiritual da espécie.
Reduzir - nos à condição material e espiritual de neantherthal, é inaceitável. Somos portadores de uma capacidade divina. A exigência do seu uso para a contemplação do que lhe esteve nos primórdios da sua necessidade, é uma OBRIGAÇÃO a que urge dar sentido, JÁ!
sexta-feira, setembro 30, 2011
EVENTOS CABOVERDEANOS
Eugénio Tavares ( 1867 - 1930 )
Soube que vai haver um recital de poesia e intervenções sobre o poeta caboverdiano Eugénio Tavares a par de outras actividades culturais no Museu de São Roque em Lisboa hoje às 18 horas e no dia 2 de Outubro. Há mais informações no blogue africaminha.
Infelizmente não me é possível estar presente o que lamento. Desejo que o local seja pequeno para os presentes e que a lembrança das nossas raízes esteja presente no coração dos participantes.
Eu estarei lá...
MODISMOS?...
De há uns tempos a esta parte tenho reparado que os nossos jornalistas, comentadores, bloggers e por aí adiante passaram a usar o termo mil milhões em vez de bilião. A razão dessa terminologia na língua portuguesa motivou uma pequeno sururu cá em casa com os meus garotões. Tive de recorrer - me aos meus e aos, com mais fundamentação, deles, já que um é bioquímico e o outro é eng. informático, conhecimentos aritméticos, para o caso, para chegarmos por fim a uma conclusão da qual eu tinha a certeza, ou seja - 1 bilião de euros é a mesma coisa que mil milhões de euros, coisa que eles contestavam.
Não sei se os apontados em cima enfermam do mesmo êrro e sendo o caso, não têm a noção do que estão a falar quando se referem a estes números, ou então...
A minha estranheza sobre a confusão e a terminologia levou - me a cavar mais fundo, o que me levou ao site do Jornal de Negócios que sobre a matéria já tinha feito um esclarecimento e cito de cor - Nos países de língua inglesa e no Brasil a escala usada conduz a uma terminologia diferente da Europeia, que pára no bilião, que apesar disso corresponde a mil milhões europeus. A partir daí a coisa muda o que leva a que dois trilhões deles correspondam a dois biliões nossos.
De qualquer maneira, o uso de mil milhões em vez do bilião só tem pertinência para o exterior e É um modismo mimético, mais nada.
Não sei se os apontados em cima enfermam do mesmo êrro e sendo o caso, não têm a noção do que estão a falar quando se referem a estes números, ou então...
A minha estranheza sobre a confusão e a terminologia levou - me a cavar mais fundo, o que me levou ao site do Jornal de Negócios que sobre a matéria já tinha feito um esclarecimento e cito de cor - Nos países de língua inglesa e no Brasil a escala usada conduz a uma terminologia diferente da Europeia, que pára no bilião, que apesar disso corresponde a mil milhões europeus. A partir daí a coisa muda o que leva a que dois trilhões deles correspondam a dois biliões nossos.
De qualquer maneira, o uso de mil milhões em vez do bilião só tem pertinência para o exterior e É um modismo mimético, mais nada.
quarta-feira, setembro 28, 2011
REVISITAÇÕES...
... Benignas e sempre esclarecedoras para quem, no tempo heideggeriano, a liberdade e a temporalidade se ajustam na procura de significados sobre o presente e o futuro remetendo - se ao passado, ao lugar da Culpa e da Responsabilidade, às origens, perscrutando o porquê das dificuldades de hoje nas arrojadas e pioneiras invectivas de harmonização do real com o sujeito da História - NÓS.
Nesta demanda se encontra o historiador José Pacheco Pereira. Que lhe seja claro e transparente o olhar e sobre as suas redescobertas nos dê alguma luz.Lamento não conhecer o grego e directamente, da fonte, superar a incomunicabilidade ou a reinterpretação que sobre a palavra, numa hermenêutica quase sempre condicionada por uma inteligibilidade inexorável que o Tempo e o Espaço vai cavando na sua marcha, se exerceu.
Limito - me, pois, às traduções e aos conselhos de quem me merece atenção.
Sugiro, a propósito, para o reconhecimento dos gregos a revisitação ou a abordagem da Odisseia de Homero ( menos denso que os epicuristas, os socráticos ou os platónicos ) para, quase de seguida (re) pegar n'os Lusíadas de Camões,( mais positivo que Pessoa, Senna ou Almada ) desta vez sem a divisão de orações ou a localização geográfica das estâncias. Vai ser um bem à auto-estima nestes tempos conturbados...
