Não consigo resistir à ligeireza deste "cruzado"a espadeirar contra a direcção do PS e a fazer-lhe as medidas para um "caixão" que ele preconiza breve.
Remeto o espadachim para a minha posta anterior para não me alongar em considerandos que os factos dos últimos dias se encarregaram de tornar transparentes.
sábado, outubro 18, 2003
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CALAMATCHE
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sábado, outubro 18, 2003
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Por razões alheias à minha vontade a minha última posta esteve assim algo para o trapalhão.
Alguém me explica qual foi a patetice que eu cometi para ser tão "ininteligível"'?
Gracias!
Alguém me explica qual foi a patetice que eu cometi para ser tão "ininteligível"'?
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CALAMATCHE
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sábado, outubro 18, 2003
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A FESTA CONTINUA
Já não é a primeira e não será a última vez que um editorial do J.Saraiva no Expresso me causa engulhos.
Desta vez, a propósito de, quanto a mim algumas indignações de cidadãos mais ou menos despertos (chama-se a isso ditadura de massas ou seja lá o que estará a passar nesta choldra como ele diz por interposta pessoa) pelo não cumprimento das leis deste PaÃs por pessoas que deveriam dar o exemplo.
Se não vejamos:
1)Não há nem nunca houve uma guerra do PS contra o poder judicial,como ardilosamente ele enunciou.A falácia da falsa premissa é um justificativo da conclusão que aparecerá no fim do artigo.
Houve sim uma defesa legÃtima de cidadãos (do PS) e não só, da honorabilidade (verdadeira ou falsa,isso está para provar) de um companheiro e amigo,não só indiciado de um crime como impedido de exercer o seu direito de defesa à luz das regras que regulam o nosso Direito.Isso é deeclarar guerra à Justiça!!!? Que apareçam mais guerreiros,JÃ�!
A razão da posição então tomada foi dada nos últimos dias, com a libertação de dois arguidos,cujas prisões ancoravam em pressupostos débeis e mal fundamentados (Tribunal da Relação dixit).
A festa e o carnaval mediático fizeram-no a televisão e os jornais.
As conclusões do desenvolvimento desse procedimento legal por parte da defesa,formal ou popular,não interessa,tira-as,num raciocÃnio maniqueista,redutor e polÃticamente enquadrado o inefável Director do Expresso--Se perde o Pedroso o Ps conclui que houve cabala;se ganha o Pedroso o Cidadão conclui que os juÃzes recuaram e perde a justiça.Admirável conclusão!
De tudo isso, eu vou fazer futuramente uma leitura POL�TICA como faço em relação a tudo a que aos cidadãos digam respeito.E da� pergunto eu.
Não há porventura em Portugal outro sÃtio (excepto aqui,na blogosfera) onde melhor se espelha a democracia (cuja vertente máxima na perspectiva burguesa é a liberdade de expressão) que a Assembleia da República,e,nada do que aà foi dito ou feito (comunicação social exclusivé) ofendeu aquela casa.
Já é tempo de a Comunicação social assumir as suas responsabilidades cÃvicas perante o PaÃs.Eu sei que desta pobre tribuna o que aqui se diz por aqui fica,mas voltarei a este tema.
Apesar de o J.Saraiva ter "relativisado"n o nepotismo de dois Ministros e tentado transformar a batota do não-cumprimento da lei em fait-divers redundante no imaginário português,a verdade é que uma das vertentes da Democracia é a activação de procedimentos legais contra os infractores-A Lei é igual para todos.A demissão dos cargos é um problema partidário.A responsabilização é um problema de justiça,ou não?
Pra terminar,o conceito de estabilidade,de Ministros,do Governo,da Oposição,da Av.Almirante Reis etc...deste Senhor é paradigmático e faz parte da idiossincracia neo-liberal dominante:ESTEJAM QUIETOS,FAÇAM MENOS BARULHO,DEIXEM-NOS TRABALHAR.OQUE É BOM PARA MIM TAMBÉM O É PARA VOCÊS.
A "instabilidade" é um bem.Aonde ela se manifestar é um sinal de que Há gente desperta e que pensa e age segundo conceitos de justiça,seja lá o que isso fôr para cada um dos cidadãos.ISSO é que é a Democracia.
E Viva a BLOGOSFERA!
Já não é a primeira e não será a última vez que um editorial do J.Saraiva no Expresso me causa engulhos.
Desta vez, a propósito de, quanto a mim algumas indignações de cidadãos mais ou menos despertos (chama-se a isso ditadura de massas ou seja lá o que estará a passar nesta choldra como ele diz por interposta pessoa) pelo não cumprimento das leis deste PaÃs por pessoas que deveriam dar o exemplo.
Se não vejamos:
1)Não há nem nunca houve uma guerra do PS contra o poder judicial,como ardilosamente ele enunciou.A falácia da falsa premissa é um justificativo da conclusão que aparecerá no fim do artigo.
Houve sim uma defesa legÃtima de cidadãos (do PS) e não só, da honorabilidade (verdadeira ou falsa,isso está para provar) de um companheiro e amigo,não só indiciado de um crime como impedido de exercer o seu direito de defesa à luz das regras que regulam o nosso Direito.Isso é deeclarar guerra à Justiça!!!? Que apareçam mais guerreiros,JÃ�!
A razão da posição então tomada foi dada nos últimos dias, com a libertação de dois arguidos,cujas prisões ancoravam em pressupostos débeis e mal fundamentados (Tribunal da Relação dixit).
A festa e o carnaval mediático fizeram-no a televisão e os jornais.
