quarta-feira, julho 20, 2011

QUE EUROPA?


Barroso, o presidente da Comissão Europeia, latino de gema, despertou. A Europa tem alinhado pelo nacionalismo alemão e segue as directrizes da sra.Merkel, de uma chanceler que parece ter ido beber ao passado teorizado por Fichte no seu pangermanismo e no seu " Estado comercial fechado ", os ensinamentos da sua postura e da sua política europeia.

Razão têm alguns políticos alemães, nomeadamente Kohl em sentirem - se assustados com o fastio entediado com que a chanceler olha para os países latinos e para a sua joie de vivre imune à melancolia, disciplina e rigor nórdicos, nomeadamente para o assimétrico eixo franco-alemão de hoje.

Fichte foi um germanófilo puro e duro cuja Ideia de Europa se sustentava na superioridade germânica fundamental que a legitimava na liderança. Hitler também aí bebeu os seus ensinamentos e levou, no seu delírio imperial, a Alemanha e o resto da Europa à ruína.
Esse sonho não morreu e não apareceu na Alemanha por acaso. Hoje estará eventualmente enfraquecido mas a pulsão ainda é tentadora.

A Alemanha de Merkel só não se vira definitivamente para o Norte porque crê ser possível dobrar os mediterrânicos; MAS tem pela frente um grande mas transportado por uma IDEIA que ultrapassa a sua mesquinhez política e a própria Alemanha - a IDEIA da Europa.

Citando Hegel, já que aí estamos, diria que " a Ideia não é uma criação subjectiva do sujeito mas a própria realidade objectiva " e está no âmago da alma colectiva dos europeus que lhe deram origem - os do SUL.

segunda-feira, julho 18, 2011

CHEGA de etnofilosofia...

Se todo o Real é racional como diz Hegel, a racionalidade não poderá ser só a descrição objectiva e fundamentada de um Real sem que a sua condição deviante transporte na sua própria descrição novas formulações da sua leitura, sim, mas necessáriamente, soluções, acções que, ainda com o filósofo, antiReal, lhe determinem, com novas propostas, a sua transformação ou, no limite, o seu término.

A rapacidade organizada crê que pela domesticação dos Estados está a capitulação da " tirania das massas " imposta sobre as elites através do Voto. O logro das promessa eleitorais não - cumpridas sob os mais hipócritas alibis tem deixado cair a máscara da farsa democrática, mesmo que ancorada na mais nobre das aspirações humanas - a Liberdade.

Essa denúncia sobre a conversa acabada entre o eleitor e o eleito tem sido reiteradamente trazida à consideração de quem vê, lê ou ouve, através de quem tem estado atento e alerta a essa involução social imposta aos cidadãos em nome de uma visão do mundo fasciszante e éticamente corrupta.

Nunca como agora, os tempos estiveram tão propícios à mudança, chegados que estamos ao fim de um ciclo histórico de experimentação da síntese de toda a Filosofia dita ocidental que culminou, em termos políticos, na Democracia liberal. A sua continuada perversão deixou - a entregue a cães-pastores representados financeiramente pelo Capital, e toda a sua corte de lacaios e aspirantes a lacaios, e a grupos de cidadãos inconsoláveis com a " tirania das massas ", obstáculo a transpôr em cumplicidade com os seus pequenos títeres intelectuais cómodamente instalados no sistema.

Dos outros, daqueles que nos mantêm alertas em relatos contundentes do nosso real e do alheio, deseja- se mais. Aos cães- pastores só há uma resposta - a matilha, não o rebanho pacífico e domocrático apoiado e secretamente desprezado como exótico folclore, sem consequências no essencial, a matilha, não de outros cães - pastores, mas de lobos.

A Democracia amoleceu - nos até à letargia. A esperança, esse sentimento inútil, com que nos alimentam as preces tem sido uma armadilha que reduz os cidadãos à inacção, ao sebastianismo, ao pasmo indignado e vão, quando o tempo é de acção.

E é acção política que se espera da Europa, da Europa política, que a intelectual demitiu - se.
Como é possível não haver uma posição concertada dos, hoje PIIGS, com a ameaça do ataque estratégico à Itália, contra a troika formada pela Grã-Bretanha, Alemanha e França que deles esperam a capitulação aos seus memorandos?

Por outro lado, como não acredito que o ataque ao Euro não tenha sido detectado em tempo útil pelo conjunto das instituições da UE, tenho de admitir que há uma Ideia outra a fermentar...


P.S. Hoje, dia 23 de Setembro, senti - me na obrigação de " justificar " o título deste post.
É evidente que houve, de raspão , uma colagem analógica com um conceito vazio, mistificador, do meu ponto de vista, que o espaço não poderia contemplar, que é a etnofilosofia, no caso em apreço, com a Democracia liberal.

segunda-feira, julho 11, 2011

SÓCRATES REVISITADO

Não foi preciso esperar muito...

As resistências, melhor dito, as leituras, políticas, económicas e de conjuntura financeira trazidas então pelo ex-Primeiro ministro durante os últimos meses do seu Governo e que foram violenta e acéfalamente vilipendiadas quando não paternalisticamente desprezadas pelo Presidente da República, pelo actual P.Ministro e por toda uma corte de senhores-professores-doutores economistas, além de opiniões avulsas produzidas pelos Media, regadas de má - fé, indigência intelectual, snobismo e alarvemente deformadas em nome de uma estratégia de Poder, dizia eu, ( perdão pelo longo parágrafo... )tornaram -se, irónicamente, um manual de citações pelos mesmos protagonistas que num passado recentíssimo as chacotearam.

A História dos governos Sócrates será brevemente reavaliada.
E espero estar por cá para a conhecer e denunciar a hipocrisia.

O DESPERTAR?

A Europa parece estar a acordar da letargia burocrata que lhe tem matado a Política como princípio orientador da administração das nações.
A sua aparente reacção ( estou para ver os desenvolvimentos...) às estaladas americanas exige, tem de exigir consequências ao mais alto nível.

Há uma concertação evidente de que as equações tautológicas, tipo " pescadinha de rabo na boca " têm dado cobertura sob o alibi de umas projecções contaminadas na origem com resultados, esses sim, previsíveis.
Escusado reclamar da Ética junto de Instituições que a desprezam como epifenómeno residual. À política responde - se com política e é disso que se trata. Até a Economia foi posta de fora deste jogo onde a Europa se está, se não reagir com DETERMINAÇÃO, a deixar - se minimizar como, no seu conjunto, uma poderosíssima potência que pode e deve ser no panorama mundial.

KAHN, o MALÉFICO?

VEJAMOS...


Uma violação é um crime e uma " QUECA " consensual entre um homem e uma mulher pode suportar muita adjectivação mas a sordidez não faz, definitivamente, parte dessa relação.

Eu tive um amigo mais velho que nos idos anos sessenta me ensaiava os passos do " engate " e que me alertava que, independentemente da evolução futura da relação criada pelo NECESSÁRIO assédio, a INSISTÊNCIA era o factor chave para os casos de NATURAL pré-resistência de uma mulher.

Alberoni diz que " a mulher conserva, em cada instante da sua relação amorosa ( ou pré-amorosa, acrescento eu ) a capacidade de perceber e avaliar. o homem, pelo contrário, quando está excitado eròticamente perde até aquele pouco de argúcia que tem. É dominado por uma só emoção e não está mais em condição de dizer se aquela mulher é feia ou bonita, gorda ou magra... Ao contrário da mulher, na excitação erótica o homem julga tudo, assim como é... "

Por mim, EROS está tolhido, confuso e a prazo, morrerá penosamente à medida em que os artificialismos éticos, clamam alguns,impostos pelo absentismo, reforma e inoperâncias sexuais, forem ditando as suas leis.

Resumindo: se Kahn violou deve ser castigado. Não deveria, em todo o caso, ser levado à justiça PARA SABER SE VIOLOU. O kit de " violação " não é narrativo, não descreve, constata e o que constata, quando constata é que houve acto sexual. As mazelas, além de poderem ser auto - infligidas também nos dizem outras coisas como essa factualidade de o acto sexual livremente assumido poder ser violento.
Infelizmente para Kahn, ele foi vítima das circunstâncias a que só ele e a reclamada vítima tiveram acesso e podem não ter nada e tudo haver com uma crise de priapismo.

Isso faz dele um mau homem, mau marido, mau candidato a um cargo POLÍTICO? Quando muito, fará dele um mau exemplo para uma sociedade hipócrita e deserotizada ou para quem ache o sexo uma coisa suja.

quarta-feira, julho 06, 2011

ELEMENTAR E...BÁRBARO

Elementar como estratégia e bárbaro como afronta...

Portugal, e as suas Instituições, atirado para o " caixote de lixo " da Cleptocracia, americana para o caso.
A Grécia já lá está e se a Incultura caminhar, como está, a passo com a barbárie nórdica associada à ESTUPIDEZ galopante da Burocracia da UE, não se passará muito mais tempo até terem por companhia a Espanha e a Itália, outros países mediterrânicos, outra Cultura, outras maneiras de ver, sentir e VIVER.

Tenho por mim que a ruptura com a insanidade acontecerá em Espanha e será feia.
Do que virá depois... logo se verá...

domingo, julho 03, 2011

GORDURAS DO ESTADO?



Desculpem lá a ignorância do macaco...
Afinal onde param as famosas e difamadas gorduras do Estado português?

Tenho ouvido de quase todos os economistas de Direita uma apologia reiterada sobre a urgência de uma intervenção, cirúrgica ou não, não importa, às gorduras do pobre e anafado Estado no sentido de lhe devolver o perfil adequado à sua condição de pedinte.
A minha dúvida é se a intervenção deva ocorrer sobre o estado dos obesos ou as obesidades do Estado...

Como não me esclarecem se o que acham gorduroso são as empresas estatais e participadas que têm sido rentáveis e constituem uma boa fonte de receita, como a ANA, os CTT, a REN e que a " emergência nacional " vai alienar para o capital estrangeiro ou aquelas que cumprem os mínimos exigíveis a um Estado, como a Educação Pública, Electricidade, Água potável, estou à espera...

...Como se não soubesse que a memória do 25 de Abril alicerçada nos direitos,não os adquiridos, como se costumam chamar, mas os CONQUISTADOS pela luta e tenacidade dos então operários e trabalhadores, está a ser literalmente apagada na geração actual como exemplo de uma possibilidade que lhe está ao alcance.

sábado, julho 02, 2011

CATANORTE



Esse será o nome da Região sonhada por algumas luminárias do Norte do País que têm a Capital Lisboa atravessada na garganta. Desmantelado o mito de " capital do trabalho ", destruído aliás por
uma classe empresarial leonina e rapace que levou a sua população à miséria, ao mesmo tempo que, através de caciques desportivos, culturais e boçais, alimentava o ódio aos " mouros ", viram - se, derrotado definitivamente o projecto regionalista, para a criação de um partido do Norte.

Se não fosse a lástima de ver, também no Poder Central, o tipo de representantes do Norte que se perfilam, o seu provincianismo bacoco, a sua ronha, estaria tudo bem. É democracia, não é?... Ou corporativismo disfarçado e mesclado com títeres testas - de - ferro?