Nesta demanda se encontra o historiador José Pacheco Pereira. Que lhe seja claro e transparente o olhar e sobre as suas redescobertas nos dê alguma luz.Lamento não conhecer o grego e directamente, da fonte, superar a incomunicabilidade ou a reinterpretação que sobre a palavra, numa hermenêutica quase sempre condicionada por uma inteligibilidade inexorável que o Tempo e o Espaço vai cavando na sua marcha, se exerceu.
Limito - me, pois, às traduções e aos conselhos de quem me merece atenção.
Sugiro, a propósito, para o reconhecimento dos gregos a revisitação ou a abordagem da Odisseia de Homero ( menos denso que os epicuristas, os socráticos ou os platónicos ) para, quase de seguida (re) pegar n'os Lusíadas de Camões,( mais positivo que Pessoa, Senna ou Almada ) desta vez sem a divisão de orações ou a localização geográfica das estâncias. Vai ser um bem à auto-estima nestes tempos conturbados...
segunda-feira, setembro 26, 2011
NÓS e os OUTROS...
Semanalmente são a minha companhia necessária nesse vício reflexivo que o tempo de reforma me permite diàriamente. Falo de alguns cronistas cujas reflexões e visões do mundo são - me preciosos na busca de um não sei o quê que dê algum sentido ao que não tem, às razões que não as causas, à compreensão que não a explicação, aos porquês que não as respostas.
O meu fascínio semanal sobre essas três pessoas, sobre a sua visão do mundo e de nós prende -se também com os contrapontos não necessáriamente polémicos com que outros cronistas ao lado lhes fazem companhia. Falo de Miguel S.Tavares, Clara Ferreira Alves e de Daniel de Oliveira.
Do seu " nós individual " ao " nós grupal " de D.Oliveira ( Expresso 27/8) ao O que correu mal ( Expresso 24/9) de M.S.Tavares, e fechando no " Acabar de vez com a Cultura " de Clara F.Alves a remeter - nos, o primeiro, sem transigência ideológica à razão das razões das nossas acções, o segundo, com uma breve, distanciada porque neutra, mas clarificadora súmula das nossas responsabilidades colectivas representadas nos e pelos governos, em sucessivas homenagens referendárias exercidas em eleições livres e finalmente numa visão mais restrita, porque dirigida, nostálgica e contundente, a Clara F.Alves a lembrar - nos com obsessivas e estalantes chibatadas a CRETINICE global que marca o nosso tempo de cultura inculta em que o único esforço intelectual vigente é constatar o óbvio e derramar lágrimas e queixumes sobre ele.
Há pouco tempo escrevi por aqui que esses tempos de mudança - SÃO EFECTIVAMENTE DE MUDANÇA , não há volta a dar - em que tudo anda com sorrisos de vacas pastantes, alegremente perfilados em responsabilidade, civismo e espírito de sacrifício, conduzidos por cães - pastores de sibilina cretinice, exigiam Lobos, mais atentos aos cães do que à manada.
HAJA MAIS...
O meu fascínio semanal sobre essas três pessoas, sobre a sua visão do mundo e de nós prende -se também com os contrapontos não necessáriamente polémicos com que outros cronistas ao lado lhes fazem companhia. Falo de Miguel S.Tavares, Clara Ferreira Alves e de Daniel de Oliveira.
Do seu " nós individual " ao " nós grupal " de D.Oliveira ( Expresso 27/8) ao O que correu mal ( Expresso 24/9) de M.S.Tavares, e fechando no " Acabar de vez com a Cultura " de Clara F.Alves a remeter - nos, o primeiro, sem transigência ideológica à razão das razões das nossas acções, o segundo, com uma breve, distanciada porque neutra, mas clarificadora súmula das nossas responsabilidades colectivas representadas nos e pelos governos, em sucessivas homenagens referendárias exercidas em eleições livres e finalmente numa visão mais restrita, porque dirigida, nostálgica e contundente, a Clara F.Alves a lembrar - nos com obsessivas e estalantes chibatadas a CRETINICE global que marca o nosso tempo de cultura inculta em que o único esforço intelectual vigente é constatar o óbvio e derramar lágrimas e queixumes sobre ele.
Há pouco tempo escrevi por aqui que esses tempos de mudança - SÃO EFECTIVAMENTE DE MUDANÇA , não há volta a dar - em que tudo anda com sorrisos de vacas pastantes, alegremente perfilados em responsabilidade, civismo e espírito de sacrifício, conduzidos por cães - pastores de sibilina cretinice, exigiam Lobos, mais atentos aos cães do que à manada.
