... E DO CONTRAPONTO DA RACIONALIDADE,
São, terão de ser o novo esclarecimento que a Humanidade terá de se propôr, esgotadas que têm sido as formulações que o Fim de História ( para simplificar os parâmetros contrabandeados pela democracia liberal que reduziu a liberdade a uma bandeira abstracta e sem conteúdo empunhada pelo Capital... ) cristalizou na ditadura absurda do Mercado e da Bolsa.
Só uma ÉTICA universal, que contida nos estreitos limites da visão clara que o certo e o errado na consciência racional que qualquer sapiens adulto e integrado socialmente abarca, poderá limitar o desbragamento que a relativização moral transportou no estilhaçamento de valores profundamente enraízados na consciência dos povos.
A barbaridade filosófica contida, por exemplo, no pressuposto de um desses relativizadores a quem o raciocínio lógico-tautológico permitiu - lhe a máxima - A indignação moral, não o egoísmo ou a sensualidade vulgares ( haverá outras, pergunto...), é o maior perigo para o pensador - Allan Bloom in Ensaio sobre o declínio da Cultura Geral, justifica por si a distância elitista e quiçá higiénica para com os problemas concretos e penosos que a Política contemporânea traz à vida dos povos e das sociedades no seu dia - a - dia e a irrelevância civilizacional que a sua postura pseudo - filosófica de absentismo social cauciona.
O motivo desta indignação moral prende - se aos comentários sobre a intervenção de Pacheco Pereira numa das Conferências promovidas por Serralves sobre o Estado das Coisas e, principalmente, na parte que me interessa a este texto, a intransigência que no pensamento do conferencista se deve ter com a corrupção do pensamento político e dos seus actores - Não se pode ser transigente. Deve - se ser intransigente, porque o problema não é só político, é também moral.
Pacheco ML ?, pergunta alarvemente a janela indiscreta da Visão, piscando o olho à militância de juventude do historiador.
Eu respondo por ele. Exactamente, Pacheco Muito Lúcido.
segunda-feira, março 10, 2014
sexta-feira, março 07, 2014
INTERPRETEMOS...
UCRÂNIA
VENEZUELA
SÍRIA
Quando se fala hoje desses três países onde o povo sai à rua para derrubar os seus dirigentes, as suas democracias são diabolizadas e passam a ser apodados de REGIMES pelas diplomacias ocidentais e pela generalidade dos Media.
O interessante, que até tem piada ou não tem piada nenhuma, é que são esses regimes que, na linha de todas as benzidas democracias permitem as manifestações de rua em protesto mais ou menos veemente pelas mudanças tidas como necessárias.
A singularidade expõe - se quando as benzidas apoiam o povo ( o viver num regime é fundamental... ) no derrube, armado se necessário, dos seus dirigentes democráticamente eleitos, convém não esquecer, e esquecem - se que só as forças armadas que as protegem e eventualmente as apoiam as põe a salvo de manifestações mais musculadas. E que se nas manifestações democráticas as coisas aquecerem as suas reacções não ficarão nada a dever das dos regimes.
E ficam as perguntas...
PORQUE NÃO UM REFERENDO NA CRIMEIA?
A REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DA VENEZUELA, REPRESENTADA PELOS SEUS DIRIGENTES, NÃO TERÁ O DEVER DE SE DEFENDER DE QUEM A QUER SUBVERTER?
OS DIRIGENTES SÍRIOS POSTOS NA SITUAÇÃO DE GUERRA CIVIL DEVERÃO ABANDONAR O PODER, PORQUÊ?
A DEMOCRACIA JÁ TEM DONO?
E QUE RAIO É ESSA COISA DE REGIME? A DEMOCRACIA NÃO É UM REGIME?
sábado, março 01, 2014
TWITANDO...
Não, NÃo, NÃO!
" A questão não é a dor mas o amor.Só não quer viver quem não se sente amado " - Gonçalo Portocarrero de Almada.
O esvaziamento dos " tabus " civilizacionais que a longa fermentação dos princípios formadores da nossa identidade que tão diligente e criminosamente a Filosofia pós - iluminismo protagonizou irresponsávelmente na demolição dos valores em troca do livre e, hoje se vê, exercício da banalidade racional sem o contraponto de uma ética humanizada pelo que de melhor a espécie possa produzir na definição do certo e do errado, levou -nos à gestão do culto da Morte na subvalorização da Vida, representada individual ou colectivamente por seres vivos, onde o sapiens tem (teria... ) lugar de destaque.
A Bélgica junta - se, racionalmente, (gestão humanitária da dor, diz ela... ) à eugenia e reforça, com laivos cínicos de compaixão, o número dos países praticantes.
Uma miséria lamentável...
ACORDO ORTOGRÁFICO
Um crime lesa - Pátria e uma das mais estúpidas decisões político - académicas que me foi dado a conhecer.
Uma barbaridade a que corresponde uma particularidade exemplar de ver a Língua ser defendida aonde foi imposta à força.
FAIT DIVERS POLÍTICOS
I'M BACK!
Relvas, o desanimado, recuperou forças e enojado com o período de nojo, cobra o exercício do cargo ao amigo Coelho. A lealdade pela grua que o alcandorou à chefia soberana pesou e para encurtar conversas e amuos, com um secretismo onde prevejo a experiência das andanças pelas secretas do nomeado, eis -nos às voltas com com o doer, que o tempo é de acção.
MARCELO, O entertainer
Não é de hoje a apetência de Marcelo R. de Sousa pelos likes , hoje em voga.
O Congresso do PSD deu - lhe a oportunidade de devolução auto - imposta de um ego amarfalhado pelo perfil anti - presidência que o líder do partido traçou, numa caracterização que o próprio assumiu por inteiro.
Os likes entusiasmados a uma intervenção sem substância que teve o condão de rasgar sorrisos à plateia, permitiu - lhe a reconciliação empática com o partido e ... mais importante, consigo próprio.
Foi bom para ele. Para os portugueses que se calhar prefeririam tê - lo como bom comentarista é que não sei se os likes serão tão abrangentes tendo - o como Presidente da República.
PALOPS
A inclusão da Guiné - Equatorial nos Palops fará cair a máscara com que os considerandos, políticos, culturais e outros que só agora (?) estamos a descobrir que levaram à sua criação, salvaguardavam.
Uma imbecilidade que só uma soberania burrocrática será capaz de defender.
CRIMEIA
Não há nenhuma razão substantiva ( para a Nova Ordem são- nas todas..., as saídas dos seus templos... ) que obste à formulação de uma Crimeia livre de referendar o seu futuro perante as opções que os últimos acontecimentos na Ucrânia lhe apresentaram, nem históricas nem políticas; as geo - estratégicas, que não o realismo aconselhado pelo bom senso, não estarão no cerne das preocupações dos habitantes de Crimeia, onde perto de 60% da população é de origem russa.
Só a cretinice política transformará aquela região num inferno para os seus habitantes e por arrasto e contaminação, a própria Ucrânia.
ELEIÇÕES EUROPEIAS
Conhecidos que foram os dois cabeças de lista, Rangel pelo PSD/CDS e Assis pelo PS esperava - se um debate sério e credível sobre a Europa. Acontece que as agendas partidárias, mais realistas parecem querer, pelo que se ouviu dos dois até agora, desvalorizar o que SABEM que é para desvalorizar dentro do protectorado, dada a irrelevância dos contributos programáticos vindos do sem - abrigo às portas do CLUB U.E.
A pré - campanha para as legislativas já começou.
" A questão não é a dor mas o amor.Só não quer viver quem não se sente amado " - Gonçalo Portocarrero de Almada.
O esvaziamento dos " tabus " civilizacionais que a longa fermentação dos princípios formadores da nossa identidade que tão diligente e criminosamente a Filosofia pós - iluminismo protagonizou irresponsávelmente na demolição dos valores em troca do livre e, hoje se vê, exercício da banalidade racional sem o contraponto de uma ética humanizada pelo que de melhor a espécie possa produzir na definição do certo e do errado, levou -nos à gestão do culto da Morte na subvalorização da Vida, representada individual ou colectivamente por seres vivos, onde o sapiens tem (teria... ) lugar de destaque.
A Bélgica junta - se, racionalmente, (gestão humanitária da dor, diz ela... ) à eugenia e reforça, com laivos cínicos de compaixão, o número dos países praticantes.
Uma miséria lamentável...
ACORDO ORTOGRÁFICO
Um crime lesa - Pátria e uma das mais estúpidas decisões político - académicas que me foi dado a conhecer.
Uma barbaridade a que corresponde uma particularidade exemplar de ver a Língua ser defendida aonde foi imposta à força.
FAIT DIVERS POLÍTICOS
I'M BACK!
Relvas, o desanimado, recuperou forças e enojado com o período de nojo, cobra o exercício do cargo ao amigo Coelho. A lealdade pela grua que o alcandorou à chefia soberana pesou e para encurtar conversas e amuos, com um secretismo onde prevejo a experiência das andanças pelas secretas do nomeado, eis -nos às voltas com com o doer, que o tempo é de acção.
MARCELO, O entertainer
Não é de hoje a apetência de Marcelo R. de Sousa pelos likes , hoje em voga.
O Congresso do PSD deu - lhe a oportunidade de devolução auto - imposta de um ego amarfalhado pelo perfil anti - presidência que o líder do partido traçou, numa caracterização que o próprio assumiu por inteiro.
Os likes entusiasmados a uma intervenção sem substância que teve o condão de rasgar sorrisos à plateia, permitiu - lhe a reconciliação empática com o partido e ... mais importante, consigo próprio.
Foi bom para ele. Para os portugueses que se calhar prefeririam tê - lo como bom comentarista é que não sei se os likes serão tão abrangentes tendo - o como Presidente da República.
PALOPS
A inclusão da Guiné - Equatorial nos Palops fará cair a máscara com que os considerandos, políticos, culturais e outros que só agora (?) estamos a descobrir que levaram à sua criação, salvaguardavam.
Uma imbecilidade que só uma soberania burrocrática será capaz de defender.
CRIMEIA
Não há nenhuma razão substantiva ( para a Nova Ordem são- nas todas..., as saídas dos seus templos... ) que obste à formulação de uma Crimeia livre de referendar o seu futuro perante as opções que os últimos acontecimentos na Ucrânia lhe apresentaram, nem históricas nem políticas; as geo - estratégicas, que não o realismo aconselhado pelo bom senso, não estarão no cerne das preocupações dos habitantes de Crimeia, onde perto de 60% da população é de origem russa.
Só a cretinice política transformará aquela região num inferno para os seus habitantes e por arrasto e contaminação, a própria Ucrânia.
ELEIÇÕES EUROPEIAS
Conhecidos que foram os dois cabeças de lista, Rangel pelo PSD/CDS e Assis pelo PS esperava - se um debate sério e credível sobre a Europa. Acontece que as agendas partidárias, mais realistas parecem querer, pelo que se ouviu dos dois até agora, desvalorizar o que SABEM que é para desvalorizar dentro do protectorado, dada a irrelevância dos contributos programáticos vindos do sem - abrigo às portas do CLUB U.E.
A pré - campanha para as legislativas já começou.
sexta-feira, fevereiro 28, 2014
HERE WE GO...
LIBERDADE, ESSA DANADA...
UCRÂNIA/ CRIMEIA
Qual a razão porque a Ucrânia liberta se recusa a libertar a Crimeia, uma república autónoma que maioritáriamente habitada e falada por russos ( perto de 60% da população ) quer regressar à casa - mãe?
Nada tem de retórico a minha questão.
Essa foi uma das decepções antevistas e os enfrentamentos esperados com a vizinha Rússia quando por aqui se referiu à justeza da luta do povo ucraniano por uma autonomia total nas suas decisões nacionais, enquanto derrubava o Poder democrático que se lhe opunha.
