sexta-feira, setembro 23, 2011
O bailinho da Madeira...
Afinal o que é que está em discussão com a Madeira, melhor com o seu Presidente do Governo? O deficit orçamental? O contrabando nas contas? Fundos não orçamentados? Desvios financeiros ilegítimos? Corrupção política? Enriquecimento ilícito à custa do erário público?
Parece - me que tudo isso está a ser equacionado nas opiniões de TODA A GENTE cá e lá. Também sei que por cá nada disso é novo e vai continuar a acontecer.
O que é que os Governos da República e os seus tribunais têm feito em relação a isso? Aparentemente NADA, já que se o enquadramento dessas " ilegitimidades " pressupõe prática criminal, alguém ou muita gente estaria na prisão. Aparentemente têm escondido as malfeitorias através de uma nebulosa de cumplicidades e tráfico de influências classistas que conduz tudo ao caixote de lixo das minudências não comprovadas e reencaminha os suspeitos para outros cargos de relevo, a salvo da justiça popular e mediática.
Se alguém pouco apoiado nessa rede traficante vai parar ao Tribunal, é caso sabido que ou fica tudo em águas de bacalhau ou tem pena suspensa se entretanto o processo não expirar por ditâmes de prazos legais sucessivamente torpedeados por dilacções processuais.
Ora bolas, se a " jardinada " que floresceu na Madeira releva de ilegalidades criminais só há uma coisa a fazer - INVESTIGAR política e judicialmente o que aconteceu e tirar as consequências políticas e judiciais que daí devam ser tiradas.
As consequências políticas caberão aos madeirenses tirar, se, o que duvido, não houver entretanto uma intervenção do Presidente da República; as consequências judiciais caberão à Procuradoria Geral da República que já abriu uma investigação à denúncia de irregularidades. Se e quando se aduzirem PROVAS criminais o caso deverá ser remetido aos tribunais e não antes, ( a ver o que dá, sacudindo a água do capote...) para ser julgado.
É claro que o julgamento público e mediático já começou mas ele não deverá ser confundido, como várias vezes tem acontecido com alguma regularidade últimamente, com o PÚBLICO que só se pode fazer nos tribunais.
Em Democracia é ASSIM que DEVE ser, ou não?
quarta-feira, setembro 21, 2011
PASSOS COELHO FALOU...
... E levando em conta os resultados da recente sondagem de opinião sobre o desempenho do Governo que lhe dá maioria absoluta por um triz, NADA tenho a acrescentar ou a dizer sobre o que disse, a não ser que a Direita sempre soube governar para os seus, em crise ou fora dela. E como aparentemente o País virou à direita, siga o baile, com o Sr. Mário Nogueira da Fenprof a dar o mote, deliciado com a atenção que lhe foi prestada pelo P.M., eventualmente mais charmoso que Sócrates.
E... afinal tenho uma coisa a dizer sobre a entrevista - GOSTEI!
sexta-feira, setembro 16, 2011
DO SENTIDO DA VIDA...
... Como o vislumbro, só uma pequena e deliciosa história, ela também sacada das reflexões de Cathcart & Klein, dois amigalhaços com um sentido de humor fabuloso, que chegados ao fim do caminho reflectem dos filósofos e com os filósofos a natureza do SER, da vida e da morte.
E cá vai ela - Heidegger e um hipopótamo chegam às Portas do Paraíso e S. Pedro diz: - Escutem, hoje só temos espaço para mais um. Por isso, aquele que me der a melhor resposta à pergunta << Qual é o sentido da vida? >> é que entra.
Heidegger responde:
- Pensar explicitamente no Ser em si mesmo requer o menosprezo pelo Ser, na medida em que está apenas fundamentado e interpretado em termo de seres e para seres como seu fundamento, como em toda a Metafísica.
E antes de o hipopótamo poder grunhir uma palavra, São Pedro volta - se para ele e diz:
- Hoje é o teu dia de sorte, hipopótamo!
As implicações e consequentes reflexões deste posicionamento ( não chegámos a ouvir a opinião do hipopótamo ) do biós e do zoós e a falta de humor e de pachôrra do divino conta - nos todo um trajecto da história do Homem.
As reflexões são vossas...
E cá vai ela - Heidegger e um hipopótamo chegam às Portas do Paraíso e S. Pedro diz: - Escutem, hoje só temos espaço para mais um. Por isso, aquele que me der a melhor resposta à pergunta << Qual é o sentido da vida? >> é que entra.
Heidegger responde:
- Pensar explicitamente no Ser em si mesmo requer o menosprezo pelo Ser, na medida em que está apenas fundamentado e interpretado em termo de seres e para seres como seu fundamento, como em toda a Metafísica.
E antes de o hipopótamo poder grunhir uma palavra, São Pedro volta - se para ele e diz:
- Hoje é o teu dia de sorte, hipopótamo!
As implicações e consequentes reflexões deste posicionamento ( não chegámos a ouvir a opinião do hipopótamo ) do biós e do zoós e a falta de humor e de pachôrra do divino conta - nos todo um trajecto da história do Homem.
As reflexões são vossas...
segunda-feira, setembro 12, 2011
TRAIÇÕES...
" Conhecer mal a Língua é uma traição à Pátria... " - David Mourão Ferreira
No rescaldo de uma reportagem de Maria José Ferraz sobre a Educação no último Expresso, sinto que devo um agradecimento profundo ao meu professor da Primária cuja dedicação, e rigor com os seus alunos me tornou, no que à Língua Portuguesa concerne e à paixão pelo conhecimento, um renascentista a que só o tempo e as circunstâncias da vida afligiu neste prazer infinito e gratuito de SABER.
A sentença de D.M.Ferreira dirige - se, claro, a um universo restrito, no que aos níveis de comunicação e linguagem se exige a quem DEVA ser exigido e não naturalmente à totalidade da população, sujeita a urgências outras que outras traições mantêm vigilantes.
Os Media TÊM A OBRIGAÇÃO do conhecimento da Língua e de A difundir correctamente, qualquer que seja o alvo a atingir. Há toda uma panóplia de arranjos linguísticos ( se a inteligência não falhar, como costuma ) para explicar o protão, o existencialismo de Sartre ou de Heidegger ou a teoria do campo unificado de Einstein a leigos num português correcto, coloquial ou não e fazer - se ENTENDER.
Essa tarefa exige esforço? E então???
No rescaldo de uma reportagem de Maria José Ferraz sobre a Educação no último Expresso, sinto que devo um agradecimento profundo ao meu professor da Primária cuja dedicação, e rigor com os seus alunos me tornou, no que à Língua Portuguesa concerne e à paixão pelo conhecimento, um renascentista a que só o tempo e as circunstâncias da vida afligiu neste prazer infinito e gratuito de SABER.
A sentença de D.M.Ferreira dirige - se, claro, a um universo restrito, no que aos níveis de comunicação e linguagem se exige a quem DEVA ser exigido e não naturalmente à totalidade da população, sujeita a urgências outras que outras traições mantêm vigilantes.
Os Media TÊM A OBRIGAÇÃO do conhecimento da Língua e de A difundir correctamente, qualquer que seja o alvo a atingir. Há toda uma panóplia de arranjos linguísticos ( se a inteligência não falhar, como costuma ) para explicar o protão, o existencialismo de Sartre ou de Heidegger ou a teoria do campo unificado de Einstein a leigos num português correcto, coloquial ou não e fazer - se ENTENDER.
Essa tarefa exige esforço? E então???
quinta-feira, setembro 08, 2011
domingo, setembro 04, 2011
CLARO COMO DEVERIAM SER AS ÁGUAS...
UM absurdo completo, sustentado pela negação total da Política, numa contabilidade grosseira e imoral onde os números, negando - se a si próprios numa projecção sofismática de futuro, tem sido o comportamento desse grupo de burocratas em Portugal que constituem hoje o seu Governo.
Miguel Sousa Tavares continua atento e como é do seu timbre, solicita-nos a reflexão com reiterada argúcia. É dar um pulo à sua última crónica do nosso miserável quotidiano intitulado Lost in translation no semanário Expresso de ontem.
Miguel Sousa Tavares continua atento e como é do seu timbre, solicita-nos a reflexão com reiterada argúcia. É dar um pulo à sua última crónica do nosso miserável quotidiano intitulado Lost in translation no semanário Expresso de ontem.
sexta-feira, setembro 02, 2011
SOLIDARIEDADE TOTAL...
... É o que sinto neste momento por R. Carvalho. Nem quero saber das mesquinhas conversas de c... que se sucedem à atitude que tomou ao sentir - se desrespeitado na sua condição de profissional e de homem. Nem quero saber exactamente o que é que ele considerou desrespeito, basta - me saber que o sentiu. E pelo que conheço dele durante esses anos, acredito piamente que tal aconteceu.
A prova deu - a Paulo Bento na sua miserável, populista e infame adjectivação sobre o comportamento de um profissional e de um homem que tem tido até hoje um comportamento louvável e digno.
Eu não sei se esse ataque soez e mesquinho, feita de viva voz, terá resposta adequada do atleta sobre a educação, urbanidade, respeito a que ele se acha e merece ter direito. Eventualmente falará e pode ser que a própria linguagem marque a diferença...
domingo, agosto 28, 2011
CAOS E MAIS CAOS...
...É o que tem sido semeado em nome de um regime que se quer IMPÔR à força nos países árabes, como se se possuísse um mandato divino para o fazer.
Essa nova Cruzada do Ocidente só tem levado ruínas e destruição a países cuja construção do seu futuro, dentro dos seus parâmetros culturais, foi - lhes sonegada, numa narrativa histórica de evolução política, económica e tecnológica que, entre nós, nos levou à Democracia. Por lá, as luminárias políticas que hoje governam no Ocidente querem começar pelo fim, estúpida e duplamente pelo fim...
O Ocidente, a começar pelo seu representante e mandante mais poderoso - USA, está a atravessar uma grave crise, social, económica e financeira, com o projecto europeu empanado e um VÁCUO conceptual paralisante onde o niilismo e a gratuitidade sem sentido ganha raízes profundas.
Como será possível SER um exemplo ou ajudar quem quer que seja?
Eu não sei se Kadhafi era o Diabo mas que ele anda à solta anda e vai permanecer por muito tempo por aquelas bandas e esporádicamente, fatal como o destino, por aqui. Provávelmente chamá - lo - emos terrorista...
Essa nova Cruzada do Ocidente só tem levado ruínas e destruição a países cuja construção do seu futuro, dentro dos seus parâmetros culturais, foi - lhes sonegada, numa narrativa histórica de evolução política, económica e tecnológica que, entre nós, nos levou à Democracia. Por lá, as luminárias políticas que hoje governam no Ocidente querem começar pelo fim, estúpida e duplamente pelo fim...
O Ocidente, a começar pelo seu representante e mandante mais poderoso - USA, está a atravessar uma grave crise, social, económica e financeira, com o projecto europeu empanado e um VÁCUO conceptual paralisante onde o niilismo e a gratuitidade sem sentido ganha raízes profundas.
Como será possível SER um exemplo ou ajudar quem quer que seja?
Eu não sei se Kadhafi era o Diabo mas que ele anda à solta anda e vai permanecer por muito tempo por aquelas bandas e esporádicamente, fatal como o destino, por aqui. Provávelmente chamá - lo - emos terrorista...
quinta-feira, agosto 25, 2011
POIIIISSS!!!!
J.P.P. , com a costumeira frieza e displicência ( porque neutral) intelectual aponta o dedo à hipocrisia política da NATO por não BOMBARDEAR Damasco, já que, segundo ele crê ou finge crer, o que está nos objectivos da NATO, é a salvação dos cidadãos e dar - lhes a conhecer a solução dos seus problemas existenciais.
ERRADO, Pacheco Pereira!
A Síria não tem petróleo, a Líbia vai cair, o Iraque já caiu, os poços de petróleo na península arábica são do OCIDENTE, o Irão eventualmente terá ARMAS SUJAS, eventualmente nucleares- tácticas que matam muuuuita gente, o Brasil é grande demais para invadir, deixa - me ver.... ahhh, o Chavez tem muito petróleo...
QUER FAZER UMA APOSTA de que o próximo alvo da NATO será a VENEZUELA e vamos vê-lo a defender a queda do ditador? Os seus argumentos, como os da NATO e quejandos, serão os mesmos, mesmo que hoje tenha tido um rebate intelectual que cedo lhe passará?
ERRADO, Pacheco Pereira!
A Síria não tem petróleo, a Líbia vai cair, o Iraque já caiu, os poços de petróleo na península arábica são do OCIDENTE, o Irão eventualmente terá ARMAS SUJAS, eventualmente nucleares- tácticas que matam muuuuita gente, o Brasil é grande demais para invadir, deixa - me ver.... ahhh, o Chavez tem muito petróleo...
QUER FAZER UMA APOSTA de que o próximo alvo da NATO será a VENEZUELA e vamos vê-lo a defender a queda do ditador? Os seus argumentos, como os da NATO e quejandos, serão os mesmos, mesmo que hoje tenha tido um rebate intelectual que cedo lhe passará?
DO ESTADO-LADRÃO... à CARIDADEZINHA...
... E dos Estados - assaltantes e assassinos, não sei por onde começar, ultrapassando o meu asco que nenhuma racionalização me apazigua.
Para começar, uma constatação, que por cada década que passa, se me enraíza profundamente; a Democracia, nas mãos da Direita, que hoje ultrapassa o conceito de classe e abrange um universo de estupidificação e burocratização mental criminoso e insensato, dizia, é um instrumento letal de exploração e saque da população mundial, quer nas suas praticas caseiras ou na sua forma imperialista suportada pela força das armas da NATO.
Hoje torna - se claro que os países da Nato e os seus lacaios abriram uma caça às nações petrolíferas cujos líderes não alinham com os ditâmes da uniformização comportamental e política contidos no projecto da rapacidade organizada chamada Globalização.
Em Portugal, chega a ser obsceno o conformismo, que a Direita chama responsabilidade e sacrifício, da sua população perante as sucessivas afrontas que o Governo lhe tem infligido, lembrando - lhe, a cada pancada, que a sua escolha para a mudança tinha sido livre e maioritária.
Pela minha parte não houve surpresa nenhuma. Que ESSA gente é imoral já o sabia, desde que comecei a ter entendimento das coisas e já lá vão muuuitas décadas...
O pior de tudo isto é aquilo que já foi chamado de " invertebração global ", que aos poucos ameaça tornar - se planetária. A perspectiva é medonha...
Por mim, sinto - me diáriamente insultado por fazerem da minha família, dos meus amigos, dos meus vizinhos, da minha rua, do meu bairro, da minha cidade, do meu País, do meu planeta, uma monstruosa tapada de caça, sem o meu assentimento.
E eu não o darei, JAMAIS, na certeza de que brevemente, a caridadezinha que as sobras do repasto permitem atirar aos deserdados, com o aplauso do Presidente da República, seja sentida, também ela, como uma bofetada de escárnio.
Para começar, uma constatação, que por cada década que passa, se me enraíza profundamente; a Democracia, nas mãos da Direita, que hoje ultrapassa o conceito de classe e abrange um universo de estupidificação e burocratização mental criminoso e insensato, dizia, é um instrumento letal de exploração e saque da população mundial, quer nas suas praticas caseiras ou na sua forma imperialista suportada pela força das armas da NATO.
Hoje torna - se claro que os países da Nato e os seus lacaios abriram uma caça às nações petrolíferas cujos líderes não alinham com os ditâmes da uniformização comportamental e política contidos no projecto da rapacidade organizada chamada Globalização.
Em Portugal, chega a ser obsceno o conformismo, que a Direita chama responsabilidade e sacrifício, da sua população perante as sucessivas afrontas que o Governo lhe tem infligido, lembrando - lhe, a cada pancada, que a sua escolha para a mudança tinha sido livre e maioritária.
Pela minha parte não houve surpresa nenhuma. Que ESSA gente é imoral já o sabia, desde que comecei a ter entendimento das coisas e já lá vão muuuitas décadas...