HAJA MAIS...
domingo, setembro 25, 2011
LUTA DE CLASSES reloaded... 2
JUSTA CAUSA NOS DESPEDIMENTOS? - Não haveria suficiente papel para a Direita e para os " patrões " que contivesse todas as motivações capazes de serem inseridas nesse pressuposto de justa causa. É claro que só faltaria o supremo desplante de deixar esses critérios na imaginação dos empregadores.
QUEBRA DE PRODUTIVIDADE? - Fácil de arranjar, com exigências de tarefas com prazos úteis inexequíveis a trabalhadores semi - competentes sem capacidade de argumentação e fundamentação técnica para se opôr, até judicialmente se for o caso a um processo disciplinar intimidatório. Infelizmente o universo laboral português seria pasto fértil para os abusos dada a sua fragilidade e capacidade de explicar a encarregados ou a patrões sem trabalho de campo, incompetentes por vezes, a asnice orçamental que por vezes sustenta as exigências de calendário.
INADAPTAÇÃO AO POSTO DE TRABALHO? - O que é isto senão uma mistificação dos termos da responsabilidade contratual? Quais são os âmbitos ou os pré - requisitos de adaptação inexoràvelmente presentes? Quem contrata quem?
Tenho para mim que a única base de negociação séria e no sentido de a melhorar e nunca de a subverter é a legislação vigente sobre o Trabalho. Custou sangue suor e lágrimas e será uma traição IMPERDOÁVEL dos trabalhadores de hoje à geração que ajudou a criar as condições de protecção dos direitos dos trabalhadores a sua subversão oportunista e velhaca pelo Poder elitista europeu representado hoje em Portugal pela troika e seus apaniguados.
SE A NOVA GERAÇÃO NÃO SE MEXER, ESTÁ A REMETER - SE VOLUNTÀRIAMENTE A UM FUTURO DE LAMÚRIAS... PRÉ - 25 DE ABRIL.
QUEBRA DE PRODUTIVIDADE? - Fácil de arranjar, com exigências de tarefas com prazos úteis inexequíveis a trabalhadores semi - competentes sem capacidade de argumentação e fundamentação técnica para se opôr, até judicialmente se for o caso a um processo disciplinar intimidatório. Infelizmente o universo laboral português seria pasto fértil para os abusos dada a sua fragilidade e capacidade de explicar a encarregados ou a patrões sem trabalho de campo, incompetentes por vezes, a asnice orçamental que por vezes sustenta as exigências de calendário.
INADAPTAÇÃO AO POSTO DE TRABALHO? - O que é isto senão uma mistificação dos termos da responsabilidade contratual? Quais são os âmbitos ou os pré - requisitos de adaptação inexoràvelmente presentes? Quem contrata quem?
Tenho para mim que a única base de negociação séria e no sentido de a melhorar e nunca de a subverter é a legislação vigente sobre o Trabalho. Custou sangue suor e lágrimas e será uma traição IMPERDOÁVEL dos trabalhadores de hoje à geração que ajudou a criar as condições de protecção dos direitos dos trabalhadores a sua subversão oportunista e velhaca pelo Poder elitista europeu representado hoje em Portugal pela troika e seus apaniguados.
SE A NOVA GERAÇÃO NÃO SE MEXER, ESTÁ A REMETER - SE VOLUNTÀRIAMENTE A UM FUTURO DE LAMÚRIAS... PRÉ - 25 DE ABRIL.
sábado, setembro 24, 2011
LUTA DE CLASSES reloaded... 1
ESCUTA, ZÉ - NINGUÉM!
Os teus interesses não têm nada a ver com o que está a ser feito e se prepara para fazer, nem aqui e nem em sítio algum onde essa coisa a que hoje se apoda de neo - liberalismo tem assento.
A ideia subjacente é que basta uma percentagem mínima de gente ( eles ) para pôr o SISTEMA e o Planeta a funcionar. E que melhor maneira de conseguir isso de que reduzir - nos a pedintes, não só individualmente mas como nação, como Estado.
No Portugal de hoje está a processar - se o que já está num estádio avançado de evolução na Grécia com os seus representantes, entre a ingenuidade, a estupidez e vistas curtas a conduzir robòticamente um povo inteiro à miséria encabestrados por interesses completamente alheios ao seu destino fazendo regredir em décadas o desenvolvimento social e a harmonização progressiva dos seus desequilíbrios socio - económicos.
O documento que o Ministério da Economia pôs à discussão com os parceiros ( que hipocrisia! ) sociais é um INSULTO.
Justa causa nos despedimentos? Sim, evidentemente, mas... Quebra de produtividade? Inadaptação ao posto de trabalho? Redução para metade do valor a pagar pelo trabalho em dias de folga, domingos e feriados?