É - me impossível não estar de acordo, agora, com a justeza da população maioritária da república autónoma da Crimeia na assumpção da sua prerrogativa nacional de regressar às origens, enquanto a Ucrânia quer afastar - se delas.
A maneira como isso se fará vai - nos remeter a um processo cínico e hipócrita de representações psico/políticas das linguagens do Poder, no caso o poder actual ucraniano e dos seus aliados ocidentais, perante as democráticas exigências da Crimeia.
Este teatro geo - político patético com que as soberanias actuais insistem em brindar, com consequências quase sempre funestas para os povos, os ingénuos, os conformistas e os pregadores da Nova Ordem, convida - os à expectativa salivante do abrir das cortinas e do click televisivo e não à reflexão/ debate sobre o perigoso desenvolvimento que as suas acções poderão despoletar.
UCRÂNIA/ CRIMEIA
Qual a razão porque a Ucrânia liberta se recusa a libertar a Crimeia, uma república autónoma que maioritáriamente habitada e falada por russos ( perto de 60% da população ) quer regressar à casa - mãe?
Nada tem de retórico a minha questão.
Essa foi uma das decepções antevistas e os enfrentamentos esperados com a vizinha Rússia quando por aqui se referiu à justeza da luta do povo ucraniano por uma autonomia total nas suas decisões nacionais, enquanto derrubava o Poder democrático que se lhe opunha.
É - me impossível não estar de acordo, agora, com a justeza da população maioritária da república autónoma da Crimeia na assumpção da sua prerrogativa nacional de regressar às origens, enquanto a Ucrânia quer afastar - se delas.
A maneira como isso se fará vai - nos remeter a um processo cínico e hipócrita de representações psico/políticas das linguagens do Poder, no caso o poder actual ucraniano e dos seus aliados ocidentais, perante as democráticas exigências da Crimeia.
Este teatro geo - político patético com que as soberanias actuais insistem em brindar, com consequências quase sempre funestas para os povos, os ingénuos, os conformistas e os pregadores da Nova Ordem, convida - os à expectativa salivante do abrir das cortinas e do click televisivo e não à reflexão/ debate sobre o perigoso desenvolvimento que as suas acções poderão despoletar.
quarta-feira, fevereiro 26, 2014
MÁRIO COLUNA
COLUNA ( 1969 )
Mais um ídolo carismático do Glorioso BENFICA que nos deixa...
Fica a memória de um profissional de grande carácter, cujo exemplo de verticalidade aos veteranos e, principalmente aos novatos que então demandavam o Benfica, perdura até hoje.
As minhas homenagens ao Monstro Sagrado e condolências à família e aos amigos chegados...
domingo, fevereiro 23, 2014
UCRÂNIA III
MUDANÇAS
Uma luta democrática espontânea, quase caótica, determinada, consciente dos valores em causa pelos quais valia a pena " dar a vida ", se necessário, marcou, pelos resultados ( não, não houve revolução, ainda, esse conceito que amolece os espíritos temerosos da Europa domesticada de hoje... ) que permitiu alcançar e projectar uma victória significativa de uma nação que se recusa a ser governada contra os seus anseios mais profundos, a ser controlada, mesmo nas suas decepções que um futuro incerto poderá trazer.
As reformas nunca trouxeram mudanças em nenhuma parte do mundo político, houve sempre gestão de continuidades com remendos ad - hoc, para tudo continuar, em substância, na mesma.
Na China, por exemplo, houve uma revolução, uma mudança temporária que não será sinónimo de progresso, que teve a particularidade de ser encabeçada por um Poder autocrático que teve o bom senso de saber ler uma realidade já, então, incontrolável. A assumpção/manutenção das forças armadas enquadradas pelo P.C. chinês permite o controlo virtuoso dos desvios programáticos definidos pela cúpula.
Indubitávelmente uma democracia vigiada como as são todas, desobrigou - se, pela liberdade individual dispensada ao povo, da gestão da miséria e das responsabilidades pessoais que ela, a liberdade, obrigaria e obriga aos seres livres no sentido de fazer, por ser livre, o melhor que lhes fôr possível pela SUA FELICIDADE.
Foi, portanto, uma revolução, pelo abandono, dos dirigentes e dos dirigidos de uma idiossincracia política e psicológica, vencida pela natureza humana.
Os sucessivos golpes que as utopias políticas concernentes ao estabelecimento de um mundo, ou no mínimo de uma nação que servisse de farol ao planeta no sentido efectivo de uma harmonização civilizacional que soubesse gerir a polis de modo que o seu funcionamento não desse origem às obscenas desigualdades originárias da pobreza, exclusão e fome e sem - abrigos não obstam a que as circunstâncias históricas, que não os personagens políticos en passant, moldem e reequilibrem os anseios mais profundos das nações, representados pelo seu povo.
Só a Política tem essa obrigação e só a Política a capacidade de impôr ( todas as leis são imposições... ) democráticamente as condições desse equilíbrio.
Por que não o faz? Por corrupção na sua essência e nos homens que ela promove aos lugares de decisão e... por um criminoso conformismo burocrático que mantém e sustenta o status quo.
Se à natureza selvagem do sapiens se soube controlar uma razão de força pelo esclarecimento em prol da cidade, da nação e do estado, porquê esse SILÊNCIO cúmplice sobre a incompetência e a corrupção política generalizada pelo sequestro da Democracia pelos INVESTIDORES ou capital, se assim o preferirem?
Nada digo que não tenha já sido dito ou pensado; nenhuma solução teórica teve virtuosas resoluções práticas mas o crime, hoje, é que NADA ESTÁ A SER FEITO AGORA PARA MELHORAR OS SUCESSIVOS ERROS NO SISTEMA E NO REGIME QUE NOS GUARDA, NADA!
As crises sistemáticas do capitalismo sempre foram resolvidas com injecção de mais capital pago pelos contribuintes e NUNCA com ideias outras e quando existiram foi para sufragar a não-alternativa.
O que isso senão uma viagem interminável numa rotunda sem escapatória, conceito racionalmente absurdo.
Entre duas compras de soberania representadas pela UE e pela Rússia, a Ucrânia escolheu a Liberdade, primeiro passo para futuros enfrentamentos.
Louve - se a coragem, a maturidade cívica e política e ... o PATRIOTISMO.
Uma luta democrática espontânea, quase caótica, determinada, consciente dos valores em causa pelos quais valia a pena " dar a vida ", se necessário, marcou, pelos resultados ( não, não houve revolução, ainda, esse conceito que amolece os espíritos temerosos da Europa domesticada de hoje... ) que permitiu alcançar e projectar uma victória significativa de uma nação que se recusa a ser governada contra os seus anseios mais profundos, a ser controlada, mesmo nas suas decepções que um futuro incerto poderá trazer.
As reformas nunca trouxeram mudanças em nenhuma parte do mundo político, houve sempre gestão de continuidades com remendos ad - hoc, para tudo continuar, em substância, na mesma.
Na China, por exemplo, houve uma revolução, uma mudança temporária que não será sinónimo de progresso, que teve a particularidade de ser encabeçada por um Poder autocrático que teve o bom senso de saber ler uma realidade já, então, incontrolável. A assumpção/manutenção das forças armadas enquadradas pelo P.C. chinês permite o controlo virtuoso dos desvios programáticos definidos pela cúpula.
Indubitávelmente uma democracia vigiada como as são todas, desobrigou - se, pela liberdade individual dispensada ao povo, da gestão da miséria e das responsabilidades pessoais que ela, a liberdade, obrigaria e obriga aos seres livres no sentido de fazer, por ser livre, o melhor que lhes fôr possível pela SUA FELICIDADE.
Foi, portanto, uma revolução, pelo abandono, dos dirigentes e dos dirigidos de uma idiossincracia política e psicológica, vencida pela natureza humana.
Os sucessivos golpes que as utopias políticas concernentes ao estabelecimento de um mundo, ou no mínimo de uma nação que servisse de farol ao planeta no sentido efectivo de uma harmonização civilizacional que soubesse gerir a polis de modo que o seu funcionamento não desse origem às obscenas desigualdades originárias da pobreza, exclusão e fome e sem - abrigos não obstam a que as circunstâncias históricas, que não os personagens políticos en passant, moldem e reequilibrem os anseios mais profundos das nações, representados pelo seu povo.
Só a Política tem essa obrigação e só a Política a capacidade de impôr ( todas as leis são imposições... ) democráticamente as condições desse equilíbrio.
Por que não o faz? Por corrupção na sua essência e nos homens que ela promove aos lugares de decisão e... por um criminoso conformismo burocrático que mantém e sustenta o status quo.
Se à natureza selvagem do sapiens se soube controlar uma razão de força pelo esclarecimento em prol da cidade, da nação e do estado, porquê esse SILÊNCIO cúmplice sobre a incompetência e a corrupção política generalizada pelo sequestro da Democracia pelos INVESTIDORES ou capital, se assim o preferirem?
Nada digo que não tenha já sido dito ou pensado; nenhuma solução teórica teve virtuosas resoluções práticas mas o crime, hoje, é que NADA ESTÁ A SER FEITO AGORA PARA MELHORAR OS SUCESSIVOS ERROS NO SISTEMA E NO REGIME QUE NOS GUARDA, NADA!
As crises sistemáticas do capitalismo sempre foram resolvidas com injecção de mais capital pago pelos contribuintes e NUNCA com ideias outras e quando existiram foi para sufragar a não-alternativa.
O que isso senão uma viagem interminável numa rotunda sem escapatória, conceito racionalmente absurdo.
Entre duas compras de soberania representadas pela UE e pela Rússia, a Ucrânia escolheu a Liberdade, primeiro passo para futuros enfrentamentos.
Louve - se a coragem, a maturidade cívica e política e ... o PATRIOTISMO.
quinta-feira, fevereiro 20, 2014
JUÍZO!!!!...
UCRÂNIA
Que não apareçam armas de fogo nas mãos dos manifestantes!
Os exemplos da Síria e da Líbia que tiveram uma escalada dramática com manifestantes em armas acabou em guerra civil que ainda continua nesses dois países.
A resistência, a determinação, a mobilização, o esclarecimento político, a coragem física, serão os atributos necessários no " diálogo " com o Poder que tudo fará para se defender, como seria de esperar.
Nessas situações, há um trabalho subterrâneo dos agentes provocadores dum e doutro lado da barricada que poderão levar tudo a perder para a violência dos moderados no poder ou nas barricadas.
Objectivemos...
A situação ucraniana, como em todos os confrontos nacionais, pelo menos das franjas mais esclarecidas ou eventualmente mais assertivas e corajosas na defesa dos seus pontos de vista, é complexa e se o que já foi denunciado como uma provocação do Poder no sentido do extremar de posições pelo aumento da violência reactiva às armas usadas pela barricada ( pedras e coktais molotovs ) provocando respostas armadas, surtir efeito, em breve teremos intempestivas reacções dos USA e dos aliados europeus, ( de facto, a Política não é para burrocratas..., que não souberam ou não quiseram trazer a Ucrânia ao Club dos ricos com exigências incomportáveis, na linha das que andam a impôr aos países mais débeis da UE ) com esperadas reacções da Rússia que poderão, em resultado de um pedido expresso do Poder actual, enviar forças armadas para a região.
Resultado?
Um longo calvário para os ucranianos e um esboço serôdio de uma guerra fria requentada que a ESTUPIDEZ vai alimentar por anos.
Que sejam mais inteligentes que os opositores e mesmo com os aliados instrumentais e que resistam a pegar em armas de fogo, porque sairão a perder.
