terça-feira, setembro 04, 2012
NÃO FADAM E NEM DEIXAM FADAR...
... Aos burrocratas da Politica, e do pensamento... e da Vida...
Mas tu nem vives nem deixas viver os mais,
Crápula do Egoísmo, cartola d'espanta pardais!
Mas hás - de pagar - Me a febre - rodopio
novelo emaranhado da minha dor!
Mas hás - de pagar - Me a febre - calafrio
abismo - descida de Eu não querer descer!
Hás - de pagar - Me o Absinto e a Morfina!
Hei - de ser cigana da tua sina!
Hei - de ser a bruxa do teu remorso!
Hei - de desforra - dor cantar - te a buena - dicha
em águas fortes de Goya
e no cavalo de Tróia
e nos poemas de Poe!
Hei - de feiticeira a galope na vassoura
largar - te os meus lagartos e a Peçonha!
Hei - de vara mágica encantar - te arte de ganir!
Hei - de reconstruir em ti a escravatura negra!
Hei - de despir- te a pele a pouco e pouco
e depois na carne viva deitar fel,
e depois na carne viva semear vidros,
semear gumes,
lumes,
e tiros.
Hei - de gozar em ti as poses diabólicas
dos teatrais venenos trágicos do persa Zoroastro!
Hei - de rasgar - te as vrilhas com forquilhas e croques,
e desfraldar - te nas canelas mirradas
o negro pendão dos piratas!
Hei - de corvo - marinho beber - te os olhos vesgos!
Hei - de bóia do Destino ser em brasa
e tu náufrago das galés sem horizontes verdes!
E mais do que isto ainda, muito mais:
Hei - de ser a mulher que tu gostes,
Hei - de ser Ela sem te dar atenção!
Ah! que eu sinto claramente que nasci
de uma praga de ciúmes.
Eu sou as sete pragas sobre o Nilo
e a alma dos Bórgias a penar!
com o amén de
( Almada Negreiros )
sexta-feira, agosto 31, 2012
E... AO PROFETA
Nos idos anos trinta do século XX, Gasset deplorava a insistência com que se falava da decadência europeia e a nostalgia com que se encarava os paradigmas do passado pré - moderno.
Numa abordagem crítica entre a posição das elites de então e a explosão da vida configurada num extraordinário aumento populacional, liberto da escravidão, dizia, a certo passo, in - A rebelião das massas - ...
" O nosso tempo teria ideais claros e firmes, embora fosse incapaz de os realizar. Mas a verdade é estritamente ao contrário: vivemos num tempo que se sente fabulosamenete capaz de realizar, mas não sabe o que realizar. Domina todas as coisas, mas não é dono de si mesmo. Sente - se perdido na sua própria abundância. Embora com mais meios, mais saber, mais técnicas do que nunca, o mundo actual anda como o mais infeliz que possa ter havido: totalmente à deriva.
Daí essa estranha dualidade de prepotência e insegurança na alma contemporânea... "
( os sublinhados são meus )
Creio que, hoje, muito difícilmente haja quem discorde dessa aberração que tem marcado o plano inclinado da estupidificação imparável que o modelo único tem aplicado ao planeta através dos seus mandantes e lacaios.
Perante tanto conformismo à arrogância a pergunta impõe -se com estrondo: - QUEREM VER QUE NO FIM DE CONTAS SOMOS INFINITAMENTE MAIS ESTÚPIDOS DO QUE A NOSSA RACIONALIDADE ALCANÇA?
quarta-feira, agosto 29, 2012
A PALAVRA À POESIA...
... À solidão burguesa, nas palavras do poeta...
LABORATÓRIO I
Não era aquela a cara a quem a morte
deu de beber do cântaro mais cheio
de sóis e anéis azuis? Quem de tal sorte
quebrou tão puramente pelo meio-
-dia das correrias no recreio?
Ou de lua que lívida a transporte
alguma vez algum olhar nos veio
que tamanha criança assim suporte?
Envólucro quebrado contra a crista
do antigo cipreste, ó fantástica festa
de quem consigo mesmo pela frente
se encontra e reencontra finalmente
E hora entreaberta como esta
em que país do sul Deus nos consente?
LABORATÓRIO II
Não foi aquela a cara a quem a morte
deu de beber do cântaro mais cheio
de sóis e anéis azuis? Tão pura sorte
noutro céu se cumpriu que não no meio-
-dia do pão partido no recreio?
Ou outrem conheceu o súbito transporte
do convívio dos dias para alheio
olhar os gestos de que foi suporte?
Envólucro enquadrado contra a crista
do antigo cipreste, ó fantástica festa
das coisas que se tocam pela vista
esta daquela como aquela desta
E há país aonde Deus assista
a hora entreaberta como esta?
( RUY BELO )
LABORATÓRIO I
Não era aquela a cara a quem a morte
deu de beber do cântaro mais cheio
de sóis e anéis azuis? Quem de tal sorte
quebrou tão puramente pelo meio-
-dia das correrias no recreio?
Ou de lua que lívida a transporte
alguma vez algum olhar nos veio
que tamanha criança assim suporte?
Envólucro quebrado contra a crista
do antigo cipreste, ó fantástica festa
de quem consigo mesmo pela frente
se encontra e reencontra finalmente
E hora entreaberta como esta
em que país do sul Deus nos consente?
LABORATÓRIO II
Não foi aquela a cara a quem a morte
deu de beber do cântaro mais cheio
de sóis e anéis azuis? Tão pura sorte
noutro céu se cumpriu que não no meio-
-dia do pão partido no recreio?
Ou outrem conheceu o súbito transporte
do convívio dos dias para alheio
olhar os gestos de que foi suporte?
Envólucro enquadrado contra a crista
do antigo cipreste, ó fantástica festa
das coisas que se tocam pela vista
esta daquela como aquela desta
E há país aonde Deus assista
a hora entreaberta como esta?
( RUY BELO )
sexta-feira, agosto 24, 2012
NÃO HÁ VOLTA A DAR...????
O governo da República está a falhar estrondosamente; mesmo para burocratas a quem a Política não passa do integral cumprimento pelos cidadãos dos seus deveres contratuais com a sociedade, cujo direito de exercer a soberania lhes foi outorgado temporàriamente, os números da execução contabilística das obrigações do Estado não podem, racionalmente, deixar de constatar que a receita seguida acumula erros crassos cujos resultados os números do déficit, desemprego, desempenho económico, receita fiscal, redução da despesa do Estado e do relacionamento com a população são passíveis de levar à demissão por incompetência qualquer governante com um pingo de vergonha na cara.
Aprendi que a insistência no erro, mesmo perante factos indesmentíveis reclamados recorrentemente pelos pragmáticos liberais, os números, só tem um nome - ESTUPIDEZ - , política e burocrática, para o caso.
Enquanto que noutras paragens se constrói, com méritos duvidosos, é certo, como Angola, um Estado que vai criando uma classe média, cidadãos, que paulatinamente, por entre os espaços que a nebulosa democracia angolana lhes permite o desempenho da liberdade, da consciência social, da acumulação legítima de riqueza, por aqui se desmantelam avanços civilizacionais representados nomeadamente pelo SNS, a Escola pública,a investigação científica, o recuo da mortalidade infantil, etc,etc, em contra-ciclo com TODOS os estados do planeta e vende - se tudo, a Indústria, a Agricultura, os Serviços, os Recursos naturais, a Energia, os Transportes, as Águas, o serviço público de Televisão, o património cultural e material.
Se o clima fosse vendável também marchava...
O mais espantoso de tudo isso é não existir nenhuma perspectiva de futuro, NADA, quando à nossa volta TUDO mexe.
Aprendi que a insistência no erro, mesmo perante factos indesmentíveis reclamados recorrentemente pelos pragmáticos liberais, os números, só tem um nome - ESTUPIDEZ - , política e burocrática, para o caso.
Enquanto que noutras paragens se constrói, com méritos duvidosos, é certo, como Angola, um Estado que vai criando uma classe média, cidadãos, que paulatinamente, por entre os espaços que a nebulosa democracia angolana lhes permite o desempenho da liberdade, da consciência social, da acumulação legítima de riqueza, por aqui se desmantelam avanços civilizacionais representados nomeadamente pelo SNS, a Escola pública,a investigação científica, o recuo da mortalidade infantil, etc,etc, em contra-ciclo com TODOS os estados do planeta e vende - se tudo, a Indústria, a Agricultura, os Serviços, os Recursos naturais, a Energia, os Transportes, as Águas, o serviço público de Televisão, o património cultural e material.
Se o clima fosse vendável também marchava...
O mais espantoso de tudo isso é não existir nenhuma perspectiva de futuro, NADA, quando à nossa volta TUDO mexe.
segunda-feira, agosto 20, 2012
INSÓLITO e, talvez não...
Arrancou a primeira Liga com os três, quatro candidatos ao pódio em recalibração de expectativas com o fecho dos mercados ( POIS... o maldito mercado... ) a exibir uma aflitiva burocracia competitiva perante o recomeço dos trabalhos.
Por mim, como benfiquista, espero que as frustrações de Hulk e Moutinho perdurem por mais tempo do que as de Gaitán e Witsel, por exemplo.
Derivando, deixo uma pergunta - Não vos assusta saber das almoçaradas entre o Joaquim Oliveira, Pinto da Costa e o sr. Relvas?
Por mim, como benfiquista, espero que as frustrações de Hulk e Moutinho perdurem por mais tempo do que as de Gaitán e Witsel, por exemplo.
Derivando, deixo uma pergunta - Não vos assusta saber das almoçaradas entre o Joaquim Oliveira, Pinto da Costa e o sr. Relvas?
ESTIVE A BANHOS...
À recorrência glosada por outros - Como está a água? - eu respondia, como africano amante de águas cálidas, - Uma porcaria, gelada e intratável.
E estava em Lagos, vazia de portugueses e com uns poucos a gozar o que ainda não é possível VENDER - o sol, aberto, claro e... gratuito. Tão pouca gente que, recordando o recordado Diógenes não dava para exigir - Tira - te do meu sol, esquecidos da urgência que a polis reclama(rá) em surdina, lá longe.
De volta, não durou muito o meu sossêgo, que a indignação permanente, incontrolável, não permite o descanso.
Recalibremos, pois, os neurónios e o sarcasmo. Até lá!
E estava em Lagos, vazia de portugueses e com uns poucos a gozar o que ainda não é possível VENDER - o sol, aberto, claro e... gratuito. Tão pouca gente que, recordando o recordado Diógenes não dava para exigir - Tira - te do meu sol, esquecidos da urgência que a polis reclama(rá) em surdina, lá longe.
De volta, não durou muito o meu sossêgo, que a indignação permanente, incontrolável, não permite o descanso.
Recalibremos, pois, os neurónios e o sarcasmo. Até lá!
sábado, agosto 04, 2012
MAIS CULPA NÃO... !
" Mais culpa não, já há que chegue!.. " - Paula Rego
POIS...!
A " colagem " com que o meu post de 11 de Junho intitulado D'o Síndroma de Egas Moniz antecipou as considerações de Paula Rego no Expresso de hoje releva um dos traços psicológicos marcantes do nação lusitana - a CULPA.
A impossibilidade de felicidade de motu proprio deriva de um fatalismo tão perverso e profundo que a racionalidade, quando acontece, se envergonha do papel de parceiro menor de uma capitulação ansiada.
Para o lusitano a Vida é sofrimento, TEM DE SER sofrimento, a alegria de Viver é uma brecha que a Culpa se encarrega de fechar, não se vá tornar- se um hábito que a " desilusão " devolverá à sua narrativa correcta.
Esse é o papel que a governança ou de quem se outorga desse papel, de infernizar a vida dos que da Vida tem uma visão equilibrada de subordinação, à espécie e à Fortuna.
A realidade portuguesa é deprimente, como deprimente e angustiante é o seu povo, cativo de uma menoridade auto - assumida que se compraz em flagelação, sua, e se possível, dos outros, para os quais remete a sua insuficiência e incapacidade, condições das quais desconhece os contornos, normalmente por estupidez e reiteradamente por ignorância.
E é sobre essa ignorância que os " chico-espertos " navegam impunes quando não confrontados com a visão, também ela simplória, que têm sobre a urbe.
Parafraseando, EM NEGAÇÃO, Schopenhauer, na abertura da sua obra O mundo como Vontade e Representação, o Mundo NÃO É a minha representação, apesar da minha liberdade. A parte que me cabe na sua representação é o que faz de mim o que sou e dos outros o que são. O diabo é que parece que Ele se está borrifando para tudo isso.
No fim de contas, em que é que o governo dos outros tem a ver comigo?
terça-feira, julho 31, 2012
HAJA ESPERANÇA...
A BALEIA,cheia que nem um odre, ameaça sair da zona euro, diz uma sondagem do " Bild " alemão feita no passado domingo à população alemã.
E porquê? Porque, para grande surpresa minha a Política quer - se fazer ouvir, nomeadamente através das instituições europeias, representantes, convém ter isso SEMPRE presente, dos seus VINTE e SETE estados.
Cansados da manipulação germânica e do seu diktat e sentindo em cada dia que passa o esvaziamento progressivo das suas atribuições, hoje reduzidas à burocracia e à arrogância do CSU, Draghi, presidente do BCE e Juncker, o presidente do grupo de ministros de finanças da zona euro, trouxeram a Política à ribalta através das suas últimas declarações publicadas, cujo teor e alcances são transparentes.
Bastou ouvir as reacções dos barões do CSU, acompanhadas de ameaças veladas, para sentirmos que atingiram o alvo.
Que melhor altura, para os vinte e sete, nomeadamente para os calões do sul e do nosso débil aprendiz lusitano, para recuperar da Política o nome perdido à Austeridade?
E Durão, por onde pára? Se bem o conheço, tentará apanhar essa boleia, com as nuances diplomáticas de estar de bem com todos, como é timbre de medíocres lideranças e perder MAIS UMA OPORTUNIDADE de se destacar da mediocridade funcional da Comissão europeia.
E porquê? Porque, para grande surpresa minha a Política quer - se fazer ouvir, nomeadamente através das instituições europeias, representantes, convém ter isso SEMPRE presente, dos seus VINTE e SETE estados.
Cansados da manipulação germânica e do seu diktat e sentindo em cada dia que passa o esvaziamento progressivo das suas atribuições, hoje reduzidas à burocracia e à arrogância do CSU, Draghi, presidente do BCE e Juncker, o presidente do grupo de ministros de finanças da zona euro, trouxeram a Política à ribalta através das suas últimas declarações publicadas, cujo teor e alcances são transparentes.