ISTO É UM DOCUMENTO BASE DE NEGOCIAÇÃO?
Eu sei que o povo é sereno como também sei que é bovino mas sinceramente não creio que seja estúpido e que os seus representantes sindicais talvez já comecem a interrogar - se sobre a promiscuidade mantida com a sua suposta representação parlamentar que acabou de votar contra uma proposta de lei anti-corrupção apresentada pelo PS.
Voltemos à barbaridade conceptual de uma proposta de um " estrangeirado " que de Portugal tem uma ideia curiosa, que para ser sincero eu também tenho mas sem consequências de maior, ou seja nula no que ao seu futuro concerne e que é que ele aguenta TUDO, irá aguentar TUDO, se bem oleado com apelos chantageantes ao seu espírito de sacrifício, ao seu civismo, à sua responsabilidade e à sua capacidade de sofrimento na interrupção da evolução do seu futuro.
continuaremos...
Os teus interesses não têm nada a ver com o que está a ser feito e se prepara para fazer, nem aqui e nem em sítio algum onde essa coisa a que hoje se apoda de neo - liberalismo tem assento.
A ideia subjacente é que basta uma percentagem mínima de gente ( eles ) para pôr o SISTEMA e o Planeta a funcionar. E que melhor maneira de conseguir isso de que reduzir - nos a pedintes, não só individualmente mas como nação, como Estado.
No Portugal de hoje está a processar - se o que já está num estádio avançado de evolução na Grécia com os seus representantes, entre a ingenuidade, a estupidez e vistas curtas a conduzir robòticamente um povo inteiro à miséria encabestrados por interesses completamente alheios ao seu destino fazendo regredir em décadas o desenvolvimento social e a harmonização progressiva dos seus desequilíbrios socio - económicos.
O documento que o Ministério da Economia pôs à discussão com os parceiros ( que hipocrisia! ) sociais é um INSULTO.
Justa causa nos despedimentos? Sim, evidentemente, mas... Quebra de produtividade? Inadaptação ao posto de trabalho? Redução para metade do valor a pagar pelo trabalho em dias de folga, domingos e feriados?
ISTO É UM DOCUMENTO BASE DE NEGOCIAÇÃO?
Eu sei que o povo é sereno como também sei que é bovino mas sinceramente não creio que seja estúpido e que os seus representantes sindicais talvez já comecem a interrogar - se sobre a promiscuidade mantida com a sua suposta representação parlamentar que acabou de votar contra uma proposta de lei anti-corrupção apresentada pelo PS.
Voltemos à barbaridade conceptual de uma proposta de um " estrangeirado " que de Portugal tem uma ideia curiosa, que para ser sincero eu também tenho mas sem consequências de maior, ou seja nula no que ao seu futuro concerne e que é que ele aguenta TUDO, irá aguentar TUDO, se bem oleado com apelos chantageantes ao seu espírito de sacrifício, ao seu civismo, à sua responsabilidade e à sua capacidade de sofrimento na interrupção da evolução do seu futuro.
continuaremos...
sexta-feira, setembro 23, 2011
O ADEUS DE UM COMBATENTE
Aristides Pereira, o primeiro presidente da República de Cabo Verde morreu ontem em Coimbra.
À FAMILIA, AMIGOS e camaradas de luta pela independência do meu país a minha simpatia e solidariedade neste momento de luto.
Presto aqui as minhas tardias homenagens pelo humanista e homem de acção e visão que com Amilcar Cabral encabeçou a chefia do PAIGC de então no arranque da luta contra o colonialismo português.
Teve uma Vida plena e meritória e quero crer que no lugar da História do país que ajudou a criar será figura relevante e inesquecível.
O bailinho da Madeira...
Afinal o que é que está em discussão com a Madeira, melhor com o seu Presidente do Governo? O deficit orçamental? O contrabando nas contas? Fundos não orçamentados? Desvios financeiros ilegítimos? Corrupção política? Enriquecimento ilícito à custa do erário público?
Parece - me que tudo isso está a ser equacionado nas opiniões de TODA A GENTE cá e lá. Também sei que por cá nada disso é novo e vai continuar a acontecer.
O que é que os Governos da República e os seus tribunais têm feito em relação a isso? Aparentemente NADA, já que se o enquadramento dessas " ilegitimidades " pressupõe prática criminal, alguém ou muita gente estaria na prisão. Aparentemente têm escondido as malfeitorias através de uma nebulosa de cumplicidades e tráfico de influências classistas que conduz tudo ao caixote de lixo das minudências não comprovadas e reencaminha os suspeitos para outros cargos de relevo, a salvo da justiça popular e mediática.