As conclusões do desenvolvimento desse procedimento legal por parte da defesa,formal ou popular,não interessa,tira-as,num raciocÃnio maniqueista,redutor e polÃticamente enquadrado o inefável Director do Expresso--Se perde o Pedroso o Ps conclui que houve cabala;se ganha o Pedroso o Cidadão conclui que os juÃzes recuaram e perde a justiça.Admirável conclusão!
De tudo isso, eu vou fazer futuramente uma leitura POL�TICA como faço em relação a tudo a que aos cidadãos digam respeito.E da� pergunto eu.
Não há porventura em Portugal outro sÃtio (excepto aqui,na blogosfera) onde melhor se espelha a democracia (cuja vertente máxima na perspectiva burguesa é a liberdade de expressão) que a Assembleia da República,e,nada do que aà foi dito ou feito (comunicação social exclusivé) ofendeu aquela casa.
Já é tempo de a Comunicação social assumir as suas responsabilidades cÃvicas perante o PaÃs.Eu sei que desta pobre tribuna o que aqui se diz por aqui fica,mas voltarei a este tema.
Apesar de o J.Saraiva ter "relativisado"n o nepotismo de dois Ministros e tentado transformar a batota do não-cumprimento da lei em fait-divers redundante no imaginário português,a verdade é que uma das vertentes da Democracia é a activação de procedimentos legais contra os infractores-A Lei é igual para todos.A demissão dos cargos é um problema partidário.A responsabilização é um problema de justiça,ou não?
Pra terminar,o conceito de estabilidade,de Ministros,do Governo,da Oposição,da Av.Almirante Reis etc...deste Senhor é paradigmático e faz parte da idiossincracia neo-liberal dominante:ESTEJAM QUIETOS,FAÇAM MENOS BARULHO,DEIXEM-NOS TRABALHAR.OQUE É BOM PARA MIM TAMBÉM O É PARA VOCÊS.
A "instabilidade" é um bem.Aonde ela se manifestar é um sinal de que Há gente desperta e que pensa e age segundo conceitos de justiça,seja lá o que isso fôr para cada um dos cidadãos.ISSO é que é a Democracia.
E Viva a BLOGOSFERA!
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CALAMATCHE
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sábado, outubro 18, 2003
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segunda-feira, outubro 13, 2003
JÁ AGORA PORQUE NÃO COMEÇAR COM O TIO PATINHAS?
Foi a pergunta deixada por uma ouvinte do Fórum-TSF dedicado à introdução de textos do Big Brother e Telenovelas no "curriculum" do ensino do português no 10º ano,em resposta aos argumentos contra a leitura "traumatizante" dos clássicos.
Quando cheguei a Portugal,vindo de Cabo Verde,no longínquo ano de 1968,para entrar no curso de medicina,fiquei chocado com o baixo nível do português falado e escrito dos meus colegas de curso e pelos estudantes da Secundária: o vocabulário era indigente,limitadíssimo; a formulação de qualquer ideia mais ou menos roçando a "seriedade"do abstracto,tropeçava e tombava na incapacidade da explicação porque não havia palavras do léxico do dia-a-dia que permitissem o entendimento de uma maneira clara.
Já nessa altura,creio eu, o desconhecimento do português estava na origem do fraco aproveitamento escolar por parte da maioria dos estudantes.Nenhuma matéria é passível de entendimento e assimilação sem se conhecer a linguagem que a veicula.
Hoje passados estes anos todos,ninguém ainda descobriu a origem da incapacidade dos estudantes para a matemática,filosofia,etc,e abordado uma forma nova de ver a origem da "chatice".
A verdade é que sem conhecerem o português erudito (que o outro o dia-a-dia se encarregará disso) não há reforma do ensino que nos valha.
Isso para dizer que não é facilitando,abaixando o nível das matérias,dos temas, e da linguagem que está a solução.
A aprendizagem não tem de ser traumatizante.Nenhum jovem está imune à alegria de aprender.O problema está nos adultos encarregues da sua instrução.
Foi a pergunta deixada por uma ouvinte do Fórum-TSF dedicado à introdução de textos do Big Brother e Telenovelas no "curriculum" do ensino do português no 10º ano,em resposta aos argumentos contra a leitura "traumatizante" dos clássicos.
Quando cheguei a Portugal,vindo de Cabo Verde,no longínquo ano de 1968,para entrar no curso de medicina,fiquei chocado com o baixo nível do português falado e escrito dos meus colegas de curso e pelos estudantes da Secundária: o vocabulário era indigente,limitadíssimo; a formulação de qualquer ideia mais ou menos roçando a "seriedade"do abstracto,tropeçava e tombava na incapacidade da explicação porque não havia palavras do léxico do dia-a-dia que permitissem o entendimento de uma maneira clara.
Já nessa altura,creio eu, o desconhecimento do português estava na origem do fraco aproveitamento escolar por parte da maioria dos estudantes.Nenhuma matéria é passível de entendimento e assimilação sem se conhecer a linguagem que a veicula.
Hoje passados estes anos todos,ninguém ainda descobriu a origem da incapacidade dos estudantes para a matemática,filosofia,etc,e abordado uma forma nova de ver a origem da "chatice".
A verdade é que sem conhecerem o português erudito (que o outro o dia-a-dia se encarregará disso) não há reforma do ensino que nos valha.
Isso para dizer que não é facilitando,abaixando o nível das matérias,dos temas, e da linguagem que está a solução.
A aprendizagem não tem de ser traumatizante.Nenhum jovem está imune à alegria de aprender.O problema está nos adultos encarregues da sua instrução.
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