Bastou ouvir as reacções dos barões do CSU, acompanhadas de ameaças veladas, para sentirmos que atingiram o alvo.
Que melhor altura, para os vinte e sete, nomeadamente para os calões do sul e do nosso débil aprendiz lusitano, para recuperar da Política o nome perdido à Austeridade?
E Durão, por onde pára? Se bem o conheço, tentará apanhar essa boleia, com as nuances diplomáticas de estar de bem com todos, como é timbre de medíocres lideranças e perder MAIS UMA OPORTUNIDADE de se destacar da mediocridade funcional da Comissão europeia.
ESCALADA
Finalmente após meses de conflito os Media internacionais tiveram autorização para falar da guerra civil que assola a Síria, dantes escondido, pelos motivos óbvios do costume, como massacres perpetuados por criminosos contra inocentes. Venceu a clareza e a transparência contra a manipulação rasteira.
Síria é um espaço onde se conjugam interesses estratégicos vitais na sobrevivência airosa das monarquias do Médio Oriente e das " interpretações " do Corão. Trava - se uma guerra entre os sunitas e os xiitas com apoios claros já publicamente verbalizados, pelo Irão com quem Assad tem um tratado de assistência mútua em caso de conflito com o exterior e a casa Saudita mais as monarquias do Golfo no armamento dos rebeldes.
Para o Ocidente, o inimigo do meu inimigo meu amigo é e com a patética figura do secretário geral da ONU a fazer de porta voz dos americanos, a teia está montada e eventualmente com mais ou menos massacres que nunca tiraram o sono à sua população e aos seus líderes, o final será o esperado.
Síria é um espaço onde se conjugam interesses estratégicos vitais na sobrevivência airosa das monarquias do Médio Oriente e das " interpretações " do Corão. Trava - se uma guerra entre os sunitas e os xiitas com apoios claros já publicamente verbalizados, pelo Irão com quem Assad tem um tratado de assistência mútua em caso de conflito com o exterior e a casa Saudita mais as monarquias do Golfo no armamento dos rebeldes.
Para o Ocidente, o inimigo do meu inimigo meu amigo é e com a patética figura do secretário geral da ONU a fazer de porta voz dos americanos, a teia está montada e eventualmente com mais ou menos massacres que nunca tiraram o sono à sua população e aos seus líderes, o final será o esperado.
domingo, julho 29, 2012
SERMÃO AOS PEIXES, PERDÃO, AOS SIMPLES...
Porque não?
Passos Coelho não tem de P.António Vieira nem a habilidade oratória, nem o fino sarcasmo, nem a imaginação e nem a sua envergadura intelectual. Contudo convenceu - se, ou algum dos seus gurus de que com malabarices ( o termo é invenção deles... ) e conversa de carroceiro conseguiria passar a mensagem ao coração dos simples, já que a pieguice, a calinagem dos que não o são não os deixava ver a verdade.
Porque não?
A receita germânica com o seu sermão acoplado aos simples do sul da Europa tem funcionado junto ao SIMPLES-MOR e a sua corte, não tem? E porque não tratar a população portuguesa como um bando de simplórios? Até pode ser que resulte, já que está a resultar com ele e com os seus apaniguados... que se estão borrifando para as eleições na exacta medida em que se convenceram que irão desmantelar pedra sobre pedra o que resta ao património dos simples enquanto lá estiverem e que depois não há volta a dar para recuperar do saque que está a ser feito ao património nacional.
Pode ser que se enganem...
A inépcia política dessa trupe é espantosa e outra coisa não seria de esperar de um governo com todos os defeitos do funcionalismo público no que ele tinha de mais de mais condenável - um funcionamento burocrático cristalizado que não permitia o mínimo rasgo de imaginação, com uma história acabada que deveria assustar de morte a nova geração, não esteja já ela completamente formatada pelas lusófonas e quejandos.
Se for o caso, temo pelo país, pela sua existência identitária e pela sua soberania, que não será já o Portugal que me ensinaram a amar.
Passos Coelho não tem de P.António Vieira nem a habilidade oratória, nem o fino sarcasmo, nem a imaginação e nem a sua envergadura intelectual. Contudo convenceu - se, ou algum dos seus gurus de que com malabarices ( o termo é invenção deles... ) e conversa de carroceiro conseguiria passar a mensagem ao coração dos simples, já que a pieguice, a calinagem dos que não o são não os deixava ver a verdade.
Porque não?
A receita germânica com o seu sermão acoplado aos simples do sul da Europa tem funcionado junto ao SIMPLES-MOR e a sua corte, não tem? E porque não tratar a população portuguesa como um bando de simplórios? Até pode ser que resulte, já que está a resultar com ele e com os seus apaniguados... que se estão borrifando para as eleições na exacta medida em que se convenceram que irão desmantelar pedra sobre pedra o que resta ao património dos simples enquanto lá estiverem e que depois não há volta a dar para recuperar do saque que está a ser feito ao património nacional.
Pode ser que se enganem...
A inépcia política dessa trupe é espantosa e outra coisa não seria de esperar de um governo com todos os defeitos do funcionalismo público no que ele tinha de mais de mais condenável - um funcionamento burocrático cristalizado que não permitia o mínimo rasgo de imaginação, com uma história acabada que deveria assustar de morte a nova geração, não esteja já ela completamente formatada pelas lusófonas e quejandos.
Se for o caso, temo pelo país, pela sua existência identitária e pela sua soberania, que não será já o Portugal que me ensinaram a amar.
segunda-feira, julho 23, 2012
DAS LACAIAS INTERPRETAÇÕES... E DAS OUTRAS...
MAIO 2012...
Interrogava - me eu do interessante que seria ( intelectualmente, por desfastio...) analisar como as contas públicas em dia, dos seus anexantes, para ser mais claro, e pessoais estariam a minar as bases da economia liberal, hoje refém do capitalismo financeiro...
Daniel de Oliveira respondeu - me no último Expresso, elucidando - me com assertividade na sua crónica - Quem tem o cofre - enquanto à direita da página o direitinhas Raposo brincava com as palavras num simulacro de humor anárquico e imbecilizante supostamente engraçado para a rapaziada do bairro, da aldeia originária e respaldo melancólico das memórias coloniais.
O escárnio anti - marxista completamente fora - de - moda e deslocado, num tempo em que a lúcida análise de Marx sobre o capitalismo burguês se prova no impasse paralisante e demissionário da economia liberal e na inultrapassável luta de classes, hoje camuflada pelo fim - de - história com o simulacro da ascensão das massas à posse (?) do domínio público e ao conhecimento, é, no mínimo, ridículo.
É claro que concordo com a sua asa direita da mesma página que o ridículo pode matar, assim como com o facto de vivermos no Ocidente numa democracia de anedota...
Como é claro que os meus pressuposto sejam outros...
Interrogava - me eu do interessante que seria ( intelectualmente, por desfastio...) analisar como as contas públicas em dia, dos seus anexantes, para ser mais claro, e pessoais estariam a minar as bases da economia liberal, hoje refém do capitalismo financeiro...
Daniel de Oliveira respondeu - me no último Expresso, elucidando - me com assertividade na sua crónica - Quem tem o cofre - enquanto à direita da página o direitinhas Raposo brincava com as palavras num simulacro de humor anárquico e imbecilizante supostamente engraçado para a rapaziada do bairro, da aldeia originária e respaldo melancólico das memórias coloniais.
O escárnio anti - marxista completamente fora - de - moda e deslocado, num tempo em que a lúcida análise de Marx sobre o capitalismo burguês se prova no impasse paralisante e demissionário da economia liberal e na inultrapassável luta de classes, hoje camuflada pelo fim - de - história com o simulacro da ascensão das massas à posse (?) do domínio público e ao conhecimento, é, no mínimo, ridículo.
É claro que concordo com a sua asa direita da mesma página que o ridículo pode matar, assim como com o facto de vivermos no Ocidente numa democracia de anedota...
Como é claro que os meus pressuposto sejam outros...
MIJAR CONTRA O VENTO LIBERAL...
Sloterdijk, num dos capítulos do seu livro " Crítica da Razão Cínica ", dedica uma secção ao que ele titula Em busca da insolência perdida, à desconfiança jubilosa do ZÉ sobre a sabedoria dos mestres, tomando como exemplo a extraordinária figura do vadio ( Rui Ramos dixit, ver crónica no Expresso do sábado ) Diógenes.
Contra a palavra e a Retórica dialéctica dos senhores onde tudo se passa e se resolve, o sarcasmo, a chalaça e os dichotes são armas possíveis no desmantelamento das interpretações legalistas, quando o que se deplora - a falta de ética - é escondido sob o manto da legalidade abusiva que permite e do atropelo hipócrita que silencia.
Essa " soberania " que a democracia permite aos vadios, e não- lacaios ( a contradição é evidente... ) usar a linguagem argumentativa do cuspo de desprezo sobre a elite espertalhona e rapace também é dada à estampa por senhores e ladies nas páginas desse mesmo jornal em interpretações pejorativas, políticamente correctas mas não menos contundentes que semanalmente aplaudo e subscrevo ( sem vassalagem, como vadio que me sinto... ), dizia, é uma victória diàriamente exercitada que a surdez do poder ainda não ouve.
Lamentávelmente, tem aumentado o número dos surdos o que tem permitido que "... não parece haver outro risco na política... - Ramos disse.,. " a não ser o ridículo, nada abale o poder liberal.
Para piorar o estado das coisas, Clara F. Alves que sublinha semanalmente com mordaz nitidez os traços marcantes dessa tristeza que teima em se lhe colar como erva daninha, em cada safanão, exorcizando de si essa pertença, acrescenta - lhe a ignorância massiva, militante, de toda a burguesia nacional.
Eu cá prefiro a refracção, a VADIAGEM... E, DEFINITIVAMENTE, A INTELIGÊNCIA CULTA e não - lacaia, actualizo...
sexta-feira, julho 20, 2012
D' o VÉU DE MAYA...
MADRID, como foi ontem Tripoli e Cairo...
Manifestações democráticas, desarmadas e com a mesma carga de repúdio, marcando um divórcio temporalizado entre o poder político e o povo.
Enquadrar o que se passou na Líbia e hoje na Síria face a essa realidade é de uma miserável e hipócrita simplificação comparativa do que se passou e do que se passa.
Os líbios abdicaram das manifestações desarmadas, assim como os sírios e declararam guerra ao poder. Para os líbios, o patrocínio da revolta armada por parte do Ocidente permitiu - lhes apear o seu déspota , e até ver, instalar um sufrágio universal e democrático sobre a soberania do país, decapitando o antigo regime através de uma guerra civil da qual saíram victoriosos. Kadahfi tinha sido abandonado por todos.
Síria enfrentou o seu líder com uma revolta ARMADA e escolheu a via da guerra civil para o derrubar. Nunca chegou a ser uma confrontação, a não ser pretérita, entre inocentes e criminosos.
Assad ganhou, como ganhariam TODOS OS LÍDERES POLÍTICOS em vigência, a legitimidade e o dever de defender o seu país. Não há inocentes, a não ser as crianças, dentro da comunidade sunita e franjas do alauismo a chorar, a não ser com lágrimas de crocodilo.
Estivessem armadas as manifestações em oitenta cidades espanholas, como essa em Madrid, como seria a reacção de Rajoy ou eventualmente em casa própria, Obama?
A minha simpatia incondicional com os rebeldes em luta pela liberdade nunca me corromperá o discurso e a pose em obscenas cumplicidades com os globalizadores e com a acefalia mediática dos seus lacaios.
VIVA A SÍRIA LIVRE!
quinta-feira, julho 19, 2012
GLOBALIZAÇÃO POLÍTICA
Com um cinismo inultrapassávell o Ocidente vai tecendo a sua malha de uniformização política e económica do Globo. Bashar, o presidente sírio já não serve os interesses dos USA e o seu regime de déspota iluminado, na linha dos restantes que habitam o Médio - Oriente ainda intocados, vai cair em breve num banho de sangue. Não lhe resta outra alternativa, não lhe é dado outra alternativa - deposição ou morte.
É extraordinária a falta de imaginação, contudo de uma eficácia demente, da narrativa que se vai escrevendo sobre as deposições dos persona non grata aos olhos do Ocidente e a hipocrisia do discurso sobre a China, Rússia, Coreia do Norte e dentro em breve Irão mal tenha armas nucleares.
Enquanto os ilustres dissidentes de décadas se preparam, devidamente formatados pelos seus patronos, a regressar como salvadores da Pátria, e os ratos abandonam o barco, iremos assistir em directo pelas televisões ao linchamento de Assad e dos seus próximos, uma catarse necessária que servirá de aviso a outros eventuais déspotas ou tidos como tais pelos GLOBALIZADORES.
No meio de toda esta ópera pífia tantas vezes levada à cena, a liberdade do povo sírio é o que menos lhes importa, como cedo se irá verificar e a LIBERDADE, hoje corrompida e reduzida ao formalismo cénico das bichas eleitorais, acompanha a sua cega irmã - a JUSTIÇA - enquanto o seu mentor, a ÉTICA, encarcerada e aviltada se vai finando ireconhecível e dentro em breve obliterada na consciência das novas gerações.
sábado, julho 07, 2012
OPORTUNIDADES, OPORTUNISMO e... ÉTICA
É!....
A malfadada palavra, ( é -o simplesmente isso, para a maioria... ) está aí na berlinda e nem podia ser de outro modo, como um traço essencial na consciência de qualquer Homem adulto. Os paradigmáticos casos em estudo e exame nos Media envolvendo pessoas, instituições, e órgãos de soberania são exemplos elevados do que subterrâneamente se está a passar hoje na sociedade portuguesa.
Na base da pirâmide sobrejaz um alibi, já não moral mas biológico - a sobrevivência - se não quase física, pelo menos social e psicológica, sujeita a duros revezes.
No topo da pirâmide é uma Oportunidade que um oportunismo cínico, cavalgando o que tem de ser feito, de tentar enterrar de vez o que alguém já chamou de arquétipos, com uma agenda de transformação do País por decretos e uma oh!, tão estúpida burocracia que súbitamente se vê como a alma mater da Política a manipular pessoas em vez de papelada, a dirigir populações em vez de folhas de cálculo.
Dos oportunismos que a situação criada pelo sistema se permitiu aproveitar, o Governo da nossa anti-platónica República está a modelá-los com uma desfaçatez que raia a pouca vergonha.