Paciência e determinação, pois!...
quarta-feira, fevereiro 19, 2014
D' A CONSPIRAÇÃO DOS ESTÚPIDOS
Uma das razões do meu medo (aspeio, porque nunca temi nada na vida; ludibriei a Pacificadora por duas vezes... e não acredito que escape à terceira) e da insistência com que abordo a figura e o carácter do Burrocrata ( funcionário do Poder ou não, é uma configuração mental... ) deveu - se à leitura de Arendt e à sua coragem e honestidade intelectual exercitados no fabuloso relatório sobre o Mal, mal, seria melhor pela mesquinhez e banalidade exorcizante de uma qualquer entidade metafísica e desculpabilizante a sobrepujar os nossos actos, no seu livro - Eichmann em Israel - abordando o julgamento da Liberdade versus Obediência vegetativa.
Como nesse confronto universal a liberdade só faz sentido nesse enfrentamento com as realidades terminais, já que fora dele É burocracia e banalidade existencial e não escolha consciente, faltará sempre nas escolhas racionais ( de sapiens adultos ) uma componente essencial à biologia do humano que a Racionalidade, visto como Razão + Ética, necessáriamente deve distinguir em todas as construcções que a banalidade do raciocínio for capaz. E refiro - me à Ciência, à Política e à Tecnologia e à MORAL.
A relação amorosa de Arendt com o filósofo do Ser e do Indizível, Heidegger, o Burocrata que racionalizou a banalidade da Morte, não como um referente natural mas metafísico - " Se trago a Morte para a minha vida, a reconheço e a encaro de frente, liberto - me da ansiedade da morte e da insignificância da vida e só então serei livre para me tornar eu próprio " in Heidegger e um hipopótamo chegam às portas do Paraíso - de Cathcart & Klein, o filósofo que nas palavras de C. F. Alves in Pluma Caprichosa de 12/10/13, deixou de pensar durante a hecatombe nazi, obriga ao abuso da análise comparativa a - posteriori, dos males do conformismo/ aceitação racional de Arendt levado ao absoluto da crença/aceitação moral de um mal objectivo, ( extermínio ) em nome de um bem ( Ordem ) maior, por parte de Heidegger.
O Bem maior que hoje, na mentalidade burrocrática é definida pela aceitação canina das proclamações dos mercados, sobrepujando realidades nacionais que exigem, exigiriam distintas apreciações à luz da racionalidade política, tem sido o marcador do novo milénio nas democracias ocidentais.
Difícilmente, sem um travão conceptual que a Esquerda contemporizadora e estupidificada está a provar não possuir, todo o edifício que está a ser construído, com uma pobreza ideológica que nos remete à Biologia tout-court, ao individualismo contumaz e ao pragmatismo utilitário e instrumental , acabará, (o nazismo é um exemplo recente e ainda se pergunta como foi possível...) por arregimentar, por necessidades induzidas, nações inteiras.
A radicalização, racionalmente sem sentido, identificada na subida eleitoral da extrema direita europeia denuncia o vazio ideológico no substracto a- político faceado pela U.E.
NÃO HÁ IDEIAS, não há pensamento estratégico, há embasbacamento rotineiro e doméstico dominado por tácticas eleitorais de manutenção e alargamento do status actual.
REINA, POIS A BURROCRACIA, é tudo e é grave.
Escolhas? Há sempre...
E socorro - me ainda de Cathcart&Klein - " Malcolm andava a passear quando viu uma rã na sarjeta e apanhou um susto enorme quando, de repente, ouviu a rã dizer - lhe:
- Velhote, se me beijares transformar - me - ei numa linda princesa. Serei tua para sempre e poderemos fazer amor louco e ardente todas as noites.,
Malcolm baixou - se, pôs a rã no bolso e continuou a andar.
- Ó! - disse a rã. - Não deves ter ouvido o que eu disse., Eu disse que se me beijares me transformarei numa linda princesa e poderemos fazer amor louco e ardente todas as noites.
- Eu ouvi -. te bem - replicou Malcolm - mas na minha idade prefiro ter uma rã que fala."
UM DIA FRIO ( 4)...
ACAUTELEMO - NOS, POIS... com o CAUTELAR...,
... essa palavra mil vezes repetida no discurso político actual do governo e das oposições.
A carga intencional, que de um ou outro lado da barricada carrega interpretações opostas e mesmo diversas, consoante o tratamento que ela tem tido, esconde a malícia contida na sua generalização/manipulação no universo eleitoral.
Ao Poder actual interessa o ruído e o susto induzido, numa perspectiva de marcação desviante da agenda política, enquanto vai fazendo passar nos interstícios da barulheira, leis socialmente criminosas, como as que esvaziam a presença do estado no interior do país com o fecho dos tribunais e com as novas disposições legais de suporte aos despedimentos. O governo continua a demolição, com uma determinação implacável, enquanto os cães ladram sem morder.
Não há Oposição, sejamos honestos, há um conformismo atroz, uma estúpida e cobarde civilidade com quem precisa e merece um tratamento do mesmo nível de violência. Pelo contrário, encurralada no campo da Retórica narcísica e alarve, a Política, desdenhando e acautelando o confronto com os seus representados ( sê -lo - ão? ) mantém -nos à distância civilizada; a Democracia só deve sair à rua para votar e gemer nas manifestações, pacíficas e vigiadas pela própria matilha, enquanto a caravana assiste do alto a passagem dos arraiais.
A POLÍTICA como acção crítica e censória ao desbragamento do Poder, está a morrer em toda a parte, num desvirgamento que a própria raça, em paragens como Portugal, acompanha com débeis lamentos, desde que depôs as armas em 1920 e os brandos costumes se tornaram a flor da lapela com que se enxotam maus pensamentos.
No entanto há convicções, há coerências, há civilidade, há marcas genéticas indeléveis, há programas a respeitar, há vinganças por cobrar, porque a Esquerda portuguesa actual, afinal ganha ao mito da Direita mais estúpida da Europa, lembram - se? no que à sua própria estupidez concerne.
Aqui, oh meu Deus tanta prosápia oca e coerências doutrinárias de partir o coco, e na Europa, o velho socialismo acompanhou o comunismo ao enterro e ficou por lá em meditação sobre a morte.
Portugal não tem Esquerda, não tem NADA de ideológicamente sustentável, tem personagens carregadas de manhas e espertas que nem raposas, peritas em navegações em mares revoltos que se vão sucedendo nos lugares de enchimento - Chega, agora é a nossa vez!... -, enquanto o Zé rapa o tacho, se quiser sobreviver, como o fazia antes da República, República essa que percebeu, então, que só há evolução no social.
Hoje, no país mais desigual da Europa, temos uma clique democrática no poder incapaz do entendimento das más leituras que os enformaram, se as houve, e que reduz as Riquezas das Nações ao enfoque primário do que a Natureza nos deu de sobra - o Individualismo.
A batota está na distribuição das armas, Fisgas contra Canhões, Sem/abrigo contra Ulrich, Ignorância contra Educação, Saúde versus Fome, Privilégio contra Exclusão. É que o Mérito com que os falsos prestígios enchem a boca e convicções, INSTRUI - SE , nas sociedades que se querem em desenvolvimento; o privilégio altissonante da Inteligência donde se quer acreditar a excepcionalidade deveria, deve provir da Educação, igualitária e não só da falsa liberdade de escolha, ela é que deveria ser a aferidora dos direitos da cidadania e das diferenças que qualquer sociedade exige para existir como tal.
Enquanto a Esquerda nacional continuar a exibir, ufana, uns os seus princípios, outros o seu oportunismo, e se recusa a ver o interesse nacional ( saberá, de facto, reconhecê -. lo?... ) a dar a mão snob no sentido de possibilitar uma convergência necessária, nunca mais será vencido o Pragmatismo biológico que a Direita apresenta como um programa, em toda a parte do planeta... e com relativo sucesso, convenhamos..., com IDEIAS, discutidas conciliarmente parágrafo a parágrafo.
Mesmo que nenhum líder político actual de esquerda concite o entusiasmo do eleitorado militante ou simpatizante de esquerda existe sempre uma projecção de revolta, de esperança, que a Esquerda não está a respeitar.
E FAZ MAL, até porque a coerência, também ela, está eivada de estupidezes e SABEM - NO.
Como também já deveriam ter percebido que o CAUTELAR é um balão de pré-campanha eleitoral que a Direita europeia não desdenha alimentar, por razões políticas óbvias e que se esvaziará em tempo oportuno.
terça-feira, fevereiro 18, 2014
UM DIA FRIO ( 3)...
Uma das consequências da demissão filosófica prende - se ao abastardamento da Democracia, à contaminação dos seus pilares essenciais dos quais a Justiça, apoderada por uma franja selecta das elites nacionais assim como a Política, despojada das suas preocupações éticas, reflectem o travão que a censura democrática, também ela reduzida a folclore picaresco, sofreu como condição à própria existência de uma realidade democratizada.
A Burocracia, essa dama maldita no tempo da antiga URSS esqueceu - se do Planeamento e deixa - se planear do exterior dos estados à medida em que se vai construindo numa monstruosa arquitectura hiper - controladora da Vida dos cidadãos e dos Estados, aliciados numa perda de soberania que esgota qualquer discussão exterior e ulterior aos mandamentos da cabeça do monstro que qual hidra maléfica paralisa a acção e o pensamento sob um soft diktaat neo - fascista.
Antes que leve um elogio fúnebre e terminal sobre a ingenuidade por parte dos novos pregadores da Democracia globalizante, da Nova Ordem, atentemos nos absurdos últimamente saídos dos patriarcas da UE...
O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, face à iminência da independência da Escócia, ameaça com a impossibilidade de adesão, como país independente, ou permanência na UE, antecipando e balizando, como se tivesse autonomia para tanto, qualquer discussão que sobre o tema, obrigatóriamente, deverá ter lugar, ameaça já reiterada aos catalães.
A mesma atitude de controlo,( pouco importa aqui a substância iníqua para o caso em apreço... ) se está a construir sobre a Suíça e a sua votação anti - e(i)migrantes - uma imposição federal a um estado independente, exemplarmente exercitado no resgate financeiro sobre as culturas e modo de viver católicos dos países do Sul europeu aos quais se quer impôr com os " custe o que custar " de títeres deslumbrados, a nova religião esclarecida, democráticamente, é claro!
Uma velhota portuguesa, reportada na TV, contava prazenteira a maneira como foi aliviada das suas compras por um simpático gatuno que lhe terá oferecido ajuda para transportar os sacos, o que fez, literalmente, quando os teve na sua posse.
E ria - se com o absurdo cómico do seu engano, como uma criança que, maravilhada, se interroga - Como foi possível? - com os truques de um ilusionista, alegremente feliz pelo engano induzido.
Assim estão os cidadãos europeus mais penalizados pela Nova Ordem, num idílio perverso com o abate de valores que nos formataram.
Assim tem estado o Pensamento Europeu - BURROCRATIZOU - SE e de relativismos a perspectivas desconstrutivistas, vai traindo os seus propósitos na ausência de Censura às falsas construções que nos vão sendo apresentadas como produto acabado.
sexta-feira, fevereiro 14, 2014
"Dance Me To The End of Love" Leonard Cohen
Em Dia de Namorados, entre " Puta que pariu o Amor " e o realismo coheniano, escolhi a Poesia, a utopia...
quarta-feira, fevereiro 12, 2014
UM DIA FRIO... (2)
A fair puritan ( Percy Moran ) A História humana deu - nos a conhecer o resultado das revoluções e as ideias que as antecederam que as enformaram como leitmotiv para as acções libertadoras que se seguiram.Seria fastidioso trazê - las a este texto...
Hoje pratica - se o conformismo civilizado ancorado na fé, esperança, caridade, temperança, que a nova religiosidade transposta pelos pregadores da nova Ordem nos exige na aceitação colaboracionista com a infelicidade da vida, com a promessa de alvoradas radiosas para amanhã.
Austeridade, essa doutrina perigosa, como já denunciada por Mark Blyth, o braço armado da recomposição do sistema após cada colapso ( empanturramento até ao vómito...) induzido pelo laissez faire sem controlo com que títeres políticos democráticamente eleitos, desavisados ou corrompidos apoiam sem rebuços.