O pior de tudo isto é aquilo que já foi chamado de " invertebração global ", que aos poucos ameaça tornar - se planetária. A perspectiva é medonha...
Por mim, sinto - me diáriamente insultado por fazerem da minha família, dos meus amigos, dos meus vizinhos, da minha rua, do meu bairro, da minha cidade, do meu País, do meu planeta, uma monstruosa tapada de caça, sem o meu assentimento.
E eu não o darei, JAMAIS, na certeza de que brevemente, a caridadezinha que as sobras do repasto permitem atirar aos deserdados, com o aplauso do Presidente da República, seja sentida, também ela, como uma bofetada de escárnio.
segunda-feira, agosto 22, 2011
PARABÉNS, ZÓNA !!!
CABO VERDE vai ter um novo presidente da República, de seu nome José Carlos Fonseca; um homem da minha geração, das minhas futeboladas ( da parte dele chutos na canela ) e das polémicas da Praça Grande. Que sejas um Presidente competente e amigo do teu povo, são os meus votos. Não espero outra coisa da tua frontalidade, do teu carácter e da tua independência de espírito.
domingo, agosto 21, 2011
domingo, agosto 07, 2011
MUDANÇA GERACIONAL
A mudança geracional já não se fará pelo diálogo sem que a acção, reiterada e aparentemente caótica o marque, o substitua, irracionalmente por vezes, em universos onde a (i)racionalidade política se juntou à irracionalidade económica para resolver (!!!???) problemas irracionalmente criados por uma Globalização orientada e dirigida pela Plutocracia mundial.
Hoje, Síria, Londres, Tel Avive, amanhã Itália, Portugal, USA e de novo Grécia, Espanha e dentro em breve China, India, Rússia, a maré não vai parar, nem com a criação de Estados neo- fascistas que a burocratização crescente vai preparando, aqui, na Europa e nos USA.
Nunca o futuro de uma geração planetária esteve sob tamanho risco de colapso. Ou reage com mais assertividade ou será conhecida como a geração perdida
PRESIDENCIAIS CABOVERDEANAS
Cabo Verde foi hoje a votos.
Em disputa, a eleição do mais alto cargo político do Estado - a Presidência da República. Um desses senhores virá a ocupá - lo e com elevação, esperamos.
Manuel Inocêncio, apoiado pelo partido do Governo e Jorge Carlos Fonseca pelo MPD encontram -se " empatados " na contagem percentual dos votos.
A abstenção prometeu ser alta, o que aparenta uma certa " normalização " da vida democrática no meu País. Inquietante e grave parece ser a denúncia do líder do MPD, derrotado nas eleições legislativas pretéritas, Carlos Veiga, que fala em compra de votos lançando uma suspeita inaceitável, vinda de quem vem, um jurista, sem apresentar situações concretas, provas, do que diz, repetindo o que ouviu dizer, segundo as palavras do próprio.
A gravidade do, por ora um boato ou uma suspeita, exige RIGOR e determinação na clarificação das palavras do líder do MPD.
A quem compete numa República democrática a transparência do jogo político? À polícia ou aos Tribunais?
domingo, julho 31, 2011
TO BE or NOT BE...
Anders Breivik, com a sua violenta acção política, condenada em todo o mundo civilizado, suscitou um melancólico e para mim desdramatizador raciocínio de J.P.Pereira no semanário SÁBADO de 3/8 na sua coluna A lagartixa e o jacaré.J.P.P. vem dizer - nos o óbvio, apelando à nossa lembrança do que a Civilização fez de nós, a mais brutal e assassina espécie do planeta, como objectores desse apelo natural.
A violência JAZ no nosso ADN quando a Cultura consegue fazer de nós primatas racionalmente civilizados e do estado LATENTE torna - se mortalmente eficaz quando a Razão a liberta da racionalidade, a dirige e brutalmente lúcida nos seus propósitos presumidos quando a ela se acresce uma ideologia, um propósito de vasta incidência que uma cumplicidade " adivinhada " alimentou.
Breivik passou - se como se passaram todos os homicidas. Aos porquês de uma civilidade normalizada que vai aprendendo a abominar o assassínio, apesar do mau exemplo dos seus Estados, homicidas acobertados por alibis de duvidosa transigência, há sempre uma resposta que mesmo um encolher de ombros configura.
Enquanto houver " razões " para matar, enquanto se assistir, descansados pelas justificações governamentais à matança de quem mata, por que não aceitar que um indivíduo isolado mate em nosso nome, em nome de uma guerra justificável sobre interesses colectivos dos cidadãos dos Estados que a praticam?
O homicida, o terrorista vencedor, seja ele um indivíduo, um grupo de cidadãos, uma nação, um Estado, uma Ideia, tem clemência universal. Porquê?
Porque históricamente a sua acção foi adequada. ESSA é a venal verdade de hoje.
É claro que concordo com J.P.P. quando nos aconselha a distância de seres como Breivik, sob o risco de contaminação. Uma obrigação higiénica que lamento contudo não ter sido universalizado para os cidadãos cujos dirigentes multiplicam a chacina a uma escala tal, que de tão absurda nos seus propósitos e de tão hipócrita nos seus objectivos declarados, quase justificaria a " desdramatização " da acção tresloucada e inapelávelmente POLÍTICA deste cidadão norueguês.
Faltou dizê - lo...
sábado, julho 30, 2011
PORTUGAL ...?
Voltarei a ele quando voltar a ter política própria. É que de burocracia não percebo nada; da corrupção mediática, política , económica, intelectual, ética da DIREITA fala ELA, sem ser preciso que eu abra a boca. Basta vê - la a agir, aqui, na Europa e no resto do mundo onde a sua democracia liberal faz escola.
Resta -me uma satisfação que a SUA reiterada estupidez, hoje triunfante num momento histórico povoado de estúpidos, vai acelerar e ma transformar em esperança, esta palavra que abomino quando não a aspeio...
A palavra final está, como todas as REVOLUÇÕES estiveram, nos jovens. TODAS as mudanças de paradigmas, que não de reformas ( estado natural da velhice das ideias ) NUNCA tiveram na sua origem outra coisa senão a LIBERDADE e ela nunca foi uma palavra vã a não ser na visão de torcionários e tem um significado preciso que a satisfação colectiva dos povos dá sentido. Fora disso é um grotesco sofisma e um monumental embuste.
Por ora, observo e uso a minha influência de alertar onde ela medre...
Resta -me uma satisfação que a SUA reiterada estupidez, hoje triunfante num momento histórico povoado de estúpidos, vai acelerar e ma transformar em esperança, esta palavra que abomino quando não a aspeio...
A palavra final está, como todas as REVOLUÇÕES estiveram, nos jovens. TODAS as mudanças de paradigmas, que não de reformas ( estado natural da velhice das ideias ) NUNCA tiveram na sua origem outra coisa senão a LIBERDADE e ela nunca foi uma palavra vã a não ser na visão de torcionários e tem um significado preciso que a satisfação colectiva dos povos dá sentido. Fora disso é um grotesco sofisma e um monumental embuste.
Por ora, observo e uso a minha influência de alertar onde ela medre...
quarta-feira, julho 27, 2011
UMA PRENDA À VIDA...
Deliciosa aventura essa foi a proposta de Thomas Cathcart & Daniel Klein sobre a visão dos filósofos e do comum mortal da Dama Ceifeira e das estratégias de sobrevivência ensaiadas para a enfrentar...
HEIDEGGER e um hipopótamo chegam às portas do Paraíso é o título da aventura filosófica que nos é proposta pela abordagem perplexa de uma REALIDADE a que todo o ser orgânico e quiçá o inorgânico, contempla.
A " crueldade " de nos sabermos mortais torna - nos, à medida em que o tic - tac decrescente se acentua, contemporâneos da História Universal, sujeitos a um destino comum e inapelável.
Várias foram as estratégias de sobrevivência que o nosso percurso sublinhou com estrondo - a religião, a procriação e a mais comezinha Arte.
O homem comum alimenta o sonho de ser eternamente recordado pelos seus mais próximos- filhos, esposas, amigos e familiares. É claro que essa ilusão não se aguenta no espaço temporal de uma ou duas gerações...
O que nos resta é VIVER a vida da melhor maneira que a nossa racionalidade permite. Essa deveria ser a obrigação da Razão - munir - nos de instrumentos adequados à PASSAGEM. E, se possível, com algum humor.
" Jack tinha falecido e o funeral estava a decorrer no cemitério. Jennifer, sua mulher há mais de 40 anos, tinha os olhos marejados de lágrimas. No final da cerimónia, quando o caixão estava a ser levado para fora da igreja, a carreta chocou acidentalmente com a soleira da porta. Para absoluto choque de todos os presentes, ouviram um gemido vindo de dentro do caixão. Abriram - no e encontraram Jack vivo. Maravilha das maravilhas! Nunca se vira milagre maior.
Jenny e Jack viveram juntos mais 10 anos e depois Jack morreu. A cerimónia decorreu no mesmo cemitério. No final da cerimónia, quando o caixão estava a ser levado na carreta, Jenny GRITOU:
- Cuidado com a soleira da porta! "
HEIDEGGER e um hipopótamo chegam às portas do Paraíso é o título da aventura filosófica que nos é proposta pela abordagem perplexa de uma REALIDADE a que todo o ser orgânico e quiçá o inorgânico, contempla.
A " crueldade " de nos sabermos mortais torna - nos, à medida em que o tic - tac decrescente se acentua, contemporâneos da História Universal, sujeitos a um destino comum e inapelável.
Várias foram as estratégias de sobrevivência que o nosso percurso sublinhou com estrondo - a religião, a procriação e a mais comezinha Arte.
O homem comum alimenta o sonho de ser eternamente recordado pelos seus mais próximos- filhos, esposas, amigos e familiares. É claro que essa ilusão não se aguenta no espaço temporal de uma ou duas gerações...
O que nos resta é VIVER a vida da melhor maneira que a nossa racionalidade permite. Essa deveria ser a obrigação da Razão - munir - nos de instrumentos adequados à PASSAGEM. E, se possível, com algum humor.
" Jack tinha falecido e o funeral estava a decorrer no cemitério. Jennifer, sua mulher há mais de 40 anos, tinha os olhos marejados de lágrimas. No final da cerimónia, quando o caixão estava a ser levado para fora da igreja, a carreta chocou acidentalmente com a soleira da porta. Para absoluto choque de todos os presentes, ouviram um gemido vindo de dentro do caixão. Abriram - no e encontraram Jack vivo. Maravilha das maravilhas! Nunca se vira milagre maior.
Jenny e Jack viveram juntos mais 10 anos e depois Jack morreu. A cerimónia decorreu no mesmo cemitério. No final da cerimónia, quando o caixão estava a ser levado na carreta, Jenny GRITOU:
- Cuidado com a soleira da porta! "
sexta-feira, julho 22, 2011
UM PLANO MERKEL...
O plano Marshall é irrepetível e a ser imitado em condições históricas como as de hoje atestariam a pobreza das soluções políticas apresentadas.
Hoje, como ontem, na Europa, apesar de tudo estar a girar em torno da Alemanha, os problemas estão no EURO e no que não se fala abertamente - a da desestruturação financeira e económica que acompanhou a substituição das moedas nacionais, com relevância para os países económicamente mais débeis.
O enfoque dado à economia e à protecção social, com ajudas maciças da UE no sentido de aproximar os níveis de vida dos estados membros revelou - se, mesmo em alturas de crises importadas dos USA, como o melhor caminho na criação de uma Federação política que daria sentido e conteúdo à IDEIA - EUROPA sonhada pelos seus progenitores.
Já o disse por aqui e REPITO que este projecto é hostilizado pelos USA, ( pelo seu poder económico e financeiro ) que tudo fará no sentido de o boicotar, tendo presente o pesadelo planetário de ver a Rússia aderir em espírito ou de facto a uma história de que fez e faz parte - a história da Europa.
Na visão de Merkel os estados do Sul estão a atrazar o federalismo europeu e céptica está a Alemanha de que irão recuperar o passo, de que as suas sucessivas tímidas medidas dão a medida.
Esse NOVO PLANO MARSHALL vai nessa direcção...
Hoje, como ontem, na Europa, apesar de tudo estar a girar em torno da Alemanha, os problemas estão no EURO e no que não se fala abertamente - a da desestruturação financeira e económica que acompanhou a substituição das moedas nacionais, com relevância para os países económicamente mais débeis.
O enfoque dado à economia e à protecção social, com ajudas maciças da UE no sentido de aproximar os níveis de vida dos estados membros revelou - se, mesmo em alturas de crises importadas dos USA, como o melhor caminho na criação de uma Federação política que daria sentido e conteúdo à IDEIA - EUROPA sonhada pelos seus progenitores.
Já o disse por aqui e REPITO que este projecto é hostilizado pelos USA, ( pelo seu poder económico e financeiro ) que tudo fará no sentido de o boicotar, tendo presente o pesadelo planetário de ver a Rússia aderir em espírito ou de facto a uma história de que fez e faz parte - a história da Europa.
Na visão de Merkel os estados do Sul estão a atrazar o federalismo europeu e céptica está a Alemanha de que irão recuperar o passo, de que as suas sucessivas tímidas medidas dão a medida.
Esse NOVO PLANO MARSHALL vai nessa direcção...
quarta-feira, julho 20, 2011
QUE EUROPA?
Barroso, o presidente da Comissão Europeia, latino de gema, despertou. A Europa tem alinhado pelo nacionalismo alemão e segue as directrizes da sra.Merkel, de uma chanceler que parece ter ido beber ao passado teorizado por Fichte no seu pangermanismo e no seu " Estado comercial fechado ", os ensinamentos da sua postura e da sua política europeia.
Razão têm alguns políticos alemães, nomeadamente Kohl em sentirem - se assustados com o fastio entediado com que a chanceler olha para os países latinos e para a sua joie de vivre imune à melancolia, disciplina e rigor nórdicos, nomeadamente para o assimétrico eixo franco-alemão de hoje.
Fichte foi um germanófilo puro e duro cuja Ideia de Europa se sustentava na superioridade germânica fundamental que a legitimava na liderança. Hitler também aí bebeu os seus ensinamentos e levou, no seu delírio imperial, a Alemanha e o resto da Europa à ruína.
Esse sonho não morreu e não apareceu na Alemanha por acaso. Hoje estará eventualmente enfraquecido mas a pulsão ainda é tentadora.
A Alemanha de Merkel só não se vira definitivamente para o Norte porque crê ser possível dobrar os mediterrânicos; MAS tem pela frente um grande mas transportado por uma IDEIA que ultrapassa a sua mesquinhez política e a própria Alemanha - a IDEIA da Europa.
Citando Hegel, já que aí estamos, diria que " a Ideia não é uma criação subjectiva do sujeito mas a própria realidade objectiva " e está no âmago da alma colectiva dos europeus que lhe deram origem - os do SUL.
segunda-feira, julho 18, 2011
CHEGA de etnofilosofia...
Se todo o Real é racional como diz Hegel, a racionalidade não poderá ser só a descrição objectiva e fundamentada de um Real sem que a sua condição deviante transporte na sua própria descrição novas formulações da sua leitura, sim, mas necessáriamente, soluções, acções que, ainda com o filósofo, antiReal, lhe determinem, com novas propostas, a sua transformação ou, no limite, o seu término.
A rapacidade organizada crê que pela domesticação dos Estados está a capitulação da " tirania das massas " imposta sobre as elites através do Voto. O logro das promessa eleitorais não - cumpridas sob os mais hipócritas alibis tem deixado cair a máscara da farsa democrática, mesmo que ancorada na mais nobre das aspirações humanas - a Liberdade.
Essa denúncia sobre a conversa acabada entre o eleitor e o eleito tem sido reiteradamente trazida à consideração de quem vê, lê ou ouve, através de quem tem estado atento e alerta a essa involução social imposta aos cidadãos em nome de uma visão do mundo fasciszante e éticamente corrupta.