Se alguém pouco apoiado nessa rede traficante vai parar ao Tribunal, é caso sabido que ou fica tudo em águas de bacalhau ou tem pena suspensa se entretanto o processo não expirar por ditâmes de prazos legais sucessivamente torpedeados por dilacções processuais.
Ora bolas, se a " jardinada " que floresceu na Madeira releva de ilegalidades criminais só há uma coisa a fazer - INVESTIGAR política e judicialmente o que aconteceu e tirar as consequências políticas e judiciais que daí devam ser tiradas.
As consequências políticas caberão aos madeirenses tirar, se, o que duvido, não houver entretanto uma intervenção do Presidente da República; as consequências judiciais caberão à Procuradoria Geral da República que já abriu uma investigação à denúncia de irregularidades. Se e quando se aduzirem PROVAS criminais o caso deverá ser remetido aos tribunais e não antes, ( a ver o que dá, sacudindo a água do capote...) para ser julgado.
É claro que o julgamento público e mediático já começou mas ele não deverá ser confundido, como várias vezes tem acontecido com alguma regularidade últimamente, com o PÚBLICO que só se pode fazer nos tribunais.
Em Democracia é ASSIM que DEVE ser, ou não?
quarta-feira, setembro 21, 2011
PASSOS COELHO FALOU...
... E levando em conta os resultados da recente sondagem de opinião sobre o desempenho do Governo que lhe dá maioria absoluta por um triz, NADA tenho a acrescentar ou a dizer sobre o que disse, a não ser que a Direita sempre soube governar para os seus, em crise ou fora dela. E como aparentemente o País virou à direita, siga o baile, com o Sr. Mário Nogueira da Fenprof a dar o mote, deliciado com a atenção que lhe foi prestada pelo P.M., eventualmente mais charmoso que Sócrates.
E... afinal tenho uma coisa a dizer sobre a entrevista - GOSTEI!
sexta-feira, setembro 16, 2011
DO SENTIDO DA VIDA...
... Como o vislumbro, só uma pequena e deliciosa história, ela também sacada das reflexões de Cathcart & Klein, dois amigalhaços com um sentido de humor fabuloso, que chegados ao fim do caminho reflectem dos filósofos e com os filósofos a natureza do SER, da vida e da morte.
E cá vai ela - Heidegger e um hipopótamo chegam às Portas do Paraíso e S. Pedro diz: - Escutem, hoje só temos espaço para mais um. Por isso, aquele que me der a melhor resposta à pergunta << Qual é o sentido da vida? >> é que entra.
Heidegger responde:
- Pensar explicitamente no Ser em si mesmo requer o menosprezo pelo Ser, na medida em que está apenas fundamentado e interpretado em termo de seres e para seres como seu fundamento, como em toda a Metafísica.
E antes de o hipopótamo poder grunhir uma palavra, São Pedro volta - se para ele e diz:
- Hoje é o teu dia de sorte, hipopótamo!
As implicações e consequentes reflexões deste posicionamento ( não chegámos a ouvir a opinião do hipopótamo ) do biós e do zoós e a falta de humor e de pachôrra do divino conta - nos todo um trajecto da história do Homem.
As reflexões são vossas...
E cá vai ela - Heidegger e um hipopótamo chegam às Portas do Paraíso e S. Pedro diz: - Escutem, hoje só temos espaço para mais um. Por isso, aquele que me der a melhor resposta à pergunta << Qual é o sentido da vida? >> é que entra.
Heidegger responde:
- Pensar explicitamente no Ser em si mesmo requer o menosprezo pelo Ser, na medida em que está apenas fundamentado e interpretado em termo de seres e para seres como seu fundamento, como em toda a Metafísica.
E antes de o hipopótamo poder grunhir uma palavra, São Pedro volta - se para ele e diz:
- Hoje é o teu dia de sorte, hipopótamo!
As implicações e consequentes reflexões deste posicionamento ( não chegámos a ouvir a opinião do hipopótamo ) do biós e do zoós e a falta de humor e de pachôrra do divino conta - nos todo um trajecto da história do Homem.
As reflexões são vossas...
segunda-feira, setembro 12, 2011
TRAIÇÕES...
" Conhecer mal a Língua é uma traição à Pátria... " - David Mourão Ferreira
No rescaldo de uma reportagem de Maria José Ferraz sobre a Educação no último Expresso, sinto que devo um agradecimento profundo ao meu professor da Primária cuja dedicação, e rigor com os seus alunos me tornou, no que à Língua Portuguesa concerne e à paixão pelo conhecimento, um renascentista a que só o tempo e as circunstâncias da vida afligiu neste prazer infinito e gratuito de SABER.