O olhar distante da Filosofia, hoje práticamente varrido das Academias, reduziu - se à História das Ideias Filosóficas e fechou - se em si mesma numa redoma nostálgica de tempos gloriosos. Alguém disse já que não haveria pior crime num pensador que não se sentisse do SEU tempo.
A Filosofia fica - se actualmente na apologia da memória, parou num tempo em que o Tempo se expande, sem pausa para reflexão sobre o que lhe foi matéria de reflexão profunda. E desistiu de questionar..., num território que lhe é, por outro lado, quase virgem, fascinado e derrotado pela inovação tecnológica com respostas à distância de um clique.
Marx, o último pensador da acção feita Ideia ou Ideia feita acção, como se queira, procurou a conciliação filosófica com um território novo e transformou o mundo. O que seria se tivesse tido os meios que o Pensamento tem hoje ao dispôr? Não aconteceria Stalin e a tensão social transformadora que equilibra, de facto, as nações, não se teria transformado nesse embuste histórico em que a Democracia se está a transformar, capturada e esvaziada, paulatinamente, civilizadamente, com reformas sobre reformas, num medonho edifício burocrático.
Não admira, pois, que os puristas, o Club metafísico o tivesse reduzido à categoria de pensador menor, evidentemente numa lógica elitista e separada da Vida e da ralé, onde os altos espíritos normalmente se alojam. Cúmplices, portanto, da situação irónica e desprestigiante onde se encontram hoje, só deram armas aos doers para os demolir e reduzi - los à insignificância actual.
Tarda o abanão na diletância narcísica de uma narrativa filosófica da qual se exige a responsabilidade assumida pelo Iluminismo.
A fantástica contribuição com que, com altos e baixos, nos trouxe até aqui não pode parar. A História não acabou, é preciso adicionar o espírito à substância. JÁ!
É que as consequências de tão longa letargia já fedem por todos os lados...
terça-feira, fevereiro 11, 2014
UM DIA FRIO...( I )
A persistência da memória -. DALI
O que mais me choca no " embasbacamento " actual do Pensamento, da criação filosófica, perante a selvática invasão mediática da Opinião, é o seu conformismo perante a solidificação de falsidades, das quais a sua imunidade analítica o põe a salvo. E está a viver bem com isso...
O mais extraordinário dessa " dissidência ", que desejo também ela, ser uma falsa opinião, é reflectido pela origem das interrogações que hoje se põem na aventura do humano e das sociedades.
É que as questões que não têm sido postas pela Razão esclarecida e esclarecedora à História acabada da Democracia liberal, estão a ser levantadas pelo povo.
Fukuyama, o formulador do conceito defendeu - se da interpretação, a seu ver redutora, que foi dada à sua contextualização nitzscheana do homem terminal à luz das perspectivas históricas que a demolição e colapso da doutrinação marxista na antiga União Soviética e malgré lui, da China maoista, permitiu avaliar.
Contudo, a realidade emergente associada à victória da propagação do way of life ocidental parece estar a dar razão, pela dinâmica, aparentemente imparável que a nova Globalização plutocrata carrega, às teses últimas e não expressas pelo pensador americano.
Há resistências, também elas globais, ao fim da História, e os maiores perigos aos portadores das bandeiras liberais, ( urge inventar um outro nome que não ofenda os liberais... ) à nova doutrinação triunfante, crescem dentro do Ocidente.
A implosão acontecerá inevitávelmente ( o calendário histórico contém imprevisibilidades temporais que a memória guardou... ) à medida em que as questões que as bases da pirâmide estão a formular se vão crescendo; por enquanto erráticas e sectoriais para se tornarem conceptualmente enquadradas no estupor caótico que hoje as enfraquece.
Na Natureza, as mudanças prefiguram, real ou metafóricamente, violência. Nas sociedades humanas, a Razão, de émulo inicial do Caos, passa à organização da ordem na reformulação do antigo. E escolhe as reformas na descontinuidade instalada.
Acontece que hoje, a violência é propriedade do Estado que sobre ela legisla, não em defesa própria ( a PAX europeia é um facto ) mas em protecção despudorada do poder; hoje sabe - se quase instintivamente onde ele se situa.
Também acontece que o esclarecimento está a desvendar a sua face embusteira escondida atrás das máscaras filistinas e verve pacificadora.
continuaremos...
domingo, fevereiro 09, 2014
MIRÓ
Mirabolantes peripécias envolvem a discussão sobre a alienação por parte do Estado português dos garatujos, borrões, enfim, activos, representados pelos quadros do pintor catalão Joan Miró a quem der mais.
Se a publicidade à volta do caso se tornou benéfica para o Estado na valorização das obras do pintor, que passou agruras, caso estivesse vivo agradeceria o desvelo da valorização artística dos seus quadros. Claro que a questão não é esta... Adiante...
Passando por cima de uma discussão acabada - para o Governo actual tudo tem um preço - que o comércio despudorado e frio do património nacional, o material, o cultural, o territorial, o espiritual, o intelectual, também esse, os quadros de Miró, ainda por cima estrangeiro, não poderiam escapar à visão mercantilista de, convenhamos, um país falido.
A falência que o montante da dívida contempla, já se disse, acaba por ser um alibi virtuoso fácilmente entendido por esse universo contabilístico formatado em prol desse entendimento.
Da mesma maneira que para uma sociedade ser livre seja preciso uma ordenação jurídica e mental que permita o pleno uso das capacidades racionais num pensamento sem peias de proibição, fácil tem sido a expansão da nova ordem religiosa de adoração ao omnipresente Consumo. A posse do dinheiro e o crédito fazem o resto. Simples...
Toda a gente, TUDO, se torna vendável consoante a moeda de transacção nesse espaço onde o dinheiro contaminou tudo e sobre tudo exerce o seu domínio e fascinação. Toda a gente sabe disso; nem toda a gente aceita isso, porém...
A questão Miró vale pela carga simbólica, pelo diagnóstico que os sintomas produzidos pelo governo actual, onde nenhum elemento é inocente no seu contributo activo e militante, permitem extrapolar. É nas margens dessas extrapolações, por razões óbvias, que a polémica se instalou e ainda bem.
A mim permitiu - me mais uma visão esclarecedora do país pensante e conhecer mais um pouco quem leio.
E vai um contributo meu para o Governo.
Os painéis de S. Vicente dariam uma pipa de massa se fossem acrescentados ao lote de Miró.
Porque não?
Aceitam - se controvérsias...
quinta-feira, fevereiro 06, 2014
D'A HERANÇA SEMI - TRÁGICA DE PLATÃO...
... Como o teorizador primevo da formação do poder do estado que marcou toda a História do Homem e decisivamente a Cultura europeia, aos alertas de Rousseau ao paradoxo que o desmantelamento pela Ciência pela Razão, do funcionamento das sociedades humanas que ela pretende melhorar, criou, ficou toda a superestrutura elitista do Homem da caverna.
Lembrar Rousseau, quase quatro séculos depois através do Discurso sobre as Artes e os Costumes, assusta pela irrevogabilidade, aparentemente sem remédio, da natureza inamovível do humano no mais íntimo de si e revela a reconstrução metódica que um Iluminismo soez, contrabandeado nos seus propósitos mais virtuosos, tem levado a cabo desde que demoliu o mundo Antigo, sem contrapartidas éticas que humanizassem o Novo Mundo.
Se não, vamos ouvir um pouco do seu discurso perante os sábios da época..., através deste fútil declamador, como ele o diria...
" Os antigos políticos falavam, sem cessar, de costumes e de virtude: os novos só falam de comércio e de dinheiro. Um vos dirá que um homem vale, em tal região, a soma pela qual o venderiam na Argélia; outro, segundo esse cálculo, encontrará países em que um homem nada vale e outros em que vale menos do que nada. Avaliam os homens como rebanhos de gado. Segundo eles, um homem só vale, para o Estado, pelo que consome; assim um sibarita valeria bem trinta lacedemónios.
Adivinhe -se, agora, qual das duas repúblicas, a de Esparta ou a de Síbaris, foi subjugado por um grupo de camponeses e qual delas fez tremer a Ásia.
A monarquia de Ciro foi conquistada com trinta mil homens por um príncipe mais pobre que o menbor dos sátrapas da Pérsia e os Citas, o mais miserável de todos os povos, resistiram aos mais poderosos monarcas do Universo...
.... Que os nossos políticos se dignem suspender seus cálculos para reflectir sobre esses exemplos e que aprendam, por uma vez, que se tem tudo com o dinheiro, excepto Costumes e cidadãos. "
O desvirgamento virtuoso, manhoso diria eu, que esta Democracia do século XXI, apoderada pela Plutocracia tem levado a cabo, com cantos de sereia sobre estabilidade e Paz enquanto a violência civilizada do saque em prol da elite, prossegue, democráticamente, claro, sobre as nações, é o maior embuste que a história humana presenciou.
Lembrar Rousseau, quase quatro séculos depois através do Discurso sobre as Artes e os Costumes, assusta pela irrevogabilidade, aparentemente sem remédio, da natureza inamovível do humano no mais íntimo de si e revela a reconstrução metódica que um Iluminismo soez, contrabandeado nos seus propósitos mais virtuosos, tem levado a cabo desde que demoliu o mundo Antigo, sem contrapartidas éticas que humanizassem o Novo Mundo.
Se não, vamos ouvir um pouco do seu discurso perante os sábios da época..., através deste fútil declamador, como ele o diria...
" Os antigos políticos falavam, sem cessar, de costumes e de virtude: os novos só falam de comércio e de dinheiro. Um vos dirá que um homem vale, em tal região, a soma pela qual o venderiam na Argélia; outro, segundo esse cálculo, encontrará países em que um homem nada vale e outros em que vale menos do que nada. Avaliam os homens como rebanhos de gado. Segundo eles, um homem só vale, para o Estado, pelo que consome; assim um sibarita valeria bem trinta lacedemónios.
Adivinhe -se, agora, qual das duas repúblicas, a de Esparta ou a de Síbaris, foi subjugado por um grupo de camponeses e qual delas fez tremer a Ásia.
A monarquia de Ciro foi conquistada com trinta mil homens por um príncipe mais pobre que o menbor dos sátrapas da Pérsia e os Citas, o mais miserável de todos os povos, resistiram aos mais poderosos monarcas do Universo...
.... Que os nossos políticos se dignem suspender seus cálculos para reflectir sobre esses exemplos e que aprendam, por uma vez, que se tem tudo com o dinheiro, excepto Costumes e cidadãos. "
O desvirgamento virtuoso, manhoso diria eu, que esta Democracia do século XXI, apoderada pela Plutocracia tem levado a cabo, com cantos de sereia sobre estabilidade e Paz enquanto a violência civilizada do saque em prol da elite, prossegue, democráticamente, claro, sobre as nações, é o maior embuste que a história humana presenciou.
quarta-feira, fevereiro 05, 2014
UCRÂNIA
EM EBULIÇÃO HISTÓRICA
QUANDO OS POVOS SE LEVANTAM SOB A BANDEIRA DA LIBERDADE, O BOM - SENSO QUE A REALIDADE ESCLARECIDA OBRIGARIA A SOPESAR, NA LINGUAGEM DO PODER, FICA PARA ULTERIORES CONVERSAÇÕES, UMAS VEZES COM RESULTADOS ADVERSOS E PENOSOS COMO TEM ESTADO A ACONTECER NA SÍRIA, POR INTERPOSTOS INTERESSES CORPORATIVOS QUE DESVIRTUARAM A CONFRONTAÇÃO DEMOCRÁTICA ( a violência democrática, como os estados democráticos ensinam, não tem de ser armada... ), OUTRAS, COMO HOJE NA UCRÂNIA, COM A VICTÓRIA À VISTA.