E por que não um partido do Centro, outro do Litoral, outro do Alentejo, outro dos Trás - os - Montes e outro da Brandôa, outro do Sul e finalmente o de Lisboa e o dos imigrantes?


Força aí nisto e não se esqueçam de afastar o Rui Rio...


PS: AHHH ! GALINORTE também não estaria mal...

quinta-feira, junho 30, 2011

VOTO CONTRA, evidentemente...


Parafraseando Russel direi que " um desacordo inteligente é sempre preferível a uma concordância passiva "... E, sim, sou contra este governo, sou contra o seu programa e sou contra a ideologia que lhe está, grosseiramente, a definir - lhe o rumo e sou contra esta sociedade éticamente insane e refém do mundo financeiro.

Estive na praça Syntagma ontem como estive, estou e estarei em todas as praças do planeta na luta pela Liberdade dos povos, pela sua maioridade e autonomia e pelo regresso da Política à sua direcção, livremente sufragada.

Hoje quem governa Portugal, ancorado e legitimado trimestralmente pela Banca internacional, fá - lo sob um ultimato inaceitável que cedo ou tarde acordará este povo, bovino, como já foi apodado a seguir o que outros vão encetar - a resistência e o repúdio de uma idiossincracia nórdica que lhe é genéticamente estranha.

Fosse eu mais novo e não estaria aqui sentado, a criticar também a cobardia física e moral do conformismo intelectual do Ocidente, se não o principal culpado da Decadência, por lhe estar na origem, mas pela traição à sua própria condição.

" Ver claro é não agir ", linfatizava Pessoa sobre uma metarealidade que Hoje de tão concreta e sentida por milhões de almas cheira a demissão e burocratização intelectual.
Em cada dia que passa sinto - me como aquele anarquista que à chegada a qualquer país perguntava - HÁ GOVERNO? ENTÃO, EU SOU CONTRA!

terça-feira, junho 21, 2011

ACÇÃO, ACÇÃO e mais ACÇÃO...

... EXIGEM -SE AOS POVOS.

HÁ ALTERNATIVAS E NÃO ESTÃO NO DEBATE DE IDEIAS, HOJE TROVOADAS SECAS, RIBOMBANTES E INCONSEQUENTES SOBRE UMA REALIDADE À QUAL O CAPITAL DEFINIU A APLICAÇÃO, OS LIMITES E O FIM.

FERNADO NOBRE, O ingénuo...

Da recusa em ter F. Nobre como segunda figura do Estado por parte da Assembleia da República, só podemos dizer que para lá da leitura política necessàriamente feita pelos mais atentos, só podemos constatar que os deputados tiveram " nariz ".

F. Nobre teceu duríssimas críticas à classe política com fulminantes adjectivações. Estava no seu direito e dever fazê - lo. Por que raio de razões quis ser a segunda figura do Estado, desse Estado contaminado pela corrupção e pelo anti - patriotismo?

Os deputados, pelo menos os que o rejeitaram, não compreenderam o vira - casaquismo ou a tutoridade moral que, sem currículum, vulgo exposição e julgamento político, o precedeu.

E foi bem feita!

Parabéns à Assunção Esteves! Gostei do seu agradecimento à Assembleia e da história que a acompanhou no seu percurso político.

terça-feira, junho 14, 2011

EM DIGESTÃO...

... Ou deveria dizer em indigestão?

Concedo, pois, - Em tranquila digestão da derrota das minhas ideias políticas. Já é um hábito e marca indelèvelmente o meu percurso como homem e como cidadão.

Por outro lado, do que acrescenta, pelos factos e como factos, ao meu (des)conhecimento do Sapiens não retira uma molécula ao que creio ser possível no melhoramento da sua relação com a Biologia e com a Razão, com a convicção de que uma continua a ser mais preponderante do que a outra no caos das medidas e exercícios avulsos da Burocracia, racionalizadas a eito e casuísticamente, sem um fio condutor e uma estratégia evolutiva que a própria Biologia, ela mesmo reclama e exige, sob o risco de extinção.

A Razão, essa, está hoje ao serviço da sua própria negação. A diletância intelectual, porque gratuita, encarregou - se, desde o século XVIII,numa descontrucção feroz do Real, exaurindo - o de espaços de intervenção ainda não demolidos pelo sarcasmo, pela petulância, pelo niilismo e pelo ateísmo. Em troca, deixaram o Vazio ou a Opinião como interlocutores analfabetos com a Vida.


Reflecte - se hoje mais sobre o eu do que sobre NÓS, e dos alibis de que a natureza humana fornece e estimula o pasmo intelectual, pela sua suficiência e necessidade, continua -se a ir buscar as justificações pelo fracasso da Ideia.
Neste triunfo do conservadorismo, ao qual o narcisismo espelha como Gray a recusa da mortalidade, irónicamente um fatalismo biológico, num envelhecimento progressivo e sem herança intelectual válida, esgotadas que estão os esforços em imbecis confrontos com a Morte, dizia eu, brilha a Decadência, num eclipse lento e inexorável.

A não ser que...

segunda-feira, junho 06, 2011

POR OUTRO LADO...

...Não posso deixar de aprovar, em consciência, se acaso tenha sido ( e esforço - me por acreditar... ) a racionalidade a promover a maioria de Direita contra o pântano que a dispersão aleatória dos votos provocaria.
Se foi esse o caso, isso diz - nos que quem foi votar fê -lo na consciência plena do que estava em jogo. Ao menos primou - se pela clareza e assumpção das responsabilidades futuras pelos actos da governação.

Por outro lado, se a razão profunda do voto esteve na " aversão " ao ex - P. Ministro a batota vai sair cara. É que, verdade seja dita, a Direita não escondeu o seu programa liberal e foi a esse programa que se deu a maioria de governação e a legitimidade para o promover democráticamente.

Nada obriga aos partidos anti - troika à aceitação do programa governamental da Direita e também eles foram claros em relação a isso.
Como a sua oposição na Assembleia será inconsequente, será na RUA e com a militância dos seus partidários e , como dizia Jerónimo de Sousa, com o cinismo dos " oportunistas " que sufragaram hoje a dupla troika, que se tentará travar as gravosas medidas que se preparam.

Em difícil posição se encontra o P.S. hoje. É o que dá proclamar - se de esquerda e governar com as receitas do outro lado. A sua também proclamada modernice, vulgo pragmatismo ideológico, uma contradição evidente, limita - lhe, hoje como ontem, inexorávelmente, o campo de actuação sobre a massa votante, também ela pragmática e, sem sentido ofensivo, oportunista.

Na escolha do novo líder se verá que caminhos irá seguir o P.Socialista pós - Sócrates. Ou perde de vez a sua identidade com Seguro ou recuperá - la- á com Costa ou Assis...

SÓCRATES sai de cena...


... E fá - lo com elegância...
" Ignoro, Atenienses, a impressão que vos causaram os meus acusadores. Por mim, de os ouvir, quase me esqueci de quem sou, tão persuasivos eram os discursos deles. E, no entanto, posso garantir que não disseram uma só palavra de verdade... " - Apologia de Sócrates - Platão

Ontem poderia ser este o estado de espírito do ex - Primeiro Ministro antes de ser confrontado com os seus juízes eleitores. Bebido o cálice até ao fim, retirou - se, de pé.
O balanço dos anos da sua governação far - se - á um dia,assente a poeira do ódio, do revanchismo que a sua indomável coragem criou, pela sua abrangência, num povo que não lhe perdoou traços de carácter que não vislumbra em si.
Muito longe de preencher a contento a defesa das minhas posições " utópicas " sobre a Democracia, apoiei - o, dentro de um quadro políticamente situado - a nação lusa e os seus resilentes atavismos - que ele tentou inglòriamente sacudir, exigindo dela o que ela NÃO QUER DAR ou NÃO POSSUI...
A consequência será a capitulação a uma Mediocridade geral que hoje a DIREITA, atingido o pleno, com uma legitimidade acrescida de mudança expressa e negligência assumida por metade dos votantes, está livre de promover, apoiada num programa miserável, pelo seu carácter regressivo e... naturalmente repressivo.

Para terminar, uma palavra aos MEDIA, principalmente a televisão pública...
Foi deprimente o espetáculo histérico dos meios, dos figurantes e dos protagonistas que acompanhou toda a transmissão dos resultados eleitorais. Um imenso e libertador orgasmo simbólico repetido até à NÁUSEA, no seguimento da degradação contínua da qualidade em prol do reboliço, da cacofonia e da sem - vergonha, cuja presença, também ela simbólica de José Eduardo Moniz, deu o toque exótico de vingança fria.
LAMENTÁVEL!

quinta-feira, junho 02, 2011

EU VOU DIZER NÃO...

...E por isso voto no Bloco de Esquerda.

Eu abomino a " bandalheira " feita regime político, a Liberdade feita pusilanimidade, a Esperança como método de análise e acção individual, a Ética feita anacronismo, a violência sustentada ( ela pode ser SEMPRE justificada ) em " alibis " moralmente abjectos e... isso é um problema muito pessoal, a vulgaridade de que a suposta " elite " do SAPIENS é capaz.

Voto contra o Corporativismo reaccionário, contra o ultra - liberalismo económico selvático, contra o desinvestimento do Estado nos sectores essenciais e referenciadores de uma efectiva igualdade de acesso dos cidadãos à democracia, como a Saúde, a Educação e a Energia, voto contra o despedimento sem justa causa, voto contra a corrupção, voto pela soberania nacional, voto contra a estupidificação cultural, em suma voto contra o empobrecimento material e espiritual dos povos, no caso, o povo português.

terça-feira, maio 31, 2011

MESMO A PROPÓSITO...

Repescado da revista do C.da Manhã li essa perplexidade, cheia de actualidade, de Miguel Torga, publicado no extinto Diário no dia 17/09/61.

É um fenómeno curioso:
o País ergue - se indignado,
come, bebe
e diverte - se indignado,
mas não passa disto.
Falta - lhe o romantismo
cívico da agressão.
Somos, socialmente,
uma colectividade pacífica
de revoltados?

segunda-feira, maio 30, 2011

POISSSS!

Cristiano Ronaldo é o REI da NET, com 20 milhões de leitores. Rooney, do M.United vai em 5 milhões, Vin Diesel tem 7 milhões, Lady Gaga com 5 milhões, o Boliche está por perto, tem 4 milhões.

Por outro lado, Barack Obama envergonha - nos com 7 milhões.

E M. Sousa Tavares, coitado, ZERO!

Isto é muuuuito embaraçoso, de facto.
E sugere - me uma singela pergunta: - Quem lê o Quê???



A propósito, parabéns ao blog Áfricaminha que chegou à bonita soma de 100.000 visitas na blogosfera.

Eu vou lá sempre que posso...

DAS OPÇÕES...