Nunca como agora, os tempos estiveram tão propícios à mudança, chegados que estamos ao fim de um ciclo histórico de experimentação da síntese de toda a Filosofia dita ocidental que culminou, em termos políticos, na Democracia liberal. A sua continuada perversão deixou - a entregue a cães-pastores representados financeiramente pelo Capital, e toda a sua corte de lacaios e aspirantes a lacaios, e a grupos de cidadãos inconsoláveis com a " tirania das massas ", obstáculo a transpôr em cumplicidade com os seus pequenos títeres intelectuais cómodamente instalados no sistema.
Dos outros, daqueles que nos mantêm alertas em relatos contundentes do nosso real e do alheio, deseja- se mais. Aos cães- pastores só há uma resposta - a matilha, não o rebanho pacífico e domocrático apoiado e secretamente desprezado como exótico folclore, sem consequências no essencial, a matilha, não de outros cães - pastores, mas de lobos.
A Democracia amoleceu - nos até à letargia. A esperança, esse sentimento inútil, com que nos alimentam as preces tem sido uma armadilha que reduz os cidadãos à inacção, ao sebastianismo, ao pasmo indignado e vão, quando o tempo é de acção.
E é acção política que se espera da Europa, da Europa política, que a intelectual demitiu - se.
Como é possível não haver uma posição concertada dos, hoje PIIGS, com a ameaça do ataque estratégico à Itália, contra a troika formada pela Grã-Bretanha, Alemanha e França que deles esperam a capitulação aos seus memorandos?
Por outro lado, como não acredito que o ataque ao Euro não tenha sido detectado em tempo útil pelo conjunto das instituições da UE, tenho de admitir que há uma Ideia outra a fermentar...
P.S. Hoje, dia 23 de Setembro, senti - me na obrigação de " justificar " o título deste post.
É evidente que houve, de raspão , uma colagem analógica com um conceito vazio, mistificador, do meu ponto de vista, que o espaço não poderia contemplar, que é a etnofilosofia, no caso em apreço, com a Democracia liberal.
A rapacidade organizada crê que pela domesticação dos Estados está a capitulação da " tirania das massas " imposta sobre as elites através do Voto. O logro das promessa eleitorais não - cumpridas sob os mais hipócritas alibis tem deixado cair a máscara da farsa democrática, mesmo que ancorada na mais nobre das aspirações humanas - a Liberdade.
Essa denúncia sobre a conversa acabada entre o eleitor e o eleito tem sido reiteradamente trazida à consideração de quem vê, lê ou ouve, através de quem tem estado atento e alerta a essa involução social imposta aos cidadãos em nome de uma visão do mundo fasciszante e éticamente corrupta.
Nunca como agora, os tempos estiveram tão propícios à mudança, chegados que estamos ao fim de um ciclo histórico de experimentação da síntese de toda a Filosofia dita ocidental que culminou, em termos políticos, na Democracia liberal. A sua continuada perversão deixou - a entregue a cães-pastores representados financeiramente pelo Capital, e toda a sua corte de lacaios e aspirantes a lacaios, e a grupos de cidadãos inconsoláveis com a " tirania das massas ", obstáculo a transpôr em cumplicidade com os seus pequenos títeres intelectuais cómodamente instalados no sistema.
Dos outros, daqueles que nos mantêm alertas em relatos contundentes do nosso real e do alheio, deseja- se mais. Aos cães- pastores só há uma resposta - a matilha, não o rebanho pacífico e domocrático apoiado e secretamente desprezado como exótico folclore, sem consequências no essencial, a matilha, não de outros cães - pastores, mas de lobos.
A Democracia amoleceu - nos até à letargia. A esperança, esse sentimento inútil, com que nos alimentam as preces tem sido uma armadilha que reduz os cidadãos à inacção, ao sebastianismo, ao pasmo indignado e vão, quando o tempo é de acção.
E é acção política que se espera da Europa, da Europa política, que a intelectual demitiu - se.
Como é possível não haver uma posição concertada dos, hoje PIIGS, com a ameaça do ataque estratégico à Itália, contra a troika formada pela Grã-Bretanha, Alemanha e França que deles esperam a capitulação aos seus memorandos?
Por outro lado, como não acredito que o ataque ao Euro não tenha sido detectado em tempo útil pelo conjunto das instituições da UE, tenho de admitir que há uma Ideia outra a fermentar...
P.S. Hoje, dia 23 de Setembro, senti - me na obrigação de " justificar " o título deste post.
É evidente que houve, de raspão , uma colagem analógica com um conceito vazio, mistificador, do meu ponto de vista, que o espaço não poderia contemplar, que é a etnofilosofia, no caso em apreço, com a Democracia liberal.
segunda-feira, julho 11, 2011
SÓCRATES REVISITADO
Não foi preciso esperar muito...
As resistências, melhor dito, as leituras, políticas, económicas e de conjuntura financeira trazidas então pelo ex-Primeiro ministro durante os últimos meses do seu Governo e que foram violenta e acéfalamente vilipendiadas quando não paternalisticamente desprezadas pelo Presidente da República, pelo actual P.Ministro e por toda uma corte de senhores-professores-doutores economistas, além de opiniões avulsas produzidas pelos Media, regadas de má - fé, indigência intelectual, snobismo e alarvemente deformadas em nome de uma estratégia de Poder, dizia eu, ( perdão pelo longo parágrafo... )tornaram -se, irónicamente, um manual de citações pelos mesmos protagonistas que num passado recentíssimo as chacotearam.
A História dos governos Sócrates será brevemente reavaliada.
E espero estar por cá para a conhecer e denunciar a hipocrisia.
As resistências, melhor dito, as leituras, políticas, económicas e de conjuntura financeira trazidas então pelo ex-Primeiro ministro durante os últimos meses do seu Governo e que foram violenta e acéfalamente vilipendiadas quando não paternalisticamente desprezadas pelo Presidente da República, pelo actual P.Ministro e por toda uma corte de senhores-professores-doutores economistas, além de opiniões avulsas produzidas pelos Media, regadas de má - fé, indigência intelectual, snobismo e alarvemente deformadas em nome de uma estratégia de Poder, dizia eu, ( perdão pelo longo parágrafo... )tornaram -se, irónicamente, um manual de citações pelos mesmos protagonistas que num passado recentíssimo as chacotearam.
A História dos governos Sócrates será brevemente reavaliada.
E espero estar por cá para a conhecer e denunciar a hipocrisia.
O DESPERTAR?
A Europa parece estar a acordar da letargia burocrata que lhe tem matado a Política como princípio orientador da administração das nações.
A sua aparente reacção ( estou para ver os desenvolvimentos...) às estaladas americanas exige, tem de exigir consequências ao mais alto nível.
Há uma concertação evidente de que as equações tautológicas, tipo " pescadinha de rabo na boca " têm dado cobertura sob o alibi de umas projecções contaminadas na origem com resultados, esses sim, previsíveis.
Escusado reclamar da Ética junto de Instituições que a desprezam como epifenómeno residual. À política responde - se com política e é disso que se trata. Até a Economia foi posta de fora deste jogo onde a Europa se está, se não reagir com DETERMINAÇÃO, a deixar - se minimizar como, no seu conjunto, uma poderosíssima potência que pode e deve ser no panorama mundial.
A sua aparente reacção ( estou para ver os desenvolvimentos...) às estaladas americanas exige, tem de exigir consequências ao mais alto nível.
Há uma concertação evidente de que as equações tautológicas, tipo " pescadinha de rabo na boca " têm dado cobertura sob o alibi de umas projecções contaminadas na origem com resultados, esses sim, previsíveis.
Escusado reclamar da Ética junto de Instituições que a desprezam como epifenómeno residual. À política responde - se com política e é disso que se trata. Até a Economia foi posta de fora deste jogo onde a Europa se está, se não reagir com DETERMINAÇÃO, a deixar - se minimizar como, no seu conjunto, uma poderosíssima potência que pode e deve ser no panorama mundial.
KAHN, o MALÉFICO?
VEJAMOS...
Uma violação é um crime e uma " QUECA " consensual entre um homem e uma mulher pode suportar muita adjectivação mas a sordidez não faz, definitivamente, parte dessa relação.
Eu tive um amigo mais velho que nos idos anos sessenta me ensaiava os passos do " engate " e que me alertava que, independentemente da evolução futura da relação criada pelo NECESSÁRIO assédio, a INSISTÊNCIA era o factor chave para os casos de NATURAL pré-resistência de uma mulher.
Alberoni diz que " a mulher conserva, em cada instante da sua relação amorosa ( ou pré-amorosa, acrescento eu ) a capacidade de perceber e avaliar. o homem, pelo contrário, quando está excitado eròticamente perde até aquele pouco de argúcia que tem. É dominado por uma só emoção e não está mais em condição de dizer se aquela mulher é feia ou bonita, gorda ou magra... Ao contrário da mulher, na excitação erótica o homem julga tudo, assim como é... "
Por mim, EROS está tolhido, confuso e a prazo, morrerá penosamente à medida em que os artificialismos éticos, clamam alguns,impostos pelo absentismo, reforma e inoperâncias sexuais, forem ditando as suas leis.
Resumindo: se Kahn violou deve ser castigado. Não deveria, em todo o caso, ser levado à justiça PARA SABER SE VIOLOU. O kit de " violação " não é narrativo, não descreve, constata e o que constata, quando constata é que houve acto sexual. As mazelas, além de poderem ser auto - infligidas também nos dizem outras coisas como essa factualidade de o acto sexual livremente assumido poder ser violento.
Infelizmente para Kahn, ele foi vítima das circunstâncias a que só ele e a reclamada vítima tiveram acesso e podem não ter nada e tudo haver com uma crise de priapismo.
Isso faz dele um mau homem, mau marido, mau candidato a um cargo POLÍTICO? Quando muito, fará dele um mau exemplo para uma sociedade hipócrita e deserotizada ou para quem ache o sexo uma coisa suja.
Uma violação é um crime e uma " QUECA " consensual entre um homem e uma mulher pode suportar muita adjectivação mas a sordidez não faz, definitivamente, parte dessa relação.
Eu tive um amigo mais velho que nos idos anos sessenta me ensaiava os passos do " engate " e que me alertava que, independentemente da evolução futura da relação criada pelo NECESSÁRIO assédio, a INSISTÊNCIA era o factor chave para os casos de NATURAL pré-resistência de uma mulher.
Alberoni diz que " a mulher conserva, em cada instante da sua relação amorosa ( ou pré-amorosa, acrescento eu ) a capacidade de perceber e avaliar. o homem, pelo contrário, quando está excitado eròticamente perde até aquele pouco de argúcia que tem. É dominado por uma só emoção e não está mais em condição de dizer se aquela mulher é feia ou bonita, gorda ou magra... Ao contrário da mulher, na excitação erótica o homem julga tudo, assim como é... "
Por mim, EROS está tolhido, confuso e a prazo, morrerá penosamente à medida em que os artificialismos éticos, clamam alguns,impostos pelo absentismo, reforma e inoperâncias sexuais, forem ditando as suas leis.
Resumindo: se Kahn violou deve ser castigado. Não deveria, em todo o caso, ser levado à justiça PARA SABER SE VIOLOU. O kit de " violação " não é narrativo, não descreve, constata e o que constata, quando constata é que houve acto sexual. As mazelas, além de poderem ser auto - infligidas também nos dizem outras coisas como essa factualidade de o acto sexual livremente assumido poder ser violento.
Infelizmente para Kahn, ele foi vítima das circunstâncias a que só ele e a reclamada vítima tiveram acesso e podem não ter nada e tudo haver com uma crise de priapismo.
Isso faz dele um mau homem, mau marido, mau candidato a um cargo POLÍTICO? Quando muito, fará dele um mau exemplo para uma sociedade hipócrita e deserotizada ou para quem ache o sexo uma coisa suja.
quarta-feira, julho 06, 2011
ELEMENTAR E...BÁRBARO
Elementar como estratégia e bárbaro como afronta...
Portugal, e as suas Instituições, atirado para o " caixote de lixo " da Cleptocracia, americana para o caso.
A Grécia já lá está e se a Incultura caminhar, como está, a passo com a barbárie nórdica associada à ESTUPIDEZ galopante da Burocracia da UE, não se passará muito mais tempo até terem por companhia a Espanha e a Itália, outros países mediterrânicos, outra Cultura, outras maneiras de ver, sentir e VIVER.
Tenho por mim que a ruptura com a insanidade acontecerá em Espanha e será feia.
Do que virá depois... logo se verá...
Portugal, e as suas Instituições, atirado para o " caixote de lixo " da Cleptocracia, americana para o caso.
A Grécia já lá está e se a Incultura caminhar, como está, a passo com a barbárie nórdica associada à ESTUPIDEZ galopante da Burocracia da UE, não se passará muito mais tempo até terem por companhia a Espanha e a Itália, outros países mediterrânicos, outra Cultura, outras maneiras de ver, sentir e VIVER.
Tenho por mim que a ruptura com a insanidade acontecerá em Espanha e será feia.
Do que virá depois... logo se verá...
domingo, julho 03, 2011
GORDURAS DO ESTADO?
Desculpem lá a ignorância do macaco...
Afinal onde param as famosas e difamadas gorduras do Estado português?
Tenho ouvido de quase todos os economistas de Direita uma apologia reiterada sobre a urgência de uma intervenção, cirúrgica ou não, não importa, às gorduras do pobre e anafado Estado no sentido de lhe devolver o perfil adequado à sua condição de pedinte.
A minha dúvida é se a intervenção deva ocorrer sobre o estado dos obesos ou as obesidades do Estado...
Como não me esclarecem se o que acham gorduroso são as empresas estatais e participadas que têm sido rentáveis e constituem uma boa fonte de receita, como a ANA, os CTT, a REN e que a " emergência nacional " vai alienar para o capital estrangeiro ou aquelas que cumprem os mínimos exigíveis a um Estado, como a Educação Pública, Electricidade, Água potável, estou à espera...
...Como se não soubesse que a memória do 25 de Abril alicerçada nos direitos,não os adquiridos, como se costumam chamar, mas os CONQUISTADOS pela luta e tenacidade dos então operários e trabalhadores, está a ser literalmente apagada na geração actual como exemplo de uma possibilidade que lhe está ao alcance.
sábado, julho 02, 2011
CATANORTE
Esse será o nome da Região sonhada por algumas luminárias do Norte do País que têm a Capital Lisboa atravessada na garganta. Desmantelado o mito de " capital do trabalho ", destruído aliás por
uma classe empresarial leonina e rapace que levou a sua população à miséria, ao mesmo tempo que, através de caciques desportivos, culturais e boçais, alimentava o ódio aos " mouros ", viram - se, derrotado definitivamente o projecto regionalista, para a criação de um partido do Norte.
Se não fosse a lástima de ver, também no Poder Central, o tipo de representantes do Norte que se perfilam, o seu provincianismo bacoco, a sua ronha, estaria tudo bem. É democracia, não é?... Ou corporativismo disfarçado e mesclado com títeres testas - de - ferro?
E por que não um partido do Centro, outro do Litoral, outro do Alentejo, outro dos Trás - os - Montes e outro da Brandôa, outro do Sul e finalmente o de Lisboa e o dos imigrantes?
Força aí nisto e não se esqueçam de afastar o Rui Rio...
PS: AHHH ! GALINORTE também não estaria mal...
quinta-feira, junho 30, 2011
VOTO CONTRA, evidentemente...
Parafraseando Russel direi que " um desacordo inteligente é sempre preferível a uma concordância passiva "... E, sim, sou contra este governo, sou contra o seu programa e sou contra a ideologia que lhe está, grosseiramente, a definir - lhe o rumo e sou contra esta sociedade éticamente insane e refém do mundo financeiro.
Estive na praça Syntagma ontem como estive, estou e estarei em todas as praças do planeta na luta pela Liberdade dos povos, pela sua maioridade e autonomia e pelo regresso da Política à sua direcção, livremente sufragada.