VIVA A UCRÂNIA LIVRE!
QUANDO OS POVOS SE LEVANTAM SOB A BANDEIRA DA LIBERDADE, O BOM - SENSO QUE A REALIDADE ESCLARECIDA OBRIGARIA A SOPESAR, NA LINGUAGEM DO PODER, FICA PARA ULTERIORES CONVERSAÇÕES, UMAS VEZES COM RESULTADOS ADVERSOS E PENOSOS COMO TEM ESTADO A ACONTECER NA SÍRIA, POR INTERPOSTOS INTERESSES CORPORATIVOS QUE DESVIRTUARAM A CONFRONTAÇÃO DEMOCRÁTICA ( a violência democrática, como os estados democráticos ensinam, não tem de ser armada... ), OUTRAS, COMO HOJE NA UCRÂNIA, COM A VICTÓRIA À VISTA.
VIVA A UCRÂNIA LIVRE!
O CANDIDATO
MARINHO PINTO
Revejo - me, pelo que conheço das intervenções do ex - Bastonário, completamente nas bandeiras INDEPENDENTES, sem manhas, do candidato Marinho Pinto às eleições europeias. E, evidentemente, vou votar nele, através do Partido da Terra.
Se não bastassem as posições de cidadania que tem protagonizado, com a coragem exemplar de quem às sinecuras burropolíticas faz caretas, tenho por mim que a campanha que ele irá desenvolver, dando - lhe oportunidade de expressão alargada a uma plateia, por vezes desatenta, será de grande utilidade como contraponto ao, também ele, burrocrático discurso político - partidário em vigor no país.
A apresentação, sem rebuços, das alternativas não só discursivas, como espero, mas também de um plano de acção, caso for eleito, a levar ao Parlamento Europeu desmascarando, em sede própria, a corrupção letárgica que assola a Casa europeia.
Se for eleito, Marinho Pinto será, quero crer, não mais um Yess-man mas sim um contraditor, um desmascarador que nos irá traduzir e trazer até nós o que de facto se passa na casa do Poder europeu.
São esses os meus votos e por essas projecções, vou votar nele.
terça-feira, janeiro 28, 2014
RICOS E POBRES
DO CHOQUE AO BRANQUEAMENTO
Foi publicado um relatório da Oxfam dando conta das disparidades da distribuição das riquezas das nações pelos seus cidadãos, à partida, os seus criadores, por intermediação ou directamente, para ser " discutido " na reunião dos países mais desenvolvidos do planeta no Fórum de Davos.
O relatório diz - nos que 85 multimilionários detêm tantos recursos como a metade mais pobre da população mundial. CHOCANTE !
" Eu também fiquei chocado, porque o número é de choque " - estremece H.Monteiro no último Expresso e passa adiante no segundo seguinte, camuflando com os SIM...MAS... condescendentes com que os confortáveis nesses estado de coisas justificam as aberrações civilizacionais.
E atira - nos à cara, a nós onde o CHOQUE não deixa espaço para justificações penitenciais de um MAL objectivo e obsceno cuja actividade benfeitora de alguns desses " criadores de riqueza !!!??? " em prol dos pobres, verberando a má - fé desses relatórios - No geral esses relatórios ocultam - nos esses factos - , chamando a atenção que o mal não está na existência de ricos mas sim dos pobres, como se fosse uma normalidade aceitável que, por exemplo, o sr. Carlos Slim, cujos rendimentos anuais são suficientes para pagar o salário ANUAL de 440 mil mexicanos tivesse alcançado com o toque de Midas, em lances geniais o que conseguiu se o sistema que lhe permitiu esse desiderato não fosse o que é.
O mal não está, não estaria na existência de ricos e pobres, o mal está NO sistema que permite e milita em prol dessas enormidades factuais, na existência desse sistema de vasos comunicantes de um só sentido.
Não há nenhuma inversão da natureza das coisas com que as compassivas esmolas dos mecenatos tentam branquear o seu carácter essencialmente injusto junto de almas sensíveis como a do sr. Monteiro, com sucesso, pelos vistos, que consiga esconder a irracionalidade e a desumanidade desalmada dos factos.
No meio das demagogias fáceis, às vezes é preciso pensar diferente, é o conselho que a falta de convicções e moralidade instrumental merecem
quinta-feira, janeiro 23, 2014
NÃO SE PASSA NADA
Num país minimal, reduzido conscientemente à sua capacidade mais cantada - o desenrascanço - a manha tornou - se, nos corredores do Poder, o rosto e o exemplo exibidos para o exterior, para o seu povo.
Um PÂNTANO fétido de dissimulação e mesquinhez atirou os portugueses para a reposição das guardas próximas de protecção pessoal, à desconfiança fundamentada pela Política, hoje encimada por um Estado salteador que reduziu Portugal à sua expressão mais simples, funcionando por inércia.
A normalidade, que aos poucos, uma vez chegados ao fundo do poço, permitida e actuante é a contabilidade BUROCRÁTICA que por sua vez só tem a Burocracia partidária das oposições como resposta. Permite - se ao governo apresentar números e contabilidades, numa análise falseada à partida com indicadores recentes que práticamente foram reduzidos a zero na mais cínica manifestação da utilização do estado em proveito próprio e de uma classe cléptómana, esvaziando - o da sua única utilidade e actividade justificável perante os seus cidadãos - o ser social.
Só através da Justiça prefigurada nos fundamentos de uma vivência comum, Portugal poderá aspirar, sem regredir cada vez mais, a uma recuperação nacional que as pseudo reformas ruidosa e ruinosamente proclamam; a Justiça que está no cerne do reconhecimento democrático tem sido o pilar mais mal tratado na distribuição das riquezas, que SÓ numa sociedade evoluída socialmente, e não só económicamente, como o liberalismo dos neófitos amorais de hoje rezam, será possível.
Uma sociedade cujo desenvolvimento se fica pelas suas franjas marginais prefiguradas não na sua classe média mas da sua elite, é uma sociedade falhada, desarmónica, conflituosa, mesquinha, desmotivada e... irracional.
Dos USA, à China, à Rússia, à India e aos estados do Golfo, só a Europa ainda possui em si o germe da mudança, que a obesidade mórbida da sua intelectualidade cristalizou no desmantelamento analítico e relativista dos conceitos que a formataram como um farol que reconfigurou o planeta, do qual a Globalização inculta e históricamente analfabeta está a ser o seu coveiro diligente, sem um tremor de inquietação.
Se a banalidade conceptual se espraia pelo Globo à velocidade da luz com cumplicidades globais, cantemos em Portugal do sábio grego e do Trajano as navegações grandes que fizeram...
Um PÂNTANO fétido de dissimulação e mesquinhez atirou os portugueses para a reposição das guardas próximas de protecção pessoal, à desconfiança fundamentada pela Política, hoje encimada por um Estado salteador que reduziu Portugal à sua expressão mais simples, funcionando por inércia.
A normalidade, que aos poucos, uma vez chegados ao fundo do poço, permitida e actuante é a contabilidade BUROCRÁTICA que por sua vez só tem a Burocracia partidária das oposições como resposta. Permite - se ao governo apresentar números e contabilidades, numa análise falseada à partida com indicadores recentes que práticamente foram reduzidos a zero na mais cínica manifestação da utilização do estado em proveito próprio e de uma classe cléptómana, esvaziando - o da sua única utilidade e actividade justificável perante os seus cidadãos - o ser social.
Só através da Justiça prefigurada nos fundamentos de uma vivência comum, Portugal poderá aspirar, sem regredir cada vez mais, a uma recuperação nacional que as pseudo reformas ruidosa e ruinosamente proclamam; a Justiça que está no cerne do reconhecimento democrático tem sido o pilar mais mal tratado na distribuição das riquezas, que SÓ numa sociedade evoluída socialmente, e não só económicamente, como o liberalismo dos neófitos amorais de hoje rezam, será possível.
Uma sociedade cujo desenvolvimento se fica pelas suas franjas marginais prefiguradas não na sua classe média mas da sua elite, é uma sociedade falhada, desarmónica, conflituosa, mesquinha, desmotivada e... irracional.
Dos USA, à China, à Rússia, à India e aos estados do Golfo, só a Europa ainda possui em si o germe da mudança, que a obesidade mórbida da sua intelectualidade cristalizou no desmantelamento analítico e relativista dos conceitos que a formataram como um farol que reconfigurou o planeta, do qual a Globalização inculta e históricamente analfabeta está a ser o seu coveiro diligente, sem um tremor de inquietação.
Se a banalidade conceptual se espraia pelo Globo à velocidade da luz com cumplicidades globais, cantemos em Portugal do sábio grego e do Trajano as navegações grandes que fizeram...
sexta-feira, janeiro 17, 2014
WORDS IN TRANSLATION...
UMA FELIZ COINCIDÊNCIA
Há dias postei por aqui um texto a que dei o título de WORLD IN TRANSLATION e teci considerações sobre a lentidão evolutiva versus avanços científicos com que as civilizações mais desenvolvidas estão a enfrentar os desafios do humano.
Hoje, deparei - me com um texto de Daniel de Oliveira no Record titulado, por empréstimo não casual como vim a constatar, de Lost in translation, com o qual, servindo de mote às desventuras de Víctor Pereira nas arábias com um assessôr federativo muito cioso das suas prerrogativas de orientação de uma conferência de imprensa, dizia, vergastava ignorâncias atrevidas remetendo - nos à interpretação guionista e semântica do filme e do enredo que deu título à sua prosa, chamando a atenção ao uso de " pegar em palavras e procurar o seu correspondente noutra língua ", sic, correndo o risco de snobeira mal avisada.
Querem ver que eu enfiei a carapuça?
E como não gosto de enfiar carapuça alheia, saio em minha defesa...
O conhecimento do significado de uma palavra ou expressão já foi bastamente estudado pelos filólogos e pelos filósofos da análise linguística numa perspectiva lógica, territorial e ontológica e ainda tem reverberações. Deixemos pois essas alturas e limitemo - nos à contextualização do verbo em realidades específicas translated nos dois textos que estão a originar este e que, partindo de uma referência comum, concitaram pictagramas de um e um juízo translated e apressado de outro.
As referências, mesmo que reconhecidas pelo acesso comum exigem tradução, interpretação ( translation ) e é sobre a interpretação do que a nós nos parece surreal - a marcha do mundo - é que se suscita com o título a recorrência à obtusidade que as racionalidades ( culturas, mas também Culturas... ) habitam no dealbar do século XXI.
Quanto ao verbo, se o significado ( translation ) está no uso e tão só nas referências comuns que habitam o mesmo universo ( e qual é ele? ) falemos das traições de Pessoa com Edgar Poe e do bloqueamento de Gasset com a saudade, da arrogância snob de um e do escrúpulo respeitoso do outro.
É evidente que o tacão de um sapato pode servir de martelo; ao prego é - lhe indiferente o que para um marceneiro é ignorância se se não se desse o caso do dono do sapato conhecer a existência do martelo.
WORLD IN TRANSLATION fala de um mundo pasmado, previsível como o ano sideral, burocrático, em translação ( movimento à volta de uma estrela ) impávida às necessidades de uma TRANSIÇÃO para mudanças de paradigmas civilizacionais, visto do meu ponto de vista. A " conotação pictórica " com o filme LOST IN TRANSLATION foi intencional. A deriva comunicacional e existencial tange no formal e no concreto.
quarta-feira, janeiro 15, 2014
DISCORRENDO...
A INTELIGÊNCIA, quando não ancorada pelos valores éticos que a Tradição consuetudinária de milhares de anos de história em comum dos povos cimentaram, está ao serviço do mal; não só do Mal metafísico representado nas iconografias religiosas mas também daquele que desde o século XVIII, pelo menos nas sociedades ocidentais, tinha sido diagnosticado como racionalmente inconveniente e religiosamente pecaminoso, à assunção do humano em toda a sua plenitude como espécie racional e capaz de racionalidade, vulgo RAZÃO + ÉTICA.