" O PRISIONEIRO QUE TEM A PORTA DO SEU CÁRCERE ABERTA E NÃO SE LIBERTA, É UM COVARDE " - Kalil Gibran

A Democracia é uma porta aberta à Liberdade como nenhum outro regime político até hoje contemplou. Essa liberdade que ela transporta nos seus critérios responsabiliza - nos, nos nossos actos e nas nossas omissões.
Torna - se evidente que ela só fará sentido, se de individualizada se se tornar uma responsabilidade colectiva, exercitada no espaço que os seus aplicantes habitam e têm por obrigação, não só natural como principalmente cultural, de promover a excelência, fazendo melhor uso dos seus recursos, naturais e culturais em prol do Todo.

Acontece que à natureza humana sobre a qual se impôs, desde o aparecimento do " primeiro " sapiens a Cultura que os mais esclarecidos conseguiram interiorizar e fazer interiorizar, indispõe a mudança; porém, ela aconteceu e tem acontecido, mesmo que com alguns extraordinários revezes, até chegarmos ao século XXI, herdeiros de um Iluminismo, hoje traído, que decretou que a natureza humana, no seu todo, devia parar por aí de evolução e que a sua história, pelo menos no que concerne à produção de IDEIAS, tinha acabado.
Não por acaso, com o ocaso das Ideias, hoje discute - se o Ego e os seus apêndices articulados, como se de facto a massificação sub - cultural atrelado ao Homem de hoje seja, não uma consequência do desinvestimento intelectual e cultural mas um seu produto consequente.

Paradoxal é ver a cegueira que acompanha o reconhecimento, porque evidente, dos Factos dos quais se absorvem os efeitos e dos quais nenhuma consequência, suposta racional, se tira.

O medo, não o recitado pelas Direitas - NÃO HÁ ALTERNATIVAS - e a deriva que se instalou no Ocidente, sobre a AVENTURA de experimentar outros caminhos que não a obscenidade campeada pelo sistema capitalista, hoje mais do que nunca porque liberta da regulação dos Estados, que empobrece as nações em nome de uma gigantesca fraude que mantém captivo e dormente, não só a inteligência, em prol da robotização mas também a inacção em nome da estabilidade, NÃO É OPÇÃO, para nada.

Cobardia, é também para mim, a palavra que me ocorre quando procuro os porquês da capitulação dos povos.
Em África há um ditado que diz - A UNIÃO DO REBANHO OBRIGA OS LEÕES A DEITAREM - SE COM FOME .

Neste rebanho tresmalhado e sem pastores capazes parece que a condução do Homem ocidental ( porque é do Ocidente que reflicto a estúpida embriaguez... ) foi deixada aos cães - pastores.
E nós sabemos como eles agem sem um pastor a assobiar as ordens e como acaba tudo, conduzido ao redil da ruminância... e do circo.

terça-feira, maio 24, 2011

PORTUGAL



Não há nada em Portugal que não se " suporte ", nem a Crise...

Se há capacidade humana que o meu povo de origem tornou uma segunda natureza foi a ADAPTAÇÃO, que a falta de recursos, naturais e políticos nos impôs sob o risco de extinção. Uma das suas vertentes é a sua capacidade de reprodução que o fez um dos mais jovens países do Planeta o que sem ser um privilégio ou uma novidade biológica nutre - o com uma energia acrescida que opõe ao derrotismo e à distracção que os tempos de hoje alimentam.

Portugal está a envelhecer a um ritmo preocupante e tem " absorvido " crises cíclicas desde décadas, ostracizando todos os diagnósticos das suas mentes mais esclarecidas. Nesse enlevo embarca TODA A POPULAÇÃO residente, do passado e do presente.

Tenho por mim que o causador desta aflitiva distracção também está no espaço privilegiado que coube ao lusitano, o que lhe provoca um efeito edénico singular.

Vem aí um acto eleitoral e o seu resultado ameaça ser um sério problema, dentro dos condicionalismos impostos pelos credores, com a exigência de uma estabilidade política que garanta as condições do " consenso " necessário ao cumprimento das obrigações contratualizadas.

Qual será a percentagem dos portugueses que condicionará o seu voto ou a sua abstenção, pela criação dessa estabilidade política num exercício racionalizado de decisão?

Pela parte que me toca, confesso - me " contaminado " pelo clima e como um português como os demais não garanto muita racionalidade no meu voto...

sábado, maio 21, 2011

UMA VAGA CONSISTENTE...



Ainda não é o TSUNAMI que prevejo e anseio, por uma democracia real, que varra esse monumental embuste que a Burocracia, a Cleptocracia e a Plutocracia contrabandearam por sobre os nossos anseios de uma sociedade em que a Liberdade se conjugaria com as suas irmãs Fraternidade e Solidariedade por um mundo mais justo, em que as diferenças, não só as naturais como as adquiridas fossem conciliáveis com o Todo que habita a Terra e não alibis de conflitos " naturais ".

QUE A VAGA CRESÇA...!
, em Espanha e no resto da população gorda e anafada da chamada Europa rica...

quarta-feira, maio 18, 2011

DEBATES ELEITORAIS

Nada tinha dito ainda sobre os frente-a-frente dos líderes partidários, pelo simples mas não irrelevante pormenor, de antes lhes sentir a consistência do discurso.

Um facto chamou - me logo a atenção, após ter visionado todas as suas prestações até hoje - o Rigor e consistências ideológicas do Louçã e do Jerónimo de Sousa e a " desinibição " retórica deste último, comparado com o passado.
Nenhum deles " perdeu " os debates para os adversários, que foram obrigados a uma posição justificativa que a insustentabilidade da situação, passada, presente e futura, desmerece como argumentação já que foram directa e indirectamente cúmplices naquilo que Louçã já chamou de " economia falhada " e Jerónimo " mais do mesmo ".

Sócrates, Passos Coelho e Portas funcionam e racionalizam dentro dos parâmetros da ideologia hoje triunfante no Ocidente, aceite como solução política e administrativa dos estados que o compõem. Vêem as propostas alternativas como folclores do jogo democrático, aceites como meras verbalizações dos defeitos que o regime transporta e não como prática exequível do que a Política deva ser - Um governo DO povo e PARA o povo que não se esgote na falsa Liberdade e no formalismo hipócrita dos direitos humanos e liberdade de expressão.

Digo e repito - Eu apoiei Sócrates DENTRO do panorama político português de uma maneira clara e transparente e justifiquei porquê, nomeadamente até à crise de 2008. Os eleitores deram - lhe um mandato sobre um programa DENTRO de um sistema e regime que não QUEREM subverter, pelo menos até às próximas eleições. E para dizer o que penso, não creio que o queiram fazer, apesar de o desejar com veemência.

Ao diktat alemão, acompanhado pelo acéfalo presidente francês e o arrivista líder britânico tornou - se necessário uma rebeldia que trave JÁ o novo REICH e a morte da UE sonhada pelos seus pioneiros. Isso terá de partir em qualquer lado, hoje ou amanhã...

E porque não em Portugal, já nas próximas eleições?

domingo, maio 15, 2011

NÃO PODE....



... E se pode, quais foram, no fundo, as razões de tão aberrante acto?

Será que Dominique NÃO QUER ser candidato indigitado pelo PSF para a corrida presidencial?... E, subconscientemente " retirou - se " da corrida ou, tudo não passa de um monumental equívoco?
E se se trata de uma conspiração, como é que um homem vivido como o Presidente do FMI, se deixou seduzir por ela?

Fiquemos à espera dos desenvolvimentos e futuras explicações...

FACTOS,FACTOS,FACTOS e história...

A HONESTIDADE INTELECTUAL EXIGE que à analise se junte a fundamentação e a memória e isso M. Sousa Tavares fá-lo como poucos. Ver a última crónica - Não há inocentes - de 14/5 no Expresso.

É evidente que não há inocentes, Ninguém está inocentado desta narrativa pós 25 de Abril que descambou na Capitulação recente.
A vertigem do Poder democrático que adulterou em vários momentos da história política recente a racionalidade política dos Governos em favorecimento de interesses partidários, corporativos, sindicais, económicos e financeiros ainda está VIVA e actuante. Impossível mudar em tão pouco tempo o que a História cimentou na formatação da alma lusa. O medo que a sobrevivencia lhe irá impôr irá reforçar as defesas de uma " velha " nação no que ela tem de mais autêntico. E não será o Rigor...

quinta-feira, maio 12, 2011

ALÇAPÕES...

Pelo que tenho ouvido nos debates, análises e comentários sobre os termos do acordo com os negociadores do F.M.I. e da U.E. parece - me que um " campo minado " e cheio de alçapões se vai apresentar aos próximos governantes do País.

Os cidadãos não foram tidos nem achados nesse processo. O bom-senso aconselharia que essas negociações, precipitadas pela queda do Governo,só ocorressem depois das eleições e não aparecerem como um ultimato inconcebível ao País, definindo lhe em pormenor um programa de Governo ao qual se EXIGE vassalagem, com um controlo trimestral da execução.

CAPITULAÇÃO - foi o que aconteceu, com a BANCA nacional à cabeça levando, na néscia e absurda enxurrada financeira, todo um povo que tem sido obrigado a pagar a MERDA que tem andado a fazer.

Veremos quem será o escolhido pelos cidadãos para se esquivar com inteligência a uma agenda direitista e conservadora que nos querem prender às pernas...

quarta-feira, maio 11, 2011

É disto que falo...

Leio que a NATO se recusou a prestar auxílio a uma embarcação avariada e carregada de refugiados, que demandavam o Mediterrâneo em busca de território mais civilizado, desprezando a civilidade que a lei internacional define como obrigação nos pedidos de socorro.

Só a " falta de qualidade " que lhes terá sido atribuída por ordens superiores, terá obstado ao seu salvamento.

Cometeu - se um crime.
O julgamento só será feito ao nível da nossa consciência, já que quem hoje detém o Poder de julgar, aplicando os critérios do mais forte e não da Justiça, adjectivando as acções consoante os seus interesses, detém o poder das armas e não o fará em casa própria.

Um homicídio é um homicídio, quer seja cometido pelo indivíduo ou pelo Estado. O terrorismo é terrorismo, quer seja cometido pelo indivíduo ou pelo Estado e por aí fora...

A representação do colectivo que o Estado e os seus tentáculos protagonizam tem de ser escrutinada nos exactos parâmetros que a LEI impõe aos cidadãos que O formataram. Os Estados não são impunes; os " interesses " próprios que defendem podem tornar - se numa ameaça aos outros Estados, como a História das nações bem conhece e responsabiliza TODOS.
A " CHAVE " do regulamento normalizado do " sapiens " com os outros habitantes da TERRA terá de abrir todas as portas que as evoluções díspares dos outros ramos da espécie criaram. A Biologia, a Sobrevivência, não chega; a Racionalidade, pelos vistos, também não.

E que tal a SOLIDARIEDADE, a junção dessas duas urgências?

segunda-feira, maio 09, 2011

VIVA LA MUERTE!!!???

Clara F. Alves, cuja lucidez muito prezo e que por várias vezes por aqui tenho enaltecido a diferença que ela marca no panorama jornalístico nacional esteve nas celebrações festivas que acompanharam em várias praças do Ocidente, o assassinato do líder da organização extremista Al-Qaeda e admirou - se da perplexidade de outras almas com a visão de um filme que elas seguramente julgavam pertencer ao universo do Outro, como aconteceu a este bloguista.