Hoje quem governa Portugal, ancorado e legitimado trimestralmente pela Banca internacional, fá - lo sob um ultimato inaceitável que cedo ou tarde acordará este povo, bovino, como já foi apodado a seguir o que outros vão encetar - a resistência e o repúdio de uma idiossincracia nórdica que lhe é genéticamente estranha.
Fosse eu mais novo e não estaria aqui sentado, a criticar também a cobardia física e moral do conformismo intelectual do Ocidente, se não o principal culpado da Decadência, por lhe estar na origem, mas pela traição à sua própria condição.
" Ver claro é não agir ", linfatizava Pessoa sobre uma metarealidade que Hoje de tão concreta e sentida por milhões de almas cheira a demissão e burocratização intelectual.
Em cada dia que passa sinto - me como aquele anarquista que à chegada a qualquer país perguntava - HÁ GOVERNO? ENTÃO, EU SOU CONTRA!
terça-feira, junho 21, 2011
ACÇÃO, ACÇÃO e mais ACÇÃO...
... EXIGEM -SE AOS POVOS.
HÁ ALTERNATIVAS E NÃO ESTÃO NO DEBATE DE IDEIAS, HOJE TROVOADAS SECAS, RIBOMBANTES E INCONSEQUENTES SOBRE UMA REALIDADE À QUAL O CAPITAL DEFINIU A APLICAÇÃO, OS LIMITES E O FIM.
HÁ ALTERNATIVAS E NÃO ESTÃO NO DEBATE DE IDEIAS, HOJE TROVOADAS SECAS, RIBOMBANTES E INCONSEQUENTES SOBRE UMA REALIDADE À QUAL O CAPITAL DEFINIU A APLICAÇÃO, OS LIMITES E O FIM.
FERNADO NOBRE, O ingénuo...
Da recusa em ter F. Nobre como segunda figura do Estado por parte da Assembleia da República, só podemos dizer que para lá da leitura política necessàriamente feita pelos mais atentos, só podemos constatar que os deputados tiveram " nariz ".
F. Nobre teceu duríssimas críticas à classe política com fulminantes adjectivações. Estava no seu direito e dever fazê - lo. Por que raio de razões quis ser a segunda figura do Estado, desse Estado contaminado pela corrupção e pelo anti - patriotismo?
Os deputados, pelo menos os que o rejeitaram, não compreenderam o vira - casaquismo ou a tutoridade moral que, sem currículum, vulgo exposição e julgamento político, o precedeu.
E foi bem feita!
Parabéns à Assunção Esteves! Gostei do seu agradecimento à Assembleia e da história que a acompanhou no seu percurso político.
F. Nobre teceu duríssimas críticas à classe política com fulminantes adjectivações. Estava no seu direito e dever fazê - lo. Por que raio de razões quis ser a segunda figura do Estado, desse Estado contaminado pela corrupção e pelo anti - patriotismo?
Os deputados, pelo menos os que o rejeitaram, não compreenderam o vira - casaquismo ou a tutoridade moral que, sem currículum, vulgo exposição e julgamento político, o precedeu.
E foi bem feita!
Parabéns à Assunção Esteves! Gostei do seu agradecimento à Assembleia e da história que a acompanhou no seu percurso político.
terça-feira, junho 14, 2011
EM DIGESTÃO...
... Ou deveria dizer em indigestão?
Concedo, pois, - Em tranquila digestão da derrota das minhas ideias políticas. Já é um hábito e marca indelèvelmente o meu percurso como homem e como cidadão.
Por outro lado, do que acrescenta, pelos factos e como factos, ao meu (des)conhecimento do Sapiens não retira uma molécula ao que creio ser possível no melhoramento da sua relação com a Biologia e com a Razão, com a convicção de que uma continua a ser mais preponderante do que a outra no caos das medidas e exercícios avulsos da Burocracia, racionalizadas a eito e casuísticamente, sem um fio condutor e uma estratégia evolutiva que a própria Biologia, ela mesmo reclama e exige, sob o risco de extinção.
A Razão, essa, está hoje ao serviço da sua própria negação. A diletância intelectual, porque gratuita, encarregou - se, desde o século XVIII,numa descontrucção feroz do Real, exaurindo - o de espaços de intervenção ainda não demolidos pelo sarcasmo, pela petulância, pelo niilismo e pelo ateísmo. Em troca, deixaram o Vazio ou a Opinião como interlocutores analfabetos com a Vida.
Reflecte - se hoje mais sobre o eu do que sobre NÓS, e dos alibis de que a natureza humana fornece e estimula o pasmo intelectual, pela sua suficiência e necessidade, continua -se a ir buscar as justificações pelo fracasso da Ideia.
Neste triunfo do conservadorismo, ao qual o narcisismo espelha como Gray a recusa da mortalidade, irónicamente um fatalismo biológico, num envelhecimento progressivo e sem herança intelectual válida, esgotadas que estão os esforços em imbecis confrontos com a Morte, dizia eu, brilha a Decadência, num eclipse lento e inexorável.
A não ser que...
Concedo, pois, - Em tranquila digestão da derrota das minhas ideias políticas. Já é um hábito e marca indelèvelmente o meu percurso como homem e como cidadão.
Por outro lado, do que acrescenta, pelos factos e como factos, ao meu (des)conhecimento do Sapiens não retira uma molécula ao que creio ser possível no melhoramento da sua relação com a Biologia e com a Razão, com a convicção de que uma continua a ser mais preponderante do que a outra no caos das medidas e exercícios avulsos da Burocracia, racionalizadas a eito e casuísticamente, sem um fio condutor e uma estratégia evolutiva que a própria Biologia, ela mesmo reclama e exige, sob o risco de extinção.
A Razão, essa, está hoje ao serviço da sua própria negação. A diletância intelectual, porque gratuita, encarregou - se, desde o século XVIII,numa descontrucção feroz do Real, exaurindo - o de espaços de intervenção ainda não demolidos pelo sarcasmo, pela petulância, pelo niilismo e pelo ateísmo. Em troca, deixaram o Vazio ou a Opinião como interlocutores analfabetos com a Vida.
Reflecte - se hoje mais sobre o eu do que sobre NÓS, e dos alibis de que a natureza humana fornece e estimula o pasmo intelectual, pela sua suficiência e necessidade, continua -se a ir buscar as justificações pelo fracasso da Ideia.
Neste triunfo do conservadorismo, ao qual o narcisismo espelha como Gray a recusa da mortalidade, irónicamente um fatalismo biológico, num envelhecimento progressivo e sem herança intelectual válida, esgotadas que estão os esforços em imbecis confrontos com a Morte, dizia eu, brilha a Decadência, num eclipse lento e inexorável.
A não ser que...
segunda-feira, junho 06, 2011
POR OUTRO LADO...
...Não posso deixar de aprovar, em consciência, se acaso tenha sido ( e esforço - me por acreditar... ) a racionalidade a promover a maioria de Direita contra o pântano que a dispersão aleatória dos votos provocaria.
Se foi esse o caso, isso diz - nos que quem foi votar fê -lo na consciência plena do que estava em jogo. Ao menos primou - se pela clareza e assumpção das responsabilidades futuras pelos actos da governação.
Por outro lado, se a razão profunda do voto esteve na " aversão " ao ex - P. Ministro a batota vai sair cara. É que, verdade seja dita, a Direita não escondeu o seu programa liberal e foi a esse programa que se deu a maioria de governação e a legitimidade para o promover democráticamente.
Nada obriga aos partidos anti - troika à aceitação do programa governamental da Direita e também eles foram claros em relação a isso.
Como a sua oposição na Assembleia será inconsequente, será na RUA e com a militância dos seus partidários e , como dizia Jerónimo de Sousa, com o cinismo dos " oportunistas " que sufragaram hoje a dupla troika, que se tentará travar as gravosas medidas que se preparam.
Em difícil posição se encontra o P.S. hoje. É o que dá proclamar - se de esquerda e governar com as receitas do outro lado. A sua também proclamada modernice, vulgo pragmatismo ideológico, uma contradição evidente, limita - lhe, hoje como ontem, inexorávelmente, o campo de actuação sobre a massa votante, também ela pragmática e, sem sentido ofensivo, oportunista.
Na escolha do novo líder se verá que caminhos irá seguir o P.Socialista pós - Sócrates. Ou perde de vez a sua identidade com Seguro ou recuperá - la- á com Costa ou Assis...
Se foi esse o caso, isso diz - nos que quem foi votar fê -lo na consciência plena do que estava em jogo. Ao menos primou - se pela clareza e assumpção das responsabilidades futuras pelos actos da governação.
Por outro lado, se a razão profunda do voto esteve na " aversão " ao ex - P. Ministro a batota vai sair cara. É que, verdade seja dita, a Direita não escondeu o seu programa liberal e foi a esse programa que se deu a maioria de governação e a legitimidade para o promover democráticamente.
Nada obriga aos partidos anti - troika à aceitação do programa governamental da Direita e também eles foram claros em relação a isso.
Como a sua oposição na Assembleia será inconsequente, será na RUA e com a militância dos seus partidários e , como dizia Jerónimo de Sousa, com o cinismo dos " oportunistas " que sufragaram hoje a dupla troika, que se tentará travar as gravosas medidas que se preparam.
Em difícil posição se encontra o P.S. hoje. É o que dá proclamar - se de esquerda e governar com as receitas do outro lado. A sua também proclamada modernice, vulgo pragmatismo ideológico, uma contradição evidente, limita - lhe, hoje como ontem, inexorávelmente, o campo de actuação sobre a massa votante, também ela pragmática e, sem sentido ofensivo, oportunista.
Na escolha do novo líder se verá que caminhos irá seguir o P.Socialista pós - Sócrates. Ou perde de vez a sua identidade com Seguro ou recuperá - la- á com Costa ou Assis...
SÓCRATES sai de cena...
... E fá - lo com elegância...
" Ignoro, Atenienses, a impressão que vos causaram os meus acusadores. Por mim, de os ouvir, quase me esqueci de quem sou, tão persuasivos eram os discursos deles. E, no entanto, posso garantir que não disseram uma só palavra de verdade... " - Apologia de Sócrates - Platão
Ontem poderia ser este o estado de espírito do ex - Primeiro Ministro antes de ser confrontado com os seus juízes eleitores. Bebido o cálice até ao fim, retirou - se, de pé.
O balanço dos anos da sua governação far - se - á um dia,assente a poeira do ódio, do revanchismo que a sua indomável coragem criou, pela sua abrangência, num povo que não lhe perdoou traços de carácter que não vislumbra em si.
Muito longe de preencher a contento a defesa das minhas posições " utópicas " sobre a Democracia, apoiei - o, dentro de um quadro políticamente situado - a nação lusa e os seus resilentes atavismos - que ele tentou inglòriamente sacudir, exigindo dela o que ela NÃO QUER DAR ou NÃO POSSUI...
A consequência será a capitulação a uma Mediocridade geral que hoje a DIREITA, atingido o pleno, com uma legitimidade acrescida de mudança expressa e negligência assumida por metade dos votantes, está livre de promover, apoiada num programa miserável, pelo seu carácter regressivo e... naturalmente repressivo.
Para terminar, uma palavra aos MEDIA, principalmente a televisão pública...
Foi deprimente o espetáculo histérico dos meios, dos figurantes e dos protagonistas que acompanhou toda a transmissão dos resultados eleitorais. Um imenso e libertador orgasmo simbólico repetido até à NÁUSEA, no seguimento da degradação contínua da qualidade em prol do reboliço, da cacofonia e da sem - vergonha, cuja presença, também ela simbólica de José Eduardo Moniz, deu o toque exótico de vingança fria.
LAMENTÁVEL!
quinta-feira, junho 02, 2011
EU VOU DIZER NÃO...
...E por isso voto no Bloco de Esquerda.
Eu abomino a " bandalheira " feita regime político, a Liberdade feita pusilanimidade, a Esperança como método de análise e acção individual, a Ética feita anacronismo, a violência sustentada ( ela pode ser SEMPRE justificada ) em " alibis " moralmente abjectos e... isso é um problema muito pessoal, a vulgaridade de que a suposta " elite " do SAPIENS é capaz.
Voto contra o Corporativismo reaccionário, contra o ultra - liberalismo económico selvático, contra o desinvestimento do Estado nos sectores essenciais e referenciadores de uma efectiva igualdade de acesso dos cidadãos à democracia, como a Saúde, a Educação e a Energia, voto contra o despedimento sem justa causa, voto contra a corrupção, voto pela soberania nacional, voto contra a estupidificação cultural, em suma voto contra o empobrecimento material e espiritual dos povos, no caso, o povo português.
Eu abomino a " bandalheira " feita regime político, a Liberdade feita pusilanimidade, a Esperança como método de análise e acção individual, a Ética feita anacronismo, a violência sustentada ( ela pode ser SEMPRE justificada ) em " alibis " moralmente abjectos e... isso é um problema muito pessoal, a vulgaridade de que a suposta " elite " do SAPIENS é capaz.
Voto contra o Corporativismo reaccionário, contra o ultra - liberalismo económico selvático, contra o desinvestimento do Estado nos sectores essenciais e referenciadores de uma efectiva igualdade de acesso dos cidadãos à democracia, como a Saúde, a Educação e a Energia, voto contra o despedimento sem justa causa, voto contra a corrupção, voto pela soberania nacional, voto contra a estupidificação cultural, em suma voto contra o empobrecimento material e espiritual dos povos, no caso, o povo português.
terça-feira, maio 31, 2011
MESMO A PROPÓSITO...
Repescado da revista do C.da Manhã li essa perplexidade, cheia de actualidade, de Miguel Torga, publicado no extinto Diário no dia 17/09/61.
É um fenómeno curioso:
o País ergue - se indignado,
come, bebe
e diverte - se indignado,
mas não passa disto.
Falta - lhe o romantismo
cívico da agressão.
Somos, socialmente,
uma colectividade pacífica
de revoltados?
É um fenómeno curioso:
o País ergue - se indignado,
come, bebe
e diverte - se indignado,
mas não passa disto.
Falta - lhe o romantismo
cívico da agressão.
Somos, socialmente,
uma colectividade pacífica
de revoltados?
segunda-feira, maio 30, 2011
POISSSS!
Cristiano Ronaldo é o REI da NET, com 20 milhões de leitores. Rooney, do M.United vai em 5 milhões, Vin Diesel tem 7 milhões, Lady Gaga com 5 milhões, o Boliche está por perto, tem 4 milhões.
Por outro lado, Barack Obama envergonha - nos com 7 milhões.
E M. Sousa Tavares, coitado, ZERO!
Isto é muuuuito embaraçoso, de facto.
E sugere - me uma singela pergunta: - Quem lê o Quê???
A propósito, parabéns ao blog Áfricaminha que chegou à bonita soma de 100.000 visitas na blogosfera.
Eu vou lá sempre que posso...
Por outro lado, Barack Obama envergonha - nos com 7 milhões.
E M. Sousa Tavares, coitado, ZERO!
Isto é muuuuito embaraçoso, de facto.
E sugere - me uma singela pergunta: - Quem lê o Quê???
A propósito, parabéns ao blog Áfricaminha que chegou à bonita soma de 100.000 visitas na blogosfera.
Eu vou lá sempre que posso...
DAS OPÇÕES...
" O PRISIONEIRO QUE TEM A PORTA DO SEU CÁRCERE ABERTA E NÃO SE LIBERTA, É UM COVARDE " - Kalil Gibran
A Democracia é uma porta aberta à Liberdade como nenhum outro regime político até hoje contemplou. Essa liberdade que ela transporta nos seus critérios responsabiliza - nos, nos nossos actos e nas nossas omissões.
Torna - se evidente que ela só fará sentido, se de individualizada se se tornar uma responsabilidade colectiva, exercitada no espaço que os seus aplicantes habitam e têm por obrigação, não só natural como principalmente cultural, de promover a excelência, fazendo melhor uso dos seus recursos, naturais e culturais em prol do Todo.