O que fará com a oportunidade de ouro que a inconstitucionalidade decretada pelo Tribunal Constitucional ( a sua função tem de pairar actuante por cima da crise ) lhe trouxe como um reparo ético permitir - nos - à avaliar do nível a que chegou o seu Cinismo e a sua mediocridade política.
A malfadada palavra, ( é -o simplesmente isso, para a maioria... ) está aí na berlinda e nem podia ser de outro modo, como um traço essencial na consciência de qualquer Homem adulto. Os paradigmáticos casos em estudo e exame nos Media envolvendo pessoas, instituições, e órgãos de soberania são exemplos elevados do que subterrâneamente se está a passar hoje na sociedade portuguesa.
Na base da pirâmide sobrejaz um alibi, já não moral mas biológico - a sobrevivência - se não quase física, pelo menos social e psicológica, sujeita a duros revezes.
No topo da pirâmide é uma Oportunidade que um oportunismo cínico, cavalgando o que tem de ser feito, de tentar enterrar de vez o que alguém já chamou de arquétipos, com uma agenda de transformação do País por decretos e uma oh!, tão estúpida burocracia que súbitamente se vê como a alma mater da Política a manipular pessoas em vez de papelada, a dirigir populações em vez de folhas de cálculo.
Dos oportunismos que a situação criada pelo sistema se permitiu aproveitar, o Governo da nossa anti-platónica República está a modelá-los com uma desfaçatez que raia a pouca vergonha.
O que fará com a oportunidade de ouro que a inconstitucionalidade decretada pelo Tribunal Constitucional ( a sua função tem de pairar actuante por cima da crise ) lhe trouxe como um reparo ético permitir - nos - à avaliar do nível a que chegou o seu Cinismo e a sua mediocridade política.
quinta-feira, julho 05, 2012
AFINAL, ENGANEI - ME...
Há certo tipo de sujidade que dá trabalho em remover. Estou a braços com uma delas. Quem me lê teve conhecimento do que se está a passar...
Por meu lado, como não dei autorização à inclusão de publicidade nas minhas páginas, estou a pensar em processar os autores da chico-espertice, pelo que, por enquanto, evitando edits com sucessivas actualizações, ser -me-ão úteis como meios de prova da sacanagem.
Por meu lado, como não dei autorização à inclusão de publicidade nas minhas páginas, estou a pensar em processar os autores da chico-espertice, pelo que, por enquanto, evitando edits com sucessivas actualizações, ser -me-ão úteis como meios de prova da sacanagem.
TWITS
PUBLICIDADE ABUSIVA
Durou pouco a intromissão abusiva. Já se foi e ainda bem...
FUKUSHIMA
Descobre - se que na origem dos acontecimentos que DESPOLETARAM ( e não espoletaram, como erradamente ainda se diz e se ouve nos Media...) o desastre na central nuclear estiveram erros humanos e grossa ignorância. Fascinante! E eu a repreender o meu cão por ter feito xixi nos reactores...
RELVAS
É notícia de novo, eventualmente por motivos " semelhantes " aos que mantiveram por muuuuito tempo o ex - P. Ministro Sócrates nas bocas do mundo.
Passos Coelho afirma que é uma não-noticia. Tudo bem. Aparentemente, não há só doutoramentos " honoris causa "; há já licenciamentos a que a experiência de vida dá canudos.
Como Portugal se está a tornar numa república envelhecida em que até os mais jovens experenciam já percursos de vida assaz intranquilos, teremos em breve resolvidos os problemas de iliteracia no país. E como se dá o caso de grande parte deles terem suado as estopinhas nas universidades, o que está em marcha são doutoramentos acelerados.
Eu cá já sou um sr. Prof.Doutor. E estou à espera das prebendas e da oficialização tetemunhada.
COMENDADOR CORREIA
A esse, pelo menos já canta o título e a impunidade de se permitir apelidar de arquétipos às críticas transpostas, por vezes em ajuntamentos, berreiros, indignações, apelações, barulho e demagogias(!!!???) que os não - comendadores e cómodamente instalados, os cépticos e ingénuos que querem mudar a proliferação de comendas que só beneficiam os que não gritam, não berram, não se indignam ( e por que é que o haveriam de fazer?... ) e que ó vilupêndio, ó horror, acham que o governo que, sem berros, sem gritaria, elegeram, deveria TER consciência social, esse monstruoso arquétipo, e que acha que uma vez chegado ao fundo do poço só resta aproveitar a oportunidade para subir.
Ainda por cima têm o supremo desplante de se organizarem e enfrentarem olhos nos olhos os seus governantes...
O que será preciso é levar o Zé a contemplar o abismo, não é, sr. comendador Correia? E, eventualmente, seria o ideal para não incomodar sensíveis orelhas, COMER E CALAR, não?
Durou pouco a intromissão abusiva. Já se foi e ainda bem...
FUKUSHIMA
Descobre - se que na origem dos acontecimentos que DESPOLETARAM ( e não espoletaram, como erradamente ainda se diz e se ouve nos Media...) o desastre na central nuclear estiveram erros humanos e grossa ignorância. Fascinante! E eu a repreender o meu cão por ter feito xixi nos reactores...
RELVAS
É notícia de novo, eventualmente por motivos " semelhantes " aos que mantiveram por muuuuito tempo o ex - P. Ministro Sócrates nas bocas do mundo.
Passos Coelho afirma que é uma não-noticia. Tudo bem. Aparentemente, não há só doutoramentos " honoris causa "; há já licenciamentos a que a experiência de vida dá canudos.
Como Portugal se está a tornar numa república envelhecida em que até os mais jovens experenciam já percursos de vida assaz intranquilos, teremos em breve resolvidos os problemas de iliteracia no país. E como se dá o caso de grande parte deles terem suado as estopinhas nas universidades, o que está em marcha são doutoramentos acelerados.
Eu cá já sou um sr. Prof.Doutor. E estou à espera das prebendas e da oficialização tetemunhada.
COMENDADOR CORREIA
A esse, pelo menos já canta o título e a impunidade de se permitir apelidar de arquétipos às críticas transpostas, por vezes em ajuntamentos, berreiros, indignações, apelações, barulho e demagogias(!!!???) que os não - comendadores e cómodamente instalados, os cépticos e ingénuos que querem mudar a proliferação de comendas que só beneficiam os que não gritam, não berram, não se indignam ( e por que é que o haveriam de fazer?... ) e que ó vilupêndio, ó horror, acham que o governo que, sem berros, sem gritaria, elegeram, deveria TER consciência social, esse monstruoso arquétipo, e que acha que uma vez chegado ao fundo do poço só resta aproveitar a oportunidade para subir.
Ainda por cima têm o supremo desplante de se organizarem e enfrentarem olhos nos olhos os seus governantes...
O que será preciso é levar o Zé a contemplar o abismo, não é, sr. comendador Correia? E, eventualmente, seria o ideal para não incomodar sensíveis orelhas, COMER E CALAR, não?
quarta-feira, julho 04, 2012
ARROTOS COMERCIAIS
Malévola e fraudulentamente, foi inserida publicidade nos meus textos aqui publicados. Ainda não consegui resolver o problema. Entretanto aconselho o desprezo por todos os azul - vómitos que por aí aparecerem... a pontuar por entre o texto.
domingo, julho 01, 2012
JUSTIÇA
Um falhanço total num dos pilares que sustenta uma das mais nobres aspirações do SAPIENS - a Democracia.
Continua cega como conceito; ao querer ser imparcial na sua independência perante o seu projector deixou - se enlevar e corrompida pelas sucessivas normas que cada Poder lhe ofertava, acaba prostituída e sujeita aos mais pusilânimes e vis tratamentos.
Hoje é uma figura menor da ópera bufa de uma Democracia ainda mais corrupta e venal, habitada por títeres endinheirados e seus lacaios. Só não tira a venda pela vergonha de se ver ao espelho.
quinta-feira, junho 28, 2012
MENINO RABINO
Itália 2 Alemanha 1
Bom jogo de futebol, boa arbitragem e um grande " peru " para a UEFA, nomeadamente ao seu presidente que, inocentemente, " sugeriu " uma final entre a Espanha e a Alemanha.
Portugal não " sentiu " o toque, assim como a sua selecção; uma questão de narizes. Pelos vistos a Itália, fazendo jus ao seu " perfil " romano, têm - no bem proeminente e afinado.
Através do seu menino rabino a quem só falta equilíbrio emocional e uma grande dose de humor para, " comendo " as bananas e " cuspindo -as " depois aos ofertantes, se tornar uma lenda no seu métier, com dois magníficos golos, despachou a Alemanha e o seu arrogante líder.
Bravo Balotelli!
quinta-feira, junho 21, 2012
EURO 2012
Ainda não tinha falado do Campeonato da Europa... Tenho - me limitado a observar, a tirar notas. Do que tenho observado, o meu aplauso vai todo para os atletas, de Portugal, principalmente, e dos outros países na prova.
Lamentávelmente, o futebol reflecte hoje, como ontem, o espírito dos tempos, condição inultrapassável impressa em toda a actividade do humano. E o espírito dos tempos está manchado pela debilidade ética que marca o Ocidente nos dias que correm, nomeadamente ao nível dos decisores e dos seus companheiros de jornada.
No torneio em curso, antes e durante temos assistido a manifestações vis e deploráveis por parte de quase toda a estrutura que assina a organização técnica dos jogos - a UEFA - , com tentativas grosseiras de manipulação da marcha dos acontecimentos, ao nível da escolha dos juízes das partidas ( Espanha, Inglaterra, por exemplo, só continuam na prova devido à corrupção dos resultados decisivos para a classificação ), com " erros " !!!!??? inacreditáveis nas tendenciosas arbitragens protagonizadas pelos homens - de- mão da UEFA.
A impunidade e a vergonha é de tal monta que o sr. Platini se permite " mandar " um recado público a ouvidos e espinhas mais renitentes - Quer uma final entre a Espanha e Alemanha -. Aí não há nenhuma inocência que o " direito " individual de livre opinião podia dar cobertura. Há, sim, MANIPULAÇÃO clara das arbitragens em favor das equipas mais poderosas em prova, uma nojeira completa.
É que ele É o presidente da UEFA, não é um mero adepto. Quer queira quer não, a organização a que temporáriamente preside, representa TODAS as equipas.
Que Portugal e Grécia obriguem os favoritos do sr. Platini a suar, com os méritos próprios, pelas victórias, é o meu desejo como amante do futebol.
Lamentávelmente, o futebol reflecte hoje, como ontem, o espírito dos tempos, condição inultrapassável impressa em toda a actividade do humano. E o espírito dos tempos está manchado pela debilidade ética que marca o Ocidente nos dias que correm, nomeadamente ao nível dos decisores e dos seus companheiros de jornada.
No torneio em curso, antes e durante temos assistido a manifestações vis e deploráveis por parte de quase toda a estrutura que assina a organização técnica dos jogos - a UEFA - , com tentativas grosseiras de manipulação da marcha dos acontecimentos, ao nível da escolha dos juízes das partidas ( Espanha, Inglaterra, por exemplo, só continuam na prova devido à corrupção dos resultados decisivos para a classificação ), com " erros " !!!!??? inacreditáveis nas tendenciosas arbitragens protagonizadas pelos homens - de- mão da UEFA.
A impunidade e a vergonha é de tal monta que o sr. Platini se permite " mandar " um recado público a ouvidos e espinhas mais renitentes - Quer uma final entre a Espanha e Alemanha -. Aí não há nenhuma inocência que o " direito " individual de livre opinião podia dar cobertura. Há, sim, MANIPULAÇÃO clara das arbitragens em favor das equipas mais poderosas em prova, uma nojeira completa.
É que ele É o presidente da UEFA, não é um mero adepto. Quer queira quer não, a organização a que temporáriamente preside, representa TODAS as equipas.
Que Portugal e Grécia obriguem os favoritos do sr. Platini a suar, com os méritos próprios, pelas victórias, é o meu desejo como amante do futebol.
segunda-feira, junho 11, 2012
D' o SÍNDROMA DE EGAS MONIZ...
A " CULPA " e o resgate da honra que levaram Moniz a pôr a sua cabeça e as da restante família no cepo ilustra a diferença ética entre o mestre e o seu suserano Afonso Henriques, jovem príncipe, para quem a vassalagem seria o limite intransponível de obediência.
" ...Só os moralistas podem desmoralizar - se... ", constata em melancolia perplexa a exaustão iluminista contemplada por Sloterdijk in Crítica da Razão Cínica, perante o espírito do tempo, a que nenhum esclarecimento sobra ao entendimento, se não racional, do definitivamente empírico que assola o mundo hoje.
Porquê o marasmo e o conformismo perante uma narrativa que o Poder escreve e reescreve numa obsessão quase demente a que os efeitos contraditórios, ciclos após ciclos reiteram o erro desmascarando as causas, fundamentando e justificando outras abordagens que permitam um salto civilizacional que tarda?
Portugal, na ausência do seu, pelo poder actual, industriado bode expiatório, Sócrates, pôs a cabeça no cepo, em nome de uma cínica manipulação que lhe incutiu malévolamente uma responsabilização ética perante a dívida soberana de que o Poder, ele próprio e os seus salteadores, foram os principais causadores e aproveitadores. Toda a gente os conhece pelos nomes, não fugiram e o seu desplante e impunidade perante a massa amorfa e uma corrupta, porque cínica, e inepta máquina judicial, ainda, de cara descoberta, exibem ufanos a sua degradação moral, certos de que com a penalização política, democrática, claro, podem bem eles; será uma pequena pausa até ao inevitável regresso... A Democracia que eles criaram, à sua medida, se encarregará disso. Se não estiverem em pessoa a ocupar a cadeira estarão os amigos, o que vai dar ao mesmo.
" Podem reclamar à vontade, mas obedecei! " - Bismarck, disse o Burocrata -Mor nº 1. Hoje olharia com soberano enlevo a obra de uma discípula que, em vez de botas, usa o Euro como arma de controlo e domínio.
" ...Só os moralistas podem desmoralizar - se... ", constata em melancolia perplexa a exaustão iluminista contemplada por Sloterdijk in Crítica da Razão Cínica, perante o espírito do tempo, a que nenhum esclarecimento sobra ao entendimento, se não racional, do definitivamente empírico que assola o mundo hoje.
Porquê o marasmo e o conformismo perante uma narrativa que o Poder escreve e reescreve numa obsessão quase demente a que os efeitos contraditórios, ciclos após ciclos reiteram o erro desmascarando as causas, fundamentando e justificando outras abordagens que permitam um salto civilizacional que tarda?