E.Cioran disse, mais coisa menos coisa, que a lucidez,no momento em que julgamos ter compreendido tudo, nos dá ar de assassinos.
Não que, creio eu, o assassínio e a lucidez tenham alguma coisa em comum, necessáriamente; o que tem de pretensão a lucidez tem o assassínio o absurdo.

Os alibis para a justificação do assassinato,( não há semântica que nos valha... )provêm do domínio de uma narrativa que a história do Homem transporta desde as origens e subvertem toda a essência que a racionalidade pôs no seu conteúdo e transformam - se na negação daquilo que em nós estremece ao ver a sua face sombreada pela demência.
Falo da Justiça, Liberdade, Religião, Solidariedade,Civilização, Orgulho nacional,Segurança, em nome dos quais se manda assassinar, numa patética e trágica inversão com o valor primordial que lhes dá SENTIDO - a VIDA, humana para o caso.

Quando se ignora ostensivamente o homicídio que diáriamente acontece por este globo, nomeadamente nas regiões mais pobres do mundo,sim,porque não vejo a distinção entre " deixar morrer à mingua " com a promoção da matança em nome de uma ideologia, vingança ou interesse nacional, pergunto se é a altura da " pilha de cadáveres " que nos sufoca ou a nossa incapacidade de compaixão pela " falta de qualidade " da pilha?
É que nesse desinvestimento NÃO HÁ INOCENTES a não ser as crianças e quando os líderes, escolhidos por nós mandam matar e levam nas suas bombas o TERROR para despejar sobre outros " inocentes " e os seus líderes,são mandatados e irresponsabilizados por NÓS, responsabilizando -nos a TODOS.
E é isso que me incomoda...

Nenhuma compaixão me desperta a morte de assassinos como Bin Laden. E, seguramente, não merece a minha celebração.

Por mim, recuso que matem em meu nome. ENVERGONHA - ME!
A capacidade de o fazer, inscrita nos meus genes de primata é minha, e o seu uso também. E celebro,isso sim, a VIDA e AQUILO que me tem impedido de glorificar a Morte. Lucidez não é , de certeza; será coisa OUTRA.


Por quem os sinos irão dobrar, acompanhando os festejos do Outro lado, quando, sob outras bandeiras as bombas nos despertarem a compaixão devida aos nossos?

sábado, maio 07, 2011

ALTERNATIVAS...

É evidente que há, sempre houve alternativas aos modelos de governação democrática que nenhum paternalismo autocrático saberá contrariar.

Acontece que, quando à inconsequência e por vezes contradição entre as narrativas do Real interpretadas pelos partidos e vivida individualmente pelos cidadãos, se acrescem diktats que subvertem o relacionamento que uma vivência contratualizada entre as partes, definiu há séculos, o indivíduo eleitor sente - se parte de uma farsa que contrabandeou TUDO.

As sondagens que apontam, não uma penalização, pelo contrário, uma cumplicidade com quem soube, políticamente, ser ( ou parecer, não importa...) uma resistência à agressão sobre os normativos psicológicos que, bem ou mal, nos enformam e marcam uma trajectória nacional,uma maneira de ser e viver o mundo, são um sintoma de que a mensagem vigorosa de Sócrates está a ser mais fácilmente aceite pelo Centrão do que a do seu opositor directo, visto como o elemento perturbador de uma narrativa enfáticamente defendida e melhor interpretada por Sócrates.

Defender a MUDANÇA hoje, sobre o real enquadrado pela troika, é um exercício que remete os eleitores para uma demência dificilmente exequível, dadas as alternativas apresentadas pelo Bloco de Esquerda e pelo PCP que prefiguram uma revolução, mutatis mutandis, na mesma linha da provocada pela intervenção estrangeira.
Se o programa de Governo já está feito pela troika,convém ter à frente do Governo um líder confirmado e não challengers.

Mudar esse arranjo mental até à data das eleições exigirá inteligência, não chico-espertice, e um conhecimento profundo da psicologia social lusa que os ataques pessoais ao P. Ministro demissionário estão a desmentir, ao mesmo tempo que reforçam e não enfraquecem os laços cúmplices que se estabeleceram após o seu derrube formal pela Oposição que franqueou as portas à intervenção estrangeira.

Veremos os desenvolvimentos...

quarta-feira, maio 04, 2011

DOS " estados de alma "...

Reparei últimamente que, na minha prosa ,tem aparecido com insistência e com fundamento, creio eu, essa classificação de "estados de alma" para caracterizar um discurso que recorrentemente se afasta do " Eu penso... " para a descrição de emoções, impúdicamente apresentadas como análises e comentários .

A objectividade, por esses dias, também se afastou dos números,também estes sujeitos a grosseiras manipulações consoante o carácter instrumental a quem serve e de quem deles se serve.
Acontece que isso faz parte de um universo deformador do Real, o da Política e não o da interpretação fundamentada e orientadora ( deve(ria) estar na sua matriz )do Homem, mesmo para um céptico irredutível, um narcisista incurável ou um intriguista convicto.
Se a intenção é a descrição diletante de sentimentos, e não a provocação manifesta da racionalidade do Outro,na linha de Marcello, Carrillo e por vezes o J.P.Pereira e seus seguidores empáticos, sugiro, de novo, encimar com o nome de Confissões ou Diários tudo o que dizem ou escrevem, por uma questão de transparência intelectual.

Assim saberíamos que os intérpretes SÃO políticos e que a análise a fazer tem de levar em consideração esse desiderato, com, isso sim, os "estados de alma" que acompanham os cidadãos quando escrutinam a Política e os políticos.

E não ficariam de fora...

terça-feira, maio 03, 2011

DEMÓNIOS!!!??? EM PORTUGAL?

Em tempos, disse por aqui que o Abrupto de J.P.P, quando funciona pelo ponto de vista de um historiador tinha a minha atenção e o meu aplauso e que quando se abalançava em comentários partidários ad hominem, melhor, anti - Sócrates produzia prosas INTRAGÁVEIS, carregadas de azedume e, hoje descobri, Ódio, ao qual atrelou, em mística romagem metade dos portugueses.

LAMENTÁVEL e imperdoável descontrolo intelectual esse que reduz a História a estórias de " estados de alma " e de palpites de exorcismo de uma entidade a eliminar a todo o custo.

Um conselho foi dado ao PSD - VÃO À BRUXA e libertem,com as suas mézinhas, o País desse ser demoníaco que é Sócrates.

FRANCAMENTE!

segunda-feira, maio 02, 2011

VIVA LA MUERTE!!!???







Que insano exercício me tolda a intranquilidade vã da minha consciência, por esses dias,quando vejo a Morte celebrada em regozijo pelas massas e o assassínio " fermentado " em gabinetes em execráveis cumplicidades com o Terror!

A guerra contra a DIFERENÇA, dentro e fora das fronteiras do Ocidente está a atingir o grau da demência que deploramos nos Outros.

QUEM SE SEGUIRÁ NA MINHA LISTA?

sábado, abril 30, 2011

PERSPECTIVAS...


Parafraseando o que de Otelo não se surpreendeu com os " estados de alma " que definiram grosseiramente a frustração que J.P.P. pode histórica e filosòficamente enquadrar, direi que não m'espanto às vezes, outras m'envergonho - me em permanência.

Fácil é atribuir a quem, do panorama nacional o reduza a , para lá dos esteoreotipos de imposição da Ordem como " receita " para o afastamento do " véu de Maya " que nos empata e define e difícil é, não a justificação, também ela possível, a apresentação do " remédio " para debelar a doença de que Otelo e os portugueses se queixam. ESSA deveria ser uma " obrigação " do Abrupto.

É que para lá da " falta de jeito " do Otelo, consegui entender a mensagem que JPP reduziu à semântica e ao formalismo intelectual dos iluminados. E foi diferente...

A CHAVE DO SUCESSO?

POR ONDE PÁRA?

O que é que têm em comum os tão proclamados BRIC's?
O que é que o Brasil, a Índia e a China, mais a Rússia, têm em comum? A demografia, a massa populacional.
De todos eles, o Brasil é o que poderá ter mais riqueza natural, a China mais população e orgulho nacional e a India mais cabeça e história.
Juntando ao lote a riqueza, por ora só natural, de Angola e a Ganância, feita doutrina fundadora, dos USA,atrelada a um monumental sofisma filosófico segundo o qual a Liberdade de ser rico é pertença de todos, o que tem mantido e alimentado o pasmo social num país onde a riqueza produzida por 95% da sua população se encontra na posse de 1%, faço a pergunta de uma Vida - O que é que faz as " coisas " acontecerem como acontecem e sejam o que são?

A pergunta não é inútil mas as respostas têm - no sido, como as histórias das Nações atestam.

A contradição fundamental, reiteradamente denunciada pelos historiadores e sociólogos, entre as sociedades humanas e a Natureza, considerada como o espaço privilegiado das suas realizações colectivas, se por um lado se adequa ( deveria ) ao território da sua " pertença ", com as respostas de sobrevivência e evolução que o meio obriga, por outro lado degrada - se, na tentativa duplamente contra - natura de se adequar a paradigmas comportamentais e culturais que a Globalização Imperial lhe dita.

Toda a história dos Impérios, universalmente retratada e estúpidamente ignorada deu - nos a conhecer a sua impossibilidade de sucesso, pela multiplicação dos factores de contradição do biológico com o cultural, próprio e alheio.

ESTUPIDEZ é a palavra chave que se desmultiplica em cada tentativa de " arrebanhamento " de espécies, que embora pertencentes ao mesmo género, são histórica e culturalmente estranhas.

No Portugal de hoje, " a resgatar " por uma história alienígena que O ultrapassa, vive - se o mesmo drama dos povos que foram obrigados a abdicar da sua identidade.

TRAGÉDIA, é a palavra tabu que ninguém quer pronunciar. A SOBREVIVÊNCIA É COISA OUTRA, eventualmente menos nobre, mas NECESSÁRIA. E estamos de volta à BIOLOGIA.

terça-feira, abril 26, 2011

O DISCURSO DOS PRESIDENTES

Espalhou - se o mal pelas aldeias em assertivas chamadas de atenção, como reiteradamente desde o princípio do século XX, as cabeças mais esclarecidas do País têm feito.

Em nenhum País do Globo conheci um povo assim tão singular e que a si faz tanto mal. Já lhe foram dadas tantas definições e disposições de carácter explicadas pelos próprios por sucessivas gerações que se chegou ao ponto de se tentar novas abordagens caucionadas pelas opiniões dos outros, numa procura quase desesperada da sua imagem, reflectida pelo olhar estrangeiro.

E é como estrangeiro, a viver cá desde 1968, que se compara com a sua própria naturalidade caboverdiana e sobre os seus anfitriões e sobre o País de que culturalmente se define, marcado que foi por uma tão longa permanência e vivência, que lastimo ver o meu País, já não de adopção mas sentido, atónito e perplexo consigo próprio.

É fácil gostar de Portugal, também ele um País singular mas não tão fácil gostar dos portugueses. Difícil de definir em profundidade, já que nunca se entrega, e cioso do seu espaço e da sua intimidade, remete e define a sua " simpatia " em contactos superficiais, formais e descomprometidos cujos limites zela ciosamente. O respeito humano marca - lhe profundamente o carácter que um clima generoso suaviza na sua exterioridade.