Desde então, qualquer consciência esclarecida sabe, na análise dos seus actos e dos Outros, identificá - lo, se não na sua interpretação religiosa, na sua presença agnóstica, pelo que possui de desarmonia, de indiferença, de covardia de bestialidade e de mesquinhez.
As sociedades, pela necessidade de conter a Razão ( capacidade de pensamento e imaginação ) humana que, solta, adversaria toda e cada uma racionalidade vizinha, criaram normas de contenção da liberdade que ela propõe, primeiro através das religiões e dos seus imperativos comportamentais dos quais os livros sagrados das grandes religiões formadoras deram e dão a conhecer, condicionando - a, primeiro pelo castigo divino e, com o Iluminismo, pela penalização social através das Leis civis. a aceitação das suas normas universalizantes.
Acontece que, na interiorização voluntária desses princípios orientadores que marcaram e marcam indelévelmente todas as gerações, passadas e presentes e quiçá as futuras, ficaram espaços vazios que a Educação não preencheu. E é precisamente aí, nessa zona do Nada, nesse vazio que o Mal medra e encontra alimento, alibis, justificação e... impunidade, se não física, racional.
Nessa impunidade sem contraponto ao nível da consciência, a ética residual põe- se ao serviço de Si, e, nesse universo, tudo se torna justificável.
Nos tempos modernos, o Narcisismo, fomentado, alimentado, ensinado nesse espaço de auto - justificação do BEM como imanência individual, medra um uso da Razão liberta das amarras de todas as éticas, desligada de uma racionalidade que deixou de ser humana, regredindo lentamente à naturalidade dos tempos primevos com o seu alargamento permanente à medida em que os povos vão sendo reduzidos à condição de sobrevivência.
A luta que a resistência espiritual trava, a esse formidável e poderoso esvaziamento das armas de indignações morais que os poderes actuais prosseguem, brande armas antigas como a Solidariedade, a Dignidade, a Igualdade, os Direitos Humanos enfim, que, se outrora tiveram eco nas almas mais humildes e nas arrogantes, hoje, relativizadas até à exaustão pela filosofia moderna, desprezível por inconsequência e contaminação original desde Platão com a sua teoria do Poder e também ela narcísica e instalada, marcando a sua irrelevância anunciada, está em perda acelerada.
As consequências que a exaustão do uso das armas cívicas e democráticas cujos parâmetros de alcance foram limitados e são controlados pelo Poder que se combate ( o mal moderno, em todas as latitudes...) estarão aí brevemente se a História de facto ainda não morreu, como eu creio, piamente.
Da mesma maneira que os nossos cérebros estão protegidos físicamente por uma barreira que impede que muitas drogas e corpos estranhos aí se alojem, as nações também a possuem em maior ou menor grau a funcionar subterrâneamente ante a corrupção das elites, cujos cosmopolitismos vistos por si como anexantes de modernidades despem - nas de outras amarras, apelidadas e sentidas pelo plebe sob outro nome - Patriotismo - e contra isso não há razão instrumental que resista se e quando as nações se levantam sob a sua bandeira.
Acontece que, na interiorização voluntária desses princípios orientadores que marcaram e marcam indelévelmente todas as gerações, passadas e presentes e quiçá as futuras, ficaram espaços vazios que a Educação não preencheu. E é precisamente aí, nessa zona do Nada, nesse vazio que o Mal medra e encontra alimento, alibis, justificação e... impunidade, se não física, racional.
Nessa impunidade sem contraponto ao nível da consciência, a ética residual põe- se ao serviço de Si, e, nesse universo, tudo se torna justificável.
Nos tempos modernos, o Narcisismo, fomentado, alimentado, ensinado nesse espaço de auto - justificação do BEM como imanência individual, medra um uso da Razão liberta das amarras de todas as éticas, desligada de uma racionalidade que deixou de ser humana, regredindo lentamente à naturalidade dos tempos primevos com o seu alargamento permanente à medida em que os povos vão sendo reduzidos à condição de sobrevivência.
A luta que a resistência espiritual trava, a esse formidável e poderoso esvaziamento das armas de indignações morais que os poderes actuais prosseguem, brande armas antigas como a Solidariedade, a Dignidade, a Igualdade, os Direitos Humanos enfim, que, se outrora tiveram eco nas almas mais humildes e nas arrogantes, hoje, relativizadas até à exaustão pela filosofia moderna, desprezível por inconsequência e contaminação original desde Platão com a sua teoria do Poder e também ela narcísica e instalada, marcando a sua irrelevância anunciada, está em perda acelerada.
As consequências que a exaustão do uso das armas cívicas e democráticas cujos parâmetros de alcance foram limitados e são controlados pelo Poder que se combate ( o mal moderno, em todas as latitudes...) estarão aí brevemente se a História de facto ainda não morreu, como eu creio, piamente.
Da mesma maneira que os nossos cérebros estão protegidos físicamente por uma barreira que impede que muitas drogas e corpos estranhos aí se alojem, as nações também a possuem em maior ou menor grau a funcionar subterrâneamente ante a corrupção das elites, cujos cosmopolitismos vistos por si como anexantes de modernidades despem - nas de outras amarras, apelidadas e sentidas pelo plebe sob outro nome - Patriotismo - e contra isso não há razão instrumental que resista se e quando as nações se levantam sob a sua bandeira.
sexta-feira, janeiro 10, 2014
MORTE - THE GREAT BITCH ?
... OU ANTES UMA AMIGA SOLIDÁRIA...
...quando as nossas forças e a nossa energia vital nos abandonarem na mais completa e indescritível solidão?
A Morte traz consigo uma nostalgia futurista que nos leva, chorando da morte dos Outros, a projectar a nossa e, antes que alguém o faça, a carpir por ela, pela perda de uma memória irrepetível do que fomos e que ninguém irá conter.
A solidão irreparável do humano tem aí, nessa consciência súbita do fim, a sua explicação última, que uma vida em busca de consolações várias nunca colmatou. Nascemos nus e morreremos sós. Ninguém nos acompanhará no adeus.
" Saber que somos mortais quer dizer que a Vida está perdida de antemão, por muitos riscos que consigamos evitar " , diz - nos Savater e, no entanto..., essa consciência do fim que vivenciamos na partida de outros é - nos tão dolorosa por amarmos tanto esse " inferno " perecível na Terra. que nem a Vida Eterna prometida pelas religiões nos desleixa nesse gozo/sofrimento de estar Cá.
Um bálsamo, sê - lo - ão, porventura para muitos crentes, essas promessas que lhes permitem, permitirão?, fazer este trajecto com menos sobressaltos do que nós na contemplação do Ser sobre o Nada, que é o que o meu corpo não transporta quando se detém na última interpelação.
MAS... e se houver uma saída, uma esperança, mesmo que ténue de, caso Paraíso falhar, haver um retorno e se não, de um prolongamento no tempo desta Vida sempre breve até que a Natureza reduza, como faz às pedras mais duras, tudo a pó?
A busca da imortalidade tem a idade do aparecimento da consciência do fim no Sapiens.
Se é a certeza da nossa mortalidade que faz a natureza humana, que seres estarão na forja da Ciência?
domingo, janeiro 05, 2014
ADEUS, EUSÉBIO!
MATCH OVER!
E saíste vitorioso.
A História portuguesa lembrar - te - á e o mundo guardará a tua memória.
Num tempo de esvaziamento acelerado das referências que marcaram a minha geração e que por nós tem sido sentido como perdas pessoais, lamentamos a tua partida e preparamos a nossa, com a mesma frontalidade com que encaravas cada jogo.
BEM - HAJAS!
E saíste vitorioso.
A História portuguesa lembrar - te - á e o mundo guardará a tua memória.
Num tempo de esvaziamento acelerado das referências que marcaram a minha geração e que por nós tem sido sentido como perdas pessoais, lamentamos a tua partida e preparamos a nossa, com a mesma frontalidade com que encaravas cada jogo.
BEM - HAJAS!
terça-feira, dezembro 31, 2013
WORLD IN TRANSLATION
EM TRANSIÇÃO...
...SERIA UM SINAL DE MUDANÇA. ASSIM..., NADA DE NOVO, A NÃO SER O TRIUNFO DA ESTUPIDEZ.
Treze anos, catorze anos passarão no século XXI ao bater da meia noite na Europa.
A Globalização espalhou - se como um surto viral pelo planeta, mercê das novas tecnologias de comunicação e acesso a informação e do fascínio que o modo de vida ocidental tem exercido sobre sociedades outras cujo tempo histórico tem sido mais lento e mais cauteloso, bloqueado temporàriamente por idiossincracias religiosas e ditaduras iluminadas.
A LIBERDADE continua a ser o motor indispensável da evolução científica, o único patamar de excelência no nível geral das nossas aquisições evolutivas como espécie racional, quiçá da sua perdição por resgate de interesses outros num futuro inescrutável , hoje.
Quanto às conquistas sociais, educacionais, medicinais, ambientais, pautuam - se, apesar de notáveis avanços arrancados a ferro pelos povos esclarecidos, por uma confrangedora timidez e mediocridade quando sobrelevados sejam os conhecimentos que entretanto a marcha da história libertou.
Essa resistência ao equilíbrio e à harmonia cauciona, em consequência, a intuição da elite residente e da arrivista da contradição insanável do regime e do sistema produtor e administrador das riquezas nacionais produzidas pelo seu povo.
Por um lado, limita o seu pregão - LIBERDADE - nos meandros administrativos da LEI, cuja interpretação só a ela compete, enquanto do outro trauteia, a seu reboque, a ladaínha políticamente correcta dos direitos humanos, erguida como alibi do esmagamento das diferenças que, na sua essência, a bandeira libertária transporta.
O CINISMO tem sido o marcador social deste século tão incipiente e a IMORALIDADE o seu émulo. A amoralidade, brandida como um purificador do lixo moral é um conceito vazio acoplado à indiferença ética. Não tem existência como conceito, é um embuste semântico de relativização pseudo científico de patifarias, um alibi penitencial de hipócritas.
Como não clamar por uma mudança que a própria entrada num novo milénio prefiguraria?
Entre o pasmo civilizacional que a " morte " conveniente e embusteira das Ideologias e da História, com o povo remetido a espectador inconsequente do devir histórico, propõe - se, POR QUE NÃO, a preferência pela revolução permanente, como purificador da corrupção induzida e sustentada ideológicamente, a Inteligência posta ao serviço da espécie e não do niilismo enfastiado que a abundância sufraga.
A história de JOB não pode contemplar o Homem moderno, mesmo que bizarramente definido nos tempos actuais pelos extremos, quando a submissão se tornou um anacronismo ético e social, contemplado pela História de libertação dos povos e do seu labor em prol do enriquecimento da sonhada polis.
A História resulta do trabalho da mediania esclarecida e se ela for esmagada ou bloqueada o resultado será um aborto civilizacional cuja paternidade será enganosamente atribuída, por vício histórico, a Outros, nomeadamente a elite do poder, atribuindo - lhe um estatuto divino que a racionalidade abjura sistemàticamente, dessacralizando - a.
O destino da espécie, o destino dos povos, o destino das nações o destino dos estados, NUNCA, por mais que os cronistas e os historiadores se desunhem na análise histórica com uma lupa, focando - a nos príncipes, esteve fora da sua alçada, desde Atenas. A mudança de poder nunca abalou a sua interioridade mais íntima, só a atrasou na sua evolução.
QUE SEJAM, NO MÁXIMO QUE PUDEREM, OS SENHORES DA VOSSA VIDA.
UM BOM ANO!
...SERIA UM SINAL DE MUDANÇA. ASSIM..., NADA DE NOVO, A NÃO SER O TRIUNFO DA ESTUPIDEZ.
