quarta-feira, fevereiro 27, 2013

POIS É...

Angola, melhor, o governo angolano, não gostou de ver a Justiça portuguesa atrás das manigâncias dos seus dirigentes, ministros, altos quadros militares e agora o seu procurador-geral.

Nem mais um tusto de investimento para Portugal - clama irado o Jornal estatal contra o que diz ser uma perseguição a honrados cidadãos que figuram na lista dos mais ricos de Angola, com fortunas de centenas de milhões de euros, fruto do seu mais que  estimável labor pelo bem do país.

Percebe - se a reacção... No fim de contas, o dinheiro não devia ter cor e o raio da Justiça portuguesa dos colonialistas deveria fechar os olhos e estar de bico calado. Afinal quem é que manda nessa gente? Se o Governo português não os sabe pôr na ordem, como fazemos por aqui, fechamos a torneira.

Bem, essa visão de Portugal como sendo uma república das bananas está a fazer escola entre o novo - riquismo angolano e os seus porta-vozes. Eventualmente o petróleo e os diamantes estarão a turvar a visão de muita gente por aquelas paragens. Que tal, diplomàticamente, claro, levar umas cópias da Constituição Portuguesa na próxima visita de estado e distribuí -las aos governantes e aos jornalistas? E lembrar - lhes que ela ainda não se tornou num ornamento liberal passível de todos os desconchavos e que apesar do Algarve e Madeira produzirem bananas elas ainda são poucas para permitir o ingresso no club.

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