Toda esta visão/opinião pessoal reflecte - se declaradamente na sua vida cívica e política numa polaridade estranha que soluça entre a confiança e desconfiança em intervalos tão curtos e tão marcados, que não vejo em parte algum nada semelhante.
Voltando ao discurso dos Presidentes, que exortou os portugueses a um cerrar de fronteiras e a responder como um todo ao desafio e à ameaça de decadência de que eles foram os autores, juntamente com os seus representantes políticos, empresariais e judiciais, pede - se uma REVOLUÇÃO.

Estarão os portugueses prontos e preparados para isso?

domingo, abril 24, 2011

VOLTO A " COLAR "...

" O grande paradoxo do artista é ter de tornar invisível a visibilidade do artifício com que torna visível esse artifício " - Virgilio Ferreira

Acontece, porém que seria melhor que para além da generosidade de conceder mérito ao decifrador da mensagem do artista que tivesse havido transparência argumentativa, para além do cansaço e da atenção que a formalidade conceptual da estória contemplou.
É o que tem acontecido na narrativa oposicionista a Sócrates, por exemplo, na linha carrillista que a receita exibida pelo original e pelos seguidores apresentam.
Os " estados de alma " que a maior parte da Crítica transporta não esclarecem NADA.

A decifração dos artifícios deste artista, do outro que prefaciou este post e do Sócrates exige muito muito mais do que o que qualquer ser vivo é capaz de fazer - interpretar e transformar o Real na sua limitada condição de existir, onde a História se fica pelo relato de " estados de alma " e não escrutinada devido a uma auto -limitação imposta por " divindade " alheia.

Não é preciso conhecer a física teórica para dizer, fundamentando racionalmente, claro, que Hawking se equivocou quando disse que a Filosofia estava morta, nem ele de conhecer a história da Filosofia para teorizar sobre a sua morte.
Da mesma maneira, o desconhecimento dos fundamentos das Éticas aristotélica, platónica, espinoziana ou gandhiana não deveria inibir ninguém na teorização (uma consequência de possuir um cérebro racional )e interpretação e argumentação da Ética com qualquer outra racionalidade assim como em qualquer outro tema não - científico, mesmo os aparentemente " científicamente " enquadrados, como a Política, Democracia, Justiça ou a natureza humana no seu todo.

Nessa " argumentação " com as teses ( não passam disso...) alheias há um pressuposto que a honestidade intelectual ( gratuita para quem não procura benefícios de consequência)não pode dispensar - o conhecimento dos argumentos, fontes e, por vezes, experiências do Outro.
E, surpresa das surpresas, por vezes a coincidência da metodologia reflexiva, para além das cumplicidades que a empatia arrasta, leva à alegria íntima e por vezes compulsiva de partilhar com outros o " milagre " de termos a mesma opinião de Homens que pertencem ao Olimpo ou.... NÃO.

Reduzir isso a a um almanaque de citações e " descobertas " transformaria Platão num farsante e toda a Filosofia ocidental num balão que o físico tentou esvaziar.
Só a " apropriação " do conhecimento e a transmissão do acto de aprender, pensando, no seguimento, atrelado, encostado, papagueando, com ou sem originalidade,sobre o que já foi dito e o que está por dizer, torna possível essa imortalidade do acto de filosofar, sejam os nomes Bandarra, Aleixo, Zé - Povinho, Espinoza ou Hitler.

Poder - se - á argumentar que uma vez morto Deus e a sua " interpretação" terrena e com a metafísica reduzida a um passatempo de ociosos, as questões que o Homem tem levantado,já reduzidas à sua materialidade, são físicas e que, naturalmente só a Ciência as poderá responder. Concedo, com uma questão filosófica - Que ciência usaram as formigas e as abelhas na construção das suas sociedades? Em que é que se distingue o seu conhecimento, de engenharia, por exemplo, do dos humanos?


Bem, chega de divagação gratuita...,por ora.

quinta-feira, abril 21, 2011

CONCORDA COM A TOLERÂNCIA DO PONTO?...

EVIDENTEMENTE!

Morrer sim, mas devagar!...

O esvaziamento cultural das tradições inofensivas das nações, como esta por exemplo, protagonizado por uma parte bovina do seu povo é um sinal desesperante, imaturo, para não dizer patético.

Sabemos que uma parte não despicienda da população capitulou e está já pronta à formatação dos credores.É um exemplo da condição a que as nações e os estados são obrigados quando perdem a alma e se deixam reduzir a um rebanho tresmalhado, manipulado e conduzido ao redil da ruminância.

DA ABSTENÇÃO...

Francisco Louçã, líder do Bloco de Esquerda, lastimava há dias em declarações aos MEDIA, o apelo de um cidadão responsável (sic) à Abstenção nas próximas eleições. E acrescentava um veemente apelo ao voto como parte importante da luta política que se avizinha.

Sou um cidadão responsável e já fiz por aqui, num exercício sobre a Democracia, a assumpção dessa prerrogativa por parte dos cidadãos quando a relação de confiança que deveriam manter com os seus políticos se degradou ao ponto de atingir o âmago do regime naquilo que tem de consentimento legitimado, por parte dos votantes.

A abstenção é um não - consentimento do meu voto como legitimação do statu quo, de políticas, não necessáriamente locais, que pairando por cima dos cidadãos e estribadas em perversidades financeiras, reduzem os votantes e a população mundial em geral a autómatos que de tempos a tempos vão às urnas renovar o seu assentimento à escravatura.

Esta ritualização comporta o voto expresso, o não-expresso e o voto ausente. A continuada desvalorização do voto ausente, que tem aumentado em todo o espaço democrático, diz-nos que não é a indiferença o móbil dessa deserção mas sim o corte dos laços de confiança racional com um contrato livremente assumido entre as partes.

Se por um voto se ganham ou se perdem eleições,como os políticos reclamam, por um voto se elegeria um biltre ou um cidadão honesto. Neste baile de máscaras onde todos somos figurantes arrebanhados de uma Ópera ensaiada e tocada por uma nova classe de " cientistas ", sem rosto a quem "estalar", o voto só é consequente, para os desafinados do coro , quando prima pela ausência. E tem, quer queiram ou não, um significado político transparente - NÃO AO SISTEMA, SIM À REFORMA DO REGIME, DE BAIXO PARA CIMA !, com a convicção que a História transporta que isso só é possível com uma Revolução e que o povo ruminante do Ocidente actual ainda precisa de mais vergasta para reagir.

sábado, abril 16, 2011

CARRILLADAS...

A narrativa histórica está sempre refém da " credibilidade " do narrador e NUNCA dos sujeitos da História, independentemente das concepções que A interpreta enfatizando o individual ou o colectivo.

A interpretação " interesseira " da História feita pelos políticos não " enforma " a História nem A " deforma "; fá -LA - ia, em princípio, em conjunto com o colectivo que os pôs na liderança de uma " específica " realidade,com uma definição interpretativa que as projecções políticas, truísticamente " deformadoras ", exigem.

Num tempo em que a " tempestade " social, económica e política criada pela Cleptocracia financeira, hoje sujeito da História, enquanto criador de " factos " que marcam a narrativa das nações, reduzir a marcha da História ao intérprete Sócrates, mesmo com a determinação e o protagonismo nunca enjeitado com que " enfrentou ", em cumplicidade democrática, pois claro, um país preso culturalmente aos seus atavismos, e a uma " urdidura " conceptual, bastamente denunciada pelos não-cúmplices dos FACTOS, aos quais se exigiria uma cumplicidade activa e carrillada, ao martelo demolidor de THOR, é obra.

Quando Carrillo fala de " erros de governação " está a referir - se a quê? Subtraindo à sua opinião e é disso que se trata,o conjunto de circunstâncias que acompanharam e moldaram, quase diàriamente esses dois anos de governação socialista num espaço conservador e reaccionário como o é a Europa hoje,é de uma desonestidade intelectual desinteressante a que a sua condição de " filósofo " traiu.

Do seu a seu dono, a avaliação " temporalizada " dos mandatos PS e das suas lideranças, essas sim históricamente escrutináveis, que nenhuma azia existencial ou política desmerecerá o seu contributo, REPITO E SUBLINHO, dentro do sistema e regime onde se exercitaram, será feita um dia, consoante as concepções da História veiculadas pelos seus narradores e quiçá pelos seus intérpretes.
Os " estados de alma ", como os que últimamente Carrillo tem dado à estampa, deveriam ser sempre registadas como confissões e não como análises, deformadoras de factos, que como qualquer filósofo sabe, resultaria SEMPRE na interpretação de um REAL, não necessária e relativamente subjectiva mas inserida num contexto, nunca negligenciável, de uma objectividade, essa sim mensurável e posto em números, ou actos, ou discurso. Os economistas usam este método...;a Realidade, outro...

Acontece, porém, que a Política deve estar para além e é muito mais do que ISSO.

O " quietismo ", mesmo que inquisitivo, não substituirá JAMAIS a Acção, mesmo que tentada e falhada.



A

SINGULARIDADES...


Teixeira dos Santos, o Ministro das Finanças do Estado Português tem TODAS AS RAZÕES para andar de cara fechada.
Aos poucos vai - se tornando cada vez mais claro que Portugal estava " marcado " pela pirataria financeira, ( nas palavras felizes de um dirigente líbio, a propósito do congelamento dos seus depósitos pelos governos ocidentais )como a próxima vítima do Capital financeiro no obsceno jogo de roleta com que se compraz em desfastio e alarvidade.

Nesse meio amoral, de vez em quando tropeçamos, surpresos mas não ingénuos,com posições no mínimo singulares como a manifestada pelo economista-chefe do FMI, Olivier Blanchard,contra as pretensões de Bruxelas(!|!!???) que defendendo juros baixos para o empréstimo suscitado pelo pedido de ajuda externa de um país que procurava SÓZINHO, resolver os problemas que lhe eram impostas pela demência que se apoderou do Mercado por via da Globalização,dizia que " estes programas ( de resgate ) estão a ser muito bons negócios para os países que emprestam dinheiro ..."...

Está tudo muito claro. A Europa, como se viu no caso da Grécia, ( pouco importam as tentativas falhadas e os erros cometidos na " transformação " de uma cultura de séculos por outros paradigmas que uma territorialidade interiorizou fundo na alma grega, irlandesa ou portuguesa, espanhola ou italiana ) Irlanda e agora Portugal e quiçá Espanha, Itália, vai - se revelando como um cínico projecto de controlo e poder, exercido por uma mentalidade fria e fechada onde a " alegria de viver " se reduz à sorumbática hibernação que a latitude impõe nos biorrítmos nórdicos.

Este choque de culturas ( não, não há uma Cultura Europeia, como a história das suas nações atesta. Há sim, uma Cultura Mediterrânica e um mundo descoberto e habitado por ELA e as outras...) difícilmente resultaria e difícilmente resultará num espaço que hoje só tem uma coisa em comum - o EURO, o vil metal.

quarta-feira, abril 13, 2011

POR ONDE PÁRA O ORGULHO NACIONAL?