A sentença de D.M.Ferreira dirige - se, claro, a um universo restrito, no que aos níveis de comunicação e linguagem se exige a quem DEVA ser exigido e não naturalmente à totalidade da população, sujeita a urgências outras que outras traições mantêm vigilantes.
Os Media TÊM A OBRIGAÇÃO do conhecimento da Língua e de A difundir correctamente, qualquer que seja o alvo a atingir. Há toda uma panóplia de arranjos linguísticos ( se a inteligência não falhar, como costuma ) para explicar o protão, o existencialismo de Sartre ou de Heidegger ou a teoria do campo unificado de Einstein a leigos num português correcto, coloquial ou não e fazer - se ENTENDER.
Essa tarefa exige esforço? E então???
No rescaldo de uma reportagem de Maria José Ferraz sobre a Educação no último Expresso, sinto que devo um agradecimento profundo ao meu professor da Primária cuja dedicação, e rigor com os seus alunos me tornou, no que à Língua Portuguesa concerne e à paixão pelo conhecimento, um renascentista a que só o tempo e as circunstâncias da vida afligiu neste prazer infinito e gratuito de SABER.
A sentença de D.M.Ferreira dirige - se, claro, a um universo restrito, no que aos níveis de comunicação e linguagem se exige a quem DEVA ser exigido e não naturalmente à totalidade da população, sujeita a urgências outras que outras traições mantêm vigilantes.
Os Media TÊM A OBRIGAÇÃO do conhecimento da Língua e de A difundir correctamente, qualquer que seja o alvo a atingir. Há toda uma panóplia de arranjos linguísticos ( se a inteligência não falhar, como costuma ) para explicar o protão, o existencialismo de Sartre ou de Heidegger ou a teoria do campo unificado de Einstein a leigos num português correcto, coloquial ou não e fazer - se ENTENDER.
Essa tarefa exige esforço? E então???
quinta-feira, setembro 08, 2011
domingo, setembro 04, 2011
CLARO COMO DEVERIAM SER AS ÁGUAS...
UM absurdo completo, sustentado pela negação total da Política, numa contabilidade grosseira e imoral onde os números, negando - se a si próprios numa projecção sofismática de futuro, tem sido o comportamento desse grupo de burocratas em Portugal que constituem hoje o seu Governo.
Miguel Sousa Tavares continua atento e como é do seu timbre, solicita-nos a reflexão com reiterada argúcia. É dar um pulo à sua última crónica do nosso miserável quotidiano intitulado Lost in translation no semanário Expresso de ontem.
Miguel Sousa Tavares continua atento e como é do seu timbre, solicita-nos a reflexão com reiterada argúcia. É dar um pulo à sua última crónica do nosso miserável quotidiano intitulado Lost in translation no semanário Expresso de ontem.
sexta-feira, setembro 02, 2011
SOLIDARIEDADE TOTAL...
... É o que sinto neste momento por R. Carvalho. Nem quero saber das mesquinhas conversas de c... que se sucedem à atitude que tomou ao sentir - se desrespeitado na sua condição de profissional e de homem. Nem quero saber exactamente o que é que ele considerou desrespeito, basta - me saber que o sentiu. E pelo que conheço dele durante esses anos, acredito piamente que tal aconteceu.
A prova deu - a Paulo Bento na sua miserável, populista e infame adjectivação sobre o comportamento de um profissional e de um homem que tem tido até hoje um comportamento louvável e digno.
Eu não sei se esse ataque soez e mesquinho, feita de viva voz, terá resposta adequada do atleta sobre a educação, urbanidade, respeito a que ele se acha e merece ter direito. Eventualmente falará e pode ser que a própria linguagem marque a diferença...
domingo, agosto 28, 2011
CAOS E MAIS CAOS...
...É o que tem sido semeado em nome de um regime que se quer IMPÔR à força nos países árabes, como se se possuísse um mandato divino para o fazer.
Essa nova Cruzada do Ocidente só tem levado ruínas e destruição a países cuja construção do seu futuro, dentro dos seus parâmetros culturais, foi - lhes sonegada, numa narrativa histórica de evolução política, económica e tecnológica que, entre nós, nos levou à Democracia. Por lá, as luminárias políticas que hoje governam no Ocidente querem começar pelo fim, estúpida e duplamente pelo fim...
O Ocidente, a começar pelo seu representante e mandante mais poderoso - USA, está a atravessar uma grave crise, social, económica e financeira, com o projecto europeu empanado e um VÁCUO conceptual paralisante onde o niilismo e a gratuitidade sem sentido ganha raízes profundas.
