quarta-feira, novembro 22, 2017

ANGOLA, um processo contínuo...

... QUE NÃO EM CONTINUIDADE



Sai José Eduardo dos Santos, o criador das bases do Estado angolano e...

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                                                                      João Lourenço

Uma nova etapa histórica do desenvolvimento da Democracia angolana configurou - se com a tomada de posse do novo presidente que no seu discurso de posse, então, traçou pistas sobre as reformas que, no seu entender o Estado necessitava, de modo a cumprir a Constituição juramentada.

Hoje, passados três meses, deu passos tangíveis, estratégicos, na desestruturação das chefias das principais instituições do Estado angolano, nomeadamente a Sonangol, a Ediama, a Televisão Pública, o Banco Nacional e as Forças Armadas, a par de um enfoque decisivo na descentralização do Estado através do reforço da sua componente autárquica.
Uma passada de marcha que não, como aparenta, um passo de gigante. E tão natural que, a par do apoio do povo, não embarcou ainda no infantilismo populista insensato de " ajuste de contas ". Até porque o actual presidente fez parte do passado, hoje em deploração.

Não se sabe o que se seguirá, já que não será fácil o relacionamento com a nomenclatura " eduardina " agora em deposição dos privilégios do poder; contudo, creio eu, desde que não acompanhada pela sede de justiça que uma certa burguesia reclama sobre as responsabilidades a assacar aos demitidos pela gestão danosa da coisa pública e uma nacionalização dos patrimónios adquiridos.
Diz Rui Malaquias na Vanguarda, que essa démarche teria o apoio do povo e eu diria que dilaceraria a paz relativa que o presidente necessita para levar por diante o seu projecto. Até porque não creio que a vingança esteja nos ses planos políticos.

Sobre José Eduardo dos Santos, os juízos históricos a serem feitos sobre a sua chefia do Estado angolano nunca poderiam caber à geração de hoje. A começar pela sua ignorância do que era a Angola colonial e atrevo - me, do seu país, hoje.

Estão criadas ou em vias de se criar, saibam os quadros angolanos aproveitar as aberturas proporcionadas pelo presidente Lourenço, condições para se fazer uma Angola outra, de Cabinda a Cunene, de Huambo a Moxico.
Esse terá de ser o rumo que o seu povo agradecerá. Não o da justiça popular.

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