Acontece que à natureza humana sobre a qual se impôs, desde o aparecimento do " primeiro " sapiens a Cultura que os mais esclarecidos conseguiram interiorizar e fazer interiorizar, indispõe a mudança; porém, ela aconteceu e tem acontecido, mesmo que com alguns extraordinários revezes, até chegarmos ao século XXI, herdeiros de um Iluminismo, hoje traído, que decretou que a natureza humana, no seu todo, devia parar por aí de evolução e que a sua história, pelo menos no que concerne à produção de IDEIAS, tinha acabado.
Não por acaso, com o ocaso das Ideias, hoje discute - se o Ego e os seus apêndices articulados, como se de facto a massificação sub - cultural atrelado ao Homem de hoje seja, não uma consequência do desinvestimento intelectual e cultural mas um seu produto consequente.
Paradoxal é ver a cegueira que acompanha o reconhecimento, porque evidente, dos Factos dos quais se absorvem os efeitos e dos quais nenhuma consequência, suposta racional, se tira.
O medo, não o recitado pelas Direitas - NÃO HÁ ALTERNATIVAS - e a deriva que se instalou no Ocidente, sobre a AVENTURA de experimentar outros caminhos que não a obscenidade campeada pelo sistema capitalista, hoje mais do que nunca porque liberta da regulação dos Estados, que empobrece as nações em nome de uma gigantesca fraude que mantém captivo e dormente, não só a inteligência, em prol da robotização mas também a inacção em nome da estabilidade, NÃO É OPÇÃO, para nada.
Cobardia, é também para mim, a palavra que me ocorre quando procuro os porquês da capitulação dos povos.
Em África há um ditado que diz - A UNIÃO DO REBANHO OBRIGA OS LEÕES A DEITAREM - SE COM FOME .
Neste rebanho tresmalhado e sem pastores capazes parece que a condução do Homem ocidental ( porque é do Ocidente que reflicto a estúpida embriaguez... ) foi deixada aos cães - pastores.
E nós sabemos como eles agem sem um pastor a assobiar as ordens e como acaba tudo, conduzido ao redil da ruminância... e do circo.
A Democracia é uma porta aberta à Liberdade como nenhum outro regime político até hoje contemplou. Essa liberdade que ela transporta nos seus critérios responsabiliza - nos, nos nossos actos e nas nossas omissões.
Torna - se evidente que ela só fará sentido, se de individualizada se se tornar uma responsabilidade colectiva, exercitada no espaço que os seus aplicantes habitam e têm por obrigação, não só natural como principalmente cultural, de promover a excelência, fazendo melhor uso dos seus recursos, naturais e culturais em prol do Todo.
Acontece que à natureza humana sobre a qual se impôs, desde o aparecimento do " primeiro " sapiens a Cultura que os mais esclarecidos conseguiram interiorizar e fazer interiorizar, indispõe a mudança; porém, ela aconteceu e tem acontecido, mesmo que com alguns extraordinários revezes, até chegarmos ao século XXI, herdeiros de um Iluminismo, hoje traído, que decretou que a natureza humana, no seu todo, devia parar por aí de evolução e que a sua história, pelo menos no que concerne à produção de IDEIAS, tinha acabado.
Não por acaso, com o ocaso das Ideias, hoje discute - se o Ego e os seus apêndices articulados, como se de facto a massificação sub - cultural atrelado ao Homem de hoje seja, não uma consequência do desinvestimento intelectual e cultural mas um seu produto consequente.
Paradoxal é ver a cegueira que acompanha o reconhecimento, porque evidente, dos Factos dos quais se absorvem os efeitos e dos quais nenhuma consequência, suposta racional, se tira.
O medo, não o recitado pelas Direitas - NÃO HÁ ALTERNATIVAS - e a deriva que se instalou no Ocidente, sobre a AVENTURA de experimentar outros caminhos que não a obscenidade campeada pelo sistema capitalista, hoje mais do que nunca porque liberta da regulação dos Estados, que empobrece as nações em nome de uma gigantesca fraude que mantém captivo e dormente, não só a inteligência, em prol da robotização mas também a inacção em nome da estabilidade, NÃO É OPÇÃO, para nada.
Cobardia, é também para mim, a palavra que me ocorre quando procuro os porquês da capitulação dos povos.
Em África há um ditado que diz - A UNIÃO DO REBANHO OBRIGA OS LEÕES A DEITAREM - SE COM FOME .
Neste rebanho tresmalhado e sem pastores capazes parece que a condução do Homem ocidental ( porque é do Ocidente que reflicto a estúpida embriaguez... ) foi deixada aos cães - pastores.
E nós sabemos como eles agem sem um pastor a assobiar as ordens e como acaba tudo, conduzido ao redil da ruminância... e do circo.
terça-feira, maio 24, 2011
PORTUGAL
Não há nada em Portugal que não se " suporte ", nem a Crise...
Se há capacidade humana que o meu povo de origem tornou uma segunda natureza foi a ADAPTAÇÃO, que a falta de recursos, naturais e políticos nos impôs sob o risco de extinção. Uma das suas vertentes é a sua capacidade de reprodução que o fez um dos mais jovens países do Planeta o que sem ser um privilégio ou uma novidade biológica nutre - o com uma energia acrescida que opõe ao derrotismo e à distracção que os tempos de hoje alimentam.
Portugal está a envelhecer a um ritmo preocupante e tem " absorvido " crises cíclicas desde décadas, ostracizando todos os diagnósticos das suas mentes mais esclarecidas. Nesse enlevo embarca TODA A POPULAÇÃO residente, do passado e do presente.
Tenho por mim que o causador desta aflitiva distracção também está no espaço privilegiado que coube ao lusitano, o que lhe provoca um efeito edénico singular.
Vem aí um acto eleitoral e o seu resultado ameaça ser um sério problema, dentro dos condicionalismos impostos pelos credores, com a exigência de uma estabilidade política que garanta as condições do " consenso " necessário ao cumprimento das obrigações contratualizadas.
Qual será a percentagem dos portugueses que condicionará o seu voto ou a sua abstenção, pela criação dessa estabilidade política num exercício racionalizado de decisão?
Pela parte que me toca, confesso - me " contaminado " pelo clima e como um português como os demais não garanto muita racionalidade no meu voto...
sábado, maio 21, 2011
UMA VAGA CONSISTENTE...
Ainda não é o TSUNAMI que prevejo e anseio, por uma democracia real, que varra esse monumental embuste que a Burocracia, a Cleptocracia e a Plutocracia contrabandearam por sobre os nossos anseios de uma sociedade em que a Liberdade se conjugaria com as suas irmãs Fraternidade e Solidariedade por um mundo mais justo, em que as diferenças, não só as naturais como as adquiridas fossem conciliáveis com o Todo que habita a Terra e não alibis de conflitos " naturais ".
QUE A VAGA CRESÇA...!, em Espanha e no resto da população gorda e anafada da chamada Europa rica...
quarta-feira, maio 18, 2011
DEBATES ELEITORAIS
Nada tinha dito ainda sobre os frente-a-frente dos líderes partidários, pelo simples mas não irrelevante pormenor, de antes lhes sentir a consistência do discurso.
Um facto chamou - me logo a atenção, após ter visionado todas as suas prestações até hoje - o Rigor e consistências ideológicas do Louçã e do Jerónimo de Sousa e a " desinibição " retórica deste último, comparado com o passado.
Nenhum deles " perdeu " os debates para os adversários, que foram obrigados a uma posição justificativa que a insustentabilidade da situação, passada, presente e futura, desmerece como argumentação já que foram directa e indirectamente cúmplices naquilo que Louçã já chamou de " economia falhada " e Jerónimo " mais do mesmo ".
Sócrates, Passos Coelho e Portas funcionam e racionalizam dentro dos parâmetros da ideologia hoje triunfante no Ocidente, aceite como solução política e administrativa dos estados que o compõem. Vêem as propostas alternativas como folclores do jogo democrático, aceites como meras verbalizações dos defeitos que o regime transporta e não como prática exequível do que a Política deva ser - Um governo DO povo e PARA o povo que não se esgote na falsa Liberdade e no formalismo hipócrita dos direitos humanos e liberdade de expressão.
Digo e repito - Eu apoiei Sócrates DENTRO do panorama político português de uma maneira clara e transparente e justifiquei porquê, nomeadamente até à crise de 2008. Os eleitores deram - lhe um mandato sobre um programa DENTRO de um sistema e regime que não QUEREM subverter, pelo menos até às próximas eleições. E para dizer o que penso, não creio que o queiram fazer, apesar de o desejar com veemência.
Ao diktat alemão, acompanhado pelo acéfalo presidente francês e o arrivista líder britânico tornou - se necessário uma rebeldia que trave JÁ o novo REICH e a morte da UE sonhada pelos seus pioneiros. Isso terá de partir em qualquer lado, hoje ou amanhã...
E porque não em Portugal, já nas próximas eleições?
Um facto chamou - me logo a atenção, após ter visionado todas as suas prestações até hoje - o Rigor e consistências ideológicas do Louçã e do Jerónimo de Sousa e a " desinibição " retórica deste último, comparado com o passado.
Nenhum deles " perdeu " os debates para os adversários, que foram obrigados a uma posição justificativa que a insustentabilidade da situação, passada, presente e futura, desmerece como argumentação já que foram directa e indirectamente cúmplices naquilo que Louçã já chamou de " economia falhada " e Jerónimo " mais do mesmo ".
Sócrates, Passos Coelho e Portas funcionam e racionalizam dentro dos parâmetros da ideologia hoje triunfante no Ocidente, aceite como solução política e administrativa dos estados que o compõem. Vêem as propostas alternativas como folclores do jogo democrático, aceites como meras verbalizações dos defeitos que o regime transporta e não como prática exequível do que a Política deva ser - Um governo DO povo e PARA o povo que não se esgote na falsa Liberdade e no formalismo hipócrita dos direitos humanos e liberdade de expressão.
Digo e repito - Eu apoiei Sócrates DENTRO do panorama político português de uma maneira clara e transparente e justifiquei porquê, nomeadamente até à crise de 2008. Os eleitores deram - lhe um mandato sobre um programa DENTRO de um sistema e regime que não QUEREM subverter, pelo menos até às próximas eleições. E para dizer o que penso, não creio que o queiram fazer, apesar de o desejar com veemência.
Ao diktat alemão, acompanhado pelo acéfalo presidente francês e o arrivista líder britânico tornou - se necessário uma rebeldia que trave JÁ o novo REICH e a morte da UE sonhada pelos seus pioneiros. Isso terá de partir em qualquer lado, hoje ou amanhã...
E porque não em Portugal, já nas próximas eleições?
domingo, maio 15, 2011
NÃO PODE....
... E se pode, quais foram, no fundo, as razões de tão aberrante acto?
Será que Dominique NÃO QUER ser candidato indigitado pelo PSF para a corrida presidencial?... E, subconscientemente " retirou - se " da corrida ou, tudo não passa de um monumental equívoco?
E se se trata de uma conspiração, como é que um homem vivido como o Presidente do FMI, se deixou seduzir por ela?
Fiquemos à espera dos desenvolvimentos e futuras explicações...
FACTOS,FACTOS,FACTOS e história...
A HONESTIDADE INTELECTUAL EXIGE que à analise se junte a fundamentação e a memória e isso M. Sousa Tavares fá-lo como poucos. Ver a última crónica - Não há inocentes - de 14/5 no Expresso.
É evidente que não há inocentes, Ninguém está inocentado desta narrativa pós 25 de Abril que descambou na Capitulação recente.
A vertigem do Poder democrático que adulterou em vários momentos da história política recente a racionalidade política dos Governos em favorecimento de interesses partidários, corporativos, sindicais, económicos e financeiros ainda está VIVA e actuante. Impossível mudar em tão pouco tempo o que a História cimentou na formatação da alma lusa. O medo que a sobrevivencia lhe irá impôr irá reforçar as defesas de uma " velha " nação no que ela tem de mais autêntico. E não será o Rigor...
É evidente que não há inocentes, Ninguém está inocentado desta narrativa pós 25 de Abril que descambou na Capitulação recente.
A vertigem do Poder democrático que adulterou em vários momentos da história política recente a racionalidade política dos Governos em favorecimento de interesses partidários, corporativos, sindicais, económicos e financeiros ainda está VIVA e actuante. Impossível mudar em tão pouco tempo o que a História cimentou na formatação da alma lusa. O medo que a sobrevivencia lhe irá impôr irá reforçar as defesas de uma " velha " nação no que ela tem de mais autêntico. E não será o Rigor...
quinta-feira, maio 12, 2011
ALÇAPÕES...
Pelo que tenho ouvido nos debates, análises e comentários sobre os termos do acordo com os negociadores do F.M.I. e da U.E. parece - me que um " campo minado " e cheio de alçapões se vai apresentar aos próximos governantes do País.
Os cidadãos não foram tidos nem achados nesse processo. O bom-senso aconselharia que essas negociações, precipitadas pela queda do Governo,só ocorressem depois das eleições e não aparecerem como um ultimato inconcebível ao País, definindo lhe em pormenor um programa de Governo ao qual se EXIGE vassalagem, com um controlo trimestral da execução.
CAPITULAÇÃO - foi o que aconteceu, com a BANCA nacional à cabeça levando, na néscia e absurda enxurrada financeira, todo um povo que tem sido obrigado a pagar a MERDA que tem andado a fazer.
Veremos quem será o escolhido pelos cidadãos para se esquivar com inteligência a uma agenda direitista e conservadora que nos querem prender às pernas...
Os cidadãos não foram tidos nem achados nesse processo. O bom-senso aconselharia que essas negociações, precipitadas pela queda do Governo,só ocorressem depois das eleições e não aparecerem como um ultimato inconcebível ao País, definindo lhe em pormenor um programa de Governo ao qual se EXIGE vassalagem, com um controlo trimestral da execução.
CAPITULAÇÃO - foi o que aconteceu, com a BANCA nacional à cabeça levando, na néscia e absurda enxurrada financeira, todo um povo que tem sido obrigado a pagar a MERDA que tem andado a fazer.
Veremos quem será o escolhido pelos cidadãos para se esquivar com inteligência a uma agenda direitista e conservadora que nos querem prender às pernas...
quarta-feira, maio 11, 2011
É disto que falo...
Leio que a NATO se recusou a prestar auxílio a uma embarcação avariada e carregada de refugiados, que demandavam o Mediterrâneo em busca de território mais civilizado, desprezando a civilidade que a lei internacional define como obrigação nos pedidos de socorro.
Só a " falta de qualidade " que lhes terá sido atribuída por ordens superiores, terá obstado ao seu salvamento.
Cometeu - se um crime.
O julgamento só será feito ao nível da nossa consciência, já que quem hoje detém o Poder de julgar, aplicando os critérios do mais forte e não da Justiça, adjectivando as acções consoante os seus interesses, detém o poder das armas e não o fará em casa própria.
Um homicídio é um homicídio, quer seja cometido pelo indivíduo ou pelo Estado. O terrorismo é terrorismo, quer seja cometido pelo indivíduo ou pelo Estado e por aí fora...
A representação do colectivo que o Estado e os seus tentáculos protagonizam tem de ser escrutinada nos exactos parâmetros que a LEI impõe aos cidadãos que O formataram. Os Estados não são impunes; os " interesses " próprios que defendem podem tornar - se numa ameaça aos outros Estados, como a História das nações bem conhece e responsabiliza TODOS.
A " CHAVE " do regulamento normalizado do " sapiens " com os outros habitantes da TERRA terá de abrir todas as portas que as evoluções díspares dos outros ramos da espécie criaram. A Biologia, a Sobrevivência, não chega; a Racionalidade, pelos vistos, também não.
E que tal a SOLIDARIEDADE, a junção dessas duas urgências?
Só a " falta de qualidade " que lhes terá sido atribuída por ordens superiores, terá obstado ao seu salvamento.
Cometeu - se um crime.
O julgamento só será feito ao nível da nossa consciência, já que quem hoje detém o Poder de julgar, aplicando os critérios do mais forte e não da Justiça, adjectivando as acções consoante os seus interesses, detém o poder das armas e não o fará em casa própria.