Como será possível SER um exemplo ou ajudar quem quer que seja?
Eu não sei se Kadhafi era o Diabo mas que ele anda à solta anda e vai permanecer por muito tempo por aquelas bandas e esporádicamente, fatal como o destino, por aqui. Provávelmente chamá - lo - emos terrorista...
Essa nova Cruzada do Ocidente só tem levado ruínas e destruição a países cuja construção do seu futuro, dentro dos seus parâmetros culturais, foi - lhes sonegada, numa narrativa histórica de evolução política, económica e tecnológica que, entre nós, nos levou à Democracia. Por lá, as luminárias políticas que hoje governam no Ocidente querem começar pelo fim, estúpida e duplamente pelo fim...
O Ocidente, a começar pelo seu representante e mandante mais poderoso - USA, está a atravessar uma grave crise, social, económica e financeira, com o projecto europeu empanado e um VÁCUO conceptual paralisante onde o niilismo e a gratuitidade sem sentido ganha raízes profundas.
Como será possível SER um exemplo ou ajudar quem quer que seja?
Eu não sei se Kadhafi era o Diabo mas que ele anda à solta anda e vai permanecer por muito tempo por aquelas bandas e esporádicamente, fatal como o destino, por aqui. Provávelmente chamá - lo - emos terrorista...
quinta-feira, agosto 25, 2011
POIIIISSS!!!!
J.P.P. , com a costumeira frieza e displicência ( porque neutral) intelectual aponta o dedo à hipocrisia política da NATO por não BOMBARDEAR Damasco, já que, segundo ele crê ou finge crer, o que está nos objectivos da NATO, é a salvação dos cidadãos e dar - lhes a conhecer a solução dos seus problemas existenciais.
ERRADO, Pacheco Pereira!
A Síria não tem petróleo, a Líbia vai cair, o Iraque já caiu, os poços de petróleo na península arábica são do OCIDENTE, o Irão eventualmente terá ARMAS SUJAS, eventualmente nucleares- tácticas que matam muuuuita gente, o Brasil é grande demais para invadir, deixa - me ver.... ahhh, o Chavez tem muito petróleo...
QUER FAZER UMA APOSTA de que o próximo alvo da NATO será a VENEZUELA e vamos vê-lo a defender a queda do ditador? Os seus argumentos, como os da NATO e quejandos, serão os mesmos, mesmo que hoje tenha tido um rebate intelectual que cedo lhe passará?
ERRADO, Pacheco Pereira!
A Síria não tem petróleo, a Líbia vai cair, o Iraque já caiu, os poços de petróleo na península arábica são do OCIDENTE, o Irão eventualmente terá ARMAS SUJAS, eventualmente nucleares- tácticas que matam muuuuita gente, o Brasil é grande demais para invadir, deixa - me ver.... ahhh, o Chavez tem muito petróleo...
QUER FAZER UMA APOSTA de que o próximo alvo da NATO será a VENEZUELA e vamos vê-lo a defender a queda do ditador? Os seus argumentos, como os da NATO e quejandos, serão os mesmos, mesmo que hoje tenha tido um rebate intelectual que cedo lhe passará?
DO ESTADO-LADRÃO... à CARIDADEZINHA...
... E dos Estados - assaltantes e assassinos, não sei por onde começar, ultrapassando o meu asco que nenhuma racionalização me apazigua.
Para começar, uma constatação, que por cada década que passa, se me enraíza profundamente; a Democracia, nas mãos da Direita, que hoje ultrapassa o conceito de classe e abrange um universo de estupidificação e burocratização mental criminoso e insensato, dizia, é um instrumento letal de exploração e saque da população mundial, quer nas suas praticas caseiras ou na sua forma imperialista suportada pela força das armas da NATO.
Hoje torna - se claro que os países da Nato e os seus lacaios abriram uma caça às nações petrolíferas cujos líderes não alinham com os ditâmes da uniformização comportamental e política contidos no projecto da rapacidade organizada chamada Globalização.
Em Portugal, chega a ser obsceno o conformismo, que a Direita chama responsabilidade e sacrifício, da sua população perante as sucessivas afrontas que o Governo lhe tem infligido, lembrando - lhe, a cada pancada, que a sua escolha para a mudança tinha sido livre e maioritária.
Pela minha parte não houve surpresa nenhuma. Que ESSA gente é imoral já o sabia, desde que comecei a ter entendimento das coisas e já lá vão muuuitas décadas...
O pior de tudo isto é aquilo que já foi chamado de " invertebração global ", que aos poucos ameaça tornar - se planetária. A perspectiva é medonha...