Relendo C.Ferreira Alves in " Rebranding Portugal " (Expresso/Única 9/4/11), onde, entre considerações patetas de alguns dos nossos " irmãos " brasileiros, que de PIGS, onde hoje nos encontramos passaram a PRIC's e já g(l)osam uma anexação do velho e depauperado pai,não pude deixar de fazer um paralelismo com a situação portuguesa relatada por Pilar Vásquez Cuesta em A Língua e Culturas portuguesas no tempo dos Filipes e a " preparação ", consciente do que a elite lusitana de então fez em prol da anexação de Portugal por Castela.

As " massas ", essas foram aliciadas e amolecidas à custa de uma diglossia militante difundida com o apadrinhamento e cumplicidade activa dos dramaturgos nacionais e de grupos de saltimbancos do outro lado.
A nobreza, deslumbrada com o brilho da Corte espanhola e as prebendas patrimoniais que a lealdade pressupunha já estava " pronta " há décadas atrás. O Comércio, exultava...

No Portugal de hoje, o acordo ortográfico, acompanhado da massificação telenovelesca brasileira, são sintomas de uma lassidão cultural e psicológica no corpo identitário luso, que antecedido pelo fatalismo redutor pós - colonial que devolveu o País às suas fronteira originais, " encolheu " o indivíduo a uma formatação caracteriológica onde a recusa do livre-arbítrio foi substituída por um " estado de consciência" que formalizou a Liberdade reconquistada no 25 de Abril numa orfandade mítica, onde a protecção, representada pelas botas de Salazar,lhes foi suprimida. Só se reencontrou nos " autoritarismos " democráticos de alguma das suas figuras que emergiram até hoje.
Tenho por mim que o cidadão português deixou - se de se ver como parte importante de um todo, que ele não se consegue situar em qualquer projecto nacional, que ele não se reconhece quando olha para si.

O resto da história está a acontecer hoje, numa das suas maiores crises de sempre.
A sua elite abraçou deslumbrada um projecto em andamento - a Europa - enquanto uma parte do seu povo ainda estava em ÁFRICA, presa à memória senhorial, indolente e intelectualmente inerme,a outra parte espartilhada pelo resto do mundo, bebendo de novas fontes enquanto na mãe-Pátria se reajustava consigo próprio e com a sua epopeia construída e herdada e que ELA destruiu, objectivamente.

Nos tempos modernos,onde os paradigmas que marcam o curso da História estão balizados pelo Sistema Capitalista, o livre-arbítrio tem, dentro dos conceitos formais e políticos da Liberdade, um significado que os ultrapassam. Ele implica uma responsabilização pessoal e concreta do indivíduo com a sua vida, inserida NECESSÁRIAMENTE num todo que lhe dará um sentido que o ultrapassa. E não é um mero " estado de alma ", terá de ser promovido através de acções decididas, pela progressão material e espiritual do " EU " como elo CONSCIENTE de um todo.

Os adventos inevitáveis que estão aí serão um teste decisivo que confirmarão ou não se Portugal não precisará mesmo de um " Rebranding ".

terça-feira, abril 12, 2011

BENFICA

Já toda a gente, excepto o FCP, disse o que tinha a dizer sobre o que se passou na Luz.

O inqualificável apagão com que a azia da derrota brindou os merecedíssimos novos campeões nacionais, reduziu o Glorioso a um clube de bairro e retirou - lhe toda a credibilidade de se mostrar diferente no panorama clubístico nacional. Afinal é como os outros... É mais um, lamentávelmente mais um....

A maior parte dos adeptos deve ter achado muita graça ao acontecido, eu não... e até que o Benfica ( falo da Direcção, evidentemente )emende a mão e seja coerente, principalmente nos momentos de derrota desportiva, com os valores que deplora a ausência no rival nortenho,não terá nenhuma credibilidade em brandi - los como referência.

" À mulher do César não chega parecer honesta, tem de o ser... ", essa e não a outra, terá de ser a posição do GLORIOSO, apagando de vez da nossa memória o lado " negro " exibido num estádio que é da LUZ.

FERNANDO NOBRE


O " contágio " foi fulminante. Não é impunemente que se apanham " banhos " ao ego e se mantém as convicções e a coerência. A sua decisão, no pleno uso da sua liberdade, foi lamentável, pela negação do que há pouco tempo proclamava aos quatro ventos em alto e bom som - a sua independência e uma recusa férrea de pertencer ou fazer parte dessa " corja ", duramente atacada.

Uma farsa, desmascarada à primeira " tentação ", deplorava Louçã.

Para mim, prestou um péssimo serviço e um lamentável exemplo para a causa da " independência " partidária. São TODOS IGUAIS - continuará a proclamar o ZÉ, com razões fundamentadas, de cada vez que outros Nobres aparecerem a exibir diferenças éticas em relação aos instalados.

ENFIM, o costume...

sábado, abril 09, 2011

PS EM CONGRESSO

Entre o " abraço " responsável e a retaliação " justificável " o PS balança...

Há uma tentação irresistível, políticamente compreensível, em fazer o PSD, em primeiro lugar, e ao resto da Oposição, " pagar " pelo êrro tático e a longo prazo, estratégico, do derrube do Governo. ESSA é a posição de quem foi miserávelmente atacado na sua legitimidade para governar, apesar e por ter vencido umas eleições contra TODA a Oposição. E também, digamo - lo com toda a franqueza, também será a posição de Teixeira dos Santos, " desautorizado " política e técnicamente pela Oposição.

Há uma tendência um bocado estranha em Portugal de desvalorizar o trabalho alheio quando e principalmente ele está inserido na luta política, com um desrespeito institucional que, praticado pelas massas, seria " aceitável ", em nome da famigerada liberdade de expressão o que é, na minha opinião, inaceitável, INSTITUCIONALMENTE.
Esquece - se, com frequência que os ataques ad hominem trazem desconforto pessoal e nem toda a gente se chama Sócrates e pôr os irresponsáveis ( objectivamente ) perante as consequências das suas acções faz parte de uma educação cívica que os homens da minha geração praticam e aconselham.

Sócrates apontou no seu discurso de abertura o mote da campanha aos militantes. A sua linguagem agressiva, nua e crua, terá de ser, a partir da intervenção de Jaime Gama no Congresso, apelando ao " abraço " responsável, substituída, ou tornar - se mais subtil. Até porque tem quem faça esse trabalho eleitoral pelo PS sem luvas, melhor, com elas calçadas.

Por mim, a Oposição, que não se irá conter na sua agressividade, na tentativa de apagar o rótulo de irresponsabilidade, merecerá todo o ataque político que a situação contempla e não será poupada.

Os dados estão lançados...

quinta-feira, abril 07, 2011

À MORTE DE DEUS, DA HISTÓRIA, SUCEDE - SE A DOS FILÓSOFOS...


" A Filosofia está morta! " - proclama o astrofísico britânico S. Hawking; " a tocha do conhecimento não está mais nas mãos dos filósofos e pensadores. As respostas dá - as a Ciência ".

E pronto! A REALIDADE FOI, de uma penada, reduzida, irónicamente, de um posto de observação privilegiado como a cadeira de Hawking e o planeta que lhe dá guarida, transformado em centro do Universo, ao PENSAMENTO de um físico teórico.

Todas as épocas, tiveram uma concepção da História e do Universo. Entrámos, com o desenvolvimento cibernético numa nova era - a da Ciência que assim explica(ria) por que é que as coisas aconteceram assim e não assado.

Da concepção primitiva de base teológica o Homem filosófico tentava entender e explicar o Mundo conhecido através de intervenções de seres divinos.
Ao longo dos séculos sucederam - se novas concepções à medida em que a Ciência avançava. Hoje, entrado no século XXI, a divindade desses seres deve ser atribuída e reduzida, segundo Hawking, aos cientistas, aos manipuladores da matéria e do espírito, alquimistas prodigiosos que extraem, pela sua experiência própria e dos iguais, as respostas das perguntas formuladas há 200.000 anos.

A Filosofia terá então, à medida em que a especificidade do Real compartimentava os saberes por cada universo de perguntas e respostas, esvaziado a sua essência e a sua razão de ser.

Por mim, a transposição efectuada do sapiens inferior ao sapienstecnicus expandiu, pelo contrário, o campo de interrogações do Homem comum, como ser racional e prático, mesmo hoje, já que, posto perante uma Metarealidade inalcançável e teorizada pela Ciência, está ao nível de TODO O HOMEM, divino ou não.
Sendo a Filosofia a procura da Causa e Efeito, acompanhou em inquietações, perguntas e teorizações o alargamento do REAL que a Ciência tem proporcionado. A Ciência mais não é do que o fornecedor instrumental das respostas possíveis às questões que a Filosofia levanta. Apesar de cumprir com relativo, porque condicional, brilhantismo essa tarefa,ela não esgota o universo filosófico de PORQUÊS, COMO, ONDE, QUANDO, E DEPOIS..., e as consequências que as respostas terão no HOMEM.

Enquanto houver um SAPIENS vivo a Filosofia não morrerá. Nasceu com ele e com ele morrerá, pelo menos no planeta TERRA.

CAPITULAÇÃO !

ALÍVIO!!!?

QUEM SUSPIROU DE ALÍVIO foi o CAPITAL internacional que investiu fortemente nos " problemas " portugueses com a sua dívida pública e principalmente privada e que não descansou, através das pressões dos seus prolongamentos nas empresas de rating, enquanto não investisse mais liquidez acumulada num bolo global a que chama " ajuda externa ".

Quem, dentro do País, se congratulou com a capitulação ansiada do(!!!!???) P. Ministro e do País esperando ganhar algo em troca são os interesses instalados, como a BANCA, principalmente, e não foi, definitivamente, o povo, como cedo se verá.

Portugal está nas bocas do mundo, pela piores razões. LAMENTÁVEL!!!

quarta-feira, abril 06, 2011

VITIMIZAÇÃO!!!???

MINHA NOSSA SENHORA!

Da incapacidade MANIFESTA de derrubar política e democráticamente o actual P.Ministro, a Oposição parlamentar, Mediática, Corporativa, da nação socorreu -se de todas as armas do seu arsenal contra o mais atacado e vilipendiado chefe do Governo de Portugal. Valeu tudo, do ataque pessoal ao carácter e através de terceiros, procurando com a mais abjecta campanha negra que os meus longos anos já viram o que a luta democrática não conseguiu - o derrube DO P.Ministro.
Nem nos U.S.A, onde os interesses de qualquer ordem, multiplicados por uma filosofia fundadora, atingem níveis morais degradantes eu vi semelhante ataque pessoal.

Do que conheço da história política portuguesa recente, posso afirmar que nem o ditador de Santa Comba passou por tamanhos insultos e hostilidade.
E o que é incrível, numa inversão dramática do sebastianismo luso, é que toda a incompetência nacional e toda a negligência e estupidez de uma nação calona e a viver acima das suas posses, quando não estava enfronhada a esmifrar o Estado ou a inventar maneiras de o ludibriar, arranjou um bode expiatório que na sua visão doentia não soube cuidar dos seus direitos enquanto ela se ausentava dos seus deveres.