Um homicídio é um homicídio, quer seja cometido pelo indivíduo ou pelo Estado. O terrorismo é terrorismo, quer seja cometido pelo indivíduo ou pelo Estado e por aí fora...
A representação do colectivo que o Estado e os seus tentáculos protagonizam tem de ser escrutinada nos exactos parâmetros que a LEI impõe aos cidadãos que O formataram. Os Estados não são impunes; os " interesses " próprios que defendem podem tornar - se numa ameaça aos outros Estados, como a História das nações bem conhece e responsabiliza TODOS.
A " CHAVE " do regulamento normalizado do " sapiens " com os outros habitantes da TERRA terá de abrir todas as portas que as evoluções díspares dos outros ramos da espécie criaram. A Biologia, a Sobrevivência, não chega; a Racionalidade, pelos vistos, também não.
E que tal a SOLIDARIEDADE, a junção dessas duas urgências?
segunda-feira, maio 09, 2011
VIVA LA MUERTE!!!???
Clara F. Alves, cuja lucidez muito prezo e que por várias vezes por aqui tenho enaltecido a diferença que ela marca no panorama jornalístico nacional esteve nas celebrações festivas que acompanharam em várias praças do Ocidente, o assassinato do líder da organização extremista Al-Qaeda e admirou - se da perplexidade de outras almas com a visão de um filme que elas seguramente julgavam pertencer ao universo do Outro, como aconteceu a este bloguista.
E.Cioran disse, mais coisa menos coisa, que a lucidez,no momento em que julgamos ter compreendido tudo, nos dá ar de assassinos.
Não que, creio eu, o assassínio e a lucidez tenham alguma coisa em comum, necessáriamente; o que tem de pretensão a lucidez tem o assassínio o absurdo.
Os alibis para a justificação do assassinato,( não há semântica que nos valha... )provêm do domínio de uma narrativa que a história do Homem transporta desde as origens e subvertem toda a essência que a racionalidade pôs no seu conteúdo e transformam - se na negação daquilo que em nós estremece ao ver a sua face sombreada pela demência.
Falo da Justiça, Liberdade, Religião, Solidariedade,Civilização, Orgulho nacional,Segurança, em nome dos quais se manda assassinar, numa patética e trágica inversão com o valor primordial que lhes dá SENTIDO - a VIDA, humana para o caso.
Quando se ignora ostensivamente o homicídio que diáriamente acontece por este globo, nomeadamente nas regiões mais pobres do mundo,sim,porque não vejo a distinção entre " deixar morrer à mingua " com a promoção da matança em nome de uma ideologia, vingança ou interesse nacional, pergunto se é a altura da " pilha de cadáveres " que nos sufoca ou a nossa incapacidade de compaixão pela " falta de qualidade " da pilha?
É que nesse desinvestimento NÃO HÁ INOCENTES a não ser as crianças e quando os líderes, escolhidos por nós mandam matar e levam nas suas bombas o TERROR para despejar sobre outros " inocentes " e os seus líderes,são mandatados e irresponsabilizados por NÓS, responsabilizando -nos a TODOS.
E é isso que me incomoda...
Nenhuma compaixão me desperta a morte de assassinos como Bin Laden. E, seguramente, não merece a minha celebração.
Por mim, recuso que matem em meu nome. ENVERGONHA - ME!
A capacidade de o fazer, inscrita nos meus genes de primata é minha, e o seu uso também. E celebro,isso sim, a VIDA e AQUILO que me tem impedido de glorificar a Morte. Lucidez não é , de certeza; será coisa OUTRA.
Por quem os sinos irão dobrar, acompanhando os festejos do Outro lado, quando, sob outras bandeiras as bombas nos despertarem a compaixão devida aos nossos?
E.Cioran disse, mais coisa menos coisa, que a lucidez,no momento em que julgamos ter compreendido tudo, nos dá ar de assassinos.
Não que, creio eu, o assassínio e a lucidez tenham alguma coisa em comum, necessáriamente; o que tem de pretensão a lucidez tem o assassínio o absurdo.
Os alibis para a justificação do assassinato,( não há semântica que nos valha... )provêm do domínio de uma narrativa que a história do Homem transporta desde as origens e subvertem toda a essência que a racionalidade pôs no seu conteúdo e transformam - se na negação daquilo que em nós estremece ao ver a sua face sombreada pela demência.
Falo da Justiça, Liberdade, Religião, Solidariedade,Civilização, Orgulho nacional,Segurança, em nome dos quais se manda assassinar, numa patética e trágica inversão com o valor primordial que lhes dá SENTIDO - a VIDA, humana para o caso.
Quando se ignora ostensivamente o homicídio que diáriamente acontece por este globo, nomeadamente nas regiões mais pobres do mundo,sim,porque não vejo a distinção entre " deixar morrer à mingua " com a promoção da matança em nome de uma ideologia, vingança ou interesse nacional, pergunto se é a altura da " pilha de cadáveres " que nos sufoca ou a nossa incapacidade de compaixão pela " falta de qualidade " da pilha?
É que nesse desinvestimento NÃO HÁ INOCENTES a não ser as crianças e quando os líderes, escolhidos por nós mandam matar e levam nas suas bombas o TERROR para despejar sobre outros " inocentes " e os seus líderes,são mandatados e irresponsabilizados por NÓS, responsabilizando -nos a TODOS.
E é isso que me incomoda...
Nenhuma compaixão me desperta a morte de assassinos como Bin Laden. E, seguramente, não merece a minha celebração.
Por mim, recuso que matem em meu nome. ENVERGONHA - ME!
A capacidade de o fazer, inscrita nos meus genes de primata é minha, e o seu uso também. E celebro,isso sim, a VIDA e AQUILO que me tem impedido de glorificar a Morte. Lucidez não é , de certeza; será coisa OUTRA.
Por quem os sinos irão dobrar, acompanhando os festejos do Outro lado, quando, sob outras bandeiras as bombas nos despertarem a compaixão devida aos nossos?
sábado, maio 07, 2011
ALTERNATIVAS...
É evidente que há, sempre houve alternativas aos modelos de governação democrática que nenhum paternalismo autocrático saberá contrariar.
Acontece que, quando à inconsequência e por vezes contradição entre as narrativas do Real interpretadas pelos partidos e vivida individualmente pelos cidadãos, se acrescem diktats que subvertem o relacionamento que uma vivência contratualizada entre as partes, definiu há séculos, o indivíduo eleitor sente - se parte de uma farsa que contrabandeou TUDO.
As sondagens que apontam, não uma penalização, pelo contrário, uma cumplicidade com quem soube, políticamente, ser ( ou parecer, não importa...) uma resistência à agressão sobre os normativos psicológicos que, bem ou mal, nos enformam e marcam uma trajectória nacional,uma maneira de ser e viver o mundo, são um sintoma de que a mensagem vigorosa de Sócrates está a ser mais fácilmente aceite pelo Centrão do que a do seu opositor directo, visto como o elemento perturbador de uma narrativa enfáticamente defendida e melhor interpretada por Sócrates.
Defender a MUDANÇA hoje, sobre o real enquadrado pela troika, é um exercício que remete os eleitores para uma demência dificilmente exequível, dadas as alternativas apresentadas pelo Bloco de Esquerda e pelo PCP que prefiguram uma revolução, mutatis mutandis, na mesma linha da provocada pela intervenção estrangeira.
Se o programa de Governo já está feito pela troika,convém ter à frente do Governo um líder confirmado e não challengers.
Mudar esse arranjo mental até à data das eleições exigirá inteligência, não chico-espertice, e um conhecimento profundo da psicologia social lusa que os ataques pessoais ao P. Ministro demissionário estão a desmentir, ao mesmo tempo que reforçam e não enfraquecem os laços cúmplices que se estabeleceram após o seu derrube formal pela Oposição que franqueou as portas à intervenção estrangeira.
Veremos os desenvolvimentos...
Acontece que, quando à inconsequência e por vezes contradição entre as narrativas do Real interpretadas pelos partidos e vivida individualmente pelos cidadãos, se acrescem diktats que subvertem o relacionamento que uma vivência contratualizada entre as partes, definiu há séculos, o indivíduo eleitor sente - se parte de uma farsa que contrabandeou TUDO.
As sondagens que apontam, não uma penalização, pelo contrário, uma cumplicidade com quem soube, políticamente, ser ( ou parecer, não importa...) uma resistência à agressão sobre os normativos psicológicos que, bem ou mal, nos enformam e marcam uma trajectória nacional,uma maneira de ser e viver o mundo, são um sintoma de que a mensagem vigorosa de Sócrates está a ser mais fácilmente aceite pelo Centrão do que a do seu opositor directo, visto como o elemento perturbador de uma narrativa enfáticamente defendida e melhor interpretada por Sócrates.
Defender a MUDANÇA hoje, sobre o real enquadrado pela troika, é um exercício que remete os eleitores para uma demência dificilmente exequível, dadas as alternativas apresentadas pelo Bloco de Esquerda e pelo PCP que prefiguram uma revolução, mutatis mutandis, na mesma linha da provocada pela intervenção estrangeira.
Se o programa de Governo já está feito pela troika,convém ter à frente do Governo um líder confirmado e não challengers.
Mudar esse arranjo mental até à data das eleições exigirá inteligência, não chico-espertice, e um conhecimento profundo da psicologia social lusa que os ataques pessoais ao P. Ministro demissionário estão a desmentir, ao mesmo tempo que reforçam e não enfraquecem os laços cúmplices que se estabeleceram após o seu derrube formal pela Oposição que franqueou as portas à intervenção estrangeira.
Veremos os desenvolvimentos...
quarta-feira, maio 04, 2011
DOS " estados de alma "...
Reparei últimamente que, na minha prosa ,tem aparecido com insistência e com fundamento, creio eu, essa classificação de "estados de alma" para caracterizar um discurso que recorrentemente se afasta do " Eu penso... " para a descrição de emoções, impúdicamente apresentadas como análises e comentários .
A objectividade, por esses dias, também se afastou dosnúmeros,também estes sujeitos a grosseiras manipulações consoante o carácter instrumental a quem serve e de quem deles se serve.
Acontece que isso faz parte de um universo deformador do Real, o da Política e não o da interpretação fundamentada e orientadora ( deve(ria) estar na sua matriz )do Homem, mesmo para um céptico irredutível, um narcisista incurável ou um intriguista convicto.
Se a intenção é a descrição diletante de sentimentos, e não a provocação manifesta da racionalidade do Outro,na linha de Marcello, Carrillo e por vezes o J.P.Pereira e seus seguidores empáticos, sugiro, de novo, encimar com o nome de Confissões ou Diários tudo o que dizem ou escrevem, por uma questão de transparência intelectual.
Assim saberíamos que os intérpretes SÃO políticos e que a análise a fazer tem de levar em consideração esse desiderato, com, isso sim, os "estados de alma" que acompanham os cidadãos quando escrutinam a Política e os políticos.
E não ficariam de fora...
A objectividade, por esses dias, também se afastou dos
Acontece que isso faz parte de um universo deformador do Real, o da Política e não o da interpretação fundamentada e orientadora ( deve(ria) estar na sua matriz )do Homem, mesmo para um céptico irredutível, um narcisista incurável ou um intriguista convicto.
Se a intenção é a descrição diletante de sentimentos, e não a provocação manifesta da racionalidade do Outro,na linha de Marcello, Carrillo e por vezes o J.P.Pereira e seus seguidores empáticos, sugiro, de novo, encimar com o nome de Confissões ou Diários tudo o que dizem ou escrevem, por uma questão de transparência intelectual.
Assim saberíamos que os intérpretes SÃO políticos e que a análise a fazer tem de levar em consideração esse desiderato, com, isso sim, os "estados de alma" que acompanham os cidadãos quando escrutinam a Política e os políticos.
E não ficariam de fora...
terça-feira, maio 03, 2011
DEMÓNIOS!!!??? EM PORTUGAL?
Em tempos, disse por aqui que o Abrupto de J.P.P, quando funciona pelo ponto de vista de um historiador tinha a minha atenção e o meu aplauso e que quando se abalançava em comentários partidários ad hominem, melhor, anti - Sócrates produzia prosas INTRAGÁVEIS, carregadas de azedume e, hoje descobri, Ódio, ao qual atrelou, em mística romagem metade dos portugueses.
LAMENTÁVEL e imperdoável descontrolo intelectual esse que reduz a História a estórias de " estados de alma " e de palpites de exorcismo de uma entidade a eliminar a todo o custo.
Um conselho foi dado ao PSD - VÃO À BRUXA e libertem,com as suas mézinhas, o País desse ser demoníaco que é Sócrates.
FRANCAMENTE!
LAMENTÁVEL e imperdoável descontrolo intelectual esse que reduz a História a estórias de " estados de alma " e de palpites de exorcismo de uma entidade a eliminar a todo o custo.
Um conselho foi dado ao PSD - VÃO À BRUXA e libertem,com as suas mézinhas, o País desse ser demoníaco que é Sócrates.
FRANCAMENTE!
segunda-feira, maio 02, 2011
VIVA LA MUERTE!!!???
Que insano exercício me tolda a intranquilidade vã da minha consciência, por esses dias,quando vejo a Morte celebrada em regozijo pelas massas e o assassínio " fermentado " em gabinetes em execráveis cumplicidades com o Terror!
A guerra contra a DIFERENÇA, dentro e fora das fronteiras do Ocidente está a atingir o grau da demência que deploramos nos Outros.
QUEM SE SEGUIRÁ NA MINHA LISTA?
sábado, abril 30, 2011
PERSPECTIVAS...
Parafraseando o que de Otelo não se surpreendeu com os " estados de alma " que definiram grosseiramente a frustração que J.P.P. pode histórica e filosòficamente enquadrar, direi que não m'espanto às vezes, outras m'envergonho - me em permanência.
Fácil é atribuir a quem, do panorama nacional o reduza a , para lá dos esteoreotipos de imposição da Ordem como " receita " para o afastamento do " véu de Maya " que nos empata e define e difícil é, não a justificação, também ela possível, a apresentação do " remédio " para debelar a doença de que Otelo e os portugueses se queixam. ESSA deveria ser uma " obrigação " do Abrupto.
É que para lá da " falta de jeito " do Otelo, consegui entender a mensagem que JPP reduziu à semântica e ao formalismo intelectual dos iluminados. E foi diferente...
A CHAVE DO SUCESSO?
POR ONDE PÁRA?
O que é que têm em comum os tão proclamados BRIC's?
O que é que o Brasil, a Índia e a China, mais a Rússia, têm em comum? A demografia, a massa populacional.
De todos eles, o Brasil é o que poderá ter mais riqueza natural, a China mais população e orgulho nacional e a India mais cabeça e história.
Juntando ao lote a riqueza, por ora só natural, de Angola e a Ganância, feita doutrina fundadora, dos USA,atrelada a um monumental sofisma filosófico segundo o qual a Liberdade de ser rico é pertença de todos, o que tem mantido e alimentado o pasmo social num país onde a riqueza produzida por 95% da sua população se encontra na posse de 1%, faço a pergunta de uma Vida - O que é que faz as " coisas " acontecerem como acontecem e sejam o que são?
A pergunta não é inútil mas as respostas têm - no sido, como as histórias das Nações atestam.
A contradição fundamental, reiteradamente denunciada pelos historiadores e sociólogos, entre as sociedades humanas e a Natureza, considerada como o espaço privilegiado das suas realizações colectivas, se por um lado se adequa ( deveria ) ao território da sua " pertença ", com as respostas de sobrevivência e evolução que o meio obriga, por outro lado degrada - se, na tentativa duplamente contra - natura de se adequar a paradigmas comportamentais e culturais que a Globalização Imperial lhe dita.
Toda a história dos Impérios, universalmente retratada e estúpidamente ignorada deu - nos a conhecer a sua impossibilidade de sucesso, pela multiplicação dos factores de contradição do biológico com o cultural, próprio e alheio.
ESTUPIDEZ é a palavra chave que se desmultiplica em cada tentativa de " arrebanhamento " de espécies, que embora pertencentes ao mesmo género, são histórica e culturalmente estranhas.