Por mim, sinto - me diáriamente insultado por fazerem da minha família, dos meus amigos, dos meus vizinhos, da minha rua, do meu bairro, da minha cidade, do meu País, do meu planeta, uma monstruosa tapada de caça, sem o meu assentimento.
E eu não o darei, JAMAIS, na certeza de que brevemente, a caridadezinha que as sobras do repasto permitem atirar aos deserdados, com o aplauso do Presidente da República, seja sentida, também ela, como uma bofetada de escárnio.
Para começar, uma constatação, que por cada década que passa, se me enraíza profundamente; a Democracia, nas mãos da Direita, que hoje ultrapassa o conceito de classe e abrange um universo de estupidificação e burocratização mental criminoso e insensato, dizia, é um instrumento letal de exploração e saque da população mundial, quer nas suas praticas caseiras ou na sua forma imperialista suportada pela força das armas da NATO.
Hoje torna - se claro que os países da Nato e os seus lacaios abriram uma caça às nações petrolíferas cujos líderes não alinham com os ditâmes da uniformização comportamental e política contidos no projecto da rapacidade organizada chamada Globalização.
Em Portugal, chega a ser obsceno o conformismo, que a Direita chama responsabilidade e sacrifício, da sua população perante as sucessivas afrontas que o Governo lhe tem infligido, lembrando - lhe, a cada pancada, que a sua escolha para a mudança tinha sido livre e maioritária.
Pela minha parte não houve surpresa nenhuma. Que ESSA gente é imoral já o sabia, desde que comecei a ter entendimento das coisas e já lá vão muuuitas décadas...
O pior de tudo isto é aquilo que já foi chamado de " invertebração global ", que aos poucos ameaça tornar - se planetária. A perspectiva é medonha...
Por mim, sinto - me diáriamente insultado por fazerem da minha família, dos meus amigos, dos meus vizinhos, da minha rua, do meu bairro, da minha cidade, do meu País, do meu planeta, uma monstruosa tapada de caça, sem o meu assentimento.
E eu não o darei, JAMAIS, na certeza de que brevemente, a caridadezinha que as sobras do repasto permitem atirar aos deserdados, com o aplauso do Presidente da República, seja sentida, também ela, como uma bofetada de escárnio.
segunda-feira, agosto 22, 2011
PARABÉNS, ZÓNA !!!
CABO VERDE vai ter um novo presidente da República, de seu nome José Carlos Fonseca; um homem da minha geração, das minhas futeboladas ( da parte dele chutos na canela ) e das polémicas da Praça Grande. Que sejas um Presidente competente e amigo do teu povo, são os meus votos. Não espero outra coisa da tua frontalidade, do teu carácter e da tua independência de espírito.
domingo, agosto 21, 2011
domingo, agosto 07, 2011
MUDANÇA GERACIONAL
A mudança geracional já não se fará pelo diálogo sem que a acção, reiterada e aparentemente caótica o marque, o substitua, irracionalmente por vezes, em universos onde a (i)racionalidade política se juntou à irracionalidade económica para resolver (!!!???) problemas irracionalmente criados por uma Globalização orientada e dirigida pela Plutocracia mundial.
Hoje, Síria, Londres, Tel Avive, amanhã Itália, Portugal, USA e de novo Grécia, Espanha e dentro em breve China, India, Rússia, a maré não vai parar, nem com a criação de Estados neo- fascistas que a burocratização crescente vai preparando, aqui, na Europa e nos USA.
Nunca o futuro de uma geração planetária esteve sob tamanho risco de colapso. Ou reage com mais assertividade ou será conhecida como a geração perdida
PRESIDENCIAIS CABOVERDEANAS
Cabo Verde foi hoje a votos.
Em disputa, a eleição do mais alto cargo político do Estado - a Presidência da República. Um desses senhores virá a ocupá - lo e com elevação, esperamos.
Manuel Inocêncio, apoiado pelo partido do Governo e Jorge Carlos Fonseca pelo MPD encontram -se " empatados " na contagem percentual dos votos.
A abstenção prometeu ser alta, o que aparenta uma certa " normalização " da vida democrática no meu País. Inquietante e grave parece ser a denúncia do líder do MPD, derrotado nas eleições legislativas pretéritas, Carlos Veiga, que fala em compra de votos lançando uma suspeita inaceitável, vinda de quem vem, um jurista, sem apresentar situações concretas, provas, do que diz, repetindo o que ouviu dizer, segundo as palavras do próprio.
A gravidade do, por ora um boato ou uma suspeita, exige RIGOR e determinação na clarificação das palavras do líder do MPD.
A quem compete numa República democrática a transparência do jogo político? À polícia ou aos Tribunais?
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