VITIMIZAÇÃO!!!???

E que tal acompanharmos a vítima da nova e trôpega tática, na linha da " falta de confiança no P.M. " brandida pela derrotada e ressabiada M.F.Leite, ao sofá da Psicanálise?
É que é escusado demonstrar a má - fé, aliás na linha da incompetência política que, impotente,se virou para o ataque pessoal.
Que eu saiba, ao ataque pessoal responde - se na primeira pessoa e não através de qualquer colectivo,que é a estratégia malsã dos cobardes.

Estamos nas mãos de sapateiros de Trancoso numa promoção descarada dos putativos novos chefes, sejam do FMI ou outros, que o hábito de dobrar a espinha já vem de longe e os exegetas da nova ordem assim o determinam. Ao menos, perante os nossos, a gente mantém a espinha direita. É o que nos (des)vale...

IMPASSE

De Sábado até hoje não aconteceu NADA, ou seja, em substância não aconteceu nada que não tivesse sido uma consequência do que se passou durante a semana passada. Repetir até à náusea, que é um estado de alma que teima em não me abandonar quando me ponho a reflectir sobre a espécie e sobre o seu futuro,a mesma visão pessimista sobre o País não leva a nada a não ser a mais desânimo.

É claro que a Humanidade se está literalmente borrifando para o futuro da espécie e estúpidamente para o seu. Deixa - se levar e se reflecte é inconsequente, como o faz na maioria das vezes.

É como digo, NADA aconteceu... e para mim, a irrelevância do que se passou manteve - me em silêncio. Veremos até quando...

sábado, abril 02, 2011

25 de ABRIL,SEMPRE!

Eu traduzo:

Esta data é HISTÓRICA, para o País, para a Europa, para o Planeta. O que esteve na sua génese e desenvolvimento está no âmago de qualquer ser humano - a LIBERDADE.
Merece pois ser celebrada, em cada ano, em gratidão aos que a tornaram possível. Um povo sem memória é um povo sem salvação.

Inqualificável e imperdoável a não marcação de uma sessão da Assembleia da República ÙNICAMENTE para celebrar a data.

Parafraseando M.S.Tavares, CARAMBA, merecemos o que nos está a acontecer!

CARAMBA, EU NÃO PODIA ESTAR MAIS DE ACORDO!

Já é um hábito e para mim só me diz uma coisa. Funciono, em muitos comprimentos de onda,com personagens tão díspares que a busca de um intérprete granítico a quem atribuir toda a complexidade do meu SER,tornou - se uma demanda vã e, sinceramente, irrelevante para a minha tranquilidade identitária.

Miguel Sousa Tavares continua, a par de poucos, a funcionar no meu comprimento de onda. A sua última intervenção no Expresso tem um olhar desassombrado sobre a realidade nacional. É de ler e reflectir. É o que se espera de quem exerce a actividade que ele tem, não vacuidades, intriguices, má - lingua rasteira e, principalmente, colunas flexíveis.

É que a irresponsabilidade é total. Em Portugal fala - se muuuuito, lê - se pouco, estuda- se ainda menos e reflecte -se quase nada. As emoções damasinas são o alfa e o ómega do dia - a - dia lusitano, agravadas pelas necessidades ingentes que a sobrevivência impõe.
Que o povo democratizado pelo 25 de Abril fale demais, como uma consequência irreprimível da ausência da mordaça,sem que isso seja um sinal de vitalidade cívica,tudo bem: mas quando essa " diarreia verbal " se estende aos responsáveis políticos, económicos, religiosos e aos magistrados, que " ensalivam ", sempre que lhes apareça pela frente um pé - de - microfone, é no mínimo patético e irresponsável.

Não há quem os cale?

MAU, MARIA!...

...Ou deveria dizer,... MAU,MARINE!

Que o mundo não era a preto e branco e que o Homem é, na sua individualidade, um universo único, irreplicável, confesso - me, abismado, a concordar com a líder da extrema - direita francesa, Marine Le Pen nas suas posições contra algumas organizações supra - nacionais, contra o saque social promovido pelo Mercado, contra a xenofobia imigrante, contra as intervenções de dois pesos e duas medidas e contra a desfaçatez de , baseado em oportunismos políticos, ver o Ocidente sacrificar, no altar das suas conveniências pessoais, a sua geração mais jovem, sob o alibi hipócrita da defesa dos direitos humanos.
Revisitei Brandt, que disse que na nossa vida, para quem a Política ainda diz algo, pelo seu conteúdo e nobres objectivos, passamos da extrema - esquerda, na nossa juventude, para posições cada vez mais conservadoras à medida em que envelhecemos e ASSUSTEI - ME. Para dizer a verdade, com grande complacência.
É que o que me distingue é uma feroz independência de espírito e um sentido ético avesso a " colagens " compensatórias que a minha racionalidade repudia, mesmo quando posta perante a Biologia. E suspirei, FUNDO.

quinta-feira, março 31, 2011

SIM!

ESTE É QUE TEM DE SER O (UM) DISCURSO DE UM PRESIDENTE DA REPÚBLICA.

CAVACO SILVA fez, num momento particularmente grave para o País, um discurso mobilizador e sem " contrabando ", apelando à responsabilidade dos agentes políticos.

Sinceramente não espero nenhuma modificação nas atitudes dos partidos, sem qualquer excepção. Sendo assim, só posso concluir que as eleições, se não tiverem, pelos seus resultados, uma definição clara do panorama político, levarão o País a uma situação preocupante.

É de acrescentar que as definições financeiras que permitirão " salvar " o país, no quadro da U.E. e do sistema que a gere, continuam as mesmas e eventualmente agravadas por instituições não- democráticas como são os reguladores do Mercado.

Sendo assim, iremos assistir a uma campanha eleitoral surreal, na medida em que as decisões, o planeamento e a acção política já estão traçadas à partida. ESTÚPIDAMENTE traçadas do exterior, reduzindo - nos a palhaços, numa farsa que teima em perpetuar - se ad nauseam.


Na Líbia caiu a máscara da protecção(!!!?) dos civis ( armados, para dizer a verdade... ) numa despudorada hipocrisia, também ela repetidamente usada até ao vómito, desta vez com figurinhas patéticas a acompanhar uma grande desilusão - a do Obama - produto afinal das circunstâncias e não O líder que se esperava.

As " justificações " da POLÍCIA MUNDIAL têm por hábito cuspir na Ética e glorificar os interesses nacionais sob o alibi gasto dos direitos humanos.

Para derrubar o líder líbio, bastava reunir o conselho de Segurança da ONU e assustar a Liga árabe, mais nada... e assumir com clareza o que se pretendia e dispensava - se TODA a palhaçada formal que enfeita as acções de agressão que já se estão a tornar - se um acto COBARDE.

NÃO?
FAÇAM - NO NA CHINA e pode ser que eu comece a acreditar nos pressupostos...
. Até lá...

domingo, março 27, 2011

A HISTÓRIA TEM ESSE HÁBITO, repito...,

... O de " repetir - se ", sempre que as circunstâncias que rodeiam os seus protagonistas - a natureza humana - se assemelham, para lá dos seus enquadramentos geográficos, culturais ou civilizacionais.

Estávamos em 1906 e... foi a Grande Depressão

" Foi o fim de uma época... O longo domínio das classes médias, que começara em 1832, chegou ao seu termo, e, com ele, o do reinado quase igual do liberalismo. Foram ganhas as grandes victórias. Todas as espécies de tiranias foram suprimidas. A autoridade estava quebrada por toda a parte. Os escravos eram livres. A consciência era livre. Mas, a fome, a miséria e o frio eram também livres: e O POVO EXIGIA ALGO MAIS QUE A LIBERDADE ( sublinhado meu )" - Winston Churchill

A Liberdade nunca foi um BEM gratuito e só é alcançável através de lutas hercúleas, no espaço das nações, dos estados e daí aos indivíduos. Uma vez obtida, sucede - se uma " normalidade " que as gerações subsequentes que A herdaram dão como adquirida, em permanência.
Mas Ela tem um preço que ninguém quer pagar - A Liberdade dos outros - e tudo o que a acompanha nas multi-vivências de cada um, com a sua " ética " adequada às suas aspirações e responsabilizações de primata, para lá da sua condição trémulamente adquirida de SAPIENS, portadora de uma Cultura que voluntáriamente criou.

A CRISE que cinde o mundo só nos chama a atenção para um facto - a DECADÊNCIA - das relações humanas que vai do infinitamente grande dos Continentes, Culturas, Estados, Nações e chega às Famílias e ao INDIVÍDUO, cuja expressão máxima e perversa é a hipervalorização narcísica, extravasada para o espaço da Família, para as Nações, para os Estados, para os espaços Culturais e para os Continentes.

O SAPIENS original só se tornou gregário levado pelas circunstâncias que lhe mostraram o caminho da extinção como espécie.
O SAPIENS moderno, cego pelas suas victórias civilizacionais que o mantém ao abrigo temporário e periclitante e não a salvo da Natureza e porventura de si próprio, perpetua a sua ESTUPIDEZ em tautológicas receitas, sem memória e sem RACIONALIDADE, livre já da canga da religiosidade e da História,que, suprema ironia só é segura hoje, na vertigem da massificação mentirosa do SABER, pela sua elite consagrada na CIÊNCIA.

IMPOSSÍVEL qualquer reforma das instituições nesta já tão cristalizada Globalização das diferenças. Seria este o fim da História visionado por Fukuyama?

QUE VENHAM AS REVOLUÇÕES!TODAS ELAS SERÃO BOAS PARA O TERRAMOTO QUE IRÁ SACUDIR ESSA MONSTRUOSIDADE CRIADA PELA BURGUESIA PLANETÁRIA E QUE REDUZIU O SAPIENS À SUA CONDIÇÃO PRIMEIRA - A DE RECOLECTORES.

sábado, março 26, 2011

TWITTS

O REMAKE do " menino de oiro... "

O " homem invulgar " ( que falta de gosto!... ) de F. Cabrita, não vai ter o prefácio de Marcelo. SAFA! terá pensado, e fez bem em não ter o nome nessas andanças cabritas...

Casa Pia, ainda se lembram?

Ilídio Marques, um dos jovens " violados " vem, em entrevista vangloriar - se de - " um grupo de putos deram a volta à P.J. ", fazerem parte de uma conspiração contra os réus acusados no processo.
SANTA INGENUIDADE! Saberá ele que, eventualmente, não vá o diabo tecê - las, ou de facto, quem foi manipulado foram eles e já agora toda a " opinião " cabritinizada que se predispôs a isso?

UMA PERSPECTIVA MEDONHA

António Seguro " chega - se à frente " oferecendo - se para ajudar P. Coelho na formação de um governo. Se já não me chegasse o susto de imaginar P. Coelho e apaniguados à frente do Governo, só me faltaria ter lá também o Seguro para o pesadelo ser total.