Portugal, na ausência do seu, pelo poder actual, industriado bode expiatório, Sócrates, pôs a cabeça no cepo, em nome de uma cínica manipulação que lhe incutiu malévolamente uma responsabilização ética perante a dívida soberana de que o Poder, ele próprio e os seus salteadores, foram os principais causadores e aproveitadores. Toda a gente os conhece pelos nomes, não fugiram e o seu desplante e impunidade perante a massa amorfa e uma corrupta, porque cínica, e inepta máquina judicial, ainda, de cara descoberta, exibem ufanos a sua degradação moral, certos de que com a penalização política, democrática, claro, podem bem eles; será uma pequena pausa até ao inevitável regresso... A Democracia que eles criaram, à sua medida, se encarregará disso. Se não estiverem em pessoa a ocupar a cadeira estarão os amigos, o que vai dar ao mesmo.
" Podem reclamar à vontade, mas obedecei! " - Bismarck, disse o Burocrata -Mor nº 1. Hoje olharia com soberano enlevo a obra de uma discípula que, em vez de botas, usa o Euro como arma de controlo e domínio.
quarta-feira, junho 06, 2012
LiveLeak.com - Tribe encontra o homem branco pela primeira vez
LiveLeak.com - Tribe encontra o homem branco pela primeira vez:
Rousseau, em toda a sua glória!
A perda da inocência dessa tribo foi brutal, comovente e assombrosa. Mudará a sua vida para SEMPRE, esperamos que num sentido adequado à sua sobrevivência, que o conhecimento e posse(?) de novas ferramentas transporta para o humano.
As imagens desse encontro de 3º grau levaram - às lágrimas...
Rousseau, em toda a sua glória!
A perda da inocência dessa tribo foi brutal, comovente e assombrosa. Mudará a sua vida para SEMPRE, esperamos que num sentido adequado à sua sobrevivência, que o conhecimento e posse(?) de novas ferramentas transporta para o humano.
As imagens desse encontro de 3º grau levaram - às lágrimas...
domingo, junho 03, 2012
C A L A M A T C H E: RESERVAS...
Muito DIFICILMENTE comentarei o que diz, pensa e faz este senhor, a quem nunca compraria um carro usado, sem cair nos braços da Justiça.
Se alguma vez tiver de comentar o que ele diz, pensa e faz, terei de usar de toda a minha civilidade para não cair no insulto.
Daí a ausência forçada de opiniões sobre ele...
Virá tempo...
Este post foi escrito no dia 20/12/11
O tempo chegou mais depressa do que estava à espera. Não foi uma grande surpresa. Quatro anos passam a correr e a pressa foi má conselheira, provoca despistes quando a má condução se alia a maus condutores.
Eu tinha razão antes de tempo em não me meter com palavras fortes com personagens tão sombrias com ligações tão poderosas e, vai - se sabendo, ilegítimas com os serviços secretos.
Agora não é preciso dizer mais nada. A Justiça que investigue já que o PS parece totalmente tolhido, não vá ser apanhado na enxurrada daninha.
Cá ficaremos à espera dos desenlaces...
sexta-feira, junho 01, 2012
UMA LÁSTIMA...
" Nego rotundamente que exista hoje em qualquer recanto do Continente grupo algum enformado por um novo ethos que tenha laivos de moral...
... seria uma ingenuidade atirar à cara do homem de hoje a sua falta de moral porque ele não tem nenhuma. A imputação não o afectaria mínimammente ou, pelo contrário, lisonjeá - lo -ia... "
Gasset 1930
É evidente em Gasset, perante as vicissitudes da época que então marcava a Europa, um chamamento a um imperativo moral, numa altura em que a liberdade das massas levavam ao pânico o pensador, que teria de se conjugar com os seus deveres e obrigações sociais, em desmantelamento, na euforia histórica da assunção do seu destino.
Do seu a seu dono, pois bem, a actualidade da caracterização de Gasset é, no mínimo, surpreendente, desarmante até.
Muitas teorias éticas terão aparecido entretanto sem que tenham conseguido o pleno junto do Sapiens, nem poderia ter sido de outro modo, já que, se livre, a aceitação ética exige uma consciencialização a que só a Vontade dá suporte, a boa Vontade, como diria Kant.
O Ocidente absorveu - as TODAS. A sua elite renega - as todas, em nome dos resultados previsíveis ou não. A Humanidade é o seu meio privilegiado e o pragmatismo egoísta e narcísico o seu Credo.
Os casos mediáticos do Portugal de hoje derivam dessa ausência de moralidade ou da sua assunção como conceito e prática, junto dos seus protagonistas, como reduzida aos interesses próprios, como um fim lógico e natural. Tudo o resto não são mais do que meios e oportunidades apropriados na consecução dos propósitos
Nada de mais natural para os sujeitos e nada de mais soberanamente condenável para quem do comportamento humano, da elite derivada dos privilégios ao comum dos mortais livres, é exigida uma civilidade digna de ser chamada virtuosa.
Fora desse espaço medra a selvajaria em doses cavalares, confrangedora para gente civilizada e péssimo exemplo para uma geração vindoura hoje já duramente fustigada e sem referências éticas e políticas de relevo.
... seria uma ingenuidade atirar à cara do homem de hoje a sua falta de moral porque ele não tem nenhuma. A imputação não o afectaria mínimammente ou, pelo contrário, lisonjeá - lo -ia... "
Gasset 1930
É evidente em Gasset, perante as vicissitudes da época que então marcava a Europa, um chamamento a um imperativo moral, numa altura em que a liberdade das massas levavam ao pânico o pensador, que teria de se conjugar com os seus deveres e obrigações sociais, em desmantelamento, na euforia histórica da assunção do seu destino.
Do seu a seu dono, pois bem, a actualidade da caracterização de Gasset é, no mínimo, surpreendente, desarmante até.
Muitas teorias éticas terão aparecido entretanto sem que tenham conseguido o pleno junto do Sapiens, nem poderia ter sido de outro modo, já que, se livre, a aceitação ética exige uma consciencialização a que só a Vontade dá suporte, a boa Vontade, como diria Kant.
O Ocidente absorveu - as TODAS. A sua elite renega - as todas, em nome dos resultados previsíveis ou não. A Humanidade é o seu meio privilegiado e o pragmatismo egoísta e narcísico o seu Credo.
Os casos mediáticos do Portugal de hoje derivam dessa ausência de moralidade ou da sua assunção como conceito e prática, junto dos seus protagonistas, como reduzida aos interesses próprios, como um fim lógico e natural. Tudo o resto não são mais do que meios e oportunidades apropriados na consecução dos propósitos
Nada de mais natural para os sujeitos e nada de mais soberanamente condenável para quem do comportamento humano, da elite derivada dos privilégios ao comum dos mortais livres, é exigida uma civilidade digna de ser chamada virtuosa.
Fora desse espaço medra a selvajaria em doses cavalares, confrangedora para gente civilizada e péssimo exemplo para uma geração vindoura hoje já duramente fustigada e sem referências éticas e políticas de relevo.
quinta-feira, maio 24, 2012
PENSAR PORTUGAL
www.abrupto.blogspot.com
Continua a ser um dos mais brilhantes espaços de analise histórico - político do país. Contundente, mordaz, irremediávelmente pessimista e cada vez mais independente.
De acompanhar, diáriamente, crítica e ajuízadamente.
Continua a ser um dos mais brilhantes espaços de analise histórico - político do país. Contundente, mordaz, irremediávelmente pessimista e cada vez mais independente.
De acompanhar, diáriamente, crítica e ajuízadamente.
quarta-feira, maio 23, 2012
D' O RENDER DA GUARDA...
Há muito mais a perder ( o que se tem... ) do que a ganhar. Essa é a singela constatação a explicar o conformismo pandémico que assola uma UE em crise de fim de era, completamente tolhida de medo, sem audácia, sem Vontade.
A História, aparentemente, acabou no espírito de uma geração, que dela retém uma noção académica transmitida por conformistas conservadores que A tiraram da rua, dos seus intérpretes e a encarceraram no conforto dos gabinetes dos aerópagos das elites governativas mundiais.
O tempo singular de mudança que hoje se vive, em que o PODER já sem a universalidade na direcção dos povos como aconteceu a partir do século XVI e durante três séculos, em que a Europa, nomeadamente através dos seus povos exploradores, era o único poder vigente, que com a força dos seus canhões, da sua ciência e das suas crenças, dizia, permitiu a criação de humanidades que respondem perante soberanias diversas, armadas até aos dentes e com o poder atómico a sustentar - lhes, em segurança, crenças recuperadas pela reconquista das soberanias próprias.
A tentativa de reunificação do mundo pela nova globalização, pelo auto- proclamado herdeiro do Poder europeu, os USA, através da livre circulação de capitais, tornada possível pela cibernética, tem tornado possível conhecer as semelhanças entre a espécie, assim como as diferenças inultrapassáveis que nos distinguem e que marcam a identidade do que somos e a identidade do Outro.
A História ainda não acabou, porquanto as histórias das nações carregam consigo um passado, ao virar da esquina, ao qual se remetem sempre que se sentem ameaçadas no mais íntimo da sua Cultura, aonde vão beber a identidade perdida na burocracia alienante instigada pelo Comércio; um regresso em busca de energias de resistência ao colapso como nação. Os curdos, os palestinianos, os judeus, os albaneses conheceram o percurso. Para uns houve um leito onde se reclinar, para outros a luta continua.
A Grécia sofre hoje o que Gasset chamou uma prepotência de opinião, e é contra ela que os gregos estão a criar com sucessivos NÃOS uma opinião própria de resistência, através da desobediência à chantagem e à humilhação.
Na belíssima crónica de viagem titulada - Ich bin Grega - pela Pluma Caprichosa, sentimo - nos também, gregos, e se já não nos bastasse saber que o estatuto de desobediência só o reclama quem ama a liberdade, confirmámos com C.F.Alves que, sim, há uma história que está a morrer - a da Europa como farol civilizacional, que perdida a cadeira soberana, luta por estar atrás do balcão da sua mercearia, na semi - obscuridade da sua tasca.
A História, aparentemente, acabou no espírito de uma geração, que dela retém uma noção académica transmitida por conformistas conservadores que A tiraram da rua, dos seus intérpretes e a encarceraram no conforto dos gabinetes dos aerópagos das elites governativas mundiais.
O tempo singular de mudança que hoje se vive, em que o PODER já sem a universalidade na direcção dos povos como aconteceu a partir do século XVI e durante três séculos, em que a Europa, nomeadamente através dos seus povos exploradores, era o único poder vigente, que com a força dos seus canhões, da sua ciência e das suas crenças, dizia, permitiu a criação de humanidades que respondem perante soberanias diversas, armadas até aos dentes e com o poder atómico a sustentar - lhes, em segurança, crenças recuperadas pela reconquista das soberanias próprias.
A tentativa de reunificação do mundo pela nova globalização, pelo auto- proclamado herdeiro do Poder europeu, os USA, através da livre circulação de capitais, tornada possível pela cibernética, tem tornado possível conhecer as semelhanças entre a espécie, assim como as diferenças inultrapassáveis que nos distinguem e que marcam a identidade do que somos e a identidade do Outro.
A História ainda não acabou, porquanto as histórias das nações carregam consigo um passado, ao virar da esquina, ao qual se remetem sempre que se sentem ameaçadas no mais íntimo da sua Cultura, aonde vão beber a identidade perdida na burocracia alienante instigada pelo Comércio; um regresso em busca de energias de resistência ao colapso como nação. Os curdos, os palestinianos, os judeus, os albaneses conheceram o percurso. Para uns houve um leito onde se reclinar, para outros a luta continua.
A Grécia sofre hoje o que Gasset chamou uma prepotência de opinião, e é contra ela que os gregos estão a criar com sucessivos NÃOS uma opinião própria de resistência, através da desobediência à chantagem e à humilhação.
Na belíssima crónica de viagem titulada - Ich bin Grega - pela Pluma Caprichosa, sentimo - nos também, gregos, e se já não nos bastasse saber que o estatuto de desobediência só o reclama quem ama a liberdade, confirmámos com C.F.Alves que, sim, há uma história que está a morrer - a da Europa como farol civilizacional, que perdida a cadeira soberana, luta por estar atrás do balcão da sua mercearia, na semi - obscuridade da sua tasca.
segunda-feira, maio 21, 2012
D'O FÍGADO DE BRONZE DE PIACENZA...
... Aos leitores das folhas de chá, dos porcos-espinhos às raposas, dos bulls aos bears, dos kondratievs aos profetas de Wall Street, da cigana e plebeia leitura do futuro às especialíssimas previsões dos gurus económicos modernos, a realidade humana recusa a antecipação com que os aúgures antigos e modernos, com ou sem coturnos, lhe tentam moldar os desfechos.
A ciência económica está descredibilizada. Quanto mais informação menor a capacidade humana de a processar. Atirada para os braços da Cibernética, tratada como uma lei física, perdeu o sentido político HUMANIZADO da sua utilidade, faz desaparecer as pessoas e cai no niilismo dos números, na vertigem da matemática teórica.
Se fazer a política é demasiado sério para ser deixado à mercê dos políticos, na Economia torna - se vital arrancá - la das mãos de burocratas.
Seria interessante analisar como as contas públicas e pessoais em-ordem estão a minar as bases do Capitalismo liberal.
Por mim, tudo bem...
A ciência económica está descredibilizada. Quanto mais informação menor a capacidade humana de a processar. Atirada para os braços da Cibernética, tratada como uma lei física, perdeu o sentido político HUMANIZADO da sua utilidade, faz desaparecer as pessoas e cai no niilismo dos números, na vertigem da matemática teórica.
Se fazer a política é demasiado sério para ser deixado à mercê dos políticos, na Economia torna - se vital arrancá - la das mãos de burocratas.
Seria interessante analisar como as contas públicas e pessoais em-ordem estão a minar as bases do Capitalismo liberal.
Por mim, tudo bem...
terça-feira, maio 15, 2012
HURRRRRAH!
Um abraço fraterno, cachopa!
O respeito é para quem o merece e a integridade ética, aos saldos, ainda faz a diferença em quem a define nas acções e no pensamento.
