segunda-feira, dezembro 19, 2011

PAULO BENTO



O actual seleccionador nacional da equipa portuguesa deu uma entrevista à " ÚNICA "  do Expresso e falou, de si e dos outros.


Sobre o seu perfil psicológico desvendou, ou melhor, reforçou o que, leigos ma non troppo, como eu já sabiam...
" Dou máxima liberdade, exijo máxima responsabilidade " - diz ele... Acontece que essa máxima EDUCATIVA tem as suas virtudes no relacionamento pais/filhos e é completamente improcedente e releva de uma arrogância e autoritarismo evidente na relação entre adultos pela projecção pessoal e  impertinente de um cargo hierárquico na interpretação do que é liberdade e responsabilidade para o Outro.


Sem renegar o papel de gestor/organizador que lhe cabe no funcionamento, TÉCNICO e não formador, de um grupo de homens adultos e responsáveis ( chegaria a maneira como geriram as suas carreiras profissionais...), não lhe devia caber, por uma questão de respeito, o papel de mestre-escola com que ele costuma pontuar a sua posição de TREINADOR TÉCNICO E... MAIS NADA.


A discordância, a queixa, o arrufo, as birras, a competitividade, dentro de uma equipa de futebol faz parte do seu normal funcionamento, mormente com as escolhas do seu técnico.
Saber gerir, sem juízos de carácter, os campeões na sua profissão, não é para qualquer um. Poucos o sabem fazer e Paulo Bento, se não fossem os circunstancialismos que rodearam a sua formação como homem, deveria sentir isso.
A questão que se põe quando se confunde o falar claro e ser frontal com falsas consciências não tem nada a ver com verdades e mentiras; o insulto, o autoritarismo, a ignorância,o ressabiamento, a mentira, as más decisões, por exemplo, também podem ter essas características, aparentemente virtuosas para Bento, sem deixarem de ser condenáveis, em juízo.


VIVA A SELECÇÃO NACIONAL! FORÇA RAPAZES!

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