sexta-feira, junho 29, 2007

DEMOCRACIA

Em tempos escrevi aqui, por alturas do furacão Katrina, a propósito do fraco desempenho da Administração Americana, que era chegada a altura do Ocidente reflectir sériamente os contornos, os limites e os objectivos deste sistema politico tão cheio de potencialidades pelo que promete na resolução permanente dos problemas que a evolução das sociedades inapelávelmente traz na sua caminhada geracional e qual o papel dos Estados no cumprimento dos seus principios.

Ainda sobre isso fiz um reparo às tentativas recorrentes de imposição acelerada deste sistema politico,também ele económico e social, ancorado no direito soberano das liberdades individuais, aos povos de todo o mundo, sem se cuidar de, primeiro, criar as infraestruturas que permitirão em última ( mas não menos essencial) análise, a possibilidade e a necessidade de eleições livres.

Como o exemplo de Argélia, com os radicais islâmicos,de Iraque com os xiitas e agora com o Hamas, as eleições livres (!!!?) não são garantia de autenticidade, por um lado, nem de segurança por outro.

Alguém chamará de democracia os sistemas que vigoram, por exemplo
em Cuba, Venezuela, Irão, Egipto, etc?
As criticas que pendem sobre esses e outros países, portadores das mesmas deficiências (!!!?), que vão desde a perseguição dos adversários políticos, à censura mediática e execução dos seus cidadãos não poderão, mutatis mutandis, ser assacadas à maioria dos países ocidentais, pelo não cumprimento das obrigações que o sistema define e exige?

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