Quem te acompanha sabe do que estou a falar, como diria o outro...
sábado, maio 12, 2012
UM INEPTO POLÍTICO
Ter como primeiro - ministro alguém, que de milhares de compatriotas no desemprego ( POR FAVOR, HAJA ALGUÉM QUE EXPLIQUE A ESSE SENHOR O QUE REPRESENTA O DESEMPREGO NUM PAÍS COMO PORTUGAL... ) bolsa alarvidades burocráticas sobre opções de VIDA estranguladas por contingências que produziu e aleivosamente reitera, é BURRICE, de quem lá o pôs e de quem lá o mantém.
A História está prenhe de exemplos de personagens conduzidas, por inércia e exaustões políticas, à chefia das nações. Passos Coelho é um erro de casting e, até ver, também o é o líder do PS, Seguro.
É pena que se tenha de aguentá -lo o tempo de uma legislatura e de, aproveitando a martelada do adeus e recondução à insignificância histórica, verberar quem, da inteligência se esperava mais - Paulo Portas.
Essa será, essa sim, a oportunidade dos desempregados de mudarem de chefe e de VIDA. Entretanto, os danos e os ressentimentos vão marcando uma geração de portugueses, lamentávelmente.
quinta-feira, maio 10, 2012
POIS É...
... É tudo uma questão de estar atento e conhecer o adversário.
Em Setembro de 2010 escrevi isto...
" No ano passado, os anti - benfiquistas acordaram tarde e quando deram por isso a nossa equipa estava já imparável, mesmo a jogar contra 14, em arbitragens tendenciosas e desavergonhadas, como a que se viu ontem. É evidente que a máquina ainda não está afinada e nem precisaria disso ainda para despachar os adversários que nos têm aparecido.
Acontece, como disse, que este ano perderam a vergonha muito cedo e com o Benfica " posto em sossêgo " logo no início do campeonato, a coisa poderá ser sempre recomposta ainda a tempo de salvar a face. Uma vergonha a que o sr. Querença ajudou a dar o mote.
E agora, não completamente fora do contexto, o nosso presidente cometeu um erro de tomo ao ter patrocinado a eleição do sr. Fernando Gomes como presidente da Liga. Ele vai - se arrepender mas será tarde... "
Hoje lembramo - nos de como as coisas acabaram. Este ano, como foi, sem rebuços, denunciado pelo Benfica, as coisas ficaram para o fim e, obscenamente, com os mesmos protagonistas e em jogos -chave - o Querença e o Proença.
Que tal um pulinho à crónica Pressão Alta do Rui Santos no Record de hoje e reavivar o que também já disse por aqui da ingenuidade do Benfica sobre os homens- de - bem que hoje estão à cabeça da Liga e da Federação Portuguesa de Futebol?
É que a deslocação do negócio da bola está a ser, com a liquidação dos clubes do sul e com o domínio de árbitros do norte, a subir para cima e se o Sporting ( nunca mais ganhará uma Liga... ) e o Benfica não souberem reagir, veremos para o ano o Porto e o Braga e algum outro associado de ocasião no topo do campeonato, com ou sem méritos próprios.
Em Setembro de 2010 escrevi isto...
" No ano passado, os anti - benfiquistas acordaram tarde e quando deram por isso a nossa equipa estava já imparável, mesmo a jogar contra 14, em arbitragens tendenciosas e desavergonhadas, como a que se viu ontem. É evidente que a máquina ainda não está afinada e nem precisaria disso ainda para despachar os adversários que nos têm aparecido.
Acontece, como disse, que este ano perderam a vergonha muito cedo e com o Benfica " posto em sossêgo " logo no início do campeonato, a coisa poderá ser sempre recomposta ainda a tempo de salvar a face. Uma vergonha a que o sr. Querença ajudou a dar o mote.
E agora, não completamente fora do contexto, o nosso presidente cometeu um erro de tomo ao ter patrocinado a eleição do sr. Fernando Gomes como presidente da Liga. Ele vai - se arrepender mas será tarde... "
Hoje lembramo - nos de como as coisas acabaram. Este ano, como foi, sem rebuços, denunciado pelo Benfica, as coisas ficaram para o fim e, obscenamente, com os mesmos protagonistas e em jogos -chave - o Querença e o Proença.
Que tal um pulinho à crónica Pressão Alta do Rui Santos no Record de hoje e reavivar o que também já disse por aqui da ingenuidade do Benfica sobre os homens- de - bem que hoje estão à cabeça da Liga e da Federação Portuguesa de Futebol?
É que a deslocação do negócio da bola está a ser, com a liquidação dos clubes do sul e com o domínio de árbitros do norte, a subir para cima e se o Sporting ( nunca mais ganhará uma Liga... ) e o Benfica não souberem reagir, veremos para o ano o Porto e o Braga e algum outro associado de ocasião no topo do campeonato, com ou sem méritos próprios.
quinta-feira, maio 03, 2012
SENADO EUROPEU?
PARA QUÊ?
Impossível esperar da classe social dirigente qualquer mudança aos princípios económicos em que se sustenta o seu domínio e o seu bem - estar - o liberalismo.
O povo, sempre " sábio " há muito que definiu num aforismo manhoso a natureza que do conhecimento maioritário de si e dos outros tem aprendido - Quem parte e reparte e não fica com a melhor parte ou é tolo ou não tem arte.
Ora, de tolo a classe social no poder não tem nada e quanto à arte de esconder dos tolos que a sua miséria periódica é não culpa própria e está incontornàvelmente ligada, como sabem, à economia liberal da qual as cíclicas crises não são mais do que os resultados de um reordenamento dos rendimentos, sempre que à boleia das migalhas que caem do pote, o Zé melhora o seu estado económico e o seu poder de compra, mimando os tiques e os privilégios da burguesia endinheirada, ela está pujante.
Por mais que os bem intencionados procurem explicações outras para debelar essa urdidura cíclica que tem sistemáticamente devolvido à realidade a proporcionalidade éticamente reprovável da repartição dos rendimentos, a economia política tornou - se um instrumento de domínio e gestão dos desequilíbrios e não de coesão social.
Uma sociedade " equilibrada " numa repartição justa do rendimento nacional não faz parte dos ensinamentos das escolas de economia dos países que abraçaram o capitalismo liberal a não ser como uma utópica miragem. Nelas aprende - se, pelo estudo das " conjunturas económicas " a estar atento na manutenção do status e não de como prevenir o aparecimento das brutais assimetrias que a liberdade incontrolada engendra.
" Se Keynes voltasse à Terra não seria certamente keynesiano " proclama o defensor da existência de um Senado europeu ( mais um gabinete burocrático e transnacional de inimigos da Vida ), o presidente do tribunal de Contas, Guilherme d'Oliveira Martins, entrevistado pela Clara F.Alves na Revista do Expresso último.
Como!!!|!|? O que é que levaria o pensamento keynesiano a entrar em curto-circuito com o seu projector?
Não creio que a solução monetarista que os estudos de " conjuntura " da escola alemã professam em torno de garrotes orçamentais que estão a empobrecer a Europa e a criar desemprego em massa, fosse do seu agrado e o levassem a tirar uma vírgula ao que pensou e que em relação ao emprego é determinante como factor de coesão social numa sociedade em que os dirigentes se deveriam advertir dos excessos para cima ou para baixo prevenindo e obstando à ocorrência de assimetrias denunciadores do descalabro e de CRISES.
Acontece que as crises do capitalismo, como os artistas as orquestram, são uma " limpeza do sistema " necessária para repôr as disparidades que permitem alimentar fraudulentamente um sistema caduco, imoral, criminoso, em nome das mais nobres aspirações do Homem - a Liberdade e a Democracia.
E vai fazendo o seu caminho numa sociedade que " sábia " acha que somos todos iguais e que quem parte e reparte e...blá-blá-blá...
Impossível esperar da classe social dirigente qualquer mudança aos princípios económicos em que se sustenta o seu domínio e o seu bem - estar - o liberalismo.
O povo, sempre " sábio " há muito que definiu num aforismo manhoso a natureza que do conhecimento maioritário de si e dos outros tem aprendido - Quem parte e reparte e não fica com a melhor parte ou é tolo ou não tem arte.
Ora, de tolo a classe social no poder não tem nada e quanto à arte de esconder dos tolos que a sua miséria periódica é não culpa própria e está incontornàvelmente ligada, como sabem, à economia liberal da qual as cíclicas crises não são mais do que os resultados de um reordenamento dos rendimentos, sempre que à boleia das migalhas que caem do pote, o Zé melhora o seu estado económico e o seu poder de compra, mimando os tiques e os privilégios da burguesia endinheirada, ela está pujante.
Por mais que os bem intencionados procurem explicações outras para debelar essa urdidura cíclica que tem sistemáticamente devolvido à realidade a proporcionalidade éticamente reprovável da repartição dos rendimentos, a economia política tornou - se um instrumento de domínio e gestão dos desequilíbrios e não de coesão social.
Uma sociedade " equilibrada " numa repartição justa do rendimento nacional não faz parte dos ensinamentos das escolas de economia dos países que abraçaram o capitalismo liberal a não ser como uma utópica miragem. Nelas aprende - se, pelo estudo das " conjunturas económicas " a estar atento na manutenção do status e não de como prevenir o aparecimento das brutais assimetrias que a liberdade incontrolada engendra.
" Se Keynes voltasse à Terra não seria certamente keynesiano " proclama o defensor da existência de um Senado europeu ( mais um gabinete burocrático e transnacional de inimigos da Vida ), o presidente do tribunal de Contas, Guilherme d'Oliveira Martins, entrevistado pela Clara F.Alves na Revista do Expresso último.
Como!!!|!|? O que é que levaria o pensamento keynesiano a entrar em curto-circuito com o seu projector?
Não creio que a solução monetarista que os estudos de " conjuntura " da escola alemã professam em torno de garrotes orçamentais que estão a empobrecer a Europa e a criar desemprego em massa, fosse do seu agrado e o levassem a tirar uma vírgula ao que pensou e que em relação ao emprego é determinante como factor de coesão social numa sociedade em que os dirigentes se deveriam advertir dos excessos para cima ou para baixo prevenindo e obstando à ocorrência de assimetrias denunciadores do descalabro e de CRISES.
Acontece que as crises do capitalismo, como os artistas as orquestram, são uma " limpeza do sistema " necessária para repôr as disparidades que permitem alimentar fraudulentamente um sistema caduco, imoral, criminoso, em nome das mais nobres aspirações do Homem - a Liberdade e a Democracia.
E vai fazendo o seu caminho numa sociedade que " sábia " acha que somos todos iguais e que quem parte e reparte e...blá-blá-blá...
quarta-feira, maio 02, 2012
VENHA CÁ!
Notável a polémica em torno da campanha do Pingo Doce, com descontos únicos.
TODA a gente se queixou, excepto os clientes e não foram poucos. Venham mais campanhas do género que a clientela agradece. As queixas foram de quem não precisa dessa alteração anormal ao hábito de saquear os bolsos de quem pouco tem.
Eu não fui lá; as razões dos que lá foram são muitas e fundamentadas e de quem fez a campanha também.
Veremos os desenvolvimentos nesses dias que se seguirão...
TODA a gente se queixou, excepto os clientes e não foram poucos. Venham mais campanhas do género que a clientela agradece. As queixas foram de quem não precisa dessa alteração anormal ao hábito de saquear os bolsos de quem pouco tem.
Eu não fui lá; as razões dos que lá foram são muitas e fundamentadas e de quem fez a campanha também.
Veremos os desenvolvimentos nesses dias que se seguirão...
segunda-feira, abril 30, 2012
MIGUEL PORTAS
Morreu um democrata socialista que manteve uma luta sem tréguas e sem nuances em favor da sua interpretação virtuosa por aqueles que a praticam. Foi um exemplo a seguir pela nova geração.
Aqui fica a minha singela e sincera homenagem.
SOARES É " FIXE " !
Assente a poeira sobre polémica ausência do ex - presidente da República às comemorações oficiais do 25 de Abril e para além da simpatia pessoal e não política que consagro ao cidadão Mário Soares, um homem sério ( para utilizar a sua terminologia... ) permito - me lembrar duas coisas...
A diferença fundamental que havia entre Soares e Alegre e anteriormente com Cunhal, principalmente com este, estaria na separação da personalidade política da pessoal que Soares sempre fez em relação aos seus adversários ideológicos, atitude impensável para Cunhal que do urbano e institucional relacionamento sempre separou as águas.
A proximidade política, ética, filosófica, cultural seriam condições essenciais a um relacionamento " simpático ", quando não empático, com o Outro.
Soares é praticante de uma pandemocracia que não distingue o Homem das suas ideias aos quais, independentemente das suas virtudes, algumas mencionadas um pouco acima, atribui respeito, em nome da democracia e da liberdade e, se empunhadas por quem nutre simpatia pessoal, não se coíbe de tecer alibis virtuosos ao carácter do Outro, tidos como meritórios e devidos. A sua deriva ideológica, melhor, consistência, deriva desse posicionamento.
Já a Direita ideológica é mais consistente no que às afinidades pessoais com Soares lhes diz respeito. Dos seus " sótãos " expulsaram e expulsam em antipatia o aristocrático político. Eanes nutre - lhe desprezo. Cavaco, profundo ressentimento político e distâncias vingativas, o que para mim só devia abonar pessoalmente Mário Soares; na verdade isso não acontece. O ex - presidente SENTE mais do que devia essas hostilidades pessoais, mas também sentiu como ofensa pessoal e não devia, junto dos correligionários Zenha e Alegre, o afrontamento POLÍTICO.
Para um político que combateu e combate IDEIAS e não pessoas e que o faz considerar sérios ( termo ideológicamente inconsequente ) adversários que não o consideram sério, é de uma ingenuidade tremenda.
Por mim, na política o homem faz a função assim como a função faz o homem e os fins estão íntimamente ligados aos meios. E só pelos meios posso ajuízar da seriedade dos homens que a conduzem. E também só aí posso alimentar sentimentos de simpatia e juízos parabenizantes pessoais.
A não - comparência de Soares, numas cerimónias alusivas a uma data histórica, essa sim pandemocrata, peca por irreflexão, por confusão entre o contingente e o essencial. Dando de barato que só a impotência leva a Direita hoje a celebrar essa data, essa Direita que se permite enterrar o 1º de Dezembro como se tivesse a importância das celebrações fascistas do 10 de Junho, o famigerado Dia da raça, dizia, deslustrou a força de 25 de Abril.
Foi pena, pelo gozo que também lhe daria ouvir Cavaco a fazer um discurso, contrabandeado é certo, de elogio a um socialista de nome Sócrates pela obra efectuada, em anúncios de excelências tornadas possíveis no Portugal de hoje.