Treze anos, catorze anos passarão no século XXI ao bater da meia noite na Europa.
A Globalização espalhou - se como um surto viral pelo planeta, mercê das novas tecnologias de comunicação e acesso a informação e do fascínio que o modo de vida ocidental tem exercido sobre sociedades outras cujo tempo histórico tem sido mais lento e mais cauteloso, bloqueado temporàriamente por idiossincracias religiosas e ditaduras iluminadas.
A LIBERDADE continua a ser o motor indispensável da evolução científica, o único patamar de excelência no nível geral das nossas aquisições evolutivas como espécie racional, quiçá da sua perdição por resgate de interesses outros num futuro inescrutável , hoje.
Quanto às conquistas sociais, educacionais, medicinais, ambientais, pautuam - se, apesar de notáveis avanços arrancados a ferro pelos povos esclarecidos, por uma confrangedora timidez e mediocridade quando sobrelevados sejam os conhecimentos que entretanto a marcha da história libertou.
Essa resistência ao equilíbrio e à harmonia cauciona, em consequência, a intuição da elite residente e da arrivista da contradição insanável do regime e do sistema produtor e administrador das riquezas nacionais produzidas pelo seu povo.
Por um lado, limita o seu pregão - LIBERDADE - nos meandros administrativos da LEI, cuja interpretação só a ela compete, enquanto do outro trauteia, a seu reboque, a ladaínha políticamente correcta dos direitos humanos, erguida como alibi do esmagamento das diferenças que, na sua essência, a bandeira libertária transporta.
O CINISMO tem sido o marcador social deste século tão incipiente e a IMORALIDADE o seu émulo. A amoralidade, brandida como um purificador do lixo moral é um conceito vazio acoplado à indiferença ética. Não tem existência como conceito, é um embuste semântico de relativização pseudo científico de patifarias, um alibi penitencial de hipócritas.
Como não clamar por uma mudança que a própria entrada num novo milénio prefiguraria?
Entre o pasmo civilizacional que a " morte " conveniente e embusteira das Ideologias e da História, com o povo remetido a espectador inconsequente do devir histórico, propõe - se, POR QUE NÃO, a preferência pela revolução permanente, como purificador da corrupção induzida e sustentada ideológicamente, a Inteligência posta ao serviço da espécie e não do niilismo enfastiado que a abundância sufraga.
A história de JOB não pode contemplar o Homem moderno, mesmo que bizarramente definido nos tempos actuais pelos extremos, quando a submissão se tornou um anacronismo ético e social, contemplado pela História de libertação dos povos e do seu labor em prol do enriquecimento da sonhada polis.
A História resulta do trabalho da mediania esclarecida e se ela for esmagada ou bloqueada o resultado será um aborto civilizacional cuja paternidade será enganosamente atribuída, por vício histórico, a Outros, nomeadamente a elite do poder, atribuindo - lhe um estatuto divino que a racionalidade abjura sistemàticamente, dessacralizando - a.
O destino da espécie, o destino dos povos, o destino das nações o destino dos estados, NUNCA, por mais que os cronistas e os historiadores se desunhem na análise histórica com uma lupa, focando - a nos príncipes, esteve fora da sua alçada, desde Atenas. A mudança de poder nunca abalou a sua interioridade mais íntima, só a atrasou na sua evolução.
QUE SEJAM, NO MÁXIMO QUE PUDEREM, OS SENHORES DA VOSSA VIDA.
UM BOM ANO!
sexta-feira, dezembro 27, 2013
UM ILUMINISTA...
... A QUEM PORTUGAL MUITO DEVE
ALBINO AROSO
MAIS UM HOMEM BOM QUE SE VAI E DEIXA UM LEGADO E UM EXEMPLO A CUMPRIR PELO MUITO QUE FEZ DA MEDICINA UMA ACTIVIDADE SOCIAL EM PROL DOS SEUS CONCIDADÃOS.
DUVIDO QUE, A NÃO SER NOS CÍRCULOS RESTRITOS EM QUE DESENVOLVIA A SUA ACTIVIDADE, COMO POLÍTICO REFORMADOR NA ÁREA DA SAÚDE, SEJA MUITO CONHECIDO DOS PORTUGUESES.
ACONTECE, INFELIZMENTE, A OUTROS ILUSTRES CIDADÃOS, ENQUANTO A NOSSA AGENDA MEDIÁTICA E TELEVISIVA REDUZ A VIDA A ENTRETENIMENTOS BOÇAIS E BÁSICOS ONDE A ALCOVA É O TEMA ALCOVITEIRO DO RANKING GENERALISTA...
ACONTECE, INFELIZMENTE, A OUTROS ILUSTRES CIDADÃOS, ENQUANTO A NOSSA AGENDA MEDIÁTICA E TELEVISIVA REDUZ A VIDA A ENTRETENIMENTOS BOÇAIS E BÁSICOS ONDE A ALCOVA É O TEMA ALCOVITEIRO DO RANKING GENERALISTA...
FICA AQUI A MINHA HOMENAGEM SINCERA AO CIDADÃO, NUM TEMPO MESQUINHO E CÍNICO, ONDE AS HOMENAGENS, PELA INCONGRUÊNCIA DE QUEM AS PROFESSA, RAIA O INSULTO.
terça-feira, dezembro 24, 2013
BOAS - FESTAS !
UM BOM NATAL E... MANTENHAM - SE ALERTA NO ANO QUE AÍ VEM, PORQUE A LIBERDADE É, SEMPRE, RESISTÊNCIA.
domingo, dezembro 22, 2013
A ESQUERDA EM REFLEXÃO?
Igualdade! ouço gritar
o corcovado Torroba
Quer - se ver sem a corcova
ou a nós quer corcovar?
Fernando Savater, introduz nos, in Meu Dicionário Filosófico, com esta maliciosa quadra ( sic ) numa reflexão sobre a Liberdade. Ânsia libertadora ou ressentimento punitivo, pergunta?
Lembrando que, com Nietzsche, os conceitos têm ou definição ou história provocou - me uma interrogação contumaz - Porquê tanta dificuldade no diálogo entre as esquerdas, em Portugal e em lugares onde ainda a terminologia política se etiqueta nas duas formulações Esquerda/Direita ?
O que a Direita pensa sobre a igualdade é conhecida, as Esquerdas ainda debatem o conceito.
Posto isto, regista - se com agrado o aparecimento do LIVRE e do 3D no panorama político luso. Cidadãos, em princípio irmanados dos mesmos NÃOS e de similares SINS, resolveram juntar - se em reflexão sobre o bloqueamento político-partidário das esquerdas perante a calamidade nacional que os direitinhas têm protagonizado nos últimos tempos.
O absurdo de ver, num país limitado em termos governamentais aos projectos hoje quase similares de um P.S. tacteante entre as certezas liberais e os doutrinas " sociais ", incapaz de um rumo definido e definidor e a Direita utilitarista, hoje representado pelo P.S.D. de Passos e o C.D.S. do Portas, a inexistência de uma maioria governamental de Esquerda, apesar dos reiterados apelos dos votantes, exige uma clarificação, uma rápida clarificação.
É o que se espera da provocação, por muitos tida como divisionista, de aparentemente, fragmentar ainda mais o que é hoje uma manta de retalhos políticamente preconceituosa e materialmente inconsequente.
Há intenções, boas - vontades e UM facto indesmentível para a Esquerda - a DESIGUALDADE. Por consequência, é imoral a governação que não tenha os mais desfavorecidos como uma das suas preocupações centrais.
As soluções da chamada ética protestante que o liberalismo tout-court defende e que hipócritamente desaguam numa lógica paracristã, penitencial e assistencial, na sopa dos pobres, repugnam às Esquerdas, assim como algumas das suas irrevogabilidades têm linhas vermelhas que a sua Ética substantivamente racionalizada opõe ao utilitarismo político, económico e social.
Esse quadro, que é comum às esquerdas, é, quando o conceptualismo diferenciador não se torne um óbice ao esclarecimento, e a burocracia dos detalhes " ideológicos " um almanaque de suspeições sinistras, um ponto de partida, como o serão as linhas gerais do entendimento sobre a Saúde, a Educação, Ambiente, Economia e Finanças Públicas.
Se elas já existem, qual é o problema?
Por mim, está na quase impossibilidade logística da realização de uma Convenção das Esquerdas nacionais que o aparecimento das Aulas Magnas, das Conferências soaristas, atestam, assim como o aparecimento do LIVRE e do 3D.
De qualquer maneira, abriu- se mais um espaço público de reflexão de esquerda e isso é bom.
Que saia dali um propósito que ultrapasse os protagonistas... e , por Deus, um discurso novo e políticamente incorrecto para a letargia nacional.
Esse quadro, que é comum às esquerdas, é, quando o conceptualismo diferenciador não se torne um óbice ao esclarecimento, e a burocracia dos detalhes " ideológicos " um almanaque de suspeições sinistras, um ponto de partida, como o serão as linhas gerais do entendimento sobre a Saúde, a Educação, Ambiente, Economia e Finanças Públicas.
Se elas já existem, qual é o problema?
Por mim, está na quase impossibilidade logística da realização de uma Convenção das Esquerdas nacionais que o aparecimento das Aulas Magnas, das Conferências soaristas, atestam, assim como o aparecimento do LIVRE e do 3D.
De qualquer maneira, abriu- se mais um espaço público de reflexão de esquerda e isso é bom.
Que saia dali um propósito que ultrapasse os protagonistas... e , por Deus, um discurso novo e políticamente incorrecto para a letargia nacional.
quinta-feira, dezembro 19, 2013
terça-feira, dezembro 17, 2013
A ENTREVISTA DO P.MINISTRO
UM LONGO BOCEJO...
UM VAZIO TOTAL QUE SÓ MERECERIA UM VAZIO DESTE LADO, COMO MERECEU ATÉ AGORA, COMO COMENTÁRIO.
HOUVE UMA NOVIDADE - O AFIVELAMENTO JÁ EM ENSAIO PARA ELEIÇÕES, DE UM SORRISO A PONTUAR O PALAVREADO OCO E SEM CONTEÚDO PARA LÁ DOS AFORISMOS NEGLIGENTES CUJA APROXIMAÇÃO AO PAULO PORTAS NÃO É ALHEIO...
D' A FELICIDADE...
... COMO CIÊNCIA
Sigo, com agrado, desde o primeiro texto na Revista do Expresso, as crónicas de desabafo, chamemos - lhes confessionais, do padre Tolentino Mendonça. A última foi sobre a felicidade, ou melhor, a infelicidade, vista, pela resistência com que obsta à sua irmã virtuosa, uma aquisição cultural, pois que artificial e descartável, que resiste, por ocupação indevida, ao pleno usufruto da Felicidade.
Como removê -la? Através do reconhecimento, pela aprendizagem, que requer competências, naturalmente, em suma, através da Ciência da Felicidade.
Tinha acabado de ler na página anterior os Defuntos, prestamistas e massagistas de Clara F.Alves e não pude deixar de reparar no extraordinário contra - ponto da racionalidade céptica e crítica do texto, em oposição à metafísica de boa - vontade da página seguinte do padre Tolentino. Onde no primeiro texto se aborda a felicidade e sucesso individual, conseguida, retratada e eventualmente exemplar para muitos, com evidentes competências exigidas e requeridas no outro texto na procura de uma substantividade que preencha um guia espiritual prefaciante de uma Ciência de Felicidade, vejo um formidável manual de empreendedorismo, um almanaque ad- hominem que nos aponta em três passos a promessa de - Se for feliz o mundo à volta sê - lo - á, por solidariedade, suponho...