Uma perguntinha - Esse pessoal acha já que Sócrates " arrumou as botas ? "

CUMPLICIDADES

Henrique Monteiro acha que Sócrates deu cabo da esperança dos portugueses e que " ...sem esperança não existe capacidade de sacrifício, de resistência, de mobilização ".
Miguel Sousa Tavares pensa, com Guimarães Rosa, - " A vida é assim: esquenta e esfria, aperta, daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é CORAGEM ".
Calamatche pensa que a esperança é um sentimento vazio e desmobilizador, reactivo e passivo nas mais das vezes e bloqueia a acção e atitudes pró-activas. Só é útil para um moribundo religioso.

E pronto, está twittado.

sexta-feira, março 25, 2011

AGORA... É A VEZ DA BUROCRACIA

Por aqui, principalmente através das " demarches " de Cavaco e substancialmente na UE através dos seus organismos de controlo e doutrinação.

Sou honesto quando digo que sou um adversário intelectualmente militante contra este regime e este sistema que globalizam o Mundo, apoiado fraudulentamente, nas nossas mais nobres aspirações. De todas elas já só resta a Liberdade, transformada numa farsa em que a dominação e o controlo se desviaram da Política e, camufladas pelo poder financeiro,se tornaram " intocáveis ", para já.

AH.... mas há o voto e os dias inebriantes de campanha em que TUDO está nas nossas mãos. Dura pouco, já se sabe, é como a vingança do chinês e tem o efeito de boomerang que a culpa que acompanha a decepção, mortifica - Nós é que votámos neles!

Até que a taça transborde, muitas vezes mais irão os povos sentir essa Culpa, a remetê -los à promessa de votarem melhor, sabendo ler o essencial das mensagens políticas trazidas à sua consideração e ao seu escrutíneo.

Até lá, muita água ainda será precisa para encher o copo da frustração.

Adenda - hoje, 26/3 acrescentei uma preposição que me escapuliu do texto. Ela é CONTRA. As minhas desculpas...

quarta-feira, março 23, 2011

LAMENTÁVEL!

PSD - ML

Patética a prestação do PSD na discussão do PEC apresentado pelo PS. O cheiro do poder, putativamente assegurado, a sanha vingativa de alguns e os rancores de outros, bastamente demonstrados na pobre e inconcebível prestação de Manuela Ferreira Leite,elevaram o líder do CDS, Paulo Portas, a um nível que Passos Coelho só poderá aspirar. É uma questão de inteligência, pois claro.

Nada a dizer do PCP e do Bloco. O mundo que desejam não é aquele que a matrix ocidental contempla e que a natureza humana insiste em contrariar, portanto...

Cai o Governo se Sócrates assim o decidir e vai - se a eleições.

O mundo e Sócrates ( o inginhêro mal - amado ) que se lixem, assim terá pensado muita gente. Bem, sendo assim, funciona o elemento essencial da Democracia - a Liberdade - e estaria tudo bem...

VEREMOS...

segunda-feira, março 21, 2011

UMA CRISE POLÍTICA...

... NÃO É O FIM DO MUNDO, escreve o director do jornal Expresso. Correcto, já que o mundo não anda à volta dos umbigos lusos; fazem mais para o seu declínio civilizacional os outros títeres ocidentais.

Convenhamos que o sentido da constatação é metafórico e redundante no país a sua permanência. O que é mais uma crisezinha? O que faz falta é animar a malta, não é? E se fôr com mais uns reboliços que entretenham os Media e o pagode ( os sem abrigos que se cuidem ), venham eles...

A cacofonia nacional, ópera bufa que a (in)relação dos intérpretes, herdeiros inconscientes de uma mentalidade corporativa que o " padrasto " da nação incutiu profundamente nos seus filhos, é de há um tempo a esta parte um caso de psiquiatria, aflorado tímidamente já por alguns especialistas da matéria.

Tudo isso poderá ser remetido com um encolher de ombros à ementa da Dama DEMOCRACIA onde, recito, " a mistura de astronautas, bodes, camponeses, galinhas, matemáticos e virgens loucas e dão - se a todos os mesmos direitos... e ainda com a conversa fiada, só pode ser considerado um erro cósmico... " - Mário Henrique Leiria, citado numa antiga crónica,pelo Expresso, mas a mim a COISA parece - me tão mesquinha que quase chego a pensar que esta condição chega a ser, pelo seu reconhecimento e prática um laço fundamental a unir os portugueses.
Já houve gente, como disse, mais capaz a abordar tímidamente, que o assunto é melindrosos, este desiderato social e vou deixar para eles o aprofundamento do tema.
Por ora, QUE IMPORTA?,venha de lá mais uma crisezinha, que a gente até já as inala, expectantes, correcto?

E se juntarmos à ementa o vómito que me provoca o que se está a passar aqui perto na Líbia, bem... a indigestão está garantida por uns tempos.

A propósito, já perceberam porque é que o senhor Cavaco não é o meu presidente e eu sou um anarquista mole e soft de quem as armas e bombas nem nas palavras consegue ser eficaz, num universo onde já ninguém quer OUVIR ou VER?

Desdramatizemos pois, não é, Ricardo Costa?

sexta-feira, março 18, 2011

E PORTUGAL?

SITUAÇÃO CONFUSA, NÃO É?

A semana vai ser fértil em declarações e justificações. Vai uma aposta?

Voltarei ao assunto com mais vagar...

É CLARO QUE ME VOU ENGANAR...

POIS É..., O BOLO É DEMASIADO APETECÍVEL E SEMPRE É MELHOR TER " DEMOCRATAS " À FRENTE DAS NEGOCIATAS.

JÁ agora, porque não arrasar a economia líbia, a começar pelas infra - estruturas como os aeroportos e quem sabe, toda a Força Aérea mais uns contados e depois RECONSTRUIR, como fizeram com o Iraque.

A História repete - se sim, desde que as circunstâncias que rodeiam os protagonistas, sejam Obama, Bush ou Hitler, Sarkhozi, Cameron ou Churchill, sejam criadas de molde a favorecer um futuro ao qual se tem respondido SEMPRE da mesma maneira e com resultados, no mínimo, corruptos.

É evidente que, se Kadahfi não for abandonado pelo seu exército a coisa só acabará com uma invasão terrestre a mando do Conselho de Segurança da ONU e a história se repetirá até chegar a vez da Venezuela.

Chavez que se cuide...


ADENDA - EU NÃO LAMENTO A QUEDA DE AUTOCRATAS; SÓ LASTIMO, COM REPULSA, QUE SE SEJA INCAPAZ DE RESOLVER ESSA HIPÓCRITA MANIPULAÇÃO EM NOME DE DIREITOS HUMANOS E DEMOCRACIA SEM SER PELA DESTRUIÇÃO E PERDA DE VIDAS.

quarta-feira, março 16, 2011

AINDA A LÍBIA...

Kahdafi soma e segue...

Bengahzi está prestes a cair e difícilmente seria de outro modo, já que com o apoio assegurado dos militares e de grande parte da sua população plus calculismo sensato do Ocidente plus solidariedades dos amigos na ONU, teria tempo de recuperação.

Confesso que estranhei a princípio a " ameaça " de intervenção por parte dos USA e da Europa quando já tinham um Kahdafi domesticado e o petróleo a jorrar. Depois reparei que a GULA era e é sempre uma tentação diplomática. Aliás, basta ver a diferença de atitudes no Bahrein, onde, com o beneplácito de TODOS, os revoltosos enfrentam as tropas dos Emirados e dos Saud. Pudera, dá- se a coincidência de serem " perigosos " xiitas, que constituem 70% da população, amigos do Irão, já se vê...

terça-feira, março 15, 2011

MAU SINAL...

O empate do Benfica com o Portimonense terá, obrigatóriamente de alertar Jesus para a desmotivação dos atletas para a parte final do campeonato, perdido para o FCP.
É que esta " lagarteação " da equipa é inaceitável. É bom não esquecer que ainda somos os campeões nacionais e que o prestígio do Benfica está para além dos títulos que estes sublinham.

O PAÍS À RASCA

O presidente da República, Cavaco Silva, ameaçou assumir as suas responsabilidades na crise nacional de uma forma algo enviezada mas deu para perceber que só não se envolveu ou deixou - se envolver até então, apesar de ter sido um dos actores mais activos do drama que se abateu sobre o País, por puro tacticismo.

Se Cavaco dramatizou Sócrates não se ficou e devolveu a peça, em tragédia, aos outros autores, com uma mensagem simples - Façam o favor de fazer melhor!
De uma penada confrontou a população portuguesa com as suas responsabilidades - Ou aceitam fazer parte desta solução Ou entregam - na ao FMI.

Os dados estão lançados e está TODA A GENTE METIDA AO BARULHO. Não há inocentes.Chegou a altura de se confrontarem com o regime e o sistema que escolheram para viver e se ainda não os conhecem bem tratem de se informar melhor desta vez.

domingo, março 13, 2011

O JAPÃO EM FÚRIA

Andei por aqui a tentar adjectivar o que senti, o que sinto, quando as hecatombes com que a Natureza " brinda " as suas crias nos mortificam, na ressaca do terramoto que assolou o Japão e concluí que o adjectivo com que NUNCA classificaria os factos naturais seria, ABOMINÁVEL.

Estranhei ouvir da boca do presidente da República francesa tamanho dislate, como li de uma deputada do seu partido outra enormidade, essa sim, abominável, em relação aos imigrantes magrebinos que lhes dão à costa - Metam - nos num barco e atirem - nos ao mar!

Ficam por cá os lamentos, pelas vítimas do terramoto e pelo povo francês cujos dirigentes entraram em delírio intelectual e moral por esses dias, marcados pela ascensão mórbida dos valores da extrema - direita francesa no panorama político da França.

CARTA ABERTA...


... À GERAÇÃO EM " DESENRASCANÇO "..

MUITO BEM!
GOSTEI DA MANIFESTAÇÃO, PELA ADESÃO QUE TEVE E PELO SABOR QUE, QUERO CRER, SENTIRAM POR ESTAREM JUNTOS, NA RUA, A CRIAR LAÇOS DE SOLIDARIEDADE QUE VOS FIZERAM SENTIR - SE UM CORPO VIBRANTE DE ENERGIA E CAPAZES DE QUASE TUDO.

Ficou guardado na vossa memória que a mobilização é possível, para lá do provável enquadramento ideológico ou não que a cada um vos afecta, de uma maneira ou outra.

As minhas desculpas pelo indisfarçável paternalismo que por aqui vazei por vezes, irritado com o vosso conformismo e negligência.

O rastilho foi aceso; porém, as palavras de ordem generalistas só terão respostas do mesmo tom.
O " truque " é escolher temas CONCRETOS, sempre acompanhados de soluções e dirigidos a alvos CONCRETOS, seja a classe empresarial à qual o Desemprego se lhe deve, seja ao Governo na reforma das Universidades, seja às Fundações e Bancos na obrigação social de criarem Bolsas de Estudo, seja aos cidadãos em geral, no cumprimento das suas obrigações e deveres para poderem exigir direitos e alimentá - los com trabalho e excelência, eu sei lá...

A tentação de vos arrebanhar será grande na classe política. Deve, deveria ser o seu dever com uma credibilização do que vos afastou dela. O vosso dever é PENSAR, REFLECTIR e AGIR, como mandantes de um Futuro que será vosso.

Bem - hajam, pois!