A diferença fundamental que havia entre Soares e Alegre e anteriormente com Cunhal, principalmente com este, estaria na separação da personalidade política da pessoal que Soares sempre fez em relação aos seus adversários ideológicos, atitude impensável para Cunhal que do urbano e institucional relacionamento sempre separou as águas.
A proximidade política, ética, filosófica, cultural seriam condições essenciais a um relacionamento " simpático ", quando não empático, com o Outro.
Soares é praticante de uma pandemocracia que não distingue o Homem das suas ideias aos quais, independentemente das suas virtudes, algumas mencionadas um pouco acima, atribui respeito, em nome da democracia e da liberdade e, se empunhadas por quem nutre simpatia pessoal, não se coíbe de tecer alibis virtuosos ao carácter do Outro, tidos como meritórios e devidos. A sua deriva ideológica, melhor, consistência, deriva desse posicionamento.
Já a Direita ideológica é mais consistente no que às afinidades pessoais com Soares lhes diz respeito. Dos seus " sótãos " expulsaram e expulsam em antipatia o aristocrático político. Eanes nutre - lhe desprezo. Cavaco, profundo ressentimento político e distâncias vingativas, o que para mim só devia abonar pessoalmente Mário Soares; na verdade isso não acontece. O ex - presidente SENTE mais do que devia essas hostilidades pessoais, mas também sentiu como ofensa pessoal e não devia, junto dos correligionários Zenha e Alegre, o afrontamento POLÍTICO.
Para um político que combateu e combate IDEIAS e não pessoas e que o faz considerar sérios ( termo ideológicamente inconsequente ) adversários que não o consideram sério, é de uma ingenuidade tremenda.
Por mim, na política o homem faz a função assim como a função faz o homem e os fins estão íntimamente ligados aos meios. E só pelos meios posso ajuízar da seriedade dos homens que a conduzem. E também só aí posso alimentar sentimentos de simpatia e juízos parabenizantes pessoais.
A não - comparência de Soares, numas cerimónias alusivas a uma data histórica, essa sim pandemocrata, peca por irreflexão, por confusão entre o contingente e o essencial. Dando de barato que só a impotência leva a Direita hoje a celebrar essa data, essa Direita que se permite enterrar o 1º de Dezembro como se tivesse a importância das celebrações fascistas do 10 de Junho, o famigerado Dia da raça, dizia, deslustrou a força de 25 de Abril.
Foi pena, pelo gozo que também lhe daria ouvir Cavaco a fazer um discurso, contrabandeado é certo, de elogio a um socialista de nome Sócrates pela obra efectuada, em anúncios de excelências tornadas possíveis no Portugal de hoje.
sexta-feira, abril 27, 2012
HMMMMM!
Querem ver que o Seguro, a reboque das asneiradas políticas da maioria, vai roer a corda troikiana?
Está a chamar - me a atenção e isso, perdoem - me a imodéstia, está a afastá - lo da estupidez conformista e " responsável " reinante. Nada mau...
quarta-feira, abril 25, 2012
25 de Abril de 1974
Ninguém acreditava que esse dia chegaria da forma como chegou - em rotura decisiva com o repugnante status num desmantelamento assertivo das consciências tão longamente formatadas por uma autoridade e um Poder bisonho, miserabilista, provinciano e tacanho que durante tanto tempo assumiu a representatividade de um povo, em nome de uma menorização insultuosa das suas capacidades.
Acreditava - se em reformas, que de uma racionalidade atribuída e aceite ao delfim sucessor, se esperavam os desenlaces libertadores. Pura ingenuidade, que a escola era a mesma e o poder nunca é pertença única do chefe.
Vivi, minuto a minuto, desde a madrugada dessa revolução que podia ter sido, não fosse a complacência cobarde de mentalidades provincianas do BASTA, NÃO QUERO MAIS a meterem-na num redil controlado de carneiros mansos e ruminantes, até hoje, sob o rótulo de Democracia Ocidental.
Em letras de fogo ficaram gravadas no meu peito e na minha memória esse querer de uma nação, liberta, nos dias que se seguiram, das falsas consciências que um querer medíocre lhe incutiu durante décadas.
Hoje, quando os novos representantes desse poder apeado regressam, aprendida a lição, mas sempre com o tom melífluo e apaziguante a adornar - lhes o discurso, lembro - me dessa pulsão libertadora de então.
VIVA O 25 DE ABRIL!
Acreditava - se em reformas, que de uma racionalidade atribuída e aceite ao delfim sucessor, se esperavam os desenlaces libertadores. Pura ingenuidade, que a escola era a mesma e o poder nunca é pertença única do chefe.
Vivi, minuto a minuto, desde a madrugada dessa revolução que podia ter sido, não fosse a complacência cobarde de mentalidades provincianas do BASTA, NÃO QUERO MAIS a meterem-na num redil controlado de carneiros mansos e ruminantes, até hoje, sob o rótulo de Democracia Ocidental.
Em letras de fogo ficaram gravadas no meu peito e na minha memória esse querer de uma nação, liberta, nos dias que se seguiram, das falsas consciências que um querer medíocre lhe incutiu durante décadas.
Hoje, quando os novos representantes desse poder apeado regressam, aprendida a lição, mas sempre com o tom melífluo e apaziguante a adornar - lhes o discurso, lembro - me dessa pulsão libertadora de então.
VIVA O 25 DE ABRIL!
segunda-feira, abril 23, 2012
ERRO GRAVE
Alguém terá aconselhado ao P. Ministro uma estratégia de contenção na sua exposição pública ( por desgaste da imagem de mensageiro de más notícias, principalmente... ) e vai daí delega nos apóstolos a competência de disseminar a mensagem do pobrezinho mas honesto.
As primeiras bocas, nomeadamente do ministro da Solidariedade e do ministro da Justiça já nos iluminaram sobre o que aí vem.
É o que dá pôr os burocratas a falar e agir políticamente... Um erro ingénuo que irá ser bem aproveitado pelos media e pela Oposição.
As primeiras bocas, nomeadamente do ministro da Solidariedade e do ministro da Justiça já nos iluminaram sobre o que aí vem.
É o que dá pôr os burocratas a falar e agir políticamente... Um erro ingénuo que irá ser bem aproveitado pelos media e pela Oposição.
terça-feira, abril 17, 2012
D'os CULAMBISTAS... ( PARTE V )
Deambulando sobre a praxis política do Estado actual e do atrelamento anexante que ainda vai obtendo junto de uma população céptica e demissionária das virtudes políticas e de uma cumplicidade expectante e oportunista que a sua comunicação discursiva tem vindo a alimentar, não me atenho a particularizar, por hoje, o desmascaramento casuístico de cada acção ou demissão de alguns apaniguados dessa ladaínha conformista, paralizante, que tem a FÉ como o único leitmotiv mobilizador (!!!??? ) dos cidadãos, em estado pré - comatoso.
Generalizo, continuando na caracterização do M.E.C., feito na década de 80/90, de uma postura comportamental que não cessa de nos surpreender.
OS CARAS DE CUS
( Miguel Esteves Cardoso )
... Repare -se que, quando há eleições, todos os candidatos com uma hipótese remota de vencerem são agraciados pelos entrevistadores com longos lambe-cus aos quais normalmente não teriam direito. Esta é a forma do culambista profissional assegurar -se que nenhum cu tomará assento em Belém ou em S. Bento sem ter sido préviamente carimbado.
Como funciona o Culambismo? A essência está na relação entre o culambista e o cu lambido. Se a coisa é bem feita, cria - se uma relação de intimidade entre os dois. O segredo é adivinhar a forma de aproximação identificando os gostos e manias de cada cu.
Não é fácil porque todos os cus são diferentes. Há cus que gostam de ser lambidos abertamente - mas são raros ( embora actualmente proeminentes ). São os cus de quem aprecia que se lhe diga, em plena praça pública: " Senhor ministro, desculpe - me o desabafo, mas não há dúvida que o senhor é um grande estadista! "
Os cus, o mais das vezes, apreciam que as coisas sejam feitas com mais rodeios. Há cus que gostam de ser lambidos na diagonal. Outros preferem o face-a-face. Uns gostam de só uma longa lambidela. Uns gostam de várias lambidinhas imperceptíveis, dadas intervaladamente ao longo da sessão. Há cus que gostam de levar uns " taus-taus " carinhosos antes de serem lambidos. Em casos desses, o culambista experiente faz duas ou três críticas suaves ou perguntas levemente polémicas antes de avançar com as beiças...
( actualizaremos... )
Generalizo, continuando na caracterização do M.E.C., feito na década de 80/90, de uma postura comportamental que não cessa de nos surpreender.
OS CARAS DE CUS
( Miguel Esteves Cardoso )
... Repare -se que, quando há eleições, todos os candidatos com uma hipótese remota de vencerem são agraciados pelos entrevistadores com longos lambe-cus aos quais normalmente não teriam direito. Esta é a forma do culambista profissional assegurar -se que nenhum cu tomará assento em Belém ou em S. Bento sem ter sido préviamente carimbado.
Como funciona o Culambismo? A essência está na relação entre o culambista e o cu lambido. Se a coisa é bem feita, cria - se uma relação de intimidade entre os dois. O segredo é adivinhar a forma de aproximação identificando os gostos e manias de cada cu.
Não é fácil porque todos os cus são diferentes. Há cus que gostam de ser lambidos abertamente - mas são raros ( embora actualmente proeminentes ). São os cus de quem aprecia que se lhe diga, em plena praça pública: " Senhor ministro, desculpe - me o desabafo, mas não há dúvida que o senhor é um grande estadista! "
Os cus, o mais das vezes, apreciam que as coisas sejam feitas com mais rodeios. Há cus que gostam de ser lambidos na diagonal. Outros preferem o face-a-face. Uns gostam de só uma longa lambidela. Uns gostam de várias lambidinhas imperceptíveis, dadas intervaladamente ao longo da sessão. Há cus que gostam de levar uns " taus-taus " carinhosos antes de serem lambidos. Em casos desses, o culambista experiente faz duas ou três críticas suaves ou perguntas levemente polémicas antes de avançar com as beiças...
( actualizaremos... )
sábado, abril 14, 2012
HIGIENE MENTAL, precisa - se...
Contra as sucessivas medidas burrofascizantes ,que aos poucos vão saindo dos enfados ministeriais, contra a felicidade alheia, aconselho uma lavagem cerebral a alguns envelhecidos neurónios, que à sua velhice existencial acrescem senilidades políticas, como as atitudes fundamentalistas anti- tabaco, anti-sexo, anti-álcool, anti-droga, anti-ética, anti-Vida, que vão subtilmente e em crescendo, cerceando a Liberdade e a Responsabilidade individual do cidadão.
É claro que só uma visão classista e pretensiosa explica o despudor dessa intromissão do Estado em áreas de julgamento pessoal com criminalizações abusivas e impertinentes.
Se este Estado quiser proteger as nossas crianças, tenho uma mão cheia de sugestões a apresentar e duas mãos de reparos à sua hipocrisia no que respeita ao tema, fundamentado nas consequências previsíveis de algumas acções que teve nessa área.
Essa atitude de emboscada que parece estar estratégicamente colada ao Estado actual, pertence a um campo bem definido - a dos salteadores, dos carteiristas e, no limite, dos evangelizadores. Não é definitivamente a área da Política e como tal deveria ser tratada pelos cidadãos.
Virá tempo...
É claro que só uma visão classista e pretensiosa explica o despudor dessa intromissão do Estado em áreas de julgamento pessoal com criminalizações abusivas e impertinentes.
Se este Estado quiser proteger as nossas crianças, tenho uma mão cheia de sugestões a apresentar e duas mãos de reparos à sua hipocrisia no que respeita ao tema, fundamentado nas consequências previsíveis de algumas acções que teve nessa área.
Essa atitude de emboscada que parece estar estratégicamente colada ao Estado actual, pertence a um campo bem definido - a dos salteadores, dos carteiristas e, no limite, dos evangelizadores. Não é definitivamente a área da Política e como tal deveria ser tratada pelos cidadãos.
Virá tempo...
sexta-feira, abril 13, 2012
AI GUINÉ!!!
Só posso fazer uma caracterização da Guiné à luz da sua história recente - regressou ao tribalismo pré - colonial, que lhe marcava o espaço que Portugal encerrou numa fronteira administrativa.
Se de alguma coisa serviu a luta pela educação, pela criação de um sentimento nacional, contra o tribalismo, encetada por Amílcar Cabral - a sua independência - ela começou a desvanecer - se com o 1º golpe de estado protagonizado por Nino Vieira ( que NADA aprendeu com o seu líder ) e pela mais estúpida justificação política jamais brandida por um líder rebelde - o Cabral que chefiava o estado era "estrangeiro " porque tinha sangue caboverdiano, assim como os seus mais capazes dirigentes que lideraram a guerrilha victoriosa.
E foi o fim do Estado como entidade globalizadora. O exemplo da traição, da leviandade e leveza com que ela podia ser exercitada, está a dar frutos, até hoje.
Diz - se que Portugal está a preparar uma intervenção armada no território. A notícia não esclarece em que moldes isso se irá passar. Não acredito que a estupidez de avançar sózinho tenha passado pela cabeça de alguém.
A intervenção, a acontecer, terá de ser equacionada num âmbito mais alargado, com mandato mais alargado envolvendo forças da OUA ou da ONU, ou teremos sarilhos sérios.
Se de alguma coisa serviu a luta pela educação, pela criação de um sentimento nacional, contra o tribalismo, encetada por Amílcar Cabral - a sua independência - ela começou a desvanecer - se com o 1º golpe de estado protagonizado por Nino Vieira ( que NADA aprendeu com o seu líder ) e pela mais estúpida justificação política jamais brandida por um líder rebelde - o Cabral que chefiava o estado era "estrangeiro " porque tinha sangue caboverdiano, assim como os seus mais capazes dirigentes que lideraram a guerrilha victoriosa.
E foi o fim do Estado como entidade globalizadora. O exemplo da traição, da leviandade e leveza com que ela podia ser exercitada, está a dar frutos, até hoje.
Diz - se que Portugal está a preparar uma intervenção armada no território. A notícia não esclarece em que moldes isso se irá passar. Não acredito que a estupidez de avançar sózinho tenha passado pela cabeça de alguém.