No Portugal de hoje, " a resgatar " por uma história alienígena que O ultrapassa, vive - se o mesmo drama dos povos que foram obrigados a abdicar da sua identidade.
TRAGÉDIA, é a palavra tabu que ninguém quer pronunciar. A SOBREVIVÊNCIA É COISA OUTRA, eventualmente menos nobre, mas NECESSÁRIA. E estamos de volta à BIOLOGIA.
O que é que têm em comum os tão proclamados BRIC's?
O que é que o Brasil, a Índia e a China, mais a Rússia, têm em comum? A demografia, a massa populacional.
De todos eles, o Brasil é o que poderá ter mais riqueza natural, a China mais população e orgulho nacional e a India mais cabeça e história.
Juntando ao lote a riqueza, por ora só natural, de Angola e a Ganância, feita doutrina fundadora, dos USA,atrelada a um monumental sofisma filosófico segundo o qual a Liberdade de ser rico é pertença de todos, o que tem mantido e alimentado o pasmo social num país onde a riqueza produzida por 95% da sua população se encontra na posse de 1%, faço a pergunta de uma Vida - O que é que faz as " coisas " acontecerem como acontecem e sejam o que são?
A pergunta não é inútil mas as respostas têm - no sido, como as histórias das Nações atestam.
A contradição fundamental, reiteradamente denunciada pelos historiadores e sociólogos, entre as sociedades humanas e a Natureza, considerada como o espaço privilegiado das suas realizações colectivas, se por um lado se adequa ( deveria ) ao território da sua " pertença ", com as respostas de sobrevivência e evolução que o meio obriga, por outro lado degrada - se, na tentativa duplamente contra - natura de se adequar a paradigmas comportamentais e culturais que a Globalização Imperial lhe dita.
Toda a história dos Impérios, universalmente retratada e estúpidamente ignorada deu - nos a conhecer a sua impossibilidade de sucesso, pela multiplicação dos factores de contradição do biológico com o cultural, próprio e alheio.
ESTUPIDEZ é a palavra chave que se desmultiplica em cada tentativa de " arrebanhamento " de espécies, que embora pertencentes ao mesmo género, são histórica e culturalmente estranhas.
No Portugal de hoje, " a resgatar " por uma história alienígena que O ultrapassa, vive - se o mesmo drama dos povos que foram obrigados a abdicar da sua identidade.
TRAGÉDIA, é a palavra tabu que ninguém quer pronunciar. A SOBREVIVÊNCIA É COISA OUTRA, eventualmente menos nobre, mas NECESSÁRIA. E estamos de volta à BIOLOGIA.
terça-feira, abril 26, 2011
O DISCURSO DOS PRESIDENTES
Espalhou - se o mal pelas aldeias em assertivas chamadas de atenção, como reiteradamente desde o princípio do século XX, as cabeças mais esclarecidas do País têm feito.
Em nenhum País do Globo conheci um povo assim tão singular e que a si faz tanto mal. Já lhe foram dadas tantas definições e disposições de carácter explicadas pelos próprios por sucessivas gerações que se chegou ao ponto de se tentar novas abordagens caucionadas pelas opiniões dos outros, numa procura quase desesperada da sua imagem, reflectida pelo olhar estrangeiro.
E é como estrangeiro, a viver cá desde 1968, que se compara com a sua própria naturalidade caboverdiana e sobre os seus anfitriões e sobre o País de que culturalmente se define, marcado que foi por uma tão longa permanência e vivência, que lastimo ver o meu País, já não de adopção mas sentido, atónito e perplexo consigo próprio.
É fácil gostar de Portugal, também ele um País singular mas não tão fácil gostar dos portugueses. Difícil de definir em profundidade, já que nunca se entrega, e cioso do seu espaço e da sua intimidade, remete e define a sua " simpatia " em contactos superficiais, formais e descomprometidos cujos limites zela ciosamente. O respeito humano marca - lhe profundamente o carácter que um clima generoso suaviza na sua exterioridade.
Toda esta visão/opinião pessoal reflecte - se declaradamente na sua vida cívica e política numa polaridade estranha que soluça entre a confiança e desconfiança em intervalos tão curtos e tão marcados, que não vejo em parte algum nada semelhante.
Voltando ao discurso dos Presidentes, que exortou os portugueses a um cerrar de fronteiras e a responder como um todo ao desafio e à ameaça de decadência de que eles foram os autores, juntamente com os seus representantes políticos, empresariais e judiciais, pede - se uma REVOLUÇÃO.
Estarão os portugueses prontos e preparados para isso?
Em nenhum País do Globo conheci um povo assim tão singular e que a si faz tanto mal. Já lhe foram dadas tantas definições e disposições de carácter explicadas pelos próprios por sucessivas gerações que se chegou ao ponto de se tentar novas abordagens caucionadas pelas opiniões dos outros, numa procura quase desesperada da sua imagem, reflectida pelo olhar estrangeiro.
E é como estrangeiro, a viver cá desde 1968, que se compara com a sua própria naturalidade caboverdiana e sobre os seus anfitriões e sobre o País de que culturalmente se define, marcado que foi por uma tão longa permanência e vivência, que lastimo ver o meu País, já não de adopção mas sentido, atónito e perplexo consigo próprio.
É fácil gostar de Portugal, também ele um País singular mas não tão fácil gostar dos portugueses. Difícil de definir em profundidade, já que nunca se entrega, e cioso do seu espaço e da sua intimidade, remete e define a sua " simpatia " em contactos superficiais, formais e descomprometidos cujos limites zela ciosamente. O respeito humano marca - lhe profundamente o carácter que um clima generoso suaviza na sua exterioridade.
Toda esta visão/opinião pessoal reflecte - se declaradamente na sua vida cívica e política numa polaridade estranha que soluça entre a confiança e desconfiança em intervalos tão curtos e tão marcados, que não vejo em parte algum nada semelhante.
Voltando ao discurso dos Presidentes, que exortou os portugueses a um cerrar de fronteiras e a responder como um todo ao desafio e à ameaça de decadência de que eles foram os autores, juntamente com os seus representantes políticos, empresariais e judiciais, pede - se uma REVOLUÇÃO.
Estarão os portugueses prontos e preparados para isso?
segunda-feira, abril 25, 2011
domingo, abril 24, 2011
VOLTO A " COLAR "...
" O grande paradoxo do artista é ter de tornar invisível a visibilidade do artifício com que torna visível esse artifício " - Virgilio Ferreira
Acontece, porém que seria melhor que para além da generosidade de conceder mérito ao decifrador da mensagem do artista que tivesse havido transparência argumentativa, para além do cansaço e da atenção que a formalidade conceptual da estória contemplou.
É o que tem acontecido na narrativa oposicionista a Sócrates, por exemplo, na linha carrillista que a receita exibida pelo original e pelos seguidores apresentam.
Os " estados de alma " que a maior parte da Crítica transporta não esclarecem NADA.
A decifração dos artifícios deste artista, do outro que prefaciou este post e do Sócrates exige muito muito mais do que o que qualquer ser vivo é capaz de fazer - interpretar e transformar o Real na sua limitada condição de existir, onde a História se fica pelo relato de " estados de alma " e não escrutinada devido a uma auto -limitação imposta por " divindade " alheia.
Não é preciso conhecer a física teórica para dizer, fundamentando racionalmente, claro, que Hawking se equivocou quando disse que a Filosofia estava morta, nem ele de conhecer a história da Filosofia para teorizar sobre a sua morte.
Da mesma maneira, o desconhecimento dos fundamentos das Éticas aristotélica, platónica, espinoziana ou gandhiana não deveria inibir ninguém na teorização (uma consequência de possuir um cérebro racional )e interpretação e argumentação da Ética com qualquer outra racionalidade assim como em qualquer outro tema não - científico, mesmo os aparentemente " científicamente " enquadrados, como a Política, Democracia, Justiça ou a natureza humana no seu todo.
Nessa " argumentação " com as teses ( não passam disso...) alheias há um pressuposto que a honestidade intelectual ( gratuita para quem não procura benefícios de consequência)não pode dispensar - o conhecimento dos argumentos, fontes e, por vezes, experiências do Outro.
E, surpresa das surpresas, por vezes a coincidência da metodologia reflexiva, para além das cumplicidades que a empatia arrasta, leva à alegria íntima e por vezes compulsiva de partilhar com outros o " milagre " de termos a mesma opinião de Homens que pertencem ao Olimpo ou.... NÃO.
Reduzir isso a a um almanaque de citações e " descobertas " transformaria Platão num farsante e toda a Filosofia ocidental num balão que o físico tentou esvaziar.
Só a " apropriação " do conhecimento e a transmissão do acto de aprender, pensando, no seguimento, atrelado, encostado, papagueando, com ou sem originalidade,sobre o que já foi dito e o que está por dizer, torna possível essa imortalidade do acto de filosofar, sejam os nomes Bandarra, Aleixo, Zé - Povinho, Espinoza ou Hitler.
Poder - se - á argumentar que uma vez morto Deus e a sua " interpretação" terrena e com a metafísica reduzida a um passatempo de ociosos, as questões que o Homem tem levantado,já reduzidas à sua materialidade, são físicas e que, naturalmente só a Ciência as poderá responder. Concedo, com uma questão filosófica - Que ciência usaram as formigas e as abelhas na construção das suas sociedades? Em que é que se distingue o seu conhecimento, de engenharia, por exemplo, do dos humanos?
Bem, chega de divagação gratuita...,por ora.
Acontece, porém que seria melhor que para além da generosidade de conceder mérito ao decifrador da mensagem do artista que tivesse havido transparência argumentativa, para além do cansaço e da atenção que a formalidade conceptual da estória contemplou.
É o que tem acontecido na narrativa oposicionista a Sócrates, por exemplo, na linha carrillista que a receita exibida pelo original e pelos seguidores apresentam.
Os " estados de alma " que a maior parte da Crítica transporta não esclarecem NADA.
A decifração dos artifícios deste artista, do outro que prefaciou este post e do Sócrates exige muito muito mais do que o que qualquer ser vivo é capaz de fazer - interpretar e transformar o Real na sua limitada condição de existir, onde a História se fica pelo relato de " estados de alma " e não escrutinada devido a uma auto -limitação imposta por " divindade " alheia.
Não é preciso conhecer a física teórica para dizer, fundamentando racionalmente, claro, que Hawking se equivocou quando disse que a Filosofia estava morta, nem ele de conhecer a história da Filosofia para teorizar sobre a sua morte.
Da mesma maneira, o desconhecimento dos fundamentos das Éticas aristotélica, platónica, espinoziana ou gandhiana não deveria inibir ninguém na teorização (uma consequência de possuir um cérebro racional )e interpretação e argumentação da Ética com qualquer outra racionalidade assim como em qualquer outro tema não - científico, mesmo os aparentemente " científicamente " enquadrados, como a Política, Democracia, Justiça ou a natureza humana no seu todo.
Nessa " argumentação " com as teses ( não passam disso...) alheias há um pressuposto que a honestidade intelectual ( gratuita para quem não procura benefícios de consequência)não pode dispensar - o conhecimento dos argumentos, fontes e, por vezes, experiências do Outro.
E, surpresa das surpresas, por vezes a coincidência da metodologia reflexiva, para além das cumplicidades que a empatia arrasta, leva à alegria íntima e por vezes compulsiva de partilhar com outros o " milagre " de termos a mesma opinião de Homens que pertencem ao Olimpo ou.... NÃO.
Reduzir isso a a um almanaque de citações e " descobertas " transformaria Platão num farsante e toda a Filosofia ocidental num balão que o físico tentou esvaziar.
Só a " apropriação " do conhecimento e a transmissão do acto de aprender, pensando, no seguimento, atrelado, encostado, papagueando, com ou sem originalidade,sobre o que já foi dito e o que está por dizer, torna possível essa imortalidade do acto de filosofar, sejam os nomes Bandarra, Aleixo, Zé - Povinho, Espinoza ou Hitler.
Poder - se - á argumentar que uma vez morto Deus e a sua " interpretação" terrena e com a metafísica reduzida a um passatempo de ociosos, as questões que o Homem tem levantado,já reduzidas à sua materialidade, são físicas e que, naturalmente só a Ciência as poderá responder. Concedo, com uma questão filosófica - Que ciência usaram as formigas e as abelhas na construção das suas sociedades? Em que é que se distingue o seu conhecimento, de engenharia, por exemplo, do dos humanos?
Bem, chega de divagação gratuita...,por ora.
quinta-feira, abril 21, 2011
CONCORDA COM A TOLERÂNCIA DO PONTO?...
EVIDENTEMENTE!
Morrer sim, mas devagar!...
O esvaziamento cultural das tradições inofensivas das nações, como esta por exemplo, protagonizado por uma parte bovina do seu povo é um sinal desesperante, imaturo, para não dizer patético.
Sabemos que uma parte não despicienda da população capitulou e está já pronta à formatação dos credores.É um exemplo da condição a que as nações e os estados são obrigados quando perdem a alma e se deixam reduzir a um rebanho tresmalhado, manipulado e conduzido ao redil da ruminância.
Morrer sim, mas devagar!...
O esvaziamento cultural das tradições inofensivas das nações, como esta por exemplo, protagonizado por uma parte bovina do seu povo é um sinal desesperante, imaturo, para não dizer patético.
Sabemos que uma parte não despicienda da população capitulou e está já pronta à formatação dos credores.É um exemplo da condição a que as nações e os estados são obrigados quando perdem a alma e se deixam reduzir a um rebanho tresmalhado, manipulado e conduzido ao redil da ruminância.
DA ABSTENÇÃO...
Francisco Louçã, líder do Bloco de Esquerda, lastimava há dias em declarações aos MEDIA, o apelo de um cidadão responsável (sic) à Abstenção nas próximas eleições. E acrescentava um veemente apelo ao voto como parte importante da luta política que se avizinha.
Sou um cidadão responsável e já fiz por aqui, num exercício sobre a Democracia, a assumpção dessa prerrogativa por parte dos cidadãos quando a relação de confiança que deveriam manter com os seus políticos se degradou ao ponto de atingir o âmago do regime naquilo que tem de consentimento legitimado, por parte dos votantes.
A abstenção é um não - consentimento do meu voto como legitimação do statu quo, de políticas, não necessáriamente locais, que pairando por cima dos cidadãos e estribadas em perversidades financeiras, reduzem os votantes e a população mundial em geral a autómatos que de tempos a tempos vão às urnas renovar o seu assentimento à escravatura.
Esta ritualização comporta o voto expresso, o não-expresso e o voto ausente. A continuada desvalorização do voto ausente, que tem aumentado em todo o espaço democrático, diz-nos que não é a indiferença o móbil dessa deserção mas sim o corte dos laços de confiança racional com um contrato livremente assumido entre as partes.
Se por um voto se ganham ou se perdem eleições,como os políticos reclamam, por um voto se elegeria um biltre ou um cidadão honesto. Neste baile de máscaras onde todos somos figurantes arrebanhados de uma Ópera ensaiada e tocada por uma nova classe de " cientistas ", sem rosto a quem "estalar", o voto só é consequente, para os desafinados do coro , quando prima pela ausência. E tem, quer queiram ou não, um significado político transparente - NÃO AO SISTEMA, SIM À REFORMA DO REGIME, DE BAIXO PARA CIMA !, com a convicção que a História transporta que isso só é possível com uma Revolução e que o povo ruminante do Ocidente actual ainda precisa de mais vergasta para reagir.
Sou um cidadão responsável e já fiz por aqui, num exercício sobre a Democracia, a assumpção dessa prerrogativa por parte dos cidadãos quando a relação de confiança que deveriam manter com os seus políticos se degradou ao ponto de atingir o âmago do regime naquilo que tem de consentimento legitimado, por parte dos votantes.
A abstenção é um não - consentimento do meu voto como legitimação do statu quo, de políticas, não necessáriamente locais, que pairando por cima dos cidadãos e estribadas em perversidades financeiras, reduzem os votantes e a população mundial em geral a autómatos que de tempos a tempos vão às urnas renovar o seu assentimento à escravatura.