Vejamos... Somos muitos e creio que, pelo menos na cabeça e no coração de cada um de nós, há uma visão, de fé, do que seria ser - se feliz, só que também há uma consciência, ( onde ela exista e é aqui que as coisas se complicam... ) que só a Vontade não chega e só uma vontade feliz também não. A felicidade pessoal será coisa não - existente, a não ser como representação humana de uma Felicidade, que universal, nos remeteria ao divino e só em Deus ela seria possível.
Acontece que essa Fé teria de nos converter a todos e a história do humano já nos ensinou experimentalmente, na carne e no espírito, o tipo de Felicidade que se alcançou e que se revelou, no mínimo, contraproducente, mesmo que adornada e reconfigurada em Ciência.
Há, evidentemente, quando as infelicidades de um povo se somam, uma negação do acaso e não da sua aceitação, que se manifesta no seu percurso vital, a que a sua contextualização e acção concreta de repúdio poderá conduzir a outros desfechos mais felizes.
A felicidade circunstanciada na coincidência de momentos e realidades irrepetíveis que proclama o -Estou feliz - tem sido a única versão conhecida e reconhecida entre os humanos.
A sua outra essência, a existir na mente dos Homens, são dos resquícios metafísicos e religiosos que a moldou. É uma memória de um paraíso perdido para os insolventes, parafraseando C.F.A.
Quanto aos outros, os takers, vão tendo, enquanto deixarmos, a que não lhes é devida e que tem sido retirada a TODOS.
Só há uma CIÊNCIA contra isso. E também a história nos ensinou o que acontece quando ela se torna de conhecimento da maioria...
Como também é evidente que a busca da felicidade colectiva é um conceito político - cultural utópico e por isso dinâmico, assim o deverá ser a procura do bem - estar individual. São deveres e direitos inalienáveis, por essência.
Vamos ser felizes e já agora, porque não por decreto?
Vamos ser felizes e já agora, porque não por decreto?
terça-feira, dezembro 10, 2013
EU SOU UM ANARQUISTA!
AOS INTERESSADOS...
...em eventuais contradições no meu discurso activo por estas bandas. Desmamado desde muito cedo, só devo ( deverei? ) ao Estado o usufruto das suas obrigações, para com um cidadão que cumpre com as suas obrigações, sociais, culturais, familiares, intelectuais e... de cidadania. O que não me inibe de lutar, pelo contrário, estimula - me, com as mais - valias que eventualmente possuo, para que ele CUMPRA o DEVER de zelar pelo BEM COMUM com os direitos e só com os direitos que lhe atribuímos E NÃO COM OS DE QUE SE OUTORGA, em favor dos compadrios, das corporações e da BANCA.
Acredito, pelo que tenho testemunhado, que o conceito seja metafísico para as luminárias parasitárias que enxameiam, desgraçadamente, os postos mais elevados da administração dos bens nacionais; nada que um bom abanão realista e não metafórico, como os povos costumam dar quando finalmente despertos, para as curar.
Eu sou pela revolução, utopista como o deveriam ser todos os Homens que ainda não foram completamente domesticados.
Parafraseando Torga, o destino destina, o resto é connosco.
...em eventuais contradições no meu discurso activo por estas bandas. Desmamado desde muito cedo, só devo ( deverei? ) ao Estado o usufruto das suas obrigações, para com um cidadão que cumpre com as suas obrigações, sociais, culturais, familiares, intelectuais e... de cidadania. O que não me inibe de lutar, pelo contrário, estimula - me, com as mais - valias que eventualmente possuo, para que ele CUMPRA o DEVER de zelar pelo BEM COMUM com os direitos e só com os direitos que lhe atribuímos E NÃO COM OS DE QUE SE OUTORGA, em favor dos compadrios, das corporações e da BANCA.
Acredito, pelo que tenho testemunhado, que o conceito seja metafísico para as luminárias parasitárias que enxameiam, desgraçadamente, os postos mais elevados da administração dos bens nacionais; nada que um bom abanão realista e não metafórico, como os povos costumam dar quando finalmente despertos, para as curar.
Eu sou pela revolução, utopista como o deveriam ser todos os Homens que ainda não foram completamente domesticados.
Parafraseando Torga, o destino destina, o resto é connosco.
JORNAIS E BLOGS
A Conferência do Expresso dedicada aos Media e Comunicação juntou um bloguista, dois jornalistas/comentadores, um político e o presidente da Entidade Reguladora para a Comunicação Social ( ERC ).
Diz quem assistiu que houve animação e pelo que respiguei no Expresso passado, controvérsia, como se esperaria de um debate entre cidadãos com dois dedos de testa.
Como se falou de blogues e eu publico posts desde 2003 que ninguém lê, pormenor quase irrelevante para mim, ( podem falar de diletância, o que não corresponderia à verdade e seria uma constatação não fundamentada, apesar do meu aparente alheamento... ) já que, como o xadrez, é-me um exercício de escrita, de falar alto e de intervenção cívica e chega - me.
Voltando à Conferência, tudo o que foi dito por cada um dos protagonistas corresponde a uma parte da realidade nacional no que diz respeito aos jornais, aos jornalistas e aos blogues.
O mau jornalismo apontado por Rui Rio, como um dos " responsáveis pela degradação do regime democrático ", a promiscuidade intriguista entre o jornalismo e a Política funcionando como correias de transmissão de interesses corporativos e políticos apontado por J.Pacheco Pereira, a falta de uma prática de sanções dos jornalistas, o que lhes dá uma impunidade difamatória inaceitável, digo eu,destilada por fontes orais anónimas, apontada pelo presidente da ERC José Azeredo Lopes e finalmente a reclamação, apodada de absurda por JPP, de H. Monteiro do permanente escrutínio feito aos jornalistas pelo cidadão leitor, fizeram, juntamente com a acusação/aversão do M.Sousa Tavares aos blogues o pleno da substância do exposto.
Só que... e é aí que eu entro, subscrevendo quase ponto por ponto as opiniões expressas, com algumas questões. Afinal, o que é que distingue um jornalista de um bloguista ou um jornalista de um bloguista? A carteira profissional ou escrever num jornal ou jornal? Pacheco Pereira é um bloguista, um comentador televisivo, escreve em jornais e não terá a carteira profissional. Rui Rio, um POLÍTICO pode pôr textos nos jornais, basta querer e o M.S.Tavares só não bloga e acha que os bloguistas " estão a matar o verdadeiro jornalismo ", seja lá o que isso seja para ele. CONFUSOS? EU TAMBÉM...
Para começar, não concordo com M.S.Tavares com a generalização negativa e abrangente que faz sobra a qualidade dos blogs até porque tinha ao lado um dos mais reputados, respeitados e meritório, por isso criticado, ( só a qualidade merece respeito... ) bloguista nacional.
Considerar que o www.abrupto.blogspot esteja a matar o jornalismo com a sua qualidade evidente, causa - me espanto pelo que de mediocridade e venalidade assistida lavra desse lado que, isso sim, estará a matar o jornalismo medíocre porque, contrariando JPP, o escrutínio EXISTE e faz com que, por exemplo este escrevinhador nunca tenha aberto, por exemplo, as páginas de alguns títulos mediáticos portugueses e também internacionais e nunca deixou de comprar semanalmente outros, como o Expresso.Porquê? Por uma questão de higiene mental, eventualmente a mesma que, apesar de não ter afastado totalmente MST da blogosfera ( só assim saberia eventualmente ajuízar do que por aí vai... ) o repugna.
Chamemos - lhe, para poupar espaço, de engulho elitista para o qual, aparentemente, qualquer jornalista, por o ser, mesmo escrevendo numa linguagem que desconhece, de uma redutora cultura humanista, falho de objectividade que os alinhamentos de toda a ordem condicionam, seria preferível à existência que o bloguista.
E sejamos sinceros, duvido que, apesar da apressada conotação diletante da minha actividade por aqui, que qualquer texto meu por aqui envergonhasse um jornal aonde fosse publicado, para acabar devolvendo, em defesa dos bons blogues, como o acima linkado, com fairplay de um admirador do bom jornalista que M.S.Tavares é, a sua frase recomposta - Por mim, diria que " ... O jornal é o barómetro de saúde dos jornalistas. E quando os jornalistas acabarem, como está a acontecer, duvido que os jornais sobrevivam..." e não " O jornal é o barómetro de saúde do doente. E quando os jornais acabarem, duvido que o jornalismo sobreviva ", como disse.
segunda-feira, dezembro 09, 2013
REFERÊNCIA II
ÁLVARO CUNHAL
Tenho plena consciência dos eventuais estremecimentos que a conotação entre este extraordinário cidadão português e o hoje, unânime e justamente homenageado, ( será inteiramente verdade? ) Nelson Mandela, poderá provocar mas não posso, mesmo ultrapassando a escala e a projecção histórica do universo em que cada um deles fez valer o que irremediàvelmente lhes é comum e é muito, apontar uma certa injustiça com que as convicções humanistas de Cunhal ficaram marcadas pela sua condição integral de comunista.
Mesmo que a redutibilidade das etiquetas, de qualquer matiz, empobreça a visão assim limitada, Cunhal entrou na história do século,se não da Humanidade, pelo que transportou na sua luta pela dignidade do Homem, na história da Europa e do seu país.
Os anos de cárcere. as torturas, a firmeza dos ideais, a determinação política e a coragem física e moral na luta pela democracia e contra a exploração do homem pelo homem, a crença na capacidade de superação do ressentimento e vingança, remete - nos, sem legendagem, aos panerígicos com que o universal Mandela é hoje quase beatificado, esquecendo-se, convenientemente, do guerrilheiro e da feroz luta armada legítima, que ele e os companheiros da ANC travaram contra o repugnante status político da África do Sul .
O resultado da luta desses dois personagens históricos, ( e aqui recuso a subjectividade Histórica, o isolamento do sujeito da história dos povos, como sujeitos fautores e não protagonistas orientadores, decifradores, interpretadores das pulsões mais autênticas e socialmente virtuosas do Homem na prossecução do Bem Comum e da sua evolução harmónica, que não o retrocesso ao estado de SOBREVIVÊNCIA ) está aí - a DEMOCRACIA e o dinamismo evolutivo que a devia acompanhar, sob o risco de corrupção.
" Um homem que se transporta como um rei até ao fim, sem perda de vigilância, sem actos míseros, é verdadeiramente grande " - Clara Ferreira Alves
Cunhal bem merecia estas justas palavras se a mesquinhez que deixou morrer Camões à míngua ainda não estivesse tão presente neste jardim à beira mar plantado...
sexta-feira, dezembro 06, 2013
REFERÊNCIA
MADIBA
No momento em que desaparece a última referência planetária do Homem Bom, releva - se o aparecimento de Francisco I como seu substituto na cena mundial pelo que ameaça vir a ser uma Voz incómoda ao niilismo e ao abandono das obrigações atreladas à nossa racionalidade e às nossas capacidades consequenciais para a agregação harmónica e equilibrada com o resto da espécie.
No meio da tristeza pelo adeus a Mandela, torna -se penoso ouvir os líderes mundiais referir - se ao seu legado, apontando - o, hipócritamente, como uma referência moral e política; não o foi certamente para eles, cuja compreensão do alcance da vida do ex- guerrilheiro e do prémio Nobel da Paz, do seu despojamento anti - narcísico, da sua coragem física e ética e da sua capacidade de compreensão das circunstâncias que sobrelevam as imperfeições humanas, foi, aparentemente NULA.
De todas as mensagens ouvidas, nenhuma e não será certamente coincidência, foi mais lapidar e autêntica na caracterização do que se disse acima, do que aquela pronunciada pelo nosso actual primeiro-ministro, Passos Coelho - " ... será uma referência inspiradora PARA AS GERAÇÕES FUTURAS... " , já que para esta não o foi, seguramente, e refiro -me às " consciências isoladas " diagnosticadas pelo Papa das quais os líderes actuais fazem o pleno, com tangenciais excepções.
ADEUS, MADIBA, AS MINHAS HOMENAGENS!
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