A intervenção, a acontecer, terá de ser equacionada num âmbito mais alargado, com mandato mais alargado envolvendo forças da OUA ou da ONU, ou teremos sarilhos sérios.
quinta-feira, abril 12, 2012
ANEDOTA DO DIA
Um árabe cheio de sede atravessa o deserto há várias horas quando ao longe vislumbra uma tenda de vendas. Na esperança de lá encontrar água estuga o passo. Uma hora depois chega finalmente à banca e dirige - se ao vendedor:
- Boa tarde, tem água?
- Não, a única coisa que vendo são gravatas.
- Gravatas? Quem é que usa isso no deserto ???
- Olhe que estão em promoção, cinco euros cada uma. Quer?
- Claro que não! Estou a morrer de sede e a única coisa que eu queria era água.
- Tenho aqui umas gravatas que combinam bem com a sua túnica... insiste o vendedor.
- Não quero nada disso, já disse. Quero é matar a sede, homem.
- OK! Mas olhe, depois daquela duna aí, se virar para Oeste encontra um oásis a cerca de 4 km.
- A sério?
-Garantido!
- Então vou pôr - me a caminho.
Passadas umas horas e já noite, o árabe volta ao local da tendinha de gravatas.
- Então, encontrou o oásis? pergunta o vendedor.
- Encontrei.
- E...?
- O cabr** do porteiro não me deixou entrar sem gravata...
Moral da história?
O conhecimento do Mercado permite bons negócios?
Nem sempre no poupar está o ganho?
A burocracia é mesmo uma Merda?
- Boa tarde, tem água?
- Não, a única coisa que vendo são gravatas.
- Gravatas? Quem é que usa isso no deserto ???
- Olhe que estão em promoção, cinco euros cada uma. Quer?
- Claro que não! Estou a morrer de sede e a única coisa que eu queria era água.
- Tenho aqui umas gravatas que combinam bem com a sua túnica... insiste o vendedor.
- Não quero nada disso, já disse. Quero é matar a sede, homem.
- OK! Mas olhe, depois daquela duna aí, se virar para Oeste encontra um oásis a cerca de 4 km.
- A sério?
-Garantido!
- Então vou pôr - me a caminho.
Passadas umas horas e já noite, o árabe volta ao local da tendinha de gravatas.
- Então, encontrou o oásis? pergunta o vendedor.
- Encontrei.
- E...?
- O cabr** do porteiro não me deixou entrar sem gravata...
Moral da história?
O conhecimento do Mercado permite bons negócios?
Nem sempre no poupar está o ganho?
A burocracia é mesmo uma Merda?
quarta-feira, abril 11, 2012
SPORTING - BENFICA
Nós sabemos que as épocas do Sporting se resumem a guardar todas as suas forças e capacidades para ganhar um joguinho ao Glorioso. Bem, cada um sabe de si e das suas finanças...
Voltando ao jogo jogado nas quatro linhas e para além das tretas do costume ( aí o Sporting e o Benfica são de uma ingenuidade fantástica... ) relativas às arbitragens, o Sporting correu mais em busca da sua satisfação anual.
Quanto ao Benfica, o seu treinador errou, errou e errou, a começar pela titularidade da dupla de centrais Garay e Luisão, vinda de lesões e sem ritmo e sem pernas. Lamentável e desastroso jogo fizeram.
Ao resto da equipa faltou a inteligência de Aimar para normalizar a superioridade do jogo do Benfica perante a camionete lagarta.
Quanto aos meus eufóricos amigos lagartos, prestem atenção ao árbitro que vos vai sair no jogo com o já escolhido campeão deste ano. E nós é que estávamos a ser levados ao colo... As coisas não mudaram de um ano para outro. Ficou só um bocadinho mais difícil afastar o Benfica. Vocês afastaram - se por incompetência. Ao Benfica só com aldrabices apesar de todas as escorregadelas do seu treinador.
Voltando ao jogo jogado nas quatro linhas e para além das tretas do costume ( aí o Sporting e o Benfica são de uma ingenuidade fantástica... ) relativas às arbitragens, o Sporting correu mais em busca da sua satisfação anual.
Quanto ao Benfica, o seu treinador errou, errou e errou, a começar pela titularidade da dupla de centrais Garay e Luisão, vinda de lesões e sem ritmo e sem pernas. Lamentável e desastroso jogo fizeram.
Ao resto da equipa faltou a inteligência de Aimar para normalizar a superioridade do jogo do Benfica perante a camionete lagarta.
Quanto aos meus eufóricos amigos lagartos, prestem atenção ao árbitro que vos vai sair no jogo com o já escolhido campeão deste ano. E nós é que estávamos a ser levados ao colo... As coisas não mudaram de um ano para outro. Ficou só um bocadinho mais difícil afastar o Benfica. Vocês afastaram - se por incompetência. Ao Benfica só com aldrabices apesar de todas as escorregadelas do seu treinador.
segunda-feira, abril 09, 2012
D' os CULAMBISTAS... ( PARTE IV )
" Enquanto estendemos a passadeira à OPA da Intercement, a Presidente Dilma propõe o aumento brutal de taxas sobre o nosso vinho e azeite. Por onde anda Portas? " Nicolau Santos, caderno de Economia do Expresso.
"... Cimpor não é uma empresa qualquer: é a maior empresa industrial portuguesa, a mais internacionalizada e um centro de tecnologia e de engenharia nacionais. Víctor Gaspar e António Borges passaram a ferro tudo isto ( estamos a falar da privatização da Cimpor..., esclareço eu... ), sem nenhuma oposição da CGD" . - Nicolau Santos.
A oposição esperada pelo colunista seria a dos seus administradores Fernando Faria de Oliveira, José de Matos e Nogueira Leite. Pois...
Continuemos a saga dos Culambistas do aqui apresentado texto de Miguel Esteves Cardoso, intitulado
OS CARAS DE CU
( Miguel Esteves Cardoso )
(... em continuação...)
"... O Nãofaçondista prefere curvar ligeiramente a cabeça, em sinal de deferência, e não fazer ondas. Não se julgue que é fácil. Se, porventura a entrevista sai fora dos limites, ameaçando tornar - se incómoda ou interessante, O Nãofaçondista tem de enfiar a sua bóia « Pussy Cat » e ir socorrer o entrevistado, puxando - o de novo para as águas mornas do costume.
Os prémios do Culambismo são muito mais elevados que os do Nãofaçondismo. Um Nãofaçondista é um ginasta de manutenção, que se contenta em manter a posição que conquistou. ( Muitos Nãofaçondistas são ex - Culambistas ).
Um Culambista é um ginasta evolutivo, que quer subir a pulso pelo espaldar da vida, sempre com a língua de fora, melhorando a situação profissional e política ao longo dos ânus.
Um Culambista arrisca - se mais.É uma modalidade perigosa. Se se lamberem os cus errados pode - se ir parar à prateleira- Há cus que enganam muito. É preciso conhecê- los como a palma das mãos.Para o Culambista não importa onde um cu já esteve - importa sobretudo onde está o cu no momento do contacto. O lugar que um cu ocupa vale 50% da jogada. De resto, interessa onde o dito cu vai acabar. "
actualizaremos...
"... Cimpor não é uma empresa qualquer: é a maior empresa industrial portuguesa, a mais internacionalizada e um centro de tecnologia e de engenharia nacionais. Víctor Gaspar e António Borges passaram a ferro tudo isto ( estamos a falar da privatização da Cimpor..., esclareço eu... ), sem nenhuma oposição da CGD" . - Nicolau Santos.
A oposição esperada pelo colunista seria a dos seus administradores Fernando Faria de Oliveira, José de Matos e Nogueira Leite. Pois...
Continuemos a saga dos Culambistas do aqui apresentado texto de Miguel Esteves Cardoso, intitulado
OS CARAS DE CU
( Miguel Esteves Cardoso )
(... em continuação...)
"... O Nãofaçondista prefere curvar ligeiramente a cabeça, em sinal de deferência, e não fazer ondas. Não se julgue que é fácil. Se, porventura a entrevista sai fora dos limites, ameaçando tornar - se incómoda ou interessante, O Nãofaçondista tem de enfiar a sua bóia « Pussy Cat » e ir socorrer o entrevistado, puxando - o de novo para as águas mornas do costume.
Os prémios do Culambismo são muito mais elevados que os do Nãofaçondismo. Um Nãofaçondista é um ginasta de manutenção, que se contenta em manter a posição que conquistou. ( Muitos Nãofaçondistas são ex - Culambistas ).
Um Culambista é um ginasta evolutivo, que quer subir a pulso pelo espaldar da vida, sempre com a língua de fora, melhorando a situação profissional e política ao longo dos ânus.
Um Culambista arrisca - se mais.É uma modalidade perigosa. Se se lamberem os cus errados pode - se ir parar à prateleira- Há cus que enganam muito. É preciso conhecê- los como a palma das mãos.Para o Culambista não importa onde um cu já esteve - importa sobretudo onde está o cu no momento do contacto. O lugar que um cu ocupa vale 50% da jogada. De resto, interessa onde o dito cu vai acabar. "
actualizaremos...
sábado, abril 07, 2012
D'os CULAMBISTAS... ( PARTE III )
Pois é... o refinamento dessa espécie vai de velas desfraldads. O Zé - Mundial ladra ( os lobos estão definitivamente em extinção... ) e a caravana fedorenta espalha o seu perfume pelo planeta.
A Pátria é hoje pertença dos Vasconcellos e de aspirantes a sê - lo.
Entre Cristo e Barrabás o Zé prefere a cruxificação e assusta - se com bispos negros a governar a Igreja anglicana e pastores brasileiros a contaminar a Páscoa católica. De raspão, a época pascal é propícia, tem uma epifania desmascarante da promiscuidade envolvendo a CGD e a BRISA e notáveis da nossa praça, enquanto o Burocrata - Mor e a Repartição do Reino se ensalivam em pletórica, provinciana demissão identitária ao ser levado ao Olimpo da Super-Raça..., enquanto noutra freguesia se podam os ramos da oliveira antes de, tão certo como Portugal é Portugal ( a coisa hoje está tremida...) se ascender ao púlpito.
voltemos ao passado (!!!?), Miguel...
OS CARAS DE CU
( Miguel Esteves Cardoso )
O Culambista também sabe " ler " as ondas. É identificando as ondas que " estão a dar " que pode fazer a selecção dos cus que pretende lamber. O verdadeiro Culambista estuda as marés mas nunca perde de vista o objectivo: lamber cus importantes, CUSTE O QUE CUSTAR.
Há também praticantes menores, que também querem subir na vida e que erradamente se denominam culambistas. Assim como há o Surf, que é sério, e modalidades mais ligeiras como o « Skimming », há o Culambismo e o Nãofaçondismo, que consiste em não fazer ondas de modo a não incomodar os veraneantes do poder estabelecido. Basta olhar para a RTP ( há novos e actuantes protagonistas, sublinhado meu...) para ver a diferença. Enquanto o Culambista bajula o político que está a entrevistar, babando - se de gozo cada vez que diz « senhor ministro », o Nãofaçondista limita - se a dizer que sim com a cabeça, a fazer perguntas fáceis e a não interromper.
O Culambista é um activista. O Nãofaçondismo é passivo. O culambista não descansa enquanto não dobra o pescoço e aplica a língua ao orifício anal do entrevistado, cobrindo - o de beijinhos. O facto de estar a ser observado por cinco milhões de espectadores é - lhe indiferente. Já o Nãofaçondista inibe - se à frente de tanta gente. Fossem 4 ou 5 e ele ainda se prestaria a fazer uma tentativa de culambismo periférico, ensaiando, por exemplo, uma rápida lambidela do rego ou um " raid " de beijocas nas covinhas das nádegas.
Estou nauseado, por ora, pá. Continuarei com mais actualizações...
Há também praticantes menores, que também querem subir na vida e que erradamente se denominam culambistas. Assim como há o Surf, que é sério, e modalidades mais ligeiras como o « Skimming », há o Culambismo e o Nãofaçondismo, que consiste em não fazer ondas de modo a não incomodar os veraneantes do poder estabelecido. Basta olhar para a RTP ( há novos e actuantes protagonistas, sublinhado meu...) para ver a diferença. Enquanto o Culambista bajula o político que está a entrevistar, babando - se de gozo cada vez que diz « senhor ministro », o Nãofaçondista limita - se a dizer que sim com a cabeça, a fazer perguntas fáceis e a não interromper.
O Culambista é um activista. O Nãofaçondismo é passivo. O culambista não descansa enquanto não dobra o pescoço e aplica a língua ao orifício anal do entrevistado, cobrindo - o de beijinhos. O facto de estar a ser observado por cinco milhões de espectadores é - lhe indiferente. Já o Nãofaçondista inibe - se à frente de tanta gente. Fossem 4 ou 5 e ele ainda se prestaria a fazer uma tentativa de culambismo periférico, ensaiando, por exemplo, uma rápida lambidela do rego ou um " raid " de beijocas nas covinhas das nádegas.
Estou nauseado, por ora, pá. Continuarei com mais actualizações...
quinta-feira, abril 05, 2012
D'os CULAMBISTAS... ( PARTE II )
OS CARAS DE CU
Miguel Esteves Cardoso
continuemos...
O menino que engraxasse a professora tinha de enfrentar depois o escárnio da turma. O colunista que tecesse um grande elogio ao Presidente do Conselho era ostracizado pelos colegas. Ninguém gostava de um engraxador.
Hoje tudo isso mudou. O engraxanço evoluiu ao ponto de tornar - se irreconhecível. Foi - se subindo na escala da subserviência, dos sapatos até ao cu. O engraxador foi promovido a lambe-botas e o lambe-botas a lambe-cu. Não é preciso realçar a diferença, em termos de subordinação hierárquica e flexibilidade de movimentos, entre engraxar uns sapatos e lamber um cu. Para fazer face à crescente popularidade do desporto importaram-se dos Estados Unidos, campeão do mundo na modalidade, as regras e os estatutos da American Federation of Ass-licking and Brown-nosing. Os praticantes porrtugueses puderam assim esquecer os tempos amadores do engraxanço e aperfeiçoaram-se no desenvolvimento profissional do Culambismo.
Os culambistas portugueses habituaram - se depressa à modalidade. Comparar o engraxador entusiasta dos anos 60 com o culambista profissional dos anos 90 ( e os de hoje, sublinhado meu...) é como comparar fazer carreiras num colchão na Praia de Paço de Arcos ao campeonato de « windsurf » na Praia do Guincho. Os culambistas são um pouco a versão terrestre e abjecta dos nossos windsurfistas.
continuaremos...
Miguel Esteves Cardoso
continuemos...