Esta ritualização comporta o voto expresso, o não-expresso e o voto ausente. A continuada desvalorização do voto ausente, que tem aumentado em todo o espaço democrático, diz-nos que não é a indiferença o móbil dessa deserção mas sim o corte dos laços de confiança racional com um contrato livremente assumido entre as partes.
Se por um voto se ganham ou se perdem eleições,como os políticos reclamam, por um voto se elegeria um biltre ou um cidadão honesto. Neste baile de máscaras onde todos somos figurantes arrebanhados de uma Ópera ensaiada e tocada por uma nova classe de " cientistas ", sem rosto a quem "estalar", o voto só é consequente, para os desafinados do coro , quando prima pela ausência. E tem, quer queiram ou não, um significado político transparente - NÃO AO SISTEMA, SIM À REFORMA DO REGIME, DE BAIXO PARA CIMA !, com a convicção que a História transporta que isso só é possível com uma Revolução e que o povo ruminante do Ocidente actual ainda precisa de mais vergasta para reagir.
sábado, abril 16, 2011
CARRILLADAS...
A narrativa histórica está sempre refém da " credibilidade " do narrador e NUNCA dos sujeitos da História, independentemente das concepções que A interpreta enfatizando o individual ou o colectivo.
A interpretação " interesseira " da História feita pelos políticos não " enforma " a História nem A " deforma "; fá -LA - ia, em princípio, em conjunto com o colectivo que os pôs na liderança de uma " específica " realidade,com uma definição interpretativa que as projecções políticas, truísticamente " deformadoras ", exigem.
Num tempo em que a " tempestade " social, económica e política criada pela Cleptocracia financeira, hoje sujeito da História, enquanto criador de " factos " que marcam a narrativa das nações, reduzir a marcha da História ao intérprete Sócrates, mesmo com a determinação e o protagonismo nunca enjeitado com que " enfrentou ", em cumplicidade democrática, pois claro, um país preso culturalmente aos seus atavismos, e a uma " urdidura " conceptual, bastamente denunciada pelos não-cúmplices dos FACTOS, aos quais se exigiria uma cumplicidade activa e carrillada, ao martelo demolidor de THOR, é obra.
Quando Carrillo fala de " erros de governação " está a referir - se a quê? Subtraindo à sua opinião e é disso que se trata,o conjunto de circunstâncias que acompanharam e moldaram, quase diàriamente esses dois anos de governação socialista num espaço conservador e reaccionário como o é a Europa hoje,é de uma desonestidade intelectual desinteressante a que a sua condição de " filósofo " traiu.
Do seu a seu dono, a avaliação " temporalizada " dos mandatos PS e das suas lideranças, essas sim históricamente escrutináveis, que nenhuma azia existencial ou política desmerecerá o seu contributo, REPITO E SUBLINHO, dentro do sistema e regime onde se exercitaram, será feita um dia, consoante as concepções da História veiculadas pelos seus narradores e quiçá pelos seus intérpretes.
Os " estados de alma ", como os que últimamente Carrillo tem dado à estampa, deveriam ser sempre registadas como confissões e não como análises, deformadoras de factos, que como qualquer filósofo sabe, resultaria SEMPRE na interpretação de um REAL, não necessária e relativamente subjectiva mas inserida num contexto, nunca negligenciável, de uma objectividade, essa sim mensurável e posto em números, ou actos, ou discurso. Os economistas usam este método...;a Realidade, outro...
Acontece, porém, que a Política deve estar para além e é muito mais do que ISSO.
O " quietismo ", mesmo que inquisitivo, não substituirá JAMAIS a Acção, mesmo que tentada e falhada.
A
A interpretação " interesseira " da História feita pelos políticos não " enforma " a História nem A " deforma "; fá -LA - ia, em princípio, em conjunto com o colectivo que os pôs na liderança de uma " específica " realidade,com uma definição interpretativa que as projecções políticas, truísticamente " deformadoras ", exigem.
Num tempo em que a " tempestade " social, económica e política criada pela Cleptocracia financeira, hoje sujeito da História, enquanto criador de " factos " que marcam a narrativa das nações, reduzir a marcha da História ao intérprete Sócrates, mesmo com a determinação e o protagonismo nunca enjeitado com que " enfrentou ", em cumplicidade democrática, pois claro, um país preso culturalmente aos seus atavismos, e a uma " urdidura " conceptual, bastamente denunciada pelos não-cúmplices dos FACTOS, aos quais se exigiria uma cumplicidade activa e carrillada, ao martelo demolidor de THOR, é obra.
Quando Carrillo fala de " erros de governação " está a referir - se a quê? Subtraindo à sua opinião e é disso que se trata,o conjunto de circunstâncias que acompanharam e moldaram, quase diàriamente esses dois anos de governação socialista num espaço conservador e reaccionário como o é a Europa hoje,é de uma desonestidade intelectual desinteressante a que a sua condição de " filósofo " traiu.
Do seu a seu dono, a avaliação " temporalizada " dos mandatos PS e das suas lideranças, essas sim históricamente escrutináveis, que nenhuma azia existencial ou política desmerecerá o seu contributo, REPITO E SUBLINHO, dentro do sistema e regime onde se exercitaram, será feita um dia, consoante as concepções da História veiculadas pelos seus narradores e quiçá pelos seus intérpretes.
Os " estados de alma ", como os que últimamente Carrillo tem dado à estampa, deveriam ser sempre registadas como confissões e não como análises, deformadoras de factos, que como qualquer filósofo sabe, resultaria SEMPRE na interpretação de um REAL, não necessária e relativamente subjectiva mas inserida num contexto, nunca negligenciável, de uma objectividade, essa sim mensurável e posto em números, ou actos, ou discurso. Os economistas usam este método...;a Realidade, outro...
Acontece, porém, que a Política deve estar para além e é muito mais do que ISSO.
O " quietismo ", mesmo que inquisitivo, não substituirá JAMAIS a Acção, mesmo que tentada e falhada.
A
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merecerá o seu contribconcepçõesuto
SINGULARIDADES...
Teixeira dos Santos, o Ministro das Finanças do Estado Português tem TODAS AS RAZÕES para andar de cara fechada.
Aos poucos vai - se tornando cada vez mais claro que Portugal estava " marcado " pela pirataria financeira, ( nas palavras felizes de um dirigente líbio, a propósito do congelamento dos seus depósitos pelos governos ocidentais )como a próxima vítima do Capital financeiro no obsceno jogo de roleta com que se compraz em desfastio e alarvidade.
Nesse meio amoral, de vez em quando tropeçamos, surpresos mas não ingénuos,com posições no mínimo singulares como a manifestada pelo economista-chefe do FMI, Olivier Blanchard,contra as pretensões de Bruxelas(!|!!???) que defendendo juros baixos para o empréstimo suscitado pelo pedido de ajuda externa de um país que procurava SÓZINHO, resolver os problemas que lhe eram impostas pela demência que se apoderou do Mercado por via da Globalização,dizia que " estes programas ( de resgate ) estão a ser muito bons negócios para os países que emprestam dinheiro ..."...
Está tudo muito claro. A Europa, como se viu no caso da Grécia, ( pouco importam as tentativas falhadas e os erros cometidos na " transformação " de uma cultura de séculos por outros paradigmas que uma territorialidade interiorizou fundo na alma grega, irlandesa ou portuguesa, espanhola ou italiana ) Irlanda e agora Portugal e quiçá Espanha, Itália, vai - se revelando como um cínico projecto de controlo e poder, exercido por uma mentalidade fria e fechada onde a " alegria de viver " se reduz à sorumbática hibernação que a latitude impõe nos biorrítmos nórdicos.
Este choque de culturas ( não, não há uma Cultura Europeia, como a história das suas nações atesta. Há sim, uma Cultura Mediterrânica e um mundo descoberto e habitado por ELA e as outras...) difícilmente resultaria e difícilmente resultará num espaço que hoje só tem uma coisa em comum - o EURO, o vil metal.
quarta-feira, abril 13, 2011
POR ONDE PÁRA O ORGULHO NACIONAL?
Relendo C.Ferreira Alves in " Rebranding Portugal " (Expresso/Única 9/4/11), onde, entre considerações patetas de alguns dos nossos " irmãos " brasileiros, que de PIGS, onde hoje nos encontramos passaram a PRIC's e já g(l)osam uma anexação do velho e depauperado pai,não pude deixar de fazer um paralelismo com a situação portuguesa relatada por Pilar Vásquez Cuesta em A Língua e Culturas portuguesas no tempo dos Filipes e a " preparação ", consciente do que a elite lusitana de então fez em prol da anexação de Portugal por Castela.
As " massas ", essas foram aliciadas e amolecidas à custa de uma diglossia militante difundida com o apadrinhamento e cumplicidade activa dos dramaturgos nacionais e de grupos de saltimbancos do outro lado.
A nobreza, deslumbrada com o brilho da Corte espanhola e as prebendas patrimoniais que a lealdade pressupunha já estava " pronta " há décadas atrás. O Comércio, exultava...
No Portugal de hoje, o acordo ortográfico, acompanhado da massificação telenovelesca brasileira, são sintomas de uma lassidão cultural e psicológica no corpo identitário luso, que antecedido pelo fatalismo redutor pós - colonial que devolveu o País às suas fronteira originais, " encolheu " o indivíduo a uma formatação caracteriológica onde a recusa do livre-arbítrio foi substituída por um " estado de consciência" que formalizou a Liberdade reconquistada no 25 de Abril numa orfandade mítica, onde a protecção, representada pelas botas de Salazar,lhes foi suprimida. Só se reencontrou nos " autoritarismos " democráticos de alguma das suas figuras que emergiram até hoje.
Tenho por mim que o cidadão português deixou - se de se ver como parte importante de um todo, que ele não se consegue situar em qualquer projecto nacional, que ele não se reconhece quando olha para si.
O resto da história está a acontecer hoje, numa das suas maiores crises de sempre.
A sua elite abraçou deslumbrada um projecto em andamento - a Europa - enquanto uma parte do seu povo ainda estava em ÁFRICA, presa à memória senhorial, indolente e intelectualmente inerme,a outra parte espartilhada pelo resto do mundo, bebendo de novas fontes enquanto na mãe-Pátria se reajustava consigo próprio e com a sua epopeia construída e herdada e que ELA destruiu, objectivamente.
Nos tempos modernos,onde os paradigmas que marcam o curso da História estão balizados pelo Sistema Capitalista, o livre-arbítrio tem, dentro dos conceitos formais e políticos da Liberdade, um significado que os ultrapassam. Ele implica uma responsabilização pessoal e concreta do indivíduo com a sua vida, inserida NECESSÁRIAMENTE num todo que lhe dará um sentido que o ultrapassa. E não é um mero " estado de alma ", terá de ser promovido através de acções decididas, pela progressão material e espiritual do " EU " como elo CONSCIENTE de um todo.
Os adventos inevitáveis que estão aí serão um teste decisivo que confirmarão ou não se Portugal não precisará mesmo de um " Rebranding ".
As " massas ", essas foram aliciadas e amolecidas à custa de uma diglossia militante difundida com o apadrinhamento e cumplicidade activa dos dramaturgos nacionais e de grupos de saltimbancos do outro lado.
A nobreza, deslumbrada com o brilho da Corte espanhola e as prebendas patrimoniais que a lealdade pressupunha já estava " pronta " há décadas atrás. O Comércio, exultava...
No Portugal de hoje, o acordo ortográfico, acompanhado da massificação telenovelesca brasileira, são sintomas de uma lassidão cultural e psicológica no corpo identitário luso, que antecedido pelo fatalismo redutor pós - colonial que devolveu o País às suas fronteira originais, " encolheu " o indivíduo a uma formatação caracteriológica onde a recusa do livre-arbítrio foi substituída por um " estado de consciência" que formalizou a Liberdade reconquistada no 25 de Abril numa orfandade mítica, onde a protecção, representada pelas botas de Salazar,lhes foi suprimida. Só se reencontrou nos " autoritarismos " democráticos de alguma das suas figuras que emergiram até hoje.
Tenho por mim que o cidadão português deixou - se de se ver como parte importante de um todo, que ele não se consegue situar em qualquer projecto nacional, que ele não se reconhece quando olha para si.
O resto da história está a acontecer hoje, numa das suas maiores crises de sempre.
A sua elite abraçou deslumbrada um projecto em andamento - a Europa - enquanto uma parte do seu povo ainda estava em ÁFRICA, presa à memória senhorial, indolente e intelectualmente inerme,a outra parte espartilhada pelo resto do mundo, bebendo de novas fontes enquanto na mãe-Pátria se reajustava consigo próprio e com a sua epopeia construída e herdada e que ELA destruiu, objectivamente.
Nos tempos modernos,onde os paradigmas que marcam o curso da História estão balizados pelo Sistema Capitalista, o livre-arbítrio tem, dentro dos conceitos formais e políticos da Liberdade, um significado que os ultrapassam. Ele implica uma responsabilização pessoal e concreta do indivíduo com a sua vida, inserida NECESSÁRIAMENTE num todo que lhe dará um sentido que o ultrapassa. E não é um mero " estado de alma ", terá de ser promovido através de acções decididas, pela progressão material e espiritual do " EU " como elo CONSCIENTE de um todo.
Os adventos inevitáveis que estão aí serão um teste decisivo que confirmarão ou não se Portugal não precisará mesmo de um " Rebranding ".
terça-feira, abril 12, 2011
BENFICA
Já toda a gente, excepto o FCP, disse o que tinha a dizer sobre o que se passou na Luz.
O inqualificável apagão com que a azia da derrota brindou os merecedíssimos novos campeões nacionais, reduziu o Glorioso a um clube de bairro e retirou - lhe toda a credibilidade de se mostrar diferente no panorama clubístico nacional. Afinal é como os outros... É mais um, lamentávelmente mais um....
A maior parte dos adeptos deve ter achado muita graça ao acontecido, eu não... e até que o Benfica ( falo da Direcção, evidentemente )emende a mão e seja coerente, principalmente nos momentos de derrota desportiva, com os valores que deplora a ausência no rival nortenho,não terá nenhuma credibilidade em brandi - los como referência.
" À mulher do César não chega parecer honesta, tem de o ser... ", essa e não a outra, terá de ser a posição do GLORIOSO, apagando de vez da nossa memória o lado " negro " exibido num estádio que é da LUZ.
O inqualificável apagão com que a azia da derrota brindou os merecedíssimos novos campeões nacionais, reduziu o Glorioso a um clube de bairro e retirou - lhe toda a credibilidade de se mostrar diferente no panorama clubístico nacional. Afinal é como os outros... É mais um, lamentávelmente mais um....
A maior parte dos adeptos deve ter achado muita graça ao acontecido, eu não... e até que o Benfica ( falo da Direcção, evidentemente )emende a mão e seja coerente, principalmente nos momentos de derrota desportiva, com os valores que deplora a ausência no rival nortenho,não terá nenhuma credibilidade em brandi - los como referência.
" À mulher do César não chega parecer honesta, tem de o ser... ", essa e não a outra, terá de ser a posição do GLORIOSO, apagando de vez da nossa memória o lado " negro " exibido num estádio que é da LUZ.
FERNANDO NOBRE
O " contágio " foi fulminante. Não é impunemente que se apanham " banhos " ao ego e se mantém as convicções e a coerência. A sua decisão, no pleno uso da sua liberdade, foi lamentável, pela negação do que há pouco tempo proclamava aos quatro ventos em alto e bom som - a sua independência e uma recusa férrea de pertencer ou fazer parte dessa " corja ", duramente atacada.
Uma farsa, desmascarada à primeira " tentação ", deplorava Louçã.
Para mim, prestou um péssimo serviço e um lamentável exemplo para a causa da " independência " partidária. São TODOS IGUAIS - continuará a proclamar o ZÉ, com razões fundamentadas, de cada vez que outros Nobres aparecerem a exibir diferenças éticas em relação aos instalados.
ENFIM, o costume...
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