O menino que engraxasse a professora tinha de enfrentar depois o escárnio da turma. O colunista que tecesse um grande elogio ao Presidente do Conselho era ostracizado pelos colegas. Ninguém gostava de um engraxador.
Hoje tudo isso mudou. O engraxanço evoluiu ao ponto de tornar - se irreconhecível. Foi - se subindo na escala da subserviência, dos sapatos até ao cu. O engraxador foi promovido a lambe-botas e o lambe-botas a lambe-cu. Não é preciso realçar a diferença, em termos de subordinação hierárquica e flexibilidade de movimentos, entre engraxar uns sapatos e lamber um cu. Para fazer face à crescente popularidade do desporto importaram-se dos Estados Unidos, campeão do mundo na modalidade, as regras e os estatutos da American Federation of Ass-licking and Brown-nosing. Os praticantes porrtugueses puderam assim esquecer os tempos amadores do engraxanço e aperfeiçoaram-se no desenvolvimento profissional do Culambismo.
Os culambistas portugueses habituaram - se depressa à modalidade. Comparar o engraxador entusiasta dos anos 60 com o culambista profissional dos anos 90 ( e os de hoje, sublinhado meu...) é como comparar fazer carreiras num colchão na Praia de Paço de Arcos ao campeonato de « windsurf » na Praia do Guincho. Os culambistas são um pouco a versão terrestre e abjecta dos nossos windsurfistas.
continuaremos...
quarta-feira, abril 04, 2012
DOS CULAMBISTAS...
MIL PERDÕES, MIGUEL, mas não resisto a trazer aqui, para a nova geração, um cheirinho do que foi o teu " INDEPENDENTE " e da tua argúcia na identificação de uma certa fauna indígena nos anos longínquos de 1990...
É que voltámos ao mesmo. Essa raça que tu identificaste a par de outras, evoluiu, tornou - se um bocadinho mais esperta na arte da dissimulação e da ambição e está mais activa do que nunca.
Com uma grande vénia, cheia de saudades pelo teu exílio e sem prostrações culambistas, cá vamos nós...
Vou trazer essa realidade, com outros rostos, claro, que o mundo girou entretanto, como tu a viste e escreveste.
OS CARAS DE CU
( Miguel Esteves Cardoso )
Noto com desagrado que se tem desenvolvido muito em Portugal uma modalidade desportiva que julgara ter caído em desuso depois da revolução de Abril. Situa - se na área da ginástica corporal e envolve complexos exercícios contorcionistas em que cada jogador procura, por todos os meios ao seu alcance, correr e prostar - se de forma a lamber o cu de um jogador mais poderoso do que ele.
Este cu pode ser o cu de um superior hierárquico, de um ministro, de um agente da polícia ou de um artista. O objectivo do jogo é identificá - los, lambê - los e recolher os respectivos prémios. Os prémios podem ser em dinheiro, em promoção profissional ou em permuta. À medida em que vai lambendo os cus, vai ascendendo ou descendendo na hierarquia.
Antes do 25 de Abril esta modalidade era mais rudimentar. Era praticada por amadores, muitos em idade escolar, e conhecida prosaicamente como " engraxanço ". Os chefes de Repartição engraxavam os chefes de Serviço, os alunos engraxavam os professores, os jornalistas engraxavam os ministros, as donas de casa engraxavam os médicos da Caixa, etc... Mesmo assim, eram raros os portugueses com feitio para passar graxa. Havia poucos engraxadores. Diga - se porém, em abono da verdade, que os poucos que havia engraxavam imenso.
Nesse tempo, " engraxar " era uma actividade socialmente menosprezada.
( continuaremos... )
terça-feira, abril 03, 2012
D'o Pregador de Domingo...
O Prof. Doutor Marcelo Rebelo de Sousa é um velho conhecido nosso, malta dos 60, desde os tempos da fundação do Expresso e na sua acção como editorialista pós - 25 de Abril, na sua forma subtil como introduz contrabando político na vida dos partidos.
Sem contraditório, é um génio a criar e desenvolver cenários onde as suas condições hipotéticas nunca são postas em relevo, pelo que perdem, perante os apreciadores, a sua face ficcional e manipuladora, para aparecerem como realidades tangíveis, no presente e, pasme - se, no futuro.
Ouvi o que ele disse das " intenções " do líder do PS e a especulação abusiva sobre o que lhe estava associado e dei - me por mim a tentar adivinhar das intenções do Prof., presentes e futuras. Só não ponho em letra de forma o que concluí já que quase toda a gente atenta aprendeu a ler nas entrelinhas o que intende sobre alguns, se não todos os seus comentários à volta da política nacional.
Tudo normal, não se desse o caso de ter sido um ataque directo, baseado em suposições de intenções a um colega do Conselho de Estado e se a troca de palavras se tornar azeda... a coisa vai ficar feia.
P.S - O título deste post é da responsabilidade de Santana Lopes
domingo, abril 01, 2012
DÁ PARA ACREDITAR?
Li e não acreditei - Fabrico de medicamentos falsos não é penalizado em Portugal. A dificuldade de prova de efeitos nocivos ( para o caso, a inutilidade é - o, nesse contexto...) dificulta a legislação - diz o presidente da Infarmed.
Mundo cão esse!
FORÇA, GLORIOSO!
Foi difícil mas soubemos levar de vencida os guerreiros do Minho.
Benfica contrata Lima por quatro temporadas - titula o Record. Bem que gostaria que não fosse uma peta do 1 de Abril. É um excelente avançado.
E segue o campeonato com os três grandes proibidos de perder pontos. Seria a morte dos artistas...
Benfica contrata Lima por quatro temporadas - titula o Record. Bem que gostaria que não fosse uma peta do 1 de Abril. É um excelente avançado.
E segue o campeonato com os três grandes proibidos de perder pontos. Seria a morte dos artistas...
sábado, março 31, 2012
Finalmente ( ó, alegria indizível ! ),...
... Eis que tenho por onde estudar !
Tenho entre mãos a Teoria Geral da Estupidez Humana de Víctor Rodrigues. Encomendada há já um tempo, passemos à leitura da tese, aparentemente incisiva, do autor.
Darei novidades por aqui...
À partida, aconselho o desafio que nos é lançado...
Página 7...
Tenho entre mãos a Teoria Geral da Estupidez Humana de Víctor Rodrigues. Encomendada há já um tempo, passemos à leitura da tese, aparentemente incisiva, do autor.
Darei novidades por aqui...
À partida, aconselho o desafio que nos é lançado...
Página 7...
quinta-feira, março 29, 2012
Da Morte...
Um amigo de décadas " abandonou - me "...
" Eu não tenho medo da Morte, dizia, tenho pena de não ver mais o meu Benfica e apreciar as minhas sardinhadas... " - Fernando Monteiro
" Se trago a morte para a minha vida, a reconheço e a encaro de frente, liberto - me da ansiedade da Morte e da insignificância da vida - e só então serei livre para me tornar eu próprio " - HEIDEGGER
" Eu não tenho medo da Morte, dizia, tenho pena de não ver mais o meu Benfica e apreciar as minhas sardinhadas... " - Fernando Monteiro
" Se trago a morte para a minha vida, a reconheço e a encaro de frente, liberto - me da ansiedade da Morte e da insignificância da vida - e só então serei livre para me tornar eu próprio " - HEIDEGGER
METASOCIALISMO?
Mário Soares " regojiza - se " com as tremideiras que têm assolado a coligação germânica no poder, a CDU da senhora Merkel, por quem nutre uma declarada antipatia política, e os liberais da FDP.
A minha empatia com o velho leão socialista, que diga - se a verdade, refinou, depois da reforma, os seus pergaminhos socialistas, livre então que se sentiu das necessidades pragmáticas do Poder, é, quanto à burocrática Merkel, total. O colapso do seu governo e da sua liderança na U.E. arrastaria o regresso ao poder, em coligação ou não, dos reformistas da social - democracia alemã e eventualmente, apeado o seu homem de mão em França, o senhor Sarkozy, o regresso dos socialistas franceses ao poder.
Gostou de ouvir num comício de apoio ao sr. Hollande as vozes dos reformistas verberarem o neoliberalismo e a sua política de austeridade dirigida à incipiente classe média do sul da Europa e vê uma janela de esperança abrir - se no espaço europeu.
Acontece que não sou tão optimista. Os reformistas sociais democratas quando estão no poder, a História recente assim o testemunha, só se têm distinguido pela retórica. A realidade onde ameaçam impôr reformas não sofre o mínimo abalo já que, estúpidamente, é aceite como um dado inamovível.
Por volta de 2003, o senhor João Carlos Quaresma Dias, então professor do ISEL, reflectindo sobre as adaptações que o mundo estava a fazer em todas as áreas, perante o advento e soberania do que ele classificava como metacapitalismo, vulgo Globalização, propunha, em face da caracterização e adaptações dos paradigmas do velho Capitalismo à nova realidade que a sua inércia criou, um contrapeso a que ele chamou metasocialismo como " tema obrigatório " para o futuro próximo, das correntes reformistas, acrescento eu.
Olhando para a realidade " ideológica " da corrente socialista, hoje, afigura - se - me que nenhuma reflexão crítica consistente está a preparar as massas para as mudanças numa, já idiossincracia soberana, em quase todas as consciências, iluminadas ou não.
Como diria, recitando Sloterdijk, saber é poder e esse saber hoje está no Poder neoliberal que não só O detém como o surripia aos excluídos desse universo, esvaziando - lhe o seu alcance prático e determinante à boleia do civismo, maturidade, responsabilidade, patriotismo e de uma educação dirigida, exigidos aos governados.
Um metasocialismo, para deixar de ser só uma miragem, um contrapeso alternante, obrigaria ao derrube do capitalismo e da sua face fascista e hiper - burocrática de hoje. COMO!!!?
Mário Soares vê uma janela de esperança na retórica oposicionista europeia.
Eu continuo a ver mais do mesmo até que aconteça, de facto, uma ruptura na urdidura social implantada, como fim de História, nas consciências individuais e colectivas dos ocidentais e virulentamente exportada pelo planeta.
A minha empatia com o velho leão socialista, que diga - se a verdade, refinou, depois da reforma, os seus pergaminhos socialistas, livre então que se sentiu das necessidades pragmáticas do Poder, é, quanto à burocrática Merkel, total. O colapso do seu governo e da sua liderança na U.E. arrastaria o regresso ao poder, em coligação ou não, dos reformistas da social - democracia alemã e eventualmente, apeado o seu homem de mão em França, o senhor Sarkozy, o regresso dos socialistas franceses ao poder.
Gostou de ouvir num comício de apoio ao sr. Hollande as vozes dos reformistas verberarem o neoliberalismo e a sua política de austeridade dirigida à incipiente classe média do sul da Europa e vê uma janela de esperança abrir - se no espaço europeu.
Acontece que não sou tão optimista. Os reformistas sociais democratas quando estão no poder, a História recente assim o testemunha, só se têm distinguido pela retórica. A realidade onde ameaçam impôr reformas não sofre o mínimo abalo já que, estúpidamente, é aceite como um dado inamovível.
Por volta de 2003, o senhor João Carlos Quaresma Dias, então professor do ISEL, reflectindo sobre as adaptações que o mundo estava a fazer em todas as áreas, perante o advento e soberania do que ele classificava como metacapitalismo, vulgo Globalização, propunha, em face da caracterização e adaptações dos paradigmas do velho Capitalismo à nova realidade que a sua inércia criou, um contrapeso a que ele chamou metasocialismo como " tema obrigatório " para o futuro próximo, das correntes reformistas, acrescento eu.
Olhando para a realidade " ideológica " da corrente socialista, hoje, afigura - se - me que nenhuma reflexão crítica consistente está a preparar as massas para as mudanças numa, já idiossincracia soberana, em quase todas as consciências, iluminadas ou não.
Como diria, recitando Sloterdijk, saber é poder e esse saber hoje está no Poder neoliberal que não só O detém como o surripia aos excluídos desse universo, esvaziando - lhe o seu alcance prático e determinante à boleia do civismo, maturidade, responsabilidade, patriotismo e de uma educação dirigida, exigidos aos governados.
Um metasocialismo, para deixar de ser só uma miragem, um contrapeso alternante, obrigaria ao derrube do capitalismo e da sua face fascista e hiper - burocrática de hoje. COMO!!!?
Mário Soares vê uma janela de esperança na retórica oposicionista europeia.
Eu continuo a ver mais do mesmo até que aconteça, de facto, uma ruptura na urdidura social implantada, como fim de História, nas consciências individuais e colectivas dos ocidentais e virulentamente exportada pelo planeta.
sábado, março 24, 2012
MESQUINHEZ
A semana foi marcada, em Portugal, por manifestações mesquinhas de " retribuições " e ataques por parte da ASJ ( associação sindical de juízes ) e do Cavaco a um homem que enquanto P.Ministro nunca conseguiram vergar, de seu nome José Sócrates.
A análise dessas movimentações pertence ao campo da Psicologia das pulsões e do carácter. Por isso, passo e fico por aqui.
A viscosidade dessa "trama " eventualmente se me colava. SAFA!
A análise dessas movimentações pertence ao campo da Psicologia das pulsões e do carácter. Por isso, passo e fico por aqui.
A viscosidade dessa "trama " eventualmente se me colava. SAFA!
domingo, março 18, 2012
O Uivo da alcateia...
... chamou o sr. Ramos, no Expresso de ontem, à deploração geral feita crítica aos últimos " andamentos " de três figuras do Poder em Portugal de seus nomes o sr. Álvaro Santos Pereira, ministro da economia, Passos Coelho, o primeiro ministro e finalmente o sr. Cavaco Silva, presidente da República, numa tentativa de esvaziar a substância do que se deplora com a pretensa unanimidade dos que, cito - Basicamente, ninguém sabe bem o que se passa, mas também ninguém sabe o que, em princípio, deve defender - e remata, Mas é sempre mais fácil uivar com a alcateia...
Bem eu cá quando uivo faço - o na condição de lobo solitário o que não me inibe de fazer parte do coro, depois de fazer o tom nos meus neurónios e se gostar do som de outros lobos que uivaram antes de mim.
Este lobo...
... e os " três porquinhos " que não vou exemplar pertencem às fábulas com que se aterrorizavam as crianças...
Não saber o que se passa não obsta ao saber do que NÃO SE QUER, ou não?
E como costumo não perceber bem " da inteligência nacional aplicada ao comentário ( o artigo só pode ter sido um comentário...) da actualidade...
... para ele, o comentário, claro!
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